Episódios de Tech TIM

Como encontrar equilíbrio no uso da tecnologia no dia a dia? | Tech TIM Podcast EP12

28 de abril de 20261h18min
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Chegamos ao último episódio do Tech TIM, o podcast da TIM que traduz o universo da tecnologia de forma leve, prática e conectada com o dia a dia. E agora, vamos falar de um tema que vem ganhando cada vez mais força: a cultura do offline.Direto da Loja Conceito TIM, na Oscar Freire, 987, em São Paulo, nossos apresentadores Karol Attekita e Felipe Becker discutem como o excesso de telas, notificações e estímulos digitais levaram a uma busca por mais equilíbrio, presença e controle sobre o próprio tempo.Ao longo do episódio, eles mostram que a cultura do offline não é sobre abandonar a tecnologia, mas sobre saber usá-la com mais intenção. Desde hábitos simples até mudanças no consumo digital, o papo explora como recuperar o foco, reduzir o cansaço digital e melhorar a relação com o mundo online.Além disso, a conversa também aborda tendências de comportamento, impactos nas diferentes gerações e como a própria tecnologia pode ajudar a criar momentos de desconexão.

Participantes neste episódio2
K

Karol Attekita

HostEngenheira de software e criadora de conteúdo
F

Felipe Becker

Co-host
Assuntos4
  • Desintoxicação digital
  • Técnicas de focoAplicativos de controle · Método Pomodoro
  • Experiências analógicasCâmeras analógicas · Vinil
  • Impacto da Pandemia
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A gente precisa da evolução tecnológica, mas precisamos de mais conscientes. Por que o tempo todo você tem que também estar aprendendo alguma coisa e acordar às 5 e tomar banho gelado, entendeu? A culpa da não produtividade, ela vai nos acompanhar, porque é uma mudança de mentalidade que tem que acontecer, né? O uso da tecnologia é a mesma coisa, tem as ferramentas, mas você precisa usar isso, né? Sim.

Fala pessoal, sejam bem-vindos a mais um episódio aqui do Tech Team, esse que é o podcast Tecnologia da Team, onde a gente vai desmistificar diversos assuntos, fazer diversas conversas para atualizar vocês sobre tecnologia. Eu sou a Carol Atequita, sou engenheira de software e também criadora de conteúdo, e eu sou host aqui desse podcast, juntamente com o Felipe Becker.

Tudo bem, Ká? Tudo jóia. E aí, gente, sejam muito bem-vindos a mais um podcast aqui. Estamos na loja da Tinha Loja Oscar Freire, que é uma loja conceito. Super conceito. Muito bonita, tem muita coisa legal. Vem aqui pra você conhecer. Tem um estúdio na parte de cima que a gente tá gravando. Sim. Muito produto de tecnologia, o pessoal pode testar, pode ver. Tem uma área de jogos aqui, tem bem legal. Show de bola, gente. Então, venham conhecer aqui a Loja da Tinha. E você que tá vendo o podcast aí no YouTube, deixa o seu like.

Se inscreve no canal aqui da TIM, tem sempre conteúdos muito legais aqui pra vocês, né? E vários outros episódios que a gente já gravou, inclusive. Não esquece, deixa o seu like, se inscreve se você não tá inscrito e você que tá ouvindo aí nas outras plataformas também já começa a seguir o podcast aqui da TIM, beleza?

Sim, e já que a gente tá falando de tecnologia, o tema de hoje, ele pode ser contraditório, mas a gente vai explicar um pouquinho aqui sobre essa questão de cultura offline. Então, aparentemente, parece que a gente evoluiu tanto na tecnologia, tá tão conectado ali com os dispositivos, celulares, smartwatches, que agora tem um movimento ali da galera querendo se desintoxicar desse universo de tecnologia que a gente tá imerso o tempo inteiro, né?

Exatamente, nós estamos passando, vamos dizer assim, eu acho que é um momento que a gente teve aquela saturação de tecnologia, tecnologia foi vindo, crescendo, aumentando a produtividade e tudo, e chegou um momento que agora as pessoas estão falando, não, a gente chegou acho que num ponto que está muita tecnologia, a gente precisa reduzir um pouco, vamos dizer assim, ter uma vida mais parecida com o que era antigamente, talvez, um pouco do ócio, um pouco de atividades mais manuais, e sair um pouco da tela do celular.

É uma tendência bem interessante, né? E na verdade, essa questão dessa imersão tecnológica começou muito através da pandemia. Eu não sei você, mas por exemplo, na minha família, a minha mãe não tinha tanto o hábito de usar muito celular. Então ela aprendeu muito durante a pandemia, porque tinha a questão da comunicação. E aí foi uma coisa que ela não largou mais. Desde então virou um hábito meio que viciante. Só que eu acho que todo esse processo de você viciar, chega um ponto que você pensa assim, não cara, isso não tá legal, acho que eu tenho que voltar alguns hábitos que eu tinha antes, né?

Exato. Uma coisa que é interessante a gente também pensar é que é o seguinte, a gente fala muito, né, Cade, dessa coisa. Hoje em dia existe muito essa crítica em relação ao uso excessivo da tecnologia, porque o pessoal está percebendo que tem que ter um limite, porque senão não faz bem até para a saúde mental. Mas, ao mesmo tempo, o objetivo que a gente traz aqui é falar desse assunto, mas entender também que a tecnologia é muito importante.

É aquela questão. Tudo depende do equilíbrio. Então, você precisa ter equilíbrio em tudo na vida. Ao mesmo passo, a gente não está falando aqui para você virar, vamos dizer, um ir para o meio do mato e virar um emitão. Entendeu? Nunca mais usar o celular, não é isso, né? Nem tanto extremo assim, né? Exato. Porque a tecnologia facilita...

muita vida também, né? Sim, e tecnologia não é só a internet que a gente conhece. E internet não é só a rede social. Então a internet hoje, ela não serve só, apesar de que quando a gente fala de desintoxicação, a maioria das pessoas está falando a respeito justamente da rede social, né? Da cultura de scroll infinito e tudo mais. Mas a internet, ela não é só isso. É.

Então, você usa a internet pra trabalhar, você usa a internet pra se divertir e ver um filme, mesmo que seja de uma maneira mais imersa, assim, eu tô vendo aquele filme. Então, a internet também nos propicia diversas coisas. Na verdade, ela é fundamental, né? Então, quando a gente fala de desintoxicação, na verdade, não necessariamente, né? A gente tá falando de você se livrar da tecnologia, né? Sim, sim.

E tem uma coisa que... Agora o pessoal está até trazendo o nome, que é a cultura do offline. Exatamente. Que é essa tendência de você ficar um pouco mais desconectado. Que é o que a gente falou, não é uma rejeição da tecnologia, mas é você ter mais escolha de uso consciente. Então você ter mais intencionalidade, você pensar um pouco mais para fazer as coisas e conseguir separar, vamos dizer assim, o seu dia a dia em quadradinhos, onde você conscientemente vai escolher.

Não, agora eu vou me desconectar um pouco, agora eu não vou ficar olhando tanto no celular, agora eu vou ler talvez um livro.

Ou vou fazer uma cerâmica, né? Que a gente viu que é uma tendência. Fui impactada por essa tendência. Eu quero fazer... Cara, eu vi tantos vídeos interessantes sobre trabalhos manuais. Crochê também voltou, né? Tá voltando na moda, né? Sim. Então, assim, a gente vai falar de todas as tendências que estão surgindo, que é até engraçado, porque eu e a Ká, nós somos ali da década de 80, né, Ká? Sim. Você é de 80 também, certo? Sim, 80 também. Nós estamos entregando aqui a idade.

E a gente, é uma geração que a gente viu, né? A gente nasceu sem internet. Nós somos analógicos. Analógicos. A gente viu surgindo as tecnologias. Então, a gente pegou todo o período. E tem a diferença entre as gerações que a gente vai falar que é interessante também. E aí, tem uma coisa bem legal que a gente até falou em outros podcasts, né? Que é justamente essa questão da facilidade da tecnologia. Por exemplo.

A questão do celular, tem muita coisa embutida no mesmo aparelho. Então, essa intencionalidade, ela acaba sumindo, né? Naquele episódio, a gente falou sobre tecnologias retrô que estão voltando à tona, né? Tem muita essa questão, tipo, vou tirar uma foto com uma câmera analógica, a experiência, ela é outra. Com o celular, por eu ter várias coisas ali, eu posso...

vou tirar só uma foto, mas aí eu vejo uma notificação, aí eu clico, aí eu vou fazer um... aí eu entro naquele loop digital, então muito do que a gente fala da evolução tecnológica, aí eu não sei, eu queria saber até a sua opinião, se você acha que é contraditório, porque a gente tá vendo uma evolução tecnológica muito grande pra trazer essa facilidade, mas ao mesmo tempo a facilidade traz, assim, esses... como é que fala? Essas armadilhas que a gente acaba entrando.

Você acha que é contraditório a evolução tecnológica dessa questão de cultura offline?

Eu acho que sim, porque na verdade é contraditório, mas é complementar ao mesmo tempo. Porque se a gente pensar, o que trouxe essa coisa das pessoas quererem ter essa cultura offline? É exatamente perceber que o excesso de uso, o excesso que a tecnologia pode trazer, vamos dizer, como você deu o exemplo, num celular, acaba precisando disso. Porque é como você falou, Ká. Imagina, você pega o celular, antigamente, se você pegasse uma agenda eletrônica, que já era uma coisa tecnológica.

Você pegava aquilo e falava, deixa eu ver o número de telefone do fulano que eu vou ligar para ele. Você tinha que pegar a agenda eletrônica, olhar o número, pegava o telefone e ligava. Cada coisa era... Cada aparelho servia para uma coisa. Hoje em dia foi o que você falou. Você pega o celular, daqui a pouco apita ali o WhatsApp. Você já olha o WhatsApp, nossa, eu preciso responder o e-mail do fulano, do ciclano. E aí você vai embora.

Para quem tem TDAH ainda. Puxa, nem fale. Entendeu? Então, é muito difícil. E aí, a gente entra até na questão dessas características da cultura offline que a gente tem. Intencionalidade, que é a interação com a tecnologia com propósito definido, que é o que você acabou de falar. A gente precisa... Vamos usar um produto? Eu vou usar esse produto para uma coisa definida. Então, as pessoas estão com essa tendência de procurar, pelo menos tentar focar ou até ter produtos dedicados para cada tipo de coisa. Aí, a gente tem a parte do minimalismo digital.

Que é você reduzir aplicativo, notificação, tela. Só o necessário, digamos assim, né? É, exatamente. Porque existem até aplicativos que são para isso. Começaram a surgir aplicativos para você não ficar, por exemplo, você coloca uma trava no celular de 40 minutos para você não mexer no celular por 40 minutos. Tipo uma técnica Pomodoro, que você descansa um pouco, trabalha um pouco.

vários aplicativos de foco nesse sentido, né? Estão bem populares, né? Até pra controle de scroll, eu vi uns específicos pra isso. Tipo, você fica scrollando muito na rede social, ele trava. E aí tem uns que tem que fazer exercício, tem que fazer algum exercício pra ele destravar. Tem que fazer alguma equação matemática, alguma coisa. Um push-up, alguma coisa assim, pra ele poder destravar e você poder utilizar novamente. Olha que loucura, cara. Que legal, né?

Não, para você ver, o pessoal vai inventando travas em cima da própria tecnologia para você poder, talvez, fazer as pessoas perceberem, né? Sim. Então, eu acho que começa a existir muito essa coisa que se fala muito aqui do ócio também. Se você pensar hoje em dia, a gente não tem tempo livre. Tudo tem que ser preenchido. Então, a cultura do offline tem muito dessa coisa, né? Da valorização do ócio. Por exemplo, você vai, sei lá, na fila do banco, que hoje em dia ninguém vai, mas no banco, olha o exemplo que eu estou dando.

Ninguém quer também ir no banco. Ninguém quer banco. Mas vamos dizer, você está na fila esperando alguma coisa. Você vai mexendo o celular. Você não vai ficar lá, tipo, olhando, pensando na vida. É, parece que não é permitido. Exato. Você ter esse momento, tipo, de cri, cri, cri. Não tem. Você quer preencher. É, você fala assim, ah, eu vou ficar parado aqui. Ou não, deixa eu ver o que está rolando aqui no Instagram. Deixa eu ver as últimas notícias.

Porque a gente se acostumou a isso, né? Sim. Eu lembro que eu ouvi alguém falando assim. Esses dias...

que foi um comediante falando, vocês não sabem o que era no banheiro antigamente. A gente ficava lendo shampoo, ficava olhando azulejo. Entendeu? Era isso, você lia aquela revista 30 mil vezes, aquela revista que você já tinha lido. Revista de dentista, gente, consultório de dentista, aquelas revistas de 1900 bolinhas, notícia, tudo ultrapassado e você estava lá lendo.

Exatamente, entendeu? Então assim, antigamente, por obrigação, você não tinha opção, vamos dizer, como você falou, você era no dentista, você ficava ali na sala esperando, você ficava pensando na vida. Você se obrigava a pensar, você tinha que tolerar aquela parada, porque assim, ou você levava um livro, que é uma coisa única, que você vai ler, né? Não vai se distrair com outras coisas.

Ou você ficava parado falando assim, nossa, tem que fazer tal coisa. Ai, fulano, será que o fulano está bem? Nossa, não... Você ficava usando a cabeça, você não ficava distraído. Então, se a gente pensa nessa questão da cultura do offline, é meio que voltar um pouco ao ser humano ser mais desconectado.

uma conscientização, que não tá relacionado a gente não ter evolução tecnológica, eu acho que a tecnologia, ela tem que evoluir, aliás, ela traz conveniências muito importantes pra que a gente tenha tempo livre, inclusive, mas eu acho que a gente tá num momento de consciência, tipo, a gente facilitou tanto, mas peraí, tem coisas que a gente precisa resgatar ou peraí, eu quero ter a intenção, eu quero ter o controle do meu tempo, do que eu quero fazer com ele, né?

E você falou isso, eu pensei uma coisa. Que as pessoas, hoje em dia, a tecnologia, se você pensar, ela foi feita assim, ó. Pra criar o mínimo de atrito possível. Exatamente. Quando você vai fazer alguma coisa, né? Então, por exemplo, eu preciso mandar um e-mail. É muito rápido. Antigamente, você precisava mandar uma carta, parar, escrever. Era um negócio arcaico. Aí, eu precisava ligar pra fulano. Hoje em dia, você manda um WhatsApp, a hora a pessoa te responde depois.

Antes, você tinha que ir num local físico, pegar um telefone, discar aquele negócio de disco, fazer... Nossa!

Quem lembra disso? Você que não conhece, você que é muito novo, que tá vendo podcast, era um disco, você girava, você tinha que esperar o número voltar, era lento, e se você errar, você voltava do começo. É mesmo, né? Errou o número, desliga e começa de novo. Então, assim, isso, existe atrito pra você fazer as coisas, e as pessoas parecem que elas estão buscando...

O atrito. O atrito de novo, entendeu? Então, eu vi até uma tendência que as pessoas estavam... Algumas, as gerações mais novas estavam preferindo comprar em loja física, muitas vezes, do que comprar online. Porque daí você... Ah, pra ter a experiência. Você vai, você sai, você conversa, você anda um pouco, você vê as pessoas, você se relaciona. Então, assim, as pessoas parecem que a gente facilitou o máximo possível, mas o ser humano tem essa coisa de falar, não, também é legal você ter um pouquinho de dificuldade pra fazer as coisas, entendeu? E na verdade, por exemplo...

Seria uma experiência completamente diferente você vir na loja da Tim, por exemplo, que a gente está aqui hoje, ver os produtos, testar, até porque é um ambiente super interessante. Então tem essa coisa legal do presencial, né? Você sai na rua, você vê a pessoa, você toma um solzinho, entendeu? Então existe essa questão que... Essa discussão está surgindo muito na internet agora.

E a gente tem até, como você falou, os fatores que impulsionaram a pandemia, acho que foi uma coisa bem forte que puxou, porque a gente acabou ficando mais, vamos dizer, viciado do que era, porque se não tivesse internet na pandemia, seria complicado também.

É porque a gente não tinha alternativa. Sim, exato. Na pandemia, como você não podia ver as pessoas, você acabou delegando toda essa parte social para a internet. Exato. Só que isso não teve meio que volta, né? A gente ficou meio preso naquilo, né? Exatamente. E aí a gente tem... Existe a questão também da nostalgia, porque o analógico, os produtos analógicos, é uma coisa assim, meio... Para a gente é muito nostálgico, porque a nossa geração, vamos dizer, eu lembro de eu escutar disco de vinil. Sim.

na sala da minha casa. E era uma coisa que você fazia dedicada pra aquilo. Então assim, eu vou escutar música agora. Exato. Pegava o disco, colocava, era aquela coisa... Você tava fazendo aquela atividade. Então existe uma nostalgia que puxa, acho que isso... E aí tem excesso de estímulo que o pessoal tem e a parte de saúde mental também, que é você colocar limites.

colocar limites, né? A intencionalidade ela é muito importante nesse controle da saúde mental em si, porque quando você não tem o controle que você tá fazendo, né? Você se sente sobrecarregado. Aí dá o que a gente chama de fadiga, né? Aquela fadiga visual, aquela... um burnout basicamente.

Porque o nosso cérebro não foi feito para ficar ligado tanto tempo assim. Em telas o tempo inteiro, principalmente. E tem um detalhe que é... Assim, quando a gente fala disso, eu acho que é importante esses assuntos serem discutidos, porque aquilo que a gente falou, não é para você abandonar a internet, não é para você nunca mais usar um produto eletrônico, é para você ter consciência. Só que quando você começa a reparar isso... É.

Você consegue controlar melhor. Então, se você começa... Às vezes, você nunca pensou nisso. Tipo, nossa, estou usando. Será que estou usando muito rede social? Será que estou ficando muito em tela? Será que estou saindo para tomar um sol, pelo menos? Porque eu penso isso às vezes, entendeu? Talvez você que está ouvindo esse podcast, a gente está falando sobre isso, você está pensando, nossa, eu não tinha pensado que eu estou tanto tempo assim no smartphone, ou na internet e tal.

E aí, com essa consciência, você começa a refletir. Ah, né? Talvez é isso que está me deixando ansioso, porque tem a questão da ansiedade ali também.

Por isso que eu acho que essa questão de a gente pensar no assunto, você começa meio que se monitorar um pouco. Exatamente. Você começa a falar, não, acho que eu preciso ficar menos. Às vezes eu penso assim, eu tenho uma rotina que eu acordo, aí tomo café, não sei o quê, saio, entro no carro, vou para o estúdio gravar os conteúdos que eu tenho que gravar, tudo e tal. Aí eu fico o dia inteiro lá muitas vezes, eu saio de lá à noite e volto para casa.

Daí eu falo assim, gente, eu não tomei, essa semana eu acho que não tomei tipo 30 minutos de sol.

De sair na rua e tomar um solzinho? E tomar um sol. Entendeu? Isso faz mal pra saúde isso, não é bom. Então assim, você começa a pensar, você fala, nossa, eu preciso mudar meu estilo de vida, entendeu? Sim, inclusive o meu cachorro está muito obeso, ele tem que perder 10 quilos, simplesmente isso. E aí agora eu comecei a árdua tarefa de fazer ele emagrecer, a gente tem que andar todo dia, tô andando mais ou menos 40 minutos com ele. Mas...

Na verdade, não sou eu que estou levando ele para passear. Ele está me levando para passear. E tem me feito super bem esse momento, onde normalmente não era para o celular, mas a gente fica só reparando ali na vizinhança, andando. É bem legal. Aí você começa a ver, essa pessoa está sempre aqui. Aí você começa a cumprimentar a pessoa. Que era antigamente que existia mais essa coisa de comunidade. Você conheceu o vizinho. Aí um ajudava o outro, emprestava açúcar. Você conhecia mais as pessoas. Hoje em dia...

vai perdendo isso. Então, e é interessante porque tem um movimento que se chama Slow Living, né? Slow Living, que não é só relacionado à cultura offline, tá? Então, é um movimento de você viver com mais intencionalidade, tudo, não só a parte da tecnologia em si. Então, você estar presente naquele momento para poder fazer aquela coisa, você desacelerar um pouco a vida. Aí, dentro desse movimento de Slow Living, a gente tem essa questão da cultura offline, né? Que aí já é mais voltado para a tecnologia, é você fazer um...

Um detox, é você usar a tecnologia, o celular, a internet, com mais intencionalidade, né? Sim. E é interessante porque, assim, esse slow living, eu vi a gente pesquisando aqui também, que é uma filosofia de desaceleração de vida que eles falam. Que é você questionar um pouco a lógica também, do seguinte fato, por exemplo, só a produtividade como um fim, entendeu? Então, assim, é só a produtividade pela produtividade. Ah, é verdade. Entendeu? Porque tudo tem que ser...

produtivo. Exato. E a gente tem essa coisa de, por exemplo, você vai sei lá, eu sento pra jogar um videogame, alguma coisa, aí eu falo assim, putz, cara, vou ficar uma hora jogando videogame aqui, mas não era melhor eu tô fazendo toda a coisa, sei lá, ler um livro. Ah, você sente culpado. Você sente que, assim, o descanso ou o ócio, seja lá como for, ele tem que ser produtivo.

Entendeu? Então, assim, se eu quiser sentar na frente de casa pra olhar o pessoal passando na rua, você se sente culpado. Porque você fala, pô, eu poderia estar ouvindo um podcast e estar aprendendo alguma coisa, entendeu? Então, a gente, às vezes, se sente culpado por estar nesse ócio, por estar descansando. Então, assim, mas por que que o tempo todo você tem que também estar aprendendo alguma coisa e acordar às cinco e tomar banho gelado, entendeu?

Agora eu fiquei curiosa, assim, porque agora a gente está vendo uma evolução muito grande de agentes de A, autônomos, né? Você acha que a possibilidade de você delegar isso, deixar os agentes trabalhando para você, vai tirar um pouco esse peso do ócio? Talvez, talvez. Mas eu acho que, assim... Ou não. Eu acho que a gente vai acabar, por exemplo, como você tem mais tempo livre, se você conseguir terceirizar isso, você vai falar, agora eu tenho que me ocupar com outra coisa produtiva. É, pode ser.

Eu não posso ficar parado, entendeu? Então, assim, o ser humano, acho que tem essa coisa de sempre querer procurar. A gente precisa, né? Não dá pra também você ficar o dia inteiro na rede tomando sol. Mas é... Queria. É, seria bom. De vez em quando, acho que é bom também. Mas, de qualquer forma, acho que a gente tem que... O ser humano quer sempre evoluir, mas nessa velocidade, nessa loucura que a gente fica, não é saudável. Sim, muito rápido.

Então, eu imagino que a gente vai arranjar outras coisas pra se ocupar. O que você acha, você que trabalha nessa área e mexe bastante com a Ea? O que você pensa?

Eu não sei nem o que pensar, mas eu acho que é isso. Tipo, a culpa da não produtividade, ela vai nos acompanhar, porque é uma mudança de mentalidade que tem que acontecer, né? Essa é a verdade. Exatamente. E é até estranho, porque, por exemplo, se você pegar uma pessoa bem-sucedida, vamos dizer assim, uma pessoa que você sabe que é bem-sucedida, negócios na vida, tem dinheiro, daí, vamos dizer assim, você encontra essa pessoa numa terça-feira à tarde...

passear no shopping, ou tipo, tomando um sol na piscina. Você fala assim, meu, toma banho, a pessoa... É bem sucedido de estar passeando no shopping à tarde? Tinha que estar trabalhando, então a gente tem essa... Ah, sim, ah, tá à toa. A gente mesmo fala assim, não, tem que estar o tempo todo trabalhando. Então, foi o que você falou, é mudança de mentalidade mesmo para a gente poder usar bem a tecnologia, porque ninguém quer voltar na época das pedras também, né?

Sim. Mas, ao mesmo tempo, a gente não perdeu o que era bom de antigamente, eu acho.

Exatamente, exatamente. E já pra gente poder entender como você tá nesse momento, vamos começar a nossa primeira dinâmica, que é o Tech Key. Onde a gente vai analisar algumas frases ali, você vai responder pra gente, pra gente entender se você tem mais esse perfil offline ou online. A gente vai respondendo junto aqui, então a gente vai falar a frase e você vai pontuando aí pra entender se você é mais online ou offline, beleza? Exato. Vamos lá, então qual que é a primeira?

acordo e o celular é uma das primeiras coisas que eu pego. E aí, ó, você responde se você faz isso ou não faz isso. E aí, no final, a gente vai pontuar se você tem a cultura offline ou se você tá mais ligado. É, exatamente. E você? Olha, eu, sim, é uma das primeiras coisas que eu pego. Você também quer. Exatamente. É muito difícil.

Eu já pego, já começo a olhar o WhatsApp, já vejo se tem alguma coisa urgente, já olho a agenda. Assim, de vez em quando eu falo, não, vou primeiro tomar banho e depois eu olho, mas é raro às vezes que eu consigo. É, e agora tem um relógio, e aí eu não preciso nem do celular, o relógio já me notipica das coisas. Então, uma coisa que eu fiz, apesar de eu ter o canal de tecnologia, trabalhar com tecnologia o dia inteiro, acho que talvez até por isso que você satura um pouco, agora eu só uso o relógio na Lógico.

Ah, nossa, eu nunca tinha reparado. Eu não uso mais, assim, claro que quando eu vou fazer os vídeos, testar, eu uso, mas no dia a dia, eu gosto, assim, agora é um novo hobby que eu gosto, daí eu comecei a estudar relógio, não sei o quê. Ai, que legal. Aí eu tenho um monte de relógio analógico. Que legal. Não fico mais medindo todas as minhas atividades. Então a primeira, eu e a Ká estamos ali dentro do... Do online. Do online. A segunda é, prefiro deixar o celular em outro cômodo enquanto durmo.

Eu gostaria de tentar, porque realmente, eu tava até lendo sobre isso, quando você recebe uma notificação no celular, tipo, se eu tô dormindo, recebo uma notificação, o problema é a dopamina, é a adrenalina que isso vai liberando em você, né? E aí isso atrapalha tudo, tudo, te traz ansiedade, às vezes uma simples notificação já te tira completamente do fluxo de sono ali. Eu gostaria muito de deixar o celular em outro cômodo, mas eu não consigo, né? Então o que eu faço é deixar no modo foco pra me atrapalhar o menos possível.

Eu também faço a mesma coisa. E aquela questão, né? Você fica assim, pô, se alguém precisar de alguma coisa, se tiver alguma emergência, vai que alguém me liga. Então a gente já fica nesse estado meio de alerta, né? Você até poderia colocar o telefone pra tocar no quarto do lado, e você escuta qualquer coisa. Mas eu também não consigo. Até porque eu uso o celular de despertador.

Então acaba que eu tenho que ter ele ali do lado. Eu boto no silencioso, pelo menos, pra não ficar apitando. Mas é interessante isso que você falou, cara, porque é verdade. Porque não é controlável, né? Quando chega uma notificação, não é que você consegue se controlar, é uma resposta biológica do corpo a já querer olhar aquilo, né? Exatamente. Então eu e a cara seguimos aqui no... Bem online. Bem online. Consigo passar um final de semana inteira sem acessar as redes sociais. Olha, eu consigo.

Consegue? Eu consigo. Se eu estiver em casa, obviamente eu não consigo. Mas se eu estiver viajando, eu esqueço. É verdade, isso eu também faço. Praticamente esqueço. Eu também. E eu quando eu... Porque como a gente trabalha com isso, com rede social e criação de conteúdo, a gente tem que fazer. Então, muitas vezes, quando eu viajo de férias, ou vou no final de semana com amigos...

Eu quase não olho, porque eu já olho tanto que quando eu não preciso, eu falo, ah, não quero nem... Mas tem que ter alguma coisa interessante. Então, assim, eu tenho que estar, vamos dizer, no final de semana legal, conversando, me entretendo. Porque se começa a ter ósseo, tédio, aí você quer olhar. Exato. Então, mas eu diria que nessa estamos offline, então. Sim, nessa eu acho que a gente conseguiu. A próxima é já fiz ou considero fazer um período de detox digital?

Eu já considerei e tentei, mas não consegui. Eu nunca tentei, já pensei, mas nunca tentei, porque como eu trabalho com isso, eu falo, não tem como eu fazer um detox, não tem como eu desinstalar Instagram, porque faz parte do nosso trabalho, da nossa fonte de renda. Então, para a gente, não tem como ficar offline nesse sentido, eu acho.

Teve uma época que eu desabilitei todas as notificações de YouTube e Instagram do meu celular. Então, eu não via nada, tipo assim, se alguém comentasse, se alguém curtisse. Então, não foi um detox 100%. Foi parcial porque, enfim, não tem como eu apagar porque a gente trabalha com criação de conteúdo. Mas foi bem interessante porque eu saí um pouco desse negócio de alerta, né? E passei a me importar menos. Então, ajuda. É, isso é bem legal. Isso eu faço.

Eu já deixo todas as notificações desligadas, porque daí, pelo menos, eu falo assim, eu vou olhar a hora que eu quiser. Então, WhatsApp, eu olho, porque é que eu olho o tempo todo, né? Então, por isso que eu não ponho a notificação. Não precisa. Não precisa. Mas eu faço isso, de não deixar a notificação ativa, porque pelo menos esse controle eu tenho. Mas então, somos online aqui. É, quando eu recebo uma mensagem, respondo logo que beijo. Isso eu não faço. Eu não consigo.

Você responde. Não, eu não consigo responder na visão. Ah, não consegue. Eu entro num labirinto, num caminho, aí às vezes eu volto e lembro, nossa, tem que responder. Caramba. Eu também faço muito isso. Eu vou deixando às vezes o Michael como não lido, opino, falando, porque se eu parar para fazer isso agora, eu vou entrar na conversa. Aí eu me controlo, mas eu também vivo às vezes esquecendo. Então, aqui eu gosto de ter esse controle, porque senão a gente o tempo todo vai estar respondendo a todo mundo.

também, né? Sim, exatamente. Não dá, né? Então, estamos offline aqui. A próxima é, tenho hobbies que não envolvem telas como leitora física, esporte, artesanato ou cozinhar. Sim, tenho. Andar com meu cachorro, porque ele não vai crescer. Qual que é o nome dele? Benjamin. Andar com o Benjamin, meta 10 quilos. Menos 10. Menos 10 quilos. Eu, olha, pra você ver, né, como o hobby é importante. Eu gosto de cozinhar e eu gosto de ler.

Só que eu leio no Kindle. Eu não leio no livro físico, entendeu? Por causa da facilidade e tal. Mas eu não diria que eu tenho um hobby consistente de fazer assim. Não. Porque eu vejo pessoas que têm, às vezes, um hobby assim. Não, o cara não. Eu gosto de jogar. Eu gosto de correr todo dia. Tipo, o cara é um mantra. Ele não pode. Eu não tenho essa cultura. Então, eu diria que eu, vamos dizer assim, eu não tenho esse hobby. Eu faço de vez em quando, entendeu? Então, você tá offline ou online. Agora eu consegui, gente.

E tem a última aqui que é meu trabalho ou estudo exige que eu esteja conectado à internet. Sim, né? Sim. Eu e a K não temos jeito, né, K? Eu acho que a gente quase gabaritou, né? A gente é... Acho que foi duas offline que a gente teve? Praticamente, né? É, eu tive duas.

Você teve duas, eu tive... É, foi mais ou menos isso. Então, gente, depois comente, você que está vendo o vídeo aí no YouTube, comenta se você é online ou offline, e não esquece, você que está pelo YouTube, se inscreve aqui no canal da Tim, porque tem muito conteúdo legal, tem vários capítulos que a gente já gravou, e você que está escutando aí da sua plataforma também, já começa a seguir o podcast. Exato.

Não esquece que nós estamos na loja da Tinha aqui da Sky Freire. Exato, uma loja muito bacana. Vem visitar aqui. Ter experiência, né? E já que a gente está falando de cultura offline na prática, né? Vamos entender na prática como que isso se manifesta, né? Tipo, a gente falou muito da ideia, né? Mas como que é você aplicar essa questão? Porque a gente não está falando só do abandono da tecnologia, é igual que a gente falou, né?

Não é como se eu pudesse ir para um retiro e ficar lá isolado. Não é sobre não usar tecnologia, mas é o uso consciente dela, né?

Exato, é intencionalidade. Até porque abandonar a tecnologia, gente, não dá, né? Não. Eu tava vendo, até comentei, né? Eu tinha conversado com a K antes sobre isso. Eu tava vendo um filme que é o... Qual que é o nome? Ela quase ganhou o Oscar. Eu sempre esqueço. Não, o Espião. É o... Ah, gente, vocês devem saber qual vídeo eu tô falando. Que é do ator brasileiro que quase ganhou o Oscar. Agente secreto? Agente secreto. Isso, tô...

Cabeça tá boa, tá vendo, né? Não lembro o nome do ator, não lembro o nome do filme.

Eu pedi o nome do filme com amigo secreto. Eu falo espião, mas é isso, o agente secreto. E acho que se passa na década de 70, 80 ali. E aí eu fiquei observando, porque era assim, o cara precisava falar com outro no telefone. Ah, eu vi aquilo. Você viu? Nossa, assim, real.

Daí ele falava assim, não, eu vou te ligar a tal hora Daí você tem que me falar de qual número você vai ligar Daí o cara tava no orelhão Daí ele foi nos correios pra mandar um telegrama pro cara Pra mandar um número, só que o telegrama O cara tinha que escrever numa máquina O carteiro pegava, levava no lugar Pra daí o cara ir no telefone Então assim, gente, um negócio que...

Sabe, para você fazer assim, tudo era muito arcaico. Então, você precisava fazer uma coisa, você tinha que tirar tarde, às vezes, para fazer aquilo. Você é no banco, você tinha que tirar tarde. Hoje, você vai fazer uma transferência, meu amigo. Você faz em menos de um minuto e meio, você faz uma transferência para alguém, precisa pagar uma conta. Antigamente, você tinha que ir no banco, parar o carro, pegar a fila. Aí, o boleto está vencido, volta, troca o boleto, não sei o quê. Então, é...

A gente tem essa nostalgia do, pô, naquela época era interessante, mas ao mesmo tempo, se a gente voltasse, nossa senhora, eu acho que a geração atual ia surtar em dois dias. Nossa.

Com certeza. Então, existe essa questão assim. A conveniência e tal, que a gente ganhou e tal. É, não é um abandono. Mas é você ter mais intencionalidade. Assim, em vez de você ser usado pela internet, pelas redes sociais, é você utilizar elas, né? Até porque, assim, como a gente falou no começo, a internet não é só a rede social. Muitos dos hobbies que a gente tem depende da internet, né? Então, assim, é só você entender aonde você quer focar a sua atenção.

E a questão também, a parte de estudo, para você aprender, até aprender hobby. Pô, a internet é uma maravilha. Nossa. Entendeu? Quanta coisa interessante que você pode ir lá pesquisar e ler e aprender que antigamente demorava. Às vezes você não ia conseguir informação, não tinha livro suficiente. Então, tem a coisa boa.

Um produtor digital ali com o IA para te ajudar a aprender qualquer coisa que você quer, né? Exatamente. Tem um oráculo ali na sua mão, digamos, né? Sim, né? Em termos de conhecimento. Agora, então é basicamente assim, recuperar autonomia sobre o próprio tempo e atenção. Vamos falar um pouco de impacto por geração, né? Então, a gente vai falar um pouquinho aqui sobre as gerações que estão liderando esse movimento de cultura offline.

Sim, que não é a nossa. Exato. E é isso que é mais impressionante, né? É a geração Z, inclusive, que nasceu no digital, talvez por isso, né? Porque elas não tiveram esse momento de intencionalidade e estão redescobrindo isso. E é engraçado, porque geração Z, de 95 a 2010, né? Então, assim, ele é considerado uma geração de nativos digitais. Eles já nasceram com a internet.

E eles que lideram aqui o uso, por exemplo, de Dumbphone, que a gente chama que são telefones bem básicos, né? Que você só tem ali ligação, a mensagem básica, como se fosse o celular de antigamente. Tem empresa lançando esses Dumbphones atualmente. Então, eles são os que mais usam. E usam também, por exemplo, tecnologia analógica, como uma forma de resistência contra a tecnologia atual.

até falou nesse episódio das tecnologias que estão voltando, né? Que era o movimento da geração Z também, as máquinas, as câmeras analógicas, né? Até disco de vinil, as vitrolas, tá tudo voltando, a Cybershot e tudo mais, tudo voltando porque eles querem...

Ter isso. Ter essa experiência que é uma experiência meio tátil, digamos assim. É, é aquilo que a gente falou do atrito. Você vai tirar uma foto analógica, você tem que botar o filme, e você só tem 24 poses, e você só vai ver a foto depois. Tem todo um processo pra você fazer uma coisa que você pode tirar do celular.

Quantas você quiser e vê na hora Que era maravilha de antigamente Mas eu acho interessante que assim A geração Z A nossa geração que são os milênios Que é de 80 a 94 A gente viu o mundo como era antes da tecnologia Eles não viram Mas eles tem uma nostalgia Do que eles veem Do que era

Ah, nossa, agora você falou uma coisa interessante, porque talvez, né, a gente vê muito isso retratado na ficção, nas séries, no cinema, até, por exemplo, Stranger Things, né? A geração Z tem muita coisa que ela não reconhece ali, tipo assim, Walkman, né, o Disque Man. Exato, Fita K7, VHS.

E aí eu acho que pode ser muito isso, tá? Eles olhando as séries, aliás, a parte da ficção, pensando, nossa, é que interessante isso, né? A gente não teve esse momento aqui. Devia ser muito bom, né? O pessoal de bicicleta na rua, não sei o quê. E eu vejo, às vezes, comentários. Sabe aqueles perfis de rede social que colocam uma musiquinha, aquela musiquinha...

que é uma música que parece da década de 80, 70, e aí eles ficam colocando imagem de coisa antiga. Ah, sim. Você já viu? Coloca, sei lá, um quarto de adolescente da década de 90 com videogame, aí coloca o pessoal andando de bicicleta, coisas da nossa infância.

E aí eu vejo um monte de gente comentando assim, nossa, eu nem vivi nessa época e eu tenho saudade. Quando eu vejo esses vídeos, é muito engraçado, né? Sim. É uma nostalgia do que você não teve. Então, eles que lideram isso. É muito curioso. E existe também muito, assim, eu acho que muito disso vem dessa conscientização de impacto que as redes sociais com exageres, sem usar direito, podem trazer na saúde mental.

Eu acho que a gente, nós como millennials, nós somos uma geração mais consciente nesse sentido. A minha irmã, por exemplo, eu tenho um sobrinho, e ela já conscientiza ele da questão das telas. Ela já tem esse cuidado para não ficar o tempo inteiro nas telas, porque sabe que isso não é legal para a formação da criança. Então, por mais que a gente tenha nascido analógico e se tornado digital, eu acho que a gente tem essa consciência de que isso atrapalha. Sim. E os millennials, em relação a esse movimento da cultura offline,

Como a gente teve essa transação do analógico para o digital, eu acho que automaticamente a gente já pensa mais nisso, né? A gente já consegue entender melhor e buscar um equilíbrio entre a vida pessoal e a vida profissional. Porque...

acaba que a gente viu como era antes. Então, a geração Z tem essa nostalgia do que não viveu, vamos dizer. E a gente viveu. Então, a gente só fala, cara, existia um mundo antes disso. Sim. E dizem que os millennials são os pais que mais limitam o uso de tela para os filhos. Sim, sim. Exatamente por essa questão, né?

Eu vejo na prática pela minha irmã mesmo e sim, a gente tem uma preocupação maior com os perigos disso, né? Até porque a gente conhece mais a internet do que a geração X e os boomers, né? A gente sabe mais os perigos ali que rondam ali a internet. A gente viu tudo nascendo e tal. Os boomers, quando a gente fala de geração e boomers que é antes de 80...

Eles, assim, eles praticamente viram a internet nascer num período que... Eles não pegaram tanto isso. Eu acho que eles mantiveram mais essa coisa de não ser tão conectado. Apesar que hoje eu acho que não sei se tem tanto isso, né? Depois da pandemia, é o que eu estava falando da minha mãe, né? Depois da pandemia, eles se conectaram muito. Aí tem um perigo muito grande para essa geração, é que ela não entende tanto a internet quanto nós.

Aí tem tanto aquele problema de inteligência artificial, de curadoria de conteúdo, né?

E eu também vejo que a geração X, os boomers, como às vezes eles tinham um estilo de vida menos conectado, mas eles foram aprendendo. E hoje em dia, às vezes a pessoa fica mais ociosa em casa, às vezes já se aposentou.

E aí, o que acontece? Entre você ficar, vamos dizer, fazendo nada, lendo um livro, ou vai arrumar um hobby, alguma coisa para fazer, é muito mais fácil a pessoa pegar e ficar no celular o tempo todo. E a gente começa a ter muito caso de filhos que falam, pai, mãe, você está muito celular, sai um pouco, você não faz bem, tal, tal, tal, entendeu? É o caso da filha aqui, falando, pai, sai do celular. Exatamente. Então, isso acaba, vamos dizer assim, acaba...

afetando todas as gerações, mas as gerações mais novas, como você falou, Capur, entenderem eu acho melhor isso, a gente consegue medir, a gente sabe onde está o perigo, vamos dizer, né? E também tem essa questão ali do impacto do consumo, como que a gente vê essa tendência impactando no consumo, por exemplo, a gente falou aqui de vinil, a gente falou da experiência dos livros físicos, né? Que também é uma coisa que está voltando, apesar de a gente ter muito a questão do Kindle e tal, as pessoas querem a questão física, né? Tachou!

Tem muito artista lançando mídia física também, as câmeras analógicas, né? Então, porque tem essa experiência diferente. Sim, e isso impacta o mercado, né? Porque, assim, as pessoas começam a procurar produtos que vão ser mais tátil, mais desacelerado, que tem mais intencionalidade, como a gente falou. Então, aquela coisa...

Eu coleciono disco de vinil. Tá, mas, pô, você tem aí, você tem diversos aplicativos de streaming, você não precisa nem pagar, você tem toda a biblioteca do mundo lá dentro. Mas, tá, mas eu quero ter o disco de vinil, porque, assim, o disco de vinil eu vou colocar lá pra tocar, eu vou sentar na sala pra escutar, é um negócio analógico, eu tenho que escutar a música na sequência. Na sequência. Então, eu vou conhecer o álbum, se for no streaming, ele toca aleatório do jeito que ele quer.

Acho que não tem nem pular pra passar uma música. Tem, não sei. No analógico? No vinil. No vinil, não. Não tem, porque é uma agulha, né? Não tem como você pular. É um disco que roda sob uma agulha. Então, essa agulha vai seguir num caminho único e obrigatório. Você pode, assim, levantar a agulha e botar na próxima música. Ah, tá. Você consegue ver o risquinho ali um pouco maior, que é onde troca as músicas. Mas é tudo na mão.

né? Então, eu acho que isso até muda o mercado, porque a gente vê empresas relançando, né? Coisas que eram da década ali de 80, 70, tipo a Polaroid, por exemplo. É, a Polaroid. A Fujifilm, que lança aquelas câmeras agora, tem um monte que você tira a foto, ela imprime a foto na hora e eu lembro que minha avó tinha uma câmera dessa.

Quando eu era pequeno, eu achava o máximo. Era a nossa tecnologia, assim, de ponta. E hoje em dia é uma coisa que a pessoa quer, porque, assim, é uma lembrança. Quando o fulano vê aqui, eu vou dar para ele essa foto. Eu vou olhar a foto. Então, você começa a ter um mercado que surge para atender essa demanda. Principalmente da geração mais nova que está querendo isso, eu acho. Exatamente, sim. É bem interessante ver esse movimento voltando, né? E a gente tem também até impacto no digital, né, Ká? Porque...

Consumo menor de redes sociais, né? Essa curadoria de conteúdos, né? Essa intencionalidade, né? Pra você tentar evitar essa questão... A gente falou muito sobre o algoritmo no último episódio, né? De como... Algoritmo que não é só parte da rede social, mas como os algoritmos nos ajudam a fazer essa curadoria de conteúdo, que é de acordo com o que você gosta e tal. Só que o lado negativo disso é justamente esse efeito loop, esse efeito viciante, esse efeito que às vezes...

faz com que você fique preso ali e vendo aquilo o tempo inteiro. Então, tem toda essa questão dessa tendência de você ter uma curadoria maior para o conteúdo que você está consumindo, né? Por exemplo, se eu estou vendo alguma coisa que aparece no meu feed, ah, será que eu quero realmente ver isso ou será que é só porque o algoritmo colocou isso para mim, né?

Sim, o algoritmo está testando para ver se eu fico mais tempo aqui com esse tipo de conteúdo. E às vezes você já pensa assim, pô, isso não é um conteúdo que me agrega alguma coisa. Então, eu vou colocar aqui, dá para você indicar, né? Hoje em dia, você clica lá e fala assim, não me interessa, o Instagram tem isso, para você mostrar para o Instagram que eu não quero ficar vendo, por exemplo, pegadinha na rua. Eu não quero ver dancinha, eu quero saber mais conteúdo, sei lá, agora de carro, então eu quero ver mais conteúdo de mecânica.

E aí você vai indicando, você consegue direcionar, né? Mas ao mesmo tempo, se você não tiver essa intencionalidade, essa curadoria, você também às vezes pode, vamos dizer assim, querer usar menos porque aquilo não está te entregando o que você quer. Mas a rede social é mestre em fazer isso. E aí a gente passa a ter mais curadoria nos aplicativos e até os aplicativos que são feitos exatamente para isso que a gente falou.

É um aplicativo que vai limitar o seu tempo de tela, que vai, às vezes, criar um joguinho para você usar menos tempo. Teve um que eu instalei uma vez, eu não lembro o nome, mas tem vários que são assim. Vamos dizer assim, você fala assim, vou ficar 40 minutos sem mexer no celular. Aí você coloca 40 minutos. Aí aparece a tela, se você desbloquear o celular, aparece um bonequinho, tipo, plantando um negocinho. E aí, se eu ficar 40 minutos, eu consigo, tipo, plantar não sei quanto da minha horta.

E aí você vai montando, é um joguinho, entendeu? Que legal, que legal. Então você vai montando a sua horta e fala, você ficou 40 minutos sem celular e ele conseguiu plantar 3 alfaces e uma árvore. E aí você vai jogando aquilo, ele gamifica a redução de uso do celular. Do uso do celular, né? Tem até uma coisa interessante, né? Porque a Apple, por exemplo, dentro da App Store, né? Ela tem também a possibilidade dos desenvolvedores venderem o que a gente chama de App Clips. Não sei se você já viu isso.

Que é justamente essa tendência da gente enxugar a funcionalidade dos aplicativos. Então, por exemplo, eu estou desenvolvendo um aplicativo que tem muita coisa embutida nele, eu posso distribuir pequenos app clips de funcionalidades específicas. Então, a pessoa consegue usar uma funcionalidade só específica que está dentro ali daquele contexto, que é bem interessante também. Nossa, que legal. É tipo, você escolhe exatamente o que você quer usar.

Exatamente. Nossa, isso eu não sabia que existia muito legal. E aí é o que a gente está falando. Isso surge como novos modelos de negócio. Então, até a gente tem visto plataformas que oferecem assinatura para você não ficar vendo propaganda. Porque assim, eu quero pagar para eu ter mais foco. Eu não quero, por exemplo, eu vou ver o YouTube.

Você tem a assinatura do YouTube que você pode pagar para não ter propaganda. Então, a pessoa fala assim, pô, se eu for ver, toda vez que for ver vídeo, vai dar anúncio, eu perco tanto tempo. Não, eu prefiro pagar para eu não ficar vendo anúncio e ver só o que eu quero com mais objetividade. É um modelo de negócio novo que surge, né? É, que é uma, digamos assim, é mais intencional. Eu estou pagando para ter aquilo do que eu estou dando o meu tempo para ver os anúncios ou vendendo os meus dados ali para monetizar aquele produto.

Exatamente. E nós temos, falando meio que ligado a isso, a tecnologia, que vamos dizer assim, a gente está falando que a tecnologia, a gente precisa tomar cuidado com ela para não passar do ponto. Ao mesmo tempo...

Dá para usar muita tecnologia como aliada para a gente. Sim, exatamente. A própria tecnologia para controlar isso. É, como a gente falou dos aplicativos de foco, né? Inclusive, esse bem interessante que você falou das plantinhas e tal. Mas tem diversos outros aplicativos. O próprio OS mesmo já tem esses modos focos, né? Silenciar a notificação. Sim.

que inclusive melhorou muito nas últimas versões, principalmente do iOS, que eu uso mais o iOS, mas que ajuda demais a controlar essa questão das notificações, do tempo de tela, você tem relatórios sobre quanto tempo você passa. Você pode até dar alerta, só, pô, você está passando mais de tanto tempo aqui, então, espera lá, né?

De limitar, eu quero, né, quando usar mais de uma hora de rede social por dia, que me avise, então não tem como. Mas é aquilo que a gente falou, tem que ter a intencionalidade, porque se você não tiver, não adianta, né? Você tem tudo disponível no celular para fazer esse controle. Se você nunca olhar o relatório de uso de aplicativo e tudo mais, você não vai saber o que está acontecendo para você poder melhorar.

Então é que nem a gente tem, vamos dizer, o smartwatch. Às vezes a pessoa compra o smartwatch, aí mede um monte de dado, mas a pessoa não olha o aplicativo, não fala, pô, tô dormindo tarde, preciso fazer... Você tem que olhar os dados para você saber o que fazer com aquilo. Então o uso da tecnologia é a mesma coisa. Tem as ferramentas, mas você precisa usar isso. Sim.

E também a tecnologia, por exemplo, ela possibilita o trabalho remoto, que é uma coisa interessante, né? Porque você pode trabalhar de qualquer lugar do mundo e aí te dá uma nova experiência de vida, de aproveitar. Tem muita gente que segue essa filosofia do nomadismo digital, tá? Que é um estilo de vida completamente diferente. Então, a tecnologia também é amiga por possibilitar isso. Então, por exemplo, eu posso trabalhar para uma empresa dos Estados Unidos e eu posso estar na Tailândia, curtindo, aproveitando, conhecendo. A tecnologia nos proporciona isso, né?

Eu vi um... Você falou disso, eu lembrei do seguinte caso. Era um americano que ele tinha... Ele trabalhava. Ele trabalhava com empresa americana, mas remoto. Aí, o que ele fez? Ele mudou... Eu não sei se foi pra Tailândia ou pro Vietnã. Tinha um resort muito bom, que tinha tudo incluso no resort. E era mais barato ele morar nesse resort.

Você viu isso? Do que ele pagar o aluguel do apartamento dele lá nos Estados Unidos, que ele não tinha nada. Ele tinha que lavar roupa, ele tinha que arrumar cama, fazer compra, como qualquer pessoa normal. Só que nesse resort ele tinha tudo incluso. Então, assim, ele falou, cara, eu gasto menos dinheiro aqui, eu tenho toda a estrutura de academia, piscina, tal, tal, tal, limpam o meu quarto todo dia, eu tenho café da manhã incluso e almoço e janta.

E é mais barato pra mim. E eu fico aqui num lugar lindo desse e trabalho aqui. Então, olha o benefício que uma tecnologia pode trazer também. Tem esses casos que... Então, é você saber se aproveitar disso. E uma coisa que o pessoal tem usado bastante são os gadgets minimalistas, que a gente já falou um pouco.

o Kindle, o Dumpfone, né, esses smartphones mais simples, tem também os anéis inteligentes, são bem legais porque é legal porque você consegue monitorar a questão de saúde, mas não é um dispositivo que ele te toma muito tempo, né, porque não tem tela não fica vibrando, então é bem minimalista mesmo. Exato

E às vezes, assim, você não precisa ficar sendo acionado. Eu, por exemplo, quando uso o smartwatch para fazer os testes e tal, eu desativo a notificação toda, porque eu falo, cara, pelo amor de Deus, já tenho a notificação do celular, eu vou fazer o negócio ficar vibrando o meu pulso para eu ficar olhando toda hora? Não tem condição, né? Então, é a gente sempre tentar melhorar isso. Bom, vamos falar agora da nossa segunda dinâmica, que é o Resetec.

Vamos resetar a tecnologia aqui e pensar como a gente pode desabilitar algumas funções para ter essas experiências ali, voltar um pouquinho no tempo e ter essa experiência mais tática. Exato, o que a gente pode fazer para melhorar e resetar a função que às vezes você está exagerando um pouco, passando um pouco do ponto. Vamos começar pela primeira, então, de que é a notificação constante.

Sim. Você desativar a notificação de todos os aplicativos e tal, para diminuir essa questão da interrupção, né? Sim. É você controlar, né? Então, assim, às vezes tem um aplicativo que você precisa receber notificação do banco. Não dá para você desativar a notificação do banco, porque se tiver uma fraude, você precisa saber. Mas você desativa o que não é essencial e deixa só para tocar, por exemplo, ou vibrar de certos contatos.

É, você pode fazer isso. Ah, minha mãe é importante, então se ela falar comigo, eu quero que me notifique. Exatamente. Você pode customizar isso, né? Então, horários, perfis, que a Ká falou. Ah, você escolhe o perfil de trabalho. O perfil de trabalho, ele só vai vibrar ou não vai tocar. À noite, ele é silencioso e só para os contatos que eu defini, eles vão tocar. Então, tem como você fazer esse controle pelo celular, né? Aí temos o feed infinito das redes sociais.

Como que você pode, digamos assim, diminuir isso ou desabilitar isso, né? Uma forma que as pessoas fazem é acessar a rede social pelo navegador. Sim. Para trazer a fricção técnica, né? Porque os aplicativos evoluíram tanto, por exemplo, o Instagram, que eles evoluíram justamente para ter esse scroll infinito. Agora, já no navegador, eles têm algumas limitações. Tanto de carregamento, que carrega mais lento, mas também essa questão do feed infinito, que é diferente no navegador por limitações tecnológicas, né?

E é aquela coisa, você está sentado ali, você está no computador, você tem que despender, vamos dizer. É diferente de você estar no sofá mexendo, né? Não é a mesma experiência, é menos confortável. Então, tem gente que faz isso, cria atrito para você poder usar mesmo. Parece muito o que a gente tinha antigamente, que é tipo assim, vou estar na internet. Aí você ia lá para o computador, você ia lá para a Lan House, entrar no seu Orkut, se você é dessa época.

Entrar no ICQ, entendeu? Você ia no chat lá da... No chat wall. Ou você ia no Mirk conversar. Era um momento pra você fazer aquilo. Então, pode voltar a fazer isso. Ou realmente você colocar travas no celular, pedir pra avisar. Depois de uma hora de rede social, ele te avisar. Tem várias formas, né? Sim.

Aí tem um, esse aqui eu acho bem interessante, que é tela colorida e estímulos visuais, que dá para você ativar o modo preto e branco no celular, na escala de cinza. É, tem uma coisa muito legal nesse sentido, que a gente não para para pensar, né? Mas tem uma questão ali, digamos assim, muito intrínseca da questão das cores.

Por exemplo, o aplicativo ele pensa as cores, o budget de notificação, quando aparece ali a bolinha vermelha e tal, tudo isso são estímulos que mexem ali com o seu organismo. Até questão de sobrevivência, vermelho sempre significa alguma coisa. Então quando você habilita essa opção de deixar ele preto e branco, você corta esses estímulos.

Fica mais desinteressante, né? Fica mais interessante. Então tem gente que usa esse artificial também. É, ele perde aquele apelo de interesse que tem, porque é uma coisa que não é consciente, né? Não, não é. São estímulos que o seu corpo percebe, processa, mas você não sabe o porquê, mas ele te deixa mais preso aquilo lá.

Inclusive, os desenvolvedores, já falando do lado de quem desenvolve, a gente tem que pensar muito o ícone de aplicativo para chamar a atenção. Então, imagina, 300 aplicativos lutando pela sua atenção ali. Exatamente. É que nem thumb do YouTube, né? A capa de vídeo do YouTube. Você tem que fazer uma coisa chamativa, com cor forte. Porque tem um monte de gente disputando com você.

Você pode ter o vídeo mais interessante do mundo, mas se você escrever, por exemplo, só na thumb, com em preto e branco, ninguém vai clicar no seu vídeo, né? Então tem que... Por isso que se você colocar... Eu nunca testei isso. Você já testou? Deixar em preto e branco a tela? Eu nunca testei. É, eu vou testar. Isso eu nunca tentei fazer.

Pode ser interessante. Pode ser interessante. Qual que é o próximo que nós temos? Tem a música e podcast de streaming, né? Que você, por exemplo, ao invés de escutar a música ali no streaming, você tem uma playlist baixada, offline, ou mídias físicas, né? O vinil e tal. Pra você sair também dessa questão do algoritmo e você tem mais intencionalidade na hora de escutar a música.

Uma coisa que eu acho que esse aqui, que dá pra fazer bem, assim, é fácil, vamos dizer, se você não quiser ir pros extremos, é você mesmo baixar, você fazer a sua playlist. Você fazer a curadoria e escolher e fazer... Eu vi uma menina falando no Instagram esses dias que eu achei bem legal.

Que ela falou assim, eu crio... Como é que era? Era playlist de resgate dela. Ai, que legal! E ela colocava só músicas que eram nostálgicas, que ela gostava, que lembrava a fase boa da vida. Então, ela tinha uma playlist que ela falou, ah, quando eu tô meio down, alguma coisa, eu boto, porque daí são músicas que eu escolhi e que me lembram de uma fase boa da minha vida. Então, ela tem uma playlist de rock, ela tem uma playlist que ela lembra mais um momento que ela ia pra balada com as amigas, outra playlist de músicas mais lentas que ela gostava de escutar em casa, e aí ela lembra dos momentos da vida dela, entendeu?

Então, é uma coisa que você faz usando o próprio aplicativo, mas você está controlando o que você vai escutar. Não é uma playlist infinita, né? Que vai ficar tocando um monte de música que às vezes você gosta, mas não conhece muito. Sim, sim. Que também tem um lado bom pela descoberta, né? Também, também tem. A gente falou antes no episódio do algoritmo. Exato. Descobrir novos artistas e tal. Mas é bom você controlar quando você quer isso.

É. Quando você não quer. É a playlist de resgate, que nem aquela ela falou, né? Sim. E aí nós temos também aqui o calendários e lembretes, que...

Você ter uma agenda física, né? Então, tem muita gente que gosta do negócio de papel, vai anotar fisicamente os contatos ali, né? Porque... Para ter um propósito único, né? Anotar meus compromissos, não precisa do celular. Assim como a gente disse, o celular pode ser um buraco negro, você vai anotar uma coisa, acaba não anotando e fazendo 3 mil coisas. Exatamente. Então, é uma opção bem legal. Você pode usar o digital como apoio, mas fazer as coisas mais manualmente. E eu vi até um... Essa coisa de escrever, eu vi uma...

Era um artigo que falava, científico, que o fato... Que eles falam para as pessoas escreverem diários, né? Diário... Não, meu querido diário. Hoje fui para... Não, não isso, né? Mas, assim, um diário para você relembrar o seu dia. Então, colocar os principais pontos do seu dia. Por quê? Porque o ato de você escrever...

e pensar no que você está escrevendo, ajuda muito a diminuir a ansiedade, a melhorar essa coisa, trazer essa coisa do analógico, mas faz bem para a mente, entendeu? Porque você trabalha a memória, você trabalha a escrita, você trabalha a parte tátil, então o que é bom fazer isso todo dia...

que é comprovado que diminui a ansiedade e melhora até a nossa memória, porque você começa a refletir mais o seu dia. Então, por exemplo, você escreve coisas básicas, assim, ah, hoje eu tive reunião, a reunião foi complicada, porque a gente não conseguiu resolver tal coisa, daí você já está pensando, tipo assim, não, tudo bem, mas aí eu vou resolver, eu faço aquilo. Então, conforme você está escrevendo, você já está meio que refletindo sobre o seu dia.

Nossa, tem até um livro que você compra, eu não sei, eu esqueci o nome, tá? Mas é assim, ele funciona da seguinte forma, ele é como se fosse um diário, mas aí você escreve três coisas que seriam importantes pro seu dia ser bom, no começo do dia, e no fim do dia, tipo, três coisas que você agradece que aconteceram. Sim, então, é isso. Porque às vezes a gente fala assim, ah, mas é coisa bobinha, né? Parece coisa de trend e tal, mas é porque tem uma coisa psicológica ali por trás, nossa mesmo, do ser humano.

O aprendizado, escrever, até no aprendizado, ajuda a assimilar e entender as coisas. Exato. Tanto que às vezes quando você está com algum problema, quando você externaliza, quando você fala, quando você escreve, parece que você entende muito mais e acha a solução daquilo. Quando a gente está conversando, às vezes você está conversando com algum amigo sobre um problema...

E aí você fala, às vezes eu faço muito isso, eu tô conversando e aí eu falo alguma coisa e falo, ah, sabe, mas talvez eu pudesse fazer isso, entendeu? Você mesmo às vezes chega numa conclusão que se você não externalizasse a fala, você não ia pensar, né? Bom, gente, então é isso, né? Tá aqui algumas dicas pra você poder aí resetar a função... Resgatar. É, resgatar e resetar a função aí do celular e ser um pouco mais analógico no dia a dia.

É, agora falando de tendência do futuro, né? Já que a gente tem um episódio específico sobre IA, né? Vamos entender como que essas tendências se encaixam nessa questão de cultura offline. Primeiro ponto na questão da IA, né? Porque a gente já viu que a IA, ela democratizou a produção de conteúdo.

qualquer pessoa, não desmerecendo, mas todo mundo hoje consegue produzir algum tipo de conteúdo, até porque você está numa rede social, a rede social depende do seu conteúdo, você possa no dia a dia. Então, muito conteúdo sendo produzido, qual que é o principal desafio agora? A curadoria disso. Porque, de repente, é muita coisa para você fazer a triagem do que você quer ver ou do que você não quer ver.

Exatamente, e é uma coisa assim Ela amplifica, vamos dizer A possibilidade, né? Você tem mais diversidade Você consegue, vamos dizer Utilizar para um benefício muito bom Mas ao mesmo tempo, o desafio é você ter A habilidade para poder desenvolver isso Porque se você tem a AI

Você é um criador de conteúdo, você quer criar, seja você um médico, um dentista, um engenheiro, você pode usar as ideias, mas tem que ter o conteúdo da pessoa também, né? Porque você não pode perder o fator humano. Mas a AI, pelo menos para mim, você usa muito no dia a dia, na criação de conteúdo?

Eu uso, mas assim, bem ponderadamente. Porque eu acho que muito do conteúdo é sobre o seu ponto de vista, sua visão, na minha percepção. Então não tem como você delegar um ponto de vista para um BI. É, exato. Porque senão você começa só a repetir o que ela está trazendo. Não vai fazer sentido.

Eu também, eu uso bastante, mas assim, é para resumir as coisas. Então, eu vou pesquisar um assunto de alguma novidade aí que tem. Cara, aí é muito mais fácil você conversar e perguntar do que você entrar em sete sites diferentes e ler um monte de matéria. Às vezes eu faço isso, mas eu digo assim...

Pô, já li, já deu uma entendida, mas eu quero entender melhor tal coisa. Aí você dá uma conversada com a IAI, aí você fala, me traga os principais pontos dos quais falamos. Ela resume para você e você vai fazer um vídeo olhando um resumo, mas com a sua concatenação de ideias, né? Então, é isso que a gente não pode perder. Então, ela é uma amplificadora.

É, e como a gente tem muito conteúdo sendo produzido, o desafio é fazer justamente a triagem disso, né? A gente saiu de uma época de escassez, onde poucas pessoas produziam, para uma época que tem muita gente produzindo, e agora o desafio do usuário é de fazer a curadoria do que realmente ele quer ver ou não quer ver, né? É, exatamente. E uma coisa que você tinha falado da AI como aliada, vamos dizer, do offline. Então...

automatizar tarefa repetitiva, então a gente vai ter mais tempo, assistente que ajuda a gente a organizar a nossa rotina e tudo mais. O que você é? Porque você é da área. O que o pessoal está usando o cloud, por exemplo, que agora você é um agente que tem no seu computador e ele mexe no seu computador. Você acha que isso realmente vai para frente? Você acha que é uma tendência?

Sim, é uma super tendência, né? Agora, tem que entender como que a gente vai se comportar nesse novo cenário. Vou dar um problema que está surgindo na programação, enfim. A gente está tendo muita gente autônomo, né? Por exemplo, que você... Ah, eu quero fazer uma tarefa, eu escrevo o documento de especificação e ele vai trabalhar nessa tarefa para mim. Enquanto ele está trabalhando, eu tenho o ócio. O ócio de esperar o agente estar programando para mim, né?

Aí, o que acontece? Algumas ideias desenvolveram até jogos que você pode jogar enquanto... Então...

Eu juro pra você. A AI fez isso? Não, algumas... Algum IDE que eu falo é tipo software de desenvolvimento, sabe? Ah, tá. Algum software já vem com alguns joguinhos embutidos, porque enquanto você está esperando a gente fazer a tarefa, você está jogando, fazendo alguma coisa. Só pra você ver, lembra que a gente falou, será que a gente vai se permitir ficar mais ocioso? Mas a gente sempre vai querer colocar alguma coisa ali pra não ter esse tempo ocioso. Exato. Nossa, mas genial, né, a ideia dos caras. Sim.

Ah, joga um joguinho enquanto eu trabalho. Você se distrai um pouco, entendeu? Sim. É, não, legal. Mas eu estava pensando porque... O que acontece? Imagina só, as pessoas têm automatizado muitas tarefas. Então, daqui a pouco, você vai estar pedindo para a AI responder os seus e-mails. Você dá o tipo, ó, tem tais assuntos em andamento, responde isso aqui dessa forma. Daqui a pouco, a minha AI vai estar conversando com a sua AI.

entendeu? E ninguém está respondendo e-mail, mas... Não falo nem daqui a pouco. Isso está acontecendo em alguns sentidos, porque a gente viu, por exemplo, o CloudBot, né? Que é aquele bot que tem acesso à sua máquina, né? Tem muita gente que realmente está usando ele para poder responder e-mails. E aí aconteceu até um caso, né? De que ele apagou e-mails importantes de uma engenheira do Google.

Olha que beleza, né? Olha que beleza. Teve esse caso aí, inclusive. Então, é uma coisa que está acontecendo. Esses agentes autônomos, eles realmente já estão fazendo isso, né? Olha só, gente. Então, é isso. É aquilo que a gente fala. Daí, se você pensar, a tecnologia pode ajudar muito, mas ela pode criar até uma desconexão.

Porque daqui a pouco ninguém está lendo. Aí a gente se encontra e fala, e aquele assunto lá? Foi a IA que respondeu. O que era mesmo? Às vezes eu também não sei, porque a minha IA respondeu para a sua e eu olhei o resumo e a gente não falou direito. Aí vira um bolo só de coisa. Meu Deus.

Vai ter que ter prova de vida. Prove que é você. Exatamente. E não seu agente. A câmera ligadinha, estou lendo e-mail. Está comprovado aqui. O Felipe leu o e-mail. Palavra-chave. Ai, ai. Mas o interessante, assim, é que isso, a gente tem a AI e o futuro, o mercado, vai trazendo tendências também, que a gente já tem essas tendências acontecendo. Eu nem diria tanto que isso aqui é para o futuro. A gente já tem coisas assim. Então, por exemplo, arquitetura. Espaço sem Wi-Fi, estão falando que está começando a ter.

Sim, eu vi isso em cidades turísticas, mas que são cidades com turístico mais ecológico. Já vi plaquinhas tipo assim, não temos Wi-Fi, converse com as pessoas. Fale com o ser humano que está com você. Fale com o ser humano, mas intencionalmente, não porque não tem internet. Não tem estrutura, né? Não tem estrutura, mas intencionalmente para você ter a experiência, ter a experiência ali. É isso, é legal. Tudo bem que hoje em dia todo mundo tem...

4G, tem 5G, né? Isso talvez não resolva tanto. É verdade, né? Mas assim, por exemplo, tem muito ambiente que os arquitetos estão criando, que é ambiente de baixo estímulo, né? Então você tem assim, praça, parque, espaço público, com alternativa de lazer, shopping que é mais aberto, que a pessoa tem uma área que ela pode pegar um sol, em vez de ser aquela coisa tão fechada. Então tentar integrar mais com a natureza.

Tá começando a ter algumas tendências nesse sentido. Nossa, você falou isso, eu lembrei. Agora, eu não lembro que propaganda, que campanha que foi essa. Não vou lembrar de quem foi essa campanha. Mas a ideia da campanha era o seguinte. Você colocava um adulto e uma criança numa sala. E aí, tirava o celular dele. É como se ele estivesse esperando por uma consulta, né? Eles não sabiam que eles estavam participando de um experimento. Aí, como tirava o celular dele, eles ficavam em ósseo.

Aí você esperava um tempinho em ócio, aí eles começavam a interagir. Tipo, a criança brincar, porque tinha brinquedo na sala, e o adulto brincando com a criança. Coisa que não acontecia se você tivesse com o celular na mão. Então, é bem interessante isso. Esses espaços, né? É, porque é engraçado você falar isso, porque quando eu tava vindo pra cá...

E eu estava pensando nisso, né? Exatamente nesse ponto, que quando você... A pessoa tem com que ela se distrair, que é o, no caso, é o celular, ela não interage. Porque assim, eu não preciso ficar falando com a cara, eu não conheço a cara, não sei quem é a cara, então eu vou ficar aqui no meu mundinho. Só que o ser humano é um ser social. Então, assim, se você colocar duas pessoas numa sala...

que mesmo que elas não se conheçam, elas estão esperando, elas não têm obrigação de interagir, você não consegue ficar parada assim, tipo, olhando pra pessoa e não falar nada. Aí você começa, entendeu? É, não sei o que é o tempo, tá chovendo, né? Aí você começa a interagir. Então, quando você coloca, vamos dizer, uma tela, alguma coisa que consegue bloquear isso e é muito viciante, diminui a interação das pessoas. Mas quando acaba a luz, por exemplo...

Você pode ver, quando acaba a luz, antigamente, o celular agora tem bateria, mas, por exemplo, acabou a luz ou caiu a internet na sua casa, o que você faz? Você vai interagir, entendeu? Você vai acender uma vela, você vai comer alguma coisa, você vai ler um livro, você vai arranjar alguma coisa para fazer. Você meio que sai daquela coisa de ter só uma opção para se distrair.

Sim. Então, isso é... É bem interessante pensar nisso. É por isso que eu acho que essa questão aqui da arquitetura, ela traz isso. Leva as pessoas pra locais mais naturais que talvez isso volte um pouco, né? E tem a própria tecnologia, assim, interfaces mais minimalistas, né? Aplicativos de bem-estar, né? Pra te ajudar nesse sentido no controle da ansiedade. A gente falou dos dampones, a gente falou dos anéis e tal. É o que a gente já tinha falado anteriormente. Mas tem essa questão da tendência na própria tecnologia em si, né?

E uma coisa também que a gente tem visto isso é o trabalho, né? Porque algumas empresas estão adotando uma política, até que eles chamam de política de direito à desconexão fora do expediente. Então, é a empresa ser bem dura, no sentido de falar, por exemplo, para o gerente, falar assim, se a gente vê que você está respondendo e-mail fora do tempo, ou está pedindo alguma coisa para algum funcionário fora do horário de trabalho, você pode ser advertido.

Porque com a tecnologia acabou que as pessoas ficam muito conectadas. É muito fácil você pegar o celular e responder um e-mail 8 horas da noite. Alguém mandar uma mensagem, pô, vê isso rapidinho pra mim. Aí você nunca desconecta. Então existe essa consciência, né? Esse ponto que você falou é muito interessante, porque eu vejo que essa é uma tendência muito grande no exterior. Como eu trabalho pro exterior já faz 4 anos, tem muita essa separação do tipo assim, horários são horários, são muito corretos, e não espera-se que você passe dos horários. Sim.

Aqui no Brasil, talvez a gente tenha uma cultura inversa. Que é tipo assim, é bom você vestir a camisa e estar além do horário, né? Exato. É bonito, é bem visto, né? É bonito. Lá não, tipo, não, você tá passando do horário. Não, você não deveria estar vendo esse meio agora, entendeu? Exatamente, é. Existe. E o brasileiro tem essa coisa, né? De trabalhar muito e tal. Então, é uma coisa que a tecnologia ajuda, mas ao mesmo tempo tem que ter essas mudanças, né? Uma tendência que vem ocorrendo.

E uma coisa que eu acho muito interessante é a valorização do artesanal a partir de agora. As pessoas querem comprar um produto que foi feito numa vilazinha lá na Bahia. O cara, nossa, entendeu? Porque é uma coisa que você sabe que é uma pessoa que fez, não foi uma máquina.

Tem até o selo, né? Feito por humano. Já estão usando isso. Sim, tem feito por humano. Essa é boa. Quando a ilustração é feita manualmente. Porque hoje em dia, às vezes, é difícil você identificar, né? É. Tudo bem que tem, por exemplo, na questão da arte, ilustrações que ficam na cara que é AI, mas às vezes a AI copia um estilo que já existe.

E aí você não consegue saber. Que parece muito artesanal. E aí você não consegue definir. Então hoje os artistas estão falando assim, peito puro humanos, cara. Exato. E é engraçado porque, por exemplo, quando você pensa nisso, essa coisa da hoje em dia parece que está cada vez voltando mais. Você ter, tipo, tradição, você ter... As marcas elas procuram trazer isso. Então marca de relógio tem muito isso. Então, por exemplo, você pode às vezes comprar um relógio...

que é um relógio automático, que é baratinho, feito na China. Só que daí tem um relógio da Seiko, por exemplo, que é uma marca muito tradicional, que tem menos coisa, mais simples e pode ser um pouco mais caro. Mas a pessoa quer o da Seiko por quê? Porque tem tradição, porque tem história, porque foi feito no Japão. Então as pessoas procuram isso, essa coisa da história, da marca. Isso é muito ligado agora também a essa questão do...

feito por humanos, né? Você ter uma tradição. Então, isso mostra que às vezes você ter só o produto mais barato ou um produto muito bem feito, mas feito por uma máquina, às vezes a pessoa prefere o que tem o defeitinho no couro, entendeu? Porque tem a história. É único, né? Você vai ter aquela peça única. Exato. Então, isso aí.

Já que a gente está falando de tendências tecnológicas, vamos falar da oferta do mês da TIM. Bora! Que é o Samsung Galaxy Watch 8 aqui. Que ele sai de R$ 2.099 por R$ 1.099 no plano Família Premium da TIM. E ó, gente, a oferta é limitada enquanto duraram os estoques. Então aproveita, viu? Super bonitão, né? Esse relógio aqui é um dos mais avançados que tem no mercado.

Porque eu já fiz até o review dele no canal. Gente, assim, é um relógio que mede muita coisa. Ele mede a parte de oxigenação do sangue, exercício, sono. Mede até a sua... A parte de gordura corporal, MC, tudo isso.

Tem a notificação. É um senhor smartwatch. Então, para quem está procurando smartwatch completo para você poder utilizar no dia a dia, mas com recursos bem avançados, tem o ECG, que é o eletrocardiograma, um monte de coisa. É uma bela pedida. Então, aproveitem, porque realmente o preço está muito bom. Para falar a verdade, é o melhor preço que eu já vi até hoje, porque eu acompanho bastante o preço desses relógios aqui. Então, aproveitem, gente.

A gente já vai encaminhando aqui para as reflexões finais, né? Eu queria aproveitar e enfatizar para vocês se inscreverem no canal da Tim, que tem muito conteúdo legal aqui para vocês. Exato. Também se você está assistindo por alguma plataforma de podcast ali, para assistir os outros episódios que a gente já gravou, que são muito bacanas também.

Aproveita porque você gosta de tecnologia, tem muita coisa legal e tem a loja da TIM que é o Oscar Freed também. Se você não conhecer, é uma loja conceito. É uma loja, vamos dizer assim, que você não encontra praticamente em nenhum lugar. É uma das únicas lojas aqui no Brasil que você pode vir aqui. Tem todo o serviço da TIM. Tem console, tem produto de tecnologia, tem fone de ouvido. Tem muita coisa legal para vocês conhecerem. Então, aproveita. Vamos então para as reflexões finais aqui.

E você que estiver vendo, comenta o que você pensa sobre esse assunto também. Você que está vendo pelo YouTube, qual é a sua opinião em relação a isso, em relação a tudo que a gente falou até agora. Você acha que a cultura offline é passageira ou ela veio para ficar? Você acha que é só uma hypezinha? A galera está falando muito, mas... É modinha. É modinha.

Olha, eu acho que veio para ficar, porque é uma coisa que as pessoas começam a incomodar. As pessoas começam a ficar muito conectadas, elas começam a sentir falta e começam a ter, como a gente fala, às vezes, tem muito caso de depressão, de não sei o quê, porque a pessoa sente que ela está ficando muito ali e começa a correlacionar, principalmente em gerações mais novas. Eu não acho que vai ser uma, vamos dizer, como a gente falou, não é você se desconectar totalmente.

Mas ter uma consciência das pessoas até começarem a falar, pô, sai um pouco do celular, cara, conversa comigo, deixa o celular aqui em cima da mesa. Hoje em dia até já começou a ser feio isso, né? Exato. Tipo assim, você tá saindo com a pessoa, ela tá com o celular, tipo, as pessoas já ficam assim, não. É, né, tipo, fala comigo, Deus abençoe depois do celular, entendeu? Vai ser pro celular, sim. Então, eu acho que, você acha que veio pra ficar, cara?

Eu acho que sim, eu acho que sim. Eu acho que, da mesma forma que a gente está vendo toda a evolução com a AI, a gente saiu da fricção técnica para, será que a gente deveria estar realmente construindo isso? Eu acho que isso bem também de encontro com essa cultura offline. Por exemplo, a gente já tem tecnologia para fazer muita coisa, mas será que a gente deveria?

Agora a pergunta é, será? Não temos mais o empecilho técnico. Podemos fazer, mas acho que não é interessante. Sim, não é porque eu posso que eu devo. Tudo, fazer tudo, entendeu? E a questão que a gente já tinha feito essa pergunta, se avanços da tecnologia e a busca por desconexão são contraditórios.

Eu acho que não é assim no final, porque elas são auxiliares, porque uma coisa gera a outra, né? Quanto mais tecnologia você tem, mais as pessoas percebem que se você usar aquela tecnologia de forma exagerada, não é bom. Então, eu acho que aquilo puxa exatamente o fato de, não, temos que nos desconectar um pouco.

Eu acho que é mais assim, a gente precisa da evolução tecnológica, mas precisamos de mais conscientes. Então, a gente pode ter evolução tecnológica, a gente pode, cara, ter muita evolução sem cair nessa questão de ficar o tempo inteiro conectado. Uma coisa, pra mim, não tá ligada, tá ligada mais nesse movimento de conscientização, de usar quando deve e tal. E acho que isso realmente vai acontecer. No mercado de tecnologia isso já está acontecendo.

não é em tudo que eu preciso colocar inteligência artificial, a gente já tem essa noção e acho que isso está vindo para essa questão do consumo também, não é tudo que a gente precisa automatizar com a tecnologia tem que ter um pouco de atrito, como a gente falou no dia a dia e a desconexão se a gente pensar assim você acha que ela é um privilégio por exemplo é

É um luxo, por exemplo. Ah, eu posso me dar o luxo de me desconectar. Porque, por exemplo, eu não trabalho com aplicativo. Então, um motorista de aplicativo, dificilmente ele vai poder se desconectar. Porque ele trabalha com aquilo. Tem muita gente que fala isso. Para quem tem uma condição melhor, às vezes você pode se dar esse luxo de se desconectar. Eu tenho que estar o tempo todo aqui. Você acha que isso é um privilégio? Eu acho que dá para a gente controlar isso.

Eu acho que sim, é um privilégio. Nem todo mundo vai conseguir se desconectar 100%. Até porque a gente não está falando disso. Mas pequenas coisas podem fazer a diferença. Então, por mais que você não consiga se conectar 100%, cara, você consegue mudar as notificações ali para você ser notificado só quando realmente é importante. Senão você vai ficar vendo mensagem de encomenda que chegou o tempo inteiro e isso vai ocupando a sua cabeça. Então, eu acho que pequenas atitudes já te ajudam a fazer...

Esse detox, por exemplo. Exato. Não acompanhar todos os grupos que você tem. Não ficar discutindo no grupo à toa, entendeu? Faz outra coisa. Então, existe muito controle que a gente pode fazer que faz diferença no final, acho, na nossa vida, que tá na nossa mão, né?

Sim, exatamente. E a pergunta aqui que é, a cultura do offline que as pessoas estão nessa tendência, eu acho que ela não é sobre voltar para o passado, né? Ela é basicamente assim, você escolher o que você quer. Não é você querer se tornar totalmente analógico, mas é você, por opção, falar isso aqui eu quero ser um pouco analógico, entendeu?

É, eu acho que a gente pode aprender com as gerações anteriores a nós, né? Sim. Que nasceram nesse mundo, além do analógico, né? E nem tinha analógico, às vezes, quando eles estiveram aqui. Mas que eles podem nos ensinar a aproveitar a vida de uma forma mais desacelerada, a aproveitar justamente as experiências mais táteis, assim como a gente viu essa tendência do crochê, da cerâmica. Então, quem sabe você não possa sentar ali com a sua avó, com o seu avô, conversar sobre a vida e aprender coisas que eles já faziam. Então, essa troca de gerações ali. Então, então... E aí

interessante também. Exatamente. É você aprender como que era, vamos dizer assim, para gerações que não tiveram, que já nasceram com a internet, como que era antes, como é que funcionavam as coisas, porque tem muita coisa legal que você vai aprender com as pessoas mais velhas, experiência, tudo, mas a questão é da mesma forma que essa geração mais nova tem que aprender com as gerações mais antigas, as gerações mais antigas também conseguem aprender com as novas, porque é aquela coisa.

Você não precisa ser totalmente desconectado também. Você não precisa ter medo de usar o aplicativo do banco e querer ir no banco. Porque eu lembro que isso antigamente era uma coisa, né? Tinha muitas pessoas mais idosas que falavam não, eu não vou usar no celular porque senão eu vou ser roubado no aplicativo do banco. É só preferir ir no banco. Então, assim, essa coisa de, olha, tem coisas que facilitam a sua vida. Você pode aproveitar, né?

Você pode ter mais tempo para fazer uma outra coisa. Então, a troca entre as gerações, eu acho que é muito importante.

É, vou fazer até uma analogia aqui. Por exemplo, hoje, se você quiser comer uma macarronada maravilhosa, você pode pedir num aplicativo de delivery. Ou você pode fazer. Que são experiências completamente diferentes. Então, não é porque a tecnologia, a possibilidade da facilidade está ali, que deixa de ter o valor dessa experiência tátil de você passar aquele tempo. Então, é resgatar e consumir com intencionalidade, né? É o que a gente está falando.

Exatamente. E vamos para um guia prático, então, para a gente fechar aqui que a gente pode, vamos dizer assim, coisas bem simples que dá para você fazer para você ter uma vida um pouco mais desconectada, mas sem virar um ermitão que mora no meio da floresta. Eu acho que a primeira delas é criar rituais sem tela. Você não precisa ter um cachorro obeso para você...

passear cair na minha situação, mas tem alguma coisa que você possa fazer que você não precisa do celular que você se força a não ter que usar o celular, eu acho que isso faz bem sim, e tem que dizer assim o ritual vai ser de cada um então assim, sem tela eu gosto de caminhar, a K vai ler um livro físico em papel a outra pessoa vai falar

ou assim, até uma coisa que você encaixa na sua rotina, então por exemplo, eu vou acordar e eu só vou pegar no meu celular a hora que eu sair de casa, então enquanto eu estiver em casa eu acordo, tomo banho, tomo café eu não mexo no celular, eu só mexo no celular a partir do momento que eu sair de casa, é um ritual sem tela também, entendeu? Coisas que você consegue encaixar na sua rotina. Eu comprei um reloginho assim, é desse tamanzinho assim, é tipo um cubo, é um timer, né? Sim.

E aí, por exemplo, quando eu estou escrevendo conteúdo, eu coloco o timer, por exemplo, eu vou ficar 40 minutos aqui escrevendo, sem instalação. Aí ele me ajuda, porque eu sei, tipo assim, eu tenho aquele timer e eu tenho aquele tempo pra gastar e o celular tá longe. Tem uma coisa que eu faço também. É, isso é muito bom. E pra você ver, ó, é um produto que você... Porque eu poderia falar assim, cara, mas bota o timer no celular.

mas é isso. Entendeu? Mas é diferente, você já tá no celular, então você tem o produtinho pra isso, agora eu vou fazer isso, agora eu vou ficar 40 minutos e esse aqui é o produto que eu uso pra isso, então isso ajuda. E aí não tem pause, então se você colocou o tempo, ele tá passando. Vai embora. Porque se você pudesse pausar, né? Ah, peraí, deixa eu ver o que é o pause, não.

Sabe o que eu comprei? Você falou disso, eu comprei um também, só que é a ampulheta mesmo, que tem areia dentro. Só que é escrito assim, uma tem escrito 60 minutos, outra tem 30. Então ela vem escrita, daí você vira, é 30 minutos certinho, e eu faço isso também. Agora eu vou fazer isso, daí eu viro a ampulhetinha e fico lá, mas eu fico no computador. Então eu vou focar em fazer essa atividade, 30 minutos naquilo lá. É, sim. Mas ajuda. É a consciência, exatamente. Aí a gente tem também, bom...

Usar em modo foco no celular, como a gente já falou. Você pode configurar no celular automático para cada ambiente. Cara, tem configurações muito avançadas que você pode... Eu acho até que eles poderiam facilitar essa customização. Eu acho que no futuro, com o AI, eles já vão entender o que é importante ou não para você para ajudar nisso. Mas tem muita coisa avançada. Por exemplo, você não precisa desligar tudo. Você pode configurar, não, tal contato, tal contato, tal aplicativo.

E ele realmente some os aplicativos da tela para você não ter contato. Por exemplo, agora trabalhando. Aí some tudo as redes sociais.

ou deixa só o trabalho. Então, você pode aproveitar essas customizações dos sistemas operacionais para te ajudar nesse controle também de tempo. Exatamente. E é simples. Procurar na internet, você encontra tutoriais para isso. Bem tranquilo. A curadoria de conteúdo é outra. A curadoria de conteúdo você pode fazer manualmente. Vamos dizer, vou numa livraria e vou olhar os livros na prateleira e vou escolher alguma coisa. Da mesma forma que você pode treinar o algoritmo a te entregar só o que você gosta ou o que você quer ver.

Por exemplo, aquela sua ideia de montar a playlist específica lá. Sim. Já é uma forma de você fazer a curadoria por você mesmo, intencionalmente. Porque eu quero ver, eu quero ver isso. Então, você se conscientizar na hora que está rolando o vídeo na rede social. Ah, será que eu realmente queria estar vendo isso mesmo? Ou é porque é conveniente?

E aquela coisa, às vezes a gente está rodando ali a rede social. Eu não sei se você... Eu faço muito isso. Às vezes eu estou rodando e falo assim, eu não sei mais por que eu estou olhando aqui. Não. Não tem nada que eu estou querendo ver. Eu não tenho por que eu estar aqui. Mas você está lá, né? Passando para cima. E já passou uma hora, duas horas. Você estava lá rodando. Então, assim, esse pensamento já é uma curadoria, de uma certa forma.

Você está até com certeza que eu falo assim, tá, eu já vi aqui. Eu estou agora só passando o tempo. Então, para.

E vai fazer alguma coisa. Vai tomar um banho, vai fazer um café, vai andar com o... Qual que é o nome dele mesmo? Com o Benjamin. Com o Benjamin. Adorei o nome dele. Muito bonitinho, o Benjamin. Vai andar com o Benjamin, entendeu, gente? Então, é isso. E temos aqui o que a gente falou de resgatar o analógico.

Sim, essas experiências mais táticas, essa questão do vinil, da câmera, da intencionalidade nos dispositivos. Eu acho que é uma tendência também que está acontecendo e é uma coisa que você pode fazer, né? Sim, exatamente. Eu, por exemplo, comprei aquelas câmeras Polaroid, assim, quando eu viajo, uma viagem muito especial, eu uso ela, porque eu quero ter a intenção de tirar aquela foto específica.

Exato. E aquela coisa, né? Você vai tirar a foto, por exemplo, e você fala, essa câmera não tem um número de poses infinitos. E eu vou tirar essa foto, é a foto que eu vou colocar lá em casa, no Porta de Retrato, ou vou colocar no mural. Então, assim, essa é uma foto que eu estou tirando. Não é que nem do celular, que você tira 300 mil fotos. E você nem lembra mais. Não, é incrível. E depois você fala, depois eu vejo.

posso tirar um monte mesmo, então você tem que ter a intenção de tirar aquela foto, né? Isso é muito legal. Exatamente. E definir limites de trabalho, né? Os horários, onde você pode desconectar e tal, onde você pode fazer outras coisas, né? Ainda mais pra gente que trabalha com conteúdo, né? A gente tem que ter essa limitação, senão a gente fica o tempo inteiro querendo criar conteúdo, ou com um sinalzinho alerta, assim, não, você poderia estar trabalhando e não estou trabalhando.

É isso mesmo. Ou você fala, nossa, essa notícia aqui dá para fazer um vídeo, não sei o que. E você fica procurando coisas. Ou seja, você está trabalhando. Você não está lendo por lei e tal. Então, é isso aí. Acho que para todo mundo, cada um com o seu trabalho. Mas, no final das contas, é aquilo que a gente fala. Não tem que ser perfeito, mas você tem que ter a intenção de melhorar.

Exatamente, é isso mesmo. Tendo a intenção, você já vai ver que vai melhorar muito. Acho que vale muito a pena pensar um pouquinho nisso, refletir sobre o uso consciente, principalmente das redes sociais, como a gente usa a internet. Eu acho que resgatar essa intencionalidade é uma coisa que faz bem, afinal, a gente não foi projetado para ficar vendo o Telo o tempo inteiro.

Exatamente. O ser humano, ele é feito pra interagir, pra tomar sol, pra andar também. Então, né? Vamos usar a tecnologia de uma forma boa, que ela ajuda muito na nossa vida, mas sempre com mais responsabilidade. Com certeza. Isso aí. Ká, muito obrigado.

Obrigada a todos vocês que estão aí sempre nos acompanhando aqui nos episódios. Foi incrível. Sim, foi incrível. Esse é o último capítulo aqui que a gente está fazendo da série do Tech Team. Mas se você não viu os outros, tem muita coisa que você pode ver. Muita coisa legal. A gente agradece a audiência e a companhia de vocês aqui.

Foi muito bom, a gente queria agradecer, muito obrigado por você que acompanhou todos os podcasts, e não se esqueça, tá? Se inscreve na TIM, vem aqui visitar a loja no Oscar Freire, e conheça aí, porque a TIM tem vários outros programas que são gravados aqui também. Sim, vários outros programas, vários outros conteúdos que vocês podem acompanhar. Isso aí, gente, obrigado, até a próxima, e tchau, tchau. Tchau, tchau.

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