Mateus 5.9 | Bem-aventurados os pacificadores
Sermão escrito pelo pastorElissandro Rabelo e lido pelo diácono Leonel Siqueira no culto vespertino dodia 13 de setembro de 2026 na Igreja Reformada de Campinas.
campinas.igrejareformada.org
"Bem-aventurados os pacificadores, porqueserão chamados filhos de Deus." (Mateus 5.9)
Leonel Siqueira
- A busca desesperada da humanidade pela paz em meio à violênciaviolência·paz
- O significado de ser um pacificador e a distinção de pacifistapacificador·pacifista·Sermão das Bem-aventuranças
- A reconciliação com Deus por meio de Cristo como fundamento da pazreconciliação·Jesus Cristo·pecado
- A bênção de ser chamado filho de Deus e a herança da glória eternafilho de Deus·herança eterna·Romanos 8:17
- A diferença entre a paz mundana e a paz bíblica oferecida por Deuspaz mundana·paz bíblica·reconciliação com Deus
- A responsabilidade dos cristãos em promover a paz na igreja e na famíliapaz na igreja·paz na família·Espírito Santo
Nessa oportunidade nós vamos falar sobre a sétima bem-aventurança. Diácono César fez a pregação sobre a sexta, vamos nessa oportunidade falar sobre a sétima bem-aventurança. Para tanto nós faremos a leitura em Romanos. Abra sua Bíblia em Romanos, no capítulo 5. Nós vamos ler alguns versículos, depois nós vamos para o capítulo 12, depois voltar para o 8. Então vamos primeiro começar no capítulo 5. Nós vamos ler o versículo, os versículos 1, 2, depois de 8 a 11.
Carta de Paulo aos Romanos, capítulo 5, versículos 1, 2, 8 a 11. Diz-nos assim a palavra do Senhor: Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso pela fé a esta graça, na qual estamos firmes e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus. Vamos ler também os versículos, o versículo de 8 a 11, que nos diz assim: Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.
Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. E não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos agora a reconciliação. Agora nós vamos ler, vamos lá para o capítulo 12.
É o fundamento, a contextualização da pregação. Esses versículos serão citados ao longo da pregação. Capítulo 12. De Romanos, versículos 6 a 18, diz-nos assim, capítulo 12 de Romanos, dos versículos 6 ao versículo 18: tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada, se profecia, segundo a proporção da fé, se ministério, dedicamo-nos ao ministério. Ou que ensina, esmereça-se no fazê-lo, ou ao que exorta, faça-o com dedicação, o que contribui com liberalidade, o que preside com diligência, quem exerce misericórdia com alegria.
O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. No zelo não sejais remissos, sede fervorosos de espírito servindo ao Senhor. Regozijai-vos na esperança, Sede pacientes na tribulação, na oração perseverantes. Compartilhai as necessidades dos santos, praticai a hospitalidade. Abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis.
Alegrai-vos com que se alegram, chorai com os que choram. Tende o mesmo sentimento uns para com os outros. Em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde. Não sejais sábios aos vossos próprios olhos. Não torneis a ninguém mal com mal, esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens. Se possível, quando depender de vós, tende paz com todos os homens. Agora vamos voltar para o capítulo 8. Vamos voltar algumas páginas, alguns capítulos.
Capítulo 8, vamos ler mais alguns versículos para irmos para o texto da pregação. Capítulo 8 de Romanos, verso 14, versículo 14 ao 17. Diz assim: pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão para viverdes outra vez atormentados, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos Abba, Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.
Ora, se somos filhos, somos também herdeiros. Herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo. Se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados. E agora o texto da pregação em si, que está em Mateus, apenas um versículo. Mateus capítulo de número 5, nós vamos ler especificamente o versículo 9, que contém a sétima bem-aventurança. Na parte da manhã ouvimos a sexta, que foi no versículo 8. Agora versículo 9, dando continuidade na pregação de manhã.
Diz-nos assim a palavra de Deus, Mateus capítulo 5, versículo de número 9, que nos diz: Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. Vamos orar. Ó bendito Deus, uma vez mais estamos diante de ti. Queremos te bendizer pelo privilégio agora de ouvir as suas doces palavras. Como é maravilhoso ouvir as tuas palavras ao nosso coração! Como é doce, como é agradável, como é glorioso o hálito que sentimos de ti por meio da tua palavra.
Fala mais uma vez ao nosso coração, nutre a nossa alma, ensina-nos, corrige-nos, instrui-nos para que possamos viver fazendo aquilo que consiste a tua vontade para as nossas vidas. Louvamos a ti e te engrandecemos, em nome de Cristo Jesus. Amém. Muito bem, meus irmãos, amados irmãos do Senhor Jesus Cristo. Bom, por meio de tantas guerras, do aumento de violência, a humanidade tem buscado, meus irmãos, desesperadamente um elemento fundamental que é a paz.
Especialmente no nosso país, há um clamor intenso por tanta violência que nós encontramos no nosso dia a dia. Nós vemos muitas passeatas, muitas manifestações, muitos famosos, muitos artistas pedindo paz, e muitas realizações humanas têm sido feitas no sentido desta promoção, da promoção da paz, né? Mas a pergunta que se faz é a seguinte, né? Será que essas coisas que têm sido feitas, meus amados irmãos, de fato elas podem resolver essa crise, esse problema que é a falta de paz?
Será que os homens por si mesmo podem trazer esta paz que tanto almejam e tanto precisam? Que paz na verdade o mundo tem buscado? Essa é a grande pergunta. Onde nós podemos então encontrar a verdadeira paz? A palavra de Deus fala muito sobre paz, meus amados irmãos. Há mais ou menos 4 430 referências a esse elemento chamado paz na Bíblia. Deus é um Deus de paz. E se nosso Deus é um Deus de paz, naturalmente a sua palavra também vai falar sobre paz.
A paz da qual a Bíblia fala, ela se refere utilizando pelo menos 3 sentidos. O primeiro sentido é essa questão da paz quando um pecador encontra a reconciliação, né, com Deus, evidentemente, por meio de Jesus Cristo. O segundo elemento, o segundo sentido de paz que a palavra de Deus traz, é a paz, é a paz no sentido da harmonia, né, e da boa convivência, do bom relacionamento entre as pessoas. Esse é o segundo sentido. E o terceiro sentido, ele tem a ver com essa segurança, a confiança e a tranquilidade que um crente tem para com Deus, a confiança do cristão em Deus.
E essa paz bíblica, ela vem, que vem de Deus, né, ela é totalmente, meus amados irmãos, diferente do que essa paz que o mundo comenta, que o mundo fala ou tenta promover, né. O mundo então busca uma paz que se limita à ausência de guerras, de conflitos, né, de batalhas. Porém, a paz que Deus trata em sua palavra, ela é muito maior, ela é muito mais abrangente. É uma paz completa que expressa verdadeiramente, olha só, o relacionamento restaurado entre Deus e o homem.
Olha que coisa bendita e maravilhosa! E evidentemente, se essa paz fala do relacionamento restaurado de do homem para com Deus, nós estamos falando também de uma paz que tem a ver no relacionamento entre os homens. É uma consequência disso. E essa verdadeira paz é a paz verdadeira que Deus oferece ao pecador por meio da sua palavra. E nesse contexto, meus amados irmãos, muitos, como nós já vimos aqui, falam sobre essa questão de paz, né?
Jesus disse: em sua palavra. E nós lemos esse texto agora: felizes os pacificadores, pois somente estes serão chamados filhos de Deus. Então os pacificadores, eles são pacificadores porque são chamados filhos de Deus. Estas palavras constituem então a sétima bem-aventurança, na qual Jesus afirma que é uma das qualidades espirituais. Então, ser pacificador é uma das qualidades espirituais tratadas no Sermão das Bem-aventuranças, né, que tem a ver com os seus discípulos, né, estes discípulos que são chamados pacificadores.
Veja, Jesus afirma que os seus discípulos, né, por serem pacificadores, eles são bem-aventurados. Ou seja, por serem pacificadores, por serem filhos de Deus, eles são mais do que felizes. Somente eles são chamados filhos de Deus. Só estes cristãos, só essas pessoas são chamadas filhos de Deus. Então é necessário nós aprendermos o que Jesus quer nos ensinar em relação a essa sétima bem-aventurança. Então nós precisamos aqui ter em mente duas coisas muito importantes.
Então, o significado de ser um pacificador, o que é um cristão pacificador, e a segunda coisa é entendermos a bênção de sermos chamados filhos de Deus. Então vamos lá, primeiro ponto. Então entendermos o que é ser pacificador. O que significa isso? Cristo então nos ensina que ser pacificador, que podemos primeiro perceber aqui, é o que na verdade não significa ser pacificador. O que não é ser pacificador? Pacificador, meus irmãos, não é a mesma coisa que ser chamado de pacifista.
Os pacifistas são aqueles que pertencem a um movimento humano, humanista, né, que promove essa questão do pacifismo. Eles procuram solucionar problemas, solucionar guerras, solucionar conflitos existentes entre os homens e entre as nações. E para isso eles fazem uma série de iniciativas, uma série de campanhas para poderem promover esse pacifismo. Mas a pergunta é a seguinte: estes pacifistas, de fato, eles podem solucionar a questão das guerras?
Eles podem solucionar esse problema da falta de paz? Não. E por que não? Porque os pacifistas, eles procuram um caminho para a paz que eles entendem que pode ser encontrada onde? No próprio homem. Na própria pessoa, no próprio ser humano. E eles acham que os homens têm condições suficientes para resolver essas condições, né, do problema de falta de paz. Eles acham que os homens têm condições próprias de viver pacificamente, tranquilamente entre si, basta quererem.
Então esse é o entendimento dos pacifistas: encontrar a solução no próprio homem. E nós sabemos, meus amados irmãos, à luz da Bíblia, à luz da palavra de Deus, que isso é impossível. Possível, pois cada dia o que que nós encontramos, o que nós percebemos no mundo? Cada dia mais o aumento de conflito, o aumento de guerra, o aumento da violência no mundo inteiro. Então qual que é a razão disso? A razão disso, meus amados irmãos, é que o homem ele é pecador por natureza, ele é inimigo de Deus tanto quanto dos outros homens.
Por natureza é isso que um homem sem Deus é, ele perdeu a paz com Deus e por consequência o que que ele perdeu também? Ele perdeu o convívio pacífico entre os homens. Por natureza, eles têm pés velozes para que esses homens, né, que não tem Deus, eles têm passos, pés velozes para derramar sangue. E eles, pela palavra de Deus, eles desconhecem o caminho da verdadeira paz, conforme nós lemos em Romanos 3:15-17. Então, meus amados irmãos, vejam, por essa razão, o homem só pode encontrar a verdadeira paz em alguém.
Esse alguém é Deus, e não em si mesmos, como pensam os pacifistas, né? Ser pacificador, meus amados irmãos, conforme o ensino de Jesus, não significa promover uma paz barata, né? Essa paz barata é daquele tipo que não está ligada à retidão moral, né? Não leva em conta, por exemplo, os mandamentos de Deus e que também não visa a glória de Deus. É uma paz motivada pelos seus próprios interesses, pela procura de encontrar resolução em si mesmos.
Pense, por exemplo, veja, na geração hippie dos anos 70, aqueles que viviam, né, na paz e amor. Muitos gritavam o seguinte e conhecido jargão, né: paz e amor. E ao mesmo tempo eles estavam onde? Como se encontravam? Eles se encontravam nas drogas, mergulhados nas drogas, perdidos na prostituição. Então o amor e a paz que eles queriam e que tentavam promover era tão somente uma liberdade para fazer o quê? Era uma liberdade para viver na prática da imoralidade, vivendo da maneira como eles queriam.
A mesma coisa nós vemos hoje, muitos que apoiam diversas agendas, como homossexualismo, o aborto, o divórcio e tantas outras práticas pecaminosas que nós vemos por aí, todos eles saem nas ruas gritando paz. Porém, não é esse tipo de pacificador que Jesus se refere quando ele fala sobre a sétima bem-aventurança. Pelo contrário, na concepção de Jesus, os pacificadores são aqueles que têm algumas características que inclusive nós já vimos, ter fome e sede de justiça e ter pureza de coração.
Então são aqueles que promovem a paz levando acima de tudo o quê? Os mandamentos do nosso Deus. A busca pela paz e pela santificação, elas caminham, meus amados irmãos, de mãos juntas, de mãos dadas, na vida do cidadão do Reino dos céus. Agora vejamos quem são os pacificadores a quem Jesus se refere nessa que é a sétima bem-aventurança. Os pacificadores, meus amados irmãos, vejam o que eles são. Eles são aqueles que foram reconciliados com Deus por meio de Cristo.
Em virtude da desobediência de Adão, como nós conhecemos, né, perdemos a paz que existia entre o homem e Deus, né. O pecado separou o homem de Deus e fez com que nós nos tornássemos inimigos de Deus. Todo ser humano, portanto, ele é filho da ira por natureza, né, por causa da desobediência. Ele precisa então restabelecer essa paz entre si e Deus, entre si mesmos e Deus. Porém, é justamente isso o que ele não pode fazer, né? O que o homem não pode é fazer.
Então o que Deus faz? Deus faz por ele aquilo que o homem não consegue fazer por si mesmo. Deus faz. O Senhor Deus foi ao encontro do homem, meus amados irmãos. Olha que coisa maravilhosa! Ele abriu o único caminho que existia para reconciliação entre Deus, entre ele e Deus, entre o homem e Deus. Esse caminho é um caminho chamado Mediador Jesus Cristo. Cristo sendo o segundo Adão, ao contrário do primeiro, ele cumpriu perfeitamente a vontade de Deus e ele foi obediente até quando?
Até a morte. Em sua morte, ele tomou sobre si o castigo para que nós fôssemos reconciliados com Deus. E o apóstolo Paulo fala disso, nós lemos alguns versículos também que fundamentam isso que está sendo dito na pregação, em Romanos no capítulo 5, versículos 1 e 2, que nós lemos. Versículo 10, versículo 11, também 2ª Carta de Paulo aos Coríntios, capítulo 5, versículo 21. Então vejam, meus amados irmãos, o que que isso significa?
Significa que Cristo fez paz entre nós e Deus. Não foi uma paz barata, mas uma paz que custou, meus amados irmãos. Sempre muito bom nós lembrarmos isso: essa paz custou um alto preço, preço de sangue, o sangue do Filho de Deus. Jesus teve de sofrer, sofrer a ira de Deus na cruz para que nós pudéssemos então ter paz com Deus. O castigo que hoje nos traz a paz estava sobre ele naquela cruz, conforme Isaías 53, versículo 5. Deus se mostrou misericordioso e Deus também se mostrou justo na cruz de Cristo, na morte de Cristo.
E na cruz a justiça e a paz se encontraram. Nós cantamos salmos assim: a justiça e a paz, né, se encontraram. Salmo 85, versículo 10. E a consequência disso qual é, meus irmãos? É que nós fomos reconciliados de fato com Deus. Os pacificadores a quem Jesus se refere, quem são? São os cidadãos do Reino dos Céus que, pela graça de Deus em Cristo, já desfrutam da paz de Deus. O Senhor nosso Deus nos reconciliou consigo mesmo em Cristo, não somente para— veja, nós fomos reconciliados com Deus não somente para sermos livres ou salvos da condenação eterna, mas também para que andássemos, meus amados irmãos, em novidade de vida diante dele e também diante dos homens.
Eis, diante de Deus e diante dos homens em nossa jornada aqui na terra. Por isso ele também nos deu o Espírito Santo, que nos regenerou e habita em nós, a fim de nos capacitar, de nos capacitar para que nós possamos viver conforme a vontade de Deus. O Espírito Santo é quem nos ajuda a viver na prática das qualidades espirituais aqui apresentadas por Cristo. Nas Bem-aventuranças. Então, o que ele nos torna? Veja, ele nos torna humildes.
Lemos isso no texto bíblico, na leitura bíblica. Ele nos torna humildes, mansos, justos, misericordiosos, puros e também pacificadores. Os pacificadores, uma vez reconciliados com Deus e capacitados pelo Espírito Santo, são aqueles então que vão fazer e cumprir uma missão muito nobre: promover a paz entre os homens, promovendo então a glória de Deus e o bem-estar do próximo. Toda a vida do crente é direcionada, meus irmãos, para um único propósito: a glória de Deus.
Um cristão tem um único propósito na vida. Qual é? A glória de Deus. Se eles promovem a paz, é para que Deus seja glorificado. E não usa em busca de promoção ou de motivos egoístas. E neste propósito de glorificar a Deus, eles promovem a paz visando também o bem-estar do próximo. A palavra que Jesus usou e que em nossa Bíblia foi traduzida pelo termo pacificador, veja que interessante, ela tem um significado muito próprio, muito importante de entendermos.
Pacificadores, literalmente, no original bíblico, significa fazedores. De paz. Então, esses fazedores de paz são os crentes que, estando em paz com Deus e sendo guiados pelo Espírito Santo, eles se esforçam muito para promover a paz entre os homens. Não somente na sétima bem-aventurança, mas em vários outros lugares, a palavra de Deus também nos chama a praticar a vida cristã agindo como pacificadores. Em uma outra ocasião, Jesus disse aos seus discípulos: tende paz uns com os outros.
Os apóstolos, repetindo o ensino do Mestre, também convocaram a todos os crentes a viverem uma vida de paz com os outros e com os homens, com todos os homens. Paulo o fez, por exemplo, em Romanos, no capítulo 12, no versículo 8, né, em várias outras passagens que nós lemos também. E o escritor aos Hebreus, ele faz a seguinte afirmação muito simples e muito clara, em Hebreus, no capítulo 12, versículo 14. O que que ele diz? Segui a paz com todos, e ponto final.
Literalmente ele está dizendo: vocês devem perseguir a paz, vocês devem se esforçar para viver em paz com todos. Por que tantas exortações bíblicas, meus irmãos, para que os crentes então vivam em paz uns com os outros? O Senhor nos dá essas muitas exortações porque ele conhece a nossa fraqueza. Ele conhece a nossa natureza terrena, ele sabe das nossas fraquezas, ele sabe que nessa vida terrena, né, facilmente a gente se ira, as coisas provocam contendas, intrigas entre os homens e tudo mais.
E ele não quer que isso aconteça terminantemente, ele não quer que isso aconteça na vida dos seus discípulos, ele quer que nós então sejamos pacificadores. Fazedores de paz. O Senhor requer que nós façamos a paz no relacionamento com os irmãos na igreja, mas não só na igreja, no ambiente familiar, na sociedade em que a gente viva, que a gente vive. Como podemos promover então a paz na igreja, meus irmãos? A promoção da paz na igreja é responsabilidade de quem?
É responsabilidade de cada cristão, de cada um de nós. Cada crente é chamado a ser um pacificador. Isso significa que cada um deve se esforçar para evitar o quê, meus irmãos? Veja, contendas, brigas, divisões. E ao mesmo tempo promover, então, ao invés disso, de todas essas coisas ruins, promover a união, a ordem e a harmonia dentro da igreja. É isso que o nosso Deus requer de nós. Veja, Romanos 12:17-18: se possível, quando depender de vós, tendes paz com todos os homens.
E por que então nós devemos nos esforçar para promover a paz na igreja? Porque a paz na igreja pode, meus amados irmãos, se nós não nos cuidarmos, essa paz pode ser ameaçada. Isso acontece quando nós deixamos que os nossos sentimentos pecaminosos, tais como o orgulho, o egoísmo, a inveja, o ódio que flutua no nosso coração atinjam os irmãos. O exemplo negativo da falta de paz na igreja de Corinto é uma advertência para nós. O que acontecia naquela igreja é um exemplo para nós observarmos e não fazermos.
Veja só, olha o que acontecia lá: por causa da inveja, por causa do orgulho, daquela igreja, que que aconteceu ali? Houve brigas, divisões naquela igreja. Por isso o apóstolo Paulo, quando ouviu, né, que havia esse tipo de problema, essas contendas lá na igreja, ele teve que escrever uma carta para os irmãos dizendo, olha só: rogo-vos, irmãos, pelo nome do nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja divisão entre vós.
Antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer. Mais adiante, Paulo escreve a base dessa exortação, né? Porque Deus não é Deus de confusão, e sim Deus de paz. 1 Coríntios capítulo 14, versículo 33. O Deus da paz requer paz também no meio do seu povo. Que haja paz em nossa congregação, meus irmãos, porque somente assim nós poderemos edificar uns aos outros, testemunhar de Cristo ao mundo, e juntos cumprirmos o objetivo principal da nossa vida, que é glorificar o nosso Deus.
Além da igreja, a família é também um ambiente propício. Muito importante, eu vou ler de novo. Além da igreja, a família é também um ambiente propício para a promoção da paz. Quando falamos em paz e família, a realidade, irmãos, é que nós temos visto é que há uma grande distância entre um e outro, entre paz e família. Parece que esses elementos estão muito separados, muito distantes. São muitas as famílias sem paz. Há brigas entre os casais, há brigas entre pais e filhos, há brigas entre os irmãos.
E isso é muito comum em lares de descrentes. E essa realidade dos lares descrentes é uma tristeza muito grande, mas pior é quando isso acontece no lar cristão. Por exemplo, pode ser que o casal venha regularmente à igreja e sejam membros, mas em casa há discórdias, há discussões, há brigas. Pode ser que os filhos venham à igreja e até fiquem quietos, mas em casa, meus irmãos, não param de brigar. Irmãos, tais atitudes não convêm aos santos.
Deus quer que haja paz nos lares também. Portanto, sempre que depender de vós, como já vimos na palavra de Deus, devemos cultivar, devemos promover e devemos preservar a paz com nossos cônjuges. Com o nosso cônjuge, com os nossos filhos e com os nossos irmãos. Meus irmãos, a vida cristã é para ser vivida em todas as esferas do relacionamento social. Por isso, além da igreja e da família, nós devemos promover também a paz. Onde?
No meio da sociedade que vivemos. Como podemos fazer isso então? Como pacificar? Como Não como pacifistas, porque os pacifistas buscam a solução onde? Como nós já vimos, no próprio homem. Mas como pacificadores que vêm em Deus, meus irmãos. Há um único caminho para a verdadeira paz. Os pacificadores, eles são agentes da paz de Deus no mundo por meio do seu exemplo e também das suas palavras. Olha o que que Cristo promove: Olha o que que Deus faz: ele promove, ele anuncia o evangelho da paz ao mundo.
Então nós devemos aproveitar as oportunidades, especialmente nessa época em que é uma época de uma busca intensa pela paz. Nós temos que aproveitar essa oportunidade para apontar ao pecador o único caminho da paz. Que é Cristo Jesus, o nosso Senhor e Salvador. Então, meus irmãos, vejam que nós sejamos embaixadores fiéis da mensagem da reconciliação, vivendo em paz e proclamando a paz. Esse é o nosso dever, e vamos fazê-lo não com tristeza, não carregando um peso Mas que nós sejamos embaixadores e façamos, cumpramos essa missão.
Como, meus irmãos? Fazendo com alegria e paixão, pois nós sabemos que o homem, né, o que o homem só pode ter paz consigo mesmo e com os homens se antes ele for reconciliado com Deus e regenerado pelo Espírito Santo. Então, até aqui nós entendemos o que é ser um pacificador, não pacifista, um pacificador. Agora vamos para o segundo ponto, que é mais curtinho, já caminhando para o final da pregação. O segundo ponto então é: uma vez que nós entendemos o que é ser pacificador, vamos entender então a bênção de ser chamado filho de Deus.
Não é para qualquer um. Os pacificadores são verdadeiramente felizes, eles são felizes mesmo. Por quê? Porque somente eles, somente o pacificador, somente ele é que pode ser chamado de um autêntico e verdadeiro filho de Deus. Essa é uma promessa, meus amados irmãos, maravilhosa do nosso Cristo, e é uma promessa que ele concede aos súditos do reino. Você pertence ao reino de Deus? Então essa promessa é para ti. O que significa ser chamado filho de Deus, meus amados irmãos?
Para entender isso, nós precisamos atentar para a palavra que Cristo usou no contexto, que foi traduzida filhos. Olha que interessante, preste atenção. Em todo o Novo Testamento existem duas palavras que são usadas para expressar o nosso relacionamento como filho de Deus. Veja, uma tem sentido carinhoso e tem o sentido de filiação, que ele é bem conhecido, né, em João capítulo 1, versículo 12, também Efésios 5, versículo 8. E a outra tem o sentido, olha, tem o sentido de dignidade e tem o sentido de honra.
Jesus enfatiza esse segundo, que tem a ver com a dignidade, que tem esse sentido de honra de ser filho de Deus. Aqui no nosso texto, nossa bem-aventurança, nossa bem-aventurança em sermos chamados filhos de Deus, veja, significa que nós somos chamados, meus amados irmãos, para pertencer Não é qualquer família desse mundo, mas é pertencer à família de Deus. Por causa de sua paz em Cristo, Deus fez de nós, eis, inimigos que odiávamos a Deus e também filhos da desobediência, o Senhor nos chama, ao invés disso, agora ele nos chama do quê?
De seus filhos amados. Ele nos adotou como filhos amados mediante a reconciliação do seu único Filho. Veja, meus irmãos, o Senhor nosso Deus nos colocou numa posição de honra. Não é uma posição qualquer, não, é uma posição de honra e de dignidade sem que merecêssemos, não por intermédio nosso, não por mérito nosso, mas por causa do seu grande amor Deus nos tornou os seus filhos. E de fato, uma grande, é uma grande bênção ser chamado de filho de Deus, pois na posição de seus filhos nós também somos, nós somos herdeiros das suas bênçãos, tanto agora já como eternamente.
Paulo expressa essa verdade em Romanos no capítulo 8, versículo 17, que nós lemos no início, né? Ora, veja, é a palavra dele que diz Ora, se somos filhos, somos também o quê? Herdeiros de Deus. E nós somos coerdeiros com Cristo. Se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados. Como seus filhos, não significa dizer que nós estamos livres dos sofrimentos da vida, como falamos na leitura continuada, mas Paulo diz que quando sofremos sendo filhos de Deus, Cristo garante que até nós podemos ser perseguidos, como o apóstolo Paulo foi perseguido, capítulo 20, que nós lemos lá, por promover a paz no mundo.
No entanto, na posição de filhos, temos a certeza absoluta de duas coisas. Preste muita atenção nisso: que o nosso Pai Celestial, por sua bondade e poder, manifesta seu cuidado paternal para conosco durante toda a nossa vida aqui na terra. Essa é a primeira: nosso Pai, por sua bondade, manifesta seu cuidado paternal conosco todos os dias da nossa vida. E a segunda coisa, que o nosso Pai Celestial nos garante a herança da glória eterna.
Isso de fato é, meus irmãos, e deve ser uma grande, a maior felicidade para aquele que é chamado filho de Deus. Além dos privilégios que temos como filhos de Deus, temos a responsabilidade de imitar o nosso Pai e de cooperar para a promoção dessa paz entre os homens. Então, o nosso Deus é um Deus de paz, e ele fez a paz, ele promoveu a paz por meio do sacrifício de Jesus Cristo. Então, como seus filhos amados, nós precisamos também refletir esse caráter e essa conduta nas virtudes do nosso Pai.
Então nós devemos agir, por exemplo, com misericórdia. Nós devemos agir sempre com paz. Deus usa seus filhos para promover a paz entre os homens, a fim de que os outros também se tornem seus filhos. Olha que coisa mais linda! É verdade que nem todos desfrutam da felicidade de serem filhos, de serem feitos filhos de Deus. Aqueles que não têm Cristo, que não nasceram de novo, né, e que portanto vivem na prática constante do pecado, não participam desta grande bênção de ser chamado filho de Deus.
Estes necessitam primeiramente ser reconciliados com Deus por meio de Cristo, nascer de novo pelo Espírito, para que então se tornem filhos amados de Deus. É Deus quem realiza esta obra. É ele, ele faz isso usando os seus filhos. Veja, ele faz isso, meus irmãos, usando os seus filhos como instrumentos de sua paz. A igreja é o quê? É a agência da paz de Deus no mundo. Ele recebeu de Deus o ministério da reconciliação. Ela, né, a Igreja, recebeu o ministério da reconciliação, o evangelho da paz, e deve proclamar ao mundo pela pregação viva e fiel da palavra.
E também, não só isso, mas também pelo testemunho cristão de cada membro. Portanto, cada filho de Deus é um pacificador. Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus. Portanto, meus irmãos amados, que sejamos fiéis à nossa vocação cristã de sermos não pacifistas, mas que nós sejamos pacificadores e também nos alegremos os nossos corações com a grande bênção de ser chamados filhos de Deus e pertencemos a ele agora e para todo sempre. Amém.