Episódios de Sementes de Amor e Luz

Família e a Missãode Evangelizar para a Eternidade

30 de junho de 20261h10min
0:00 / 1:10:25
Link: https://www.youtube.com/live/T-yrv3QjA7c?si=zEzVqQBJA7KXmYKf
Participantes neste episódio1
P

Pr. Natanael

Convidado
Assuntos5
  • O lar como centro de induçãoGerador de forças e campo magnético · Indução mental e emocional dos pais · Epigenética espiritual e influência familiar
  • O papel da evangelização em instituiçõesEvangelização infantil: solo fértil e formação · Evangelização juvenil: respostas existenciais e diálogo · Evangelização parental: suporte e protagonismo dos pais
  • Espiritualidade e FamíliaEspíritos simpáticos com projetos em comum · Espíritos antipáticos como provação · Planejamento do além para a formação familiar
  • Evangelho no LarHigienização do ambiente psíquico · Equilíbrio do magnetismo doméstico · Sincronia entre lar e casa espírita
  • Relação com a FamíliaAntipatias remanescentes de vidas passadas · Conduta moral duvidosa e fragilidade moral · Hábitos nocivos e influências externas
Transcrição19 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Sejam todos bem-vindos ao Centro Espírita Morada Cristã para juntos mais uma vez estudarmos um pouquinho do evangelho do nosso Mestre Jesus, que possamos aproveitar a bênção do conhecimento. Nossas boas-vindas a todos vocês que estão aqui no nosso auditório, aos irmãos que nos acompanham pelas redes sociais, pelo Instagram, pelo YouTube. Os irmãos que nos ouvem pela Rádio Espírita do Paraná, pela Rádio de Estudos Espíritas de Manaus, as irmãs da Sociedade Templo Mangedoura Nazareno em Porto Alegre que nos acompanham também, um abraço.

E as nossas boas-vindas ao nosso irmão Ricardo, nosso palestrante de hoje. Obrigado, Ricardo, por aceitar o convite da casa. E o Ricardo nos brinda com o tema Família e a Missão de Evangelizar. Para a eternidade. Esse tema, ele é extremamente importante para que a gente consiga entender a importância da missão de nós, pais, mães, sobre a família. O que é isso? Eu tenho certeza absoluta que a espiritualidade mentora dessa casa vai inspirar o Ricardo para ele nos trazer muitas reflexões com relação a esse tema tão importante, que é a base de tudo aqui no plano terreno.

E para dar continuidade, as nossas atividades da casa, os cursos e todas as atividades de atendimento estão sempre postados nas nossas redes sociais. E também no nosso mural, tá? Quem quiser conhecer um pouquinho mais de todas as opções de estudos que nós temos e as atividades, fique à vontade para acessar, tá bom? E também queremos saber quem que está na casa pela primeira vez. Por gentileza, levante a mão. Não temos visitantes novos hoje, tá bom?

Então, dando continuidade, eu convido a nossa irmã Tati para fazer a leitura da mensagem e o Ademar vai fazer a nossa prece, tá bom?

?Voz B

Boa noite a todos. A leitura de hoje é do livro Jesus no Teu Dia a Dia, de Agnaldo Paviani, pelo Espírito José de Moraes, editora Didier. A mensagem é a mensagem de número 5, O Cristo no Lar. Roga você a presença de Jesus em seu lar, mas caso ele venha, a porta está aberta? Pede você que o Nazareno dê a paz a seus familiares, mas você tem procurado estar em harmonia com aqueles que privam de sua convivência? Implora você que o Cristo lhe diminua os sofrimentos do dia a dia, mas tem procurado agir com vigilância para evitar novos sofrimentos?

Impetra você ao mestre paciência com suas imperfeições, mas tem tentado compreender os familiares mais difíceis? Em meio a tantos pedidos para você, seu lar e sua família, é preciso que decida quem entra e quem sai do seu recinto doméstico. Você faz o ambiente de seu lar e consequentemente são atraídos para ele os afins. É você quem decide quem pode e quem não pode entrar em sua casa. Quando se permite uma discussão violenta, acaba de convidar espíritos perturbadores.

Quando fecha a porta para um mendigo que pede um pedaço de pão, acaba de fechar a porta para Jesus. Pense nisto. Que assim seja.

?Voz C

Boa noite a todos. Então, todos estão convidados a fechar os olhos, se possível, para a gente poder fazer a prece. Vamos buscar concentrar os nossos pensamentos em Deus, nosso Pai, e através do Filho, o Mestre Jesus, nosso querido e amado, possamos convidá-lo a estar conosco neste momento em nossa casa. E dizer a eles: Senhor Jesus, querido amigo, queremos te apresentar as nossas dores, os nossos sofrimentos, as nossas necessidades, sejam elas quais forem, a fim de que tu possas, Senhor, nos auxiliar nesse processo de buscar melhorar o sofrimento, apaziguar essas dores e sanar as nossas dificuldades.

Que nós possamos receber de ti, Senhor, o auxílio necessário através dos nossos mentores, amigos espirituais. O entendimento de que nós somos a causa dos nossos sofrimentos e que nós possamos amenizá-los através da nossa reforma interior, através de nós buscarmos o autoconhecimento para que assim possamos trabalhar nossos pensamentos, trabalhar a nossa energização positiva, buscar, Senhor, trazer para nossa casa mental somente aquilo que nos eleva espiritualmente, e assim possamos, Senhor, trabalhar para reivindicar os nossos sofrimentos, as nossas dores.

Também te rogamos, Senhor, o teu auxílio, a fim de que possamos deixar a nossa porta sempre aberta para tua entrada, para tua vinda à nossa casa, a nossa casa espiritual. E assim, deixando a porta aberta, teremos a condição de te receber, Senhor. Mas para isso, que tu nos auxilies a trabalhar a nossa mente, a trabalhar o nosso coração, se voltando para as coisas do bem, se voltando para as práticas do evangelho, que com certeza irão nos auxiliar nesse processo.

Obrigado, Senhor, por tudo isso. Te rogamos também auxílio ao nosso irmão Ricardo, nosso palestrante de hoje, que ele possa trazer o melhor do entendimento da palestra, a fim de que possamos sair daqui elevados no conceito que ele está nos trazendo vindo nesta noite. Obrigado, Senhor, por tudo, e te rogamos que nos abençoe hoje e sempre. Que assim seja.

?Voz A

Meu irmão Ricardo, seja bem-vindo, uma boa palestra a todos nós.

?Voz D

Saúdamos a todos. Eu não sei vocês, mas às vezes eu ficava me perguntando, né, o que seria, afinal de contas, evangelizar? Se a gente for pegar pela palavra, evangelizar tem o significado de levar o evangelho às pessoas, ainda mais numa época em que nós estamos, de tanta transição, né, transições intelectuais, que saímos de uma era em que tínhamos muita dificuldade de ajudar alguém ficar bem da saúde física. Hoje em dia tem tantas tecnologias, tantos processos para curar até cânceres que antes eram considerados incuráveis.

Hoje possuem alternativas, ou melhor, abordagens, protocolos que têm sido bem, têm obtido muito sucesso. Processo. Mas principalmente a transição moral é que talvez precisaria nos preocupar ainda mais, porque esse momento demonstra uma renovação, renovação da humanidade, né? Ou seja, tá saindo algo que não serve mais para vir algo que deve servir, né? Mas que algo é esse? Então E essa renovação não acontece através de decretos, por leis, mas sim porque o homem está tateando e está verificando aquilo que é melhor para ele.

Essa transformação só vai ser de fato eficaz e efetiva se ela ocorrer onde precisa ocorrer, que é nas células de transformação, células fundamentais da sociedade, que é a família. Se essa renovação não ocorrer na família, infelizmente, talvez a humanidade venha a sofrer uma queda considerável. Essa família, ela é um ecossistema complexo e, como o próprio nome já diz, é um ecossistema coletivo. A transformação da humanidade passa a não ser um evento isolado, porque se uma família é composta de duas ou mais pessoas, Então não pode haver isolamento ali.

Há uma troca de informação, uma convivência entre as pessoas e, consequentemente, é um processo educativo. Então a família é um ecossistema educativo que envolve o espírito, no caso o ser reencarnante, a família com seus vários recursos, e aí nós vemos a instituição espírita, a casa espírita como um recurso, como uma ferramenta de auxílio à família, de apoio para que essa obra coletiva possa se dar. Ela é tão complexa que nós podemos até dizer que ela é uma reengenharia mental e emocional.

Não poderia ser de outra forma. E a evangelização faz parte desse processo. Na verdade, é parte fundamental dessa reengenharia mental, porque a evangelização não é apenas um ensino religioso em que você traz o seu filho seja ele criança, adolescente, pré-adolescente, jovem, ou você mesmo vindo aqui assistir à palestra, mas sim é o espírito imortal que está sendo trazido aqui para receber algumas orientações. O processo, de fato, ele é muito mais profundo do que simplesmente instrucional, tá?

Ele vai numa engenharia, como eu falei ainda agora, mental e emocional. Se a pessoa não se sente ligada àquele assunto que está sendo apresentado, pode esquecer que aquilo dali não vai fazer parte, não vai fazer verdade alguma para a vida dela. É necessário que, para eu acreditar, eu tenha uma ligação emocional, eu tenha uma ligação por sentimento com aquilo. E isso só se dá através de uma aplicação efetiva da prática do amor.

O que é evangelizar, então? Se nós formos lá pegar a palavra, ela significa apresentar a boa nova, trazer uma boa notícia. Então, nós temos aí a seguinte questão: então quer dizer que se eu apresentar a boa nova de Nosso Senhor Jesus Cristo, eu vou estar evangelizando? Em parte, sim. Porque nós temos que fazer a diferença entre ensino e convivência. Por que eu não vou ensinar o Evangelho? Porque ensinar o Evangelho exige convivência.

Ombriar é aquele famoso ditado ou expressão popular que vem desde a Grécia Antiga, da Roma Antiga, que dizia que você precisa comer 1 quilo de sal com a pessoa para poder realmente conhecê-la. Então, evangelizar significa que eu preciso saber com quem eu estou lidando, para eu poder apresentar essa boa nova da melhor maneira possível. Não à toa que Jesus evangelizava os apóstolos convivendo com eles. Então, estava sempre na casa de Pedro, chegou até a curar a sogra de Pedro, vocês têm ideia disso?

Curar a sogra do Pedro para poder evangelizar os apóstolos. Então, é necessário que haja uma convivência diária. Eu vou lançar aqui umas perguntas retóricas, mas no final vou retomar. Vocês acham que apenas um dia, uma hora que seja, uma hora e meia, é possível evangelizar alguém? Pergunta aí aos nossos webespectadores, né? É possível você evangelizar um dia por semana se aqui está pedindo uma convivência diária? Guarda a pergunta aí.

Então, o meu propósito maior da pergunta Por que evangelizar? Porque é necessário forjar o caráter daquele que eu quero apresentar a Boa Nova. Educar a mente para o bem, para Deus. Não pode ser de outra forma. Não dá para evangelizar se Nosso Senhor Jesus Cristo não estiver presente. Não dá para evangelizar se Deus não estiver presente. Por isso o papel da Casa Espírita é, acima de tudo, de uma família que tem Jesus, que tem um Ser Supremo como seu orientador, é muito importante.

Mas o que é a família? Nós já talvez estejamos cansados de saber que a família é um núcleo da sociedade, a menor célula da sociedade, que dali vai sair um ser humano que vai mais tarde contribuir para a sociedade. Mas alguém já se perguntou como é que esse povo se encontra? Encontra? Como é que eu passo a gostar da minha esposa? Como é que eu passo a gostar do meu esposo? De onde é que vem aquela criança que nasceu do ventre, que eu sinto tanto amor por ela, mas eu nunca vi mais gorda na minha vida?

A doutrina espírita vem nos apresentar que a família, ela é o encontro, por um lado, de espíritos simpáticos que já se amam há muito tempo e que pedem para reencarnar juntos para poder atingir o objetivo de um projeto, um projeto em comum. Nós temos os nossos projetos individuais, mas também temos um projeto coletivo com a família. Então eu peço para reencarnar através da minha mãe e do meu pai, eu peço para reencarnar com meu irmão, seja eu vindo antes ou ele depois.

Poxa, mas ele é tão chato! Não importa, tu pediste, agora vai ter que engolir seco. Porque você pode estar achando chato, mas no fundo, no fundo, se você tiver com problema, quem é que vai correr para ajudar? O primeiro sou eu. Ou é ele, se o caso for eu, se eu precisar de problema. Então assim, eu posso brigar com meu irmão, com a minha irmã, posso montar e desmontar o barraco e tudo mais, mas ninguém vai fazer isso no meu lugar.

Porque quem quiser fazer vai ter que se haver comigo. Não é assim que acontece? Pelo menos há milhares de anos é assim. E tem um outro lado. O lado em que: olha, fulano, eu tenho uma notícia boa e outra ruim para te dar. Qual das duas tu queres primeiro? Ah, dá a ruim logo! Não, mas deixa eu mudar a ideia. Eu vou te dar logo a boa, porque a ruim depois a gente conversa. Beleza. Tu vais reencarnar. Aí ele: ah, graças a Deus! Eu estou aqui há 600 anos e não consigo reencarnar, então eu vou conseguir reencarnar agora.

Glória a Deus! Glória a Deus! Tá, mas qual que é a ruim? Pois é, tu vai reencarnar com fulano, ele vai ser teu irmão. Tá brincando comigo? Tô não, você vai reencarnar com ele. Mas por quê? Eu tinha tantos planos para fazer e tal. Pois é, mas teus planos dependem dele. Se ele não for, tu também não vais. E aí, como é que vai ser? É, né? Tá bom, mas eu não vou nascer grudado com ele não, né? Até agora não vai ser preciso, mas assim, o Manel ali, ele nasceu xifópago.

Eu espero que tu te avise aí um pouco mais para que na próxima tu não tenhas que nascer univitelino ali, grudadinho cabeça com cabeça, que é para não ter que ficar convivendo o tempo todo, né? Aí ele disse: É, eu vou tentar, né? Vamos ver se eu consigo. O fato é que tem também na família aqueles que não são simpáticos entre si, mas que vêm justamente muitos porque pediram, outros porque foi imposto, não tem outro jeito, demorou muito para progredir, tá aí, atrasou, vai ter que aceitar o que vier.

Então, vem ali para justamente tentar de alguma forma, através do perdão, conseguir amar. Porque todos nós somos filhos de Deus, isso nos faz irmãos, uns dos outros. Existe um irmão que não ame o outro irmão? Não tem, né? Então, não pode ter, no Reino de Deus não pode ter isso. E sinto dizer, não tem outro reino, é só o de Deus mesmo, porque o outro que dizem que existe não existe, é tudo balela, tá? Então, a convivência forçada pelo teto familiar e a dependência mútua, são mecanismos da lei de causa e efeito para obrigar esses espíritos que antes não se gostavam estarem sob o mesmo teto e exercitarem o perdão.

Essa tolerância e a transformação da antipatia em amor, ela se faz necessária, por mais que eu não goste. E eu acho que todo mundo aqui tem exemplo, se não for na família, mas em famílias próximas ou agregadas, de situações muito complicadas. Lá no Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec nos traz uma fala de Santo Agostinho, o Agostinho de Hipona, que é essa aqui: os espíritos que encarnam numa mesma família, sobretudo como parentes próximos, ou seja, irmão, pai, mãe, filhos, são, na maioria das vezes, espíritos simpáticos.

Poxa, mas eu não gosto de fulano. Pois é, mas você é simpático dele. Você pode estar chateado, magoado, triste, estar com o coração partido ali, mas no fundo, no fundo, se você for ver, você gosta dele, você gosta dela, e ela ou ele gosta de você também. Ligados por relações anteriores, séculos e mais séculos, vindo juntos, reencarnando na mesma família, quando não como primos próximos. Mas, sempre tem que ter um mas, né? Mas pode acontecer também de esses espíritos serem completamente estranhos uns aos outros, divididos por antiepatias anteriores que se traduzem igualmente por um antagonismo na Terra e justamente por isso servem-lhes de provação.

Às vezes, na mesma família, estão reencarnados inimigos do passado, mas como eles não querem sair do planeta, Eles querem continuar reencarnando aqui na Terra, eles aceitaram tolerar, no nível Hércules, muitas vezes, a convivência com o outro. Então nós temos esses dois vieses aí, né? Ou a família é formada por elementos simpáticos entre si, ou a família é formada por elementos antigamente ou anteriormente antipáticos entre si.

O fato é que estão no mesmo teto. E, para isso, houve um planejamento do além. Não sei se vocês já ouviram falar do caso Segismundo, do livro Missionários da Luz. Vou contar daqui a pouco rapidinho. Mas, voltando aqui na questão 175 do livro O Consolador, de Emmanuel Chico Xavier, perguntaram a Emmanuel o seguinte: O instituto da família é organizado no plano espiritual antes de projetar-se na Terra? Olha o que Emmanuel fala: O colégio familiar tem suas origens sagradas na esfera espiritual.

Em seus laços reúnem-se todos aqueles que se comprometeram no além a desenvolver na terra uma tarefa construtiva de fraternidade real e definitiva. Ou seja, se eu não gostava do fulano antes, Eu vou ter que aprender a gostar a partir de agora. E se não der certo na primeira tentativa? Não tem problema não, a gente é imortal. Vocês vão nascer juntos ali quantas vezes forem necessárias, até chegar no ponto de, se for o caso, a gente nascer vocês dois grudados um no outro.

Um dependendo do fígado do outro, um dependendo do cérebro do outro, um só vai no banheiro se o outro for. Não tem problema, mas vai ter que sair de lá sabendo amar o fulano. De algum jeito. Então, essa perpetuação é no infinito, purificadas as afeições, ou seja, se eu aprender a amar, é para sempre, é para o resto da eternidade. Acima dos laços de sangue, o sagrado instituto da família se perpetua no infinito, através dos laços imperecíveis do espírito.

Aí é que vem um detalhe muito importante que muita gente talvez não conheço, ou se conhece, não se deu conta de que é tão importante assim. André Luiz nos traz a ideia de centro de indução. Centro de indução é um local, é um lugar, é um meio em que se você for, você vai ser induzido a fazer alguma coisa. É um campo eletromagnético, um campo magnético ali que vai te impelir a fazer alguma coisa.

?Voz C

Tá?

?Voz D

Então, esse conceito de indução mental, ele está, ou melhor, ele é o lar. O lar é um centro de indução, ele é um gerador de forças. Todos aqueles que estão no lar estão participando de um gerador de forças, e os pais, eles são esses indutores, ou seja, eles são esses acionadores da geração da força. No caso aqui da força magnética. Essa força magnética, ela gera um campo magnético. Os pensamentos, os sentimentos dos pais criam um campo magnético que induz, impele, força os filhos, no caso, o espírito da criança e do jovem, a estados de equilíbrio ou de desajuste.

Dependendo de como os pais conduzem o lar, eles podem gerar o equilíbrio no filho ou desajuste. E as consequências a gente vai saber já já quais são. Pais, eles então são os emissores de frequência. Se a emissão é de medo ou de conflito, o espírito sintoniza nessa faixa. Se a indução é de amor, e disciplina, temos o equilíbrio. Então acaba sendo um laboratório muito interessante que dura ali 20, 30, 40, 50, né? Porque os pais cuidam dos filhos e tem filhos que continuam a cuidar dos pais e moram todos ali no mesmo lar.

Então 50 anos, 60 anos, o que são 80 anos? De centro de indução, de um atuando no outro. Tem a metáfora dos porcos-espinhos, né? Eu não posso sentir frio, então vou me juntar com fulana ali para ficar com o quentinho do corpo dela, mas ela está me espetando, eu vou lá e saio de volta. Mas aí eu volto porque eu não quero ficar com frio, aí fico nesse vai e vem, vai e vem. Ou seja, rapaz, é melhor conviver contigo, com os teus espinhos, do que ficar lá fora chorando por conta do frio.

Acaba que muitas vezes o lar acontece a ser assim, né? Acaba a ser assim. Então, o lar não é apenas um abrigo físico, ele é um abrigo emocional, é um abrigo com campo magnético, o que se fala e o que se sente atua constantemente naqueles que moram na mesma casa. Talvez alguém não esteja entendendo por que eu estou falando sobre isso, mas já já vai entender. Por que eu estou falando que é um centro de indução? Então eu tenho o que é chamado de epigenética espiritual.

Aquilo que você pensa, aquilo que você sente, aquilo que você emite pela sua palavra e mais pelo seu pensamento interfere naquele que está morando com você. E aquele que está morando com você acaba mudando o seu comportamento porque está recebendo uma indução, um negócio: olha, faz isso, faz isso, faz isso o tempo todo. E aí? Ele muda o jeito dele de ser. Isso pode ser para o bem, se eu tenho Deus presente na família, se eu tenho o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo presente na família, mas também pode gerar alguém que pode ser um peso para a sociedade.

Volta a pergunta: como é que está o meu centro de indução? Como é que está meu lar na atual situação? Então, ele gera, o lar gera uma corrente mental constante. E os pais são justamente esses indutores ativos e diretos. Os filhos, eles são como os receptores naturais dessa atmosfera fluídica. Se a criança está estressada, está irritadíssima e tudo mais, qual será o motivo? Ah, é o obsessor que está perturbando. Ok, mas e se esse obsessor estiver reencarnado na família ali?

For o pai, ou for a mãe, ou for o irmão mais velho? Como é que faz? Como é que resolve essa equação aí? Podemos, então, utilizar um processo que é chamado de indução pelo exemplo, ou seja, fazer a evangelização no lar, que ocorre mais pelo que se sente e o que se faz do que pelo que se diz. O pensamento é força viva que molda o caráter de alguém. Temos pais mudos, se comunicam através de linguagem de Libras. Mas e quando não existia linguagem de Libras e os pais eram mudos também?

Como é que eles davam exemplos para os filhos? Era falando? Não, era fazendo e sentindo. Porque às vezes é só olhar para o pai ou para a mãe, o filho já reconhece: Ih, hoje vai ter, não vai ser legal. Mas, por outro lado, também reconhece que quando o filho está triste, está precisando de ajuda, chega lá ou o pai ou a mãe com aquele olhar compassivo, o filho já abre o berreiro, deita no colo e bota para chorar. E ali está sendo acolhido.

O sentimento não precisa de palavra para ser expresso, ele é expresso através dos atos. E mesmo aqueles que não conseguem se movimentar, nem conseguem falar, ou enxergar, ou ouvir, está sentindo, a gente sente bem quando está perto da pessoa. Será que os filhos, por estarem ali convivendo muitos anos, décadas, vão sentir menos do que a gente? Eles também sentem. O lar é a escola das almas, o templo da fraternidade. Se não conseguimos amar e tolerar aqueles que respiram conosco, busco só do mesmo teto, como poderemos dizer que amamos a humanidade?

A gente só pode querer fazer uma coisa que vale a pena para a humanidade melhorar se a gente consegue fazer no lar. Se eu não faço no lar, que é o meu primeiro beta-teste, como é que eu vou fazer mudar a humanidade inteira? Ou vocês acham que Jesus conseguiu fazer o que fez sem antes ter passado pelo que passou no lar? Não estou falando lá que ele teve aqui na Terra, não, de Maria com José, que eram ótimos, era uma família maravilhosa, nos lares que ele viveu quando ele estava fazendo a evolução dele, nos planetas que hoje não existem mais.

Quais são então os desafios do ambiente familiar? Primeiro, nós temos as causas primárias, as antipatias remanescentes de vidas passadas, em decorrência de estar com pessoas que são antipáticas ou que ainda estão antipáticas. Entre si, uma conduta moral duvidosa no cotidiano, dentro do lar inclusive, e também a fragilidade moral que nos torna influenciáveis. Temos esses 3 fatores aqui que estão vivinhos da Silva e estão ali atuando e colaborando para o meu crescimento ou para o meu desajuste.

Hábitos nocivos, que eu tenho aqui na conduta moral duvidosa no cotidiano. Consumo e hábitos nocivos, como leituras infelizes, programas de TV que geram mais inquietude do que harmonia, ou seja, eles são inadequados, uma convivência íntima com pessoas de conduta duvidosa que você deixa adentrar o seu lar para conviver lá com a sua família, influenciar seu filho junto com você, tá? E sintonizam com forças desequilibradas. Essas forças aqui são espíritos, muitos mesmo, muito infelizes ainda.

Alguns causos aqui. Nesse tempo de movimento, de trabalho em casa espírita, nós atuamos em várias atividades. Uma delas foi atividade mediúnica de desobsessão. E uma em particular que foi de mediúnicas voltadas para desobsessão infantil. Num desses casos, eu achei muito interessante que os amigos espirituais nos apresentaram um quadro de uma criança que estava sendo atendida, que os pais reclamavam que ela não conseguia dormir, vivia chorando e tal, tal, tal.

E aí os amigos espirituais nos apresentaram a seguinte situação: olha, eles moram numa situação, numa zona vermelha. Perto da casa deles tem também várias situações complicadas, mas esse não é nem o problema, porque mesmo morando nessa situação há lares muito equilibrados e organizados, que não entra um fio de pensamento ruim ali. O problema é a conduta dentro do lar, do tio, do avô, do pai, da mãe, que não colabora. E aí eles abrem as barreiras, abrem as proteções da família, da casa, e permitem a entrada de irmãos menos felizes, que começam a perturbar todos da casa, mas a criança em particular, porque ela é mais frágil.

Ela tem um campo de proteção ainda não formado completamente. E com isso a perturbação é maior. Vocês já ouviram falar em mal-olhado, né? Já ouviram falar como é que é aquele negócio da moleira aqui, que eu esqueci o nome? Quebranto. Já ouviram falar em quebranto, né? O que é o quebranto? Nada mais é do que uma energia ruim que a criança absorve, e aquela acaba ficando molezinha, às vezes adoece muito mais rápido. E de onde é que vem esse quebranto?

De onde é que vem essa energia ruim? Ah, foi quando ela foi para o colo de fulano, aí ela voltou toda molezinha. De fato isso acontece. E quando é em casa que ela está o tempo todo convivendo com esse tipo de energia? Será que não tem explicação da criança estar desequilibrada? Da criança estar chorando o tempo todo, estar irritadiça, não conseguir aprender? Então eles apresentaram esse quadro para nós, né? Claro, foram feitos atendimentos espirituais ali, né?

Desobsessão, mas depois a pessoa responsável por orientar a família, falamos com ela e dissemos: Olha, aconteceu isso, isso e isso, seria interessante conduzir de uma forma que a pessoa mude o seu hábito diário. Tem o caso de Segismundo que ele não queria reencarnar. Por quê? Porque o pai dele ia ser o inimigo dele. Está lá no livro Missionários da Luz. O que foi feito? Os amigos espirituais, no plano espiritual, falaram assim: Segismundo, meu filho, colabora.

Nós vamos chamar fulano aqui no mundo espiritual para conversar. Aí eles chamaram, esperaram os pais dele dormirem, aí vieram o pai e a mãe, conversaram com o pai e colocaram os dois ali bem próximos um do outro, porque o sujeito estava com medo. E detalhe, o pai também estava com medo porque estava sentindo a aproximação do algoz. O fato é que nesse encontro eles resolveram ali dar uma trégua considerável, Segismundo se sentiu mais confiante e naquele momento fizeram a ligação do perispírito do Segismundo com o útero materno.

Então, quando a mãe voltou do sono, ela já voltou grávida e conseguiram mais tarde reencarnar o Segismundo. O pessoal mais antigo aí, que não é meu caso, vai lembrar aí da novela Viagem, né? Cerlino D'Aleixandre Nada contra os Alexandres presentes, por favor, mas era a personagem. O Alexandre perturbou a família inteira e não tinha nem porquê, porque ele estava de fulano, beltrano, cicrano serem muito perturbados. Ele estava muito revoltado por ter desencarnado e por achar que teria sido preterido, que ele conseguiu perturbar todo mundo, obsidiando direto, até pessoas que nem tinham a índole de perturbador.

Nós somos muito frágeis. Dependendo de com quem a gente está, o que a gente está consumindo, a gente pode ser influenciado de tal forma que a nossa conduta muda naquele intervalo, naquele período em que estivermos sob essa influência. Então, pessoas que hoje nós chamamos de chatas, vamos perguntar: será que ele não está com algum problema espiritual? Alguma inquietação íntima? Porque uma emoção mais forte, desequilibrada, se ficar ali em cima de você o tempo todo, não vai te deixar irritado?

Não vai te deixar assim sem paciência que você, para se ver livre da situação, porque você sente que aquilo está te perturbando, você vai dizer: Não, tudo bem, tchau, não quero mais saber de ti, não. Será que isso não vai acontecer? Nós somos mais frágeis do que perversos. Está lá no Evangelho Segundo o Espiritismo. Por quê? Porque nós não temos maturidade ainda de saber lidar com essas situações. E se nós ainda as buscamos, pior fica.

Imagina a criança que não busca, que reencarnou para tentar ser melhor e aí encontra um ambiente desequilibrado. Qual que é então a solução real? Jesus já tinha nos dito quando ele reclamou lá com os fariseus hipócritas. Ele disse o seguinte: Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, que limpais por fora o copo e o prato e estais por dentro cheios de rapinas e impurezas. Limpai primeiramente o interior. Então nós temos que nos limpar interiormente para poder ajudar, mesmo que eu não tenha filho ainda, mesmo que eu ainda não esteja numa família estruturada ainda, o Moriçó, seja o que for.

Eu preciso me limpar. Eu preciso afastar o mal. Os maus espíritos, eles só procuram os locais onde eles possam fazer a festa. Está lá no capítulo 28 do Evangelho Segundo o Espiritismo, das preces espíritas, as preces pelos obsessores para afastar um mau espírito. Então, os maus espíritos somente procuram os lugares onde encontrem possibilidades de dar expansão à sua perversidade. Para os afastar, não basta pedir. Desculpa. Não basta pedir, é preciso eliminar de si o que os atrai, ou seja, limpar o corpo, o interior.

Qual que é a solução então? Evangelizar-se. Não é levar a criança para evangelização, não é levar somente o jovem para evangelização, É eu como pai, é eu como mãe também ir para evangelização, ou evangelizar-me e evangelizar meus filhos no lar, principalmente. Essa auto-evangelização profunda é a única barreira contra os maus espíritos, contra as sombras e a obsessão e o desajuste. Aí vem um detalhe muito importante que precisamos considerar.

Nós temos 3 fatores Temos uma tríade de evangelização. Temos a evangelização infantil, que é o solo fértil, é um período de muita acessibilidade, a infância é a fase em que o espírito está mais receptivo, é a fase de formação mental, o momento ideal para gravar, forjar valores cristãos antes que as tendências negativas do passado e do mundo Tome em conta. E qual que é o foco pedagógico? Amor puro, respeito à natureza, apresentar Deus.

Qual que é a visão imortalista? A criança precisa receber noções de imortalidade em linguagem acessível. Qual que é o papel da casa espírita? Ah, ela tem que evangelizar meu filho. Ela tem que lhe ajudar ajudar a evangelizar seu filho. O papel da casa espírita é o de criar, proporcionar memórias afetivas positivas associadas à espiritualidade, para lhe ajudar dentro de casa a fazer isso. A evangelização juvenil, qual é o propósito que é buscado?

Anseia por respostas existenciais autênticas. Qual que é o espaço de diálogo? Área aberta para questionamentos, onde a doutrina oferece lógica para as angústias do ser. Qual que é o foco da ação? Responsabilidade individual. Você não precisa estar o tempo todo fazendo as coisas para o seu filho. Ele tem que assumir responsabilidade também. Escolhas de vida, mediunidade e o papel ativo na sociedade. E qual que é o papel da Casa Espírita?

Proporcionar, conceder protagonismo, ou seja, ele tem que atuar, o jovem tem que exercitar ali, trabalhando junto também, permitindo aplicar a teoria na prática, ajudar no trabalho social, ajudar nas atividades da casa, na palestra, fazer prece na sala de passe, por exemplo, nas artes, nos debates e assim por diante. E nós, pais? Vocês não acharam que eu ia esquecer da gente, né? E nós, pais? Nós também temos o nosso papel, porque os pais evangelizados, nós temos filhos protegidos.

Não existe evangelização infantil e juvenil eficaz sem o suporte dos pais, ou melhor, eles são protagonistas. O Centro Espírita atua como apoio, uma ferramenta de apoio. Se o lar é o indutor, os pais são os emissores primários, como nós falamos. Falamos ainda há pouco. O culto no lar é uma outra ferramenta. Fazer o culto do Evangelho no lar é a ferramenta prática indispensável para higienizar o ambiente psíquico e equilibrar o magnetismo doméstico.

E também tem uma sincronia indestrutível se o lar e a casa espírita atuam em conjunto para alcançar esse objetivo comum. Então, se os pais e os evangelizadores atuam em conjunto para evangelizar a criança, como? Vem aqui para a aulinha de evangelização, os tios e tias vão lá, apresentam os conceitos no sábado, na quinta e qualquer outro dia da semana, Deus, natureza, mediunidade e assim por diante. Em casa se fala sobre o assunto, tem-se um ambiente equilibrado para poder se conversar sobre isso e aquele assunto vai rendendo e vai consolidando na criança e no jovem.

Ali nós temos, então, uma indução do Centro Espírita e da família, do lar, imbatível contra as sugestões desequilibradas da sociedade. A Federação Espírita Brasileira, ela tem um programa permanente de evangelização que está completando 50 anos ano que vem. E o foco agora, ultimamente, tem sido justamente esse: da família. Por isso a importância de nós termos vindo aqui para falar sobre família e sobre evangelização. O centro espírita, ela é essa estação de apoio, uma escola, é uma subestação de energia, que enquanto o lar ele gera energia, ele é uma usina geradora de forças cotidianas, a casa espírita ela promove essa sustentação energética para limpar e dar suporte fraternal constante.

Também é uma segurança vibratória, porque quando a gente vai a uma casa espírita, nós também estamos levando as nossas companhias, que também vão ser evangelizadas ali na conversa com os amigos espirituais. Então, esse campo psíquico higienizado oferecido pela casa espírita é onde a criança e o jovem se desarmam e absorvem fluidos espirituais puros, e eu incluo os pais aqui também. E na Casa Espírita se fomenta o viver em comunidade sob a égide do amor cristão, ou seja, de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Portanto, o Centro Espírita, ele não educa diretamente, ele ajuda na educação. A educação está de total responsabilidade dos pais, que assumiram o compromisso no mundo espiritual antes de reencarnar, de encarnar e de receber aquele filho que hoje está aqui com você. Então, a Casa concede as ferramentas para que os pais realizem. Se eu não sei como fazer e é uma questão espiritual, vou buscar à Casa Espírita orientação para me ajudar.

Se mesmo assim eu não conseguir entender, o simples fato de pelo menos uma vez na semana você fazer ou participar de uma atividade, tomar um passe, por exemplo, também, além da palestra e do estudo, também já está lhe ajudando. Não é suficiente, mas já está ajudando. Nós só conseguiremos expandir os horizontes se nós fizermos essa diferenciação entre educação e instrução. Eu instruo, que é fornecer informações técnicas, mas educar, eu expando os horizontes dos sentimento.

E é só no dia a dia. Para isso eu preciso ter um autogoverno mental. Eu também, como eu falei lá no início, me evangelizar, procurar ser um homem de bem, equilibrado, porque a evangelização ela vai me dar as chaves, mas se eu não usar as chaves, como é que eu vou conseguir esse intento? Não tem como. Eu preciso governar a própria mente para eu poder inclusive ajudar meu filho a governar a própria a própria mente dele. Então, eu vou ter que despertar o divino em mim.

A Casa Espírita me ajuda a perceber esse ser divino, esse espírito imortal que eu sou, transcendendo do imediatismo às ilusões materiais da Terra. A informação que a doutrina espírita nos traz, ela nos traz um material muito importante para saber que, opa, eu estou muito irritado. Por que eu estou irritado disso? Aconteceu alguma coisa para eu ficar assim? Teve algum desentendimento? Teve, tive desentendimento com fulano. Aí eu começo a elaborar, poxa, mas precisa disso?

Será que não foi passageiro? Será que eu não preciso, posso perdoar? Eu vou perdoar. Começo a perdoar. Perdoar é fácil? Não, não é. Mas eu tenho que decidir querer, pelo menos dar o primeiro passo, que aí depois os amigos nos ajudam a fazer isso. Então, assim, essa defesa mental passa por eu também reconhecer que eu preciso me melhorar e ter a autonomia de buscar me melhorar de fato. Então, os conceitos que o Cristo nos traz, eles nos elevam para patamares assim inimagináveis para nós antes.

Então a mente, como ela fica presa num ciclo vicioso, eu tô num ambiente familiar ali dentro da minha casa que tem briga o tempo todo, acabo me acostumando com aquilo ali. Qual que vai ser a minha primeira reação fora de casa se acontecer alguma situação complicada? Eu vou querer brigar. Eu vou querer brigar. Como é que eu mudo isso? Eu tenho que mudar a minha forma de ver a vida e fazer do meu lar, de um ambiente de desequilíbrio, um ambiente de equilíbrio.

Da feita que quando eu assimilo isso, principalmente a criança, tem algum problema lá fora de casa, ela não vai querer brigar logo de cara. Ela vai ver: não, espera aí, o que está acontecendo? Isso é aprendizado que se faz ombro a ombro. Não é só falando, é vivendo e mostrando como faz. Então, evangelizar significa ofertar àqueles que estão ali naquele processo, inclusive a você mesmo, porque os tios também se evangelizam, mecanismos de gerir a sua mente e saber lidar com as situações.

Reflexões para finalizar. Qual frequência emitimos diariamente? Como o meu centro de indução, ou seja, o meu lar, está configurado? Estamos emitindo ondas de paciência, de estudo, ou de reclamação e materialismo? A prática regular do culto do Evangelho no Lar nos ajuda a ajustar a frequência. Ela permite que o campo magnético do ambiente doméstico comece a ser alterado, comece a ser reconfigurado para faixas superiores. Tá, mas os meus filhos são tão ingratos, eu estou fazendo tudo isso, mas eles são tão ingratos.

Fica assim não. Você está fazendo a sua parte. Evangelho Segundo o Espiritismo a maior mensagem do Evangelho Segundo o Espiritismo: A Ingratidão dos Filhos e os Laços de Família. Lá é dito o seguinte: se você fez de tudo, mas mesmo assim o seu filho não mudou, não fique triste, Deus está vendo, Ele sabe que você deu o seu melhor e continue. Vocês sabem que Santo Agostinho, ele levou levou cerca de 20 anos para poder se converter ao cristianismo.

Ele foi o primeiro doutor da lei da Igreja, muito inteligente, pessoa assim, entendia filosofia muito bem do que todo mundo. Tinha algumas situações complicadas, de fato, com ele, mas uma pessoa, de modo direto, sem ele perceber, o ajudou. Mônica, a mãe dele, conhecida como Santa Mônica, ela orou durante, não sei se agora foram 20 ou 28 anos consecutivos, todos os dias, várias vezes ao dia, para que o filho dela pudesse despertar.

E finalmente, após essas duas ou quase três décadas, ele se converteu para mais tarde ser um dos espíritos que compuseram a falange do Consolador, que trouxe a doutrina espírita para nós. Então, a ingratidão só vem de mentes que ainda não perceberam que estão sendo muito amadas, tá? Por mais que sejam espíritos rebeldes, a rebeldia é uma forma de dizer: Olha, eu estou aqui, me ama, por favor, que eu estou precisando. Então, nós temos um clima psíquico que é uma renovação da humanidade por completo, que desarrumou a casa e a gente está arrumando de novo.

Aqui nós estamos passando por uma renovação íntima do clima psíquico também das nossas famílias. Temos a condição de fazer com que nossos filhos— oi? Temos condições de fazer com que nossos filhos sejam um ponto de luz nessa humanidade toda, desde que nós façamos por onde isso acontecer. Temos uma conexão perfeita, que pode ser perfeita, entre o lar e a instituição espírita. Se você não é espírita, é católico, a sua congregação católica.

Se você é protestante, a sua congregação protestante. Qualquer outra religião que leve a Deus que você professa, una-se a ela para poder fazer com que que a sua família melhore ainda mais. E qual que é o futuro? O futuro é evangelizar para construir o futuro hoje. Não é construir o futuro quando ele já estiver para chegar. Não, é fazer hoje para que amanhã já seja uma realidade. Ou seja, e aí eu garanto que esse centro de indução da alma, ele vai sintonizar com faixas elevadas e não com muitas faixas que andam por aqui, né, que a gente acaba cruzando o caminho no meio da rua, Beli, que para a gente poder estar num ambiente equilibrado.

Então, a mensagem final que nós fazemos é a seguinte, trazemos ela: evangelize-se! Não traga só seu filho para a Casa Espírita, venha você junto com ele. Aqui no Morada, em particular, nós temos a evangelização infantil às quintas-feiras e juvenil às quintas-feiras. Temos um grupo de pais, que é a evangelização parental, também às quintas-feiras. E a evangelização nos sábados— na quinta-feira é de 7:30 às 15:00, começa— e aos sábados, 16:00, evangelização parental, evangelização infantil e evangelização juvenil.

E aos pais que participam aqui da casa, participem também da evangelização parental, porque nessa reunião, no convívio com as pessoas, ouvindo as situações dos outros também, você acaba percebendo um fio de solução para alguma situação que você está passando na sua família, tá? É um local ali que também os amigos vão fazer os desligamentos de processos obsessivos, às vezes de décadas e séculos, justamente para ajudar a equilibrar a família.

Ah, mas eu não posso fazer isso em casa? Posso! Posso! Mas entre um local em que tem uma quantidade enorme de energia de trabalhadores, tanto reencarnados quanto desencarnados, ali com objetivo, e tem um centro de indução para justamente fazer o desligamento salvar aquelas almas desencarnadas e fazer isso na sua casa, que já é o ambiente deles, ou pode ser, onde é que seria mais interessante fazer?

?Voz C

Venha!

?Voz D

E aí nós fazemos esse convite, deixa eu me preparando aqui, a gente faz esse convite para que justamente vocês frequentem algum local, seja instituição católica, protestante, seja lá o que for, espírita, mas vá, para que você possa ter esses conhecimentos ou começar a adquirir. Recentemente, numa reunião mediúnica que eu participo, nós atendemos um irmão que não sabia que estava desencarnado e queria continuar bebendo no bar que ele frequentava desde muito tempo.

Aí eu olhei assim para ele, olhei para a perna dele: E esse buraco aí na tua perna? Quando é que vai sarar? Ah, tá aí há muito tempo e tudo. Aí conversa vai, conversa vem, conversa vai, conversa vem. Ele falou: Mas, tá dizendo que eu tô morto?

?Voz C

Tô.

?Voz D

Tô falando que você não tá mais aqui entre nós. A pergunta é: tu vai querer continuar com essa ferida e do jeito que você tá, mesmo desse outro lado? Você não quer conhecer coisa melhor, não? Aí ele aceitou o convite e foi encaminhado. Tem muita gente que não acredita que existe vida após a morte do corpo físico. E é na instituição, particularmente na instituição espírita, que a pessoa vai acabar conhecendo isso e já se preparando, desde já, para desencarnar.

Como mensagem final, não sei se dá tempo, dá? Pega aí o microfone, Beli. Tem uma música aqui chamada Boa Nova. Ah, mas aí faltou o cabo, né? Poxa, que pena, vai sem cabo mesmo. Tá, mas é, não, mas não tá ligado. É, ela vai ajudar. Tu cantas aqui? Vamos lá. Meu, pega, né? Beleza, então não precisa. se abre, ela traz novos aromas para sentir. Há uma criança, nasce, ela traz a esperança de um povo.

?Voz B

Mas ainda existe o medo, ainda existe a dor, ainda existe a ignomínia humana. Velação nos ensina todos os porquês.

?Voz D

E nos mostra o caminho a percorrer. Evangelizar e um mundo novo criar. Evangelizar, novos rumos ao planeta vamos dar. Evangelizar. É se ter novos aromas pra sentir. Evangelizar é se ter a esperança de um bom vir.

?Voz C

Na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na Há na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na uma na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na flor na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na se na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na abrir.

?Voz B

na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na na Muito obrigado, Ricardo.

?Voz A

Palestra muito boa, você foi muito didático, nos trouxe com muita clareza a importância da missão que nós pais e mães temos com a família, essa missão que Deus nos confia. Esses espíritos que reencarnam através de nós têm um propósito. E aí, ratificando tudo que foi falado aqui, que é extremamente importante, a evangelização dos nossos filhos depende do nosso exemplo. Exemplo, muito mais do que das palavras. Como o Ricardo falou, um pai, uma mãe mudo, antes da linguagem de Libras, eles educavam com exemplo.

E aí tem uma coisa maravilhosa que a gente tem que fazer na nossa casa: o evangelho do lar. Quem não conhece ainda o evangelho do lar pode procurar os nossos trabalhadores, procurar nós depois da da palestra, que a gente dá todo o passo a passo de como implantar o Evangelho do Lar. A gente cria um campo energético positivo que nos protege, protege a nossa casa, todos os entes que ali convivem, e a gente facilita muito a nossa conexão com os mentores de todos os membros daquela casa, todos os anjos da guarda daqueles encarnados.

Tem uma facilidade muito maior de conectar conosco, de nos auxiliar através das inspirações e das intuições. E nós pais também podemos participar toda terça-feira da evangeliterapia aqui na casa, às 19 horas. Também é uma ferramenta maravilhosa para nos ajudar, tá bom? Online também, às 19 30, né? Isso, tá. Então a gente agradece a todos os irmãos que estão presentes no nosso auditório, tá. Muito bom estarmos com a casa cheia, fico feliz.

O nosso abraço também aos irmãos que nos acompanham pelo YouTube, pelo Instagram, pelas que nos ouvem pelas rádios. Então a todos nós um final de semana abençoado, que Deus abençoe a todos. E eu convido o nosso irmão Ricardo para fazer a nossa prece final. E depois da prece, quem quiser receber o passe, a gente pede sempre que se mantenha concentrado no salão, em silêncio, em oração mental, para que a gente possa dar condição para os trabalhadores da casa desenvolverem o trabalho deles.

?Voz C

Já?

?Voz D

Então eu gostaria que você, que nós concentrássemos a nossa atenção nessas duas fotos. Os nossos irmãos em casa também, pela internet, também concentrem nessas duas fotos. Na casa de Pedro, de tantos outros apóstolos e pessoas, Tu implantaste o Evangelho para conversar sobre Deus, nosso Pai e Senhor. Sabes que estamos ainda em uma fase muito inconstante, de incertezas dentro de nós mesmos, mas o nosso desejo sincero, Senhor, é o de te ter em nosso coração, vivamente, o tempo todo.

Temos a consciência do nosso papel, que é o de pais ou de irmãos, mães, o papel de fazer com que o Reino de Deus seja aqui presente conosco. Assim, Senhor, ajuda-nos a ver-te em nossas vidas, Naqueles momentos solitários de prece ou de tristeza, ajuda-nos a ouvir a tua voz, a nos estimular a continuar no caminho. Ajuda-nos a fazer vibrar através de nosso coração o amor misericordioso de Deus nosso Pai. Senhor, nesse processo da evangelização, de nos auto-evangelizarmos, evangelizar esses que tanto amamos e que vieram através de nós.

Ajuda-nos, Senhor, para que o amor verdadeiro, esse que tu nos ensinaste e ensinas constantemente, seja a realidade em nossas vidas, porque não há outra forma, Senhor, que não seja calçar as tuas sandálias, seguir as tuas pegadas e fazer essa transformação primeiro em nós mesmos para podermos de fato mais tarde sermos exemplos. Agradecemos-te pelo muito que através de ti nos vem das mãos de Deus, nosso Supremo Criador, sempre confiando e nos estimulando a continuar seguindo com firmeza, coragem, com destemor nessa caminhada da própria, de vencer os próprios desafios.

Graças, graças hoje e sempre. Dispensa-nos com o amor que tu és em nossas vidas hoje e sempre, Senhor. Graças a Deus. E aí, foi bom?

?Voz C

Você já sabe.