Episódios de Bem-Estar & Movimento - Eduardo Rauen

Conheça o Lagree, um metódo que promete os benefícios do pilates com resultado da musculação

02 de maio de 202630min
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No Bem-Estar e Movimento, Cássia Godoy conversa com Jairo Diógenes, profissional de educação física, pós-graduado em fisiologia do exercício e mestrado em biomecânica do movimento. Ele é diretor técnico da Nux House, que é um estúdio de Lagree em São Paulo.

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Participantes neste episódio3
C

Cássia Godoy

HostApresentadora
J

Jairo Diógenes

ConvidadoProfissional de educação física
P

Poliana Wang

ConvidadoConsultora estratégica
Assuntos3
  • Método OICABenefícios do Pilates · Resultados da musculação · Equipamento Microformer · Baixo impacto e alto gasto calórico
  • Experiência de práticaConsciência corporal · Mudança de hábitos · Assiduidade e frequência
  • Diferenças entre Lagree e PilatesEstrutura do treino · Sequência de movimentos
Transcrição87 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

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Bem-Estar e Movimento. Apresentação, Cássia Godói.

Bem-estar em movimento no ar para falar sobre Lagui, que é um treino intenso, feito em movimentos lentos, que traz bastante tonificação, traz bastante tremedeira também, pelo menos no meu caso, eu fui fazer uma aula, e recruta grupos musculares muito diferentes.

E para a gente entender melhor como que funciona esse método, a gente recebe hoje aqui no Bem-Estar e Movimento o Jairo Diógenes, que é profissional de educação física, pós-graduado em fisiologia do exercício e mestrado em biomecânica do movimento. Ele é diretor técnico da Nux House, que é um estúdio de Laguí aqui em São Paulo. Aliás, é o primeiro estúdio do Brasil. Jairo, muito obrigada por estar conosco hoje. Tudo bem com você?

Obrigado você, Cássia. Tudo ótimo. Fiquei feliz em saber que você foi lá, tremeu, sofreu, suou e gostou. Por isso que a gente está aqui, não é isso? É verdade. Gostei bastante. Daqui a pouco você vai explicar tudo para a gente a respeito desse método e eu tenho muitas perguntas. E para compartilhar a experiência com a gente de praticar Lagri, nós estamos aqui também com a Poliana Wang, que é consultora estratégica e é praticante da modalidade.

Poliana, muito obrigada por ter vindo conversar aqui com os ouvintes da CBN, viu?

Obrigada, é um prazer estar aqui com vocês e espero você para fazer uma aula comigo. Tá certo, a gente vai combinar. Eu e o Jairo na próxima. Combinadíssimo. Muito bom. Agora, Jairo, começando bem do início, explica para a gente esse método, essa modalidade, qual que é a origem do Laguí e no que o Laguí consiste exatamente.

A origem do Laguie, ele é um método que foi criado por uma pessoa chamada Sebastian Laguie. Ele é fisiculturista, ele teve uma lesão e ele praticou pilates por um tempo. Só que depois que ele se reabilitou em relação àquilo que ele teve quando ele se machucou, ele achou que o pilates ficou devendo em termos de intensidade. Mas ele ainda não podia treinar musculação tanto quanto ele treinava. Então ele criou um método que fosse uma combinação de musculação e pilates.

que você tem os benefícios do Pilates com os resultados da musculação. E ele criou esse método Lagree, que é um método que consiste em você realizar movimentos de forma muito lenta, muito cadenciada, de forma contínua, sem intervalo, sem pausa. Isso gera uma contração muscular constante e tonificação do músculo. Então você tem um método que gera benefícios como o Pilates.

resultados com a musculação. Foi daí que veio a ideia e que surgiu esse método. E para fazer esses movimentos, se conta com o auxílio de um equipamento. Conta para a gente como que é esse aparelho. Isso, exatamente. É uma máquina, a nossa máquina é a Microformer, então você tem, é como se fosse um trilho por onde você tem carrinhos que deslizam para frente e para trás.

Esses carrinhos você pode colocar mais tensão, menos tensão, de acordo com uma mola que você coloca lá. E você proporciona, através desse carrinho, mais intensidade para alguns movimentos, que se você realizasse fora do carrinho, você teria uma intensidade X. Por exemplo, você pode realizar um agachamento ou um afundo no chão. E você tem alguns músculos sendo trabalhados.

Quando você realiza em cima daquela máquina, por ela gerar uma instabilidade no movimento, você tem, além dos músculos tradicionais, conhecidos, que todo mundo trabalha na academia, por exemplo, você tem outros músculos sendo trabalhados, que são músculos mais profundos.

Então, esses músculos mais profundos, eles estabilizam o seu corpo para realizar aquele movimento. É isso que faz o gasto calórico ser tão alto, a frequência cardíaca sobe, você tem zero impacto com um resultado um pouco mais expressivo do que seria no chão.

Ana, como que você conheceu o Laguí? Assim como você, a gente estava conversando um pouquinho, né? Eu agendei uma aula experimental. Então, essa é a minha vida saudável. Fitness não tem muito tempo, tá? Eu completei 40 anos há pouco tempo. Então, no ano passado, eu estava reavaliando algumas questões de trabalho, saúde principalmente.

E aí, a partir de julho, eu comecei a testar algumas coisas. Então, fiz diversas modalidades. Yoga, diversos tipos, musculação. Testei uma série de coisas. E aí, eu acho que com o Lagree, ali no aplicativo de experiências, agendei a primeira aula em novembro. Foi quando eu comecei. Achei que eu ia morrer.

Porque realmente é muito intenso. Sim, fato. Então, eu tinha começado com pilates também, né? E fui achando que... Pesquisei também. Achei que eu tinha entendido. Eu falei, de 0 a 10 eu entendi 2. Cheguei lá na aula, depois da primeira aula, acho que eu entendi 5. Talvez agora eu entenda um pouquinho melhor. Tem quase 6 meses que eu treino. Mas fui como curiosa. Gostei, achei diferente. Saí da aula sem entender muito. Eu falei, mas o que aconteceu aqui, né?

Por que eu tô morrendo, transpirando? Não entendi direito, mas continuei ali insistindo e...

atualmente eu faço pelo menos cinco treinos na semana, e aí eu concentrei muitos dos treinos, deixei de fazer eletro, algumas outras coisas, e estou bem focada no Lagree, né? Porque realmente eu vi, acho que a diferença, sentir o impacto na minha saúde, no meu bem-estar, no meu sono e no meu corpo.

Essa parte de tonificação, enfim, poucos meses, eu vi ali uma mudança que eu gostei. E de força, gente, eu não conseguia fazer flexão, né? Eu não sei no geral, mas a maioria das minhas amigas, mulheres que eu converso, a gente tem menos força no braço. Sim, fato. Ao contrário dos homens, eu não sei se tinha algum na sua turma.

Tinha um rapaz o dia que eu fiz aula. Quando tem aula a parte de pernas, normalmente os meninos não uma sofrida. Mas a parte de braço, pra mim era muito difícil. Então, passado algum tempo, eu falei, nossa, tô conseguindo fazer uma flexão. Tô gostando também de me sentir um pouco mais forte. Mas sem ficar muito musculosa. O que eu quero é secar um pouquinho. Então, acho que essa combinação do dinamismo, aula e de ver o resultado, né? Assim, quando a gente começa uma dieta ou alguma coisa, acho que é isso que...

Que me animou. E aí, sigo. Muito interessante. Agora, Jairo, quero abordar alguns pontos com você. Algumas vezes, a gente fez referência aqui ao Pilates. E quando a gente entra na página da Nux, uma das primeiras coisas que a gente lê é, não é Pilates. Então, assim...

Tem alguma similaridade? Por exemplo, quando eu penso no equipamento de vocês, no microformer, ele lembra um reformer de pilates menor, compacto, que fica ali no chão. Quais são as outras diferenças? Até para não ter essa confusão em relação a pilates, porque eu fiz pilates muitos anos, fiz uma aula de vocês, e posso dizer que são coisas bem diferentes.

Sim, assim, a principal diferença está na metodologia, ok? O equipamento, ele se assemelha ao reformer, ele tem coisas muito parecidas, mas o nosso equipamento é mais no chão, então isso permite alguns movimentos que você não consegue realizar no reformer porque ele é alto. Ele tem mais possibilidades porque você trabalha com duas frentes.

Então você tem dois carrinhos, vamos dizer assim, que deslizam. Um carrinho é diferente do outro, você tem intensidades e movimentos diferentes por conta desses carrinhos. Mas a principal diferença está na estrutura do treino. O pilates normalmente você realiza seis, oito, dez repetições de um determinado movimento. E aí você troca de movimento.

Lá no Lagree, não. No Lagree, você vai fazer por tempo, você não faz por repetição. E você fica bastante tempo no mesmo movimento. Então, o estímulo é diferente. Você tem um estímulo de mais resistência muscular localizada, a gente chama de RML. Então, você tem mais contração muscular por mais tempo, mais resistência muscular localizada.

mais tonificação dos músculos. O método se difere muito nesse sentido. Ao invés de você realizar poucas repetições, para e troca de exercício e troca de movimento, você fica muito tempo realizando o mesmo movimento, muito tempo sob o mesmo músculo, o mesmo músculo fazendo força, sob tensão. Então, o treino é muito mais intenso para o músculo do que seria no movimento de pilates, uma aula de pilates.

E agora eu estou me lembrando aqui da aula que eu fiz, parece que tem alguma coisa diferente também em relação àquela história de trocar o lado. Você faz exercício de um lado e em seguida faz exercício de outro, no Pilates. No Laguerre é diferente. É diferente, porque o professor estrutura um treino, ele monta uma aula de acordo com uma sequência lógica que você tem que trabalhar também a fluência entre movimentos.

Então, quando você faz, faz da direita, faz da esquerda. Faz da direita, faz da esquerda. Você passa a aula toda fazendo isso. No Lagree, você faz vários para a direita na sequência. Depois faz alguma coisa e depois os mesmos vários para a esquerda. Mas entre um exercício e outro...

Você vai combinando coisas daquele exercício. É como se você pegasse a aula de pilates, juntasse tudo o que você fez para um lado de uma vez e depois tudo o que você fez para o outro lado de uma vez. Ao invés de ficar indo e voltando, indo e voltando. Provavelmente você sentiu isso, não sentiu? Senti, nossa, eu percebi totalmente, assim. Que eu fazia um exercício e falava, agora vai trocar de lado. Fez da direita, agora vai à esquerda.

E não, aí tinha outro. Não tem fim, né? Não tinha fim, vai. E aí no final trocava.

E fazia tudo do outro lado. Agora, Apuliana, quando você começou, você imaginava que você fosse se tornar uma aluna tão assídua? Para você, o que pegou positivamente nessa aula que fez você virar uma entusiasta do método, uma pessoa que está fazendo várias vezes por semana, que está tendo essa atividade regular? Acho que foi um processo gradual. No começo, eu gostei da aula, mas eu falei a primeira e a segunda. Eu fui péssima.

Fiz os movimentos errados, tinha sempre um orientador ali, porque tem cerca de 8, 10 alunos fazendo, mas é individualizado, eles acompanham, corrigem o movimento, ensinam. Então eu não era uma expert, fazia um pouco de pilates, um pouco de musculação, mas não dá a base que precisa. A gente começava a contar ali até 4.

puxando mais rápido, tentando ganhar tempo, descansando muito. Mas enfim, quando eu olho para trás e vejo alguns fatores que combinaram. Então, como eu falei, eu gostei do resultado que eu vi, acho que diferente de outras coisas que eu estava testando, experimentando muito, tentando encontrar uma modalidade, mas eu vi uma força e uma tonificação que eu não tinha.

em outros exercícios. O efeito sobre o meu corpo também. O estúdio, eu gosto ali das pessoas, dos instrutores, dos alunos, do ambiente, é agradável. Eu sempre marco nos mesmos lugares que eu sei que é bem baixo do ar-condicionado. Porque dá um calor.

Gente, esquenta, né? Esquenta. Eu tô sempre com a minha toalhinha ali. E eu não entendia no começo. Eu falei, mas por que eu tô transpirando tanto? Porque eu tô quase morrendo aqui, né? Porque a gente falou que é um... Conversando com o Jair, é um exercício de baixo impacto. Depois ele pode explicar melhor esse baixo impacto. Mas um alto gasto calórico.

Então, quando eu vi, eu falei, gente, acho que eu tô viciando nisso. Eu comecei em novembro, um pouco depois do estúdio, abri fazendo duas vezes por semana. Então, ainda ali meio devagar. Depois eu aumentei e fui pra três. Com três eu vi muita diferença. Foi aí que virou a chave. De duas pra três vezes.

no início desse ano, tava correndo atrás do prejuízo aí das festas de final de ano, então eu vi a diferença. Aí, em março, organizei minha agenda, eu falei, eu vou focar. Ao invés de separar vários treinos, aí eu aumentei pra cinco, e há duas semanas eu me desafiei, pus lá uma meta pessoal, falei, eu vou treinar sete dias seguidos. E aí eu fiz sete dias, eu falei, caramba, cada dia que eu treinava de forma consecutiva, eu vi que eu ficava melhor. Ao invés de contar os quatro segundos, os movimentos.

Eu sei que o pessoal, o Jair, pode explicar também melhor. Tem 8, 16. Eu falei, eu vou tentar fazer assim, 8, em 10 segundos. Então, esse desafio foi ficando interessante. Mas uma série de combinação, uma combinação de vários fatores, na verdade, me levaram a aumentar ali a frequência. Então, quando eu olho, eu falei, caramba, estou gostando. Então, acho que saí de uma vida bastante sedentária, testei uma série de modalidades e foi onde eu falei, ah, eu acho que aqui eu consigo odiar menos o exercício e a atividade física.

E acho que um ponto muito interessante que a Poli está falando, Cássia, é uma coisa que é muito legal as pessoas saberem, entenderem e se policiarem em relação a isso, em relação à assiduidade, a frequência, a regularidade. Quantas vezes por semana eu devo fazer algum tipo de atividade física ou um determinado esporte para você evoluir, ver resultados, gostar, maximizar os seus resultados. A mudança de duas para três é crucial, porque...

Para três, quando você está fazendo duas, se você muda para três, você aumentou 50% de estímulo. É percentualmente falando, você aumentou 50%. O seu corpo vai responder de uma forma absurdamente melhor. De três para quatro também é bom, mas percentualmente não é mais o que foi de três, de duas para três.

Então, para qualquer tipo de atividade física, de repente a pessoa está lá em casa assim, mas eu já faço duas vezes, eu já faço duas vezes isso. Muda para três. Porque você está incrementando, você está implementando, você está acrescentando para o seu corpo 50% a mais de estímulo. Isso faz muita diferença. Isso foi o que a Poli sentiu quando ela mudou para três aulas na semana.

Nossa, tem toda razão. E essa questão do impacto, né? Explica pra gente como que funciona o método pra ele conseguir promover esse tipo de exercício que vai te ajudar com o músculo e hoje a gente sabe da importância de ter força muscular, de ter massa muscular, de fazer essa poupança pra quando a gente estiver mais velho de músculos. Como que esse método ele consegue, com o baixo impacto, fazer a gente trabalhar tanta musculatura?

Justamente por ele ser um método onde você permanece realizando o movimento por mais tempo. Então, o exercício chama-se exercício resistido, né? A musculação é um exercício resistido, o pilates é um exercício resistido, o lagri é um exercício resistido. Vamos pegar a musculação como exemplo. Na musculação eu pego um peso aqui, levanto e desço, certo? Eu agacho, agacho e subo. Quando eu subir, eu vou descansar. O meu músculo não vai mais trabalhar, ele vai descansar.

Depois eu repito aquilo 10, 12, 15 vezes. No Lagree, você não tem descanso, você fica o tempo todo fazendo força. Como você fica o tempo todo fazendo força e você tem músculos mais profundos sendo acionados, o seu gasto calórico vai subir e você não tem impacto, porque você está sempre com os dois pés no chão.

O que gera impacto é quando você tem o que a gente chama de fase aérea do movimento. Vamos pensar numa coisa extrema. Salto triplo. O atleta vem correndo, salta, fica numa fase aérea, pisa com uma perna no chão, salta de novo, outra fase aérea. Pisa de novo só com uma perna, salta de novo, outra fase aérea. Ele tem muitas fases aéreas. Isso aí é um alto impacto, porque ele vai, fase aérea, pula.

Corrida. Por que corrida é alto impacto? Porque tem fase aérea. Eu tiro uma perna do chão, até eu apoiar a próxima, meu corpo está no ar. Quando ele apoia, ele tem que frear, ele tem que frear o movimento. Então isso é alto impacto. Por que a caminhada é baixo impacto? Porque sempre tem um pé no chão. Então eu tirei o pé para levantar, quando eu pisei no chão, o outro ainda está no chão.

Então, não tem fase aérea. No Lagri não tem fase aérea. Você está sempre com os pés ou no chão ou na máquina. Ora, um no chão, um na máquina, que gera essa instabilidade. Então, ele não tem impacto, ele é baixo impacto e de alto gasto calórico, porque você tem muito músculo ali trabalhando ao mesmo tempo.

Quanto tempo, mais ou menos, a aula? Eu acho que, pela lembrança que eu tenho, 50 minutos? 50 minutos é a aula. O professor sempre vai conduzir um aquecimento inicial, uma parte principal composta de sequências que você sofreu lá, tudo para um lado, depois tudo para o outro lado.

Essas sequências, elas englobam, elas contemplam o corpo todo, os principais grupos musculares. Então, é sempre um full body, que a gente chama. Você trabalha o corpo todo. Perna, core, braços, ombro, peito, costas, bíceps, tríceps, perna, glúteo. Você trabalha o corpo todo. E depois, lá uns 3, 4 minutos no final, uma volta calma e um alongamento. 50 minutos no total.

Eu tinha uma experiência, Jairo, quando eu fazia pilates, que eu tive uma professora que ela me falava assim, falou, ó, se você estiver fazendo o exercício, se estiver muito fácil, você está fazendo errado.

Ela não estava errada, Cassi. Não, é bem assim. Quando eu falo, nossa, mas estou fazendo isso aqui, está tão simples. Ela fala, então está errado. Tem que ter um esforcinho aí. Não é possível fazer nessa moleza. Para o Lagree, o que a gente deve observar para notar que está fazendo direito, que está fazendo o método direitinho? Que tipo de premissa a gente deve observar enquanto estiver fazendo movimento?

Lá nos Estados Unidos, chama de shake. É a tremedeira, Cássia. Você tremeu quando você foi lá, Cássia? Nossa, eu tremei muito. Poli, você treme quando você vai lá? Toda vez. Eu falei ontem pro Jário, quando eu... Acho que eu tô melhorando no exercício, eles mudam. E eles vêm com exercícios novos. Então a gente nunca fica pró.

Então, assim, lá você vai saber que está fazendo certo se você tremer. E você vai tremer. Você é prova disso, né? Você sentiu isso na pele. Sim. Porque a tremedeira vem justamente para estabilizar. Como o seu corpo está muito instável, os seus músculos se contraem para manter o seu corpo estável.

Seja no quadril, no core, no joelho, no tornozelo, no cotovelo, no ombro. Mas como é muito lento o movimento, os seus músculos vão se acionando e aqueles receptores indicam para o seu cérebro. Ela vai cair para a direita, empurra ela para a esquerda. Ela vai cair para a esquerda, empurra ela para a direita. Acionando esses receptores, o seu corpo começa a tremer, porque o músculo está sendo contraído, está sendo solicitado o tempo todo. Então, a dica é, foi para o Lagree e não tremeu, fez errado.

Olha aí, é uma boa dica, é um bom jeito de perceber ali como que você está em relação a esse movimento. Mas há quanto tempo vocês chegaram no Brasil? Nós inauguramos em setembro do ano passado. Completamos agora oito meses de vida no Brasil. É o primeiro estúdio do Lagrinha no Brasil, já existem mais de 700 estúdios pelo mundo, mas não existia nenhum.

no Brasil ou na América do Sul. E é curioso porque o Brasil é o segundo país no mundo em número de academias. Pelo sistema CONFEF, que é o Conselho Federal de Educação Física, nós temos mais de 60 mil academias e estúdios pelo Brasil. Então nós somos o segundo, perdemos só para os Estados Unidos. Mas ainda não existia esse estúdio, esse método, essa metodologia que é o Lagree, ainda não estava aqui no Brasil.

Você estava contando para a gente no primeiro bloco que o nome Lagree é o sobrenome do criador, né? Do Sebastian Lagree. Ele é vivo ainda? Ele é vivo, ele é vivo. Ele dá aula, ele dá treinamento, ele é um cara superativo, ele é um cara que, além de propagar, além de difundir o próprio método, a própria metodologia, ele é um cara que faz com que as pessoas sintam-se muito bem. Porque provavelmente aconteceu com você, aquilo que acontece com apoio, acontece com as pessoas que praticam atividade física. Fala assim, ninguém gosta de ir.

Todo mundo fala, vou ter que ir, né? Ninguém gosta de ir, mas todo mundo gosta quando sai, né? Você sempre sai melhor do que você chegou. Então, assim, ele é um cara que, além de propagar, além de fundir o próprio método, a própria metodologia que ele desenvolveu,

Ele gera um bem-estar muito grande, porque ele põe o povo para fazer aula na heliponto, ele põe o povo para fazer aula na praia, ele põe o povo para fazer aula na beira da piscina, ele põe 50 pessoas, ele põe 100 pessoas. Então ele também gera esse lado social, emocional muito forte nas pessoas.

Aliás, falando nesse aspecto, Poliana, de exercício que faz bem pra cabeça, que pra mim são todos, e tem um peso essa questão do mental, pra mim muito grande quando a gente fala de exercício, de atividade física. O que você percebe na sua rotina a partir da prática do método?

Acho que a principal mudança é consciência corporal. E alguns outros benefícios a partir disso. Sono, meu sono melhorou. Então, eu adequei o horário do treino pra que eu tenha alta energia aí ao longo do dia. Pra que a noite eu esteja cansada, relaxada, durma melhor.

E eu sempre comi bem, falando de prato, conteúdo, alimentação, mas às vezes indisciplinada com horário, alguns hábitos, né? Culpa aí da vida corrida e moderna que a gente tem. Mas acho que essa consciência também alimentar, não só, por um lado, putz, treinei lá, quase morri em 50 minutos, né? Vou gastar tudo que eu queimei aqui, vale a pena? Mas também algumas coisas pra melhorar a qualidade do meu treino, né? Essa performance. Então, meu objetivo não é...

ser a musa fitness do Lagree, né, mas procurando essa qualidade de vida, enfim, acabei de fazer 40 anos, então já pensando numa perimenopausa, nos próximos passos, como você falou, pensando aí numa poupança pra velhice, então acho que essa consciência combinou muito com o Lagree, e também de ficar melhor no próprio exercício, porque quando eu fazia várias modalidades, é difícil, às vezes, você se adaptar, você muda

O professor, o treino, o tipo da roupa, o horário, o estúdio. Então, ficou mais fácil. Eu gasto menos energia, porque eu já sei o que eu tenho que ir, como funciona, chego cinco minutos antes, me alongo. Então, eu despendo menos energia com algumas coisas. Parece que não, mas que roubava um pouquinho da energia. E eu concentro na alimentação, no sono, no bem-estar e no treino. Então, eu tento cada dia me desafiar ali, porque eu falo, não, eu quero ser melhor naquele exercício, sabe?

Assim, é uma disputa comigo mesma. E a questão também, acho que, enfim, eu sou...

muito pragmático, assim. Então, eu buco o horário da aula. Então, todo o meu dia já gira ao redor daquilo. Eu tenho um compromisso. Eu agendei o horário e falei, putz, primeiro é comigo. Depois eu talvez tenha tirado o horário de alguém, porque eu reservei ali o meu carrinho. Então, acho que essas coisas foram se conectando. Vocês abriram em setembro e eu comecei em novembro.

Então, logo depois, não é no primeiro, no segundo, mas olhando quase em seis meses, né? Eu consigo ver essas mudanças e que aí no final fizeram muito bem. Até redução, eu bebo socialmente, a gente tem uma série de eventos, mas eu também diminui o consumo de álcool, de bebida alcoólica e vi.

também uma melhora, né, na qualidade de todo o restante da minha vida. É, isso vem acontecendo muito, né, Cássia? Eu imagino que o nome do seu programa não seja coincidência, bem-estar e movimento, né, porque uma coisa está muito relacionada à outra. O movimento gera um bem-estar físico, sim, mas ele gera um bem-estar em termos de qualidade de vida muito acima do físico. Nossa, pra mim é o principal.

Concorda? Você se sente mais disposta, você tem mais ânimo, você acorda mais cedo. Automaticamente acontece o que aconteceu com a Poliana, você começa a se cuidar mais em termos de alimentação, de sono. Então assim, todo esse contexto de bem-estar, de qualidade de vida, ele vem através do movimento. Eu falo que o movimento é o pano de fundo para um espetáculo que é melhorar a qualidade de vida.

Então, qualquer que seja o exercício, né? Óbvio que se você arranjar uma qualidade de vida junto com o benefício estético, lindo, né? Mas a gente percebe muito isso. Isso mudou muito com o tempo. Eu tenho 51. Quando eu tinha 30, 35 anos atrás, quando eu tinha 15...

O mundo não é o que ele é hoje. Então as pessoas não procuravam atividade física com o mesmo propósito que elas procuram hoje. A academia era só para marombeiro, né? Hoje em dia não. Você aumentou o espectro de alcance absurdamente da criança à pessoa mais velha, né? Então o bem-estar. As pessoas estão começando a entender hoje o bem-estar relacionado ao movimento.

E como que foi o seu contato com o método Lagri? Porque você é um profissional que já tem muita experiência, que já vem trabalhando muito antes desse método chegar aqui ao Brasil. Quando que você começou a se interessar por atuar com esse método?

As pessoas que trouxeram o método do Brasil, eles experimentaram fora do Brasil, que é onde já existe muito estúdio. E trouxeram para o Brasil, quando vieram com a ideia para o Brasil, procuraram alguém da área para ajudar a colocar o negócio em prática. E um aluno meu de personal, que é também um dos sócios, me chamou e falou assim, Jair, veja isso aqui, você conhece? Eu falei, não conheço, e não conhecia mesmo.

Veio, o que você acha? E quando eu vi, eu já estava fora do mercado fitness como gestor há quase 10 anos. E eu falei assim, eu só vou voltar para o mercado o dia que tiver alguma coisa nova. Vamos pensar num bolo, né? Sim, a gente já tem vários bolos, né? Pegar uma fatia de um bolo que já existe não me interessava.

Eu falei assim, o dia que aparecer um bolo novo, eu vou atrás desse bolo. E apareceu. É um bolo novo, é uma coisa nova, é um método novo, é uma coisa que ainda não existia aqui no Brasil, e dando muito certo fora do Brasil. Então, eu voltei para a gestão, eu voltei para esse mundo fitness como gestor, porque o meu contato foi ver esse meu aluno. Quando eu li, quando eu vi, quando eu vi vídeos e tudo mais, eu falei, não, estamos falando de uma coisa que vai ser muito bacana para todo mundo, inclusive para mim.

Tem um perfil específico de pessoas que estão buscando esse método? Ou é um perfil variado? É variado. A gente tem clientes lá de 16 anos até clientes de 70 e tantos anos. É muito variado. Mães e filhas, né? Mães e filhas. Tem muita dupla de mãe e filha que vai fazer. Marido e esposa. Tem muita gente fazendo. Por que a gente percebe que tem muita gente fazendo? A Poliana falou uma coisa muito legal. Você quer fazer atividade física, mas você quer ir para um lugar agradável. Então, você quer um ambiente aconchegante.

você quer que a recepção seja acolhedora, você quer se sentir bem, você quer se sentir acolhido, né? Como lá é um estúdio menor, que são 10 pessoas, 11 pessoas no máximo que por vez... Aliás, esse ponto eu acho que é muito importante, né? Não é um monte de gente em sala, até porque é um tipo de atividade que a pessoa, principalmente quem está começando, precisa ter uma atenção ali.

Muita atenção, é muito detalhe, né? Você tem muito detalhe para executar bem o exercício. Então, nós temos lá 10 pessoas fazendo aula no máximo. E aqui no Brasil, a gente conseguiu trazer o Lagree com um professor auxiliar. Isso não existe fora do Brasil. Fora do Brasil é só um professor que comanda tudo. Aqui a gente preferiu colocar um professor auxiliar. Algumas pessoas chegam atrasadas. Eu estava contando fora do ar a minha experiência.

que eu fui fazer a aula e tinha uma obra lá perto e eu cheguei na aula cinco minutos atrasada. Falei, ai gente, primeira vez que eu vou fazer isso, já vou chegar atrasada. E aí eu cheguei e o professor auxiliar foi ótimo, me ajudou, me instalou ali no equipamento. Falei, olha, aqui é assim, assado. As molas estão aqui, a gente começa assim. Então, pelo menos pra minha experiência, foi fundamental.

Isso porque uma das coisas que mais afasta as pessoas da prática regular de atividade física é a sensação da incapacidade. Concorda? Você não se sentir capaz de levantar, de executar, de entender. Onde as academias perdem muita gente? Porque você chega lá na academia, ninguém olha para você e você tem que chegar na leg extension. Você olha para aquilo e fala, meu Deus, por onde eu começo?

você não começa, você vai embora. Então, assim, ali você tem menos gente, no nosso estúdio tem menos gente, propositadamente, que é para ter mais atenção e um professor auxiliar, que é para justamente refinar, lapidar, ajustar, sempre que for necessário para qualquer pessoa. Então, tem gente de todas as idades, de todos os níveis de condicionamento. Tem gente que chega lá sendo atleta e tem gente que chega lá saindo do sedentarismo com a Apoliana.

E dá para fazer. No começo, vai sofrer um pouco mais, óbvio. Claro, como qualquer...

Qualquer coisa que o atleta também sofre. Chega a gente lá que rei da musculação há anos, treme também. Vai sofrer. Então dá uma paz a gente olhar e falar. Vai dar tudo certo pra mim também. Todo mundo consegue fazer lá de uma boa. Tem alguma idade mínima que vocês recomendam? A gente só atende pessoas a partir de 16 anos. Porque assim, antes disso...

Não é que você não possa praticar atividade física, você pode. Mas tem vários cuidados que você precisa ter alguém de forma mais particular, mais individualizada. Então, pessoas com menos de 15 anos, por exemplo, não podem ter sobrecarga discal, que a gente fala. Que é uma sobrecarga de peso sobre a coluna, que você espreme o seu disco intervertebral. Então, alguns cuidados quando a pessoa tem menos de 16 anos...

A gente prefere não trabalhar com esse público ainda, trabalhar com 16 mais, porque a partir dali você já tem uma liberdade de movimentos um pouco maior.

Agora, em relação ao limite de idade, e a gente está falando de pessoas mais velhas, aparentemente não tem, porque no dia que eu fui, tinham pessoas mais velhas também fazendo. É, não tem. O que a gente fala é assim, não existe limite para o exercício. Existe o limite para alguém que faz aquele exercício. Por exemplo, se eu estou acostumado a fazer salto triplo, o alto impacto.

Faço isso a minha vida inteira. Posso fazer com 50 anos? Posso, porque o meu corpo está adaptado. Isso é um princípio da atividade física chamado adaptabilidade. Se o seu organismo estiver adaptado àquilo, você pode fazer. Então tem gente de 70, 80 anos fazendo Iron Man, que a gente vê aí nas notícias. Só que se você nunca fez Iron Man, não vai fazer com 70 anos.

Então, não tem limite de idade para você fazer atividade física. Tem alguns exercícios, alguns movimentos, alguns esportes que você não deve começar depois de muita idade. Como lá é baixo impacto e você tem a cama e o chão muito próximos, dá para fazer com qualquer idade sim. Não tem desculpa, Cássia. Não, é verdade, gente. Do chão não passa, o chão está pertinho. Exato.

Mas eu achei super interessante, por isso quis trazer aqui para o Bem-Estar e Movimento e quero agradecer demais a participação de vocês aqui conosco. Nós recebemos o Jairo Diógenes, profissional de educação física, pós-graduado em fisiologia do exercício, mestrando em biomecânica do movimento. Ele que é diretor técnico da Nux House, que é o estúdio de Lagree aqui em São Paulo e é o primeiro do Brasil.

E recebemos também a Poliana Wang, que é consultora estratégica, é praticante da modalidade já há alguns meses. Poliana, muito obrigada. Continue com os treinos. Pelo que eu ouvi aqui do Jair, você está indo muito bem. Obrigada. Espero você lá para treinar com a gente. Vou voltar. Muito obrigada também, Jair, por ter vindo conversar conosco aqui na CBN.

Obrigado você, Cássia. Te espero lá de novo. Ah, eu voltarei. Combinado. Então tá bom. O Bem-Estar e Movimento de hoje vai ficando por aqui. A gente conta sempre com a produção da Ana Luísa Bessa, os trabalhos técnicos em áudio e vídeo da Priscila Gubiotti e a edição do Rafael Furugem. Eu volto na semana que vem e espero por você. Bem-Estar e Movimento, com Cássia Godoy.

Oi, pessoal. Aqui é a Astrid. Deixa eu te falar uma coisa como mãe, tá? A gente tenta acompanhar tudo, mas quando o assunto é internet, é insano conseguir ver de perto. Por isso, eu achei legal dividir uma coisa com vocês. No TikTok, contas de adolescente já vem com mais de 50 configurações de segurança e privacidade ativadas automaticamente. E ainda tem a sincronização familiar, onde pais e responsáveis conseguem ajustar conteúdo e tempo de tela de um jeito bem simples. Assim, a gente fica mais tranquila, né? Clique no banner e saiba mais.

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