Episódios de Pelo Amor de Deus - PADD

#PADD280: O Cristão E A Mídia

18 de setembro de 20261h5min
0:00 / 1:05:56
Participantes neste episódio3
E

EddieTheDrummer

Host
M

Maria Eduarda Meotti

Convidado
R

Rodrigo Oliveira

ConvidadoPessoa autista e com TDAH
Assuntos5
  • A influência da mídia no cristão e a importância do discernimentoo que consumimos nos influencia·a boca fala do que o coração está cheio·renovação da mente e valores bíblicos
  • A definição de mídia e sua abrangência na sociedade atualmídia como meio de comunicação·mídia como controle da narrativa·tudo que consumimos é mídia
  • A inexistência de neutralidade na mídia e no entretenimentomídia sempre enviesada·influência do pecado no mundo·valores contrários ao Reino de Deus
  • Como usar os meios de comunicação para glorificar a Deusconsumo consciente e intencional·evitar o excesso de palavrões·não se entupir de entretenimento
  • A importância de uma cosmovisão cristã ao consumir mídiaassistir com senso crítico·comparar com a Bíblia·ver a beleza na criação de Deus
Transcrição83 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
RORodrigo Oliveira

Seja bem-vindo, está começando o podcast Pelo Amor de Deus.

?Voz 1

Pelo amor de Deus, pelo amor de Deus, tá no ar podcast Pelo Amor de Deus. Eu sou Ed Negrambi e hoje estou com dois convidados que também em consumir conteúdo na telinha. Olha só, primeiramente Maria Eduarda Miotti.

MEMaria Eduarda Meotti

Vou falar uma coisa que eu sempre quis falar: tá beleza, Edson?

?Voz 1

Muito bem. E direto do Resistência Podcast, Rodrigo Oliveira.

RORodrigo Oliveira

Fala aí, pessoal, prazer enorme tá aqui no PDD mais uma vez. Obrigado pelo convite. Eu queria deixar uma frase aí para reflexão dos nossos ouvintes: quem não escolhe conscientemente aquilo que alimenta sua mente acaba sendo alimentado por aquilo que o algoritmo escolhe. Olha aí, hein?

?Voz 1

Olha só, hein? Que que será que o Rodrigo tá querendo dizer com isso? Talvez ele já esteja indo no clima do assunto do nosso episódio de hoje, porque nós vamos conversar sobre o cristão e a mídia.

MEMaria Eduarda Meotti

Tá beleza, Edson?

?Voz 1

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Bom, pessoal, como comentado, hoje o papo é sobre o cristão e a mídia. Mas cristão a gente sabe o que que é, né? Vamos definir aí o que que é mídia, né? Para que o nosso nobre amigo e ouvinte possa entender do que a gente vai conversar. Quem que pode me trazer uma definição de mídia? O que que nós entendemos por mídia? Sobre o que que a gente vai falar hoje, né? O que que a gente considera como mídia para o nosso papo?

MEMaria Eduarda Meotti

Então, quando eu falo sobre mídia, né, a gente fala sobre mídia Eu sempre penso muito em cinema, porque hoje é o que eu mais consumo, assim. Mas eu acho que a gente pensando, assim, no nosso contexto, né, social, não sei se eu posso falar isso, a gente não pode deixar de pensar em rede social, né, na internet. Mas procurando no Google, né, fazendo tema de casa, a mídia é qualquer meio que comunica uma mensagem, né, isso que o Google nos traz.

Mas a palavra bebê vem justamente da ideia de meio, né? Então, se a gente partir, eu acho que desse pressuposto, um livro é mídia, a música é mídia, tudo que a gente consome hoje em dia é mídia, né? Então acho que essa também é a pergunta, né? Hoje em dia, o que que não é mídia?

RORodrigo Oliveira

É, não tem muito o que fugir disso, né? Porque a mídia, no sentido do que a gente tá conversando aqui hoje, É algo que serve como instrumento de transmissão. É como a Duda falou, é o meio, né? É aquilo que leva, né? Então, como ela disse, falou do cinema, o livro é uma mídia, TV é uma mídia, o cinema, né, é uma mídia e tal. Então assim, mídia é o meio pelo qual se transmite uma ideia, se transmite um ensino, se transmite arte, né, etc.

Mas tem um, acho que o termo mídia também ele tem um significado moderno que é muito usado nos nossos dias, que é mídia é quem detém o controle da narrativa. Mídia é quem influencia as massas, né? Esse significado, ele é muito comum quando a gente se refere a conglomerados de notícias, né? Grandes canais de notícia, né, que a gente tem, por exemplo, tal. E eu penso que esses dois significados, tanto o que a Duda trouxe quanto esse outro da mídia como quem detém o controle da narrativa, eles meio que se fundem de determinada forma, né?

Que é um meio que entrega algo, né? Seja lá pra diversão ou pra notícias e tal. Mas que ele não é isento, né? E a gente vai falar sobre isso mais pra frente, né, no papo. Assim, de modo que a minha opinião é que nós somos seres altamente influenciáveis. E toda mídia influencia de alguma forma, né? Então eu acho que aí a gente tem uma boa razão aí pra gente pensar sobre esse tema de hoje, né?

?Voz 1

E pensando sobre isso ali que tu falou, né? Tipo, essa questão de influência e tudo mais. A mídia por si mesma, né? Entendendo que a mídia ela é... Uma mensagem, né, um meio que vai ser passada uma mensagem. Então esse meio, como vocês falaram, pode ser tanto assim um jornal, notícias, pode ser a televisão, pode ser filmes, né. Muitas coisas estão em volta disso, até as redes sociais, como foi comentado hoje em dia. Mas a mídia em si mesma, ela é boa ou ruim, né?

Tipo assim, ela tá sempre de um dos dois lados. Ou ela pode ser neutra? Tipo, existe uma mídia que pode ser neutra, que Tipo, que ela não tá fazendo algo puxando para algum lado? Existe alguma forma disso? Ou de certa forma a mídia, né, como tu tava falando desses grandes conglomerados, ela tá sempre com algum objetivo por trás, né?

RORodrigo Oliveira

Então, cara, eu penso que a mídia, no sentido de meio de transmissão, né, que foi o primeiro sentido, ela pode ser usada para o bem ou para o mal. Você pode usar a mídia para evangelizar outras pessoas, pode criar um podcast para auxiliar no crescimento espiritual, né, de outros irmãos. Você pode usar a mídia para destilar ódio, né, lá no Twitter, lá no X, né, nas redes sociais. Você pode usar a mídia para consumir pornografia, dentre tantas outras coisas, para bem e para mal.

A questão é que não existe mídia neutra, não existe entretenimento neutro, né. É inocência achar que existe neutralidade. Eu notei um texto aqui que a Bíblia traz para gente lá em 1 João 5:19, a minha versão NVI, que diz assim: sabemos que somos de Deus e que o mundo todo está sob o poder do maligno. Então o pecado que habita no mundo caído, ele é influente demais, né? Isso é um fato, ele permeia toda a criação. Então por que que aquilo que a gente consome como filmes e séries e tal não estaria também nesse pacote, né?

A gente pode assistir uma novela, sei lá, uma novela da Record, não da Record, uma novela com temática cristã, uma novela de época, a gente pode assistir e de repente ter um direcionamento de que a gente tá vendo uma coisa que tem uma boa influência. Vamos lá, Mas quem é que pode garantir que tudo ali tá em conformidade nos mínimos detalhes com as escrituras, né? Talvez até os valores principais, talvez até estejam, mas quem é que pode garantir que a intencionalidade, os pormenores, aquilo que é subjetivo não tá ali para manipular e doutrinar, né?

Então assim, para o bem e para o mal, eu acredito que não existe entretenimento neutro. Toda forma de arte, todo livro, todo documentário, todo documentário, toda obra de ficção carrega um viés, né, por trás dela, do diretor, do roteirista, do criador, do canal, do dono da mídia, né. Eu acho que isso é inevitável. Por isso a importância da gente aprender a discernir que tipo de conteúdo agrega à nossa vida, né, e percebendo aquilo que não agrega à nossa vida, evitar aquilo que faz mal para gente, né.

Então assim, a mídia por si só ela não é boa nem é ruim, mas ela é sempre enviesada. Né, para bem ou para mal, mas ela tem um viés, ela não é neutra.

?Voz 1

É que parece, sabe o que que é? Que às vezes a gente acha que existe alguma mídia neutra, né, o entretenimento neutro, quando a gente olha para aquilo e não, não tá, não tá passando nenhuma mensagem, mas é por causa que aquilo que a gente concorda, né, aquilo que a gente quer ouvir. Então quando a gente concorda, não, isso aí é neutro.

RORodrigo Oliveira

Posso dar um exemplo rápido? Eu tenho um amigo que ele tende mais à esquerda politicamente falando, né? Então às vezes eu percebo ele criticando algumas coisas assim, ah, esse canal aqui só fala besteira, essa mídia aqui só propaga fake news e tal, não sei o quê. Eu falei assim, de onde você consome conteúdo jornalístico e tal? E todas as mídias que ele falou eram de esquerda. E eu tava dizendo pra ele exatamente isso, falei, cara, você não percebe que não existe mídia isenta?

Você acha que é isento porque você concorda com o que eles estão falando. Né, mas do outro lado é a mesma coisa, cara. Não tem mídia neutra, né? Isso não existe.

?Voz 1

E tu, Duda, tu concorda com o que o Rodrigo trouxe aí? Que não existe entretenimento neutro, não existe mídia neutra, mas ela pode ser boa ou ruim?

MEMaria Eduarda Meotti

Eu concordo completamente com o que ele disse. Eu acho que não existe entretenimento neutro, né? A mídia, ela não é neutra. Ela sempre tá querendo nos dizer alguma coisa, né? Contar alguma história que muitas vezes, né, inconscientemente a gente não entende, né? Conscientemente, digo, a gente não entende, mas inconscientemente ela tá nos apresentando alguma coisa, né? Isso me lembra justamente o que o Rodrigo, ele tava falando, né, sobre a criação, né?

Eu diria que a mídia, ela é uma expressão, né? Como ele falou também antes, né, a arte, enfim. Mas a mídia em si, ela é uma expressão, né, da capacidade criativa que Deus, ele nos deu, né, como ser humano. E aí eu fico pensando muito, né? A gente pode criar muitas coisas, a gente pode consumir muitas coisas, né? Muitas mídias. E eu fico pensando, né, que a grande questão surge quando essas coisas elas são usadas pra promover valores que são o contrário, né, do Reino de Deus.

Então fico pensando muito nisso, né? Do que a gente consome hoje em dia e a gente não discerne. E o que isso traz pro nosso coração, né? Quais são as consequências disso que muitas vezes a gente tá simplesmente ignorando, né? Mas a gente tá aí, tá consumindo, e não é neutro, né? Quer nos falar alguma coisa, e são coisas que não glorificam o nome de Deus, né?

?Voz 1

E outra coisa que também acho que é importante a gente só definir, né? Porque vai ser importante agora falando sobre essa questão de consumo, né? Antes da gente entrar na questão de como que a mídia nos influencia e tudo mais, aquilo que a gente consome, o que que isso faz com a gente, a Bíblia ela fala alguma coisa sobre essa questão de consumo e tudo mais? Ela ensina, por exemplo— por que que eu tô falando isso? Eu tô fazendo a pergunta, mas eu tô quase querendo dar resposta na pergunta, porque fica mais fácil, né, de explicar.

Mas eu vou acabar indo por essa. O que acontece, eu vejo que a Bíblia ela diz assim, né, que a lâmpada do corpo são os olhos, né, que aquilo que a gente consome, né, Vai entrar no nosso interior, obviamente não vai entrar no exterior, né? Tem que entrar no interior mesmo. Mas tudo bem, vocês entenderam. E aí vocês falando sobre a questão de que a mídia não é neutra, né? Que existe mídia boa, mídia ruim, e ela tá sempre tentando passar uma mensagem, ela tá sempre tentando, entre aspas, manipular.

E de certa forma o objetivo é esse, qualquer coisa, se a gente pensar em comunicação, Visto que a ideia da comunicação é nós falarmos uma, nós passarmos uma mensagem e essa mensagem tem que ser entendida, então nós temos que fazer, nós temos que manipular a pessoa para que ela entenda, né, a mensagem da forma como nós queremos que ela seja entendida. E esse manipular, apesar de a palavra manipulação ela ser sempre negativa, né, nesse ponto, é, nesse ponto eu tô utilizando ela no sentido também positivo, na questão de que Eu preciso ajudar a pessoa a entender pra que a minha mensagem ela seja entendida da melhor forma possível.

Então, se nós formos pensar assim, pensar nesse sentido, né? Então, a parte da comunicação, a parte de mídia e tudo mais, ela tem que manipular, daí o bom seria no bom sentido, né?

RORodrigo Oliveira

Acho que seria, a palavra seria influenciar, Ed.

?Voz 1

Influenciar, perfeito. Obrigado, Rodrigo. Grande influenciador aí, né? Rodrigo Oliveira, Resistência Podcast, link no post. Muito bom. Influenciar, né? Nós precisamos influenciar as pessoas a entenderem. Então, pensando nisso, né, digamos assim que a mídia ela tá sempre querendo passar algo pra gente. O que que a Bíblia fala assim? O que que ela explica sobre essa questão do que a gente consome assim, né, com os nossos olhos, ouvidos?

Rodrigo, tem o texto ali, né, de Mateus ali que eu citei, que a lâmpada do corpo são os nossos olhos e tudo mais. Se puder ler pra gente aí, Rodrigo, tu tem aí?

RORodrigo Oliveira

Tem, tenho sim. Mateus 6:22-23 registra que Jesus disse que os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, que tremendas trevas serão! O contexto imediato aí mostra para a gente que Jesus, ao falar sobre o nosso olhar sobre a vida, né, de uma forma geral, ele tava falando sobre aquilo que a gente coloca o nosso coração.

E em como nós nos relacionamos com esse objeto do nosso interesse principal. Ele vai dizer no contexto ali que seria melhor que nós ajuntássemos tesouros nos céus. E está falando, na verdade, sobre prioridades. Então assim, a Bíblia está cheia de textos que falam que irmãos nossos do passado se entretinham. Na Bíblia ali a gente vai ver Davi com música, a gente vai ver ali diversos personagens bíblicos judeus participando de festas, jantares.

Até o próprio Deus institui festas para que seu povo celebrasse na presença dele. Então assim, se divertir, se entreter, assistir seus filmes, séries, ouvir música, relaxar, é tudo muito bom. O problema é que nós vemos em dias em que as pessoas fazem dessas práticas aquilo que alguém já chamou do ópio do povo. As pessoas se entorpecem, elas ocupam o tempo todo livre com as mídias, elas vivem em função de abafar aquela voz dentro dela que se preocupa com as coisas que transcendem, com as coisas espirituais, com além dessa vida e tal.

E as pessoas abafam isso dentro delas e se esquecem das coisas eternas. E são essas coisas eternas que nós cristãos, nós estamos falando para cristãos, né, em sua maioria, que nós devemos nos dedicar. São prioridades. Olha o que que tá registrado em Eclesiastes 11:9, diz assim, ó: Alegre-se, jovem, na tua mocidade, seja feliz o seu coração nos dias da tua juventude, Siga por onde seu coração mandar, até onde sua vista alcançar, mas saiba que por todas essas coisas Deus te trará julgamento.

Outra versão vai dizer: Deus te pedirá contas. Esse texto, ele não condena o se alegrar, o se divertir, mas ele deixa claro que a vida em Deus, ela é feita de prioridade. Ele, o próprio Deus, tem que ser a nossa prioridade. O entretenimento, ele não tá cumprindo— assim, ele é importante, tá? É importante, eu considero como importante, Você lê, você vê um filme, você vê uma série, você se desliga do trabalho, dos problemas. Isso é importante.

Agora, o entretenimento, ele não tá cumprindo o seu papel se ele afasta a gente de Deus e dos valores bíblicos, né? E a gente precisa ter uma atenção verdadeira com isso. Assim, eu conheço pessoas que não têm compromisso nenhum com a fé cristã e que vivem pra se entreter o tempo inteiro. É jogo de videogame, é filme, é série, é a bebida, é não sei o quê lá e tal. E nós, como cristãos, cara, a gente precisa ser diferente disso.

Né, a gente crê que o Espírito Santo vive dentro da gente. E como a palavra diz, não me recordo exatamente onde tá o texto agora, que diz assim: não apagueis o meu espírito. Então assim, a gente precisa trabalhar juntamente ali com o Espírito Santo que habita em nós, com aquilo que cabe a nós trabalhar para nos enchermos do Espírito, né. E se a gente deixa o entretenimento tomar o lugar de Deus na nossa vida, eu creio que a gente tá cometendo até idolatria, cara.

Sabe, idolatria, nem que seja nós mesmos, a nossa vontade, o nosso conforto, o nosso entretenimento, o nosso descanso, o nosso lazer. Mas é uma forma de idolatria porque toma o lugar de Deus, né? Eu penso que é mais ou menos por aí, cara.

MEMaria Eduarda Meotti

Eu li um livro há algum tempo e se chama A Guerra dos Espetáculos, ele é do Tom Hanks, e ele fala muito sobre isso, né? Sobre as mídias elas não apenas, sei lá, informarem, mas a maneira como elas afetam os nossos afetos, né? Então ela nos ensina, né, o que a gente deseja, o que a gente admira e até o que a gente considera normal, né? E a gente parando para pensar como cristão, né, a gente não se amolda ao padrão desse mundo, né?

Quando a gente olha para as mídias, a gente consegue ver padrões de vidas, né, de ideologias. E enquanto isso, né, Aí, trazendo o que a Bíblia nos diz sobre isso e complementando tudo que tu falou, Rodrigo, Ed, enfim. Paulo, ele escreve a Filipenses, né? Então ele tá ensinando, né, como os cristãos de Filipos, eles devem viver, né, de maneira correta e com a fé. E aí eu trago um versículo que fica em Filipenses 4:8, que diz o seguinte: Pensem em tudo o que for verdadeiro, tudo o que for digno de respeito, tudo o que for justo, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, em tudo o que houver alguma virtude ou algo de louvor.

Então acho que é justamente isso assim que nós como cristãos devemos buscar quando a gente pensa em o que a gente deve consumir, né? Em que mídia que eu vou consumir, né? Eu acho que essa é a base. Então, se o que a gente tá consumindo não nos traz isso, eu acho que a gente deve pensar e discernir, né?

?Voz 1

Exato, exato. Porque até, assim, essa questão dos olhos, né? A Bíblia, ela fala bastante, né, sobre... Bastante, não diria, porque tem outros assuntos que ela fala muito mais, né? Mas ela comenta, né, sobre a questão do que a gente coloca pra dentro, né? Através dos nossos olhos, né? E até mesmo assim, eu peguei aqui o Salmo 101, que Davi, ele fala sobre a questão de que... Ele não— vou até ler aqui, por exemplo, o versículo 3: Não olharei com aprovação para nada que seja perverso.

Então, algo assim que ele começa a nos mostrar, né, de que a gente tem que cuidar com aquilo que a gente tá olhando, né, aquilo que a gente aprova. Eu lembro também do Salmo 1, que ele fala que feliz, né, bem-aventurado é o homem que não anda no conselho dos ímpios, que não se detém no caminho dos pecadores, que não se assenta na roda dos escarnecedores, né, dos zombadores, né. Né? Digamos assim, ele cuida com quem ele anda. Mas ali no Salmo 101 ele fala a questão de olhar.

Eu lembro também de Jesus, né, ele no Sermão do Monte reinterpretando a lei, e ele falando sobre a questão, ah, né, tem a questão do adultério, mas se você olhar e cobiçar a mulher do próximo, você já está cometendo adultério no seu coração, né? Então me parece assim que a Bíblia nos fala que aquilo que a gente olha né, ele tem uma grande influência, parece, né, no nosso coração. Porque o que, ó, o texto que tu usou ali, né, Rodrigo, ele disse que o que entra pelos nossos olhos pode chegar até o nosso coração.

Então acho que é uma questão, né, que nem você tem falado, da gente cuidar, né, aquilo que a gente tá consumindo, né.

RORodrigo Oliveira

Lembra de Davi, como é que ele pecou? Olhando Bateseba lá de cima do terraço e tal. Olhar, olhar. A gente gravou um episódio do Resistência Podcast, eu até abri aqui pra ver, é o 35. 2017.

?Voz 1

Olha o link do povo!

RORodrigo Oliveira

A gente gravou sobre o cristão e a pornografia. E a pornografia, eu citei a pornografia antes aí, né, como mídia, como consumo e tal. E eu lembro do Pastor Jonathan, que trata pessoas, que tratava na época, não sei se ainda trata pessoas que tinham vício em pornografia na época que a gente gravou, né. E ele citando assim que as pessoas começam, pessoas heterossexuais começam a consumir pornografia heterossexual. Só que aquilo no cérebro da pessoa chega um ponto que começa a não produzir mais o efeito que produzia, como se fosse uma droga mesmo.

Ele precisa de algo mais forte. Então a pessoa começa a consumir sexo homossexual, e aquilo vai numa escalada ao ponto de que— isso é pessoas reais, tá, que ele ajudou a tratar— pessoas casadas, homens heterossexuais, começaram a se relacionar com travestis e com outros homens fora do casamento. Isso tudo em decorrência do consumo de pornografia e do fato de que a mente deles começou a assimilar certas coisas como normal, e ao ponto de que o homem não se denominava como homossexual, ele considerava-se hétero, só que ele fazia aquelas coisas como uma fantasia, como uma coisa por fora da sexualidade dele.

Então assim, só para citar um exemplo de como que o consumo de uma mídia, no caso a pornografia, assim seria um extremo, mas isso, cara, isso influencia mesmo a vida de pessoas. E a gente não pode ser inocente de, de repente você tá aí ouvindo a gente, tá assistindo certas coisas e tal, e você vai normalizando certos comportamentos, certos tipos de produto que você tá consumindo, né, e desonrando a Deus com isso, né. Então a gente deveria realmente ter muito cuidado com essa questão e não tratar— eu disse assim, tratei de um exemplo extremo, né, mas cuidado com as coisas que são normalizadas na sociedade, né.

?Voz 1

Exatamente. Então, pessoal, como a gente viu aí, né, a mídia, né, ela é algo que abrange muitas coisas, né. E a gente vê até que a Bíblia já nos fala, né, que nós temos que cuidar com o que a gente olha, o que a gente ouve também, né, porque isso de certa forma vai nos influenciar. E aí tem uma frase, né, a frase, um ditado clássico, né, Você é o que você come, né? Você é o que você come. Então, ou seja, né, quem come alface é um alface, quem come carne é um ser humano, né?

Não é carne. Se você come só doce, você é um doce de pessoa. Olha só, boa! Mas vamos lá, aí, né, tem essa ideia de que você Você é o que você come, né? Você é o que você consome, né? A gente poderia refletir, será que na questão do que a gente consome nas mídias também se aplica isso? Será que a gente é influenciado, digamos assim, pela mídia ao ponto de nós sermos transformados por aquilo que a gente tá consumindo, sabe? Eu não digo assim no sentido óbvio, né?

Tipo, ah, eu vou assistir os filmes da Marvel, eu vou me tornar um super-herói. Não é isso. Mas eu quero dizer assim, no sentido de que aquelas coisas podem modificar as minhas emoções, o meu senso de moral, aquilo que eu entendo por ética, sabe? Mas aí que entra a questão, será que é isso? Digamos assim, o que a gente consome nos influencia? Ou é o contrário? Na verdade, a gente consome porque o nosso coração já é assim. Ou seja, o que nós consumimos revela o que o nosso coração é, né?

Que eu lembro até do texto de Mateus 12:34, Jesus ele tá, né, dando uma dura nos fariseus aí, nos mestres da lei e tudo mais, né? Que ele fala: pois a boca fala do que está cheio o coração, né? Então ele tava dizendo assim: olha, o que tu bota pra fora é o que tá no teu coração. Então tu pode até falar: não, tô brincando. Não, mas tu falou é porque tava lá. Mas pegando meio que essa ideia assim, né. Duda, o que tu me diz assim?

O que tu entende assim? Será que o que a gente consome nos influencia e nos transforma? Ou na verdade, a gente consome aquilo que o nosso coração deseja, né? Então, na verdade, o que nós consumimos revela o nosso coração. Ou é os dois? Acontece os dois ao mesmo tempo.

MEMaria Eduarda Meotti

Eu acho que são um pouco dos dois, né. Eu não diria que a gente é exatamente aquilo que a gente consome, né. Mas com certeza a gente consome aquilo que o nosso coração ele deseja, né? Que nem tu falou, a boca fala do que o nosso coração tá cheio. Mas a gente também consome aquilo que o nosso coração tá cheio, né? Eu acho que se a gente parar pra pensar, né? A gente se alimenta todo dia. E isso nos nutre de alguma forma, né? Usando bem essa ideia de você é o que você consome, né?

Se a gente passa horas alimentando esses desejos que muitas vezes são pecaminosos, né, a tendência é que a gente seja influenciado, né, no nosso dia a dia e na nossa forma de pensar também, né. E aí eu fico pensando às vezes no que que eu consumo involuntariamente, né. Às vezes a gente tá ali e hoje em dia são vídeos rápidos, né, o que a mídia nos apresenta, e a gente vai consumindo. Quando a gente vê, a gente passou horas consumindo coisas que não nos edificaram em nada que não nos fizeram glorificar principalmente o nome de Deus.

E isso me faz pensar bastante em um livro que é do C.S. Lewis, que é Cartas de um Diabo e Seu Aprendiz, né, em que fala que o objetivo do diabo é justamente nos nutrir, né, nos alimentar com coisas que nos distraiam da presença de Deus, né, que nos distraiam do que realmente importa, né, que é justamente consumir e se alimentar das coisas que são desse mundo, né? Então eu acho que é isso, né? O que a gente consome revela muito sobre o nosso coração, né?

Sobre a maneira como a gente é moldado quando a gente não é intencional no que a gente consome. Então, poxa, se eu tô perdendo boa parte do meu tempo consumindo coisas que não me edificam e não me levam até Deus, então é justamente ali que tá o meu coração, né? É justamente ali que estão as coisas que eu desejo. E aí eu fico pensando em como é consumir, né, Cristo, como é consumir Deus. Hoje a gente tem a Bíblia e hoje a gente tem o acesso que é direto com Deus, né.

Então a gente consegue consumir ele e não só desse jeito, né, mas principalmente. Mas hoje a gente pode abrir a Bíblia, né, seja no nosso celular, no computador, ou a própria Bíblia física, né. A gente levar em consideração que livro é, né, é um uma mídia, né, a gente tem a Bíblia hoje, que é a palavra de Deus, né. E aí eu fico pensando muito no que o Rodrigo também trouxe, né, que na época de Cristo a gente não tinha isso, né, mas os discípulos tiveram a oportunidade de conviver e consumir a Cristo.

Então eu acho que isso é de se pensar, né, o que que a gente tem se alimentado, né, do que que a gente tem se nutrido. Se a gente precisa, né, de alimento para viver no nosso dia a dia e nos nutrir para continuar vivo, o que a gente consome de mídia também nos diz sobre a gente consumir a Cristo, né? A gente pode se nutrir de Deus. E hoje, né, a gente tem a oportunidade e a possibilidade de nos alimentar dele utilizando das mídias, né?

?Voz 1

Inclusive Link no post, né, do livro do C.S. Lewis e o livro do outro autor que tu tinha citado antes, que eu não falei.

MEMaria Eduarda Meotti

Link no post do Tom Hanks, é A Guerra dos Espetáculos.

?Voz 1

Esse aí, ó, link no post do Tom Hanks, que não é o Tom Hanks, não é o que ficou náufrago e perdido lá no singular, não plural.

MEMaria Eduarda Meotti

É esse aí, é Tom Hanks, não Tom Hanks. Muito bom, muito bom.

RORodrigo Oliveira

Isso aí.

?Voz 1

Ei, Rodrigo, Mas tu viu, né, a Duda tava comentando sobre que é um pouco de cada, né? E faz até sentido, né? Porque quando a gente olha, né, o texto ali do A Boca Fala o Que Está Cheio, inclusive o texto que tu leu antes, né, o versículo anterior, ele fala que, claro, falando daí sobre a questão de tesouro, dinheiro, né, essas coisas assim, mas também vai ser aquilo que a gente tem como precioso. Ele diz: onde estiver o seu tesouro, ele também estará no seu coração.

É as coisas que a gente valoriza, coisas que a gente busca. Mas Romanos 12 No versículo 2, ele fala que nós precisamos renovar a nossa mente, né. E a gente, talvez, acho que renovar a nossa mente consumindo coisas que não vão nos levar pra próximo de Deus, eu acho que não vai funcionar muito bem, né. O que que tu acha? Tu acha que aquilo que a gente consome tem uma grande parcela de responsabilidade no nosso crescimento espiritual?

É, tu acha que... É possível, porque assim, eu não quero que a gente chega aqui e diga assim, ó, tu não pode assistir isso, isso, isso, isso e aquilo, né? Porque eu acho que não é a ideia, né, disso. Claro, pornografia, tudo bem, a gente concorda que isso é totalmente negativo. Mas eu tô falando assim, agora tu não pode assistir filme de herói da Marvel porque isso não é bíblico, né? Tipo, não pode ver filme do Hellboy, é, não pode, não pode assistir O Advogado do Diabo O advogado, bom filme, é, entendeu?

Então o que que tu me disse, tipo assim, porque tem uma certa assim questão de que, beleza, nós precisamos nos preencher do Espírito Santo, nós precisamos preencher de Deus e tudo mais, mas nós temos essa questão do entretenimento que tá ao nosso redor, isso pode nos consumir. Como é que a gente é renovado aí, né, diante dessa influência aí?

RORodrigo Oliveira

Então assim, primeiro concordo muito com o que a Duda falou no começo da fala dela, que ela falou pode ser o que consumimos pode nos influenciar. E a outra pergunta era o que consumimos revela o nosso coração. É um pouco dos dois, né? Foi o que ela falou no começo, cara. Eu não vou ser eu aqui que vai dizer que você que tá ouvindo a gente aí só pode consumir material evangélico, né? Até porque eu não sigo essa regra.

?Voz 1

Até porque, né, hein, Rodrigo, só te cortando um pouco, até mesmo o conteúdo, vamos dizer assim, vamos pensar nos filmes apenas, né? Mas os filmes gospel, né, às vezes até de certa forma eles são um pouquinho irrealistas, né? Porque eles trabalham muito do milagre. E às vezes isso, às vezes pode até nos deixar frustrados porque isso não acontece na nossa vida. Então tu vê que até mesmo uma mídia que tem como propósito motivar e trazer a graça de Deus, às vezes pode, a gente pode engolir meio seco isso, né, dependendo da nossa realidade, né.

RORodrigo Oliveira

Assim, mas assim, se você é cristão, né, você é influenciado pela Bíblia, você é influenciado pela boa literatura cristã, você é influenciado pela boa música cristã que você escuta, Aí é a questão que a gente tava falando, a questão do equilíbrio. Às vezes a gente pensa muito no material de entretenimento, o que, porque entretenimento é para divertir, é para relaxar, é para entreter. A questão é se a gente, em contrapartida, se nós estamos buscando coisas para nos influenciarem positivamente.

A gente tá falando de Bíblia propriamente dita, a gente tá falando de oração, a gente tá falando de frequência culto, a gente tá falando de evangelização. De uma série de outras coisas que estão ligadas à vida cristã. Porque eu penso que não tem problema nenhum você assistir lá um filme lá da Marvel que saiu. Se você gosta de filme de super-herói, beleza, cara, vai lá, assiste de boa e tal. A questão é o quanto de tempo a gente tá dedicando a isso.

Porque você pergunta assim: o que consumimos já revela o nosso coração? Se eu consumo coisas— a gente tava citando exemplo da pornografia— se eu sou um consumidor de pornografia, isso revela que tem algo errado no meu coração e que precisa ser consertado. Então eu preciso influenciar meu coração positivamente, vamos dizer assim, encher meu coração de coisas que me edifiquem. E eu vou achar isso na minha relação com Deus. A questão é quando a gente gasta o tempo livre que a gente tem todo com entretenimento e acha que aquilo ali, ah não, aquilo ali é só um filme, só uma série, aquilo ali não tá me fazendo mal nenhum.

Mas na verdade você tá deixando todas as práticas que são consideráveis biblicamente todas de lado, todas em segundo plano ou em terceiro, quarto, quinto plano, né? E a gente deveria pensar essas coisas. Quem tem um pouquinho mais de idade como eu já deve ter percebido assim que determinadas práticas que biblicamente são consideradas como pecaminosas agora são abundantes em filmes e séries. Palavrões, práticas sexuais deturpadas, amor ao dinheiro, culto ao ego, nudez gratuita.

Cada vez isso é mais exagerado nas obras de ficção. Isso molda uma sociedade inteira. A gente não pode se deixar enganar. A gente vê que valores que foram colocados por meio da mídia, por meio do entretenimento, hoje são aceitos na nossa sociedade. Não vou aqui citar quais, mas tem tanta coisa. Quem tem um pouco mais de idade como eu, que tem pai e avô vivo ainda, como eu tenho, e converso com eles, a gente percebe um declínio da sociedade.

E a arte, a mídia, ela tem um papel de influência muito grande. Se você consegue assistir alguma coisa dessa aí de boa, sem se influenciar— tô falando de coisas dentro de um prisma da normalidade, tá? Tô falando de coisas que são bizarra, pecaminosa. Tô falando um filme lá da Marvel, que seja um filme drama, um filme policial, uma série. Se você consegue assistir isso de boa, isso não influencia sua vida, e você também não deixa de praticar, vou botar assim entre aspas, exercícios espirituais para te aproximar de Deus, cara, beleza, beleza, né?

Você é só você ter um pouco de cuidado com aquilo que você consome. E assim, repito, não sou eu que vai dizer que você, ah, você não, às vezes a pessoa entra no programa desse e fala assim Ah, deixa eu ver o que que eu posso, o que que eu não posso. Que crente adora isso. Eu não vou dizer assim: ah, você não pode ver filme de terror, você não pode ver uma série sobre um criminoso lá, o Walter White lá do Breaking Bad, você não pode ver porque o cara é um criminoso e tal.

A Bíblia diz que nós somos habitados pelo Espírito Santo, que ele nos guia, nos direciona, ele admoesta a gente, ele corrige. A questão é: será que a gente não tá se entupindo de entretenimento e abafando essa voz corretiva do Espírito Santo? E aí eu te pergunto, aquilo que você assiste como entretenimento na sua casa poderia ser assistido na presença da sua esposa, do seu marido, dos seus filhos, dos seus pais, né? Eu acho que são questões que a gente deveria refletir, né?

Não dá para— as coisas não são 8 ou 80, né? Se nós somos habitados e guiados pelo Espírito Santo, é ele que tá guiando a gente, cara. E você sabe se aquilo que você tá consumindo, se é legal, se não é, se edifica ou se não é, se você tá lidando com aquilo de boa, você não tá, se aquilo tá te influenciando positivamente ou negativamente. A gente precisa dar vazão à voz do Espírito Santo que habita em nós, cara. E aí a gente não vai ser enganado, né?

?Voz 1

E Duda, como é que tu vê que a gente pode discernir aquilo que a gente consome assim? Como é que a gente pode entender se aquilo— que nem o Rodrigo, ele deu uma questão de equilíbrio aí, né? A gente tem que entender quais são os nossos limites e tal e tudo mais, né? E pra ti, como é que tu vê essa questão?

MEMaria Eduarda Meotti

Eu acho que é bem isso, né? A própria Bíblia nos traz que todas as coisas elas não são lícitas, Mas nem tudo nos convém, né? E foi justamente tudo isso que o Rodrigo trouxe, né? Eu acho que é isso, né? Não é nem o 8 nem o 80, não é tudo extremo. Acho que tudo que é extremo é um problema, né? Tudo que é extremo pode ser intolerante. E aí, por exemplo, falo um pouco sobre minhas experiências de vida assim, sabe? Por exemplo, a minha mãe, ela consome muita coisa.

Ela consome muita teoria da conspiração, né? Então isso influencia ela de uma maneira que às vezes eu fico pensando bastante, né? Isso foi desde sempre. Sim, isso sempre tipo assim me rodeou. Então, por exemplo, eu lembro de quando eu era pequena e aí, ó, eu vivi, eu fiz parte do que a gente chamava de locadora, né? Eu não peguei—

?Voz 1

Nossa, que velha que tu é ainda!

RORodrigo Oliveira

Eu não vou perguntar quantos anos você tem não, mas tô imaginando.

MEMaria Eduarda Meotti

Eu não peguei os cassetes, mas a locadora eu peguei.

?Voz 1

Mas ela tem idade para ser tua filha, Rodrigo, ou neta. Olha aí, não, se ela foi na locadora, filha, pode ser filha.

MEMaria Eduarda Meotti

Eu ia, Rodrigo e Ed, eu ia com meu pai assim. Aí eu lembro que tinha promoção lá, né, era assim, era leve 5 e aí tu paga os DVDs mais barato, fica com eles por uma semana, né. Enfim. Aí o meu pai locava 4, eu locava 1, e eu ficava uma semana inteira, né, assistindo aquilo.

?Voz 1

Mas tu já pegou a idade, né, Rodrigo? Ela falou DVD, né? DVD. Ela não falou fita. Eu ia na locadora da fita.

RORodrigo Oliveira

Nasceu de 2000 para frente. Então beleza, pode seguir.

MEMaria Eduarda Meotti

Isso mesmo. Não, mas era isso assim, né? Aí depois, o que que começou a acontecer? Ah, passava almoço, né? Olha aí, ó. O crime. Passava um moço com a mochilinha nas costas: ó, pessoal, compra 5 DVDs por R$10, né? Era uma coisa assim. Aí eu me lembro que a minha mãe consumia muita teoria da conspiração. E aí teve uma parte da minha vida assim que ela começou a quebrar meus DVDs, né, que eram do diabo. Então olha só, né, como isso influenciou, né?

As coisas que ela consumiu influenciou ela, né? E hoje em dia é tudo mídia, né? Todos os DVDs que eu assistia, eles estão, eles estão streamings, né, e eu posso consumir isso hoje em dia. Mas, né, hoje conhecendo Cristo teve um antes e um depois, né, das coisas que eu consumia. Então eu consumia muitas coisas pecaminosas, né, e me faziam desejar coisas, me faziam querer ter coisas que não eram Cristo, né, não era o que Cristo ele nos ensina.

O que mudou, né, é Cristo ele nos transforma. Então eu acho que esse podcast inteiro também é um convite, né, de que sim, hoje a gente pode consumir as coisas e a gente pode discernir e olhar isso com, né, os olhos de Cristo, né. E aí coisas bem recentes assim que aconteceram, né, de consumo de mídia que me proporcionaram muitos bons diálogos, foi que a gente teve duas estreias recentemente, né. Eu consumindo a mídia assim, eu curto cinema e tudo mais, né, é que foi a Odisseia e Homem-Aranha, né.

A gente tá falando um pouco da Marvel e tal. E aí aconteceu uma história, eu vou contar para vocês bem, vai ser bem rápido assim. Dia da estreia do Homem-Aranha, eu super empolgada assim, tipo, nossa, muito legal! E aí eu tenho uma prima, o nome dela é Sara, e a Sara me mandou uma mensagem, né. Eu tinha comentado com ela, já tinha assistido a Odisseia e falei, nossa, filme excelente assim, né, a gente precisa assistir. Aí a Sara me mandou uma mensagem: ah, vamos no cinema hoje?

Dia da estreia do Homem-Aranha. Comprei o ingresso pra ela. Ela chegou lá pra assistir Odisseia e ela assistiu Homem-Aranha. Enfim, a gente assistiu Odisseia também, eu convidei várias pessoas. E como é interessante poder ver as coisas na perspectiva do Reino de Deus, né? Porque Odisseia conta justamente a história de um cara que sai do lugar onde ele morava e aí ele se perde, mas ele não consegue voltar pra casa, né? Não por um período de tempo.

Mas ele deseja isso. E aí eu fiquei muito pensando sobre isso, né? Eu pude discutir com outras pessoas também, né, sobre esse assunto, sobre como hoje a gente vive aqui, mas o nosso olhar ele não tá aqui, né? Ele tá em Cristo, assim, ele tá em voltar para casa. Então eu penso muito isso, né? É quando a gente tem esse discernimento de coisas que são lícitas, mas coisas que não nos convém. A mídia tá nisso, né? Tudo que a gente consome tá nisso.

E aí eu penso muito, muito nessa questão, né, de E justamente o que a Bíblia nos traz e nos fala sobre isso, né, que todas as coisas a gente pode consumir sim, mas nem tudo, né, nos convém, porque isso vai trazer desejos para o nosso coração, né. Isso vai nos mostrar coisas que muitas vezes, né, não glorificam, não são boas, agradáveis e perfeitas, né, aos olhos de Deus. Então eu penso muito no que o Ed trouxe antes, né, em Romanos 12:2, né, que a gente não deve se conformar com esse século, né.

A gente não deve se conformar com as coisas que a gente consome, mas a gente pode discernir isso, né, esse conteúdo que é consumido, e ser transformado, né, pela renovação do nosso coração e da nossa mente. Então eu penso justamente nisso.

?Voz 1

Eu vejo assim que nem vocês estão falando, dando vários exemplos, né, sobre a questão de Ah, analisar se isso é pecaminoso, se edifica e tal, se ocupa muito tempo da minha vida. Acrescentando também, eu vejo a questão de nós avaliarmos após o consumo como que a gente se sente, o que que o conteúdo desperta, o que o consumo despertou em mim, que sentimentos despertou, o que que ele tá fazendo me tornar, digamos assim, eu assisti isso, eu fiquei mais distraído, eu fiquei mais ansioso, sexualizado, sabe?

Daqui a pouco isso despertou, daqui a pouco alimentou uma tentação específica, sabe? E aí isso é muito pessoal.

MEMaria Eduarda Meotti

Eu acho que entra bastante também no estabelecer limite, né? Selecionar bem o que a gente tá consumindo, né? O que a gente tá cultivando, né? Esse conteúdo, pensando também numa maneira sábia de ser intencional, né? Ser intencional no que a gente consome também. Em vez de aceitar tudo, né, que o algoritmo nos entrega, né, é passar a escolher, né, e considerar isso.

?Voz 1

É que nem aquela velha história, né, posso consumir bebida alcoólica, inclusive temos episódio sobre isso, link no post, mas para um alcoólatra, obviamente que o consumo de álcool dessa pessoa tem que ser zero, né, zero, zero, zero, porque vai despertar algo diferente naquele lá que não tem problema com álcool, e daqui a pouco vai tomar meia taça de vinho, né? Então talvez uma pessoa, por exemplo, vai assistir um dorama, né? Um dorama é algo tranquilo, né?

Uma história ali bem tranquila, é um drama, né? E tem a questão de amor e não tem nada assim, né, sexualizado e tal. E inclusive, pelo que o pessoal fala, a parte romântica, né, é até muito mais respeitosa do que a gente vê em Hollywood, né? Eles demoram muitos episódios para dar o primeiro beijo, e depois que deu o primeiro beijo, eles não ficam dando beijo toda hora. Tipo assim, é raro, né? Então, só que para uma pessoa que daqui a pouco teve problemas com questão de relacionamento, daqui a pouco ela tá projetando aquilo ali para alimentar uma sensação nela que é uma necessidade, né?

É uma necessidade que ela tem. Ela vai ver aquela história romântica bonita, né? Então temos que avaliar, porque às vezes, né, o que acontece com isso? Nós estamos colocando o lugar de que pertence a Deus nas coisas, e a mídia vai fazer isso também. Eu lembro daquela série que, se eu não me engano, vem de livros, né, que é Deuses Americanos, né? Não sei se vocês já viram e tal. É uma série +18, é, ela é É, tu tem que insistir, porque, né?

Mas eu gostei muito da premissa, eu acho que a premissa dela é muito legal, pelo fato de que, digamos assim, que os deuses, né, eles são criados pelos humanos, né, as pessoas que criam. E se as pessoas param de acreditar num deus, ele desaparece, né, ele morre, vamos dizer assim, né? E aí um dos deuses que existe é a mídia, né?

RORodrigo Oliveira

Os deuses modernos.

?Voz 1

Os deuses modernos. Existe a internet, as redes sociais, né? E tem a mídia também, né? E esses deuses, eles são os mais tops, né? No top no sentido os mais poderosos que tem, né? Porque são os deuses da modernidade, né? Aí tu pega lá o, tipo, tinha uma deusa lá que era deusa lá dos, de umas religiões lá do leste europeu assim, ninguém mais acredita nela, né? Aí tu vê, ela tá mais velha, tá fraca e tal, né? Odin, né, ele já ninguém muito acredita nele e tal.

Agora esses deuses estão ali porque é idolatria, né? Às vezes a gente acaba idolatrando a mídia e a gente acaba jogando o papel de que de Deus preencher o nosso vazio para uma série, para um filme. A gente pode jogar para qualquer coisa, né? Mas a gente hoje tá falando da mídia, né? Então às vezes a gente pode querer preencher algo ao invés de ser apenas um entretenimento, né? A gente acaba projetando os nossos sentimentos ali pra preencher um vazio ou às vezes até alimentar uma tentação nossa, né?

Por mais que, por mais que como eu disse, né, pode ser algo entre aspas bobinho, né? Pode ser algo que não tem nada sexualizado, não tem maldade, não tem tiro, explosão, né? Não tem sangue, não tem palavrão, mas é algo que a gente tá querendo, às vezes até uma válvula de escape, né? A gente tá querendo fugir da realidade, né? Acho que a Duda pode falar mais sobre essas questões, né, de quando a gente usa a mídia para escapar da realidade, né, Duda?

MEMaria Eduarda Meotti

Pensando bastante nisso, né, sobre de repente uma projeção, né, do que a gente deseja, né, e o que a gente consome, né? Às vezes é uma falta e uma compensação, né? Então Não sei, às vezes, ah, eu desejo muito, enfim, um namorado, né? Por exemplo, né? Trouxe um exemplo. O que que eu vou consumir, né? Às vezes eu vou consumir romances e hoje em dia a gente sabe que tudo que envolve isso é de ter muito cuidado, né? Digo pelos assuntos assim que eu tô inserida assim e muitas vezes eles vêm, né?

Então, poxa, será que ao invés de eu entregar essa questão pra Deus, né? E consumir coisas que me edificam ao construir um relacionamento, né? Sejam livros, sejam vídeos. Eu não vou consumir um romance para daí idealizar algo que não é real, e muito menos que glorifica a Deus, para trocar isso por um: poxa, eu posso construir isso em Cristo, e esses desejos que eu tenho dentro do meu coração podem ser algo que vai construir não só um relacionamento com Deus, mas principalmente isso mas também vão fazer com que eu futuramente edifique a minha casa, né? Enfim, trouxe um exemplo assim bem—

RORodrigo Oliveira

você usou a palavra perfeita: aquilo que edifica, aquilo que edifica a nossa vida. Edificar, cara, a gente não pode pensar sempre no aspecto evangélico da coisa. Ah, não é aquilo que aquela mídia que é cristã, aquele filme que é, enfim, cara, o que edifica é o que faz bem para nossa vida. E o que faz bem segundo o parâmetro bíblico, né? Aí a gente não tem como correr, né? Porque o cara que, sei lá, consome droga, ele vai achar que aquilo faz bem para ele, mas não é essa questão.

Mas aquilo que a gente consome edifica a gente, até no sentido de, sei lá, de repente você tem um aqui em casa, a gente tem um costume assim, eu e minha esposa, por volta de 10 horas da noite a gente para para ver um filme, ver uma série, ver uma coisa, cara. É um momento que faz bem para gente como casal, para a gente estar junto ali, assistir alguma coisa, a gente conversar sobre o filme e tal. Isso é uma coisa que dentro desse aspecto do entretenimento entretenimento é uma coisa que edifica a gente em relação da gente.

Não tem nada de crente, vamos dizer assim, mas também não tem nada que deturpa esses valores cristãos, né, que aí seria o contrário de edificar. Edificar é ser levado ou conduzido em direção ao aperfeiçoamento moral e/ou religioso. Peguei a definição aqui para ver, mas é ser levado a alguma coisa que faça verdadeiramente bem. Então assim, é o fato de gostar de filmes, séries e livros não cristãos, vamos vamos dizer assim, é algo que te afasta de Deus, né, te diverte, te distrai, te entretém, mas também edifica sua vida.

Romanos 14:22 fala que feliz é o homem que não se condena naquilo que aprova. Que que você aprova como cristão? E aquilo que você aprova como cristão, você consegue consumir de boa, se divertir, ter prazer, ter lazer com aquilo e tá de boa para você? Se tiver, show de bola, né?

?Voz 1

Sim. E claro, não tô dizendo que não, que é proibido consumido do programa, tá, gente? Ou coisa romântica, não é isso. Por isso que eu falei bem no início, depende de cada pessoa, né?

RORodrigo Oliveira

É gosto, né? A gente, nós temos gostos diferentes, né?

?Voz 1

É, eu gosto de assistir filme de terror e tô bem com isso, entendeu?

RORodrigo Oliveira

Eu já não gosto muito, mas ok.

?Voz 1

Tem gente que vai achar que não, não pode assistir porque não edifica, não acrescenta nada, é demônio e tal, né? Mas para mim, eu acho achou interessante alguns casos e tal, né? E aí vai entrar aquilo que a gente falou, o que que desperta isso em mim e tal, né? Como é que eu lido com isso? E aí por isso que eu pergunto agora, Rodrigo, né? Tu tava falando sobre essa questão, né? Como é que a gente então pode usar os meios de comunicação para glorificar Deus, né?

Como é que a gente pode consumir de uma forma sábia e intencional, né, algo que, vamos dizer assim, daqui a pouco não foi feito para edificar, foi feito só para entreter? Mas como é que a gente pode Tu até comentou ali essa questão, né, da tua esposa, né, de, ah, depois vamos conversar sobre isso e tal. Poxa, isso aí me parece algo também de usar isso de uma forma sábia, é intencional, né, digamos assim. Não é, não tá jogando tempo fora apenas, né, tu tá refletindo sobre isso. Que que tu me diz aí?

RORodrigo Oliveira

Ah, cara, assim, como usar os meios de comunicação para glorificar Deus e tal. Poxa, isso aí me parece algo também de usar isso de uma forma sábia, é intencional, né, digamos assim. Não é, não tá jogando tempo fora apenas, né, tu tá refletindo sobre isso. Que que tu me diz aí? Ah, cara, assim, como usar os meios de comunicação para glorificar a Deus? Eu tenho glorificar Deus com a minha vida, né, embora seja imperfeito, embora eu tenha que melhorar em muita coisa, Mas o objetivo é esse, é glorificar Deus com a minha vida, com o que eu faço, com o que eu falo, com o que eu canto, com o que eu leio, com o que eu vejo, a forma como eu ajo, né?

?Voz 1

Ou seja, não pode xingar no Twitter.

RORodrigo Oliveira

É bom, é uma boa, né? É uma boa coisa, é uma boa coisa. Nem assistindo o jogo do Vasco, eu sou tentado a xingar várias vezes, mas eu tô ali, ó. Você falou, papai, parei de pensar um negócio agora, né? Jogo do Vasco não me edifica e eu não tô conseguindo me livrar disso. Ore por mim aí, né? Mas, cara, eu penso assim que a gente já meio que pincelou bastante coisa nesse programa. Então assim, se o ouvinte tiver atento a tudo que a gente conversou, né, e o Espírito Santo corroborar essas palavras no coração dele, a gente já tem assim um bom caminho para começar, né.

Acho que perceber o exagero, perceber que determinada coisa tem nos influenciado negativamente e por isso deve ser evitada, né, eu acho que é uma pergunta que a gente tem que se fazer. Eu tava falando da minha esposa de que a gente assiste filmes e séries e tal, mas a gente já começou a assistir, eu não sei se agora, não lembro se filme ou série e tal, mas com cenas de sexo claramente exageradas, e a gente sentia que tava empurrando aquilo goela abaixo na gente, sabe?

Coisa exagerada, sem sentido, forçada. Eu não sou moralista. Uma cena que num filme, que é uma cena que remete ao sexo, a uma relação sexual entre duas pessoas, beleza, sem problema nenhum. Eu não sou falso moralista não, mas tem coisa que a gente percebe, cara, que um filme de drama que você tá vendo, ele quase se transforma numa coisa pornográfica, porque parece que eles têm que te empurrar aquilo ali, cara. E podia ver essas vezes, fala assim, aquele incomodar ao ponto da gente falar assim, cara, dá uma adiantada aí, dá uma adiantada aí, que isso não faz sentido para história, não precisa disso, sabe?

Teve outras coisas que a gente deixou para lá, a gente parou de assistir por causa disso, porque a gente tava se sentindo agredido. Eu já deixei de ouvir podcast, por exemplo, e seguir canais do YouTube que eu gostava por causa do uso excessivo de palavrões. Não que tenha um uso aceitável de palavrões, mas eu tenho uma tolerância no outro, né, no não cristão. Em relação ao não cristão, eu tenho uma tolerância. Quando aquilo começou a me incomodar, cara, eu deixei de lado.

Então assim, não precisa ser só filme e série. A Duda falou sobre a questão da mãe dela que consumia questão de teoria da conspiração, mas as pessoas que são viciadas naqueles programas de mundo cão que tem no fim das tardes aí, os da Atenas da Vida Ah é, rapaz, só exploração da desgraça alheia travestida de indignação, né? E a pessoa fica ali consumindo aquilo o dia inteiro. Assassinou fulano, não sei o quê, o policial que matou não sei quem.

Cara, 2 horas do fim da tarde, do fim do dia, consumindo aquilo ali, e depois não sabe por que começa a desenvolver um sentimento de desesperança, de medo, de tristeza, sei lá, até depressão de medo, né? Às vezes a pessoa fala assim, o Rio de Janeiro, meu Deus, eu vou no Rio de Janeiro, parece que você vai morrer se você for no Rio de Janeiro. Algumas pessoas até morrem, mas não é o normal, né? Às vezes que, tantas e tantas vezes que eu fui no Rio e me diverti, foi tudo bem, tudo certo.

Só que a gente fica abrindo uma porta no subconsciente da gente para absorver toda essa desgraça, e depois começa, sendo influenciado, começa a desenvolver um monte de problemas, cara. Então assim, eu acredito que a pergunta era sobre glorificar Deus. Como usar os meios de comunicação. Aí, cara, cabe a cada um, né, buscar aquilo que tá em conformidade com o que a palavra de Deus nos ensina. Se a gente fizer assim, eu acho que a gente tá num bom caminho.

?Voz 1

Sabe que eu tenho uma coisa que eu gosto de fazer? Aí não como usar os meios de comunicação para glorificar Deus, né, não nesse sentido, né, porque nesse sentido é muito da gente. Aí eu tô fazendo podcast para glorificar Deus, mas nesse sentido é muito mais na questão que eu vejo assim de, da gente, o consumo, né? É o consumo, observar o que que a gente tá usando e o que que aquilo vai ter de resultado. Mas na questão de consumir de forma, sabe, intencional, uma coisa que eu gosto de fazer com quando eu consumo filme, série, né, é sempre assistir com um senso crítico, né?

Virou crítico de cinema aí, ó. Mas eu gosto de sempre olhar se tivesse tipo com uma cosmovisão cristã, sabe? E aí volta e meia, dependendo do que eu assisto, do conteúdo, né, aí eu disse, bah, isso aqui tem muita coisa assim que é parecida comparado, mas daí foge aqui. E aí volta e meia, quando é algo assim, tipo assim, muito, muito, muito, isso gera algum post meu no meu blog pessoal. E inclusive, link no post, né? O último eu já fiz, por exemplo, daquele eu não lembro qual dos Avengers, né, que foi que falou sobre a questão do que o Thanos, né, deu estalo lá, né.

Eu não lembro se foi o Endgame. Não, não foi o Endgame, foi o antes, né. Eu não lembro, acho, é, não sei se foi esse aí, mas que seja, tá lá, né. Eu falei então sobre essa questão do Thanos, né, tipo, assistir o filme com uma cosmovisão cristã. E aí eu vi, bom, Thanos ele tá querendo ser Deus, mas só que Tipo, ele não é Deus, ele não criou as coisas, então ele não pode decidir o destino das coisas. Deus pode, ele pode eliminar todo mundo se quisesse, porque ele que criou, né?

E aí o último, que o último post que eu fiz, eu assisti aquela série Plugbus, não sei se vocês já viram.

RORodrigo Oliveira

Sim, gostei bastante, muito interessante.

?Voz 1

E aí toda hora cada episódio que vinha ficava pipocando, né, cara? A relação, a conexão ali, vamos dizer assim, com o mundo perfeito muito em Cristo assim, sabe? Só que ao mesmo tempo que ficava, eu ficava olhando assim e fazendo essa comparação, vinha, tá, mas tem todo esse outro lado que tá faltando, né? Tipo, é, aqui tá errado, aqui tá errado, aqui tá errado, né? Uma série que eu poderia simplesmente assim assistir e achar, ó, legal, me entreteu, né?

Interessante, trama legal, roteiro bom, né, e tudo mais, boas atuações, fotografia excelente. Mas, mas eu ficava naquela, né? E eu acho que nós como cristãos, nós temos que fazer essa crítica, né, com tudo, né. E aí também a gente vai acabar se defendendo muito das teorias das conspirações, né, essas questões que também tem nas redes sociais, que ficam pipocando nos nossos olhos todo dia, né. Porque a gente fica olhando com os óculos de Cristo e a gente fica olhando: olha, isso aqui é parecido, isso aqui é totalmente diferente, ó, isso aqui eles têm tentaram fazer algo parecido.

Não que eles tentaram com objetivo, né, mas tentaram fazer algo parecido com Cristo, mas errou nesse ponto, sabe? Eu gosto de ficar fazendo isso, né? Tem aquele episódio também daquela série da Netflix, o Love, Death and Robots, da primeira temporada.

MEMaria Eduarda Meotti

Exatamente sobre isso, cara.

?Voz 1

Zima Blue para mim é o conceito, a ilustração perfeita sobre o vazio do homem, né? Claro que ele tá falando de um robô lá, né? Mas é, é o vazio do homem ali, né? E olha ali, ó, link no post da série e link no post do episódio do Pia Dê Dê que nós falamos sobre o Zima Blue. E link no post também fiz um vídeo no YouTube sobre o Zima Blue ali, ó. Muitos links no post.

RORodrigo Oliveira

Como eu falei do Vasco, você podia botar o link aí do Clube de Regatas Vasco da Gama.

?Voz 1

Então aí, ó, link no post.

RORodrigo Oliveira

Não faz isso não, faz isso não, tá?

?Voz 1

Então removido o link no post. Deslinque no post. E Duda, tu tem mais alguma coisa assim que tu gostaria de acrescentar assim nesse ponto de como que a gente pode consumir algo de uma forma sábia, intencional, para glorificar Deus?

MEMaria Eduarda Meotti

Eu ia comentar justamente sobre o Usimablue, né, que foi algo muito edificante para mim. Eu lembro de ter ido uma vez em uma celebração e inclusive o Ed deu—

?Voz 1

não é cristão, né? E não é Cristão a Zimablue, né. Não tem nada a ver com Cristão.

MEMaria Eduarda Meotti

E o Ed deu uma edificação sobre isso, né.

?Voz 1

É, eu fiz um estudo em cima de Zimablue, vejam só. Aí agora vão me chamar de herege, hein. Mas eu usei a Bíblia. Inclusive, link no post se eu achar a gravação desse estudo aí.

RORodrigo Oliveira

Pensei que era link do post pra Bíblia, achei que você ia falar Bíblia de estudo aí, sei lá.

?Voz 1

Link no post pro site da Bíblia online.

MEMaria Eduarda Meotti

Muitos links no post. Não, mas é justamente isso, né? E o que a gente também tava falando antes, né, sobre as coisas que nos preenchem, né? Eu acho que muitas vezes assim o que eu consumo é o que preenche um vazio assim. E hoje é muito bom poder olhar, né, com os olhos de Cristo e ver que quem me preenche é ele, né? E aí eu ia usar o Zimabu para falar Porque no final das contas a gente sempre tá buscando algo para nos preencher, né?

Que nem a piscina, né? Porque no Zimablue ele sempre tá olhando para uma partezinha assim, é um pedacinho de azul que é o Zimablue, que é a origem dele, né? De onde ele veio. E é justamente isso, eu acho que Cristo ele nos edifica com o que a gente consome, né? E no final é tudo sobre Cristo. Cristo, assim, é tudo sobre o que ele nos ensinou, é tudo sobre o que a gente vê, né. Os discípulos seguiram Jesus, então a gente pode também hoje olhar para o entretenimento e entender que não é só uma questão de entretenimento em si, né, mas também é de discipulado, né, de seguir a Cristo com o que a gente consome.

RORodrigo Oliveira

É de olhar para a vida com os óculos, com as lentes do evangelho, né, com a cosmovisão cristã, né. Seja lá o que for, né, que a gente tiver consumindo, né, a gente não pode deixar de partir desse princípio, né.

?Voz 1

É isso aí. Muito bem, pessoal, ótimo papo tivemos aí, né, sobre esse assunto aí das mídias mídias. Veja só, as mídias ensinam não apenas os cristãos, mas todo mundo, né? E então vamos às nossas considerações finais. Por favor, nos digam aí o que vocês finalmente consideram, começando por ti, Rodrigo. Fala aí o que você considera finalmente e depois diga aí onde é que o pessoal pode encontrar.

RORodrigo Oliveira

Show de bola! É, eu queria fechar aí minha fala com um texto que tá lá registrado em Filipenses 4:8, onde o apóstolo Paulo disse algo que eu acredito que fecha bem essa questão para todo mundo que tem a real preocupação em glorificar a Deus com suas vidas, né? Como a gente falou, da forma como você encara a vida, né? O texto diz assim: finalmente, irmãos, tudo que é verdadeiro, tudo que é respeitável, tudo que é justo, tudo que é puro, tudo que é amável, tudo que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso que ocupe o vosso pensamento, né?

Que você fica aí com essa palavra e que o Espírito Santo guie a sua vida verdadeiramente, né, que você dê ouvido àquilo que o Espírito Santo tá dizendo para você a respeito daquilo que você tá consumindo ou daquilo que você deveria deixar de consumir. Que ele complete essa obra aí. Eu ia deixar recomendação de um livro chamado A Guerra dos Espetáculos, mas já foi citado aí ao longo do programa pela Duda, né, e tá tudo certo. Então, na verdade, eu não li esse livro todo ainda, eu adquiri há pouco tempo, estou lendo ele ainda, e ia deixar de recomendação, mas já vai estar link no post para você.

E, Ed, quem quiser ouvir um pouquinho mais aí desse mero servo aqui, Rodrigo Oliveira, a gente tem lá o Resistência Podcast, tá em resistenciapodcast.com. Você acha a gente também lá no Spotify, todos os outros aplicativos aí, tocadores de podcast. E o Instagram da gente é lá o @resistenciapodcast. Quiser seguir a gente lá para acompanhar o lançamento dos episódios aí, a gente vai ficar muito feliz. No mais, é isso, meu amigo.

Queria agradecer muito aí pelo convite, prazer com você mais uma vez, tá com a Duda aí pela primeira vez. Prazer foi todo meu, brigadão.

?Voz 1

Muito bem, então link no post para vocês conferirem aí, né, o Resistência Podcast, vida cristã sem religiosidade. Olha só, e se você está ouvindo isso, você é resistência, hein? É isso aí, muito bem. E agora, Duda, por favor nos diga aí o que você finalmente considera, depois se quiser compartilhar aí onde é que o pessoal pode encontrar Fica à vontade.

MEMaria Eduarda Meotti

Muito bem, então dito isto, né, eu acho que nós como cristãos, a gente não é chamado para fugir, né, das mídias, de tudo que a gente consome, mas a gente é convidado a glorificar a Deus com isso. E aí, bom, eu ia ler Filipenses 4:8, mas sério, tenho, ia, mas tenho outra consideração então a ser feita, né, Eu acho que a Bíblia, ela também nos traz em Romanos 12:2, né, que é pra gente não se amoldar ao padrão desse mundo, mas nos transformar, né, pela renovação da nossa mente, do nosso coração, né, pra que a gente experimente a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Então acho que é sobre isso, né. E também agradecer pelo convite, é muito bom tá aqui, poder falar sobre isso, poder falar sobre o que a gente consome. E se vocês quiserem me encontrar, né, por enquanto eu tenho as minhas redes sociais, né, que é @duda_meotti. Então é isso, se vocês quiserem me seguir e acompanhar um pouco sobre o que eu faço, né, e a minha vida, estarei lá. Muito bem, muito agradecida.

?Voz 1

Inclusive, então, link no post. Muito obrigado, Duda, também por participar. Obrigado, Rodrigo. Obrigado, Duda. E Eu também agora quero fazer as minhas considerações finais dizendo que nós não somos definidos pelo que nós consumimos, mas o que nós consumimos revela aquilo que nós amamos e influencia aquilo que a nossa mente medita e pode inclusive participar da pessoa que nós estamos nos tornando. Então, se nós consumirmos, por exemplo, diariamente a Bíblia, né, existe uma grande chance, né, um, e é bem arriscado, de nós nos tornarmos semelhantes a Cristo.

Olha só, se nós consumirmos, que nem o Rodrigo falou anteriormente, só desgraça, existe uma grande chance de nós ficarmos achando que esse mundo não tem mais jeito, sendo que esse mundo já foi salvo por Jesus, né. Apesar de que o pecado realmente, né, né, ele é problemático. Mas Jesus, ele já pagou o preço do pecado, ele já nos salvou, né? Há esperança e ele vai voltar. Então essa esperança, ela tem que estar acesa, né, no nosso coração, né?

Então por mais que a mídia ela seja uma invenção, que uma invenção não, mas né, é um meio, né, que é muito bom, ela também tem coisas ruins que foram manchadas pelo pecado, como tudo, né? É o pecado que acaba manchando, né, as coisas que nós temos boas, né, que fazem parte da criação de Deus, né. Então tudo que a gente consumir vai comunicar alguma coisa, né, para nós. E aí vai depender dos nossos olhos, porque às vezes, talvez, que nem comentei antes, talvez tem algo que não pareça ser algo muito bom, mas dependendo da forma como nós olharmos para aquilo, aquilo pode influenciar de formas diferentes.

Então nós temos que primeiro estarmos bem conectados com Deus, né, buscarmos crescimento espiritual, amadurecimento. E aí temos o senso crítico de olhar para as coisas sem, vamos dizer assim, sem olhar de uma forma ingênua, mas olhar de uma forma que a gente possa ver, bom, o que que isso comunica Cristo para mim? Se não comunica nada, isso não tá legal, né? Né, não adicionou. Agora, bom, não foi feito por cristãos, não foi feito para comunicar a Cristo, mas eu consigo ver, olha ali, ó, olha algo que está relacionado com a revelação geral de Deus, né.

Olha só como é que a criação aparece ali nessa obra, nessa obra, nessa arte, por exemplo, nessa música, aquilo que nós estamos consumindo, né. Então a beleza nesse mundo, né, nesse mundo que é tão permeado do pecado, a gente consegue ver beleza, a gente consegue ver coisas edificantes, mas ao mesmo tempo tem muita coisa ruim. Então nós temos que saber filtrar e avaliar e nos edificar na medida do possível, certo? Então, para você que nos escutou até aqui, muito obrigado e até o próximo episódio. Até mais!

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