#PADD279: Fé E Política
Tá no ar! No episódio de hoje, EddieTheDrummer recebe o convidado Thomas Pierosan para conversar sobre fé e política.
Neste episódio:
- Saiba o que é política.
- Entenda o que é política partidária.
- Descubra como o cristão deve lidar e se envolver com a política.
LINQUINUPOUST!
Livro Santidade No Cotidiano (Raphael A. Haeuser) [Link Amazon]
#PADD218: Santidade No Cotidiano
Instagram Thomas
Acompanhe nas redes sociais!
Instagram - Siga @OficialPADD
Facebook - https://facebook.com/OficialPADD
Twitter/X - Siga @_padd
YouTube - https://www.youtube.com/@peloamordedeuspadd
Apoie o PADD
Clique aqui para entrar em nossa página de links afiliados da Amazon. Comprando na Amazon através dos nossos links, você ajuda a manter o PADD, sem custo adicional nos produtos que você comprar.
- A política como interesse pela cidade e o mundo ao redorpolis grega·politicagem·bem comum
- A presença da política e do governo na Bíblia SagradaAntigo Testamento·Novo Testamento·Romanos 13·soberania de Deus·João Batista
- A importância do senso crítico e da coerência na fé cristã na políticapolarização política·identidade cristã·caráter·alianças políticas
- O envolvimento do cristão na política partidária e suas pautascorrupção·educação·pobreza·saúde
- A necessidade de orar pelas autoridades e a soberania de Deussoberania de Deus·autoridade·submissão
Seja bem-vindo, está começando o podcast Pelo Amor de Deus.
Pelo amor de Deus, pelo amor de Deus, tá no ar podcast Pelo Amor de Deus. Eu sou Edna Drummond e hoje eu estou com um convidado que vai nos ajudar a entender esse tema de hoje, diretamente aí de Caxias do Sul, Thomas Pierozan.
Salve, Ed, tamo junto aí, vamos para cima! Boa!
E hoje nós vamos conversar sobre fé e política.
Tá beleza, Edson? Você está escutando o podcast do site pelamodedeus.org.br e vai ao ar sempre nas sextas-feiras a cada 21 dias. Inscreva-se no nosso feed para não perder nenhum episódio em pelamordedeus.org.br/feed/podcast ou pesquise nas plataformas e agregadores de podcast. Curta nossa fanpage em facebook.com/oficialpadd, nos siga no Twitter através do @underlinepadd e também no Instagram oficialpadd, ou entre em contato conosco através do email contato@pelamordedeus.org.br. Store.
Então, Thomas, como comentado, hoje o assunto é fé e política. Mas, né, como sempre aqui no nosso podcast, nós iniciamos, né, definindo aí para o nosso nobre amigo e ouvinte entender do que a gente tá falando, né? Então nos diga aí, o que que é política, né? O que que significa, né? É algo que ultimamente, né, tá bastante comentado entre as pessoas esse termo, né, o termo política. Mas será que a gente entende, né? Então o que que seria política, Thomas?
Cara, que pergunta boa, Edi! Em primeiro lugar, prazer tá aqui falando contigo, com a nossa galera aí. É sempre bom trocar umas ideias, eu adoro fazer isso. Vamos com tudo! Obrigado pela— pelo convite, pela— por aceitar essa, essa ideia da gente tá conversando aqui, né? Grande, é uma excelente pergunta, né? Política basicamente é se interessar pela cidade em que você vive. Se a gente for pegar a etimologia, né, remete à polis grega, que eram as cidades-estado da Grécia Antiga.
E o cidadão grego então, né, que na época era homem que nasceu na cidade, que tinha propriedades, enfim, ele era impelido a se interessar pelo ambiente em que ele estava, pela cidade em que ele estava, né. Então política no fundo é isso. Se a gente for ampliar então um pouco esse conceito, é se interessar pelo mundo ao seu redor, pelo mundo social ao seu redor, no caso aqui pela cidade, pelo seu estado, pelo seu país. Isso é política.
Política. Isso é política, né? Tudo aquilo que a gente vem recebendo é sobre partidos, sobre disputas e polarizações e tal. Isso pode até fazer parte da política, mas isso não é a política, né? Tem pessoas que quando a gente fala política já pensa em um ou dois candidatos, e esse pensamento ele tá errado, né? A gente não deveria pensar em um ou dois candidatos, a gente deveria pensar na cidade em que a gente vive, ou no estado, ou no país.
É isso. E aí Como você vai agir, as melhores estratégias ou propostas que você tem pra mudar as coisas, as ideias que as pessoas têm pra fazer as coisas acontecerem. Bom, aí é um debate, né? Aí tem formas de se fazer isso. Mas resumidamente, então, pra responder a tua pergunta, Ed, política é se importar com o mundo ao seu redor. Qualquer pessoa que se importe com o mundo ao seu redor está fazendo política.
E aí tu falando, né, dessa definição de política me lembrou um termo, né? Comum, que eu já escutei muitas vezes no cotidiano, pra falar de algumas situações específicas, né? Eu já ouvi muito falar sobre tal de política pública, né? Então, me parece que tem tudo a ver com isso, né? Só que a política, ela é que nem tu disse, ah, é tu se interessar com as coisas ao teu redor. Mas muitas coisas vão estar relacionadas com isso, né? E aí tu acaba tendo, vamos dizer assim, várias frentes, né, da política, né?
O cidadão grego, né, ele se interessa pelo mundo ao seu redor. É isso que é fazer política pra ele. Ao longo do tempo, Houve outras construções assim em que algumas pessoas passaram a superestimar a política, passaram a entender que a mudança política é a coisa mais importante do mundo. E algumas ideologias vieram nesse sentido. Não querendo fazer caricaturas aqui, mas o socialismo, por exemplo, tem essa ideia. Eu não tô nesse momento aqui criticando, elogiando, por mais que eu seja contra, né?
Mas tem essa ideia de que o poder, né, a necessidade da tomada do poder— não é só socialismo, outras pessoas também têm essa ideia, talvez outras correntes também, né? Tem correntes que não, né? Mas isso é uma ideia, isso é superestimar a política. Ela não precisa ser superestimada, né? Ela pode ser algo visto como importante, mas algo em que eu me preocupo com o mundo ao meu redor. Ao longo do tempo, muitas pessoas foram dedicando uma fé na política, digamos assim.
Mas é importante também essa definição, porque o que acontece? Às vezes a gente vai pensar, ah, como a gente vê o mundo ao nosso redor, a gente vai pensar apenas em coisas, né? Só que as pessoas também fazem parte do mundo ao nosso redor. Então a política, ela também Vai estar relacionada, por exemplo, perguntas como: como que a sociedade trata aqueles que são mais vulneráveis, né? Qual a responsabilidade que nós temos uns com os outros?
Aí, dentro da política, a gente vai acabar daqui a pouco com esse interesse do bem comum, com esse interesse das coisas ao nosso redor, a gente vai acabar criando leis. Aí a gente vai precisar de pessoas que vão reger essas leis, nós vamos precisar de autoridades. Quem vai exercer as autoridades? Como que essa autoridade vai ser exercida? Então tudo isso vem dessa base, né, que tu trouxe ali, né, que é de tu se importar ali com a polis, né, com a cidade, com o ambiente em que tu vive, né.
Ótima, ótima definição aí, Thomas. Acho que ficou bem claro, né, sobre a questão do que é política, né, pra gente até entender isso que tu também trouxe, esse ponto bem importante, né, de cuidado pra gente não levar a questão de que política é partidos, né, um partidarismo, né, esse tipo de situação, né. Até porque política, por causa dessas coisas, até um sinônimo meio pejorativo, negativo, né? A pessoa vai fazer politicagem, é uma coisa ruim, né?
Tudo bem, né? Só que politicagem deveria, né, nesse conceito que você tá trazendo, deveria ser algo bom, né? Ou seja, eu estou me interessando, né, pelo bem comum. Mas na verdade politicagem virou coisa de manipulação, de coisa ruim, pelo menos, né, no ambiente que eu vivo, né? Quando se usa esse termo, é que nem o termo da religiosidade, né? É algo ruim, né?
Entendeu?
Mas vem de algo que em sua base seria algo bom, vamos dizer assim, né?
No início, exatamente, né? É, a politicagem, né, já seria um desvirtuamento da política, né? Pois é, que pode acontecer e acontece muito no nosso país. Essa que é a verdade, né?
Então, até nas empresas, né?
Exatamente, nos relacionamentos, assim por diante. Então, assim como você citou a religião, que não é necessariamente ruim, né? Por mais que a gente sabe que na fé cristã ela tem uma outra forma de enxergar as coisas, exatamente, ela pode ser deturpada e foi muito deturpada e é muito deturpada, né? Política da mesma forma, né? Aliás, para nós que somos cristãos, né, a gente entende que Deus criou um mundo perfeito e tudo que ele criou, basicamente, menos ele mesmo, tudo, a criação foi deturpada, né?
Então tem muita coisa boa no mundo que é deturpada. Relacionamentos são algo bom, mas as pessoas deturpam. E estão tantos outros exemplos. Família, família é algo fenomenal, mas algumas famílias são disfuncionais. Educação é algo maravilhoso, mas o pecado, né, e o ser humano pecador deturpou, né? Política é parecido de certa forma, né? Por mais que a gente poderia discutir como é que seria antes da queda e tal, mas acho que é uma outra discussão.
Política é se interessar pelo mundo ao seu redor. Isso tem tudo a ver com a fé cristã, tem tudo a ver com amar o próximo, com amar as pessoas, com se importar com os outros, tem tudo a ver, né? Mas de fato as pessoas deturpam porque são cegas pelo poder, porque são egoístas, porque são vaidosas, né? Então a politicagem seria essa deturpação, essa manipulação, essa utilização de mecanismos que que se relacionam com o poder pra atingir objetivos que fogem do interesse público.
Ou seja, uma deturpação do que é a boa política, né? Aí tem esse termo que a gente usa, que eu gosto de usar, a boa política. A política por si só seria suficiente, porque ela em si não é ruim, né? Mas enfim, se às vezes não ficar claro pras pessoas, a gente usa o termo então a boa política.
É, boa, boa. Mas assim, ó, tu comentou, né, na definição, que o termo, né, política, ele tem muita relação ali com o mundo grego e tal, ali que surgiu e tal, né? Quando a gente olha pra Bíblia, A Bíblia, ela vem muito antes, né, dos gregos, né? Já existia, né, o povo hebreu e Deus já existia antes e tudo mais. Mesmo assim, né, mesmo talvez não usando o termo política, assim como o termo dinossauro não aparece na Bíblia, né? A Bíblia, ela fala sobre política?
Ela fala sobre governo? Tem algo que a Bíblia fala sobre isso? Ou é um, vamos dizer assim, é algo que fica fora da Bíblia?
Deus não se mistura com isso, cara? Muito bom, Ed. Cara, essa é uma pergunta que daria pra fazer uns 10 podcasts, né? E chamar uns 30 teólogos aqui pra gente discutir. Então vou tentar ser sucinto e objetivo, que é o nosso objetivo aqui, né? Sim, sim, a Bíblia trata de política. Vamos pensar política de duas formas: no interesse pelo público, né, pelo ambiente, e nas relações de poder. Política também tem essa conotação. E a Bíblia fala então sobre poder, né?
Fala em primeiro lugar então que Deus comanda todas as coisas. Podemos dizer aqui que Satanás se rebelou contra a ordem instituída, né? Então foi um rebelde ali. Ou seja, que tomaram o poder de alguma forma. Ali a gente já tem alguma coisa nesse sentido assim, né? Então Deus tem o poder sobre tudo e ele chamou um povo, né, o povo de Israel. E o povo de Israel então era, tinha essa, essa conexão, né, entre o líder político também ser o líder espiritual.
Moisés então seria um grande exemplo disso, né? Depois tivemos os juízes, os reis, né? Saul, Davi, Salomão também tem essa conotação. Sempre esteve muito conectado, né, o poder político com a referência espiritual, digamos assim. Não foi sempre assim, porque também havia os sacerdotes, os sumos sacerdotes e tal. Mas digamos que sempre, inclusive os profetas, né, maiores e menores, que a gente costuma chamar, eles criticavam ou elogiavam os reis da época ali, né, os reis do norte, do sul.
Salvo engano, eram mais criticados do que elogiados, né. Ou seja, por quê? Porque eles não estavam de acordo com aquilo que Deus queria. Sempre teve essa conexão, né. No Novo Testamento, a gente vê que Deus é um Deus sobre toda autoridade. É isso que Jesus fala para Pilatos. Então aí já tem um ponto importante, né. Para nós cristãos, a gente entende que Deus já governa. Esse é um ponto, Deus já governa. Eu não preciso ter medo de quem vai na presidência amanhã, digamos assim, claro, eu posso ter algum medo, mas eu não preciso me desesperar porque eu entendo que Deus já governa, ele já governa sobre tudo e todas as coisas, né?
Então no Novo Testamento a gente já não vê com a igreja, né, a gente já não vê essa relação poder político com poder divino necessariamente, no sentido de ter que representar ali, né, a conexão direta com Deus, vamos dizer assim, mas a gente vê Deus chegando até as pessoas, tocando o coração das pessoas, formando a igreja, e a igreja impactando o mundo ao seu redor em todas as esferas, né? E também a gente vê, é bem importante citar aqui ali em Romanos 13, né?
Ponto errado, é o 13 mesmo? Sim, é o 13, é o 13, né? Que Deus institui autoridade, ela tem uma função, né, de conter o mal, né, e favorecer o bem. E lá em Apocalipse 13 a gente vê que a besta também tem um poder político, né, lá o anticristo. Então a gente vê que Deus, sim, ele tem, ele olha para o poder também de uma certa forma, né? Não é que Deus assim esteja numa luta desesperada, vamos dizer assim, para ter o presidente de Deus, né?
Não é que essa é a principal causa nossa, mas Deus se agrada e deseja que tenhamos autoridades honestas, tementes a ele de preferência, justas, corretas. Então a gente vê que a espiritualidade na política ou na autoridade, né? Aliás, Deus institui autoridades, né, políticas e fora da política. Então a autoridade também tá, aponta para Deus de certa forma, inclusive autoridade política. Então isso ocorre no Antigo Testamento. A gente vê, por exemplo, que Ciro o Grande, né, foi usado para libertar o povo hebreu dos persas, e Deus usou Ciro, que não era um hebreu, né, era um pagão.
Enfim, no Antigo Testamento isso tá muito colado, muito diretamente relacionado, né? E no Novo, com uma forma um pouquinho diferente, então. Mas é isso, né? Tem política na Bíblia, Deus está sempre acima dela e ele deseja que os governantes ajam de forma justa, correta e temente a ele de preferência. Eu falo de preferência porque eu não tô dizendo que governante necessariamente tem que ser evangélico, digamos assim, mas sim, temente, temente a Deus é algo muito importante, desejável.
É, eu entendo, né? Essa questão da soberania de Deus, isso até o próprio texto que tu citou de Romanos 13, né? Diz que toda autoridade é instituída por Deus. Toda, não é algumas, não é só as boas, né? Porque como tu usou o exemplo ali de Ciro, o próprio Nabucodonosor, o próprio império assírio, né, aquele império lá que era horrível, né, ele foi a vara que Deus usou para condenar Israel, né? Então o juízo de Deus veio através de um povo pagão.
Então a gente poderia ver até mesmo hoje os governantes de países em que os Cristãos são perseguidos, esses governantes estão no poder porque Deus quis, Deus permite. E assim vai ser. Qual que— por que que Deus deixa? Não sei. No caso de Israel, a gente sabe, porque eles tinham se afastado de Deus. Hoje não sei, talvez Deus tenha algo com isso, o povo não segue a Deus, não sei. A questão é que eu acho que o importante, né, que nem tu tem citado, é que apesar da Bíblia não usar a palavra política lá no Antigo Testamento, por exemplo, desde o início tem, né?
Porque Deus, ele já começa governando tudo. Quando tem o povo de Israel ali, eles vivem uma teocracia, né, porque o governante deles, o rei deles, vamos dizer assim, é o próprio Deus, né. Aí depois vem os juízes para julgar o povo pela parte de Deus. Moisés, que nem tu citou, foi usado por Deus como o intermediário, vamos dizer assim, né, nesse sentido da política, né, diante de Deus, né, como o governante supremo, né. Depois vieram os reis, né.
Mas é bem claro assim, né, que a política ela tá em volta do ser humano, né, porque como tu trouxe a definição, né, Eu acho que fica até mais fácil a gente entender através da definição que tu trouxe. Porque se é a gente se importar com o nosso ambiente, com a nossa sociedade, com o mundo ao nosso redor, com as pessoas ao nosso redor, no momento que Deus ele nos faz seres relacionais, nós somos seres políticos nesse sentido, né?
Não temos como não ser, não temos como nos desvencilhar desse sentido. Então a Bíblia ela vai falar em todo momento sobre política. E aí, obviamente, em alguns momentos, né, como tu citou vários, vai falar também de governo, que é uma forma de política, né, uma forma usada pela política, né, que é o governo, as autoridades, assim vai, né.
Exatamente.
Então acho que é bem importante a gente ter essa noção, né, Thomas, porque as pessoas pensam assim, ah, porque o governante está lá no poder e ele não é de Deus e tudo mais. Realmente pode não ser de Deus, né, pode ser sei lá, satanista, mas foi Deus que deixou. Ele não tá no poder porque enganou Deus ou ele é melhor que Deus. Não, Deus permitiu.
Exato.
Enquanto Deus permitir, ele vai continuar no poder.
Exato, exato. Esse é um ponto bem interessante, né, Ed, que é legal a gente refletir. Vamos pensar aqui em dois países da atualidade, né, que fica, que a coisa fica bem nítida assim: Afeganistão e Coreia do Norte.
É top ali perseguição.
Exato. E não só perseguição religiosa, é violação de direitos humanos, né. Que também desagrada a Deus, né? Enfim, perseguir, matar pessoas ou cercear a liberdade de pessoas, né? Isso também viola a criação de Deus, né? Sem contar a questão de perseguição, que são os dois primeiros, como tu disseste, né? Como tu bem colocou, teologicamente falando, Deus não dormiu, né? Deus sabe dessa situação, permite de alguma forma. Como você disse, a gente não sabe explicar o porquê, mas nós não cremos que Deus abandonou essa situação.
Ao mesmo tempo, é muito bíblico e muito correto a gente conseguir dizer que aquele tipo de poder não agrada a Deus, né?
Com certeza.
Porque não há, não há na Bíblia algum respaldo, muito menos no Novo Testamento, algum respaldo para um poder que mate pessoas, que proíba que façam mal, né? Aliás, uma pessoa não deve fazer mal a outra, que dirá um poder fazer mal a milhões, né? Isso faz com que a gente não, a gente não fique assim com parafuso, no sentido assim, bah, Deus dormiu, não é isso. Mas Deus quer usar o seu povo, a igreja, né, e quem ele quiser usar, porque a gente já viu que ele usa quem ele quiser, para que o bem avance, o seu reino avance, o evangelho avance, né.
Então governos como do Afeganistão e da Coreia do Norte atacam, digamos, o caráter bondoso de Deus, né. E mas cabe também aos cristãos e pessoas incomodadas com tudo que ocorre fazer o que elas podem. Né, fazer alguma coisa. Então, por exemplo, nós cristãos, né, missionários para ser enviados, como foram já para muitos países em perseguição e foram mortos inclusive, é outros tipos de ajuda humanitária. Então cabe a nós também entender que aquilo ali é um, é também é um chamado para que nós possamos agir, né, nós devamos agir.
E esse é um ponto importante, a gente não fica num sentido assim achando que o mundo está à deriva, porque não está. Nós queremos que Deus saiba todas as coisas, E como tu bem disseste, né, sabe muito melhor do que nós, muito mais do que nós, mas nós também somos chamados por Deus para levar sua mensagem, seu evangelho e o seu reino, né, para todos os cantos da terra. Sim.
E sabe o que é interessante? Daqui a pouco algum ouvinte possa dizer assim: ah, mas veja bem, né, na época lá de Israel eles fizeram coisa errada, daí Deus mandou ali. Agora também é fácil dizer isso, mas quando Paulo escreveu ali Romanos dizendo para a gente respeitar as autoridades, ele não vivia ali, é, né, que nem no Afeganistão, na Coreia do Norte, né, não era assim. Muito pelo contrário, né, porque Paulo ele escreve para a gente respeitar as autoridades porque elas são usadas, como tu bem disse, né, para fazer a justiça de Deus, em um momento em que o imperador de Roma era Nero.
E Nero era o cara que tava perseguindo os cristãos e colocando eles pendurados, né, nas lamparinas, os postes da cidade, ateando fogo para que eles pudessem iluminar a cidade à noite, né. Então é esse governo, essa autoridade aí que Paulo tá dizendo: olha, vamos respeitar, vamos obedecer, né. Mas não apenas ele, mas Pedro também fala sobre isso, né, demonstrando que se a gente for pego e a gente for julgado que seja pelo evangelho e não por ter cometido um crime, não por ter cometido alguma injustiça, algo, alguma ilegalidade, né?
Mas se a gente for preso pelo evangelho, né, nós não temos do que, né, digamos assim, nos desculpar, nos arrepender, porque estamos fazendo a vontade de Deus. Então nós temos que realmente espalhar o evangelho. E com certeza, naquela época, essa perseguição fez com que o evangelho propagasse, porque foi pro Oriente, né? E assim vai, né? Então, querendo ou não, digamos assim, o sofrimento vem para o cristão. Ninguém disse que não haveria, né? 2 Timóteo 3:12 diz que todo aquele que viver piedosamente em Cristo Jesus será perseguido já naquela época.
Por que que hoje seria diferente, né? E o ambiente que a gente vive, alguns lugares nós seremos mais, outros menos, né? O que a gente precisa é crer é que Deus está no controle e a gente precisa propagar o evangelho, como tu acabou de falar, né?
Exatamente. Eu vejo que Paulo, e não só Paulo, toda a Bíblia e Novo Testamento em especial, deixa de forma muito clara ali a submissão e o respeito à autoridade, né? Então o cristão é alguém que vê a autoridade como alguém, como algo a ser respeitado, seja na política, seja na igreja, seja na família. Não sei tu, Ed, mas eu tenho autoridade na minha vida a quem eu devo respeito. No meu trabalho é uma delas, por exemplo, né? Certamente você também, todo mundo acha que tem, né?
Então esse é um ponto muito importante. Ou seja, eu posso discordar do presidente da República, eu posso discordar de quem eu quiser, Mas eu não vou deixar de reconhecer a sua autoridade. Agora, claro, né, o João Batista é um exemplo muito bom, né? João Batista perdeu a cabeça por ter feito o quê? Por ter criticado uma autoridade, porque a autoridade estava em pecado, em pecado claro, nítido, né? Não era porque João Batista tinha uma posição política diferente da autoridade, né?
Simplesmente isso, meramente isso, não era. Então nós como cristãos também somos chamados a ser vozes proféticas. A gente Ele usa esse termo, né? Assim como os profetas, é o mesmo exemplo, né? Então a gente não tem medo de mostrar: olha, isso aqui tá errado, a corrupção tá errada, pessoas passando fome tá errado, a injustiça tá errada, a maldade acontecendo tá errado. A gente não tem receio de mostrar isso, né? Isso também faz parte do reino de Deus, faz parte do viver a vida com Deus.
Agora, a gente não faz isso, a gente não faz isso para se rebelar contra autoridade pura e simplesmente. A gente faz isso porque A gente tá sendo fiel ao nosso Deus e aquilo que ele colocou na gente, né? Eu ansei pelo seu reino. E aí, né, no que a gente puder fazer para que as coisas sejam melhores, a gente faz. Nem tudo a gente consegue fazer, mas o que a gente puder fazer, a gente faz. Mais ou menos por aí, eu acho.
Esse exemplo que tu citou do João Batista, ele é ótimo porque a gente percebe que João Batista viu algo errado na autoridade, né? E ele foi alertar ou confrontar, né? Exortar, vamos dizer assim, a autoridade. Mas ele simplesmente foi lá e falou. Ele não, vamos dizer assim, ele não foi lá depredar a casa. Ele não foi, vamos dizer assim, criar um motim na cidade pra se rebelar e tal. Ele foi diretamente lá e falou. Ou seja, João Batista, ele estava sendo o quê?
Político, né? Ele estava exercendo da política no sentido de se importar com a sociedade. E vendo que a autoridade, ela estava fazendo algo que desagrada a Deus. E por desagradar a Deus, a sociedade inteira poderia sofrer, né, o juízo de Deus, né, por causa das consequências do pecado, né. Porque foi o que aconteceu com várias situações em Israel, né. O rei fazia coisa errada, o povo todo sofria com isso, né. Então o João Batista, ele pensou no todo, né.
Mas o que eu quero citar é o que tu falou, né. Ele não foi lá se rebelar, né. Tipo assim, no sentido de, não, vamos fazer aqui agora, vamos destruir tudo, né. Vamos fazer aqui um...
É, ele não armou uma conspiração. Até porque... Ele poderia ser um oportunista e falar assim, ah, então quem vai ter o poder sou eu. E tem muita gente que olha por esse viés às vezes, né, que acha que é uma disputa do poder pelo poder. E não é sobre isso. O cristão não age assim. O cristão, na verdade, tomado inclusive pelo Espírito Santo de Deus, ele tem o dever de se inconformar com o erro. Essa que é a verdade, né? O cristão tem esse dever.
E independente do que vai acontecer depois, não, não, a questão não era ali sobre a sucessão de Herodes. Acho que foi Herodes que João Batista, isso, isso, né, foi, né, um deles, né? Acho que era eram antipas. Não era, o João Batista não tava preocupado assim com a sucessão, com o futuro do sistema. Ele simplesmente viu algo errado e ele se indignou e se manifestou contra algo errado. E o cristão então faz isso, ele pode se posicionar, e creio que deve se posicionar contra algo errado, mas ele não tá, não é sobre ter o controle de tudo que vai acontecer, ou como tu disseste, né, como, sei lá, se rebelar de uma forma muito pouco Como é que eu vou dizer assim, de uma forma sem pensar, né, simplesmente fazer loucura, vamos dizer assim, né.
Não é sobre isso, é sobre reconhecer o que tá errado. E aí já acho que eu tô entendendo onde tu quer chegar, é procurar seguir as regras do jogo. Sim, fala o que tá errado. Ah, quer mudar as coisas? Beleza, existem regras, existem princípios que você pode fazer. E nós cristãos, a gente também defende a transparência, honestidade e as regras, vamos dizer assim, né. Em todo lugar que a gente vai, a gente não quer ser visto como alguém que descumpre regras, né, a não ser que elas firam o caráter de Deus, né.
Então, na política, a gente deve, se a gente tem liberdade de expressão inclusive, para poder falar algo que tá errado. E a gente procura fazer as coisas dentro das regras do jogo. Vou te dar um exemplo, Ed. Ir para rua e se manifestar tá dentro das regras do jogo, pode fazer isso, com certeza. Agora, ofender assim, sei lá, dar tiro numa autoridade, não me parece que isso tá nas regras do jogo. Claro, lá atrás tem uma discussão que a gente pode fazer, né, Hitler, né?
E se Bonhoeffer conseguisse lá junto com seus parceiros lá destituir irrita, né, e matar a risada. Será que daria ou não? Eu acho que é uma outra discussão que eu não sei se a gente vai estar agora, porque também a gente tá falando mais de Brasil. Mas em resumo das coisas, a gente vai evitar ao máximo tudo aquilo que afronta o caráter de Deus, né? Então desonrar as autoridades afronta. Agora assim, eu vejo o presidente, vamos supor, o presidente da República, seja ele qual for, tá, fazendo algo errado, claramente errado, eu posso falar isso, tá errado, eu posso falar isso.
Agora tirar para ofender, chamar de tudo quanto é coisa, né, desumanizar, né. Até porque o presidente da República é um cara que a gente pode evangelizar também, né, também foi amado por Deus na cruz de Jesus, né. Então de repente não é o caminho a ofensa, o desumanizar, mas o criticar possivelmente sim. E seguir as regras do jogo, se manifestar, se envolver politicamente se assim a pessoa quiser, de forma clara, transparente, honesta, né.
Então é possível o cristão fazer parte de uma mudança, ser agente da mudança, se indignar, mas é importante também ele zelar por aquilo que o faz dele um cristão, pelo caráter cristão, que é seguir as regras do jogo de preferência, né, e honrar as autoridades. Ele sempre tem que ter isso em mente.
Muito bem, Thomas, eu acho que ficou bem claro aí, né, sobre o que que é política. E a gente viu até que a Bíblia comenta bastante sobre isso, né. E diante disso, né, a gente já percebe que nós como seres, né, humanos, cidadãos de país, né, nós não temos muito como, né, não nos envolvermos com a política. Eu digo assim, quando a gente, quando eu falo envolver com a política no geral, né, porque a gente às vezes pensa se envolver com política é só no sentido, ah, eu tenho que fazer parte de um partido, eu tenho que, sei lá, me candidatar, né, coisa assim.
Mas não é nesse sentido, porque tem, tem esse ponto também, né, mas no sentido de que nós como cristãos, nós de certa forma temos o dever né, de se envolver com a política no sentido de se preocupar com aquilo que tu falou lá no início, com o ambiente ao nosso redor, com as pessoas ao nosso redor, saber se as coisas estão sendo feitas de uma forma justa. Obviamente também não no sentido de que nós queremos que agora, no caso do Brasil, né, o Congresso seja todo cristão, né, não é esse o sentido, mas é que mesmo não sendo cristão, mesmo nós tendo um Estado laico, que as leis sejam justas, né.
Que as leis protejam as pessoas, que a lei, que as leis elas deem direitos e deveres para as pessoas, valorizem, né, as pessoas, né, e não sejam leis exploratórias de perseguição. Ou como tu falou ali dos países, né, como Afeganistão, Coreia do Norte, que na verdade são o completo oposto, né, daquilo que Deus ele quer. Mas quando então a gente relaciona a política com a fé, como que, como que ocorre essa relação? Como que a fé vai entrar nesse meio se eu acabei de falar, né, que a ideia, né, não é que a gente tenha um país cristão assim no sentido que nós vamos voltar lá no Antigo Testamento, viver com o povo de Israel tava vivendo com Moisés, né?
Poderia ser também, né, mas não é o caso que a gente vive no Brasil, por exemplo. Que nem eu disse, é um estado laico, né? Mas como então a nossa fé vai se relacionar com a política que a gente vive? Como que ela vai influenciar a nossa atuação política, né?
Muito bom, Ed. Eu acho que assim, quando a gente fala de política, eu vou direto ao ponto aqui, porque as pessoas já vão pensar na política partidária, né? Eu acho que a gente tá indo para esse lado, né? Como você disse, quando a pessoa se importa com a rua ao seu redor, eu diria com as pessoas ao seu redor, né, que o cristão ele não tem como não fazer isso, ele é chamado a fazer isso em todos os textos da Bíblia, eu diria quase, né?
Se importando com as pessoas ao seu redor, ele já tá fazendo política de alguma forma, ele tá se envolvendo com o mundo ao seu redor, como você bem disse. Agora também existe a política partidária então, que é uma outra forma de tem a ver com a política, uma forma, diria, um grau acima na questão de configuração política de uma nação, né?
Nesse sentido, é tipo assim, ó, todo cristão que lê a Bíblia e aprende sobre Deus faz teologia, querendo ou não, tá fazendo teologia. Mas existem os teólogos que vão estudar a teologia. Então vamos dizer, tu vai um passo além, né?
Isso, que vão gastar a vida fazendo isso, exatamente, né? Eu não tô dizendo que para Deus é mais importante ou menos a política partidária, não tô dizendo Mas para um poder dentro, para ter, para estar no poder, digamos assim, dentro de um estado, sim, faz diferença, né? A política partidária, as eleições, faz diferença, né? Então, por exemplo, um político que é candidato e vence uma eleição, ele tá numa situação diferente de alguém que não tá nem aí para isso, mas tá se preocupando com as pessoas ao seu redor, né?
Uma situação diferente no sentido de poder mesmo, de poder civil. Dito isso, grande Ed, eu vou passar então para política partidária, né, que é uma coisa estranha para a maioria das pessoas que eu conheço, pelo menos, e para a maioria dos cristãos que eu conheço. É A maioria das pessoas, como eu por exemplo, não foi criada pensando assim, cara, eu posso estar num partido, eu posso me envolver, eu posso me candidatar, eu posso apoiar alguém.
Isso é uma coisa muito estranha e ainda até muito mal vista por muita gente. Eu vejo que muita gente parou de ter um olhar tão ruim em relação a isso porque percebeu que se não se olhar para isso, outros vão olhar. E aí a gente vai então ficar refém do que outros estão fazendo, por mais que a gente creia que nada da soberania de Deus, né, vai acontecer isso. Então um cristão, ele pode se envolver na política e na política partidária e no processo eleitoral que nós estamos passando agora, né.
Ele pode falar com Deus e conhecer a si mesmo, no sentido de conhecer a criação de Deus em si, né, para entender o que que faz sentido ele fazer. Pô, de repente ele quer se envolver num partido, ele pode. Ele quer se candidatar, ele pode. Ele quer apoiar alguém, ele pode. Ele quer mais ouvir e acompanhar de longe, ele também pode, né? Mas um cristão, ele pode estar na política? Então eu defendo é de que ele esteja na política abraçando pautas que sejam coerentes com a fé, né, com o reino de Deus, que aí vai ao encontro daquilo que a gente já mencionou, né?
Então lutar contra a maldade, o que é errado, e defender o que é certo, aquilo que vai fazer bem para as pessoas, vai fazer bem para o povo, né? Claro, há discussões em alguns pontos de como que isso vai acontecer, Por exemplo, o imposto deve ser um pouco maior ou um pouco menor, né? O que que não deve acontecer? O imposto não deve ser abusivo. A Bíblia inclusive condena isso, e claramente isso leva a um peso, né, desproporcional nas costas das pessoas.
Ao mesmo tempo, também não é correto a gente achar que um estado vai desassistir as pessoas que precisam, né? Pessoas talvez pobres ali, ou pessoas que necessitam de questões básicas de vida. Também não faz sentido a gente achar que um estado não vai prestar atenção nessas pessoas. Não seria correto também diante da palavra de Deus. Aí o o percentual disso, o quanto isso para cá, o quanto para lá, são discussões que vão acontecer na arena política, na arena pública, e não são coisas que a gente resolve às vezes em pouco tempo.
Depende muito de qual cidade a gente tá falando, de qual país a gente tá falando, de qual situação a gente tá falando, né? São situações específicas, né? Eu chamo até de situacionais, né? Numa situação pode ser de uma forma, na outra situação pode ser de outra forma. Agora, alguns pontos que são cruciais, vamos pensar numa pauta que é a pauta da corrupção. Eu não posso discutir sobre mais ou menos impostos com alguém que tá roubando dinheiro público, porque aí a gente tá perdendo uma questão básica para estar no ambiente público, que é a transparência, honestidade.
Ou com alguém que tá, sei lá, cometendo homicídio, ou com alguém que tá explorando outras pessoas, né? Então quando se trata de Brasil, que é o nosso país, tem algumas coisas muito sérias que ocorrem, né? A gente vê também que a política é muito usada para, digamos assim, usar cargos legítimos muitas vezes para colocar pessoas que nem vão trabalhar, né? A gente viu, são funcionários fantasmas, né? Ou às vezes uma quantidade imensa de cargos que não precisariam de fato, né, que fogem ao escopo da discussão, né?
Qual que é a discussão legítima? Ah, um pouco mais, um pouco menos. Mas no Brasil a gente vê que foge disso, que às vezes é uma imensidão de cargos que é justamente para colocar pessoas ali para ganhar muito sem fazer nada, né? Que o termo para isso é sinecura. Ou seja, isso é uma coisa imoral, isso afronta, né, o bom senso, afronta o cidadão, as pessoas que trabalham honestas e dignas e tal. Então no Brasil a gente tá nesse ponto, né?
Isso os dados mostram, não é só minha opinião, né, que o Brasil é um país com um alto índice de corrupção. Os dados mostram. O Brasil é um país que as pessoas não confiam umas nas outras, tem baixa confiança social. Isso os dados mostram.
Isso é um problema, é uma low trust society, né, pessoal fala.
Pois é, exatamente. Então assim, então o cristão ele pode se envolver pensando em boas causas, né. Eu acho que tu sabe, né, quem nos escuta, creio que saiba também, acredito. Ou se não sabe, eu vou falar agora. Eu sou alguém que se envolve na política partidária né? E eu tenho algumas pautas que eu adotei porque elas me tocam mais e eu tenho mais o que falar sobre elas. Por exemplo, a pauta da corrupção, da educação. Alguém vai discordar?
Algum cristão vai discordar que a educação tem que ser boa? Eu acho que não. Como a gente faz isso é uma discussão legítima que pode ter divergência, inclusive entre cristãos. E aí vem a questão da argumentação, do estudo. Enfim, às vezes não tem um certo e errado necessariamente, mas a educação tem que ser boa. Quando a educação não é boa, a gente tá roubando a dignidade das crianças e adolescentes, a gente tá fazendo com que elas não, como é que eu vou dizer, impedindo com que elas se desenvolvam plenamente, né?
Inclusive como criaturas a imagem e semelhança de Deus. Enfim, até no contexto judaico-cristão, né, você precisa saber ler para ler a Torá e ler a Bíblia, né? Só um exemplo, né? Ler e pensar também para entender, né, e para interpretar a Bíblia, né? Então educação. Outra pauta da corrupção. Alguém vai discordar que a corrupção é algo terrível e tem que diminuir? Ninguém vai discordar. A gente sabe inclusive que todo político é contra corrupção, mas quando a gente vai ver na prática, são poucos os que de fato lutam, né?
Então são pautas, por exemplo, importantes. Agora tem outras, né? A pauta da pobreza é uma pauta importante. De fato, a pobreza é algo que rouba a dignidade das pessoas. A pauta, por exemplo, econômica, né, de infraestrutura também, de acesso à questão de infraestrutura. A pauta da saúde, por exemplo, a pauta da saúde é uma pauta importantíssima, né, que eu também atuo quando posso. Mas se eu te falar assim, ah, o Thomas, ele é um médico, não, Thomas não é um médico, né?
Eu não vou falar da saúde como se fosse um médico, né? Posso lutar dentro das coisas que me cabem, mas o Thomas é um professor. Então, na educação, eu tenho um pouco mais de afinidade, Então tem N pautas, não tem só uma ou duas, tem N pautas. Eu diria que todas as pautas, todas elas, a gente pode olhar de uma perspectiva cristã. E não é tão difícil assim entender o que que seria bom do ponto de vista cristão. E até quem não é cristão concorda, né, que a educação tem que ser boa e não dá para ter um país com— Agora, como se vai fazer isso pode ter divergências, inclusive entre cristãos.
Então, para concluir essa minha resposta, eu vejo assim, Ed, que não tem um partido político, é o partido de Deus. Deus, o partido cristão. Eu tô num partido, mas esse partido não é partido de Deus, entendeu? Eu vejo que tem partidos que a gente, digamos assim, ou bandeiras dentro de partidos que podem convergir com a fé cristã, né? Agora também às vezes tem grupos políticos, que é um termo talvez melhor, ruins, outros bons, né?
Grupos mais honestos, outros menos honestos. E aí cabe ao cristão que vai se envolver saber entender onde ele tá pisando também. Se eu for caminhar na rua agora de noite, eu vou olhar se tá iluminada, eu vou olhar como é que o eu vou analisar se eu tenho que ir de chinelo, eu tenho que ir de tênis. A gente vai olhar por onde pisa, isso é uma questão muito básica, né? O cristão na política, ele deve ter essa expertise também, que algumas pessoas talvez não querem estar nesse meio, querem trabalhar de outra forma, mas algumas pessoas querem, podem estar, mas elas têm que ter essa atenção. E também pedindo sabedoria a Deus que as guie, né?
O que acontece, que que eu percebo, né, Thomas? Até trazendo essa questão da política partidária, né? Eu percebo assim que pela falta de compreensão, né, agora falando mais da área dos cristãos, né, sobre essas questões de política, política partidária e tudo mais. As pessoas, elas se esquecem de analisar de uma forma fria e calculista os temas, as propostas e o que que os partidos e até mesmo os candidatos políticos e tudo mais, eles seguem, né?
Porque me parece que muitas vezes, né, em alguns casos, o partido ele é tipo o time de futebol da pessoa, sabe? Sabe, tu começa a seguir aquele partido, indiferente do que aconteça, se tá ganhando, se tá perdendo, se mudou o time, se agora tá usando uma formação diferente, uma estratégia diferente e tal. Indiferente, eu continuo torcendo para o mesmo time. E aí o partido vira isso. E aí a pessoa como Cristã, ela não consegue colocar aquele partido em xeque, sabe, porque vira quase uma idolatria assim ao partido, né, a bandeira do partido e tal, diferente do que tu tá trazendo, entendeu?
Diferente da gente poder, bom, digamos que eu vou me candidatar, eu vou me afiliar a um partido, então eu vou analisar qual que é a linha, né, desse partido. Ela tá de acordo com o que eu creio, né? Ela, ela, vamos dizer assim, tá falando, por exemplo, essas pautas que tu comentou, né, da forma como eu entendo. Porque tem que, que nem tu disse, tem pautas que são, são muito claras, né? Agora tem pautas que são mais polêmicas. Tipo, sei lá, pauta do aborto.
Até mesmo entre os cristãos vai ter polêmica isso, até mesmo entre os cristãos, né? Tem gente que é a favor, tem gente que é contra. Ok, não vamos entrar na seara dessa discussão, mas o que eu quero dizer, grande maioria contra, né? Exatamente. Mas eu quero dizer assim, faz sentido, digamos, eu sou contra, mas aí eu vou me filiar a um partido que carrega a bandeira do a favor? Ou digamos que eu seja a favor, eu vou me filiar a um partido que contra.
Ou, ah não, porque eu sou desse, eu sigo esse partido desde que eu conheci e tal, e agora eles mudaram a percepção e tá, sabe? Então acho que falta um pouquinho assim desse, desse senso crítico, que eu acho que, na minha opinião, né, porque nessa parte eu sou leigo, tu que é professor tu vai entender mais, né? Mas na minha opinião é, tem muita relação com a educação, de nós termos senso crítico e de nós não sermos não apenas alfabetizados funcionais, mas nós sermos níveis superiores de alfabetismo, que no Brasil é ínfima porcentagem da população que é além de alfabetizado, que é essa questão de ter senso crítico e tudo mais.
E aí eu vejo, começa ali na educação. Nós temos uma educação de qualidade, uma educação que não simplesmente ensina o básico, mas ensina a pensar e raciocinar além, sabe, daquilo que tá sendo que é algo que é uma luta, né? É uma luta que os professores têm, é uma luta que muitas pessoas têm, que é legítima, mas muitas vezes é deixado de lado, né? É muito pelo que, por causa das polêmicas que a gente vive. Daí o que acontece? As pautas que são mais comentadas e discutidas é vamos liberar maconha, vamos liberar o aborto e tal, sendo que, ok, tipo, tá, tem, tem gente que é isso, mas e a educação?
Como tu disse, né, que é o que tu carrega assim né? E educação, como é que tá a educação? Não é mais importante? A saúde, né? Saneamento básico, essas coisas que, entre aspas, são básicas. Aí no fim, sabe o que que me lembra isso? No fim, ao invés da gente discutir se o povo, né, de Roma vai ter encanamento chegando na sua casa, nós estamos discutindo ali qual que vai ser o próximo gladiador que a gente vai botar no Coliseu, porque é isso aí que a gente vai controlar o povo, né?
Que essas coisas que eles querem ver, eles querem ver luta, eles querem ver batalha, quer ver sangue tá errando. Mas e se a gente não der saneamento? Se a gente não der saúde, tá tudo bem, porque a gente tá afastando, né, o foco deles, né?
Complicado. Mas gosta de briga também, isso é verdade. Exato, né?
Então as polêmicas, é isso aí que dá, que dá ibope, né, para o pessoal ficar se degradeando aí. Mas Thomas comentou ali, né, sobre a gente entrou nessa questão de partido, e desde as eleições, acho que de 2018, acho que foi, né, né? Não me recordo se foi a de 2014 ou 2018, mas assim, já temos aí já uns 10 anos para mais que o povo brasileiro começou a se interessar mais por política, porque antes disso era coisa só, né, de bitolado, né?
As pessoas começaram a se interessar, né? E aí, dentro das igrejas, esse interesse também cresceu, né? E as pessoas, elas, né, ficam se polarizando É aquela velha história, né? Agora vamos botar nome, né? Thomas, se tu, se tu, vamos dizer assim, não gosta do Bolsonaro, tu é do Lula. Não existe meio termo, entendeu? Ah, se tu não gosta do Lula, tu é do Bolsonaro. Tá, mas eu não posso gostar dos dois ou não gostar dos dois? Não existe.
Eu não posso gostar do Thomas para presidente? Eu tenho que obrigatoriamente gostar do Bolsonaro, do Lula, sabe? Então a igreja se polarizou, e diante disso, né, é, surge, surge muita demonstração de falta de amor cristão entre as pessoas dentro da própria igreja. E aí eu te pergunto, né, como é que um cristão ele deveria, né, se posicionar, defender as suas ideias diante da política, né? Como tu comentou, existe discussão de como fazer, até mesmo na educação.
Todo mundo quer educação, mas como fazer? Existem debates longos e não se decide, né, discussões e tal, porque tem gente que pensa de um jeito, tem gente que pensa de outro. Mas como é que a gente como cristãos devemos se comportar diante disso? Como é que diante da polarização, das opiniões diferentes, como é que a gente deve agir? E aí, dentro da igreja, mas também com outras pessoas, para nós darmos um bom testemunho, né? Como é que tu diria que o cristão deveria testemunhar a sua veia política?
Muito bom, grande Ed, cara, muito bom. Olha só, né, o que orienta o cristão na política ou em qualquer outro assunto é a palavra de Deus e o próprio Deus, né, através da sua palavra, através do seu Espírito Santo e tal, que nunca vai ir contra a sua própria palavra, né? Então, cara, pensei em política. Antes de pensar em política, tem que pensar naquilo que me constitui como cristão, aquilo que me orienta como cristão. Lembrando que para nós a fé cristã não é um instrumento para eu ter vantagens, seja elas quais forem.
A fé cristã é minha identidade, entendeu? Então, por exemplo, o maior mandamento, né? Amar a Deus acima de todas as coisas e amar o teu próximo como a ti mesmo. Cara, só aí já nos dá indicação de muita coisa. Né? Por exemplo, se eu for amar Deus de todo o coração, ao meu entendimento, eu não vou amar tanto assim o político, eu não vou amar tanto assim o partido político, eu não vou achar que eleições é a coisa mais decisiva da história da humanidade, por mais que politicamente ela possa ser importante, mas para quem é cristão ela não é a coisa mais decisiva.
Deus faz o que quiser a hora que ele quiser. Então eu não vou me apaixonar demais, essa que é a verdade. É claro que quem se envolve, seja como candidato ou como jornalista, sei lá, às vezes isso vai ser o seu, até mesmo seu trabalho, né, vai ser o seu dia a dia. Assim como alguém se envolve com engenharia, Vamos pensar um cristão engenheiro, né? Pô, talvez ele passe 6 dias por semana lidando com a engenharia, então ele vai falar bastante sobre esse assunto, vai estudar muito esse assunto, mas ele não vai deixar os valores, princípios e mandamentos cristãos de lado, né?
Pelo contrário. Então é sempre importante a gente notar aquilo que nos orienta, que nos guia. Não existe o partido de Deus, não existe o político que é só ele para acontecer. Se não for ele, nada acontece, e está nas nossas mãos né? Não tem isso, né? Até porque a gente acredita que o Salvador é Jesus Cristo, não tem outro Salvador, né? É esse, né? E é o Salvador de tudo, né? Das nossas almas e de tudo que importa e que a gente mais precisa.
Não é um líder político civil, digamos assim, mas é o governante de tudo, né? Então é, de certa forma, é político também. Então acho que esse é o ponto, né? Primeiro, a gente ama Deus acima de todas as coisas, a gente ama as pessoas, a gente trata bem as pessoas, respeita. É muito, eu acho muito importante a gente não convive com as pessoas, perceber, cara, com que tipo de pessoa que faz sentido eu trocar uma ideia e conversar?
Essa pessoa, ela tá afim? Ela tá querendo? Ou talvez outra pessoa não queira, ou outra pessoa talvez já não vá, não vai dar certo a conversa. Então também não preciso falar sobre isso, né? Por exemplo, eu e tu hoje à noite, pô, rolou, estamos conversando, a gente quer conversar sobre isso, a gente gosta de conversar sobre isso. Mas talvez tem outras pessoas que não queiram, e não tem problema. Em outras palavras, né, a nossa atuação política não deve manchar nosso testemunho.
Ninguém está imune de errar, a gente sabe que qualquer pessoa pode se equivocar, e aí a gente pede perdão e tudo mais. Mas a gente teria que ter muito cuidado com isso, né? A nossa atuação política, seja ela qual for, não deveria ferir nosso testemunho. E a coisa mais importante que um cristão tem para fazer na vida é anunciar Cristo. O momento de reunião da igreja é para adorar Cristo. E aí o interesse pela política é bom, né?
Pô, que bom que as pessoas estão tão interessadas, mas o interesse é o ponto de partida vida. Eu acho que um problema às vezes é o seguinte, ó: ah, eu me interesso pela política, deixa eu ver aqui o candidato tal, acabou, resolveu, acabou o problema. Não, pera aí, gente, né? Se você se interessa pela engenharia, você estuda 5 anos. E não é só estudar 5 anos, você vai lá e trabalha, você aprende mais. Acredito eu, trabalhando do que estudando.
Em outras áreas é assim, né? Eu não sou engenheiro, então não sei, mas em outras áreas é assim. E você estuda mais e mais e mais, e você se aprofunda, e você conhece coisas que antes você não conhecia. É assim que funciona qualquer área. Eu acho que o problema é que a gente trata política às vezes como se fosse uma coisinha qualquer, quer. Ah, me interessei. Ah, qual que é o candidato bacana? Esse aqui. Pronto, morro, vou até o final com isso aqui, acabou.
Não, você se interessou, que legal. Aí agora você vai se aprofundando. E vou te falar, Ed, cara, política é um campo muito profundo. Eu vou te falar uma coisa assim só para dar uma ideia para quem tá nos ouvindo. Cada notícia que saiu hoje na internet, na rede social, no jornal, ela tem uma intenção. Às vezes a notícia ela é muito correta, às vezes a notícia é muito correta, às vezes não. Às vezes a notícia é só para causar, é só para gerar que ela é só para confundir, sabe?
E aí é importante as pessoas terem essa clareza, essa humildade de estar sempre se perguntando, conversando, pensando, dialogando, se aprofundando, tentando procurar pessoas que talvez estejam mais à frente no assunto, né? Hoje mesmo eu conversei com um amigo que é um ex-aluno, foi aluno meu do 8º, 7º ao 3º do médio, e a gente trocando ideia, ele pedindo minha opinião, sou um pouco mais velho, né? Eu também ouvindo o que ele tem a dizer, porque, porque a nossa visão da realidade ela é sempre parcial, né?
Eu tô olhando uma parte da Então eu vou conversar com as pessoas, eu vou aprofundar, vou entender. E eu posso te dizer tranquilamente que a política ela tem várias camadas, várias áreas, né, profundas e tal. Nem tudo é o que parece, aquela coisa toda. E nem todo mundo sabe de tudo, ninguém sabe de tudo na verdade, né. Então o interesse é muito bom, mas é importante a gente se aprofundar. Um dos pontos para concluir a minha fala aqui nessa resposta que eu acharia muito importante é o seguinte: para o cristão, caráter importa muito.
Muito. Então o que eu sugeriria para todo cristão é o seguinte: nos próximos 6 meses, 1 ano, 2 anos, começa a avaliar lideranças políticas, se é que você não quer ser uma delas. Começa a avaliar e começa a ver se tem coerência e honestidade ao longo do tempo, porque honestidade você não prova em 1 dia, você prova ao longo do tempo, caráter, né? E vai valorizando quem é correto. Eu vejo que muitas pessoas valorizam alguns grupos políticos que volta e meia estão claramente envolvidos com coisas incorretas, né, insistentemente envolvido coisas incorretas, e parece que isso não muda a percepção da pessoa, né.
Então a gente tem que ter essa, essa sabedoria. E assim, segundo a Bíblia Sagrada, né, não tem ser humano que nunca tenha pecado, né, a não ser Jesus Cristo, né. Então eu jamais tenho que olhar para um político e tal e apostar todas as minhas fichas e falar assim, daqui até é para sempre, é esse ponto final. Não, eu vou avaliar inconstantemente. Eu, por exemplo, Ed, eu tenho pessoas na política que eu admiro e que eu já vi que tem caráter, eu já percebi que tem caráter, mas eu continuo observando, eu continuo avaliando, eu continuo refletindo, né?
E são pessoas que eu sei que não são perfeitas, mas uma pessoa, mas pessoas que tem caráter, o mínimo de virtude, os erros delas não são crimes, né? Via de regra, os erros delas são outras coisas, porque elas são pessoas, tem um mínimo de Gálatas, nós também, né? Quem pensa que está firme, cuide para que não caia. Então isso serve para o cristão, imagina para o não cristão também, né? Então a gente acompanha as pessoas, a gente vai selecionando pessoas que são corretas e honestas e demonstram isso na prática, né?
Não adianta só falar, tem que mostrar na prática. Mas a gente jamais deposita todas as nossas fichas em alguém, porque a gente sabe que as pessoas são falhas, não é delas que a gente tem que esperar algum tipo de salvação. Ou solução para tudo na vida.
Exato, exato. E tu sabe, né, falando sobre isso, tu pode ter uma pessoa que tu veja, né, que tem caráter, né, mas que tu não se alinha à pauta dela, né, digamos assim. Tem coisas que ferem a tua fé. E aí, poxa, é uma pessoa muito boa, uma pessoa, né, íntegra, que realmente se importa, né, mas tem algumas pautas que não estão atreladas a ti, não se adequam, né. E tudo bem, também, porque nós somos pessoas diferentes, né? Somos todos diferentes.
Da mesma forma, pode ter alguém que tenha uma pauta que seja igual a tua, mas é uma pessoa que não é íntegra, não tem caráter. E aí, será que tu vai confiar, né? Será que ela vai se manter fiel à pauta que ela está colocando? Ou no momento que ela assumiu o poder, ela vai ir para onde, sabe, o dinheiro dizer para ir, né?
Com certeza não vai ser fiel a pauta não muda por mais que fale.
Exato. É, então eu vejo assim que uma grande, assim, um grande ponto assim que eu vejo assim nas pessoas, que a gente consegue ver, se agora falando não das pessoas que estão exercendo autoridade política, né, mas eu falo de nós, né, cidadãos, né, os cidadãos que vamos votar. Mas eu vejo assim que uma grande questão assim que me demonstra se a pessoa pessoa ela tem um certo, vamos dizer assim, uma certa honestidade intelectual e honestidade na sua fé é se ela é capaz de defender o concorrente dela e criticar aquele quem ela defende.
Que que eu quero dizer com isso, né? Digamos que, né, Thomas, tu participou das últimas eleições ali em Caxias, né, para vereador, né? Foi isso?
Isso, certo.
Digamos que o teu candidato Thomas Thomas aí que participou agora as próximas eleições ali, se esse episódio for lançado antes, né, porque são presidência, para presidência, né, não é para municipal. Mas o Thomas aí tá candidato, né. E aí eu consigo ver, não, Thomas ele tá bastante alinhado com a questão da educação, eu gosto e tal, né, isso, aquilo. Aí vem alguém lá e me fala, é, mas veja bem, né, teve aquele debate lá que o Thomas falou, sei lá, xingou o oponente dele, né?
É, realmente, realmente, o Thomas xingou o oponente dele. Eu acho que isso não foi legal da parte do Tom, sabe? A gente ter essa honestidade intelectual de saber dizer: não, realmente eu não concordo com o que ele fez, eu acho que o que ele fez não foi legal. Ao invés de: é, mas veja bem, né, o outro, né, olha o que que o outro é, né? Tem mais é que xingar mesmo. Percebe como que a nossa fé vai, vai, vai caindo, né? O nosso cristianismo vai, vai se esvaindo, né, embora aí pelo fato de que a gente coloca o político acima de Deus, né?
Tipo, mais importante, eu tenho que defender políticos. Não tem que defender, o político nem sabe que tu existe, né?
É, eu acho que é bem legal, é bem realmente a gente olhar para uma pessoa e saber dizer assim, cara, concordo com essas pautas, mas talvez, mas aqui ele pode ter errado, aquele falou. A gente ter essa capacidade, né, de não endeusar uma pessoa. É só importante também a gente ter noção do que que o que é gravíssimo e o que não é grave, né?
Então vamos supor assim, também tem essa noção, porque às vezes, né, Thomas, às vezes a gente pode não achar o político perfeito no sentido que é exatamente aquilo que eu quero, e a gente vai ter que, a gente vai ter que analisar.
Exatamente. Certamente não haverá esse político perfeito, né? Exatamente isso, né? Agora vamos pensar assim, tem um bom político e um dia ele foi lá, falou uma coisa que eu não gosto, vamos supor, é um exemplo. Né? Ela falou uma coisa que eu não gosto, porque também nem, como tu disse, né, não tem ninguém que vai ser 100% que eu quero, e perfeito também não tem ninguém.
Agora, ele falou que os espíritas são mais importantes que os cristãos, por exemplo.
Pode ser isso aí. Agora, claro, isso é uma opinião bem forte, né?
Não, porque não é algo que vai ferir a política. É forte, mas eu digo assim, não é algo que vai, nossa, afetar a sociedade. É porque talvez ele seja espírita, ele gosta mais do espírito.
Pode ser, exato. Agora tem um outro lá que já foi condenado, provado a sua corrupção, por exemplo, entendeu, cara? Tem níveis de gravidade bem diferentes. Ou o outro cara praticou homicídio, sei lá, né? O outro cara é conhecido por tirar proveito, por enrolar todo mundo, né? Então é importante a gente ter essa noção também, e também cada um avaliar aquilo que para si pesa mais ou menos. Evidentemente que tem coisas que deveriam pesar mais para todo mundo, né?
Sabe, vou dar um exemplo disso Fred, nessa disputa Lula e Bolsonaro, quando vai, quando teve o segundo turno na última eleição, né, e talvez o segundo turno dessa próxima venha acontecer isso, talvez, né, as pesquisas estão mostrando alguma coisa nesse sentido. Tem muitas pessoas que falam assim, cara, eu não gosto do Lula, mas Bolsonaro para mim é pior. E o contrário, eu não gosto do Bolsonaro, mas o Lula para mim não dá. Então as pessoas já fazem esse peso, né, essa balança assim de critérios, né.
E é normal, as pessoas vão fazer mesmo. E E tá ok. Eu acho que, como tu disseste, né, existe a diversidade. Deus também se manifesta nessa diversidade, né? Mas é importante, na minha percepção, que o cristão possa ir tendo clareza disso, né? O que que é grave aos olhos de Deus e o que que talvez é menos grave? No sentido assim, ah, o cara aumentou um pouco o tom de voz, tá, eu não gostei do tom de voz que ele falou, mas ok, isso talvez não seja tão grave.
Ou outro cara lá roubou né, fraudou. Bom, eu acho que isso é grave. Então esse, esse é um ponto importante também. Até uma coisa que a gente brinca, né, que não existe pecadinho e pecadão, mas tem algum texto bíblico que fala assim de pecados e pecados, enfim, ou tem pecados com gravidades maiores, digamos assim, né?
Não vou lembrar agora do texto bíblico, mas tem o texto de 1 João que fala que tem pecado que leva à morte, né, por exemplo, né?
É, é, né? E a gravidade então, a consequência do pecado, a gente não, a gente consegue observar isso claramente, né?
É que tipo assim, a questão do pecadinho e pecadão é que para Deus perdoar não tem pecadinho e pecadão. Mas só que quando a gente tá falando da sociedade, tu matar uma pessoa e enganar o Imposto de Renda é bem diferente, né?
É, tu acha que enganar imposto também seja, né, sonegar imposto seja crime? Também é o grave, né?
Sim, é grave. Mas eu digo assim, tipo assim, né, tipo, tá tirando a vida de uma pessoa e ali tu tá sonegando. Então os dois são coisas graves, né? Mas nossa, Tipo, é diferente, né?
Diferente. Agora, isso aí, tu deu dois exemplos, né? Homicídio, sonegar impostos. Dois são crimes com gravidades diferentes. Agora, um outro caso é alguém que tem uma opinião sobre imposto diferente da minha, tá? É diferente da minha, mas é uma opinião legítima, né? Então é uma gravidade muito inferior aos outros dois pontos. Então, por exemplo, vamos lá, se eu tenho uma pessoa que tem uma opinião sobre imposto diferente da minha, mas eu tenho um outro que sonega ou que mata e tal, né?
Eu vou valorizar quem não comete crime. Enfim, né, tem que ver também qual que é a opinião do cara. Se o cara acha que tem que taxar 100%, bom, é grave também, né? Mas enfim, eu acho que é esse ponto, né, esse ponto da gente saber dosar. Eu acho que ter sabedoria para saber dosar. Tem muitas pessoas que às vezes também vão cair um pouco nessa falha assim, né? E muitas vezes a imprensa vai jogando do jeito dela, vai mostrando, e as pessoas as pessoas vão— vou te dar um exemplo, Ed.
É bem comum no segundo turno, e no Brasil isso infelizmente acontece de fato, mas se pintar um quadro— ou no primeiro turno, vamos, primeiro turno— se pintar um quadro de que todo mundo é igual, já ouviu falar isso certamente? Não, é todo mundo igual, vai, é tudo mais do mesmo, né? Cara, essa é uma fala perigosa, não é verdade, sinceramente não é verdade. Vamos pegar os candidatos a presidente, e só lembrando que não tem só presidente, tem senador, deputado federal, governador.
Eu vou pegar presidente, tem 5 que estão em primeiro nas pesquisas, né? 5 primeiros, tem até mais, 6, 7 e tal. Cara, não são todos iguais. Você tem os primeiros ali que é Lula e Flávio Bolsonaro, aí depois você tem um Renan Santos que é outra coisa, tu tem um Zema e um Caiado que é outra coisa, tu tem um Augusto Cury que é outra coisa, entendeu? É, não são todos, né? Sabe? Ah, tu tá dizendo que um é perfeito? Não, não tô dizendo isso.
Eu tô dizendo que alguns têm acusações muito graves contra eles e outros não têm. Agora, dependendo da notícia que tu pegar, vai parecer que é tudo igual, né? Vi uma notícia hoje sobre um desses candidatos dizendo assim, ó, olha a notícia que eu vi hoje, tá, Ed? Fulano de tal usou tanto do fundo partidário, só que ele não disse que não ia usar, e ele pode usar, é legal usar, é legalizado. Ele era contra um tempo atrás, mas deixou de ser contra.
Eu sei do que eu tô falando porque eu acompanho a política, esse é o ponto, né? Em outras palavras, Ed, ele tá fazendo algo que ele pode fazer e não tem nada de errado que ele tá fazendo. Só que do jeito que aparece a notícia, parece que é uma coisa ruim, compreende? Com certeza. Aí E aí às vezes a pessoa desavisada vai olhar o seguinte: fulano de tal usou tanto do fundo, que ele pode usar, é legal. Aliás, todos estão usando bastante do fundo.
E aí ele olha uma outra notícia que fala assim: fulano de tal está envolvido no roubo dos aposentados. Cara, são coisas totalmente diferentes uma da outra. Você usar fundo partidário, que é legal, é uma coisa. Roubar aposentados é outra totalmente diferente. Uma é crime, a outra não tem nada de crime. Mas às vezes para o desavisado pensa assim, ó: pronto, é tudo igual, todos eles têm algum problema, todos eles têm. E não é assim.
Até o cara do fundo você poderia criticar ele dizendo assim: ah, ele já foi contra, agora tá usando. E ele tá usando porque se ele não usar, ele não consegue nem aparecer na rede social, talvez. Mas enfim, você até pode criticar uma incoerência talvez de discurso, mas isso e roubar aposentado são coisas totalmente diferentes, né? Então essa clareza que as pessoas precisam ter. Agora, quando se pinta um quadro, e às vezes isso acontece de propósito por alguns interesses, de que todos são iguais, isso é ruim, porque não é verdade que todos são iguais.
Né? Não é verdade. Então as pessoas têm que ter essa clareza: nenhum é perfeito. Então podemos dizer assim, ó, todos são iguais em não ser perfeitos, mas o histórico deles não é todo igual, todos iguais, as virtudes e até mesmo as intenções e o plano de governo não são todos iguais, as alianças deles não são todas iguais, né? Então acho que esse é, essa, o pensamento crítico, essa criteriosidade, né, que a gente trouxe aqui é importante.
É, o que eu vejo assim também é de a gente se desvencilhar dos rótulos, né? Porque por causa, né, dessa polarização, por causa dessa questão das notícias, redes sociais e tudo mais, principalmente pelo fato que, por exemplo, essa notícia que tu citou, que tu viu hoje, 98% das pessoas não vão ler a notícia, vão ver só a manchete, só o título, né? Só isso.
E o jeito como ele tá escrito, né?
O jeito como ele tá escrito. E se bobear, elas vão ver só lá, não vão ver nem no site site da notícia. Elas vão ver, tipo, na rede social um print que foi enviado pelo WhatsApp, entendeu? Elas nem sabem de onde é que veio isso, mas isso já é suficiente, né? Então aí as pessoas ficam atrás dos rótulos, né? Não, eu sou direita, eu sou esquerda, eu sou centrão, sou conservador, sou progressista, sou Bolsonaro, sou Lula, coisas assim.
Mas esquecem que nós, como cristãos, nós não temos que ficar aliados a um rótulo político, porque a nossa identidade não tá aí. A nossa identidade tá em né? Obviamente que talvez a gente vai ter mais afinidade com alguma dessas frentes políticas. Talvez você possa ter mais afinidade com a direita, com a esquerda, um viés mais conservador, um viés mais progressista. Daqui a pouco você, que a gente citou antissocialismo, né, daqui a pouco você goste mais do socialismo, sei lá, né?
A questão não é o que você gosta ou o que você entende que a sua fé é traduzida nessa, nessa vertente política. A questão é nós nos rotularmos e acharmos que a nossa identidade tá aí, que a gente tem que defender com unhas e dentes, e deixar, por exemplo, a questão do amar ao próximo, o seguir a verdade em amor que Paulo fala em Efésios 4, para defender uma vertente política. Da mesma forma como pessoas fazem isso e se matam por causa de futebol, por causa do seu time de futebol e tal.
A questão Então é, nós podemos torcer para o time, podemos torcer, né, no dia das eleições, porque aqui o nosso político vença, aquele nosso não, né, não é nosso, mas aquele que a gente vota, que a gente tá apoiando, né, que a gente tá fazendo campanha e tal. Podemos, não tem problema nenhum, mas a nossa identidade não tá nisso, né? Nem a nossa cidadania é daqui. Nós não somos, no fim de todas as coisas, nós não seremos brasileiros para a eternidade.
Nós, a nossa pátria celestial, né? Então eu acho que nós temos que ter que ter essa consciência de muitas vezes saber que, bom, acho que diante do que está acontecendo, diante das mudanças que o partido teve, ou que o político que eu ia votar teve, eu acho que eu vou ter que repensar meu voto. Eu acho que eu vou ter que repensar em que eu estou apoiando. Às vezes, daqui a pouco, né, Thomas, tu, como tu é bem envolvido com política, daqui a pouco a pessoa pode ser afiliada a um partido e ela vê que o partido daqui a pouco mudou a presidência ali e mudou também as propostas, né, mudou o rumo.
E daqui a pouco tu tem que sair desse partido, tu vai ter que sair e ir para um outro, né. Não quer dizer que você tem que abandonar a política, não é isso. É importante que você esteja envolvido, mas vai ter que ir para um outro porque esse aí já não te representa mais, né. Ele já tá ferindo algum, algo da sua fé, né. Então é que nem tu falou, né, tem que avaliar, né, Thomas. Tem coisas que são críticas e coisas que não são críticas, né?
Então tem coisa que, por exemplo, ah, o partido agora ele é a favor, sei lá, de aumentar o imposto, né? Sei lá, 1%. E aí tu pensa, não, isso aí não é algo para mim, não é algo tão crítico, né? Não, tudo bem, não vai ferir, né, minha fé e tal, né? Agora o partido agora ele é a favor de, não sei, pena de morte, e você é contra a pena de de morte. Aí já é alguma coisa mais grave, né? Porque, ah não, também para mim não é tranquilo, ok?
São coisas assim que a gente tem que analisar o que que é grave, o que que não é grave. Que nem tu falou bem, tu explicou bem, né? Tem coisa assim que tipo que nem roubo, corrupção, pessoas envolvidas em crimes, né, já esclarecidos, né? Não dá certo, né? E acho que tu também citou também, né, Thomas, algo muito importante para a gente, para o nosso nosso ouvinte, isso também me chamou atenção, da gente conhecer com quem que essa pessoa se associa, né?
Sim, quem que são os parceiros, né? Com quem ela está associada. Porque talvez essa pessoa ela seja uma pessoa boa, ela tenha caráter e tudo mais, mas ela tá associada, sei lá, uma facção criminosa ou a ditadores, né? Associado a outros políticos conhecidos por se envolverem em escândalos de corrupção e muito mais. E aí, será que essa pessoa que tem caráter, ela é forte o suficiente para não ser influenciada por esse outro político?
Exato.
Então, coisas, né, analisar. Acho que foi bom que tu trouxe isso.
Vou pegar um exemplo aqui, né, e o ouvinte é inteligente, ele vai entender, creio eu, que o que eu tô dizendo aqui. Vamos pegar o Nicolás Maduro, né, o ditador da Venezuela, que foi preso, né, para os Estados Unidos. Vamos pegar esse, esse é um case interessante, né. Quem acompanha o mundo político, não há ninguém que os crimes de Maduro. Então os crimes de Maduro, eles não estão, pelo menos na comunidade internacional, entre pessoas que conhecem, eles não estão em discussão.
As perseguições políticas, eleições fraudadas, torturas e mortes, pobreza da população venezuelana e enriquecimento de Maduro. É muito claro, né, assim, é o tamanho do impostor que ele era, semelhante a outros regimes como Afeganistão e Coreia do Norte. Não digo igual, né, né, tem diferenças, mas nesse sentido imoral, né. E aí, por exemplo, tem políticos que são aliados, que sempre foram aliados. Aí cabe avaliar, né, o político que foi, vamos supor que Maduro tava, quando Maduro tava no poder, tem políticos que foram conversar com Maduro, assim como conversam com Vladimir Putin, por exemplo, ou outros, né.
Pensa quem que você quiser, Trump e tal, né, porque é um chefe de estado. Então vamos supor o Thomas aqui, né, ou o Ed, O Ed é o presidente do Brasil, é cristão, ele evidentemente preza pelo respeito à dignidade humana e tal. O presidente da Venezuela é o Maduro. O Ed talvez tente conversar com Maduro porque, por mais que ele não concorde com Maduro, é o chefe de Estado, e talvez por boas intenções vai ser melhor ir lá falar com ele do que não falar.
Aí é um debate legítimo. Será que é melhor não falar? Será que tem que ir lá conversar? É um debate. Agora, isso é uma coisa, vou dar uma de João Batista. Exatamente. Agora, você ser um aliado de primeira mão, mesmo após os crimes sendo revelados, você mostrar mostrar que você está abraçado com essa pessoa até o final, isso é estranho. Aí isso já faz com que eu já gera uma reprovação. Esse é o fato, esse é o fato. Então esse é um ponto sobre as alianças que a gente tava mencionando, né, que a gente tem que avaliar, a gente tem que avaliar.
Esse é um exemplo por aí. Isso tem na política municipal aqui em Caxias, ali em Bento, né. Eu acho que são cidades que têm muitas coisas positivas, inclusive na política. Tem bons políticos em Caxias, em Bento, mas tem políticos ruins também. Também. E tem que se avaliar essas questões de alianças e tal. E outra questão que tu mencionou muito bem, Ed, é a questão da divergência entre cristãos, que ela é possível. Por exemplo, é possível uma divergência se o imposto tem que ser 1% maior, 1% menor.
Dá para divergir nesse ponto, dá para divergir na forma de conduzir a educação, se ela vai ser totalmente pública, se ela vai ter um elemento privado, se vai enfim pagar voucher para o adolescente que precisa estudar em escola privada, ou se vai investir na infraestrutura da escola pública. Enfim, a divergência ela é possível, inclusive entre esquerda e direita é possível, né? Eu diria assim, você tem cristãos muito coerentes, genuínos, na direita, no centro, na esquerda.
Agora, todo esse cristão no centro, na direita, na esquerda, é muito importante assim ele avaliar o tempo inteiro se o que ele tá fazendo e falando tem um mínimo de coerência com aquilo que acredita. E eu também avaliar, olhar para esse cristão e ver se tá tendo coerência. Então tem, por exemplo, pessoas que se dizem cristãs na política que eu olho e ao longo do tempo eu falo assim, cara, não tem coerência. Por exemplo, vou te dar um exemplo, Ed. Tem alguma coerência um político se batizar várias vezes depois de adulto?
Não faz muito sentido, né?
Por que que ele tá fazendo isso?
Pois é, aí entra aquela questão das notícias e tudo mais, que nada é por acaso, tá tentando passar alguma mensagem, tá tentando fazer, né, falar algo através disso, porque não teria por que fazer isso, né?
Não teria por quê. Podemos falar que isso é um crime? Bom, não é um crime. Agora, do ponto de vista da teologia cristã, é algo esquisito. Assim, essa pessoa não me transmite ser um cristão evangélico, né, coerente.
Não transmite seriedade no que tá fazendo, né?
No mínimo É isso. Acho que é porque se a pessoa depois de adulto se batiza 4 vezes, é, ela não tá levando o batismo da forma como a teologia cristã propõe. É um fato, né? Agora, tem cristãos, por exemplo, que não, talvez não sejam da minha linha ideológica, que eu vejo coerência no centro. Tem cristão de esquerda, por exemplo, da direita também, mas que vão ter uma pauta ali da, pelos mais pobres que mais precisam. Na direita ali pela questão das liberdades de expressão ou mesmo econômico.
Né? Eu sou um cara mais à direita, né, para ser honesto com o nosso ouvinte ali. Mas, por exemplo, eu vou enxergar cristãos na esquerda e vão ter uma pauta muito forte da questão ambiental, por exemplo. A questão ambiental não é uma— eu, eu do meu lado aqui não é uma pauta de esquerda ou direita, uma pauta importante. Evidente, como você vai conduzir isso aí é um outro papo, né? Outro papo. Agora, zelar pelo meio ambiente é algo importantíssimo.
E se a pessoa de esquerda tá zelando pelo meio ambiente e tá sendo bem-intencionada, coerente, sabe? Ela tá demonstrando coerência. Eu vou citar um de centro aqui que eu acho que é o nome que vale a pena ser citado, Ed. Carlos Bezerra, um político paulistano que relaciona muito a questão de fé e política. Ele é mais ao centro, uma centro-direita talvez. Pô, é um cara que eu vejo coerência no que ele fala. Eu vou concordar com tudo?
Talvez não, mas a divergência que eu vou ter com ele vai ser uma divergência dentro da divergência possível. Possível, porque eu vejo ali sinceridade, né? Eu vejo ali coerência, né? Então esse é um ponto, né? E ao mesmo tempo ter o cuidado que isso também acontece na esquerda e na direita, para agenda política não cooptar a fé. Então tem pessoas na esquerda que fazem isso, que às vezes tu vê o discurso da pessoa, ela tá falando mais uma cartilha política do que o evangelho, muito mais.
E às vezes uma pessoa que vai falar isso do púlpito, na pregação de uma igreja. E na direita também, na direita tu vai ver pessoas pessoas às vezes no púlpito falando coisas que tu vai ver assim, cara, isso aqui é uma cartilha política, isso aqui não é evangelho. Então o cristão na política tem que ter esse cuidado. Se ele quer fazer um discurso mais político na arena política, bom, a gente entende até. Ah, um comício político, ele vai falar de política, tá.
Mesmo assim tem que ser coerente, né? Agora é um problema quando a fé vira um degrau para alcançar um outro objetivo. Aí de fato é um problema. E a gente vê pessoas na esquerda e na fazendo isso, né? Inclusive, eu às vezes tenho criticado isso de algumas personalidades, que eu vejo que isso pode enganar inclusive os cristãos, né? Às vezes eu vejo pastores usando termos que são termos que não, distantes da Bíblia, entendeu? São termos de uma cartilha política, sabe?
Então a gente tem que ter esse cuidado com essa mistura e também o ambiente que a gente está, né? Para pegar o exemplo do engenheiro, o engenheiro quando tiver trabalhando lá na sua empresa como engenheiro, ele vai usar o termo da engenharia o tempo todo, vai falar da engenharia o tempo todo. Agora, isso não pode contradizer a fé que ele tem, a fé cristã. Agora, no ambiente cristão da igreja e tal, é a pauta principal, ele não é engenharia.
Ah, ele pode usar um exemplo, pode, mas ali tem uma pauta principal. E aí, uma linha teológica que nos ajuda a entender isso é o Abraham Kuyper, né, a teoria das esferas. Podemos chamar também de neocalvinismo, né. A ideia de que as esferas têm a sua própria linguagem, suas próprias fazer ênfase, mas nada disso para o cristão deve ser incoerente com a sua fé. E aí tem de tudo, tem pessoas que são coerentes, por exemplo, Carlos Bezerra.
Eu nem tenho contato, que eu nunca falei com ele na minha vida, então, né, não tô fazendo propaganda dele porque nem é da minha, nem é do meu partido. É um cara que eu vejo coerência, posso ter uma divergência sadia e equilibrada com ele, mas vejo coerência. E tem outros cristãos, ditos cristãos, né, que a gente já percebe que estão forçando demais a barra e assim, aparentemente corrompendo até o evangelho para forçar dentro de uma lógica.
Isso acontece na esquerda, na direita, né? Eu como um cara da direita, eu tenho consciência que isso acontece na direita, e eu sou um cara que sempre que precisava eu criticava isso no meu campo também, né? Porque eu sou cristão antes de ser um agente político, eu sou pertencente ao reino de Deus, como tu disseste, né? Acho que são pontos importantes.
Sim, com certeza. É até porque, querendo ou não, né, a gente vai ter em ambos os lados, como tu bem disse, nós vamos ter pessoas que estão aí para se aproveitar, subir degraus, né? E vai ter aqueles que são sinceros, que realmente querem fazer a mudança, querem fazer acontecer. O que nós precisamos é sermos críticos para avaliar, né, diante desse turbilhão, né, de manipulações que nós temos na mídia, em todas elas, né? Avaliar quem que é o mais sincero.
E depois, depois disso, ainda avaliar aquele que se encaixa com aquilo que a gente gente crê, né? Eu digo não, não em questão, digamos assim, aquele que é o político cristão, não isso, mas eu digo assim que a pauta, o plano de governo se encaixa naquilo que nós acreditamos também, né? Que nem tu falou, daqui a pouco eu vou gostar mais de um político que tenha, sei lá, mais voltado para educação, com pautas mais da educação. Daqui a pouco uma outra pessoa ela vai gostar mais daquele que tá mais voltado para saúde, e tranquilo, né?
Tudo bem. Mas a gente tem que ser, a gente tem que ser crítico né? Tem que fazer essa análise aí, né? Não dá para a gente, sei lá, no dia da votação pegar um papelzinho no chão e digitar o número na urna, né? Isso é complicado.
E uma coisa importante é um legado, porque assim, os evangélicos hoje são 30% da população em geral, né? Acho até que é um pouco menos que isso, mas tá. E a gente tá crescendo cada vez mais, né? Ou seja, vamos brincar da seguinte forma: daqui a 100, 150 anos a gente vai poder enxergar olhar o que que os evangélicos de hoje deixaram, né, para as próximas gerações, digamos assim. Qual foi o impacto que eles causaram? E eu acho que seria um impacto incrível, Ed, se daqui a 50 anos a gente olhar para configuração política e a gente vê esquerda e direita com debates saudáveis, mas a gente poder ver gente decente, correta dos dois lados, entende?
Ou seja, um debate de alto nível. E aí daqui a pouco a pessoa do meio ambiente é mais de um lado, a pessoa que olha para o lado do empreendedor é mais do outro, a pessoa da educação é mais de um outro lado, lado anticorrupção. Na verdade, todos deveriam ser anticorrupção, né, mas é mais de um outro lado aqui. Mas tu vai, tu vai enxergar, e isso já acontece de certa forma numa esfera menor, mas a gente vai enxergar que boas pautas estão vindo de diferentes lados, diferentes pessoas, porque elas estão bem intencionadas, né.
Eu acho que isso seria muito bacana. Infelizmente, no cenário nacional hoje no Brasil, a coisa é diferente. A gente vê, por exemplo, roubo, assalto a dar com pau, né. Sim, dois exemplos aqui: Banco Master e INSS. A gente ver uma elite política tomada por interesse de escudos. Agora assim, se a gente olhar em Bento e Caxias do Sul, por exemplo, tem coisa ruim, errada, certamente tem, mas a gente já consegue ver coisas melhores, eu acho, né?
Vamos pegar os estados aqui. Florianópolis, eu sei que é uma capital segura, por exemplo. Pô, uma capital de um estado no Brasil que é segura, interessante. Isso não é por acaso, tem coisa boa ali. A gente sabe que Santa Catarina é um estado que vai bem, Paraná é um estado tem muita coisa boa. A própria São Paulo tem muitos problemas, mas tem coisas boas também. Então assim, é legal também a gente trazer isso, é de que também não é terra arrasada, entendeu?
É problemático sim, o Brasil não dá pra dizer que é um país que tá legal politicamente, mas também não é dos piores que existem, né? E é importante a gente trazer isso. Tem coisa boa sim, tem boas pessoas à tona na política, tem coisas boas acontecendo também. É legal a gente ter essa noção. Dá pra ser muito melhor? Tem que ser muito melhor. A gente tá num caminho ainda de dar coisa ficar bem melhor, eu acho, ou pelo menos tentando isso, né? Mas também não é terra arrasada.
É, e só um ponto, né, eu fiz uma pesquisa rápida aqui. O censo de 2022 totalizou 26,9% de evangélicos e 56,7% de católicos, né, dando 83% da população entre católicos e evangélicos, que são considerados cristãos, né. O católico também é cristão. Até citei esse ponto, eu no início do ano, desse ano de 2026, eu fiz uma pregação inclusive em cima de Romanos 13 ali, né, que tu citou, né, os primeiros versículos ali. E aí um comentário que que eu fiz foi que, olha, às vezes a gente fica se degradeando por causa dos políticos e tal aqui no país, né, e tal, né.
Mas eu disse, olha, tanto Lula, Dilma, Bolsonaro, Lula de novo e tal, todos eles subiram ao poder porque Deus quis. Não, não, não foi porque Deus, né, voltando àquele tema do início da nossa conversa da soberania de Deus, né. E aí eu disse, e vejam mais, vezes, né? O Brasil tem 83% da população de cristãos. O que será que Deus tá querendo dizer para nós com isso, né? Se a gente tá tão insatisfeito com quem tá no poder, quem colocou a pessoa que tá no poder fomos nós, né?
E eu sempre falo, né, que os liderados, eles têm a cara do seu líder, né? A gente fala de grupo célula, né? A célula tem a cara do facilitador, né? E eu vejo que também os políticos que nós temos hoje no poder, seja presidente, governador, deputados, senadores, eles são o reflexo da sociedade. Então a questão é que se nós temos políticos corruptos, que é o que a gente sempre tá reclamando, né, é porque o nosso povo é corrupto.
Tu bem falou antes que existe uma certa, uma grande desconfiança na nossa sociedade. A gente é uma sociedade de baixa confiança, a gente não consegue, a gente fica com medo de sair, deixar o carro aberto, ou até medo de conversar com as pessoas vezes, né? A gente não, a gente não confia nas pessoas, no caixa automático do mercado, lugares que tem isso, né? Tem que colocar balança e um fiscal ali olhando para saber se não vai roubar, né?
Porque a gente não confia nos outros. Então como é que a gente vai ter políticos confiáveis que não são corruptos se nós somos corruptos e somos pessoas que não merecem a confiança, né? Então assim, 83% da população é cristã, se diz cristã. Então desses, creio eu que uma grande parcela somos corruptos também. E eu acho que Deus, ele tem algum motivo para que— eu não tô falando do Lula, não tô falando do Bolsonaro, eu tô falando da grande maioria dos políticos, né, que se envolvem nos escândalos de corrupção.
Se eles estão no poder, talvez Deus esteja nos mostrando algo, né? Talvez, que nem tu falou, esse legado daqui 100, 150 anos, as coisas vão ser diferentes. Diferentes. Isso se Jesus não voltar antes, né? Espero que volte, mas as coisas vão ser diferentes porque talvez o povo mudou, né? Mas até o povo não mudar, os políticos não vão mudar também, né?
Sim. É, então olha só, nessa mesma linha, né, eu fecho contigo. Acho que é por aí mesmo. Agora é legal também te notar o seguinte, né? Vamos pegar o exemplo assim, né? A gente sabe que tem um escândalo de roubo de aposentados, por exemplo, né? Algo já está nítido aí, está se investigando quais são as pessoas envolvidas, mas esse roubo já Né? Aí eu penso assim, bom, o Thomas aqui não é perfeito, o Ed não é, pessoas que a gente conhece também não são.
Mas o Thomas, o Ed, as pessoas que a gente conhece, se tem ouvido nesse roubo? Não, não estão, né? Fariam esse roubo se tivessem lá? Eu espero que não. Ou melhor, são pessoas que roubam no seu dia a dia? Que eu saiba, não, né? Eu não faço isso, acho que você também não. E as pessoas que a gente conhece ali, eu não, né?
Eu não.
Exatamente, praticamente todas elas não. Ou seja, até, por exemplo, eu confio em ti, tu confia em mim. Então entre nós tem confiança social, por exemplo, né? O ponto que eu quero chegar é o seguinte, né? Que sim, o Brasil é um país do jeitinho e os políticos que estão lá são fruto da sociedade. Agora, é verdade também que nem todo mundo no Brasil tá enlamaçado na corrupção, né? E essa mudança então na política deverá acontecer, tu compreende?
Ela tem tudo para acontecer se essas pessoas de alguma forma se envolverem e entenderem mais da política, tu compreende? Então, porque a gente tem que ter uma atenção assim também com o discurso fatalista, tipo assim, assim, cara, é isso e ponto final. Não, isso tá nos revelando uma coisa, é verdade. E também tá me revelando que, pô, já que o povo, se o povo não é tão ruim assim, ou parte da população tá se conscientizando, né, tá percebendo as coisas, tá indo por um caminho melhor, logo ali na frente isso deverá repercutir na política.
Então, por exemplo, nós já temos políticos que se caracterizaram por lutar contra a corrupção na sua vida inteira que estão chegando ao poder, por exemplo. Isso é legal, isso também é um complexo de pessoas que são, que têm virtude, né, que não roubam, que não se envolvem com corrupção e que estão também levando os seus representantes ao poder, compreende? Então esse é um ponto, eu diria que é uma via de mão dupla. Políticos corruptos nos revelam quem somos enquanto sociedade, mas se nós estamos mudando aqui na base, nós também certamente geraremos mudança lá no poder, compreende?
E isso tá para acontecer. Novamente vou repetir, né, isso não é sulismo, né, não é né? Eu sou um cara gaúcho, eu conheço melhor o estado que eu tô, eu conheço os melhores estados do Sul. Quando a gente olha aqui alguns estados do Sul, por exemplo, e eu falo porque eu conheço melhor esses estados, a gente vê, pô, né, o governador do estado, né, o nosso, eu posso não fechar com ele, mas eu não vou deixar de reconhecer que ele tem, que ele é um cara inteligente.
Eduardo Leite não é do meu partido, não é quem eu tô inclusive apoiando, então, mas não é um ladrão de aposentado, por exemplo, compreende? No Paraná, mesma coisa, você tá tratando a mesma coisa, outros estados também a mesma coisa. Né? Então a gente também vê que uma sociedade que vai mudando, né, vai elegendo seus representantes. Para concluir essa ideia, Ed, o que que é o cristão, né? O cristão é alguém que entende que ele tem um coração corrupto e ele se arrepende, se entrega a Cristo, e ao longo do tempo e dos anos ele vai sendo transformado por Cristo.
Então é uma coisa importante também, tem inclusive meu amigo Rafael Roger, tu conhece, que escreveu um livro muito muito bom sobre esse assunto, né, de santidade no cotidiano. É importante a gente ter que o cristão, ao longo do tempo, a identidade dele não é mais de pecador. A Bíblia chama ele de santo, chama de santos. A gente sabe que a gente não é santo no sentido de que a gente não peca nunca mais, a gente sabe que não é isso, mas a gente sabe também que a gente, cara, a gente não é, a gente não, a gente, o nosso alvo não é roubar, o nosso alvo não é esse.
Se a gente confiar demais em nós mesmos, né, e largar das mãos de Cristo, tá, pô, talvez a gente falhe nesse sentido. Mas não é isso que a gente quer para nossa vida, e não é isso que Deus tem nos formado ao longo do tempo, né? Eu não sou um recém-convertido, tu também não é, né? E a Bíblia fala disso, fala de maturidade cristã, fala de crescimento cristão, né? Então chega um tempo na nossa vida que a gente não tá mais na pegada do tipo assim: nossa, sou o pior, sou um pecador, como é que eu vou dizer, um pecador que vai para o inferno.
Não, eu sou um cara que fui transformado por Cristo, que tem uma natureza pecadora, que precisa de Cristo o tempo todo, né? E preciso me arrepender o tempo todo. Porém, Deus tem trabalhado em mim de tal forma que eu não sou alguém apegado a ganho desonesto, por exemplo. Eu não sou alguém que quer o mal, não sou alguém que quer o erro, né? É importante a gente ter essa clareza porque o cristão precisa entender assim: às vezes a gente tá na igreja e a gente, a gente tá acostumado a reconhecer que a gente é pecador, só que a gente não se dá conta de que às vezes o assassino nem reconhece que ele é pecador, o corrupto nem reconhece que ele é corrupto, entende?
Então o cristão precisa entender que justamente pelo fato de reconhecer que ele tem uma natureza pecadora e se transformar por Cristo, de repente ele tá, ele tem condições sim de fazer algo bom na sociedade. Ele tem condições de ser um bom empresário, de ser um bom médico, de ser um bom professor, né? Um professor cristão de repente vai ser alguém que vai impactar de um jeito melhor a sua sala de aula de alguém que nunca reconheceu seus pecados, por exemplo.
E na política também da mesma forma, né? Então político cristão não é um ser, uau, um Messias. Não é sobre isso, mas é alguém que, se ele é um cristão de fato, ele vai poder ser alguém correto na política, porque ele já é correto fora da política. Então na política ele vai poder ser muito correto. Claro que ele tem que se cuidar, claro que assim como o professor tem que se cuidar, como o empresário tem que se cuidar, como CLT tem que se cuidar.
Mas o cara que é crente em Cristo e tem caminhado ao longo dos anos com Cristo, esperamos, né, espera-se de que ele possa refletir um pouco esse caráter também, onde que ele tiver. E isso certamente vai acontecer na política de alguma forma, como tem acontecido em algumas ocasiões. Temos, tem políticos cristãos que têm, que estão se levantando e que estão fazendo a diferença de alguma forma também.
Inclusive, né, aproveitando, já que tu citou ali o livro do Rafa, link no post, tanto do livro e do episódio, né, que ele gravou com a gente sobre o livro. Show! Então, Thomas, ótimo episódio aí tivemos, né? Espero que ajude, né, o nosso nobre amigo e ouvinte a entender um pouco mais sobre a política, né, se posicionar de uma forma cristã. E por favor aí nos diga aí o que você finalmente considera, e depois aí compartilha onde que o pessoal pode encontrar aí o que que você tem feito por aí.
Top demais, Edson! Na verdade, pô, brigadão pela conversa, foi maravilhoso tá aqui. Eu acho que a nossa conclusão é o seguinte, né? O mundo é um mundo pecador, como a Bíblia já nos ensina, nos alerta, mas também é um mundo em que Deus agiu, enviou o seu Filho e tem resgatado pessoas para usar essas pessoas como sal e luz, como diz o próprio Cristo lá no Sermão do Monte, no capítulo 5 de Mateus. Então, cristão é alguém que se arrepende, alguém que enxerga que Deus tem que tratar os seus pecados, tem que curar os seus pecados, e que ao longo dos anos Deus fazendo isso, ele também tem condições sim de contribuir com a sociedade.
Que a gente também vê a graça comum de Deus, inclusive não cristãos, né? O não cristão, nós cremos que ele deve sim reconhecer que Cristo é o seu Senhor em algum momento da sua vida, quando ele enfim for tocado por essa verdade. Mas a gente sabe também que Deus gravou a sua lei, né, e deixou a sua graça comum. Então até entre pessoas não cristãs a gente às vezes vai enxergar também a ação de Deus, assim como a própria Bíblia fala isso, como o caso de Ciro, como a gente citou ali, é um caso de graça comum, né?
Deus usando alguém que não era do povo de Deus para libertar o povo de Deus. Então acho que esse é o ponto. A gente também pode ter um olhar meramente otimista para o futuro. Talvez otimista seja uma palavra forte, mas eu diria que é um otimismo realista, né? Porque nós realmente cremos que Deus transforma as pessoas e não tem nada nesse mundo, nenhuma maldade nesse mundo que é maior que a bondade de Deus. Então se eu acho que a política é um território inatingível, Eu tô dizendo que tem alguma área que é maior do que Deus, e nós não cremos nisso.
Nós não cremos que a política é inacessível a Deus, né? A gente pode olhar inclusive para outros lugares do mundo que são melhores que o Brasil para ver, olha, dá para ser melhor. Quando a gente fala que a política pode ser melhor, não é algo da nossa cabeça, uma utopia. Não, tem lugares no mundo que já são melhores, né? Então não tem por que a gente achar que aqui não tem como melhorar um pouco, pelo menos, né? Mas eu acho que é isso, é sobre a gente ser sal e luz onde a gente tiver, na política, fora da política e dá um bom testemunho, né?
Tem que ter muita sabedoria para isso, porque às vezes uma pequena mudança no conteúdo do que a gente fala pode ir de um bom para o mau testemunho. Acho que esse é um ponto bem importante. Eu cuido bastante isso, né? Até onde tá valendo, tô sendo um bom testemunho, até onde já extrapolou a linha, né? É legal as pessoas terem noção disso. Por exemplo, você criticar um pecado, a corrupção, criticar até mesmo político, ok. Você ofender, maltratar, rebaixar, né, incentivar algum tipo de atentado de morte de um político, por exemplo, que isso existe, aí já tá ultrapassando os limites do que a fé nos permite, né.
E isso é importante o cristão se dar conta, porque eu sei que não cristãos vão falar bobagem porque eles não conhecem a palavra, mas é importante que o cristão seja bom testemunho nesse sentido. Então é sobre isso, Ed. Obrigado demais mais uma vez. Eu tô bastante atuante no Instagram, né, no @professorthomaspirozan, ou se a pessoa digitar apenas lá Professor Thomas vai encontrar encontrar. Procuro fazer conteúdos nessa linha. Alguns vão falar de fé e política, mas muitos não vão falar de fé e política diretamente.
Mas eu creio que o cristão vai poder encontrar coerência. Espero que encontre, né, porque é o meu objetivo, né. Tudo que eu falo sobre política é para ser coerente. Eu tenho todos esses cuidados, né, em ser coerente com a fé cristã. Às vezes tem falas mais duras, é verdade, mas mesmo as falas mais duras, como vamos pegar o exemplo de João Batista, né, não querendo se comparar, mas obviamente pegando o exemplo de um personagem bíblico, assim como mesmo quando houver falas mais duras, a ideia é revelar uma maldade que tá ocorrendo, né, e desonrar uma autoridade.
Por mais que em muitos casos, né, a Bíblia fala no livro de Atos, né, antes seguir a Deus do que os homens, né. Então às vezes vai parecer que a gente tá desobedecendo uma autoridade, mas porque a gente entende que é algo que tem que ser falado. Mas o objetivo não é, não é desonrar, não é se rebelar. O objetivo é ter um país melhor, uma política que glorifique, agrade a Deus. Então eu tô lá, algumas pessoas sabem, né, eu sou envolvido politicamente, né.
Mas muito mais do que ser envolvido O Ed me conhece há mais tempo, né? Sou um cristão antes de tudo. E hoje eu tô muito envolvido, amanhã eu posso não estar. Meu grande objetivo é ser sal e luz onde eu estou. Espero que Deus assim— oro a Deus para que ele assim me conduza. É isso, muito obrigado, um abraço.
Amém. Inclusive, link no post para vocês conferirem aí o que o Thomas deixou. E muito obrigado, obrigado por participar, inclusive pela ideia da pauta, né? Foi o Thomas que mandou um contato com essa ideia e acho que foi, foi muito, foi muito útil, muito edificante, muito importante a gente falar sobre isso para podermos esclarecer algumas coisas, né? Porque às vezes daqui a pouco o ouvinte aí que nunca teve esse contato, né, com o termo da política mesmo, é o que escuta por aí nas redes sociais, é o que aprendeu ao longo da vida, mas nunca se aprofundou, né?
A gente, eu sinto assim que na escola, por exemplo, a gente deveria aprender mais sobre isso, e às vezes não é muito ensinado assim assim, essa base, né? A gente aprende sobre a questão da política, a gente aprende sobre formas de governo e tudo mais, mas eu digo, essa base do que que é a política mesmo, que importa, a gente não tem. E aí nós como cristãos, né, às vezes nós nos vemos sem essa base para conectar com a nossa fé.
Então acho que foi muito importante essa conversa, e principalmente é para a gente lembrar, né, que que nem o Thomas acabou de falar agora também, antes de tudo nós somos cristãos, né? Então o cristão, ele não pode deixar de pensar biblicamente quando ele entra ou se envolve com a política, nem deixar de ser cristão porque tá no meio da política, né? A gente tem que sempre permanecer aquilo que nós somos, que é cristãos, né? Nós somos— a nossa identidade está em Cristo, né?
Não nas coisas deste mundo, né? E uma coisa que eu gostaria de finalizar também, para a gente encerrar, é que a gente não comentou né? Mas é que é muito importante, né, nós como cristãos, inclusive a Bíblia nos orienta isso, é nós orarmos pelas autoridades, né? Nós orarmos pelo presidente, seja quem for, né? Se é aquele que a gente votou ou se é aquele que a gente não queria que estivesse no poder. Mas a nossa oração, ela demonstra que nós nos importamos com o nosso país, que nós, mesmo que daqui a pouco se a gente perdeu, entre aspas, né, as eleições, que nós aceitamos o desígnio de Deus, do que ele definiu.
E nós agora queremos que essa pessoa que está no poder ela seja justa e ela faça o melhor para a sociedade, que ela pense em primeiro lugar no povo, ao invés daqui a pouco, sei lá, que a gente tá falando de corrupção, né, que ao invés de pensar no seu bolso, né. Então que a gente possa orar pelas autoridades, né, orar, né, pelas autoridades que virão, né, que assumirão após eleições, quando acontecerem e tudo mais, e por aquelas que estão no poder, né.
Autoridades no geral, né, tanto presidente, governador, mas também outras autoridades que estão sobre nós, né, como por exemplo autoridades policiais, juízes. Talvez até mesmo agora, agora tô viajando, né, mas pensar também, orar pelos nossos superiores no nosso trabalho, né, que a gente possa ter boas condições de trabalho e tudo mais. Então fica meio que no geral. Claro que Paulo, né, quando fala sobre isso, Pedro também Paulo também, né, quando eles citam, eles estão falando sobre os governantes, né.
Mas que a gente possa pensar, também vai falar sobre as relações senhor-empregado, senhor e servo, né. Então isso também é coerente. A Bíblia, isso é um ponto importante, né, a Bíblia ela traz o ponto da autoridade, né, ela que a autoridade deve ser respeitada. Então, por exemplo, eu já ouvi cristãos, eu respeito, não da nossa linha, não próximos da gente aqui, mas relativizando a questão de autoridade, como se não é para ter autoridade, confundindo as coisas.
Porque nós todos somos iguais diante de Deus. Autoridade não é mais amiga de Deus do que qualquer pessoa. Mas Deus institui ordem na sociedade. A própria criação lá em Gênesis tem a ver com ordem, né? E nessa ordem social tem sim autoridades. A Bíblia fala de autoridade na família, né? Numa família, o pai e a mãe são autoridade, tanto é que os filhos devem honrar o pai e a mãe, né? Na questão do casamento, não vou entrar nesse ponto formas.
Tem também no trabalho, tem autoridade na sociedade, tem autoridade na igreja, tem autoridade. A autoridade também tem ordenanças para ela, né? Ela não tá lá para fazer o que quer em nenhum lugar, nem na família, nem no casamento, nem na igreja, nem no trabalho. Ela não tem autorização de Deus para ser abusiva, longe disso. A liderança na Bíblia tá lá para servir, isso é muito claro em Jesus. Agora, Jesus mesmo fala, né, toda autoridade me foi dada, né?
E Deus então distribui essa autoridade na sociedade, né? E a igreja também é um exemplo disso. Mas reafirmando, né, autoridade tem que ser bem utilizada. Agora, cabe às pessoas que estão debaixo da autoridade honrar a autoridade, colaborar, servir, né? E cabe também à autoridade também servir, né, e agir de forma justa, né, e correta, e promovendo o bem comum em cima das pessoas. Mas a ideia de autoridade, ela está presente na Bíblia.
Então, se rebelar contra autoridade simplesmente por se Claro, se um dia você vê uma autoridade fazendo algo que claramente desagrada a Deus, sim, você pode, né? Assim como os discípulos em Atos escolheram continuar evangelizando ao invés de obedecer a autoridade.
Exato.
Assim como João Batista também, de certa forma, se revoltou, né? Mas não foi uma rebeldia juvenil ou infantojuvenil ou não pensada ou baseada em um monte de coisas que não sejam princípios bíblicos, né? Enfim, questões de fato conectadas com Deus. Então é importante as pessoas terem esse discernimento, né? Então a gente respeita autoridade, mas a gente segue a Deus antes de tudo. E dentro das regras do jogo, de preferência, né, a gente faz o que a gente pode e assim por diante.
Sim, é que a gente tem que ser submisso à autoridade, mas a submissão ela não é uma submissão cega. Então no momento que ela fere a autoridade de Deus, a gente desobedece, a gente não, né, se rebela. A gente pode alertar, mas a gente desobedece. E é sempre assim, o objetivo sempre é para agradar a Deus, não é, não é para algo próprio. Porque às vezes já vi pessoas argumentando, né, ah, sei lá, eu não quero respeitar essa lei porque, por exemplo, questão de imposto, não vou pagar, eu vou só negar imposto porque os políticos roubam, então eu quero roubar um pouco para mim também.
Tem nada a ver, eles vão continuar roubando igual, só que aí vai sobrar menos para educação tudo para saúde, porque tu roubou um pouquinho também. Então, né, agora é diferente de, por exemplo, assim, ah, o meu país é um país em que o cristianismo é perseguido, e se você diz que é cristão você é fuzilado. Eu vou continuar sendo cristão porque isso fere a autoridade de Deus. E se eu for pego e pedirem, tu é cristão? Eu vou dizer que sou cristão.
E se disserem, então você vai ser fuzilado? Eu vou aceitar a consequência desse crime perante a sociedade, porque a consequência nesse país— e eu escolhi, eu digamos assim, eu escolhi desrespeitar a lei sabendo da consequência, e eu escolhi ser servo de Deus antes de ser servo, né, da autoridade que me faria desobedecer a Deus. Claro, eu tenho a opção de ter saído do país também, mas eu quis ficar. Então eu estou, né, ciente das consequências.
Então veja bem, existe essa diferença né, que às vezes a pessoa ela quer desobedecer autoridade para prazer próprio, né?
Mas não é exatamente, a pessoa confunde, né? Eu diria assim, né, né, Ed, tem até o jeito certo de desobedecer, se for para desobedecer. Exatamente, tem até o jeito santo de fazer, digamos assim, né? Por exemplo, né, aquilo que a gente já comentou, João Batista não queria, o objetivo dele não era difamar o governante ali, o ódio. O objetivo dele não era surrupiar o poder simplesmente, não. Ele tinha um compromisso santo de falar de algo muito errado que tava acontecendo e ponto final.
Ele era um profeta, né? Ele era um profeta, ele era a boca de Deus. Então esse era o ofício dele, inclusive, né? Alertar, né? Chamar as pessoas para se prepararem para a vinda do Messias, né? Então ele tava fazendo o que Deus pediu para ele fazer, inclusive, né? Que é o que todos nós nós cristãos temos que fazer. Nós temos que, como cristãos e cidadãos, né, ou seja, somos políticos, né, diante da sociedade, nós também temos que alertar sobre o pecado e sobre, obviamente, o resgate, né, a restauração que Deus nos trouxe através de Jesus Cristo.
Então alertar as pessoas, ó, o pecado existe, mas Deus já resolveu. Então a salvação para todos, né, mas vocês precisam se dependendo, né? Então é isso, muito, muito bom papo aí, Thomas, ótimo papo falando, né, assim que ele falou, só de alguns pontos a gente poderia ter muitos episódios, a gente poderia ficar horas mais falando, né, a gente poderia conversar bastante, mas o nosso, o nosso prazo é curto. Então muito obrigado para quem nos escutou até aqui e até o próximo episódio. Até mais!
Amazon
Livro Santidade No Cotidiano