Oração prática
Jorge
Carlos
Inês
Pedro Esteves
- O Poder da Oração e Confiança em DeusConfiança em Deus como base da oração · Oração de Ana por um filho · Submissão à vontade de Deus
- Espírito Santo e a IgrejaLimitações humanas na oração · O Espírito Santo como intercessor e auxiliador · Oração prática com a Bíblia
- A natureza de Deus e a resposta humanaA oração não controla Deus · Alinhamento com os propósitos de Deus · Soberania de Deus e redefinição de respostas · Transformação pessoal através da oração
- Oração modelo de JesusOração pelo Reino de Deus e Sua vontade · Entrega e rendição a Deus · Oração pelos filhos e a confiança em Deus
- Estudo Bíblico EfésiosReconhecimento de Deus e confissão de pecados · Solidariedade intercessória e reconhecimento da justiça divina · Apelo à misericórdia de Deus e busca da Sua glória
- O Valor da Verdade e AutenticidadeCrítica de Jesus às vãs repetições · Religião como mediação e a busca por proximidade com Deus · Fuga da religião das aparências para a religião de verdade
Sejam todos muito bem-vindos a mais um episódio do programa A Bíblia Aberta. Estamos por cá semanalmente e fazemos-lhe companhia durante mais ou menos uma hora para podermos abrir a Bíblia e termos tempo suficiente para retirar dela aquilo que é extremamente importante para a nossa vida hoje, mas também a pensar no nosso futuro e, por que não dizê-lo, claramente, pela nossa eternidade.
Estamos cá e somos o canal da esperança. Somos a TV Novo Tempo Portugal e estamos no canal 186 da MEU, mas também na Rádio RCS nos 91.2 FM, ou então, se não tiver estas duas ferramentas ou qualquer uma delas, poderá ir ao YouTube e poderá seguir-nos através dos canais da Novo Tempo Portugal ou da Rádio RCS através do YouTube.
Semanalmente trazemos um tema para podermos falar, porque este é um programa de conversa. Tenho sempre comigo três bons amigos e desta vez não é exceção. E começo por apresentá-los. O Pedro Esteves. Olá Pedro. A Inês. Olá Inês.
Sejas bem-vindo e outra vez o Carlos. Oh, Carlos, muito obrigado por teres aceitado o convite, estás novamente connosco. É sinal de que nós gostámos de te ter na primeira. Vamos continuar nestas emissões próximas com a tua companhia. Hoje nós vamos perceber...
Algo muito interessante. Na semana passada nós falámos sobre os guerreiros de oração e hoje nós vamos perceber a oração prática dentro do nosso dever enquanto homens e mulheres que devem orar sem cessar. Será esta a base de tema deste episódio e por isso eu quero muito começar pelo fundamento da oração cristã.
E para isso eu lanço-vos aqui em estúdio um desafio, também assim que está connosco a partir de casa ou de qualquer outro lugar onde esteja a assistir-nos, para lermos juntos o Salmo 62, versículo 8. O Salmo 62, versículo 8 diz Confiai nele, ó povo, em todos os tempos. Derramai perante ele o vosso coração. Deus é o nosso refúgio.
Carlos, vou começar por ti e a pergunta que eu tenho para te fazer é esta. Podemos dizer que com base em textos como este, e este é apenas um entre muitos, que na Bíblia, de alguma maneira, a oração está acima ou é acima de tudo uma atitude que devemos ter de confiança, uma confiança plena em Deus?
Sim, Jorge, eu acho que sim. Mas também é um pouco mais complexo do que isso, não é? Nós aqui encontramos nesta lição, que é uma lição fantástica, encontramos aqui vários exemplos. Aqui falam-nos, na semana passada tivemos grandes exemplos de guerreiros da fé.
Mas esta semana também temos aqui alguns exemplos que nos mostram e conseguem transmitir a importância que tem a oração. Falamos aqui também, fala-se de Elias, que foi um homem extremamente importante no momento do povo de Israel.
e que nós sabemos como é que acaba, não é? Elias, inclusive, é transladado ao céu. E temos também aqui um outro exemplo, que era esse que eu gostava de pegar até para dar força à tua pergunta, que é a Diana, ou seja, a Ana é um exemplo incrível de uma mulher que, portanto, ela era, havia um homem que tinha duas mulheres, portanto, ela era uma das duas mulheres.
Ela, durante muito tempo, não conseguiu ter filhos e nós sabemos que uma mulher que não tinha filhos nesta sociedade era algo muito complicado, muito complicado, em que ela partia sempre de uma posição menor perante o resto da família.
E, portanto, esta mulher nunca desistiu deste sonho que era ter um filho. E o poder que a oração lhe dava mantinha esta ideia de que poderia acontecer. E nós sabemos, conhecemos a história, portanto, nós encontramos em 1ª de Samuel, no capítulo 1, nos versículos 10 a 17, nós encontramos esta história de Ana que vemos-la orar.
a chorar, inclusive, e inclusive até a ser um pouco maltratada, digamos assim, pelo Elina. Exatamente. Mas ela não desistia e mantinha a sua postura. E, de facto, a confiança que ela transmitia era uma confiança que ela acreditava que aquilo que podia acontecer, apesar da sua idade já avançada, etc.
E ela vai ser mãe de Samuel, que também foi alguém muito importante na história deste povo. Portanto, resumindo, ou seja, dizendo que ela buscava...
a vontade de Deus, ou seja, ela punha-se nas mãos de Deus, ela queria muito ter este filho, mas ela punha-se nas mãos de Deus. Isto é muito importante também para nós. Ou seja, não há mal nenhum nós pedirmos, nós pedirmos, não tem mal, ou seja, mas nós temos que pedir de acordo com a vontade de Deus. Isto é muito importante na oração.
Ela permanecia em Deus, ou seja, ela estava junto a Deus, ela dirigia-se várias vezes à sinagoga para orar, ela mantinha esta fé que Deus podia ouvir as suas orações, e ela tinha um coração humilde, ou seja, ela humilhava-se quando ela orava, isto era bastante importante também. E, portanto, eu diria que...
E respondendo à tua pergunta mais uma vez é, sim, a confiança é extremamente importante neste processo de oração. O que é certo é que, se olharmos bem para a panóplia, digamos, de personagens bíblicos que a Bíblia nos apresenta e até mesmo...
até aos nossos dias, incluindo nós, claramente, por vezes parece que Deus faz silêncio, parece que Deus não está presente, parece que Deus fica, digamos, retraído, não nos atende, não nos ouve, não nos vê. Será que esta postura, de alguma forma, poderá servir para nós podermos sentir?
e provar a maturidade da nossa fé, é esta a questão que eu gostava de explorar um pouquinho também e para isso eu levar-vos-ia neste momento para Isaías capítulo 55, versículo 8. Porque em Isaías 55, versículo 8, nós encontramos aqui uma passagem que fala de Deus e diz Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor.
Inês, como é que este princípio pode moldar, se quisermos, uma teologia bíblica da oração, quando as respostas de Deus podem não corresponder claramente às nossas expectativas? Sempre que nós oramos, e o Carlos dizia, não há problema nenhum em orarmos, em pedirmos a Deus, não é? Mas quando as respostas de Deus não correspondem às nossas expectativas?
É verdade que este versículo molda profundamente uma teologia bíblica da oração, especialmente quando as respostas de Deus não correspondem às nossas expectativas, não é? Mas eu gostava de falar de alguns pontos, pelo menos quatro, que nos vão orientar aqui um bocadinho. O primeiro seria que a oração não controla Deus.
E às vezes esta ideia de silêncio ou de... Aquilo que se pode passar na nossa experiência de oração, poderíamos imaginar que ao orarmos e esperamos uma resposta concreta ou aquela resposta, e se Deus não responde daquela maneira, então há um problema.
E o que é certo é que nós temos de compreender que nós não controlamos Deus através da oração. Mas a oração vai nos alinhar com Deus. A oração da Bíblia convida-nos a submeter os nossos desejos à sabedoria de Deus, porque Deus sabe mais do que nós.
E a oração, então, ajuda-nos a compreender e a procurar discernir a vontade de Deus acima de tudo e não ter a resposta que eu quero, à minha maneira, mas também alinhar o coração humano com os propósitos de Deus, sempre confiando, não é? Então, isto fez-me pensar em Jesus, quando Jesus diz, seja feita a tua vontade.
Eu assim já não vou estar tão desiludida quando em oração eu pedir um... Depois já vamos também ver o que é que pedimos, não é? Se vamos pedir um Ferrari, será que isso se alinha também com a vontade de Deus, com o pensamento de Deus, com a maneira de Deus ser, com o projeto que Deus apresenta na Bíblia, não é? Então ao conhecermos Deus de cá também vamos aprender a pedir segunda vontade de Deus.
E depois aceitar que Deus é soberano, não é? E ele vai redefinir o conceito também de resposta, eu acho. Porque a resposta de Deus pode vir de maneiras diferentes e nós temos na nossa relação com Deus de estar prontos a ouvir estas respostas diferentes que Deus nos pode dar, não é?
Um sim, pode ser um não também. E como é que vamos interpretar este não? Como é que vamos senti-lo? Ou nos esperar? Oh, Deus tem algo melhor para nós. Mas isto pede muita fé, porque este algo melhor para nós pode também não vir logo na sequência daquilo que nós estamos à espera. Será que confiamos nestes pensamentos superiores de Deus?
E este também é o carácter da oração, é a fé. Nós oramos, mas a fé é parte integrante, não é? E este versículo quer-nos realmente ajudar-nos a compreender que Deus é Deus, eu sou humana e que Deus sabe mais, que Deus compreende mais os seus pensamentos, os projetos que Ele tem para mim, são sempre melhores daquilo que eu tenho projetado para mim, apesar de eu não compreender.
E a oração também, nós vamos perceber que vai nos transformar. Quando eu estou em oração e tenho certas circunstâncias na minha vida, às vezes eu os permito circunstâncias que nós podemos considerar adversas ou que não queríamos. E, se calhar, em vez de resistirmos àquilo que está a acontecer,
Somos convidados a crescer espiritualmente, em humildade, em dependência, em perseverança. Então estamos a alinhar-nos também com aquilo que Deus nos quer ensinar. Agora podemos dizer, ok, isto parece tudo muito bonito, mas de maneira concreta, como é que vivemos isto? Não é, ok, Deus sabe mais, mas e quando está ali um problema sério, como é que eu reajo a este problema?
Eu lembro-me, e sou pastora, e os pastores são transferidos de lugar de vez em quando, de cinco em cinco anos, mais ou menos, pode ser mais, pode ser menos. E eu orava naquela altura para não ir para um lugar específico.
Eu não quero ir para ali de maneira nenhuma e de certeza que isso não vai acontecer, mas na dúvida não quero ir. Mais vale já pedir a Deus. Mais vale já pedir a Deus. Preventivamente. E a verdade é que quando fui transferida foi para ali que me enviaram. Não oraste com fé suficiente. Não tive fé suficiente. O que é certo é que eu fiquei muito revoltada. Eu disse, mas porquê? Tinha ali muitos porquês. Porque eu não queria ir para aquele lugar. E resisti.
E Deus tinha algo para me ensinar. Em primeiro lugar, ele tinha uma missão para mim naquele lugar e foi claro que eu tinha essa missão e levei-a com a ajuda de Deus. Mas, por outro lado, Deus queria ensinar-me também que eu preciso confiar nele e não resistir àquilo que ele tem para mim.
E isto é um... nós precisamos de aprender e às vezes aprendemos quando estamos a viver estas coisas, não é? Então eu agora aprendi que é mais fácil aceitar, confiar e ir na onda daquilo que Deus tem para mim. É muito mais fácil do que estar aqui a resistir, a lutar, a dizer mas isto... lamentar-se...
E isto são coisas que nós vamos aprendendo na nossa caminhada com Deus, na nossa caminhada de oração. Não é fácil de um dia para o outro, mas uma vez que está adquirida esta aprendizagem, é claro que os teus têm outras para nós, mas vamos aprendendo a confiar em Deus e saber que Ele sabe o que é melhor para mim. E é isto que este versículo nos quer também ajudar a viver.
Eu ia dizer que este texto, esta expressão, tem uma espécie de um desafio para nós que está mais ou menos implícito. Porque como o texto afirma apenas, claro, informa-nos de que os nossos pensamentos não são os pensamentos de Deus. Eu acho que isto é um apelo a nós, orarmos para compreendermos a vontade de Deus. Ou seja, quais são os seus pensamentos?
Então talvez este seja um pedido que é muito universal e transversal. É muito sábio esta ideia de que nós, em vez de pedirmos a Deus coisas inconcretas, coisas que são concretas, como ir ou não ir para um lugar, como receber ou não receber uma coisa, como uma circunstância acontecer desta ou daquela forma, nós devíamos insistir na oração que é Senhor, revela-me quais são os teus pensamentos.
Então está aqui uma estrutura de oração que eu acho muito interessante, muito desafiadora para nós. Se Deus tem caminhos que são diferentes dos meus, quase que deveríamos pensar que naturalmente, se eu estou com vontade de que uma coisa aconteça, em princípio...
segundo a regra deste versículo em princípio Deus deve ter outro porque a naturalidade é que os meus são diferentes dos dele. Agora a realidade é que nós queremos sempre o nosso bem não é? E por isso é que às vezes temos dificuldade em aceitar estes caminhos de Deus
que podíamos imaginar que não correspondem àquilo que nós consideramos que é o nosso bem. E Deus quer dizer, confia em mim. E justamente em vez de orarmos por não ir ou por dizer que seja feita a tua vontade, eu confio naquilo que tu tens. Essa expressão da vontade de Deus é muito conhecida, eu creio que a seguir ainda vamos elaborá-la um pouco. Eu queria só terminar esta minha nota dizendo que já há alguns anos atrás...
Enfim, depois de reflexão sobre estas coisas e da minha experiência com Deus, eu cheguei a um ponto e comecei a fazer um esforço e isso mudou um pouco a minha maneira de orar e a minha postura dentro da oração. Precisamente por compreender que as coisas que muitas vezes eu interpretava como sendo uma benção, uma coisa boa, depois revelava-se que não eram.
Sobretudo, eu nem digo isto pelo negativo, eu digo que sobretudo, eu recebi bênçãos em coisas que eu não esperava, que me fizeram perceber isto, que a melhor oração que eu posso fazer é que Deus me abençoe, que é que Deus me revele qual é a sua bênção. E eu, a partir de, isto tem muitos anos já, a partir de uma certa altura eu comecei cada vez menos a descrever a Deus qual é a bênção, porque eu não faço ideia do que é que vai abençoar, porque bênção é aquilo que produz um bem.
Então, se me acontecer uma coisa na vida que eu reputo como uma benção, seria, há bocado dizeste o exemplo de se eu pedisse um Ferrari, vamos dizer assim, mas se eu pedir um carro, e se aquele carro eu vier a ter um acidente e destruir a minha vida nele, afinal o carro não foi uma benção. Então, acaba por ser ridículo pedir a Deus um carro em concreto se o carro fosse o instrumento para a minha destruição.
Isto vale para lugares onde vamos, coisas que queremos receber. Então mais vale lutar com Deus por isto. Senhor, eu quero uma bênção na minha vida. Mostra-me qual é a bênção. Abençoa-me. E repetir esta ideia e lutar com Deus por bênção é muito melhor do que lutar por bênçãos em concreto, porque Ele já sabe o que é bênção e nós não sabemos. É este conceito. Há uma valência que Deus tem que nós não temos.
E por isso é que este versículo nos leva a ter esta certeza é que Deus já sabe o fim de todas as coisas antes que elas aconteçam, não é? Isso é muito importante. Deus é muito prudente para connosco na medida em que Ele já sabe se aquilo vai nos fazer mal, Ele nunca nos dará. Por mais que nós queiramos, isso não vai acontecer. E se nós a tivermos, não foi porque Deus nos deu. Foi porque nós insistimos e Deus permitiu, vá lá, que nós pudéssemos ir por um caminho que não era o dele.
Mas aqui há uma questão que eu gostava de salientar, que talvez pudéssemos nós agora tentar encontrar. Porque o que nós estamos aqui a falar, e a Inês tentou dizer pelas suas próprias palavras, e eu estava a pensar e estava a dizer, isto para mim resume um pouquinho a simplicidade que nós precisamos ter na oração.
E acho que o caminho da simplicidade, ele foi muito desenvolvido por Jesus. Jesus é aquele que, por excelência, nos mostra o que é a simplicidade. Ele próprio ensinou a simplicidade. Se não, vejamos, por exemplo, em Mateus capítulo 6. Se formos a Mateus capítulo 6, para lermos o versículo 7.
Ele fala aqui da oração, mas vai aqui falar da simplicidade da oração. E ele diz, e orando, não useis de vãs repetições como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Eu até ainda há dois, três dias estava a ler algo sobre a oração, em que a autora dizia que não era preciso nós demorarmos muito tempo na oração, ou seja, não precisamos fazer orações muito longas.
E aqui a repetição pode nos levar um pouco a isso. Pedro, o que é que significa, e de alguma forma, que soluções Jesus faz aqui a certos modelos religiosos da oração, usando este ponto de partida, não usando vãs repetições como os gentios? Sim, é uma crítica que Jesus está aqui a fazer, obviamente. Uma crítica muito específica, porque era uma crítica à realidade da prática religiosa de muitos dos que estavam aqui neste momento.
Por isso é um ensino universal, embora ele se aplique àquela realidade. Mas há aqui uma secção que vai desde o versículo 6 até ao versículo 8, aqui estamos a usar o 7, que gostaria até de situar-me um pouco nestes 3 ou 4 versículos. Eles leem-se em conjunto e têm um conjunto de ensinos muito importantes.
Podemos começar usando este versículo, a seguir já vou ler os outros. Parece muito direta esta lógica, este ensino de Jesus para não se usar de vãs repetições. Nós todos estamos familiarizados com a ideia de que muitas grandes religiões, aliás, no mundo, no cristianismo em particular, mas até fora dele, claro,
Parece ser um mecanismo que os seres humanos desenvolveram de como facilitar a vida ao crente para mediar a sua relação com Deus. Nós não podemos esquecer que a religião é um fenómeno de mediação. Toda a religião é uma mediação. Ou seja, como nós queremos relacionar-nos com o Deus eterno, com o transcendente, a religião é o instrumento de mediação dessa relação.
Por isso as religiões vão criando mecanismos para, de alguma maneira, fazer essa mediação, criando ou lugares que nos dão uma perspectiva, uma percepção de que Deus está aqui. Os templos, em todas as religiões, ocupam esse lugar. E, no entanto, nós sabemos que Deus não está aqui nem ali. Que Deus está em toda a parte.
que Deus é transcendente e sobrenatural. Sabemos pela Bíblia e pela evidência de que Deus não está num lugar. No entanto, todas as religiões, elas criam espaços e identificamos aqueles espaços como sejam dos lugares onde Deus está e respeitamos aqueles espaços e criamos-los arquitetonicamente para criarem uma sensação e depois... E aí
da presença de Deus. E parece que quando saímos daquele lugar saímos da presença de Deus. Sim. O que muitas vezes cria uma falsa sensação de que saímos daquele lugar sagrado e os outros lugares já não são sagrados.
Mas isso é importante para o ser humano porque como nós temos obviamente dificuldade na relação com o sobrenatural e o transcendente, nós precisamos de fenómenos ou ferramentas para criar como se fosse essa proximidade. Os espaços físicos são um exemplo disso. Mas existem outros mecanismos de mediação dentro da fé e da religião. E um dos mais comuns nas várias religiões é precisamente a prescrição e a prescrição.
de métodos de ligação a Deus. A repetição de rezas, por exemplo, de fórmulas, é uma das mais clássicas. Quase todas as religiões, o que têm feito ao longo dos séculos é definir um conjunto de fórmulas. Há religiões em que isso é mais fixo, é que tu não podes inventar nada, só tens que repetir aquelas frases. Outras que vão introduzir, por exemplo, objetos.
Várias religiões no cristianismo, nós sabemos, há diferentes denominações que têm objetos, tu pegas num pequeno objeto, tem contas, e tu, ao mesmo tempo que repetes, aquelas contas ajudam-te a materializar. Então, tem um número de vezes que tu vais repetir aquela reza ou aquela oração e avanças fisicamente. Ora, é a tentativa de materializar a relação com o transcendente. É isso que a religião faz, constantemente.
Noutras religiões a oração tem horas marcadas. Então aquela hora certa, daquela maneira certa e voltado para o local certo, que seria o local, aquele local mágico onde a presença de Deus é percepcionada como mais evidente
Então tu vires-te para aquele lugar. A ti dá-te o quê? Uma perceção de uma ligação mais direta e profunda com o tal Deus eterno e transcendente. A religião está permanentemente a fazer isto. E os rituais, qualquer que seja, por isso se nós quisermos chegar, eu estou aqui a dar exemplos que nós, sejamos bem honestos, aqui transparentes até com as pessoas que nos estão a ver, estes exemplos que eu estou a dar em geral deixam-nos um pouco confortáveis.
Porque a maior parte de nós aqui, por exemplo, cristãos, de uma história protestante, evangélica, é claro, nós afastámos-nos o mais possível.
destas fórmulas muito fixas e materiais, mas isto não significa que nós não tenhamos ritualizado uma grande parte da nossa relação com Deus. Porque a ritualização, ela cumpre um papel, não é hipótese? Basta olhar para a construção, por exemplo, da oração que nós fazemos, mesmo que seja livre, temos um hábito comum de colocar quase sempre na mesma ordem, na mesma sequência a nossa oração. Nós vamos numa... Inscreva-se... Inscreva-se...
No fundo, até não somos às vezes tão livres como pensamos, que isso é um outro aspecto, porque como repetimos as orações ao longo do tempo dentro de uma certa fórmula, em certo sentido nós já estamos a repetir um conceito. Eu tenho memória, até lembro-me de ser miúdo na minha igreja onde eu cresci, e de eu saber que certas pessoas, certos irmãos, oravam de uma certa maneira. Só um é que começava a oração daquela maneira. Um vai dizer, altíssimo Deus que habitas no mais alto dos céus. Aquela pessoa vai sempre começar assim a oração.
outros já têm um jeito mais intimista e diz papá do céu mas só certas pessoas dizem papá mas há algumas que dizem ou seja, tu percebes que no fundo nós criamos caminhos no nosso cérebro ritualizamos a forma como dizemos as nossas orações porque o ser humano precisa imenso do ritual e mesmo se neste universo protestante nós nos afastamos
de um nível de ritualização extremo, vamos dizer assim, em que só repetimos as coisas e que um culto a Deus é uma repetição exatamente igual de uma certa liturgia, nós precisamos da ritualização. Ela é útil para nós. Nós não fugimos a isso. Nós precisamos dela, mas Jesus de alguma forma contrariou-a. Só que o problema é que...
E agora aqui é isto a bem a todos. Se um ritual, qualquer que ele seja, se tornar em si mesmo mais importante do que a profundidade, a maturidade da minha relação com Deus, o ritual, na verdade, prejudica-me.
Isto a nós pode-nos apanhar a todos. Pedro, deixa-me só dizer uma coisa. Eu lembro-me de uma pessoa que nós todos conhecemos, o pastor Eduardo Teixeira, uma vez disse, não sei se foi num culto, se foi numa reunião, já não me lembro, mas ele dizia que grande parte das nossas orações muitas vezes não passavam o teto.
E isso tem um pouco a ver com essa situação. Ou seja, nós termos aquele ritual, a forma como oramos, parece que é sempre igual, mas depois aquilo parece que não mexe nem sequer connosco que estamos a fazer oração. Então, agora, voltando aqui para terminar às palavras de Jesus, nós percebemos que Jesus está de uma maneira muito prática até a tentar desmontar esta lógica.
de que a religião, os rituais e, portanto, esta fórmula religiosa de viver com Deus, seja suficiente. Ele vai dizer, pelo menos, três coisas muito importantes. No versículo 5 vai dizer, para não sermos como os hipócritas, fortíssimo que ele diz, e o que é que ele quer dizer? Que...
oram em pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas para serem vistos. Então a primeira coisa que Jesus ataca é que as tuas orações sejam um ritual público que tu só oras para mostrares como és capaz de orar. No fundo seria aquilo que para nós seria tudo o que é a parte pública da nossa religiosidade, que acontece na igreja, por exemplo. Ele diz, essa não é a oração, se essa oração for hipócrita não é a que eu quero.
No versículo 7 vai dizer então não orei de vãs repetições, que é outra fórmula, já não é tanto tu estares em público, mesmo que seja em privado, é tu só repetires uma fórmula como se Deus estivesse preocupado com isso. E depois, em terceiro lugar, no versículo 6, ele diz, já é mais pela positiva, diz quando orares entra no teu aposento, fecha a tua porta e o teu pai que está em secreto sabe tudo o que precisa.
Então nós percebemos que a fórmula de Jesus é esta. Fugirmos da religião das aparências para uma religião de verdade. E essa verdade vive-se na conversa, no diálogo com Deus, no abrir o coração a ele.
Esta simplicidade de Jesus é extraordinária porque, no fundo, é o lado intimista que Deus pede de cada um de nós, de uma relação pessoal profunda com Ele. Nós vamos a seguir ver um bocadinho a oração que nós podemos fazer, segundo o modelo que Cristo nos deixou, mas deixe-me dizer-lhe que é hora de nós podermos fazer um curtíssimo intervalo. Nós voltamos para a segunda parte já já a seguir.
Rádio RCS, 91.2 FM. Procura uma nova sintonia para a sua vida? Descubra a Novo Tempo Portugal. O canal de televisão que transmite esperança. No canal 186 da MEU, encontra programas para toda a família.
Bem-estar e esclareça as suas dúvidas sobre a Bíblia e as profecias. Na Meo, no Youtube e em novotempo.pt Veja agora, na TV, alguns dos programas que já houve aqui na RCS. Novo Tempo Portugal, o canal da esperança.
Aqui estamos nós de volta para a segunda parte do programa de hoje, do episódio de hoje do Bíblia Aberta. Estamos a falar sobre a importância da oração e a forma como nós devemos usar esta ferramenta tão importante, tão determinante para nós também conhecermos Deus.
e podermos assim saber claramente o que ele tem para nos oferecer. Antes de continuarmos a nossa conversa com o Pedro, com a Inês e com o Carlos, nós queremos lançar-lhe o desafio de termos a possibilidade de lhe oferecer um guia de estudo. Este guia de estudo tem por título Eu no Universo, ou seja...
tentarmos perceber qual é a nossa idade, a nossa identidade como cristãos. E por isso, se ainda não tem este guia de estudo, poderá solicitá-lo a partir de agora, através de uma mensagem que poderá ser enviada para o 933-9392-91, 933-9392-91, e nós, de forma muito simpática e querida, como é sempre o nosso abanágio.
podemos oferecer-lhe gratuitamente, receberá em casa sem qualquer custo, basta que nos envie uma mensagem a partir de agora. Vamos voltar de novo à nossa conversa, porque o tempo tem que ser sempre muito bem aplicado e acima de tudo nesta conversa nós precisamos do maior...
tempo possível. E eu gostava, como dizia há pouco, de nós olharmos para a questão da oração segundo o modelo que o Senhor Jesus nos deixou. E para isso, nós precisamos dizer a Lucas, não é o único Evangelho que fala da oração modelo, mas em Lucas, no capítulo 11, versículo 2, diz, venha ao teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Carlos.
Quando nós olhamos para estas palavras de Jesus, o que é que afinal poderá ser o centro da oração cristã? O que é que será o centro da nossa oração?
Olha, a oração cristã, o centro, deve ser exatamente deixar que Deus faça a nossa vida, ou seja, o caminho da nossa vida. Que se revele. Que se revele na nossa vida, exatamente. Que seja a vontade de Deus. Esse deve ser o centro. Porquê? E há pouco a Inês dizia, e muito bem, Deus sabe o fim desde o princípio.
Ou seja, e sabe aquilo que é bom, aquilo que é mau, aquilo que deve ser o nosso caminho. E nós, é por isso que a oração é tão importante, porque a oração também é um momento em que nós, no fundo, despimos o nosso eu.
e deixamos que seja Deus a atuar em nós. E sem a oração, provavelmente, nós tínhamos a nossa vida do dia a dia, a correr de um lado para o outro, nunca nem nos apercebíamos que, de facto, nós necessitamos que Deus atue na nossa vida. E o momento da oração é um momento muito importante e dá-nos essa mais-valia, digamos assim. Eu... Eu...
Posso confessar aqui, acho que não é nada... Vocês todos são pais, mas eu incluo sempre nas minhas orações os meus filhos. A minha esposa também, mas os meus filhos estão sempre presentes na minha oração. E como pai e como preocupação que nós temos, dei por mim quase a dizer a Deus o que é que eu queria que acontecesse com os meus filhos. Porque nós temos sempre aquele ideal, que tudo corra bem, que tenham...
uma vida académica fantástica, e depois encontrem a mulher, eu falo da mulher porque eu só tenho filhos, exatamente, encontrem a esposa que vai fazer com eles, percorrer, seja a companheira, para a sua vida, e dei comigo com estas, a incluir estas situações na oração, e depois, às tantas, comecei a pensar...
Mas quem sou eu para estar a dizer o que é que é melhor para os meus filhos? Eu tenho que fazer a minha parte, ou seja, eu faço a minha parte, como educador, faço essa parte, mas depois é Deus é que sabe o que é que será melhor para os meus filhos. E então eu mudei aqui um pouco a minha oração.
e apresento-os a Deus, mas peço a Deus que seja Deus a conduzir as suas vidas e que faça o melhor para eles. E isto é importante e Jesus ensina-nos este ponto que nós não temos qualquer veleidade.
pedir a Deus ou de quase encaminhar a Deus aquilo que deve ser o nosso objetivo, aquilo que nós achamos que é o melhor. Sem perderes o teu pensamento, deixa-me só dizer-te que li um pensamento de Ellen White, que eu achei bastante interessante. Ela não se dirige aos homens.
neste caso não serás contemplado, vamos dizer assim, ela dirige às mães. Ela diz que um dia no céu, quando Deus distribuir no fundo as coroas, muitos dos filhos vão olhar para as mães e vão dizer se eu estou aqui foi porque a minha mãe orou por mim.
Foi porque a minha mãe teve a preocupação de me ensinar o caminho. É verdade que ela fala das mães, poderemos incluir aqui os pais, não é? Mas eu acho que este princípio de orarmos pelos nossos filhos é um princípio muito comum e ao mesmo tempo de grande responsabilidade. Por isso, o que tu fazes é, sem dúvida, fantástico. Eu também o faço e acredito que todos nós que estamos aqui fazemos. Mas é verdade que às vezes nós parece que fazemos uma lista de coisas para Deus executar.
E às vezes estamos por nós já com a conversa já muito encaminhada. O plano está todo estabelecido. Nós é que sabemos o que é que é melhor. Mas não, mas e voltando à tua questão, eu acho que Jesus aqui dá-nos a... a forma como Jesus nos ensina a orar dá-nos a possibilidade de nós nos podermos render. Nós temos que nos render àquele que foi o autor da nossa vida e da nossa fé.
E, portanto, é uma grande oportunidade que nós temos, e às vezes não damos conta disso, eu falo por mim, não damos conta disso que temos esta oportunidade, que Jesus morreu por nós e, pela sua graça, deu-nos a possibilidade deste caminho, deste canal direto com o Salvador, e que o Salvador está disposto a ouvir-nos, está disposto a ouvir-nos. E, portanto, a oração tem, de facto, um poder fantástico.
Tu usaste um termo que eu acho que faz todo o sentido. Render-me-nos. Não é? Render-me-nos àquilo que é melhor do que o que nós temos. De alguém que é muito superior a nós. E por isso, nesta altura, talvez pudéssemos... E porque estamos a falar da oração, e porque se calhar ainda a quem nos ouve lá em casa e a quem nos vê poderá estar a pensar, então, que oração eu devo fazer?
Como é que eu devo estruturar a minha oração? Afinal de contas, o que é que eu devo dizer a Deus? Já estou a ver que muitas das coisas que eu digo já não são acertadas. Como é que eu hei de estruturar a minha oração? E eu gostava de lançarmos aqui agora um desafio de tentarmos encontrar esta estrutura bíblica, se quisermos, para a oração. E lanço-vos o desafio, e assim que está em casa também, de podermos ler o versículo 5 do capítulo 9 de Daniel. Daniel, capítulo 9, versículo 5, diz...
Confessamos as nossas iniquidades e a iniquidade dos nossos pais porque temos pecado contra ti. Inês, vamos tentar encontrar aqui, se é possível ou não, uma estrutura, digamos, clássica, bíblica, que a Bíblia nos apresenta de oração, mas que elementos essenciais da oração emergem deste modelo que Daniel também apresenta. Confessamos as nossas iniquidades e a iniquidade dos nossos pais porque temos pecado contra ti.
Nesta oração de Daniel nós podemos encontrar vários elementos. Até porque Daniel começa logo a sua oração, no versículo 4, reconhecendo quem Deus é, a sua santidade e a sua justiça. Diz assim, Orei ao Senhor, meu Deus, confessei e disse, Ah, Senhor, Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia.
Ele está a reconhecer quem Deus é neste início de oração. Reconhecendo quem Deus é e também quem ele é, não é? Com o próprio Daniel, não é? E quem ele é, claro. Porque ele reconhece as suas iniquidades, não é? É, isso vem já a seguir, não é? Na estrutura. Mas esta primeira aproximação de Deus é declarando quem Deus é. E nós precisamos na oração também... É...
de reconhecer quem Deus é, porque já na nossa própria estrutura, na nossa mente, se nos aproximamos de um Deus capaz, um Deus que é fiel, um Deus que é misericordioso, nós sabemos que no resto, e ao reconhecermos isso diante de Deus e de nós próprios, nós sabemos que então podemos contar com este Deus, que é um Deus também que nos vai perdoar e é aqui que também o Daniel vai chegar, não é? Ele tem uma visão correta de quem Deus é.
E ele agora vai confessar o pecado também, não é? Ele vai pedir misericórdia. Ele reconhece o pecado e não é só o dele, porque o Daniel até era um homem justo, não é? Que fazia a vontade de Deus. Mas ele reconhece o pecado do povo e vai orar em nome do povo, não é? Então ele reconhece a iniquidade dos mandamentos. Ele diz, nós pecamos. Ele não diz, ah, eles pecaram contra ti, coitadinhos.
Não, o Daniel vai se inserir também neste reconhecimento dele próprio de ser pecador. Ele é pecador, ele é humano e ele inclui-se aqui com o povo. E é assim também uma oração intercessória ao mesmo tempo, não é? Ao mesmo tempo que ele ora por ele, ele ora por todos.
E temos aqui uma responsabilidade comunitária quase, não é? Então podemos já evocar dois pontos. Aqui o primeiro que seria reconhecer a santidade e justiça de Deus, a confissão sincera do pecado.
Solidariedade intercessória pelos pecados da comunidade. Reconhecimento da justiça e do juízo divino. Aqui nos versículos 7 a 14, Daniel vai admitir que...
Deus fez justiça quando o povo esteve em exílio. Foi uma consequência do pecado. Daniel não está a dizer, ah Deus, porquê que isto aconteceu? Não, não. Ele aceitou. Eles aceitaram. Não culparam os inimigos, nem as circunstâncias, mas reconheceram que Deus agiu com justiça e que o povo estava a colher o resultado das desobediências, muitas. Então aqui temos um arrependimento genuíno.
da parte de Daniel, mas do povo também. E depois temos um apelo à misericórdia de Deus. Aqui no versículo 18, Daniel está a dizer que nós precisamos de confiar em Deus, não na justiça humana, não quem nós somos, mas na misericórdia divina. Isto não é pelos nossos próprios méritos, mas é porque Deus tem uma grande compaixão e dependemos da graça de Deus, não é?
E depois temos aqui também entre o versículo 17 e 19, se calhar até poderia valer a pena ler aqui.
Diz assim, agora pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo e as súplicas sobre o teu santuário assolado, faz resplandecer o rosto por amor do Senhor. Inclina, ó Deus meu, os ouvidos e ouve, abre os olhos e olha para a nossa desolação e para a cidade que é chamada pelo teu nome.
Porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face, fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias. Ó Senhor, ouve. Ó Senhor, perdoa. Ó Senhor, atente-nos e age. Não te retardes. Por amor de ti mesmo, ó Deus meu, porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome.
Aqui, já nesta parte da oração, nós vemos que Daniel está a dar a glória a Deus. É por causa do nome de Deus. Restaura, Senhor. Ele confia, ele sabe quem Deus é, porque ele já evocou tudo isso mesmo ao longo da sua oração. E pede esta restauração da sua nação, não é?
Então nós vemos que aqui temos um modelo, vamos dizer, da oração de Daniel. Ele começa com a adoração, reconhecendo quem Deus é, a confissão, admitir os pecados pessoais e coletivos, humildade, assumir a responsabilidade espiritual daquilo que está a acontecer, reconhecimento da justiça divina, apelo à misericórdia de Deus.
e busca da glória de Deus. Ele está a procurar aqui dar glória a Deus em tudo aquilo que eles estão a fazer e tem aqui um comprometimento com Deus. Querem, de alguma maneira, estão a fazer aliança com Ele outra vez, não é? Através desta oração. Esta oração faz-me pensar também na oração modelo que Jesus deu aos discípulos, porqueceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceuceu
Ela tem, nós vemos algumas etapas que aqui estão que se vão repetir da mesma maneira se analisarmos esta oração. Vou deixar-vos estudar a oração de Jesus, o Pai Nosso, como é conhecido, não é? Muito chá bem de cor.
E se forem ver a estrutura do Pai Nosso, ela não é muito diferente da estrutura desta oração, que nos mostra que nós precisamos de passar, se calhar, por estes passos na nossa oração pessoal, não repetindo, porque a ideia não é repetir o que os outros disseram.
Mas é porque, e também não era o projeto de Jesus, na oração que ele deu, nós estarmos a repetir palavra por palavra o Pai Nosso, não é? Mas é percebermos a essência, percebermos de que maneira esta estrutura nos fala também ao coração e que caminhadas nós fazemos enquanto estamos a orar, não é? Nós não podemos...
Começar uma oração e dizer logo, oh Senhor, dá-me já, preciso disto aqui e tal. Não é isto, orar, não é? Mas é entrar em relação, nós entramos em relação com Deus, nós reconhecemos quem ela é. Isto, ao reconhecermos a grandiosidade de Deus.
traz-nos obrigatoriamente a um sentimento de humilhação, porque reconhecemos, temos de reconhecer dentro do Deus do céu, que somos pequenos, que somos humanos, que precisamos da misericórdia dele. Isto é uma estrutura, sim, mas é a estrutura que nós precisamos de adotar, não porque vamos seguir a etapa, porque agora já estou onde? Já estou na parte da humilhação? Não é isto, não é? Mas é na nossa relação. Até chegarmos, e o objetivo é qual?
É estarmos em unidade com o nosso Deus, sentirmos a presença do seu Espírito e não confundirmos também que a oração não é só sentir, atenção, não é? Às vezes podemos dizer, ainda não senti aqui, nós não estamos numa relação de sentimentos, mas de entrega, de reconhecimento e pode haver sim momentos em que sentimos coisas, outros não sentimos nada assim de especial, mas...
Esta é uma estrutura que eu estou a propor E que podemos ver Noutros lugares também E nessa estrutura talvez possamos ainda Incluir o silêncio, não é? Porque precisamos muitas vezes fazer silêncio Para ouvir a voz de Deus Isso é muito importante
Obrigada Jás, sim O silêncio é fundamental Porque Deus se manifesta a nós também Nesses momentos de silêncio Nós estamos em oração E eu tenho essa prática Muitas vezes eu fico em silêncio Eu escrevo aquilo que me vem à mente Nomes de pessoas que às vezes eu...
põe no meu coração ou outros pensamentos que podem estar ligados e eu vou escrevendo, vou escrevendo e muitas vezes são pensamentos que até me acalmam a minha alma ou é uma prática que devemos experimentar se ainda não experimentarmos.
Isso mesmo. Já vimos aqui, de alguma maneira, aquilo que poderá ser a estrutura, se quisermos, de uma oração, sempre partindo da oração modelo de Jesus, não propriamente para nós a repetirmos para ser uma oração fixa em cada vez que nós nos lembramos de nos comunicar com o céu, mas este exemplo de oração é um exemplo bastante interessante. Agora, há uma outra questão, é que o próprio Deus deu-nos o exemplo, deu-nos a oração modelo, mas também nos disse...
Deixo-vos o Consolador para que ele vos ensine todas as coisas e vos relembre todas as coisas que eu vos tenho dito. O que significa que quando oramos, temos sempre que contar com o papel do Espírito Santo na nossa vida. E para isso eu gostava que nós pudéssemos abrir, é talvez o último texto que eu vou sugerir.
na conversa poderão ainda existir outros, mas eu sugiro que possamos ler neste momento Romanos capítulo 8, versículo 26, porque nesta passagem nós encontramos Paulo a dar-nos esta determinação do papel do Espírito Santo na nossa oração. Diz no capítulo 8, versículo 26 de Romanos, e da mesma maneira, também o Espírito ajuda as nossas fraquezas, porque...
Não sabemos o que havemos de pedir, como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. Com gemidos inexprimíveis. Esta expressão deve-nos fazer pensar. Pedro.
Quais são as implicações teológicas que nós podemos retirar deste texto para uma compreensão daquilo que é a oração, sobretudo no contexto das nossas limitações humanas? Porque, no fundo, nós precisamos ter uma relação com Deus. Como é que nós podemos olhar para este texto?
e olhar para as implicações que ele nos oferece. Eu acho que tem muitas implicações muito úteis, muitas delas teológicas, que é sobre a nossa compreensão da oração, e eu gostaria hoje até porque estamos a terminar também de tirar daqui uma implicação prática. Mesmo muito prática, até que o nosso tema hoje era a oração de forma prática. É verdade que se fosse parecer mesmo prático, nós hoje esta hora que passámos aqui, em vez de falar devíamos ter estado a orar.
Essa seria a única forma disto ser totalmente prático. Claro que esse não é o foco aqui. Nós estamos a elaborar, a explorar ideias que possam ser úteis, claro, às pessoas, a todos nós. Também prático, mas eu gostava de deixar aqui uma ideia prática. Claro que este texto tem aqui uma série de implicações. A primeira delas talvez seja reconhecer que nós temos muitas limitações. As nossas limitações humanas para a oração são muito evidentes.
Só para situar-nos em algumas delas, uma das primeiras limitações que nós temos, já falámos muito dela aqui, é de que nós não estamos conscientes do que é o melhor, do que é o ideal, do que é certo. Então, nós podemos estar, esse é um tema que já elaborámos bastante, podemos estar a pedir coisas a Deus, por exemplo, que são péssimas para nós.
Logo aí, nós enganamos a nós próprios na oração. Mas a nossa limitação não é só esta. Eu tenho, não só a minha experiência pessoal, mas, claro, lidando com muitas pessoas, sobretudo na vida espiritual, eu noto que muitos crentes sinceros, pessoas boas, que buscam a Deus, mas que têm muita dificuldade em conseguir ter uma disciplina suficiente na vida para terem realmente tempo e profundidade na oração.
Então há muitas pessoas que sofrem, há muitos crentes que sofrem muito porque não oram. Oram muito pouco. Não se conseguem organizar na vida para isso, não conseguem ter uma estrutura para ter tempo para orar, ou mesmo têm essa vontade, tiram um tempo, mas têm uma certa fragilidade no acto de orar. Ao longo do tempo da minha vida tenho tido muitas pessoas que às vezes me confidenciam que não conseguem orar mais do que uns minutos.
Porque começam a orar e começam a falar com Deus, seguem aquele caminho, têm os seus motivos de oração, ao fim de 5 minutos é como se já tivessem tudo dito.
Ou então à noite, quando se começa a orar e de repente estamos a dormir. Também acontece muito. Todos sabemos o que é isso. Às vezes naquela oração mais matinal, aí já é mais o relógio, porque tens que ir apanhar o autocarro, ou estás na hora de sair porque vais apanhar trânsito, não vais chegar atrasado ao trabalho. Então, ok, vai aquela oraçãozinha, essa então é mais rápida, mas não é porque não consigas, é porque está contada.
Obrigado por esta noite, dá-nos um dia abençoado, cuida dos meus filhos, e ok, é isto que há tempo.
Então nós percebemos que nós temos muitas limitações de agenda, de estilo de vida, de organização ou de disciplina que nos impedem de conseguir ter uma vida profunda de oração.
Mas depois temos uma terceira área, que eu queria aqui também situar-nos, porque tenho a certeza que muitos que nos estão a ouvir se identificam com esta realidade. Quantas pessoas eu também já tenho encontrado, e eu já me encontrei na minha vida em alguns momentos de deserto espiritual, como podemos designar, que é momentos em que nós não conseguimos orar.
Não tem nada a ver com tempo, nem com organização. Nós estamos espiritualmente fracos, débeis, nesses tais desertos espirituais. Não conseguimos. E não nos sai a oração, fugimos da oração. Há uma desilusão na nossa vida. A pessoa está desiludida, a pessoa está frágil, está numa secura espiritual profunda.
Daí que, às vezes, os profetas, no Anteíso de Samente, tinham aquelas promessas que Deus pode fazer brotar rios de água desse deserto onde tu estás a viver. Porque, às vezes, a única solução é nós estamos num deserto espiritual tão grande que não sabemos como sair de lá. E uma das evidências mais claras desses momentos espiritualmente de grande fragilidade é que as pessoas não conseguem orar.
mesmo que queiram ou que tentem. Então, o que fazer? Eu tive a tentar descrever aqui estas nossas imensas fragilidades e, felizmente, temos esta promessa aqui que é preciosa para isso, que é o Espírito Santo ajuda-nos nas nossas fraquezas.
como nós não sabemos como pedir e eu queria interpretar esta expressão não apenas naquele sentido mais clássico que foi o primeiro que eu usei que nós já usámos aqui que é o peço mal eu quero incluir aqui estas outras áreas da nossa vida nós não sabemos pedir, não é porque pedimos coisas erradas é porque não estamos a conseguir orar porque a nossa vida está frágil tudo isto que eu nos situei aqui isso também é esta parte nós não sabemos como pedir não conseguimos orar mas não conseguimos orar
Oramos mal, não temos tempo para orar ou não temos desejo profundo de orar. Tudo isto temos uma realidade extraordinária que é o Espírito Santo ajuda-nos nas nossas fraquezas e intercede. Mesmo alguém que tenha uma doença mental, que tenha uma grande incapacidade para orar e há pessoas que já me disseram eu quero, mas eu não consigo e tem ali uma depressão muito grande. E o Espírito Santo pode agir.
Então, como é que eu vejo aqui a atuação do Espírito Santo? Nós podemos não conseguir pôr em palavras, nem fazer aquela oração tradicional que é falar, porque é assim que nós interpretamos quando dizemos quando tempo demora a nossa oração, se temos tempo ou não para orar, se conseguimos ou não orar, quase sempre nós interpretamos isso como o que é que eu digo, o que é que eu falo?
E saber que o Espírito Santo pode traduzir, que é como eu leio esta intercessão do Espírito, é como ele traduz as coisas que nós não conseguimos dizer.
Então, eu, na prática, consigo imaginar, se quisermos, este texto a aplicar-se assim. Eu estou, por exemplo, num momento dessa grande fragilidade espiritual. Estou num sofrimento que não consigo orar, e o Espírito Santo lê esse meu sofrimento, essa minha ausência de oração no sentido de falar, mas Deus está a ler.
Está a interpretar. Sabe que ali não há um afastamento. Não há costas voltadas para ele. Curiosamente, esse é que é o pecado contra o Espírito Santo. Seria o momento... À luz deste texto, podemos dizer que pecar contra o Espírito Santo é tomar uma posição que o Espírito Santo já está... Não tem nada para interpretar, para interceder. Não há nada que ele possa dizer.
Mas nós podemos estar num momento em que não conseguimos falar com Deus ou sentimos fracos demais para isso, mas Deus está a ver essa fraqueza. Isso é uma oração para Deus. E nós não fechamos o nosso coração. Não fechaste o coração. Ele vai lá buscar uma coisa que nós não conseguimos dizer.
E nós muitas vezes sentimos dores, não é? E essa dor chega ao céu. Porque aqui diz claramente que ele intercede por nós com os midos indesprimíveis. E se quisermos levar a letra, no fundo Deus sente a nossa dor. Ele próprio sente a nossa dor. Ora, eu queria... Ias dizer alguma coisa que a Jó... Eu ia dizer que estou a ouvir e acho que é uma mensagem de esperança fantástica.
Porque muitas pessoas sofrem com aquilo que acabas de dizer. Não tenho dúvida. Não tenho problema de dar-me a testemunha. Eu, como pastor, porque eu trabalho no ministério há 24 anos e eu já tive muitos momentos ao longo da minha vida, alguns consigo recordar-me plenamente, e que eu passei por desertos espirituais. Eu estava a pregar a palavra de Deus às pessoas, mas eu estava espiritualmente seco. Deixei-me cair, ou passei por momentos difíceis e não havia um...
uma fonte a jorrar dentro de mim, outras em que eu me sentia espiritualmente forte, alimentava-me por um Deus, eu sabia que tinha coisas para alimentar o povo de Deus, outras eu não estava. E nesses momentos o que nos salva é saber que Jesus, através do seu Espírito, está a ler.
Essas coisas que tu não consegues dizer. Agora, o tempo passou e eu queria deixar, porque eu disse que deixava uma nota prática, que é uma forma de aplicar este texto na prática é usar a Bíblia para orar. Agora já não tenho mesmo tempo, porque não o administrei bem, mas as pessoas às vezes não imaginam o quanto a Bíblia salva a vida de oração.
Orar com a Bíblia já salvou a minha vida de oração várias vezes. Como eu não consigo ou estou frágil para ter esse tempo profundo com Deus, eu uso a Bíblia para orar. A maneira mais simples de fazer isso é escolher promessas bíblicas, e são tantas, e depois a oração pode ser só. Eu leio aquela promessa e depois digo, Senhor, cumpre na minha vida. Ou então oro por alguém e digo, Senhor, cumpre esta promessa na vida daquela pessoa. E a oração é só isto. Cumpre esta promessa na vida de alguém.
Se nós fizermos isto com muitas orações, com muitos textos bíblicos, então nós conseguimos orar com mais tempo e mais profundidade.
Só mesmo no céu é que o tempo não vai terminar. Terminámos aqui o nosso tempo, já não podemos ir mais longe, mas quero agradecer-vos a vossa presença e marcar encontro na próxima semana, porque na próxima semana vamos falar sobre fé. E é outro tema muito importante para a nossa vida. Antes de sairmos, quero deixar-lhe a possibilidade de poder solicitar este guia de estudo que temos, Eu no Universo.
E ao olhar aqui para dentro, eu posso ler-lhes um dos temas, Será que Deus me ouve? É um bom tema para poder refletir, então não perca esta oportunidade que lhe damos de ter este guia de estudo para poder desenvolver este tema e outros. 933-939291 é exatamente o número para o qual deve enviar uma mensagem e poder solicitar este guia de estudo Eu no Universo.
Fique com as nossas despedidas, foi muito bom termos estado consigo, para a semana voltamos a abrir a Bíblia, para podermos mantê-la aberta durante cerca de uma hora, consigo e com todos aqueles com quem você poder partilhar a mensagem. Que Deus o abençoe, até para a semana, se Deus quiser.
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