Guerreiros De Oração
- Guerreiros de OraçãoOração de Daniel · Sonho do Rei Nabucodonosor · Oração como equalizador social · Oração e dons espirituais · Oração de Daniel no capítulo 6
- Oração de DanielAgradecimento a Deus · Revelação divina · Singularidade da oração · Encontro com Deus · Esfera ascendente da oração
- Andar com DeusSignificado de andar com Deus · Comunhão contínua com Deus · Fé e obediência · Enoque e a vida de fé
- Fidelidade e PressãoRotina de oração de Daniel · Adaptação aos costumes de Babilônia · Prioridade de Deus sobre reis terrenos · Princípio de dar a César o que é de César
- Presença Divina na LiderançaMoisés e a dependência de Deus · Oração como prioridade de liderança · Comunicação com Deus · Liderança de Moisés
- Intercessão SacrificialIntercessão como luta · Sacrifício de Moisés · Amor radical na intercessão · Levar as cargas uns dos outros
- Postura na OraçãoRelevância da posição corporal · Critérios para Deus ouvir orações · Diferentes posturas bíblicas · Oração sem cessar
- O que a Bíblia ensina sobre dinheiroGestão de bens · Mordomia dos dons de Deus
Estamos de volta para mais um episódio do programa Bíblia Aberta, aqui no seu canal da Esperança, aqui na TV Novo Tempo Portugal. Já sabe, pode encontrar esta TV na grelha da Mel, no canal 186.
E nós estamos lá 24 horas sobre 24 horas a transmitir esperança. Se não tiver a possibilidade de ter esta operadora, poderá escutar-nos através da rádio RCS, nos 91.2 FM, para toda a grande Lisboa, ou então na internet, no YouTube, através do nosso canal da TV Novo Tempo Portugal.
São ferramentas que deverá ter sempre à mão para estar connosco. Deixe-me começar lendo ou parafraseando, se quisermos, uma passagem de Davi num dos chalmos em que ele diz claramente Alegrei-me quando me disseram vamos à casa do Senhor. Ora, esta não é a casa do Senhor, mas posso parafrasear.
no sentido de dizer, alegramos-nos muito de voltarmos à sua presença e de estarmos consigo em mais um episódio. Esperamos sinceramente que este episódio seja de grande utilidade para a sua vida espiritual. Hoje iremos falar de guerreiros da oração, foi isto que prometemos na semana passada. Estamos cá exatamente para desenvolvermos este tema. E para desenvolver este tema comigo, convidei a mesma equipa da semana passada, o Pedro.
A Raquel e o Isaac. Olá, muito bem-vindos. E na nossa conversa vamos, de certeza absoluta, chegar a este princípio dos guerreiros da oração como pessoas que se aproximam de Deus e que vivem com Deus.
permanentemente. Ok? Vamos começar por Daniel. Vamos ao livro de Daniel. Daniel tem experiências muito interessantes deste guerreiro, do que pode ser um guerreiro de oração. Daniel capítulo 2, convido a si que está aí em casa ou em algum lugar onde possa abrir a sua Bíblia, até mesmo o seu telemóvel, o seu tablet, não importa. Em Daniel capítulo 2, vamos ler do versículo 20 ao versículo 23.
do versículo 20 ao versículo 23 de Daniel 2, diz Falou Daniel dizendo Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele são a sabedoria e a força. Ele muda os tempos e as estações. Ele remove os reis e estabelece os reis. Ele dá sabedoria aos sábios e ciência aos entendidos. Ele revela o profundo e o escondido. Conhece o que está em trevas e com ele mora a luz.
Ó Deus de meus pais, eu te dou graças e te louvo, porque me deste sabedoria e força, e agora me fizeste saber o que te pedimos, porque nos fizeste saber este assunto do Rei. Isaac, vou começar por ti.
Que modelo de oração é que nós encontramos aqui, apresentado por Daniel? No fundo, ele está aqui a fazer um agradecimento a Deus. Ele diz, porque nos fizeste saber este assunto, oh rei. Há aqui algo de extraordinário, quase como uma resposta vinda de Deus, como a revelação de Deus. E, obviamente, que esta revelação que Daniel faz aqui também é um aspecto de louvor, se quisermos. Vamos lá comentar um pouquinho esta passagem. Então.
A oração é basilar em todo o livro de Daniel, mas isso porque ela tem papel preponderante na vida do profeta Daniel. E isso, então, é apresentado no seu livro. Sobretudo quando ele, aos 18 anos, por aí, sai da sua parentela e não volta mais. Um miúdo que estava focado no Senhor, aprendeu a depender do Senhor.
E estava ali sempre a orar ao Senhor. Mas vejam. Vejam que é interessante, quando lemos esses versos agora lidos, estamos já num segundo momento de orações. Porque há um primeiro momento. O contexto é que a grande potência da época, a Babilônia, tinha o seu monarca.
E este monarca teve um sonho. É interessante como os sonhos mexem muito com algumas pessoas. Mas esse sonho, de fato, era uma revelação de Deus. E o fato é que o monarca desperta e ele está perturbado. Ele quer conhecer o significado do que sonhou. Mas há uma dificuldade a mais. Ele nem lembra o que sonhou.
Então ele pede que seus adivinhos, seus magos, aqueles que estão acostumados a trazer uma palavra ao rei, venham e digam a ele o que ele não sabe.
Só que nesse momento eles não podiam apenas inventar uma história em relação à interpretação do sonho, porque o rei queria o próprio sonho que ele também não se lembrava. E aquilo estava muito além da capacidade daqueles homens que por fim foram dados como impostores a ganhar das riquezas do reino sem produzirem efetivamente respostas. E o rei decretou que todos eles fossem mortos porque não podiam atendê-lo. Então, se não me servem, por que estão cá?
E neste momento, esta ordem chegou também contra Daniel, o jovem, e seus amigos. Sadraque, Mesaque, Abednego, vamos colocar esses nomes, que são os nomes que a Bíblia apresenta. E aqui nós vemos um primeiro momento de uma pessoa de oração.
do guerreiro de oração. Daniel chama seus amigos, aqui versos 17 e 18 do capítulo 2, para poderem orarem a Deus e buscarem em Deus a solução para este impasse e também para preservar-lhes a vida. Sabe, há um ditado, ou um provérbio, que diz assim que e isto vai Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister Sister
Em haver muita oração, há muito poder. Pouca oração, pouco poder. Nenhuma oração, nenhum poder. Podemos avaliar o poder que temos através da oração. Mas o fato é que Daniel, ele mostra algumas particularidades da sua vida de oração nesse contexto do orar, para que Deus possa revelar algo a ele.
E assim ele, então, poupar a sua vida e dar ao rei o que o rei pede. É interessante que um dos característicos desta oração, da primeira oração, no verso 18, é a singularidade. Daniel, ele não está a orar de forma mística, tá certo? Ele não está a orar dentro de um ritual.
Foi falar disso na semana passada, um ritual, não, não, mas ele está a orar com fé, por algo específico, que se aprover a Deus, que Deus possa revelar aquilo que o rei está a precisar. Um segundo ponto é o encontro, porque Daniel está a buscar em Deus, aquele que estava com ele durante toda a sua vida.
uma vida curta, de jovem, mas durante toda a sua vida, ele estava a buscar neste amigo, neste companheiro, de cada dia, algo. E este encontro, já vimos a semana passada, nós vimos ali, estudar a Bíblia, a oração, faz um encontro, uma dependência de Deus. E Daniel, ele busca esse encontro com Deus, que leva a um terceiro característico, uma esfera ascendente.
bem diferente dos magos, dos astrólogos, dos feiticeiros da Babilônia. Ele foi o único, não ficou bloqueado, não é? Aqui eles estavam numa esfera...
horizontal, mas a revelação tinha que vir de cima, do alto, uma esfera vertical. E a oração, de fato, ela não baixa Deus até nós, mas a oração nos eleva até Deus. Por isso há aqui este movimento, essa esfera ascendente nesse contexto da oração de Daniel. E o fato é que Deus, ele responde. Deus responde a Daniel, qual é o sonho que o rei babilônico teve?
E ele responde qual é a interpretação deste sonho. E Daniel vai até a presença do rei, agora para poder dar-lhe o sonho e a interpretação. E o rei fica estupefato, porque um judeu, um hebreu, vir até mim, os meus não podem, este homem pode? E ele mostra, eu não posso, mas o Deus do céu pode revelar. E Daniel então conta o sonho e o rei lembra, e Daniel mostra a interpretação do sonho.
E aqui vem o quinto e último aspecto dos característicos desta oração, porque o sonho tem a ver com algo profético. E quando Daniel recebe a interpretação, ele mostra ao rei a história do mundo desde Babilônia, com o rei Nabucodonosor, até o estabelecimento do reino eterno de Deus na Terra.
E Nabucodonosor, ele entende que é isto mesmo. E é interessante que, como lemos aqui, nos versos, Jorge, você leu os versos 20 a 23, reis acenderam e reis caíram. Mas Daniel continuou ali a servir estes reis, como um homem de Deus. Daniel apresentou ao rei Nabucodonosor que Deus está no controlo.
do mundo, que tem tudo sob suas mãos. Mas, a finalizar e a responder a pergunta, nós vemos aqui que a oração de Daniel, a segunda que você leu, foi uma oração de louvor, de gratidão, onde ele rende graças a Deus, que estando acima de tudo e de todos, sendo soberano, ele atende aqueles que são fervorosos, e todos nós,
têm fé e o buscam em espírito e em verdade. Deus está disposto a atender não só a oração de Daniel, mas a atender a oração de todos nós, guerreiros de oração em tempos modernos. Uma coisa que me impressiona muito, neste capítulo 2, na experiência de oração, é como demonstra que a oração é uma espécie de equalizador social, porque na oração não há diferenças entre as pessoas.
Nós, obviamente, habituámos-nos a ver a Daniel como um grande profeta. Mas vamos ver aqui exatamente o que aconteceu. É quando o comissor ameaça que mata todos aqueles sábios, ele vem para casa genuinamente aflito. Aquilo, no fundo, toda a revelação do sonho vem como uma pessoa que está aflita...
vê que a sua vida está ameaçada, chega à casa e diz vamos já pôr a orar, porque senão isto vai correr mal. Ou seja, a única diferença entre ele e os outros é que ele tinha esta, digamos, escondida. Tinha esta arma ali. Exatamente. E nós vemos, então, tudo isto acontece nesta base tão simples que é o que nós estamos habituados a fazer. Temos uma aflição, uma ameaça na vida e dizemos vamos ao Senhor em oração. E o Senhor abençoa. Nós hoje na igreja vemos muito isto.
É uma coisa que sempre me impressiona realmente é que a oração funciona como uma espécie de elevador social, se eu posso dizer assim e vou explicar porquê. Há um conjunto de dons e características na igreja que, em certo sentido, eles separam mais as pessoas.
Por exemplo, em termos organizacionais, as funções e os ministérios separam poucas pessoas. O pastor tem uma função eclesiástica que o coloca num lugar de destaque, de autoridade espiritual, ou o ancião dentro da igreja local. Ou seja, a própria organização da estrutura da igreja pode fazer uma diferença, que aquela irmãzinha, a irmã Maria, que está lá sentadinha no canto, que tem uma vida simples, não tem nada de autoridade na igreja.
Mas os dons também fazem distinção. Aliás, é a função dos dons. Por exemplo, na igreja, uma pessoa que tem o dom de palavra, normalmente é uma pessoa que tem destaque. Porque se a pessoa tem uma boa oratória, a palavra move, conquista, e a irmã Maria é muito envergonhada, não sabe falar, está lá sentadinha no canto dela. Mas quando se trata de orar e interceder...
O pastor que tem autoridade eclesiástica ou o ancião que tem uma boa capacidade oratória não estão em nenhuma vantagem sobre a irmã Maria. Porque ela é uma guerreira de oração. E ela está a lutar em oração. Eu acho maravilhosa esta ideia de que a oração coloca. Nós somos todos iguais na oração.
Porque às vezes quanto mais simples tu és é um bocado esta lógica. Estás aflito, vou lutar com Deus. E eu tenho conhecido ao longo do meu ministério e da minha vida muitas pessoas assim. Em que a oração é mesmo o poder delas é que são pessoas que oram. Às vezes falamos das nossas mães. Temos sempre esta memória. Eu tenho muito essa coisa. Eu sei que a minha mãe está sempre a orar por mim. E de facto a minha mãe é esta pessoa super simples. Não tem destaque nenhum em lado nenhum. Pelas suas características.
Mas ela está a orar. E não sei se as orações dela não têm já movido grandes montanhas e realizado grandes coisas na obra de Deus. E não sei se já vos aconteceu, mas às vezes não são aquelas orações muito eruditas. Sim, exatamente. E feitas com palavras muito caras ou com imensas citações de versículos bíblicos que evidenciam muito conhecimento.
que nos comovem e que nos tocam e que nos levam para perto de Deus e que nos dão este tal momento de intimidade em que comode a Deus. É aquelas orações genuíneas. É às vezes aquelas orações muito simples, muito puras, muito genuínas que nos transmitem, de facto, este elo entre o céu e a terra.
São as orações da total dependência, não é? E as pessoas de oração, elas sempre colocam Deus em primeiro lugar e a oração vem em primeiro plano. A coisa está fácil, agradece. A coisa está difícil, clama. Mas são pessoas de oração e sempre dobram os joelhos em primeiro lugar. Esse é o primeiro passo. Nós devemos dar com os joelhos no chão.
É muito interessante ver a história de Daniel e ela é uma história, enfim, bastante atribulada, não é? Um jovem que é obrigado a deixar os seus parentes e no versículo que acabámos de ler ele começa por dizer Oh Deus de meus pais, há aqui quase como também um sentido de saudade quase, eu poderia dizer assim Eu te dou graças e louvo porque me deste sabedoria e força
Mas foi exatamente num momento de grande dificuldade. Ou seja, perante as dificuldades nós podemos ver que os guerreiros da oração usam esta ferramenta para poderem perseverar e terem o sucesso que é necessário. E nós vemos isso num outro exemplo de Daniel. Agora, se formos ao capítulo 6, mas o versículo 10, diz-nos claramente que...
Quando Daniel, quando soube que a Escritura estava assinada, entrou em sua casa, tinha as janelas do seu quarto abertas da banda de Jerusalém e três vezes no dia se punha de joelhos e orava e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer. Isto não tem a ver com o episódio que acabámos de salientar, mas é um outro episódio onde nós vemos aqui também que a oração vai ser um elo de relação com o próprio Deus. Neste episódio.
Que o levou à cova dos leões. Exatamente. E por isso é que eu ia perguntar-te, Raquel, o que é que este texto nos ensina a nós entre a relação que podemos ter com a nossa fidelidade espiritual, porque é isso que Deus pretende que tenhamos, e ao mesmo tempo a resistência que pode existir perante qualquer pressão. E nós sabemos que todos os dias temos pressões, sejam elas políticas, religiosas, não importa, todos nós vivemos sobre pressão.
Bom, eu acho que a chave, e eu vou focar-me um bocadinho na última parte do texto, em que diz que três vezes no dia ele punha-se de joelhos e orava e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer.
E este, como também antes costumava fazer, é o segredo, no fundo, de Daniel e é o segredo de todo o cristão. Se quisermos ser cristãos cheios do poder de Deus, então temos que nos decidir por Deus na rotina diária. Não foi quando chegou esta dificuldade, este decreto que vem trazer esta aprovação a Daniel, que ele começou a, de repente, agora vou orar.
Agora vou procurar a Deus. Não, foi precisamente porque ele, no dia a dia dele, tinha esta rotina, tinha esta disciplina de orar três vezes ao dia, abrindo as janelas, virando-se para casa, no fundo, que o fortaleceu para que ele pudesse, então, demonstrar a sua fidelidade neste momento de dificuldade.
Deixa-me só talvez interromper de dizer ele podia ter tido outra postura porque depois de ele ter revelado o sonho do rei e ter tido todo aquele sucesso e ele ter sido indigitado, digamos para uma função de grande responsabilidade no reino, ele poder pensar, bom, já estou, digamos, tranquilo o tempo de oração já não é tão necessário assim, não é? Porque já resolvi o meu problema e o problema de toda a gente mas não foi assim e aí
Não foi assim. Aliás, e nós sabemos que muitas das pessoas que vieram com Daniel de Jerusalém para a Babilónia, se acomodaram e adaptaram aos costumes de Babilónia e muitos deixaram a fé dos seus pais para trás. Daniel continuou a ser firme, a ser fiel, a ser leal e nós sabemos que não foi só neste episódio, foram outros da história de Daniel. Mas neste caso há uma coisa que me chama muito a atenção, que é, Daniel orava três vezes ao dia, todos os dias.
uma coisa que era absolutamente normal ele era livre de o fazer a partir deste momento passa a ser contra a lei nós hoje em dia podemos falar de liberdade religiosa e o nosso país tem uma das leis de liberdade religiosa mais bem redigidas mas de um momento para o outro as coisas mudam isso
E foi aquilo que ele fez antes que o preparou para este momento. E o que é que Daniel fez? Ele não protestou. Nós, normalmente, quando nos sentimos hostilizados, às vezes a reação humana normal é reagir, é queremos protestar, é dizer que estamos a ser injustiçados, de alguma maneira manifestarmos a nossa indignação.
Também não se escondeu, ele podia de repente dizer, bom, vou ser cauteloso, vou ser prudente, vou orar na mesma, mas vou fechar as minhas janelas, as pessoas não precisam de ver, Deus vai perceber que eu estou a orar na mesma, mas não, ele permaneceu fiel à rotina que ele tinha com Deus, porque ele não estava a fazer nada de errado. Deus é muito claro na Bíblia quando diz que não nos vai livrar do sofrimento, ele diz no mundo três aflições, mas...
tendo bom ânimo, porque eu venci o mundo. Então, o que ele nos promete é exatamente a sua presença connosco nos momentos de maior dificuldade. E uma coisa que é importante também aqui analisar, e o Isaac já aflorou aqui um bocadinho esta questão, é que se nós formos a ver, Daniel foi um servidor, no fundo,
um servo, embora numa posição realmente destacada, de vários reis pagãos. Foi primeiro Nabucodonosor, foi Belsazar e agora Dario. Dario que nós sabemos que era seu amigo. Dario foi instigado por pessoas que tinham inveja de Daniel e da posição que ele tinha alcançado no reino de Dario, que queriam prejudicá-lo, no fundo. E, portanto... E aí
Ele era fiel não só ao seu Deus, mas também enquanto cidadão. Não havia nada a apontar a Daniel e por isso eles arranjam este estratagema para o prejudicar. Mas quando Daniel fica, apesar de ele ser um cidadão exemplar, um servo fiel aos seus reis, não é? Quando ele fica aqui entre servir a Deus ou servir a um rei terreno, ele tem muito clara a sua prioridade.
Deus está acima de todas as coisas. Ou seja, Babilona deu-lhe um passaporte do país, mas ele continua a ser de Deus. Com certeza. O reino dele não era ali. O rei dele não era o rei Dario, embora ele prestigiasse qualquer rei para quem ele tivesse trabalhado. E isto ensina-nos a nós também qual é a nossa postura hoje na nossa vida. Enquanto cidadãos devemos ser exemplares, devemos servir os nossos governantes, devemos dar o exemplo, ser cumpridores da lei.
Mas quando os nossos princípios e os nossos valores e, sobretudo, a soberania de Deus está em causa, a nossa fidelidade deve ser sempre para com Deus. Já Jesus dizia, a César o que é de César, a Deus o que é de Deus. Claro. E, perante esse princípio, nós vemos aqui um Daniel totalmente focado na oração.
como um sinal, digamos assim, de submissão total a Deus, não é? E já a semana passada nós falámos um bocadinho do que é permanecer em Deus. Exatamente. Mas se formos, por exemplo, agora a Atos, e vamos só saltar, sair aqui um bocadinho desta ideia do livro de Daniel, se formos ao livro de Atos, no capítulo 20, nós vamos encontrar aqui no versículo 36, Atos 20, 36, que diz, Havendo dito isto, pôs-se de joelhos e orou com todos eles. Ok? Pedro.
Faz o enquadramento desta passagem, não é? Porque é interessante nós podermos ver, mas ao mesmo tempo achas que esta posição, digamos assim, de usarmos esta postura de estarmos de joelhos diante de Deus, será ela tão relevante e poderá ela ter assim um impacto na forma como Deus ouve a nossa oração?
Ou esta questão é uma questão que eu diria de menos importante, não é tão relevante assim a posição ou postura que temos de Deus? Eu acho que é uma questão, pode parecer, quem sabe, algumas pessoas uma espécie de um detalhe um pouco irrelevante, de facto, comparado com o que é o tema da oração. Qual é a forma que devemos ou se há uma forma ideal?
Mas há algumas razões práticas pelas quais eu diria que até tenho interesse e gosto em responder esta pergunta. Isto só porque vinhamos de Daniel e Daniel diz que se colocava dos joelhos e orava, não é? No caso da oração que é referida no capítulo 6, que é essa tal que ele ia à janela, lá refere que ele ia orar dos joelhos. Aqui temos um exemplo no Novo Testamento como o apóstolo também se ajoelhou depois daquela reunião que tinha feito com os irmãos ali.
Por isso torna-se relevante, particularmente por razões muito práticas. Portanto, eu vou olhar para esta pergunta, vou dar uma resposta bíblica e aqui em poucos minutos dar um enquadramento, mas há uma relevância prática porque não só há crentes que sinceramente se questionam
sobre se, em certos momentos, é conveniente ou temos alguma indicação bíblica, portanto, tem dúvidas ou até mesmo uma vontade de fazer bem, mas também temos alguns movimentos, não estou a dizer organizados, movimentos é, há grupos de pessoas que eu tenho conhecido, até nos últimos tempos, que são, dão muita relevância a este tema.
E eu tenho encontrado num ou noutro sítio, embora uma coisa excepcional, mas tenho encontrado grupos de crentes que consideram que só devíamos orar de joelhos. Como se a posição estivesse associada à reverência ou à falta dela. Como se aquela é a posição que demonstra reverência, ao contrário de outras, e portanto não aceitam, literalmente.
orar noutra posição. Há, por exemplo, alguns crentes que, por causa disso, por exemplo, se vão a uma igreja, só oram nos joelhos, independentemente de qual é a ordem que é dada, o que é que se pratica dentro da igreja. Porque têm essa convicção, e na verdade têm liberdade, é só ajoelharem-se, não é?
A questão é, depois é, e vão obrigar os outros ou vão tentar dizer a igreja está mal, por exemplo, ou uma comunidade, ou os crentes, individualmente, só deviam orar nesta posição. É por esse sentido que há aqui uma razão prática para tentar responder a isto. Vamos a isso em três ou quatro pontos. O primeiro deles é que a posição corporal não determina se Deus ouve ou não. Este é o primeiro ponto.
Porque nós sabemos que o critério decisivo para se Deus ouve ou não as nossas orações, nós conhecemos porque isso está registrado na Bíblia em diversas ocasiões. Exemplos. Salmo 66, 18 diz, Se eu atender à iniquidade do meu coração, o Senhor não me ouvirá. Então, aqui nós temos uma declaração específica e clara sobre que sim, é uma realidade concreta Deus não ouvir orações.
Só que o que o texto diz é se eu atender à iniquidade do meu coração. Ou seja, se eu orar, mas na verdade aquela oração não representa nada do que eu quero para a minha conduta. É isso que é atender à iniquidade, não é? Eu cair numa falha, eu ser uma pessoa pecadora. Então é melhor ninguém orar.
É se eu quiser pecar. Portanto, eu atendo à iniquidade, mas depois oro. Pode ser que isso equilibre as coisas. Então, não é isso que Deus quer. Textos como o Salmo 145 dizem que o Senhor está perto de todos os que o invocam em verdade. O que quer dizer que o critério que é dado para a proximidade de Deus e o Senhor todos os que o etiquete e todos os que o etiquete e todos os etiquete e todos os etiquete e todos os etiquete e todos os etiquete e todos os etiquete e todos os etiquete e todos os etiquete e todos os etiquete e todos os etiquete e todos os etiquete
é fazê-lo em verdade. Um pouco como Jesus dizia sobre o contexto da adoração, aliás, na conversa com a mulher samaritana, quer dizer que a oração também se engloba aí, em que o Senhor Jesus disse claramente Deus...
que Deus quer é que o adorem em espírito e em verdade. E o que é que estava dentro desse debate, que é curioso, porque tem interesse para aqui, porque o debate era qual é o lugar certo para adorar a Deus, se em Jerusalém, se lá em Jerusalém e em São Maria. O que quer dizer que tem a ver com forma ou posição.
Portanto, ali não era se é joelhos em pé, se pode ser aqui ou se pode ser ali. É o lugar físico. O que tem total aplicação neste debate. Se é em pé, se é de joelhos, se é deitado, se pode ser em qualquer posição. Portanto, nós percebemos que a revelação, o que diz da parte de Deus, é que não estejas preocupado com a forma, porque o que Deus procura é espírito e verdade.
Portanto, nós percebemos que há critérios para Deus ouvir. Eu considero que dos textos que ainda não citei mais relevantes, eles existem diversos no Antigo Testamento, em que através dos profetas, Isaías, por exemplo, tem um conjunto de capítulos muito fortes.
em que Deus diz, através do profeta, ao seu povo, eu abomino as vossas orações e diz que estou cansado das vossas adorações, dos vossos hinos, e não suporto os vossos jejuns, diz Deus.
E em alguns momentos esconde o seu rosto. Esconde o rosto. E está a falar, portanto, da oração e depois diz porquê. Porque diz, vocês vêm aqui para a congregação, ajoelham-se, oram, cantam e depois vão e exploram o desgraçado do vosso empregado e têm sangue nas mãos. O que quer dizer que Deus não separa as ações, a conduta da pessoa, a integridade, a honestidade, a bondade.
da prática espiritual. Com todos estes textos, eu tomei o tempo de dar vários exemplos para mostrar que se há um critério bíblico para definir a oração que Deus aceita ou não aceita, esse critério nunca é a posição em que tu oras. É a verdade com que tu fazes no teu coração e o que é que tu fazes depois de orar. Esse aqui é mais o critério. Se tu és uma pessoa de bem e que estás a buscar a Deus com sinceridade. Agora, há um segundo aspecto interessante.
é que diferentes posturas bíblicas não só são admissíveis como existem na Bíblia. E agora vamos à resposta mais específica sobre se há uma posição certa ou não. A verdade que encontramos na Bíblia é que diferentes atitudes físicas ou posturas expressam o quê? Atitudes distintas. Então, há lugar, de facto, para diferentes posturas, tendo em conta a atitude que se pretende, a experiência que se pretende fazer.
Então, nós temos aqui o exemplo de que Daniel, o apóstolo Paulo, vimos que em determinados momentos ajoelharam-se, nós percebemos que ajoelhar-se tem um sentido de reverência ou submissão.
Lá está, Daniel é um bom exemplo porque o que estava em causa é que ele podia até ser preso ou a sua vida estar em risco. E ele ajoelha-se na mesma, que é uma maneira de dizer, eu não me submeto às autoridades e às leis humanas, preciso me retirar a submissão a Deus. Nós percebemos que o ajoelhar tem a ver com submissão.
Mas nós vamos a vários momentos, por exemplo, em assembleias solenes em Israel, em que todo o povo é chamado e diz que todo o povo estava em pé diante de Deus como um só homem, por exemplo. Nós percebemos que estar em pé, o que é que representa normalmente? Adoração ou até confiança.
É o ato de se colocar disponível. Por isso é mais como um exemplo de oração, de postura, digamos, de buscar a Deus. Mas nós temos, por exemplo, também a posição de prostração. Mateus 26, por exemplo, diz que ele foi um pouco mais adiante. Jesus, que é quando está no Getsemane, diz que prostrou-se sobre o rosto.
Quer dizer que Jesus deitou-se no chão e com o rosto na terra. Nós, por exemplo, hoje estamos habituados a ver as expressões muçulmanas de oração no Islão. Tem uma posição de prostração que é o rosto vai para a terra. Que é mais um sentido de quê? De humilhação, por um lado. Pode ser o sentido de eu quero humilhar-me diante de Deus ou de entrega total.
Ou seja, quer me entregar totalmente. Portanto, o que é que nós percebemos? Diferentes posições vão a expressar diferentes atitudes. Última palavra para dizer que Deus ouve orações em qualquer circunstância.
desde que os critérios que já falámos estejam colocados e desde que a oração seja entendida como parte do meu estilo de vida. É a razão pela qual, se alguém quisesse afirmar que estar dos joelhos é a única posição correta, então aí entraria imediatamente em oposição a um grande princípio bíblico que o apóstolo Paulo, por exemplo, explora aos tecelonicenses quando diz orai sem cessar.
Orar sem cessar é um princípio global sobre a oração. Que é o quê? Que a oração é a tua vida.
Obviamente ninguém ora 24 horas por dia, não pode ser isso orar sem cessar. Significa que a oração é essencialmente uma atitude. Então eu posso orar quando estou a trabalhar, se de repente ele levar um pensamento a Deus. Orar sem cessar é buscar continuamente a presença de Deus. Há muitas formas de o fazer. Jonas orou dentro de uma baleia, clamou, ali não diz orou, ninguém vai pensar que ele se ajoelhou para clamar a Deus, porque estava dentro de uma baleia e vamos imaginar o que estava a acontecer ali.
Mas o clamor surge. É isso orar sem cessar. É um clamor permanente. Então, há lugar para as diferentes posições no momento em que elas possam ser adequadas, mas, acima de tudo, há lugar para orar sempre. Eu pensava no próprio Pedro, quando ele está sobre as águas e, de repente, cai. Ele também ora, não é? Clama. Clama, exatamente. A essência é mais importante do que a forma.
Eu sei que a conversa está ótima Eu sei que nós não a queremos interromper Mas nós vamos ter que fazer um curtíssimo intervalo Vamos sair Mas voltamos já a seguir Para a segunda parte destes Guerreiros da Oração
Procura uma nova sintonia para a sua vida. Descubra a Novo Tempo Portugal. O canal de televisão que transmite esperança. No canal 186 da MEU, encontra programas para toda a família.
e esclareça as suas dúvidas sobre a Bíblia e as profecias. Na MEO, no Youtube e em novotempo.pt Veja agora, na TV, alguns dos programas que já houve aqui na RCS. Novo Tempo Portugal, o canal da esperança. RCS
Já estamos prontos para abrirmos a segunda parte do programa A Bíblia Aberta aqui na TV Novo Tempo Portugal. Estamos a falar neste episódio sobre os guerreiros da oração. Começámos por ver um excelente exemplo que foi a vida do profeta Daniel, deste homem.
que viveu com Deus uma experiência única e que nos dá como exemplo de vida também. Passámos também pelos apóstolos, o próprio Jesus, enfim, a conversa está extremamente agradável. Eu acredito que aí em casa você não perdeu a primeira parte e não vai perder a segunda parte. Por isso, eu aqui vou lançar-me um desafio de voltar a pegar na sua Bíblia para abrirmos agora em Génesis capítulo 5.
No capítulo 5 de Génesis, no versículo 24, nós vamos ver claramente que andar com Deus é também um estilo de vida, ok? Então vamos abrir em Génesis capítulo 5, versículo 24. Diz que andou Enoch com Deus e não se viu mais, porquanto Deus para si o tomou.
A história de Enoch é muito bonita, mas nós só temos dois ou três versículos no máximo na Bíblia, digamos que na descrição de quem foi este homem. Mas estes dois ou três dão-nos a possibilidade de dizer que foi, sem dúvida, um personagem extremamente importante neste mundo. Raquel, esta é uma pergunta muito simples que eu te vou fazer, mas eu acredito que a resposta é profunda, de certeza absoluta. O que é que significa andar com Deus?
É uma pergunta que parece simples, mas depois tem aqui muito que se lhe diga. E é como estavas a dizer, é um facto que a vida de Enoch é um bocadinho misteriosa, não é? Não temos assim uma grande visão do que ele fez, de qual foi o seu percurso. 365 anos, ainda é muito tempo, não é?
Sabemos que ele teve um filho, não é? Diz que ele viveu 65 anos e que depois teve Matusalém. Foi sem mais nem menos o homem que viveu mais tempo nesta terra, não é? Depois temos a informação de que depois de ter este filho ele andou com Deus 300 anos.
300 anos. Então, 365 anos de vida e ele anda 300 destes anos, diz a Bíblia, com Deus. Eu acho que ainda pegando um bocadinho naquilo que o Pedro estava a dizer ainda há bocadinho, andar com Deus é ter esta noção, esta consciência constante nos nossos afazeres diários de que Deus está ali, da presença de Deus connosco.
E de nós, em qualquer momento, falarmos com Deus sobre as coisas mais corriqueiras desta vida, se temos uma preocupação, se temos uma alegria. E falamos com Deus porquê? Porque temos esta noção permanente de que Ele está connosco. E vamos, no fundo, em quase todas as coisas espirituais, demos nós as voltas que dermos. Vamos parar este tema comum, que é a comunhão contínua com Deus.
É eu buscar a presença contínua de Deus, não é? É eu orientar a minha vida para este relacionamento que eu quero ter com Deus. É eu alinhar-me com a vontade de Deus. E eu acredito que Enoch tenha feito todas estas coisas ao ponto de que nunca mais foi visto porque Deus o quis tomar para si. E, no fundo, isto está muito ligado à obediência.
Em Deuteronómio 10 diz assim, ó Israel, e Deus está-se a dirigir ao povo, aqui é o povo de Israel físico, mas podemos encarar este Israel como o povo espiritual, que somos todos nós aqueles que aceitamos Cristo como nosso Salvador. Então, ó Israel, o que é que o Senhor teu Deus exige de ti agora, exceto que temas o Senhor teu Deus, que andes em todos os seus caminhos e ames e sirvas o Senhor teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma.
isto é aquilo que Deus quer que nós façamos isto é andar com Deus não é que nós o amemos, que o sirvamos que lhe obedeçamos outra das coisas importantes que temos de fazer é eliminar tudo aquilo que nós temos na nossa vida que nos afasta desta comunhão com Deus aquilo que impede que nós tenhamos tempo para Deus aquilo que interrompe a nossa atenção para aquilo que é a leitura da Bíblia ou o tempo da oração e isto é
tudo aquilo que compromete a nossa caminhada cristã nós devemos afastar da nossa vida uma coisa que temos que ter sempre presente é que não vamos ser perfeitos nós não sabemos se Enoque fez tudo perfeitamente se não errou, o que a Bíblia diz é que nós todos somos pecadores mesmo que o tenha feito, não há nada na Bíblia que nos diga que ele foi mais perfeito do que nós no sentido da originalidade, digamos assim da criação a Bíblia
Paulo dá-nos aqui, abre aqui um bocadinho mais o véu em Hebreus, quando diz naquele capítulo muito famoso, que fala dos heróis da fé, em Hebreus 11, diz que Enoque agradou a Deus. Então temos aqui mais uma informaçãozinha sobre a vida de Enoque. E logo a seguir diz o quê? Diz que sem fé é impossível agradar a Deus. Então nós sabemos que ele, para além de ser um homem que andou com Deus, ele foi um homem de fé. E certamente na sua vida teve expressões desta fé. E aí
Se nós depois formos a Génesis 6 e percebermos em que tipo de mundo é que Enoque vivia, isto ainda se torna mais extraordinário. Nós sabemos que em Mateus Jesus compara os tempos que nós vivemos, o fim dos tempos aos tempos de Noé.
que eram estes tempos que Enoque também viveu. Um mundo de corrupção, um mundo de muita maldade e Deus diz que esta corrupção e maldade ia aumentando de dia para dia até chegarmos à vida de Noé e percebermos que Deus estava tão desiludido com a humanidade que diz que se arrependeu de ter feito o homem. Então...
Enoque não vivia num mundo mais fácil do que o nosso, do que aquele em que nós vivemos hoje. Mas ele conseguiu neste contexto encontrar tempo para estar com Deus, encontrar tempo para a comunhão com Deus e para expressar então esta fé ao ponto de Deus dizer que se agradava dele. Só para terminar, nós podemos fazer muitas coisas extraordinárias na nossa vida, nas esferas onde nos movemos.
Mas sem dúvida que a maior grandeza espiritual é esta, nada mais nada menos do que vivermos continuamente na companhia de nosso Deus. A Bíblia revela que Enoque foi para o céu. Sim. É um dos poucos personagens, pouquíssimos, aquela muito short list de pessoas que ou umas passaram pela morte e foram recitadas, outras não passaram pela morte. E a Bíblia informa-nos que eles acabaram por ir para Deus.
Tem que haver algo extraordinário, porque é uma exceção absolutamente. Seja qual for a razão, um dia li uma coisa assim poética, é uma metáfora poética mesmo, que dizia que era uma tentativa de parafrasear poeticamente a ideia de andar com Deus. Então, mais ou menos, já foi há muitos anos, mas o texto, a ideia nunca mais me esqueceu. E o texto dizia que a Noé todos os dias caminhava com Deus.
E faziam uma longa caminhada juntos. Conversavam. E, ao fim de uns anos, a caminhada durou tanto tempo que eles já estavam mais perto da casa do pai.
Em que então Deus lhe disse, bom, agora já não vale a pena voltar para trás, ficas mesmo aqui. E que o guardou para ele porque ele caminhou com ele até lá. Sempre guardei esta ideia de que este caminhar com Deus é fazer de Deus como se fosse a nossa companhia, a nossa conversa, a nossa partilha. E quando fazemos isso, no fundo, é quase como se estivéssemos já com ele, na casa dele.
Ser um guerreiro de oração é, sem dúvida, algo de extraordinário. E vemos aqui no exemplo de Enoque que a recompensa maior foi a eternidade, não é? E quer queiramos, quer não, esta é também a mesma recompensa que Deus quer dar a cada um de nós. Desculpa se me permite, estava aqui a pensar enquanto a Raquel e o Pedro falavam.
É muito interessante avaliar a vida particular à luz destas falas neste dia. Porque veja...
Muitas pessoas estão a questionar, ou com sinceridade muitas vezes, se Deus está com elas. O mais importante de saber se Deus está conosco é saber se nós estamos com Deus. E ao ouvi-la falar, Raquel, estava aqui a pensar.
sintetizei na minha mente assim, que andar com Deus é ter o senso da presença de Deus e viver em função dessa presença. E aí vem a recompensa, a eternidade para Enoque. Será a mesma eternidade para aqueles que andarem com Deus. Isso, isso.
O programa A Bíblia Aberta tem sempre uma pequena lembrança para deixar a todos aqueles que desejam gratuitamente recebê-la em sua casa. Desta vez nós temos um guia de estudo que nos apresenta um tema, a educação financeira à luz da Bíblia. Tudo aquilo que é necessário nós sabermos como gerir.
os bens e a parte, digamos, como sermos bons mordomos, se quisermos, daquilo que o Senhor Deus nos dá. Se desejar receber este guia de estudo, esta revista em sua casa, totalmente gratuita, poderá fazer-se um pedido através de uma mensagem para o 933-939291 e de certeza que nós iremos enviá-lo rapidamente para que possa ter este guia e poder assim...
confrontar-se a partir da Bíblia aquilo que é o correto para a sua vida no que diz respeito à educação financeira. Voltando à nossa conversa, nós vamos agora introduzir aqui um outro aspecto. Vou puxar um pouquinho Moisés para a nossa conversa, porque também tem muito para nos oferecer, se quisermos, não é? E vermos que a oração e a presença divina são sempre uma prioridade absoluta para estes homens, para estes guerreiros. Vamos a Êxodo capítulo 33.
Abrindo rapidamente em Êxodo 33, versículo 15, nós podemos ler, Então lhe disse, se a tua presença não for connosco, não nos faças subir daqui. Estamos em pleno deserto, estamos em plena luta até chegar à terra prometida e Moisés vira-se para Deus e diz-lhe, se a tua presença não for connosco, não nos faças sair ou subir daqui.
Isaac, Moisés é que declara o óbvio, não é? Ele diz, se a tua presença não for connosco. Será que esta declaração de Moisés revela o papel da oração na liderança de um homem como foi Moisés, liderança espiritual diante de um povo que Deus também o adotou como seu povo? Com certeza. Moisés aprendeu...
Logo cedo que sem Deus há nenhum lugar, mas com Deus há qualquer lugar. Isso é fantástico. Era um líder e este líder, eu estava a ver, tem cerca de 70 traços positivos do seu caráter enumerados.
A paciência, a humildade, a mansidão, a consagração, a oração, a piedade, a liderança, enfim. Vamos voltar aqui no foco da oração, que era um, ou que é um dos traços positivos do caráter de Moisés. Eu fico aqui a pensar quem sou eu ao ouvir, ao falar de Daniel, de Enoque, de Moisés, Jesus. Tudo bem, Jesus é Deus, mas estes...
homens e mulheres, que aqui não estamos a referir, que viveram ao pé de Cristo Jesus. Eu fico a imaginar eu, como líder de uma casa, como um esposo, como um pai, como líder, você, quem sabe, numa empresa, numa igreja, ou em qualquer sítio. Será que é importante esta liderança? Quais são os nossos traços, os meus traços positivos do caráter?
Ao avaliar a vida de Moisés, ele recebeu três tipos de educação. Moisés recebeu educação intelectual, secular, acadêmica, no Egito. Ele recebeu educação espiritual na terra de Midian. Se deparou com Deus de um modo muito pessoal. E ele recebeu a educação experimental, a prática, no decorrer de sua jornada no deserto.
E agora vejam, Moisés no texto de Êxodo está a dizer que se Deus não for, ele não pode ir. Ele é um líder que não pode fazer só, mas com Deus, como diz a Bíblia, o salmista, ele fará proezas. Com Deus faremos proezas.
E nos altos e baixos da vida de Moisés, não foi perfeito? E isto me anima e penso que anima cada um de nós. Nos altos e baixos da vida do humilde líder Moisés, nós percebemos repetidamente que a parte mais importante de sua vida e o segredo do seu sucesso como líder piedoso
foram a sua comunicação constante, profunda, permanente com o Deus eterno. Dependeu de Deus e viveu uma vida de oração.
Eu vejo cá que Moisés não simplesmente pensava em Deus ou a respeito de Deus do que ele podia fazer. Não, Moisés via a Deus. Ele teve essa oportunidade. E nós também podemos ver a Deus com os olhos da fé. Moisés confiava em Deus e no seu poder.
Quanto estamos a confiar? No momento em que a xícara está cheia, está tudo bem. Mas a chávena está cheia, está tudo bem. E no momento em que a chávena está vazia, e aí? Nos desesperamos? Moisés confiava em Deus e ele adquiriu o senso da presença de Deus e viveu em função dessa presença. Tanto que, se a tua presença não subir conosco, esquece, não vou. Não vamos. Se eu não vou, o povo não vai. Não vamos. Eu fico a imaginar...
e convido você a imaginar comigo, é a experiência de falar com Deus e viver junto a Deus tão plenamente. Deus está a dar bênçãos a todos. É interessante que chuva e sol vêm sobre bons e maus, justos e injustos, diz Mateus 5.
Mas existem coisas e bênçãos e vitórias específicas que Deus dá a quem busca nele, a quem está em comunhão com ele, a quem clama, ora a ele. Os israelitas não tiveram esse tipo de comunhão com Deus. Indigitaram Moisés para ser o representante, para estar com Deus e trazer-lhes a vontade de Deus.
O fato é, Moisés como líder entendeu que a sua liderança seria de sucesso ou fracasso a depender de Deus. E ele entendeu que para ter Deus precisava buscar. E ele buscou. E ele liderou. Até passar o bastão para Josué. Porque ele descansou. Mas Moisés é outro exemplo. Que descansou no Senhor sem reclamar.
E hoje está no céu, junto com Enoque, com Elias, e onde nós poderemos estar juntos com Enoque, Elias, Moisés, se formos homens e mulheres de oração a pôr Deus à frente em nossa vida pessoal, em nossa liderança. E como Deus está no controle do mundo, e mostrou isso a Daniel, Deus quer estar no controle de nossa vida, para o nosso bem e para a nossa salvação.
Nos últimos minutos que temos, ao preparar este estudo, lembrei-me também aqui, e nós vamos continuar com Moisés, mas lembrei-me aqui que podia entrar, por exemplo, uma senhora, Esther. Pensei nisto. Porquê? Porque nós vamos falar aqui um bocadinho da intercessão. E a intercessão, quer queiramos, quer não, assume sempre um custo. Existe sempre algo que nós podemos passar. Mas mantenhamos-nos, digamos, com Moisés, que é um exemplo extraordinário também.
Êxodo capítulo 32, se lermos os versículos 31 e 32 também, nós vamos encontrar esta passagem, muito interessante. Voltou Moisés ao Senhor e disse Ah, este povo cometeu o grande pecado, fazendo para si deuses de ouro. Agora, pois, perdoa o seu pecado, senão risca-me. Peço-te do teu livro que tens escrito.
Este Moisés é extraordinário. Pedro, vamos fechar o programa, mas serás tu a dar as últimas palavras. Até que ponto a intercessão bíblica, se quisermos, nesta e muitas outras passagens, pode envolver uma identificação clara, muito própria, digamos, quase sacrificial, com o pecado da outra pessoa. Isso mesmo. Intercessão é sacrifício.
É um tema que eu acho absolutamente fascinante este. É um dos temas que, na verdade, mais me fascina e inspira a estudar na Bíblia. Até tenho falado aqui diversas vezes sobre o tema da intercessão em algumas das suas dimensões. A intercessão é sempre sacrificial, no sentido em que a intercessão pode ser designada como uma luta. A linguagem simbólica...
metafórica e contextual, que é o que acontece nas histórias na Bíblia, onde a intercessão está em causa, essa linguagem é normalmente a linguagem de uma guerra
Ou a linguagem de uma luta, ou a linguagem de uma aniquilação. Sempre. No caso, nós percebemos que se trata de intercessão porque não só Moisés usa esta linguagem forte de ir para a luta, mas ele lá está, coloca a dimensão da guerra, do sacrifício, que é, se for preciso, se é isso que está em casa, risca-me a mim.
Por isso nós temos que entender que isto pode é dar-nos a ideia de bem, então é melhor fugirmos da intercessão porque alguém tem que se sacrificar. O caso não é esse. Estamos a falar de uma linguagem que é espiritualmente simbólica.
Embora aqui, claro, Moisés identificou-se tanto com esta vontade de lutar em favor do seu povo que tentou aniquilar-se a ele próprio. Mas o que nós entendemos sobre a natureza intercessória é que ela tem a ver sempre com uma disposição para lutar a favor de alguém. É aqui que percebemos que a lógica ou a linguagem de guerra e sacrifício não é a lógica...
do sacrifício individual no sentido físico, por exemplo, ou muito menos no sentido de que o sacrifício de uma pessoa pode valer para a salvação de outra. Porque só Cristo é que foi verdadeiramente sacrifício. Por isso é que ele é o sumo sacerdote.
Ele é o verdadeiro intercessor. É o verdadeiro, porque o sacrifício dele foi literal, foi físico. No caso de todos os outros, esse sacrifício, por isso deve ser identificado desta forma, é uma luta com Deus a favor de alguém. Não é uma luta contra Deus.
E nós temos exemplos bíblicos muito interessantes e, claro, Moisés aparece aqui. Moisés, não, o Isaac falava de Moisés, das 70 virtudes que se podem identificar nele. Uma delas, de certeza, tem de ser o intercessor. Porque ele várias vezes mostrou-se como este homem que é capaz de demonstrar o quê? Um amor radical. É aqui que a intercessão é luta.
é a disposição total, a disposição a perder alguma coisa se for necessário. Por isso é que na Bíblia as expressões de intercessão, elas implicam este amor que tem um custo, é aqui que entra o custo, porque o custo pode ser emocional,
Porque se eu intercedo a favor de alguém que está à beira da morte, que está a passar uma luta dramática, há um custo emocional. Porque sabem que uma das formas de nós escondermos os traumas emocionais é o que é desviarmos a nossa atenção para outra coisa. As pessoas é isso que fazem na vida. Viveram traumas ou têm lutas, elas encontram um escape.
Pode ser uma atividade, um hobby, uma coisa que a pessoa tenta esquecer. Na vida espiritual, quando eu decido ser intercessor a favor de uma pessoa, reparem que eu decido não escapar. Há dor de ter que me lembrar de que aquela pessoa está a sofrer, está a passar por uma luta e eu vou para cima do ringue espiritual e lembro-me daquilo, falo. Por isso há um custo emocional.
Hebreus 13, vou dar aqui um exemplo, parece que não tem nada a ver. Hebreus 13, 3 diz assim, lembrai-vos dos presos como se estivesseis presos com eles. É esta a ideia de que, o que é que é lembrar-se dos presos? Obviamente que é um apelo à oração ou a fazer alguma coisa prática, vão visitá-los, por exemplo. É evidente que é muito mais simples para mim não pensar que há presos.
Ou não pensar que há doentes. Mas no momento em que eu percebo que há mesmo pessoas presas ou há pessoas doentes, das duas uma, ou eu escapo e penso noutra coisa, ou eu digo, eu tenho que ir para o ringue, para a batalha. Então eu vou lutar com Deus a favor dessas pessoas. Por isso o apóstolo Paulo aos gálatas dizia assim, levai as cargas uns dos outros.
Por isso, biblicamente, a intercessão é a decisão de levar uma carga. Por isso é que Moisés não está a fazer aqui uma aberração, uma heresia. Moisés está a dizer assim, eu sei que eles são tão pecadores, que eu estou disponível para transportar parte da carga comigo.
E se nós queremos ser intercessores, temos que estar disponíveis para levar as cargas uns dos outros. E aí está também uma faceta dos 10 princípios. Amar ao próximo como a mim mesmo. Deus diz que há um tempo para todo o propósito debaixo da terra, para nós, ao baixo do céu.
Se pudéssemos continuávamos esta conversa, mas eu tenho que vos agradecer de coração a oportunidade de vos ter aqui comigo. Foram duas semanas de muito proveito. Eu espero encontrar-vos brevemente no Bíblia Aberta para voltarmos a abrir a Bíblia com os nossos ouvintes e com todos aqueles que estão lá em casa connosco.
Antes de nos irmos embora, só me resta dizer-lhe mais uma vez que temos este guia de estudo da Bíblia para lhe oferecer, que tem por título Educação Financeira à Luz da Bíblia. Fala claramente de como nós podemos gerir corretamente as nossas finanças e os nossos bens. Se tiver interesse nele, é muito simples, basta mandar uma mensagem para o 933-9392-91 e nós teremos muito gosto em enviar-lhe um exemplar para a sua casa.
Está tudo dito por hoje, nós voltamos na próxima semana e na próxima semana vamos ver como é que devemos ter uma vida de oração. Fica para a semana, não perca o Bíblia Aberta aqui na TV Novo Tempo Portugal.