Ser mãe é escolha?
No novo episódio do podcast O X da Coisa, recebo a educadora Lucy Ribeiro para uma conversa emocionante sobre maternidade e o amor que nasce no coração. 💖
Neste Dia das Mães, quero também homenagear todas as mães: as biológicas, as do coração, avós que são mães, mulheres que acolhem, cuidam e transformam vidas todos os dias. 🌷
Que nunca falte amor, força e esperança no coração de cada mãe que faz da sua vida um gesto diário de cuidado e entrega. Parabéns pelo nosso dia! 🥹
Uma conversa real, sensível e inspiradora sobre pertencimento, vínculo e amor sem medidas.
🎧 Assista, compartilhe e marque uma mãe especial que merece receber esta mensagem hoje.
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Liliane Ravani
Lucy Ribeiro
- Paternidade e MaternidadeDesejo de ser mãe do coração · Diagnóstico de infertilidade · Processo de adoção · Vara da infância e juventude · Grupo de apoio à adoção · Habilitação para adoção
- Formação e herança familiarAmor e cuidado · Valores familiares · Primeiro encontro · Primeiras palavras e passos · Formação da própria família
- Transformação pessoal através da maternidadeSer um ser humano melhor · Direcionamento do amor · Valorização do tempo de vida · Luta e propósito
- Preconceito e aceitaçãoPreconceito em relação à adoção · Curiosidade das pessoas · Diferença de idade dos pais · Ser mãe de verdade
- Paternidade e alinhamento do casalConsciência e responsabilidade · Amor e desejo · Desafios da criação de filhos · Dores e delícias da vida
- O Dia do SenhorMães biológicas e do coração · Amor eterno · Inspiração e memória
No Brasil, milhares de crianças ainda esperam por uma família. E enquanto muitos acreditam que ser mãe começa no ventre, algumas histórias provam que o amor pode nascer primeiro no coração.
Hoje vamos conhecer a história da Lucy Ribeiro, uma mãe do coração que descobriu que família vai muito além do sangue. Prepare-se para um episódio emocionante sobre amor, escolha, pertencimento e transformação. Bem-vinda, Lucy. É uma honra muito grande receber o nosso podcast Oxis da Coisa. Olá, eu sou Lucy Ribeiro.
Trabalhei praticamente a minha vida toda como professora, atuando nas escolas da rede particular e pública. Me aposentei pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro há uns seis anos. Estava atuando, já por fim, na Secretaria Municipal de Educação, no RH da Prefeitura. Atualmente, eu sou mãe de um lindo rapaz.
de 15 anos e hoje estou trabalhando no Previ Rio como contratada. Você querida, mais uma vez bem-vinda. Diz para a gente quando nasceu em você o desejo de ser mãe do coração. Que sentimentos passaram pelo seu coração no início do processo de adoção? O meu desejo de ser mãe do coração...
Ele aflorou em mim após um diagnóstico de infertilidade por conta de uma endometriose aos 44 anos. Foi quando eu conheci meu marido e nós pensamos que ter um filho seria coroar essa relação. Só que com a impossibilidade de ser mãe biológica.
Foi aquele momento muito doloroso. Logo na sequência, a gente começou a ler e saber das questões de adoção, como funcionava, que órgãos estariam preparados para nos orientar. Então, buscamos esse caminho.
Então eu e meu marido, nós procuramos a vara da infância e da juventude no centro da cidade. Procuramos saber como poderíamos fazer parte dos grupos interessados em adoção. E a gente ficou até surpreso, tamanha a seriedade desse trabalho, comprometimento dos profissionais.
Foi muito interessante conhecer as leis, conhecer as assistentes sociais, as psicólogas, tudo que envolvia esse assunto. Nós nos engajamos num grupo, nós participamos de dinâmicas durante uns dois meses, de dinâmicas de grupo.
Depois passamos por entrevistas individuais em dupla. Depois recebemos a visita da assistente social à nossa casa. Tudo feito com muito critério, muito cuidado. O sentimento que tivemos nessa ocasião, durante todo o processo, primeiro um sentimento de surpresa.
E depois nós fomos cada vez mais amadurecendo esse desejo de termos o nosso filho, nosso filho do coração. Já imaginávamos como poderia ser, nós conversamos a respeito da faixa etária, da questão de ter irmãos ou não.
séries, se essa criança poderia ter ou não alguma doença pré-existente, alguma necessidade específica. Essas questões mexeram muito conosco, porque sabíamos o que queríamos. Queríamos criar desde bebezinho nosso filho.
passar para ele, né? Tentar passar para ele nossos valores, nosso amor, nosso cuidado. Mas a gente foi seguindo com muito apoio, muito apoio mesmo dos profissionais que foram nos orientando a cada passo até conseguirmos finalmente uma certidão de habilitação.
com validade, na época tinha uma validade de três anos. Realmente, nessa ocasião, depois que a gente estava certificado, habilitado para a adoção, nós pensamos que seria rápido. Rapidamente seríamos contemplados com o nosso filho, mas não foi o que aconteceu.
É uma procura até muito grande. E aí o ano acabou. Começou o outro ano, que também findou. E a gente não tinha... Ainda a gente estava numa fila. Na época a gente era habilitado e ficava numa fila, numa determinada ordem.
Então, quando chegou no final da validade, dessa certidão, no fim da validade, a opção era ou refazer todo o processo para ter uma nova certidão, ou desistir. Então, a gente, considerando a idade e todo o processo...
A gente até tinha pensado, então não era para ser. Então, porque se a gente tentar novamente, passar por todo o processo, a gente vai estar três anos mais velhos ainda, com o mesmo desejo de um bebezinho, com responsabilidade a gente pensou, como seria? Daríamos conta? Estaríamos... Daríamos...
ainda aptos a criar uma criança tão pequena. Então, isso tudo fazia com que a gente pensasse em não renovar no final da validade dessa certidão. Como lidar com medos, perguntas difíceis das pessoas ou até preconceitos em relação à adoção? Graças a Deus!
Eu e Marcos lidamos com muita tranquilidade com relação à curiosidade e também possíveis preconceitos com relação à adoção. Não sabíamos, mas estávamos capacitados mesmo, de verdade, por Deus, para esses momentos. Desde sempre, nosso filho soube da adoção. Claro que as informações a gente ia dando de acordo com a faixa etária, de acordo com a curiosidade dele.
com as etapas da escola, sempre deixamos claro que adotar era um ato de muito amor. E ele sempre lidou muito bem com tudo isso. Todo mundo que o cerca, o respeita e o admira, possui uma linda história de amor. E é assim que tem que ser mesmo. Tranquilo, ele é tranquilo, ele é feliz, ele é amoroso. E hoje...
está quase com 15 anos. Pensa em quando ele se formar e formar a sua própria família, ele quer adotar também. Isso enche o nosso coração de paz e gratidão a Deus. Conta para a gente, você se lembra do momento em que percebeu que aquele filho seria parte da sua história para sempre? Como foi esse encontro?
Aquele dia em que nos ligaram da vara da infância dizendo que o nosso bebê estava à nossa espera lá no abrigo com mão do arte, foi realmente um dia especial. Emoção a cada momento. Ele estava lá, quatro meses, boluxo, nas vésperas de Natal. Um misto de emoção, preocupação com todos os detalhes, a providenciar.
Tudo, tudo atenuado pelo sorrisão banguelo, daquele que modificaria toda a nossa visão de mundo, além da nossa rotina, claro. Lucinha, em algum momento você se sentiu insegura sobre se seria reconhecida como mãe de verdade? Como você lidou com isso? Sabe o que eu penso? Eu penso que por ser professora...
Sempre fui meio mãe, né? Sou mãe de verdade. E se não há dúvidas dessa condição em mim, também não há nenhum lugar onde eu estou ou onde eu vou. A gente, às vezes, tem a lidar mais com a curiosidade das pessoas em relação a essa diferença de idade, por exemplo. Afinal de contas, sou mãe velha, né? Somos pais mais velhos.
mais velhos do que os pais dos amiguinhos, da mesma idade dele. Mas, sinceramente, às vezes acho isso até uma vantagem, pois o despreparo dessas gerações mais novas como pais coloca em risco a criação dos filhos, penso eu.
Agora a gente quer saber qual foi um dos momentos mais emocionantes que você viveu com seu filho. Ah, eu sou mãe babona, sabia? Todos os momentos são emocionantes. Coleciono centenas de fotos de todas as fases, de todos os eventos. Acho que quando ele me disse a sua intenção em adotar também...
quando fosse adulto, mexeu muito, mexeu muito comigo. E atualmente, suas vitórias nas competições de natação do SESI têm me feito gritar, vibrar e chorar bastante. Essas são as últimas conquistas, mas todas são muito importantes. Todas.
Lucil, o que a adoção transformou em você como mulher e como mãe? Olha, a adoção me fez um ser humano melhor. Me ensinou a canalizar, a direcionar todo o amor que existia em mim, a criação, a observação, a orientação. E a dar mais valor ao sentido de família. A valorizar mais o tempo de vida que temos. Mulher e mãe se misturam.
em deveres, direitos, propósitos, esperança, fé. E luta, minha gente. Ah, mas é muita luta. Agora, que tipo de apoio é mais importante para quem está passando por esse processo? As varas da infância e da juventude são muito preparadas para apoiar e orientar todos que se propõem a adotar.
Todo o processo é feito com muito critério e responsabilidade para os profissionais de lá. Tem psicólogo, assistente social, advogado, juízes. E depois de concluir o processo, é ter fé em Deus e se apoiar na família formada. Muita inspiração, muita transpiração para dar conta, porque queremos colher os frutos no quintal, né? Se uma família está pensando em adotar,
Que conselhos você daria a partir da sua experiência? Acho que cada casal tem seus motivos para estar pensando em adotar. Mas em todos os motivos há de se ter consciência, amor, responsabilidade, além do próprio desejo. Criar os filhos no mundo de hoje é um desafio.
Lembrar que a vida é feita de dores e delícias. E que dia das mães é todo dia. Todo dia em que você acorda disposta a lutar por um mundo melhor para você, para seu filho, para a sociedade. Agora me conta, como foi a construção do vínculo entre vocês?
Existe algum momento que marcou profundamente essa conexão? Nosso vínculo se fortalece a cada dia com muito amor, humor, conversa, observação, respeito e fé também. Fazemos quase tudo juntos. Saímos, frequentamos a igreja, o estádio de futebol, viajamos.
Todos os momentos em que estamos juntos marcam e reforçam nossa conexão. Desde a primeira vez em que disse mamãe, papai, a primeira risada, os primeiros passos, a primeira festinha na escola, a decisão de seguir uma religião, a formatura, a decisão para uma profissão, a competição da natação, a descoberta da primeira namoradinha AF.
O tempo voa, queridos. Há muito, há muito que orientar essa juventude. Novos desafios a todo momento aparecem. E a palavra de ordem deve ser ninguém solta a mão de ninguém. Família, para nós, continua sendo a base da sociedade.
Agora, mamãe Lucy, para terminar, se o seu filho ouvir este podcast no futuro, o que você gostaria que ele soubesse sobre o dia em que você entrou no seu coração? Quando meu filho ouvir este podcast, quero que relembre o que eu digo todos os dias para ele.
Que ele é uma bênção em nossas vidas. Que ele sempre terá o melhor de mim. E que eu o amo infinito e além. Viu, Guga? Parabéns, mamãe Lucy. Que depoimento lindo. Muito, muito, muito obrigada.
E é com o coração transportando de amor e de gratidão que eu parabenizo a minha querida amiga Liliane pelo lindo projeto. Grato a você, querida amiga, e a todos que ouviram meus relatos e depoimentos. Sejam felizes em suas jornadas e façam a vida valer realmente a pena. Coloco minha disposição se quiserem conversar e trocar experiências.
Hoje entendemos que maternidade não é apenas gerar uma vida, é escolher amar todos os dias. A história da Lucy nos lembra que filhos do coração também carregam o amor eterno. Se esse episódio tocou, você compartilhe, porque talvez exista alguém esperando coragem.
para formar uma família através do amor. Esse foi mais um episódio do podcast Oxis da Coisa. Feliz dia das mães para todas nós. Beijos. E hoje, de forma muito especial, dedico este episódio à minha mãe, Terezinha Pereira dos Santos, que não estará fisicamente comigo neste dia das mães, mas seguirá eternamente viva em meu coração, nas minhas memórias.
Em tudo aquilo que me ensinou. Obrigada, mãe, por tudo. Por ter sido minha maior inspiração.