Episódios de O X DA COISA com Liliane Ravani

#86 O lugar da mulher na igreja mudou?

02 de maio de 202625min
0:00 / 25:34

🎙️ Nesta semana, 30 de abril, celebramos o Dia Nacional da Mulher e não poderia haver momento mais oportuno para uma conversa necessária.

O novo episódio do podcast é para mulheres que estão cansadas de viver no automático e desejam uma fé real, com propósito e direção.

Liliane Ravani apresenta o podcast O X da Coisa, um espaço de diálogos profundos sobre fé, educação e tecnologia.

A convidada de hoje é a jornalista e líder de mulheres batistas fluminenses e membro da diretoria das mulheres batistas do Brasil, Izilda Portela. Juntas, elas abordam temas como sobrecarga, desafios espirituais e o lugar da mulher em tempos de mudança. Um episódio necessário, sensível e profundamente humano.

Curta, comente, siga e compartilhe com alguém que precisa ouvir isso hoje.

#MulherCristã #FéNaPrática #OXDaCoisa

Participantes neste episódio2
L

Liliane Ravani

HostApresentadora
I

Izilda Portela

ConvidadoJornalista e líder de mulheres batistas
Assuntos8
  • Apoio da igreja a mulheres sobrecarregadasProjeto Discípulas para apoio a mulheres · Cultura de acolhimento em vez de cobrança · Ensino sobre limites e saúde emocional · Evitar excesso de programações obrigatórias · Espaços de conversa sem julgamento
  • Mulher na igrejaPapel da mulher na igreja e sociedade contemporânea · Diversidade de posições de liderança em igrejas batistas · Presença feminina na teologia e liderança comunitária
  • Feminismo e identidade bíblicaDiálogo com temas de feminismo sem perder identidade bíblica · Igual valor de homens e mulheres diante de Deus · Combate à violência contra a mulher e busca por justiça
  • Atuação missionária das mulheres batistasMissões urbanas e transculturais · Liderança em projetos em comunidades vulneráveis · Apoio a grupos de dependentes químicos e população em situação de rua · Investimento em discipulado e formação de líderes locais
  • Ação social das mulheres batistasAgentes de transformação e ajuda social · Liderança em ministérios e educação cristã · Mobilização comunitária e redes de apoio · Campanhas contra violência doméstica e conscientização
  • Mensagem para jovens mulheres servirem a DeusViver a fé de forma autêntica e corajosa · Posicionamento firme na identidade em Cristo · Ser luz e transformar o ambiente · Não negociar valores e permanecer firme
  • Militância e presença femininaAvanços na educação e no trabalho · Maior nível de escolaridade feminina · Obstáculos como violência de gênero e desigualdades sociais
  • O Papel da Fé e EspiritualidadeViver uma fé autêntica e robusta · Foco na identidade em Cristo e suficiência em Deus · Superar pressões sociais e padrões superficiais
Transcrição64 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Você sabia que as mulheres são maioria nas igrejas evangélicas no Brasil? E também estão entre as que mais lideram ações sociais, discipulado e cuidado comunitário? Falar sobre o papel da mulher na igreja não é apenas uma questão teológica. É uma questão social, espiritual e urgente. Eu sou Liliane Ravani e este é o podcast Oxis da Coisa.

No episódio de hoje, converso com Isilda Portela, jornalista, líder das Mulheres Batistas Fulminense e membro da Diretoria das Mulheres Batistas do Brasil. Bem-vinda, Isilda. É uma alegria recebê-la em nosso podcast O X da Coisa. Olá, queridos. Meu nome é Isilda Portela. Tenho um prazer muito grande estar participando desta oportunidade aqui com a minha amiga Liliane.

E para mim é sempre um privilégio abordar esse tema referente à mulher e à mulher batista. Atualmente eu tenho essa honra e privilégio de presidir as mulheres batistas fluminenses e também fazer parte da mesa diretora das mulheres batistas do Brasil.

Tem sido uma responsabilidade muito grande atuar no trabalho feminino no nosso país, mas ao mesmo tempo é uma responsabilidade compensadora.

em ver que Deus tem feito tanto em nós e através de nós ao longo de tantos anos. A nossa organização União Feminina Missionária Batista do Brasil, hoje Mulheres Batistas, é uma organização centenária e a sua trajetória tem sido algo de muita importância, de muita relevância em nosso país e também no mundo.

Então, muito bom estar aqui com vocês neste dia. Isilda, como líder das Mulheres Batistas, como você define o papel da mulher na igreja e na sociedade brasileira contemporânea? O papel da mulher na igreja e na sociedade, ele é amplo, é dinâmico, mas ainda está em crescimento.

A gente sabe que nós já tivemos alguns avanços importantes, mas ainda temos muitos desafios à nossa frente. Particularmente em nossas igrejas batistas, por exemplo, nós lidamos com algumas diversidades. Algumas igrejas permitem...

que a mulher seja consagrada pastora, que a mulher tenha uma posição de liderança mais prominente, enquanto as outras igrejas ainda mantêm aquelas posições mais conservadoras. Então a gente sabe que precisamos ainda avançar bastante, mas nos alegramos com o que a gente já conseguiu. Um exemplo é a presença feminina.

na área da teologia. Se você pensar, uns anos atrás, um tempo atrás, isso era coisa exclusiva para homens. Hoje nós já temos muitas mulheres envolvidas com a área teológica, envolvidas com a liderança comunitária, lideranças inclusive na denominação. Volto a dizer.

Nós ainda enfrentamos alguns preconceitos, algumas dificuldades, mas temos crescido sim. E não apenas liderança na área denominacional, mas também em outras esferas. Então, na sociedade, na igreja, nós conquistamos bastante espaço, mas temos consciência de que precisamos avançar um pouco mais.

A ação das mulheres batistas, neste sentido que você acaba de colocar, ela está historicamente marcada por ação prática, especialmente a partir da nossa organização União Feminina Missionária Batista do Brasil, nós somos...

instruídas e motivadas a sermos agentes de busca de transformação, de ajuda, não apenas a aliviar essas situações, mas também promover uma transformação. Então, nós mulheres lideramos ministérios, atuamos fortemente na educação cristã, na assistência social.

E também na mobilização comunitária. Normalmente somos nós, mulheres, que estamos à frente, liderando, por exemplo, redes de apoio na distribuição de alimentos e roupas, no apoio a famílias em situação de vulnerabilidade, situações onde as mulheres precisam de apoio emocional e espiritual.

Também ajudamos naqueles momentos de crises, como algumas vezes a gente tem sido agentes de ação diante de crises em questão de clima, questão de falta de alimento. E aí a gente entra como uma rede de solidariedade, facilitando inclusive a...

Que essas pessoas, as pessoas atingidas, as pessoas em crise, tenham essa assistência imediata de perto. Outra coisa também, nós criamos redes de apoio facilitando acesso a oportunidades como empregos, ajuda, cuidado com aquelas necessidades. Tudo isso principalmente através das nossas igrejas.

E muitas mulheres, através das igrejas, através das nossas associações, temos também nos envolvido em campanhas, por exemplo, contra a violência doméstica, debates sobre ética e direitos humanos, campanhas de conscientização.

ao câncer de mama, por exemplo, as nossas uniões femininas nos estados, têm promovido anualmente essas campanhas e tem sido um fator de conscientização, de busca de clareza, de atitudes, e nós temos percebido que essas ações têm contribuído de forma muito positiva.

para pelo menos aliviar as situações e também ajudar as pessoas a ter esse senso de transformação. Então as mulheres batistas têm atuado de forma significativa. Nós vivemos em um país marcado por desigualdades e crises sociais. Qual tem sido a contribuição específica das mulheres batistas?

Na sociedade, também a gente pode considerar que tivemos avanços significativos.

Por exemplo, na educação, no trabalho, hoje nós temos o maior número de mulheres envolvidas em funções que eram exclusivas, especiais para homens. Na questão da educação, as mulheres têm maior nível de escolaridade média do que os homens no Brasil. Então, a gente vê que isso nos proporcionou ocupar também...

diversos tipos de posições no trabalho. Algumas mulheres hoje ocupam...

funções que eram somente para os homens. E eu creio que esse avanço também, delas estarem tendo essa oportunidade de crescerem enquanto profissionais, indo às universidades, tendo esse nível de escolaridade maior, contribuiu muito para isso.

Isso também foi uma luta que as próprias mulheres travaram e conseguiram essa vitória tão especial e tão importante para as nossas vidas. Mas eu acho que apesar desses avanços, nós ainda enfrentamos alguns obstáculos relevantes. A gente tem visto e ouvido dados tão sérios.

Por exemplo, acerca da violência de gênero, desigualdades sociais e tantos outros fatores. Mas eu tenho visto também que, paralelamente a isso, as mulheres têm se levantado e têm buscado trabalhar, se ocupar para que esses obstáculos também sejam dirimidos.

Existem um tempo de intensos debates sobre feminismo, identidade e protagonismo feminino, como a mulher pode dialogar com esses temas sem perder a identidade bíblica? A mulher batista tem dialogado com esses temas de uma forma muito inteligente, respeitosa, partindo de alguns princípios centrais. Por quê? A mulher batista tem um tempo de atividade, respeitosa, partindo de alguns princípios centrais,

Nós dialogamos com esses temas, nos envolvemos com esses temas, mas sem abrir mão da nossa identidade bíblica, como mulheres batistas que somos.

Por exemplo, a nossa identidade que nós preservamos e que fazemos questão de ser calcada nela, é que nós fomos criadas na imagem de Deus. Homem e mulher foram criados com dignidade e com propósito. Então, nós temos igual valor diante de Deus. Ou seja, não há inferioridade feminina. Homens e mulheres são iguais.

A mulher batista, então, ela tem essa consciência que, antes de qualquer diálogo, é importante que a mulher cristã esteja firmada nessa sua identidade como filha de Deus. Então, isso já estabelece uma base forte contra qualquer forma de opressão ou de inferiorização. Como mulheres batistas, nós não abraçamos ideias que...

Contraria a palavra de Deus, contraria a Bíblia, mas nós reconhecemos e nos envolvemos com esses temas.

que vão exatamente refletir o caráter justo de Deus, como combater a violência contra a mulher, valorização da dignidade feminina, busca por justiça em contextos de abuso ou desigualdade, sempre orientadas e dialogando sobre esses temas com graça e com verdade.

Buscando também vivermos a nossa fé com sabedoria, com serviço e com firmeza. Nós participamos desses debates como alguém que traz luz e não apenas uma reação por reação. A nossa visão é sempre voltada e fundamentada nos princípios bíblicos que nos dirigem, que regem a nossa vida.

Conta pra gente qual é o maior desafio espiritual enfrentado pelas mulheres. Eu creio que hoje o nosso maior desafio espiritual está exatamente em vivermos uma fé autêntica, uma fé robusta.

uma fé que a gente tem o foco na nossa própria identidade. A gente vive num contexto muito complicado, que ainda tenta nos definir por padrões militantes, e esses padrões incentivam.

uma superficialidade e uma autossuficiência que às vezes faz com que a mulher perca alguns conceitos importantes sobre ela mesma. Então eu creio que esse desafio espiritual está exatamente em internalizar algumas verdades importantes para nós, como por exemplo, ter a certeza de que eu sou amada.

de que em Cristo nós somos suficientes, a gente não precisa provar o nosso valor. O nosso valor está exatamente na nossa identidade em Cristo.

Então, eu percebo que muitas mulheres vivem esse conflito, né? De viver essa fé autêntica diante dessas cobranças, diante desses padrões que muitas vezes a própria sociedade impõe a mulher. Quando nós focamos na nossa identidade, que temos valor em Cristo, que este valor nosso foi resgatado por Cristo.

A gente não enfrenta desafios. Nós prosseguimos com a consciência de que somos mulheres e mulheres valorosas porque somos filhas amadas do Senhor.

As organizações femininas sempre tiveram um papel fundamental na expansão de missões. Como você enxerga hoje a atuação das mulheres batistas nas missões urbanas e transculturais? A atuação das mulheres batistas, tanto nas missões urbanas como nas missões transculturais, tem sido muito ampla e importante.

para o crescimento da obra missionária. Essa é uma das características maiores da mulher batista. Nós estamos calcadas em missões, tanto urbanas, estaduais, nacionais e transculturais. E nas grandes cidades nós temos atuado em várias frentes, liderando projetos em comunidades vulneráveis.

apoiando as famílias na questão da alfabetização e cuidado com crianças e idosos. A exemplo do trabalho que nós ajudamos, né? E muitas mulheres estão na liderança do projeto Viver, também do nosso Lar Batista, da nossa Casa da Amizade aqui no Rio de Janeiro. A maioria dessas instituições são lideradas por mulheres.

que também se dedicam a ministérios específicos, como grupos de mulheres em situação de violência, trabalhando junto a elas na questão da conscientização, do amparo, e tentando trazer essas mulheres para...

uma conscientização da sua vida, da sua dignidade, tudo isso, nós como mulheres batistas estamos envolvidas, assim como também com grupos de dependentes químicos, com a população em situação de ruas, todas as igrejas batistas geralmente têm esse trabalho liderado por mulheres.

E no campo transcultural, a presença feminina é também muito relevante. As mulheres investem no discipulado, no acompanhamento espiritual, em formação de novos líderes locais, atuam como professoras, como enfermeiras, como cuidadoras. Então as nossas mulheres batistas brasileiras mobilizam mulheres para oração, para sustentação de projetos missionários.

tanto no Brasil quanto no exterior. Ao longo da história, isso tem sido algo relevante, a atuação de nossas mulheres, porque a essência do nosso trabalho é missões. E a gente tem atuado de forma muito interessante e profunda como mulheres e como...

Mulheres que têm essa visão de atuarem obedecendo aquilo que o próprio Cristo nos ordenou. Fazer.

Missões, expandir o reino de Deus através da obra missionária. Nós sabemos que muitas mulheres acumulam múltiplas jornadas, casa, trabalho, igreja e ministério. Como a igreja pode apoiar de forma prática e saudável essas mulheres, evitando sobrecarga e esgotamento.

Essa é uma questão muito importante. Inclusive, as mulheres batistas do Brasil estão preocupadas também com essa questão. E por isso estamos desenvolvendo o projeto Discípulas, que tem exatamente a finalidade de ajudar também nessa questão levantada por você.

Nós cremos que a igreja pode e deve ser um espaço poderoso de cuidado, cuidar umas das outras. Essas mulheres sobrecarregadas, elas não precisam de mais cobranças da igreja. O que elas precisam?

de escuta, de algo que vai proporcionar o seu alívio real. Então eu penso que existem algumas formas saudáveis e que a gente já tem visto muitas igrejas criarem essas formas. Por exemplo...

criar uma cultura de acolhimento, não de cobrança. E aí, nesse acolhimento, nós ensinamos às mulheres limites, inclusive como princípio espiritual. Nós sabemos que é difícil para a mulher dizer não. Ela se sente culpada quando diz não a algum convite, a alguma solicitação.

Nesse trabalho, podemos orientar para que evite essa sobrecarga ministerial e, através desse acolhimento, a gente possa oferecer um apoio realmente concreto. Então, por exemplo, abordar temas como descanso e saúde emocional, a luz da Bíblia, a luz da fé, isso é importante para as mulheres. Criar redes de apoio às necessidades dessas mulheres.

Às vezes elas não expressam suas necessidades, mas nesse acolhimento, nesse discipulado, a gente percebe e a igreja pode proporcionar isso.

Também a igreja evitar excessos de programações obrigatórias. Algumas mulheres acham que precisam estar em tudo. Então, deixar muito claro que participar de tudo não é uma falha espiritual. Se ela não pode estar presente, isso não quer dizer que ela esteja falhando na sua vida como cristã.

E também criar espaços de conversa, onde as mulheres possam se expressar sem julgamento. Como que precisamos disso? Falar aquilo que estamos sentindo e sermos ouvidas de forma atenta, sem que isso nos leve a julgamentos errôneos. Enfim, creio que as igrejas podem e devem criar maneiras que aliviem o peso dessas mulheres.

E para a gente terminar, que mensagem você deixaria para as jovens mulheres que desejam servir a Deus com relevância no Brasil de hoje? Que conselhos são essenciais para que elas vivam sua fé com coragem e equilíbrio? Servir a Deus com relevância nesse tempo é um chamado que realmente exige mais do que boas intenções.

Exige mais do que eu querer. Esse chamado pede muita coragem, muita sabedoria, um coração realmente disposto. Então, jovem mulher, o Brasil precisa da sua voz, precisa da sua atuação, precisa da sua influência. O meu conselho para você, mulher jovem, é que você viva a sua fé de uma forma muito autêntica.

nesse mundo que estamos cheios de pressões, de opiniões, de muitas vozes, que você tenha coragem de se posicionar, firmada naquela sua identidade em Cristo, no valor que você tem. Mas faça isso com graça, com sabedoria, como Jesus nos ensina na palavra de Deus. O mundo precisa, sim, de mulheres que falem a verdade.

que vivam a sua fé autêntica e que esta fé, através da sua atuação, possa transformar o ambiente ao seu redor. Para isso você precisa não negociar os seus valores, precisa permanecer firme naquilo que você crê, independente das opiniões diversas.

das opiniões diferentes da sua, você precisa permanecer firme. E nesse mundo confuso, onde a gente vive, Deus tem levantado mulheres para se posicionarem com amor, com sabedoria e com verdade, para serem luz onde quer que estejam. Então, mulher jovem, você foi chamada para fazer a diferença nesse tempo.

através do serviço a Deus e do serviço às pessoas. Isilda, muito obrigada pela sua presença em nosso podcast, Oxis da Coisa. Quero agradecer a cada pessoa que esteve conosco até este momento e o meu desejo é que essa conversa que nós tivemos tenha abraçado você, mulher.

Que você possa ter sido lembrada da sua própria força como mulher. Que você cumpra a sua missão, o papel que Deus lhe confere como mulher na sua família, na sua igreja, na sociedade onde você está inserida. Que você cumpra a sua missão com leveza, com verdade, mas também com coragem.

influenciando a todas as pessoas que estão ao seu redor. Que você seja luz onde quer que você esteja. Um abraço grande e se você desejar mais contato conosco, pode nos procurar no Instagram, Isilda Portela, terei imenso prazer em te conhecer melhor, em ter uma conversa mais pessoal com você. Que Deus abençoe.

Se você é mulher, líder, mãe, jovem ou simplesmente alguém que deseja viver uma fé mais consciente, esse episódio é para você.

Que você não viva no automático, que você não silencie o seu chamado e que a sua fé seja prática viva e intencional. Se esse episódio falou com você, compartilhe com outras mulheres, porque talvez o que você ouviu hoje seja exatamente o que alguém precisa ouvir para não desistir. Eu sou Liliane Havani e esse foi mais um episódio do podcast Oxis da Coisa. Tchau, tchau!

#86 O lugar da mulher na igreja mudou? | Castnews Index — Castnews Index