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[SommCast] Agustín Lanús - Mestre em Viticultura e Enologia. Enólogo de Altitude Extrema em Calchaquíes #EP144

04 de maio de 20261h27min
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O que acontece quando você leva o vinho ao limite — geográfico, técnico e até filosófico? Neste episódio do SommCast, recebemos Agustín Lanús, um dos nomes mais inquietos da nova geração argentina, que decidiu explorar um território onde quase ninguém ousou chegar: vinhos produzidos entre 1.600 e mais de 3.000 metros de altitude nos Valles Calchaquíes. Um papo que começa na agronomia e rapidamente se transforma em uma jornada sobre identidade, risco e liberdade no vinho.

Ao longo da conversa, Agustín compartilha como saiu de Buenos Aires — sem tradição familiar no vinho — para construir um projeto autoral praticamente do zero. Falamos de microvinificações em diferentes vales, da criação de uma “bodega móvel” nas montanhas, da redescoberta das uvas criollas e até da identificação de uma nova variedade autóctone. O episódio também mergulha em temas profundos: fermentações com leveduras indígenas, viticultura consciente, terroirs extremos e a liberdade criativa que países como Argentina permitem — diferente do modelo europeu mais engessado.

No fim, fica uma provocação clara: até onde o vinho pode ir quando você abandona o manual? Este episódio é sobre isso — sobre desafiar limites, repensar o que é qualidade e entender que o vinho não nasce pronto… ele é construído, testado e, muitas vezes, reinventado.

Destaques

🌄 Altitude extrema como identidade

Agustín trabalha com vinhedos que chegam a mais de 3.000 metros — um dos limites mais altos do mundo. Isso muda tudo: concentração, acidez, espessura da casca e até o perfil aromático dos vinhos, que ganha notas mais herbais, mentoladas e tensionadas.

🍇 Criollas: de uva esquecida a protagonista

Por muito tempo vistas como uvas simples, as criollas ganham protagonismo nas mãos de Agustín. Ele mostra como vinhos leves, versáteis e gastronômicos podem surgir dessas variedades ancestrais — inclusive de plantas com mais de 100 anos.

🧪 Microvinificações e exploração constante

Sem vinhedo próprio no início, ele criou um modelo baseado em pequenos lotes de diferentes terroirs. O resultado? Um laboratório vivo de vinhos, onde cada safra é uma nova descoberta — e não uma repetição.

🚛 A bodega móvel nas montanhas

Para lidar com a logística extrema, Agustín literalmente levou a vinícola até a montanha. Adaptou um trailer com equipamentos para vinificar no local, reduzindo impacto e aumentando qualidade — uma solução criativa para um terroir radical.

🌱 Viticultura consciente vs rótulos de marketing

Mais do que “orgânico” ou “biodinâmico”, ele defende uma viticultura consciente — baseada em observação real do vinhedo, uso mínimo de insumos e respeito ao ambiente e às comunidades locais.

🍷 Fermentação com leveduras indígenas

Em altitudes extremas, a carga natural de leveduras é tão alta que permite fermentações espontâneas com grande complexidade. Resultado: vinhos mais autênticos, menos padronizados e mais conectados ao lugar.

🌍 Liberdade criativa do Novo Mundo

Enquanto regiões europeias seguem regras rígidas, Argentina oferece liberdade total para experimentar castas, técnicas e estilos. Para Agustín, esse é um dos maiores ativos da nova geração de produtores.

📖 Vinho como narrativa e cultura

Mais do que técnica, o vinho é história. Cada garrafa carrega território, pessoas e escolhas — e essa construção narrativa, aprendida na Europa, é central no trabalho dele.

Assuntos10
  • Vinhos de Altitude ExtremaViticultura em altitudes superiores a 3.000 metros · Impacto da altitude na concentração, acidez e perfil aromático dos vinhos · Desafios logísticos e de produção em terroirs remotos
  • Uvas CriollasRedescoberta e protagonismo das uvas criollas · Potencial para vinhos leves, versáteis e gastronômicos · Identificação de uma nova variedade autóctone · Plantas de criolla com mais de 120 anos
  • Recorde de vinho em leilãoOrigem em Buenos Aires e paixão casual pelo vinho · Formação como Engenheiro Agrônomo e Sommelier · Experiências internacionais na Europa e outros países · Início do projeto próprio na Argentina com capital limitado
  • Região de Colchagua e enoturismo no ChileComposição geográfica e climática do vale · Diferenças de altitude e exposição solar · Micro-terroirs e diversidade de solos · Impacto da altitude na casca da uva, taninos e aromas
  • Microvinificações e ExploraçãoModelo de produção baseado em pequenos lotes de diferentes terroirs · Laboratório vivo de vinhos com novas descobertas a cada safra · Uso de ovos de concreto para vinificação
  • Sabedoria AncestralAbordagem baseada em observação, mínimo uso de insumos e respeito ao ambiente · Diferença entre viticultura consciente e rótulos de marketing · Integração com a natureza e solos vivos
  • Fermentação e VinificaçãoFermentações espontâneas em altitudes extremas · Complexidade e autenticidade dos vinhos resultantes · Relação entre uso de agroquímicos e a viabilidade de fermentação indígena
  • Bodega Móvel nas MontanhasSolução criativa para logística extrema em terroir radical · Adaptação de trailer com equipamentos para vinificar no local
  • Liberdade Criativa do Novo MundoContraste com o modelo europeu mais engessado · Flexibilidade para inovar em variedades e técnicas de elaboração
  • Tecnologia e InovacaoExperimentação com variedades como Garnacha, Cariñena, Syrah, Sauvignon Blanc, Semillon e Petit Verdot · Uso de Criolla como porta-enxerto adaptado à zona · Desafios e aprendizados com variedades que não se adaptaram
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E é isso aí, pessoal. Sejam bem-vindos a mais um episódio do Somcast. Hoje a gente vai falar... Bom, a gente vai falar de vinhos.

que acho que a maioria de vocês aí não está acostumado. Vinhos de altitude, vinhos de, cara, precisão. Uma coisa... Provavelmente vocês ainda não degustaram essas preciosidades que estão aqui porque está quase finalizando a questão da importação, ainda buscando um parceiro para importar isso daqui. Mas a gente vai falar bastante deles com o enólogo, dono da vinícola, sócio do projeto, Augustin Lanus. Augustin.

Saúde. Obrigado pela participação. Exatamente. Obrigado. Obrigado, Renato, por convidar-me. Imagina. E, bom, saúde para todos os que estão mirando também por trás da câmera.

Maravilha. Antes de começarmos, vou apenas agradecer nossos parceiros, então, a Trigui Uva, que é nosso parceiro de vinhos aqui, faz uma curadoria de vinhos nacionais incrível, e dá a oportunidade da gente poder degustar vinhos de outros parceiros, outras importadoras, outros produtores. Somo Cash 10, 10% de desconto, QR Code está na tela, link na descrição. Agradecer nosso parceiro da Tabo aqui também, nossos parceiros. Aí, produção. Aí, produção.

Aê! Charcutaria incrível da Encâniva, uma charcutaria artesanal paulistana, charcutaria urbana, primeira certificada aí de São Paulo, com todas as licenças. Quer recurso estar na tela? Manda uma mensagem pro Gão lá. Porra, nosso diamante bruto. Mãos de fada. Mãos de fada, é.

É isso aí, produção. Ajuda nós a lembrar aí. Queijola, curadoria de queijos nacionais aí com o Elvio, faz um trabalho incrível só queijos de pequenos produtores. Que é recortar na tela aí também. Somo Cash 10 tendência para ter desconto. Link na descrição de todo mundo. Tem que arrumar um apelido pro Elvio, né? Mãos de... Não, não, não fala besteira aí, você não vai ter que cortar esse pedaço do vídeo, hein? Por favor. Então é isso aí, galera.

Agradecer nossos parceiros. Apoiem aí, fortalece que ajuda a gente a continuar o trabalho. Fechou?

Augustinho, a primeira pergunta que fazemos em... Vou falar em português, não vou ficar falando um portuguesal feio, não. A primeira pergunta que a gente faz... Entendo, entendo todo o português. Boa.

É que às vezes a gente se pega falando um portunhol meio, então não sai nada com nada. Mas sua primeira memória é com vinho. E aí, se você puder já complementar, se você vende de famílias, de viticultores, como que aconteceu para o vinho chegar na tua vida? Boa pergunta, Renato, porque o meu caso é um caso muito particular. Porque eu sou de Buenos Aires. Não sou de Mendoza, ou de San Juan, ou de Salta, que são regiões produtoras.

E foi totalmente casual, meu amor por o vinho, porque meu pai não toma vinho. Meu avô sempre tomava um pouco de vinho todos os dias, mas assim como costumbre. E a mim gostava de cocinar, sempre tive intriga, e de muito chico era para meterme em um curso de cozinha. Eu estava estudando para ser Ingenio Agrônomo.

e queria fazer um pouco mais, fazer cocina ou sommelie, e me meti a estudar sommelie, me recebi em 2003, ou seja, há 23 anos já. Naquele momento, me lembro que a gente nem sequer sabia o que era sommelie, e tampouco havia muita relação, cambiou muito a indústria na Argentina nesses 23 anos. Então não havia tanta relação da parte productiva, que ficava em Mendoza, em Cuyo,

a Buenos Aires chegava a botella cerrada então havia muito pouca comunicação da relação entre o vino e a agronomia, que era a lo que eu me dedicava assim que, bom aí, uma vez que comecei a estudar sommelier fiz uma primeira vendimia em Mendoza

Minha primeira vendimia foi aí em 2004 com Caiken, com Toti Undurraga. Que estava do lado da Caiken, lá no Descurxado. Exatamente, estava ao lado meu. Aí foi minha primeira cosecha. E aí, na verdade, foi um amor à primeira vista. Ó, pausa, pausa aí, galera, que a gente vai agora caracterizar o Agustin. Ó.

Queriam que me ponga a voz, Nilewani? Sim, é uma marca registrada. Eu falei, tem que ter, não podemos... Aí, agora? Agora vocês estão reconhecendo quem é. É, agora sim. Não, bom, foi... Foi uma muito linda cosecha com Totti, aprendi muito, e aí descobri a agronomia dos vinos. E isso foi para mim o que mais me atrapou. Foi como na viticultura, você levou o máximo conhecimento, não?

Estudio do clima, dos suelos e todo esse estudo tão minucioso.

Depois o levás uma copa de vinho, o que é muito agradável. Todo o seu trabalho do ano, se cosechaste tarde, se cosechaste tarde, o clima do ano, tudo se vê reflexo na copa, o que me parecia muito bom. E depois comecei a catar uma guia muito importante que se chamava Austral Spectator, que era uma guia de Sudamérica, de viñas, bodegas e...

e o viñedo de Brasil também estava aí, Bolívia, Chile, Perú, Argentina, e aí foi como o oposto, passar da agronomia, da parte mais productiva, a parte mais organoléptica, dos sentidos. A mim nunca me saiu muito bem escrever, tínhamos que provar 23 vinos por dia, com um grupo de sommeliers, que naquele momento eram os melhores da Argentina, e eu entrei com 22 anos, porque precisava um paladar jovem também,

E aí aprendi muito e para mim foi fundamental mear mais na parte organoléptica dos vinos. 23 vinos de diferentes regiões e ter que fazer o exercício de poder escrever o que você sente foi algo realmente muito importante. E depois segui fazendo vendimias. Em Chile, em Sudáfrica. Depois fui a Portugal e a España seis meses. Volvisteu em Routini um tempo em Mendoza.

E aí ganou uma beca para fazer o Vinífera, que é uma maestrinha em França, em Montpellier, um ano, e em Bordeaux, em inglês. E depois tinha que escolher ou duas universidades de Itália, ou uma Alemanha, Portugal ou Espanha. Eu escolhi Itália. E aí, bom, me quedo dois anos em França, dois anos em Itália. E no 2013, minha mulher já estava embarazada, e me chamam para o Chile para trabalhar lá.

E meu socio atual, em um dos vinhos que se chama Aguayo, que não está aqui, Stefano Gandolini, me convence para ir para Argentina e arrancar meu próprio projeto. Eu não tinha nem 30 anos e não tinha um peso partido ao meio.

Me lembro que eu volví com 2.200 euros e devia 400. Ese era todo o capital. Por sorte, minha mulher é salteira e nos alojaram os primeiros seis meses na finca dos meus suegros, até que eu me acomodava e encontrei uma bodega abandonada que precisava alguém que se ocupe de 40 hectares de novales, 20 de viñedos, e eu o que pedi foram 23 barricas e 3 tanques.

para que me permitam fazer meu vinho. Essa era minha condição. E que me paguem os viáticos para chegar, mas não muito mais. E aí, porque essa barriga é para fazer microvinificações. Esse ano eu fiz 12 microvinificações de lugares diferentes.

de todo o Valle Calchaquí, que está compuesto por Catamarca, Tucumán e Salta. Então, fazia duas barricas de uva para lograr uma barrica de vinho, uma vez que o prensava e demais. E isso para mim foi revelador, porque, se bem eu já vi em França, que havia que escolher com outros amigos de outras nacionalidades, uma região, eu escolhi os Valles Calchaquíes. Já tinha algo estudiado, e por isso me chamava muito a atenção.

Quando você faz uma zona, pode estar muito linda, pode ver o água, o suelo, pode creer na zona, mas até que não fazes vinho, nunca vai dar conta do verdadeiro potencial que tem. Então, para mim, haver feito vinho de tantas zonas distintas foi o projeto que se armou, que é Altos Terruíos. Altos Terruíos foi o nome original do projeto, hoje é a sociedade.

mas quando registramos, você pode acreditar, Renato, que no 2013, há 13 anos na Argentina, não estava registrada a marca Terrunio. O primeiro que registrou a marca Terrunio na Argentina fui eu há 13 anos. Para que se veja como mudou em tão pouco tempo.

a concepção do vinho e não existia esse modelo que eu tinha onde não tinha bodega não tinha viñedo tinha muitas ganas e por aí uma convicção de querer fazer meu próprio projeto

Então, eu comecei muito por a parte comercial, toda a inversão pouca que eu tinha era para escolher as melhores zonas, fazer muito bons acordos com produtores, e depois, em comprar o corcho, a etiqueta, a botella. E aí me associou com um americano, David Galland, que é meu sozinho atual também.

que ele gostou do projeto e nos gostamos muito fazer joggatas ele conheceu assim, me pediu que lhe ajude a fazer uma joggata lhe contei o projeto e me disse que é espetacular, mas se não tem dinheiro jogar a ser bodeguero sem dinheiro é muito difícil hoje em dia

É um investimento muito alto em tudo, né? Tecnologia... Por mais que não hagas tu bodega e tu viñedo, segue sendo uma inversão alta. E aí me deu esse impulso que, se não, hubiese sido difícil de lograr meus primeiros vinos no mercado, né?

Isso foi em 2016. E aí aparece Bad Brothers. David vive em Cafayate há muitos anos. Foi um dos principais propulsores de um barro que se chama Estancia de Cafayate, que é muito lindo aí, com uma cancha de golf, cancha de polo. E aí, Bill, Agustín y David é o nome de Bad Brothers. Bad Bill, Agustín y David. Bill, depois, é um enólogo conhecido de Napa Valley por problemas personales.

não pude voltar mais a Cafayate, ficamos David e eu. E então separamos Bat Brothers, que é a zona central do Valle Calchaquí, de 1600 a 1900 metros de altura, e Sunal, que era o Proyecto de Altos Terruños. O que aconteceu com Terruños, que não pudemos registrar nos Estados Unidos e em outros países, então a David se lhe ocorreu.

inventar uma palavra em quechua, que em quechua todas as palavras terminam com al, e então puso que era sun, altitude, sunal, sol e altura, e ao tempo me disse, não te diste conta, é o apelido ao revés, o sea, é lanús ao revés.

e poderia ser perfectamente uma palavra quechua. Então, de aí aparece Zunal, Terrunio de extrema altura, onde jogamos com o Malbec e as criollas de há muitos anos. Nós fomos os primeiros em fazer criollas na Argentina, no norte da Argentina, e os segundos em Argentina em geral. Havia pesado Carasur uns anos antes, amigos meus que já haviam incursionado com isso de fazer criollas chicas secas.

Posso apenas te interromper nessa questão da crioula? Queria que você pegasse seu celular, tá aí? E mostrasse aquela foto que a gente viu na feira ontem, que você mostrou aqui. Eu vou colocar na câmera para vocês verem. E aí você comenta um pouquinho dessa planta. A gente está acostumado com condução de videira mais tradicional, tudo mais. Eu quero mostrar isso aqui para vocês terem uma dimensão aqui do que eu estou falando. Olha o tamanho dessa...

Essa planta que tem mais de 120 anos, né? Impressionante. Essa família que ayer justamente cosechou. Esta é uma criolla chica. Esta família tem criolla chica e criolla blanca.

Quando chegaram em 1906, já estavam essas plantas, muitas dessas plantas. Mais de 120 anos, tranquilamente. Não podemos dizer antes de 1906 quando estavam, mas são zonas que são muito remotas e inóspitas do Valle de Calchaquí. Muito difíceis de chegar, estão a quatro horas em caminhonete.

de cafajate. Então, tem uma pureza nessa variedade, é impressionante. E essa senhora, Marta, que eu trabalho com ela desde 2014, todos os anos me diziam, se vai levar a blanca, e para mim, levar a blanca era um problema, porque se oxidava a uva, muito rápido, e foi um ano que tinha lugar no caminhão, imagina que a logística é muito costosa.

e, bom, tinha lugar no caminhão, me traje a Blanca, a laboro e, em seguida, me torna louco. Tenia como uns teóis, assim como Sauvignon Blanc, imagínense, a 2.700 metros, e a empiezo a fazer e me dou conta que é algo distinto. E saco material genético, um ADN, a as plantas. Os llevo a Linta, os llevo a Chile, e descobrimos que não é Torrontés.

não é moscatel, não é nenhuma das variedades conhecidas, é uma variedade nova, muito, muito velha, mas não tem hoje um nome, então é impressionante o que está acontecendo, porque vamos a bautizar esta variedade e vai haver uma variedade nova na Argentina, 100% autóctona, com essas plantas que já viram o que são, são um patrimônio para mim, de a viticultura e da enologia.

Então, é muito excitante isso também. Sim. Agostinho, quando você retornou da Europa e chegou na Argentina, já existia essa ideia de vinificação em microterroir, em pequenas parcelas? Como estava o cenário nesse momento, quando você voltou? Porque você veio da Europa, da Borgonha. São regiões que têm essa cultura de microparcelas de vinificação de pequenos terroir.

Como que era quando você chegou na Argentina em 2013, mais ou menos? Como que estava esse cenário lá? Bom, boa pergunta. Bom, já vemos que a marca não estava registrada, assim que já é muito. E hoje por hoje, tem sombrero, boina, e já está registrado. Assim que isso fala. E depois, sobretudo no Valle Calchaquí,

em Salta e demais, havia muitas bodegas muito tradicionales de há muito tempo, mas muito poucos projetos de vinos de autor, de enólogos fazendo seus próprios projetos. Estava José Luís Muñer, que havia feito seus próprios vinos e sua própria bodega.

e havia muito pouco desenvolvido, por exemplo, em zonas como Cachi, Luracatao, a primeira receita foi em 2013, e depois em zonas como Catamarca, não havia vinos ícone de Catamarca, Chanear Punco, do Esteco, já estava saindo seu primeiro vinho, não havia corte de Blancas.

O Torronté Bionier foi um dos primeiros cortes de blanca que houve. A branca é uma uva que começou a ganhar mais espaço faz muito pouco tempo. Exatamente. A torronté se dominava tudo e não havia um espaço para inovações.

não só no norte, mas na Argentina em geral. A verdade é que esses 10 anos, eu acho que estamos na melhor etapa da história argentina em quanto a inovação, variedades, tipos de vinho. A verdade é que foi impressionante o que temos crescido nesses 15 anos. E o norte, assim como a mim, me entusiasmou vir de Europa, que para mim foi muito formativo, porque em zonas como Varelo, eu trabalhei em Chereto,

Chereto já de por si tem barolo barbaresco e se leva também sua despalhadora e suas bombas a la bodega de barolo assim que aí conecto o da criolla blanca que foi a que a mim me impulsou a esta ideia essas ideias que diz como não as fiz antes de cargar no trailer de cabalhos com os quais nós subíamos os cabalhos para ir a cerca das cabalgatas e aí

o vaciou e puse um tanque de acero inoxidável de 2000 litros e uma despalhadora. Então, me armou uma bodega móvil. Então, em vez de me trairar o huracatao, que como te disse, está quatro horas em caminhoneta, ou seja, que em trailer está sete horas, me trairar 1200 kg de uva fresca em cajões. Hoje, já molendo a uva lá arriba, na montanha, me traigo 2500 litros de mosto. Ou seja, triplifico a logística.

E é uma experiência espetacular, porque muitas dessas famílias não fazem vinho há muito tempo. Então, tive um momento muito lindo de as filhas, as crianças... Elas venden a uva, né? Venden a uva para consumo e muitas delas se perdieron as plantas. Sim, sim. As deixaram de regar, as deixaram de podar. Assim que são economia de subsistência igual. Eles tinham essas plantas de criolla chica, porque é a variedade que se usa para fazer vinho.

assim como têm suas cabras, seus quesos, sua huerta. Sua existência total. Exatamente, não é que você vai em um almacén a 10 minutos a comprar o que você precisa. Ou seja, tudo você tem que provar. E nem te conto se há uma chuva, se não passas o rio. Ou seja, realmente estão muito longe. Mas isso é um pouco a história do norte da Argentina.

Por que há tanta criolla chica? Porque vem do Virreinato do Perú, vem da principal economia do norte para engordar mulares e bueyes para a minera de cobre de Chile. Então era a zona mais poblada. O último gobernador realista é de aí, de Molinos.

Então há uma história muito forte aí, e onde não há criouça grande, a diferença de Mendoza ou San Juan. A criouça grande é como uma derivação, assim como a torrontez, da criouça chica e da moscatel, e é uma variedade muito rendidora, 30 mil quilos por hectare, uma uva assim de grande, e já não há... Então, a reemplazaram por a criouça chica. Agora, no norte, essas plantas estão nas famílias de as casas.

Em jardins das casas, você tem 20 plantas, 50 plantas. Então, o grande trabalho é ir família por família para recolher esses caixões. E essas plantas que têm mais de 100, 120 anos?

Qual é a produção de uva em quilo por planta? 500 gramas, 1 quilo, 1,5 quilo, 2 quilos? Mais. É porque é uma planta muito grande. A planta Renato nasce aqui e termina... 2 quilômetros. Literal, é impressionante.

os sistemas de condução são muito variados. Sim, é mais natural, né? 100%! Há famílias que são mais prolijitas e têm tudo mais cuidado, há outras que não. É como entrar em cada família, né? Sim, a uva por si só é uma trepadeira, né? Uma planta que vai buscando... Vai buscando tudo, então de repente se armam mugrones, se mete para baixo... Sobe, volta...

Então, varia muito o rendimento, se queres, por planta, mas são muito rendidores. Há plantas que terminam dando até 40 racimos por planta. Estás falando de 20 kg por planta. Que legal. Ou seja, sim, interessante. Então, daí quase uma... Quantas garrafas dá por planta, mais ou menos? 10, 12 botéis, as 15 botéis. As 15, né? Sim, pode chegar a isso, sim. Que legal.

Legal. E aí, Albucin, puxando um pouquinho da tua experiência em vários países europeus, Itália, em regiões, o que você acha que trouxe para a Argentina dessas experiências fora do país? Qual técnica você acha que se aplica hoje que vieram dessas experiências na Europa?

Uma das coisas mais lindas, Renato, para mim, do vinho é justamente essa. A mim me encanta viajar, me encanta conhecer cultura, me encanta comer, me encanta entender um pouco a cultura do vinho relacionada ao paisagem, ao ambiente. Não tem nada melhor que isso. Nada mais lindo que isso. E a gastronomia. E todos os lugares onde há vinho geralmente são muito, muito lindos. Não tenho nada de colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar colocar

Realmente, grande parte de minha decisão é dizer que toda minha família se dedica a vacas, a ganaderia, a agricultura extensiva, a soja. A soja você a cosechar e não sabe se vai fazer milanesa para a China ou se vai fazer... Não tem uma trazabilidade. Aqui no Vino você contas uma história, contas o que queres contar. Isso eu adquirí muito na Europa, de como uma família com dois hectares... Adios!

têm seu próprio vinho de Aseaneares e têm sua própria história familiar contada em uma garrafa. E que essa garrafa pode chegar a todas partes do mundo. Independientemente se fazem um milhão de botellas ou fazem... Cinco mil. Céu.

Então, isso me parecia fascinante. E depois disso, que você, quanto mais viajas, mais você descobriu técnicas, estilos, ou vinhos que você acordou. Eu sempre digo isso.

que a revalorização que eu leia a Criolla, no primeiro momento que eu la provei, foi por ter ter a oportunidade de ir a Croacia, a Grecia, a grandes partes, lugares de Itália, onde há muitas variedades autóctonas. E eu, a primeira vez que eu pruebo a Criolla Chica, me remonto aí.

no mestre, na maestria, éramos de 13 nacionalidades distintas e nos juntávamos a comer asado, cada um traía a sua garrafa de suas zonas e eu vi que era um vino com baixo color, como este que está cá na exploración, com um baixo color, com um pouco complexo, com uns taninos muito delicados, então quando descubro essas plantas gigantes por uma comunidade indígena, o cacique me disse que queriam fazer bodega e me pediu que os ajudem,

Hago de curioso 400 litros em 2014 de este vino. Quando o provo, o vino é como a música. Todo o organoléptico te leva. Você ouvir uma canção e não sabe como te fez acordar de um verão que passaste e que estava aí. A mim, em seguida, me levou a estes vinos que me fizeram provar meus amigos. E, a partir de aí, comecei a fazer este vino seco.

Sempre a criolla se mezclava com a torrontês e se fazia mistela, vinho dulce, e agora ela começou a mostrar seco. Então, imagina o importante que foi para mim viajar e conhecer outros lugares e outras técnicas. Eu acho que uma coisa fundamental para o enólogo, para quem está lidando diretamente ali com a...

produção do vinho em si, é ter essa litragem, viajar, beber os grandes vinhos, beber os ícones, pra você conseguir explorar o melhor daquele seu terroir. Não pra copiar, mas pra conseguir identificar características e o potencial daquelas uvas e aonde você consegue chegar. Pra você não se acomodar naquilo que tá sendo feito, e falar, eu acho que dá pra melhorar, dá pra chegar naquilo, dá pra...

E aí você vai como uma alquimia mesmo, ajustando aqui e ali, aumenta a maceração, diminui uma temperatura. Então acho que é muito importante para o enólogo hoje ter o contato com esses grandes vinhos, né? Conhecer o que tem de melhor no mundo para você conseguir fazer o melhor no seu terroir, né? Totalmente. Eu quando estava na Itália, me ofereciam a minha gereta de ficar.

E pareciera que o melhor enólogo é o que continua fazendo o mesmo que há 300 anos. Então, países como Brasil, como Argentina, onde não está tão regulado como em Itália, como em França, as D.O.C. e demais. Travado, muito travado. Um travado pode fazer o que queres. Com a variedade que queres, com a técnica que queres. Então, essa liberdade...

É espetacular, não tem que ter medo para seguir provando. Justo ayer eu falava com outros cenólogos e falávamos disso, de que...

que bom seria que ainda sigamos innovando mais em técnicas de elaboração, em produtos distintos, e isso que estamos avançando muito, mas sigo vendo que há muitos vinhos iguales, muitos projetos similares, ou a vezes nos cuesta sair um pouco do limite, e a esse limite...

a única forma de descobrir qual é o limite é quando o passas. Nunca sabes quão longe ou não estás. Então também é esse medo que a vezes o enólogo de livreto tem de passar-se da linha. Eu, às vezes, celebro vinos que não são defectuosos ou que não estão bem. Não estão equilibrados. Porque tudo se vai equilibrar. Ou seja, tem que jogar.

Muito bom. A gente tem uma linha aqui de quatro vinhos que a gente vai degustar. Vou pedir para você falar desse primeiro aqui que a gente está tomando. Tovio. Sim. E Betty Brothers.

Por favor, fale de seu filho. Perfeito. Torronté-Bionier. Quando cheguei ao Valle Calchaquí, me chamou a atenção que, no dia de hoje, não temos muitas outras variedades plantadas de branco que não seja torrontés. Em seu momento, Torronté ganou tanto lugar e descobri uma hectárea de Bionier.

uma só hectareira, em um lugar que se chama Tolombón, e comecei a fazer este corte que é 25% de Bionier, 75% de Torrontés. E é o vino, nós temos um restaurante na plaza de Cafayate, a meia quadra, que se chama Pat Brothers também, e é o Caballito de Batalla. Este vino é muito gastronômico, porque o Bionier lhe dá essa untuosidade, essa coisa gordita em boca, a mesma coisa tem muito bom assim.

E, bom, em Peru, hoje, eu estou vendendo muito em zonas... A mim me gusta, sempre priorizo, que os vinos que eu faço, que são de poucas quantidades, se consumam mais em restaurantes, em gastronomia. É um valor agregado mais legal, né? Exato. E ele tem a cremosidade, a ontuosidade, aquela oleosidade que a Vionier traz.

E o no aroma também, ele dá uma... Ele deixa muito mais rico, né? A gente tá falando de vinhos de 1.800 metros na média de altitude, né? Então, até comentei contigo na feira, quando eu provei esse vinho, que é uma outra expressão da torrontês mais clássica argentina. Não é aquela... Tudo muito forte, aquele aroma muito exagerado, aquele...

A torrontês, a clássica mesmo, era um vinho meio duro, meio difícil de beber. Exatamente. Cambiamos muito no torrontês, sobretudo em tempo de cosecha. Cosechando com menos alcohol, por um lado. Por outro lado, em fermentação. Fermentações mais exigentes na temperatura. Fazendo fermentações frescas. Você conseguirá o vinho mais fresco também.

E terceiro lugar, a logística da cosecha. Ou seja, é um vinho que se você o deixou com pieles, ou o deixou com um torrontê de pieles que estou fazendo um ano, ou se o deixou um dia, dois dias aí, essas pieles têm amargores, que também era típico do torrontê, que era colegue e amargo. Hoje, cosechado a tempo, pode ter um torrontê muito fresco. Estamos fazendo torrontê de baixo grau de alcohol, como te comenté, com 8 graus de alcohol, não mais.

que é espetacular. Eu acho que é a nova versão do torrontês. É o que vem. É para essa nova geração que foca muito em saúde, menos álcool, funciona maravilhosamente. Totalmente. E, além de ser aromática, naturalmente, você tem aromas, por mais que seja cosechado tão tarde.

E acredito que é uma tendência argentina hoje fazer essa torrontez de altitude. Tomei uma no teu vizinho do Descorchados ali com o Juan Pablo, lá da Caiqueno, que esteve aqui no podcast e tinha um torrontez lá e eu...

Falei, o que é isso? Não consegui identificar no nariz, porque a torrontês é muito fácil de identificar. E eu não consegui identificar que uva era. E nem boca é tão simples. Que era uma acidez, um vinho fresco, muito diferente. Então é uma tendência argentina, essa torrontês mais fresca. Totalmente. E uma tendência mundial de tomar cada vez mais vinho blanco. Por isso fizemos uma aposta muito grande aqui com nossos amigos.

Fatore e Contoninho, os que me trajeron aqui, meus novos socios que apostaram muito forte ao Torrontés. Temos uma finca juntos de 50 hectares em Animaná, que fica ali ao lado do Cafayate. São 50 hectares de parrales de Torrontés. Uma aposta muito forte ao vino branco.

e que já estamos pensando em várias versões distintas de fazer com o torronte, de baixo grado, de espumante, de burbujitas.

É como você disse, Renato, é a tendência.

Como foi para você fazer essa transição de mentalidade mesmo, de uma viticultura muito tradicional para uma região que tem um privilégio muito grande de clima? Onde está localizado lá? É um vale também cercado por barreiras naturais. Como é essa viticultura mais orgânica, menos intervencionista? Tremenda pergunta também, porque nós, na Argentina,

toda a nossa viticultura e enologia muito baseada nos livros de França, de Espanha, europeus, que não tem absolutamente nada que ver com nossa realidade na Argentina. Então, a verdade que você me perguntou como, sobre todo, um grande mudança que houve na parte de enologia, que foi eu, minha tese em França, a fiz de levaduras indígenas.

as levaduras indígenas, em extrema altura, por isso um vinho se chama salvagem. Um vinho se chama ilógico por as distâncias tão raras. Outro vinho se chama exploración, por essa exploração permanente de fazer, de innovar e de fazer coisas. E salvagem vem por as levaduras. Em extrema altura há muita carga de levaduras.

Então, você pode fazer uma fermentação espontânea. E a mim o que me passava, que se eu me guiava com os livretos de tecnologia clássica, como você diz, de 24 a 26 grados, em seguida até levaduras tão selvagens, com tanta força.

se me iam a 30ºC e a 30ºC me cozinha todos esses aromas tão exóticos e tão distintivos que tem esta zona, que são aromas mais herbales, mais mentolados, até maracujáves, uma coisa muito particular da zona.

E com a temperatura me quedavam iguales. Então, cada ano comecei a fermentar a menor temperatura. 23, 22. Hoje já estamos fermentando os Malbec, os tintos, a 20, 21 graus. E termina a fermentação perfectamente e não tem que assustar de nada. Para os que estão ouvindo, a fermentação...

tradicional é sembrando levaduras sacaramícese, para que termine a fermentação. E as indígenas são 400 famílias que não sabemos quais são. Algumas fermentam a baixas temperaturas, outras altas. Então, quando vem as sacaramícese...

dominam o meio, metralleta, matam a todo o resto da 400 famílias e dizem, aqui me como o açúcar eu, e é algo já muito regulado. Agora, quando é espontânea, também há muito do que o outro que me perguntava, que era da viticultura tradicional, versus algo mais orgânico. Para mim, não poder fermentar um mino com levaduras indígenas...

me fala muito de quanto agroquímico tem esse viñedo. Hoje em uma zona como Cafayate, a 2.700 metros de altura, seco, com viento e demais, não necessitas colocar tantas aplicações preventivas como nos ensinaron na universidade e não necessitas integrar-te com a natureza. Com suelos vivos, que hoje se está trabalhando muito.

onde você percebe que muita maldade te ajuda a você e te dá vida no suelo. E sem tanto agroquímico que te faz tão mal. E você consegue identificar esse entorno, esse aroma da paisagem, do local hoje no vinho, justamente por causa dessa...

fermentação espontânea dessa uva indígena, dessa levedura indígena. Eu acho que quando a gente tem essa pegada mais orgânica, solos que têm vegetação, que passam animais, eu acho que isso traz uma característica diferente para o aroma do vinho. Totalmente. Eu falo em todos os vinhos, falo de viticultura ancestral. Sim. A mim, eu não tenho nenhuma registração, nem orgânica, nem biodinâmica, nem nada.

A mim me gusta falar de viticultura consciente e de viticultura ancestral. Ou seja, se você tem um viñedo de dois hectares que se estão comendo entero as hormigas, tem que aplicar um tratamento contra hormigas. É um milagre. Exato. A mim as carátulas de orgânico, não sei se está bem dizer isso ou não. Ou seja, tem que estar...

analisar mais o poder de observação quando necessitas algo e quando não muito conscientemente e muito integrado com a natureza. Que é o que esta gente vivendo na montanha da natureza, o faz de maneira totalmente natural. Para mim, são biodinâmicos, são orgânicos, são conscientes, porque estão sabem, cosechan naturalmente quando, em dia de luna.

de luna llena, têm todo o seu próprio calendário que o leva até no corpo. Quando o vento vem, são de ficar mais em casa, porque senão você apunha, se você dura a cabeça, quando tem bons dias. O que eu valoro muito dessa gente é esse conhecimento ancestral que têm da viticultura e da agricultura em geral. Muito bom. E, pessoal, quando chegar aqui no Brasil, comprem, por favor, porque isso aqui é esse aqui.

É um aroma incrível, incrível. E eu vou servir agora o primeiro tinto pra gente, mas eu queria que você falasse um pouquinho mais de como que é o local, o terroir de Cautiaquís e ali um pouquinho de toda a cafayate em si, pra pro pessoal entender um pouco mais. A gente vai compartilhar aquela foto que você me mostrou pra exemplificar um pouquinho mais o mapa do que a gente tá falando. Bien.

Mas vamos falar um pouquinho mais do terroir de Cafaiate. Bom, o Valle Calchaqui não chega ao 3% da produção nacional argentina. Está composto por três províncias. Catamarca, Tucumã e Salta. Tinha 350 quilômetros de alto, que se vão ver o mapa aí, verão. De distância, sobre todo por a Ruta 40, que é esta ruta que tem mais de 5 mil quilômetros na Argentina.

e tem 1.600 metros de diferença. Ou seja, tem Cafayate com 1.600 metros de altura e tem zonas como Pallogasta, onde está a altura máxima de Colomé, por exemplo, que tem 3.100 metros de altura.

Em esse rango, imagina a diversidade que você tem, que foi o que a mim, de volta, mais me apasionou do Valle Calchaquí. Não tem uma precordilha tão grande como a de Mendoza ou San Juan, mas é um valle muito mais comprimido. Então, imagina a uma Uva, quanto muda a altura, mas se a altura, também, dá uma exposição diferente, porque está sobre a base do cerro e dá sombra.

Você pode ter duas horas menos luz que a 100 metros para baixo. Você pode ter zonas onde a uva não madura e zonas que sim. Então, é um valle de diversidade. É difícil falar do terruíno dos valles calchaquíes, porque há muitos micro-terruíneos.

que são muito diferentes. Reci eu te contava, em nosso viñedo de Cachi e do Huracatao, que está entre 2.700 e 2.800 metros de altura, temos no sistema para medir as temperaturas, que se chama Winkler, temos um Winkler 1. Em cambio, em Cafayate, temos Winkler 3 barra 4. O que nós estamos mais perto de Patagonia, extrema, e Cafayate é uma zona mais cálida.

A Malbec se cosecha a principios de fevereiro com 14 graus de alcohol e nós, na semana que vem, estamos cosechando. Estamos falando de mais de dois meses de diferença entre uma zona e a outra. Assim que, em linha geral, o que tem o norte, são vinhos que facilmente se distinguem. As uvas...

Eu falo de extrema altura e o que acontece com as uvas quando se expõem a situações extremas é que engrosam muito a cáscara.

para proteger as semidas. Os taninos mais. Na cáscara estão o color, estão os taninos, e, inclusive, os aromas. Então, em primeiro lugar, tem mais cáscara, mais color e mais taninos. Em segundo lugar, a planta, como está em uma situação extrema, diz, eu não vou ter 12 racimos por planta, vou ter 4. Então, o rendimento por hectare é muito mais baixo.

mais concentrado exatamente e por outro lado tem maior rayos ultravioletas se você vai te quemas é um clima de montanha quando você vai na montanha alta que você se te páspou nos labios te quemas quema muito quema muito

Então, esses rossos ultravioletas sintetizam antocianos, polifenoles... Tudo que é bom dentro do vinho, né? Em um momento, nós dizíamos que os vinhos de extrema altura eram mais saudáveis. Sim, sim. Por isso mesmo. E há uma quarta razão, que eu estou explicando isso. Eu fiz um informe da influência da extrema altura, que depois vou mandar. Me encantaria terminar de escrever o livro, que estamos trabalhando.

Há uma cuarta que me inventou eu, mas eu gosto de descrever assim. Quando você vai à puna, te apunas, te marias. Às vezes, como que te duela a cabeça, te tens que tomar um dramamine para estar melhor. Então, eu digo que a uva, à medida que se vai mais alto, se apuna e cambia por completo seu aroma. Passa desse aroma de frutos rojos ou de flores típicos de um Malbec de Mendoza.

Alguns Malbecs de extrema altura, com aromas mais herbales, mais mentolados, distintos. E mantém melhor a acidez, acidez natural. Assim que, isso seriam como os quatro componentes mais importantes da extrema altura. Malbec, já falei isso aqui algumas vezes, para mim é uma das uvas mais adaptáveis e mais times

que você consegue expressar aromas e texturas muito diferentes em diversas regiões, né? É uma uva muito... Plástica. Plástica, é isso. Plástica, lá, lá, e tintazona. Sim, acho incrível, assim, as expressões que ela... Dentro de um terroir, claro, curto, mas com muita mudança de altitude e tal.

Perfis de vinhos totalmente diferentes. Por isso eu escolhi a Malbec como este veículo de mostrar as distintas zonas. Em Salvaje, nós temos três zonas distintas. Luracatau, Cachi e Pucará. Três zonas do Valle de Calchaquí. Em Ilógico, são essas três zonas, mais uma mais, se juntam e fazemos um blend de zonas.

mas que é um blend como se fosse quatro variedades distintas. São quatro Malbecs. Como dizes, o Malbec é tão distinto de acordo com a zona, que, no final, te dá para fazer blends interessantes. Então, sim. E além do Malbec, falando de uma crioula, de um torrontês...

ou de uma avionier também que muito pouco pouca uva nessa região, o que mais tem se plantado de diferente nessa no Cafaiate, o que está saindo de coisa interessante, nova de novas castas, novas uvas Bom, olha Renato em Cachi, que é o último vinhedo que eu me enamorei de uma zona aí Não sei se colocar

que está a 2.800 metros de altura e que tem pedra laja. Viu a laja? O schist. Sim. É um suelo bastante raro no Valle Calchaquí e que dá uma permeabilidade particular ao suelo, porque é laja, mas a vez é uma arena suelta. E aí me entusiasmou e plantei garnacha com o pé de criolla.

Porque uma das grandes revolucionárias que para mim tem a criouça no norte é que é uma variedade que tolera o boro, que é um mineral que está no rio Calchaquí e que é tóxico para as plantas como a Malbec ou a Cabernet Sauvignon, a variedade francesa, como dizem lá. Em cambio, para a torrontesa e a criouça, não. Então, você pode fazer rootstocks.

por ter injerto, com criollas, e ali eu injerto o que você quiser. Então eu fiz garnacha, que hoje me dieron o resultado do açúcar, está ainda em 22 brics, ou seja, me quedam duas semanas mais para cosecharla, se é que não se clava com a madurez e se cosecha. E depois cariñan, estou colocando...

na minha finca, e abaixo, na outra finca que eu plantei, puse Syrah, Souvenion Blanc, Semillon e Petit Verdot. Se está também fazendo muito com as variedades do Ródano, com GSM, Garnacha, Syrah, Mouvedre. Algunos estão provando com Blancas também do Ródano, que é muito interessante.

Mas como te digo, eu sempre me canso dizer que estamos em pañales e ainda há muito para inovar e para provar. E nessa zona, hoje essa garnacha é a mais alta do mundo, a 2.800 metros.

E a Carinhan também. Haga o que hagas aí, batiza um recorde, porque são as zonas mais... o vinho mais alto do mundo, não? Então... E aí, aproveitando esse gancho dos vinhedos mais altos e tudo mais, qual a dificuldade de manter tudo isso organizado? Porque você deve ter alguns produtores ali que organizam isso para você.

Como manter isso controlado? Como manter o cuidado com o vinhedo? Como saber que está sendo bem cuidado? Boa pergunta. Olha, em as criollas é onde eu tenho mais pequenos produtores. Este vinho, o outro vinho, lógico, são 22 famílias que aportam uva para aí. Então, aí é limitarme a sua forma de cuidar as plantas, que muitos deles são muito celosos.

Se eu quero podar a planta, não me deixam. Eles a podam com sua família, com sua forma e estilo, o que a mim parece fantástico. Há outros vinhedos que são abandonados e aí sim entramos nós para cuidar mais. E hoje por hoje, tenho vinhedos próprios em Luracatau e em Cachi, onde tenho uma grande fonte de minhas uvas. De maior volume. Exatamente. E depois outro vinhedo que o cosecho há 13 anos, que o conheço muito. O que eu... O que eu...

Te diria que grande parte de meu trabalho são esses acuerdos com produtores que sigo tendo depois de 14 anos. Com a maioria dos que eu comecei, em 2013 sigo trabalhando agora.

Aí acredito que uma linha muito boa de se trabalhar é pagar um bom preço pela uva. Isso vai fazer com que as famílias cuidem cada vez melhor. Não seja só um preço por quilo. Acho que isso é a linha que vai trazer a qualidade para um vinho de qualidade. E muitas dessas plantas que não as estavam nem sequer cosechando, hoje por hoje que eu as pago igual que um malueque,

Estão todos a full, trabalhando-las e motivando-las. É um fair trade, é um comercio justo e daí se trata tudo. E aí estamos tomando essa crioula aqui também.

Criolachica. Quer falar um pouquinho desse vinho? Esse vinho vem de essas plantas que te mostrei. Sim, aquela da foto. De huracatao a 2.700 metros. É a criolla ou a uva país mais alta do mundo também. E tem essas plantas gigantescas que são espectaculares. É um suelo muito calcário.

E invito a todos os que estão olhando, que prueben criollas, criollas chicas, criollas grandes, que vean a diferença enorme que há entre umas e outras. E depois que se animem, porque o que tem a criolla Renato para mim como grande valor também.

é a plasticidade na gastronomia. Nós temos um restaurante de volta em Cafayate e há muitos platos, por exemplo, estes que estão aqui, que a vezes você passa entre um vinho branco e um vinho tinto, tem um salto muito grande. A criolla abarca toda essa parte media onde você pode mariar com uma hamburguesa, com uma pizza.

Com comida muito mais relaxada. Pizza, perfecto. Eu recomendo que se tome com 11ºC, um pouco mais baixa a temperatura.

E se marida com absolutamente tudo. Com quesos, com fiambres, com charcuteria, com pasta. Nós usamos muito para quando começamos a fazer o assadito, que estávamos prendendo o fogo, aí 7 da tarde, arrancar com uma criolla é espetacular. E hoje é feito em concreto, né?

esse vinho aqui, aqueles uns ovos de concreto, certo? Sim, exatamente. Eu tenho 12 ovos de concreto de 2.200 litros e aí é onde eu faço tudo o que é a exploração. Então, cada grupo de famílias vão a um ovos, são quatro ovos distintos, quatro criollas em zonas distintas, que eu faço. De esses ovos de 2.200 litros, 800 litros os saco para este vinho, que são 1.200 botellas.

e o resto eu junto e faço o zonal ilógico, que tem esta mesma etiqueta, que é um blend de zonas. Falando contigo, dá para entender que você consegue ter um processo criativo muito legal, porque você tem...

Tanto terroir, tanto pequeno produtor, tantas uvas distintas, assim, e realmente fazer essas microvinificações. Como que é na hora de definir? Claro, hoje você já tem uma linha estabelecida, mas não dá vontade de criar coisas novas, fazer vinhos novos. Claro que tem que se pagar no final, né? Afinal, é uma empresa, né?

Mas não dá vontade de criar muita coisa nova? Isso é um grande ponto. O pior problema é quando um enólogo é o doente da bodega.

Porque sempre me dá grande discussão com meu socio, com David, que temos muitas etiquetas e demais. Mas, é parte do projeto. O projeto é ir renovando, é ir provando, buscando zonas. E, bom, de aí me libero com a exploração, onde aí vou sacando distintas coisas cada ano. Agora estamos sacando um blanco de pieles, que é uma criolla blanca um ano com suas pieles no bolo concreto. Uma coisa muito interessante.

Se vem o vinho branco com baixo alcool também. Já se vem a garnacha, que teve um grande puntaje aí em descorchados. Primeira cosecha, já a está rompendo. Vamos ir a... Sim, sacando outro vinho.

Dessas experiências que você já fez desde que você voltou para a Argentina, o que você aprendeu que deu muito errado? O que nessas experiências aí você falou, para esse caminho não dá para seguir tanto? Foi mais talvez alguma casta, alguma uva que tem algum limite ali? Porque a gente está falando de...

altitudes muito grandes, altitudes mais baixas, solos diferentes. O que você identificou ali que não pode... Que não andou. Bom, em alturas altas, o Petit Verdot, por exemplo, não andou. Eu tive que tirar. O Pinot Noir, com o pé franco, não. Tenho que arrancar porque não me cresceu. Se eu tenho que começar de novo, o que eu faria...

É, a tudo lhe põe criouça. Criouça como pie de injerto. Porque é, também, um pouco, voltando ao anterior, que nós olhamos a França, ou outros países, então copiamos os porta-injertos clássicos que há em França. E nós temos nosso próprio porta-injerto natural, que é o mais adaptado à nossa zona, que é a criouça.

E hoje seguimos sem fazer porta injertos de criolla. É incrível. Então, esse foi um grande aprendizagem. E depois, me gostaria de ter mais dinheiro e mais tempo para seguir provando mais variedades. A mim sempre fui muito inquieto e me gosto. Me gosto de explorar, provar e desafiar os lugares e as variedades.

Eu acho que você, por toda aquela experiência que você falou que tinha na Europa, de toda essa narrativa, toda essa história, essa tradição por trás da garrafa, por trás do vinho, eu acho que essa região te dá uma oportunidade também muito bonita de estar trazendo isso, por ter todas essas famílias envolvidas, por ser uma...

Hoje o vinho de altitude, falar de vinho de altitude na Argentina é fácil, mas há 15, 20 anos atrás era uma outra coisa. Então hoje vocês têm uma narrativa muito legal para traduzir para o vinho, né? Exato. Antes eu falava de vinho de altura em Mendoza.

que é um vinho de altura a nível mundial, das de 800 a 1.200 metros. Cafayate, 1.600 a 1.800. E estes vinhos a 2.750, já havia que... Por loucura. Outra distinção que é extrema altura. E lógico, se o puso meu socio, para ele, tudo o que eu faço para ele é uma loucura, basicamente. Então, aí vem... E sim, tem que começar a falar de extrema altura, de viticultura heroica.

Por isso que somos uma região de tão pouca produção. Em todo Salta é o 1,8.

de produção de toda a Argentina. 1 não chega ao 2% e o norte, em geral, o 3%. O sea, é nada. E estamos a 1.500 km de Buenos Aires, a 1.300 km de Mendoza. Imagínense todo o custo de logística para levar a botella, os corchos. Às vezes você necessita um técnico que te arregle algo e o técnico se tem que vir de Mendoza, viajar em auto, pagar no hotel.

se está em garantia, por aí te cambia algo que vale 10 dólares e o viático valió 500, viste? Então, sim, tudo aí é extremo, é difícil.

mas que depois, quando eu pruebo os vinhos, ou vejo a diversidade, digo, valeu a pena. Valeu a pena, né? O mundo já entendeu esse vinho de altitude argentino? Já se acostumou? Já chegou muito na mão do europeu isso, esse vinho de altitude? Como está sendo esse...

essa abertura de mercado no mundo fora. Eu acho que cada vez mais, primeiro, o que mudou forte é o consumidor. Hoje o consumidor está aberto. Eu me lembro, meu abuelo sempre tomou o mesmo vinho. Não existia de provar distintos vinhos. Hoje é o contrário. O consumidor é muito infeliz ou muito curioso. Você faz uma vinoteca,

Se tem que comprar seis vinos, te compras seis botellas diferentes para divertirte probando os vinos. Difícilmente te compres seis os mesmos vinos. Bom, essa curiosidade, essa apertura de provar coisas novas lhe dá espaço a esses vinos, que, por suposto, nunca vai competir contra as grandes marcas ou as de bodega. Não pode, não pode. Com que de um milhão de botellas de Catena Zapata tenha uma de Sunal, estou bem, estamos bem.

E aí, como produtor, sócio, dono de uma vinícola, o que é mais fácil, produzir um vinho na altitude ou vender esse vinho? Porque você está aqui no Brasil justamente para desbravar esse universo da venda, né? Que pergunta! Aí está difícil. Vender com certeza é pior, né? E vender, em meu caso, sobretudo, é o que mais me...

Me cuesta, claramente. Mas, por sorte, é um projeto chico que se vende bem, que sempre fomos crescendo. Em últimos dois anos nos mantivemos, que já é um monte. Não crescemos a esperada, que era um 15% anual, mas também crescemos como grande parte das bodegas. E por quê? Porque justamente a expectativa de realidade...

Eu tento de ser o mais realista possível. Se eu quero produzir milhões de botões, eu vou estar pifando. Em vez de, com 30 mil, 50 mil botões, com uma estrutura baixa e fazer o que você gosta...

Eu já estou contente. Sim. E hoje, qual é a aceitação desse estilo de vinho dentro da Argentina? Porque eu acho que aqui no Brasil a gente tem mercados para vinhos de nicho, vinhos de pequenos produtores, esses vinhos de alta gama. Mas e na Argentina? Como que os argentinos mesmo veem esse tipo de vinho? Não, hoje na Argentina...

para vender vinos de nicho e caros, o mercado mais... Difícil, né? Não, ao revés. O mais fácil, te diria, é a Argentina. Por quê? Primeiro, porque é muito mais fácil comunicar uma zona. Ok. A gente já sabe que você está em Salta. Sabe a loucura que é produzir lá. Exatamente. Então, é mais fácil que essa pessoa diga, bueno, sim, um Sunal eu pago ou eu valoro mais.

Se você tem que explicar isso a um chino ou a um canadiense, é mais difícil. E, além disso, porque há cada vez um mercado mais grande de sommeliers, de consumidores, de lojas. Na Argentina, o mercado interno está forte. Para, de volta, para vinho de nicho, não?

com pequenas quantidades e tratando de... Mas está muito exigente. Hoje tem que ser diferente. Tem que... Tem um espaço para vinho de autor onde você mesmo comunica seus próprios vinhos.

Já sair a vender um Malbec de Mendoza mais é difícil. Me tem que contar algo mais. Ou tem que ter um grande marketing packaging. Por algum lado, você tem que distinguir, porque há muito. Sim, muito. Muito, muito. Assim que, bom, no meu caso, para os que querem provar vinos de extrema altura, os mais altos do mundo estão. Sim, dá para contar na mão quantos produtores tem, né?

Claro, sim, sim. Em 2.800 metros. Sim, sim, sim. Por isso. E a mim me cuesta, imaginate. Se tu viesse que vender um Malbec de Mendoza, já estaria fundido. Sim. E como você enxerga o mercado brasileiro hoje assim? Eu sempre gosto de fazer essa pergunta para entender a visão do... Pô, a gente está muito perto. Argentina, Brasil, aqui é...

2, 3 ou 4 horas de voo ali, a gente está na Argentina. Mas qual é a visão que vocês têm do mercado brasileiro hoje de vinho? Como vocês enxergam a gente? Olha, Renato, eu, na verdade, estou... Hace muito que não venia. Não conheço muito o mercado brasileiro. Me quero empapar. Escucho que vai ser um mercado no futuro.

de os mais importantes e ascendentes. Escucho também que está crescendo muito de a mão da gastronomia e de muitas cidades, não só em São Paulo, mas no interior do Brasil, onde o consumidor também valorar mais e está disposto a pagar um pouco mais em um restaurante e tal.

mas que o consumo no Brasil, eu escuto, está aumentando do vinho deste estilo, do vinho de nicho. E vocês são um monte, então com que aumentem seria bom. Mas eu estou tratando de aprender como está o mercado e que necessidades também têm.

Em Argentina já foi 60, 70, lá para os anos 80, aos anos 70. Hoje foi diminuindo cada vez mais, mas ainda assim tem uma cultura de vinho muito mais forte que o Brasil. O Brasil ainda tem muito caminho para criar essa cultura de vinho. Por isso que muitos falam do potencial do Brasil. Claro. E justamente esses vinhos de nicho, eles...

Eles têm um mercado incrível, muito grande mesmo, realmente grande, e que vai crescendo cada vez mais. E com vinhos de valor agregado, assim, é um nicho muito interessante, que acho que vai muito no perfil dos vinhos que você faz aqui. Bom, ojalá, ojalá, ojalá que lhe vayamos ganhando lugar a la cerveza, não tanto a la callaza, porque aqui meus amigos são produtores de callaza, assim que prefiro não meterme contra a callaza, mas...

mas um pouco mais a cerveza, sim. É um produto mais noble. Como dizemos, nós, na Argentina, ao ser um país produtor, também se valora muito o vinho, porque sabemos que se fala de vinhos naturais, e já falamos de orgânicos. Nada mais natural e mais simples e mais noble que uma uva colocada na botella.

E com a quantidade de sulfitos, que também se fala, é mínimo, é básico. Estamos permanentemente consumindo coisas que têm mais sulfitos que o vinho. Então realmente o vinho é algo muito noble e que, sobre todo...

é uma obra de obra, deixa muita mão de obra em geral, e conta histórias, tem seu momento, e a verdade é que, bom, ojalá que cada vez em Brasil se tome mais vinho e se valore mais. E também vi que tem grandes vinhos também, ojalá que também cresça a produção de vinho em Brasil, porque isso vai fazer que também se consuma mais vinho em geral.

E na verdade eu tenho provado bons vinhos aqui no Brasil. Sim, temos o tradicional sul do país, que produz grandes vinhos, que passamos por grandes revoluções também, e os filhos dos donos das vinícolas irem para fora, como você foi e absorver conhecimento. Teve uma outra revolução tecnológica muito importante.

E depois tivemos uma revolução das próprias plantas, que a gente tinha plantas muito ruins, assim, de genética, não todas, mas uma boa parte de uma genética não tão boa, assim. Então tivemos essa outra revolução, e hoje é uma questão de identificar qual terroir vai, qual é a melhor casta lá no sul, é uma...

É uma coisa muito consolidada. Estamos descobrindo os novos terroares, mais sentido Uruguai ali, mais sentido a campanha gaúcha ali. Então, muitos bons vinhos estão saindo de lá, desde espumantes a belos tintos. E temos uma outra revolução vetivinícola aqui, que é São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Brasília, Goiás e outras regiões ao norte do país.

com a dupla poda. Fazemos uma poda no verão, na época da colheita, e estendemos por cinco, seis meses para colher no inverno. Mais amplitude térmica, menos chuva, período ideal para colheita.

Então fazemos uma pó da massa na hora da colheita e colhemos ela um pouquinho mais à frente. E isso proporcionou um novo mundo de produção de vinho que não existia 20 anos atrás. É uma técnica muito nova. Eu descobri recentemente que já existia há mais de 300 anos. Um padre fazia em Minas Gerais já esse... para fazer o vinho da Missa. Ele já fazia essa técnica lá em Minas.

E não sei ainda, eu preciso conversar com o Murilo, que foi a pessoa que fez essa ideia funcionar aqui na região, se ele teve alguma inspiração ou não. Mas o que importa é que hoje São Paulo, Minas, Rio, que é o eixo financeiro do país, hoje tem possibilidade de produzir vinhos de muita qualidade.

20 anos não é nada para o mundo do vinho. Estamos a... Digo que somos um bebê. Estamos engateando no mundo do vinho. Temos muito a aprender. Mas nesse pouco tempo temos ótimas expectativas.

E outra coisa que vejo também que cresceu muito é isso, a quantidade de sommeliers, de WZ que há. Nem todos certificados, mas há muitos. Não me vou meter, não me mento. Mas eu vejo que há um monte. E realmente, quanto mais produzcam vinho, e mais há vinho no ambiente, o que aconteceu na Argentina sempre? A gaseosa da Argentina era o vinho com soda.

Os meninos de 3 anos eles colocam um pouco de vinho e soda e isso era a gaseosa de antes. E não existia uma mesa familiar sem uma garrafa de vinho. Então, ojalá que isso cada vez mais apareça no Brasil e se valore mais. E outra coisa também que me parece importante é que começasse a desmitificar um pouco o vinho. Como disse Messi, que o Lionel Messi disse que tinha que tomar vinho com Sprite.

Sim, sim. Agora todo mundo está tomando vinho com Sprite na Argentina porque o que disse o Messi, mas vinho com o que venga, com o que seja. Com gelo, com o que quiser. Com gelo, com soda, com o que seja, vinho, um pouquinho de vinho. Mas já contaram uma experiência dessa aqui no podcast. No começo, a gente entrevistou uma pessoa e ele falou que a visão de vinho dele mudou quando ele ficou um tempo na Argentina, que ele tinha uma família que morava lá, uns parentes.

E ele foi pra lá. E eles foram pro jogo do Boca, assistir Boca, e os primos dele, há muito tempo atrás, cortaram uma garrafa de Coca-Cola, colocaram vinho com soda e foram bebendo pro estádio de uma forma tão natural assim. E aquilo mudou a visão dele pro vinho, sabe? Isso, isso.

Mas a gente não tem essa cultura aqui, né? Não, ela tem com a cerveza. Sim. Cerveza full, muito litro. Sim. Mas o vinho, por aí essa versão de vinhos com baixo grado de alcool, um vinho de 8 grados está muito perto de uma cerveza artesanal com 5 ou 6 grados. Ah, hoje temos cervejas. Bom, com muito grado. Por isso, um vinho de um pouco menos grado.

mais fresca, com soda, com gelo, com Sprite, termina sendo uma bebida mais refrescante, por aí que um tinto, com dois anos de barriga. Outra coisa que também na Argentina foi mudando muito é a temperatura do serviço. Te servia no vinho caliente.

A temperatura natural, né? Claro, isso é intomável. Tem que ajudar um pouco também no serviço aos homelés que escutam de servir o vinho fresco. Cambia totalmente. Assim que eu tenho uma...

um grande potencial, ojalá, e ojalá que venha mais seguido, assim o seguimos promocionando. Sim, e agora eu coloquei um pouquinho para provar aqui desse Ilógico, mostra a produção, o rótulo, aqui já está falando das cabalgadas que você gosta, né? Ah, sim, sim. Bom, Ilógico é um blend de todo o Valle Calchaquí. É o único blend na Argentina feito por três províncias distintas, Salta, Tucumã e Catamarca.

4 alturas, 2700, 2400, 2200, 2100. Está com boa memória, boa memória. 4 suelos. Assim que, bom, tem um pouco de tempo em barriga, em barriga vieja, mas, sobretudo, é frescura.

uma identidade muito... É como o nosso cabalho de batalha. É a linha de entrada de Zunal. É um vinho de 10 dólares ex-work. Ou seja, aqui será um vinho de 25 dólares. Não sei quantos reais serão. Depende de cada importadora. Claro.

Mas é um vinho como dentro da nossa linha de extrema altura, o mais de entrada, e com essa personalidade que a mim me gosta tanto tratar de expressar, Mas traz aquele herbal que você comentou no nariz, aquela coisa das ervas mais frescas, aqui traz um pouquinho, né? Exatamente. Tinha essa parte herbal, tem molle, que vende a ser como o aguariguai nosso, como essa erva de campo.

e Jariya, que me gusta muito. E olha, é um vinho em 2022, e já está com uns taninos muito legais, assim, né? Muito amado. Uma boa acidez também. Quanto tempo você acha que esse vinho vai estar perfeito, assim, para beber? Quanto tempo de guarda? Acho que mais uns...

Guarda tem um monte porque tem boa acidez e tem tanino. Sim, sim. Mas o perfeito, a verdade não sei. E vai depender muito de como se guarda os vinos. De isso que falamos antes. Se você este vino, por mais força que tenha...

O deixas em calor, em altas temperaturas. Dois anos está morto. E está morto, sim. E aqui no Brasil, sobretudo, tem que ter cuidado porque as temperaturas são altas. Então, já depois de uns quatro anos, já não tem grandes vinos, mas grandes garrafas. Depende de como se vai. Mas tem um potencial incrível porque tem um tanino muito bom, muito legal e tem uma acidez bem legal mesmo.

Sim, lógico, sempre foi um vinho que domina esta herbalidade que te digo, esta parte da fruta de extrema altura, e aí, a 2.700, 2.800 metros, eu logro essa cidade natural, não agregada, que é um pouco, se queres, o que mais estranho da Europa.

Em Europa não há acidez agregada, é um acidez natural que entra como distinto na boca. É muito mais legal, como eu digo, mais balanceada. E por isso fazemos tanto lío de irmos tão arriba, porque buscamos esses pontos de acidez.

É uma parte herbal muito fina, não é um herbal muito joativo, ele vem de uma forma muito sutil.

É que a fruta não tem nada a ver com cabernet, mas lembra um herbal muito fino de um cabernet, mas as frutas não tem nada a ver. Sim, muita gente... É mais, me lembro quando vinham os Master Sommelier a Cafayate e eu fiz uma Masterclass dos Valles de Calchaquias e pusimos alguns vinos e não nos creiam vinos de lá, de cima. Eu chamo de extrema altura de cima dos 2.200 metros, porque aí é onde eu vejo que o valle...

se armam esses micro terroios e onde temos muito poucos produtores e aí não nos creiam que era Malbec pensavam que havia algo mais Otanat

Têm piracinas, como você diz, um pouco de piracina. É um Malbec distinto. Sim, não tem tanto, mas um pouquinho de Cabernet parece que tem um tempero. Exato. Como você vê o futuro do vinho na Argentina? A gente está falando de 20 anos que houve uma revolução do vinho. A gente saiu daqueles vinhos de muito álcool, muita fruta, muita madeira.

Para hoje, vinhos de altitude mais frescos, com uma acidez muito mais presente, com muitos vinhos de baixo teor alcoólico. Para onde você acha que está caminhando essa viticultura argentina hoje? Bom, para mim estamos na melhor etapa de volta.

em quanto a diversidade e estilos. Por outro lado, estamos em uma crise que há mais de 20 anos não havia. É na Argentina, não? A Argentina sofre muito, né? Tem altas e muitas crises, altas e crises. Esta crise está sendo forte, sobretudo muito forte, porque se junta, então, que vai passar com esta crise? E que, lamentablemente...

muitos produtores de uva não vão poder seguir, muitas bodegas vão dizer que não se dedicam mais à bodega e se dedicam a outra coisa. Nessa crise há muita depuração também. E muitos dos que se dedicam ao vinho como hobby ou como algo mais, se vão ficar no caminho. E os que realmente não dedicamos a isso, e há uma paixão, uma tradição e algo mais, bom, ojalá que não seja tão forte.

Mas hoje, temos que dizer, estamos em uma crise vitícola importante. Por quê? Porque quando entrou a lei, que eu celebro, estou 100% a favor dos mudanços que está fazendo a lei, a pesar de como nos está dolendo no bolsinho como produtores.

Deixou de subsidiar a energia Hoje a energia vale como tem que valer Em qualquer parte do mundo Era uma coisa muito chique A mão de obra aumentou Também duas ou três vezes Tudo aumentou E o preço da uva Está igual que há três anos

Deberia estar 100% mais do que está hoje. Então hoje te sai mais caro produzir que vender. Então é uma crise que tem gente que pode aguentar um pouco mais. Outros que já não podem aguentar.

Então é um tema que eu confio que se vai estabilizar prontamente, se vai equilibrar.

E usufruir das tradicionais bodegas que tem lá. Para você comer num bom restaurante dentro de uma bodega, para você tomar uns bons vinhos na bodega, para a gente que tem um poder aquisitivo interessante aqui, já está ficando caro. Sim, o que você acha? Sobretudo, isso também se tem que equilibrar. Coincido com você.

em Cafajate, em Salta, somos mais baratos que em Mendoza assim que podem vir aí dá uma esticadinha, 1500 quilômetros pra lá, mas vai vir um voo, dizem que de São Paulo a Salta assim que, não, há muito, há muito turismo brasileiro mas é como se você, tudo está um pouco desequilibrado de a pouco se vai ir equilibrando se vai ir equilibrando bom vamos provar esse último aqui

Desculpa, vamos provar o último. Obrigado, produção. Esse aqui já é um Malbec 2021. Vamos lá. Este é um Malbec que vem de uma zona, é um valle muito, muito grande, se chama Lura-Catau, a 2.750 metros, onde o único produtor aí sou eu, que ardendo este vinhedo há 12 anos. Ah, gente, eu arranjei daí. Que bonito, hein?

E está realmente... Nada mais selvagem que um cavalo. Muito selvagem. A zona em geral, muita hierba natural, muita distância, muita rusticidade também. A ideia é tratar, neste vinho, de domar.

essa rusticidade, essa potência, essa concentração em um vinho muito elegante e demais. E aí vem essas técnicas de elaboração que contávamos antes, que não tem que seguir os protocolos de nossos pais, espagnolos e franceses, mas que são vinhos com tanta potência que tem que mover muito pouco.

O ser humano, se eu a você deixo só, com uma grande fonte de guiso, com uma linda cuchara de madeira e com um grande canasto de especies, e te digo, tem que estar 40 minutos mirando a loja, mas não podes fazer nada mais. A os 10 minutos você vai começar a abrir o sobre, você vai começar a revolver. Sim. O ser humano tende a intervenir.

Às vezes a mínima intervenção... Não, mas a mínima é necessária. Não vira vinagre. Que milagre. Exato. Nos passa com nossos filhos. Sim. Que às vezes um quer intervenir, intervir. Às vezes tem que deixar que se tropeçam, que se equivoquem. A vida vai consertando. Exato. Respirar profundo. Na uva passa algo parecido. Tem que deixar a uva solita. Não dar tanto movimento, dar tanta coisa, mas deixar o mais natural e o mais...

que fluja o mais possível. Esse filme estava aberto um pouquinho mais de tempo, não sei quanto tempo, mas em boca está perfeito. Está perfeito. Bom, este o abrimos ayer na feria e 21, hoje já estamos em 23.

É um mino que sacou 96 pontos com Descortados, com Sacklin, com Atkins. Sempre o Huracatau nos dá bastante satisfação. Bom, esta querida chica também sacou top 100 agora. Lembra os dois pontos de Razz? Não me lembro muito, mas sei que este 96, 95, é lógico. 94, acho que é a exploração, e este não me lembro. 92, não me lembro.

Sim, mas é uma crescente natural. Sim. Sim, a linha vai crescendo, vai crescendo naturalmente os pontos. Sim, que os pontos que a mim mais me importam são os pontos da gente, não? Sim, sim. Mas comercialmente falando, é muito bom. Vivino, eu o escuto muito, eu gosto de ver esses comentários, porque é o mais noble do mundo, não? A pessoa está gostando de uma cena e aí não mais...

põe um comentário do vinho. Agostinho, e aí indo para um lado mais pessoal, o que não falta na tua década? O que você, quando chega em casa, você gosta de beber? Bom, eu sou, antes que enólogo, sou borracho. Sim. Me gusta muito tomar vinho. Me gusta muito comprar vinho. Gasto muita plata comprando vinho. Mas vinho argentino ou vinho de outros... Mirá, cada vez que vou em uma férias...

me traigo 23 botellas de vino ou seja, a mesma quantidade que llevo e agora estou preocupado como eu contava a Karina recién porque tenho duas valijas de 23 kg incluidas em meu passage a Argentina e não tenho um vino ainda brasileiro vamos fazer ver se preparam algumas vinotecas, amiga, que vou ir e vou comprar vinho brasileiro e tenho uma cava grande em casa me gusta agora, que tomo eu?

E a verdade é que cada vez mais estou mais susceptible aos vinhos que não são iguales. Mesmo em minha forma de elaborar, seja que seja menos rico ou mais rico, mas que me mostrem uma zona ou uma interpretação de uma zona ou um estilo de elaboração.

mas o que está tão camuflado evito. Não, eu chamo muito de vinho de gôndola, vinho de supermercado, muito mirtilo, muito leveduras para trazer aromas e... Bom, é normal, porque eu me dedico a isso, não? Sim.

Mas sim, eu trato de tomar vinos que, às vezes, menos ou mais. Sim. Não me importa tanto o preço, mas que sejam vinos nobres. Muito bom. De zonas. Sim. E, tirando essa linha que já existe, que a gente consegue ver no site, vai ter QR Code aí depois para vocês acessarem e tudo mais.

O que tem de novidade para chegar no mercado nos próximos 1, 2, 3 anos? Porque eu sei que no vinho, 1, 2 anos, às vezes não é nada, né? Então, demora um pouquinho mais para chegar. De nossa bodeia? Sim. Bom, temos o vinho de 8 graus, que já, 2026, eu acho que em junho, julho. É o que você achava de agora. De agora. Junho, julho, eu acho que já está no mercado. Depois, uma exploração, que é o blanco de pieles.

que o estamos embotellando, me estão esperando para embotellá-lo. A semana que vem o embotelho... É um ano de contato com... 15 meses já que está. 15 meses. E o colocamos em fevereiro e estamos em março. 13 meses, 14 meses, porque se vai embotellar em abril, que está com as peças, né?

e depois a garnacha e o cariñan que vão ser as primeiras cosechas agora vai fazer varietal? não, sim, varietal merece, né? sim, estou muito entusiasmado com isso por isso estou muito contento de estar em Brasil mas um pouco tironeado porque estamos em época de safra muito bom Agostinho, antes de a gente fazer um brinde e eu te presentear então com um

É até sacanagem dar o presente que tem aqui hoje, mas a gente vai dar por... Vai ser antes do cervejeiro. É, ele vai visitar em loco o preço. Mas vamos lá, deixa eu só agradecer então nossos apoiadores. Então, Triguiuva, nosso parceiro de vinhos aqui do podcast, que dá a oportunidade de a gente trazer outros produtores, outros importadores e mostrar a riqueza que esse mundo do vinho tem. Então, acessa lá, triguiuva.com, Curadoria de Vinhos Nacionais, sou de pequenos produtores, uma curadoria a dedo pelo Gui.

Somcast 10, 10% de desconto. Acesse lá. Aproveitando o nosso mesmo cupom, queijotra. Porra, a curadoria que o Elvio faz é incrível. Queijos de pequenos produtores de queijos de família. Tem uma... Tem que olhar... Se você quiser saber exatamente, olha o episódio do Elvio lá. Mas eu acho que é mil vacas. Eu acho que é mil vacas e aí é considerado de família, que aí eles conseguem manusear e tudo mais, mas enfim.

Pô, coisa magnífica. Acessa lá a QJ, QR Code na tela, link na descrição. Xecutaria aqui do nosso querido Hugo, mãos de fada, nosso diamante não lapidado. Já virou um slogan já, né? Falar pro Hugo, vamos colocar isso aí.

QR Code na tela, charcutaria urbana paulista, certificada, uma qualidade incrível. Bom, link na descrição de todo mundo. Do Agostinho Lanús, que é o nome da vinícola, também a gente vai colocar o link na descrição, o QR Code para poder acessar. E, Agostinho, pô, eu vou colocar um gole de vinho para poder brindar. Esse aqui que está perfeito, está prontíssimo. Está com o aroma um pouquinho.

Acetinhado aí, porque está aberto, mas na boca está perfeito. Então, vou te presentear com esse kit aqui da SP330, do nosso tio Limonde, que você vai ter o prazer de conhecer, está saindo daqui, está indo para Ribeirão, para aproveitar uma das cervejarias mais premiadas lá de Ribeirão Preto, tio Limonde. Cara, um abraço. Provamos vinhos aqui.

Eu também trajo regalos. Ah, sim. A linha Facon que não provamos hoje. Este é um Cabernet Sauvignon 2018. Facon Selecione. Tengo regalos. E um ilógico que é 2019. Que já quase na Argentina não me quedam. Mas estão aqui no Brasil. E há outras coisas mais que vamos ir trazendo. Muito obrigado Renato. Boa equipe.

por esta invitação. Chicos, eu gostei. Chicos é... Eu tenho cabelo. Chicos é maravilhoso. Chicos no alma. Somos todos jovens no alma. Amém. Así que não, saludo, meu viejo. Augustinho, muitas gracias. E um resto de hospedagem aqui no Brasil muito bom pra você. Está em boas mãos, hein, Antônio? Toninho, né? Toninho, Toninho.

graças pela por todo por todo nos encontramos ontem na feira falamos um pouquinho lá ele veio, abordou, falou, pô é você não sei o que, falei, sou eu, vamos lá e é isso, obrigado pela simpatia e saúde mais uma vez, saludo