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Conversa sobre AI

23 de julho de 202621min
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Neste episódio do Safoda, a inteligência artificial serve apenas de ponto de partida para uma conversa onde nem a própria palavra "inteligência" consegue reunir consenso. Há quem recuse aceitar que uma máquina possa realmente falar, quem reduza toda a inteligência à capacidade de comer e quem insista que nenhuma forma de pensamento faz sentido sem contacto físico.

Entre convicções inabaláveis, associações inesperadas e raciocínios que mudam de direção antes de chegarem ao destino, a discussão transforma-se num retrato das diferentes formas como tentamos compreender aquilo que ainda não sabemos explicar.

Mais do que um debate sobre tecnologia, este é um episódio sobre as ideias que projetamos sobre ela. Sobre aquilo que esperamos, aquilo que tememos e, sobretudo, sobre a facilidade com que uma simples pergunta consegue revelar mundos completamente incompatíveis.

Não há especialistas, não há conclusões e dificilmente haverá vencedores. Apenas uma conversa onde cada resposta parece abrir uma dúvida maior do que a anterior.

Porque no Safoda, a inteligência artificial acaba quase sempre por dizer mais sobre as pessoas do que sobre as máquinas.

Participantes neste episódio4
C

Cão

Convidado
D

Daniel Rafael

Convidado
J

João Vítor

Convidado
S

Senhor Viriato

Convidado
Assuntos4
  • Definição de IAInteligência Artificial·Tecnologia limitada·Inteligência artificial vs. natural·IA como pessoas respondendo·IA como frigorífico com comida
  • História e Aplicações da IAIA para distribuição de comida·IA para relacionamentos·IA para encontrar parceiros·IA para agricultura·IA para harmonizar relacionamentos
  • Limitações da IA· TecnologiaFalta de contato físico·Restrições em conversas picantes·IA não substitui interação humana real
  • A Humanidade como Essência· ReligiaoProjeção de desejos na IA·Expectativas e medos sobre IA·IA revela mais sobre pessoas
Transcrição54 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Olá, estamos de volta com mais um episódio de Safoda. Hoje Temos os nossos convidados habituais e vamos falar de inteligência artificial. Convosco, Daniel Rafael.

?Voz B

Olá, meus manos, tudo bem? Como é que se vai, hã? Sem pófio na cartuchoque?

?Voz A

João Vitor.

?Voz C

Olá, pá! Então vocês tão bonzinhos? E infiltrações ou otus entupidos têm?

?Voz A

Temos o senhor Viriato.

?Voz D

Ô, botós, tá tudo bom com vocês? E como?

?Voz A

Sempre nos últimos episódios...

?Voz E

Eu sou o cão! Catou eu outra vez, meu dono! Então, está tudo bem? Tem restos de comida para mim?

?Voz A

Bom, vamos então começar com a primeira pergunta. Digam-me o que acham dentro da vossa perceção, o que é ou o que entendem por inteligência artificial. Vamos começar com Daniel Rafael.

?Voz B

Opa, então olhem assim para mim e não uma tecnologia. Eu, Daniel Rafael do Valdo Grilo, tenho já uma noção bem aprofundada do que é que é isto. E para mim, no meu ver, ainda é uma tecnologia muito, mas muito, mas muito limitada. E eu vou-vos dizer porque. Eu instalei uma dessas aplicações no meu smartphone e instalei e comecei a falar como se fosse escolher uma voz de uma gaja assim suavezinha ali a falar-me. Até puse headphones e tudo para ela estar ali a estava dentro da minha cabeça.

Foi bom, pronto, arrepiei-me tudo logo quando ela começou a ser uma gaja assim a falar. Parecia que estava dentro de mim e dela também. E comecei a falar com ela, pá, não vos digo nada. Ao final de um serão apaixonei-me por ela de uma maneira, mas ela sempre a cortar para trás e tal e coisa. Só que porquê é que isto é limitado? Porque a gente afeiçoa-se àquela voz e àquela conversa que ela falava de quase tudo. Mas verdadeiros isso e tal, assim quando é conversas mais picantes ela corta para trás e diz que o sistema não dá.

Pronto, mas está bem, pronto, vamos com segundas intenções. Apliquei metaforas e tudo e ela sempre a perceber e sempre a acompanhar e eu apaixonei-me por ela. E o que é que aconteceu? Pronto, encontros pele a pele depois não dá, é impossível. Tinha que ser ir à Califórnia, mas acho que aquilo são pavilhões grandes e não é ninguém mesmo a sério que está lá a falar. Enganou-me, desiludiu-me, desiludiu-me, andei até uma semana ou duas bastante em baixo só a pensar naquilo.

Olha, tive que ir ao entroncamento descarregar, pronto, apagar-me as literações, tive que lá, é um espanto. E foi assim, para mim está limitada, pronto, e não até que elegia bastante, bastante limitada neste sentido, que a gente depois afeiçoa-se àquele e quer pele a pele e não dá, não dá.

?Voz A

Muito bem, ficámos com a tua visão, Daniel, do que é que é a inteligência artificial. João Vítor, como é que vês a inteligência artificial?

?Voz C

Epá, eu não sei bem se estou a perceber aquilo ou não. Eu também sou canalizador, não é? Ando sempre nos tubos entupidos, atascado. E tal, e torneiras para aqui, para lá, agora uns cromados que se descascam logo ao final, aquilo bem da China. Mas pronto, isso já são outras conversas. Se eu me ponho a falar de canalização, essas coisas, a inteligência artificial, mas pronto, então para mim é assim, ainda parece que ainda não percebi bem.

Já perguntei à minha Célia, minha Célia também não desenvolve muito, apesar de estar sempre com os computadores e dizer que é nova, a minha Célia também parece que ainda não Ainda nem instalou a nova versão de Windows e tal, a tela ainda não tá também bem, bem, bem, bem atualizada. E então, ora bem, inteligência, eu às vezes vou pelas palavras, vou pelas palavras, eu também não sou assim estúpido. Ora bem, então inteligência, inteligência artificial.

Ora bem, artificial para mim ao contrário é natural, né? O que é natural não é artificial. E depois inteligência é o contrário de ser burro. Uma inteligência, pronto, ser inteligente, ter pensamento, não é burro. Pronto, burro não é, pronto. Por exemplo, um burro natural é o contrário de inteligência artificial, digo eu. Agora, para mim, inteligência artificial, sei lá o quê, é o quê? É um tubo com pensamento? Tubos ou torneiras ou assim? Uma peça artificial com pensamento?

?Voz B

Eu ainda estou bem. Opa, ponto tu vais, pá! Tu também não percebes é nada disso, já estou a ver fogo.

?Voz A

Olha, vamos tentar não interromper e ouvir as opiniões de todos.

?Voz B

Está bem, pronto, mas eu não percebo nada.

?Voz C

Epá, mas tu também estás sempre a implicar comigo, porquê?

?Voz B

Tu também não percebes é nada disso, já estou a ver fogo. Olha, vamos tentar não interromper e ouvir as opiniões de todos. Está bem, pronto, mas eu não percebo nada. Epá, mas tu também estás sempre a implicar comigo, porquê?

?Voz C

Estás tanto a dizer a minha opinião, se eu não sei o que é. Então também estou a ser inteligente, só não sou artificial.

?Voz A

Bom, vamos passar ao próximo. Senhor Viriato.

?Voz E

E eu não falo? Só porque sou cão tem que sempre ser por último? Eu não falo?

?Voz A

Já vamos, cão. Vais ficar nesta roda, vais ficar para último nesta primeira pergunta. Depois, na segunda, logo vemos o melhor alinhamento.

?Voz D

E se fulano, ó, para mim inteligência artificial não existe, não existe, não vale a pena ter em concursos, não, não, não existe. Para mim são pessoas como eu, iguais a mim, que estão do outro lado da linha É falhar responder tudo, tudo, tudo, tudo bem, porque eles são como eu e sabem tudo. Ele já me convidaram para estar a responder nessas máquinas e eu não quis, porque é impossível eu ver uma máquina e saber mais que ele. Nada. Não dá, é completamente impossível!

?Voz E

Sou eu agora!

?Voz A

Vamos ter calma. Obrigado, senhor Viriato. Ficámos com a ideia de que não acredita na inteligência artificial e que são pessoas super inteligentes que estão por trás a responder a tudo. 24 horas, 7 dias por semana, a toda a gente do mundo.

?Voz E

Sou eu! Agora!

?Voz A

Sim, pronto, cão, diz lá o que consideras que é inteligência artificial.

?Voz B

Bom, então sou eu!

?Voz E

Ser artificial? Ser artificial é um objeto. Não pode ser natural. Uma flor é natural, uma erva é natural, um oceano é natural, e eu sou natural, e vocês são naturais. Mas não, tem que ser um objeto. E tem que ser um objeto cheio de inteligência, de coisa boa.

?Voz C

O que é que é bom?

?Voz E

É comida. Para mim, inteligência artificial É um frigorífico.

?Voz A

Um frigorífico?

?Voz E

Sim, um frigorífico. Um frigorífico cheio de comida boa para mim é inteligente. Um frigorífico vazio, sem nada lá dentro para comer e só a gastar eletricidade em vão, é burro. Portanto, inteligência artificial é um frigorífico cheio de comida. Muito simples. Para que é que estão aqui com tanta conversa sobre isso? Nem era preciso vir aqui hoje. Podia estar muito bem no meu sofá a lavar-me por baixo, que eu gosto bastante, já vos disse.

Estava-me assim para lavar-me, em vez de estar aqui a perder tempo com isto. E fazes favor, hein, de encher o frigorífico, que já está a ficar vazio. É só uma alface murcha que lá está dentro e dois iogurtes passados de validade, que por acaso são bem bons. São bem bons, sim senhora, também gosto assim já azedinho. Muito bom, sim senhora!

?Voz A

Ficámos com a ideia cão, pronto, que tu tens limitada de seres cão.

?Voz E

Eu não sou bem um cão, sou um cão por fora, mas por dentro sou igualzinho a uma pessoa. Tu às vezes dizes até sou mais, que eu consigo simplificar as coisas como esta da inteligência artificial. Porque é que há tanta coisa sobre isso? Tudo com medo. São frigoríficos cheios de comida, poça.

?Voz A

Ah, vamos então passar à próxima questão. Vou vos levantar um desafio: como vem a aplicação da inteligência artificial nos próximos anos? Como é que se pode desenvolver e que coisas novas nos podem trazer às nossas vidinhas e ao nosso dia a dia. Vamos agora, para não termos interrupções ao longo da conversa, começar contigo, cão.

?Voz E

Olha, respondo-lhe duas perguntas ao mesmo tempo. Só para verem se eu aguento ou não. Pronto, então vá. Como é que é a inteligência artificial? Como é que ela devia ser aplicada? Então, é muito simples. Para mim, toda a comida, toda a comida dos supermercados que tivesse quase a passar de validade tinha um chip, tinha um chip, um chip eletrónico que metem nos computadores e fazem essas coisas todas, E automaticamente encaminhavam-se, encaminhavam-se para casas de cãezinhos bons como eu.

Cãezinhos bons que merecem comida. Estava quase a passar de validade e em vez de ir para o lixão, para o lixo, para estragar, para dar aos gatos vadios que estão sempre a rasgar tudo no lixo e espalham tudo, depois ia para plásticos e não é nada ecológico mandar comida estragada para o lixo porque os gatos, essa maldade que há no mundo, Essa maldade, que é uma maldade que anda aí, essa maldade, eles evitavam de ter direito a comer e morriam todos na fome, ou então comiam pedras, enchiam-se de pedras, tinham o estômago todo calcitado.

Isso é que era. E eu e os outros cãezinhos bonzinhos como eu, que gostamos de guardar as casas, que gostamos de defender e que adoramos os nossos donos e cheiro e tudo, Tínhamos direito a essas comidas quase, quase, quase, quase a passar de validade. Comidas boas, bifes, bife de alcatra, por exemplo, está-se a passar de validade e é uma pena ir pagar a todos os vadios que invadem as lixeiras e espalham tudo. Pronto, esse para mim era um futuro bom da inteligência artificial bem aplicada. As chips em comida estavam quase, quase, quase a passar de validade.

?Voz C

Zau!

?Voz E

Casa de cães bonzinhos como eu. E a gente comia e éramos o mundo mais feliz e os gatos passavam fome. Pronto, é a minha visão, já me estou a enervar com isto também.

?Voz A

Obrigado, Camo, acho que ficou clara a tua visão e obsessão por comida. João Vítor, como vês uma possível aplicação saudável, claro, da inteligência artificial para que o mundo fique um pouco melhor.

?Voz C

Epá, eu não sei bem se é para o mundo ficar melhor, mas pelo menos o meu mundo ficava muito melhor, porque era assim, eu já aqui falei que a minha mulher às vezes até é um bocado, eu até evito de ir para casa cedo, que ela está sempre a dizer, ah, vamos evitar isto, vamos evitar aquilo, Você não sei o quê, as obrigatorias, as roupanéias para tirar, as obrigatorias, vai assim, as obrigatorias, isso não funciona, as obrigatorias, só resta os tubos em casa das outras aqui, nunca tá desentupindo nada, tá tudo entupido, tudo engordurado, sempre, sempre foda minha cabeça, sempre, sempre, sempre.

?Voz E

E eu dali disse, ô mulher, tu não me entendeu da cabeça que qualquer dia arrebento.

?Voz C

E para mim, inteligência artificial era ir a uma clínica, tirar, sacar a cabeça, aquele interior daquela cabeça que me tá sempre, sempre, sempre aquilhando, E minha tia, sei lá, inteligência artificial, meiguinha e fofinha para mim, sempre, sempre assim, cheia de mimos. E pronto, o Zumbito era da caca, as mastigas na cabeça. O Zumbito era: olha, preparei desse jantar muito bom. O Zumbito era isto, o Zumbito umas coisas boas, que a gente tava em harmonia uns com os outros.

Sempre eu com ela, e até tinha vontade de ir para casa mais cedo e tudo. E era eu E os outros homens que sofrem com mulheres bravas como a minha, também me emocionaram um bocado, desculpa. E era assim, e a gente evitava, depois que a festa evitava, e para aqui e para lá, e fuzilar as mulheres assim, íamos, e elas eram boas. Pronto, era uma aplicação saudável para o mundo e para tudo, mesmo para guerras e tudo. As pessoas davam-se todas bem e tinham todas essa harmonia na cabeça para passar amor, pronto, passar amor. Era assim que eu via as coisas.

?Voz A

Obrigado, João Vítor. Realmente é um sonho bastante utópico, mas que se percebe, pelo menos no seu mundo, a necessidade dessa possível aplicação Daniela Rafaela.

?Voz B

Opa, para mim, para mim era uma coisa bastante útil, bastante útil, porque um gajo às vezes anda ali a esfolhar a neta, esfolhar, e contactos e jornais e contactos para ir aqui e acolá. Entra um cabante, um gajo vai às gajas, depois é pagar, depois é assim, depois está lá o matulão à porta, depois ninguém quer deixar entrar, depois é só 15 minutos, depois, epá, mas para quê se tanto o homem como a mulher têm a mesma necessidade daquilo que a gente sabe que é bom, é pronto, o bem bom?

E então era criar um sistema tipo Google Maps, Google Maps que a gente usa, e ter já o GPS, o GPS, mas em vez de ter restaurantes, farmácias, igrejas, centros, vilas e coisas, era gajos se necessitavas, a bordilho, a bordilho, que a gente coisava assim, olha, gosto disto, assim, assim, tenho uma foto, GPS, estou disponível hoje à tarde ou amanhã ou domingo de manhã ou sábado. Para mim sábados e domingos era mais, mas também de semana um gajo à noite fazia um serãozinho, se fosse preciso.

E elas estavam ali e punham, punham disponibilidade, disponibilidade para isto, aquilo e aquilo outro, mas coisa como deve ser. E algumas 2 ou 3 características físicas, se bem que pronto, um gajo quando é à bordo, olha, safou da tamanha, já tocou a outro, aquilo é comer e andar e desandar. E era aplicada a inteligência artificial, até nos mandava uma notificação assim, o quê? Olha, a Vanessa Crocodila está a 5 km, a querer...

Como deve ser. E lá ia o Daniel Rafael arrancar o casal do grilo a fundo e pronto, e satisfazia a senhora, menina, fosse. Era assim. E a inteligência artificial tem que meter as pessoas outra vez em contacto pela pele. Era o que eu estava a dizer. E era uma solução fácil, rápida e eficaz. E estamos a estar com os dias para isso, com os chineses. Cuidado com os chineses. Os chineses já devem estar a fazer isso, de certeza. Gostava de ir à China. Gostava de ir à China.

?Voz E

Primeiro, fica longe e ninguém lá conhece.

?Voz B

Digo eu, não sei, mas acho que não.

?Voz E

E depois, tirava aquela ideia de se aquilo é ao contrário ou não.

?Voz B

Diz que sei, não sei. Nunca, nunca, nunca. Eu já andei até à procurar na net e tal, mas não... Uns dizem que sim, outros dizem que não.

?Voz C

Outros dizem nhenhenhenhen.

?Voz B

Aquilo não há nada como ver e crer. Ver para crer, ver para crer. E é assim.

?Voz A

Muito bem, obrigado Daniel Rafael. Vamos então passar à última ideia de futuro de aplicação de inteligência artificial.

?Voz D

Oh, sou eu, pois já sei, estava aqui pensando e veio-me uma ideia à cabeça que faz sentido no futuro, no futuro, é acabar com essa coisa de inteligência artificial que é mentira, não é verdade. Simples que estão por trás a responder toda hora e dizia assim, a gente chegava lá e perguntava: olha, qual é que é a melhor altura para plantar couve-truxuda? E a inteligência artificial dizia: vai falar com o Viriato. E as pessoas vinham falar comigo.

Isso é o futuro, porque vai se ver é que eles não sabem nada, que eles atrapalham tudo. Vai falar de luz que não sabe, vai falar de trens que não sabe, vai falar de chuva e chuvezar se desiste aquilo. Mistura tudo. E se viessem falar comigo e diziam: a coxa de chuveiro primeiro prepara as antenas, Depois metes um pouco de estrume bom de aquele que cheira muito mal, e depois é que metes a couve em tal lata, em tal dia, e regras tantas, assim, assim, assim.

E eu sei tudo, e como sei tudo, o futuro da inteligência artificial é responder: The color que you will have. Porque a inteligência artificial ainda fala assim, tu. E então, para mim, esse é o futuro, e tudo o que for fora disso, oh, está mal, está muito, muito mal.

?Voz A

Ficámos com então uma ideia bem clara do que os nossos convidados acham sobre inteligência artificial e futuras aplicações. Obrigado por nos terem escutado e cuidado com o algoritmo.

?Voz B

Alandro.

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