Gangorra eleitoral: Lula abre vantagem sobre Flávio
Neste episódio de Duas e Tanto, Carol Pires e Marina Dias comentam a última pesquisa de intenção de votos para presidente feita pelo instituto Quaest: além de Lula ter aberto vantagem contra Flávio Bolsonaro (40% contra 28% no primeiro turno e 45% a 37% no segundo turno), esta é a primeira vez desde dezembro de 2024, a aprovação do governo Lula apareceu acima da desaprovação.
#Lula #Bolsonaro #Xandão #Eleiçao2026
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- Crise na campanha de Flávio BolsonaroDaniel Vorcaro · Michele Bolsonaro · Jair Bolsonaro · Alexandre de Moraes · Tarifas dos EUA
- Pesquisa eleitoral Lula vs Flávio BolsonaroLula · Flávio Bolsonaro · Intenção de voto · Aprovação do governo · Quaest
- Impacto econômico das ações de TrumpDesenrola 2.0 · Endividamento · Faixa de isenção do Imposto de Renda
- Estratégia política de LulaDireita não bolsonarista · Tarcísio de Freitas
Oi amiga, oi amiga, tô te ligando porque saiu pesquisa nova de intenção de voto para eleição para presidente. E nessa gangorra eleitoral, o Lula tá lá no alto com alguma vantagem, que pela primeira vez ele tá aparecendo ganhando do Flávio Bolsonaro com alguma folguinha. Ele vinha já numa tendência de alta, mas a novidade mesmo é que pela primeira vez, além dessa folga nas intenções de voto, a aprovação do governo tá maior que a desaprovação.
Então a tendência boa para o governo. Por outro lado, Flávio tá surfando na lama, né, há meses já. E esse cenário piorou na última semana porque ele foi desautorizado publicamente pelo papai dele, o Jair. Isso a gente vai falar no episódio de hoje. Bora, bora!
Eu sou Carol Pires, eu sou Marina Dias, e esse é o Duas e Tanto. Todas as terças e quintas eu e a Carol, a gente se liga para falar de um tema da política que tá bombando, de um jeito rápido, fácil, acessível, para que todo mundo consiga participar do debate. Esse é um podcast rapidinho, 15, 20 minutos, é um tempo de você passar um café. Sigam a gente no canal da Carol no YouTube, @piriscarol, sigam a gente no Instagram, @duasetanto, em todas as plataformas de áudio.
O Duas e Tanto é uma produção da Zarabatana Estúdio com distribuição do Estúdio Novelo. Gente, uma novidade: semana que vem o Duas e Tanto vai estar na Flip em Paraty, no Centro Histórico, Rua da Lapa 470. A gente vai ter a Casa Delas, que é uma casa com uma programação com as mulheres no centro do debate. É uma união aí do Duas e Tanto com o Nem Toda Mulher, que é a newsletter que eu faço com a psicanalista Velha Connelly. E aí a gente vai ter uma gravação ao vivo 2 e tanto com Aniele Franco e Benedita da Silva.
Mas tem muito mais programação. Entrem lá no Instagram do NemTodaMulher.news que vocês vão ver toda a programação. Tá muito, muito legal. Tem mais de 20 convidadas, são 11 mesas. Sério, amiga, ficou assim, deu um trabalhão, mas eu acho que ficou excelente. Ficou, amiga.
Tô animada, tô animada. E é grátis, gente.
Eu gosto de frisar isso, é grátis, amiga. Vamos falar da gangorra eleitoral. O Flávio tá embaixo, a Lula subiu. Saiu agora essa pesquisa Genial Quest de julho e ela mudou o desenho da eleição. Nessa rodada, o Lula aparece com 40% das intenções de voto contra 28% do Flávio, então 12 pontos acima. Isso no primeiro turno, né? Mas para você ver como isso é uma tendência de alta, em fevereiro eram 8 pontos, em março 7, em abril 5, que abril ali foi o melhor do bolsonarismo no ano.
Então o Lula tava perdendo vantagem e agora deu um respiro, né? E no segundo turno, onde a eleição provavelmente vai ser decidida, a distância também abriu. Em maio tava 42 para o Lula, 41 para o Flávio Bolsonaro. Aí, na margem de erro das pesquisas, né, que você sempre conta 2 para mais ou 2 para menos, 3 para mais, 3 para menos, era um empate técnico, né, dentro dessa margem de erro, 42 a 41. Agora tá 45 para o Lula, 37 para o Flávio Bolsonaro.
Então 8 pontos de diferença já fora da margem de erro. E aí junto com isso vem esse dado de que, que o governo tava esperando há mais de um ano, um ano e meio, essa recuperação, que é a aprovação do governo passou a desaprovação. Nessa pesquisa Quest. Então 48% aprovam o governo e 47% desaprovam. É pouquinho, tá dentro da margem de erro, então tecnicamente é um empate, mas é bem simbólico, ó, porque é a primeira vez desde o final de 2024 que essas linhas se cruzam.
E aí de novo, quando a gente vê a trajetória, em abril era 43 aprovando e 52 desaprovando, a maioria da população desaprovava, né? Então em 3 meses o governo virou uma diferença de 9 pontos, foi muito e muito rápido. E aí eu acho que eu vou falar dos possíveis motivos para essa recuperação do Lula, e um desses motivos também tem a ver com o mau momento do bolsonarismo. E aí eu vou passar a bola para você, mas então vou falar da pesquisa, amiga. Pera, fala.
É que agora eu me senti aquelas dançarinas do programa Fantasia, sabe? Fanta, porque você falou, aí eu resolvi, aí eu dei uma piscadinha, fiz assim e resolvi não falar. Ficou ridículo. Volta, desculpa, bota só você na tela, tira minha piscadinha. Ficou ridículo, sabe? Fantasia no ar.
É claro que eu vou deixar tudo isso.
Então vai, fala. Não, amiga, socorro. Ai, amiga, perdão. Eu juro, quando você tiver editando, você vai ver, porque eu fiz tipo assim, ó, o filme ridículo, juro. Ai, socorro.
Amiga, então vamos dissecar a pesquisa. E primeiro, por recorte de renda, que eu acho que aqui explica quem que mudou de ideia. Que entre quem ganha 2 salários mínimos, 58% aprovam o governo e 37% desaprovam. Entre os beneficiários do Bolsa Família, essa distância é ainda maior, porque 61% aprovam, 32% desaprovam. Só que esses 2 grupos são a base histórica dele. A base histórica do Lula, e ela nunca teve em disputa. Só que aí começa a vir a classe média.
Entre 2 e 5 salários mínimos, a aprovação cai para 45 e a desaprovação sobe para 50. E acima de 5 salários fica 41, 54. Tá vendo que você vai subindo a faixa de renda, vai aumentando a rejeição. Então o problema do Lula tá com esse miolo, essa, né, é o entregador, é o cara que tem um CNPJ de MEI, é a manicure. E é quem tava desgostoso com o governo por causa do preço da comida e agora tá voltando. O Felipe Nunes, diretor da Quest, frisou muito alguns números dessa pesquisa que são entre os independentes, que na classificação dele é o eleitor que não se enxerga nem como lulista, nem como bolsonarista, nem de esquerda, nem como direita.
E é o que a gente fala que é o eleitor que decide por sensação de vida. A vida tá boa, a vida não tá boa, né? Então, pois bem, entre abril e julho, nesse grupo, a desaprovação do governo caiu de 58 para 45 e a aprovação subiu de 32 para 45. Então, o Felipe Nunes acha que essa subida do Lula entre os indecisos foi por causa de alguns fatores. O primeiro, o Desenrola 2.0, que é esse programa de renegociação de dívidas, foi lançado em maio.
Voltado para quem ganha até 5 salários mínimos. E 35% dos entrevistados dizem que o programa aumentou significativamente a renda deles. E aí dá para ver o resultado disso num outro ponto da pesquisa, que a fatia de brasileiros que se declara muito endividada caiu de 28 para 21 nesse período. Então você vê o efeito na pesquisa. Outro fator para o Felipe Nunes foi a discussão sobre o fim da escala 6 por 1, que ainda não foi aprovada definitivamente, é um debate, mas um debate que ganhou tração, realmente caiu na boca do povo.
E esse é um debate que cai muito bem entre os jovens. E o terceiro fator que impactou a mudança de humor entre os indecisos foi a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda. Aí, quais são as ressalvas? 37% dos entrevistados acham que a investigação envolvendo o senador Jax Wagner, aliado do Lula, a investigação contra ele no caso do Banco Master impacta muito negativamente a campanha do Lula. A gente fez um episódio explicando o que que é investigação, qual é a suspeita, o que que a gente sabe, o que que a gente ainda não sabe.
Mas foi essa situação que levou o Jax Wagner a sair do cargo de líder do governo no Senado. E agora a semana do Lula também foi boa porque a do Bolsonaro tá sendo um desastre, não só a semana, né, o mês todo. E acho que você pode puxar daqui, vou, amiga.
E também vou listar 3 fatos decisivos para uma queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro nos últimos meses. E frisando, né, amiga, que foi uma queda do Flávio e não necessariamente uma força do Lula. Você mostrou aí vários elementos que contribuíram para a subida da popularidade do governo Lula, mas o Flávio arrumou muita confusão com ele mesmo, com a família dele, né, com a madrasta dele e com aliados dele, que acabaram complicando a situação dessa direita bolsonarista.
Jornalista. Então eu quero lembrar aqui desses 3 eventos para ficar bem claro para gente. O primeiro, a gente lembra, a gente também fez episódios aqui no Duas e Tanto sobre isso. O Flávio foi pego pedindo milhões e milhões de reais para Daniel Vorcaro, milhões, milhões, 134 milhões, 134 milhões para o Daniel Vorcaro, o banqueiro, dono do Master, que tá preso pela maior fraude financeira do Brasil. Esse é o primeiro fato que desgastou muito a campanha do Flávio Bolsonaro à presidência.
O segundo fato: casos de família. Também fizemos vários episódios aqui, mas o fato mais importante foi a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro, mulher de Jair Bolsonaro e madrasta de Flávio, dizendo que o Flávio a humilhou, rompeu com ele definitivamente, sinalizou que não vai apoiar a campanha dele à presidência nem oficialmente. Isso também é desgastou muito a campanha do Flávio, principalmente entre as mulheres evangélicas e conservadoras, para quem a Michele Bolsonaro é um exemplo e uma liderança muito importante.
Inclusive tem essa pergunta na pesquisa Quest, né? E 45% dos entrevistados acham que a Michele acertou em tornar o desentendimento público, contra 38% que acham que ela errou.
Perfeito, perfeito. E o terceiro, o terceiro fator, amiga, teve a concretização, digamos assim, começada na noite de ontem, quarta-feira, que foi quando os Estados Unidos anunciaram novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. A gente já sabia que isso seria anunciado. A gente falou aqui que era uma recomendação do USTR, né, o representante comercial dos Estados Unidos, e que o Trump bateria o martelo nessa quarta-feira. E assim foi feito.
Mas vamos lembrar que o Flávio foi para os Estados Unidos alguns dias atrás para dizer que ser o pior momento para os Estados Unidos aplicarem as tarifas sobre o Brasil, que essas tarifas poderiam beneficiar o Lula nessa—
não é prejudicar o Brasil, né, é beneficiar o Lula.
Ai, gente, no meio dessa, né, menos de 3 meses da campanha, e ele foi defender que essas tarifas fossem então aplicadas depois da eleição, depois de outubro de 2026. Pois bem, o governo americano não ouviu Flávio Bolsonaro, não, não ouviu.
Tô rindo de você, por favor, não das tarifas.
Tarifas anunciadas, tariflável, é como o Lula tem chamado, né, esse novo tarifaço que foi anunciado, 25% sobre produtos brasileiros. Vai prejudicar muito a produção brasileira, amiga. Tem exceções importantes como carne, café, suco de laranja, que são produtos que os americanos consomem muito e não tem como produzir lá em grande quantidade. E também tem poucos parceiros comerciais de quem eles poderiam importar no lugar de importar do Brasil, né?
Mas então, para além dos efeitos comerciais, a gente pode falar dos efeitos políticos que começaram a aparecer. Porque inclusive, amiga, uma fatia da Quest foi divulgada hoje, na quinta-feira, mostrando que a maioria dos brasileiros culpa o Flávio pelas novas tarifas. Porque será, né? 51% dos brasileiros dizem que a culpa é do Flávio e 30% dizem que a culpa é do Lula. Ah, Marina, mas as tarifas foram anunciadas ontem, como é que a pesquisa pegou?
Porque a gente já sabia que essas tarifas viriam, já era uma recomendação do representante comercial americano, e é o jeito que o Trump tem feito política externa desde o começo do governo dele, né, via sanções econômicas para outros países.
Mas também porque lá atrás o Trump tinha anunciado essas tarifas, mas tinha sido um decreto presidencial. Então naquele momento o Eduardo Bolsonaro tava ali na orelha do Trump. Quando ele decretou as tarifas, ele disse, o Trump disse ali no comunicado que tava tendo uma caça às bruxas no Brasil, né. O Flávio comemorou no Twitter, o Eduardo comemorou no Twitter. Então as tarifas estão lá no colo dele. O que aconteceu foi que depois é isso, a Suprema Supremo derrubou essas tarifas, que era inconstitucional, e ele achou esse outro caminho, né, esse instrumento que você explicou, que os Estados Unidos usam quando alegam prática comercial desleal.
E aí agora entra, as tarifas voltam agora com uma outra roupagem, mas essas tarifas já estavam no colo deles lá atrás, né. Cada vez que um deles vai nos Estados Unidos, vem tarifa. Fiquem parados, por favor.
Era isso, tinha essa primeira cessão tarifa que o Lula surfou no fim do ano passado, quando conseguiu reverter grande parte dela em novembro. E aí depois, em fevereiro, como você falou, a Suprema Corte derruba o resto de tarifas que estavam remanescentes, não só sobre o Brasil, mas também sobre outros países, dizendo que era inconstitucional. E aí o governo Trump vai procurar uma outra brecha na legislação americana, porque antes era por decreto, né, não era via legislação, para implementar as tarifas.
Por isso, amiga, que os especialistas americanos dizem que agora é muito mais difícil reverter essas tarifas atuais aprovadas nessa semana, porque agora é baseado numa legislação americana existente, né? Não é apenas um desejo do presidente Donald Trump. E aí, amiga, eu quero só fazer uma análise final do que o Flávio tem perdido de apoio nesses últimos meses, de quem ele tem perdido apoio, porque é isso que é importante. Não é entre os bolsonaristas raiz que estão com ele, não importa o que aconteça.
O Flávio Bolsonaro, por por conta desses 3 fatores principalmente que a gente tá citando aqui, tem perdido apoio entre a direita não bolsonarista. Ou seja, pessoas que dizem que não gostam do Lula, se dizem de direita, mas que não se alinham automaticamente com o bolsonarismo. Essas pessoas estão se desgarrando do Flávio. Ah, mas elas vão votar no Lula? O Lula precisa conquistar essas pessoas, elas precisam migrar. Então, o que a campanha do Lula vai trabalhar para fazer nessas próximas semanas é tentar convencer essas pessoas que é melhor encarar mais 4 anos de Lula e depois, em 2030, eles elegem uma pessoa de direita como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, por exemplo, que não é da família Bolsonaro.
Então é isso que a campanha do Lula vai tentar fazer, vai tentar convencer que agora é melhor Lula do que Flávio. E aí depois, em 2030, essa direita mais moderada ou direita não bolsonarista vê o que faz.
É quase uma campanha para jogar aí o problema mais para frente. Amiga, faltou uma coisa que a gente não falou do Flávio, que também pesa contra ele, que é: depois que a Michele soltou aquele vídeo dizendo que foi humilhada pelo Flávio, maltratada pelo Flávio, que o Flávio tirou ela de idiota, que falou que ela não sabia nada de política, e ela, como você falou, né, saiu do PL Mulher, debandou com o apoio das mulheres evangélicas.
O Flávio tentou solucionar isso pedindo para o pai escrever uma carta para o pai Jair Bolsonaro, que tá preso em casa, né, cumprindo pena por tentativa de golpe de Estado, tá em prisão domiciliar. E o Jair escreveu essa carta dizendo: meu filhinho é meu candidato, meu porta-voz, apoiem ele. Só que se era para mostrar força, isso saiu pela culatra, porque ficou parecendo o filho pedindo para ser autorizado pelo pai Como a gente falou no episódio passado, o Ministro Alexandre de Moraes do STF, que foi o relator do processo que condenou o Bolsonaro, então é ele que decide se o Bolsonaro fica em regime fechado, domiciliar, ele que autoriza visitas.
E aí o Xandão falou: pera lá, eu falei que não podia usar as redes sociais e o Flávio pegou esse recado do Jair para divulgar nas redes sociais, isso é trucagem. E aí ele suspendeu por 90 dias as visitas do Flávio ao Jair Bolsonaro, que na prática significa que eles não se veem mais até depois do primeiro turno. Governo, né, se essa decisão for mantida. Então também aí mais uma lambança do Flávio. Mas aí o Jair, quando viu que isso podia levar o Alexandre de Moraes a mandar ele de volta para Papudinha, falou: opa, pera lá, eu não autorizei divulgar carta nenhuma.
Então não só caiu mal entre os aliados, né, que o Flávio teve que pedir ajuda para o papai para, por favor, apoie meu filho porque ele é meu candidato, mas agora o próprio pai teve que desautorizar o filho Isso tudo não. Primeiro parece que é assim, para saber, bilhete de agenda de criança que se autoriza a escola levar a criança para o passeio, aí depois vai lá e fala assim: mentira, não autorizei não, ele que fraudou minha assinatura aí nessas coisas assim.
Então é isso, é muita, é muita lambança, né? Então nesse momento ele não conseguiu cartinha do Trump, é a cartinha do pai foi inviabilizada, negada. A madraça tá de mal dele, ele ainda não tem candidato a vice. Semana que vem tem as convenções para escolher a chapa, quem é que é cabeça de chapa, quem é que é candidato a vice. Então nesse momento Flávio em baixa e Lula em tendência de alta, né, que acho que nessa reta final de eleição importa muito as tendências.
Eu falei na eleição de 2014 que tava Dilma e Marina, né, liderando as pesquisas, mas o Aécio tava em tendência de alta e justamente na eleição ele passou e foi para o segundo turno Dilma e Aécio. Então essa leitura da tendência, né, se tá em alta, embaixo, é muito importante. Importante nesses dias finais de eleição. Não estamos ainda nos finais, mas falta muito pouco, né?
Menos de 3 meses. E amiga, só um comentário muito rápido para a gente ver que do lado da campanha do Lula, eles sabem que não tá tudo flores para eles não, só porque o outro lado tá numa crise pesada, né? A gente sabe que política muda muito rápido e que um fator pode mudar o cenário numa eleição que promete ser muito apertada. Mas uma reportagem da Folha nessa semana mostrou que os principais dirigentes do governo e do PT que vão integrar a campanha oficial do Lula já estão brigando de comunicação a departamento jurídico.
Briga por poder, claro, como sempre. Um dos exemplos da apuração da Folha de São Paulo é que o Sidônio Palmeira, que é o chefe da comunicação do governo, e o Lula pediu que ele ficasse no governo, mas ele palpita, né, nas questões da campanha também. Mas ele, Sidônio, e o chefe de gabinete do Lula, o Marco Aurélio Ribeiro, que é conhecido como Marcola, brigaram na frente do Lula sobre o tom das peças de campanha, se uma coisa mais festiva ou não ia encaixar nesse momento.
E diz que o presidente Lula, diz apuração da Folha, que o presidente Lula precisou dar um soco na mesa para que os dois parassem de bater boca. Então, rapaz, é um xaropinho. Então o clima também não é, não é que um lado tá em crise e o outro clima tá bombando, entendeu? É uma eleição muito tensa, muito apertada, e tá todo mundo à flor da pele. É isso.
Ótimo, amiga. Então até a próxima semana.
Até semana que vem.