Episódios de Duas e Tanto

Marina entrevista Ancelotti e conta por que ele convocou Neymar pra Copa

11 de junho de 202621min
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Neste episódio do Duas e Tanto, Carol Pires e Marina Dias comentam a estreia do Brasil na Copa do Mundo e o perfil que Marina fez de Carlo Ancelotti, primeiro técnico estrangeiro a comandar a seleção brasileira numa Copa, para o Washington Post.  Marina conta os bastidores da entrevista com o treinador italiano, considerado o maior técnico de clubes de todos os tempos, que se mudou para o Rio, faz aulas de português, aprendeu o hino e foi ao Carnaval em três cidades para mergulhar na cultura do país. 

#DuasETanto #CopaDoMundo #Ancelotti #Neymar #Seleção

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Participantes neste episódio2
C

Carol Pires

HostJornalista
M

Marina

HostEstrategista de Expansão e Marketing do Grupo Carbo
Assuntos5
  • O papel de Neymar na SeleçãoNeymar · Convocação para a Copa · Lesão na panturrilha · Espírito de equipe · Acusações judiciais · Apoio a Bolsonaro
  • Entrevista com Carlo AncelottiCarlo Ancelotti · Seleção Brasileira · Copa do Mundo · Washington Post · Rio de Janeiro · Aulas de português · Carnaval
  • Crise existencial do futebol brasileiroProdução de talentos · Globalização do futebol · Futebol europeu · Jogo bonito · Mudança de hábitos dos jovens · 7x1 contra a Alemanha
  • Copa do Mundo e política brasileiraEleições presidenciais · Fernando Henrique Cardoso · Clima de bem-estar
  • O jogador Kaká e AncelottiKaká · Milan · Bola de Ouro · Adaptação ao estilo dos jogadores
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Voz A:You survived the Miami weekend, nailed the speech, and maxed out your credit card in the name of friendship. Now you've got 1 hangover, 4 pastel dresses, and 0 reasons to wear them again. Sell them on Depop. Just snap a few photos and we'll take care of the rest, and you at least get some of your dignity— ahem, money— back. Someone on Depop wants what you've got. Start selling now. Depop. Where taste recognizes taste. Not all probiotics are created equal. New OLLY Precise Probiotics are expertly made with clinically studied strains for targeted benefits beyond digestion, like skin health, metabolism, or even stress response. Find your Precise Probiotic at a Walmart near you. These statements have not been evaluated by the Food and Drug Administration. This product is not intended to diagnose, treat, cure, do que curar ou prevenir qualquer doença.

Voz B:Oi, amiga!

Carol Pires:Oi, amiga!

Voz B:Amiga, hoje começa a Copa do Mundo, então a gente vai falar sobre a entrevista que você fez com o Ancelotti, técnico da seleção, que eu falava Ancelotti antes de você me dizer que era Ancelotti.

Carol Pires:Mas é, brasileirado pode falar Ancelotti.

Voz B:Vamos?

Carol Pires:Vamos! Eu sou Carol Pires, Eu sou Marina Dias e esse é o Duas e Tanto. Todas as terças e quintas eu e a Carol a gente se liga para falar de um tema da política que tá bombando ou de Copa do Mundo, de um jeito rápido, simples, acessível, como um papo entre amigas que somos. Sigam a gente no canal da Carol no YouTube @piriscarol, sigam a gente no Instagram @duasetanto e em todas as plataformas de áudio.

Voz B:Duas e Tanto é uma produção da Zarabatani Studio com distribuição da Rádio Novelo. Amiga, como você sabe, eu sou analfabeta em futebol, em geral esportes, né? Esportes não é muito minha praia. Você sim gosta de ginástica artística, né? Eu gosto só de ver nas Olimpíadas, aí me emociono mesmo nunca tendo ouvido falar na pessoa. Eu acho lindo. E quando a pessoa fica muito famosa e tá aqui, né? Assim, conhecimentos gerais. Então hoje você vai ter que falar tudo.

Carol Pires:Porque eu vou falar, tô muito animada.

Voz B:Eu só posso opinar assim com propriedade se eu gosto ou não do Neymar. Eu acho que vocês já sabem a resposta, mas o meu critério para julgar jogador é só assim: quem traiu a Shakira, quem engravidou outra ficante enquanto a mulher tava grávida, quem trocou a mulher pela sobrinha. Esses eu conheço, mas aí não é mérito esportivo. Não, vai você, amiga.

Carol Pires:Tá bom, amiga. Eu também nunca fui muito ligada em futebol, eu não torço para nenhum time. Mas como você sabe, eu sou muito competitiva, então eu gosto de Copa e eu gosto de torcer para o Brasil durante a Copa. Ah, mas eu não gosto do Neymar, então eu não vou torcer para o Brasil que tem o Neymar. Bom, no fim do episódio eu vou dar a minha opinião sobre a convocação do Neymar na Copa, e é uma opinião bombástica, então fiquem até o fim, tá? Bom, amiga, eu fiz um perfil do Carlo Ancelotti para o Washington Post, eu fui para o Rio entrevistar o Ancelotti, e também conversei com jornalistas e especialistas que entendem muito de futebol, de seleção. E eu quero aqui agradecer a todos eles, porque eu vou falar com propriedade de algumas coisas que alguns meses eu não sabia, e foram essas pessoas que me ajudaram a entender muito desse universo, amiga, que no fim das contas é fascinante, tá? Vou falar. Então eu quero fazer uma menção honrosa aqui para Gustavo Franceschini, Ana Thaís Matos, André Rizek, PVC, que é uma lenda do jornalismo esportivo, entrevistei todos eles. E amiga, eu vou falar do Ancelotti porque, porque se o Ancelotti não trouxer o hexa, o Ancelotti pode trazer de volta essa alma que tá faltando no futebol brasileiro há tempos. E é por isso que pessoas como eu e você não estão tão envolvidas mais com a seleção, amiga, porque eu fui escrever sobre o Ancelotti, eu escrevi, eu resolvi escrever sobre o Ancelotti porque ele é o primeiro técnico estrangeiro a comandar a seleção brasileira durante uma Copa do Mundo. Mundo. Mas ele não é qualquer estrangeiro, ele é um italiano e o maior treinador de clubes de todos os tempos. Ele ganhou todos os títulos possíveis de clube, todas as Champions League, todas, tudo, ele ganhou tudo. E para ser o maior, o maior técnico do mundo de fato, ele precisava conquistar uma Copa do Mundo. E aí ele me falou que queria tentar conquistar esse título com o Brasil, que na opinião dele é o maior time de futebol do mundo, mesmo não ganhando uma Copa 24 anos, que a gente ganhou 5 vezes, né, amigo? Você sabe, né? A gente é penta, né?

Voz B:O básico eu sei.

Carol Pires:Beleza. Então a gente ganhou em 58, 62, 70, 94, 2002. Ou seja, a gente não ganha nada 24 anos. E eu que sou uma pessoa competitiva, eu não gosto de perder, e eu tô há 24 anos perdendo.

Voz B:Essa época era muito legal, né? Eu lembro assim da galera do meu, meus vizinhos, a galera da escola. Era muito legal assistir Copa.

Carol Pires:E a gente sabe, amiga, e aí para fazer um crossover de política bem rapidinho, que todo ano de Copa é ano de eleição presidencial no Brasil, né? Então geralmente esse clima, quando é um clima bom, se o Brasil ganha, esse clima de bem-estar na população que cria, né, do Brasil campeão da Copa, pode ajudar o presidente incumbente, né, que é o presidente que está no poder. Isso dá uma ajuda ali no presidente que tá de repente concorrendo à reeleição. Em 94 a gente ganhou a Copa e o Fernando Henrique, por exemplo, foi reeleito, né, à presidência. Bom, enfim, desde 2002 a seleção brasileira de futebol entrou numa crise existencial, que teve o 7x1 em casa contra a Alemanha, ninguém se esquece disso, mas também teve uma queda na produção de talentos, porque antes a gente tinha os Ronaldinho Fenômeno, Ronaldinho, o bruxo, Kaká, Rivaldo, Denilson, né? E isso começou a mudar um pouco por causa da globalização do futebol. Então o jogo bonito, que é esse jogo da seleção brasileira, que é conhecida, né, pela criatividade mais fluida e tal, foi dando lugar a esse futebol mais europeu, que é um futebol de mais disciplina tática. Todo mundo começou a meio jogar igual, amiga. Essa globalização do futebol fez todo mundo entrar nessa caixinha européia. E a gente teve muitos jogadores brasileiros indo logo cedo para Europa, né? E também uma mudança de hábitos dos jovens, amiga, que agora ficam muito mais no celular e dentro de casa no computador jogando videogame, ao invés de jogando pelada na rua, né?

Voz B:Então teve uma, inclusive, de produzir menos craques.

Carol Pires:Exato. Não, a crise existencial do Brasil é de uma produção menor de craques, né, nesses últimos 20 anos aí, desde 2002, por todos esses motivos. Motivos, a globalização do futebol, todo mundo meio jogando igual na Europa, uma coisa mais rigorosa e não essa criatividade do jogo bonito, essa mudança de hábito, né, os jovens jogando mais videogame do que bola na rua. Então é uma questão geracional também, né. Então é isso, enfim, fez com que o Brasil entrasse nessa crise existencial e tomasse uma medida drástica, que foi contratar um técnico gringo, né, pela primeira vez. E essa contratação do Antelotti, amiga, inicialmente desagradou a quem? A muita gente, mas também ao Lula, que disse: um estrangeiro não vai resolver o problema do Brasil. Ninguém gosta muito dessa ideia de um técnico gringo, né, para comandar o Brasil. Só que o Antelotti, ele não é qualquer gringo, ele é essa estrela, esse técnico que todo mundo conhece, quem conhece de futebol, que todo mundo sabe que já ganhou tudo. Então muita gente também se empolgou de ter o Antelotti Aqui ele é um cara que cresceu no futebol europeu, né, criado no futebol europeu. Ele também foi jogador, então ele conhece muito esse futebol mais tático, mais rígido. Mas ele também é muito conhecido por se adaptar ao estilo dos seus jogadores. Então ele dá liberdade para os craques, ele é um camaleão. E eu conversei sobre isso com o jogador Kaká. Você se lembra do jogador Kaká?

Voz B:Claro, ele era o galã da nossa geração.

Carol Pires:Ele era o galão.

Voz B:E o que eu sei sobre o Kaká?

Carol Pires:O quê?

Voz B:Que a esposa dele, ex-mulher Carol, se divorciou dele porque ele era certinho demais, perfeito demais. Isso eu sei sobre o Kaká.

Carol Pires:Ela soltou uma nota recente dizendo que não foi por isso, mas ela teve que desmentir essa história, que é muito bom, né? É muito bom me separar.

Voz B:É muito bom desmentir que o cara é certinho demais.

Carol Pires:É tudo muito bom. Mas o que o Kaká, amiga, ele é o jogador brasileiro que mais jogou partidas sobre o comando do Ancelotti. Ele jogou 270 jogos sob o comando do Ancelotti quando ele jogava no Milan, jogava na Europa. E ele ganhou o Bola de Ouro, que é o prêmio de melhor jogador do mundo, em 2006, sob o Ancelotti. E depois dele, amiga, desde 2006 nenhum brasileiro ganhou como melhor jogador do mundo. Então olha essa crise, né?

Voz B:Desde quando? Desde quando?

Carol Pires:Desde 2006, desde o Kaká. Faz 20 anos que um brasileiro não ganha melhor do mundo. Nem nunca ganhou. E aí, amigo, o Kaká me falou que esse estilão do Ancelotti, né, que é isso de conseguir se adaptar ao crack, não ficar tão preso a essas táticas rigorosas, pode ajudar um time como o Brasil, né, e pode ajudar a recuperar essa alma do futebol brasileiro mais genuíno mesmo, né, e adaptado ao futebol moderno, claro. E aí, amiga, quais são as curiosidades, né? Quando eu fui lá conversar com o Ancelotti, ele mergulhou no Brasil para tentar entender o Brasil, sabe, amiga? Para tentar liderar o time. Então ele mora no Rio de Janeiro, em frente à praia, ele faz aula de português, aprendeu o hino para cantar junto durante os jogos, vai em churrascaria uma vez por semana para testar linguiça, tulipinha de frango, né?

Voz B:Para ficar ali bem nas comidinhas, se muda a composição corporal dele, ele se abrasileira um pouco.

Carol Pires:Exato. E aí, amiga, ele foi visitar o Lula no Planalto em janeiro, e o Lula, que antes tinha falado gringo não vai salvar o Brasil não, o Lula se animou com o jeito que o Ancelotti tava mergulhando no Brasil e na cultura brasileira. Ele foi no Carnaval, Ancelotti, amiga, em 3 cidades diferentes. Foi para Salvador e Rio e São Paulo para ver o Carnaval nessas nessas cidades. Então o Lula gostou, né, desse envolvimento do Ancelotti com o Brasil.

Voz B:E ele acha muito bom que os critérios de avaliação, se alguma pessoa é engajada e está trabalhando no Brasil, ela tem ido nos carnavais, aí na churrascaria.

Carol Pires:E essa possibilidade de misturar, né, a solidez defensiva do futebol europeu, do futebol italiano principalmente, com essa criatividade do Brasil, do futebol brasileiro, que foi essa combinação que levou o Brasil a vencer as Copas de 94 e 2002. E o Lula, que gosta muito de futebol, viu isso, se empolgou. E eu contei aqui no Duas e Tanto, no episódio que eu falo da entrevista exclusiva que eu fiz com o Lula, dessa informação que é exclusivinha também, de que o Lula trocou o retrato oficial dele de presidente com a faixa que ficava ali na antessala do gabinete presidencial por uma foto dele segurando a taça, né, de Copa do Mundo, que o Ancelotti levou para ele ali visita em janeiro. Então a sensação que fica, amiga, é assim, é que nem aqueles memes, né? Nunca mais vou torcer para o Brasil, eu não aguento mais esse Brasil. E aí quando vai chegando perto da Copa, você tá gritando chupa, aqui é Brasil na janela quando sai gol em amistoso contra o Panamá, que foi o que eu fiz, né? Que foi 6 a 2 amistoso contra o Panamá no Maracanã, e eu me vi gritando chupa, aqui é Brasil na janela da minha casa. E só para terminar Neymar. Agora eu acho que dá para falar de Neymar para fechar, ou não?

Voz B:Neymar. Então, amiga, é minha questão com o Neymar. Como eu disse, não tem nada a ver com futebol. Como eu não acompanho o futebol, eu acabo tendo uma imagem do Neymar muito pelo que eu vejo na imprensa e tal. E aí vai dando uma imagem, pelo menos na minha visão, muito ruim para alguém que é um ídolo, né? Para alguém que a gente sabe, a gente sabe muito bem como as lideranças, seja esportiva, é política e tal, como isso é muito influente, mais do que as pessoas percebem, no comportamento dos outros, no comportamento de quem os admira, né? E aí então sempre eu vejo o nome do Neymar em situações assim. Por exemplo, ele se livrou de tudo na justiça, tá? Mas algumas acusações contra ele, né, teve aquela no tribunal da Espanha, no caso de fraude e corrupção, quando ele foi transferido pelo Barcelona. Aí depois teve aquela acusação de crime ambiental na mansão que ele construiu em Mangaratiba, que ele construiu um lago artificial no lugar que já é praia. E aí a denúncia dizia que ele tinha quebrado rochas, desmatado, desviado o curso de um rio sem autorização. Tinha ali uma multa de R$16 milhões por crime ambiental, mas também caiu. Teve, ele foi, teve um inquérito de estupro, amiga, lembra, de 2019, que também foi arquivado. Mas naquele mesmo caso ele fez um vídeo dizendo que tinha caído em armadilha de mulher, e aí Divulgou umas fotos e mensagens com essa menina, até virou uma investigação de crime cibernético. Aí quando a mulher dele, a atual Bruna Biancardi, que é a cara da Bruna Marquezine, né?

Carol Pires:Não é, gente, não, claro que é, amiga!

Voz B:Ela tentou ficar igual a Bruna Marquezine.

Carol Pires:Vamos colocar aqui uma foto da Bruna Marquezine e uma foto da Bruna Biancardi. Tá colocando?

Voz B:Então tá bom. Ele teve que publicar uma carta aberta assumindo que tinha traído a mulher, ela tava grávida. Aí depois de novo traiu a mulher, teve uma filha fora do casamento que tem a mesma idade ali da filha mais nova dele. Bom, isso aí é questão de família, porque até a Biancardi já perdoou ele por todas as traições. Dizendo que Deus e coisas. Mas apesar de ser uma questão de família, você entende ali o caldo machista dessas coisas, né? Então eu vi que um jogo, eu só vejo quando vira notícia, tá, amiga? Por isso que eu não vejo os jogos, eu não sei o que que ele tá fazendo em campo. Mas eu vi que ele reclamou de um árbitro dizendo que o juiz acordou de chico, né? Meio que associando ali, falando que menstruação causa mau humor e sei lá, é sujeira, uma coisa assim. Então achei sexista, velho, né? Ele é um cara jovem, jovem para estar ainda nesse linguajar assim. E aí, fim das contas, ele também apoiou Bolsonaro abertamente já em 2022, pós-pandemia, pós-ameaça de golpe de Estado, né? Então difícil assim para mim entender. E aí no campo do futebol, amiga, para mim ele tá sempre machucado, tá sempre machucado, é sempre ele não vai e se machucou e caiu, fingiu que caiu, então só para justificar meu mau humor humor com essa figura que, apesar de tudo isso, é um ídolo nacional. Mas aí eu entendo que uma coisa é o futebol e outra coisa é, bom, a pessoa. É, não é? Que que vocês acham? Acho que tem que levar em conta que isso é um debate maior, né? A gente discute isso também no cinema. Pode gostar das obras de quem hoje em dia a gente sabe que fez tal coisa. É complexo.

Carol Pires:Mas vai, eu vou falar do futebol. Então você falou do homem Neymar, né? Então eu vou falar um pouquinho do futebol. O adulto Neymar, né, ele com 34 anos. Ele tá indo para sua quarta Copa do Mundo, é a última, né? Ele nunca ganhou uma Copa e já há alguns anos ele vive lesionado, não joga bem já há muito tempo. Ele voltou a jogar no Santos, que é um time de São Paulo onde ele começou a carreira dele, e mesmo no Santos ele não tem feito muito nada, né? Então quando eu entrevistei o Ancelotti, e eu quero deixar claro aqui que foi antes da convocação final, o Ancelotti estava decidido a não convocar o Neymar para a Copa. Ele nunca convocou o Neymar durante um ano para os amistosos, né? Existem essas convocações, amiga, antes da Copa, e você vai trocando. O Ancelotti nunca tinha convocado o Neymar, estava decidido a não convocar o Neymar, ou bastante inclinado a não convocar o Neymar para Europa. Mas aí, amiga, ele começou a ver que muita gente pedia o Neymar, mas ele, Ancelotti, resistia a ceder à pressão. Só que mais do que muita gente, os próprios jogadores pediam o Neymar, amigos. Os próprios jogadores que estavam sendo convocados, eles pediam a presença do Neymar. E aí o Ancelotti resolveu convocar o Neymar pelo espírito de equipe, que é muito importante para o Ancelotti. Ele acha que mesmo se Neymar não jogar todos os jogos, porque ele não vai jogar todos os jogos. Tanto que ele está lesionado neste momento, às vésperas da Copa. Ele tá com uma lesão na panturrilha de grau 2, que significa de 2 a 3 semanas de recuperação. Ou seja, ele vai perder a primeira fase da Copa. Mas o Ancelotti não botou ele lá para jogar todos os jogos. Ele acha que o Neymar estando lá, ele vai tranquilizar os outros jogadores, deixar os outros jogadores mais felizes, porque é pelo espírito de grupo mesmo, né? Eu acho que tinha uma sensação de que se o Neymar não fosse, ia ficar aquela coisa meio fantasma do Neymar não foi, que é o fantasma do Neymar foi, quer dizer, né? O Neymar não foi, o fantasma dele está lá pairando os jogadores, e os jogadores poderiam pensar, ah, se a gente não ganhar, pode falar que o Neymar não tava aqui.

Voz B:Agora não veio.

Carol Pires:Exato. Agora o Neymar levar lá, mesmo que ele só toque pandeiro no vestiário, ele com a JBL dele tocando aquelas músicas.

Voz B:Já que você trouxe no avião de um amigo seu, pediu para você trazer, e quando chegou na sua casa nos Estados Unidos para trazer para o Brasil era do tamanho da mala.

Carol Pires:Exato, exato.

Voz B:É essa JBL no avião com a caixa, porque não podia despachar.

Carol Pires:Aí eu— foi maravilhoso, amiga. Então assim, eu acho que foi por isso, né? Né, por esse espírito de equipe. Então agora o Neymar está lá e agora o grupo tem o Neymar, tem tudo que eles pediram, estão convocados para Copa. Agora vocês deem esse sangue, vocês joguem como a gente bebe, porque estou cansada de ser penta. Vamos, Brasil!

Voz B:Acabou, amiga. Eu vou assistir os jogos porque gosto de barzinho.

Carol Pires:É isso, joguem como a gente Vamos.

Voz B:Obrigada, amiga.

Carol Pires:Beijo.

Voz B:Beijo. Some follow the noise.

Carol Pires:Bloomberg follows the money.

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