Convenções: Lula larga na frente; Flávio ainda não tem vice
Neste episódio do Duas e Tanto, Carol Pires e Marina Dias explicam por que as convenções partidárias marcam o verdadeiro início da corrida presidencial. Elas analisam por que Flávio Bolsonaro chega a essa etapa sem anunciar um vice e como alianças, tempo de TV e fundo eleitoral podem influenciar a disputa contra Lula.
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- Campanha de Flávio BolsonaroAusência de vice definido · Crises na campanha · Daniel Vorcaro · Bolsonaro · Tarifas dos Estados Unidos
- Candidatura de Cleitinho· PoliticaChapa com Geraldo Alckmin · Alianças com partidos de esquerda · Palanques estaduais · Minas Gerais · Rodrigo Pacheco · Patrus Ananias
- Federações PartidáriasInício da corrida presidencial · Confirmação de candidaturas · Flávio Bolsonaro e Vorcaro · Lula
- Alianças e tempo de TVImportância do vice na aliança · Tempo de propaganda eleitoral · Fundo eleitoral · Rodadas Brasileirão · PP · Expansão do Republicanos na Alesp
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Oi amiga, oi amiga, tô te ligando porque dia 20 agora começaram as convenções partidárias. É quando são confirmados oficialmente os candidatos à presidência, aos governos, Senado e Câmara. Então até aqui a gente vinha chamando essa turma de pré-candidato e agora eles vão virar candidatos de verdade. A gente sabe que o Lula vai repetir a chapa com o Geraldo Alckmin, atual vice, companheiro Geraldo. E o Flávio Bolsonaro deve ser confirmado candidato ao PL, mas não tem Alice tá sem date para o baile da escola e é sábado agora. E ele também tá com menos tempo de TV. Então a gente vai explicar tudo isso.
Bora, bora!
Eu sou Carol Pires.
Eu sou Marina Dias.
E esse é o Você Tanto.
Todas as terças e quintas eu e a Carol, a gente se liga para falar de um tema da política que tá bombando de um jeito rápido, fácil, acessível, como um papo entre amigas que somos. Esse é um podcast bem curtinho, 15 a 20 minutos, minutos é um tempo de você passar um café. Então sigam a gente no canal da Carol no YouTube, @piriscarol. Sigam a gente no Instagram, @duasetanto, e em todas as plataformas de áudio.
O Duas e Tanto é uma produção da Zarabatana Estúdio com distribuição do Estúdio Novelo. Vamos lembrar que essa semana, na sexta-feira, estaremos na Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip. A gente vai ter uma casa lá, a casa delas, vulgo cadelas. Meu brinco de cabeluda, de cabeluda cadeiruda. E vamos entrevistar duas mulheres da política muito importantes para a história da política. Benedita da Silva foi a primeira vereadora negra, primeira deputada, primeira senadora, primeira pessoa negra a governar o Rio de Janeiro, foi constituinte.
Aniele Franco foi ministra da Igualdade Racial. Irmã de Marielle Franco. As duas vão ser entrevistadas nesse Duas e Tanto ao vivo na Flip sábado às 5. Acertei?
Não, sexta às 5. Sexta às 5, amiga.
Eu tenho 7 mesas, então eu tô um pouco confusa, mas entrem lá, cadelas.casa, para ver a programação, amiga. Então vamos lá, começou a temporada de convenções, é aquele período meio burocrático de confirmação das candidaturas, que a gente já contava algumas como certas, mas também tem uns enredos de novela no meio, né? Tem político que queria ser senador e vai acabar sendo deputado. Tem gente que quer ser candidato e não tem vaga.
Tem gente que não quer ser candidato e o partido fica forçando a barra para ser, porque, né, alavancaria ali os votos. E tem candidato a presidente que a essa altura ainda não tem vice. Então as convenções começaram dia 20 com o Renan Santos, que a gente tem que deixar prometido aqui de que a gente vai fazer um episódio só sobre ele explicando esse fenômeno, que precisa ser observado aqui para as pessoas, amiga.
Quem conhece Renan Santos e se vocês querem saber mais sobre ele, porque ele é um nome da direita que tem preocupado candidatos da direita, inclusive Flávio Bolsonaro. E a gente vai contar quem é e por quê.
Exato. Então é isso, amiga. Parece protocolo, mas é aqui que o jogo muda, né? Uma coisa é dizer sou pré-candidato, outra coisa é ter partido, ter vice, ter palanque, ter dinheiro e ter tempo de TV. Então bora entender esse tabuleiro. Eu acho que você segue daqui.
Vamos, amiga! Como a Copa acabou, eu acho que agora o Brasil tá pronto, né, para falar 100% de eleição. Então eu me envolvi com a Copa, mas foi bem casadinho, né? A Copa acabou no domingo e na segunda abriu o prazo para o início das convenções partidárias. Foi magnífico! Eu quero falar aqui primeiro das convenções dos dois candidatos que lideram as pesquisas, Lula e Flávio Bolsonaro. Como você falou, a convenção do PL, o partido dos Bolsonaro, que vai oficializar o Flávio candidato à presidência nesse sábado, 25 de julho.
Eles estão prevendo um convidado especial, o presidente da Argentina, Javier Milei, vem para convenção do PL. Mas o Flávio, amiga, ele chega a essa convenção com alguns problemas. Primeiro são as crises em cascata, né? A gente sabe, vem falando aqui no Duas e Tanto, das crises de campanha do Flávio, Mas eu vou repetir aqui e numerá-las, né? O número 3, de 3 crises principais.
Sei que você ia falar 13 crises.
Não, 3 crises principais. Uma, a relação do Flávio Bolsonaro com o dono do Master, o Daniel Vorcaro. O Flávio pediu R$134 milhões para o Vorcaro para supostamente fazer um filme sobre o pai dele, Jair Bolsonaro, mas nunca explicou cadê este dinheiro. E ele prometeu que explicaria. 2, 2, as brigas da família Bolsonaro e o rompimento do Flávio com a Michele Bolsonaro, a madrasta dele. E 3, as tarifas dos Estados Unidos contra o Brasil que entram em vigor nesta quarta-feira, 22 de julho, 25% sobre produtos brasileiros.
E essas tarifas ficaram na conta do Flávio Bolsonaro, que pede ajuda para o Trump toda vez que a vida dele complica por aqui. A gente tem episódios sobre todas as crises, voltem lá e confiram. Mas agora eu quero falar da nova crise do Flávio, que ele chega a essa convenção, amiga, sem um vice escolhido. Pelo menos até agora ele não anunciou o nome que vai compor a chapa com ele como candidato a vice. E geralmente isso é anunciado na convenção, porque a convenção é o momento do candidato indicar o tamanho da aliança que ele tem em volta dele, mostrar força política, mostrar quanto partidos e quais partidos, né, ele conseguiu atrair para apoiá-lo.
E o tamanho dessa aliança também define o tempo que cada candidato vai ter em propaganda no rádio e na TV. A gente já vai falar disso, mas só para a gente entender o tamanho do problema, né, muita gente tava defendendo que a vice do Flávio fosse uma mulher. O eleitorado feminino é fiel da balança nessas eleições. Parte da estratégia da campanha do Flávio era angariar mais voto entre as mulheres. Então uma vice mulher poderia ajudar nisso.
Falaram na senadora Teresa Cristina, que foi ministra da Agricultura do Flávio Bolsonaro e tem força também com o agro, mas ela não quis.
E agora não quis esse pepino, ela não quis.
E agora estão falando da Daniela Marques, que é ex-presidente da Caixa e que tem andado com o Flávio para cima e para baixo, né? Ela Ela se filiou recentemente ao Republicanos. A cúpula do partido não quer que seja ela porque ela não é um nome representativo do partido, ela é recém-chegada, ela não tem cargo, ela não é política.
Porque na verdade a vaga do vice é um pouco pagamento, vamos dizer assim, pela aliança, né? Olha, partido tal, vem comigo e a gente vai governar junto, eu vou te dar a vice-presidência. Então meio que é uma coroação da aliança, né? E se ele não tem Aliança teria que ser uma chapa puro-sangue PL/PL. E como você falou, ela acabou de chegar no partido, então não é como se ele tivesse dando, agradecendo ao Republicanos, né? É uma aliança que para ele importa pela conexão dele com ela.
E tirando que ela não é conhecida do grande público, não é assim que nós mulheres queremos votar. Ah, é mulher, então vou votar. Mas quem é essa mulher?
O que que ela representa?
Ela conversa com o que desejo para o país, né?
Justamente. E essa, essa falta, né, de anúncio ou escolha do vice tem sido vista por aliados e por adversários, obviamente, como mais uma fragilidade da candidatura do Flávio, amiga, porque aponta para um certo isolamento. E aí eu explico: partidos da direita e do centrão, como União Brasil e PP, que sempre estiveram com os Bolsonaro, estão dizendo agora que não vão declarar apoio ao Flávio Bolsonaro no primeiro turno, que vão ficar neutros, independentes, e aí no segundo turno eles decidem.
Então o Flávio tá tentando contornar esse possível isolamento fechando pelo menos com os republicanos. E aí a Daniela seria um nome, né, para vice dele. Ele amarraria os republicanos na aliança dele, porque os republicanos também estão ensaiando dizer que talvez fiquem neutros, né?
E aí, por que que esse partido muito apoio? É impressionante assim como a candidatura dele assim foi minguando, né?
Isso que eu ia falar agora um pouco, né? Que por que que esses partidos que eram apoiadores do Bolsonaro de longa data, que são de direita, são do centrão, são o core do bolsonarismo, né, dentro do Congresso, por que que eles estão falando isso agora? Porque eles não confiam na candidatura do Flávio mais, amiga. Eles têm medo de se atrelar completamente ao Flávio e o Flávio perder. E mais, se o Flávio aparecer com mais coisa, né, sobre escândalo do Master, escândalo de corrupção, eles ainda ficam metidos em mais escândalos, né?
E claro, esses partidos se mexem de acordo com a expectativa de poder. E na semana passada a gente já explicou no episódio que as pesquisas estão mostrando hoje o Lula na frente com alguma folga, né? O que não acontecia há alguns meses. Ele e o Flávio apareciam empatados, e agora o Lula já aparece com 8 pontos à frente do Flávio num eventual segundo turno. Mas aí, amiga, a Quest divulgou nessa semana um recorte ainda mais importante para essa questão de expectativa de poder. 55% dos brasileiros acreditam que o Lula vai ganhar a eleição, e só 25% acham que o Flávio vai ganhar.
Então aqui a pergunta não é em quem a pessoa vai votar, a pergunta é quem ela acha que vai ganhar. E só 25% dos brasileiros acham que vai dar Flávio. Entre os eleitores independentes, que são aqueles que a gente vem dizendo, né, que vão decidir a eleição, 52% acham que o Lula vai ganhar e só 14% acham que o Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, leva essa. Então esse é o cenário pré-convenção do Flávio, é uma candidatura inicialmente isolada e que vem derretendo, né, nos últimos 3 meses e afastando aliados importantes por conta dessa expectativa de poder que tá desaparecendo.
Sim, abril ele tava na crista da onda, empatado com o Lula e mostrando tendência de subida agora a tendência é de queda.
Só para efeito de comparação, amiga, na eleição passada, quando o Jair Bolsonaro foi candidato, no primeiro turno ele tinha de coligação já de largada, né, o PL, partido dele, o PP, que é o partido, né, do Arthur Lira, Ciro Nogueira, que estão ali, e o Republicanos, que é o partido da Universal, né. E ainda somaram ali um apoio avulso, PTB, do Roberto Jefferson, e o PSC, que é o Partido Socialista Cristão, que o Bolsonaro já foi filiado ao PSC, né, amiga?
Acho que você pode falar agora do Lula, mas só dá um trechinho aqui dos outros candidatos da direita, né? Então o Ronaldo Caiado, que é governador de Goiás, do PSD, é quem tá chegando mais organizado na direita. Ele tá com a chapa fechada com Gilberto Kassab, que é o presidente, dono do PSD, como vice. E aí a gente tem o governador de Minas, agora ex-governador, né, que ele se licenciou para disputar, do Partido Novo, que também ainda tá sem definição, e tem o Renan Santos desse Partido Missão, que é o episódio que a gente promete fazer em breve.
Tem uma coisa que é: os partidos do Zema e do Renan Santos não passaram na chamada cláusula de desempenho, que é a quantidade de deputados que foram eleitos pelo partido na eleição anterior. Então significa que eles não vão ter tempo de Mas eu vou falar um pouco do tempo de TV depois. Acho que primeiro você pode comentar da convenção do PT e do Lula.
Isso, maravilha. Bom, do lado do Lula, a convenção tá marcada para o dia 2 de agosto, né? Ele tem o vice, que é o Geraldo Alckmin, como você falou. Ele mantém a chapa da eleição de 2022. O Alckmin ajuda ele nesse aceno ao centro, porque era um nome do PSDB, que era um partido de centro-direita lá atrás, quando essa polarização era PT-PSDB, é um aceno aos empresários, a esse setor de indústria no Brasil. Então isso o Lula manteve.
E ele também tem as alianças dos partidos de esquerda fechadas, né, amiga? Então é PT, PV, PCdoB, PSOL, Rede, PDT e PSB. Então vice-aliança o Lula tem.
Ele conseguiu, olha, tinha muito tempo que não conseguia juntar a esquerda toda no mesmo barco. Isso foi impressionante. Então todos os partidos de esquerda no mesmo barco.
Isso. Mas o Lula também tem as dificuldades dele, amiga, e principalmente a dificuldade principal dele é chegando nessa convenção é para montar palanque em estado-chave. E aí eu vou citar um que é Minas Gerais e vou dizer por que que isso é preocupante. Primeiro, o candidato à presidência precisa desses palanques estaduais que são candidatos ao governo do estado, né, que vai ficar fazendo campanha no estado todo usando o nome do candidato à presidência, rodando, viajando, martelando na cabeça do eleitor, porque o candidato à presidência não pode ficar o tempo todo da campanha no mesmo estado.
Em São Paulo, que é o maior colégio eleitoral do Brasil, o Lula tem o Fernando Haddad, que é ex-ministro da Fazenda, que é um candidato forte, vai disputar com o Tarcísio de Freitas, atual governador. O Tarcísio tá na frente, é, mas o Haddad é nome conhecido. Então é um bom palanque ali para o Lula. Agora, em Minas Gerais, amiga, que é o segundo maior colégio eleitoral, o Lula não conseguia achar um nome. Vamos lembrar que ele queria o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que depois ficou doído porque não foi escolhido para uma vaga no Supremo.
O Lula indicou Jorge Messias, deu toda aquela confusão, o Senado não aprovou o Messias. O Rodrigo Pacheco ajudou na articulação para que o Senado não aprovasse levar-se o nome do Messias para o Supremo. E aí falou para o Lula que então também não vou ser candidato a governador, acabou aqui, também não vou ser. E aí o Lula ficou caçando outra pessoa porque ele queria mesmo o Rodrigo Pacheco, mas não conseguia achar. E aí, amiga, ele escolheu essa semana um plano C ou D, vamos dizer assim, de um nome histórico do PT, mas que não queria ser candidato, que é o Patrus Ananias.
Foi ministro no governo da Mas ele não tava a fim, amiga, não tava a fim. Estava legal lá no Congresso, era isso. Só que o Lula precisava de alguém do PT em Minas, porque enfim, se não tem tu, vai tu mesmo, porque Minas é um estado que importa demais. E aí eu vou abrir um parênteses muito rápido para entender por que Minas é importante, além de uma comida maravilhosa que esse estado pode oferecer para gente. Desde 1989, amiga, quem ganha a eleição em Minas Gerais ganha a eleição no Brasil.
Isso acontece por vários motivos que fazem de Minas Gerais um espelho do resto do país. Além de ser o segundo maior colégio eleitoral, ou seja, tem 16 milhões de pessoas votando lá. Para ter uma ideia de comparação, São Paulo é o maior com 34 milhões de eleitores. Minas tem uma diversidade demográfica e socioeconômica que vai balanceando o país como um todo. Então Gostou?
Assim, ó, pareceu um cachorrinho de taxista, fica aquele cachorrinho assim balanceando o país.
Então, por exemplo, o norte de Minas Gerais parece muito com a Bahia, que é o maior estado do Nordeste. A zona da mata de Minas parece muito com o Rio de Janeiro. Partes do estado de Minas, mais para o interior, também se parecem muito com o interior de São Paulo, que é mais conservador. Então os estados estão sempre muito atentos a Minas Gerais, porque realmente é um espelho do resto do Brasil. E a vida do Lula não tá fácil por lá, e a vida do Flávio também não.
Mas só uma coisa para não confundir, que você falou, né, quem ganha em Minas ganha a presidência. Mas o que você tá dizendo é, quando a gente vê a eleição para presidente no recorte Minas Gerais, né, então se você ganhou Minas Gerais, você ganhou a presidência. Não é quem ganhou o governo, isso não é o governador do partido tal. Até porque vale explicar isso, né, Desde 2006, quando acabou o que a gente chamava de verticalização, os partidos têm liberdade para montar aliança estadual diferente da nacional.
Então, na nacional, Lula vai estar com todos esses partidos de esquerda, mas depois a gente vai ver coligações estaduais onde é uma mistureba, onde tem direitinha, Dilma, Anastasia.
Anastasia era do PSDB ao governo de Minas. Então, várias vezes Minas Gerais elege um governador de direita, por exemplo, centro-direita, e o presidente do PT. Isso já aconteceu. Obrigada pelo instrumento. É isso, o voto, os votos do presidente naquele estado refletem os votos do presidente no resto do país.
Amiga, acho que para fechar, só falar um pouco do tempo de TV. Quando a gente vai olhar para o tempo de TV que cada candidato tem direito, essa solidão do Flávio vira um número concreto. Direto, que funciona assim: cada partido tem um tempo de rádio e televisão, de horário gratuito eleitoral, que é calculado pelo número de deputados eleitos pelo partido. Então quem elege mais deputados tem mais tempo de TV. Quando esses partidos se juntam para apoiar um candidato a presidente, o horário eleitoral de todo mundo se soma.
Então se o Flávio ficasse, ficar, né, sozinho com o PL, ele vai ficar com 4 minutos e de tempo de TV. E o Lula, com os partidos todos, teria 5 minutos e meio. Então aí, um minuto e pouquinho a mais.
E amiga, e aí se o Flávio conseguir esse apoio dos republicanos, que ele tá tentando a todo custo, ele passa o Lula. Então Flávio com republicanos, ele vai para 5 minutos e 16 segundos na TV, e aí o Lula fica com 4 e 51. Então para você ver a importância que é para o Flávio ter esse partido, Republicanos, na coligação dele.
Sim. E aí fica uma pergunta também, que assim, televisão ainda importa, né, em época de redes sociais, TikTok? Importa muito menos do que há 20 anos, mas continua sendo uma vantagem, porque é um espaço que o candidato consegue falar vários minutos seguidos sem ser cortado ali pelos algoritmos. Você tá em casa, você tá num bar, tá vendo televisão, e você acaba vendo aquilo, né, sem um limite de 30 segundos, 60 segundos das nas redes sociais e também alcança ainda milhões de brasileiros, principalmente os mais velhos e de menor renda.
E também porque o tempo de TV significa uma campanha maior, né? São mais partidos, é mais estrutura, são mais prefeitos, mais deputados e muitas vezes mais dinheiro, porque isso também os partidos têm direito a um fundo partidário e a um fundo eleitoral que também tá calculado pelo número de deputados eleitos na última Então, de novo, quanto maior a coligação, mais deputados essa coligação, né, tem de representação. Então, maior o tempo de TV e maior a grana.
Então é isso, amiga. Acho que a gente observa até sábado se o Flávio vai conseguir amarrar e anunciar essa vice, o apoio dos republicanos. Semana que vem a gente pode comentar sobre isso, mas ainda tem Duas e Tanto na quinta e tem Flip na sexta. Nos vemos lá.
Tchau, tchau, tchau, amigo!