Flávio busca Trump para mudar de assunto; mansão de Eduardo mantém Vorcaro na pauta
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Neste episódio do Duas e Tanto, Carol Pires e Marina Dias comentam a semana dos irmãos Bolsonaro. Flávio foi para os Estados Unidos para tentar uma foto com o Trump e virar a página da crise do Master que o atingiu em cheio. Trump deu pouca bola para o encontro, mas a foto ajuda Flávio entre os eleitores de direita. Enquanto isso, o Intercept Brasil revelou que Eduardo mora em uma mansão avaliada em R$ 6 milhões no Texas, apesar de ter dito que estava passando por dificuldades financeiras. A Polícia Federal investiga se o dinheiro que Flávio pediu para o dono do Master, Daniel Vorcaro, financiou o filme sobre Jair Bolsonaro ou se serviu para bancar a vida do Eduardo nos EUA.
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Oi amiga! Oi amiga!
Estou te ligando para a gente falar da semana dos Bolsonaros. O Flávio, que mentiu quando disse que não conhecia o Daniel Vorcaro do Banco Master, quando na verdade chamava ele de irmão. E do outro irmão do Flávio, Eduardo Bolsonaro, que também foi pego numa mentira, disse que estava passando dificuldades financeiras, mas mora numa mansão com aluguel de 30 mil reais no Texas. Mas vou explicar melhor daqui a pouco. Vamos se apresentar primeiro? Vamos. Eu sou Carol Pires. Eu sou Marina Dias.
E esse é o Duas e Tanto. Todas as terças e quintas, eu e a Carol, a gente se liga pra falar de um tema da política que tá bombando, de um jeito fácil, acessível, às vezes divertido, como um papo entre amigas que somos. Esse é um podcast rapidinho, é pra você ouvir enquanto passa um café, ou fazendo qualquer coisa que encaixe em 15 minutos. Sigam a gente... Polêmico, isso é...
Digam o que dá para fazer em 15 minutos enquanto você ouve o podcast. Sigam a gente no canal da Carol no YouTube, arroba Pires Carol. Sigam a gente no Instagram, arroba duas e tanto e em todas as plataformas de áudio.
O Duas e Tanto é uma produção da Zarabatana Estúdio, com distribuição do Estúdio Novelo. Agora temos um clube do livro. Entrem em www.duasetanto.com. Vamos ler seis livros pelos próximos seis meses, encontros mensais com a gente, episódios exclusivos para quem for membro e, no final de tudo, quem quiser um encontro pessoalmente com a gente, provavelmente em São Paulo. Então, entrem lá, www.duasetanto.com.
Amiga, vamos falar da ida do Flávio Bolsonaro à Casa Branca para tirar uma foto de fã com o Donald Trump?
dias depois, não muito depois do Lula, presidente Lula ter ido visitar, aí sim uma visita oficial de chefe de Estado à Casa Branca, né? E ter saído disso com uma agenda positiva para o governo. Então o Flávio foi lá enciumado, tentando mudar também o foco da notícia de que ele pediu 134 milhões de reais para o Daniel Vorcaro, depois de ter dito que sequer conhecia o Vorcaro, né?
Depois teve que admitir que foi visitar o Vorcari enquanto ele estava em prisão domiciliar.
Vorcaro que, para quem está chegando agora, é dono do Banco Master, está preso enquanto é investigado pela maior fraude financeira do Brasil, que desviou bilhões e bilhões, inclusive dinheiro de aposentadorias. Supostamente esse dinheiro que o Flávio estava pedindo era para financiar um filme do pai, Jair Bolsonaro, que também está preso, no caso dele, por tentativa de golpe de Estado. A gente fez um episódio completinho sobre isso. Voltem aqui na timeline.
seja do Spotify ou do YouTube, que vocês vão ver esse episódio. Bom, por fim, o Vorcaro chegou a dar os 61 milhões para os bolsonaros. O dinheiro foi depositado na conta de um fundo em nome do advogado do Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. E de lá não sabemos onde esse dinheiro foi parar, porque a produtora do filme disse que não recebeu nada.
Para fechar, Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos porque quer, mas se diz auto-exilado, perdeu o mandato de deputado federal por faltas, disse que está passando por dificuldades financeiras, mas o Intercept revelou essa semana que ele vive numa mansão de 6 milhões de reais, 434 metros quadrados, 4 quartos, piscina, num aluguel que custa 30 mil reais. Ele diz que pagou o aluguel do próprio bolso, mas no mínimo ficou provado que ele mente quando diz que está sem dinheiro.
Queria, amiga, você que já foi correspondente da Folha em Washington, hoje trabalha para um jornal de Washington, Washington Post, sendo repórter no Brasil. Tem muitas fontes de diplomacia, tem fontes na Casa Branca, porque você é muito chique. E você tem novidade sobre essa visita do Flávio. Me conta, porque você um pouco me contou antes de começar, eu achei muito saboroso.
Vou contar, vou contar. Mas para começar a contextualizar, como você falou, amiga, o Flávio Bolsonaro, ele armou essa viagem de última hora para os Estados Unidos, para tentar mudar de assunto e virar a página no meio dessa crise do Banco Master que atingiu ele em cheio. Qual que era o plano do Flávio? Ser recebido pelo Trump com muita pompa para uma reunião?
em que eles conversassem e que o Trump tweetasse sobre ele, que a Casa Branca postasse a foto dos dois juntos. Enfim, para mostrar ali que ele é o único candidato viável da direita, né? E que ele também é recebido pelo presidente dos Estados Unidos, já que o Lula tinha feito uma visita à Casa Branca no início.
de maio. E, como a gente sabe, o Trump terminou esse dia bastante elogioso ao Lula. Falou que ele era um homem esperto, um presidente dinâmico, e os aliados do Flávio ficaram incomodados com essa relação cada vez mais próxima entre o Trump e o Lula.
Essa, amiga, foi a primeira vez que o Flávio Bolsonaro esteve frente a frente com o Trump. Então, ele chegou lá e conseguiu essa foto. Eu vou explicar tudo sobre como ele conseguiu essa foto, mas só para explicar que ele falou para mim.
numa entrevista que eu fiz com ele, Flávio, em abril, que ele nunca tinha estado com o Trump frente a frente. Então, essa realmente foi a primeira vez. Muito que bem. Flávio chegou em Washington nessa semana, conseguiu entrar na Casa Branca, tirou uma foto com o Trump. A foto não tem aperto de mão, não é lado a lado, o Trump sentado à mesa com o Flávio em pé atrás dele. Mas ele queria a foto e conseguiu a foto.
Então, o que isso significa? Primeiro, que o objetivo foi alcançado. A foto é simbólica, teve boa repercussão entre os eleitores do Flávio, entre os bolsonaristas raiz, e era isso que o Flávio queria, amiga, porque no meio do terremoto do Banco Master...
Mesmo alguns eleitores de direita e alguns aliados de direita estavam começando a se incomodar com o fato de que o Flávio negociou milhões de reais com um banqueiro acusado de liderar a maior fraude financeira do Brasil. Então, o Flávio, ao lado do Trump, agrada a esses bolsonaristas. E isso aconteceu. A segunda coisa é que os Bolsonaro têm mesmo um canal no governo americano. Mas eu quero explicar.
Como funciona esse canal, amiga? Para ficar bem claro, esse canal dos Bolsonaro é principalmente no Departamento de Estado, que é como se fosse o Itamaraty, o Ministério de Relações Exteriores dos Estados Unidos. Então, ali no Departamento de Estado, os Bolsonaro falam com pessoas que têm influência junto ao secretário de Estado, Marco Rubio.
E essas pessoas do Departamento de Estado muitas vezes levam recados à Casa Branca e foi isso que aconteceu dessa vez. Alguém disse, olha Trump, o filho do Jair Bolsonaro quer uma foto com você, vamos tentar, e o Trump falou, vamos tentar.
Então, tendo tudo isso em mente, vamos agora analisar o formato do encontro e o contexto do encontro com o Trump, que vai nos dar uma pista do que isso significa para o presidente dos Estados Unidos. Spoiler, meio que nada. Porque depois do encontro, amiga...
A equipe do Flávio divulgou a foto do Flávio com o Trump. E o Paulo Figueiredo, que é um aliado dos Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos e é foragido da justiça brasileira, ele começou a espalhar entre os jornalistas que a reunião entre o Trump e o Flávio tinha durado uma hora e quarenta, que eles tinham discutido vários assuntos, mas que ele, Paulo Figueiredo, não poderia especificar nada.
Depois, o Flávio, numa coletiva de imprensa, disse que pediu a classificação pelos Estados Unidos do PCC e do Comando Vermelho em organização terrorista e que também levou umas camisetas do Brasil para o Trump. Fazer um parênteses, já que você está falando do Paulo Figueiredo.
Talvez as pessoas não saibam que ele é um personagem um pouco ali mais da cozinha do bolsonarismo, ou agora não tanto, né? Ele é neto do ex-ditador João Figueiredo, o último ditador da ditadura.
E o Paulo Figueiredo conheceu o Trump, amiga, no setor de hotelaria de luxo no Rio de Janeiro. Foi sócio dele na construção de um hotel do Trump, que o levou, levou o Paulo Figueiredo a ser preso em 2019, por alguns dias em Miami, por suspeita de propina ao Banco de Brasília. E aí, depois disso, ele se projetou como comentarista na Jovem Pan.
criando polêmicas ali com outros debatedores. Polêmicas, no caso, porque ele mente e ofende, e aí gera uma polêmica, assim que está muito fácil de debater, né? E ele também virou um dos 34 denunciados pela Procuradoria-Geral da República por tentativa de golpe, e aí, como você falou, ele está foragido nos Estados Unidos. E tem jornalista que cita esse senhor como fonte, sem lembrar que ele é um foragido da justiça.
sem contextualizar quem é Paulo Figueiredo. Ficam citando ele como jornalista, como fonte, dando validade para as coisas que ele fala, em jornal, na TV. Então, só para entenderem quem é esse cara. Tem que ouvir ele?
Sim, ele está ali do lado do Flávio, é ele quem vai dar a informação. Tem que contextualizar quem é ele na hora de dar a informação? Por favor. E tem que confirmar o que ele fala com outras fontes, como eu tentei fazer com as fontes na Casa Branca. Essa reunião durou mesmo uma hora e quarenta, como está falando o Paulo Figueiredo? Não. Agora eu vou falar o que de fato aconteceu, de acordo com gente dentro da Casa Branca.
O Flávio, amiga, ficou uma hora e quarenta dentro da Casa Branca esperando uma brecha para fazer a foto com o Trump. Com o Trump ali dentro do Salão Oval, ele ficou apenas alguns minutos. Foi uma visita rápida, não foi uma hora e quarenta.
O Flávio entregou uns documentos para o Trump. Nesses documentos, provavelmente, estava a questão do PCC e do Comando Vermelho, mas a conversa foi muito breve. O Flávio fez a foto, ficou muito calado, falou muito pouco. Quem falou principalmente foi o Trump. E o Trump falou principalmente de guerra do Irã, no Irã, que é o que está na cabeça dele agora. O Trump fala geralmente o que está na casa dele.
e as camisetas do Brasil não entraram, porque o serviço secreto precisava revistar tudo antes de entregar para o Trump. E aí o mais importante, amiga, a Casa Branca e o Trump não divulgaram a tal foto com o Flávio.
e nem nenhuma nota sobre o Flávio. A visita não estava na agenda do Trump. Os meus colegas americanos que cobrem Casa Branca não sabiam que Flávio estava lá dentro. Por quê? Porque a Casa Branca, amiga, chamou o encontro de foto OP, que é o Photo Opportunity.
literalmente oportunidade para uma foto, que é quando uma foto é tirada exclusivamente para gerar imagens positivas. Então, foi isso que aconteceu. E aí, mais uma curiosidade, com isso eu fecho, e essa é uma informação da jornalista Bela Megali, colunista do Globo, que revelou que, nesse papo rápido com o Flávio, o Trump falou do Lula.
Disse que tinha encontrado com o Lula e repetiu que tinha achado o presidente brasileiro um homem muito dinâmico. Esse mesmo adjetivo que ele já tinha usado em público quando o Lula saiu da Casa Branca no comecinho de maio. Então ficou muito claro que a visita do Flávio não vai atrapalhar a boa relação do Lula com o Trump.
Quando eu entrevistei o Lula há duas semanas, o Lula me disse que o Trump já tinha entendido a dinâmica dos Bolsonaro nos Estados Unidos e que respeitava ele e Lula como presidente de fato, mas a foto foi feita e era o que o Flávio queria, porque ajuda o Flávio na origem dele, na direita, né? Mas acho difícil que isso vire completamente a página da crise do Master, já que novas revelações têm aparecido, como você vai falar, né?
Amiga, então basicamente o que você está contando é que para desviar do assunto de que ele tinha ali uma irmandade com o Vorcário que pediu 134 milhões para ele, ainda não está claro para quê?
Ele foi tentar desviar desse assunto indo num que a gente chama de meet and greet, que é essa coisa que você paga para tirar uma foto com o cantor no camarinha, e parece que você é próximo. Eu super pagaria um meet and greet com o Bad Bunny, tirar uma foto com ele fingindo que a gente era amigo. Eu pagaria para o belo, para o cantor belo.
Eu acho que com o Belo você consegue sem ter que pagar, amiga. A gente pode fazer plantão no próximo show. Eu te ajudo. E aí o Flávio saiu dessa reunião dizendo também, ele postou uma foto dizendo que ganhou uma moeda.
que é uma moeda de honraria. É como se fosse um medalhão muito associado às Forças Armadas dos Estados Unidos e que o Flávio disse que foi um sinal de reconhecimento, de muito prestígio, que só é dado a aliados essa moeda.
Quem quiser ter uma, vende na lojinha a 300 metros da Casa Branca. Custa R$19,95. Dólares, né? Fica aí para quem gosta de memorabilha política. Mas aí, quando ele saiu do encontro, ele também foi falar...
para os jornalistas, como é que tinha sido. E ele, em vez de falar que foi a convite do Trump, ele falou que foi a convite do presidente Lula. Então ele falou, eu fui lá a convite do presidente Lula. Foi mais uma vez, foi um convite oficial do presidente Lula. Ele estava ali com dois assessores dele. O presidente Trump estava com dois assessores dele. Na psicanálise, a migato falho é uma interferência de desejos.
mas a gente não está no divã, a gente está dando notícia. Então, voltando à notícia, o Eduardo Bolsonaro acabou também tirando o foco do irmão dele porque o Intercept revelou que ele mora numa mansão avaliada em mais de 6 milhões de reais em South Lake, no Texas, e nessa casa com quatro quartos, piscina, acesso a um clube que tem quadra de tênis, lagoa.
E essa casa estava para alugar no ano passado, eles encontraram o link, né? Estava aí com um valor de cerca de 30 mil reais mensais. E aí tem esse outro lado, uma coisa não está conectada à outra, pelo menos não ainda, né?
Mas a Polícia Federal está investigando se o recurso que o Vorcaro mandou para o Dark Horse, o filme do Jair, supostamente dinheiro que seria para esse filme, porque filme nenhum custa tudo isso, a não ser que seja um Scorsese ou algo do tipo, se esse dinheiro migrou para esse fundo do advogado do Eduardo Bolsonaro, na verdade para custear a permanência dele nos Estados Unidos.
Então, tem aí um buraco entre as duas situações que ainda não está preenchido, que a gente não sabe ainda o que vai provar ou não, mas esses dois pontos estão aí em atenção. E o Eduardo acabou falando que isso é dinheiro dele, é privado, ele é como qualquer outro cidadão e paga as contas dele, não tem que prestar contas para ninguém.
Mas ele foi pego na mentira, porque no dia 17 de maio ele tinha feito um vídeo dizendo que mora de aluguel, que está enfrentando dificuldades financeiras. Mas quem que está em dificuldade financeira morando numa mansão de 6 milhões? E ele também fez um vídeo falando que os repórteres foram na casa errada, que ele precisou chamar a polícia. Mas o Intercept mostrou o vídeo que a gente vai colocar aqui. A mulher dele estava na casa.
vivendo nessa casa onde eles tocaram. E eles apenas perguntaram, queria saber se você mora aqui, se você gostaria de dar entrevista. E ela falou, não gostaria de dar entrevista, e o repórter foi embora. O que é isso? Oi, meu nome é Steven Monticelli, eu sou um repórter, eu trabalho com Intercept Brasil, e eu estava vindo para ver se você e Eduardo estivéssemos em casa e estivéssemos para falar comigo. Oh, não, não vamos falar, Eduardo não está aqui. Ele não está aqui, mas você está vivendo aqui. Ok, obrigado.
Então, essa coisa de ser pego na mentira, de novo, o Flávio Bolsonaro, parte do desgaste que ele teve com os eleitores, foi por ter sido pego na mentira. Tem a questão do dinheiro e tem a questão de ter dito que não conhecia o Vorcário e, no final, ser irmão do Vorcário e ter pedido todo esse dinheiro para ele.
O que me leva a falar dessa pesquisa fresquinha que fechou ontem do meio com ideia Big Data, que a chamada é, o principal da pesquisa é que o Lula abriu uma vantagem no segundo turno contra o Flávio, outras pesquisas já tinham mostrado.
No caso dessa pesquisa, é uma diferença de cinco pontos, já está fora da margem de erro. Então, essa é a primeira vez que o Lula aparece com folga real na pesquisa do Big Data, mas as pesquisas do Atlas e Data Folha tinham dado também sete, quatro. Então, mostra uma cristalização dessa vantagem.
E aí, vou falar de alguns detalhes que tem na pesquisa, que, por exemplo, o áudio do Vorcaro com o Flávio, no caso, o Flávio chamando o Vorcaro de irmão e cobrando o pagamento do restante do dinheiro, ele chegou a muita gente. Então, na pesquisa do Big Data, 60% da população viu ou ouviu muita coisa ou alguma coisa sobre o caso.
E desses que ouviram, 44% saíram com uma opinião pior sobre o Flávio Bolsonaro. E aí a pesquisa diz que só 33% acreditaram na versão do Flávio, de que é um patrocínio privado sem ilegalidade. Um detalhe importante é que a queda do Flávio nessa pesquisa Big Data foi especialmente forte entre jovens.
16, 24 anos, centro-direita e renda acima de 5 salários, que são grupos que ele precisa para ganhar no segundo turno. Então, isso aqui é um ponto de atenção. Outro problema para o Flávio, que já vinha sendo mostrado em outras pesquisas, é que ele tem uma rejeição estrutural. Então, o Lula tem uma rejeição grande, que é não votaria de forma alguma. Então, aqui nessa pesquisa, não votariam no Lula 46,7%. Então, aqui na frente, eu vou fazer um ponto de atenção.
o que deixa o presidente com uma margem pequena para conseguir ganhar votos para ganhar uma reeleição. O Haddad, que poderia ser um nome do PT, também tem uma rejeição grande, 42%. Mas a questão é que eles estão carregando há décadas essa rejeição, uma rejeição que foi construída.
O Flávio, para ser um primeiro candidato de primeira vez, já é um teto bastante preocupante, né? Porque quando você vai ver outros candidatos da direita, por exemplo, o Caiado, a Michele, eles não têm rejeição alta, né? Porque eles são pouco conhecidos, você só rejeita quem você conhece. Então, o Flávio tem esse problema, ele está herdando já uma herança de 40% das intenções de voto.
que em geral a direita tem, mas ele também tem uma rejeição muito grande. Outra coisa que chama atenção na pesquisa, que a gente já tinha começado a ver em outras, é que quando você faz uma pesquisa espontânea, eu falo, Marina, em quem você vai votar? E não te dou opções de candidato, a pessoa tem que dizer quem vem à cabeça. Alguns candidatos como Caiado, a própria Michele, o Zema, no caso, Caiado, governador de Goiás, e Zema, governador de Minas.
Então, por exemplo, o Caiado só tem 2% das intenções de voto quando é espontâneo. Mas quando você coloca como opção de segundo turno só tem Lula ou Caiado, o Caiado sobe para 40% das intenções de voto. A mesma coisa o Zema, ele tem menos de 2% como espontânea, mas aí ele cresce para 37%. A Michelle tem quase zero na espontânea, mas quando o pesquisador fala, segundo turno é Lula contra Michelle. Lula contra Michelle.
ela vai para 40% de intenção de voto. Então, o que isso está mostrando? Que o Flávio está na frente, mas ele poderia ser qualquer outro candidato da direita que já herdaria esses 40% de intenção de voto. É o voto anti-Lula, né, amiga? É o voto anti-Lula. Então, qualquer candidato que se coloque anti-Lula no segundo turno poderia ter essa base de 40%. Não, não.
Então, todos poderiam ter essa base de 40%, mas ele, entre todas as possibilidades, é quem tem a maior rejeição e que agora está tendo que responder por tudo isso. Então, ele vai virando um candidato bem complicado para os aliados continuarem apostando de que ele é o mais competitivo. Só que o negócio é que, se ele sai agora, a dependência que a direita tem hoje do sobrenome Bolsonaro...
vai para as cucuias, né? Porque, bom, está todo mundo apoiando porque achando que é o nome do Bolsonaro que segura. Mas o que segura é o antilulismo, né? O antipetismo. E aí, para encerrar, no caso, só para também falar, a vida do Lula não está fácil, né? Ela melhorou um pouco, mas ela não está fácil. Então, a aprovação dele continua ali parada, melhorou pouca coisa. E ele também tem esse teto real, né? Ele não consegue crescer, mesmo quando os adversários são fracos. Ele continua...
muito, muito não, totalmente dependente nesse eleitor do centro, que é o indeciso, sem posição, o que poderia votar para um lado ou para o outro. E aí, mais uma vez, a gente recomenda que vocês vejam o episódio que a gente fez com o Maurício Moura, que é do Ideia Big Data, falando quem são esses 4 milhões de brasileiros que podem definir a eleição para a gente entender o que realmente está em disputa. É isso, amiga. Perfeito. Então vamos? Vamos, até semana que vem.
Boa noite.
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