Episódios de Duas e Tanto

Lula encontra Trump nos Estados Unidos e diz que foi "amor à primeira vista"

07 de maio de 202622min
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Neste episódio de Duas e Tanto, Carol Pires e Marina Dias comentam o encontro entre Lula e Donald Trump na Casa Branca — marcado para esta quinta-feira, 7 de maio. Depois da reunião, Trump chamou Lula de "dinâmico". Lula disse que foi "amor à primeira vista".

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Assuntos6
  • Encontro Lula e TrumpLula · Donald Trump · Casa Branca · Amor à primeira vista · Tarifas comerciais · Combate ao crime organizado · Guerra no Irã · PIX · PCC · Comando Vermelho · Democracia brasileira · Soberania do Brasil · Intervenção nas eleições do Brasil
  • Política de Ciro GomesCrise institucional · Pesquisas eleitorais · Mudança de assunto · Liderança internacional · Relação com os Estados Unidos
  • Política de TrumpGuerra no Irã · Popularidade · Agenda positiva · Rei Charles III · Lutadores de UFC
  • Cooperação contra crime organizadoLavagem de dinheiro · Tráfico de armas · Organizações terroristas · Sanções · Intervenções militares
  • Oposição interna ao Trump sobre guerra no IrãDiálogo · Conselho de Segurança da ONU · Paz · Mediação
  • Hábitos alimentares de Donald TrumpMcDonald's · Salada de alface com laranja e abacate · Filé mignon grelhado · Pêssego caramelizado
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Hoje a gente está gravando bem mais tarde. Normalmente a gente grava de manhãzinha e agora já são seis da tarde. A gente nunca tinha gravado tão tarde. Mas porque o Lula foi encontrar com o Trump. Eu não sei nada. Hoje eu vou te entrevistar. Não sei nada. Esse é o meu dia corrido. Você vai ter que me contar tudo.

E você vai me contar como é que foi o encontro, o que aconteceu lá, por que isso aconteceu agora e o que saiu de notícia. Bora? Bora! Então eu sou Carol Pires. Eu sou Marina Dias. E esse é o Duas e Tanto.

Todas as terças e quintas, eu e a Carol, a gente se liga para falar de um tema da política que está bombando de um jeito fácil, acessível, para que todo mundo consiga acompanhar com a gente. Esse é um podcast bem rapidinho, é o tempo de você passar um café.

Sigam a gente no canal da Carol no YouTube, arroba Pires Carol. Sigam a gente no Instagram, arroba Duas e Tanto, e em todas as plataformas de áudio. Duas e Tanto é uma produção da Zarabatana Estúdio e distribuição do Estúdio Novelo. E entrem em www.duasetanto.com para se inscrever na lista de espera para poder entrar no nosso clube Duas e Tanto. Lá no site tem todas as informações. As vendas começam semana que vem.

Uhul! Animada! Amiga, vamos lá. A gente só tinha deixado pra fazer esse episódio, excepcionalmente, à tarde. A gente queria ter gravado duas da tarde, porque tava programado que o Lula iria encontrar o Trump e eles iam dar uma entrevista juntos e não foi nada disso e por isso estamos às seis da tarde gravando isso. Me conta, primeiro, o que ele foi fazer lá e, bom, o que aconteceu?

Claro. Então vamos lá, gente. O encontro entre Lula e Trump tão esperado aconteceu nesta quinta-feira, dia 7 de maio, na Casa Branca. Eu estou conversando com gente em Brasília e em Washington desde o começo da semana até agora, assim, até há poucos minutos, para entregar todas as informações quentinhas nessa nossa chamada.

O que eu queria dizer inicialmente é, o governo brasileiro estava tentando esse encontro pessoalmente entre o Lula e o Trump desde março, amiga. Mas o governo americano disse que estava sem tempo irmão por causa da guerra no Irã e aí as negociações deram uma esfriada. Mas na semana passada, no feriado do 1º de maio, o Trump ligou para o Lula aqui em Brasília e falou, Vem aqui quinta, cola aí, quinta-feira, foi papum mesmo.

Por isso que foi meio de repente, foi tipo, chega aí para mudar de assunto. Exatamente, amiga, gênia, né? Então ficou tudo meio corrido de última hora, mas o governo brasileiro comemorou porque o momento político dessa viagem para o Lula ficou muito bom e eu vou explicar por quê. Que você se lembra, amiga, que no ano passado o Lula se encontrou com o Trump na Malásia.

Falou com ele algumas vezes também no telefone e conseguiu reverter boa parte daquelas tarifas que os Estados Unidos tinham colocado sobre os produtos brasileiros. A pedido do Eduardo Bolsonaro, o bananinha.

Exatamente, um tarifácio que foi essa tentativa totalmente furada, no fim das contas, do Trump de parar o julgamento do Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Pois bem, naquela época o Lula deu a cartada, viva a soberania do Brasil, aqui os Estados Unidos não se metem e a popularidade do Lula subiu, foi o melhor momento dele nesse terceiro mandato.

E agora, como a gente sabe, o Lula está num momento político bem delicado, depois da rejeição do Messias pelo Congresso para a vaga no STF, que escancarou uma crise institucional. A gente fala bastante disso no episódio de quinta-feira passada. E, claro, as pesquisas mostrando Flávio Bolsonaro, filho do Jair, empatado com o Lula num eventual segundo turno.

Então, amiga, o Lula precisava mudar de assunto, como você falou. O Lula precisava de um boom, né? E foi esse boom que ele foi buscar nos Estados Unidos, tentando emplacar essa ideia de eu tenho a força, eu tenho a força política, né? Eu sou um estadista, eu sou recebido pelo presidente dos Estados Unidos, eu negocio o que interessa para o Brasil.

inclusive com a extrema-direita internacional. Então ele quis dizer, eu sou o governo brasileiro, não os bolsonaristas que ficam aí matracando na orelha dos americanos, né? Não, mas o Lula muda de assunto, porque ele estava precisando de um up, como você falou, e o Trump muda de assunto porque... É isso que eu ia falar agora, exatamente. Não quer falar de Irã...

Chamou o querido lá. A guerra no Irã tem desgastado muito o Trump internamente, amiga. A gente já falou aqui que a maioria da população americana é contra a guerra. Então, a popularidade do Trump está despencando nas últimas semanas.

e chegou no seu nível mais baixo. Então, o que o Trump percebeu? Que ele precisava tentar mudar de assunto e resolveu receber uma galerinha na Casa Branca, uma galerinha bastante diversa. Quem? Ele recebeu em uma semana o rei Charles do Reino Unido, o Lula e lutadores de UFC.

Assim, para ficar dinâmico mesmo, né? Que são bem trampistas, né? Os lutadores de UFC, sim. Os lutadores de UFC, sim. Bom, então, para resumir, era uma agenda positiva para os dois. Então, vamos lá o que rolou na reunião.

A reunião no Salão Oval da Casa Branca estava prevista para durar 45 minutos, mas durou quase uma hora e meia. E depois, amiga, eles ainda foram para um almoço, seguiram conversando e esse encontro ao todo durou três horas, passando por vários assuntos, tarifas, combate ao crime organizado, Cuba, terras raras e guerra no Irã.

O Lula, ele pediu para falar com a imprensa só depois do encontro, não antes como o Trump gosta de fazer. O Lula acha, amiga, que antes do encontro receber os jornalistas atrapalha, porque a reunião demora para começar e quando começa não rende. Então ele pediu diretamente para o Trump que a imprensa só entrasse depois e o Trump topou.

Mas no fim, depois de quase três horas, não deu tempo de fazer a coletiva conjunta. O Trump já tinha outra agenda e o Lula tinha que dar uma coletiva para a imprensa na Embaixada do Brasil, lá em Washington, antes de embarcar de volta ao Brasil, que ele embarca hoje mesmo na quinta-feira. Então cada um fez a divulgação sobre a reunião como quis.

O Trump postou na rede social dele que fez uma reunião muito produtiva com o dinâmico presidente do Brasil. Chamou o Lula de dinâmico. E disse que... Que escolha peculiar de adjetivo.

Pois é, também achei. E disse que falou de comércio, especialmente sobre tarifas. Não deu mais detalhes, mas aí a gente consegue todos os detalhes na coletiva do Lula. Que o Lula estava de super bom humor e falou por quase uma hora na Embaixada do Brasil. E aí ele explicou alguns desses temas debatidos. Então o que ele falou?

Que a reunião foi ótima, que a relação dele com o Trump só evolui. Para a gente lembrar, esse é o terceiro encontro pessoalmente entre os dois. E o Lula falou que o Trump disse que tem química, e então ele e o Lula falou que foi amor à primeira vista. Ai, gente, não dá. Não dá. Mandou essa.

Mas ele quis mostrar, amiga, que ele se entende com o Trump, mas que ele também pode discordar do Trump. Ele quis marcar que não é uma relação de subserviência como era no caso do Bolsonaro. Então, para a gente entender, o Lula tinha duas prioridades nesse encontro. Cooperação no combate ao crime organizado e tentar fazer com que os Estados Unidos parassem as investigações comerciais contra o Brasil, que podem gerar novos... Investigações, não.

investigações comerciais. Como assim? São investigações comerciais. Os Estados Unidos abrem umas investigações comerciais não só contra o Brasil, contra vários países, contra o que eles dizem que são práticas ilegais ou desleais do Brasil em relação aos Estados Unidos. O PIX, por exemplo...

As empresas de cartão de crédito americanas reclamam que o Banco Central Brasileiro dá preferência ao PIX nas transações e aí prejudica as empresas de cartão de crédito americana. E essas investigações estão rolando contra vários países, mas também contra o Brasil. Então, o Lula queria que essas investigações se encerrassem para que os Estados Unidos não tivessem espaço para colocar novas tarifas contra o Brasil.

E o Lula disse que ficou otimista, amiga. Acha que os Estados Unidos não vão aplicar novas tarifas sobre o Brasil. Ele falou que entregou para o Trump um documento mostrando que os Estados Unidos têm vantagens sobre o Brasil nas relações comerciais.

O Trump rebateu, falou que o Brasil cobra muito imposto, o Lula falou que não é bem assim. Então, os dois tiveram divergências sobre isso, mas o Lula falou que ficou otimista porque eles montaram um grupo de trabalho para resolver o assunto em 30 dias. O Lula falou que quem tiver errado vai ter que ceder. E os números mostram que o Brasil realmente tem desvantagem comercial em relação aos Estados Unidos.

Sobre o crime organizado, amiga, a segunda prioridade do Lula nesse encontro. O Brasil quer se colocar como um parceiro para cooperar com os Estados Unidos no combate ao crime organizado e não ser um alvo dos americanos. O Lula disse que o Brasil pode contribuir no combate à lavagem de dinheiro, tráfico de armas e falou que entregou essa proposta ao Trump. A questão...

A expectativa, na verdade, era que eles fossem debater essa possível classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. Esse é um papo que rola no Departamento de Estado americano.

principalmente nas alas que têm contato com os bolsonaristas. E estava preocupando os diplomatas brasileiros, né? Porque qual seria o problema de declarar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas? Abre espaço para mais sanções e até intervenções militares, de fato, dos Estados Unidos no Brasil. Só que o Lula disse que eles não tocaram nesse assunto, porque o Trump não puxou e o Lula, como sabe, que era um assunto polêmico.

também deixou para lá. De toda forma, o Lula falou, disse para o Trump que não há assunto tabu, que o Brasil não abre mão da nossa democracia nem da nossa soberania, mas que eles poderiam falar de tudo, inclusive sobre assuntos que eles discordam, como guerra no Irã, Venezuela e Cuba.

O Lula disse que o Trump falou para ele que não vai invadir Cuba. Amiga, eu achei essa uma declaração muito importante, mas vai contra o que o Trump tem falado publicamente. O Trump tem dito que vai invadir Cuba, mas para o Lula ele disse que não.

Ele abaixou um pouco o tom nessa coisa de invadir Cuba. Logo depois da invasão ali na Venezuela, esse assunto ficou bastante quente. Mas acho que, como você falou, a popularidade dele caiu com a guerra no Irã e agora invadir Cuba já pegou mal lá. E agora invadir Cuba, os próprios republicanos começaram a reclamar. Se é a América first...

primeiro a América, o que você está se metendo em problemas de outros países, né? Tem também essa influência aí nessa declaração. É isso, amiga. E o Lula também disse que ele não é ingênuo em achar que o Trump vai mudar o jeito de ser só porque se reuniu por três horas numa nice com ele. Mas ele, Lula, disse que externou as posições...

nas quais ele não concorda com o Trump. Ele disse sobre a guerra do Irã, que é preciso buscar um diálogo, que o Conselho de Segurança da ONU precisa se reunir, que são só cinco integrantes permanentes no Conselho de Segurança da ONU e que eles precisam se reunir e decidir pela paz, que sai mais barato, nas palavras do Lula. Que escolas não vão ser destruídas, crianças não vão morrer, que é melhor negociar desta forma.

O mais barato nesse sentido. No sentido de mais vidas e paz. Mas o Lula reconhece que eles não têm interesse, então não vê muita saída. Mas, de toda forma, o Lula falou que se colocou como um intermediário, um mediador, se for necessário. Mas sabendo que o Trump não vai rever.

posições belicosas que o Trump tem mesmo essa postura. O meu colega do Washington Post, que estava na coletiva do Lula, perguntou sobre uma possível intervenção do Trump nas eleições do Brasil. Amiga, que a gente sabe que essa é uma preocupação do Lula. Que bom que ele perguntou.

conversamos antes, né? E aí eu falei que essa era uma... Olha, Eva. Que essa era uma preocupação do governo brasileiro, inclusive do Lula. E aí o Lula disse que não acredita numa intervenção do Trump nas eleições no Brasil. E a aspa do Lula foi eu acredito que ele vai se comportar como presidente dos Estados Unidos e respeitar a escolha do povo brasileiro. Então, me parece...

uma vontade, né? Otimista. Ele saiu da reunião, amiga, se dizendo otimista, dizendo que ele quer que os Estados Unidos olhem para o Brasil de novo como um parceiro, e não olhe para o Brasil como para outros países da América Latina, só como um país em que você tem que combater o crime organizado, que você pode interferir na política interna desse país.

que a América Latina não é bagunça. Basicamente, foi essa a mensagem do Lula para o Trump, mas isso num tom bem amigável. Amiga, de novo, foi uma conversa de muito tempo, em que eles conversaram por bastante tempo nesse clima amistoso. E na hora da foto, você pode ver que o Trump está sorrindo assim, na foto divulgada dos dois.

Mas não é assim que ele sorri em geral? Ele sorri muito pouco. E aí o Lula brincou. Eu disse pra ele sorrir. Eu pedi pra ele sorrir na foto. E eu falei que era muito melhor um Trump sorrindo do que um Trump de cara amarrada. E o Lula emplacou mesmo essa foto do Trump dando essa risada. Não sei o que achar disso. A gente vai botar aqui. Eu imitei pra quem estiver vendo o vídeo. Mas a gente vai botar aqui a foto deles.

E aí foi isso, amiga. O Lula sempre teve muita ambição de ser esse personagem com capacidade de fazer diplomacia internacional. Então, um pouco nos primeiros governos, porque tinha aquela ola rosa, que a gente chamava onda rosa, de governos progressistas de esquerda. Essa esquerda que ainda variava ali no espectro democrático, que tinha de Venezuela a Uruguai.

ali era um pouco mais fácil para ele ser esse porta-voz global, teve aquele momento que ele também tentou negociar com o Irã, quando ainda era o armadinejado. Em 2010, amiga, e você acredita que ele levou esse acordo para o Trump, entregou e disse, olha, em 2010 eu tentei esse acordo, o Irã se comprometeu a não produzir armas nucleares, mas o Obama derrubou o acordo. Lê aqui, e o Trump falou, vou ler hoje à noite.

Vai, vai sim. Curioso que o Lula se dava melhor com o Bush do que com o Obama, né? Apesar do ter aquela cena do Obama falar, esse é o cara, o cara mais popular do mundo. Mas, assim, realmente de se encontrar e de falar era com o Bush. E aí, curioso que venha essa relação logo com o Trump, essa pessoa antidemocrática, extremista. Amiga!

Mas é porque o Lula é muito pragmático, né, amiga? Então eu acho que ele quer se colocar como esse líder que é capaz de conversar com absolutamente todo mundo, inclusive pessoas do espectro político oposto ao dele, como é o Trump. E ele sabe que os Estados Unidos são a maior potência do mundo.

E, obviamente, ele quer isolar o Flávio Bolsonaro e os bolsonaristas nesse lugar de não, não são vocês que são os interlocutores com os Estados Unidos. Eu tenho relação direta e pessoal com o presidente dos Estados Unidos. É esse o recado, né? Tira muito o discurso deles, né?

Mas também tem que naquele momento em que o Eduardo Bananinha Bolsonaro foi lá pedir por tarifas, achando que isso ia resolver o julgamento do pai dele por tentativa de golpe de Estado pelo qual ele foi condenado.

Naquele momento, esse era o assunto, né? Então, o Lula ter resolvido aumentou a popularidade dele, mudou de assunto. Vamos ver como é que isso, neste momento, né? Em que as tarifas já não estavam, assim, na pauta do dia, o efeito que vai ter esse encontro do Lula realmente com o Trump, mas gol pra ele, né? Gol, exato. Não houve nenhum anúncio.

de acordo firmado, assinatura de qualquer tipo de coisa. Isso já tinha sido antecipado para mim, por alguns diplomatas brasileiros, de que não haveria assinatura de nada, que o importante mesmo...

era a foto e era essa mensagem de força política do Lula nesse momento delicado interno. E para o Trump também serviu porque ele pode mudar de assunto, já que a guerra tem também desgastado muito ele. Então para o Trump também, de uma certa forma, foi interessante não ter a coletiva conjunta, não ter dado tempo de fazer a coletiva conjunta.

Porque ele ia ser muito questionado sobre guerra e sobre assuntos que talvez agora ele não queira falar. De novo, Trump é Trump e amanhã ele pode voltar a falar da guerra tranquilamente. Mas hoje era um assunto que ele queria evitar e conseguiu. Aquele momento em que fazer uma foto já é a política almejada, né? Legal, amiga. Então vou correr para editar porque já são seis e meia.

Posso falar só mais uma coisa? Ah, pode. Eu queria falar sobre os hábitos alimentares do presidente Donald Trump. Ah, fala, fala, fala. A gente sabe que o Trump se alimenta muito mal, ele adora comer McDonald's, né? Que, enfim, todo mundo gosta. É o problema da extrema direita? Porque aqui o Bolsonaro comia pão com leite condensado. Mas hoje eu peguei aqui o cardápio servido no almoço.

Então foi salada de alface com fatias de laranja, abacate, um molho cítrico de entrada, prato principal foi filé mignon grelhado, purê de feijão preto, pimentão, rabanete e abacaxi, tinha opção vegetariana para quem não come carne.

E de sobremesa, pêssego caramelizado, panna cotta de mel e sorvete. E aí, amiga, o Trump ficou tirando laranja por laranja da salada, porque ele não gosta de fruta na salada. Como pronuncia laranja? Orange. Não, você falou agora laranje. Ah, laranja. Eu achei que era em inglês, não sei. Não. Enfim. Amiga, vamos contar como a Marta Suplicy pronuncia frutas.

frutas então eu acho que o Trump não gosta de frutas na salada é isso beijos até semana que vem

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