Histórias 2 - Um acontecimento inusitado
Hoje, eu trago a minha mãe, Angélica Crispino, para contar uma história singular e inusitada sobre o que eu fiz quando era muito pequena! Um especial com muito carinho para homenagear quem cuida de nós com tanto amor!
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- Historia do FrevoEpisódio de 'cagar na cabeça' · Amamentação e troca de fraldas · A relação mãe e filha
- Celebração da PáscoaSemana das Mães Luso-Brasileiras · Valorização do papel materno · Abraçar e valorizar quem amamos
- Histórias de punição infantilCocô no ombro do pai
Oi, tudo bem? Meu nome é Giovanna e essas são as histórias do Papo Entre A Gente. Aqui, acompanhada ou não, eu conto histórias minhas ou de outras pessoas que são interessantes, engraçadas e sempre vão trazer alguma coisa positiva pra gente no nosso dia. E aí, vamos lá? E aí, tudo bem? Hoje estamos aqui...
com uma convidada muito especial para celebrar uma data que está chegando, que já chegou, mas está chegando. Você vai me perguntar, Giovana, como assim já chegou, mas está chegando ainda? Está no passado, no futuro, no presente? Estamos vivendo no agora.
Na verdade, essa data especial é o Dia das Mães. Nós estamos aqui em Portugal, e o Dia das Mães em Portugal é o primeiro domingo de maio. Só que no Brasil é o segundo domingo de maio. Logo conclui-se que estamos no meio da Semana das Mães Luso-Brasileiras.
E nada melhor do que trazer a minha mãe aqui ao vivo, em carne e osso, comigo, não está digital. Maria Angélica, seja muito bem-vinda pela segunda vez no Papo, né? Muito bom estar aqui de novo com você, no podcast, e com você presencialmente, minha filha.
Nessa Semana das Mães Luso-Brasileiras. Que bom, a gente acabou de criar uma semana... Sim. Cross borders, assim. Além das fronteiras. Mas, enfim, hoje o episódio de histórias não é uma entrevista, não é uma reflexão, não. É uma história. Porque, mãe, eu queria conversar com você sobre um tema que aconteceu, que aconteceu comigo.
Aquela coisa, né? E essa história aconteceu comigo. E comigo também, pelo visto. Bonito, hein? Que bonito! Mas eu não lembro. Eu fiquei sabendo dessa história porque foi me contado.
Só que você lembra dessa história vividamente. Sim, participativamente, inclusive, da história. Não, acho que você participou passivamente. Ativo e passivamente da história. Só falando um pouco antes, a gente sempre teve uma relação muito boa, graças a Deus. Obviamente, nós tivemos as nossas complicações na época da adolescência. Complicações, digamos, brigas, assim, bobas, né? Essas coisas que acontecem. Ajustes.
Exato, principalmente nessa época, mas eu posso dizer que eu nunca caguei na sua cabeça, assim, porque muito adolescente caga na cabeça da mãe, né? Mas eu não sei se eu posso dizer nunca, né mãe? É. Eu nunca figurativamente caguei na sua cabeça. Não. Mas literalmente, e eu literalmente, literalmente... É, houve um episódio mesmo. Nossa.
aconteceu. E hoje eu queria que você falasse um pouco desse episódio pra nossa audiência. Então, você era muito pequena, né? E na oportunidade eu tive a benção de poder ficar com você praticamente. Eu não trabalhei na época. Não tinha nem um ano. Não, você devia ter uns três meses. Meu Deus! Era muito bebê, muito. Três meses e meio, quatro.
E minhas irmãs diziam assim, ser mamou até três anos, acho que muita gente sabe disso. Então eu achava massa. Toda oportunidade que você tem, você fala. Eu sempre achei um projeto surreal, uma produção além. Porque cresce tudo, o osso, cabeça, cabelo, a criança vai se interagindo com só leite até seis meses.
E num desses episódios de tarde eu estava em casa e uma das minhas irmãs estava comigo. Porque eu acho que elas não confiavam muito em mim para cuidar de você. Porque você me teve já depois de uma certa idade. Com 40 anos, mais de 40 anos, entendeu? Então assim... Filha única. Filha única e eu tinha uma vida completamente diferente, né? Eu trabalhei muito tempo em motorizadas, em ambiente corporativo, marketing. Eu não tinha, eu viajava, enfim.
E num desses dias, eu estava com uma das minhas irmãs no seu quarto, né? Acabou de mamar e elas diziam assim, tá dando mamar, ela vai fazer cocô, mas aí você muda porque naquela época você mudava o peito. Não muda não? Não, você tinha inclusive que lembrar da próxima mamada o peito que mamou menos. Isso pra mim sempre foi um problema sério. Eu achava que mudava no meio da mamada.
Às vezes era necessário... Sabe assim, sentou pra mamar. Em uma sentada você mama no chão. Isso, mas às vezes mama de 10 minutos, 15. Num e no outro já dá aquela moleza, mas muito bebezinho, você acaba mamando 10. Aí você tem que fazer o cálculo. Aí eu disse, qual foi o peito? Qual foi eu? Um peito pequeno, outro graças. É, o tamanho. Porque graças a Deus eu sempre tive muito leite e tudo. E aí numa dessas eu tava dando mamar.
E aí a minha irmã tava comigo, sentada, né? Você deu aquele tiro. Aquele tiro? É. Eu não sei.
entendeu? E assim, e aí ela falou, já bota no outro peito, que depois a gente troca, não, eu vou trocar ela, tudo mais, não sei o que, não, não, eu vou trocar, não, então deixa que eu troco, aí quando botou você no trocador, ela abriu a fralda, e era muita coisa.
Muito. E aí, o que que aconteceu? Normalmente, deu de cara com aquilo tudo. Aí, levanta a perninha, você começa a limpar, tira a fralda, e ela fala assim, ó, sujou um pouquinho aqui o coelho, porque tinha o trocador da colchoada e tinha um coelhinho sempre em cima.
Coelho é um tecido meio aflaneladinho fino, que você toca mais vezes. E aí, quando levantou as suas pernas, igual um franguinho assim, era em cima da sua cômoda. E eu abaixei. Ela pega um coelho que sujou um pouquinho, parei que trocar o coelho. É como se fosse uma cômoda, que você botou um bebê, só que essa cômoda tem tipo gavetas ou armários. Aí você abaixou para pegar as coisas. Aí eu abaixei para pegar os coelhos, ficava na terceira gaveta. E a minha irmã com você, esperando.
E aí ela levantou. Mas eu tava deitada, então. Tava deitadinha. Ela tava com a perna pro alto limpando. Aí eu abaixei, peguei o coelho. Quando eu vim voltando, a sua perninha pro alto virou de novo um tchá.
Na minha cabeça. Um chato. De merda. Ai, meu Deus. Mas era dourado. Ai, era dourado. Minha dente. Não. Porque beber quando faz cocôzinho assim... Porque tem leite. É só leite. Então é dourado mesmo. Só que eu fiquei com um topete.
Parecia que é de moicano. Aí eu só olhei pra ela e lembro que ela falou assim, fecha o olho. Não, peraí, peraí, porque ela foi com medo de escorrer, inclusive. Vai pro banho. Aí eu, tá bom. Aí eu estendi a mão, dei o coelho pra ela. E o coelho, vai daqui, vai tomar banho. Eu fui pro estuveiro, tomei banho, não sei o que, voltei. Aí ela falou, tá vendo?
Era pra te esperar, não sei o que. Ah, não. De noite, como é que você faz? Eu troco. Eu dou uma má noite, aí ela acorda, eu levanto, dou uma má meia-noite, pouca, mais ou menos, ela manda umas nove horas, depois ela manda uma meia-noite, e aí eu troco um lado e outro. Porque vocês não tinham esperado eu terminar de fazer cocô, no final das contas. É, devia ter mais. Devia não, com certeza. E o fato de levantar a perninha faz aquela posição. Do bebê, dos gases também. Porque foi um pac...
E pior é que assim, é muito interessante o que foi, quando eu cheguei no banheiro, eu já estava meio endurecendo. Ai, sério? Nossa, eu não adianto. E assim, olha, é aquela coisa, na época, né, pô, você tem 26 anos, de ter celular, fazer foto, porque realmente seria assim um registro.
Fantástico. Então, literalmente, você cagou na minha cabeça, minha filha. Uma vez. Mas eu aprendi a lição. Eu botava logo quando ia trocar, eu botava logo dois coelhos em cima do trocador, entendeu? Que história linda. Uma bela de uma exposição, mas é na Giovana Bebê. Não é? E bebês são fofos.
Eu amo Giovanna muito, né, minha filha? Cada período é uma Giovanna e a gente segue junto. E eu gosto muito dessa história. Essa história é muito interessante. Acho que ela é meio singular. Eu conheço o mesmo. Talvez, né? Será que é a única mãe? Não, eu conheço assim. Eu e o papai dizia que a gente ia muito para Friburgo quando era criança.
E eu devia ter uns dois anos. E ele dizia uma vez que, acho que vazou a fralda, porque ele botava a gente no cangote e ficava segurando. E eu fiz cocô no ombro dele. Eu me lembro disso. Acabei de me lembrar disso, velho Geraldo. Saudades eternas. Então é isso. Muito obrigada a vocês que escutaram. Feliz Dia das Mães. Acho que o Dia das Mães é uma coisa muito...
Muito fechado às vezes, né? Eu acho que o maternário é que tem que ser valorizado. Tem tanta gente que faz esse papel. Muita gente. Do carinho, da responsabilidade. Nossa, de várias profissões, inclusive. De várias profissões, de vários graus de parentesco ou não. Então, feliz dia do cuidado aos filhos, do amor. Que vocês possam, nesse domingo.
celebrar e se vocês tiverem essa oportunidade, né, porque algumas pessoas já perderam essas pessoas.
Porque a vida acontece, mas se você tiver essa oportunidade, se você puder, se você tiver essa relação, porque às vezes tem pessoas que não têm essa relação também, se você puder, abrace a pessoa. E se você não tiver essa pessoa que representa essa instituição, digamos assim, mãe, para abraçar, que você abrace as pessoas que você ama. Que você cuida. Muitas vezes, hoje em dia, a inversão é muito grande, né? Dos filhos cuidando dos pais, que vão envelhecendo. Então é uma oportunidade também muito grande.
Exato. Uma bênção. Abraça as pessoas e aproveite. Foi tal que eu falei no outro episódio de histórias. Aproveite pra estar com os seus e com as pessoas que você ama. Que são os tesouros que tem a ver, que eles carregam no coração. São os grandes presentes que a gente tem. Isso. E é isso. Então tá. Tchau, tchau.
Este podcast é uma produção de Papo Entre a Gente, roteiro de Giovanna Crispino e a trilha sonora é a melodia original da minha música Lies, criada e produzida por Marquinhos. Episódios novos todas as quintas-feiras. Obrigada pela audiência e até logo.