ETFs vs Bastter: Por que discordamos da lenda? | Stop Loss Talks #29
O Bastter é uma lenda do mercado financeiro, um cara que passa excelentes lições de investimento e que tem uma filosofia que admiramos muito, mas quando o assunto é o instrumento, temos visões divergentes. O Bastter acredita no Stock Picking, nós defendemos os ETFs como o melhor caminho para investir.
Neste vídeo, analisamos ponto a ponto as críticas do Bastter aos ETFs. Elas são mesmo justas? Será que eles são realmente caros? O ETF cumpre com a promessa de diversificação? Se você busca simplicidade e eficiência, precisa entender o que os dados dizem sobre tentar bater o índice com seleção de empresas.
Nosso intuito no vídeo é passar nossa visão com dados e estatísticas. Assista até o final para descobrir por que a simplicidade pode ser sua maior aliada no caminho da liberdade financeira.
00:03:39 ETFs são caros ou baratos?
00:12:38 A diversificação nos ETFs
00:17:26 ETFs não seguram posição
00:22:43 ETF ou stock picking: o que é mais simples?
00:30:15 Dá para bater o índice com consistência?
00:35:30 É mesmo difícil escolher empresas boas?
00:41:05 A ideia de ser sócio de uma empresa
00:44:14 Vale a pena investir em ETF de fator?
00:58:25 Considerações finais
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😎 A satisfação está na simplicidade. E ela se chama ETFs.
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Na bancada temos Fernando Kobuti, Geraldo Burigo, Joãozinho e Lucas Ibee.
No desenvolvimento do produto Diego Macedo.
- Estratégia de Investimento em ETFsImpacto dos custos compostos no patrimônio a longo prazo · Custos ocultos em ETFs (tracking error, spread, rebalanceamento) · Comparativo de custos entre ETFs brasileiros e americanos · Geração de receita adicional com aluguel de ativos em ETFs · Custo de oportunidade do Stock Picking (tempo, análise, spreads)
- Diversificação de carteiraConcentração em ETFs amplos (top 10, top 100 empresas) · Concentração em índices dominados por poucas empresas (ex: S&P 500) · Concentração em ETFs temáticos e de setor · O paradoxo da diversificação: fluxo de capital concentrado em poucos ETFs/índices/empresas · Alternativas de ETFs para diversificação (Equal Weight, Fator Qualidade) · A dificuldade de diversificar efetivamente com Stock Picking · Estudo sobre o número ideal de ações para diversificação
- ETFs de Fator e a Filosofia de BastterA crítica de Bastter a ETFs por não se adaptarem a critérios dinâmicos (ex: 10 anos de lucro) · A natureza passiva e sistemática dos ETFs vs. gestão ativa de fundos · O conceito de 'Factor Investing' (Qualidade, Valor, Dividendos) · A possibilidade de replicar estratégias de fator com ETFs · A comparação entre carteiras de qualidade e ETFs amplos · A ideia de que Bastter é um 'Factor Investor' sem saber
- Fundos ETF como estratégia inicialDefinições de simplicidade em investimento (escolher empresas lucrativas vs. comprar e esquecer) · A ilusão de controle e 'ser sócio' em Stock Picking · A simplicidade e paz mental proporcionadas por ETFs · Complexidade do Stock Picking (acompanhamento de notícias, balanços, narrativas) · O papel da volatilidade e a aversão do investidor brasileiro · A dificuldade de acertar o tempo de entrada e saída em ações individuais
- Filosofia e Perspectiva de InvestimentoA importância da convicção na estratégia de investimento · A citação de Warren Buffett sobre fundos indexados de baixo custo · A diferença entre ser um bom médico e competir no mercado de ações · A ideia de que o investidor é o pior inimigo de si mesmo · A importância de assumir responsabilidade pelas próprias escolhas de investimento
- Seleção e due diligence de gestoresEstudos SPIVA sobre a performance de gestores ativos em relação aos índices · A dificuldade de gestores profissionais em superar o mercado consistentemente · O argumento de que a maioria dos investidores perde para o índice · A comparação entre o desempenho de investidores individuais e fundos · O jogo de soma zero no mercado de ações
- Desfrutar do SimplesA simplicidade como aliada na busca pela liberdade
A grande questão das ações que realmente se valorizam ao longo do tempo não são as ações óbvias. E é engraçado que ele fala da concentração como algo ruim, mas ao fazer Stock Picking você está o quê? Concentrando. Olha só, você, Buster, não sabia, mas você é um Factor Investor, como o nosso grande Warren Buffett.
eu seguro muito mais um ETF do que eu ter 10, 20 empresas, eu tenho que ficar acompanhando porque surgiu uma nova tecnologia, um novo concorrente, será que essa empresa que pagou muitos dividendos vai continuar pagando?
O Buster é uma das lindas do mercado. Um cara que passa excelentes lições de investimentos. No entanto, ele fez um vídeo recentemente dizendo que não gosta e não aplica em ETFs. Nosso intuito nesse vídeo aqui é passar a nossa visão, outros pontos de vista, dados, estatísticas, porque talvez ele possa assistir e talvez até mudar a cabeça dele. Vamos ver. Será que conseguimos? Fala, pessoal. Seja bem-vindo a mais um episódio de Stop Loss. Como vocês estão?
Fala, galera. Tudo certo? Tudo tranquilo? Hoje a ideia aqui é realmente a gente falar algum... Não retrucar, mas passar o nosso ponto de vista com alguns argumentos que ele falou da estratégia do ETF, sempre com muito respeito. Então vai ser um episódio bem bacana. É, o Basta era ídolo, né, cara? Eu tenho um livro dele aqui, o Geraldo já participou da comunidade dele, a gente gosta muito da filosofia Geraldo Basta.
Mas a gente achou muito interessante fazer esse vídeo porque são dúvidas genuínas de alguém que já está no Stock Peak há muito tempo fazendo um bom trabalho, pensando no longo prazo e etc. Mas tem algumas questões que a gente queria tocar aqui exatamente para esse tipo de público entender algumas questões importantes sobre o ETF. Acho que vai ser bem legal para todo mundo.
Boa, Joãozinho. E ali o Buster também tentou trazer ali o máximo de dados, de argumentos, ele apresentou de uma forma para ele ali imparcial, então fez o due diligence aí, foi muito bom. Agora vamos...
falar aí um pouco a respeito. E só fazendo um parênteses aqui, que a gente estava no comecinho do episódio, eu falo aqui, eu sou fã do Buster, porque para mim ele está falando o óbvio, já faz 20 anos, e muito da filosofia do Buster, ele está muito alinhado com a gente, só, digamos, que o instrumento a ser utilizado, digamos assim, que a gente tem essa divergência. Ele acha que o stock pick é fácil, a gente acha que realmente para o ETF acaba sendo mais eficiente.
Enfim, vamos lá. Vamos ver os argumentos do Buster e vamos discutir com relação a isso.
Vamos passar vários pontos, ver o videozinho do Buster e a gente aqui debate e passa os pontos de vista. Mas antes, importante, clicar no botãozinho de inscrever, curtir, compartilhar, que isso está ajudando demais a gente aqui no crescimento do canal do YouTube, do Spotify, de qualquer outra plataforma. Segundo ponto, o jogo de ensaio de minimal também ou é só os três aqui da ponta? Tá, né?
Não, por enquanto não. Mas tudo bem, mas aproveitar que Stop Loss também tem a parceria com a Minimal, pode utilizar tanto o meu cupom, que é FK, coisa do Geraldo. Qual que é o seu cupom, Geraldo? Geraldo Burgo.
Exatamente, então pô Camisetas confortáveis Que não pegam, como fala Bolinhas, não precisa passar Enfim, vale a pena o teste E tem social também, viu? Tem social, eu tenho a minha E chegou lá pro Joãozinho Não é gostosa vestir? Muito boa, diferente
excelente. Além da social que o Jôzinho falou, tem um Apollo também, com material novo, gostei bastante, recebi da Minual Club, vale muito a pena. Chega de enrolação, vou compartilhar minha tela aqui para passar pelo primeiro ponto, que é sobre custos, tá? Vamos lá. É menor que dos fundos, é verdade, normalmente, mas é enorme. Porque você não sabe o que é um custo de 0,5%, um custo de 1%. Você tem a fantasia que um custo de 1%, você vai perder 1% do seu patrimônio. Mas os custos são compostos.
Então, só um exemplo. 100 mil por 38% ao ano dá quase 1 milhão. Se você botar uma taxa de 0,5%, já vai por 875, você perdeu 13%. Se for 1%, você já perdeu 25%, como está aqui. 1% em 25 anos, já perdeu quase 1%. 50 anos é meio exagerado, 40%. Aqui estão os fundos com aquela taxa de 2%. Em 25 anos, já perdeu quase metade do seu capital para as taxas. Como eu falo para vocês, o objetivo de fundo é sustentar gestor. Então, praticamente metade do dinheiro vai para o gestor.
Mas você fala, ah, mas a maioria dos ETFs só fala 0,5%. Então, tem os ETFs com taxa bem baixa, realmente.
Vamos ser justos, temos ETF com 0, 2%. Tá bom, em 25 anos você perdeu 5%, não é o fim do mundo. Mas o problema são as taxas ocultas. O de 0,5% vai para 1%. Então, não faça conta com a taxa que eles oferecem. Então você tem uma série de custos ocultos, treca e erro. A diferença entre o ETF é o retorno do índice que ele replica. Por causa de taxa de administração, custos operacionais, imperfeições na replicação, nem sempre consegue replicar exato.
Spreads de negociação, como o ETF tem que girar. Se girar, vai ter custo. E um dos custos é o spread, é o centavinho. Ordem de compra, 5,20? Não, ordem de compra.
5,20, ordem de venda, 5,21. Você tem que comprar, porque você vai pagar o centavinho. E isso num ETF de quantidades enormes, isso tem um custo. O que eles chamam de splitage? O negócio fechado pior do que se esperava. Pode acontecer, o mercado mexe naquele momento. O custo do rebalanceamento, compra no topo e vende no fundo, vai fazer isso diversas vezes. E o índice reconstrução drag, o arrasto de reconstrução do índice. Empresas ficam entrando e saindo e você tem que ficar ajustando.
Tudo isso vai provavelmente dobrar a taxa. Uma taxa de 0,5% vai para 1% e você acha que está pagando 1,5%. A taxa de 1%, você está perdendo uns 25% em 30 anos.
E os menores, os nichados, os do Brasil, o custo pode botar o dobro. Por isso, os custos ocultos, porque tudo isso fica mais caro. E os menores, os nichados, os temáticos, têm de já cobrar uma taxa maior. E tudo isso fica mais caro. E, entenda bem, o ETF não retorna índice. Se tudo der certo, ele vai perder ali, se o índice dá.
10% ao ano, ele vai dar 9, vai dar 8,5 e tal. Não vai retornar o índice por definição, porque ele tem taxa e tem custos. E ele não pode, até tem outro que pode, mas esse não é o objetivo do ETF. Ele não pode tentar vencer o índice. Geraldo, qual é o seu ponto de vista sobre esses pontos levantados? Cara, eu concordo com o que o Buster fala. Custos importam e muito.
É a nossa bandeira aqui de a gente sempre priorizar instrumentos de baixo custo, certo? Todos aqueles dados que ele falou ali com relação ao impacto que causa num patrimônio ao longo do tempo são realmente dados reais, certo? Só que eu acho que talvez ele tenha se equivocado em ter, digamos que, exagerado um pouco nos custos ocultos de um ETF. Porque sim, aqui no Brasil, os ETFs têm uma taxa de administração, digamos que, um pouco mais alta, principalmente quando comparado ao exterior, já que é um mercado novo, certo?
Tá, mas o custo oculto que ele fala, ele fala, uma hora no vídeo ele diz que, simplesmente, uma taxa de administração de 0,5% ao ano, ela vira 1%. E ali eu senti falta realmente de dados. Aonde? Aonde que tem esse custo aí? Eu não estou enxergando.
porque a gente consegue mensurar isso aí comparando exatamente o ETF com o índice que ele se propõe replicar. E quando a gente começa a fazer essas análises, que é o tracking error que a gente fala, a gente não enxerga esse custo oculto que ele está falando. O que ele disse está certo, realmente quando um ETF vai, digamos, atualizar o índice, ele vai fazer algumas recompras, sim, tem um custo de spread, sempre tem algum custo de reconstituição.
mas eu acredito que ele tenha exagerado um pouco nesse custo final do ETF. Então, ou seja, tanto que eu vou dar um exemplo aqui, a gente pega um ETF lá nos Estados Unidos. Lá nos Estados Unidos, os ETFs são extremamente baratos. Se a gente pegar o SPY, o SPY, que é o primeiro ETF que foi lançado no mercado americano em 1993, e hoje ele tem um custo, se não me engano, de 0 para 0,5.
0,04% ao ano. Então é realmente um custo muito baixo. E quando a gente compara o desempenho do ECTF com o S&P 500 nesses últimos 30 anos, praticamente um pouquinho mais até, cara, a performance é exatamente a mesma. Então, ou seja, o custo da taxa de administração ali, ela já foi, digamos que mínimo, certo? É um valor muito baixo.
E até, digamos, a gente sabe que o ETF pode alugar os ativos dentro do fundo e gerar um ganho adicional. Então, tu consegue, às vezes, até eliminar um pouco esse custo da taxa de administração. Por isso, eu acho que eu concordo com ele. Os custos realmente impactam demais na construção de patrimônio, porém, eu acho que ele exagerou um pouco com relação aos custos ocultos dos ETFs. Não é isso que ele está falando. E a gente tem formas de medir isso através do tracking error, comparando o índice, certo que o ETF se propõe a seguir, realmente com a performance do ETF.
Tem vários ETFs, aqui mesmo no Brasil, que o ETF rende mais do que o índice, porque aluga os ativos, dá para alugar também o seu ETF, enfim. Mas sabe o que eu acho que ele não está considerando? Porque eu, quando eu aloco no ETF, qual que é a minha ideia? Vou aplicar no VT, mais de 9 mil empresas. Imagina o custo, não só de dinheiro, mas operacional, imagina ter que comprar as 9 mil empresas, fazer toda essa diversificação.
Vocês têm noção disso? Seria humanamente impossível, na minha visão, fazer isso. E o ETF... Se tiver 100 empresas na tua carteira, imagina tu comprar todo mês, sei lá, 40, 50 empresas. E tudo tem spread. Imagina um monte de custo ali. Spread, também tem spread ali.
Tem spread, tem o custo do meu tempo, tem o custo... É um negócio, sinceramente, que essa questão de pegar... É que eu acho que ele ainda não entendeu o valor de comprar a cesta inteira de ativos que mais para frente vai entrar. Joãozinho, o Lucas quer complementar alguma coisa nessa parte de custos ou podemos ir para o outro ponto?
Só que é muito fácil você verificar qual é o custo total do ETF, porque isso é transparente, você tem essa facilidade de ver lá, por exemplo, a taxa de administração, e o tracking error você vai ver quando compara o índice com o ETF. Você vê lá na tela isso. E agora, dizer que dobra o custo do ETF...
Tem que trazer as evidências para isso. Até porque o que ele falou do spread, em alguns locais também consegue achar essa informação, principalmente para ETFs lá dos Estados Unidos. Por exemplo, eu peguei aqui um ETF de qualidade, que vai ser a pauta mais para frente, e é um ETF de fator. Então, ele já tem uma taxa de administração um pouco maior do que os ETFs amplos.
E mesmo assim, o que aumentou de spread foi só 0,01. Então, a taxa dele de administração é 0,15, que já é muito baixo, e foi para 0,16, considerando o spread, que eles chamam de Total Cost of Ownership. Então, isso já está bem disponível.
Só um efeito de curiosidade aqui, vai ficar antes de tu passar para o próximo. Lá nos Estados Unidos a gente tem ETFs que custam 0,05, 0,06. Mas só para passar um número aqui para o nosso ouvinte, se tu tiver um ETF que tem um custo de 0,1, ou seja, 0,10% ao ano, aqui já é acima de vários ETFs que a gente tem nos Estados Unidos. Depois de 30 anos, esse custo ia representar um valor de 2% no teu patrimônio.
30 anos, somente 2%. Agora, se tu tens uma taxa de 2% ao ano, que é muito diferente, esse impacto em 30 anos seria de 32%. Então, veja a diferença de 0,1% para 2%. Aí sim dá uma diferença grande. Agora, tu pagar 0,1% ao ano para ter toda a facilidade que os ETFs te dão e pagar somente 2% do teu patrimônio em 30 anos, cara, na boa, cara. Esse custo é irrisório pelo ganho que realmente tu vai ter ao adotar uma estratégia mais eficiente, mais diversificada.
Perfeito, concordo plenamente. Aqui no Brasil é um pouquinho mais caro, mas os que eu aplico, que está na minha carteira, é 0,2, 0,25. Não passa muito disso aí, mas tem razão. Custo importa, é um negócio de juros compostos, mas o que a gente bate é 2%, zero pouco. E sem contar que, se não for isso, vai ser o quê? Como você vai fazer a sua diversificação? Vai ser humanamente possível.
Então, beleza. E só uma coisinha aqui, Fernando. Também tem a questão, a gente já falou disso antes, mas é bom lembrar, o tracking error tem uma questão de legislação pesada. Se você passar 60 pregões, renda variável, dois acima ou dois abaixo, a CVM pode parar com o ETF, pode chamar a Assembleia, pode mandar o gestor embora, mandar a administração embora. E para a renda fixa é 1%. Então, você tem esse controle de legislação também que não permite que o ETF tem que seguir o índice.
Às vezes eu vi no vídeo do Basti, ele falando que ele tenta seguir o índice, mas ele tem que seguir o índice com uma margem de erro, porque o índice é só um preço na tela e o cara está ali operacionalizando, o negócio é um pouco diferente mesmo, mas a ideia é que ele tem. E o custo de oportunidade, você vai escolher ações, você vai ter que estudar, você vai ter que talvez contratar uma casa de análise, você vai ter que pagar os spreads de todas as compras que você vai fazer, se você não vender nada e por aí vai.
O ETF é muito mais transparente nesse sentido, inclusive dos spreads lá com os famadores de mercado, a gente sabe quando vai pagar pela faixa e por aí vai. Agora a sessão de diversificação. Diversificação imediata, eu botei ali o paradoxo da diversificação. Sempre se fala em diversificação quando fala em ETF, mas essa diversificação é bem...
Vamos dizer, é complicado. Por quê? Nível 1, concentração de ETF. Os 10 maiores de ETF concentram 25% a 30% do dinheiro. Os 100 maiores concentram quase tudo. Tem milhares de ETF, mas a maioria possui pouco patrimônio e vai tender a desaparecer. Além disso, nível 2, concentração de índice. A maioria dos ETF é a turma e a sua, cara. Aí eu vou viver isso aí. Só que é que abra, pô.
A maioria dos ETFs, SP500, Nasdaq, são os grandes índices. E aí o pior de tudo é a concentração de empresa. Os índices são dominados por poucas empresas, olha aqui. Por exemplo, SP500, você pega NVIDIA, Apple, Microsoft, Amazon e Alphabet, 27,5%. Só 5 empresas. Bota mais as outras 10%. Se você botar 50 empresas, já foi quase todo o índice. Então, você vem com aquele papo, ah, eu tenho 500 empresas? Tem mais ou menos, né? Na verdade, você tem aqui uma meia dúzia, 20 empresas.
E os temáticos de setores são mais concentrados ainda. Então, a promessa do ETF é diversificação. Mas o fluxo de capital acaba extremamente concentrado em poucos produtos, poucos índices e poucas empresas. Então, são poucos ETFs, o dinheiro, o dinheiro grande que está em ETF, está em poucos ETFs, poucos índices e poucas empresas. Então, é...
Eu acho que eu consigo diversificar muito melhor que um ETF, eu pessoalmente. E aí, quem quer começar esse ponto aí? É, ele até falou, né? Eu acho que eu consigo diversificar mais que os ETFs. Eu acho que a questão aqui é o seguinte, a gente tem que ver nesse vídeo que o que ele está falando é do índice amplo. Isso é um tipo de ETF, é um tipo de índice. Existem outros tipos. Se você quiser equalizar as empresas todas iguais, você pega o Equal Weight, que aí você vai pegar o peso de todas as empresas, vai ter o todo do mesmo tamanho.
E um ponto importante, realmente ele é mais concentrado porque você entregou ao mercado essa escolha de quais são as empresas que valem mais, quais as que valem menos. A empresa, o valor dela, de todos os bens que ela tem, mais a expectativa que o mercado tem do que ela vai entregar ao longo do tempo. Então é isso mesmo. Só que o que eu acho interessante é, se você é um stock picker, só tem duas chances de você vencer o mercado. Ou você concentra ou você alavanca.
E toda a teoria financeira mostra que a alavancagem tem até algum tipo de justificativa, mas a concentração não, porque é muito difícil. Então essa justificativa, primeiro, eu acho que você tendo 500 ações, no caso do S&P 500, que é uma coisa que a gente nem é tão fã assim, mas enfim, você é mais diversificado que você ter 30 ações, até porque...
Aquela ação que ninguém estava esperando nada, que são as ações de valor ou as ações de menor valor, pode ser a ação que vai subir e vai despontar, que é o grande caso aí. A grande questão das ações que realmente se valorizam ao longo do tempo não são as ações óbvias. Ele cita no vídeo também a Amazon, por exemplo. Cara, a Amazon passou um tempão sem dar lucro, um tempão subindo e descendo, e hoje é a Amazon. Tanto que o Buffett não investiu na Amazon.
Então, é importante a gente entender que é isso mesmo, porque dentro desse índice amplo, o que você entrega é o que você quer é isso, é que o mercado defina quem vale mais e quem vale menos. E se você quiser um outro tipo de ETF, com outro tipo de ponderação, você pode escolher também, aí vai depender do que você quer. Tem essas questões. Tem que contar que cada uma dessas empresas de grande tese que é concentrado?
Se você parar e analisar o business, são diversos negócios, sabe? É um negócio super diversificado. Então, se ela está valendo, sei lá, tantos trilhões, porque realmente ela está... O mercado enxerga que realmente ela está devido aos business e aos negócios que ela possui.
Então, enfim, fala aí, Eduardo. Só complementando, o fato de um índice estar concentrado em poucas empresas, que a gente observa, isso aí, digamos, de vez em quando, a gente está vendo aí nas redes sociais, ah, o S&P 500 está muito concentrado e tal, isso não quer dizer que não quer dizer nada.
Porque tem alguns estudos acadêmicos, até tem que pegar o nome dele, que mostra justamente que o fato de um índice estar mais concentrado ou menos concentrado não vai afetar em nada a expectativa de retorno, que é como o Lucas falou, é o mercado que está precificando e você está seguindo aquela precificação. E só outro ponto para reforçar, se você quiser, você não precisa ter um índice, você não precisa ter um ETF.
que vai ponderar conforme o valor de mercado. Tu pega lá um ETF, que até o Joãozinho acho que vai falar mais tarde, com um ETF focado em empresas de qualidade, que ele vai fazer uma ponderação alternativa, ele vai dar um peso maior nas empresas de maior qualidade. Pronto, aí está resolvido o problema do Bastam. E é engraçado que ele fala da concentração como algo ruim, mas ao fazer Stock Picking você está o quê? Concentrando.
Então, não tem muita lógica. Mas o índice é ruim porque está concentrando. Então, você está fazendo estoque pico, mas também está concentrando. Então, não sentir um argumento forte por parte dele nesse ponto. A concentração ruim e a concentração boa. Agora, como diferenciar só... Aí é relativo. Aí é difícil diferenciar. Não pergunte como.
Boa. Poder passar para o próximo. ETF não segura posição. Vamos lá. E vira 30% da sua carteira e não sei o quê, mas você se beneficia inteiramente dela. O ETF pode ser obrigado a vender ou diminuir a posição de uma grande vencedora por mudança na composição do índice, ou a posição naturalmente não será tão grande. Os índices, apesar de estarem concentrados, eles tentam não ficar tão concentrados. Então, você tende a não se beneficiar tanto de tembegas.
Além do mais, você comprou e vai comprando uma tembega, você mantém a sua posição nela.
Apesar dela ter momentos que ela perde participação no índice. Porque ninguém é assim em linha reta. Então você tem o Amazon, ela teve participação maior e menor no índice nos últimos 20 anos, 25 anos. Você não teve a sua posição e foi comprando mais. No ETF, quando ela perder participação no índice, vai se vender. E vai se vender, se ela está perdendo participação no índice, é porque ela está caindo. Então vai se vender em queda e vai se comprar em alta.
E isso vai fazer com que você não se beneficie tanto da Amazon no ETF quanto no Stock Picking.
E aí? O que você acha? Vou continuar nessa pegada. Bom, aí tem algumas coisas importantes. Realmente, se a empresa cair, você não tem aquela coisa do estoque pique, tipo assim, eu vou comprar mais quando a empresa estiver barata. Isso é feito de forma mais indireta. Não elimina totalmente, mas é feito de forma mais indireta. Porque realmente...
Se a empresa perder a participação dentro do índice, você vai acabar comprando ela menos ao longo do seu aporte. Mas primeiro que índice equilibre de 4 em 4 meses. Pode ser que nesse período ela já volte ao patamar que ela estava. E a outra questão é que nós estamos falando da Amazon. Tudo bem, mas e se a empresa é ruim mesmo e ela deveria estar lá e você está investindo naquilo ali? Então o ETF te tira disso porque o ponto principal é você não sabe.
A gente não consegue definir. Aquele preço que está ali, que caiu, é porque o mercado todo, com toda a sua experiência, com todos os processamentos e os investidores de todo o mundo olharam para aquela empresa e falaram, cara, ela não vai entregar o que a gente estava esperando e aí o preço dela vai cair.
Então, assim, é o lado bom e ruim, né? Porque, bom, você fala para a Amazon, fala, ah, eu devia ter comprado ela mais barata. Mas e se não for o caso? Como acontece muito, né? A gente pega estudos aí que vê que milhares de empresas ao longo dos anos aí saíram do S&P 500, simplesmente porque realmente perderam valor. Então, é tentar falar, ah, não, mas eu sei que essa empresa vai dar certo. A gente não sabe. Essa que é a questão que o B.C. Embaider falou e por aí vai, né? Então, tem esse quesito aí.
É, e como ele falou até no vídeo, pô, a Amazon passou anos aí, talvez, dando prejuízo, a Apple também, e se tu tá no ETF, tu consegue sair da empresa. Daí eu fico me perguntando, pô, será que a pessoa, ela consegue entrar? Já é difícil tu acertar a empresa que vai te entregar aquele retorno expressivo dentro do seu portfólio. Pô, ainda acertar o tempo certo, ou seja, porque tu sabe exatamente o período que ela vai ficar de lado, e daí tu vai entrar somente no período que ela começar a subir, mas a gente sabe que o mercado vive de expectativa,
Então, sabe, primeiro o que ele quis dizer, então se eu fizer Stock Pick, eu vou saber o momento certo de entrar e sair daquela empresa? Eu acho um pouco difícil, a gente vê os dados aí. Ele falou assim, você vai ganhar, contanto que você saiba fazer Stock Pick em Market Time.
Mas aí... O Mark Thayman, eu acho que ele não quis entrar no tema, que ele não falou para comprar e vender. Ele só falou que tem que comprar boas empresas e segurar buy and hold. O meu ponto é, quanto tempo ele já está investindo? 10, 20, 30 anos? Será que nenhum do Stock Peak que ele comprou 20, 30 anos atrás, todas as empresas estão indo super bem e tudo mais? Será que não teve nenhuma que deu um BO, etc., que ele teve que vender ou algo do tipo?
Porque do jeito que ele fala, é só comprar e que a empresa vai continuar dando lucro. Boas empresas com lucro que vão continuar dando lucro e aí vai ter uma boa rendibilidade. Só que não, né? Muitas empresas podem estar indo super bem 10 anos atrás e daqui 2 anos, 3 anos...
e pro IboMaf, né, então, enfim. No final, fechando esse trecho também, ele colocou uma figura ali no vídeo, né, que é uma figura bem conhecida, que muitas pessoas que são a favor do stock picking, né, da concentração entre aspas, dizem que a partir de certo número de ações, tu simplesmente não adianta mais tu adicionar ações, porque tu já conseguiu o máximo da diversificação.
E tem um paper muito legal, cara, do Israelove, que até justamente ele pergunta, o nome do paper é justamente esse, qual que seria o número ideal de ações, e ele chega lá algo próximo a 200 ações, tá? Mas justamente o que ele mostra? Bom, realmente...
a hora que tu tá acima lá de 20, 30 ações, tu tens a falsa percepção de que tu já tá, digamos que, diversificado ali. Então, não tem mais o que fazer pra melhorar essa diversificação. Só que ele mostrou que tu ainda tem uma grande dispersão dos retornos que tu pode obter. O que ele quer dizer com isso? Que quando mais concentrado tu tá, tu sim, tu pode ter um retorno talvez lá de mil por cento, um puta de um retorno, mas também tu pode ter um retorno negativo.
Porque tua dispersão, tua janela de retornos possíveis, ela acaba sendo muito grande.
E na medida que tu vai diversificando, aumentando o número de empresas dentro da carteira, tu vai reduzindo o teu risco específico, que é o risco idiosincrático, certo? O risco específico de uma empresa, certo? E a tua dispersão de retornos, a tua janela, ela vai diminuindo. E tu vai se aproximando muito daquilo que a gente espera realmente obter de retornos no mercado financeiro. Então aquela figurinha que está em vários livros, ela engana um pouco. As pessoas acham que às vezes 20 ações é suficiente e nem sempre é assim.
Boa. Excelente. Poder partir para o próximo? Esse daqui é o ponto que mais me pega, que eu prezo muito pela simplicidade. Ele falou que Stock Picking é mais simples do que aplicar no ETF. Vamos ver o que ele menciona aqui.
que até pode valer para o ETF. Então, na minha conclusão, a simplicidade é a mesma. Tem que estudar da mesma forma. Eu acho mais fácil para mim escolher empresa com lucro do que estudar ETF. Ah, mas ETF eu não vou estudar, eu só comprar. Tá bom. Como ação também, eu não vou só estudar, eu vou só comprar. Qualquer coisa que eu não estudar e só comprar, você tem que aceitar que o resultado vai ser pior. Agora, eu acho mais fácil...
E lá eu fiz aqui em 10 segundos uma análise do que estudar ETF. Para mim, esse argumento é meio mais ou menos da simplicidade. É muito fácil vender que ETF é mais simples, mas na realidade é mais simples para destruir o seu buy and hold. Você só tem chance se você tiver a sensação de sócio da empresa. Por isso que eu falo para vocês, acompanhe o mural das empresas, participe das discussões, não porque aquela discussão é fundamental para você ser sócio da empresa, mas para você conhecer a empresa, ser tipo um amigo da empresa, e quando você tiver no sufoco a empresa ou o mercado, você não sair dela.
Bom, seguinte, você viu que ele fala que é sim fazer stock picking, mas tem que selecionar, sei lá, 100 ações, não sei quantas ações que o Basti tem na carteira, e ficar acompanhando tudo isso. Desde quando isso é simples, fácil de fazer. O ETF não. O ETF, se eu vou lá, quero aplicar em ações, aplico num VT da vida, 9 mil empresas, e eu posso, de fato, esquecer, porque vai estar sendo rebalanceado. Você vê que é muito... E eu não preciso...
da ETF, porque eu acho que ele tem na cabeça de falar puta, ETF, tem que estudar se eu vou aplicar no ETF de Argentina, de Equador, de Brasil, beleza. Se você é um cara que está no gestão ativa com ETFs, beleza, tem um certo trabalho. Mas se você é aquele cara que entendeu que, pô, renda variável, traz um belo de um retorno e aplicar numa base neutra e ampla é o suficiente, etc., você simplesmente pode definir o seu asset allocation, definir o percentual que você gostaria de ter.
aplicar e esquecer. Tem coisa mais simples que isso. Não preciso ficar lendo, acompanhando manchetes, notícias da empresa que eu tenho na carteira para eu ter essa visão de dono, não sei o quê. Vocês concordam? Ou estou viajando aqui? Interessante como ele definiu a simplicidade. Simplicidade para ele é escolher empresas lucrativas.
E aí a gente vai falar sobre se isso é um bom preditor, é isso, para o futuro? Que é uma post. E outra coisa é você saber exante se aquelas empresas vão persistir. Eu não entendo como que é mais fácil, como você falou, ficar acompanhando o mural da empresa.
para você ter, sentir-se dono da empresa. E é engraçado, porque o que eu quis chegar ao meu ponto é o seguinte, olha só como as nossas visões de simplicidade são diferentes. E tem certas coisas que não dá para a gente debater, porque são até semânticas aqui. Mas para mim, simplicidade é isso que você falou, Fernando, comprar e ficar tranquilo.
E é outra coisa, olha só, como é o extremo oposto do que ele falou, que é assim, se eu tenho visão de dono, eu vou ficar mais tranquilo, se estiver caindo, eu não quero ter nenhuma associação de saber qual é a empresa que está caindo, e saber que eu escolhi aquela empresa.
Não, o ETF justamente despersonaliza. Você não sabe cada uma das 9 mil empresas, o que elas fazem, como é o momento delas. Então é totalmente, para mim, o oposto. Exato, paz mental. Eu tenho certeza que o Baster, de manhã, vai passar com o cachorro, vai para o clube, vai pegar uma praiazinha, ele preza muito pela...
paz, tranquilidade mental de não se preocupar com nada. E o ETF é que não caiu a ficha pra ele. É exatamente isso que ele consegue fazer e nem fica acompanhando notícias e moral digital, entendeu? Você entende que o ETF pro Basta seria perfeito, só que pra ele, não sei, não caiu a ficha pra isso.
Não faz sentido ter uma... A definição de simplicidade dele ficou muito difícil de entender. Pô, trocar uma carteira de 100 ativos, sei lá, para 10, 5, 6, no máximo ali, digamos, no máximo uns 10 ativos, não sei o que é simplicidade. E ele fala que é muito fácil escolher as ações, basta ver que se está dando lucro ou não. Mas aí eu queria entender, porque a empresa deu lucro até hoje.
no ano que vem, se ela começar a não dar lucro, qual que vai ser o gatilho? Quando que ele vai vender? Porque, às vezes, pode acontecer, a empresa não deu lucro, mas não quer dizer que ela vai quebrar, passou por um momento difícil, então aí ele vai ter que começar a ler balanço, ler relatório, narrativa, o guide dos gestores, do gestor da empresa, do conselho, então tu vê que já vai adicionando uma complexidade ali, porque é muito fácil ele mostrar lá na comunidade do Basta, é só entrar aqui e escolher a empresa que teve lucros consecutivos, ele colocou lá a WEG, beleza.
E se a velha começar a dar prejuízo ano que vem, o que ele vai fazer? Ele vai vender? Vai segurar? Quantos anos, né? Qual que é o critério, né? Essa aí pra mim é o que foi mais pegou, assim, cara. Porque eu não consegui entender aonde que está a simplicidade do stock picking, né? Feliz ideia, feliz ideia.
10 segundos de uma análise e falou essa empresa dá lucro há 10 anos, então é uma boa. Pô, os caras fazem MBA, Harvard, não sei o que, etc. Para fazer esse trabalho, por que os caras não estão fazendo só essa análise de 10 segundos não sei o que e bate o mercado? Porque não é tão simples, né? Então...
Enfim. Só um negocinho aqui, Fernando, para colocar. E assim, mesmo que fosse, mesmo que fosse você só ver o lucro e etc., pô, pega um ETF de qualidade, então, que aí a melhora entra, você não se preocupa com as empresas, não tem que se preocupar. E assim, experiência pessoal, cara. Eu era um stock pick e tudo mais, acho que todo mundo aqui...
E eu tinha essa ideia de dono mesmo. Pô, vou ser dono e vou entender a empresa. Só, cara, eu comecei a perceber que, tipo, a minha opinião não fazia cosquinha em nada, ninguém ligava. Eu não tinha nenhum controle sobre a empresa. E outra, como eu tinha que diversificar, eram vários setores diferentes. Cara, nem o nosso setor direito a gente conhece com tanta profundidade, porque tem uma série de variáveis aí. Imagina vários setores diferentes. Você tem a ilusão de que você sabe, mas você não sabe.
Só pra dar um exemplo aí, prático. Médicos que trabalhavam no UpVida, que por isso trabalhavam, tá? O UpVida daqui de Fortaleza, pessoal aí, trabalhavam no UpVida, que é um...
Um grande plano de saúde aí. E o Upvida, eles falaram, pô, eu conheço, eu trabalho aqui, eu sei que está super lucrativo, está crescendo, está expandindo. Agora o Upvida é o quê? Catastrophic Decliner. Como diz lá JP Morgan. Ou seja, teve uma queda absurda. E mesmo as pessoas que estavam lá trabalhando não conseguiram prever isso.
Fica meio difícil argumentar. É, e digo mais. Menos 95% nos últimos 5 anos. Pesado. Tipo uma galua assim, né? Menos 95, cara. Não é menos 10. A galera é uma boa pagadora de dividendos. Distribui a dividendos há mais de 10 anos. Porque se não é isso, o pastor não tinha investido não. Entendeu?
E assim, quando eu vi essa questão aí desse negócio de dono e tal, eu comecei a perceber assim, pô, eu vou investir não pensando numa empresa XYZ, mas pensando na força do mercado acionário brasileiro ou do mercado acionário mundial, pensando em classes de ativos e não especificamente na empresa XYZ. Isso, pô, é muito mais tranquilo de investir e muito mais forte, né?
A questão é que ele não gosta dos índices, inclusive eu vou puxar o gancho aqui. Porque ele fala assim, se fosse realmente mais tranquilo e perdesse um pouquinho, ele não faria stock picking. Ele iria para o ETF. Só que ele acha que o stock picking, o que ele faz, dá um retorno de 3%, 4% a mais ao ano. Enfim, mas vamos falar agora do índice, o que ele pensa do índice, do mercado acionário. Você falou assim, para mim é tranquilo, só está no mercado acionário. Para o Buster parece que não, e vou mostrar aqui o trecho.
Bem acima do mercado, como eu mostrei aí. E assim, ah, você fala que os vencedores compensam os perdedores, então a ETF tá tudo bem. Mais ou menos, porque é assim. Ah, eu vou ter uma WEG e 100 empresas ruins. Também não é assim. Não é assim. Compensa, mas porque você investe em lucro, você tem algumas boas, algumas mais ou menos, e tem lá umas ruins, aí compensa. Agora, o problema da ETF é que é muita empresa boa. E, vou mostrar mais à frente, você não se beneficia tanto das boas quanto do StockPay.
Mas, de qualquer maneira, o stock picking pode ter resultado melhor ou pior. É a realidade. Se você não pegar as boas, já era. E aí, Joãozinho? Vamos lá, por partes. Quando você fala que ao investir em um ETF, ele está falando aqui, vamos dar nome aos bois. Ele está falando sobre ETFs amplos, que investem de uma forma, num índice amplo mesmo, sem fazer muitos filtros. Então, por exemplo, o SP500.
de Bovespa. Então, essa é a primeira coisa. Quando você investe em um ETF amplo, você tem certeza que vai pegar, que vai capturar as melhores empresas que são responsáveis pela criação
aí da maior parte da riqueza. Então, o Best and Binder, que ele até cita aí na exposição dele, ele demonstrou aí no estudo de 2023 que só 2,6% E aí
das empresas do mundo são responsáveis pela criação de toda a riqueza do mercado acionário. Toda a riqueza que é acima do ativo livre de risco é criada por 2,64% das empresas. Aqui no Brasil, só a título de curiosidade, 20 empresas criaram 98%.
da riqueza. Então, a primeira coisa é isso, que você vai ter certeza que vai investir nessas melhores empresas, que é o que faz a diferença para o seu resultado no longo prazo. Você vai pegar empresas ruins também? Vai, mas é legal porque, primeiro, o ETF, ele...
faz um rebalanceamento trimestral e, com isso, vai reduzir o peso automaticamente das empresas que estão tendo uma capitalização de mercado menor, ou seja, que pioraram ali, que diminuíram o preço, elas vão diminuir a participação no ETF. Então, é um rebalanceamento que...
ele já vai evitar ou diminuir esse tipo de objeção que ele tem. E outra coisa, então é isso, você tem certeza que vai pegar. Segunda parte é que você...
falar que não, é só você escolher essas melhores. Então é só você escolher 2,64%, mas não só, tá? Porque aí vem a segunda parte, que é desse argumento. A segunda parte é que você não precisa só, no stock picking, escolher as melhores. Mas qual é o peso que você deu a cada uma dessas poucas melhores?
E você tem que evitar principalmente as catastrophic declines, então quem reduz mais de 70% do seu valor de mercado, como o AP Vida, que foi 95%. Então olha tantos fatores que você tem que equilibrar esses pratos. E mais uma coisa só.
que ele falou, a gente vai entrar aí nesse âmbito, mas falou, é só comprar empresas que são lucrativas e que aumentam a sua lucratividade, olha só.
Você, Buster, não sabia, mas você é um factor investor, como o nosso grande Warren Buffett, que prega empresas que ele é value investor, ele é, então, por essência, isso ele investe em empresas que têm múltiplos de preços mais baixos, então, que estão baratas, e também que têm bons indicadores de...
rentabilidade, profitability, que é o que ele está falando. Pega o mercado inteiro, vai pegar em laranja podre, excelente, mas pegando tudo, já é um retorno satisfatório, que nem o Lucas falou. Pega o mercado inteiro, dá quanto de retorno ao ano? 10% ao ano, não é mais ou menos isso? Pô!
suficiente, entendeu? Então, não é porque você pega a ladrinha podre e pega a brincadeira inteira que você vai ter um retorno ruim, vai ter tal. Mas, pô, quer superar o mercado? Saiba que tem todas essas armadilhas que o Joãozinho falou. Pô, é muito difícil. Eu posso resumir em uma palavra só, em uma frase. Mediano é diferente de medíocre.
você ter o retorno mediano é muito bom. 6% em 100 anos de mercado acionário, 6% acima da inflação, é bom, sim. Se você tentar superar, você pode ir para a dispersão do resultado. Isso é muito pior, estatisticamente. Agora, eu acho que a gente vai no ponto principal. Porque qual que é o ponto principal? Ele fala assim, não quero aplicar em ETF, em índice, porque eu acredito que eu consigo selecionar as melhores empresas que têm um retorno melhor. Beleza, então... E ele até fala, realmente... E ele até fica...
Meio que coloca, se fosse o mesmo resultado, eu acho que até iria para ETF. Mas agora a gente vai pegar qual que é a estratégia que ele faz para ele conseguir bater o mercado. Vamos ver e vamos questionar isso, por exemplo. Para entrar nessa discussão, é difícil mesmo escolher empresa boa? É difícil mesmo fazer uma carteira de 50 empresas boas lá nos Estados Unidos ou 30 aqui no Brasil, sei lá? Então, eu fui ver esse trabalho do Robert Novi Marx, o fator...
Ele estudou empresas com alta lucratividade consistente. Ele usou critérios mais complicados que eu uso, mas tudo bem.
Mas de qualquer jeito ele está analisando o lucro. E aí ele concluiu que as empresas lucrativas tiveram retorno anual médio 3 a 4% acima do mercado. 4 a 5 acima dos ETFs.
Ele replica o mercado e vai ficar atrás de cada taxa e dos custos no público. Então, mas olha só uma coisa importante aqui. Ele só analisou se é consistentemente lucrativo, que eu chamo de lucro consistente. Eu nem sabia, nem tinha estudado isso antes, quando eu falava esse termo. Só ser consistentemente lucrativo, sem olhar mais nada, já gerou excesso de retorno. E aí, isso sugere que carteira de empresa consistentemente lucrativa pode superar em alguns pontos percentuais ao ano.
E isso não vou nem a 3%, 4%. Se você botar até 2% em 30 anos, é um absurdo o que você vai ganhar a mais. Esse é o ponto.
Eu achei legal que ele fala de profitability, que são empresas de qualidade, eu concordo com ele. E como o Joãozinho falou, isso é muito estudado em Factor Investing, onde o pessoal realmente pesquisa, os acadêmicos que pesquisaram, quais são realmente as empresas que aparecem, digamos, como vencedoras, superando essa média do mercado. E o fator qualidade, profitability, aparece lá.
E é legal que tu consegue fazer isso aí através dos ETFs, né? Então, ou seja, aí a gente já começa também a desmistificar que o ETF não é só replicar um índice de referência, o S&P 500, o índice global. Quem quiser realmente se aventurar um pouquinho, certo? Tentar correr um pouco mais de risco, o cara pode selecionar lá um grupo de empresas de qualidade.
E não precisa ter 100 ativos dentro da carteira, pode ter um ativo que tem 100 empresas ali dentro, vai ser ponderado por qualidade, ou seja, a empresa de maior qualidade, de maior rentabilidade, vai ter um peso maior, não tem nada a ver com o tamanho da empresa, certo? E tu consegue realmente trazer simplicidade para dentro da tua carteira, né? Que aí sim, realmente, sai simplificando, tá tirando 100 empresas de qualidade, que tu monitora, para um ETF de qualidade, que vai te cobrar, cara, 0,15%, 0,1% ao ano.
Mas isso é garantia? Por exemplo, se for garantia, o que eu estou aplicando no mundo inteiro? Não é garantia. Não existem garantias na renda variável. Existem expectativas. Se existisse uma garantia, não existiria prêmio a ser capturado. Isso é um fato. Inclusive, até se o cara se expor a um fundo global de ações, não existe uma garantia que você vai bater as taxas livres de risco. As TBIOs americanas, por exemplo, se a gente pegar como referência a taxa de juros americanas.
em algum intervalo do tempo ali, não bateu. Ou seja, sempre vai ter um risco, então as pessoas quando investem em renda variável precisam ter isso em mente. Fatores seguem a mesma lógica.
Eu fiz um estudo aí esses dias, eu só não vou lembrar o nome dos ETFs agora, tá? Mas basicamente era ETF de qualidade versus ETF global de qualidade versus ETF global amplo. E nos últimos 10 anos o amplo tinha ganhado da qualidade, no longo prazo, nos últimos 30 anos, a qualidade tinha ganhado do amplo. Então, ocorre essa variação.
E a outra questão importante é que o João falou lá da outra vez, pô, empresas ruins. Mas o que são empresas ruins? Porque, assim, o Dino e o Fâmio falavam, cara, não queira haver uma cesta de ações de Small Cap Value, porque tem umas empresas lá que ninguém quer olhar, e é exatamente aí que vem o prêmio, ninguém quer essas empresas. Então, assim...
quem, o ruim e quanto, porque é o fator que mais retornou ao longo do tempo, e são os small cap valores, pelo menos que tem um dos maiores retornos acumulados. Então, é muito complicado você dizer qual ação é boa, qual ação é ruim nesse mercado que está todo mundo com as mesmas informações e com uma qualidade de conseguir ver quais são as melhores empresas, é muito grande. Então, tem isso aí. Por exemplo, na prática, o
Nosso mago da análise dos ETFs, Geraldo, ele analisou lá na comunidade o ETF IWQU, que é o fator qualidade em países desenvolvidos. Então, ele tem uma taxa de administração de 0,25% ao ano e ele vai selecionar quais empresas vão entrar nele por ROI, então a rentabilidade, nível de endividamento.
e variabilidade dos lucros. Então, esse é um ETF que foi analisado lá pelo Geraldo. Então, e olha só, só a título de curiosidade, não é uma indicação de investimentos, mas ele, desde a criação, teve um CAGR.
de IPCA mais 12,74%, porém, houve aí o pior ano de menos 21%. Então, você tem que estar aí também preparado para isso. E esse é o fator qualidade. O que não me deixa nada confortável é focar só em empresas que pagam bons dividendos por um bom tempo, porque geralmente as empresas que dão aquela porrada não é que distribuem dividendos, porque se você distribui dividendos, ela não está nem injetando tanto dinheiro na empresa para dar aquela porrada. É só ver por...
bom tempo, meta, essas empresas de tecnologia, não distribui dividendos, focava no próprio negócio e é esse que dá a porrada alta. Então, eu, sinceramente, fico muito mais tranquilo de pegar toda a cesta do que só focar nessas boas pagadoras de dividendos, etc., por mais que tenha estudos e fatores específicos. Enfim, porque também, o que é uma empresa boa pagada de dividendos? Quanto que é? Quanto que é o período de tempo? Pô, torna o negócio mais complexo ainda. Enfim, e aí a gente volta para a questão da simplicidade.
Agora indo para um outro ponto, que é aquela questão de sócio. Vou passar aqui rapidamente, que é um vídeo curto. Eu acho que a gente já falou sobre ela, Fernando. Você já passou sobre ela. Eu acho que eu, sinceramente, nesse negócio de vou ser sócio, vou segurar a empresa. Eu juro para você, eu acho muito mais fácil segurar o ETF, saber que eu estou super diversificado, que se entrar uma empresa boa, o ETF vai pegar. Se uma empresa ruim estiver caindo de valor, vai sair.
eu seguro muito mais um ETF do que eu tenho 10, 20 empresas, eu tenho que ficar acompanhando porque surgiu uma nova tecnologia, um novo concorrente, pô, será que essa empresa que pagou muitos dividendos vai continuar pagando? Pô, sinceramente, eu tendo, se você entende como funciona de fato o ETF, você tende a vender mais as ações do que o ETF. O que vocês acham? Vocês concordam ou não?
Ele fala bem claro no vídeo de que para ele é mais fácil se manter comprado em ações de forma individual do que através de ETFs. E eu acho engraçado porque se a gente observar a filosofia de investimento dele é muito igual a nossa. Então realmente, cara, permanecer investido, acreditar na estratégia, a gente sabe que tem ruído, oscilações, turbulência, não ficar operando com base em notícias, tudo isso ele defende, tudo isso a gente concorda. Mas aí entra até um ponto que eu comentei naa naa naa.
na aula de revisão do nosso curso, da formação Stop Loss, onde eu falei que nos investimentos você tem que ter muita convicção. Você tem que acreditar muito na sua estratégia ou na empresa, no caso de um cara que faz o Stock Picking, porque por mais bem elaborada que seja, sempre a estratégia vai passar por algum período de baixo, vai passar por algum período de correção. E normalmente um Stock Picker, ou seja, quem tem posições individuais, vai ter uma carteira mais volátil. A empresa, quando você tem uma empresa, ela é muito mais volátil.
Então, drawdowns de 30%, 35%, 40% às vezes são mais comuns do que através de um ETF. E aí, pensando no investidor, digamos que médio, cara, o que vai mais assustar ele? Uma alta volatilidade com poucas empresas dentro do portfólio ou uma posição mais diversificada? O que vai ajudar ele a segurar mais a posição? Refaça a pergunta, o que vai ajudar ele a dar mais convicção? Quatro empresas na carteira que estão passando por uma correção ou um ETF que tem 100 empresas ali dentro?
Então a gente acaba realmente, eu não consegui compreender, talvez seja ele específico, um cara inteligente, que tem muita experiência, ele consiga realmente, para ele ser mais fácil segurar uma ação de forma individual. Mas quando eu penso na experiência que a gente tem no mercado financeiro, como consultor, como mentor, como o brasileiro, ele é avesso à volatilidade...
Cara, eu tenho certeza que a maioria das pessoas consegue segurar uma posição no ETF, que vai balançar muito menos, do que uma posição ali, uma carteira que tem, sei lá, umas 10 stockpickers, que com certeza vai balançar muito mais, né? E tem aquela própria convicção, cara, a empresa...
teve uma queda de 20%. Cara, e aí? É oportunidade, o preço está barato, ela ficou ruim. Isso acaba sendo relativo. A Magazine Luiza caiu 95% do último topo. Se você entrar na rede social agora, tem cara falando que é compra, tem cara falando que é venda. E aí? O que o cara faz? Então, enfim, para mim é muito mais fácil manter uma posição com ETF diversificada do que realmente com 4, 5 ações dentro da carteira. Excelente. Show. Agora indo para um outro ponto.
que é um ponto importante que a gente falou muito de fator. Buster poderia aplicar em ETF de fator que pega a qualidade, etc., de dividendos. E aí, vou passar aqui a resposta, por que ele não investe em ETF de fator? E aí, quero ver vocês falarem sobre essa questão. Por que você acha que não existe ETF de valor? Por exemplo, ETF que só tem empresas que estão mais à direita daquele gráfico de barro. Porque vai ter que ficar mexendo, né?
Vamos fazer um ETF só de empresas que têm mais de 10 anos de lucro, que foi o meu critério. Aí tem um ano de prejuízo e tem que sair do ETF. Entendeu? ETF é gestão passiva.
Você até pode argumentar que um fundo poderia mimetizar isso, mas aí vai ter custo de administração e performance. Aí, esquece. O dinheiro vai ficar só com os gestores. O ETF é gestão passiva, meu critério. 10 anos de lucro. Aí, a WEG teve um ano de prejuízo. Sai do ETF em queda. Porque a WEG teve um ano de prejuízo, a cotação vai cair. Aí, daqui a dois anos não, você só pode botar a WEG de volta daqui a 10 anos. Olha o que você perdeu. E aí?
Viu? Porque o Buster não investe em ETF que segue a metodologia dele. Cara, mas aí, vamos lá. Vamos lá. Eu repito a pergunta que eu fiz agora também no podcast. O que vai definir ele vender uma empresa? Como ele mesmo falou, cara, a WEG não está mais dando lucro. Tá. Então, não segue mais a estratégia dele. A empresa não está mais dando lucro.
E ele vai permanecer comprado ou vai vender essa empresa? Como é a posição que ele vai tomar? Entendeu? Então, não faz sentido. Eu prefiro ter, talvez, um ETF que vai fazer essa escolha e esse giro de forma sistemática, com base em filtros definidos, certo? Para a gente tentar tirar a emoção do processo de tomada de decisão, do que eu tomar a decisão se eu vou comprar ou vender aquela empresa.
Porque, como eu falei, a empresa pode dar prejuízo, mas não quer dizer que ela está passando por um período ruim. E só lembrando mais um pouquinho, o Baster fala que esse giro dentro do ETF parece que é uma coisa monumental. Cara, não é assim, cara. Mesmo o ETF de fatores, o turnover, que é esse giro, às vezes é de 5%, 10% ao ano. Então é uma coisa muito pequena. O cara não vai ficar girando posição o tempo inteiro como fazem esses fundos tradicionais, com gestão ativa e discricionária.
Então eu vejo que às vezes o Basta, ele parece que ele está falando de um fundo ativo, mas quando eu vejo, não, mas esse cara está falando do ETF. Eu acho que ele misturou um pouquinho as coisas. Muito do que ele falou eu concordo, mas está muito mais vinculado a um fundo ativo, tradicional, de alto custo, que tem um custo muito alto, que um gestor fica girando posição o tempo inteiro, porque é um ETF. O ETF não tem um turnover alto como ele acha que tem.
Eu sinto muito falta disso, que nem você falou, Geraldo. Pô, ele só vai comprar empresas que deram 10 anos de lucro. Exatamente, passa um ano, o que acontece se não tiver lucro? Você vai esperar 2, 3 anos para vender? Vai continuar até a morte da empresa? Ele não deixa atingível como que de fato ele...
Porque não é simples, né, UFK? Não é simples, cara. Não é simples como ele diz, cara. Selecionar empresas não é simples, cara. É algo subestimado pelo mercado financeiro. Senão qualquer gestor aí bateria facilmente a média do mercado e os dados mostram justamente ao contrário, cara. A imensa maioria das pessoas perdem por uma simples exposição ao índice. E aí quando a gente fala que... E aí ele fala de vez em quando que tu seguir o índice, tu vai estar na média. Vai ser uma pessoa medíocre. Até o Joãozinho comentou, cara, não, cara. Se o...
Se tu seguir a média do mercado, você vai te colocar na frente de mais de 90% das pessoas. Como é que isso é um desempenho medíocre? Então as pessoas não conseguem assimilar aqui. A média do mercado está longe de ser medíocre. A média do mercado está te colocando lá no topo.
Por que ele não mostra a carteira que ele teve lá 20, 30 anos atrás para mostrar o resultado que eu tive, não sei o quê? Ele só fica na teoria, não sei o quê, e daí não entra profundo na análise que ele faz, gera dúvidas, e aí, enfim, fica difícil, né, de a gente chegar e falar, puta, tem que ir para esse caminho do estoque pique. Mas fala, Lucas.
Não, cara, que se você pegar a carteira dele, vai ser basicamente uma carteira de qualidade, sacou? Eu acho que não vai ficar muito longe disso, porque são os critérios que ele mais gosta. Ele é um investidor de qualidade, cara, assim como tem investidores que é de valor, e aí não vão olhar a lucratividade, vão olhar outras coisas, entendeu? Eu acho que é nesse sentido. E a questão do ETF, a vantagem do ETF, é que você tem uma estratégia sistemática...
transparente. Então, você sabe quanto que vai vender, quanto que vai comprar, você não tem que botar a sua emoção no meio. Porque, assim, o problema da gestão ativa, um dos problemas é exatamente isso. É de acordo com o que o gestor acha que vai acontecer. O ETF não tem isso. É o ponto de corte ali que você sabe qual é a estratégia e é aquilo e é executado. Então, no final, e a gente sabe por vários estudos aí, o João que conhece bem essa questão emocional, pô...
A gente sabe que o investidor é o pior inimigo dele mesmo. Então, se você tem uma estratégia sistemática, é a melhor forma de você investir. Eu acho que o Tef só traria benefícios. Eu não acompanho há muito tempo o Basti, mas eu queria saber quais são as noções que ele falava lá em 20 anos, 30 anos atrás.
porque o que ele fala dos casos aqui de sucesso é esses que são meio óbvios, né? VEG, não sei o quê, mas como que estava a carteira dele lá? Eu queria saber, ele esteja de alguma posição ou não? Como eu não acompanho, eu não sei se ele compartilha esse tipo de informação e também a rentabilidade dele. Não o Excel, mas algo que seja mais...
que tenha uma estatística, algum dado mais relevante para a gente saber. Porque se o cara sabe essa fórmula, ele poderia montar um fundinho de investimento, cobrar bem baixo na taxa de administração, exatamente para aquelas pessoas que não querem seguir a notícia, não sei o quê, e deixar com ele lá. Mas por que ele não abre? Mas se eu comparar, eu acho que a vantagem dos fatores é essa, é a gente conseguir fazer essa separação e começar com maçã. É o mesmo caso do Barsi.
Tipo, ele investiu a vida inteira em dividendos. Se você for pegar a carteira dele, é basicamente o IDIV, cara. Vai ser a mesma coisa. E assim, eles ganham do IBOV, porque o IDIV tendos ganhou do IBOV e o Qualidade ganhou do IBOV. São só tipos de fatores diferentes, mas no final eles estão... E você tem que comer maçã.
Mas eu acho que no final é bem provável que o Baster tenha ganhado do Ibov se ele seguiu essa estratégia de qualidade, como a gente pode ver nos índices, pelo menos nos últimos tempos que a gente tem, né, Geraldo, dos dados, a qualidade ganhou do Ibov. Então ele vai ganhar, mas não porque ele escolheu as menores ações, mas ele quer seguir um fator específico que é o de qualidade. Mesma coisa do Baster, entendeu? E isso não garante que isso vai acontecer daqui para frente. A gente tem sempre que lembrar que como a estratégia se torna muito óbvia,
ela começa a perder valor. É o mesmo caso do small cap value. É o que todo mundo levanta. Pô, se ninguém queria comprar essas ações, agora o cara nem vê e simplesmente compra, será que o valor vai continuar trazendo retorno? Que não tem acontecido nos últimos tempos. Então são questões aí da gente entender que o fator nos ajuda com maçã. E esse é o caso, eu acho, do Barser e do Barser.
E uma coisa para complementar, até defendendo um pouco ele ali do comentário do FK, como ele tem uma filosofia parecida com a nossa, eu acredito que ele não fala a carteira dele, não abre retorno, nada, porque ele defende que cada um realmente tem que estudar e entender qual é a carteira mais, digamos, apropriada para o seu contexto de vida.
e que as pessoas devem assumir a responsabilidade pelas suas próprias escolhas, que é um pouco do que a gente fala muito lá na comunidade também, né? A gente está lá dando conteúdo, trazendo análises, trazendo artigos, para a pessoa realmente estudar, entender e ver, cara, essa estratégia aqui eu acho que estaria tranquilo, eu tenho convicção, gostei, claro, a gente vai estar lá para ajudar, vamos lá dar uma orientação e tal, dizer o que a gente acha, mas o investidor tem que aprender também, cara, a, digamos, assumir as suas próprias responsabilidades, né? Definir isso que não quer... Vai dizer...
negócio de stock picking é colocar a galera num campo minado. O amplo e neutro, você não erra. Fazer stock pick e deixar, né, e segurar, né, e ter o longo prazo, meio que você não erra. Se você cair, pode cair, mas é o mercado que aconteceu. Mas você incentivar a galera a fazer o stock picking, tentar nisso, depois dessas estatísticas, são pouquíssimas das ações que vão dar porrada. Grande parte não vai nem render renda fixa. Muitos vão ficar no prejuízo.
Pô, eu acho que é meio perigoso você incentivar a galera a fazer isso. Não sei. E claro, o Buster também tem o negócio, o business dele, né? O que? O Buster System. Nem sei o que ser Buster System, não sei o que. Se ele falar assim, ó, o ETF é a bola da vez, como que funciona o Buster System? Não vai precisar nem do Buster System. A galera vai falar, pô, vou aplicar no ETF e vou embora, vou curtir a praia. Tem essa também, né? Então, é...
o quanto de ver, que nem falou, confusa de três pode existir em qualquer lugar aqui, etc. Então é bacana também poderar isso. Cara, contra fatos não há argumentos. Então a gente tem aí uma vasta evidência empírica de que ao gerir ativamente seu portfólio, você reduz as suas chances de sucesso. Isso é fato, não tem o que discutir. Isso não é uma opinião. Cara, tu quer tentar o stock picking, fazer uma gestão ativa?
Pode ser que tu consiga um bom retorno, um retorno superior, um puta... Pode, pode acontecer, mas as chances são pequenas. Tu quer investir como? De uma forma que vai aumentar as tuas chances de sucesso, realmente de tu obter um bom retorno, atingir teu objetivo financeiro? Ou tu quer investir de uma forma que tem uma probabilidade muito pequena de tu obter um puta de um retorno?
As pessoas vão tudo aqui, ó. Ah, eu tenho uma chance mínima de obter um puta de um retorno. E elas vão tudo nessa chance mínima. E aqui a gente tem uma forma muito mais simples, prática, que realmente aumenta demais as suas chances de sucesso. E às vezes a galera acaba não dando bola achando que tem um desempenho medíocre. E na prática, né, de medíocre a gente sabe que não tem nada. Muito. A cada ponto que falava, que ele falava, eu via que tem muita experiência por trás, assim, sabedoria.
de também trazer ali a importância...
dos aportes, de permanecer investido, mas isso é muito forte dele. Mas vem também um peso muito grande de vieses cognitivos ali, então o que é muito forte é o viés de confiança overconfidence, então confiança excessiva, por ele ser um cara muito experiente de décadas de mercado financeiro. Mas são os dados, então só uma palinha aí do que os dados mostram.
Vamos falar de novo, Spiva, os gestores profissionais com todo o aparato que eles têm, equipes, seja nos Estados Unidos, no México, mostra que em janelas de 10 anos ou mais do que 10 anos, 90% deles perdem para o índice que eles tentam superar e que eles ganham muito para superar. Então os 2%, 2 mais 20%.
e eles não conseguem, os gestores profissionais. E é bom dizer, João, dos últimos 10 anos, porque saiu agora dos 20 anos, que era 97. 97. E outra coisa, aí vai a segunda etapa do Spiva, que é os que conseguiram superar, na próxima janela de 10 anos,
ou 15 anos, a maioria deles não consegue superar de novo. Foi muito mais sorte do que competência. Exatamente. Se botar macacos pra botar escolher ações, o macaco vai acertar. E aí, em vez de se fazer o macaco, vai ser o mesmo macaco. Enfim. E aí também, ah, pegando...
Pessoa física, tem alguns estudos que... Porque tem esse argumento também. Não, mas é porque os custos do fundo ficam muito grandes e eles têm um patrimônio muito grande para gerir e a pessoa física tem um edge aí, ele consegue. Porque, enfim, tem esse argumento, porém...
De novo, e as evidências, o que mostram? Dalbar, que mostra os investidores em fundos, e eles perdem, aí vai depender da janela, mas eles ficam atrás até 1,5%, 2% por ano do fundo que eles estão investindo. Aí o Mind the Gap também, da Morningstar.
As evidências são abundantes para dizer que não. O investidor, pessoa física ou institucional não consegue, em média, ele tem uma chance baixíssima de superar o índice que ele está propondo superar. Isso é fato. Você disse que não é, então traga outros estudos que nós não conhecemos.
Se você trouxer, vai ser muito legal. A gente vai analisar. Mas ninguém nunca chegou com esses estudos. Então, é muito difícil conciliar essa visão de que é só você escolher as empresas lucrativas de tantos anos. Porque se fosse assim, lembrar que o mercado não é como disseram aí, que pode ter um médico bom, ele não vai... ...
Como é que é mesmo o argumento? Eu até esqueci. Não, os 10% melhores médicos, não é todo médico que vai ser bom e tal, e você vai querer os 10% melhores mesmo, você vai atrás e tal, mas eu, exercendo a medicina, não estou competindo para ser melhor do que uma outra pessoa. Eu consigo...
ser um bom médico, e isso não é... Não estou competindo com ninguém para isso. Porém, não é o caso dos investidores. Porque se alguém está ganhando no mercado de ações, se alguém está ganhando, está fazendo... É o jogo de soma zero. Exatamente. Alguém tem que estar perdendo.
Então, acredito que nos ETFs, se pegar a média histórica dos retornos dos investidores, eles pedem para o mercado também, porque é muito psicológico. Mas o Buster, que tem a mensagem dele, eu tenho certeza, se ele aplicasse em ETFs, ele estaria no 1%, 0,1%, porque ele já sabe que é para o longo prazo, tem que segurar, fazer aportes, etc. Por isso que se o Buster está assistindo, a gente faz um convite para ele participar, para a gente conversar, trocar ideia, porque...
Como o Geraldo falou, pô, a gente tem muita sinergia com a visão do Buster. É simplesmente um instrumento que talvez, se ele às vezes conversar... E como ele falou, né? Você quer fazer stockpicking? Faz stockpicking. Tipo, não vai mudar nada pra gente, etc. Mas a gente tá disposto a ter uma conversa.
como a gente já teve com amigos, clientes, etc., que a gente conseguiu colocar uma pulga na sua orelha, a pessoa enxergar e seguir esse rumo. Eu, quando eu descobri a gestão passiva indexada, para mim foi um divisor de águas. Falei, pô, tira um piano das costas, a complexidade, e para mim foi a coisa mais gratificante que eu... E por isso que o stop loss tem muito disso, de querer passar essa mensagem. Então, para fechar, considerações finais.
Lucas? Acho que, cara, no geral, o Basta sabe muito, novamente, faz um trabalho ótimo aí há muito tempo, eu sou fã dele. E acho que vocês falaram, cara, é uma questão de filosofia ali no ponto central. E acho também que, sinceramente, se o cara quiser fazer um stock picking ali dele, ele gosta, gosta de ter essa sensação de dono, acho que é subótimo. Mas se ele gosta, pode.
Talvez deixar uma parte do patrimônio dele em ETFs mais tranquilo e ficar com uma partezinha ali no estoque pique, talvez seja a melhor saída. Mas como pobre, né? É, e existe mercado para isso. Tem gente que gosta, cara. Tem gente que gosta. É o que eu falei. A minha visão de ser dono mudou com o tempo porque eu percebi que para mim não fazia sentido. Não tenho opinião nenhuma sobre isso.
É sempre legal a gente trocar essa ideia, eu acho bem interessante, acho que a filosofia, novamente, a nossa filosofia do Basta é mais ou menos a mesma e tem algumas opiniões diferentes, mas se a gente puder discutir sobre isso, eu acho bem interessante mesmo, mas é isso.
Geraldo? Então, finalizando aqui para não se esticar muito, cara, reforço, né? Eu sou fã do Báser, acompanho o canal dele. Seria uma honra se ele viesse aqui para a gente bater um papo, uma conversa de boteco, digamos assim, sem querer forçar nada, porque ninguém quer forçar ele a investir através de ETFs, nada, mas sim mostrar alguns argumentos. Pensando no público em geral, talvez faria mais sentido realmente incentivar as pessoas a investirem através dos ETFs, porque é uma forma mais tranquila, é uma forma que aumenta realmente as chances de sucesso.
Então aí fica meu convite para o Buster ou para algum conhecido dele que estiver vendo esse episódio aqui. Se ele estiver afim, basta entrar em contato. Vai ser uma honra para a gente. Gostamos bastante. A mesma filosofia de investimento, tudo bate, cara. A gente defende, estamos muito alinhados. É só essa questão realmente do ETF ou do estoque pequeno, do instrumento, da forma realmente que você vai investir.
Com certeza a galera que segue o Buster, um ou outro, vai acabar caindo nesse episódio, que vai estar o título Buster aqui. Pô, quem puder direcionar, fala, ó, Buster, tem o Stop Loss lá, assiste, que tal participar? A gente tá aberto. Joãozinho, finaliza aí com a frase final, aí, resumindo o episódio. Essa frase aqui, eu vou primeiro falar e depois vou dizer quem...
emitiu essa frase, tá certo? Vai ser surpreendente. Um fundo indexado de baixo custo é o investimento em ações mais sensato para a grande maioria dos investidores. Eu sei quem falou isso. Dito por? Dito por? Exatamente.
Foi nesse livro aqui, não foi, Joãozinho? No Investidor de Bom Senso. Investidor de Bom Senso. E foi num jantar, tá? Porque o pessoal fala só uma questão, né? Que o pessoal fala, ah, isso daí é frase de internet, ó. O Warren Buffett falou isso para o finado John Bogle em um jantar, viu? E vai ser o livro, o clube do livro do Stop Loss, o Investidor de Bom Senso.
Eu achei que era o Damond Aran, porque o Damond Aran falou exatamente algo nesse sentido. Ele disse que ele faz stock picking por hobby. Exato, exato. O pessoal não sabia que ele estava tudo certo. Estamos falando do papo do valuation. Um dos caras mais respeitados do mundo para dizer se uma empresa está barata. O papa, total respeito ao basta, mas se o papa do stock picking, que é o Warren Buffett, fala isso, será que não vale a pena abrir os olhos? Fica a dica. Valeu, até mais. Valeu, pessoal. Tamo junto. Valeu. Valeu.
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