Bluetimes Talks #T02EP18 - A força do mercado de bairro, decisões no escuro e os bilhões do Dia das Mães
Nesta edição, trazemos os bastidores do Smart Market ABRAS 2026, onde o setor supermercadista celebrou um faturamento histórico de R$ 1,145 trilhão em 2025 e discutiu os impactos da tecnologia e da reforma tributária. Analisamos também o grande otimismo para o Dia das Mães, data emotiva que deve movimentar R$ 11,06 bilhões apenas no e-commerce, exigindo uma integração impecável de canais para capturar a venda.
Alertamos para um cenário preocupante: 78% das empresas brasileiras ainda decidem no escuro, baseando as suas operações no puro "achismo" em vez de dados concretos. E mostramos a ascensão silenciosa do mercado de bairro, que virou o destino de compra principal para os Millennials e a Geração Z.
Entre os destaques:
🛒 Smart Market ABRAS: O raio-X do setor que já representa 9,02% do PIB brasileiro e os alertas sobre a transição da reforma tributária entre 2027 e 2032.
💐 A Emoção que Vende: Como a jornada de compra fragmentada do Dia das Mães exige que o varejo ofereça conveniência, curadoria e integração entre WhatsApp, redes sociais e a loja física.
📊 O Preço de Decidir no Escuro: A diferença brutal de caixa entre a maioria que opera por instinto e os 22% de empresas analiticamente maduras que testam antes de investir para proteger margens.
🏘️ O Gigante de Bairro: Por que o índice de satisfação no canal independente (82%) bate as grandes redes e como a juventude busca pertencimento e produtos únicos perto de casa.
Também trazemos os principais números da semana: a leve alta de 0,3% no volume de vendas de supermercados (IVS) em março , o estado de Maryland (EUA) proibindo o uso de dados para precificação dinâmica , a pressão legislativa americana contra os caixas de autoatendimento devido a furtos e desemprego , e o receio de 55% dos consumidores em deixar a IA finalizar compras em seus nomes.No giro de mercado, a expansão do Zaffari em São Paulo e as mudanças estratégicas de liderança na Unilever e no Cencosud.
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Luiz Guilherme
- Tomada de Decisão78% das empresas brasileiras decidem por achismo · Diferença de caixa entre empresas maduras e não maduras · Validação de dados antes de investir · Excesso de informação sem método · Supermercados como fonte de dados de comportamento
- Smart Market ABRAS 2026Faturamento histórico do setor supermercadista · Impactos da tecnologia e reforma tributária · Ranking Abras 2026 e Nielsen Aiki · Presença da BluSoft no evento · Debates sobre segurança pública e regulação
- Mercado de bairroDestino de compra principal para Millennials e Geração Z · Índice de satisfação no canal independente · Motivações de compra: apoio à economia local e produtos únicos · Desafio para grandes redes: replicar proximidade · Varejo de proximidade como destino de compra principal
- Dia das MãesProjeção de faturamento de R$ 11,06 bilhões · Alta de 10,78% em relação ao ano anterior · 18,49 milhões de pedidos previstos · Integração de canais: WhatsApp, redes sociais e loja física · Consumidor busca conveniência, curadoria e emoção
- Indicadores de mercadoLeve alta de 0,3% no volume de vendas de supermercados em março · Maryland proíbe precificação dinâmica baseada em dados · Pressão legislativa nos EUA contra caixas de autoatendimento · Desconfiança de consumidores com IA finalizando compras · Expansão do Zaffari em São Paulo · Mudanças de liderança na Unilever e Cencosud
Você sabia que, enquanto muita rede gigante quebra a cabeça para entender a geração Z, esses jovens estão descendo a rua para gastar o dinheiro deles no mercadinho da esquina? E que, mesmo com tantos painéis e tecnologia, quase 80% das empresas no Brasil ainda tomam decisões baseadas pura e simplesmente no achismo.
É sobre essas contradições e grandes oportunidades que nós vamos falar hoje. Olá, sejam muito bem-vindos a mais uma edição do BluTown Stocks, se você quer entender o que movimento varejo, chegou a hora. Na edição de hoje, nós vamos analisar os bastidores do Smart Market da Abras de 2026, onde o setor comemorou um faturamento de mais de 1 trilhão de reais e a Bullsoft esteve presente. O otimismo para o dia das mães, uma data emotiva e que promete movimentar mais de 11 bilhões de reais só no e-commerce.
O perigo da falta de dados. Por que 78% das empresas brasileiras ainda descirem no escuro e perdem dinheiro diariamente? E a ascensão silenciosa do mercado de bairro que virou o destino favorito dos millennials e da geração Z? Eu sou o Luiz Guilherme e agora a gente começa o giro pelos teus que não afiniram a sua estratégia nesta semana. Vamos nessa?
Smart Market Abras 2026, o varejo reunido e a BluSoft estava lá. Nos dias 27 e 28 de abril, São Paulo sediou o Smart Market Abras 2026, o principal encontro do varejo supermercadista do Brasil. E essa edição teve um sabor especial para a gente. A BluSoft esteve presente como patrocinadora em dois momentos que merecem destaque.
Na noite do dia 27, o jantar de abertura marcou a divulgação do tão aguardado ranking Abras 2026, elaborado em parceria com a Nielsen Aiki. Os números impressionam. Em 2025, o faturamento total das redes supermercadistas alcançou mais de 1 trilhão de reais, o equivalente a 9,02% do PIB brasileiro.
E o setor emprega mais de 9 milhões de pessoas direta e indiretamente e conta com quase 440 mil lojas em todo o país, recebendo cerca de 30 milhões de consumidores por dia. Como bem define a Abras, é um setor do tamanho de um país. Já no dia 28, a programação avançou com painéis sobre eficiência operacional, reforma tributária, retail media e os grandes desafios do varejo.
E foi nesse contexto que a BluSoft marcou mais um momento especial. A nossa Key Account Manager, a Lynne Tibério, subiu ao palco para apresentar ao mercado como a BluSoft apoia o médio e grande varejista com tecnologia de ponta e inteligência artificial embarcada no ERP. E vale sempre lembrar, o ERP da BluSoft foi o primeiro do Brasil desenvolvido natimamente na nuvem, o que garante escalabilidade, segurança e atualização contínua para as operações dos nossos clientes.
O evento também trouxe debates importantes sobre o cenário macro. Empresários como Luciano Ang da Havan e Diego Barreto, CEO do iFood, discutiram segurança pública, regulação e o futuro das plataformas digitais no varejo. A reforma tributária dominou parte da agenda, com lideranças alertando que o período de transição previsto entre 2027 e 2032 vai exigir organização, tecnologia e muita atenção à gestão fiscal.
E por que você deve ficar de olho? Porque o Smart Market da Abras é muito mais do que um evento, ele é onde o varejo brasileiro toma o pulso do setor, debate os próximos passos e celebra quem está construindo o futuro da alimentação no país. A Bustoft tem orgulho de fazer parte dessa jornada, apoiando os supermercadistas com a tecnologia que o varejo precisa para crescer com eficiência e inteligência.
Dia das Mães, a data emotiva que enche o caixa. O Dia das Mães é, sem dúvida, uma das datas mais importantes do calendário do varejista brasileiro, e os números de 2026 confirmam isso com folga. A Abiacom projeta que o e-commerce deve movimentar 11,06 bilhões de reais na data, uma alta de 10,78% em relação ao ano anterior, com 18,49 milhões de pedidos previstos.
No varejo físico, o otimismo também é grande. O grupo Super Nosso, por exemplo, projeta um crescimento de até 20% nas vendas em comparação ao mesmo período do ano passado, apostando em flores, sobremesas, cortes nobres e vinhos para atender quem quer celebrar com estilo. E o que torna o Dia das Mães tão especial para o varejo vai além do volume. Afinal, essa é uma data de apelo emocional intenso, com um ciclo de decisão curto e alta propensão à compra por impulso. Afinal, quem não quer é presentear bem a sua mãe, não é mesmo?
E isso cria uma janela de oportunidade clara, mas também um risco. Quem não estiver preparado para atender esse consumidor no momento e no canal certos, acaba perdendo a venda. E esse é o ponto mais relevante. O consumidor de hoje não compra por um único caminho. Ele descobre o produto nas redes sociais, tira dúvidas pelo WhatsApp, compara preços no site e muitas vezes finaliza a compra na loja física. E para ele, não existem canais separados. Existe uma única conversa com a sua marca.
O problema é que grande parte do varejo ainda opera de forma desconectada e é justamente nesse descompasso que as vendas acabam se perdendo. E o supermercado tem um papel central nessa data, especialmente para quem quer montar uma experiência em casa. Um almoço especial, uma cesta temática, um brunch caprichado, flores no vaso, um vinho selecionado, sobremesas, queijos, embutidos, cestas prontas. A gama de produtos personalizados é imensa.
E essas são categorias que tendem a performar muito bem quando bem posicionadas e comunicadas. E por que você deve ficar de olho? Porque o dia das mães não é uma data que se improvisa. O varajista que mapear o mix certo, garantir o abastecimento nos momentos críticos e oferecer uma experiência integrada entre os canais, vai transformar o apelo emocional da data em um resultado real no seu caixa. E lembre-se, o consumidor está mais cauteloso com o orçamento, mas não está disposto a abrir mão de presentear bem. E quem entregar conveniência, curadoria e emoção,
Vai sair na frente! Você sabia que 78% das empresas brasileiras ainda decidem no escuro? É isso mesmo! Se coletar dados virou uma rotina, usar eles para tomar decisões? Não! Um levantamento recente da consultoria Pianalytic
divulgado pela ESA+, mostrou que 78% das empresas brasileiras ainda não conseguem transformar o volume de informação que coletam em decisões estratégicas. Apenas 22% atingiram os níveis competitivo ou maduro em maturidade analítica. Ou seja, a esmagadora maioria continua operando no extinto, mesmo com dashboards abertos na tela e uma planilha rodando em segundo plano.
E para quem está no varejo, esse abismo custa caro todos os dias. Decisões de sortimento, precificação, negociação com a indústria, abertura de loja, campanha de mídia, layout de gongla, ufa. São dezenas de escolhas tomadas no achismo quando poderiam ser sustentadas por uma evidência.
E o resultado acaba aparecendo no caixa. É o produto que não gira, ocupando um espaço nobre. É a ruptura no item que vende. Promoção que não converte. Uma margem perdida em uma categoria que daria para defender. Tudo isso era o dado que estava lá, mas que acabou não virando uma decisão.
E a diferença entre o grupo dos 22% maduros e o restante está, de acordo com o estudo, na capacidade de validação. As empresas analísticas testam antes de investir. Elas comparam o preço e o mix do concorrente em tempo real antes de mexer na própria prateleira.
mapeiam o comportamento do consumidor antes de redesenhar a jornada, validam o conceito da campanha antes de comprometer o orçamento de mídia. As demais ainda tratam a planilha como destino final do dado, e não como ponto de partida da decisão. E como é sumido Thalita Castro, CEO do Pignon, na reportagem dessa a mais, o excesso de informação sem método é um dos principais obstáculos para o crescimento das companhias. O problema hoje não é mais ter o dado, é ter critério para separar sinal de ruído.
E o varejo alimentar tem uma vantagem natural que muita gente ainda não explora. Ninguém tem mais frequência de compra com o consumidor do que o supermercado. Cada cupom é um gado de comportamento. Cada categoria conta uma história sobre hábito, ticket, sensibilidade a preço, resposta à promoção. Quem usa essa base para decidir, compra melhor, negocia melhor com o fornecedor.
e oferece ao cliente a condição que ele de fato valoriza, e não a que o varejista acha que ele valoriza. E por que você deve ficar de olho? Porque decidir com dados deixou de ser um diferencial e virou uma condição de sobrevivência. Os 22% que já fizeram essa virada estão comprando melhor, gerando estoque com mais inteligência e defendendo margem em um ambiente cada vez mais apertado. Os outros 78% pagam a conta, geralmente em ruptura, em cali ou um cliente que acaba não voltando.
A boa notícia é que o caminho não exige tecnologia de ponta logo de cara, exige método. Começa por escolher uma decisão recorrente, definir qual dado responde a ela e parar de decidir sem olhar.
Mercadinho de bairro, o gigante silencioso do varejo. E tem um dado que joga luz sobre uma virada importante no varejo alimentar e que muita rede grande ainda não acabou digerindo ele completamente. Segundo o levantamento da OnDeck, divulgado pela S&A+, os supermercados independentes já respondem por 37% dos gastos realizados em negócios locais nos Estados Unidos. O consumidor médio investe 2.300 dólares por ano em mercados de bairro.
E a projeção para 2026 é de mais 12,6% de avanço nesse canal. E o dado é americano, mas o movimento conversa diretamente com o que já se vê no Brasil, o pequeno e regional ganhando espaço e relevância na cesta da família. E o mais interessante é quem está puxando esse crescimento.
Não são os Baby Boomers, com apenas 48 compras anuais no varejo de proximidade, são os Millennials e a geração Z, com 158 e 155 visitas por ano, respectivamente. O consumidor jovem que muita gente imagina hiperconectado e fiel no Marketplace é justamente quem está descendo a rua para comprar no mercadinho da esquina.
E para o Paranel Regional Brasileiro, a leitura é animadora. Os novos chefes de família frequentam mais o PDV local e chegam com um ticket relevante, sustentando o fluxo de caixa dessas operações. E o porquê dessa preferência merece uma atenção redobrada. Sustentabilidade aparece como motivador para apenas 13,5% dos consumidores. O que realmente decide a escolha é outra coisa.
48,2% dizem comprar no varejo local para apoiar a economia da própria região e 41,9% buscam produtos únicos que as prateiras padronizadas das grandes redes não oferecem. E some isso a um índice de satisfação de 82% no canal independente contra 65% das grandes redes. E fica claro que o jogo não está sendo decidido por preço e nem por marca própria, está sendo decidido por pertencimento, curadoria e relação.
E isso traz um desafio direto para as grandes redes que querem disputar essa preferência. Volume e processo padronizado, que sempre foram a força do grande varejo, viraram limitação quando o consumidor quer o oposto. Replicar a mesma loja em 100 unidades diferentes deixou de ser uma eficiência e passou a ser distância do cliente. As redes conseguirão competir nesse cenário são as que entenderem que cada loja precisa aparecer da região onde está.
com sortimento local relevante, parceria com o produtor da área, comunicação que reconheça o bairro e um atendimento que lembre o nome do cliente. Não é abandonar a escala, é usar a escala para entregar proximidade de verdade. E por que você deve ficar de olho? Porque o varejo de proximidade deixou de ser a opção de quem esqueceu o item na lista do mercado grande e virou o destino de compra principal para uma geração inteira. Quem é independente precisa investir no que já faz bem, comunidade, curadoria e produto exclusivo.
Quem é grande rede precisa repensar o que significa estar perto, antes que perto vire sinônimo de outro endereço. No fim, o consumidor está dizendo de forma bem clara onde quer gastar o dinheiro dele. Cabe ao varejo escutar.
E as quatro pautas de hoje pintam um retrato muito honesto do varejo brasileiro. Grande o suficiente para celebrar um trilhão de reais de faturamento, mas ainda em um processo de aprender a usar os dados que já tem, a atender o consumidor onde ele está e a ser relevante no bairro onde ele vive. Esse é o varejo de 2026, cheio de oportunidade para quem souber enxergar o movimento certo. E agora, saindo das tendências macro indo para os números e movimentações de mercado desta semana, vamos para o nosso giro rápido de notícias.
E agora no nosso giro de mercado com as curtas e rápidas, nós temos! O volume de vendas de supermercados e alimentos teve uma leve alta de 0,3% em março, puxado pela resiliência dos itens essenciais segundo o índice do varejo Stone. O setor aguarda o ciclo de corte de juros para destravar mais o consumo.
E o estado de Maryland nos Estados Unidos tornou-se o primeiro a proibir a precificação dinâmica baseada em dados pessoais para evitar que o varejo maximize lucros em cima da necessidade do cliente, ajustando preços pelo histórico de busca ou localização. Outra barreira nos Estados Unidos. Walmart e Target se preparam para restrições aos caixas de autoatendimento. A pressão legislativa visa proteger empregos e reduzir furtos. Em Rhode Island, o projeto quer limitar a 8 terminais por loja.
E a desconfiança continua. 55% dos consumidores se sentem desconfortáveis em deixar a IA finalizar compras em seus nomes, temendo fraudes. Quase 51% acham que as plataformas de IA deveriam arcar com custos de compras não autorizados.
Nas inaugurações da semana o setor segue aquecido. O Zafari ampliou a presença em São Paulo com um novo hipermercado. A Rede Festival atualizou lojas compradas da Verde Mais e reinaugurou uma unidade no Paraná. O Supermercado BH inaugurou três lojas e formalizou um acordo comercial com a DNA, dona das redes EPA e Mineirão.
Tivemos também aperturas dos atacadistas Super A, Super Coq e Presunic, chegando a 28 lojas revitalizadas no Rio de Janeiro. E no vai e vem do mercado tivemos grandes mudanças na dança das cadeiras. A família Polman, fundadora da Senkosud, volta a participar das decisões estratégicas da companhia.
A Unilever anunciou Diego Colicchio como presidente de cuidados com a casa para a América Latina. A rede Bom Lugar apresentou a sua nova diretoria e projeta a expansão para o ciclo entre 2026 e 2028. Os links de todas essas matérias estão na nossa newsletter, o Blue Times, que você pode receber aos cadastrar no link colocamos na descrição deste episódio.
E o episódio de hoje foi sobre um varejo que está, ao mesmo tempo, celebrando o tamanho que alcançou e sendo desafiado a crescer de uma forma completamente diferente. Mais de um trilhão de reais de faturamento é um número para celebrar. Porém, dos 78% das empresas que ainda decidem sem dados, o consumidor que prefere o mercadinho da esquina e a mãe que espera encontrar a cesta perfeita num único clique, mostram que tamanho não resolve tudo. A inteligência da operação é o que vai definir quem cresce de verdade.
E é exatamente para isso que o BlueSoft RP foi construído, para ser a plataforma de gestão do médio e grande varejista que quer crescer com controle e inteligência. 100% web, apoiado pela AWS, com o BlueSoft AI embarcado nativamente, transformando os dados da sua operação em decisões estratégicas em tempo real, do sortimento ao financeiro, do estoque ao WMS, para que você pare de decidir no escuro e comece a operar com a clareza que o seu negócio merece.
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