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sua diva é sionista?

12 de setembro de 20261h27min
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Depois que a P!NK chocou o mundo ao se revelar contra a Palestina, resolvemos listar todas as divas pop que já se posicionaram e se isentaram diante do maior genocídio da história. Será que a sua diva é sionista? Por que é importante saber isso? As fanbases deveriam cobrar posicionamento? Por que só na industria da música tem tanta neutralidade? E as brasileiras? E os gays? Vem saber de tudo isso aqui.
#FreePalestine #PalestinaLivre #divaspop #sionista #diva
Assuntos6
  • A polêmica da cantora Pink e o posicionamento de divas pop sobre o conflito Israel-PalestinaPink·Macklemore·conflito Israel-Palestina·genocídio
  • Divas pop sionistas e o apoio ao Estado de IsraelPink·Nicki Minaj·Lady Gaga·Azealia Banks·Gloria Estefan·Barbra Streisand·Paula Bidu·Mariah Carey
  • Divas pop que apoiam a Palestina e a importância de seu posicionamentoRihanna·Ariana Grande·Kate Bush·Björk·Dua Lipa·Katy Perry·Billie Eilish·Daniela Mercury
  • A dificuldade de separar a arte do artista e a cobrança de posicionamento das fanbasesarte e artista·fanbases·posicionamento político
  • A neutralidade de divas pop e a percepção de apoio implícito a Israelneutralidade·Taylor Swift·Shakira·Celine Dion·Beyoncé·Christina Aguilera·RuPaul·Elton John
  • A influência do sionismo na indústria do entretenimento e a desumanização do povo palestinosionismo·indústria do entretenimento·desumanização·conflito Israel-Palestina
Transcrição232 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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?Voz B

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?Voz C

E aí, doçuras, preparados para quebrar tabus? Preparados para romper paradigmas? Preparados para balançar o coreto? Então vem com a gente, vem crente nessa vertente, porque tem muitas rachaduras nas fanbases e é hoje que esse muro cai.

?Voz D

A sua diva pop expressionista?

?Voz C

Você já foi num show de alguém pró-Israel? Não sabe se está arrependida? Tá torcendo por quem apoia o genocídio? Vamos descobrir tudo isso e muito mais agora, porque este é o especial que lista as divas pró-Israel e as divas pró-Palestina e as neutras que, de tão neutras, parecem pró-Israel. Será? Então vamos trazer especialistas para responder essa pergunta. Primeiro, ela, ela que é Miss BRICS totalmente totalitária, ela que só usa a voz e a máquina, é a Dona Pemba. Pode entrar, pode entrar.

?Voz E

Que polêmico, eu tô até com medo de entrar. Eu não sabia que era sobre isso não. Ai, mas tá bom, eu tenho muito para falar sobre genocídio. E aí, seus putos, boa noite.

?Voz C

Boa noite, é bom ter medo, é bom ter medo. Porque ela também tá aqui, ela que é Miss SUS pelo 4º ano consecutivo. É a Kaben, pode entrar, pode entrar.

?Voz F

E aí, gays do Oriente, como estão? Espero que aí nas terras férteis do sul tudo esteja muito frio, porque aqui tá um calor do caralho.

?Voz C

Muito frio, barulhos altíssimos no céu. Quem sabe o mundo acaba antes desse ano.

?Voz F

Ai, queira Deus.

?Voz B

Que horror!

?Voz E

Gente, que introdução mais banal pra um assunto tão sério. Como vocês são frívolas!

?Voz C

Assunto sério mesmo, porque recentemente a cantora Pink causou uma cisão entre divas e fãs na internet ao compartilhar um story que criticava o rapper Macklemore por causa de um protesto pro Israel feito na apresentação desse rapper. E aí ela acabou criticada por isso. Era uma organização aí que tava falando que ele devia devolver o dinheiro porque levantou a bandeira da Palestina na apresentação. E ela só colocou nos stories, ela nem colocou um texto, nada junto.

Mas o que nos leva a uma questão muito maior? Será que eu tô consumindo uma diva pop que apoia crimes contra a humanidade?

?Voz E

Profundo, não?

?Voz C

É sempre bom lembrar, antes de mais nada, que é uma guerra desigual, né? Não é como se ambos os lados, entre Israel e Palestina, tivessem o mesmo poder bélico ou estivessem se destruindo igualmente.

?Voz F

Eu vou deixar vocês construírem a narrativa desse espaço aqui. Porque assim, tem muita diva pop que eu gosto e que senta no muro da isenção nesse assunto. Né? Ou que faltam falas muito genéricas. E eu quero entender como é que a gente vai levar isso aqui, se a gente vai atirar pedra em todas. Porque por mim, joga pedra em todo mundo, tá? Quem não tiver com vestido da Palestina para tacar pedra mesmo. Negócio de, ai, temos que ver os dois lados. Não concordo. É uma guerra irreal, desleal e desigual.

?Voz E

A gente tá falando de um genocídio, a gente não tá falando de um E pior ainda, nesse caso que o Acer falou, trata-se de uma diva pop, uma suposta diva pop, né? Uma personalidade que se revolta contra alguém que faz um protesto pró-Palestina. Tipo assim, se você não quer se manifestar, tudo bem. Mas por que você precisa se manifestar contra alguém que está se manifestando contra um genocídio? Então fica muito óbvio que além de você ser sionista, você é a favor da morte de crianças, né? E se incomoda com quem é contra. É pior ainda esse tipo de pessoa.

?Voz C

A gente vai falar muito sobre isso também, os famosos isentões neutros. E por que que isso acontece em algumas indústrias, mas não em todas, né, senhor McDonald's? Então, antes de divulgar as listas, vamos começar pelos fãs. Vocês acham que a fanbase deveria se importar com isso? É estranho um fã não ligar se a diva pop que ele tanto apoia Está também apoiando a morte de crianças? É possível separar arte do genocídio?

?Voz F

Pode falar, cabra. Eu acho que eu até falei sobre isso num jantar com alguns amigos. Acho que não especificamente voltado apenas pra Israel, mas num contexto geral. Israel, no conflito Israel e Palestina. Mas até num contexto geral sobre artistas que apoiam determinadas correntes políticas e por aí vai. E um amigo meu levantou esse ponto. É possível separar artista da pessoa? Eu acredito que não, porque a partir do momento que eu posso gostar de uma música, eu posso gostar do produto que aquela cantora entrega, eu posso achar que a sonoridade é bacana, que artisticamente é bom, mas a partir do momento que eu entendo o ser humano que está por trás da pessoa que constrói aquela persona artística, porque a gente entende que o que o artista mostra para o público é uma persona, não é ela de verdade.

Quem ela é de verdade é quem ela tá por trás, são as opiniões políticas, é o comportamento, são as relações. Então eu não consigo ter admiração, ser fã de uma pessoa que pense radicalmente diferente. Eu posso até gostar do produto que ela, que ela apresentou, mas a partir do momento que eu entendo que essa pessoa vá radicalmente contra tudo que eu acredito como pessoa, como ser humano, eu não vou conseguir ter admiração.

?Voz E

Olha, eu enquanto uma gay de 40 e tantos anos não consigo separar a arte do artista. Eu não vejo isso diferente. Os artistas que eu gosto, muitas vezes eu vejo eles encenando inclusive as próprias dores pessoais em forma de arte, né? No caso dos grandes artistas, é desse jeito que eles fazem arte. Então não dá para separar. Eu acho que é muito difícil separar o artista da obra. A pessoa, ela basicamente expressa a alma dela, a visão dela de mundo, os sentimentos dela.

Eu acredito nisso, pelo menos no tipo de artista que eu acredito, porque eu sou uma fã de Maria Bethânia, de Elza Soares, de Madonna, né? São pessoas que estavam, que contam e cantam as suas próprias vivências, sua espiritualidade, suas dores, suas lutas. É nisso que eu acredito.

?Voz C

É, eu acho importante os fãs considerarem isso, sim. Mas tem que ver também o contexto do tempo, né? Porque no século passado as pessoas tinham uma ideia sobre essa questão geopolítica. E na década passada também. Foi mais depois do famoso 7 de outubro de 2023 que as coisas ficaram realmente sérias. Então tem artistas que já tinham cancelado shows em Israel antes disso. E tem muita informação que é misturada com informação lá de 2000, lá vai bolinha.

?Voz E

É como aqui no caso a gente tá falando do genocídio que vem acontecendo de 2023 pra cá. É claro que é uma questão muito mais antiga, né? Mas a gente não via artistas até 2023 tocando tanto nesse tema, porque não era uma ferida tão aberta quanto ela tem se tornado agora, né? E também não dá pra julgar o artista por ter tirado uma foto com um determinado líder em uma determinada época e dizer que ele tem tudo a ver com os escândalos desse líder.

Também não. As pessoas às vezes tiram foto com pessoas que elas nem queriam, né? Eu acredito.

?Voz F

E eu também acredito que existe muito posicionamento vazio, tá? Nós vivemos na época do posicionamento. Então não é porque a minha diva pop postou uma foto com a bandeira da Palestina, não quer dizer nada, amor. Não quer dizer nada. Quer dizer apenas que a pessoa que cuida das redes sociais daquela pessoa fez isso para mostrar um tipo de ligação, de engajamento que vá beneficiar a imagem daquela pessoa. Até porque a gente sabe que pelo menos grandes artistas, não estamos falando de uma, pelo amor de Deus, sei lá, de uma Paula Fernandes da vida, a gente tá falando de grandes artistas, artistas com alcance internacional, essas pessoas não cuidam de suas próprias carreiras.

Elas têm uma equipe pra isso. Então assim, pra mim tem muito posicionamento vazio também.

?Voz C

É verdade, recentemente Paula Fernandes falou que não quer se envolver com esse assunto, que ela não entende nada disso, que ela só quer cantar. E é estranho, né? Porque fica parecendo que querer que todo brasileiro tenha café da manhã, almoço e jantar é a mesma coisa que imitar os mortos na pandemia. E os artistas geralmente defendem os oprimidos, né? E aí, ou você defende todos ou você não defende nenhum. A Ney Matogrosso, por exemplo, ela só se preocupa com as crianças de Hiroshima.

?Voz F

Pensem nas crianças mudas telepáticas.

?Voz E

Ai, babado, babado! Aí também são momentos, né? É verdade, nem sempre os artistas querem se posicionar, não são obrigados. Se uma Paula antes da vida, como o Cabrinha tá falando, é melhor que nem se posicione. Ai, só quero fazer música, não entendo disso. É um genocídio a olhos nus, não tem como você dizer não, eu não estou vendo isso que está acontecendo. Mesmo que você não seja politizada, mesmo que, sei lá, não sei, que você não se importe com a vida, né?

?Voz F

Eu não duvido que isso aconteça, sabe? Sabe por quê? Eu acho que a gente acaba se envolvendo muito nesse embate porque a gente se importa. Que a gente busca, porque a gente lê muita notícia. E, gente, tem muita gente alienada por aí. Tem muita gente do convívio comum que acredita que a guerra acabou, que acredita que as coisas já estão tudo bem, que a Palestina tá sendo destruída. E as pessoas não buscam. Então, assim, como é uma coisa que até a própria mídia mascara o que acontece, imagine esses artistas que têm uma vida corrida, Então, que às vezes vivem num mundo da lua, num mundo próprio.

Eu não duvido nada que essas pessoas não busquem e de fato não se importem. Porque de fato não atinge elas. Agora, é como eu disse, pra mim, ao mesmo tempo que tem pessoas que de fato se importam, que de fato fazem questão de fazer pressão política, tem artista que só se aproveita do momento para fazer hype.

?Voz C

É, infelizmente, as pessoas estão cada vez menos humanas. E pra piorar a situação, vamos começar logo com essa lista. E vamos começar com as divas pop sionistas. Eu disse da Pink, né. E eu achei curioso da Pink que ela foi muito amada depois daquele Rock in Rio que ela fez aqui, em 2019. Só que resgataram alguns vídeos antigos de comentários que já mostravam que ela era um pouco escrota. E aí, parece que um ciclo se fechou. E muitos outros artistas deixaram de seguir a Pink por isso.

Então eu achei que foi um marco mais fatídico assim. Outras conseguiram passar mais discretamente.

?Voz E

E quem mais temos na lista? Porque essa é a escrota do momento, mas ela puxou o tema que despertou a nossa.

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?Voz B

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?Voz E

Curiosidade, deve ter mais um monte aí e a gente não tá se tocando, né, não tá se ligando. Resolveu desmascarar, essa é a do momento, né, como vocês disseram.

?Voz C

Pois é, mas muitas outras já se manifestaram a favor do Estado Genocida de Israel, como por exemplo Nicki Minaj, Lady Gaga, Azealia Banks e Gloria Estefan, que até expressou publicamente apoio a Israel. Logo que aconteceu o episódio fatídico de outubro de 2023. E também temos Barbra Streisand, Paula Bidu, Mariah Carey. Muita gente ficou chocada, muita gente ficou triste.

?Voz E

Quantas são casadas com magnatas sionistas, Halouk? Ou financiadas por um?

?Voz C

Muitas são casadas com magnatas. É, tem uma gente que se casou. Ai, a minha amiga caiu, já vou continuar.

?Voz F

Me ouvem agora? Eu ouço.

?Voz C

Ah, agora sim.

?Voz F

Ai, eu acho que eu tinha me desconectado sem querer. Ai, gente, eu tenho que apertar uma coisa, porque a gente quando vai, quando vocês disseram o tema, eu fui pesquisar, né, para ver as que já fizeram declaração ou não. É verdade essa matéria aqui da Folha de São Paulo que que a Madonna declarou apoio a Israel em 2023 junto com a Gal Gadot, aquela atriz que fez A Mulher Maravilha. Isso é verdade ou isso aqui é fake news?

?Voz C

É fake news. A Madonna foi a única diva pop que conseguiu ficar num lugar que não nem apoia nem desaprova nem é neutro, porque ela apoia a Palestina, mas ela também não condena Israel porque tem muito rabo preso com DJs e produtores do mundo da música que são sionistas, infelizmente. Mas a Madonna, ela levantou a bandeira da Palestina quando se apresentou em Israel no Eurovision. E a equipe dela teve até problemas pra deixar o país.

E ela tava promovendo uma instituição de ajuda humanitária em parceria com mulheres palestinas. Recentemente isso aconteceu. Então ela é considerada uma partidária da coexistência pacífica e tem mais de 20 anos que ela prega isso. Mas eu acho que ela devia sim condenar os atos de Israel, no mínimo.

?Voz F

Eu acho que ela tem uma ligação muito forte com— não digo com o Estado, até porque ela fez shows lá também muito icônicos, mas ela tem uma ligação muito grande com essa galera do show business.

?Voz E

Americano.

?Voz F

E a gente sabe que grande parte dessa galera do show business americano é financiado por essa galera judia, né? Então é basicamente falando sobre gravadoras, sobre contratos. Acho que tem muita coisa que envolve isso aí também.

?Voz C

Sim, principalmente DJs como Diplom, esses DJs de raves, né? Tem muitas raves ali pelo lado de Israel. E muitas pessoas que frequentam essas festas às vezes nem imaginam, mas estão apoiando o genocídio também. Mariah Carey realmente foi um grande choque. E aí eu tenho um nome aqui que não é uma diva pop, mas é uma diva queer: Boy George. Ela também apoia Israel. E o choque maior de todos, gente: Cher. Cher manifestou apoio a Israel publicamente após os ataques de outubro de 2022. 3 e declarou em redes sociais que o mundo não pode ficar em cima do muro. Mas tem que ficar desse lado, chefe.

?Voz F

Você sabe o que me choca de verdade sobre esses nomes assim, Maracel e Xé? O que me choca de verdade é que assim, a rapidez como é um ataque lá naquele ataque no acampamento do pessoal do Hamas é Rapidamente as pessoas se levantam pra falar, nossa, que absurdo, que triste, estamos com Israel. Mas não choca a imagem de milhares de crianças morrendo de fome, sendo mortas. Não choca um país inteiro ser devastado. Não choca os próprios judeus fazendo o que fizeram com eles lá atrás, no mundo da guerra.

Então, isso não choca. É a seletividade. Talvez porque a cor da pele, né? Talvez por causa da origem religiosa, eu não sei, mas tem muita coisa assim, muita coisa.

?Voz C

É muito curioso. Inclusive não choca com a destruição de hospitais, universidades, escolas e tantas imagens tristes que a gente já viu dessa guerra da Faixa de Gaza, do sul do Líbano, de outros países inclusive, né, que Israel também tá tomando território e as pessoas agem Naturalmente. Como Miley Cyrus, ela também assinou uma carta muito suspeita pro Biden na época que teve esses ataques aí de outubro de 2023. E as pessoas acharam um pouco sinistro.

?Voz E

Sabe o que me choca de tudo? Porque assim, a gente sabe que até mesmo dentro do território de Israel existem judeus, inclusive judeus ortodoxos, que são pró-Palestina, né, pró-vida. Então o que me choca é que eu penso que um artista é um ser questionador, né? É um ser com ideias diferentes, humanistas. E de repente você ouve uma Cher dizendo que está do lado de Israel e que não se pode ficar em cima do muro. Do lado de Israel o quê?

Do lado do assassinato de crianças? Da morte de crianças? Sabe? Da total destruição de um povo? Porque não é questão de... Não é nenhuma guerra. Um lado não tem nem exército. É um ataque covarde que vem acontecendo. Vindo há quase 100 anos. Então chegou aí nesse ponto que agora a gente cria toda essa polêmica em torno disso e fala disso, mas para quem vive lá já é um inferno desde quando aquelas pessoas desembarcaram lá a mando da ONU, né, que aquele território foi invadido e tem sido invadido ano após ano.

Então ainda que você seja judeu, ainda que você seja sionista, é impossível negar que o território tem sido invadido e tem dado motivo para que uma resistência reaja em algum momento. Reagiu em que momento? A gente tá aqui falando de músico e não sabe, por exemplo, que não lembra, por exemplo, que o Hamas fez um ataque justamente no dia de um festival de música eletrônica, que para eles também é uma mácula, né, a terra deles sendo usado para um festival mundano, jovens do mundo inteiro usando droga.

E a indústria da música eletrônica é basicamente financiada pelos judeus, pelos sionistas, e grandes artistas da cena são. Eles achavam que estavam só se divertindo, mas estavam também também magoando os oprimidos do outro lado, né? Então foi uma resposta. E aí é aí que entra a música, né? Todo mundo quer tomar um lado, ninguém quer perder os contratos. Mas e a humanidade? Não choca desumanizar um povo para achar que vale tudo?

Destruir o território, fazer 1 milhão sair dali por causa de uma rave, é legal isso? Tipo, hello, Cher, sabe? Dá para gostar de uma pessoa que não se importa com a morte de criança?

?Voz F

Sabe o que faz parecer você, não fica parecendo que é grande parte, até porque acho que no Space muito tempo atrás da gente, a gente até chegou a falar disso, que existe uma coisa muito louca não só nesse conflito como nas pessoas que tomam partido por lados nele. Que por exemplo, a gente vê um estado que tem um apoio de várias potências mundiais, um estado que foi criado pós-Segunda Guerra por um organismo internacional onde pessoas foram jogadas numa terra que já existiam pessoas morando.

Então costumes absurdamente diferentes, religiões distintas, e isso óbvio ia provocar um choque, um conflito. E aí você tem de um lado um povo pobre que não tem apoio militar, que não tem apoio de nenhuma nação, e que tem costumes muito diferentes dos nossos costumes ocidentais, que tem uma religião que muito provavelmente nos chicotearia se a gente tivesse lá, não sei, não, não, não seria pró-vida se fosse para nós homossexuais.

E do outro lado a gente tem um outro povo maluco que é apoiado por todas as potências, e onde ser viado é permitido, onde tocar música do mundo é permitido, mas que ao mesmo tempo pratica uma coisa que praticaram com eles. Então assim, o que me, o que vai me, o que foi me envenenando de todo desse conflito é perceber que o ódio ele é semeado há muito tempo. E assim, não são nas grandes coisas, é, não são nos pequenos conflitos.

E aí você às vezes tem que escutar pessoas dizerem: ah, mas você tem que defender Israel porque você é gay, e se você é gay você tem que defender Israel porque senão o povo da Palestina não lhe mataria. Não é sobre isso, gente, nunca foi sobre isso. Se a gente não souber chegar num consenso onde a gente consiga coexistir com as pessoas que são diferentes de nós, então de fato tá na hora de acabar com a Terra, ou pelo menos com a humanidade.

?Voz C

Tem razão, nenhuma guerra que tá acontecendo no mundo é por causa de gay, porque tem gay ali, não querem que tenha um gay ali. E muitos enrustidos também sofrem os ataques do Estado Genocida de Israel. É curioso como um Estado tão jovem consegue fazer isso, né? Surgiu em 1948, não tem nem 100 anos. E infelizmente, a humanidade acaba instrumentalizada, usada como arma. E os fãs das reis, e aí as fanbases, as divas pop também são instrumentalizadas.

Agora, isso acontece até mesmo no Brasil, gente. Tem uma diva pop brasileira que gerou polêmica em outubro de 2023 ao publicar uma imagem da bandeira de Israel com a frase eu estou com Israel e na legenda em oração por Israel, logo após o início do conflito com o Hamas. Vocês conseguem adivinhar quem é essa brasileira?

?Voz F

É a Cláudia Leite?

?Voz C

Certa resposta!

?Voz E

Nossa, de primeira, Kaden!

?Voz F

A gente não precisa nem forçar muito, né? Porque é a única que assim abertamente não tem medo de falar as bosta que fala, né?

?Voz C

Tem razão. Agora vamos entrar numa área cinza, vamos com a lista das pessoas neutras, que talvez seja até mais perigosa, né? Será que Se a pessoa não fala nada, então apoia Israel?

?Voz F

Eu acho que não existe neutralidade em conflito, gente. Esse negócio de, ah, é uma pessoa que... Não existe neutralidade. Se a pessoa tem medo de perder alguma coisa por declarar sua opinião, ela só tá declarando a opinião.

?Voz E

Não, e neutralidade num caso desse, se a gente comparar a quantidade de mortes que foram causadas de um lado e de outro, não tem como ter neutralidade mesmo, né? Lembrando que desde quando o Estado de Israel foi criado, ele foi, ele se expandiu, né? Então ele criou vários conflitos de lá para cá. Muita gente vem sofrendo desses conflitos desde então. E quem sobrou, o que restou da Faixa de Gaza, era praticamente uma prisão a céu aberto, né, controlada por Israel até o momento.

Aí então é claro que uma hora vai haver alguma reação mesmo para um lugar pobre como Cabendice, um lugar sem exército, uma hora vai haver alguma reação, né? Mas é claro que é uma luta de um gigante contra uma formiga, não tem a menor condição. O Estado é financiado pelos Estados Unidos, eles têm grandes armamentos.

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?Voz B

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?Voz C

Não tem a menor condição. Então, antes de começar essa lista, eu quero dar as boas-vindas para ela, Miss Al-Qaeda. Dona Bel, pode entrar, pode entrar.

?Voz D

Gente, só para o meu TCC aqui que eu esqueci de anotar, qual é mesmo a pop, pop para BR, que é sionista, que Cabem acertou de primeira?

?Voz C

Cláudia Leite.

?Voz D

Gente, eu ia dizer que era Luísa Luiza Sonza, mas Luiza Sonza não deve nem apontar onde é o mapa de Israel, da Palestina. Ela não deve saber muito, né, de geopolítica.

?Voz C

Olha, complicado começar a pesquisar o nome dessas divas e descobrir informações que não queria ter descoberto. Qual que é a sua diva pop preferida?

?Voz D

Aí eu tenho medo porque mamãe é um pouco, é um pouco cabala.

?Voz E

Mamãe entra na lista que eu acredito introduzindo, que é a lista obscura.

?Voz D

Eu tenho medo se o nome de mamãe não vai estar nessa lista.

?Voz C

É a que defende a Palestina, mas não condena Israel. Ela tá fora até do meu. Tá uma coisa muito louca, tem umas listas muito loucas aqui. Por exemplo, Britney Spears, uma vez ela postou: minhas terras fazem Israel parecer desmembrante. O que isso quer dizer, gente?

?Voz D

O que que isso quer dizer? Nossa, que esfinge!

?Voz E

Vocês acham que isso é uma frase de alguém que é pró-Israel ou pró-Palestina? Eu fiquei bem curioso, eu não consegui entender.

?Voz D

Como é que é a frase?

?Voz C

Eu acho: minhas terras fazem Israel parecer a Disneylândia. Mas eu acho que ela se referia a Israel da Bíblia, não ao estado genocida que existe agora.

?Voz D

Mas esse enigma é para minhas terras, porque ela tem terras. Então fazem parecer Israel, e Israel parecer de— nossa, profunda!

?Voz C

Olha, os israelenses acham muito divertido serem israelenses.

?Voz F

Eu acho que ela tá fazendo referências ao Rivotril que ela esqueceu de tomar. A gente, a Britney, Britney, ela tem licença poética para bater faca, para falar que viu malhem, para sei lá, para vestir uma burca, qualquer coisa. Não dá para levar a sério o que a Britney Spears fala, né?

?Voz D

É licença drogética, no caso.

?Voz C

Também tem um caso de quem mudou de opinião, como a Jessie Williams. Ela se declarou a favor dos sionistas, mas deixou de apoiar Israel e começou a cantar em evento pró-Palestina, talvez por ver os horrores comentando, né?

?Voz E

Tem isso também, né, gente? Tem quem tem o rabo preso, não vai abrir mão da opinião, vai continuar mesmo sabendo que tá errado, vai continuar porque alguém te financia, né? Alguém aí da indústria, a gente sabe que eles dominam a indústria. Mas tem quem em algum momento desperta uma consciência, é impossível não despertar. Eu comecei a levantar dados para a gente conversar aqui hoje, eu comecei a passar mal e eu não lembro de mais nada porque eu tive que apagar, se distrair, porque é assustador o que eles vêm fazendo e o que eles fizeram esse tempo todo, sabe?

Normalizou porque as redes sociais normalizam, né? Mas que bom que pelo menos uma pessoa da indústria mudou de opinião.

?Voz C

E já publicaram tantas imagens chocantes que não tem como a pessoa achar isso super comum. E então vamos para a lista das divas pop neutras. Que não fala nada, não apoia nem condena, não tá nem para um lado nem para o outro. Taylor Swift está aqui. Tem a Shakira, que já cancelou uma apresentação em Israel em 2018 pela pressão dos fãs, mas nunca tocou muito no assunto. Tem a Celine Dion, também isentona. Tem a Beyoncé, também isentona.

E Christina Aguilera. Que fez um show lá antes da guerra piorar e depois não tocou mais no assunto.

?Voz F

Para mim, de todas essas daí, acho que só a Beyoncé de fato não é extremamente lá para Israel. Mas nem posso dizer isso porque eu acho que ela também tem uma grana envolvida, então ela não pode nem abrir a boca para dizer foda-se Israel. Porque primeiro que é uma pessoa que liga muito para esse tipo de, liga mais para a própria imagem do que para essa, para as vidas das crianças palestinas, né? Primeiro, eu acho, logo de cara, eu acho isso, todas elas ligam muito mais para a própria imagem do que para as vidas que são perdidas no conflito.

Segundo, que assim, de uma lista de quê, 7, 8 que você falou, tem uma preta e 6 brancas. A gente, por favor, Taylor Swift, Taylor Swift praticamente a neta da Ku Klux Klan, Jesus.

?Voz E

Gente, mas é pior uma Nicki Minaj pró-Israel ou uma Beyoncé neutra?

?Voz F

Eu acho que é muito pior quando você abre a boca para ser pró, né? Ainda é menos pior ser neutra, porque assim, a gente— eu ainda posso até entender o fato das pessoas terem muito a perder. Eu posso não aceitar que você se isente de se posicionar, porque a partir do momento que você você entra nessa seara de ser militante pró dos negros, você é militante em prol das mulheres, você tem que militar para todo tipo de minoria. Você não pode apenas sentir dor quando a dor é sua.

Se a dor do outro não lhe atinge, então significa que você não sabe ter empatia. Então significa também que a sua dor não é dor, é apenas hipocrisia.

?Voz E

Eita, aquela habla mesmo! E aí, Bel, qual te chocou rosas em tona por enquanto.

?Voz D

Ai, pera aí, comprei uma seda cor-de-rosa hoje, tava louca para chegar em casa para testar. Aí eu tava mandando para os meus amigos, estou assim, queria mais corante, mas corante acho que é ruim, né? Então vamos, vamos ficar feliz no rosa pálido. Aí quem eram as Taylor, de onde menos se espera, de onde nada vem mesmo. Quem é a outra? Nicki Minaj, trumpista, nenhuma surpresa.

?Voz C

Pera aí, a Nicki Minaj tá na lista pró-Israel.

?Voz D

Cristina Aguilera e Celine é o Ice, né? Elas não vão se indispor com correr o risco de ter o visto cassado. A Taylor já falei. Tipo, ela namora um cara da NFL, entendeu? Tipo, ela é mega americana. Então essa galera é assim, né? E quem é a Bey? A Bey, na minha opinião, superestimada. Então também foda-se. Mas acho que ela deve— a gente, ela não— acho que a Bey é sionista assim. E se enrola, o jogo de cama dela é com a bandeira dos Estados Unidos e o despertador é com Stars and Stripes and Banner do lado.

?Voz C

Muito complicado na indústria da música, realmente parece que Eles tomam muito cuidado com isso. Outra pessoa que não é branca e é israelitona é a Meghan Thee Stallion. Ela foi muito favorecida com o hate contra a Nicki Minaj, só que ela mesma não tomou uma posição, né? Ela tomou em relação ao Trump, só que o Trump é uma perspectiva muito pequena e próxima, perto da amplitude do genocídio e de Israel e Palestina e tudo mais. E a Megan Thee Stallion também poderia falar um pouco mais sobre isso, assim como Gracie Jones e Janet Jackson.

Gente, Janet Jackson se converteu ao islamismo depois que se casou com o empresário Wissam.

?Voz B

Oh, I have had no luck lately. Wait, lady luck?

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?Voz F

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?Voz B

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?Voz E

Assim como no próprio Oriente Médio, muitos países não se envolvem muito na questão, tanto quanto deveriam, né? Então não quer dizer, não sei também, não vou julgar, ela tá na zona neutra? Porque casar com um magnata árabe te faz uma pessoa pró-Palestina? Fica a pergunta pros meus amigos.

?Voz C

Não necessariamente, né? Gente, e a RuPaul, o que vocês acham dela ser neutra?

?Voz F

Eu não acho que a RuPaul é neutra, acho que a RuPaul é super sionista. Neutra nunca, nunca. Tem nem cara de ser neutra, a RuPaul.

?Voz D

É, a RuPaul tá calada. E ela não faz a linha neutra.

?Voz F

A RuPaul tá calada porque ela tem mais a perder do que a ganhar. É mais isso. Que se ela abre uma bandeira de Israel, metade dos viados começa a apedrejar ela. E aí ela larga de mão. É por isso que ela não faz. Mas, gente, por favor.

?Voz D

A RuPaul, vou passar um pano aqui. Porque independente da posição dela, ela ia ser super atacada pela posição dela, né? Então essa, essa eu entendo porque que ela quer ficar.

?Voz F

Já eu não entendo, não entendo, porque assim, não é um viado que tá construindo uma carreira, é um viado consolidado que tá há décadas na mídia, que assim é rico já para tudo, tá na fase final da vida dando seus 3 últimos inspira os na Terra, que não deveria dever nada a ninguém. Não, não precisa de— ele não precisa fazer outros do RuPaul's Drag Race, ele já tá rico para o resto da vida dele. Ele não precisa dizer quem é porque todo mundo no planeta conhece ele.

Então assim, se você ainda assim você tem medo de abrir a boca para falar, para se isentar, é como eu digo, quando a pessoa prefere ignorar a dor do outro É porque a dor do outro não lhe toca, não o suficiente pra você se posicionar.

?Voz C

Você sabe que tem outra gay que é também neutra, mas quase inclinada a Israel? Que é a Elton John, que fez show agora no Rock in Rio. Ela não é pró-Palestina, mas ela já rejeitou pressões de ativistas pra boicotar Israel. Ela fala que a música tá acima da política e vai continuar se apresentando lá assim.

?Voz D

British bitch.

?Voz C

Gente, eu quero falar da RuPaul.

?Voz E

Eu concordo com o Kaben, já vou falar aí da Elton John, mas eu concordo com o Kaben sobre isso, até porque é uma pessoa que é de um universo marginalizado, né? Mas aí tem a coisa do patrocínio, quem que me banca, quem que me bota na indústria, não posso falar, vou perder muito. Mas aí também tem aquela, preciso tanto desse dinheiro, já não tô rica, suficiente? Sou tão ambiciosa assim que não posso fazer nada mais? Lembrando que numa das finais ela colocou lá um judeu, a Sami, não lembro o nome do boy.

E aí todo mundo ficou alvoroçado aqui, as pró-palestinas ficaram nervosas, acharam que ela tava ali tentando nos empurrar mais sionismo goela abaixo. Então acredito sim que se a RuPaul pudesse, ela vinha vestida com a bandeira de Israel na abertura de um programa. Agora, Ailton John, o que que a gente vai esperar da Ailton John, né? Ailton John, Ailton John, tá velho.

?Voz F

Ailton John já podia ter morrido antes da bicha do Queen. Era mais fácil ter morrido Ailton John do que o viado do Queen, porque, olha, vou ser sincero, Ailton John é um dos poucos que você não pode dizer, olha, esse daqui aqui não sabe onde fica o Estado de Israel. Elton John não é burra, ela não é ignorante, é uma bicha véia, carcomida, inteligente. Então ela tem, ela sabe muito bem onde é que ela pisa. Uma bicha que tá há anos assim, há anos não, gente, tá há sei lá, 50 anos convivendo no ciclo ali de elite branca europeia e que tá muito confortável para dele, porque assim, ela é uma bicha aceita, porque o pecado dela é ser bicha, mas é menor do que, por exemplo, ser muçulmano, é menor do que ser preto, é menor do que várias outras minorias. Então ele tá confortável.

?Voz C

Muita gente famosa que já morreu, não dá pra saber de que lado ficaria, mas também tem aqueles que a gente imaginaria de que lado estaria, assim. Mas vamos pro Brasil, porque no Brasil temos algumas divas neutras, como a Sandy. E ao invés de sangrá-lo.

?Voz E

Puta que pariu! Eu não imaginava ouvir o nome da Sandy aqui nesse assunto.

?Voz F

Ambas completamente pró-Israel, fia. Com certeza. Isenção só pra não pegar mais a Sandy, gente. Ai, pelo amor de Deus, para.

?Voz C

A lista dos neutros não para de crescer. Você falou de Luiza Sonza, pesquisei aqui, também nunca se manifestou. E pasmem! Xuxa Meneghel. Ela também é bem isentona e já gravou Havana Gila no Só para Baixinhos 11.

?Voz D

Zero surpresa.

?Voz F

Surpreende ninguém também.

?Voz E

Mas e aí, as crianças da Palestina não têm direito de viver, de crescer, de ser feliz, de aprender o abecedário?

?Voz F

Não, porque elas não compram xuxa só para baixinho.

?Voz D

A xuxa já, a criança preta, já não tinha muito, entendeu? Tinha que ser uma paquita loura, oxigênio aí, gato, porque morena tu não vai ser. Então ela já tinha uma coisa meio eugenista. E enfim, cara, realmente, eu sou zero, sou da Xuxa. A única coisa que eu curti foi a Virilha Sessentona, que eu acho que é isso aí, bota pra jogo. Mas não superestimada também, que nem a Beyoncé.

?Voz C

E no mundo queer, temos também a isentona Pabllo Vittar. E é curioso isso, porque na histórica apresentação da Madonna em Copacabana A Pabllo apareceu no palco e no telão apareceu imagens de Palestina Livre, que era do próprio show da Madonna, só que não fazia parte do roteiro da Pabllo, era só direção artística da Madonna.

?Voz E

E a Pabllo nunca se manifestou sobre esse assunto? Até onde, mesmo dizendo que foi sem terra, mesmo sendo faz o L, nunca se manifestou a respeito?

?Voz C

Nunca. Às vezes sonha em fazer um show em Israel, vai saber.

?Voz F

Ai, gente, tem A Pabllo, vamos criar uma— tem a categoria dos isentos, né, dos pró e dos contra. Vamos criar uma quarta categoria, a dos que assim realmente necessitamos que esse artista se posicione. Tipo assim, a gente realmente quer saber o posicionamento político de alguém que canta eu não espero o carnaval chegar para ser vadia, sou todo dia, sou todo dia? Não sei se é necessário.

?Voz E

É tipo assim, Eu já ia, eu já ia pedir para a gente ouvir a opinião da Anitta também, que daí eu já fiquei curioso. Se a dela é importante, imagina da Anitta.

?Voz D

Ai, gente, da Anitta eu preferia nem ouvir, porque ela já vai querer ser a Cabral, entendeu? Ela já vai querer mandar uma flotilha saindo aqui de Niterói. Acho melhor não.

?Voz F

Anitta é macumbeira. Se ela for pró-Israel, ela toma no cu completamente.

?Voz C

Anitta, ela é bem isentona, mas em 2019 ela se apresentou num bar mitzvah lá em Tel Aviv.

?Voz E

Eita, que que o dinheiro não faz, né, gente?

?Voz D

Mas, gente, mas eu achei que a Pabllo era mais politizada. Fiquei triste.

?Voz E

Eu acho que fica nisso que o Cabem falou, né, de artistas que a gente gostaria de ouvir mais a posição, né, já que são tão politizados. Tem alguns que a gente não espera nada. Acho que da Pabllo a gente espera tudo.

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?Voz B

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?Voz F

Letramento político, gente, a gente tem que esperar de pessoas que têm um mínimo de conhecimento, de instrução. Não é todo artista que liga para ter, não, gente. Muito desse, muita dessas pessoas famosas aqui no Brasil, ai, Virgínia, Pabllo Vittar, sei lá mais quem, muitas delas, não são todos, claro, mas muitas são pessoas que vieram de uma realidade de pobreza de ganharam muito dinheiro, ganharam notoriedade, mas nunca construíram um pensamento crítico.

Então, de fato, a gente quer ouvir o que uma pessoa canta músicas vazias tem para falar? Eu acho que não. Eu acho que nem ela tem nada para falar, sabe? Sei lá qual é a rotina dessa pessoa. Levanta, cheira um loló, vai para academia, depois bota uma peruca, faz um show, e tipo, e aí, bicha? O que é que a opinião de uma pessoa que não tem o mínimo de letramento político, que sei lá, se você apertar qual o nome da capital de Israel, a pessoa sabe lá Deus o nome da capital do diabo do país de Israel.

Então assim, de fato, a opinião dessa pessoa vai influenciar o quê? Talvez aquela meia dúzia de pateta que siga ela nas redes sociais, para ele balançar a cabeça ou discordar.

?Voz A

Só isso.

?Voz D

Ai, te amo, bicho! Mas agora você pensando mais A gente que é brasileiro, essa sensibilidade social, porque a gente vive num país sinistro de desigualdade social, não é uma coisa que é, tipo, inerente, não vem na água que a gente bebe, no leitinho que a gente mama, porque, sabe, não tem uma hora que ela vai simplesmente não se preocupar com o preço de alguma coisa e não vai lembrar do dia que ela nem teve dinheiro pra comprar aquela coisa da mais baixa, sabe?

Não bate em nenhum momento. Algum tipo de reflexão de onde eu estou? De onde, cara, não para. É muito louco. Uma das coisas que eu sempre pensei, isso, cara, imagina o que que você ser milionário no Brasil, aí você pega o seu carrão blindado e com motorista, e aí você olha para o lado e vê, sabe, aquela hora que uma criança, que tem um mendigo, que nem precisa vir, mas você tá olhando ali e tu vê aquela pessoa embrulhada num trapo deitada na rua ou pedindo uma esmola, cara, em nenhum momento isso bate em você. Eu acho isso muito estranho, cara, muito estranho.

?Voz F

Eu acho que aqui no Brasil não bate. Eu acho que maior do que a desigualdade no Brasil é a falta de consciência social que o brasileiro tem. Eu acho que grande, muito maior do que a desigualdade social para mim é a falta de consciência.

?Voz D

Sim, exatamente, uma falta de consciência social, consciência de classe, essas coisas todas, né? Não tem noção de nada porque vivem nas bolhas, né? A classe rica vivendo bolha da classe rica, classe pobre vive na bolha da classe pobre, embora, mas tem interações. Quando, por exemplo, uma empregada doméstica vai trabalhar numa mansão, ela tá entrando em contato com o mundo, sabe?

?Voz F

Mais belo.

?Voz D

E ao mesmo tempo é muito louco, porque esses mundos, esses mundos tão distantes, estão o tempo inteiro se encontrando.

?Voz F

Não é sobre os mundos diferentes, Bel, é sobre consciência. Consciência de classe é diferente de você fazer parte de uma classe rica, de uma classe pobre, ou ter um assessor social. É tipo assim, você entender quem você é, de onde você veio, e que você nunca será, independente do dinheiro que você comprar, você nunca será uma pessoa de uma classe social diferente da que você nasceu. Pense assim, eu, eu posso me tornar um bilionário, algum dia.

Mesmo assim, eu nunca, em momento algum, serei aceito da forma, da maneira, terei o mesmo respeito que uma pessoa que nasceu com dinheiro, que veio de berço, teve desde o início.

?Voz D

Às vezes menos. O Elon, o Elon, que é o trilhardário, é o pica das galáxias atualmente, não vem de uma família, vem rico, mas ele não era um Rockefeller também.

?Voz F

Mas Mas não tem o mesmo respeito, Bel.

?Voz E

Tem dinheiro.

?Voz F

Dinheiro é diferente de respeito. É como a história da doméstica que trabalha para uma pessoa muito rica. Essa doméstica que trabalha para uma pessoa muito rica olha para uma doméstica que faz faxina em casa de pobre e desdenha. Isso é que é consciência de classe que a gente não tem aqui. É o que tem um grão de feijão a mais no prato desdenha do que tem dois, mano.

?Voz D

Exatamente. É um amigo meu fala isso. Isso, o cara que tem R$10 acha rico porque ele tem mais dinheiro do que tá do lado dele tem um.

?Voz C

É babado, eu concordo com você, Bel. Realmente, às vezes a fama faz perder a sensibilidade do artista. Então eu tenho uma bomba aqui, menina. Eu tô falando que eu tenho uma bomba aqui que vocês vão esquecer de Pabllo Vittar. Estou falando de ninguém mais, ninguém menos que a Isa entona Maria Bethânia. E é curioso porque Caetano Veloso apoia a Palestina.

?Voz D

Ai, mas ele também canta música de crente no show dele, cara. O filho crente do Caetano, desculpa, gente, desculpa aí, mas, cara, é uma interrogação muito profunda no meu ser.

?Voz C

E mas você acha que Bethânia pode ser neutra?

?Voz D

Eu acho que pode, eu acho que pode, porque eu acho que ela não é neutra numa questão de de, para manter um status, não sei o quê. Talvez ela seja neutra porque ninguém nunca foi perguntar. E ela tá mais o quê? Ela conseguiu ser o que a Luana Giovanna não conseguiu, entendeu? Ela tira foto de biquíni sem a Paola Lavigne encher o saco dela. Mas eu acho que sempre que ela é chamada a se colocar e se posicionar, ela nunca me decepcionou.

Então eu não, eu não acho que ela seja uma exemplona. Eu acho que ela tá lá vivendo a vida dela em Santo Amaro com 80 anos, que, amor, passo Eu acho que eu concordo com a Bel.

?Voz F

Não acho que a Maria Bethânia seja uma pessoa isenta, porque isento para mim é uma pessoa que quando é questionada ela vai e se esquiva. Eu não acho que ela é uma pessoa de se esquivar. Acho que é uma pessoa do axé, uma pessoa de mais idade e uma pessoa que entendeu que nem todas as discussões são para você. E mesmo que assim, eu, eu acredito que assim, quando você é confrontado com uma coisa e você tem que responder. Agora, se você não é perguntado, é que diferença eu acho assim.

Eu sei que é uma discussão aqui que a gente tá suscitando a respeito das divas pop e tal, mas até que ponto um posicionamento dela seria inteiramente válido por ela simplesmente pegar uma bandeira e levantar? Eu acho que é muito mais sobre ela saber momento dela se posicionar, não só fazer um levantamento vago. Eu não sinto verdade em certos posicionamentos, como você, sei lá, pegar uma bandeira da Palestina, esfregar no cu, levantar no meio do show por 10 segundos, depois jogar ali, depois de cantar uma música.

Não, não, para mim isso não é posicionamento. Isso para mim não é posicionamento. Posicionamento para mim é você entender o que se passa, é você ajudar uma instituição que ajuda as pessoas que estão lá, é você no mínimo entender como é que está acontecendo a situação lá. Então assim, eu não acredito que ela seja uma pessoa isenta. Eu acredito que ela seja uma pessoa que nunca foi perguntada a respeito. Não sei nem se ela se posicionaria, porque ela é muito reclusa com certas coisas. Mas eu não acho que ela é isenta, não.

?Voz E

Não querendo passar pano, mas diante de toda a obra Como eu disse lá no começo daqui do nosso podcast, eu acho que o artista não se distancia da obra. Eu não consigo distanciar. Então, diante de toda obra que eu conheço de Maria Bethânia, eu já subentendo o pensamento dela nesse caso. Agora, sobre ser perguntado ou não ser perguntado, eu também concordo com vocês. Acredito que é uma autoridade muito mais do que isso, é uma uma uma entidade.

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?Voz B

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?Voz E

Não acho que ela teria uma opinião muito incoerente nesse caso, dentro daquilo que a gente que tem o mínimo de humanidade dentro da gente, dessa empatia que eu acho que a Bel tava falando agora há pouco. Acho que ela teria essa empatia, sabe? Acho que ela tem essa empatia, só acho que talvez não tenha sido adequado, não houve o momento. A gente não sabe aqui na nossa pesquisa. Esse pano eu vou passar porque a gente tá falando de uma entidade.

?Voz C

Alô Brasil, alô mundo, alô equipe amada! Alguém precisa fazer essa pergunta para Maria Bethânia, pelo amor de Deus. Passa um bilhete por baixo dessa porta. Mas vamos agora para melhor lista, a lista das divas pop que apoiam a Palestina. Animados?

?Voz D

Super!

?Voz E

Aí eu vim aqui por isso.

?Voz C

Então temos aqui a maravilhosa Rihanna, a incrível Ariana Grande, a sensacional Kate Bush, Björk, Dua Lipa, Thea, Jesse Beyoncé, Shirley Manson, vocalista do Garbage, e até Katy Perry, que já declarou apoio para uma fã que é da Palestina. E isso viralizou nas redes sociais. E ela foca muito na vida das crianças.

?Voz E

Katy Perry, que parou de seguir a Pink junto com Madonna depois.

?Voz D

Gente, a Katy Perry é mó perdida no rolê, que estava andando de aviãozinho ali com o Elon. Não ali é nada, nem sabe o que que é, nem sabe dar ponta no mapa também.

?Voz E

Ali era publi.

?Voz C

Também temos a vocalista do Evanescence, Emily, a Billie Eilish, a SZA, Chappelle Roan, Zara Larsson. É isso. Olha, sabe que dessa lista você fala Björk, me enche de alegria.

?Voz E

Quando eu vi a notícia que ela tinha suspendido as músicas dela no país Eu acho que é esse tipo de, esse tipo de atitude. A gente fica aqui falando, ai, não pode falar, ai, não pode isso, ai, não pode aquilo. Justamente pela covardia de muitos governos é que o genocídio se estendeu e se ampliou. E muita gente não teria morrido se os governos tivessem se posicionado, se tivessem sancionado Israel, se tivessem agido diplomaticamente ou ameaçado de retaliação.

Então assim, Isso na política máxima, né? Agora, voltando aqui para as divas pop, é possível fazer alguma coisa, nem que seja uma nota, sabe? Eu ouço Björk, eu fico tão feliz.

?Voz C

Eu fico feliz até com as divas mais jovens, de públicos mais jovens, como Billie Eilish, Ariana Grande, porque é importante também passar isso adiante para gerações seguintes, né? Lembrem-se que Eles estão passando nazismo adiante para as seguintes gerações. Então as pessoas têm que se movimentar para passar informação para os de menor idade.

?Voz D

Gente, e agora que vocês estão falando isso, na verdade eu fico com mais raiva dos isentão, porque a gente tá falando aqui de nomes de grandes, né? A Ariana Grande, são pessoas, né, da indústria que, né, tem públicos enormes. Se elas não estão tendo medo de se posicionar Você falou aqui dos que são pró e das isentonas, claro, sabe? Eu acho melhor, eu acho mais maneiro você saber qual é a da pessoa do que ser aquela coisa, sabe?

Você é um artista, você não pode estar em cima do muro, não é? A não ser que você seja um produto, mas você é um artista, a sua, o seu posicionamento tem que ser, não sei, eu não Quem apoia Israel, pelo menos você sabe com quem tá lidando.

?Voz C

Exatamente. Pelo menos é até mais perigosa, né?

?Voz D

Porque a pessoa que defende isso, para tomar uma posição, é, eu acho que quem assume uma posição eu respeito mais. É isso, é assim um rolê.

?Voz E

Lembrando que muitas pessoas na indústria perderam trabalhos de anos, contratos, por se posicionarem pró-Palestina, que é mais uma prova de que a indústria é sustentada pelo sionismo, né? Então Então, mesmo sabendo que você vai sofrer retaliação financeira, inclusive, muitas preferem continuar se manifestando. Então dá para dizer que algumas pessoas serem isentas chega a ser falta de caráter, porque tem gente que precisa da grana e tá perdendo a grana porque não quer abrir mão da ética humana, sabe, da humanidade.

?Voz C

E para encerrar essa lista das divas que apoiam a Palestina. No mundo queer temos Sans Mitch e no Brasil temos Daniela Mercury, maravilhosa.

?Voz F

E lê, e lê, não me surpreende Daniela. Daniela maravilhosa sempre, tá? E uma pessoa que, que eu sempre espero um posicionamento porque é uma pessoa politizada. É diferente você ser uma pessoa que se se posiciona e uma pessoa politizada. Porque uma pessoa politizada é uma pessoa que tem o discurso político, é uma pessoa que tem uma justificativa para aquilo que ela fala. Uma pessoa que se posiciona, eu não. Por isso que eu digo assim, acho legal esse programa para a gente entender mais ou menos em que caixinha colocar cada uma das divas.

Mas para mim, assim, muito me surpreendeu a Beliche, por exemplo, porque sei lá, para mim nem condiz assim com a imagem que ela carrega. Conversa, sabe, com o público que ela conversa. Mas enfim, não vou criticar ela por ela, já que ela mostrou apoio. Mas é sobre isso, a gente realmente quer saber da posição de alguém que não é politizado? E de fato, para mim, a pergunta que Bel fez é ótima, mas eu vou além. É você ser artista, você tem que ser alguém politizado, ou tá tudo bem você só usar seu loló bastidor, subir com seu belo maiô cravejado de Swarovski no palco, dar seu close, e depois viver sua vida ali por trás ganhando sua grana.

Não sei, eu acho que depende muito de como a gente, de como a gente vê esse artista e de que, o do que esse artista entrega também como produto. Eu não vou esperar absolutamente nada de MC Carol de Niterói, assim como eu vou esperar muito de uma Bethânia, de uma Daniela Mércuri da vida. Então é, para mim é mais sobre isso, é mais sobre o que o artista entrega como artista. Então vou esperar muito de um Djavan, eu vou esperar muito dessa galera e não vou esperar nada de outra.

?Voz C

E gente, vocês acham que adianta fanbase pressionar diva pop para tomar uma posição? Lembrando que as eleições estão chegando e muita gente se isenta também.

?Voz E

Não, gente, boa pergunta.

?Voz D

Eu acho que não.

?Voz F

Eu acho que inclusive isso é o maior erro da nossa, dessa nossa época agora, é essa forçação de barra sobre ter que se posicionar sobre tudo, tem que escolher lado. Ah, você tem que dizer se você é 3 ou se você é 22. E quer dizer que se o artista mandar você votar no 22, você vai votar? Ah, então quer dizer que se seu artista mandasse nesse momento matar sua mãe, você vai matar? Vamos ter noção, gente, por favor. É só uma pessoa que tá cantando, sei lá, atuando, sei lá, fazendo que diabo essa pessoa tá fazendo, ela não precisa.

O posicionamento de um terceiro não tem que ter influência em você. Se você não tem maturidade ainda humana suficiente para entender os impactos positivos e negativos que uma política pública tem na sua vida, se você não tem clareza suficiente sobre o que é um O que é um genocídio, o que é uma guerra, valer, vai estudar, vai se letrar. Se você precisa que sei lá que Luiza Sonza que canta, ai eu tô subindo pela quaredir do quarto, se posicione para você entender em quem você tem que votar, meu amor.

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?Voz B

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?Voz F

Sei lá, eu não vou mandar você se matar porque estamos em setembro, mas sei lá, vá viver, vá beber uma água. Vá frequentar o mosteiro, vá ver a vida antes de mais nada, porque de fato a gente precisa que as pessoas se politizem, não que elas se posicionem.

?Voz E

Bel, gente, eu tô morto, tá?

?Voz D

Gente, eu levantei a mão, só que eu não testei o negócio cor-de-rosa que eu trouxe, então já esqueci.

?Voz E

Ai, maravilhosa! É, aí vem toda a gente.

?Voz D

Não, mas acho que tem a ver isso, que é uma transferência de responsabilidade, sabe? Você não pode dizer que, ai, eu vou ter no Bolsonaro porque o Gustavo Lima me mandou, eu votei no Lula porque a Zélia Duncan, sabe, cara, tem que, sabe, vamos exercer o senso crítico para justamente também, porque aí acho que vem, porque depois os desapontamentos que as pessoas apontam nessas pessoas são, sabe, é uma frustração, não sei, as pessoas acabam transferindo, sabe, responsabilidade também para essas as pessoas que seguem, que idolatram?

Não, gente, pera aí, né? Você gosta de ouvir a música. Se a pessoa, acho que se a pessoa tem que falar, que eu também acho que você pode, você também pode ser genial ali, fazer uma música que você ame e não ter um discurso, não ser uma pessoa politizada. Não acho que seja, mas acho que depende também. Racionais MC, eu espero que sejam, né? Depende do discurso, mas nem sempre. E acho, né, você falou da MC Carol, Vou fazer uma justiça aqui, porque acho que de repente a MC Carol pode ter várias letras que nem acho o caso.

Acho que você pensa, sei lá, você botaria mais a Anitta nesse lugar do que a Carol, sabe? Porque a Carol é de Niterói, é gorda, é preta, é um outro rolê. Mas já viajei de novo, já me perdi de novo, vou passar a palavra.

?Voz F

Então vou pegar o gancho.

?Voz C

Pasmem que MC Carol é própria palestina declaradamente.

?Voz F

Olha aí, tá vendo?

?Voz E

Então eu vou pegar o gancho. Então eu acho que é possível, né? Tipo assim, ai, tá se posicionando, pode ser um posicionamento vazio, mas eu acho que às vezes até com a carreira de um Mussum a gente pode aprender. Embora alguém pode achar vulgarizado, a gente pode aprender com artista passando pela carreira. Eu imagino, eu não vejo artista longe da obra porque a obra também constrói o artista, o artista constrói a obra, ele conta as vivências dele no palco, fala sobre quem ele é, enfim, não consigo separar.

Não acho que dá para— eu não tenho seda rosa, mas eu também me perco às vezes à louca. Não acho que dá para separar, mas também não acho que dá— é isso que eu queria dizer— não acho que dá para transferir a responsabilidade do seu senso crítico para o seu artista, porque um artista é só alguém que tá fazendo arte. Você não precisa de seguir tudo que ele manda. Inclusive, como vocês usaram de exemplo, o cara vai falar: ah, eu amo, cara, ele vota no Bolsonaro, eu vou votar.

Então eu não vou deixar de ser quem eu sou, de pensar o que eu penso, por conta de nenhuma diva pop. Tanto é que não me incomoda a minha maior diva, que é a Madonna, tá na zona cinza, porque eu sei que ela é contra a guerra. Ela se manifesta, ela vai ali, ela vai aqui, mas ao mesmo tempo ela fala pelas mulheres. Ela falou a vida inteira pelos gays, pela liberdade. Então, né, ela também tem uma coisa aí que já é um ganho, que já, né, não vamos— igual a Bethânia.

Bethânia agora vai ter que sair de casa e fazer uma passeata pela Palestina. Ninguém, né, tem coisas que a gente também não vai exigir do nosso artista. A gente tem que exigir de nós mesmos, no próprio senso crítico.

?Voz F

Eu posso fazer um paralelo sobre essa, justamente sobre essa questão de separar o artista da obra? E do artista às vezes se aproveitar de certas situações, eu acho que é um paralelo até muito famoso e muito conhecido no nosso, principalmente da nossa vivência aqui do nosso país, porque aconteceu muito durante a época da ditadura, né? A gente não teve um genocídio no nosso país, mas a gente teve uma ditadura militar que foi um câncer no nosso país.

E assim, a gente sabe que muitos artistas foram perseguidos, perseguidos, mas teve muitos artistas que construíram toda sua carreira durante o período de ditadura. E um grande artista que fez isso foi o Luiz Gonzaga, que eu sou muito fã da obra. E aí, quando eu falo que é muito difícil a gente separar a obra do artista, veja, Luiz Gonzaga teve um filho super politizado, super consciente, chamado Gonzaguinha, que criticava o próprio pai, que inclusive não conseguia ter uma relação boa com o próprio pai, porque ele entendeu que o pai se aproveitou, não que ele se aproveitou, mas que ele coadunou com a ditadura militar, porque tocava em jantares para generais, porque foi criado nesse ambiente de opressão e nunca criticou.

Então veja qual o perigo, o perigo que eu concordo com a pomba-pomba, no sentido que assim, é muito mais perigoso você ser isento do que você às vezes não se posicionar a favor. Porque quando você é isento, você acaba se aproveitando da situação para poder lucrar em cima. Então eu amo a obra de Luiz Gonzaga, mas eu ao mesmo tempo não consigo separar a imagem de uma pessoa que, apesar de preto, apesar de nordestino, apesar de pobre, aproveitou-se muito de uma época muito conturbada no Brasil para ter uma imensa projeção nacional.

Ele já era muito conhecido, mas se tornou de fato o rei do baião na época da ditadura militar. E aí você vê que ele teve um filho, um filho também muito famoso, que ao contrário do pai não tinha medo nenhum de botar o dedo na ferida, inclusive do próprio pai, e que lá no fim da vida do o próprio pai, acabou se reencontrando com ele, perdoando e tendo uma relação melhor. Mas que enfim, é possível sim você se posicionar sem medo de perder, e é necessário.

Agora é como eu digo, eu posso até gostar da obra de uma pessoa, mas eu não consigo separar 100% a pessoa do artista, porque é como diz Dona Pemba, eu acho que a obra também constrói a pessoa. Então não tem como eu acabar gostando tanto de alguém cuja personalidade fala muito ao contrário.

?Voz E

Maravilhosa, eu amo essa bicha.

?Voz C

É, tem isso também, viu? Aquele artista que fala que não vai declarar um posicionamento tá fazendo um desserviço, sim. Sobretudo quando é questionado sobre isso e a pessoa prefere ficar enrolando, fazendo um grande concurso, sendo que é tão fácil falar assim, não. Eu tava vendo aqui sobre a Lannis Morissette, ela nunca fez nenhuma declaração explícita, mas as pessoas desconfiam que ela é pró-Israel. E eu ia falar da Rosie Murphy, que também é isentona, mas depois que foi transfóbica eu não aguento dar um place quem.

E aí tem a J.K. Rowling do Harry Potter, que tem muitos fãs que não conseguem deixar de consumir conteúdo de Harry Potter mesmo desgostando dela. Qual que é o limite?

?Voz F

Inclusive muitas trans, até uma conhecida trans, Luana. A Luana, que é uma trans maravilhosa, amo Luana, beijo Luana quando você ouvir esse podcast no futuro. Mas ela é muito fã de Harry Potter. E veja que, olha, ela que me contou uma vez, tá dizendo: e aí, Lu, como é que é a tua relação com a obra da artista depois das falas imundas que ela teve. Ela disse que o mundo que ela criou é muito maior do que a pessoa que ela é, e que assim, que ela nunca vai conseguir associar as falas dos personagens e a história dos personagens à fala da pessoa que tá por trás.

Eu digo, é, para mim é um pouco diferente, mas se você consegue ter essa dissociação, que massa. Então aí, ó, tem pessoas que de fato separam demais a obra do autor.

?Voz C

E vocês acham que um dia a guerra acaba? Será que só acaba quando Israel conseguir tudo que quer? Estaremos vivos para ver isso?

?Voz F

E o que é o que tudo—

?Voz E

o que é esse tudo que Israel quer? Será que Israel vai conseguir cumprir essa missão para isso chegar a acabar? Eu acho que não, porque se isso se iniciou há quase 100 anos atrás e nunca é o suficiente, eles nunca estão satisfeitos, com certeza não vai ser agora que eles vão ficar, né? Até porque a guerra tem se estendido. Antes era a Faixa de Gaza, e aí se ampliou para Cisjordânia, contra o Líbano e o Irã. Então, de repente, todo mundo em torno é inimigo.

E até onde vai a expansão desse território, né? A gente tá aqui falando do macro, a gente nem tá lá. Você imagina você ser alguém que tá lá perdendo suas terras com os colonos invadindo, humilhando sua família, invadindo a sua casa, ou então pior ainda, perdendo a família toda. Então sei lá, o extermínio, seria necessário o extermínio como eles disseram recentemente, né? O ministro de segurança disse que quer televisionar o extermínio deles e construir ali um campo de extermínio para acabar com todos, porque são animais, né?

Eles animalizam eles, inclusive desumanizam eles. Então não sei, esse extermínio aí depois vai se estender para outros povos. E quando chegar no Irã, quando o inimigo for o Irã, são 90 milhões de pessoas que vivem no Irã, me parece, faz fronteira com 9 países. Não entendo tanto para ficar aqui falando, mas eu acho que a ambição de Israel é dominar o mundo, porque eles estão arrumando problema em todos os países que eles vão. Eles queimam parque nacional na Argentina, eles atacam pessoas na Bolívia, na Colômbia, nas Filipinas, no Japão, em todo lugar.

Agora eles estão apanhando, né? Dos comerciantes. Estão tomando surra em todo lugar também. Só o Brasil que não deu a peia que eles estão precisando. Mas eles estão viajando pelo mundo inteiro. Acho que esse plano expansionista é colocar, entrega tudo para eles. Então não sei, essa vingança pelo que aconteceu lá com o bigodinho lá, o pintor austríaco, nunca vai acabar, nunca vai acabar.

?Voz F

Eu acho que eles são muito mais semelhantes a Hitler do que grande em outras partes. Eu acho que inclusive isso deveria ser um estudo de caso de, sei lá, de filósofo, de sociólogo, de antropólogo, o reflexo que acontece na sociedade deles lá. Para eu não posso falar como todo, gente, porque não são todos eles. A gente não pode generalizar. Tem gente até falou aqui dos divos da costeleta gigante dos ortodoxos, que eles mesmos não concordam com essa, com esse, com essa parcela sionista deles, mas essa parcela sionista do Estado de Israel, que é uma parcela majoritária, infelizmente eles são muito mais próximos da mentalidade e do que Hitler faria ou fazia ou fez do que qualquer outro povo que eu conheça.

Então não acho que a guerra vai acabar, Pemba. Infelizmente eu não acho que é uma guerra que acabe. Eu só acho que a guerra vai ser substituída. E assim, eu acho que esse conflito uma hora que tá sendo fermentado ali no Oriente Médio, tem tudo para explodir numa grande guerra mundial e todas nós irmos de arrasta. E porque as armas de destruição em massa estão aí, né? Sei lá se a gente vai sobreviver a isso, se estaremos aqui. Espero que não, né?

Mas enfim, eu acho que de fato a gente tá escalonando num grau de ignorância, num grau de ódio muito, muito próximo ao que acontecia nos tempos da Segunda Guerra Mundial. A intolerância ao próximo, a desumanização, essa história de criar campos de concentração, porque eles desumanizam as pessoas, porque a vida, afinal, é só um muçulmano. Muçulmano vale menos do que um judeu. Ou daqui a pouco eles estão invadindo a África, um jumento, né?

Exatamente. Daqui a pouco o Israel decide África porque, ai meu Deus, eu gostei da pirâmide, vou fazer um bar mitzvah na Pirâmide de Gizé, qualquer.

?Voz E

Eles já financiam grupos terroristas e separatistas na África justamente com essas intenções de desestabilizar os governos.

?Voz F

Então assim, você entende que eu acho que ou alguma coisa acontece com nossa civilização que dá um restart, e quem sobreviver esse restart vai construir uma coisa melhor, ou de fato a gente vai deixar isso aqui para as baratinhas voadoras, meu bem?

?Voz C

É ridículo. E realmente o plano deles é tomar cada vez mais território, chegar no Egito sim, chegar no Catar sim, chegar na Turquia sim. Eles já colocam esses novos mapas nos uniformes dos militares e lutam tanto por território Mas não fica lá, né? Se ainda fosse pra ficar lá, tava bom. Mas fica passeando pelo mundo todo, dando trabalho como turista, entrando em barzinho no Rio de Janeiro querendo saber se vai ser bem atendido ou não.

Infelizmente, eu acho que ninguém vivo hoje deve ver o fim dessa guerra. Mas voltando pras divas, a presença forte de judeus e sionistas na indústria do entretenimento afeta muitos artistas nesse caso. E deve ser por isso que eles ficam com medo de tomar um posicionamento. Mas por que que essa presença forte de judeus e sionistas, que também tá em todo lugar, em todas as indústrias, na comunicação, nos bancos, na economia, no agro, na logística, nos combustíveis— a gente vê grandes marcas endossando Israel sem problema nenhum, como McDonald's.

E na música não? Parece que só na música pode ser hipócrita. Até na classe artística de Hollywood parece mais fácil um artista tomar um posicionamento.

?Voz E

E digo mais, é muito mais fácil estarem cobrando aí na mídia, nas redes sociais, posicionamento de diva pop do que de empresas grandes, né? A gente falava tanto em boicote, boicote, boicote. Até onde esse boicote foi efetivo, né? A gente pensa que as pessoas boicotar uma empresa, né, para demonstrar uma insatisfação num caso desse pode ser efetivo, mas parece que não é, né? Nesse caso, no caso do McDonald's, por exemplo, e de várias outras marcas, né?

A Adidas acaba de eleger um soldado israelense como modelo da próxima campanha, sabe? Só para dar um exemplo aqui. Agora, só rapidinho, antes aí de falar do patrocínio, sobre o assunto anterior que a gente tava falando, como acaba, como que vai acabar, se vai acabar. Hoje saiu uma notícia de uma política americana denunciando que o Trump tem intenção de fazer um ataque nuclear no Irã. E o Irã responde que se isso acontecer é a destruição do Estado de Israel.

E ponto. Essa é a notícia. Então vamos ver as cenas dos próximos capítulos, mas vamos voltar aí para as marcas. Eu acho que as pessoas deveriam cobrar mais das marcas também, deveriam o meu posicionamento com as marcas.

?Voz C

Nossa, tem marca que deveria ser isentona mesmo. Olha, tudo é muito contraditório mesmo. Mas e aí, Kaben, você acha que no cinema, na moda, é mais fácil tomar partido?

?Voz F

Eu acho que tem certos segmentos da sociedade que não é que é mais fácil, é que é obrigatório. Eu acho que até obrigatório você tomar partido. Eu também entendo que bem complicado, principalmente para as pessoas que estão começando tomar partido. Tipo, você não pode pedir que um artista que tem uma carreira que nem consolidada é tomar partido. E muitas vezes esses artistas é quem tomam partido.

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?Voz B

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?Voz F

Tempo é muito mais fácil você tomar partido. Ao mesmo tempo que entendo que também pode ser uma sentença de morte para marca. Porque grande parte desses grandes conglomerados de moda são comandados pelos velhos judeus lá dos Estados Unidos, né?

?Voz C

Eles controlam tudo, gente. Tudo vai ter lá no topo da pirâmide um sionista.

?Voz E

Gente, eles estão diretamente ligados à origem da República Americana. Eles estão envolvidos em tudo, né? E é impressionante quando você olha a mídia hoje com com a visão um pouco mais crítica que eu tenho, que eu acho que os adolescentes não percebem, né, e nunca perceberam o quanto isso foi sendo passado na mídia, né. Você vê seriado antigo, sempre tem um judeu legal, os humoristas judeus, e todos eles são bacanas em todas as histórias.

Eles nunca são vilões, né. E eles vão passando essa— é vilãos ou vilões que fala? Vilões, né. Vilões. Eles nunca são vilões. É, parece tão errado, vilões. De repente me deu uma impressão de que eu tava falando errado, vilão. Enfim, e eles vão passando, né, vão dominando a mente das pessoas subjetivamente, né, subconscientemente. E a gente vai, vai adquirindo esses valores que nem são nossos, e todas as sociedades vão se enquadrando com esses valores. É muito incrível como as pessoas nem se questionam.

?Voz F

Eu acho que os judeus, eles lucram com a morte dos antepassados e de uma forma muito nefasta. E vou levantar um ponto bem polêmico aqui agora, que é o seguinte: eu acredito que o que é feito com, principalmente, grande parte dessa galera sionista que pegou, tinha muito dinheiro, pegou esse dinheiro levou escondido, sei lá de onde, fugiu da guerra e foi investir lá nos Estados Unidos, veio aqui para América, enfim. E aí construiu grandes bancos, grandes investimentos, grandes conglomerados de empresas.

E aí o que acontece é a narrativa que a gente vê desde criança é que o povo judeu foi exterminado pelos nazistas. Aí os nazistas perseguiram judeus, de fato eles perseguiram sim judeus, mas não foram só de Deus. Foram judeus, foram homossexuais, foram ciganos, foram negros, foram qualquer pessoa diferente do que eles tinham do conceito de raça pura. E é muito incrível como a gente nunca vê nas representações que quando a gente vai crescendo, é da Segunda Guerra Mundial, essas outras parcelas representadas: os homossexuais, os negros, os ciganos.

?Voz E

Sabe por quê?

?Voz F

Porque Desde aquela época eles não eram considerados a mesma coisa que um judeu branco, né? Porque a vida não tinha o mesmo peso. Então assim, é muito mais fácil você se pintar como vítima e você depois tá com chicote na mão dando o mesmo açoite que lá atrás açoitou seu avô, sua avó, seu bisavô, sua bisavó. Mas você nunca vai ter de fato um lugar de fala para dizer, ah, estão o que é que eles dizem quando você fala contra Israel é que a gente tá sendo antissemita.

Então, se ser antissemita é esse sentimento de que a gente tem ojeriza a você, a seu povo e a tudo que ele representa, então de fato a gente é antissemita, com toda razão, com todo propósito. Porque se tudo que que o seu povo representa é o que ele demonstra hoje. E eu não digo o seu povo, como eu falo mais uma vez, não falo com todo a respeito de todos os judeus, até porque tem muitos judeus que têm consciência de fato de que eles vivem um estado de exceção naquela região.

Então assim, é, se de fato que esse sentimento que vocês despertam na gente é repulsa, é nojo, é não pertencimento, é é não acolhimento, então talvez eles tenham que começar de fato a repensar quem nós somos, ou de fato o que nos tornamos depois de tudo aquilo.

?Voz E

Lembrando que nenhuma dessas outras categorias que estiveram nos mesmos campos de concentração ganharam seus respectivos territórios. Então é como você disse, parece que para amplificar essa dor, não desmerecendo a dor, gente, Deus me livre, jamais queria estar no campo de concentração e não desejo isso para nenhum ser humano, nenhum ser humano da Terra, não me entendam mal. Mas é para maximizar essa dor, esqueceram de várias outras pessoas que foram vítimas dessa coisa horrorosa, né?

Me parece que ninguém tá se vingando praticando a mesma coisa, pelo menos até onde eu sei.

?Voz C

Antes sionista, sim. Agora semita, abrange até árabes, etíopes, Mas eles estão tomando, né, essa palavra só para eles. Até termos, eles conseguem afanar. E vocês acham que os gays foram libertados junto com os judeus no fim da Segunda Guerra Mundial? Não, não, não, não, não. Nós fomos transferidos para outras prisões na Alemanha porque ainda era crime no país. Mesmo com o fim do nazismo, os homossexuais continuaram presos.

?Voz F

Ainda somos presos até hoje, né? Não tem nenhum lugar do mundo que é proibido ser judeu. Mas acho que o quê, acho que 68 ou 69, uma coisa assim, países do mundo onde a gente não pode nem existir, né? Estamos falando do século 21, 2026, e você não é proibido de ser judeu. Mas ser homossexual ainda é crime, né?

?Voz C

Lembrando, mas mais da metade da maioria dos países do mundo.

?Voz E

E sabe que isso que o Caben tá falando, né, sobre a gente começar a fazer uma linha, ai, me dá asco. Ainda hoje eu vi um jornalista falando sobre esse assunto e tava dizendo que esse ministro de segurança sair na televisão, na mídia toda, falando eu quero construir aqui um campo de execução de palestinos, eles não são seres humanos, eu vou televisionar, a gente vai eliminar todos eles. E o Netanyahu continuar com essa guerra mesmo depois de vários acordos de paz que foram firmados por ele mesmo falsamente, né, só para poder desarmar o Hamas e continuar agindo com a desfaçatez que ele age diante dessa guerra.

E então a jornalista observava que isso faz com que as pessoas no mundo comecem a odiar os judeus e meu Deus, nem merecem isso. É feio falar isso, gente, é horrível. Olha, eu me sinto mal de estar falando isso, eu tô só reproduzindo o que a jornalista falava. Então assim, o povo todo paga por essa percepção que é causada por uma política decidida pelo Netanyahu. E aí falam qual é a solução. A solução é dentro do próprio Estado.

Só quem pode parar o Netanyahu é o próprio exército, é o próprio país, é o próprio povo lá em Israel. Ninguém pode parar Netanyahu. Haja visto que hoje a Turquia expediu mais uma ordem de prisão contra ele. Nem é sobre o genocídio, é sobre o que ele fez contra os turcos na flotilha, que prendeu os cara lá, torturou os turcos. Então o presidente da Turquia expediu essa ordem de prisão. Então assim, se de repente o que tá fazendo ampliar essa coisa é justamente eles se manterem.

O Netanyahu lá, e ele se mantém porque ele se mantém em estado de guerra e não vai haver eleição enquanto a guerra, assim como é o caso do Zelensky.

?Voz C

E alguém lucra muito com isso. É claro que a indústria é muito maior que a Pink, gente. Tanta marca, tanta empresa apoiando o genocídio que muitas vezes não tem para onde correr. E no fim das contas, a gente dá graças a Deus que nunca conseguiu gastar o suficiente para ir num show, no outro show, Porque depois a pessoa ia acabar se declarando pró-Israel e a gente ia ficar triste.

?Voz E

Melhor chorar com dinheiro no bolso, né, amiga? É, mas é isso mesmo, eu não dependo da sua alegria, sua frustração de ir para um show onde tem uma diva pop, né, ou de seguir os pensamentos de alguém. Vamos pensar por si próprios.

?Voz F

Mas, ou então assim, não se arrependam também, gente, assim, diva. Assim, eu não iria para um show de uma diva pop agora sabendo— nunca fui na vida num show da Cher— agora sabendo que a Matusalém do Pop já se declarou pró-Israel. É que se ela tivesse de graça no Brasil, eu não iria hoje sabendo disso, não, porque eu não vou no show de uma pessoa que abertamente vai declarar apoio para uma coisa dessas. Mas assim, se eu já tivesse ido no show dela eu também não ia ter me arrependido, que eu ia ter muito mais a pensar sobre a experiência que eu vivi no momento, o sentimento que eu tinha no momento.

O que eu posso fazer daqui para frente é uma escolha que de fato eu tenho com as informações que eu recebo. Agora, a gente também não pode deixar se abater ou se arrepender porque, ah, sei lá, isso vale até para você gay, você homossexual brasileira, que lá atrás cantou Que Tiro Foi Esse, da Jojo Toddynho, e que hoje tá vendo ela aí dando show de horrores abraçando o Bolsonaro. Então assim, bicha, não é porque você foi num show de Jojo Toddynho em sua vida que você é pró-Bolsonaro.

Não, não é isso. Você pode, a partir de agora, desse momento, ou desde o momento que ela começou a despirocar, escolher não seguir com essa pessoa, e tá tudo bem, tá tudo certo. Agora, você sabendo quem a pessoa é, você sabendo como ela se posiciona, ainda assim você escolher continuar com ela porque o seu amor por ela é maior do que o posicionamento dela, aí, meu amor, é um beijo e tchau para você, né?

?Voz C

Aí você sempre vê o lado positivo em tudo, né? E é verdade, já estamos economizando adiantadamente muita grana. Evitando ir nos shows da Cher e outras.

?Voz F

É looks que a gente vai gastar em outros shows, né? O look que você ia gastar no show da Cher, você gasta no velório, né? Dá pra pensar assim.

?Voz E

E é que a Cher vai morrer, acho que nem se houver a Guerra Mundial, a Cher morre, gata. Mas é isso, né, gente? Além de economizar, você também não passa vergonha. E se for pra ir em show de pró-Israel, de sionista pró-Israel, que seja enganada. É melhor descobrir depois. Mas também é bom ter senso crítico e não ficar endeusando aí personalidade pop, artista, e depois descobrir que tava endeusando uma pessoa, uma baita de uma filha da puta.

Porque normalmente é o que acontece, né? Ainda mais hoje no mundo de influencers, a gente tem que começar também prestar atenção em como que a pessoa pensa, como que ela se comporta. Não é só no que ela mostra, né? Porque o que ela mostra é o que ela quer que você acredite. Você tem que olhar como que a pessoa se comporta também. Antes de querer endeusar qualquer pessoa. Melhor não endeusar ninguém. Faz como eu, endeuse só Jesus Cristo.

?Voz F

Eu não tenho uma grande diva assim que eu sou extremamente fã de qualquer um. Gosto de ouvir muito tipo de música, muito tipo de artista, mas é isso. Eu acho que a gente pode se decepcionar com a pessoa, mas se a gente descobrir que a gente tem uma Nicki Minaj, uma Jojo Toddynho, que a gente tem agora uma Cher vida, uma Pink. Aí, amor, é uma escolha sua. Se você escolhe colocar a arte acima da ética, é uma escolha sua.

?Voz C

A gente tentou avisar, mas não deu tempo. Então agora o ouvinte que chegou nessa parte já destruiu vários shows aí. Não devia ter ouvido, né? Desculpa, amiga. A gente não veio aqui para estragar alegria de ninguém também, né?

?Voz E

Ô, gente, o Cabo falou uma coisa da ditadura, então fica para a gente fazer a parte 2. Os artistas que apoiavam a ditadura louca, né? Aquela eu adorei, viu?

?Voz A

Adorei.

?Voz F

Como é o nome da outra que ganhou, do filme brasileiro que ganhou o Oscar? O Rubens Paiva, né? É o Rubens Paiva, o que morreu, que a Fernanda, a filha da Fernanda Montenegro, fazia a mulher.

?Voz E

Isso, né?

?Voz F

Daquele filme do— isso, isso, a gente podia fazer onde estão Rubens Paiva das pop brasileiras, né, e dos artistas brasileiros.

?Voz C

E os artistas que já faleceram, que posição eles teriam? Não, gente, vamos pensar.

?Voz F

Michael Jackson claramente seria pró-palestrante. Palestina, porque o Michael Jackson não ia aguentar ver esses vídeos de um monte de criança morrendo.

?Voz C

George Michael claramente seria pró-Palestina porque ele é egípcio.

?Voz E

Gente do céu, olha, a melhor frase de todo podcast foi o Michael Jackson não ia aguentar ver esse monte de criança morrendo. Ah, eu acho que a gente já tem agora, né?

?Voz C

Temos considerações finais.

?Voz E

O Michael Jackson não ia aguentar ver esse monte de criança morrendo. Essas são as minhas considerações finais. Vou roubar a fala da minha irmã. Um beijo, até a próxima, gente. Beijo, tchau!

?Voz F

Ai, gente, as considerações finais são as seguintes: vão estudar, vão ler, vão assistir alguma coisa. E acima de tudo, doem. Tirem R$20, R$30, R$40, R$50 O dinheiro do loló que você ia gastar na sua boate esse fim de semana, bichinha, doi para uma Cruz Vermelha, doi para uma instituição que ajuda o povo palestino. Enquanto você tá aí enchendo o seu boguinha de droga, tem uma criança sendo morta nesse momento lá do outro lado do mundo. Então um beijo e se conscientizem, amores.

?Voz C

Eu espero que vocês tenham aprendido tanto quanto a gente aqui. São muitas reflexões e pelo jeito essa lista não vai acabar nunca. E eu sei que muitas divas não foram citadas, mas são as mais recentes, as que têm um público jovem demais, esquecíveis, com nome de remédio.

?Voz F

Ops!

?Voz C

Aproveita, conta pra gente se a sua diva pop preferida é neutra ou pró-Palestina.

?Voz E

E se a gente passou alguma informação errada, corrija a gente nos comentários. Beijo, tchau!

?Voz C

A gente aqui é Palestina Livre, do Rio ao mar para sempre. Será que isso ficou óbvio? Acho que sim, né? Então, se você apoia Israel, faz o favor de dar bloco aqui no podcast, que eu agradeço. Cuidem-se, esclareçam-se e libertem-se. Até a próxima!

?Voz D

Eu vou me afastar, não tem mais jeito, não vou mais lidar se faltar respeito. Uma coisa é falar que não concorda comigo, outra coisa é mostrar de não quer ninguém vivo.

?Voz C

Eu fico entediada com gente excludente que só sabe ter raiva de quem é diferente. Hey guys, Lady Luck here.

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?Voz B

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