TUDO DRAG 77: estreia de UK 8 | semifinal de Down Under vs the world | Latina Royale ep6 | meet the queens España 6
#uk8 #dragrace #downundervstheworld #españa6 #latinaroyale
- Estreia da 8ª temporada de Drag Race UK com show de talentos e polêmicasDrag Race UK·Ombreiras nudes·Show de talentos·KY Kelly·Delta Quadrante·Anitta Piss
- Semifinal do Down Under e a saída de Lala Ri com menção ao BrasilDown Under·Lala Ri·Makeover·Drag Race Brasil vs The World All Stars Royale
- A gentrificação da vida noturna e a exclusão da classe trabalhadoraVida noturna·Classe trabalhadora·Dance floor·Aja·Calote
- Controvérsias e brigas entre as queens na temporada de Drag Race UKDrag Race UK·Paris Baby·KY Kelly·Body shaming·Gordofobia
- A luta por direitos LGBTQIA+ nas Filipinas e a importância da plataforma Drag RaceFilipinas·Direitos igualitários·SOGIE·Miss Jade·Drag Den·Drag Race Filipinas
- Meet the Queens da Espanha 6 e a diversidade de participantesDrag Race España·Meet the Queens·Alma de Sol·Cocoluna·Marcos Massalami·Maite Tumia·Venezuela
- Críticas à produção do Latina Royale e a reação dos fãs brasileirosLatina Royale·Matraca·Alexis Mateo·Fãs brasileiros·Injustiça
- A proposta de uma versão clássica do Drag Race sem interferênciasDrag Race·Alaska·Edição clássica·Eliminação por lip sync
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Setenta e sete patinete, abra a janela, a gente cede porque tá começando diretamente do Desboca Podcast para todo o Brasil e mundo mais um tudo drag, tá bom? Tá mais que bom, tá good good bom.
Good good bom, good bom, good bom bom, good good bom, good bom, good bom. Gudibudibom, gudibom, gudibombom. Gudibudibom, gudibom, gudibom.
Episódio 77. Tem Meet the Queens, tem estreia, tem sabores, tem planos de drag, militância. E um makeover pra ninguém botar defeito. Então vamos correr pra ser breve, vamos com ela.
Eia!
Eia, misma! Eia, lá mais beia! É a Dona Pemba! Pode entrar, pode entrar.
Transformação!
Eia!
Eia!
Guruja, quem é? Quem é? E aí, como está? Como estão, menina?
Tô melhorada.
Então me fale de problemas.
Tamo todo mundo muito animado porque teve aí o Meet the Queens da Espanha, também foi semana de Down Under, de Rapping Host no Latina Royale e de estreia da 8ª temporada do UOK. Então as pessoas já estão naquele burburinho. Setembro começou muito bem. O mundo anseia pela chegada da primavera.
Semifinal no Down Under, querida!
Menina, eu fiquei tão embaralhada com tanta temporada que eu já não sabia mais onde tinha uma semifinal. Mas eu sabia que tinha uma semifinal!
Ainda passou informação errada. Falou que ia ter Espanha, não teve Espanha. Teve só Meet the Queens. Olha, tem tanta temporada que dá até pra errar.
Mais que uma errada, são fake news. Então vamos começar com coisa boa, vamos renovar o ar com Uhuu, porque é o oitavo, mas a gente ainda tá com aquele tempero latino. Episódio de estreia em grande estilo, com show de talentos e nenhuma eliminada. Você sentiu que as ombreiras nudes estão voltando com tudo?
Aquela malha horrorosa?
Sim, e aí toda cravejada de brilhantes. E aí você põe uma ombreira super pontuda, Gaga Realness assim, e põe a malha por cima pra parecer que a sua pele tem esse formato.
Olha, tudo bem, beleza. Mas a malha não pode ficar enrugada. E a gola não pode ser diferente da cor da pele. É feio!
Mas é isso que a gente veste em 2026. E pra mim, os destaques foram pra K.Y. Kelly, Madani X, Mocha, Coral Holemand e, é claro, Anitta Piss. Faz tempo que não vemos drag de esportes aquáticos, né?
A Anitta Piss, você tá falando?
Anitta Piss, ela mesma, Anitta Piss.
Esportes aquáticos, eu amei! Que elenco variado, não?
Muito variado, as pessoas gostaram. E até a Monroe parece mais animada, mais empenhada em querer entregar TV de qualidade. Afinal, é a BBC, né? E no show de talentos teve track original, mas algumas funcionaram. É muito comum ver track original, a gente pensa que é tudo chato. Algumas deram certo. Eu gostei daquela da Bollywood, da Lucky Rice ainda. Do show burlesco da Flash, ela fez toda uma raposa sexy, foi muito bem executada.
A Delta Quadrante, gente, também vendeu muito bem. Saber vender é um talento, né? E ela é uma drag toda quase anti-drag, aquela dos olhos brancos.
Você achou anti-drag? Como que você classificaria Delta Quadrante? Delta Quadrante, Mona, pra mim ela é o assunto dessa temporada, que mais me chamou atenção. Super gráfica, né? E semana passada você falou dos ícones que tem na temporada. Ai, duas bonitas, duas performáticas, uma grande, uma alternativa. E eu não consegui encaixar ela. Eu pensei, ai, naquele gráfico ali ela seria alternativa, mas não é tanto.
Ela é top cata, mas assim, para mim, sempre que eu vejo esse olho branco, eu já lembro da Trix. E eu penso assim, tudo é culpa da Trixie. Depois que a Trixie apareceu, todas essas drags que têm muito branco em volta do olho, elas se sentiram à vontade para aparecer também. E a gente tem que viver a ilusão.
Mesmo a Delta tendo idade para ser vó dela, né? Mas sabe que eu fico chocada com aquela sombra branca? Porque a bicha tá de olho fechado, parece que ela tá de olho aberto o tempo todo, só que aí não tem uma pupila. É meio assustador, é meio assustador, é bonito e conta uma história.
Eu achei ela fascinante. Tô torcendo já para ela vencer. Delta Quadrante tem muitos talentos, um deles é vender, e a gente viu isso muito bem. Também vimos KY cantando muito bem, KY Kelly. E o destaque no show de talento foi aquela rifa de carne, né, do Allan Carr. Falei carne certo?
Falou certo, falou certo.
Foi uma rifa de carne, gente, imperdível. Eles não têm governo Lula lá, né? E aí depois elas tiveram que fazer um ranking, uma coisa meio Rachel Cuijn. Só que eram em caixinhas ali, com fichinhas numeradas, caixinhas com os nomes. Mas elas mesmas se avaliaram. E isso sempre dá espaço pra uma puxar o tapete da outra, né?
Já deixando claro aqui que uma delas, que é a inimiga das garotas do Sorro, Que ela trouxe toda a confusão lá de fora, só esqueceu de trazer look, performance, maquiagem. Mas a confusão ela trouxe. E aí ela combinou com as amigas de pontuar as que ela achava que foram bem, pontuar mal. E pontuar as que ela achava que foram mal, bem. Pra ela poder, sabendo que foi mal, subir no ranking. E isso já criou uma cisão. Bichas boas de um lado, sabendo que iam ser má pontuadas.
E bichas ruins de outro, tentando melhorar a própria pontuação. Você percebeu? Bebel, né?
Eu percebi, eu fico muito preocupado com as do Sorro, né? Porque tipo, Sorro versus The World quando se trata de UK.
Foi, mona, a Sorro nem tinha chegado, a inimiga da Sorro já tava lá contando a história. Aí chega uma Sorro, aí a Sorro fingiu que nem conhecia ela. Ai, você não tá me conhecendo? Eu sou a fulana. Não, não tô te conhecendo. Aí eu que briguei com a Bones, com a Violet, a louca, não sei. Com todas as gatas, ai, eu sei quem você é. Aí ela nem quis mais conversar com a bicha.
Foi impressionante. E não parou aí, porque depois a K.Y. teve uma briga feia com a Paris Baby por conta do body shaming, né?
A mesma bicha.
Ela é bocuda, né? Ela é de Barbados. Mas a K.Y. não deitou, ela colocou a Paris no lugar dela, que é em Barbados, no Caribe. Cine Patricic. Em francês significa agora senta lá.
Ela ficou quietinha, ela ficou passada. Ela só ousou falar na entrevista, né, a Paris. Eu fiquei boba porque foi uma coisa meio assim, ela, a gorda falou para ela, você só trouxe minissaia e cropped. Aí a Paris falou para gorda, que é a KAY, e você deveria perder uns quilos. Aí a sala silenciou e virou um momento gordofobia. Um body shame ali.
Ela realmente deu um sermão, mas eu achei que ela falou muito bem porque ela tava brincando sobre os looks. A outra já quis fazer uma piada de perder uns quilos. E na geração monjaro fica parecendo que todo mundo tem obrigação de perder os quilos, e não é assim. Senão vamos perder drags maravilhosas como a Divine. Vocês viram a Darlene? Mishui, eu vestida de Divine, Noemi. Vocês iam gostar de uma Divine magra daquele jeito?
Divine, inclusive, que está bem magra atualmente.
Mas, Jerry, minha querida, e o sapão da mocha? No talent show ela deu uma desandada. Eu só gostei do reveal ali no final, mas depois ela voltou belíssima para passarela. É isso que a gente veste em 2026.
Pra receber um prêmio, pra comprar pão? Em que momento?
Era o Ru Aiyun. O primeiro desfile, né, que elas praticamente se apresentam. E a moça serviu um look muito bonito. Quando eu vi ela de sapo, eu pensei, esse pé não tem salto. Mas aí ela voltou com verde, com rosa, com um look fascinante. E aí eu admirei o talento da gay.
Ainda era um sapo, né? Um sapo de gala, o look da passarela.
Era como isso, a evolução da história do sapo passando por um talent show que, ai, era uma bagunça, tinha um monte de coisa. No final ela fazia um review de jota, que é assim que a gente chama no Brasil, e foi maravilhoso. Agora, na semana que vem, a gente vai saber quem votou em quem nesse ranking de avaliação, né? E aí máscaras vão cair.
Que pra gente já caíram, né? Só vai ficar mais definido quem é quem.
A Tequila Turchi, ela não se saiu muito bem, ela foi muito criticada pelas outras. Adorei quando falaram, ai, essa peruca foi você que fez?
Então... Tyler Reddick here from 23XI Racing.
Victory lane?
Yeah!
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A gente não tem com que se preocupar. Series Baby realmente não parece muito que tá no mesmo nível de competição que as outras, mas o elenco é muito positivo. Gente, essa Indiana tudo que a gente merece, né? Porque se você quiser um show de Bollywood na Inglaterra, você só vai conseguir com ela. Ela. Se ela fizer tudo que as inglesas já estão fazendo, eles ficam com as inglesas. É sobre isso.
Você acha que ela vai longe?
Eu acho. Achei criativo o show de talento, ela conseguiu usar do humor. E o look caríssimo, né? Parecia um casamento indiano.
Eu acho que ela quase caía com aquele look de tão pesado. Deve ser muito caro, tem muito ouro ali. A louca não é ouro, né, gente? Porque vocês sabem qual é o orçamento.
Nem tudo que brilha é ouro. E falando em ouro, no Latina Royale teve tiradeira de Chavas. Isso mesmo, é o Rapping Host. E pro run, o tema foi realismo mágico. Isso mesmo, é o realismo fantástico. Fantástico, fantástico! E a música, adorei também. É, achei que as queens continuam citando muito o Brasil, né? Todas elas fizeram alguma cena e mencionaram o Brasil em algum momento de suas rimas.
Você acha que elas ficaram preocupadas com a repercussão ou o Brasil bateu forte no coração delas? Parece que elas se apaixonaram pelas queens brasileiras, né?
Elas são o mundo todo encantado com o Brasil. É a emoção que Sabe o que a gente sente quando vê uma casa sem vizinhos? É meio ruim.
Ai, bicha!
Mas menina, quem saiu na frente foi a Mariana Stars, porque ela é forte, ela é bela, ela tá na sua tela e ela é da Venezuela, caralho!
Não tem jeito, só se seca. Pode ir preparando a vela, não mexe com ela. Ela é forte, ela é bela, ela tá na sua tela. Ela tem a vida dela, ela é da Venezuela.
Todo mundo indignado que ela tinha muitos Boron seguidos e finalmente ela mostrou que veio. Foi uma noite muito feliz para Mariana Stars.
Parece que ela começou o episódio sendo oprimida pela Alexis Mateo, não foi não? Alexis não ficou um pouco pesando na dela? Você não sentiu isso?
Um pouco. Na verdade, todo mundo que não é do México, da franquia mexicana, tá sentindo uma energia pesada. Tá sentindo a orelha?
Preocupação, olhar ao redor, se sentir sozinha na sala, segura na minha mão. Ela tava um pouco assim, né, com a tsunami. Ai, eles estão mandando todas embora, não tá sobrando ninguém. Então ela começou com o coração apertado esse episódio, né?
Foi, parecia que ela tava sentindo, porque a profecia se fez ainda no lip sync pela vitória. A Mariana Stiles teve que dublar com Horácio Potássio, e quem ganha é Horácio Potássio. Eu achei triste porque se Mariana ganhasse, ela não é do México, então talvez ela não teria escolhido Tsunami Music para sair. Gente, o mundo todo parou na despedida de Tsunami. Ela serviu tudo que a gente ama. Drag molhada vai fazer falta, né?
Ainda semana passada eu falei que eu tenho tesão em drag molhada. Tsunami vem toda molhada e vai embora. Fiquei triste.
E a Alexi saiu revoltada do palco final. Também o vestido da Alexis foi muito criticado.
Olha, eu acho que palavras são sementes. Ela foi meio que plantando essa história para ela. Chegou ali naquele momento, ela se viu tendo um momento Abby, oh my God, dela, de virar as costas e não olhar para ninguém. Porque na cabeça dela tudo faz sentido, porque ela começa o episódio falando, eles estão eliminando a gente. Aí ela vê mais uma delas indo embora. E para ela tudo tá fazendo sentido, né? Ela tá com essa conversa, ainda tinha brasileira lá, Maduro tava solto quando ela já tava com essa conversa.
E ela falou muito na internet também nessa semana, né? Tem muitos vídeos dela aí pelo TikTok desabafando sobre a produção, sobre várias coisas que aconteceram ali, que ela não vai se calar. Eu assisti acelerado, então eu não vou saber falar tudo que ela falou, mas tá por todos os lados, ela falou muito. E eu disse que Christian não ia se calar, mas quem não tá se calando é Alexis, né?
Eu acho maravilhoso isso. Alexis, Hebe, Oh My God, todas essas que estão sim sendo injustiçadas fazendo drag de protesto, né? Tá ficando feio pro programa, pra produção do programa, que não conseguiu aí ter um certo equilíbrio. Na evolução dessa temporada. E aí a gente vê as queens saindo assim, as queens já comentando antes mesmo que aconteça o que está para acontecer. Então eles perdem um pouco de pontos com isso, mas tá tudo bem.
A Eva Blanche é muito forte, mas eu acho que a Mariana Stiles colocaria a Eva Blanche para fora. Veremos no próximo episódio. Ou não, porque o Down Under começa com jeito solto e negando a mostrar o batom. Isso dá uma confusão, gente. Uma vez Bebel Zahara Benê fez isso e ninguém perdoou.
Isso aconteceu só uma vez? Até agora?
Sim, Mona, só uma vez. Eu já assisti as 87 temporadas.
87? Eu também, eu vi todas, mas eu não tenho memória, então não me pergunte nada. Eu amei que ela não quis revelar o batom. E a Art Simone ficou encanadíssima, né, achando que é um jogo sujo, um jogo injusto. Mas a Miss Jade manteve a palavra, falou, não, eu não vou mostrar, eu não quero mostrar. E não mostrou. Eu adorei, porque onde tá escrito que é obrigado mostrar?
É, nunca foi uma regra obrigatória, não faz parte de uma norma do programa. E a Jeidson falou isso, né? Eu não preciso mostrar se eu não quiser, então eu não vou mostrar. Mas não mostrar também é muito na cara que a pessoa que tá no nome ali do batom tá ali presente do lado dela, né? Agora eu não sei, ela não vai ter que mostrar nenhum. Aí sim ela consegue ter uma retaguarda.
Agora ninguém mais vai mostrar batom porque o próximo episódio já é final. A gente tá na semifinal aqui, não tem mais batom.
Ora, ora, mas que momento oportuno para Jeidson.
E Jeidson que começa o episódio com batom Michelle, né? Na mão, que ela trouxe.
Pior, ela lembrou de pôr na mala, né? Como não levar um batom com o nome da Michelle?
Incrível!
Mas vamos pra semana, porque é dia de dublar no mini desafio com uma cara pequenininha em volta da boca, o que dá uma estética muito bacana. Você gostou?
Não, obrigada. Pode passar pros boys.
Quem venceu foi Maicon Marulli no mini desafio. E pro makeover vieram uns boys lindos, alguns gays, outros até casais, até membros do Pit Crew, ex-membros do Pit Crew. É o Beach Buddy Makeover. E nesse makeover, a Michelle enfatizou que era uma coisa mais melhores amigas, não tinham que se preocupar com semelhança familiar. Só que todas elas já tinham trazido na mala uma coisa de semelhança familiar, né?
Tá aí outra coisa que você falou semana passada sobre o artigo do Green Gay, que a Michelle fala ali nesse quadro. Ela sempre deixa todo mundo confuso porque uma hora, ai, tá parecido porque a roupa é igual. Ai, não está parecido, só tá de roupa igual. Enfim, dessa vez ela mudou todo o conceito pela primeira vez. Não é para ser Irmã, é pra ser best friend. E aí as bichas ficaram super confusas. E o babado é botar um peitão nesses machos. É isso que elas tinham que fazer. Porque não é best, é breast.
Breast, peito?
Breast, exato, breast.
Tinha que enfatizar os peitões, né? Tinha que ser uma coisa pique jimbo, assim. Mas aí aprendemos a técnica ancestral do Monster Mash. Que é fazer tudo numa grande bola e enfiar pra dentro. A Ed Simone ensinou. E quem teve problemas foi a Lala Ri. Mas Lala Ri mesmo, gente. Como ela se diverte, apesar da tensão.
Não, não é só enfiar pra dentro. É mais específico. É uma técnica que a gente nunca tinha ouvido falar tão especificamente. Ela coloca os ovos no lugar de onde eles vieram. Que eu suponho que são os meus ovários e depois junta tudo e puxa para trás. Eu imaginei que é uma coisa— nossa, os homens ficaram tanto quanto chocados ouvindo. Não sei se eles fizeram, porque tinha uns que estavam não tão bem acordados, mas foi uma aula muito gráfica.
E eu fiquei pensando, meu Deus, elas não ficam com medo de a bola não voltar depois? Tipo, aí você se desmonta e a bola fica lá presa lá em cima para sempre.
Então, menina, isso pode ser traumático para algumas pessoas, sobretudo em algumas—
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21+.
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Idades, mas foi uma técnica da Art Simone. Ela também mostra a calcinha de acuendar, ensina a fazer o famoso acuendamento de outras formas. E eu achei que ela ensinou bem, porque o par da Art Simone tava muitíssimo bem acuendado nesse makeover.
Gente, desculpa, eu falei bola, mas o meu papel de comunicador aqui exige que eu diga testículos, né? Desculpa a minha vulgaridade.
E o que é o ovário senão a casa do ovo?
O meu ovo foi um ovário.
Tudo foi um ovário um dia.
Prossiga.
O resultado do makeover foi muito interessante. Muitas pessoas estavam se montando pela primeira vez e eles são uns boy mais padrão, então muitas não conseguiram criar essa ilusão da super drag montada. Mas eu gostei muito, muito musculosos, né?
Muito testa-téstica. E algumas falaram, meu Deus, como eu vou fazer esse homem virar uma boneca? Porque além de tudo era para ser uma boneca, né? E foi difícil. Miss Jade sofreu, as gatas sofreram para montar esses machos. A Lala Ri sofreu para fazer o peitão dele, porque elas estavam na praia, né? Eram para ser garotas peitudas na praia, e a Lala Ri não tinha os peitos, tinha que fazer os peitos desse boy. Foi babado, não foi fácil não. Lala Ri passou a noite acordada para fazer os peitos dele e a roupa.
Foi bem assim. No começo você falava, nossa, que menino lindo, vai ficar uma drag maravilhosa. Aí depois vinha a drag.
Alguém disse isso no programa, né, que ser um homem bonito não significa que você vai ser uma drag bonita. Não sei se foi nesse programa. Nesse momento especificamente, mas alguém disse isso com um certo nível de conhecimento, inclusive.
É uma coisa que nem precisa dizer, né? A gente aprende assistindo o próprio programa.
Veja a Maicon Muruli desmontada, e quando ela se monta ela fica belíssima, né?
Então, belíssima. Tanto é que venceu. Maicon Muruli vence dublando com a Simone, que também ficou entre as melhores. Mas infelizmente quem sai é LaLa Ri. E aí acontece uma outra sincronicidade drag. Porque já que o Brasil tá na boca do povo, por que LaLa Ri não vai falar? Pois ela disse que volta pro Drag Race Brasil vs The World All Stars Royale.
Como LaLa Ri poderia imaginar que nesse momento todo mundo ia estar falando do Brasil por conta do Latin LaRoyale? Porque não tem sincronia nenhuma. As gravações aconteceram há um ano atrás, cada uma num lugar do mundo. E ela fala e sai e vai ao ar justamente na semana que todo mundo tá falando do Brasil por conta da eliminação das brasileiras do Latina Royale. Isso foi de uma sincronicidade drag incrível, eu fiquei passada. As bichas já estão pensando que a LaLa Ri teve uma premonição, né.
Porque elas querem acreditar que vai rolar um Brasil All Stars sem nem ter... Um Brasil vs The World sem nem ter 3 temporadas no país. Mas de qualquer modo foi muito legal a menção. A Lalaurie saiu decidida a ser a rainha dos brasileiros, a rainha que o brasileiro precisa.
Lalaurie sorri, né? Foi tão bonito a saída dela, ela se divertindo pelo cenário e ter citado o Brasil. Automaticamente ela ganhou um CPF, todo mundo fez uma ponte gostosa, uma troca de energias. Com LaLa Ri e estamos renovadas para um novo milênio de Cristo na Terra.
Não é incrível que o brasileiro de repente resolveu jogar metade do ódio que tá jogando na matraca em forma de amor para LaLa Ri, a drag da sacolinha? Tudo bem que ela tá saindo renovada dessa temporada do Down Under, né? Ela se superou. Não vou dizer glow up, mas ela se superou. E de qualquer modo, é muito valioso esse momento. Brasil, Lala Ri, ninguém imaginava essa conexão. Adorei!
É tu, Brasil, é tu, Brasil.
E a gente acompanha a Lala Ri desde o começo da carreira dela. Nossa, o que ela falou ali pra Michelle, e vocês sempre me falaram que eu devia continuar e minha drag era importante para o mundo. Eu fiquei emocionada.
Que bonito, né, o jeito que ela saiu. Eu acho que uma verdadeira profissional sai desse jeito, sabe? Agradecida, vendo o lado positivo, que já ganhou, porque ela viu quanto ela já ganhou com isso, né? Então eu achei que deixar uma mensagem bonita e sair com dignidade foi muito marcante. Mas é dela também, né? Não tem como você dar uma coisa que você não tem. Ela deu o que ela tem, né? Basicamente foi isso, foi muito bonito, muito emocionante.
E o mundo dá de volta para ela todo esse amor. Valerie, maravilhosa! Ela foi mais longe que a Raven nessa mesma temporada, então tá na crista da onda.
Ela foi mais longe do que muita gente, ela foi mais longe do que ela mesma poderia imaginar Porque ela não tinha roupa pro episódio de hoje, inclusive. Mas uma coisa que me chamou atenção nesse episódio foi a Miss Jade Soul conversando com um convidado dela na hora de se montar, falando sobre direitos, casamento, direitos igualitários. E ela desabafou ali que nas Filipinas eles não têm direito nenhum, nenhum, nenhum. Que eles estão agora lutando, que eles têm lá uma proposta que chama SODI.
S-O-G-I-E. Me corrija a produção se estiver errada, mas isso não faz diferença nenhuma. Mas enfim, de qualquer modo, foi importante que ela encontrou ali na plataforma uma chance de fazer um apelo para quem tenha poder no país dela para ajudar com que essa proposta, essa emenda— não sei de que forma lá politicamente isso pode estar rolando, Mas eu achei muito inteligente da parte dela, né, ela aproveitar essa plataforma e fazer um pedido por direitos igualitários nas Filipinas e desabafar que eles não têm direito nenhum.
Achei um momento muito importante e tá aí para o que a plataforma também serve, né. Miss Jade, inteligentíssima.
Exatamente. A gente lembra como é recente isso, né, em todos os países do resto do mundo até pouco tempo atrás, aqui no Brasil também. Não haviam esses direitos em tantos outros lugares. Mas, gente, ela cita essa sigla aí, que é pelos direitos da LGBT, e a gente vê que a luta não para nas Filipinas, né? Tanto no Drag Den quanto no Drag Race Filipinas, a gente vê que elas abordam muito sobre esses temas e que elas também lutam muito para conseguirem esses direitos.
Muito bacana! E sabe o que me chama atenção? Que países que nem chegaram a ter esse direito talvez nem os conquiste, porque muitos que recém conquistaram podem perder a qualquer momento. Basta um político de extrema-direita tomar o poder ou ter condição de fazer, de revogar qualquer projeto de lei em relação à comunidade LGBT, ele vai revogar. Na Alemanha, inclusive, tem extrema-direita se elegendo neste momento, ou tentando se eleger, discurso de revogar os direitos LGBT.
Vejam o quanto eles foram revogados nos Estados Unidos, impedidos. Então ter não é uma garantia de manter, né? Então, além de estar lutando para ter uma coisa que muitos países já estão perdendo, né? Além dos outros que já estão eliminando qualquer possibilidade de direito de pessoas gays, trans, enfim.
Para você ver, né? Apesar de haver em torno de 40 países que permite casamento entre pessoas do mesmo sexo, Tem mais de 100 países que permitem coisas que são crimes, pelo amor de Deus. Mas com tanta inspiração de lá da Wise, a gente só— vamos criar um contraste com verdades desconfortáveis.
Verdade, verdade, desconfortável.
Então, menina, o programa foi um sucesso e acabou que essa semana apareceu uma postagem do inferno que Gente, aqui estão verdades desconfortáveis.
Confortáveis, confortáveis, sucesso esse quadro!
Pois é, e como eu disse, eu ia falar de militância, ia falar da extinção da classe trabalhadora no dance floor. A vida noturna está ficando inacessível, e o que era uma coisa antes, que qualquer estudante na faculdade conseguia bancar, uma coisa que não era tão fechada assim, que você podia até pagar R$20, R$50, R$80, mas passava a noite inteira numa única balada. Agora tá virando uma lista luxuosa com ostentação de ingressos, viagens, bebidas, alimentações, volta para casa.
E infelizmente só as pessoas sem graças estão conseguindo frequentar a vida noturna. E as pessoas costumavam sair e trabalhar nos lugares que elas frequentavam. Era quem moldava a cultura da noite. E essas pessoas sumiram por volta da pandemia, nunca mais voltaram. Não é porque elas não gostam da noite, mas porque tem que trabalhar em 4 empregos diferentes só para conseguir sobreviver na cidade. São muitas contradições.
Meu Deus, o pobre não tem um dia de alegria nessa terra.
Não tem. E quando surgiu a nightclub, o dance floor, a danceteria, isso tudo surgiu para pessoa que tava trabalhando na escala 6 por 1, de segunda a sexta, em horário comercial. Ela tinha um lugar para ela ir, para onde extravasar. E agora ela não consegue mais acessar esses lugares. Isso tudo é muito curioso porque É claro que tem custos como DJs, artistas, promoters, fotógrafos, dançarinos e equipes que merecem sim ser muito bem pagos, mas não é isso que a gente vê acontecendo nessas baladas caríssimas.
Vocês viram o escândalo da Aja? Ela fez uma turnê da house com a SunHy, com a Candy Music, com a Dália e muitos convidados especiais, e na hora de receber o pagamento Elas levaram um calote, gente.
Mas como isso? Trabalha, não recebe. A noite tá cada vez mais cara. Ela viu as casas cheias e não recebeu nada. Para onde vai o dinheiro? Aí também não vale a pena, né, amiga? Como que faz isso? E eu tô aqui pensando, existe balada de elite e acabou a balada de pobre? É isso? Tudo se tornou elitizado? Não existe mais gueto?
Na verdade, a ideia era misturar pessoas de várias classes diferentes no mesmo lugar, com amor pela música em comum, pela dança, pela noite. E a gente frequentava os lugares, realmente começava a trabalhar com essas coisas. Eu lembro que eu ia em muita rave, do nada comecei a fazer foto de rave, porque era assim nos anos 2000. E aí depois uma coisa foi levando a outra. E alguns amigos viram drag queens, outros viram promoters, outros viram DJs.
E você vê que aquela família da noite, da festa, ela acaba vivendo da própria noite até para conseguir se sustentar nessa festa. E isso não tá acontecendo mais também. Só que é a classe trabalhadora que muda a cultura. É muito necessário ter essas pessoas na pista de dança. Mesmo que a gente saia em prejuízo por isso. Porque se só quem sai é quem pode ter segurança financeira, então a gente muda as pessoas que moldam a cultura.
E é melhor ter a classe trabalhadora na pista com a gente do que tirar elas dali só porque tudo é caro. São para essas pessoas que o espaço existe. A noite existe para a classe trabalhadora e a classe trabalhadora não tá tendo acesso à noite mais. Isso tá deixando a cultura da vida noturna chatérrima, porque essas pessoas endinheiradas, elas são muito sem graças. Não ia existir dance floor se não fosse pela classe trabalhadora.
E tirar a classe trabalhadora da pista é comprometer a própria cultura. Nem a Madonna a gente teria. Vocês acham que ela entrou na danceteria para ficar no vipão?
Imagina, você não viu lá no banheiro?
Era isso, um contato, alguma coisa que o DJ gosta e ela tinha que passar para música dela ser tocada. E isso tudo era acessível para quem estava andando por aquelas ruas. E agora não, agora você pega um jatinho, você vai para uma ilha, você vai naquelas festas super exclusivas de influencers que também são um grande nada. E as pessoas não se divertem mais, né? Depois que o celular começou a registrar imagens, parece que todo mundo tem medo de ser visto dançando.
Eu acho que pra fazer sentido essa tese, basta a gente pensar o que aconteceu com o clube que a gente frequentava quando frequentava. No meu caso, os que eu lembro já foram todos fechados, né? E realmente houve uma elitização da balada ali em torno de que De que época que era? Em torno de 2010?
Chegando em 2010. Mas, ó, antes da pandemia, metade das boates de São Paulo capital já tinham fechado. E aí, por volta de quando a Lady Gaga apareceu, 2008, as pessoas começaram a ficar mais padrão, closetista, e frequentar lugares que nem tinha show de drag queen, que não era uma hostess drag queen. E era aquela coisa muito padrão para mostrar o quanto você é malhona na academia. E isso tudo foi deixando uma galera que trabalha com a noite de fora. Se não fosse o programa da RuPaul, talvez nem drag teríamos mais.
É, isso é verdade. A gente sabe que falar de RuPaul's Drag Race, a gente fala dessa cultura que tava realmente morta, né? Ela tinha sido extinta pelas baladas de padrão, onde as pessoas iam só para usar droga e dançar música eletrônica mesmo. Já não era mais o que era à noite, né, que tinha vários profissionais. Inclusive, como você tá dizendo, né, tinham dançarinos, né, go-go boys, go-go girls, hostess, apresentadora, show. E tudo isso foi se extinguindo para virar uma balada padrão, um lugar só escuro para usar droga e já bastava, né.
E aí eu penso que também a tecnologia foi tirando esse contato, essa necessidade das pessoas Mas eu nunca tinha pensado nisso, que estavam higienizando a pista de dança nesse lance. Eu achava que era só a tecnologia, não percebi que estavam tirando o pobre da equação, não estavam deixando mais o pobre se divertir. Por isso que tem tanta balada no gueto hoje em dia. No gueto não, nas periferias. Tô falando também com a ótica que eu tenho de mundo, que é muito pequena, que cidade grande que eu conheço é Ribeirão Preto, né? Quem sou eu?
É até porque não são pessoas pobres, mas pessoas pobres também Também são pessoas que vivem de salário. E me desculpa, se você vive de salário, você deve ser pobre. E até festa na periferia muitas vezes são frequentadas só pela elite, né? Essas festas do Morro do Vidigal, que tem baile funk lá, você não vai encontrar nenhum morador do Vidigal ali. E já é uma fortuna para chegar, para ter o que vestir. Então você vê os club kids, por exemplo, Eles não tinham acesso às grandes marcas de grandes estilistas, de roupas super caras que eles queriam mostrar na balada.
Muitas vezes eles inventavam, eles tinham que cortar um EVA, colocar um aquário na cabeça, pintar um maiô e eram pessoas maravilhosas. É assim que essas pessoas moldavam a nossa cultura. E agora a gente sente falta na pista de dança. De ver essas pessoas relevantes. E as drag queens têm uma ligação direta com isso.
Maravilhoso. Triste, porém maravilhoso. Muito inteligente. E o que mais você levantou no seu caso?
Mais nada. Vamos parar por aí pra não se prolongar como aconteceu no episódio passado. E menina, eu falei no episódio passado que ia estrear a Drag Race Espanha, mas era só o Meet the Queens.
Hehe.
Então vamos falar disso também. A estreia mesmo é no dia 20 de setembro, junto com King of Drag. E a Espanha tá em obra, gente, que nem o Down Under.
Será que foi coincidência? Na hora eu falei, gente, mas que loucura, tá em construção também. Por que que tá todo mundo desconstruído? O que que tá acontecendo?
Espadronizante.
O mundo tá em obras, mas ainda tá sendo gravado na Espanha, eu espero, né? Porque o da Wanda é gravado em Portugal, Latina Royale é gravado nas Filipinas. Tá ficando bagunçado, é muita obra, gente, também não para a logística.
O que me chamou atenção: parece que peruca ruiva era traje obrigatório. Já tava na oitava bicha, não tinha visto uma que não era ruiva ainda.
Muitas ruivas, todas de vermelho e oncinha, inspiradas por Desirée Beck no look de abertura. E destaque para Alma de Sol, que é filha de Satin Greco, no flamenco, maravilhosa. Destaque para a Cocoluna, que veio com aquela peruca imensa, mas nem preciso falar que não é para mexer com ela. Afinal, ela é forte, ela é bela, ela tá na sua tela e ela é da Venezuela.
Não mexe com ela, ela é forte, ela é bela, ela tá na sua tela, ela tem a vida dela, ela é da Venezuela.
Gente, mas que tapa na cara, né? A Venezuela Não deixa a gente em paz. A gente não tem mais um dia de paz por causa da Venezuela. A bicha parece que é boa, viu? Foi a melhor até agora aqui.
Ultimamente, toda temporada da Espanha tem uma da Venezuela. No ano passado foi a Cristal Forever. E no retrasado, a Mariana Stars, que tá no Latina Royale.
Cristal, que eu amo, maravilhosa. Deu trabalho, Cristal.
E também tem a Buba Norex, que é filha da Chanel, da terceira temporada. E ali, aqui, que é Canária de Murcia. E você sabia que dá para invadir a Espanha sem sair da África?
Gente, para tudo! Ai, ai, verdade!
É assim que estão invadindo a Espanha hoje em dia, gente. As Ilhas Canárias também podem ser invadidas Fica logo ali do lado do deserto do Saara. A Vanessa Achille, ela é de Las Palmas, mas não é Canária, porque Las Palmas é de Gran Canária e ela veio de lá, mas ela só serve a magia mesmo.
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É, é isso que aconteceu. A gente tem aqui a Lia, que é uma drag que faz aquele estilo de drag de Gran Canária, que é aquele festival. Que eles têm lá no carnaval. Tem aquele estilo de drag de plataforma, um pouco alienígena, bastante pelada, muita pena, muito gigante, que faz um show de música eletrônica. Alguém dá apoio, ela dá pirueta, vai para frente, vai para trás.
O estilo em Mato Grosso, Jacuendá, né?
É isso, aquela neca pintuda, aquela, aquela xoxota pintuda, cheia de purpurina. E o cu de fora. Mas enfim, essa é uma drag canária. Pesquisem aí Las Palmas de Gran Canária e vejam esse estilo, que vocês vão ver várias drags assim. É um festival incrível. E ela é, ela é a Lia, que, mas ela é de Múrcia, que fica na Espanha, mas ela faz o estilo canária. Mas a drag que mora em Canária não faz o estilo canária, que chama Vanessa Achiles, não é essa?
Que é a última que faz um estilo meio diva, sem paciência. Ai, vamos gravar logo que eu tô, já estou enfadada. Não foi assim que ela já chegou bem nervosa?
Que eu vou queimar um fio aqui.
Acho que trocou os dentes, não sei se foi ela que trocou os dentes. A magia, tirou o dente do peito, colocou um outro dente, aí depois jogou a caixinha dentro dos peitos e falou: ai, quando que vai sair esse programa? Para a luz e acabou. Incrível a meia atitude, a personalidade dela.
Ela que é de Las Palmas, mas não é canária, Vanessa Artiles. E também um kingo, gente, um kingo! Marcos Massalami, primeira vez na história da franquia. Estão todas empolgadas com salame.
Ai, todo mundo já tá de olho no salame, né, amiga?
Passada!
Ah, você viu que ele é surdo, né? Ele falou, ai, eu não suporto gente gritando perto de mim. Isso me irrita, eu tiro os meus audifones. E tirou assim, ela usou aparelhinho. Quando ela não quer ouvir, ela não ouve. Não vai brigar com ninguém no Work From Home se não quiser.
Ele, desculpa, gente. Maravilhoso. E a gente viu na primeira temporada do King of Drags que muitos Kings se chamam Dick, Big Dick, Dick Van Dick. E aí a gente pensa, como é um Kingo na Espanha? Salame, Marcos, mas salame.
Maravilhoso! Teve a Sorne também, né, uma conceitual. Eu gostei dela, viu?
Ai, Sorne, não faz essa boquinha! Mas gostei do look, ela foi toda trabalhada, uma silhueta muito interessante. Parece ser a mais criativa. E também a Baska. A Maite Tumia, ela tem 47 anos, gente. Fierce, fierce, fierce.
Ela disse que é a primeira basca da franquia. Temos várias primeiras aqui, né? A primeira basca, o primeiro king, tem vários primeiros aqui.
E você é a favor da independência do País Basco?
Ai, me concentrei tanto no fato de as Canárias estarem de frente para o Saara Ocidental e eles estarem reclamando que os marroquinos estão invadindo o Celta, e eu vi que Celta fica para cá no território da África. Eu me concentrei tanto nisso que a bicha fala que ela é uma bicha de Canária, mas ela mora a 3 horas de avião da Canária. Ela faz o estilo Canária, mas ela mora em Múrcia. E a outra que mora em Canária não é Canária, e na verdade ela mora no Saara, não é a Espanha, Saara.
O mundo é louco, não? Então me concentrei tanto nisso, você vai me levar lá para os Países Bascos, eu vou ficar agora, vai foder o negócio.
E a Maite, que A Mosca, ela mora agora em Barcelona, que nem a Alex Martin, que é aquela meio Trixie Mattel porque tem um olho muito branco em volta. Mas a Barcelona fica na Catalunya. Você é a favor da independência da Catalunya?
Ai, eu sou a favor da independência de todo mundo, menos do sul do Brasil.
Você é a favor dos mujahidim?
Nossa, polêmico, né?
Só porque sinceramente eu sou contra a independência do Essa já aconteceu, não tem como. A gente tem que chamar a Look Warsang, a indiana lá do UK, para falar sobre isso.
Nossa, bem, olha, eu não vou nem falar dela. Deixa ela, deixa ela, porque a Índia também é um pouco liberal, né?
Nossa, a Índia é liberal demais perto de tudo que tem ali em volta, viu, menina? Vou te contar.
Você acha que se ela fosse do Paquistão ela poderia estar participando do Drag Race e usar um traje típico do país dela?
Ai, só se ela meio que contrabandear, se alguém arrumasse esse traje escondido para ela vestir em outro lugar, para ninguém lá ficar sabendo. Mas se pegarem, cadeia. Você não pode nem pisar na calçada que vende burca. Muitas queens vão para o Oriente Médio, acha que vão conseguir comprar uma burca, não entra nem na loja.
Mas e se a bicha das Gran Canárias tiver um problema no avião, ela tá semi-montada e tem que pousar em Casablanca ou em Marrakech? O que que acontece com ela?
Ela vai ter que ir numa loja de tecido e costurar tudo com uma Singer. Mas ó, Espanha tá vindo aí, você não pode perder e não vai poder assistir assistir em lugar nenhum, porque a Atresplayer não deixa ninguém assistir, não quer que ninguém veja essa temporada na Espanha. E eu acho uma hipocrisia, porque encheu o Meet the Queens de anúncio. Tem lá umas 12 queens, 40 anúncios, 50 anúncios. Para que se esforçar tanto, Atresplayer, se depois vai processar os próprios consumidores?
Essa temporada é perigosa. Você olhar na tela, tá escrito assim, ó: não existe LGB sem ter QIAPN-.
Tá assim, a gente sabe que dá para ver por outros buracos, mas a gente não pode nem falar o nome porque a Transplay manda Interpol aqui em casa.
Aqui em casa já vieram 3 vezes, não pode nem falar o nome do país, não pode.
E olha que eu Não vou nem falar, gente, não pode, não pode, foi censurado aqui. Ai, deixa eu ver o que mais tá vindo por aí. Musical da Tina Turner, Scarlett Johansson e Alexis Michelle com Witch Perfect, que é uma paródia do clássico Abracadabra da Disney. Sim, esse mesmo, óculos, dia 23 no Rio de Janeiro, dia 26 Em São Paulo e adquiram já seus ingressos porque um dia eu hei de entrevistar elas e eu vou perguntar se elas acham que as gays do Brasil no eixo Rio-São Paulo investe em cultura.
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Sponsored by Chamba Casino. E eu espero muito que a resposta seja sim.
Tô torcendo por isso, gente.
Mona, quando eu vi o musical Tina Burner, eu pensei que ela ia fazer um musical do Ronald McDonald. Eu fiquei passada que é Disney.
Se o Burger King fosse esperto, já ia fazer uma publi com a Tina Burner. Mas nem o McDonald's pensa nisso.
Ou com a Matraca.
Matraca faz o Taco Bell.
Ai, gente, deixem a Matraca em paz. É só uma competição, ela não tem culpa. Ela foi levada a eliminar a participante querida de vocês, que até aquele momento vocês nem sabiam que era querida de vocês, sabe? Eu entendo a sensação de injustiça, mas não é culpa da Matraca, não é culpa da Mariana. Poderia acontecer com qualquer um. Parem de xingar ela, tadinha, ela não tá entendendo até agora.
Até hoje estão xingando, né?
Ela teve que fechar os comentários das postagens de tanto que xingam ela pensando que ela criou essa carta para humilhar os brasileiros. Ela não fez isso porque ela ia eliminar brasileiros, ela fez isso porque ela resolveu contar essa história no programa. Quem mais ela eliminar, provavelmente ela também vai mandar carta. E se não mandar, vamos ficar felizes. Pelo menos uma carta a gente recebeu. Hoje em dia ninguém mais manda carta. Mandem mais cartas, gente! É tão bonito mandar uma carta.
Depois reclama que o Correios não dá lucro. Exatamente. Saiu uma coleção nova de selos de cachorro caramelo. Podiam comprar só pra ajudar os Correios. São centavos, gente, pelo amor de Deus.
Olha, já teve bicha gringa passando mal. As pessoas no Brasil se juntavam pra mandar cartas de apoio. Caixas de presente de amor. Vocês ficam aí odiando uma pessoa que nem fez nada para vocês, uma gracinha, a drag folclórica. Deixe ela, ela já até veio. Parem de falar não vem, ela já veio, ela já até gastou dinheiro já. Parem com isso, vamos fazer bonito.
Não tá nas mãos da Matraca, não é ela que decide, ela não é a produção do programa, ela não é a World of Wonder, ela não é a RuPaul, ela não é nem a Lolita Banana. Então deixa ela ter o momento dela e muita coisa passa fazer sentido quando a gente vê tudo isso. Como por exemplo, por que salvaram tanto Mariana Stein? É porque já estavam sentindo que se não salvasse uma que não era mexicana, só ia dar México do começo ao fim.
E também nem é um campeonato mundial. Mas de qualquer modo, eu achei muito bacana essa ideia de transformar o Drag Race numa espécie de competição de futebol. A gente criar as nossas torcidas tóxicas, violentas, os nossos clubes igual é no mundo do futebol mesmo, sabe? Se esbofetear na rua no dia da competição e fazer competições regionais, locais, regionais, estaduais, nacionais, depois mundiais. Imagina o país que é o campeão de drag em todas as categorias, ia ser tudo, fazer uma Copa a cada 4 anos.
Vou dizer uma coisa nesse esquema: os times da Série B, Série C, eles também se repetem. Vai lá ver como são as torcidas desses times. Eles também têm os seus momentos de magia, ilusão, fantasia, e entretenimento. E a gente merece isso também. Rolou o Miss Mundo aí. A garota da República Dominicana ganhou o Miss Mundo esse ano junto com Rodrigo Apresentador. Foi um sucesso. E a gente fala, nossa, já acontece o Miss Mundo, vamos regulamentar a questão drag também.
Eu ia falar, Miss Mundo nem recebeu mensagem de ódio das concorrentes. Aí lembrei da Miss catarinense que só porque era preta recebeu mensagens de ódio do estado inteiro, virou um caso de polícia, justiça, um puta processo, uma situação constrangedora. Então às vezes a gente tem que pensar bem antes de agir, fica agindo dessa forma com tanto ódio, né? Vamos. Mas eu achei interessante ver as gays agindo com essa, esse ímpeto de torcedor de futebol que elas nunca puderam ter na vida.
Vida, porque elas nunca torceram para futebol. É assim, é essa vida que vocês deixaram de ter, estão virando macho.
Agora tem muitas camisetas, né? Eu amo quando uma gay veste uma camiseta da Desirée Beck ou até de uma drag gringa e fica parecendo uma roupa de banda. A pessoa não entende muito bem o que que aquela arte gráfica quer dizer, e a trique se manteve ali estampada.
São gangues, gangues perigosíssimas.
Mint na sua roupa. Ai, eu te quero, amor.
Ai, medo! Só você para falar dessa gay agora. Temo, temo!
Ai, teve uma na Espanha que me lembrou, Amanda, a Tori Mint, mas eu não vou falar o nome dela porque eu não lembro. Bem por aí. Ai, uma das poucas que não eram ruivas. Mas é bom a gente não apostar nada porque depois eu sempre queimo a língua. Logo no primeiro episódio, a pessoa que eu tava torcendo já é eliminada. Sempre acontece isso.
É melhor não torcer para ninguém, mas de acho que a modo foi um elenco bem variado, valeu a pena ver esse Meet the Queens. A Espanha sempre entrega, né? Temporada 6 e até hoje tem elenco. Um dia o Brasil vai chegar lá, imagina Brasil 6, maravilhoso! Nossa, não vejo a hora. Será que a gente alcança?
Ah, com certeza! E a Espanha tem final em teatro, já teve um All Stars com muitas queens, que também foi muito bacana de se assistir. E eu acho que a gente vai caminhando. Para esses lados, à medida que as pessoas também vão ficando um pouco chateadas com o que acontece lá na franquia original ou com a forma que estão levando o programa adiante. Você sabe que a Alaska falou que o Drag Race tem que ter uma versão clássica, uma versão como era lá no começo, com eliminação diante de lip sync, sem ninguém votar em ninguém, sem castor. Sem baguete, sem batom.
Ai, ainda agora tem as cartas também no México.
Quais são as cartas?
Tacón, labial e o mundo.
Acho que é isso, é mundo. A gente sabe muito bem como é a frase certa lá, né?
É peluca, tá, tá, como que é, Crepão?
Peluca, tacón e labial. Mas ali eles mudaram, colocaram um mundo. E tá valendo, né? Já até acabou esse negócio com as cartas, foi só para Mariana Stars mesmo.
E boa ideia essa de fazer uma edição clássica, porque depois de 89, é isso, é essa informação, 89 edições, 87, 87 edições, depois de 87 edições a gente já teve de tudo. Só falta mesmo voltar àquela, aquela edição padrão clássica, sem ninguém interferir, sem aliança, sem nada. Ia ser incrível.
E assim, eu acho a ideia ótima, inclusive fazer com personagens que ninguém conhece, com novas drags, como se fosse uma temporada nova. Aproveita agora que tá chegando perto do 20 e segue o conselho da Alaska.
Muito bom!
Temos agora, temos, e a gente se encontra no próximo episódio. Então não deixe de se inscrever.
Um beijo para todas vocês, você viu? Falei que eu ia falar menos hoje, eu falei. Beijo, tchau!
É bem por aí, doçuras. A receita para um desastre você só encontra aqui. Beijo, amo vocês!
Um desastre. Trufa de morango com sorvete de Danone. Ele é bom de pega, mas não é bom de esconde. Bermuda e camiseta arrumando ombrelone. Não sei o seu nome, nem sei o seu telefone. É o homem de alguém, mas ainda é um homem Trufa de morango com sorvete de Danone. Se estou olhando é que acho interessante. Ele me dá corda, mas sou eu quem puxa o bonde. Sou eu quem puxa o bonde, sou eu quem puxa o bonde. Sangue de sereia com um toque de afronte.
Sou eu quem puxa o bonde, sou eu quem puxa o bonde. Chique sem chilique, só você que sabe onde. Trufa de morango com sorvete de Danone. Quanto mais quente, mais aumenta a sua fome. Só mais um docinho, come a fruta do Conde. Próxima estação, um salve para Pyongyang. É bom, chaca-laca, corre, corre, some, some. Tufa de morango com sorvete de Danone. Toda noite é dia de você chamar meu nome. Quanto mais dá trela, mais eu vou puxar o bonde.
Sou eu quem puxa o bonde, sou eu quem puxa o bonde. Sangue de sereia com um toque de afronte. Sou eu quem puxa o bonde, sou eu quem puxa o bonde. Chique sem chique, só você que sabe onde. Agora para, para pensar, é dito que o maldito não vai para qualquer lugar. Vê se no prumo você tá, não fui eu quem disse isso, é melhor qua qua qua qua. Todos sabem disso, que eu sou é daquelas, não sou Eu não sou sua madrasta, nem tampouco a Cinderela.
Se faço isso comigo, imagina se é com ela. Vem, sobe no bonde com tudo que é sequela. Sou eu quem puxa o bonde, sou eu quem puxa o bonde. Sangue de sereia com um toque de afronte. Sou eu quem puxa o bonde, sou eu quem puxa o bonde. Chique sem chilique, só você que sabe onde. Trufa de morango com sorvete de Danone. Sangue Drew McIntyre here from WWE.
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