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Conexões Afro-Lusófonas #12: Guiné Equatorial tem taxa de alfabetização superior a 90%
09 de junho de 202629min
Neste episódio do Conexões Afro-Lusófonas, os professores Paulo Speller e Yaurelis Palácios, da Universidade Afro-Americana da África Central (AAUCA), conversam com o jornalista Antonio Carlos Quinto e com o professor Ricardo Alexino Ferreira sobre a educação e a cultura na Guiné Equatorial. Speller, que é brasileiro, ocupa o cargo de reitor da instituição. Yaurelis, que veio da Venezuela e está na AAUCA há seis anos, fez estágio pós-doutoral em Educação, Sociedade e Ambiente.
De acordo com Speller, os baixos índices de analfabetismo no país devem-se, entre outros fatores, às suas dimensões territoriais. “Somos um país pequeno e contamos com uma rede de educação básica altamente capilarizada, que atinge praticamente toda a população”, explicou o reitor.
A AUUCA vem colaborando com a criação da Cátedra Unesco de Educação e Cultura Afro-Hispano-Americana, sediada na própria Universidade, na Cidade da Paz ( província de Djibloho). “A alfabetização é um dos eixos principais da cátedra, assim como os desafios que esta rede escolar enfrenta no país, a exemplo da formação de professores e da produção de materiais didáticos”, descreveu Speller, completando: “Nesse sentido, contamos com a importante colaboração da professora Yaurelis Palácio”. A Cátedra completou um ano em abril deste 2026.
Sob a coordenação da professora Yaurelis, a Cátedra desenvolve um projeto que acolhe crianças desde a pré-escola. “O acompanhamento segue até o que vocês, no Brasil, denominam ensino médio”, pontuou a professora. A iniciativa faz uma analogia com a ceiba, que é a árvore nacional e em semente, porque é aquilo que germina. “Buscamos comparar essa semente que germina com as crianças, que no final se desenvolvem”, explicou a docente. Ela destacou ainda que o projeto é estruturado em quatro grandes blocos pensados para apoiar o crescimento dos estudantes e o trabalho dos educadores. Ou seja: a formação das crianças, a capacitação dos docentes, o envolvimento da comunidade, e a identificação das carências do sistema para a futura melhoria da infraestrutura.
Línguas vernáculas
Outra iniciativa em andamento na AAUCA é a criação de uma Academia de Línguas Vernáculas de Guiné Equatorial. “A Guiné Equatorial é o único país africano, entre os 55 do continente, que tem o espanhol como uma de suas línguas oficiais. Além dos idiomas oficiais: espanhol, francês e português, existem cinco ou seis línguas nacionais, vernáculas, que são faladas pela população até hoje”, destacou o reitor.
Speller lembrou também que a Guiné Equatorial tem uma população de aproximadamente 1,6 milhão de habitantes. “É um território com cerca de 28 mil quilômetros quadrados, mais ou menos o tamanho de um estado brasileiro como Sergipe”, comparou.
Desde janeiro deste ano, o país tem nova capital. Cidade da Paz substituiu Malabo de acordo com um decreto assinado pelo presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo.
De acordo com Speller, os baixos índices de analfabetismo no país devem-se, entre outros fatores, às suas dimensões territoriais. “Somos um país pequeno e contamos com uma rede de educação básica altamente capilarizada, que atinge praticamente toda a população”, explicou o reitor.
A AUUCA vem colaborando com a criação da Cátedra Unesco de Educação e Cultura Afro-Hispano-Americana, sediada na própria Universidade, na Cidade da Paz ( província de Djibloho). “A alfabetização é um dos eixos principais da cátedra, assim como os desafios que esta rede escolar enfrenta no país, a exemplo da formação de professores e da produção de materiais didáticos”, descreveu Speller, completando: “Nesse sentido, contamos com a importante colaboração da professora Yaurelis Palácio”. A Cátedra completou um ano em abril deste 2026.
Sob a coordenação da professora Yaurelis, a Cátedra desenvolve um projeto que acolhe crianças desde a pré-escola. “O acompanhamento segue até o que vocês, no Brasil, denominam ensino médio”, pontuou a professora. A iniciativa faz uma analogia com a ceiba, que é a árvore nacional e em semente, porque é aquilo que germina. “Buscamos comparar essa semente que germina com as crianças, que no final se desenvolvem”, explicou a docente. Ela destacou ainda que o projeto é estruturado em quatro grandes blocos pensados para apoiar o crescimento dos estudantes e o trabalho dos educadores. Ou seja: a formação das crianças, a capacitação dos docentes, o envolvimento da comunidade, e a identificação das carências do sistema para a futura melhoria da infraestrutura.
Línguas vernáculas
Outra iniciativa em andamento na AAUCA é a criação de uma Academia de Línguas Vernáculas de Guiné Equatorial. “A Guiné Equatorial é o único país africano, entre os 55 do continente, que tem o espanhol como uma de suas línguas oficiais. Além dos idiomas oficiais: espanhol, francês e português, existem cinco ou seis línguas nacionais, vernáculas, que são faladas pela população até hoje”, destacou o reitor.
Speller lembrou também que a Guiné Equatorial tem uma população de aproximadamente 1,6 milhão de habitantes. “É um território com cerca de 28 mil quilômetros quadrados, mais ou menos o tamanho de um estado brasileiro como Sergipe”, comparou.
Desde janeiro deste ano, o país tem nova capital. Cidade da Paz substituiu Malabo de acordo com um decreto assinado pelo presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo.