Episódios de Só no Brasil

41. Transformador

18 de maio de 202632min
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No episódio mais energizado do Só no Brasil, Victor e Pedro contam a saga épica do transformador de 250 toneladas que cruzou Pernambuco e Paraíba e virou… carnaval improvisado.

De galetinho na beira da BR a Miranhas barrigudos, passando por DJ inspirado e multidões emocionadas, este é o relato definitivo de como um equipamento chinês conseguiu transformar vento em eletricidade — e tudo em festa.

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Participantes neste episódio2
P

Pedro Duarte

HostJornalista
V

Victor Camejo

Host
Assuntos4
  • Festa do TítuloCarnaval improvisado · Multidões emocionadas · Galetinho na beira da BR · DJ Marcílio Barbosa · Homem-Aranha e Michael Jackson cover
  • O Transformador GiganteTransporte do transformador de 250 toneladas · Complexo Eólico Serra da Palmeira · Porto de Suape · Saraiva Equipamentos · Energia eólica
  • O Evangelho no Lar BrasileiroMindset do bem · Empreendedorismo · Criatividade e improviso · Alegria e celebração
  • Energia Eólica no NordesteRegião do Seridó · Complexo Eólico Serra da Palmeira · Empresa chinesa · Impactos ambientais
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Apesar de não parecer, esse programa é feito de fatos apurados e noticiados jornalisticamente.

Alô, alô, meu povo do gingado brasileiro! Como é que vocês estão? Está começando mais um só no Brasil! Olá, Pedro! Como vai, senhor Pedro Duarte? Você está bem? Você está energizado? Está feliz? Grande Victor Camergio! Victor Camergio, meu paladino mascarado! Eu estou 112% energizado, porque corre nas minhas veias um sangue verde, amarelo, azul e branco. Entendeu? Diferenciado. É...

Maravilhoso, maravilhoso. Tem que ver até isso aí, porque pode ser problema de saúde. É verdade. Não é normal. Inclusive, se o sangue estiver grosso também, é problema. Inclusive... É o sangue de brasa positivo. Cuidado que o sangue começa a correr desse jeito. Daqui a pouco, tu tá com o olho, com a bandeira do Brasil chorando. Igual a Vatai do Facebook Patriota, certo? Mas vamos lá. Ouvintes, ouvintas, atenção. O Só no Brasil hoje é especialmente pra você que está brocochou.

está triste, chateado, querendo, sem vontade de cantar uma bela canção, querendo comprar testado online, matar aquele tipo imaginário que tanto te persegue, ou então vê quanto tempo que dura até as pessoas sentirem a sua falta no emprego se você simplesmente desaparecer. Você que está sofrendo, calma, a gente vai te ajudar, porque o episódio de hoje, Pedro, em uma palavra, está transformador.

transformador, eu fiquei agora um pouco decepcionado com você. Por quê? Com a sua pausa de dizer assim, ó, você que está sofrendo. Nós vamos te ajudar. Venha para a reunião dos 318. Isso, agora. Isso aí. Entendi. 5 e meia da manhã de domingo.

pô, a galera que acorda 4h30 pra rezar podia acordar 4h30 pra dar play no nosso podcast né cara, pô, ajudar também dá 5 24 play por dia é, eu conheci muito bom

Mas vamos lá, pode ficar tranquilo, você. Porque, apesar disso tudo, você não tá de todo errado, Pedro. Porque nós vamos falar hoje de mindset. Não é tão distante assim, mindset do bem. Mindset do bem? É possível, né? É o poder do agora.

Mas assim, a gente também vai falar do empreendedor de churrasquinho da beira da estrada. A gente vai falar do vendedor de cerveja latão morna. Eu não digo nem quente. Aquela natural, né? Moninha. Aquele que vem acompanhado com aquela mãozada no gelo do cooler da própria cerveja no teu copo.

que dá aquela saborizada na cervejinha. Vamos falar do animador de festa infantil de baixo orçamento. E até mesmo a coisa do DJ também, que consegue captar o etos, o zaygeist desse momento absurdamente brasileiro que a gente vai narrar aqui. Meu Deus do céu! E aglutinar todas essas informações em uma única música que marcará.

gerações inteiras. É assim que eu vou dizer. Eu vou definir o episódio de hoje. Eu já fui fisgado, a palavra é fisgado já no churrasquinho. Churrasquinho que tem várias nuances no Brasil, né? Tem churrasquinho que vem com a farofa, tem churrasquinho que não vem com nada. Exato. Que vem com a vinagretezinha, tem vinagrete com o pimentão. O churrasquinho da sua terra. Imagine o seu churrasquinho. Você está me dizendo que eu ganhei seu clique.

Ganhou o clique na mesma hora ali. Com certeza. Clique e cinco estrelas. Cinco estrelas no Spotify, na Apple. Tudo isso. Vamos lá. Então, prepare sua brasa. Acenda seu churrasquinho. Que o sol no Brasil está vindo. Fervendo. Mas bem devagarinho. Eita. Amarelo canary.

Pedro, é o seguinte, a região do Seridó, você conhece? É uma área geográfica, cultural ali no interior do nosso amado Nordeste, onde você reside. Fica principalmente no Rio Grande do Norte, mas tem muitos municípios também na Paraíba.

Que é especificamente a parte onde a gente vai focar hoje. Ali aquela paisagem do semiárido, do clima seco, economia baseada na pecuária, na cultura do algodão. Mas também recentemente, veja você, especializada em venda de vento. Hum, tá vendo que demorou, mas o brasileiro aprendeu.

A vender vento. Vender vento parece o Trava Luga. Vender vento agora. Entendeu? Daqui a pouco a gente vai ter que pagar pra respirar. Só falta essa taxa aí. Exatamente. Exatamente. O pessoal da Paraíba, Pedro, é diferenciado. Porque eles vendem o vento de um jeito que a gente até agradece por isso.

Porque essa região do Ceridó é conhecida por muita coisa, né? Pelas paisagens de cânions, né? Pelas pinturas rupestres que existem por ali, pela culinária delícia, a marabinha. Mas também por causa dos ventos, que ali sopram forte.

O vento no cume sopra por ali. É diferente. Sim. Né? Por muito tempo essa brisa serviu apenas pra espalhar as folhas. Certo. E tal, né? Cheio de terra pela casa. Sacar as roupas no varal. Aí é pra dormir de janela aberta, né? Você sabe que aquele... Eu fico com a rede, eu acordo com o ventilador assim, eu fico com a rinite danada, mas eu entendi. Agora, numa rede, eu não fico com rinite. Impressionante.

Se eu dormir na varanda, eu fico bem. Agora, se eu dormir dentro de casa, com a janela aberta, eu fico com o Enid. Entendeu?

Que doideira isso, não? Mas eu já não dispenso o ventilador mesmo no dia do frio, porque eu gosto daquele bom. Não, não. Para dormir. Sem condição. É bom demais. Mas, assim, enquanto você dorme e nós dormimos na varanda ou na cama com rinite, os chineses, eles trabalham. Porque uma empresa chinesa viu aquele evento todo e os olhinhos viraram cifrões. Claro. Olhando aquele, sentindo a brisa para a Ibana.

E eles decidiram montar um parque de geração de energia eólica por ali, que é o chamado Complexo Eólico Serra da Palmeira, que fica justamente na Serra da Palmeira, Paraíba. Maravilhoso. Complexo Eólico parece coisa de...

de intestino, algum órgão, perto do baço, né? Ou papo namastê, né? Papo namastê. É verdade. Porque você tem que ativar o complexo eólico. Não, também tem aqueles guias de problema psicológico. Você tem um complexo eólico. Então você tem que tomar aqui duas gramas de alguma coisa assim.

É, complexo óleo, o que significa que você quer transar com a sua mãe. Meu Deus do céu. É, papo de Freud que deixa a gente assustado quando a gente não entende a primeira vez. Sim. Mas vamos lá, a gente estava falando aqui sobre energia verde, renovável, limpinha, com aquele cheirinho de amaciante bom.

Esse negócio de ESG, né, Pedro? Environmental Social Governance. Certo. Que é Gold Army, né? Tem no LinkedIn, né? Você entra no LinkedIn e você entende rapidinho. Exatamente. Exatamente.

Pronto, a galera do LinkedIn aí já vai dar like no episódio de hoje só por isso. Mas, pois bem, a grande empresa chinesa decidiu que ia fazer o complexo eólico lá no Seridó. E que isso, inclusive, ia ser maravilhoso. Eu tenho aqui, inclusive, a declaração do CEO da empresa. Pedro, ele diz assim, ó. Untold. Peraí. Untold. Peraí.

Saganai, Saganai. Eu não sei falar chinês, galera. Eu não sei. Mas vamos lá. A energia eólica, né, pra quem ainda não juntou o nome à pessoa, é aquele lance daqueles ventiladorzão. Sim. Bonito, branco, bonito, bonito, rosado, checha corada, sabe? Que tem muito, sabe? Que a vovó dizia pra elogiar as pessoas antigamente, sabe? Que tem em filme de... filme gringo, aqueles ventiladorzão bonitos. Ali é um moinho, pô. Isso, quase aquele moinhozão. Exatamente.

Agora na Paraíba tem um montão desse. Certo. No Ceará também tem. Um bocado que é lá que começou tudo. Tem vários lugares.

É, tem vários lugares. Mas a gente tá falando aqui especificamente, não esqueça, do nosso seridó da Paraíba, certo? Agora, Vitor, você não precisa ir pra Europa tirar aquela foto na frente de um ventilador gigante fingindo estar segurando ele, sabe que ele fica meio inclinado? É cringe, mas é interessante. Até porque, se você tá tirando aquela foto ali, você precisa saber que, apesar de energia renovável...

Faz um barulho da porra. Ele não é silencioso, não. E quem mora perto, nem tão perto assim, ele fica ouvindo um som contínuo, bicho. Entendeu? Imagina se você viver 24 horas... Porque é o vento na pá, né? Eu coloco esse barulhinho no ventiladorzinho pequeno, só para nada. O ventiladorzão permanente é uma perturbação, meu amigo.

Fora a quantidade de poeira que ele sobra pra casa dos outros. Aí não tem rede que resolva. Você pode cercar a casa de rede que não tem jeito. Até porque vem poeira também na sua cara, tem impacto na fauna. Às vezes o bichinho bate na pá, tá voando ali, toma uma porrada na pá, entendeu? Tem esse lado negativo. Toma uma pasada na mente.

Mas, pessoal, é alegria que a história é divertidíssima. A história é... É isso, mas hoje é alegria. Hoje é alegria. Hoje a gente tá aqui... Mas tem que ter um parênteses pra você saber, porque aqui é informação também. Aqui a gente tem compromisso. Só no Brasil, não só informa. Não só diverte, também informa.

Então vamos lá. A empresa chinesa botou um monte de ventiladorzão lá no semiárido do Nordeste. Estão lá rodando, fazendo barulho, gerando energia e empoeirando a casa dos outros, né? Mas vamos lá. Só que, apesar de tudo, isso não adianta muita coisa, por um lado, porque a gente também não sabe estocar vento. Tá vendo, Dilma? A gente deveria aprender a estocar vento, Pedro.

Ela sempre esteve certa. Não, tá vendo? Pois é. O tempo, cada vez mais, tá dando... É o senhor da razão, meu amigo. É isso. O tempo é o senhor da razão. Já diria Fernando Collor. O presidente de Fernando Collor, nordestino, alagoano. Longe de mim dá razão a Fernando Collor. Mas ele estava certo nesse ponto.

Parece que até um relógio errado está certo duas vezes por dia, Pedro. Pois é. Mas eis que o nosso ventiladorzão gera a energia eólica e você faz o que com ela? Você precisa transformar ela em energia elétrica. Jogar ela para uma rede que vai alimentar um monte de indústrias, comércios, casas, computadores, geladeiras. E o aspirador de pó para sugar o pó do vento que sopa para gerar energia. Entendeu?

O robozinho, se você mora numa grande cidade, aquele seu robozinho que tá ali andando, limpando a casa sozinho, filmando você, fazendo cocô e jogando na internet. É muito bonito. O meu é analógico, a Joaninha, ela sai se batendo em tudo pra fazer. Não mapei a casa não, a minha é baratinha. A minha foi baratinha.

Não é essa tecnologia toda, né? Não, não é não. É isso aí. Pronto. Só que para transformar uma energia do vento na energia elétrica, você usa o quê? Um transformador. Correto? Transformador. Exatamente. A língua brasileira, ela é... Muitas vezes ela complica, mas dessa vez ela é direta. Não é simples. Para transformar você usa um transformador. Em linha reta. Acabou.

E pra ventilar usa o que? Um ventilador, pronto É isso E aí nós chegamos no nosso X da questão Nosso ponto focal da história de hoje Que é o transformador Que transformou muito mais do que energia eólica Em energia elétrica Transformou também corações e mentes Por onde passou Estamos no dia 15 de março De 2025 No porto de Suape Em Pernambuco E aí

onde recebemos uma carga valiosíssima, Pedro. Um transformador de 250 toneladas que tinha como destino final o complexo eólico Nova Palmeira, que ficava a 400 quilômetros de distância dali. Rapaz, pensei num frete caro, hein? Saindo da China, passando por dois estados do Nordeste.

Não sei se parou em Curitiba e ficou seis meses lá. Deve ter sido aí uns 600 reais, 700 reais por baixo, né? Tranquilo. Pua, mas será que quando eles compraram o transformador, tava lá frete grátis, aí não virou asterisco, exceto para Norte e Nordeste. Eita, é verdade, rapaz. Tristeza ali, ó.

É isso. Se não taxaram, compras acima de 500 reais, aí o transformador vai, aí vem grátis. Aí se não taxaram, saiu barato. Mas vamos lá. Você vai ver, Pedro, que de algum jeito a conta fechou. Tá? Mas vamos continuar aqui porque o nosso transformador desembarcou. Ele foi acomodado em uma estrutura gigante para fazer o transporte.

Pensa aí numa bateriazona grande, bonita, corada, de carro, bem grandona. Um monte de homem volta pra ver na mesma hora. É isso. É um trabalhando pra 10 assistindo. É o nosso padrão brasileiro, certo? Bichão mesmo, grandão, gigante. Pra acomodar esse bebezão...

Contrataram a empresa Saraiva Equipamentos. Parabéns. Responsável pelo transporte. A equipe da Saraiva Equipamentos montou uma estrutura gigante, metálica, toda pintada de azul, com zeixo de caminhão por baixo. E na ponta desses eixos estavam nada mais nada menos que 388 pneus. Meu Deus.

E puxando tudo isso, né? Foram três caminhões. Um puxando o outro naquele carrossel extremamente pesado. Isso. Pensa na centopeia humana. Só que com o Optimus Prime. Três Optimus Prime. Assim, grudado um na bunda do outro. Não é melhor um caminhão na frente e outro atrás empurrando, não? Porque três empurrando, fica um empurrando o outro. Dá mais trabalho. Mas ok, as caras... Mas vamos lá. Tá bom.

Vamos lá. A estrutura toda pesava 600 toneladas. Meu Deus do céu. E eles iam numa velocidade média estonteante de 7 km por hora. Rapaz, até eu aqui passava nesse caminhão aí. Meu Jesus. Na esteira, velho. Fazendo esteira, a gente vai mais rápido que esse caminhão aí. Os três, João. Eu tô na 5.2, no máximo. Atualmente, a velocidade é essa.

Ah, eu também. Eu faço manteiguinha também. Eu vou na 5, 5, 6, só caminhando maneira aqui. Vamos lá. É o treino fofo. É aí, treino fofo. 7 km por hora. O mal que é justo assim no Cubitias que fez pra esse país, meu amigo. Isso aí cabia tudo em meio trem, entendeu? Mas não tem que fazer um caminhão a diesel puxando outros dois caminhões a diesel pra ir lá montar um negócio que atravessou o mundo num navio a diesel pra montar ventilador.

De energia limpa. Rapaz, que confusão. Entendeu? A contradição, mas vamos lá. É muito bonito. Isso aqui, o ventilador vai ter que rodar 12 anos só para compensar o diesel que ele gastou para chegar lá. Mas vamos nessa. Só que, Pedro, você está com um pensamento muito pragmático. Está muito prático. Então, você está pouco brasileiro hoje. É uma advertência, uma crítica, que eu faço para você fazer autocrítica agora, porque você não está colocando na ponta do lápis o valor cultural do nosso Transformer aqui.

Se não tá colocando... Pô, ele colocou os pezinhos dele no Brasil, as coisas já ficaram muito loucas. É. Porque é o seguinte, aquela estrutura enorme, né, que foi batizada de Saraiva, né, pelos populares, por conta da Saraiva Equipamentos. Que maravilha, né? Ah.

E ela foi transportada com escolta de vários e vários homens e carros da Polícia Rodoviária Federal. E, cara, podia ser vista como um empecilho no trânsito para muitas pessoas. Porque teve que ser feito um mapeamento do percurso todinho, cada curva, cada inclinação que pudesse dar um BO no transporte do transformador. Foi montada uma operação monstruosa nas estradas, o que quer dizer congestionamento.

aborrecimento. Mas, no Brasil, a energia é outra. Movimento é economia. Parou o trânsito, aparece um cara vendendo água. É isso que eu ia falar. Tu sabe que o trânsito ficou doidão quando aparece o cara vendendo amendoim. E você sabe quando o trânsito, ele sempre fica doido no lugar e quando já tem os caras pra vender.

É programado já. Já. Já. Já. 5 horas já chega. É foda. É isso. Já na saída do porto de swap, a comoção tomava as pistas e os acostamentos da BR-101.

porque aquele mamute azul de ferro e aquele look 2001, uma odisséria no espaço, já estava pegando os olhares de todo mundo. Vendo aquele objeto estranho era tipo ver a materialização do progresso. Olha aí. A tecnologia chegando numa região que por muito tempo foi esquecida por grandes investimentos.

A chegada da eletricidade, né? A tecnologia. Parece um pouco essa chegada da água. Muda a vida das pessoas muito rápido. É um sentimento que vai melhorar. Que agora vai. Isso, agora vai. É a frase... Eu acho que, porra, em vez de ordem e progresso, tinha que estar na bandeira assim. Agora vai. Esse é o nosso lema brasileiro. Eu tô aborrecido com esse negócio do Saraiva aí. Porque, por mim, fazer uma peça de montar... Eu acho que isso.

dividir em três, fazer um tipo um Lego. Não é possível que tinha que ser uma peça só de 600 toneladas? Não é possível. Que chinês são maiores do que isso. Inclusive, a Lego tá comendo mosca aí de não ter feito já o Lego Transformador. Para aí, vamos montar. Ah, ia vender aqui. Eu acho que ia ser demais, velho. Mas vamos lá.

O pessoal estava feliz com o futuro. Estava esperançoso, né? Mas estava vivendo o presente. Certo. Porque a notícia do nosso alien azul ali, Saraiva, começou a circular pela região. Todo mundo começou a sair de casa pra ver o transformador passar. Hum. Né? Cantando coisas de amor, né? Nossa. Cenas de pura brasilidade tomaram conta das estradas, né? Neste arrebatamento psicodélico tecnológico.

Pode ser, então, que esse tenha sido o maior trio elétrico registrado.

Alô, pessoal aqui de Salvador, entendeu? O time pode ficar assim. Tem que trazer o Transformador com mais ou menos 450 pneus, que é pra poder passar esse recorde. Eu não sei se o chão vai aguentar, porque foi feito em cima da areia, mas se não aguentar, fica lá. Já tá o Transformador lá mesmo. 37 km por hora já é mais ou menos a velocidade que anda o triunfo. É verdade. Já anda mais ou menos? Depende. Você foi verde, ela dá uma corrida, depois ela para. Cada um tem o seu ritmo.

Tem que botar a Bel, velho. Tô imaginando o Bel em cima do transformador. Joga água! Eita! E a galera todo brigando. É isso. Eu sei que foi juntando gente pra ver aquele desfile, né? Todo mundo ali. É como se fosse uma grande maquita. A mãe de todas as maquitas chegou na cidade e todo mundo estivesse na rua pra ver. E aí chove o que chove de curioso, né, velho? A instituição do curioso, inclusive, eu acho que é muito brasileira, né? O brasileiro...

ele é viciado em ser testemunha ocular da história, mesmo se seja uma pequena obra ali. Tem vários tipos de curioso é, vários tipos de curioso tem a idosa curiosa que só sai pra ver desgraça, se ninguém morre ela já até entra pra casa, né, porra, tem outro que é pra dar pitaco em tudo, né, falar porra, tivesse botado outro caminhão era melhor é verdade, nada tá bom eu mesmo falei agora aí, que tinha que fazer um transformador de montar dividir em três era haha

O cara lá no sol quente, a camisa toda suada, falando aí, isso aí é burrice da porra. Aí fala mal da pessoa. Mas é isso. Exatamente. E tem a galera que tá pra fazer festa. E esse aí é o que enche a nossa vida de alegria. E foi o que representou o maior quórum ali nessa festividade.

A terra de ninguém que virou ali a fronteira de Pernambuco com a Paraíba. Aquela pura folia anárquica e alegre. Rapaz, tem o curioso de tiro que esse não entendo. Que o cara ouve um tiro e vai pra janela ver. Isso eu não consigo compreender. Eu confesso que eu sou esse cara. Não, você tá maluco, Vitor. Aí você só vê um... Aí acabou. Nunca mais vai ver nada na vida. Eu também...

Não. Eu tomei um carão do amigo do meu pai, que era policial, velho. O cara era major da PM. Teve um tiroteio na rua da minha casa. Eu saí, ele gritou pra mim. Sai daí, rapaz. Sai daí, que o tiro só pega no curioso. Tá vendo? Aprendeu. Aí eu aprendi.

Pedro, transas um galetinho assado? Transas um galetinho assado? Eu gosto, eu comeria, rapaz. Não tem como falar. Não tem como. Eu tô dentro, viu? Um galetinho assado. Com aquela cervejinha gelada no domingão. Poxa, aí é só pegar o copo e já foi. Ver o Bahia tomar 5x1 de alguém.

Pô, não vou nem falar que o Bahia foi de quatro no Mangueirão aqui, né? Foi. Foi muito triste. A vida é isso. E se pegar tudo isso e juntar com pessoas vestidas de uma aranha, exalando a energia do caos? Aí é pra testemunhar de pé, né? Pra aplaudir tudo. Então, a cidade de Garaçu, Pernambuco, é o lugar para você.

especialmente nos dias 16 e 17 de março de 2025, porque ali foi onde a doideira bateu de com força. Minha vida é isso aí, Vitor. A gente tem que ser emocionado mesmo, a gente tem que comemorar o que der para comemorar, porque é isso que mantém a gente vivo, cada comemoração.

ali em Garaçu foi onde a multidão se aglomerou uma passarela que passa por cima da BR-101 ali na região ficou completamente tomada de gente o acostamento da pista também cheio de barraca de pastel caldo de cana, bebidas variadas ali sendo vendidas e até mesmo aquele galetinho na brasa

Rapaz, aí... Uma batatinha. Esse aí é o galeto diferenciado. Um galeto que vem com tempero de beira de BR, beira de estrada, hein? Coloca aquelas coisas que a gente não sabe que é. Fica imbatível, né? Você no sol quente comendo um galeto. Uma mistura de poeira com brisa de gasolina e óleo. É uma loucura. E gente falando em cima. Muito bom. Isso aí, rapaz, é engraçado que conseguiram montar essa estrutura aí.

Que até o churrasco tava rolando, pô. Que é isso. É muito bom, véi. E esse foi o combustível do pessoal que se amontoou ali em Garaçu pra ver a passagem do Saraiva. Porra, que ia ter ido, véi. Não é? E o comboio, lembrem, estava a 7 km por hora. Então, deu tempo de curtir a festa.

O meu irmão, foi a tarde. A cidade deve ter ficado vazia. Tava todo mundo ali no bloco do Transformador. Inclusive, tinham duas pessoas fantasiadas de Homem-Aranha e um Michael Jackson cover. Cara, o Homem-Aranha, assim como o Chris Martin, do Coldplay, né? É um personagem que veio pro Brasil e ficou, né?

O Homem-Aranha, inclusive, o Miranha. Olha o Miranha ali. Todo lugar tem um Homem-Aranha, vários tipos de Homem-Aranha. Tem o Magrinho, tem o... Esse Magrinho, ele dança pra caramba. Ele vai embaixo e cima, não tem, né? Tem o Barre Gudo, que deve ter comido um galetinho.

O merenha é brasileiro, pô. É isso, com grandes transformadores vem grandes responsabilidades. Exatamente. E aí, no caída tarde em Garassu, a festa estava torando. Eita. Era aquele mar de gente, som estourado. Né?

Ali aquele porro baixão caindo. Milhares e milhares de caixas de som embalando a galera, né? E por questão de segurança, o transformador não trafegava à noite. Não é possível. E é isso, cara. Sete quilômetros por hora e só andava de dia. Entendi. Só de dia. Seis meses pra chegar. Caiu o sol, galera. Parou, parou. Então é o seguinte. PRF botou nosso bebezão pra dormir e uma unidade operacional ali na beira da BR. Ah, pronto.

Qual a chance da galera ir embora? É isso, eles montaram o palco, pô. Montou o palco, mas deixou o palco ali. Zero chance, não tinha. O povo ia ficar pra sempre ali. Era só aumentar o estoque de cerveja e de galeta e já foi. Exatamente. Meu Deus. E teve gente que levou até colchão inflável. E dormiu do lado do transformador. Caramba, meu irmão. Teve gente que nem dormiu.

Só ficou aquele cometa Halley, né? Que passava muito perto ali e ia seguir o caminho. Tinha que virar sempre feriado, pô. Isso aí foi muito bom. É muito bom, né? Só que, Pedro, a festa nunca termina. Saraiva segue seu caminho no dia seguinte. Depois de Garaçu, Saraiva pegaria o rumo de saída do estado de Pernambuco e adentraria a Paraíba.

que já prometia ser uma festa ainda maior. Porque a única coisa maior que a amizade do Nordeste é a rivalidade que um estado do Nordeste tem que ter. Principalmente Pernambuco. Agora ia vir a Paraíba, inclusive, né? O maior cuscuz e tudo mais. O maior São João. É verdade, não tinha me tocado. E Pedro, os paraibanos não deixaram barato.

E já receberam o Transformador Chinês com honrarias de chefe de Estado. É, porque eles tiveram tempo de se planejar, né? Ou o negócio ficou lá dormindo no outro lugar. Então a festa de chefe de Estado é o que? Galetinho, Homem-Aranha, o que mais que a gente pode botar aí? O Transformador merece tudo de bom. Não tem mais. Tudo de bom, tudo de bom. E em momentos assim, que o artista mais antenado... Dois, né? É, não era um.

Não era um Michael Jackson. E nesse momento, você que é o artista mais antenado sabe captar a energia do povo e transformar ela em canção. E foi isso que o DJ Marcílio Barbosa, com a ajuda do próprio filho, canetou que é a música da carreta. Não é, pô.

A música da carreta está aqui no link da descrição do programa. E infelizmente não pode ficar dentro do programa. Mas você pode clicar e ver como é que surgiu esse momento. É isso. Vai ouvir a música da carreta que é bom demais. É isso, Vitor. Essa música, essa canção de Chico Buarque realmente me inspira. O brasileiro consegue fazer música para tudo. Uma música para uma carreta de um transformador.

que inclusive cita o número de pneus que tem o veículo, realmente é novidade que maravilhoso acho que o Brasil superou e depois de passar por João Pessoa a carreta do transformador foi diminuída por uma galera vamos deixar mais leve aqui o negócio e conseguiram aumentar a velocidade do transporte para até estonteante 20 km por hora olha, a velocidade máxima de um estacionamento de shopping é isso

E aí, Pedro, ela levou nada mais que 19 dias pra chegar no seu destino final, ali no complexo eólico Serra da Palmeira, né? Onde ele está funcionando. E alimenta a região com energia elétrica. 19 dias. Sendo que é pra sair ali de Pernambuco pra Paraíba. Que a gente de carro faz o quê, Pedro? Três horas. De uma capital pra outra, três horas.

Isso com trânsito, né? Duas horas e pouco. É, na manha, na manha. Indo na manha. Faz duas. Duas e meia. Duas. Agora, pra quem fazer em três horas, né, Vitor? Se você pode fazer em 19 dias e aproveitar a vida.

Entendeu? É isso. É uma lição, velho. Acabamos de resumir aquele livro rápido e devagar. Olha aí. Não resolveu igual? Resolviu, pô. Hoje a gente tá na autoajuda aqui, hein, que agora virou desenvolvimento pessoal. Mudou o nome agora, autoajuda virou desenvolvimento pessoal.

Eu acho, Vitor, que a gente só vai ser autossustentável quando a gente souber armazenar a energia do brasileiro. Porque imagine aquelas centenas, sei lá, até milhares de pessoas que acompanharam o Transformador. Se a gente pega e, vamos dizer assim, minerando a intensidade do brasileiro ali, talvez você alimente uma cidade inteira.

com tanta gente feliz por causa do transformador. Primeira cidade do mundo no ouvido da alegria. É o monstro S.A. que minera a felicidade das crianças. Minera a cidade do brasileiro. Transformar isso em luz. E é por isso que o Sona Brasil fica na guarda da chegada de muitos transformadores mais. Porque a gente tem um negócio de energia linha e blá blá blá, mas é só um bônus. O que vale a pena é Além da Energia, Homem-Aranha e Galetinho.

É, menino. Mas manda aí, pessoal, o ventilador com um aspiradorzão pra todo mundo, entendeu? Bota longe da casa das pessoas, vamos botar num lugar melhorzinho ali pra dificultar, né? Matar os passarinhos no almocego também, que não sofre muito. E se puder fazer o data center parar de tremer a casa dos outros, a gente também agradece, viu? Não, aí é outra história. Data center é um problema sério aí. Já não tem muita água, a galera quer acabar com a água toda.

A casa fica tremendo, Vitor. Você já viu? Tem data seta que a casa fica se tremendo toda e você bota um copo, a água se mexe, a pessoa se mexe, parece que você está viajando de barco o tempo todo.

Pra você ficar fazendo seu bonequinho na inteligência artificial. Você vai ser um boneco. É, com certeza. Chega de vídeo do Vedito além da Bíblia, galera. Nunca vi esse não. Não? Depois você me manda. Tem um monte. Beleza. Aproveita e entra lá no nosso Instagram, sonobrasilunderline, porque a gente tem várias fotos da festa do Transformador que vocês não vão acreditar, hein? Vocês vão ficar doidos.

Também entra no nosso Apoia-se, que você pode ajudar a gente a ficar no ar, galera. Por favor, coloca lá apoia.se barra só no Brasil e apoia a gente, ajuda nós.

Se você presenciou isso... Olha, Vitor, se tiver alguém que presenciou... Se você presenciou, sabe de uma boa história, comenta lá, comenta lá no Spotify ou então manda no nosso Instagram também. Comenta que vai pro Sol no Brasil Extra depois, hein? A gente vai comentar. Caramba, a gente quer testemunhas oculares desse momento histórico. Vai ser maravilhoso, por favor.

Então é isso, né, Vitor? Até a próxima aí. Fica ligado que logo, logo tem episódio do Solo Brasil Extra e logo mais a gente volta com mais loucuras brasileiras e histórias maravilhosas. Um beijo, Brasil!

O Sola Brasil é uma produção da Pipoca Sound com o roteiro do Afonso Capelaro e comentários do Pedro Duarte e do Vitor Camejo. A direção é do Afonso Capelaro. A checagem de fatos é da Thaís Mandarino. A coordenação de produção é da Isabela Coelho. A edição de som é da Ana Burgos. As músicas originais são do João de Abassi e do Luiz Rodrigues.

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