#51 | CHINA EM CRISE, A VOLTA DA HEGEMONIA AMERICANA E A OPORTUNIDADE BRASILEIRA
A China está entrando em colapso — e os Estados Unidos vão voltar a dominar o mundo?Neste episódio do Crypto Never Sleeps, Marcello Cestari e Valter Rebelo recebem Walter Maciel, CEO da AZ Quest e uma das vozes mais influentes do buy side brasileiro, para uma conversa sem filtro sobre macroeconomia, geopolítica, China, Estados Unidos, dólar, inflação, tokenização, stablecoins, Bitcoin e o futuro do Brasil.Walter defende que o mercado está subestimando os problemas estruturais da China: crise demográfica, bolha imobiliária, endividamento, intervenção estatal e perda de dinamismo econômico. Ao mesmo tempo, ele argumenta que os Estados Unidos seguem muito mais fortes do que o consenso acredita — e que a próxima grande revolução pode estar na tokenização da dívida americana.A conversa também passa por inteligência artificial, inflação, petróleo, guerra, dívida global, bets, mercados preditivos, eleição brasileira, fiscal e o papel do Brasil em um mundo que pode estar voltando a ser unipolar.Será que a China realmente perdeu a corrida contra os EUA? E o que isso muda para Bitcoin, dólar, stablecoins e investimentos?va-se no canal e ative as notificações para não perder nenhum episódio!📩 Newsletter semanal assinada pelo nosso analista Marcello Cestari com todas as principais notícias do mercado de criptomoedas.https://www.linkedin.com/build-relation/newsletter-follow?entityUrn=7251965152940466178📢 Anuncie sua marca no Crypto Never Sleeps: comercial@mmakers.com.br- - - - - - - - -CHINA EM CRISE, A VOLTA DA HEGEMONIA AMERICANA E A OPORTUNIDADE BRASILEIRA | Crypto Never Sleeps #51Apresentadores: Marcello Cestari (especialista em criptoativos) e Valter Rebelo (especialista em criptoativos)Convidado: Walter Maciel (CEO da AZ Quest)#CHINA #EUA #BRASIL #DÍVIDAAMERICANA #BITCOIN #ETHEREUM #CRIPTOMOEDAS
- Geopolítica China-EUAProblemas estruturais da China (demografia, imobiliário, dívida) · Força dos Estados Unidos e dólar · Tokenização da dívida americana · Comparativo histórico: Japão e União Soviética · Política de filho único na China e suas consequências · Dívida pública chinesa vs. americana · Intervenção estatal vs. mercado privado · Geopolítica: fronteiras e tensões internacionais · Oportunidade para o Brasil em um mundo unipolar
- Criptomoedas e moedas digitaisBitcoin como ativo antissistema · Limitações do Bitcoin (rendimento, transações) · Uso de criptomoedas para lavagem de dinheiro e atividades ilícitas · Stablecoins e tokenização de dívida · O papel do dólar como moeda de reserva global · FedCoin e a política monetária dos bancos centrais · Bitcoin como alternativa ao dólar e sanções internacionais · Valor intrínseco do Bitcoin: registro imutável de transações
- Política de combustíveis e subsídios fiscais no BrasilPotencial do Brasil em energia renovável e data centers · Vantagens comparativas do Brasil (língua, empreendedorismo) · Problemas fiscais brasileiros e endividamento · Comparação com Argentina e outros países emergentes · Oportunidade de reindustrialização e nearshoring
- Revolução tecnológicaArgumento sobre inflação permanente ser estúpido · Impacto da inteligência artificial na produtividade · Ganho de produtividade nos EUA · Inflação como diluição do poder de compra · Aumento da oferta e queda de preços
- Mercados PreditivosProibição de plataformas de previsão no Brasil · Liberação de plataformas de apostas (bets) · Argumento de populismo e hipocrisia do governo · Impacto das bets na renda da população pobre · Comparação com o mercado preditivo e seu público
Eu sou brasileiro e eu estou no mercado financeiro há 35 anos. Tem uma coisa que eu sei, nada que o Estado faz presta.
A China entrou numa corrida de inteligência social guiada pelo Estado contra empresas privadas americanas, uma querendo matar a outra para sobreviver. E aqui o Jack Ma abriu a boca e sumiu seis meses. Quando voltou, voltou com o governo tutelando, botando o nego no conselho dele. Como é que esse troço aqui vai dar certo? Não vai. Walter Marcial, ele é CEO da Azequest. Hoje ele é uma das vozes mais influentes do Byside brasileiro. Walter, mais uma vez, um prazer ter você aqui.
Tem se comentado um novo patamar de inflação, pode ser permanente? Você acha que a gente vai ter uma inflação que vai ser alta a partir de então? Com todo respeito, eu acho que esse é um dos argumentos mais estúpidos, mais burros que eu já vi na minha vida. As pessoas pegam eventos de curto prazo e projetam eles permanentemente estruturais. Você está num momento de ruptura tecnológica, o preço vai cair, pô. Você acha que isso, então, vai mudar a trajetória da dívida global a longo prazo?
Total. Acho que a dívida americana vai ser tokenizada. O cara vai vender a dívida americana. Você quer que eu compre um pedaço? Compre o quê? Tuf. Tuf. Tuf. Sumiu a dívida. Acabou. O americano não depende de petróleo. Ah, mas o petróleo está alto por causa do Estreito de Hormuz. Que merda, né? Para a China, para a Índia, para a Europa, para os Estados Unidos, está acontecendo quase nada.
E assim é uma guerra que está sendo ganha aos poucos. Eu acho que essa disputa geopolítica China-Estados Unidos vai estar afastada em menos de uma década. O mundo está voltando a ser o que ele era logo depois da queda do Muro de Berlim.
que ele era logo depois da Segunda Guerra Mundial. O mundo unipolar. Então, assim, a gente tem uma oportunidade gigantesca na mão. O único país do mundo continental, empreendedor, com uma língua só, sem guerra religiosa, Brasil e Estados Unidos. Olha o gap entre eles e a gente. O que impede a gente hoje de chegar lá? O fiscal. O fiscal está arrebentado. Como é que a gente faz para parar isso aí? É fácil, é só querer fazer. O problema é quem está sentado na cadeira. Você hoje tem o menor desemprego da história do Brasil?
E o maior seguro desemprego da história. Alguém está mentindo. E o pessoal está gastando dinheiro sem precedentes com o Betis. Enquanto o governo deixa isso aqui solto, sem regulação, patrocinando todos os times de futebol, todos, ele proíbe o mercado preditivo. Por quê? Porque está começando a mostrar que o Lula não vai ganhar seleção de jeito nenhum. Cora na corda, investidor. Esse é o Crypto Never Sleeps, o seu podcast sobre criptoativos.
Meu nome é Walter Rebelo, sou diretor de Research da Empiricus Research. E aí, meu querido?
E aí, pessoal? Eu sou o Marcelo Sestares, sou Portfólio Manager de Fundos de Criptoativos. E, bom, no episódio de hoje, a gente tem uma figura do mercado tradicional que muita gente conhece. Se você é de cripto e não conhece, se prepara, porque hoje a gente vai falar muita coisa. Cara, sabe por que eu estou animado com esse episódio? Porque ele não veio aqui para agradar ninguém. Ele veio aqui para dizer o que precisa ser dito nos modos, como ele fala muito nas redes sociais. Exato. Falta autenticidade no mercado.
Falta, com certeza, mas a gente está aqui com a autenticidade em cheio e eu queria apresentar para vocês e agradecer também a presença do Walter Marcial. Ele é CEO da Azequest, uma das maiores e mais tradicionais gestoras do mercado financeiro. Ele é natural do Rio de Janeiro e radicado em São Paulo há mais de três décadas. Iniciou a carreira na mesa de garantia do Safra, mas logo migrou para a área comercial, onde ele consolidou a sua trajetória. Em 2006, ele ingressou na Quest, gestora fundada em 2001.
por Luiz Carlos Mendonça de Barros, foi ex-diretor do Banco Central e permanece na casa desde então. Ele conduziu a empresa através de dois eventos estruturantes, a fusão do grupo italiano Azimut, que deu origem a Azquest e, posteriormente, a venda de participação para a XP.
à frente da gestora, hoje, ele é uma das vozes mais influentes do Byside brasileiro sobre diversos temas, seja Brasil, seja macroeconomia. Walter, mais uma vez, um prazer ter você aqui. Obrigado, Meshara. Seja tarde. Prazer estar aqui com você. O prazer é nosso.
Só antes da gente começar alguns recadinhos rápidos, né, sexta? Cara, se você é inscrito aqui no podcast, deixa o like, compartilha, ativa a notificação para você estar por dentro de toda a família do Market Makers, seja o Crypto Never Sleeps, seja o próprio Market Makers, o Isco Brasil ou o Second Level. E se você não é inscrito, por favor, se inscreve no canal, ativa o sininho para você ficar por dentro de todas as novidades.
Para quem está assistindo e quer conteúdos de cripto além desse podcast, que a gente não vai falar só de cripto, como eu falei, a gente vai falar de macro também.
Todo dia o Walter faz o Morning Crypto, que é basicamente um morning call para falar do que está acontecendo no mercado de cripto. E eu tenho uma newsletter semanal para falar o que está acontecendo no mercado também. As duas, os dois links estão aqui na bio. Na bio não, desculpa. Estão aqui debaixo do vídeo. Clica para você se inscrever e ficar por dentro de tudo. Mas chega de recado e vamos para o papo, porque tem muita coisa para falar. Tem coisa, hein?
Walter, a gente quer começar aqui cobrindo geopolítica, macro, porque eventualmente a gente vai desaguar aqui no tema criptoativos. E eu acho que criptoativos, a gente tem essa interpretação de que ele não é precificado numa bolha isolada do mundo. Nada é, né? Nada é, exatamente. E aí a gente quer aqui já ir direto ao ponto. Você acha que os Estados Unidos e o dólar estão em declínio e a China seria uma competidora de verdade contra os Estados Unidos?
De maneira alguma, e eu tenho falado isso há bastante tempo, e eu acho interessante até, eu acho que isso é um leading indicator. Quando eu comecei a falar do declínio da China, inclusive eu escrevi um artigo que foi um dos artigos mais lidos da história do Infomoney, que é a grande fratura.
E depois eu dei várias entrevistas, escrevi para outros lugares, falando sobre esse assunto, e tinha uma gritaria danada, uma resistência ideológica. Acho que o mundo ficou tão polarizado, que parte da turma aqui no Brasil é o seguinte, se o cara acha que a economia chinesa vai mal, ele torce contra o PT. Então, isso quer dizer que ele é radical bolsonarista, porque ele não gosta da China. E aí você fala...
Só fiz uma análise econômica, por sinal, absolutamente embasada. Vamos fazer o seguinte, sai dessa caixa e vem para os meus argumentos e tenta debater um deles. Se você conseguir derrubar um ponto, eu vou falar, pô, você tem razão. E você, inclusive, vai conseguir me convencer e me convencer no mundo de opinião. É fácil, né? E de lá para cá, eu vejo que essa resistência vem diminuindo bastante. E a gritaria também, né? Então, quando você fala hoje coisas sobre a China, por exemplo, na semana passada...
a China conseguiu reverter 20 anos de valorização do mercado imobiliário. Toda foi embora. Sendo que mais de 60% da população chinesa hoje, da poupança chinesa, está em imóveis. Então esse declínio já é suficiente para mostrar que tem uma doença lá embaixo. E aí quando eu vejo hoje muito menos resistência sobre o assunto, eu vejo que as pessoas estão começando a se convencer disso. Em relação aos Estados Unidos, eu vejo exatamente o oposto.
Então, deixa eu tentar dar uma mapeada aqui como é que eu estou vendo a economia global e também a parte geopolítica, que estão ligadas. E fiquem à vontade aqui para a gente ir debatendo, trocando ponto por ponto. Vamos começar pela China, que eu acho até que é a parte, por incrível que pareça, mais fácil.
Quando eu estava na faculdade, sou mais velho que vocês, lá no final dos anos 80, bem mais velho, o Japão era a grande novidade. E por sinal, com inovações incríveis. Em Harvard, lá, aprendi sobre o caso da Toyota.
Pô, inacreditável o modelo de produção, como trouxeram eficiência. E naquela época era isso, aquela Andon Cord, que o cara parava toda a linha de produção se desse um problema. O Kaizen, que é basicamente o seguinte, pergunte sempre quando tiver um problema na tua empresa, ou em casa, ou qualquer coisa, vale para qualquer coisa. Os cinco UIs, os cinco porquês. Olha, aconteceu isso aqui, você fala por quê?
Quando chegar na quinta pergunta, você já resolveu o problema, você já descobriu a causa. Nunca conserta o sintoma, conserta a raiz. Quem conserta sintoma vai estar sempre consertando. Quem conserta a raiz muda o processo. Quem muda o processo não erra de novo, quem não erra de novo ganha eficiência. E aí você incorpora aquilo ao teu processo.
E realmente, o Japão foi incrível nesse ponto. Just in time, daí vai. Só que eu olhava e falava o seguinte, naquela época, aluno ainda, eu lembro de um tio meu, dois tios meus conversando, dois grandes empresários. E aí, pô, Japão, pararam e falaram, pô, mas é uma ilha, não tem recurso natural nenhum.
num lugar super complicado, lá no canto da Ásia. Tem aqui os Estados Unidos com duas fronteiras só, né? O México embaixo, o Canadá em cima. Não oferece risco nenhum. Tem o Pacífico do lado, o Atlântico do outro. Diferente do Brasil, o Brasil tem uma costa enorme. Mas para você subir do mar...
para o Planalto Central, tem uma escarpa de 800 metros. Isso tem um custo de transporte gigante. Por isso você não consegue fazer lá o trem-bala Rio-São Paulo. Foi falado quantas vezes? É dificílimo de fazer. Os Estados Unidos se entra pelo Missuri e Mississipi. E não foi à toa, né? Aquele território foi comprado, a Louisiana dos franceses, planejado. Teve a guerra com o México, depois teve um monte de territórios comprados.
Então, um país que está num lugar especialmente vantajoso, com um monte de vantagens. E o canal do Panamá faz com que essa ligação seja mais fácil. E o Japão teve três grandes problemas que comprometeram para sempre o crescimento japonês. Para sempre. Desde então, os últimos 40 anos. É bastante tempo. O Japão estagnou. O Japão hoje tenta produzir alguma inflação para não passar por deflação consistente. O que foi? Uma crise demográfica?
À medida que o país enriqueceu muito depois da Segunda Guerra, a população meio que perdeu, como é na Europa, perdeu aquele sangue no olho, foi envelhecendo. Então, essa crise demográfica gerou um problema, junto com endividamento muito grande. E terceiro grande problema, o estouro de uma grande bolha imobiliária. Aquilo tudo empenou a economia japonesa. Todos esses elementos estão presentes na China, mas com agravante.
A China não é um regime democrático. Então, o Japão, nesse período, teve um primeiro-ministro que se matou, teve outro que foi assassinado, e teve uns 20 e tantos que foram trocados pelo voto popular. Na China, você não tem essa opção. É ruptura total. Parece aquela história, na minha época também,
grande maioria da turma que está vendo aqui talvez não tenha passado por isso já em idade de estar entendendo o que está acontecendo a União Soviética era o grande inimigo dos Estados Unidos e era meio essa história da China não, mas a União Soviética é inquebrantável e era muito mais forte militarmente na época que a China é hoje, mas muito mais tinha uma rivalidade de potencial militar com os Estados Unidos quase que de igual para igual
E a Sovédica acabou de um dia pra noite. Tinha inclusive essa disputa na corrida espacial e agora tem... Chegaram antes no espaço com o Yuri Gagarin, aí o americano botou o homem na lua graças ao Kennedy. O Kennedy fez esse... Com o discurso, ele puxou um objetivo que até o final da década ia...
e tendo sido assassinado ou não, o programa continua em 1969, Neil Armstrong pousou na Lua, mas os soviéticos tinham um arsenal de mísseis de longa distância quase tão poderoso quanto o americano, e uma guerra ali acabaria com o mundo. Só que a União Soviética, economicamente, colapsou do dia para a noite. Também uma outra coisa brilhante, você vê como é que...
Eu acho sempre interessante, a resposta vai ficar mais longa, mas inserir esses dados nos papos, que é sempre cultural. O Kennedy teve uma importância danada em resgatar a autoestima americana, algo que o Trump está tentando fazer agora. E o Reagan, o que o Reagan fez? O Reagan disse no começo dos anos 80...
que os Estados Unidos estavam fazendo um programa chamado Guerra nas Estrelas, Star Wars, que ele ia ter um cinturão de satélites que iam poder defender qualquer ataque de mísseis em qualquer lugar do planeta e atacar os outros países. E aquilo forçou...
que os soviéticos acreditaram, inclusive porque os soviéticos tinham escutas e os americanos sacaram, mas não entregaram que descobriram as escutas, então ficavam falando besteira ali perto para dar desinformação. E os soviéticos aceleraram os gastos militares ali e fizeram a cagada de abrir outra fronteira. Quando você abre muita fronteira, dá problema, né? Que foi a guerra com o Afeganistão.
E aí quebrou de vez, né? E aí o muro de Berlim acabou em 89, no ano seguinte, né? Puf, acabou a União Soviética. Tem vários análogos atuais aí, né? E aí qual que é a história da China? Vamos lá. A primeira coisa.
50 anos atrás, a China instituiu uma política, porque a população ficou grande demais e estava crescendo de maneira desordenada, e é um regime autoritário, então não tem bater papo, educar. É o seguinte, você vai fazer isso porque eu estou mandando, e você não tem direito de dizer não, acabou. É um filho por família.
Não tem dois, é um. E é isso que eu quero e é isso que você vai fazer. No campo, quando nascia uma menina, a família normalmente sacrificava. Assassinato, né? Vamos dar um nome. Sacrificar é um nome bonito de quem quer relativizar. Assassinava. Para ver se nascia um homem para trazer mão de obra para rural, né? Você precisa de força.
Aí alguém colocou um comentário, que eu botei isso no meu artigo, foi um dos itens, o cara botou, não, mas a China reverteu essa política dois anos atrás. E a cultura, que está impregnada há 50 anos? Não é assim. Não é do dia para a noite que você muda. E mais, quando você começa a ficar mais animado, ter filho, ter essa mudança cultural, o país está crescendo mais. O país cresceu 15, depois 12, depois 10, depois 8, depois 7, depois 6, depois 5.
Depois a gente vai falar sobre o PIB agora, parece que é menos de 3% que está crescendo. Não é agora que o cara vai ficar animado. Ainda mais porque é um lugar onde você não tem, não teve um Roosevelt, que nos Estados Unidos criou o New Deal, que fez um contrato social. Não tem previdência, não tem cobertura. O cara hoje na China, ele poupa mais de 60% do salário, porque ele tem que juntar dinheiro para quando se aposentar não depender do governo.
E agora, quando ele vai ter que começar a sustentar os pais também, porque a sociedade chinesa está envelhecendo, a coisa fica mais complicada. Então esse é o primeiro problema. Nos últimos três anos, a taxa de natalidade chinesa é 1,1. Isso é metade do que é necessário para substituir a população economicamente ativa. O que isso quer dizer? Que estão saindo do mercado de trabalho 20 milhões de pessoas todo ano e estão entrando 10 milhões a menos. Daqui a cinco anos...
Gente, Banco Mundial, FMI, Goldman Sachs, as fontes são múltiplas e todas com os mesmos números. Daqui a cinco anos a China vai ter uns 770 milhões de trabalhadores para 350 milhões de aposentados. E aí, uma descrição bem simples, nenhum...
Quando eu falo nenhum é, nem um, nenhum país do mundo conseguiu sair de um problema como esse. Eu não gosto de você me trazer uma estratégia de investimento e falar assim, nunca deu certo, mas vamos tentar agora? Eu falo, olha, vai você, me deixa fora, porque se nunca deu certo, provavelmente não vai dar. Bom, só que esse problema não está isolado. Junto com esse problema...
tem a bolha da Evergrande, que estourou o mercado financeiro imobiliário chinês. O chinês não é o americano. 50 a 60% do dinheiro dos americanos está em Bolsa. 60 a 70% do dinheiro chinês estava em imóveis.
E aí, quando esse negócio estourou, agora, ano passado, finalzinho, o governo chinês revogou todas as medidas que tinha feito para evitar que tivesse um outro problema. Por quê? Porque estava tentando, de alguma maneira, recuperar ali o investimento da população. Só que os preços não param de cair. E aí?
O repórter que chegou semana passada foi de que a China conseguiu hoje zerar todos os ganhos do setor imobiliário dos últimos 20 anos. Isso aconteceu em menos de cinco anos.
Aí tem mais um problema. Todo mundo preocupado hoje com a dívida pública americana. O endividamento americano. 120% do PIB. Do país que emite o dólar. Ele deve em dólar. E ele emite o dólar. E daqui a pouco vocês vão querer falar comigo de cripto. Eu estou muito mais interessado em tokenização. Vocês vão querer falar de stablecoin. Eu vou falar como é que o americano vai tokenizar a dívida dele. E ela vai fazer assim. Vai sumir. Mas de qualquer jeito. 120% do PIB. O Japão tem 200.
A Itália tem 150.
O americano nunca teve isso. Isso é desordem do governo democrata pós-Covid, porque o Trump, diferente do Bolsonaro, tinha feito um programa de vacinação muito bacana e como o Bolsonaro, por incrível que pareça, depois a gente pode falar disso, teve um desempenho econômico muito bom durante a pandemia. Mas aquele pacote a mais que o Biden deu quebrou o negócio. Só que, qual que é a dívida pública chinesa? Vocês sabem? Não faço ideia. Chuta. Mais de 100%. .
Pô, você falou que o Estados Unidos está em quantos? 120. 120, sei lá, 300? 300.
porra, belo chute. A dívida chinesa, de novo, dados públicos, pode ir no site do Banco Mundial, da FMI, onde você quiser. 300% do PIB é a dívida oficial. E tem a parafiscal, lembra Dilma? Parafiscal, que é dos governos regionais de mais 50% do PIB. Só que essa dívida, ela rola um juro nominal de 4% ao ano. Então, 350, gente, é 3,5 vezes.
o PIB. 3,5 vezes 4, né? A gente chega a... 14. No relativo ele está bem, então. Sim, mas ela está crescendo, por causa dos serviços de juros a 4% ao ano, a 14% ao ano. E se o PIB hoje está a menos de 3, ela está crescendo a mais de 11. Em 4 anos, ela vai para 400% do PIB.
Quebrou. Isso aí só funciona porque eles têm um câmbio controlado. A moeda não é... Então, esse é o grande erro do Ray Dalio, né? A Inglaterra pegou do Holanda, os Estados Unidos pegou na Inglaterra, então a China vai pegar do Estados Unidos. Como? Não tem nem moeda conversível. As pessoas não podem entrar e sair do país. Como é que um vai substituir o outro? Isso porque os Estados Unidos não tá pra ser substituído, mas se tivesse, não teria como.
Bom, então assim, a China vai ter um problema fiscal e monetário seríssimo em pouquíssimo tempo.
Com isso, vem mais um último ponto, que é um ponto ideológico meu, mas assim, você tem que ter confiança na sua convicção das coisas. Eu sou brasileiro e eu estou no mercado financeiro há 35 anos. E eu comecei o meu curso de economia na PUC do Rio em 86. Tem uma coisa que eu sei, nada que o Estado faz presta.
investimento estatal não é produtivo a China entrou numa corrida de inteligência social guiada pelo Estado contra empresas privadas americanas uma querendo matar a outra para sobreviver aqui está a destruição criativa de Schumpeter, e lá diferente do Brasil o nego quebra que aqui é igual o Reagan falava se o negócio se mover tax it, se continuar se movendo regulated e aí
Se parar de se mover, subsidize it. Isso é o Brasil. No Estados Unidos, não, pô. Um está contra o outro. Se a Apple for pior, a Microsoft pega. Se não tem a Oracle, se não tem a Tesla, se não vai a Amazon, vai a Google, vai a Antropic, vai a ChatGPT, OpenAI, todo mundo brigando.
E aqui o Jack Ma abriu a boca Sumiu seis meses Quando voltou, voltou com o governo tutelando Botando o nego no conselho dele Como é que esse troço aqui vai dar certo? Não vai A China até hoje não consegue fazer motor de avião A China até hoje não consegue Ter vacina decente com RNA A China até hoje não consegue Fazer microchips de
última geração e está tomando um outro squeeze americano que agora na HBM, que é a memória altamente sofisticada onde AI depende. Esses chokes todos vão apertando. E fora isso, vamos olhar para a China geopoliticamente, ela tem 17 fronteiras terrestres.
contra uma galera super fácil de lidar aqui é México e Canadá aqui é Paquistão Índia Coreia do Norte Coreia Japão daí vai né então assim não é moleza então assim
Eu acho que essa disputa geopolítica China-Estados Unidos vai estar afastada em menos de uma década. A China vai entrar... Ah, você está dizendo que a China vai acabar, vai colapsar. Primeiro, o trabalho que eles fizeram, mesmo sendo um regime... Não adianta, para mim é do mal. Um regime que não é democrático, um regime que não respeita o direito das pessoas, que quebra a regra tabalhista, trabalho escravo, regra sanitária, que enfia muamba em todo mundo. Não é um regime... Não é um regime que não é democrático.
comigo não conversa muito com meus valores. Religiosamente, sou cristão, não temos muita coisa em comum. Mas eles fizeram um movimento de tirar 500 milhões de pessoas da pobreza extrema. Quando o Deng Xiaoping, esse é um outro presidente que vai ter que ser revisto, é o Nixon, né? O Nixon acabou com a guerra do Vietnã.
O Nixon acabou com o padrão ouro, disseram que ia acabar com os Estados Unidos, na hora que aconteceu com a economia americana, de lá para cá. E o Nixon trouxe a China para longe da esfera soviética. E agora o Trump tem a oportunidade de fazer a mesma coisa, daqui a pouco a gente fala, com a Rússia. Mas, tirado da influência chinesa, isso foi um grande erro americano, empurrar a Rússia para a China. Mas, quando o Deng Xiaoping falou, não interessa a cor do gato, desde que ele mate o rato e levou a China para o capitalismo, a China realmente fez esse trabalho. Só que o que eu vejo daqui para frente é uma grande estagnação.
Aí já os Estados Unidos, do outro lado. Os Estados Unidos é um país democrático, é sim a grande potência geopolítica do mundo desde o final da Segunda Guerra. Ah, tem imperialismo americano, tem influência sim, só que o americano não faz igual o inglês fazia, ou muito pior, vai ver a colonização belga no Congo.
o livro do Conrad, Into the Heart of Darkness, que inclusive, para quem não viu, vejam o filme do Coppola, Apocalipse Now, é 100% inspirado no livro. Apocalipse Now? Com o Marlon Brando, como Coronel Kurtz.
É o livro jogado para a Guerra do Vietnã, mas inspirado no Congo belga. Os caras tiravam a mão dos cidadãos quando não respeitavam. A colonização europeia na África foi um horror. O americano não faz isso. Ele não fica no plantation lá, sentado tomando chá, olhando os escravos. Ele quer...
que você negocie com ele, tenha liberdade de expressão, liberdade de comércio, que adote o estilo americano de vida. Vamos dizer que de todas as potências dominadoras do mundo, desde os romanos, é a mais... Como é que eu vou dizer? É a menos invasiva. Exato. Só que, evidente, o cara tem objetivo e você tem que estar alinhado com ele. O grande erro do Brasil foi bater. Só que o americano hoje...
tem um grande desafio. Um cara que ganhou um prêmio Nobel, chamado Angus Deaton, ele se associou num artigo com uma grande também cientista chamada Anne Case, e eles fizeram um... Eu vou citar aqui a Veja, eu escrevi essa coluna para a Veja. Eles fizeram o trabalho, ele é Nobel de Economia, chamado As Mortes por Desespero.
Há três anos atrás, 200 mil americanos morreram ou de suicídio ou de abuso de opioides. Não é o americano que você acha que é. Você já vai pensar num cara pobre da periferia, negro. Não, não. Ele é um cara branco da classe média que ganha mais do que 95% do mundo em renda per capita do meio oeste.
E esse cara está se matando ou se perdendo nas drogas por perda de significado. Ele não acredita mais no sonho americano. Os Estados Unidos hoje, o americano comum, olha para a globalização como um grande roubo.
Os Estados Unidos conseguiram reconstruir o mundo depois da Segunda Guerra, criar as instituições multilaterais. Depois, quando eles tinham que estopar esse troço, porque no final dos anos 80, os três países mais ricos do mundo eram os dois agressores da Segunda Guerra, eram Estados Unidos, Alemanha e Japão. Então, eram Estados Unidos mais os dois ex-inimigos. O americano não quis fazer igual ao europeu, que fez um tratado de Versalhes tão violento depois da Primeira Guerra Mundial, que gerou a Segunda. Ele foi europeu.
Como o Trump está fazendo agora, me desculpem, mas deixa eu te salvar de você mesmo. Para. Não vai ser assim. Vamos fazer um outro mundo. E aí, quando chegou no começo dos anos 80, no meio dos anos 70, ele falou, não, a gente precisa recuperar a China. Então, ele deu mais uma prorrogação para esse mundo. Só que chegou num momento onde todo mundo tributa os Estados Unidos mais do que os Estados Unidos tributam. E os Estados Unidos continuam importando livremente.
tomando ali, né? Levando, sendo enganado e numa boa sorrindo. E aí aquele papo do Obama de soft power. E olha, o Obama é um cara que eu admiro e tudo, mas soft power, que bacana. Vamos conversar com o Irã? Irã, porra, não faz arma nuclear, não. O Irã, tá bom. É, então não vou fazer e tá fazendo. E aí quando o Biden liberou o dinheiro pro Irã, aí que o Irã desceu o pau mesmo e fez o 7 de outubro. E o Trump falou, chega.
chega, não vai fazer, acabou. Eu não vou, todo mundo dizer, porra, eu não quero que os Estados Unidos seja policial do mundo, vem aqui invadindo a minha vida. Tá bom, eu não vou. Ah, mas tem a guerra da Ucrânia com a Rússia, é uma guerra europeia. Dois países europeus. Vocês são 550 milhões de pessoas, nós somos 340. Por que eu tenho que resolver o teu problema?
Quer que eu vá para aí, paga. Eu vou ficar gastando 250 bilhões de dólar por ano para ajudar a Ucrânia numa guerra. Não é sobre quem está certo e quem está errado, gente. Como é que eu vou ajudar o cara numa guerra contra um país que tem arsenal nuclear? Ele não vai ganhar nunca. É melhor fazer a paz, logo resolver esse negócio. Então, o americano botou o pé para trás e o que ele olhou?
Quem são as pessoas que, de alguma maneira, não estão nessa depressão aí que causou essas mortes por desespero? Quem tem emprego? Quem tem família saudável? Ou quem está ligado a algum tipo de parent-teacher association, de atividades de cidadania que te fazem se sentir pertencimento? O Trump não é muito bom nessa parte de inteligência emocional.
Então essa parte social não é o forte dele. Mas ele está dando uma resposta à outra parte. Eu não vou continuar passando a mão na minha carteira sem reagir. E eu não fui eleito para ser presidente do mundo. Eu fui eleito para ser presidente dos americanos. E eu vou fazer o que é melhor para eles. Ele está fazendo. Aí, pessoal, é engraçado que as pessoas perguntam, porra, mas você acha que está dando certo? Está sendo um desastre? Eu falei, onde?
Esse ano, fora o CAPEX de 720 bilhões de dólares das sete magníficas em investimento, por causa da tecnologia, você tem 540 bilhões de dólares comprometidos em produção de microchips e memória em território americano, que vão criar mais de 100 mil empregos. Três empresas só anunciaram 540 bilhões de dólares. A gente está falando de Samsung, Micron e estamos falando de NVIDIA.
E hoje de manhã, a Apple começou a conversar com produtores americanos grandes para falar de produção de microchips também nos Estados Unidos. Isso é reindustrialização. Essa reindustrialização é fundamental, porque AI, inteligência artificial, vai roubar os empregos de quem enrola.
O Lula não está enrolando agora com o desenrola? Depois vai, desenrola. Isso é enganação total. Um parênteses concreto. A Coinbase anunciou um layoff hoje gigantesco, inclusive por conta de AI. 14% na força de trabalho. Quem não gera valor agregado, aquele cara que faz aquele trabalho meio mequetrefe. Ah, dou aquela enganada, faço PowerPoint, vou lá.
o assessor jurídico que chegava no escritório, busca lá como você não vai poder litigar o caso busca lá quem foi o caso que o cara conseguiu, contra quem acha aquele paper e tal hoje você vai no Clodê lá por favor, levou o cara em dois segundos, esse cara vai perder emprego quem que vai ficar com o emprego protegido? o cara que vai arrancar lá a tangerina da árvore e botar no cesto
o massagista, o quiroprata como é que ainda não tem e o cara que gera valor agregado real então quem que está mais sob perigo, economia de serviços nós, Brasil
desindustrializamos totalmente, e o americano vinha se desindustrializando. Aí todo mundo dizia, não, mas o Estados Unidos não vai conseguir se reindustrializar nunca. Está conseguindo. Está conseguindo. E precisa conseguir. E a China pegar o carro elétrico, botar, produzir no México e usar o tratado do nafta para enviar para os Estados Unidos de imposto zero, não dá. Então, o que o americano está fazendo? Parando isso. Então, para terminar o geopolítico, o que eu vejo? O mundo...
está voltando a ser o que ele era logo depois da queda do Muro de Bernim. O que ele era logo depois da Segunda Guerra Mundial. Um mundo unipolar.
O que é o mundo unipolar? Tem uma grande superpotência. Tem que estar alinhado com os caras. Quem não tiver vai dançar. O cara mais inteligente de todos é o Modi. Olha o que a Índia fez. A Índia pulou fora rapidinho desse discurso antidólar dos BRICS. Fez um acordo bilateral com os Estados Unidos. Está recebendo investimento para a caçamba, para fazer fábrica, para substituir a China em manufatura.
E o Brasil hoje tem o maior potencial, acho que a gente tem que falar do Brasil depois destacado, do mundo de energia renovável, vai ser um hub global de data center. A gente está ganhando W.O., porque o México virou um narco-estado, apesar de ser fronteira, que vai ganhar dinheiro. A Rússia está ininvestível, a China está ininvestível, a Turquia é uma cagada, a África do Sul outra. O nego está expulsando todos os brancos, arrancando os negócios deles, botando para fora. É até um negócio horror. Então, assim, o Brasil sobrou.
A Argentina está indo muito bem, mas é muito pequena. A Argentina aguentou o PT 70 anos. Olha o que o PT fez aqui em 20 e pouco. A Argentina ficou 80 anos com o PT. Então imagina o que tem que ir lá para recuperar. E não é um país com potencial do Brasil, apesar de ter um bom potencial. Então a gente está ganhando no relativo, mas tem uma oportunidade gigante. Então o que o americano está fazendo? O americano percebeu a fraqueza chinesa e resolveu, agora é hora de partir para cima. Moda com o cara.
Box. Na hora que você dá um... O cara bambeia e fala, agora vamos para o nocaute. O americano foi lá para apertar. Porque ele está percebendo isso. Voltou a ser um mundo unipolar. Um mundo onde a Europa está muito perdida. A Europa é aquele lugar onde você vai para lá e você quer...
Tomar um café, tomar um sorvete, ficar olhando a paisagem. O europeu quer o quê? É a mesma coisa. Ele quer ficar lá sentado, vendo a paisagem, fazendo nada, que alguém resolva os problemas dele. Está com um problema hoje de perda de identidade gigante, mudança demográfica gigante. E o americano falou, chega, acabou a brincadeira. Não quero mais saber de OTAN, não quero mais saber de nada. Eu posso ir lá, tirar o Maduro da cama, mandar ele embora. Eu posso entrar no Irã. Sistema de defesa do Irã.
sistema aéreo chinês de última geração e o do Maduro o russo de última geração não viram um avião americano chegar cara entrou tirou o recado que ele deu que a mesma invadir Taiwan tem certeza que melhor não né E aí por essa guerra contra o Irã
Os Estados Unidos estão perdendo a guerra. Eu falei, está perdendo? O cara em 30 dias acabou com toda a frota naval. Toda a frota aérea. Matou todo o alto comando. O Armedinejad, que tinha sido preso em casa pelo Kamenei, foi morto também. Kamenei, os 60 maiores líderes. Hoje você não sabe nem direito quem está lidando lá, com quem falar, de tanto que o negócio destruiu.
O americano não depende de petróleo. Ah, mas o petróleo está alto por causa dos treinos de Hormuz. Que merda, né? Para a China, para a Índia, para a Europa, para os Estados Unidos, está acontecendo quase nada. E assim é uma guerra que está sendo ganha aos poucos. O Irã acabou de provar que tinha material nuclear e que podia mandar mísseis, porque mandou para Diego Garcia, foram derrubados, a 3.800 quilômetros de distância. Quer dizer, Paris está a 4.500, podia mandar uma arma nuclear para Paris.
Então, assim, o mundo está se reordenando. Eu acho que os Estados Unidos vão voltar a ter um domínio unipolar. E isso é muito bom. Porque no momento em que a China deixa de ser uma ameaça para os Estados Unidos, a volatilidade geopolítica baixa muito. E aí qual o próximo passo? Fazer a paz lá na Ucrânia. Para trazer o Putin para a influência americana de volta. Os russos são cristãos.
O russo estava lá o seguinte, cara, tu veio aqui, apoiou a Ucrânia, aí veio o presidente da Ucrânia, foi eleito pró-Rússia, derrubaram o cara, botaram outro cara, depois ameaçaram, botaram na União Europeia e na OTAN.
Se alguém quiser botar mísseis chinês no México, os Estados Unidos ia permitir? O Putin não é um cara legal. Ele assassinou todos os adversários. Ele é um psicopata. Aqui, de novo, não é sobre bom e mal. É sobre estratégia política. A guerra foi forçada. Forçaram o cara a entrar na guerra. Então agora você tem que fazer, ó, vem pra cá. Deixa a China lá isolada. E esse é um mundo bem mais tranquilo. Em relação à inteligência artificial, a gente já está vendo uma curva J.
Rápido, mas naquela jota antiga, o cara construiu o trem, quebrou todo mundo, mas ficou infraestrutura. Os caras já estão recuperando margem dentro do próprio processo, crescimento de produtividade gigantesco. E os Estados Unidos vão na baia de braçada nisso. Então, assim, eu vejo um mundo...
bem mais seguro, por incrível que pareça, um Irã isolado, que atacou todos os seus vizinhos e conseguiu unir todo o Oriente Médio contra ele, inclusive alinhar Israel com a Arábia Saudita e os Emirados Árabes, que já estavam nos acordos de Abraão, mas até com o Catar e com o Kuwait. Isso é uma novidade.
Então eu vejo um mundo mais tranquilo, mais seguro, com muito crescimento. E vejo um Donald Trump muito mal compreendido. De novo, vejo semelhanças entre o Trump e o Bolsonaro. O Trump precisava ali de um RP melhor.
E tentar, no diálogo, ser mais dócil, menos ácido. Ele não consegue, é o gênio dele. Agora, achar que um cara, quando eu falo gênio, é o temperamento dele, mas achar que um cara que fez bilhões de dólares no mercado imobiliário Nova York em Nevada, que era dominado pela máfia, achar que esse cara é burro, bobo ou soft, é o cara tomar um tiro, né?
E aí eu ia estar escondido, berrando mamãe, chorando. Eu, Walter. O cara me sai com a mão ainda pra cima lá, não sabe se tem outro atirador. É pra dar um passo pra trás e falar, calma que...
Esse cara é melhor não mexer com ele. Ô, Walter, desculpa te interromper. Vai, eu falei pra caceta, mas acho que eu dei um geral. Você deu um geral e é justamente sobre isso que eu queria chegar. Porque você falou sobre a desglobalização, onde os Estados Unidos vai ganhar mais força, as cadeias de suprimento, as cadeias de produção estão mudando. Só que quando a gente olha pro dólar, ele tá enfraquecendo globalmente.
é que você enxerga o dólar nos próximos anos por conta dessa questão dos Estados Unidos talvez ser a nova a nova não né, mas se tornar a potência mundial novamente, quer dizer, nunca deixou perder a rivalidade, perfeito, perder a rivalidade como é que você vê o dólar? Eu acho que é uma estratégia proposital, o dólar mais fraco faz com que as importações se encareçam e isso aumenta a tendência a querer produzir dentro dos Estados Unidos, aumenta a competitividade americana via moeda a China usou uma estratégia de usar a moeda desvalorizada durante 40 anos
só que o cara ia lá e desvalorizava a moeda porque a moeda lá não é de diferente, não flutua como real como dólar
Então o governo intervia no preço da moeda. O americano falou, chega. A exportação da China agora em março cresceu 2,5%. Colapsou. Tinha ido bem no ano passado. Por quê? Porque estava aproveitando para escoar tudo antes das tarifas. Agora acabou. Então assim, o Real, inclusive, quando o Haddad não entregou o pacote...
que aí você viu que realmente o arcabouço foi pro cacete, o real bateu R$ 6,40, só está R$ 4,95,00 nos Estados Unidos. Era para estar R$ 3,5,00 se o fiscal tivesse arrumado. Mas não é sobre isso. O que valorizou foi a sexta global de moedas contra o dólar. Isso é uma política proposital. Isso não é sinal de fraqueza, é sinal de força. E o que você falou é muito interessante. A cadeia inteira de produção está vindo para cá.
Para o ocidente. Quando estava acontecendo o Covid, todo mundo falou isso. Aí quando entrou a polarização, as pessoas se esqueceram disso. Por quê? Porque eu não posso falar isso, porque falar isso quer dizer que eu torço por esse, é o Fla-Flu, né? Então assim, quando veio o Covid, todo mundo falou, porra, faltou máquina de ventilação, faltou máscara, faltou seringa, está tudo produzido lá. A potência que domina o mundo geopoliticamente não pode correr esse risco.
Então você vai trazer a produção é o near shoring, né? Mais perto do que está acontecendo.
E aí é a onda que o Brasil está deixando passar, debaixo dos olhos, passando assim. Está na nossa mão, está cheio de dinheiro na mesa e o Brasil não sabe pegar. Você acha que o dólar, sendo usado como arma, tiveram sanções contra a Rússia, inclusive sanções agora contra o Irã. Você acha que isso cria um risco que outras nações, além dos Estados Unidos, estão considerando de... Preciso diluir minha exposição ao dólar. 2025 foi um ano muito bom para ouro, por exemplo. Foi.
Você acha que existe esse risco dos países querem se desdolarizar? O risco existe. O que eu vejo... Vou brincar lá, aquela carta de São Paulo aos Corinthians, que o Renato Russo popularizou tanto com aquela música Monte Castelo, que na verdade é a carta, musicada, né? Eu estou acordado e todos dormem. Eu me sinto um pouco assim. Estou acordado e está todo mundo dormindo. É verdade. É só que...
Eu vou lá, tiro o Maduro da cama. O que eu fiz? Eu peguei toda a produção de óleo da Venezuela que estava embargada, estava a ser vendida no black market para a China com 40% de desconto e tirei da mão do chinês.
Aí eu vou lá agora no Irã e fechei o esteto de Ormuz. Eu tirei todo o petróleo iraniano que estava sendo vendido no mercado black market, embargado com desconto, da mão chinesa. E ainda mostrou o poder ibérico, como você comentou. Não, total. E aí o que eu falei para a China? Você tem que comprar petróleo agora com dólar. E 88% das transações globais são em dólar. E 75% de toda a dívida emitida é em dólar.
Então, o dólar perdeu relevância. Onde? Para quem? Quem vai substituir o euro? O real? O yuan, que não é conversível? Não tem alternativa ao dólar. Isso que você ainda não veio com as armas mortais, né? Você não veio com o FedCoin. Pessoal, um FedCoin.
Não, então, essa aqui é... Pessoal, um Bitcoin coberto pelo governo americano com o Fiat. Ó, isso aqui é a economia americana que está atrás disso, né? Nada disso foi usado ainda. O que o americano está fazendo é, ele está estrangulando, né, a maneira que a China estava fazendo e está obrigando ela a transacionar em dólar. Aí o pessoal fala, pô, mas...
Você tá maluco, cara? A China nunca comprou tanto ouro. Isso não é força, isso é fraqueza. Ela tá com medo de receber as sanções que o Putin levou. O americano foi lá e simplesmente bloqueou os bens dele. Todos os trades que ele tinha, puf, tá bloqueado.
Então, isso é uma arma. Então, o cara está lá entre a cruz e a caldeirinha. Aí tem duas teses em relação a isso. A tese dos Estados Unidos está investindo no setor de stablecoins, aprovando leis, discutindo sobre tanto o Clarity Act quanto o Genius Act para continuar perpetuando o poder do dólar. Mas tem a questão do Bitcoin ser uma alternativa para isso, porque, como você comentou, a China está com medo das sanções que os Estados Unidos podem aplicar. Sem dúvida.
E aí como é que você enxerga, por exemplo, o Bitcoin nessa tese mesmo? Porque, beleza, segundo o que você falou, o dólar tende a continuar tendo força, vai ter mais força nos próximos anos, porque os Estados Unidos vai continuar sendo a principal economia, vai perder concorrência, mas tem espaço para o Bitcoin ou para o ouro pelo menos ganhar um pouco de share nisso? Ou você acha que...
Eu acho que tem espaço. O que polemizou no passado foram algumas declarações que eu dei. Primeiro, eu botei um grande... É engraçado você falar de um assunto e falar isso antes. Essa é a querer dizer que você não é um expert. Não é algo que eu invisto, não é algo que eu investi. Eu nunca fiquei long e também nunca fiquei short.
Porque se você tem uma mega convicção e você conhece pra caceta da tese, você acha que é uma merda, não vale nada, você enfia lá o short. Quando você não conhece, tem gente que investe no que não conhece. Eu só invisto no que eu conheço. Então se eu não conheço muito bem e ainda tenho um certo motivo pra estar descrente, eu prefiro não investir. Qual o meu problema com Bitcoin? O meu problema com Bitcoin é o seguinte. O meu primeiro problema é com ouro.
O ouro demorou milhões, bilhões, trilhões, não, trilhões não deu, bilhões de anos para se criar uma escassez natural. Ele tem um valor industrial e ele tem certas características de industritibilidade, de durabilidade que deram valor para ele. E aí vem com todas as associações, a luxo, etc. Mas é um troço que não rende juros.
Então ele tem que ter uma valorização Para e passo relativamente Maior do que ativos que rendem juros Para depois de 10, 20 anos Não perder o juro composto Que brasileiro que viveu com inflação Muito melhor que o americano entende a potência Então eu sempre tive esse pé atrás com o ouro Com o bitcoin Sim, é um troço Que tem uma escassez Definida, mas tem uma utilidade Muito difusa Então assim, quais são as utilidades do bitcoin?
A primeira que eu vejo, não é utilidade, a primeira característica, ele é um ativo antissistema. Então, quanto mais descrente você tiver do sistema, quanto mais revoltado o cara é do sistema, maior propensão ele tem a ser um adepto. Só que não rende juros.
Em alguns momentos, algumas das teses que o sustentavam como ser um ativo anticíclico, como, por exemplo, recentemente com a inflação no Covid, não funcionou. Como ser algo que eu posso usar para transacionar, tem certas limitações.
Mas eu acho que o maior problema de todos não é esse. O maior problema é que ele interfere na política monetária dos bancos centrais, na política cambial. Ele interfere. E ele acaba também sendo de muita, muita utilidade, pela facilidade de transação, para quem quer, de alguma maneira, esconder alguma coisa. Então, lavagem de dinheiro, drogas, armas, ele é muito utilizado. China está utilizando muito, Rússia está utilizando muito. E isso acaba incomodando.
os países, o sistema, os países que controlam. E aí você vai dizer sim, isso existe. Então assim, eu acho que tem até um momento bom para ele, porque o Trump não é agressivo em relação ao Bitcoin, mas eu acho que todas as criptomoedas vão ter um grande adversário.
no dia em que o Banco Central americano quiser vender a criptomoeda com fiat, com garantia real do Fed. Sobre esse ponto, a gente volta um pouco naquele paradigma do chinês sempre tentar a solução estatal e os Estados Unidos a solução privada.
O Trump, inclusive, ele barrou essa ideia do... Não pode ter CBDC, uma moeda do Banco Central. E joga essa responsabilidade de espalhar o dólar pelo mundo para as empresas. Tether, Circle... Sem dúvida. O Trump é um free market guy.
Exato. Mas isso é interessante, porque assim, eu entendo alguns pontos que você fala sobre o Bitcoin. Não concordo em parte com essa questão do Bitcoin, ele é muito utilizado para quem quer ser sorrateiro. Porque na verdade você consegue mapear... É porque as pessoas confundem você achar que todo mundo que usa Bitcoin é sorrateiro. O que eu digo é o Bitcoin tem uma grande utilidade para quem é sorrateiro. Sem dúvida tem.
Se eu quiser hoje mandar dinheiro para algum lugar do mundo, não quero que saibam qual é a origem, como é que eu faço? Mas dá para você saber a origem, esse é o ponto. Sim, mas é mais difícil.
Tem empresas hoje que são especializadas nisso. Mas se eu sou um governo rogue, como um governo chinês, como um governo iraniano, eu tenho uma maneira de abrir 20 mil contas que você não vai saber onde é que está o começo. Sim, tem um jeito de você utilizar projetos, plataformas que dificultem esse rastreamento.
Exato E assim, mas eu já vi Pro uso Bom da coisa Pô, stable coins Você consegue mandar dinheiro Sem pagar IOF O dinheiro aparece na conta um segundo depois Não é negar a tecnologia A gente vai caminhar pra lá É saber quais são as barreiras E os tropeços que vão acontecer E quem são as vencedoras disso? Tokenização .
Você vai ter no futuro, olha, 20, 30 anos para ver, vai ter tokenização de tudo. Vai ter o futuro, a gestora que não vai precisar pagar rebate para ninguém. O cara vai entrar lá no site, vai apertar o botão, mandar o dinheiro, o dinheiro entrou na gestora. Porra, receita do cara aumentou, porque hoje ele paga 30, 40% para poder estar em uma plataforma de distribuição.
Não tem jeito, se você não fizer isso, você está fora do jogo. Então, se olhando daqui a 20, 30 anos, 10 talvez, do maneira que a tecnologia hoje desenvolve, a tendência é que todos os prazos que você der vão ser quebrados para baixo, não para cima. Essas coisas vão mudar, não tem a menor dúvida. Você enxerga algum...
algum valor intrínseco em ter um registro mundial de transações e informações, porque você também consegue mandar informações através de uma transação de Bitcoin, que é imutável e incensurável, especialmente em tempos de tensão geopolítica. Porque tem gente que vê o Bitcoin com essa ideia. Por exemplo, o Jason Lurie, que é um... Não sei a hierarquia dele agora dentro do exército americano, mas ele foi o primeiro a propor essa tese de que o Bitcoin pode ser uma maneira de você defender o ciberespaço.
Como assim? De que maneira? Para você mexer bits, é essencialmente infinito. O custo marginal de uma empresa de software para produzir um novo software é zero. Só que com o Bitcoin, ele alinhou essas duas ideias. De você ter um gasto energético muito grande para você ter ali uma possibilidade de dar uma entrada dentro desse livro ordem que ele só expande. Você acha que isso faz sentido? No ponto de vista de, cara, tem alguma coisa... Não sei se é investível.
Eu nunca pensei sobre isso. Estou aqui te ouvindo e estou tentando aqui processar. Mas é essa ideia, que você tem uma espécie de registro em que você pode colocar informações que não vão ser mutáveis ou você não pode ter spam, uma rede distribuída que simplesmente ninguém pode apagar do nada. Essa é uma vantagem gigante, porque você reduz enormemente o risco do mau uso do instrumento, sem dúvida.
Agora, um ponto que eu volto a lembrar. Você tem governos e as eleições vão mudando. Então, hoje você tem um governo americano que não é simpático a essa ideia.
Mas eu acho que a tendência natural é que você tenha, sim, a dívida pública das grandes nações disponível via cripto. Tem postada na blockchain e qualquer pessoa pode consultar e conferir as reservas, etc. Mas por que não? Isso é a parte importante da blockchain que traz transparência para tudo. Vai acontecer.
Só que aí você tem uma grande vantagem Você tem um negócio que tem De novo, você tem Fiat Hoje Com todos os problemas que o Brasil teve Olha o país que a gente vive, uma zorra Que está uma bagunça institucional Que eu nunca vi, problema econômico Mais duro do que esse que a gente tem hoje, já vi Bem pior Institucional, não, nunca vi
Mas, porra, nunca tomamos um calote de um título de dívida pública local. Porque o dia que isso acontecer, acabou, irmão. Aí o Brasil vai ficar igual a Argentina. O nego vai ter 80% do dinheiro, 90% do dinheiro lá fora. E aí esse dinheiro não volta nunca mais. Você falou de um mundo unipolar. Você acha que isso, assim como essa postura positiva do governo Trump para com o cripto, é algo que pode mudar no próximo século eleitoral?
Quando o Trump Quando o Trump saiu do governo E o Biden entrou O discurso do Biden era Muito diferente Mas as ações menos Ele errou em várias coisas O Trump tinha encaminhado A saída dos Estados Unidos do Afeganistão Pela segunda vez eu confundo Afeganistão e Vietnã Por algum motivo Mas ele fez todo o planejamento E o Biden executou de uma maneira desastrosa Ao페i
inclusive deixando os soldados para trás e deixando o oitavo maior arsenal militar do mundo lá de graça para os afegãos. Uma loucura. E liberou o dinheiro do Irã. Mas fora isso, olha o tratamento do Departamento do Estado americano com China, com Rússia. Ficou igualzinho. Os Estados Unidos é diferente do Brasil. O Brasil é um país dominado por uma política de governo.
E aí são ciclos curtos, sempre pensando na reeleição. E aí quando entra um cara, o cara quer desfazer o que o outro fez, quer mudar tudo. Os Estados Unidos têm política de Estado. Essas políticas passam, transcendem o presidente. Então assim, uma nação daquele tamanho não chegou lá sem planejar a longo prazo. Quando você planeja a longo prazo, você não pode ficar interrompendo a execução.
Então eu não vejo mudança, não. Walter, você comentou sobre... Voltando a essa questão da desglobalização, eu queria entrar no ponto da inflação mundial. Porque tem se comentado que o novo patamar de inflação pode ser permanente, os países vão...
acostumado a ter uma inflação alta, como é que você enxerga isso com essa mudança da cadeia de produção e etc? Você acha que a gente vai ter uma inflação que vai ser alta a partir de então? Com todo respeito, eu acho esse um dos argumentos mais estúpidos, mais burros que eu já ouvi assim, sem sentido que eu já ouvi na minha vida. As pessoas pegam eventos de curto prazo, são curto prazo e tem motivo, por exemplo, a guerra do Irã, e projetam eles permanentemente estruturais.
A gente está passando por uma revolução tecnológica que vai trazer um ganho de produtividade absurdo. Ano passado, o ganho de produtividade dos Estados Unidos foi 2,7%. Isso é mais do que o dobro da média da década anterior.
Olha o que está acontecendo com inteligência artificial. Olha, hoje, se você quiser escrever um livro sobre a sua vida, você ia ter que pegar um caderno, ia ter que pegar um lápis, uma caneta, ia começar a escrever, apagar, ou pegar uma máquina, Olivetti, ia lá até, o nego nem sabe mais o que é Olivetti, ia lá, paga, paga, paga, escrever aquele negócio, apaga de novo. Hoje você vai no cara e fala, então...
Quando eu tinha 10 anos de idade, aconteceu isso lá no colégio. Eu entrei no corredor polonês, fiquei chateado, meio traumatizado com meus amigos. Lembra aí, foi o Zezinho, o Uguinho e o Luizinho que batendo em mim, lembra? E a minha mãe não me deu lá um picolé, que bom, eu lembro disso. Aí você volta no dia seguinte, acordou. Então, continuando o livro aqui...
E sempre tem um idiota que vai falar, porra, foi a inteligência artificial que escreveu. Quem não está usando isso agora é retardado, é demente. Porque, pô, tem um negócio aqui que vai alavancar a tua capacidade, né? Só que todo mundo tem acesso...
E você vê o texto de um e o texto de outro. É o fato de você ir bregar com o cara, corrigir ele, falar, não, está errado o que você está fazendo aqui. Mas esse cara pode te ajudar, ver se você está se repetindo, se foi coerente, ajudar o teu texto a melhorar. Isso traz um ganho, isso vai se reproduzir em todas as camadas, em todas as atividades. Como é que um mundo muito mais produtivo vai ter mais inflação?
Porque, o que é inflação? Define inflação. A gente poderia dizer que com mais eficiência teria mais produtividade, mais consumo e até, teoricamente, mais inflação? Você acha que... O que é inflação? Diluição do poder de compra. Inflação é quando você tem mais gente querendo comprar do que a gente querendo vender. Certo? E gente querendo vender depende do quanto você pode produzir.
Se você aumenta a produtividade, você aumenta a oferta. Para uma mesma demanda. Quanto mais você aumenta a oferta para a mesma demanda, mais bem você tem para o mesmo comprador. Pô, se aparece aqui cinco caras te oferecendo a mesma coisa, ou se tem um cara só oferecendo a mesma coisa, onde você vai pagar o preço mais caro?
Não é no cara, obviamente. Então, se tem mais oferta, preço cai. Se tem mais demanda, preço sobe. Se você está num momento de ruptura tecnológica, se está num momento de aumento gigante da oferta, porque a produtividade vai aumentar, o preço vai cair, pô. Você acha que isso, então, vai mudar a trajetória da dívida global a longo prazo? Total. Fora, de novo, acho que a dívida americana vai ser tokenizada.
O cara vai vender a dívida americana. Você quer que eu cobrasse um pedaço? Compra o quê? Tuf. Tuf. Tuf. Nem que seja com 10% de desconto. Não vai acontecer, tá? Mas se ele quer pegar com 10% de desconto, tá bom. Sumiu a dívida. Acabou. Não consigo ver esse problema. Não consigo. O que aconteceu foi o seguinte. O Covid...
Foi um momento complicado, em que o mundo inteiro se dividou, porque teve que dar estímulo fiscal para as economias não caírem na maior... Olha só, as pessoas têm memória curta. As matérias de abril, maio de 20 eram vamos ter a maior recessão, maior do que em 1929, o mundo vai ficar 10 anos sem crescer, nos próximos 3, 4 anos você não vai viajar para lugar nenhum, você nunca mais vai sair de casa.
Se acostuma a pagar. Eu tinha um gestor, era o chefe da minha gestão, que tinha uma visão mais negativa e com 70 mil pontos resolveu ficar short na Bolsa. A Bolsa estava 120 no começo do ano. E eu não sou gestor.
Eu não sou. Eu não tenho o menor problema com isso. Não tenho nenhum. Nem quero ficar atrás daquele negócio. Porra, ter cota diária é um negócio. Você tem que ter uma estabilidade emocional. É um teste. É uma profissão difícil. Eu sou empresário. Mas eu olhei para aquele negócio, comecei a ver. Incentivo fiscal, incentivo financeiro, grana pra caceta sendo colocada na economia. Aí me fazem uma entrevista. Em maio. Mesmo mês que o cara resolveu botar todo mundo short.
Beleza. O cara fala, e aí? Onde é que vai acabar a Bolsa no final do ano? Eu não tinha a menor ideia. Qual que era o meu tema? Era dizer o seguinte. Vai voltar mais ou menos pra onde tava. Porque esse incentivo todo, fiscal e monetário, vai fazer efeito. E eu falei, 120 mil. Eu nunca contei esse troço em público. Eu não vou dar um nome. Ele sabe quem ele é, eu sei também quem ele é, mas não é sobre ele. É sobre contar essa história. Que a história é legal. Eu botei, vai acabar no mesmo lugar onde tava, 120 mil.
O cara pegou a minha entrevista, tirou uma foto, mandou pra mim no WhatsApp e falou, pô, isso aqui é um absurdo. Quanto que a Bolsa fechou em 2020? Cagada, sorte, não tinha a menor ideia. 120 mil. Exatamente no mesmo lugar.
E aí tava todo mundo, o mundo vai acabar, ninguém mais vai sair de casa, você nunca mais, porque não vai ter, a vacina vai demorar quatro anos, lembra? Ninguém tem capacidade de fazer essa vacina, e porra, não sei o que, então, a gente tá pagando preço...
que é o endividamento, de ter saído muito mais rápido da crise. O mundo saiu muito mais rápido da crise. Aquela recessão, o modo que em 1929 não veio. Gente pulando de prédio, se matando, perdeu o patrimônio todo. Ao contrário, o nego passou o Covid comprando tudo online. Foi a farra. Não tinha nada pra fazer em casa, o cara ficava... Porra, deixa eu entrar no North Face, não é nem esquiar. Deixa eu comprar aqui a calça que tá com desconto, a jaqueta.
A luva de esqui. Aí o outro entrava não sei aonde. O mercado livre bombou. E aí foi legal para caçamba, porque morreu gente para caramba na crise. Não é que a crise sanitária foi um horror. Mas o lado legal para a tecnologia foi que acelerou um processo.
que já ia acontecer de vendas online, que demora para você ficar aberto e você teve que adotar aquele negócio porque você não tinha como sair na loja comprar porque a loja estava fechada. Então, deu uma ajuda, deu um impulso. Então, assim...
Eu, de novo, vou voltar no ponto. Sou bem mais velho que vocês. E uma coisa que eu sempre reparo é assim, os Beatles chegaram, nego, aqueles macacos cabeludos tocando aquela música horrorosa. Hoje foi para Beatles e assim, depois de Bach, Mozart, Beethoven, a coisa mais bonita já feita pela humanidade, melodias lindas, os cabelos nem eram tão compridos assim. Depois chegou o Led Zeppelin e aí a coisa pegou. Eu adoro rock and roll. Mas assim, os mais velhos sempre resistem às mudanças.
sempre acham que então tudo piorou. Eu tenho cinco filhos, e eu falo para eles o seguinte, se você pudesse pegar aqui uma moedinha, jogar e cair em qualquer época da história da humanidade, para você ter a menor chance de morrer no parto, de ser analfabeto, de morrer de um tiro por violência, por estar desempregado, por não ter chance de prosperar.
mulher ser estuprada ou sofrer violência, na história da humanidade, a menor chance que você tenha, sem saber em que país do mundo você ia cair, você jogou a maiada pra cima, e Deus vai distribuir lá a tua chance. O melhor momento que você podia ter nascido na história da humanidade é agora. Então a gente não para de melhorar. E essa visão negativa das coisas é um tipo de vitimia
A gente vai transcender aqui o papo. Não sei se vocês querem que eu vá por essa seara. É um tipo de vitimia que financiou toda essa cultura woke. Essa cultura woke é sobre eu não quero assumir responsabilidade da minha vida. Então eu vou culpar alguém. Tem alguém me atrapalhando. O meu fracasso não é culpa minha. Não é porque eu sou vagabundo, não quero botar a bunda na cabela e trabalhar, não quero levantar, fazer as coisas. Porque o meu avô dizia, quem quer faz, quem não quer pede.
Se você quer que o negócio não seja feito, pede pra alguém fazer. Agora, se você quer que seja feito, vai lá e levanta. Pô, levanta, pega a tua garrafa. Eu em casa, eu não falo, ô, pega lá uma água pra mim, eu vou na geladeira e pego minha água, entendeu? Então, assim, essa cultura oca é toda feita por essa vitimia e as pessoas têm que explicar o fracasso dela de uma maneira que não seja você o culpado. É, meu irmão.
Culpa é tua. No final, a resta da ideia é tua. Ah, não deu certo aqui. Se vira, faz de outro jeito. Então, assim, a gente está no melhor momento da história da humanidade. Melhor. E assim, a inteligência artificial vai destruir emprego e vai criar um monte de outros. E vai permitir que as pessoas produzam muito mais em menos tempo, ter muito mais hora de lazer em casa, com a família, fazendo esporte, curtindo a vida, né? A inteligência artificial é uma bênção, né?
E as pessoas têm que abraçar isso. E não é interpretado assim, né? Por muitas pessoas, né?
Bizarro isso. Mas eu sei, mas é isso. Porra, ficou mais velho. Ah, engordei. Tô, indiquei. Vai malhar, meu filho. Vai fazer spinning. Vai levantar peso. Como os emplique, né? Porra, é, cara. Porra.
Trocando de assunto, acho que um que está na mesa aqui é sobre a questão de mercados preditivos versus bet. O governo do Brasil barrou a entrada de plataformas de previsão no país, como Polymarket, Caucho, etc., mas as bets ainda seguem liberadas. Eu queria saber qual é o sentido da gente condenar esse vício em plataformas tipo bet, mas liberar as plataformas bet. Como é que você tem olhado isso? Porque tem um argumento também que fala que... Populismo e hipocrisia. Populismo e hipocrisia. Então, então.
Porque o que está arrebentando com a renda real da população pobre são as bets que são viciantes. Então, o cara que não tem uma formação melhor... É engraçado, eu falo muito sobre isso. Se você não consegue resolver de um jeito, resolva do outro.
Você pega o evangélico, o cara não bebe, não rouba, não joga, trabalha pra caceta. O ideal é que o cara fizesse isso porque tem uma formação, leu os melhores livros, os melhores filósofos, chegou lá. Se você não consegue ir por aí, pelo menos que vá pela crença, pela fé e pelos valores, que eu acredito muito neles. Não estou diminuindo o evangélico de maneira alguma, pelo contrário. Por sinal, é coisa que às vezes escapa aos brasileiros.
A grande maioria da população americana, inglesa e norte todo europeu são evangélicos, são protestantes, não são católicos como eu. Mas a gente tem valores, né? E esses valores aí te levam a botar a sua família em primeiro lugar. Não pegar o Bolsa Família, que você já ganha, graças a Deus, sem fazer porra nenhuma, e gastar ele em bet. É igual o pai de família que pega o dinheiro da família, vai no bar, bebe tudo.
depois vai no jogo de carta, gasta o resto e depois fala que o problema é o juro composto, não é a cara de pau. Então assim, o que esse governo criou? Esse governo criou um assistencialismo sem precedentes. Como o Reagan falava, você não vai medir o sucesso de um programa social por quanto a gente entra. Você mede, e tem que ter programas sociais, mas bem feitos. Pelo amor de Deus, não é falta de sensibilidade e de empatia.
Tem que ter, ainda mais num país como o Brasil, tão diverso e com tanta dificuldade, desde a... Principalmente eu que sou, estou aqui há 35 anos, mas sou carioca. O Rio passou por flagelos diferentes de São Paulo. A abolição da escravatura, o cara ficou livre e o nego falou, pô, está livre. O cara livre foi o quê?
Vou viver aonde? Ah, se vira. Foi pra favela. Vou trabalhar aonde? Se vira. Onde é que meus filhos vão estudar? Se vira também. Complicado. Então, assim, tem que ter um cuidado. Mas o programa social é medido por quanto a gente sai dele. Então você capacita o cara pra ele poder...
sair, trabalhar e ter dignidade. E, por sinal, isso é a coisa que está ferrando com o Lula hoje. O brasileiro não quer só ajuda, ele quer empreender. Principalmente todo mundo que fez a pejotização se vê como empreendedor. Isso dá um clique diferente na cabeça do cara. Bom, voltando à tua pergunta. Você hoje tem o maior desemprego da história do Brasil, os maiores problemas sociais da história do Brasil e o maior...
segura o desemprego da história. Alguém está mentindo. Tem alguma coisa errada. E o pessoal está gastando dinheiro sem precedentes com o Betis. Enquanto o governo deixa isso aqui solto, sem regulação, patrocinando todos os times de futebol, todos, que entram na cabeça do cara também, ele proíbe o mercado preditivo. Por quê? Porque está começando a mostrar que o Lula não vai ganhar seleção de jeito nenhum.
Não tem outra justificativa. Inclusive porque eu garanto para você, e é fácil provar, que o cara médio que investe no polimarketing...
Tem muito mais grana do que o cara que vai lá na Bete fazer o... O cara que faz o tigrinho. Pelo amor de Deus, né? Então isso é hipocrisia e populismo. É tentar tampar o sol com a peneira, igual eles fizeram lá atrás. Tentando censurar as redes sociais. É igual fizeram com a Jovem Pan, com a Oeste, com os jornalistas, com tudo isso. É uma repetição. Por sinal, o mesmo cara, né? Sabe a história, né?
O Durigan. O Durigan foi o cara que ajudou o Supremo a regular as redes e exigir remoção de conteúdo. Ele ganhou de prêmio seu número 2 do Haddad e quando o Haddad saiu ele virou ministro da Fazenda e agora ele tomou essa medida aí. Que é uma medida sem perna e cabeça. Quando perguntou se é sem perna e cabeça por quê? Porque olha a comparação, não faz sentido.
Você acha que a Luana Lopes Lara teria conseguido fundar a Caucho se ela tivesse ficado aqui no Brasil? Não Pelo menos eu garanto o seguinte ela não teria tido o mesmo sucesso não teria gerado o mesmo valor e teria demorado muito mais tempo
e ela foi indemonizada por dizer uma verdade. E assim, eu estou escrevendo uma coluna, eu botei uma coisa na minha rede social, estou escrevendo agora uma coluna bem grande, que vai ser uma publicação sobre o Bernardinho.
Dando um exemplo do maior técnico, provavelmente, de esportes coletivos da história, certamente é o maior do Brasil, comparo ele com o Guardiola. Não, Guardiola quer ser ele. Guardiola tem um orçamento infinito. Ele pegou o que tinha, o que podia, só podia ser brasileiro. Olha o que esse cara fez, um exemplo. E ele é muito mais reconhecido no meio corporativo do que nas ruas, porque o que ele ensina faz qualquer empresa vencer. Aquela visão. E um país que não reconhece seus ídolos...
que não reconhece os seus indivíduos que são excelentes, que fazem sucesso, é um país que não se respeita e que, na verdade, acha que não consegue. Aí eu acho que eu não mereço, eu não teria esse potencial. Então eu prefiro que o outro não tenha. Essa inveja é uma inveja ruim. A inveja é legal, você vê o Federer jogar e falar assim, porra, eu vou treinar para ver se eu consigo ter aquela direita. Vai ser impossível, mas deixa a gente aspirar.
Eu fico sempre querendo ter a direita. A direita não, eu queria ter a direita do Federer, os likes ou dropshops. Pô, backhand, eu sou de uma mão também. É bonito, porra. Não.
Não, é o melhor da história do esporte. Inclusive, ele era um esquiador competindo contra um monte de snowboarders, né? Ele acabou, você sabe quanta gente tem hoje no top 30 com uma mão? Cara, deve ser um cara. Um, Musete. Um cara que tem uma linda, que é o Tsitsipas, e o outro, que é o Dimitrov, caíram do top 30. Só tem um Musete. Então, assim, e esse cara estava lá com dois match points contra o Djokovic com 38 anos de idade. Djokovic agora está aprendendo como é que é difícil jogar os 38.
Mas bom, voltando à nossa história. Acho que a história dela é incrível. É uma vencedora e certamente trabalhar lá fora deu para ela isso. Assim como o Saverin, que é o homem mais rico do Brasil, teve a oportunidade de estar estudando do lado do Zuckerberg. Qual é a chance dele estudar do lado do Zuckerberg no Brasil? Zero.
Essa mentalidade do brasileiro eu concordo muito com o que você falou, cara. Só antes da gente entrar nos textos, eu queria falar sobre eleição. Cara, publicamente você tem mostrado que você está otimista com o Brasil mais do que o consenso, mas ao mesmo tempo você está mais duro com o fiscal. Tem algum como eu posso dizer, algum evento político e econômico que pode fazer o mercado reprecificar o Brasil mais rápido? É eleição? Você acha que existe esse caldo de eleição? O Lula é pra casa.
Por que o Lula é para casa? Você não gosta do Lula? Não, não gosta das políticas econômicas dele. Destruíram o Brasil.
mas destruiu desde o começo. Quando o Lula assumiu o Brasil pela primeira vez em 2003, as nossas renúncias fiscais, os gastos tributários, o governo chama gastos tributários, é mais bonito que falar renúncia fiscal, que é o nome verdadeiro. Era 2% do PIB, hoje é 7%. Então, assim, é um Estado que tira todos os recursos da mão do empreendedor, asfixia todo mundo, cria dívida sem parar e com um discurso populista.
tal Haddad agora na rede social, Haddad começou agora na rede social, ele conseguiu criticar ele falou que ele aumentou a renda do trabalhador e do aposentado Haddad, te chamo aqui publicamente explica pra gente porque que 49.9% da renda das famílias está comprometida com dívida porque que 80% das famílias estão endividadas foi você que criou isso irmão
Então, assim, como é que você vê na rede hoje? O Haddad veio agora criticar a política de segurança pública do Tarcísio. São Paulo está com o menor índice de morte violento da história. Caiu 8%. Então, os caras inventam qualquer... Agora ele falou hoje na rede social que o Master, a culpa do Master é do Bolsonaro. E do Roberto Campos.
Quem era o ministro da Justiça que estava recebendo dinheiro do Master e depois que virou ministro da Justiça continua recebendo? Quem era o ex-ministro da Economia que estava como consultor? Ele consultava para quê? Qual era o serviço que ele prestava? O Mantega estava lá. Ele era ministro de quem?
O Levandóvi foi ministro de quem? É o filho de quem? O irmão de quem? Que está envolvido com a NSS? Então assim, esses caras contam a história que eles quiserem. Então assim, o problema do Brasil é o seguinte. Falando agora sério. E a mídia ajuda nessas narrativas? Ela ajudou até o dia que ela passou a ser atacada. Tem uma pessoa que eu faço exceção. O nome dela é Malu Gaspar. E como Bernardinho.
Tem que ser, assim, colocada lá em cima. Por quê? Porque ela sempre criticou quem quer que seja o governante. Essa é a função da mídia. Não se incomode se um jornalista vier a meter o cacete em você, achar suas fraquezas e expor ao público o seu dever dele. O jornalista tem que provocar. Você tem que ver aquele filme com, quem gosta de filme, Robert Bradford, Dustin Hoffman, Todos os Homens do Presidente, como saiu o caso Watergate, como eles foram para cima do Nixon.
A função do jornalista é essa, e a Malu nunca baixou a cabeça. O resto está reagindo corporativamente, porque quando antes rasgava a Constituição e perseguia os direitos dos outros, não tinha problema. Quando o nego era jogado no fake news, quando o nego era calado, quando era silenciado, não tinha problema. Agora que veio para mim, tem. Então o nome disso é corporativismo. Não me emociono, não bato uma palma, não dou uma lágrima por eles.
inclusive quando eu falava isso lá atrás fui chamado por um desses aí que tá sendo perseguido agora de bolsonarista que eu nunca fui então assim eu vou ter o bolsonaro contra o outro achava que o lula fazer um desastre na economia que com o paulo guedes não ia acontecer tá provado que eu tava certo agora a malu não ela merece parabéns é
onde estávamos, voltando ao Lula. Então o negócio é o seguinte, o Brasil hoje, ele é muito melhor do que no passado. A gente não depende do risco do ciclo de infraestrutura chinês. A gente não exporta mais só aço e minério de ferro. A gente é o maior produtor do mundo de alimentos.
Não, maior exportador, maior produtor dos Estados Unidos. A gente é o segundo maior produtor e maior exportador do mundo. Ninguém vai deixar de comer, ninguém vai deixar de comprar comida. Isso te deixa muito forte, é inelástico. A gente hoje é um dos quatro maiores produtores do mundo de petróleo. Pré-sal maturou e ainda tem a margem equatorial para chegar. Então, assim, isso dá um poderio ao país danado. A gente tem a maior fonte natural de água no mundo.
O que traz para a gente a matriz de energia mais barata do mundo. Nossa matriz hidrelétrica não tem comparação. Só que a gente tem um território gigante, que tem sol o ano inteiro, não tem neve, o frio aqui é muito escasso. Então a gente tem sol, tem vento, tem toda a matriz de energia renovável, a maior do mundo. E assim, qual que é o grande problema de inteligência artificial? Não é o que o pessoal achava. Não é nem treinamento, nem inferência. É escassez de energia.
E a gente pode ser hoje o hub global de data centers. Aí o que me faz o Haddad? Taxa tudo. Taxa chip, taxa placa, taxa memória. Aí cai um raio na cabeça dele, porque relógio quebrado também acerta duas vezes por dia. E ele fez corretamente o redata. E aí o congresso ficou...
Nove meses lá sentado no redata, não conseguiu nem apontar um relator. No último dia, faltando 42 minutos, a Câmara aprovou, e aí chegou lá o Senado e, porra, não votou. Acho que o presidente do Senado estava meio bravo com o negócio de um banco que estava pegando ele. E aí ele quis mandar um recado para o governo. Pô, em vez de bater só no governo, devia bater no governo. Bate no governo, mas não vai bater no lugar onde o Brasil pode se diferenciar. Mas não queria dar para o governo esse mérito.
Então, assim, a gente tem uma oportunidade gigantesca na mão. Gigantesca. País empreendedor continental. Único país do mundo continental empreendedor com uma língua só, sem guerra religiosa. Brasil e Estados Unidos. Olha o gap entre eles e a gente. A gente tem que almejar chegar lá. Como é que chega lá? Tendo política de Estado. Tendo uma política coerente. O que impede a gente hoje de chegar lá? O fiscal. O fiscal está arrebentado. O que quer dizer arrebentado?
Quer dizer que 2027 para 2028, despesa obrigatória passa a receita. E aí dá um shutdown no governo e a gente vai ver dominância fiscal. Quando o pessoal falava de dominância fiscal, eu sempre achava histriônico, ataque, histérico, não tem motivo. Agora tem. Inclusive, o FMI já chegou à conta que ano que vem bate 100% do PIB a dívida. Então, assim, como é que a gente faz para parar isso aí? É fácil, é só querer fazer. O problema é quem está sentado na cadeira. E aí tem um problema, que é o Einstein.
o Einstein me traz um problema muito grande para o Lula que é o seguinte o Einstein falava o seguinte define loucura aí o Einstein falava loucura é você pegar um experimento fazer ele dez vezes dá um resultado falar vou fazer de novo vai ter um resultado diferente isso é loucura então o Lula vai fazer o fiscal não porque porque nunca fez porque nunca falou que ia fazer não chamem o Lula isso acho legal
Para aqueles do mercado financeiro, inclusive, que tiveram conversas telepáticas com o Lula em 2022, aqueles que fizeram o L porque tinham certeza que teria um governo comprometido. Eu não sei de onde eles tiraram isso, mas tiraram figuras importantes, relevantes e ouvidas, e que influenciaram.
Vamos dar exemplos, Amoedo, Pércio, Torcão, cara que eu respeito pra cacete, mas falou, Armínio, mais ouvido, né? Um monte de gente. E agora começaram de novo a apoiar outros candidatos que têm menos chance, em vez de focar no candidato que tem mais chance de ganhar. Bom, o Lula nunca prometeu fazer. Ele nunca enganou.
Ele nunca disse que ia fazer. E quando o Haddad veio com o arcabouço, era uma história boa, 0,6% a 2,5% do PIB, era legal, só que ele não entregou. E o Lula, se tivesse entregue o ajuste que o Haddad pediu em 2024, ele estaria reeleito. Porque os juros hoje estariam 8, 8,5%, o Real estaria 3,5%, a inflação estaria 2,5%, 3%. Estaria com o país mega arrumado, não fez. Só que agora, gente, vai para o buraco se não fizer. Só que é muito fácil resolver.
Ah, como é que resolve? Arrumando as contas públicas, porra. É desvincular a previdência do salário mínimo, é tirar o gatilho do crescimento, só dar o ganho real, proteger da inflação, enquanto você está arrumando as contas, é, porra, reduzir as renúncias fiscais, é fazer o que qualquer... É engraçado isso, qualquer cidadão, chefe de família, qualquer dona de casa faz. Se eu ganho 100, eu não posso gastar 200.
porque senão o banco vai me cobrar juros sobre os outros 100, em um ano eu estou quebrado, entreguei minha casa, meu carro, fui para o olho da rua. Então como é que você faz? Você arruma suas contas. É facílimo fazer. Se fizer, o Brasil vai explodir. Então essa eleição é a eleição mais importante da história do país. Por quê? Porque entrando um cara comprometido com o fiscal, a gente vai entrar num ciclo de 16 anos. 16 anos.
O Lula é um cara carismático, um líder político importantíssimo, inegável. Se a gente perguntar o que ele vai deixar para a história de legado, a reserva cabial que o Brasil tem hoje se deve ao governo dele e realmente tornou o Brasil antifrágil em relação ao externo, senão a gente estaria afunicado, especialmente na pandemia, imagina. Só que assim, teve uma política desastrosa.
E a população está mostrando isso. O cara tem uma rejeição de 52%. Não tem chance de ele ganhar essa eleição. Ele não tem como sair do córner do discurso sobre a segurança pública. Ele falou que o usuário cria o traficante. O traficante é vítima do usuário. Que o cara pode roubar um celular para tomar uma cervejinha. O rapaz foi morto lá no Parque do Povo, fuzilado. Ele fala que... O... O...
A operação na favela do Rio foi um absurdo, um fracasso. 90% dos moradores pedem outra. O ministro dele faz um minuto de silêncio por todo mundo que morreu na operação. Os quatro funcionários públicos que eram policiais, gaviam o salário mínimo, trabalhavam para o Estado, protegendo o cidadão, contra os traficantes, terroristas, bandidos, assassinos. Junta todo mundo. Isso é uma desumanização, um negócio horroroso. Aí você vai falar de corrupção.
Olha tudo o que está acontecendo, essa organização institucional que a gente nunca viu.
Como é que isso veio? Da onde veio o exemplo? Descondena, rasga aqui, rasga ali, aí perde o limite. Quando perde o limite, o poder absoluto leva à corrupção absoluta, uma consequência do outro. E o terceiro assunto que ele não tem resposta é a economia. Todo mundo está vivendo pior do que vivia antes. Então acho que essa eleição vai virar.
E eu acho que aí tem um momento histórico, porque, primeiro, não tem ninguém comprado. O único cara que comprou bolsa foi o gringo. As fundações podem travar lá as NTNBs longas na curva, que é outra excrescência, né? Porque foge da marcação a mercado. Mas, assim, eu se sou elas faria a mesma coisa. Se eu posso pegar, pô, matei minha meta atuarial para sempre.
O investidor local está com medo. Então, o gringo entrou e só comprou o blue chip. As ações que realmente se beneficiam de um ciclo de virada nem andaram ainda. Então, tem uma porrada aí para vir gigante. Em quê? Primeiro, em renda variável. Segundo, em tudo que tem fluxo de caixa longo. Fundo imobiliário, fundo de infraestrutura, NTNB longa, pré, tudo. Então, o Brasil vai virar. Tenho a menor dúvida. Você falou que eu sou pessimista. Eu não sou. Eu sou pessimista no caso...
do Lula ganhar o quarto mandato. Inclusive pro próprio Lula, se eu fosse amigo do coração, juro por Deus, falando de verdade, eu olho pro Lula de maneira humana, não desumana, não há um inimigo que eu quero que se dane. Eu falaria pra ele, bicho, pra que que tu vai pegar com 81 numa ronca dessa?
Tu vai ter que fazer tudo que você nunca quis fazer na vida. Ou então você vai perder o mandato e vai ser impeached. Sai fora, vai pra casa. Ganhou três vezes. Fala que salvou a democracia e vai embora. Pelé em 70, o Zagallo chegou pra ele e falou vamos pra Alemanha em 74. Pô, mas a gente pode ganhar, mas pode perder também. Deixa eu encerrar bem.
Você quer encerrar sua biografia como? Enxotado pela população? Ou reeleito pegando um país que você mesmo empenou? Você não vai poder botar a culpa em ninguém, como você sempre botou? O cara falou que o Fernando Henrique deixou para ele uma herança maldita. Sacanagem. O governo do Fernando Henrique fez uma transição democrática mais bonita da história do nosso país. O Armínio...
Vamos falar bem aqui do Arminio, saco? Vai, o que eu falei de você foi verdade. O que eu vou fazer? Foi culpa tua, não minha. Mas o Arminio e o Malan pegaram todo o time econômico do Lula, botaram para dentro, passaram para o Palocci tudo que era para ser feito. Isso é o que o país grande, democrático, correto, bacana faz. E aí o cara vem e chama de herança maldita. Quer dizer, o tempo dele acabou.
Por isso que eu sou otimista, porque eu não vejo como. Eu acho impossível o Lula ganhar a seleção, porque a rejeição que tem sobre ele não é uma percepção, é uma...
É uma concepção de 20 anos de observação. É cristalizada. Não tem como ele mostrar um ângulo novo. Não tem. Você acha que ele vai desistir da candidatura? Acho. Caramba, quem toma a frente dele nesse caso? Não sei, me parece o Camilo Santana. Que é um nome do Nordeste. Eu acho que é o nome mais forte que o PT tem. A sua idade foi para a eleição nacional. Vai vir Nicolas, vai voltar todos os taxades. Tudo que ele fez, né? Vai voltar.
A economia está arrebentada. Quem arrebentou ele? Então, acho que ele é um candidato fraco. Eu acho que o Camilo Santana é um nome melhor. Não tem esse flanco aberto. É um nome do Nordeste, onde o PT ainda é mais forte do que no resto do país. Me parece fazer sentido. Mas não tem como ganhar a eleição. Não tem.
Inclusive não tem palanque. Não tem onde concorrer. Vai ter que fazer uma campanha home office. Não, é verdade. Se não tem o Lula, não tem nem discussão. Não, mas não tem prefeitura. O menor número de prefeitura da história do PT não tem um candidato forte a governador em lugar nenhum. Inclusive, se o Haddad quiser fazer um trabalho bacana, é concorrer ao Senado em São Paulo, onde ele tem enorme chance de ganhar. E o PT não tem um senador desde o Suplicy.
E aí, vamos lá, eu bato muito nele, porque eu acho que ele fez um desastre na economia que eu não usava fazer, mas é um bom nome para um quadro de senador. Walter, só entrando aqui na parte final do nosso podcast, a gente está nas nossas rapidinhas, que são perguntas papum para você responder. Vamos embora. Rapidão. O que está mais em falta hoje em dia? Inteligência ou coragem? Coragem. Uma palavra que define a relação do brasileiro com o dinheiro.
Culpa. Música tem alguma coisa a ver com o mercado financeiro? Se sim, o quê? Tudo, tudo. Música tem a ver com tudo, com vida, com emoção. Aqui com o meu amigo Salomão, lá em 2020, no Covid, eu era o 17º a falar, né? Já tinham falado tudo que era possível falar sobre mercado. Falei, o que eu faço? Eu estava em biúna, já tinha tomado uma, fui, troquei de camisa, botei uma camisa vermelha havaiana, peguei o violão ao vivo, toquei Times Like This.
Tem algo melhor para falar sobre o Covid do que Times Like This do Foo Fighters? Nada. Então, sim, tem tudo. Tem tudo a ver com vida. E mercado financeiro é uma faceta da vida. Maravilha. Boa. Se pudéssemos dar uma coisa no mercado brasileiro hoje, seria... Se eu pudéssemos dar uma coisa no mercado brasileiro, seria concorrência. Dinheiro. Transforma ou revela a pessoa? Os dois.
Sucesso para a ZQuest de 2026 é... Sucesso para a ZQuest de 2026 é continuar crescendo como nós fizemos nos últimos cinco anos. Três referências ou no mercado financeiro ou no mundo dos negócios. Jamie Dimon.
Steve Jobs e Jorge Paulo Leman. Meu ex-patrão. Jorge, obrigado por tudo. Irado. Um monte de esporte que eu vi que você gosta de tênis. Quem vai ganhar o Roland Garros 2026?
Sinner, né? Ia ser o Alcaraz, mas ia ser o Alcaraz, na minha opinião, mas a lesão dele parece ser complicada. E esses dois caras pegaram uma janela, em esporte individual, janela é tudo. E aí eu vou falar uma polêmica aqui.
Dos 24 Grand Slams do Djokovic, 10 vieram depois que o Federer se aposentou e o Nadal se lesionou. 8 vieram contra caras que nunca venceram um Grand Slam. Nenhum dos dois, Federer e Nadal, teve essa moleza. Nenhum. E o Federer teve dois match points contra o Djokovic de 31 anos de idade. O que é mais difícil? Pegar um cara que tem mais de 10 Grand Slams com 31 anos de idade maduro ou pegar um garoto de 21, 22 anos?
Então assim, era muito mais difícil ganhar do Djokovic ali do que ele ter ganho do Alcaraz e do Sinner. Eu acho que o Sinner hoje, tá pra ele perder o título, tá na mão dele. Inclusive tá parecendo que o Alcaraz não vai jogar nem o Imblodon, nem o West Open. Parece que são seis meses. E aí o Sinner pode fechar essa janela, porque o Alcaraz é um ano mais novo, e tem três Grand Slam a mais. Já fechou, inclusive, o Grand Slam. Se o Sinner, inclusive, ganhar agora, ele fecha também. É incrível. Não, é incrível, é incrível.
Aí tem uma história que fica para o outro dia, que é a do Muhammad Ali. Ele é o único que contrariou tudo. Ele foi parado aos 27 anos por causa de convicção, por causa de coragem. A gente estava falando de coragem. Teve coragem. Não vou contra a minha convicção. Perdeu emprego, perdeu renda. Foi proibido de lutar. Ameaçado de ser preso. Solto pela Suprema Corte. Voltou. Quatro anos depois, o esporte tinha mudado. Os caras tinham ficado mais fortes. Levou um knockdown, não um knockout, mas um knockdown do Joe Frazier. Voltou.
Ganhou do Fraser mais duas vezes, ganhou do Foreman, perdeu o título, ganhou de novo, esse aí só tem um. Ele, o Pelé, nunca mais vai ter igual. Cara, só pra gente fechar aqui, aproveitando a pauta de esporte, você acha que o Neymar vai pra Copa? Não, e acho que não devia ir. João Fonseca vai ganhar algum ATP esse ano? Não.
E para finalizar, sei que você falou... Peraí, ATP? Possível. Eu pensei que tinha falado do Grand Slam. Possível. Eu acho que o João tem muita pressão. Você está em um esporte no Brasil onde desde Guga não aparece ninguém. É uma pressão psicológica muito grande. Todo mundo virou tenista. Todo mundo dá palpite.
O garoto é genial Ele precisa tirar essa pressão das costas dele E sim, continuar evoluindo Sem parar, né? Se eu sou ele, eu pensava em pegar o Ferreiro De coordenador técnico Você tem seu técnico que está lá no seu dia a dia Convive com você, viaja o ano inteiro Para onde você vai Você cria uma amizade, uma relação Não é se livrar dele, não Mas, pô, o Ferreiro estava ali, deixou o alcaraz Por causa de grana, está dando mole Pega o cara, né?
Você tem que continuar evoluindo sem parar. Essa história é maravilhosa, né? O Federer pegou o Lubtik, que tinha sido um cara que top tem, mas sem ter muito talento. Normalmente esses caras têm uma tática incrível. E o Lubtik foi lá e ensinou para ele dar um passo na frente e pegar aqui o backhand. Ele matou o Nadal. Ele ganhou sete dos últimos oito jogos do cara que desmontou ele. Essa superação é do cara que nunca para de querer evoluir.
Cara, irado, irado. E a última, a gente já sabe a resposta, mas quem vai ganhar a Libertadores esse ano? Flamengo. Flamengo, inclusive, e aí move, né? Porque a gente tá empatado hoje com o River, né? Se ganhar cinco, a gente só vai tá atrás do Boca e do Independente.
Agora o mais legal de falar disso e rapidamente é que a rivalidade vai embora. O Flamengo e o Palmeiras não são só exemplos para o Brasil, é o que deveria ser feito com a economia brasileira, são exemplos para a liga inteira. A gente tem uma liga que tinha que ser valorizada, as pessoas têm que ver. Como é que você tem uma liga hoje que o cara não sabe quando é o jogo, contra quem é o jogo?
que tem jogo na data FIFA, o time joga 108. Quem é o gringo que vai comprar o direito dessa liga? Não vai. E a economia brasileira hoje, compara com a economia da Inglaterra. Quem é o maior PIB? Como é que a Premier League tem essa vantagem financeira sobre o Brasil? É só gestão. O que o Flamengo provou para o Brasil? O Flamengo, quando o meu amigo Valim Vasconcelos chamou esse grupo todo de empresários para recuperar o Flamengo em 2013, o Flamengo devia sete vezes o faturamento.
Hoje o Flamengo fatura 2 bi e tem uma dívida de 100 milhões. O Flamengo hoje é a 15ª maior potência financeira. Sem mecenas, sem ajuda de governo, só gestão. Então, em vez de jogar pedra, copia, faz a mesma coisa. Se não ouvi ontem o documentário do Zico, o Samurai de Quintino, recomendo.
Porque vocês vão ver que ele é maior como ser humano do que como jogador de futebol. Isso já é quase impossível. Sensacional. Vale a pena. Irado. Walter Marcial, muito obrigado pela sua presença aqui. Agora o espaço é mais do que seu, né? Já era, mas por favor fala para as câmeras onde que o pessoal te acha nas redes sociais, onde que eles te acompanham.
Bom, eu estou no Instagram, W. Marcial Neto, estou também no X, no LinkedIn, é só procurar pelo nome, vai ser fácil de achar. Isso é uma grata surpresa, hoje a gente tem quase 400 mil investidores nos nossos fundos e por mais que eu viajo muito, faço muito evento, não dá para falar com todo mundo. Então é uma maneira de se comunicar.
E aí, você mostrar um pouco das suas ideias, de como é que você pensa, da sua vida pessoal, cria uma empatia, uma proximidade maior. Só que no meio disso vem um chamado. E eu tomei um susto ao perceber que quando você fala coisas que são básicas, mas que são reais, como as pessoas reagem diferente. A percepção que a turma tem do mercado financeiro é horrorosa.
parece que é um monte de pessoas que são self-serving sempre querendo benefícios pessoais, ninguém se posiciona, ninguém fala o que pensa, todo mundo se esconde debaixo do compliance da empresa que é mentira, não é? É para não arrumar encrenca com ninguém e querer se dar bem sempre, todo mundo em cima do muro
E aí essa história de você falar o que você pensa e tentar, não é coragem, é o mínimo de cidadania, contribuir para o debate, acabou representando um monte de gente. Então foi uma grata surpresa para mim. E o recado que eu daria era esse, assim, a gente está num ano essencial. As pessoas precisam se unir.
em torno de alguém que possa botar o país no rumo. E para isso a gente precisa só apertar o botão direito. Apertar lá o botão correto, apertar o candidato correto, que tenha mais capacidade para isso. Não vai ser o atual, que já mostrou que não tem compromisso com isso. E para isso as pessoas precisam botar a cara e falar as coisas como são. Isso é o mínimo dever. E a gente devia fazer uma outra coisa. Não basta só execrar os políticos.
E execrar os membros dos outros poderes que estão envolvidos em encrenca. É se afastar dos empresários também. Todo corrupto tem um corruptor. E eles dois merecem geladeira. Quem faz negócio com o corruptor também tem o meu desprezo. É isso.
Muito obrigado. Se você curtiu esse episódio do Crypto Never Sleeps, não se esquece de se inscrever aqui no canal. Foi um prazer aqui tocar esse podcast hoje. Estou esquecendo de alguma coisa. Não está esquecendo de nada não. Pessoal, comenta aí o que vocês acharam, deixe sugestões para a gente e ative o sininho, por favor. Valeu. Obrigado, Silvio.
AZ Quest