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Spot Cultural - Daciano da Costa

07 de maio de 20265min
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"Em 2013, após oito anos de interregno, a sociedade Atelier Daciano da Costa tomou um novo rumo, com o propósito de preservar, valorizar e divulgar o seu património, de manter viva a sua memória.Acreditando na importância de comunicar a figura e a obra de Daciano da Costa, propusemo-nos dar continuidade ao seu trabalho.O Atelier traçou um plano ambicioso que tem vindo a desenvolver através de ações que vão da conservação do património e das parcerias institucionais com entidades culturais e museus à comunicação para divulgação em eventos e exposições de divulgação nacional e internacional, até à produção de reedições que visam tornar-se um modelo de negócio sustentável. A marca Daciano da Costa foi registada em 2013, quando demos início à nossa atividade, nas diferentes áreas de foco" fonte: dacianodacosta.pt
Agradecimentos: Inês Cottinelli 
Participantes neste episódio1
I

Inês Cottinelli

ConvidadoFilha de Daciano da Costa
Assuntos4
  • Daciano da Costa: Legado e AteliêPreservação e divulgação do patrimônio · Atelier Daciano da Costa · Inês Cottinelli
  • Carreira de Daciano da CostaDesign de mobiliário português · Arquitetura de interiores · Parceria com Metalúrgica da Longra · Implementação do design industrial · Design como disciplina autónoma
  • Projetos de Daciano da CostaReitoria da Universidade de Lisboa · Biblioteca Nacional · Centro Cultural de Belém · Fundação Caluso de Gulbenkian · Mobiliário de escritório
  • Reconhecimento e Integração do AcervoOrdem de Mérito · Ordem do Infanto Henrique · Museu do Design e da Moda (MUD) · Centre Georges Pompidou
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Bem-vindo ao Spot Cultural.

Hoje falamos de uma das figuras mais importantes do design de mobiliário português. Danciano da Costa começa o seu trabalho como designer e arquiteto de interiores no final da década de 40 e abre um ateliê próprio. Já na década de 60 inicia uma parceria com a Metalúrgica da Longra. Aliás, uma das suas maiores obras é a criação dessa ponte entre o ateliê e o mundo da indústria.

Basicamente, e assim resumindo, porque é que o Descenda Costa foi uma figura de referência no panorama nacional. Tem três dimensões. Uma foi a dimensão, no fundo, quando foi contratado para a sua primeira grande obra pública da Reitoria da Universidade de Lisboa, contratado para a arquitetura de interiores e no final diz com este imperativo social de melhorar o cotidiano da vida das pessoas e dizer eu sou designer.

E quero me dedicar ao design. Depois...

através daquilo que foi a implementação do design industrial na nossa indústria nacional, com uma grande colaboração que teve com a Metalúrgica da Longra, em que ele implementa as metodologias do processo criativo e industrial para o mobiliário de escritório, que todos nós conhecemos, e que foi aquilo pelo qual ele ficou mais conhecido. Finalmente, com a dimensão de, de facto, introduzir o design como disciplina autónoma na Faculdade de Arquitetura.

confere de facto aquilo que ele dizia muitas vezes que ensinar era o acto criativo para ele mais interessante.

No período de Daciano da Costa, destacam seus projetos de arquitetura de interiores para a reitoria e aula magna da Universidade de Lisboa, Biblioteca Nacional, Centro Cultural de Belém e a Fundação Caluso de Gulbenkian. O mobiliário e ambientes promovidos por Daciano da Costa era o rosto modernismo português. A filha, Inês Cotinelli, acompanha-nos nesta viagem. E falo como filha, somos cinco filhas, em 2005, meu pai.

Deixam-nos esta herança e esta vida de trabalho. E em 2013, punha-se a questão de dissolver a sociedade ou manter a sociedade. E eu disse que não queria dissolver, queria manter a sociedade com este propósito de comunicar e divulgar a obra do meu pai, da Cian da Costa.

É fundamental manter aquilo que era a filosofia que estava por trás desta filosofia de vida do meu pai, que era sempre essa relação e a estreita relação com o artesão ou com a indústria. É isso que nós tentamos fazer. Temos alguns modelos que estão neste momento a ser desenvolvidos em estreita parceria com indústrias nacionais.

e outros com artesãos e outros com profissionais. Portanto, as postas estão abertas com essa seriedade, esse rigor e esse design do Daciano.

condecorado em 1995 com o grau de grande oficial da Ordem de Mérito e em 2001 com a Ordem do Infanto Henrique. Após a sua morte, em 2005, a família incitou um processo de classificar e promover o trabalho da Ciano da Costa e atualmente, para além do ateliê, parte dos arquivos foi integrada na Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais e encontra-se um conjunto de peças no Museu do Design e da Moda, MUD.

para além de estar representado no Centre Georges Pompidou, em Paris. Conheci o lado profissional do meu pai através desta missão de manter viva a sociedade. Fui percebendo as ausências para onde andava e, obviamente, há sempre aquelas pontes que se fazem.

Com as datas, não é? 1963, estava a trabalhar na reitoria da Universidade de Lisboa, foi o ano em que nasci, ou lançou a linha cortês, mas de facto tive que isolar aqui um bocadinho, no sentido como filha há uma responsabilidade acrescida de respeitar aquilo que era a figura do meu pai, não é? Mas obviamente, quando tenho e me cruzo com pessoas e profissionais...

que têm de facto toda essa credibilidade, naturalmente são ajudas e são aqui assim uma nota interessante nas alterações que são necessárias para também trazer e aligerar e trazer alguma modernidade ao desenho da Ciano.

O ateliê Daciano da Costa encontra-se na Rua Arriaga nº 2 e poderá conhecer melhor todo este trabalho em dacianodacosta.pt. Agradeço todo o apoio e acolhimento por parte de Inês Cotinelli e até para a semana.

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