Episódios de Revista Riso

REVISTA RISO 4 - EP02 - PACHORRA

20 de agosto de 202659min
0:00 / 59:43

Programa de rádio estilo AM. Comédia, humor, paródias. PRK-30. Já esteve na Rádio Nacional do Rio de Janeiro.

Participantes neste episódio7
G

Gustavo Corrêa

Host
M

Mistake

Co-hostRato
S

Seu Minguado

Co-host
A

Alana Gandra

Convidado
A

Anacrônio Sóstenes Botelho Pinto

ConvidadoProfessor
J

José Aires

Convidado
T

Tânia Prangel

Convidado
Assuntos12
  • Pachorra· SociedadeSignificado formal: calma, tranquilidade·Significado popular: audácia, atrevimento·Pachorra como nome de cachorro·Pachorra como cruzamento de pato com cachorra
  • Música La Pachorra· CulturaCurtzy·Música em espanhol
  • Histórias de Animais e Relacionamentos· SociedadeMarrequinho apaixonado pela mãe·Poodle adotando pintinho·Galo apaixonado pelo tucano
  • Interacao com audiencia e comentarios· SociedadeDaniel Santana·Judas·Alana Gandra·Francisco Prado·Fabiano Ferreira
  • Gravação antiga de 1925· CulturaRádio Bobo·Stone Player·Paca fugindo do cativeiro
  • Música Faço as Vontades· CulturaCapitão Fausto·Música em português·Sofi
  • Pichorra vs Pachorra· EntretenimentoPichorra: jogo mexicano com venda nos olhos·Pachorra: calma, tranquilidade
  • Comercial de Laxante Lactopurga· SaudeProblemas intestinais·Nutripura
  • Música Adelita· CulturaMúsica mexicana·Lee Jackson
  • Música Que Dure Para Sempre· CulturaJoão Paulo e Daniel·Amor e solidão
  • Música A Nossa Hora· CulturaEd Melro·Amor e desejo
  • Música Caralho Pau· CulturaAmor sem vergonha
Transcrição325 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Revista Riso, Revista Riso, Revista Riso, Revista Riso, Revista Riso.

?Voz B

Vamos todos cantar, cantar com alegria.

?Voz C

É, vamos todos comer minhas especiarias.

?Voz B

É, vamos todos sorrir, já conjuguei esse verbo.

?Voz C

Vestido de tênis e cutucando o saci.

?Voz D

Olá, está entrando no ar Revista Riso Musical Sem Musical para rimar com alto astral.

?Voz B

Quem sou eu? Alô, hit player! Eu sou Gustavo Corrêa!

?Voz D

Gustavo Corrêa! E vou contar com a companhia hoje do nosso amigo Seu Minguado.

?Voz A

Eu sou Seu Minguado, o DJ japonês, repórter, marionetista da face da terra, mais odalístico da face da terra. É porque eu tô acompanhado de uma odalisca que vem dançando aqui.

?Voz B

Olha a voz dela aí.

?Voz A

Eu deixo a dona desbilinquida com o seu pingado e danço com o da Alice, quer ver? Viu, seu pingado? É, comigo é assim, a gente não tem ciúme não, a gente brinca de todo jeito. Deixa eu falar, e olha o menino aí, ó. Deixa eu falar, pergunta ao seu bigode. Se você tiver alguma dúvida aí, tiver problema, tiver traça no bigode, pergunte seu bigode que ele responde. Qualquer dúvida que você tiver nessa sua vida aí, sua infraestrutura, você manda para o seu bigode.

Eu recebo as cartas aqui toda sexta, Cartas, eu abro milhões de cartas uma por uma, respondendo elas igual Papai Noel responde as cartas, dá presente.

?Voz D

Tá bom, seu Minguá, chega não, tem muito o que falar. E agora eu vou chamar o rato do programa, o rato do problema, Mistake.

?Voz A

Mistake, o rato mascote do programa.

?Voz C

Ai, eu sou o rato mascote, eu tô aqui para dar sorte. Ih, rimou! E o Totô nem latiu. Mandei você para ponte que partiu. Ih, eu sou um rato, olha, eu sou muito centrado, eu sou um rato muito obediente, eu sou um rato que sabe de tudo também. Eu não sou assim, chega a ser o seu minguado não, mas eu sabo de tudo também. Eu sabo, eu sabo, tu sabes, ele sabe, nós sabugamos, nós sabugais comigo. Não é isso, eu sou essa coisa aqui, eu conjugo verbo, eu dou aula de português.

É, tá pensando o quê, que eu só como queijo na vida, que eu fico roendo queijo igual essas músicas que fala aí? Você tá maluco! E não é veneno, tá?

?Voz B

Sua boca não é veneno quando pia entre as camas, não é veneno quando mata, quando afaga as pelas ramas. Não é veneno quando mata. Eu sou rato, não barata.

?Voz E

Ah, sorri.

?Voz C

Que isso? Confundindo o Mistake com barata?

?Voz D

Tô fora!

?Voz C

Eu sou bem peludo! Laço barata?

?Voz D

Que isso? Tá bom, Mistake, chega. O senhor já exagerou, exagerou.

?Voz F

Caramba!

?Voz C

Não me chama de senhor não, que eu não sou senhor. Eu sou bem novinho para ser chamado de senhor.

?Voz D

Revista Riso, aquela que te tira do juízo. Ó, fez sucesso! Revista Riso, melhor que ouvir do que tirar o siso. Revista Riso, mais alegre que pendurar nanu com guiso. Nanu com guiso, essa é estranha, né? Musiquinha das rádios que retransmitem a nossa programação.

?Voz B

Que rádio é essa? Radioatividade alta frequência. E Rádio Nova Oeste tem rádio xiga, tem Em Vini Web tem tio Pipa, estilo web rádio, é podcast que está no Spotify, está no Deezer e na Amazon Music, está na Apple, está também no YouTube, Revista Riso, está no Musical. Ei, bora, bora tocar, vai começar a bobeira. Ei, bora, bora comer biscoito de Ema Colchões. Ei, vamos todos cantar, essa é uma revolução. Cantando canções fora e dentro de ti.

Bora, bora tocar, vai começar a bobeira. Bora, bora comer biscoito de hematoma. Vamos todos cantar, essa é uma revolução. Cantando canções fora e dentro de ti.

?Voz C

Ai, chega!

?Voz B

É uma revolução.

?Voz H

Deixa eu falar.

?Voz D

Agora não!

?Voz I

Me poupe!

?Voz B

Me poupe!

?Voz I

Ai, me poupe!

?Voz D

Tá bom, criatura, chega.

?Voz A

Revista Riso.

?Voz D

Vamos para matéria de capa.

?Voz B

Na capa de Revista Riso eu vi o retrato de quem tanto amei.

?Voz D

Matéria de capa. Na matéria de capa nós temos aqui uma pachorra que é matéria de capa. Ô Jair Lemos, que que é isso? Vai ficar repetindo quantas vezes? Nós temos aqui uma pachorra. Você sabe o que que é pachorra? É uma pergunta, é a pergunta dessa semana. Para com isso, Jair! Que que é pachorra? Seria uma cachorra com P? Ué, vaca não. Uma cachorra, cachorra totó. Seria uma cachorra com P da língua do P?

?Voz C

Ai, chega!

?Voz D

Então tá, chega. Na matéria de capa tem uma pachorra. Como você não sabe o que que é uma pachorra, então você imagina aí qual que é, o que que seja. Vamos aos patrocinadores.

?Voz C

Mensagem dos nossos patrocinadores.

?Voz A

Paixorra Pimpão, aquela que pinta o seu coração. Paixão Pimpolha, aquela que não sai da tua bolha.

?Voz I

Pimpolha Paixão, perfume para passar no seu cangoteiro.

?Voz A

E a parte—

?Voz D

a vaquinha voltou original! O pessoal reclamou da vaquinha, que a vaquinha que eu botei aqui estava muito artificial, essa aqui, ó. Aí eu voltei com a vaquinha antiga, que é essa aqui. Então, atendendo a pedidos, a vaquinha voltou. VV, vaquinha voltou.

?Voz A

Eu conheço esse ditado com 4 V. Ai, que horror! Vaquinha voltou, viu, Valenquim?

?Voz D

Explosivo! E para rimar com Valenquim e a pachorra do Totó— Totó tem pachorra? Será?

?Voz I

Ai, que horror!

?Voz D

O nome da música é La Pachorra. La Pachorra, você sabia que existe uma música com esse nome? Pera aí, volta do início.

?Voz B

La pachorra. Un balanceo manso en una tarde de bobera. Fabrico aros con el humo de mis cigarrillos.

?Voz D

Fabrico aros con el humo de mis cigarrillos. ¿Usted ya fabricó aros con el humo de tus cigarrillos?

?Voz B

Alucinando con las moscas que Olha a pachorra aí! Acá é difícil que me puedan meter lío, mientras me amarro, me amarro, me amarro, sí. Yo quiero eso, sí, sí, eso está bueno, sí. Ayuda mucho, tiene cara, ôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôôô Olha a pachorra aí, a Mipompe!

?Voz C

Viu?

?Voz B

O que que é isso?

?Voz I

É uma pachorra?

?Voz D

Parece um cachorro. É o Totó?

?Voz G

Ai, chega!

?Voz D

Pelo menos não acabou com fade.

?Voz I

Ai, que horror!

?Voz D

Nome do grupo é Curtzy. Não engana que é um grupo espanhol que veio da Espanha. Sabe por que que eu sei? Sabe por que que eu sei? Que falou uma coisa aqui de Valência, né? Varriando o tempo com la luna de Valencia, los de España. Ah, que isso! Abandone esse cavalo. Para você que não sabia o que que era pachorra, agora em espanhol é pachorra. O que que é pachorra?

?Voz A

Revista Riso.

?Voz D

Qual o nosso WhatsApp para esse risada? Qual o nosso WhatsApp para você reclamar da pachorra? 1925, com código 21. 1925 não tá aí à toa não. 1925 é o ano que o seu Minguado, detentor da sabedoria eterna, ou seja, 1925 está a 101 anos atrás. 101 anos atrás.

?Voz I

Que que é isso?

?Voz D

São 101 anos atrás.

?Voz A

É o seu Minguado 101 anos atrás.

?Voz D

Redundância. Portanto, seu Minguado trabalhava na rádio Bobo, na rádio Bobo, por sinal. E ele, alguém estava lá e teve a brilhante ideia de gravar no Stone Player, ou melhor, no Stone Record, no Stone Records. Resolveu gravar lá, que eu tenho aqui um Stone Player, que gravou na pedra. Então temos um player pedra, que é o Stone Play. Ô, vaca, não, você já foi banida antes, você não é para falar não. Aqui é o Stone Play, aqui, ó, pega no tranco.

Funcionou! Ai, socorro, meu dedinho! É o Stone Play, ele funciona com rosca, com rosca não, com manivela.

?Voz A

Manivela, tem a manivela, o pé de vela, o fio de vela. Fio de vela que é hidráulico de Fusca que solta, né? Fio de vela.

?Voz D

O seu minguado, na próxima é a pior piada de ti. Na próxima o senhor não escapa. Eu vou botar os Tony Player aqui para tocar, para tocar sua gravação de 1925, portanto há 101 anos atrás, que é melhor do que o senhor falando bobeiras em dias de Como Estás.

?Voz A

Toca os Tony Player aí, DJ! Tintas Pachorra, aquela que pinta até a sua masmorra. Tintas Pachorra oferecem, oferece Rádio Bobô, notícia. Paca foge de cativeiro e causa rebuliço em centro da cidade.

?Voz B

O Bobô no ar.

?Voz A

Uma paca obesa de pelo grosso fugiu do cativeiro e queria atravessar a rua. Parou na faixa de pedestres e teve a pachorra esperar o tráfego. Na verdade, ela estava esperando o tráfico de órgãos de igreja tombados pelo patrimônio. Em seguida, a paca cheia de pachorra viu que nenhum automóvel parava para ela. É sinal de que ela se deu conta de que não era um pedestre. O que fez a paca então? Voltou pro cativeiro.

?Voz J

Esporte!

?Voz A

O time da pachorra enfrenta o time da paciência. Na verdade, são jogadores cagados. Sem pressa, eles cabecearam a bola ou casqueavam a bola quando ela batia em seus cascos. O jogo estava nos 45 dias do segundo tempo quando o juiz de direito apitou. 0 a 0 pro time da pachorra. O jogo terminou aos 48 dias do segundo tempo. Por falar em tempo, tempo. Capaz de fazer sol depois de 50 dias de chuvas torrenciais? Se você tiver a pachorra de esperar pra aposentar as galochas, a hora é agora.

Ponha as anáguas no sol só pra secar. E segue a programação normal, anormal e distorcida desta rádio que não tem nem barriga.

?Voz B

ZY bota 4 vacas e 3 touros mochos. Rádio Bobo, vamos!

?Voz D

Depois dessa, olha o eco. Depois dessa rádio bobo aí, deixa eu falar, mais tarde. Depois dessa rádio bobo Agora é a vez da vaquinha de novo. Ó, a Totó tinha que aparecer. Zical! Apesar de não ter musical no nome, Revista Riso também tem a parte musical. E a música de agora é— antes dessa música eu vou antecipar a pergunta dele. Grua, o que que é? Pachorra.

?Voz G

Salve, salve, seu amiguado! Salve, salve, Mistake! Salve, salve, Gustavo! Salve, salve, turma! E aí, tudo suave? Tudo tranquilo na nave?

?Voz D

Tudo navegando.

?Voz G

Pergunta da semana: o que é pachorra? Isso, pachorra é um vamos dizer assim, é uma conclusão mais ou menos de uma conversa de casal japonês chamado Manuel e Maria. E Maria resolveu presentear o Manuel com uma cadela japonesa, e ao receber essa cadela, Manuel perguntou a Maria: opa, o que é isso aí, Maria? Aí Maria respondeu: rapaz, é uma cachorra. E o Manuel botou o nome de singelamente só de Chorra, né? E toda vez que Manuel ia na rua, sempre compravam algo para Chorra.

E falei assim, ah, você foi onde? Eu fui comprar ali para Chorra um trem qualquer desse da vida.

?Voz D

Comprar para Chorra?

?Voz G

Ô conversa desmiolada! Um casal de japonês chamado Manuel e Joaquim.

?Voz D

Ora, Manuel e Joaquim, um casal de japonês chamado Manuel e Joaquim?

?Voz G

Não, Manuel e Maria. É bem que poderia também ser, né, um casal aí de Manuel e Joaquim, mas não é, viu? Não é. E tentando resumir essa conversa sem pé, sem cabeça, é toda vez a Maria pedia o Manuel, né, para comprar alguma coisa. Ele disse, ah, compra paçorra aí, 1 kg de ração, compra paçorra, um petisco. É, e assim ia. Aí virou paçorra, né, o carinho assim que o casal tinha pela cadela. E assim chegamos ao fim dessa série. Tome cuidado, tome cuidado.

?Voz D

Vou tocar agora uma música portuguesa em homenagem a Manuel Joaquim Maria, um trisal, ou melhor, japonesa, japonesa.

?Voz A

Capitão Fausto.

?Voz D

Pó, pó, pó, pó, pó, pó, pó. Olha só, você nem... Que isso, Totó? Tem um Totó aqui.

?Voz I

Ah não, de novo?

?Voz D

Pois é. Traduzindo de português para português, entrou um latim no meio. Faço as vontades para agradar a minha mãe. Eu sei que é tarde para fazer a coisa bem. Eu sei que é tarde, minha mãe, mas a mãe eu sou assim. Não disse muita coisa até agora, não. Por tantas modas que eu segui, mas nunca mudei.

?Voz B

Fui sempre amado, mas bem pouco aproveitei.

?Voz D

Fui sempre amado, mas bem pouco aproveitei.

?Voz B

E só com o tempo, muito tempo, é que eu aprendi.

?Voz D

E só com o tempo, muito tempo, é que eu aprendi. Até agora coisas bem lógicas, né?

?Voz B

O bom filho que já sei ser.

?Voz D

O bom filho que já sei ser.

?Voz A

Que já sei ser.

?Voz B

Só sou porque minha mãe insistiu até eu saber.

?Voz D

O bom filho que já sei ser, só sou porque minha mãe insistiu até em saber.

?Voz B

E se eu procuro amor, primeiro dá pra depois escolher.

?Voz D

E se eu procuro amor, primeiro dá pra depois escolher. Olha, acabou de correr tão bem. Contigo eu vou aprender.

?Voz B

Só tens de ter pachorra e ficar pra ver.

?Voz D

Só tens de ter pachorra e ficar pra ver. Olha a pachorra aí, pachorra tá em Portugal também.

?Voz B

Faço as vontades pra agradar ao meu amor.

?Voz D

Faço as vontades pra agradar ao meu amor.

?Voz B

Nem todas faço, faço as que não são favor.

?Voz D

Nem todas faço, faço as que não são favor.

?Voz F

Ó.

?Voz B

Com expectativas não trabalho, mas se poupa menos dor.

?Voz D

Com expectativas não trabalho, mas se poupa menos dor. O que que ele quis dizer com isso?

?Voz B

Peço ao meu peito pra escutar com atenção. Se não der jeito, não faz mal, vou lá clamar. Se não der jeito, não faz mal, colar com a mão.

?Voz D

O que será que ele quis dizer com isso?

?Voz B

Falhamos, mas ficamos juntos pra lição.

?Voz D

Falhamos, mas ficamos juntos pra lição.

?Voz B

Se a Sofi não quer mais ver.

?Voz D

Peraí, peraí. Se a Sofi não me quer mais ver. Meteu a Sofi no meio. Não era pra dizer dar nome aos bois? Meteu a Sofi no meio. Que a Sofi não quer mais me ver? Se a Sofi não me quer mais ver, Eu sei perceber, tem e-mail. Insisti no meu bom viver. Quem tem o meu feitio não faz por mal, mas não quer saber. Estava tudo a correr tão bem, com o tempo eu ia ceder, era só para ficar e ver. Com o tempo eu ia ceder, que não é LP. Faço as Vontades é o nome da música com Capitão Fausto.

Não é, não chega a ser o Faustão não, mas é um Capitão Fausto. É uma viagem essa música.

?Voz A

É, tem pachorra, tem cachorra, tem a tal da Sofi e tem o Se Não Der Jeito Não Faz Mal, Vou Lá com a Mãe. Não sei fazer o quê.

?Voz D

Tinha um comercial assim muito, muito estranho, era de um laxante. É sim, fulano, duas mulheres na feira. Fulana, eu tomei aquele laxante, é Activia, sei lá, parece que tira com a mão. Que tira com a mão?

?Voz B

Que isso?

?Voz D

Imagina uma coisa dessa.

?Voz I

Ai, me pouca.

?Voz D

Eu juro que eu vi isso na televisão, vou até procurar Eu tinha um problema com meu intestino.

?Voz I

Eu chegava a ficar mais de 2 dias sem funcionar. Quando eu viajo, para na hora. Agora eu tomo Lactopurga, não tem mais erro. Lactopurga funciona mesmo, não falha nenhum dia. Com Lactopurga você comanda seu intestino, como eu. Não é bom ser dona da sua própria vontade? Com Lactopurga você comanda o seu intestino, ele funciona quando você quer.

?Voz A

Com Lactopurga seu intestino funciona.

?Voz I

Para mim, Lactopurga Lactopurga tomou, funcionou.

?Voz D

Lactopurga tomou, coisou.

?Voz B

Sei lá, sabe, pode ser psicológico.

?Voz I

Se não for no banheiro da minha casa, ah, ah, é prisão de ventre na certa.

?Voz D

Eu não achei esse comercial, mas tinha sim. Ai, eu não posso viajar que meu intestino fica preso. Aí a outra fala: que isso, toma Nutripura resolve, parece que tira com a mão. Eu vou achar esse comercial, você vai ver, você vai ver, você vai ver que eu não tô maluco. Revista Riso, que faz você prender Nanu com guiso.

?Voz A

Paçorra Pimpão, aquela que pinta o seu coração. Paixão Pimpolha, aquela que não sai da tua bolha. Pimpolha Paixão, perfume para passar no seu cangotão.

?Voz D

Opa, Mistake, tá bem? Tudo bem? Mistake deu uma escorregada ali. Ratos também escorregam, só que quando cai não machuca muito, porque o rato é pequenininho. Ah não, de novo? Pois é, a mistake sempre cai.

?Voz C

Eu tô invocado com essa vaca aí. Eu caí, deu hematoma.

?Voz D

Hematoma blues, hematoma todas, venho tomar com Ema. E vocês também, ok? Divina Valéria, e um beijo enorme para revista Riso.

?Voz C

Tchau, bye!

?Voz D

Mais uma música aí, tem mais uma música aí na ponta da agulha. Qual é essa?

?Voz A

Que Dure Para Sempre.

?Voz D

É uma música aparentemente normal. João Paulo e Daniel, é isso mesmo.

?Voz B

Você está sozinha, eu também estou sozinho, então vamos juntar, vamos juntar. Quem sabe entre um sorriso e outro a gente se afiniza e começa a gostar.

?Voz D

Peraí, peraí, Peraí, quem sabe entre um sorriso e outro a gente se apinica e começa a gostar. A gente se apinica?

?Voz A

Não é se apinica, você ouviu errado. Não é se apinica, é se afiniza.

?Voz D

Ah, se afiniza. Que que é afiniza? É afinar? É ficar fino?

?Voz I

Ai, que horror!

?Voz D

É tomar o Monjaro e se afiniza?

?Voz A

Seu bobo! Se afiniza é o nome da dona, Dona Finiza. Assim, afiniza. Afiniza, a gente se afiniza.

?Voz B

Pior piada do dia, mas já, mas já não se merece uma explosão.

?Voz D

Volta o João Paulo e Daniel pra gente se afinizar aí.

?Voz B

Pra gente se afinizar e começar a gostar.

?Voz D

Olha assim, afiniza aí.

?Voz B

Você tá muito carente e já não aguenta tanto. Tanta solidão. E eu preciso carregar a pilha do meu coração.

?Voz D

Carregar a pilha do meu coração.

?Voz B

Nós dois não temos rabo preso, você não me cobra nada, eu não cobro você.

?Voz A

Você tem o rabo preso?

?Voz B

Lactopurga!

?Voz D

Essa é a pior piada do dia.

?Voz B

Podemos ser a gente mesmo, nós Precisamos sorrir sem querer.

?Voz C

Ai, chega!

?Voz B

Saindo de um amor doente, cheio de ciúme, de lamentação.

?Voz I

Que isso?

?Voz B

Eu preciso carregar a pilha do meu coração. Põe carga nessa pilha e seja eterna enquanto dure esse amor, que dure para sempre.

?Voz I

Tá, mas anda logo que eu tô Que venha abençoado por Deus, que seja diferente, que venha abençoado.

?Voz B

Olha o Fade! Que dure esse amor, que dure para sempre. Caramba!

?Voz D

Que venha abençoado, que seja eterno enquanto dure. Aí vem a mulher: tá, mas anda logo que eu tô com pressa. Anda logo que eu tô com pressa.

?Voz A

Engraçado essa música, sabe? O coro aí, a Tânia Prangel, que trabalha aí no coro, que cantora de coro, vai entender o que eu tô falando. As mulheres dessa música, O coro dela é só uma frase, né?

?Voz D

Ah, é? Essa mulher desse coro só fala amor e depois fogo em mim. Presta atenção no coro. É só, ó, fogo em mim. Aí imagina essas mulheres, essas cantoras aí, elas têm família também. Imagina, elas levam a letra da música para casa e coloca lá em cima da mesa. É o barulho do bloquinho. Coloca lá em cima da mesa, aí vem alguém, um querido lá da família, Olha, aí lê escrito lá: A, Ó, Fogo em Mim. Onde é que a senhora tá trabalhando?

Pega o texto desse: A, Ó e Fogo em Mim. Isso é uma seita? Amor, fogo em mim. Baixou a Gal Costa aí? Meu coração está pegando fogo. Aí eu vou para o intervalo depois dessa. Daqui a pouco você vai continuar a ouvir tudo muito bem suado, vai saber o que é uma paixona se é que você vai ter a pachorra de esperar.

?Voz A

Revista Riso. Daqui a pouco tem mais riso na revista sem musical.

?Voz K

Agora você vai ver o efeito de lactopurga.

?Voz E

Viu só?

?Voz K

Se a prisão de ventre tem deixado você mal-humorado, tome Lactopurga e volte a ser feliz.

?Voz D

Revista Riso.

?Voz A

Revista Riso.

?Voz D

Revista Revista Riso, Revista Riso, Revista Riso, Revista Riso, aquela que sacode na sua nuca um guiso. Um abraço para os ouvintes e apoiadores deste programa. Tem a musiquinha, musiquinha dos ouvintes, dos ou trintas e dos ou quarenta. Olha os ouvintes cantarolando e saltitando pela viela.

?Voz B

Tem Daniel Santana e José Aires a se mandar pros mares. Alana Gandra a enfeitar os panda. Francisco Prado que me olhou de lado. Tem Fábio Fraga de olho nas parada. E Norma Nery nem anda nem confere. Liliane Maria na beira da tua pia. Tânia Frangel soltou a voz de merda. Vamos todos dançar, faltou glácia aí, vamos todos comer, ainda tem marido, vamos todos sorrir com lua de Brasília, mas qual que nos guia? Vamos todos cantar! Olha os ouvintes cantarolando, tome cuidado!

E vamos todos cantar, Moli de BH. E vamos todos comer Fabiano Ferreira. E vamos todos saber, Luciana veio do vale cantar nesses ares, revistar e só tremer.

?Voz D

Olha, o Fabiano Ferreira reclamou semana passada que é, que é, que é, vamos todos comer. Fabián, o perre—

?Voz B

explosivo!

?Voz D

Cometi a mesma gafe de novo.

?Voz A

O que que é? Você botou o garfo no ovo?

?Voz D

O senhor não ouviu direito?

?Voz C

Cruzes!

?Voz D

Cometi a mesma gafe de novo.

?Voz A

Cometi, non ce n'è nessuno! Eu também sei cantar italiano. Cometi, não tem nenhuma.

?Voz I

Ai, me poupe!

?Voz C

Cometi, não tinha nenhuma.

?Voz D

Bom, é bom porque aí a gente disfarça aqui, já até esqueceu o que que tava falando. Só o Fabiano que não esqueceu. Eliane Maria.

?Voz B

Eliane Marmota. Eliane Marmota.

?Voz D

Que isso? Eliane Marmota?

?Voz I

Ai, me poupe!

?Voz D

Olha, depois ela me processa aí. Que que vai acontecer, Eliane Marmota? Sabe o que que é? Que ela consertou o carro dela, mas ela só pode andar a 80 por hora.

?Voz B

Aí ela virou Eliane Marmota.

?Voz D

Eliane Marmota, ela escreveu Lesma? Não, é lesma não, é marmota mesmo. Pergunta da semana: o que que é pachorra? Tem que ter uma pachorra para andar atrás da marmota.

?Voz H

Gustavo, na minha casa em Rio Pomba, Minas Gerais, Brasil, teve casos incríveis de marmota, de pachorra, de relacionamentos estranhos entre animais.

?Voz D

Olha lá, hein, que que vai sair disso aí. Começando pela vaquinha.

?Voz H

Entre espécies interessantes, por exemplo, tinha um marrequinho que se apaixonou pela minha mãe e quem se aproximasse dela levava bicada. Ele investia para cima.

?Voz D

Imagina uma investida de marrequinho.

?Voz H

Teve uma cachorra poodle grande branca.

?Voz D

Nossa, uma cachorra poodle grande branca. Gosto de cachorro vagabundo que anda sozinho no mundo, sem coleira e sem patrão.

?Voz I

Ai, que horror!

?Voz H

E adotou um pintinho.

?Voz D

Ai, que susto! Eu pensei que ela adotou um pinguim.

?Voz B

Imagina!

?Voz I

Ah não, de novo?

?Voz D

De novo? Já aconteceu?

?Voz B

Branco.

?Voz H

E também virou galinha e ficava dormindo ao lado dela, subia nela, passeava com ela.

?Voz C

Não eram Inseparáveis.

?Voz D

Tem uma música assim do Chitãozinho, chororó. Isso é que eu já fiz, eu já fiz programa de sertanejo, já fiz programa de rádio sertanejo, fiz 4:30 da manhã, a Rádio Cultura de Valença, Manhã Sertanejo.

?Voz B

O sonho e a realidade ligados pela alma e o coração.

?Voz D

Tá bom, chega de inseparáveis.

?Voz H

Teve um galo que se apaixonou pelo tucano.

?Voz B

Inseparáveis.

?Voz D

Vai ver que é o Manoel e o Joaquim.

?Voz H

Então eu não duvido que tenha um cruzamento de pato com cachorra.

?Voz D

Eu acho que Tucano come galo.

?Voz H

Aí com certeza vai nascer uma cachorra. Respondi a resposta? É isso mesmo, Gustavo? A resposta tá certa?

?Voz D

Todas as respostas estão certas, até a Lana Gandra chegar. Quando a Lana Gandra chega, ela bate o martelo explosivo. Não, martelo não é explosivo, não. Se fosse Inseparáveis, eu e você somos inseparáveis.

?Voz C

Ai, chega!

?Voz B

Marino de Curitiba.

?Voz D

Pachorra é o cruzamento de pata com cachorra. Para compensar minha falta de criatividade, estou enviando uma música mexicana cantada por um grupo brasileiro de nome inglês? É uma música mexicana, grupo é brasileiro e o nome é inglês. Tá igual aquele negócio do Chaves, né? Parece limão, gosto de tamarindo, mas é de groselha. Que tem o efeito sonoro que a minha resposta merece.

?Voz B

Ah, tá.

?Voz D

Joe Lee— não, como é que é? Lee Jackson. Se ele é o Jackson, só se for Jackson 5.

?Voz B

Piradinho!

?Voz D

Você não está piradinho, você é piradinho.

?Voz A

Olha a Delita!

?Voz B

Por tierra y por mar, si por mar en un buque de guerra, si por tierra en un tren militar. Adelita se llama la joven a quien yo adoro y no puedo olvidar. En el campo yo tengo esa rosa y con el tiempo la voy a cortar. A Melissa se fuera com outro homem, mas seguiria porque era informada. Ah não, de novo? Se transformar em um buque de guerra, se porquê não ser militar?

?Voz D

Nossa Senhora, passa para o próximo.

?Voz B

Já faremos livre.

?Voz F

Olá, Gustavo Correia. Olá, pergunta da semana: o que é pachorra?

?Voz D

O que é?

?Voz F

De acordo com as pesquisas que eu fiz no Google, pachorra, tive que consultar, não tive jeito.

?Voz D

Você é, você foi, já foi eleito substituto da Alana Gandra, hein?

?Voz F

Eu sempre ouço essa palavra, mas nunca o significado correto dela. Pachorra significa uma pessoa que tem calma excessiva, que tem tranquilidade demais, mas acabou ganhando um significado totalmente diferente, né? A pessoa fala que pachorra é uma pessoa que tem audácia, né? Que tem atrevimento. É isso aí, cuidado com a pachorra, hein?

?Voz D

Pois é, né?

?Voz C

Fulano teve a pachorra de me excluir, de me exaltar, de me xingar.

?Voz D

Na verdade é outra coisa, não vou falar não que ainda não acabou.

?Voz I

Ai, que horror!

?Voz F

O boi, o boi marcou um encontro com a vaca e não foi. Música boa essa, hein, Gustavo? Gostei, viu? Não conhecia essa música de Jair Rodrigues. Sempre muito bom seu programa, um abraço.

?Voz B

Ei, palminhas!

?Voz D

Agradeço ao Marino Foi alguém de Curitiba que sugeriu essa investida? Essa investida?

?Voz H

Investia pra cima.

?Voz F

Acabei de ouvir o programa dessa semana, né, dessa semana que passou, sobre a Fedegosa, e achei o mugido da vaca, o mugido da vaca muito fraquinho. Ela tá com reumatismo? Tá com cirrose?

?Voz D

A vaca com cirrose.

?Voz F

É, tem que voltar o mugido forte da vaca.

?Voz D

Voltou atendendo a pedido.

?Voz F

É, mas no geral o programa tava muito bom, viu? Está de parabéns.

?Voz C

E palminhas, agradeço a participação.

?Voz D

A parte que nos toca, Fabiano Ferreira. Vamos ver o que ele nos reserva.

?Voz J

Olá, Gustavo Correia! Olá, Seu Minguado! Olá, Mistake, ouvintes do Revista Riso! Fabiano Ferreira tentando responder mais uma pergunta da semana. E dessa vez a pergunta é: o que significa pachorra? Eu já ouvi essa expressão pachorra quando, quando no sentido de cara de pau, audácia. Por exemplo: depois de tudo que ele fez, ele teve a pachorra de me aparecer aqui novamente. É, eu já ouvi essa expressão nesse sentido. Agora eu fiquei pensando, né, que pachorra também pode ser o seguinte: pode ser um pato que cruzou com a cachorra, aí nasceu uma fêmea.

E agora, o que que é isso aí? É uma pata? É uma cachorra? Não, é uma pachorra. Tome cuidado com a pachorra.

?Voz D

Tá todo mundo querendo cruzar os bichos aqui hoje.

?Voz A

O jumento descobriu que era um gênio musical.

?Voz D

Decidiu então fazer uma orquestra. É bonita essa música, é mais bonita que muita música de hoje em dia, hein? O jumento descobriu que era um gênio musical, decidiu então fazer uma orquestra. Tem uma melodia, tem uma cadência, né? Uma música infantil dos anos 80, do Trem da Alegria, ainda deu para uma criança cantar. Juninho Bill.

?Voz B

Bill!

?Voz A

Ai, Bill!

?Voz C

Ai, chega!

?Voz D

Chega, chega de Juninho Bill. Uma vaca no trombone, galo no saxofone. Isso é galinha. Ah, e a galinha foi cantar no microfone.

?Voz B

Tânia Prangel.

?Voz D

Que que é, Pachorra?

?Voz I

Olá, Gustavo! Olá, pessoal! Aqui é Tânia Prangel do Rio de Janeiro. Poxa, cara, você nunca faz uma pergunta fácil. O que é paçorra? Assim não dá, cara. Caramba, vamos ver. Paçorra, eu li que pode ser uma calma, uma tranquilidade, ou então um tipo cara de pau. Bom, cara de pau é fazer umas perguntas dessa.

?Voz B

Toda semana.

?Voz I

Tome cuidado.

?Voz A

Te chamou de cara de pau na cara dura, viu? Chamou o Gustavo de cara de pau, de pachorra. É, no Chaves não tinha uma pachorra? Pessoal botava uma venda nos olhos, pegava um pau e socava na pachorra.

?Voz D

Não é pachorra, é pichorra. É uma cultura do México. Aqui no Brasil não tem pichorra. No aniversário, pendurar uma boneca cheia de doce para você ir lá com um pedaço de pau socar na boneca para soltar o doce. Isso é pichorra, não é cachorro, hein?

?Voz A

Tome cuidado com a pichorra e com as cara de pau.

?Voz B

Henrique Renner, cara de pau, ele tá louco, cara de pau.

?Voz I

Que horror!

?Voz B

Mas é gostoso, esse amor é bom demais. Caralho, pau! Ah não, sem vergonha e sem juízo. Você quer e eu preciso, explosivo, esse amor. Caralho, pau!

?Voz I

Viu?

?Voz A

Caralho, pau!

?Voz I

Ai, que horror!

?Voz B

Mas é gostoso. Vou fazer igual o Jô Soares. Chega!

?Voz D

Pronto, levanta aquela mãozinha lá para o maestro e acabou, acabou, chega, passou, passou.

?Voz I

Ai, chega, Cruzes!

?Voz K

Alô, Gustavo Correia e todos os ouvintes do Revista Rezo! Vamos à nossa pergunta da semana. E hoje quem vai responder é o nosso amado e digníssimo professor Anacrônio Sóstenes Botelho Pinto, que como sempre está aqui conosco. Professor, por favor, vem aqui nos iluminar com toda a sua sapiência. Nos responda a pergunta do dia: o que é Pachorra. Pachorra, mas que palavra essa complicada, não é mesmo? Eu já fico nervoso só de ouvir.

Pachorra parece nome de doença. Doutor, eu tô com pachorra. Então toma 2 comprimidos e vai dormir.

?Voz D

De lá que topou.

?Voz K

Então parece o nome de uma senhora portuguesa. Dona Pachorra, o café está pronto. Calma, calma, calma, calma, que eu sei. Pachorra é paciência, calma, tranquilidade. É quando a pessoa aguenta uma situação sem perder a cabeça.

?Voz B

Agora aguenta, coração.

?Voz D

Olha, outra música.

?Voz K

Ou seja, não é comigo porque eu não tenho pachorra nenhuma, nem Me deixa 5 minutos esperando que eu já quero quebrar o relógio. Tem gente que tem pachorra pra tudo. Fila de banco, pachorra. Trânsito parado, pachorra. Criança fazendo pergunta toda hora, pachorra. E eu já fico nervoso até esperando o micro-ondas terminar. Então agora eu entendi, pachorra é aquela essa paciência enorme que algumas pessoas têm e que eu perdi faz uns 15 minutos.

Pronto, respondi. Agora não me faça outra pergunta difícil porque minha pachorra acabou antes mesmo de eu terminar. É isso aí, Gustavo Correia, um abraço para você e todos os amigos do Revista Riso.

?Voz D

A pachorra dele acabou antes de começar, acabou antes de terminar. Terminar. Apaixonou dele, apaixonou dele, começou antes dele acabar. Não, não. Já que chamamos Daniel Santana, agora vamos ao José Aires, que já tem vinheta.

?Voz E

Amigo Gustavo Correia, como tem passado? Tudo bem? Vamos à nossa pergunta da semana, né? A resposta da pergunta da semana. Vamos lá, essa semana a pergunta é: o que é pachorra? Pois é, falando em o que é pachorra, os cachorros aqui estão latindo. Isso aí, pois é. O que é pachorra? Tem a ver com cachorro, será? Com cachorra? Não, não tem a ver, né? Embora os cachorros estejam latindo por aqui. Vamos lá, pachorra na verdade ela pode ter dois sentidos, né?

?Voz D

Cuidado com essa pachorra aí, tá cheio de pachorra aí. Tem que ter pachorra com as cachorras? Só as cachorras, só as pachorras.

?Voz E

Tem um sentido formal, né, e tem um sentido figurado, sentido popular, né. No sentido formal, pachorra na verdade é calma. Pois é, uma calma, uma lentidão, calma.

?Voz D

Tem uma uma música assim: gosto que me rosco de ouvir dizer.

?Voz E

Tem inclusive, tem um amigo nosso aí que você às vezes coloca ele para falar aí na escolinha do nosso professor Clarimundo.

?Voz D

Quem seria?

?Voz E

Ele participa, que ele tem uma pachorra, rapaz, né? Uma calma, uma tranquilidade para responder.

?Voz D

É o seu Gracindo Alegre. Se for ele, não é pachorra não, é preguiça mesmo.

?Voz E

Aquela tranquilidade. E também pachorra no sentido figurado, no sentido mais popular, é aquela pessoa cara de pau, né? Pessoa atrevida, a pessoa que demonstra aquela falta de vergonha, né? Aquela petulância.

?Voz D

Outra cara de pau aí.

?Voz B

E é isso aí.

?Voz E

Seriam os dois sentidos da palavra pachorra. Espero ter contribuído mais uma vez, né? E tome cuidado. É, vamos lá, deixando sempre aquele abraço a toda a turma aí do Revista Riso, Seu Minguado, Ratinho Mistake, a turma que participa toda semana com a gente também, né? E claro, você, nosso amigo Gustavo Correia. Até a próxima semana, valeu, tchau tchau!

?Voz D

Ah, ele mandou aqui também a música do Alípio Martins, que eu vou encaixar ela em algum momento aqui.

?Voz A

Caramba!

?Voz D

Um abraço para o Francisco Prado de Piracicaba. Aliás, a Escolinha do Professor Clarimundo está na Rádio Educadora de Piracicaba FM. E palminhas de novo! E o Francisco Prado tem o privilégio de nos ouvir no rádio. A gente tem aqui, mas é pela internet. Mas pelo rádio, rádio mesmo, rato, rato, só lá.

?Voz A

Educadora, Rizu FM, apresentação Resilda Kikiki.

?Voz C

Olá, meu povo, eu sou a Resilda Kikiki trazendo uma música bonita para vocês que estão ligadinhos na nossa FM do seu coração. É que prazer! Sorteando ingressos a Deus dará aqui para que não sei o quê, eu só sei que eu tô sorteando e quem ganhar vai ter que vir a pé aqui na rádio buscar. Rua onde Judas perdeu as botas, 1510. Espero por você.

?Voz D

E por enquanto, a música que eu vou tocar— cadê a música?

?Voz C

O Gustavo perdeu a música! Isso não é problema meu, é problema dele que é produtor. Ah, tá aqui! A Nossa Hora, Ed Melro. Como é que fala isso? Ed Melro. Sucesso nas paradas! Eu sou Rizilda Kikiki!

?Voz B

A boca que alimenta, que argumenta, verbaliza e orienta, que canta, faz teatro, envolve o verbo, é a boca que a sua toca.

?Voz D

Nossa, mas que profundidade!

?Voz C

Vai chegar no veneno aí, hein?

?Voz B

Perdendo o sentido sob o sol salifado, nós sós no torpor de opor.

?Voz A

No torpor de opor?

?Voz I

Ai, me poupe.

?Voz B

Sua vida na minha sina.

?Voz D

Sua vida na minha sina? Não ensina não.

?Voz B

Minha sina na sua vida.

?Voz D

E olha só, tome cuidado, meu popô no seu pipi.

?Voz B

Os olhos que olham sua boca, os seus que a minha boca olham, desenham nas entrelinhas minha boca olha malícia minha, o gosto do mel do lábio, amor, a nossa hora deliciosa.

?Voz D

Se eu fosse você, teria a pachorra, olha a pachorra aí, de por mim se apaixonar.

?Voz B

Se você fosse eu, eu não sei o que seria, sei o que faria.

?Voz D

Se você fosse eu, Se você fosse eu, tá certo? Se você fosse a mim, fica feio também.

?Voz B

Se você fosse eu, se você fosse a mim, se eu fosse você, teria paixão. Tipo me se apaixonar. Se você fosse eu, eu não sei o que seria nem o que faria.

?Voz I

Ave Maria!

?Voz A

Rimou!

?Voz D

A nossa hora é de melro. Difícil falar isso, é?

?Voz B

Luciana Vale.

?Voz D

Luciana Valli não pôde comparecer, mas ela mandou um japonês no lugar.

?Voz C

Japonês responde pergunta da semana. Brasileira pede japonês passar novela. Japonês passou lá, passou lá novela. Japonês apaixonado brasileira, louba beijo brasileira. Japonês passou lá no balaca do fela, balaca do beijo novela.

?Voz D

Japonês, pachorra. O japonês, pachorra na barraca do beijo. Vamos a saber depois dessa, vamos a sabedoria eterna de Alana Gandra.

?Voz B

A voz da sabedoria, Alana Gandra.

?Voz I

Vocês conhecem o significado de pachorra? Substantivo feminino de origem língua espanhola, a palavra pachorra é sinônimo de paciência, fleuma, lentidão, pacacidade, tranquilidade, calma. Ou seja, significa tendência para agir com calma diante das adversidades, ausência de pressa ou de diligência, aquele que se comporta com lentidão, natureza da pessoa apática ou inativa.

?Voz D

Fleuma, eu gostei de fleuma. Não parece uma coisa que tem no pulmão, fleuma?

?Voz A

É preura.

?Voz I

Já o antônimo de pachorra é velocidade. Por outro lado, na fala cotidiana, pachorra é usada como sinônimo de ousadia e atrevimento. Sabiam disso? Pois é verdade. Até a próxima!

?Voz A

O meu Fusca é tão lento, mas tão lento que ele não tem velocímetro, ele tem pachorrímetro.

?Voz D

Nossa, a bomba tá até fraca para essa. Depois dessa eu vou até embora. Seu Minguado, o senhor ainda está estudando matemática ou ainda usa ábaco? O ábaco de faraó.

?Voz A

Tome cuidado com o ábaco de faraó.

?Voz D

Mais uma versão do ábaco de faraó.

?Voz B

Minguado estudava matemática, mas ele não estava Ele não fazia conta, só com o ábaco de Faraó.

?Voz I

Que isso!

?Voz B

Ábaco de Faraó, ábaco de Faraó. Foi pra aula de Potifar, a bagulho de Faraó, a bagulho de Faraó, a bagulho de Faraó, foi pra aula de Potifar, a batuta de Faraó.

REVISTA RISO 4 - EP02 - PACHORRA | Castnews Index — Castnews Index