Episódios de Missão1618

A IMAGEM DE DEUS COMO FUNDAMENTO DA IDENTIDADE HUMANA (Gn 1.26-31) | TIAGO SOUZA

01 de maio de 202644min
0:00 / 44:20

GENESYS - 2026

Participantes neste episódio1
T

Tiago Souza

Host
Assuntos3
  • Evolucao HumanaImagem de Deus · Gênero e identidade · Responsabilidade humana
  • Fe e CriatividadeMissão e propósito · Glorificação de Deus
  • Desconexão da realidadeImpacto da tecnologia · Ansiedade na modernidade
Transcrição119 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Gênesis, capítulo 1. Vamos, estamos caminhando para o final do capítulo aqui, né? Terminar o capítulo 1. O desfecho do sexto dia da criação, né? Domingo que vem a gente finaliza isso aí. E Gênesis, capítulo 1. Você achou aí? Diga amém. Amém. Gênesis 1, versículo 26.

A palavra de Deus diz assim, e Deus disse, façamos o ser humano a nossa imagem conforme a nossa semelhança, tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra, e sobre todos os animais que rastejam pela terra. Assim Deus criou o ser humano a sua imagem. A imagem de Deus o criou, homem e mulher os criou. E Deus abençoou e lhe disse, sejam fecundos, Deus abençoou e lhe disse, sejam fecundos,

Multiplique-se, encham a terra, sujeitam-no, tenham domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todo animal que arrasteja pela terra. E Deus disse ainda...

Eis que lhe tenho dado todas as ervas que dão semente, e se acham na superfície de toda a terra, e todas as árvores que há fruto que dê semente. Isso servirá de alimento para você, e para todos os animais da terra, todas as aves do céu, e todos os animais que rastejam sobre a terra, em que há fôlego de vida. Toda erva verde lhe servirá de alimento. E assim aconteceu.

Deus viu tudo o que havia feito, e eis que era muito bom, ouvi tarde, manhã, o sexto dia. Amém. Vamos orar mais uma vez? Santo Deus, Pai gracioso, o Senhor, Pai, que criou todo o céu, a terra, que é o autor de toda a realidade.

é também poderoso, ó Pai, para abrir o nosso coração, a nossa mente nessa manhã. Nós queremos compreender mais quem o Senhor é, queremos compreender ainda mais, ó Pai, aquilo que o Senhor espera de nós, os Seus propósitos, que possamos sair daqui, ó Pai, motivados, inspirados pelo Senhor, a ser agente de transformação no mundo em que nós vivemos, que nós possamos ter uma consciência ainda mais elevada de quem nós somos em Ti, por meio de Cristo Jesus.

É isso que nós te pedimos, ó Pai, fala com a gente hoje, em nome de Jesus, amém. O Jonathan Haidt, que é um psicólogo, ele, em um dos seus estudos, ele sempre vai falando sobre isso, sobre como a humanidade...

ela tem caminhado para uma espécie de desruptura. Vocês lembram que teve essa série na Apple? Eu assisti poucos episódios, você me perdoa. Mas a ideia eu peguei. O cara ia trabalhar...

E o que acontecia no trabalho, quando ele saía de lá, ele não lembrava de nada, a mente dele ficava dividida. Então ele vivia uma realidade ali, quando ele saía, ele já não lembra de nada, dá uma ansiedade, eu acho que é por isso que eu não consegui, eu tenho propensão a ser uma pessoa ansiosa, meu Deus, o que está acontecendo? É demais para o meu coração, não vou aguentar.

mas o Jonathan Haidt fala sobre isso, a nossa geração é a geração mais desconectada com a realidade que já pisou na face dessa terra. Um dos motivos disso é esse negocinho que está aí na sua frente, o celular.

Ele fala que a tecnologia, celular, rede social, a tecnologia que nos ajudou a fazer muita coisa, muito progresso, ela também nos colocou num estado de vida em que a gente começa a entrar num mundo de virtualidade que a gente perde a realidade. É por isso que, às vezes, você tem mil, dois mil amigos no Facebook, no Instagram, e nenhum na vida real. E isso causa ansiedade.

Isso deixa a vida mais dura, porque o tempo todo você está tentando encenar uma pessoa para esse mundo que não existe. É uma mentira. Não precisa excluir todas as suas redes sociais hoje, não. Mas a gente posta sempre assim. A gente tinha 30 fotos para postar uma, não é?

As meninas aqui da comunicação, vão fazer mil takes aqui para pegar os melhores. Então, o que você vê na rede social é sempre o melhor que eu consigo apresentar. Mas a verdade é que ninguém experimenta o nosso pior, a nossa decadência, o nosso pecado.

as nossas fragilidades, os medos, raramente alguém expõe isso, e quando expõe, expõe através de um roteiro. A pessoa faz um roteiro que seja chocante para captar o público. É assim que o mundo funciona no nosso tempo.

essa ideia é uma realidade, não tenho pretensão nenhuma de mudar isso agora, mas o que acontece é que a gente começou a encenar um tipo de ser humano que talvez se distancie bem daquilo que é intencionado aqui em Gênesis 1, 26 e 27. Por exemplo, a ideia da questão do compromisso, nós também vivemos uma sociedade que tem...

séria dificuldade com compromisso, com relações duradouras, se tornar membro de uma igreja, ficar num casamento até o fim da vida, começar uma profissão e ir nela até o fim, a gente tem dificuldade com essas coisas, porque a gente foi ensinado a pensar que essas coisas talvez seriam prisões, coisas que tirariam de nós a nossa liberdade e...

algum tipo de alegria, a gente não vê propósito, propósito em casamento, propósito em pertencer à igreja, propósito em morar no país a vida toda, a gente vai buscando, ficar pulando de sonho em sonho, de desejo em desejo. O Bauman, que é um sociólogo, ele vai falar que isso é fruto da modernidade líquida, tudo se esvai, tudo escapa pelos dedos e a gente não tem...

nenhum tipo de algo concreto, tudo isso nos assusta muito, é aquele negócio, namorou a vida toda, quando o homem pediu casamento, a mulher foi embora, ela falou, não, casamento é demais para mim, é muita responsabilidade, então as responsabilidades, elas nos sufocam, só que quando a gente olha para a Bíblia,

A Bíblia é um livro que nos coloca dentro de um cenário onde nós precisamos assumir responsabilidade, missão, propósito, trabalhar para coisas duradouras. Não só coisas duradouras, coisas eternas. Então, a gente vai falar um pouco sobre isso aqui, finalizando o relato da criação. A gente está indo para o final. A gente viu, nesses últimos domingos, como todas as coisas foram criadas, não o como.

mas o propósito dessas coisas, a ideia lá do John Alton, não estamos explicando aqui a origem, centímetro por centímetro do universo, não estamos falando aqui como a ciência descreve a realidade das coisas, estamos falando como Deus...

Deus organizou esse universo, o universo criado, é verdade, Deus criou todas as coisas, os sistemas solares, as vegetações, tudo, Deus criou todas essas coisas, mas o texto bíblico está nos mostrando como Deus está organizando essas coisas, através dos relatos dos dias, é aquela imagem da casa que eu falei para vocês no domingo passado, como Deus está transformando um imóvel em um lar.

É como a gente está organizando essa casa chamada Terra, que a Bíblia vai descrever aqui. Como o ápice da criação...

vem o surgimento da humanidade. Se não fosse extraordinário olhar para o oceano, para o céu, para as florestas, para os biomas, para todas essas complexibilidades da realidade, de como é bonito, é belo, de como é majestoso, de como...

Esse design todo aponta para um Deus criador dos céus e da terra. Se isso não fosse suficiente, no centro disso tudo está sendo criado o quê? A humanidade. A humanidade está sendo coroada como, dentre as criações, a mais bela.

Então a gente vai falar um pouco sobre a criação do ser humano aqui e o papel do ser humano também nesse mundo criado. E veja bem a expressão que nós lemos aqui, que quando Deus faz isso, é muito bom. Se todas as coisas são boas, a presença do ser humano nesse mundo habitável, agora é muito bom. Talvez você... Uma das coisas que você pode pensar ao fim desse sermão é... Rapaz, realmente, apesar de...

Às vezes me senti a poeira do cosmo, como a gente falou no primeiro domingo, Deus ainda tem propósitos extraordinários para alguém como eu. Sou mais amado do que mereço. Deus tem ideias melhores do que eu imaginava a respeito de mim. Aqui não é alta ajuda, mas talvez você possa, ao final, perceber o valor que o ser humano tem, que você tem dentro do plano de Deus.

A gente começa o texto com o versículo 26 ali, né? Façamos o ser humano...

a nossa imagem conforme a nossa semelhança. A ideia do façamos é como se Deus estivesse num conselho divino, se Ele tivesse reunido os céus e olhado para essa realidade onde o mundo está criado e pense, nós precisamos colocar alguém nesse lugar que possa espelhar o que Deus é na eternidade. Assim como Deus governa e domina,

e coloca em ordem todo o universo, alguém ou um ser precisa ser colocado nesse universo também, que tenha atribuições semelhantes. E a ideia do façamos não é que os anjos tiveram participação na criação humana, mas que Deus, o triuno, Deus que é uma família, pensa sobre isso, eu fiz o casamento seu, não é isso? Eu falei sobre isso, de como Deus é uma família, Deus é uma comunidade.

Essa história de trindade, quando a gente vai estudar lá, vai começar isso depois, Deus é uma trindade, eu não entendo muito bem, Pai, Filho e Espírito Santo, mas imagine Deus como uma família, uma família eterna. Pai, Filho e Espírito Santo vivendo em uma eternidade, se relacionando e se servindo e se amando mutuamente.

A criação, por exemplo, não é criada para uma necessidade de Deus. Na mitologia antiga, a criação, os seres humanos, as coisas, elas precisam existir porque os deuses necessitam de serem alimentados por essas coisas. Por isso, os sacrifícios, sejam eles de animais, de coisas e de pessoas. Os deuses precisavam disso, de comer.

E eles comiam o quê? A coisa criada. O Deus da Bíblia, o Deus do povo hebreu e o nosso Deus cristão, não é um Deus que necessita de alguma coisa. O apóstolo Paulo vai falar disso, que Deus não necessita de ser servido por mãos humanas. Então, por que Deus nos cria, então?

porque a criação é um transbordar da graça de Deus, Deus que é uma comunidade, agora cria um mundo para que esse mundo também possa experimentar da sua realidade, a capacidade criadora de Deus, transbordadora de Deus, e agora Deus está criando o universo,

perfeito, bom, as coisas funcionam ordenadamente, do jeito que ele intencionou na eternidade, nos seus decretos eternos, e no centro dessa criação a humanidade está surgindo.

Você está imaginando ali como uma espécie de mordomo, alguém que é colocado nesse mundo para cuidar desse mundo e refletir nesse mundo quem Deus é na eternidade. Então, o ser humano tem essa grande capacidade de ser nesse lugar aquilo que Deus é na eternidade. E assim a gente possa, então, espelhar o Deus criador. Então, diferente...

de qualquer outro ato de Deus, que é por meio de uma palavra, uma declaração, haja e veio a existir, Deus agora está empenhado pessoalmente, de maneira singular, na criação do ser humano. É um façamos, é um conselho, é algo que vem de Deus. E esse que é criado por Deus no façamos,

É aquele que é feito também a imagem, conforme a imagem e semelhança, a ideia de imagem aqui, é que no mundo antigo, você, ao construir os templos, os lugares de adoração, falei isso, inclusive, sobre o mundo ser o templo de Deus, não sei se você lembra disso, escute o sermão do domingo passado, o mundo ser o templo de Deus, a imagem...

ela tem um papel representativo no mundo, a gente tem um passado de igreja católica, então a gente entra na igreja católica, a gente vê as imagens tentando representar, eu lembro de uma vez eu fui em Ouro Preto, entrei numa igreja lá e tinha lá um cenário de um caos.

do dia que Deus viria julgar o mundo, os céus abrindo, aí você ficava olhando assim, e a imagem, então, ficava representando aquilo que Deus iria fazer no fim do mundo. No mundo antigo, uma imagem era colocada para representar o Deus que aquelas pessoas adoravam. Então, você tinha imagens, isso é uma coisa comum das culturas, das religiões. No entanto, Deus está fazendo um mundo templo, um mundo...

que é o santuário de Deus, e as imagens não são seres inanimados, né? As imagens de Deus são pessoas, para que a gente possa olhar para as pessoas e enxergar o quê? Deus. A ideia de imagem aqui é essa. As imagens, elas representam aquilo, por exemplo, quando Deus nos cria com olhos, a gente vai falar disso mais adiante, porque a gente tem dois relatos de criação aqui, duas etapas aqui.

Mas, por exemplo, a ideia de que nós somos criados com olhos, ouvidos, já parou para pensar nisso? Nariz e boca não significa que necessariamente Deus tenha isso. Entendeu? Isso é uma espécie de uso, de antropomorfismo, de que a gente vai atribuindo coisas humanas a um Deus. Mas lembra que Jesus vai falar que Deus é o quê? É Espírito.

mas por que nós temos ouvido? Porque Deus escuta, por que nós temos olhos? Porque ao olhar para o ser humano, o ser humano tem olho, então Deus vê, será que Deus tem braço, mão? Então a gente vai atribuindo esse tipo de coisa a Deus, olhando agora para a humanidade, veja que coisa complexa, mas está aí o ser humano, não é que Deus é um ser humano, e aí ele criou um ser humaninho,

como diria aquele lá antigo, ninguém lembra disso mais, o ser humaninho lá, igualzinho Deus, perfeito, descrevendo exatamente o que Deus é, a ideia não é essa, de que o ser humano ele vai pontuando exatamente como Deus é, mas ele vai representando, a ideia não é descrição, é representação, entendeu?

Está muito complicado isso aqui que eu estou falando? Não? Vocês estão entendendo? Vocês estão só atentos mesmo, né? Então, Deus está criando um ser humano que é a imagem de Deus, conforme a semelhança, ou seja, ele tem características, ele tem capacidades semelhantes ao próprio Deus.

Pensa bem, um animal, como eu falei, um animal, a criação, no sentido geral, eles adoram Deus, eles são criados para a glória de Deus, até as pedras clamam, se quiser poder exclamar, elas glorificam a Deus de uma maneira, mas nenhum deles fazem como a gente faz, de maneira singular, criativa, com capacidade crítica de relacionamento. Deus cria alguém, um ser no universo que tem capacidade de se relacionar com Ele perfeitamente.

tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, e aí o texto vai seguindo. Diferente de tudo o que foi estabelecido nos céus e da terra, a humanidade foi revestida de um propósito que transcende tudo o que é biológico, tudo o que é físico. Alguém poderia facilmente se perder na complexidade, na magnitude da criação humana.

ou na densidade esmagadora de uma estrela de neutros, você já pensou nisso? Meu Deus, estrela de neutros é uma coisa maravilhosa. Ou na ideia de você estar ali na região da Serra do Cipó, como eu falei semana passada, você vê a Serra do Espinhaço, que vai cortando um pedaço enorme, acaba lá na Bahia. Gente, que formação rochosa, maravilhosa. Olhar a complexidade da baleia azul.

que domina os oceanos. Você poderia, por exemplo, pensar no lobo-guará. Gente, como é que um bicho daquele consegue viver no cerrado brasileiro, caçando, vivendo toda a sua exuberância, beleza? Ou olhar para uma pequena coméia e ver a complexidade das abelhas trabalhando, protegendo sua rainha, produzindo mel, a fava, aquela coisa toda. Você fala, gente...

Deus é maravilhoso, que coisa matemática isso aqui que eu estou vendo, mas são animais que estão fazendo, nenhum desses seres ou coisas tem a capacidade que o ser humano tem, nenhum deles carregam a imagem de Deus em si, nenhum deles carregam a semelhança que há em Deus em si, capacidade relacional, de fazer culto, de dar, que nem a gente fez aqui, acordes de pensar como nós podemos adorar a Deus.

de maneira devida, de maneira adequada, de maneira que expresse tudo, tudo que nós sentimos em relação a Ele, nossa gratidão, então nossa capacidade racional, nossa inteligência, nossa capacidade de relacionamento.

nenhum deles são comparados a animais. Você pode falar assim, eu prefiro o meu pet do que seres humanos. Você deveria ter muito cuidado ao falar uma coisa. Porque o mundo de hoje, eu estou preferindo animal do que gente. Eu sei, o mundo de hoje é um mundo marcado pelo pecado e os seres humanos se tornaram desprezíveis a ponto de você preferir um bicho.

Uma planta do que um homem. Eu sei, às vezes os seres humanos nos provocam esse tipo de coisa. Não sei nem dar um sinônimo, uma giriza. Você fala, meu Deus, isso aqui devia acabar. Mas a gente precisa olhar para o ser humano como esse, o portador da imagem de Deus. Mesmo que a imagem de Deus nesse humano esteja fragmentada, ela esteja manchada, ainda assim essa pessoa foi criada.

a imagem e semelhança de Deus. Por mais desprezível que ela possa parecer ou os atos dela possam sugerir a nós, nós ainda deveríamos olhar essa pessoa como um valor intrínseco, que não pode ser encontrada em nenhuma outra coisa, em nenhuma obra criada, ou em nenhum ser, nenhum animal, nada. Nada se compara. A baleia azul é magnífica, mas um ser humano é muito mais aos olhos de Deus. Eu sei que a gente está despersonificado da realidade e, para a gente, a gente mata todo mundo no nosso coração.

É a mesma coisa da rede social, se eu não gosto de uma pessoa, o que eu faço? Bloqueio, silencio, eu mesmo tenho um tanto no meu Instagram assim. Eu não quero mais ver essa pessoa, mas isso é retrato da nossa realidade, Deus não é assim.

Deus continua vendo essa pessoa e continua intencionando bons planos para essa pessoa. Infelizmente, muitos de nós temos encarado que não há mais futuro ou esperança, que essa não seja a nossa realidade. A ideia de que nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus...

revela que nós temos essa imagem de Deus em nós, essa semelhança de Deus em nós, mas você lembra que eu falei que no mundo antigo, as estatuetas, as estátuas, as imagens eram colocadas nos templos para poder referenciar ao Deus? No mundo antigo também as estátuas eram representantes do território de Deus.

Os gregos, por exemplo, eles usaram essa estratégia, muitos anos depois dos povos mais antigos, o grego colocava várias estátuas no lugar, o Império Romano, de alguma maneira, manteve aquilo ali, para representar o domínio, onde era o território dos gregos, dos romanos.

uma estátua, um monumento era colocado, esses monumentos que a gente vê hoje em dia, muitos deles têm essa finalidade, eles representam um poder, o império chegou aqui, um país chegou aqui, um rei chegou aqui, e aqui pertence, ou seja, aqui está, nessa jurisprudência desse território, o ser humano também.

Foi criado dessa maneira. O ser humano foi colocado no mundo para que Deus possa dizer para as pessoas, coisas e animais que vivem nesse mundo que aquele lugar tem também o quê? Um representante legal do governo de Deus. Engraçado que a gente ora, inclusive, Pai nosso que estás no céu, santificado seja o teu nome, venha a nós o vosso, porque o ser humano é o representante legal de Deus nesse mundo.

para que a gente possa, de alguma maneira, estender o governo e o reino de Deus nesse lugar onde nós habitamos. Por isso, lá em Gênesis 2, quando a gente vai falar da ideia do Adão ser colocado no jardim para cultivar e guardar, a ideia nunca foi um jardim restrito, como a gente faz aqui, um muro, uma praça, que ela fica limitada. Mas a ideia do jardim era o quê? A expandir...

Para que o ser humano, ao crescer, ao se multiplicar, como está escrito aqui, ele pudesse também multiplicar o quê? Essa representação física de Deus. E assim a glória de Deus pudesse, como diz os salmos, os profetas, a glória de Deus se espalhar por toda a terra. Como que a glória de Deus se espalha por toda a terra? A partir do ser humano que deveria o quê? Representar e levar essa glória e presença de Deus para todos os lugares da terra.

Por isso que Abraão, talvez eu esteja saindo um pouco do meu texto aqui, por isso que Abraão é chamado para que através dele as famílias da terra fossem abençoadas. Porque se as famílias da fé estivessem espalhadas por todo mundo, talvez esse mundo voltaria a ser uma benção. Por isso que família é uma coisa tão importante no plano de Deus.

Porque através das famílias, nós podemos o quê? Difundir uma realidade que é próxima da eternidade, da realidade que é Deus. Deus não é uma família e uma bênção, que as famílias também fossem assim. Muita coisa para você pensar aí. Certo? Muita coisa para você raciocinar. Porque é nesse cenário que Deus dá domínio.

para o ser humano, sobre essas coisas, a ideia de governança, a ideia de regência, de que agora o ser humano é uma espécie de rei. No mundo antigo, nas religiões antigas, como eu disse, o rei era sim um representante de Deus, mas somente o rei.

No mundo de Deus, não é o rei apenas o representante, mas todo o povo assume esse papel de realeza. Por isso que nós, de alguma maneira, no Novo Testamento, no Evangelho, nós somos feitos uma nação santa, representantes reais, sacerdotes.

que faz todo sentido também, já que você está construindo um templo, um santuário, você ter sacerdotes que cultuam, que vão trabalhando a liturgia dessa adoração pública que é dada para Deus. No Evangelho, nós recebemos essa grande missão de serem representantes reais, embaixadores desse novo reino, desse novo mundo. Nós recebemos também essa grande missão e responsabilidade de ser também o quê? Sacerdotes uns dos outros.

agora servindo ao sumo sacerdote. Perceba bem, o ser humano tem uma missão. Eu recebi uma profecia lá no início da minha caminhada com Deus. Chegou uma pessoa para mim e falou assim, Deus tem um propósito na sua vida. E saiu andando.

Eu pensava que era coisa, eu falei, ó Deus, tem um casamento para mim, vai me dar uma esposa, vai me dar uma riqueza, eu ficava pensando nessas coisas. Hoje eu entendi a profecia, Deus tem um propósito para mim nesse mundo, glorificar o nome dEle, esse é o propósito da criação.

Que a humanidade possa glorificar a Deus, que a humanidade possa revelar a Deus através dos seus atos, da sua maneira como cuida desse mundo, como cuida das pessoas, como trabalha para a redenção de todas as coisas. Assim nós somos chamados. Eu te digo hoje, Deus tem um propósito na sua vida. Que a sua vida tem uma utilidade para mais do que simplesmente você viver para si mesmo, em si mesmado. A ideia moderna de que...

eu por todo mundo, mas que você ganhe essa capacidade de viver para a glória de Deus com um propósito nesse mundo e ser uma bênção. A ideia de dominar e governar aqui, ela não tem nada a ver com esse tipo de governo e domínio que os homens exercem no nosso tempo.

pelo poder, pela violência, pelas guerras, inclusive, todas essas coisas, elas devem causar na gente também esse certo desconforto, quando violência, quando opressão, quando essas coisas, elas aparecem no cenário humano, elas representam justamente o contrário daquilo que Deus intencionou, já que todo ser humano, ele é portador da imagem de Deus, todos os seres humanos deveriam ser tratados com dignidade.

No mundo onde as pessoas são tratadas com dignidade, guerra, fome, cargas pesadas, escravidão, preconceito, todos esses tipos de coisas, privação de liberdade, tudo isso deveria ser algo que a gente deveria odiar, que a gente deveria lutar contra. Inclusive a noção comum que a gente tem, a noção moderna,

de fundamentos para a humanidade, a ideia de direitos humanos, que muitas vezes é levado para um lado que não tem nada a ver com aquilo que nós pensamos biblicamente, mas a própria ideia de direitos humanos na sua origem, ela nasce do seio da igreja, porque a igreja começou a pensar como um ser humano pode viver tão descaracterizado da imagem de Deus, como um ser humano se tornou tão diferente daquilo que foi criado na origem.

Como o ser humano tem vivido dessa maneira, vivido como animal, como bicho, como coisa? No mundo de Deus, o ser humano tem que ser tratado o quê? Como imagem de Deus, ele não pode ser tratado como coisa.

Não podemos tratar, o patrão não pode tratar o empregado como coisa, como animal de trabalho, está vendo? Nesse sentido então a gente precisa desenvolver uma teologia que dignifica o ser humano. Crianças, velhos, pessoas que, pobres, ricos, todas essas pessoas precisam encontrar dignidade dentro do mundo de Deus.

E nós, como igreja, temos nos importado pouco com isso. Se no domingo passado eu falei sobre a nossa responsabilidade com o ecossistema, com o mundo que nós vivemos, agora você deveria pensar na nossa responsabilidade, como igreja, de tratar o ser humano como criado a imagem e semelhança de Deus. Nós deveríamos nos importar, sim. A fome de crianças deve doer na nossa alma.

Num país que tem escola como a nossa, quando a gente vê uma criança não tendo acesso à educação, isso deveria doer. Porque os reformadores fizeram isso. O próprio João Calvino e Genebra fez isso. Como que nós vamos ensinar Bíblia para um povo se o povo não sabe ler Bíblia? Então nós precisamos o quê? Ensinar as pessoas a ler. Comece pelas crianças. Criem escolas de crianças. Está vendo?

O Lutero se importou com isso, quando passava pelas epidemias, pelas doenças, o problema da saúde pública, da questão do saneamento, é um problema da igreja.

Por quê? Porque doenças assolam a humanidade. A igreja não pode simplesmente pregar um evangelho que fala Deus pode te curar e não pensar em como nós podemos nos preservar desses tipos de doenças e coisas que vão assolando a humanidade. Mas seria um assunto para a gente poder trabalhar em camadas em outros momentos. Perceba bem, a humanidade criada à imagem e semelhança de Deus tem uma grande responsabilidade nesse mundo de Deus e isso é bom.

Não poderia deixar de destacar que quem é criado a imagem e semelhança de Deus? Versículo 27. Assim Deus criou o ser humano a sua imagem, a imagem de Deus criou. Homem e mulher o criou. Deus abençoe ele, disse, sejam fecundos, multipliquem.

A imagem de Deus, ela é a imagem que é revelada na humanidade. Veja bem, gente, nós temos uma coisa muito problemática no nosso tempo e a gente precisa trabalhar isso com muita cautela, com muita sabedoria. A despersonificação do ser humano.

onde o ser humano vai agora escolhendo quem ele é. A ideia aqui de homem e mulher, ela precisa estar clara para a gente. Nós cremos nisso. Nós cremos que na singularidade do homem, na singularidade da mulher, está a humanidade. E na comunhão desses diferentes, está o quê? Humano.

E de que nessa complexibilidade de quem é o homem e de quem é a mulher, a humanidade se encontra e ela frutifica. E ela serve o mundo a partir dessa identidade. Quando nós mudamos isso, nós mudamos a origem das coisas, a ideia das coisas, nós estamos caminhando o quê? Para transformar o ser humano em coisa, em outra coisa, que não é humano.

Eu sei, a gente tem vários problemas, não só a questão da homossexualidade, a questão dos gêneros, das identidades, das coisas, mas olha como o nosso mundo está virando.

Muitas vezes, jovens, pessoas que vivem ao redor de cristãos, não conseguem conversar com gente cristã, que se diz evangélica, sobre esse assunto, porque isso é um tabu tão grande, e a gente não sabe explicar também a partir da perspectiva bíblica. A gente só fala, ser homem é o certo, ser mulher é o certo, e a gente não consegue dizer o porquê isso é certo. E isso gera o quê? Uma barreira entre nós e as pessoas que estão perto da gente, e aí essas pessoas vão para a internet, e aí já era.

Elas vão procurar em outras referências o que é ser homem e o que é ser mulher. E aí elas vão descobrir que isso é muito relativo no nosso mundo. Inclusive, você não precisa nem ser um nem outro, você pode ser uma coisa neutra. Neutro, né? Eu não sei, é muito difícil, é muitas coisas para decorar.

então a pessoa pode simplesmente passar por uma crise existencial onde falta propósito e falar, a partir de hoje eu sou isso, e isso inclui gente e não gente, até um animal eu posso me tornar se eu quiser, posso me tornar um cachorro, um gato, e você me respeite, e eu exijo um respeito de uma coisa que é meio confusa, inclusive para mim, porque amanhã eu posso mudar de novo e ser uma outra coisa, posso ser uma planta.

Então, assim, mas esse assunto é muito complicado, porque, assim, está no fundamento da fé cristã a ideia do gênero. Homem e mulher fazem parte do plano original de Deus, assim que Deus nos criou, e as complexibilidades, as questões singulares, elas precisam ser mantidas e conservadas. Então, se Deus te criou assim, que você aprenda a viver desse jeito, encontrar o seu propósito no mundo em que Deus te criou. Tiago, mas eu estou confuso sobre a minha identidade. A Bíblia tem muito a dizer sobre isso.

E você precisa entender o fundamento teológico que te guia. Se a gente tivesse aqui qualquer tipo de outro distúrbio aqui, de identidade aqui, que fizesse você se tornar uma pessoa, ah, eu acho que eu sou o novo Hitler encarnado. Nós iríamos combater isso com a fé e fogo. Imagina o filho ser um amigo seu, um colega, que fala, eu estou achando que eu nasci agora, eu sou o Stalin aqui, entendeu? Minha missão é essa no mundo. O que você ia fazer com essa pessoa? Você está maluco.

Você não ia falar isso de cara, você ia trabalhar para que essa pessoa seja convertida desse pensamento errado. A mesma coisa nós precisamos trabalhar nessa geração. Como nós podemos, pedagogicamente, com o amor de Cristo em nós, com toda misericórdia, olhando para a dignidade do ser humano, ajudar eles a entenderem e ajudar a gente a entender o que a Bíblia ensina sobre o fundamento do ser humano. Homem e mulher os criou.

O assunto da pregação não é esse, mas que você possa pensar sobre isso, e isso aqui dá outros bons papos para a gente. Deus criou o homem e a mulher, criou dois gêneros, esses gêneros se complementam, esses dois gêneros trabalham, a guerra do sexo que foi criada no nosso tempo também é um grande problema.

onde homens e mulheres, você tem os redpills, as feministas, e você tem uma grande confusão, onde a gente vai se afastando e fazendo essas... onde a gente vai só aumentando a violência, onde a gente vai aumentando o preconceito, onde a gente vai se tornando cada vez mais solitários.

Gente, que mundo que nós estamos vivendo. Em vez de a gente olhar para o outro, para o sexo oposto da gente, e ver ali beleza, a gente ver ali graça, a gente ver arte, a gente ver a imagem de Deus, a gente ver inimigo, a gente ver alguém que é contra nós. Que coisa complicada, mas no início não era assim.

A gente vai passar por isso, a criação de Adão e Eva e a relação de como isso vai se difundir no casamento, mas eu queria que a gente pudesse pensar sobre isso, como o apóstolo Paulo foi categórico ao dizer que, pelo Evangelho, não existe mais judeu nem grego, nem cita nem pardo, nem homem nem mulher, mas existe o quê?

Um povo alcançado por Deus, uma nova família, uma nova humanidade que está sendo agora reorganizada e está se tornando apta para viver nesse mundo em paz, em justiça, como governantes representantes de Deus. Você já parou para pensar que na natureza do homem, da mulher, ou de quem eles são, está aí a imagem de Deus? Que a imagem de Deus não está no homem.

biológica mesmo, a questão do homem, o homem é o Adão que é a imagem de Deus, não, a Bíblia está falando que é o quê? O homem e a mulher, eles guardam em si, eles carregam em si a complexidade, a imagem e a semelhança de quem Deus é, por isso que no casamento, e não é o meu assunto aqui, mas no casamento é onde isso deveria ficar mais evidente,

Mais evidência, você deveria olhar para um homem e uma mulher casado, num compromisso, num relacionamento de amor, que eles juraram pela eternidade, nesse relacionamento, na maneira que eles vivem, você deveria olhar e falar, estou vendo Deus. Então, mais que um homem na sua singularidade, uma mulher na sua singularidade, possam revelar a imagem de Deus, na união do homem e da mulher, nós deveríamos ver ainda com mais beleza o Deus que se revela na humanidade. Assunto para Gênesis, capítulo 2.

o homem precisa ser um representante de Deus, um governante, um vice-regente. É esse o mundo. O mundo complexo com os seres humanos que estão sendo criados para governar, para desenvolver essa vice-regência.

onde agora eles não são estátuas estáticas, mas eles são representantes funcionais desse mundo. Lembra que eu falei para você que Deus está organizando todo mundo nesses dias, nesses seis dias? Deus está colocando as coisas, os animais nos lugares, os bichos nos oceanos, as águas em cima. Deus não está organizando esse mundo? Agora o ser humano também é criado para fazer essa mesma coisa.

Que esse mundo que Deus coloca, a ordenança que vem logo a seguir, não é mantenha do jeito que está, mas é o quê? Multiplicar, reproduzir, governar, dominar, coloque em ordem. Agora nós ganhamos essa capacidade criativa de o quê? De moldar, de poder colocar, como eu disse no domingo passado, o pano na mesa.

o quadrinho lá, e falar assim, essa parede aqui vai ser terra-cota, essa outra aqui vai ser... É isso, Deus te deu essa capacidade de transformar e cuidar. É a beleza de Deus sendo revelada nos pequenos detalhes. Veja bem, a gente que está acostumado com essas coisas, talvez os arquitetos saibam mais do que a gente, essas casas, tudo é vidro, quadrada, é a mesma coisa. E aí o cantor lá, eu esqueci o nome dele, o forrozeiro lá.

João Gomes, todo mundo está antenado, está vendo a internet o que está fazendo com a gente? O João Gomes falava que ele queria uma casa de verdade, com varanda, com janela. Aí está todo mundo querendo agora a casa de verdade, né? Mas eu queria dizer o seguinte, que a gente pode querer uma vida de verdade.

Uma vida de verdade, não uma vida pré-moldada, sem vida, sem cor, delimitada, onde estão as curvas, onde está a beleza, o cheiro, onde a gente dá espaço para a singularidade do ser humano, o sotaque, o jeito, a personalidade.

Quando que a gente aprendeu a demonizar o ser humano na sua vastidão de sabedoria? Deus está revelando quem Ele é no ser humano e nós precisamos valorizar isso cada vez mais no dia de hoje. O Evangelho talvez entre na gente e nos faça...

acreditar, e realmente acreditar, de que nós fomos criados de maneira singular, por um propósito maior, glorificar a Deus, de um jeito que só dá para ser sendo ser humano, criado em imagem de Deus. Você não precisa ser outra coisa, você não precisa ser outra pessoa, você não precisa ser outro alguém, não precisa ser de outro gênero, não precisa ser nada. Você precisa ser o quê? Gente.

aceite aquilo que Deus criou, você, Tiago, mas eu sou assim, eu não gosto do meu cabelo, não gosto do meu nariz, não gosto da minha cor, você é isso, Deus te ama sim, Deus tem um propósito na sua vida sim, e assim, com o seu jeito, com a sua personalidade, com os seus defeitos, com o que você é hoje, Deus pode ser glorificado na sua vida.

Amém? Eu queria terminar fazendo algumas considerações. O restante desse sermão, domingar hoje à noite, quem sabe eu começo por outro lugar lá, mas primeiro eu queria pensar sobre isso. O Evangelho não é apenas uma mensagem de perdão, mas um processo de restauração da própria essência humana. Deus não quer só te dizer assim, você está perdoado.

Deus quer mudar tudo aí dentro de você, Ele quer restaurar o ser humano, Ele quer voltar você para o início, Ele quer que você seja gente de verdade. A ideia de que nós devemos ser a imagem de Deus, você precisa pensar isso como quem é a imagem de Deus hoje, quem é o nosso referencial, se o Adão falhou em ser a imagem de Deus no pecado, a gente sabe disso.

Nós sabemos que Jesus Cristo é a imagem de Deus. Colossenses capítulo 1 vai dizer que Ele é a imagem do Deus invisível. Agora nós podemos ver na pessoa dEle o que é ser gente. Homens e mulheres podem olhar para Jesus e fazer a seguinte pergunta. Como eu posso ser gente?

E aí você vê em Jesus, no ministério de Jesus, na vida de Jesus, o que é ser gente, como Jesus tratava as pessoas, como Ele falava, como Ele servia a Deus, como Ele era. Busque ser igual a Jesus, busque refletir quem Jesus é, porque como diz Romanos, capítulo 8, 29, nós somos predestinados para ser o quê? Conforme a imagem de Jesus, o Filho de Deus.

Você não foi criado para ser outra coisa, você foi criado para ser igual a Jesus. É por isso que quando vier novos céus e nova terra, Deus, o Pai, olhará para a sua igreja e verá um tanto de gente parecida. Como os irmãos têm as afeições parecidas umas com as outras, e a gente fala assim, a Abelha e a Gabi parecem uma com a outra, quando elas chegaram aqui a gente não conseguia nem diferenciar quem era. Não era isso?

que o céu também guarde essa realidade, de que ao olharmos uns para os outros, nós sejamos confundidos com Jesus. E as pessoas falam, há Jesus nessa pessoa, há Jesus na Natália, há Jesus na Nath, há Jesus no Ilk, há Jesus no Rui. Esse pessoal está cada vez mais parecido com Jesus. É o que o Evangelho faz com a gente, não só perdoa os nossos pecados, mas transforma a nossa vida e a nossa identidade também.

Além de restaurar o ser, o Evangelho também reordena a nossa missão na humanidade. O que você faz nesse mundo importa. O que você faz? Qual é a sua profissão?

Mas eu não trabalho, eu não sou CLT, eu sou em casa, sou empreendedor, eu vendo isso aqui. O que você faz? Com o que você se ocupa a maior parte do seu tempo? Eu cuido da minha casa, eu cuido da minha família, hoje eu cuido do meu parente que está doente, ou eu trabalho lá, eu pego serviço 8 às 18. O que você faz? Entenda que Deus tem um propósito nessas coisas.

que através da sua vida integral, não só o seu trabalho, o seu relacionamento, as coisas que você faz na sua hora de lazer, tudo na sua vida precisa ser rendido a Deus como um culto.

tudo, talvez seja por isso que o Catecismo Menor de Westminster, assim como tantas outras confissões de fé, elas falam que o propósito essencial, o propósito fundamental da humanidade é o que? Glorificar a Deus e viver o que? Para a sua glória, o John Piper vai falar o que? Encontrar satisfação em Deus, talvez seja esse o propósito da nossa vida, enquanto nós vivemos isso aqui,

levando cachorro para passear, menina à escola, casando, fazendo comida, carregando não sei o quê, pintando a parede, cuidando do jardim, pegando ônibus, sei lá o que você vai fazer essa semana, que você possa ser incendiado com a vontade de glorificar a Deus e encontrar prazer nisso, em dizer, Deus, eu poderia ser muitas coisas nesse mundo, mas eu sou isso aqui, usa-me.

e veja graça nisso, a alegria, você não precisa ser ninguém, você precisa ser você mesmo, você precisa ser uma pessoa, que é criada a imagem e semelhança de Deus, você precisa ser uma pessoa, que é orientada pelo Espírito Santo, e glorifica a Deus, nisso aí, por mais que você fale, ah, não gosto disso, eu não gosto de mim Tiago, eu nasci, minha perna é maior do que a outra, eu ando mancando,

Meu filho, existe uma forma de você glorificar a Deus assim. Mais maluco que possa parecer isso. Que você possa entender qual é o seu papel nesse mundo de Deus, o seu propósito e glorificar a Deus. Acho que eu devia ter partido esse sermão em partes, né? Uns três vezes para a gente poder trabalhar isso.

A IMAGEM DE DEUS COMO FUNDAMENTO DA IDENTIDADE HUMANA (Gn 1.26-31) | TIAGO SOUZA | Castnews Index — Castnews Index