HAJIMARU Ep.14: Bate-papo com Yoshie Wasano
Conheça mais sobre a convidada do Podcast HAJIMARU
Yoshie Wasano
Ilustradora de cenários no mercado de animes japoneses, formada em arquitetura pela FAU-USP. Começou a trabalhar no mercado de animação em 2019 como estagiária na Split Studio, estúdio de animação localizado em São Paulo, famoso por obras como "Turma da Monica", "Sítio do Pica Pau Amarelo" e "Bubu e as Corujinhas". Em 2022 migrou para o Japão, onde trabalhou 1 ano em fábrica antes de ingressar no mercado japonês de animes. Já participou de obras como "Solo Leveling", "Trigun Stampede", "Watanare", "Gintama: Yoshiwara in Flames" e "Sentenced to be a Hero". Atualmente trabalha no departamento de arte da David Production, estúdio conhecido por obras como Jojo, Fire Force, Undead Unluck, e Cells at Work. Recentemente debutou como diretora de arte na cutscene "Goddess Fall" do game Goddess of Victory: Nikke..
'Hajimaru' significa em japonês "começar; iniciar". Assim, convidamos a todos a iniciar, por meio do podcast, uma jornada de experiências ao lado de convidados muito especiais. A cada episódio, novos horizontes serão desvendados, proporcionando insights sobre a cultura e estudos sobre o Japão.
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Maxi
Cristina Mack Endo
Yoshie Wasano
- Experiência de Yoshie Wasano no JapãoTrabalho na indústria de animação · Desafios de comunicação · Cultura japonesa
- Aprendizado da língua japonesaDificuldades no aprendizado · Importância da consistência nos estudos
- Identidade Nikkei no JapãoExperiência cultural · Impacto da cultura brasileira
Este é o Rajimaru, o podcast da Fundação Japão. Convidamos você, ouvinte, a embarcar em uma jornada de experiências com nossos convidados especiais. A cada episódio, novos horizontes e insights sobre a cultura e estudos sobre o Japão.
Olá, sejam muito bem-vindos a mais um episódio de Hadimaru, o podcast da Fundação Japão. Língua, cultura e estudos japoneses de uma forma acessível. Aqui a proposta é trazer conteúdos relacionados às atividades da Fundação Japão e aproximar você do Japão.
A Fundação Japão é uma instituição japonesa especializada em programas de intercâmbio cultural internacional. Com sede em Tóquio e 26 escritórios em 25 países, a Fundação Japão atua sob três pilares, intercâmbio artístico-cultural, ensino de língua japonesa, estudos japoneses e diálogo internacional.
O escritório da Fundação Japão em São Paulo é o único no Brasil e agora traz para você Hadimaru, que uma vez por mês vai alternar assuntos como língua japonesa, cultura e pesquisa sobre o Japão. Esperamos que esse projeto seja uma porta de entrada para conhecer ou se aprofundar nos conhecimentos sobre a cultura japonesa. E nesse episódio, a nossa convidada é Yoshida Oassano, ilustradora de cenários no mercado de animes japoneses, formada em arquitetura pela FAUUSP.
Começou a trabalhar no mercado de animação em 2019 como estagiária na Split Studio, estúdio de animação localizado em São Paulo, famoso por obras como Turma da Mônica, Sítio do Picapau Amarelo e Bubu e as Corujinhas. Em 2022, migrou para o Japão, onde trabalhou um ano em fábrica antes de ingressar no mercado japonês de animes. Já participou de obras como Solo Leveling, Trigun Stampede, Watanare, Gintama e Oshioara em Flames.
e Sentenced to be a Hero. Atualmente trabalha no departamento de arte da David Production, estúdio conhecido por obras como Jojo, Fire Force, Undead Unlocked e Cells at Work. Recentemente debutou como diretora de arte na cutscene Goddess Fall, do game Goddess of Victory, Nikki. Seja muito bem-vinda, Yoshie-san. Obrigada, Maxi-san. Temos conosco também no estúdio outra convidada muito especial, Maxi-san.
Vou apresentar para vocês. Cristina Mack Endo é professora de língua japonesa com mais de 30 anos de experiência na área. Graduada em Letras, japonês pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Mestre em Ensino de Língua Japonesa pelo Programa de Pós-Graduação em Língua e Cultura Japonesa da Japan Foundation. E atualmente trabalha na Fundação Japão em São Paulo, coordenando cursos para outros professores japoneses. Mack Sensei, seja muito bem-vinda!
Olá a todos! Ou irashai-masê, né, Maki-sensei? Pois é, irashai-masê. Irashai-masê, Yoshie-san. Obrigado. A gente tem várias perguntas, né, Yoshie-san? Você é bem novinha. Você é yosei, sansei, yonsei? Eu sou sansei, né? Eu sei que eu tenho cara de novinha, mas eu já tenho quase 28 anos, né? Bem!
Talvez seja relativamente nova, né? Mas, é, eu já tenho uma certa experiência, então... E com japonês também, faz bastante tempo que eu estudo. Você agora está no Nihon, né, Yoshih-san? Isso, eu moro no Japão.
Como é que surgiu o seu interesse pelo Japão? O meu interesse pelo Japão surgiu desde que eu era bem pequena, né? Quase quando eu era bebê ainda, porque a minha família é toda Nikkei, né? A maioria das pessoas são descendentes de japoneses.
E eu tenho uma tia que ela trabalha na Fundação Japão, inclusive, e que ela, desde que eu era bem pequena, ela vivia trazendo coisas para mim e para os meus primos, né, da cultura japonesa, como filmes, livros, músicas da cultura japonesa, e desde pequena.
Eu cresci assistindo filmes da Ghibli, né? Que, inclusive, foram a minha grande inspiração pra hoje em dia eu trabalhar com animação, né? Eu me lembro que naquela época, a minha bachan, né? A minha avó também assistia bastante NHK. Então, a gente ficava a tarde inteira na casa dela, assistindo com ela. Ela ensinava também músicas japonesas pra gente, né? A gente cantava músicas tipo do Momotaro-san. Assim.
Então, a minha infância inteira foi recheada de elementos da cultura japonesa. E eu acho que foi o primeiro contato que eu tive com a cultura e com esse mundo do Japão. Que legal. E, Shessan, então há quanto tempo você está no Japão? Agora eu já estou há três anos aqui, mas eu vim para o Japão duas vezes. A primeira vez foi pela JICA, pela bolsa de treinamento Nikkei. Eu fiquei um mês só.
Mas já foi meio que um impulso para eu voltar para o Japão novamente alguns anos depois, e para morar mesmo e trabalhar aqui. Então o seu japonês está fluente? Eu nunca passei, cheguei a passar no N1, mas...
Eu acredito que o meu nível seja fluente hoje em dia, né? Até porque faz muito tempo que eu não faço o Noriokushiki, mas eu não sinto muitas dificuldades na comunicação em si. Quais foram os seus maiores desafios nesse aprendizado do idioma? E o que você aprendeu e como você fez para você contornar as dificuldades que você encontrou nesse caminho?
Eu comecei a estudar japonês lá pelos 10, 12 anos, porque assim, mesmo que eu tenha crescido com essa cultura japonesa, né, desde criança, quando eu entrei na escolinha a primeira vez, os meus pais notaram que eu tinha muita dificuldade na escola, né, até porque...
como em casa também, a minha mãe fala né, eu não lembro, mas ela falava que eu falava japonês quando eu não era bem pequenininha né, só que aí eu tava até dificuldade na escola porque eu realmente não conseguia entender o que os professores estavam falando né, e aí meus pais aboliram japonês de casa e desde então a gente nunca mais falou em japonês dentro de casa né.
Só que como tinha várias dessas coisas da cultura japonesa, eu fui criando o interesse em saber mais sobre aquilo que eu via. Então, aos 10, 12 anos de idade, eu comecei a querer estudar japonês.
E eu comecei inclusive por o material da própria Fundação Japão, né? Que naquela época ainda não existe o Marugoto, que é o material que a Fundação usa hoje. Naquela época eles estavam desenvolvendo o site da Erin. E a minha tia me passou esses materiais, né? E o site. E era um material bem bom, bem explicativo. Tem vídeos e tal. Então foi aí que eu comecei o meu estudo de japonês, né?
Só que quando você estuda sozinho, é um pouco difícil você manter uma constância, né? Então ficava naquele negócio que muita gente passa, que é começa, para, começa, para.
Então, eu acho que esse foi um dos maiores desafios no meu estudo de japonês. Nossa, complicado, né? Realmente para estudar sozinha no japonês. E realmente, o erin realmente é um material interessante, porque foi criado realmente em 2010 e pouco, será que era isso? Não me lembro muito bem. Mas o ambiente é de uma estrangeira...
do ensino médio que vai estudar na escola no Japão, né? Então, pra adolescente, assim, é um assunto bem interessante, né? Sim, nossa, era muito legal. É, tem uma... Então, até agora ainda tem, é... Você pode procurar pela internet esses assuntos que tem da Irina, só que já tá um pouquinho defasado, porque já faz mais de 10 anos que tem esse material, né? Mas foi realmente desafiador pra você estudar sozinha. Sugoi, né?
Sim, inclusive o Hiragana e o Katakana eu aprendi pelo site da Eri, né, as primeiras frases, como é que monta.
a gramática e tal, foi tudo por esse material, né? Mas como não era constante o meu estudo, eu estudava e eu esqueci a metade. Aí eu estudava mais um pouco e esqueci outra metade, né? Então foi bem a passo de tartaruga, né? Essa primeira época de estudar japonês.
Oxê, desafiador mesmo, né? Falando em desafios, Yoshessam, você nasceu no Brasil e foi morar no Japão. Você sentiu esse choque cultural? Por exemplo, você é brasileira, mas é Nikkei, e quando você vai, você pensa em português para falar. Você teve essa dificuldade? Você aconteceu alguma coisa inusitada nesse sentido? Você foi se comunicar e pensou em português?
Porque acho que a gente tem isso, né, Maki-sensei? Quando a gente não domina o idioma, a gente tende a fazer a tradução literal e não funciona no japonês, que é a construção da frase é ao contrário, né? Pois é, tem muito. Ah, sim. Teve um episódio recente, né, que com a palavra complexo, né? Que no japonês, os japoneses usam a palavra shimpuru, né, que é simples.
Só que eu queria falar que tal coisa era complexo, né? E aí a primeira coisa que veio na minha cabeça foi complexo, né? Que os japonês também usam, só que complexo aqui é usado pra outra coisa. É quando as pessoas têm, tipo, complexo com o próprio corpo, com aparência, ou com coisas assim, né?
Aí eu falei, com o Purex aí as pessoas ficaram me olhando, tipo, do que você tá falando, né? Tem essa diferença de palavras, né? Sim, também teve outra vez, né, que eu tava com uma colega conversando sobre...
as diferenças culturais entre o Brasil e o Japão. E aí eu queria falar que no Brasil é muito comum a gente cumprimentar alguém com abraço, né? E aí eu perguntei pra ela,全く知らない人を抱いたことある?
E em japonês, ao pé da letra, essa frase significa você já abraçou alguém desconhecido, alguém que você não conhecia? Só que a palavra daku no Japão também tem conotação de ter relação sexual. E eu sabia disso naquela época já, só que eu tinha esquecido, porque o japonês que a gente aprende nos livros didáticos é o japonês mais certinho, a gente não aprende essas coisas mais de gíria.
Só que ela fez uma cara de choque tão grande que aí eu lembrei, eu fiquei, ai, acho que ela entendeu errado. Aí eu falei, ah, não começou, não começou, não começou, não começou, não começou. Porque provavelmente o que ela entendeu é, você já teve relação sexual com um desconhecido?
Então, existe esse problema, às vezes, de comunicação, né? Entre o que vem na minha cabeça, do que eu estudei, ou do que em português é de um jeito, né? E em japonês é de outro. Mas a gente vai passando por isso no dia a dia e é normal. Agora é um papo pra gente, assim, rir bastante, né? Mas na hora é realmente uma coisa que a gente passa vergonha. É uma gafe, né? É uma gafe. Sim!
Então, o grande problema de você estudar japonês é que sempre vai ter um equivalente do português para o japonês, e isso não acontece sempre, né? Então, se você fala, ah, abraçar igual a daku, e vai usar esse daku também em vários, dependendo da situação realmente, no japonês tem esse sentido de relações sexuais, né? Então, realmente você tem que entender o porquê de cada palavra, né? Então...
tradução literal das palavras do português para o japonês, realmente tem que tomar o seu cuidado. Sim. Yoshessan, aprender o idioma japonês ajudou você a mudar a sua forma de entender a cultura japonesa?
me ajudou em vários aspectos a entender a cultura japonesa, mas o que eu sinto que o japonês me ajudou muito assim na minha vida não foi nem a entender a cultura japonesa em si, né, porque como eu desde criança tenho contato com essa cultura, quando eu comecei a aprender foi meio que só entendendo.
deu os porquês do que eu tava vendo antes, né? Mas uma coisa que me ajudou muito quando eu comecei a estudar japonês, né? Aliás, nem quando eu comecei a estudar. Quando eu vim pro Japão, me abriu uma porta, assim, na minha mente, que era tipo, eu aprendi uma língua que é totalmente diferente do português, eu vim pro país que fica do outro lado do mundo.
E o mundo não desabou, sabe? Foi um desafio gigantesco e ficou tudo bem, deu tudo certo e foi uma experiência incrível, maravilhosa. Então, desde então, eu tenho uma filosofia para mim que é, quando eu vejo um desafio, que é algo que eu quero fazer, eu desenvolvi muito essa coragem de cabeça mesmo e me jogar nesses desafios.
É engraçado que isso até é um pouco contra o pensamento normal japonês, né? Porque os japoneses, eles têm muito de manter a tradição, de ficar no seguro das coisas que tá certo, das coisas que dão certo, né? Continuar fazendo...
do mesmo jeito, né, então eu sinto que os japoneses eles têm muito menos essa visão de se jogar, né, de se lançar nas coisas novas, nos desafios, mas eu também acho que isso me ajuda muito trabalhando aqui, né, nesse ambiente corporativo e tals, que normalmente eu tenho iniciativas que os japoneses não têm, né. Eu vejo que eles apreciam isso, de certa forma, no trabalho, né. Nossa, que interessante. Significa que você tá colocando um molho brasileiro aí no Japão?
É, pode ser visto dessa forma, sim. Que bom isso, né? Essa ideia de você colocar uma brasilidade na sociedade japonesa. Então é uma coisa da sua identidade brasileira ir fazendo sentido no Japão. Seria isso?
Ah, por mais incrível que pareça, no Brasil eu era considerada tímida e introvertida, né? Só que quando eu vim pro Japão, os japoneses eles são tão mais introvertidos que os brasileiros que, pelo menos no meu círculo social, eu sou a pessoa mais extrovertida que eu conheço, assim.
Tem essa diferença cultural, né, Maki-sensei? Que eu acho que o Japão, no caso, a empresa que ela está trabalhando agora, só ganha, porque é isso que você falou, tem esse tempero brasileiro. Porque os japoneses, e a gente sempre conversa aqui no podcast, no Radimaru, que os japoneses apreciam essa espontaneidade do brasileiro, que no caso são os nikkeis, os brasileiros que estão no Japão. Eu acho que deve ser isso, né, Yoshih-san?
Ah, sim, né? Normalmente, quando você tá aberto para novas experiências, sempre que um joshi, um superior, vem pedir alguma coisa para você, ele já vem sabendo que você vai estar aberto a fazer aquele pedido que ele tá fazendo, né? Então, eu vejo que as pessoas são bem mais de boas para falar comigo, para me pedir coisas, né? Nesse sentido.
Muito legal. Uma pessoa tímida no Brasil, mas muito extrovertida no Japão.
E, Achei-san, para quem agora está estudando japonês, ou pensando em começar agora até, estimulada pela sua entrevista, ouvindo aqui o nosso podcast, que mensagem, que conselho você daria para essa pessoa? Ah, sim. Uma coisa que me ajudou muito, né, quando eu estava estudando japonês, é como eu passei por aquela fase inicial de ficar começa e para, começa e para.
Uma coisa que alavancou muito o meu estudo de japonês foi ter consistência e prezar muito pela revisão das coisas que eu ia aprendendo, justamente para não esquecer o que eu estudava. Então, foi num nível de que os meus primeiros cinco anos estudando japonês, que foi nesse comece e para, comece e para, eu acho que eu não passei do N5. Assim.
Inclusive, no meio desse caminho eu fiz a Nissin que não passei. Então, realmente foram passos de tartaruga muito, muito lentos. E aí, depois que eu falei, não, eu vou me dedicar a isso de verdade, e aí eu comecei a estudar todo dia, revisar todo dia. Depois que eu comecei a ter essa constância, eu em um ano passei no N3. E aí, dois anos depois, eu passei no N2.
E eu só não passei no N1 porque entrou a pandemia, né? E aí eu parei de fazer o Noruco Siken. Então, a dica que eu daria para quem está estudando japonês é... E se a pessoa realmente quer, assim, se desenvolver para chegar no nível de fluência e poder trabalhar com isso e tal, seria ter consistência nos estudos, se dedicar a estudar um pouco todo dia, né? E mesmo que a pessoa não queira, assim, tipo...
estudar mega sério para trabalhar com japoneses e tals, também não precisa ficar se matando de estudar, né? Estudar aos pouquinhos também é bom. Eu sempre falo que, assim, estudar japonês não é uma corrida de 100 metros, né? Estudar japonês é uma maratona e muito, muito longa.
verdade, deve ser muito bem isso, mas então, como qualquer marotona, eu acho que você tem uma meta, um foco o fato de ter a consistência eu acho que fala muito bem isso então quando você tem uma meta, um foco eu sei que a linha de chegada está lá, então você consegue mesmo que seja a passos não tão rápido, não é uma corrida de 100 metros mas no seu tempo você vai chegar
na linha de chegada. Então, eu acho que ter esse foco, essa meta também é importante pra ter essa consistência na sua corrida, né? Muito bem dito. Sim. Maxensei, aproveitando o Yoshie-san também, já que Maxensei ensina as pessoas e o Yoshie-san tá compartilhando aqui sobre essa consistência. Será que tem uma receita de bolo? Porque eu já ouvi professores falando assim, não, tem que aprender gramática. Outros falam, ah, eu aprendi vendo, sei lá, dorama.
Então, cada um tem um jeito. Então, seria assim, cada um vai percorrer a maratona, mas cada um vai traçar a sua estratégia ou tem etapas que são necessárias, como, por exemplo, aprender gramática, aprender a escrever kanji, senão a pessoa não aprende. Como é que a Maxense vê esse processo? Bela pergunta, Mayim, eu gostei. Então, esse é um ponto de vista como professora, o que a gente pode falar.
Realmente o que você disse, cada pessoa, eu acho que tem sua estratégia, sua forma de estudar. Uma das primeiras coisas que eu acho interessante saber é que forma você gosta de estudar, né? De que forma você, você é estudante de que jeito? Que ouve bastante, que escreve bastante, ou que gosta de estudar através de coisas que você gosta, de hobby.
Primeira coisa é você se conhecer, a forma que você gosta de estudar. Tem aquela pessoa que gosta de ver gramática, então vai pela gramática. Não, eu prefiro estudar conversando com alguém. Ótimo! Então, cada receita de bolo eu acho que é um pouquinho diferente, né? E o que é mais importante é saber o foco. Você saber como é que você gosta de estudar e outro. Qual a sua meta? Para que você está estudando japonês?
Se você sabe para quê, o que eu acho mais importante, deixar escrito em algum lugar. Falar assim, para quê que eu estou estudando? Deixar esse lembrete, eu acho que você não perde o foco e você vai gambateando, como é que os niquês falam, né? Gambateando em estudar. E aí, Yoshihasan, como é que você vê para continuar estudando japonês? Tem alguma fórmula?
Eu acho que não tem fórmula, né? Eu mesma já tentei estudar de várias formas diferentes. Teve uma época que eu estava muito focada em escrever redação, né? E aí eu usava alguns aplicativos que nativos de várias línguas usavam e todo mundo escreveu uma redaçãozinha. E aí cada um de um país diferente ia corrigindo a língua, né?
Que é a sua própria língua. E aí eu ficava assim, uma vez por dia, eu escrevi uma redaçãozinha, assim, de umas 10 linhas e mandava pra algum japonês corrigir. E era muito bom, né? Só que depois de um tempo eu parei e aí eu mudei o jeito de estudar. Então realmente não existe um jeito certo, né? Isso até depende do que você tá mais focado naquele momento, né? Teve vezes que eu preferi estudar vendo episódios de anime, né? Teve...
vezes que realmente foi através de livros. Hoje em dia, como eu tô aqui no Japão mesmo, o meu foco é muito mais comunicação do que escrita ou outras formas de estudo, né? Então, eu tento conversar bastante todos os dias com os meus colegas japoneses.
Essa coisa, né? Que o foco vai, acaba mudando, né? De uma hora pra outra. E realmente, é... Você se conhecer é uma coisa, eu acho que, pra vida toda. Não é de uma hora pra outra que vai ser, eu sou assim. Então, é o que eu acho que o Yu Shaysan falou. Muito de testar várias formas. E foi experimentando, né? Isso.
Eu acho que é bem por aí. Vai experimentando, vai vendo várias formas. Ouvindo os seus colegas, eu aprendi assim, que custa tentar. Mas você vai aprender da forma que o seu amigo aprendeu? Pode ser que sim, pode ser que não. Mas pelo menos você viu. Ah, deu certo. Ah, não deu certo, vamos para outra. Eu acho que é válido.
Makisensei, para quem sonha em trabalhar ou viver no Japão, como a Fundação Japão pode apoiar esse aprendizado de japonês ao longo desse caminho? De certa forma, a gente pode indicar um material justamente para aquelas pessoas que queiram estudar, morar no Japão. Nós temos um material chamado...
Irodori. Ele é um material didático que está 100% gratuito no nosso site, com os enunciados todos em português. Então, para quem pensa em morar, estudar, trabalhar no Japão, esse material é indicado porque mostra totalmente a convivência, quais as situações que você vai ver lá no Japão.
realmente dando foco para essa conversação na comunicação. É só vocês entrarem no site da Fundação Japão, que tem uma página dedicada a este material. O material se chama Irodori. Muito legal. Bom, eu conversei aqui com Yoshi Buasano e o Mako-sensei. Foi um bate-papo super legal. Muito obrigada, Yoshi-san. Mako-sensei, obrigada.
Obrigado a todos. E se você gostou desse conteúdo, convide seus amigos que também se interessam por conteúdos como este. E, se tiver sugestões, no site e redes sociais da Fundação Japão, você encontra como nos enviar sugestões de conteúdos, entrevistados e até de perguntas para respondermos em nosso podcast.
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E aí