Direito Consuetudinário Germânico
Neste episódio sobre direito consuetudinário germânico, Miguel Góis, José Diogo Quintela e Ricardo Araújo Pereira falam, como não podia deixar de ser, sobre o pénis de Santo Agostinho. No entanto, seria absurdo dedicar um episódio inteiro ao pénis de Santo Agostinho, pelo que também falam de vários outros pénis. É o caso do pénis de Hitler, do pénis de Carlos Drummond de Andrade, e do pénis de um padre medieval. Depois, viajam até ao Butão, e discutem o modo como, nesse exótico país asiático, se celebra o pénis. Referem ainda o canto de várias aves, altura da conversa em que, surpreendentemente, não é referido qualquer pénis. No final, recordam uma rábula sobre uma das mais interessantes características de Ermesinde.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
- O Messianismo de HitlerJohann Kuberger salvando Adolf Hitler · Hitler nomeado para o Nobel da Paz · Hitler com micro pênis · Monorquidia de Hitler
- Nomes para o pênisTermos em português para o pênis · Termos em galego-português para o pênis · Termos em inglês para o pênis · Termos em alemão para o pênis
- Santo AgostinhoTeoria da desobediência punida com desobediência · O pênis de Santo Agostinho como castigo divino · A mulher e o castigo divino · Santo Agostinho e a contracepção
- Inveja e CiúmeTeoria da inveja do pênis de Freud · Teoria da inveja do útero de Karen Horney · Masculinidades e retenção de sêmen
- O pênis no ButãoDruk Pakunli e o relâmpago da sabedoria flamejante · Naves pintadas nas casas do Butão · Celibato e afastar demônios com o pênis
- O pênis na arte e na literaturaO pênis na poesia de Carlos Drummond de Andrade · O pênis em gravuras rupestres na Sicília · O pênis em Paris é uma festa de Hemingway · O pênis em estátuas do Louvre
- Animais e NaturezaCanto da Coca Burra · Canto da Araponga da Amazônia · Canto do Pinguim Imperador · Canto da Anhuma · Canto do Pássaro Lira
- Abundante GraçaAbundante Graça · Pressão sobre as jovens de Ermesinde · Gajas boas do Dão
O Sr. Marzinhos está transtornado Ele está com a mão na cabeça com ele e diz Não posso, não posso ter sido eu Não, não, mas eu quero apurar de quem é a responsabilidade disto Se é de Zé Diogo Quintela Ou se é de João Martins Senhoras ouvintes, estamos agora a aguardar Que... Estava chitadíssimo Parece a foto de trânsito Um blunder vem E sai Fica chateado Não queres vazar um olho Com a guerra destas
Olha para isto apontado A culpa foi minha E aí, rapaz, corre-se assim Assim vamos ter de falar De outra maneira Assim vamos ter de falar De outra maneira Assim vamos ter de falar De outra maneira Assim vamos ter de falar De outra maneira
E vamos para o palá
Olá, este é o podcast Assim Vamos Ter de Falar de Outra Maneira Com Miguel Góis Diogo Quintela Diogo E Ricardo Nusbreira Tu não podes mudar Não sei porque é que eu estou a falar Tu estás a falar para si a avó vai contar uma história Eu acho que tenho aqui os óculos muito enfiados na cana do nariz E agora estou a começar a falar assim Às vezes as pestanas não tocam na lente
Não sei, porque isto ainda é muito recente Ainda não consigo ter conversas contigo sobre óculos São meninos dos óculos Há quase 50 anos O tema de hoje é O fascinante direito Consuetudinário germânico É o superior É o superior É dos melhores direitos consuetudinários Ainda acreditas no Pai Natal? E em Abril? E em Maio?
Online BacanaPlay, o Natal é quando tu quiseres. Há jogos novos, exclusivos, todas as semanas. E cada um deles tem uma promoção associada para experimentares à vontade. Mas não te esqueças, joga sempre de forma responsável. BacanaPlay. Dá um play na vida.
Mas sabes que na Alemanha, a propósito disso, aconteceu uma das minhas histórias perdiletas. Tem a ver com o direito? Não, exatamente. Não, exatamente. Foi em Passau, na Alemanha. Passau? Em Passau, na Alemanha, no inverno de 1894. O que é que sucedeu? Sucedeu o seguinte. Um senhor chamado Johann Kuberger. Johann Kuberger, que foi um padre católico alemão e um organista muito talentoso.
Não é assim que sou o órgão dele E ele chegou a Monsenhor Até esse honorífico título Mas ele teve Uma vida apesar de tudo banal Exceto um episódio Que é um episódio relativamente contestado Porque realmente é um bocado Difícil de acreditar Por causa da idade dos envolvidos Este Johann Kublergar Uma vez estava a brincar com os seus amiguinhos A apanhada
E um dos seus amiguinhos caiu num rio gelado. Caiu num rio gelado. E foi Johann Kuhberger que o foi salvar. E o tirou cá para fora. Qual é o problema? É que o menino que estava a afogar-se chamava-se Adolf Hitler.
Isso é verdade? A razão da contestação é que o Hitler Tinha 4 anos Mas o Johann Kuiberg Não tinha muito mais E portanto eles dizem que talvez Acho possível Só que a questão é a seguinte Pode ser um curtíssimo miúdo de 7 anos Mas acho que ele tinha Pois O que acontece é que a família As famílias lembram-se do incidente E dizem que ele salvou esse menino E dizem que ele salvou
Mas enfim O Hitlerzinho O Adolfinho A questão é essa O que é que este gajo fez É um salva-vidas ou é um condena-vidas Ao salvar o Adolfinho Isto não será Interessante Não devemos aprender com a história E da próxima vez que estivermos a salvar
Ele não devia ter feito isso, não devia ter chegado lá e ter dito Adolfinho, olha, verifico que estás então aí em processo que redundará fatalmente em afogamento. Mas antes, qual é a tua opinião sobre a raça ariana? A superioridade da raça ariana? Perguntas morais. Uma entrevista. Ter um formulário já provavelmente. Fazes uma entrevista para saber se salvo ou não salvo.
O que é que achas do povo vos deu, Adolfinho? Só para, antes de... Ou deixar lutar só 15 segundinhos Engolir um bocadinho de água Um pirlito ou dois Sim, até ficar com as capacidades cognitivas Um bocadinho anestesiadas E depois sim, tirá-lo de água É isso que eu faço com os meus filhos Estão a ensinar a nadar Vocês quando ensinaram os vossos Não, também foi assim Tiram logo? Não, claro que não
Até porque ele vem à tona Exatamente Se nós não tivermos ansiedade O mar devolve Eles vêm assim para cima E é muito engraçado Porque vêm todos contentes E agora é esta coisa de natação para bebês E lá vão os pais E o bebê e não sei o que E realmente eles fazem uma cara muito engraçada Quando estão submersos É uma cara mesmo muito engraçada
Nós já falámos aqui de um bebê submerso Que foi aquele da capa dos Nirvana Que depois Exigiu uma indenização Era giro também os bebês Que fizeram Vocês lembram-se aqui o Sr. Martins É que não É um jovem O anúncio 10 para o 98 também metia bebês a andar A nadar debaixo de água Animais de várias etnias E era giro Eu disse animais, não eram bebês Eu era um deles Eu era um deles
Era giro Tem mais ou menos a idade Mas era giro agora processar em todo o Estado português Mas olha Falar aí do homem Na criança Que salvou o Hitler Tu achas que ele se calhar devia ter deixado
Fazer uma entrevista prévia, no mínimo, porque tu estás a salvar. Isso é uma responsabilidade muito grande, pá. Porque lá está. Pode estar a salvar o Hitler, pá. Sim, sim. Como esta história demonstra. Um próximo Hitler, né? Exatamente. Mas não deveria a mesma salvar. Imagina que ele sabia...
Que era o Hitler. Tinha vindo o T-800 do futuro. Pois. Mas isto é uma proposta, apesar de tudo, sabes aquela experiência de raciocínio que se costuma propor, que é se voltasses atrás no tempo matavas o Hebe Hitler lá na maternidade. Sim. Isto é diferente apesar de tudo. Não é matar, é deixá-lo ir.
Tudo é moralmente, é ligeiramente diferente Naqueles exercícios Éticos É diferente Continua a ser eticamente Muito problemático Mas a pessoa tudo é diferente Se bem que Hitler foi nomeado Para o Nobel da Paz Não sei se sabiam Lá nos arquivos Do Instituto Nobel Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tuiva Tu
Está lá uma candidatura de Hitler a Nobel da Paz Quem é que está proposto? Foi um político sueco, Eric Brandt Os suecos têm uma grande tradição Espera, espera, espera
Porque aquilo era satírico. Era uma nomeação satírica. Porque ele tinha visto que tinha havido uma nomeação do Neville Chamberlain, aquele primeiro ministro inglês que acreditava muito na regeneração de Hitler. E então ele ficou indignado. E então escreveu um texto claramente irónico, que pode ser lido hoje em dia.
A nomear Hitler para o Nobel da Paz Agora adivinhem o que é que aconteceu Vou repetir Um texto claramente irónico E eles resolveram considerá-lo Toda a gente ficou chateadíssima com ele E cancelaram as palestras dele Durante imenso tempo Já nessa altura Mas era ironia Porque se foi ao mesmo tempo Que o Chamberlain Já era um Hitler muito ativo Não ser capaz de identificar Fim de estilo Tuiva um Hitler
Acho que já falei aqui De um post no canal No canal de Instagram Como é que se chama? Na página de Instagram do canal brasileiro GNT Que era um post E depois diz assim Este post contém ironia Eles põem lá que é para avisar Como se fosse um ingrediente Que faz mal Como no tabaco
São isto, exatamente Então as pessoas não Pode haver vestígios de nozes e amendoins Isso é onde? É o canal brasileiro GNT Porque há nos serviços de streaming Aparecem lá uns símbolos No canto superior esquerdo E há uns que eu não percebo sequer Ou seja, estão a começar a ser muitos já E há uns que eu não percebo Há um de violência, outro de drogas
Pois, drogas. Há uns que eu não percebo. Há um que é uma aranha. Há exatamente aranha. É medo. Mas agora já há um estádio superior que
Que acha que se calhar um trigger warning é problemático Pois causa ansiedade A partir do momento em que tu sabes que há ali qualquer coisa Que te pode fazer mal Ficas muito ansioso durante o filme todo Até melhor se calhar Mas pode haver um aviso a avisar que vai haver avisos Pois E assim as pessoas podem não ver Outra coisa era fazer isto para adultos Ou experimentarem isso
Ou os adultos não serem criancinhas Não haver esta infantilização Do adulto Tu matavas o Hitler Se voltasses atrás Repara, porque é um bebê Sim, eu não tenho problemas com isso Que o
Os meus filhos apanham desde muito cedo Eu acho que se a segurança social A segurança social vai achar que eu estou E agora ele estava a dizer Isto é ironia Mas por acaso há uma diferença Temos que criar um jingle A minha filha A minha filha Levou uma palmada
Na vida Tem para aí 3 anos Aquela não ponhas os dedos na tomada Ela foi lá Levou uma palmada na fralda Acompanhada com ai ai ai Nunca mais Nunca mais precisei de fazer nada O meu filho tem 7 anos e eu acho que apanha todos os dias É espancado diariamente E não aprende nada Nada Mulher superior Atribuís isso a quê? Até estou estranho
É pá, não, acho que já exagerei. Uma confissão aqui. Ao mesmo tempo, os rapazes não têm a mesma coisa que as miúdas. As miúdas ganham aquele medo e há violência. E eu acho que os rapazes convivem melhor com isso. E depois, se calhar, como já todos os dias, todos os dias, e o rapaz pronto, agora já sabe.
Até te vai perguntar Quando é que eu apanho? O gajo já passa por mim E sabes que ele passa por mim com a mão no rabo Banalizaste a violência Sim, sim, sim Eu não o matava Porque ele ainda não fez nada naquela altura O que eu fazia ao Hitler era muito simples Eu mimava o Hitler
Mas tudo que o menino queria Eu ia educar o Hitler como se dou com as crianças Hoje em dia Tudo que elas querem Tu não sabes que não foi isso que aconteceu Miguel, e há outra questão Uma coisa é ser o pai a mimar o Hitler Agora tu um perfeito estranho Começara a dar-lhe mim Está aqui a fazer festinhas Neste bebê Eu fazia o seguinte Chegava à maternidade Vi onde é que está o berço do Hitler
Desembainhava Um punhal bem afiado E num gesto rápido Circuncisava o gajo Que maldado Só para Porque depois ele cresce E vê só o espelho e pensa Eu sou um gajo que o fio rebomina E eu acho que esse conflito interior Não lhe ia deixar muito tempo Para outros projetos Isto é o início de um grande filme de comédia Sim, sim Tuiva um grande filme<|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|>
E depois ia haver aquele conflito interior O resto da vida Mas ele, e há muitas coisas O problema era fazer a circuncisão ao Hitler Porque ele tem fama de ter um mini nabinho Pois era isso que eu ia dizer Mas para aí, ele tinha fama de ter vários problemas Não eram vários problemas Dizeste nabinho Estou-me a referir ao pênis como nabo Mas não, nabo Por que é que não diz pilinha?
É muito grosso, nada, pouco pontiagudo. Eu acho que há um problema. Nós temos um problema em inglês, em português, que em inglês eles dizem dica, a propósito de tudo e qualquer coisa. Nós aqui temos, das duas uma, ou há umas palavras que são pesadíssimas para o salão, ou há pênis. E mesmo pilinha é muito infantil. E pila. Pila também não apaga. Não, pila é mais jujudo.
Num gajo de 50 anos Não, nem num gajo de 50 anos Para mim é pelo menos E se for pilão? Não, e pênis também não dá É o termo médico Pichota Não podes No salão Está aqui com uma comichão Mas no salão também não diz dique
E Nabo Eu acho que Nabo é onde tu podes ir Lampreia Não pá, isso não faz muito sentido Não sei Tu já viste uma Lampreia? É horrível Já viste a minha pilinha É pá, não sei como é que os nossos ouvintes vão interpretar isto Mas eu vou ter que responder Verdadeiramente É pá, sim Sim Sim
São muitos anos Dois terços das pessoas Que estão aqui contigo já viram Já viram E o Martins quando isto acabar não te faz embora
Tu estás em muitos sítios Em que 66,66% Das pessoas já viram o teu pé Aqui a porcentagem é 50% Aqui a porcentagem é Nós os três Sem ser eu Também o facto de termos o mesmo Também não gostas de pichota
Não pode ser No salão Pronto, lá no salão Pronto, então é nabo Se a gente começasse A introduzir o nabo Nabu É pouco pontiagudo Mas por exemplo, vocês tiveram Vocês certamente tiveram Interrompa-lhe É só para complementar Aquilo que o Ricardo disse De facto, circuncisar O mini nabinho O mini nabinho
Já imaginaram o que é circuncidado? Mesmo um nabinho normal de uma criança. E normalmente são aqueles rabinos bocás meio velhos. Já vêm mal com uma coisa muito afiada. Mas são cirurgiões pediátricas? Não, não, não. Não são cirurgiões pediátricas? É um talhante? É uma espécie? Porque é um rabino? Não, se for no hospital sim. A mim não foi o rabino.
Eu estou a dizer no coiso Não, mas ouve lá Eu acho que isso Vocês viram alguma vez um vídeo no Youtube Que é o Christopher Hitchens A discutir com o Rabino E Christopher Hitchens avança Com a ideia de que circuncisão é Mutilação genital Sim Ele diz, não, não, vocês praticam Mutilação genital Causa lá um sururu impressionante Eu na verdade Não, não, não
Eu nunca fui circuncisado Mas é como se fosse Porque cortei o freio Uma vez que eu tive de ser Sem querer? Não, não Foi numa altura em que eu fui operado Eu acho que já falei disso aqui Não foi por razões religiosas Mas o certo é esse É que eu tenho o hoodie todo para trás Pois, eu estou sempre com o garruço
Eu não sei se vocês se lembram O que é que parece que tu Batizaste o O que é que ele parecia?
Mas que é um... Vamos revelar? Lampreia, não era? Não, não. Era um monge. Era um charpeio. Era um charpeio. Não tinha esquecido desse patismo. Parece bastante um charpeio. Mas eu não sei se vocês lembram das nossas aulas de português. A certa altura nós estamos a dar. Nós damos a primeira poesia conhecida no nosso território. Que é a poesia... Que são aqueles poemas, aquelas cantigas de escarno e mal dizer.
E eu nunca mais me vou esquecer de uma aula de português em que, de facto, havia vários nomes, estavam lá nesses poemas, havia vários nomes que eu não conhecia para designar o pênis. Ah, isso é importante. E então fui consultar, tive acesso há pouco tempo, a esta obra, que é a Poesia Lírica Galego-Portuguesa.
Curiosamente, de Giuseppe Tavani. Tu tiveste acesso a essa obra, foi? Tive acesso a essa obra. Chegou à tua mesa de trabalho. Sim. E reparem na quantidade de palavras que esta nossa poesia tinha para o órgão sexual masculino. Diz lá. Alguns nós conhecemos, outros não. Por exemplo, um que nós conhecemos, e que já é desta altura.
Caralho Há muitos problemas com isto Depois Também há peça Peça não vi, mas há pissa Membro Grafada com dois S, curiosamente Eu acho que nós hoje em dia grafamos Com o C de cedilha Também pisso com dois S Pisso ou pissa
E depois... Reparem agora, mais em tom depreciativo Pissussa Pissussa? Lá está no final do conceito de cedilha Pissussa Batom ou baston Madeira Narizes Não percebeste?
Esta aqui é um bocado polémica, que é clérigo. Ah, o clérigo. O meu clérigo. O fradinho. Demo faz sentido. Demo faz sentido. Deve ser quando está pingão. Do ponto de vista religioso. Pingão. E pronto. E de facto acho que é isto. O que eu gostei mais é madeiro. O madeiro. O madeiro, pois. Eu gosto muito de dois termos que nós devíamos usar mais hoje em dia. Eu julgo que não se usa, mas vocês dirão.
Que é a diferença É muito importante distinguir entre Encaralhado E escaralhado Escaralhado é sem caralho ou não?
Sim, portanto tu acertaste É bom ser encaralhado E é mau ser escaralhado Não há um poema sobre um padre escaralhado Ah, entendo aqui Ah, quero sair, se faz favor Repare, e é assim que se nota As pessoas que têm cultura e as que não têm Mas sabes porquê? É porque é que eu estava com atenção na escola Pois Se houvesse mais coisas destas na matemática Eu trouxe Mas é raríssimo haver uma equação Com Tu<|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|><|de|>
É um poema muito bonito de Fernando Esquiu E reza assim A um frade dizem escaralhado Cá está, escaralhado e não encaralhado Ou seja, impotente E faz pecado quem lhe o vai dizer Ou seja, quem diz isso erra Porque ele não é escaralhado
Pois ele sabe arreitar De foder Esta parte acho que não é preciso explicar Não
Cuido eu que gai já é de pissarreitado. Ou seja, esta parte é um bocado difícil de explicar. Ou seja, tem o pênis bem ereto. E pois emprenha estas com que jás. Com que se deita. E faz filhos e filhas assás.
ante-lhe-o-digo, bem encaralhado. Exato. Julgam que ele... É um frado que se julga que é escaralhado. Mas anda a jazer com várias senhoras e emprenhá-las. E também a chifar. Ou seja, é muito provável que nós, os quatro aqui, sejamos descendentes deste frado. É possível. Se ele fez isto tudo, que se diz? Eu sou descendente de um padre.
Deste aqui? Não desse, provavelmente Mas como é que se chamava? Aqui não diz o nome? É da zona, é além de eu tenho que procurar mais Mas não é assim tão antigo como este Não, não é como esse lugar Eu gosto, há um poema do Carlos Drummond de Andrade Sobre pênis? Sim, acaba por ser sobre isso Porque ele está a recordar um falácio Nostalgicamente Um falácio muito interessante Que foi feito ou aquele feio? Não, não, coitado Que ele foi feito
Nostalgia de um falácio e é um poema muito célebro que começa com Sem que eu pedisse fizeste-me a graça de magnificar meu membro Magnificar meu membro O que é que é curioso é que eu já tive a ocasião de quando a situação se proporciona dizer assim estás-me a magnificar o membro
E isto é mal recebido. Eu verifiquei que é mal recebido. A poesia não tem lugar, de facto. Não leio. Não tem. Foi mal recebido. Pode ter sido do meu tom. Se calhar foi com esse. É magnífico.
Está-se a falar imenso. Eu pensei que tinha sido como a chuberba. Não, não. É capaz de ter sido uma mistura das duas. Mas olha, eu tenho uma sugestão para escolhermos o nome. Eu acho que depende muito também do tamanho do mesmo que estamos a falar. Vocês, presumo, não sou só eu, quando era adolescente, mediam a...
O vosso nabo... Que eu já era muito maduro. Quase todas as semanas me deu o meu nabo e aquilo não variava, por mais que eu fizesse. Por mais que encostasse a régua à parede abdominal... Pois, há uma coisa de por onde é que medes. Exatamente. Por cima se... Porque há aquela variz no lombo.
Sim, que está cá por baixo Mas pronto, depois é uma altura que o gajo diz Já não vale a pena porque isto não muda Mas durante a adolescência Portanto eu acho que nós devíamos dar o nome Uma pilinha Por pequena, até um Caralhão Eu não acho que essa proposta Enfim, nós precisamos de uma palavra
Que nos permita designar universalmente Tu agora fizeste-me lembrar uma coisa Que é, tu estavas a dizer, tu estavas à espera Sempre que o teu pênis aumentasse Também, certo? O Freud tem um conceito Muito polémico Que é a inveja do pênis Que é uma Ele refere-se É muito mal entendido às vezes Porque ele refere-se a meninas Entre os 3 e os 5 anos E aí
E quando se fala nisso às vezes está-se a falar de mulheres Meninas Que vêem Pela primeira vez vêem um homem Ou um rapaz E vêem o pênis e pensam Peraí, eu não tenho isto E sentem-se Injustiçadas Porque parece que lhes falta algo
E então há uma fase em que o Freud diz que elas realmente ficam atentas para ver se lhes cresce um pênis. É muito geral elas estarem todos os dias a pensar que é hoje que vai crescer um pênis. Se calhar tive isso na adolescência, então. Talvez. Se calhar tiveste inveja do pênis. Do pênis e dos pelinhos também. Tiveste inveja de pelinhos. E hoje em dia é o que é. Pois eu não sei. Acho que às vezes...
Freud sendo do sexo masculino Deitar-se a adivinhar O que é que estão a pensar meninas dos 3 aos 5 Houve uma Psicanalista chamada Karen Horny Que inventou um termo Muito engraçado Que é Inveja do útero Obrigado
Claramente, porque ela diz que os homens têm inveja de conceber, de dar à luz e de...
E de amamentar E essa ansiedade Vejam lá se isto vos é familiar Essa ansiedade, diz ela, leva homens A subestimar as mulheres E a procurar sucesso em áreas externas Tipo trabalho, política Para compensar essa inadequação biológica E eu devo dizer Devo dizer que quando nasceram os meus filhos Eu realmente senti isto, agora a sério Estou-me a falar a sério
Como é que é possível Não se dizer mais vezes Que nós Há aqui algo que nós não temos E que é quase impossível Nós somos prejudicados Limitadíssimos em termos biológicos Víamos fazer um movimento
Mesmo no trabalho e tal E a sociedade vê-nos recompensar Olhar para nós e ver Nós depois fingimos que não queremos saber Só para ficarmos menos deprimidos Mas isso que é isso que nós fazemos A possibilidade de gerar É um milagre Teres um ser humano dentro de ti
Não me importava de experimentar uma Se nós dessemos à luz Já não demorava nove meses Era mais rápido Porque os homens são mais competitivos Sim Era tipo quatro meses e meio Pumba cá fora Uma bimbi de bebês
Eu tenho inveja da maneira como o pênis é entendido no botão Isso é que eu tenho inveja Mas espera aí, no país Mas há uma forma específica Ah, porque tu vais ao... Eles tiveram lá uma espécie de monge budista
Mas espera aí, isto é só sobre pênis hoje Eu também não estava esperando Estava a olhar para o relógio Há um stand-up do Bill Hicks Que é muito engraçado Em que ele está a falar de política Está a falar sobre Os republicanos e não sei o que E o público está claramente desinteressado E então ele diz Let me assure you, right now There are dick jokes on the way E ele passa tipo 5 em 5 minutos Dick jokes are coming, don't worry
Ah, não, não, mas no Botão, eu nunca fui ao Botão, mas tenho visto coisas maravilhosas. Porque eles no Botão tiveram lá um daqueles monges tibetanos.
ali por volta do século XV, XVI chamado Druk Pakunli e ele tinha uma perspectiva bastante diferente da perspectiva religiosa habitual quer sobre o celibato porque ele tinha o relâmpago da sabedoria flamejante que era como ele chamava o nabo estás a perceber? é uma perifrasa aqui o relâmpago da sabedoria flamejante e ele iluminava vale<|de|><|de|><|de|>
E iluminava no sentido de esclarecimento várias senhoras que desejavam ser iluminadas pela sabedoria dele. E então, eles ainda hoje no botão, por causa da influência dele, tem naves pintadas na parede, na parede das casas, por todo lado.
houve lá umas nabos a sorrir de todas as maneiras de nabos nabos a sorrir nabos a sorrir nabos a sorrir nabos a sorrir tudo, todos contentes nabos tristonhos não há muitos tristonhos andam todos os fanforrões empantes porque aquilo é uma coisa de fertilidade e tal mas
Mas é isso, aquilo é... Ele achava celibato, não, isso é estupidez, pá. Eu vou optar por outra coisa. E, portanto, é isso. E afastava os demónios, afastava os demónios, batendo-lhe de ninguém com o que é. Com a perna? Não. Com o braço? Não. Era com o nabo. Sempre com o nabo. Mas espera aí, onde é que demónios eram esses? Pá, andavam por lá. Eu aposto de ser onde é que estavam esses demónios. É muita falta de respeito para com os demónios. Mesmo na testa.
A testa do demónio Era assim E mais Vocês experimentem pôr No Youtube Ou no Google Botão e falos É um festinho Uma boa palavra Falo Mas é pá Parece muito académica
Mas há bocado falaste aqui no micropénis do Hitler Mas o que é incrível é que Pelo jeito ele tinha mais do que um problema Na genitalia Mais que uma malformação Dizia-se que ele também tinha monorquidia Que é quando há a presença de um só testículo No saco escrutal O outro não desceu Eu acho que já falámos disso aqui Daquela canção que o exército inglês Cantava Sim
É muito estranho Quando o testículo sobe E depois fica lá dentro Um bocadinho Chama-se testículo retrátil Está bem, depois volta Esse volta Nunca deixou deste Este teve medo De vir cá abaixo ver Como é que paravam as modas Não, deixa estar, fica lá em cima O irmão, não
Mas é muito difícil ter prestígio Com tantos problemas na gente e tal É muito complicado Talvez isso fosse a fonte da sua irritação Ele parecia uma pessoa indisposta Parecia pois Não sei se vocês leram Há um livro do Hemingway que é Paris é uma festa E viram aquela parte Já sabem o que é que vou dizer Há uma parte em que o Hemingway Está com o Fitzgerald num bar E o Fitzgerald diz A minha mulher a Zelda Diz que o meu pênis é incapaz De satisfazer uma mulher
Por causa do tamanho E o Hemingway diz-lhe Será? E ele é, é, é Garante, é melhor irmos ali à casa de banho Tu mostras E eu vejo isso Então vão, o Fitzgerald mostra E o Hemingway diz-lhe, não, isso é um Penis perfeitamente normal, a Zelda quer é que Tu não te metas com mais ninguém Quer tirar a confiança E depois leva-o ao Louvre
Para ver os tamanhos dos pênis das estátuas. Há uma pessoa que a gente conhece que diz não, eu tenho um pênis muito pequeno. É ótimo porque é de senhora. Pênis de senhora. É realmente para o uso do sexo feminino. É uma coisa mais suave. É uma pessoa que a gente conhece. É muito engraçado. Eu acho que na arte o pênis maior que eu vi em arte é muito engraçado.
É numa gravura rupestre Na Sicília Aquilo chama-se Caverna de Adaura Aquilo estava escondido E durante a Segunda Guerra Mundial Vão para lá os aliados E decidem esconder As suas munições e os seus explosivos Dentro daquela caverna Ora, o que é que aconteceu? Houve uma explosão ocidental E então, de repente, descobriram o excesso de gravuras rupestres
E então o que é que se passa? Vê-se assim nessa caverna animais e figuras humanas dispostas em círculo e lá no meio há duas figuras centrais com os corpos muito para trás e com pênis iretos. Vejo.
E então, a maior parte das pessoas A maior parte dos arqueólogos Diz que aquilo são Xamãs a assistir a cerimónias De iniciação Uma cerimónia de iniciação Mas há uma arqueóloga, que acho que até foi a que Estudou mais aquilo, que diz que aquilo é uma cena homoerótica Porque um dos pênis Está-se a dirigir
Para as nádegas do outro senhor Que tem o pênis Mas esses desenhos não têm tridimensionalidade A senhora sabe que podem estar em planos diferentes É possível Perde-se muito sem a tridimensionalidade Mas sabem quem é que já sabia Há muito tempo
Isto era uma cena homoerótica Os arqueólogos brasileiros Porque eles dizem que nas gravuras repéias Há muitos viados E por isso Isto não é novidade nenhuma Eu tenho pensado muito no pênis de Santo Agostinho Então É dos pênis em que eu penso mais No meu em primeiro lugar e no de Santo Agostinho em segundo É porque Santo Agostinho era africano? Não, é por causa disso
É por causa daquela teoria dele de... Porquê que tu não... Razão para nós não termos exatamente controle sobre isto. Que é, diz ele, é Deus a dizer desobediência punida com desobediência. Portanto, o homem desobedeceu no...
no jardim do Éden indo comer fruto da árvore que era proibido e Deus então retalia dizendo ah, então perdes o controle sobre uma parte do teu corpo mas porquê esta? é uma coisa tão... primeiro, para já porquê esta? porque não de repente, perdes o controle da tua mão e volta e meia levavas uma chapada de ti próprio era um castigo mais... uma belinha para te lembrares, não comas daquela árvore
Não, não, o nabo E porquê que a mulher não tem um castigo semelhante? Pois, ainda por cima foi a mulher que convenceu o homem Exatamente Sabe o que é que me dizem? A mulher também paga pela... Também é castigada por o homem Depende da mulher Porque o homem normalmente vai importunar uma mulher Vai importunar, mas depende depois Está bem, mas repara Às vezes a sua está a dormir É como os mandamentos Os mandamentos são feitos para
Homens heterossexuais e mulheres lésbicas O resto, as mulheres heterossexuais E os gays podem viver que nem selvagens Que os mandamentos não são para eles Não cubices a mulher do próximo Exatamente Ou seja, aquilo é feito É tudo às nossas costas Tudo às nossas costas Mas é só esse? Ou é mais? E há uma coisa chocante no... Não, não, é... Mas indica... Mesmo que seja só esse
indica para quem é que aquilo é feito. São as únicas pessoas... Indica qual é o problema que eles querem resolver. E o mais chocante no episódio do Génesis em que...
em que a gente vai comer então o fruto da árvore que é proibido é o seguinte. Deus diz a Adão que não se pode, repara, é só Adão. Adão é que depois comunica à Eva. Ele disse-me que não se pode. E depois vem a cobra e diz não se pode, claro que cobra. Claro que pode. E então comem. E nisto Deus chega e diz assim eles entretanto puseram umas parras a tapar a genitalia e Deus diz, o que é que se passa? Vocês comeram ali daquela árvore, não foi?
O que é que se passou? E Adão e Eva dizem, foi a cobra. Ou seja, ele pune a transgressão. Não pune o que para mim é mais grave, que é chibos. Não se denuncia, pá.
Como é que é possível isso? Mas Deus castiga amaldiçoando a cobra do homem. A cobra? A cobra em vez de nabo. Mas cobra também é um bom termo. A maldição é para a cobra, propriamente dita, é vais ser inimiga, rastejas e vais ser inimiga, as mulheres vão ter medo de ti e os homens vão querer matar-te. E alguns homens americados também.
Para as mulheres vais ter dores no parto e para os homens vais ter que trabalhar. Mais uma vez. Exato. Vais ter que ganhar o pão com o suor do rosto.
E como é que São... O que é que Santo Agostinho como é que depois resolve... O que é que ele sugere? Sugere que não sejas porco. É basicamente o que ele sugere. Ele acha que aquilo é... Rezar muito. Mas é que Santo Agostinho é esperto porque enquanto era novo... Exato. Enquanto era novo fartou-se de... Mas é também por isso que ele sabe o que é que se passa ali. E ele diz que, portanto, nada de contracessão. São ideias bastante antigas, mas que ainda vigoram algumas.
Nada de contracepção e só para procriar. É só para procriar. E banhos frios. Mais nada. Banhos frios. Agora está outra vez na moda, realmente. Está tudo... E já para não falarem, nestas novas masculinidades, pá. Não masturbar. Exato. Faz retenção de sêmen. Para quê, filho? O que é isso? Acho que são... É a mesma coisa também do... O pênis.
Acham que é uma forma de atrair, ou seja, pênis muito grande, será que atrai mais mulheres? O Miguel tem uma teoria sobre isso. Não, é correto. Isso é uma visão masculina, essa coisa do pênis grande ser melhor para o sexo. Eu? Não, é que pode não ser melhor para o sexo, mas será que, apesar de não ser...
As mulheres dão atenção a isso? Eu acho que o mais procurado é o médio. É o médio mesmo. É o médio que eu tenho aqui. O médio pequeno. O médio pequeno. Não, é isso. É o médio pequeno. A minha teoria é o médio menos. Médio menos. Médio menos é o mais procurado. Sim, sim. Isso é baseado em que estudo, Miguel?
É baseado nas minhas décadas de vida As pessoas vão poder votar no Spotify Neste tema Mas é verdade Gravíssimo Tinha de ser este É eu que não desliguei Eu acho que Um pênis muito grande é desconfortável É desconfortável Espero que sim O Martins está muito caladinho Está muito caladinho
Eu lembrei-me no outro dia Até foi num facto Fala-se muito no pênis Africano Mas na verdade depois quando se vai a ver Quando o pênis africano Aquele idealizado Penetra
Não pode metrar muito E portanto o que está ali dentro é um pênis de um caucasiano Na verdade Parem de idealizar Pênis africano subsaariano Esses pênis muito grandes Do norte da África devem ser como os nossos Essa parte tão precisa Nós somos muito parecidos geneticamente Com Com os árabes e com os norte-africanos E neste momento estamos a falar De pênis há 38 minutos Eu não estava a esperar disto sinceramente Obrigado
Eu acho que há aqueles filmes que todos nós já vimos São pénis muito exagerados Que não servem para nada Não servem para nada E eu lembrei-me disso no outro dia Lembras-te quando estávamos no espetáculo Aqui do Ricardo Ricardo deu um espetáculo no Porto Enquanto nós estávamos à espera No pavilhão Rosa Boc Sim, no pavilhão Rosa Boc Não servem para nada
É isso. É gravíssimo. Uma vez... É grave. Mas duas. Mas agora está desligado. Vocês lembram que estavam lá uns pavões? Os pavões têm... Aquelas caudas dos pavões é o equivalente a um pênis muito grande. Pois é. É um pênis muito grande. Lá está aí. É só para mostrar.
Não é para mais nada do que... Eu consigo ter uma coisa muito grande destas. É a única maneira. E o... Lembram-se deles a cantar. Nós falámos sobre isso. O canto dos pavões. Que sempre me pareceu incompleto. Porque nós estamos lá nas redondezas do pavilhão. Estão lá os pavões e fazem... E uma pessoa fica à espera de... Ai, filho!
Parece uma conversa à porta da padaria. À porta da padaria. Ai, filho, está um trânsito muito grande. Não sei o quê. Mas toda a gente gosta muito de... Ai, o canto das aves é tão bonito. O canto de... De casalamento. Mas nós na realidade não sabemos o que é que eles estão a dizer, não é? Não.
Podem estar a dizer, oh passarinha, não fujas que eu vou-te apanhar. Vai, vou-te penetrar. E ela, provavelmente, ela não quer. Vai, vai, vai, vai com isto tudo. Tu achas, então, que o canto de acasalamento pode ser uma... Pode ser isso?
como pode ser o que tu podes achar o contrário pode ser muito romântico normalmente há outro pássaro é gira tua hipótese de não ser o romantismo ser a javardeira idealizamos os pênis grandes idealizamos o que os animais cantam normalmente um animal está a dizer vou-te apanhar, não fujo vou-te apanhar, mesmo que tu não queiras vais e depois há outro que diz, eu vou a seguir vai aquecendo a gaja porque eu vou a seguir
Porque é essa a lei da selva A lei da selva Pode ser aquilo que é idealizado Pelos ornitólogos Que belo Olha ele aqui a encantá-la E afinal pode estar a insultá-la Não é É rapey É rapey
Eu dei-me ao trabalho De compilar uma lista de Cantos de animais Que vou pedir agora ao Sr. Martins Para vos colocar Sim, sim Mas isso tem algum interesse? Tem, tem
São cantos Um bocadinho bizarros Gostaria de começar Com o canto da coca burra O que é isso? É um animal É uma ave? Sim, sim, é australiano Coloque o senhor Martins, por favor
Parece que está-se a rir. Não, mas parece que faz aquele som de esfregares um balão. Sim, sim. Mas parece que está-se a rir. Mas é um passarinho. E agora... A Araponga da Amazónia, Sr. Martins, por favor. Ah.
Parece uma sirene do barco. Parece, sim, parece. Parece quando é hora de almoçar na Lignave. Estás a acampar na Amazônia e ouves isto. Pinguim Imperador. Olha, muito harmonioso. Vai afogar o motor.
Parece um motor. E agora o meu favorito, que é o Anhuma. Ah, o Anhuma. É um panhoso. Parece um arranque de vomito. São dois panhosos. Ah, pronto. É o meu. É o meu.
Parecem dois fanhosos. Agora imagina, como é que uma fêmea deste animal pode ficar encantada com isto? Pois, por exemplo. Agora, o maú. Está a sintetizar. Parece que está a carregar um jogo do Spectrum. Isto é muito estressante, Aralina.
Ai, os passarinhos são tão queridos. Tão bom, tão calmo, não é? Atenção, o pássaro lira, este aqui é bizarro porque ele imita muitos sons. Põe lá, se lhe o martinho. Isto é um pássaro. Parece um bebê a chorar. Não é possível. Ou seja, ele ouviu isto e depois reproduz. Isso é sinistro, rapaz. Sinistro. É igual.
Uma máquina fotográfica. Daquelas antigas, não é? Sim. Espera, e agora o Atari. Sim. Mas o melhor desses todos é o último. É uma ave do paraíso. Vejam lá como é que é. Está a imitar um jogo de vídeo. Sim? Um jogo de vídeo. É um jogo de... Atenção.
Ou uma guerra civil qualquer No Shiland Sim, sim, é uma guerra no espaço Isto é Ai a natureza tão bonita, os sons da natureza Isto é horrível O trânsito é melhor do que isto Mas pronto Toda a maldade Bom Mudança de conversa E vamos agora ao momento da grande nostalgia Para muitos de nós
Tu<|de|><|de|><|de|><|de|> Tu não é como a tua mãe, gajas, as minhas-me-boas, um gajo olha para elas ui que gajas tão que eu fazia, de tão boas que são, um gajo, sabe onde é que as há, as melhores gajas, sabe onde é que as há, as mais boas, as melhores, as mais, as melhores, as mais boas, as minhas, gajas, sabe onde é que as há?
Sabes? Não, também não. Mas é aí descobrir isso. Eu acho que é em Hermes Indy. Uma vez eu fui a Hermes Indy e estava lá uma gaja bem boa. Não, agora estou a pensar bem em um gajo. Eu às vezes pespito-me. Eu acho que...
E foi isto, não é? Eu já não me lembro quanto é que a Câmara Municipal de Hermesinde nos pagou para nós escrevermos estes sketches. E alguém me disse, e mandou fotografia, aliás, que estava a caminho do norte e não sei o quê, e passa num pórtico, aqueles pórticos, numa estrada qualquer, não sei qual, e dizia, bem-vindos a Hermesinde, terra das gajas boas.
É incrível isto ter marcado essa... Vocês acham que Pusemos imensa pressão nas jovens de Hermesino? Talvez Será que se começaram a maquilhar mais? A comprar roupa mais cara? Há imensos ginásios em Hermesino? Exato, imensos ginásios A concentração de Influências
Um minuto e dez. Um minuto e dez, exato. Mas, por exemplo, primeiro uma frase ouvida que foi um grupo de rapazes e dizem Olá, achas não é que há gajas boas? Isso foi ouvido na rua. Foi ouvido na rua. Eu fiquei fascinado com aquela hipótese de haver uma delimitação geográfica como no vinho. As gajas boas do dão. E depois...
aconteceu que aquela maneira de falar é por causa de um vídeo que a gente viu uma vez, um vídeo muito bom, sobre um senhor que tem um restaurante e está a ser entrevistado na televisão e diz, o restaurante mais famoso, o melhor restaurante de Braga.
É por isso que depois esta personagem também... Não havia também uma entrega de prémios em que o Carlos Lopes também fazia? Sim, coitado. Saudoso Carlos Lopes. Saudoso Carlos Lopes. Grande atleta. E grande atleta, sim, sim. Mas o que é que ele fazia era o... E agora os melhores atletas... Sem mais nem menos Luís Figo.
É impressionante Às vezes penso nisso A maratona que ele correu em Los Angeles Que tinha sido atropelado A treinar Na estrada No dia anterior Sendo que treinar a seguir ao seu emprego no banco Exato Não era como a generalidade dos atletas Que são atletas profissionais Ele primeiro era bancário E depois então ia treinar Com 30 tal anos Sim, sim
Eu temo bem que nos aconteceu o mesmo. Aconteceu várias vezes na Faculdade de Direito de Lisboa, que é, eles estão preparados para falar sobre direito consuetudinário germânico e acabam por falar muito de pênis. Pois é, capaz de ter sido. Acho que é um flagelo lá. Vamos ver-nos no próximo episódio e vamos corrigir este erro, não é? Espero que sim. Até lá. Até lá.
Assim Vamos Ter de Falar de Outra Maneira é um podcast original da SIC com sonoplastia de João Martins música de Frederico Góes coordenação de Joana Beleza e direção de Daniel Oliveira