Intercâmbios Transatlânticos Multidisciplinares
Neste episódio sobre intercâmbios transatlânticos multidisciplinares, Miguel Góis, José Diogo Quintela e Ricardo Araújo Pereira reflectem sobre viagens a África, picadas de insectos, a morte de Diderot, chefs de cozinha violentos e uma especialidade gastronómica inventada por Aristófanes. No final, recordam uma rábula sobre o sequestro de um avião.
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- GastronomiaDenúncias de abuso por René Redzepi no Noma · Relatos de abuso em cozinhas de restaurantes estrelados · Estudo sobre currículos de cozinheiros com passagens por cozinhas agressivas · A busca por chefs 'sexy' na mídia
- Filosofia da MorteMorte de Diderot engasgado com alperce · O conceito de espírito da escada (l'esprit de l'escalier) · Morte de filósofos e a busca por mortes inteligentes · Obras completas de Wittgenstein · Visão de vida após a morte em diferentes culturas
- Segurança em Aeroportos CríticosRestrições de bagagem com brinquedos de animais · Regras de líquidos em bagagem de mão · Proibição de produtos como cola UHU em aeroportos · Procedimentos de segurança com sapatos e roupas íntimas
- Picadas de insetos e dorÍndice Schmidt de dor de picadas de insetos · Dor de picadas de formiga de Cabo Verde · Perigos de correr após picada de inseto · Joaninha amarela como inseto perigoso
- Riscos e Perigos na MataAnimais mais perigosos do mundo · Hipopótamos de Pablo Escobar na Colômbia · Comportamento de felinos em cativeiro · Defecação de animais em safaris
- Comida di ButecoConsumo de vespas em figos · Consumo de larva Mopane em África · Espetadas de escorpião no Vietnã
Ai, filha! Olha, agora é... Está-se a desligar. Vamos estar a beber. Mas quem é que nunca vai ter essa dor? Nunca! Ah! Esqueci-me! Não quero trabalhar a que o João Martins vai ter agora! Este João Martins está a brincar com este João Martins realmente!
Assim vamos ter de falar de outra maneira Assim vamos ter de falar de outra maneira Assim vamos ter de falar
Olá, este é o podcast Assim Vamos Ter-te Falar de Outra Maneira com Miguel Góis Zé Quintela e Ricardo Araújo Pereira E o tema de hoje é interessantíssimo Qual é? O tema é Intercâmbios Transatlânticos Multidisciplinares Tão repulhudo Pois é, vamos ter muito para dizer Enche a boca Enche a boca Ainda acreditas no Pai Natal? E em Abril?
é Maio. No Casino Online Bacana Play o Natal é quando tu quiseres. Há jogos novos, exclusivos todas as semanas. E cada um deles tem uma promoção associada para experimentares à vontade. Mas não te esqueças, joga-se sempre de forma responsável. Bacana Play. Dá um play na vida.
Bom, então se calhar eu vou começar por dizer que os intercâmbios transatlânticos Não vais por aí, não vais por aí Eu primeiro, eu gostava, vou-te interromper Mas é mais interessante do que isto que eu ia dizer? Não sei se é interessante, mas é uma coisa que eu tenho que Mas tem ao menos alguma coisa a ver com intercâmbios? Por acaso tem Se calhar não devíamos E não sei se não podemos considerar transatlânticos
Porque não atravessei o Atlântico Norte Mas atravessei o Atlântico Norte para Sul Para ir à África E tinhas várias disciplinas? Talvez Estás a forçar a barra Como vocês sabem, porque nós conversamos fora disto As pessoas estão convencidas que nós não...
fora disto estamos cada um no seu trailer a sério então? não, acho que não não somos assim tão bons atores e estive em África
Depois de ter sido por vocês censurado por ter ido fazer ski continuo na senda de viagens que cometem atividades perigosas e fui à África ver os animais selvagens. Estou para ver no que é que isso vai dar. Também já fiz isso. Sabes qual foi o meu animal favorito que eu vi lá?
Foi um que estava Por exemplo, nós estava De roda de um leão Mas não foi o leão, não era o meu preferido Estavam 30 jips 30 jips E é o bicho que está dentro dos jips É o meu favorito Foi esse que eu observei mais Eu entre outros bichos Tiraste fotografias
Tirei fotografias aos 30 jips. É engraçado, porque as fotografias também tirei e nunca ficam tão boas como aquelas que vêm na revista do National Geographic. Mais vale comprar a revista. Não se serve. Mas olha, o que aconteceu foi antes. Antes sequer de chegar ao sítio onde fui fazer o safári, eu fiz escala
na África do Sul e tive que passar novamente pela segurança. E aconteceu uma coisa bizarra que foi apanhar as mochilas para passarem no raio X e a senhora da segurança... Toca? Aquilo toca? Não toca, não toca. Eles veem qualquer coisa e agarram na mochila que é a mochila do meu filho onde ele levava lá as coisinhas dele. E eu pensei, pronto, sacana do puto, pôs-me aqui uma garrafa de água, pronto, acontece. E agora vamos ter que tirar.
Mas não tinha garrafa de água nenhuma. A senhora abre a mochila e começa a tirar. E tirar o quê? Os brinquedos que ele levou, que eram animais. Porque ele queria levar os animais para comparar com os... Deve ser, a única razão. Porque ele tem aqui um búfalo e deixa cá ver o búfalo verdadeiro. E, portanto, ela começa a tirar...
E diz, ok, o búfalo, este ok Depois tira uma cobra Não, esta não pode ser Pois um gnú Sim, um gnú pode entrar Este corcudil, não Pois o leão pode entrar Este sapo, não E eu, espera lá, mas Qual é o critério? Scary animals
Scary animals não podem entrar no avião. Nisto, o meu filho começa a chorar. E ela vê, já estão assustados. Ele não está assustado por causa disso. Ele não está assustado por causa disso. Ele está irritado porque estão a roubar os brinquedos. Mas, portanto, concluindo, ela, com o critério lá dela,
proibiu os bichos, que ainda por cima eram bichos muito molhos. Ele tem uma coleção, os bichos são muito borrachosos. Sim, sim. Mas ela não permitiu que entrasse. O meu filho a perguntar, a chorar. E eu tive que lhe explicar que... E pronto, aqui uma parte um bocadinho sensível, não parecer racista.
Mas vamos roçar no racismo. É possível que algumas mentes mais sensíveis possam achar. Porque eu tive que explicar que em algumas culturas há algum tipo de substituição.
Imagina que, não sei qual era a etnia da senhora, mas imagina que em algumas tribos africanas daquele sítio os animais têm um poder totémico que ela acha que vai dar... É muito improvável.
Desculpa lá, eu tive que explicar qualquer coisa Pois eu sei, eu sei Ou seja, tu primeiro No primeiro aeroporto O primeiro aeroporto europeu Passou Será que? Atenção, ele tinha alguns bonecos que podiam ser usados como armas Ele tem uns búfalos com os cornes afiados Aquilo é muito pesado
É uma marca alemã que faz aqueles animais Que são bons animais Se atirares aquilo à cabeça de um comandante Sim, pode-lhe causar um atome E esses passaram na África do Sul E se for esta hipótese que é Como é improvável Que na Europa Haja uma cobra dentro do avião Mas talvez em alguns Sítios
Se essa probabilidade seja maior, de repente haver um bicho desses dentro do avião, isso pode causar um tumulto. Essa é uma explicação, mas não explica o crocodilo em ponto pequeno. Não, o crocodilo não explica. Ou o dinossauro, que também foi proibido de entrar. Eu uma vez estava no... Ah, o dinossauro também no polígono. Mas isso é realmente improvável. Mas depois desta explicação toda...
Eu voltei a viajar com o meu filho recentemente e esta minha sobranceria antropológica, chamemos-lhe assim, repara, os costumes africanos, eles têm esta superstição e no aeroporto de Lisboa tentei comprar, foi a semana passada?
um tubo de cola UHU e diz-me o senhor da papelaria do aeroporto não, isso são produtos proibidos em aeroporto. Portanto, se vocês quiserem comprar uma cola UHU porque o puto queria fazer umas colagens eu acho que queria fazer umas colagens, um diário de viagem e tal, não pode. E acabas então de redimir qualquer eventual racismo que houvesse antes. Porque esta estupidez das regras é uma coisa completamente aleatória.
E para o doa até me pus a pensar Vocês já passaram os vossos líquidos Nas maquinetas E se tiver 100 ml pode passar Se tiver 150 não passa Mas qual é o... Mas essa cola não podia ser usada Para impedir a descolagem Dos aviões Só se é... Olha, tu podias fazer publicidade À UHU porque tens uma expectativa
Uma expectativa sobre a Colabatom Colabatom Uma vez eu estava num Deixa-me só contar Só para terminar a parte Esta outra viagem
Fui a Roma e fiz lá uma coisa muito engraçada com o meu filho, que é a escola de gladiadores. Isto a propósito destes medos que as pessoas às vezes têm de fazer coisas racistas ou podem ser mal compreendidas, mal interpretadas. Aquilo é uma escola de gladiadores, é brincar, vestem os miúdos gladiadores e fazem aquilo que os gladiadores faziam e depois lá estando o lutador ou o professor quer ensinar a fazer uma saudação romana. Sim.
Mas o gajo não fez E ele assim, não, a gente agora faz assim E fez com o punho fechado Não vá algum dos clientes americanos Que lá estavam Ver uma saudação nazi E para ir desmaiar Até porque, enfim Olá pequeninos, hoje vamos aprender Este gesto muito giro
Estava a saudar o Imperador? Uma das coisas que me dispõe mais ao ver séries de época é ver atrizes com seios com silicone. Exatamente. Não pode ser. Exatamente. Essas atrizes querem ter seios com silicone, muito bem. Não podem entrar em séries de época. Não podem. A não ser que isso esteja na história que é. Desculpa, Maria Antonieta.
Maria Antonieta, os seus textos são especialmente firmes. Bruxa! Bruxa, queima! Não é normal. Não reza a lenda, da maneira como as lendas rezavam, que os cheios de Maria Antonieta inspiraram a taça de champanhe.
Sabe-se que eu não sei muito sobre os seios de Maria Antonieta? Mas sabes sobre essa taxa? Também não. Há alguns bares onde elas me pagam uma tacinha. Uma tacinha. Essas tacinhas. Aquela assim mais larga. Sim. Mais larga e pouco profunda. Um pouco profunda. Dizia que era inspirado nos seios de Maria Antonieta. Mas, oh Miguel, aqui uma questão. E se forem seios de silicone que imitam muito bem...
Seios de antigamente Não tenho visto muitos desses Pois, também não Não, não tenho visto Mas, para cá, imagina Imagina que é uma série histórica Sobre Pompeia Aliás, tantas houve uma erupção Mas houve também terramoto
Imagina ver... E tem razão. Nessa situação tem de se ver... A matrona romana, justamente aquilo devia abanar, de uma forma desencontrada, e nem mexe. Era... Espero que estejam a tomar nota lá em Hollywood. Mas tu lá em África, diz isso. Não, era ainda sobre as coisas que se podem levar no avião. Vocês já vos mandaram tirar os sapatos no avião antes de entrar. Sabem porquê? Porque em 2000 e...
ainda em 2001, depois do 11 de setembro houve um tipo que tentou acender uma bomba no sapato tinha um rastilho a sair do sapato mas era mesmo uma bomba ou era só uma era um palerma? o gajo era palerma, se não fosse palerma ele tinha conseguido mas não conseguiu ele começou a tentar acender uma coisa um pavio que tinha no sapato
E foi manietado pela tripulação e por outro, porque ele não estava a conseguir acender. Mas, por exemplo, nós tiramos os sapatos. Agora, em 2006, houve um tipo que entrou dentro de um avião e tentou levar uma bomba dentro da roupa interior.
E nunca nos mandam tirar as cuecas. Mas agora há lá aquela... Fazem uma espécie de uma ressonância magnética, ou que é. Põe-te assim com os braços. Sim, mas mesmo assim faz isso. Mas depois fazem-te uma coisa que é uma espécie de um autocolante.
Passa-te assim no cinto Para ver se tens resíduos de pólvora Parece que as pessoas Limpam sempre a pólvora ou sim Mas ouve lá Mas tu lá em África foste picado por algum inseto Eu tenho a impressão que sim Porque eu tenho a impressão Que este meu quisto é resultado de uma picada Mas doeu?
A Jair Diocuintela está neste momento A apontar para o braço Onde tem realmente um quisto Tem um quisto É que eu pergunto isso porque Não sei se vocês conhecem o meu herói O meu herói é um entomologista do Arizona Chamado Justin Smith
Ele é um tipo de sommelier De picadas de insetos É um tipo que se obriga a si próprio A ser picado por insetos Para depois categorizar A dor que isso lhe causa E a erupção? Também, mas ele concentra-se muito na dor Ele registra A intensidade da dor Regista o tempo que a dor dura E depois tem O índice Schmidt Da dor de picadas Vai de 1 a 4
Por exemplo, uma abelha é um nível 2 A sério é só dois? Sim, só dois Porquê? Porque há um nível 4 Que é, por exemplo, uma vespa Que é a vespa-aranha Que é um nível 4, que é uma grande dor Mas não é a que está no topo Do índice Schmidt Porquê? Porque é uma dor muito intensa Que só dura 3 a 5 minutos Cadaazeaze
Agora, a formiga de Cabo Verde Não é de E Formiga Cabo Verde, assim é o nome É nível 4 E a dor
Dura 5 horas E ele descreve a dor Da seguinte maneira É como andar em cima de brasas de carvão Com um prego enferrujado De 8 centímetros Enfiado no calcanhar Impressionante Ele também já experimentou isso Sim, experimenta isso E ele também dá boas dicas Para quem é picado Por estes insetos A primeira dica que ele dá Adivinha qual é Mejar na ferida No
A primeira dica é muito engraçada Ele diz, atirem-se para o chão Porque um dos perigos As pessoas começam a correr E aí podem-se magoar a sério Ele diz, atirem-se logo para o chão E gritem, porque isso alivia Portanto, toma nota, atirar para o chão E gritar Não ocorreria Assim o VAR vai ver que formiga Mas ouve lá, oh Miguel Mas há certas picadas que são fatais ou não?
Sim, sim, pá Ele não fala É óbvio que dessas Ele não fala Mas sim, ele analisa São insetos ou também mete Por exemplo São escorpiões E como é que ele faz? Põe-se numa tenda, introduz lá o inseto E depois fica sossegado à espera de ser Mas eu gostava que houvesse outros cientistas
Também satisfizessem a nossa curiosidade Por exemplo, dávamos jeito de saber Qual é o felino Que arranca um braço humano em menos tempo Quando é que há um tipo Que diz assim, olha, eu estou pronto para saber Para responder a estas perguntas Esse zoólogo ia descobrir quatro felinos Só não tinha mais
Não conseguia O tigre é o mais poderoso É? O tigre é maior que o leão Fisicamente maior Agora no Youtube há uns russos que têm em casa Uns felinos de atitude Têm um puma Acho que sempre houve Há uns russos que têm umas coisas assim exóticas Mas atenção, porque o bicho rosna-lhes
E ele, ah, já brincalhão Ah, aqui é o meu menino, anda cá menino Tão giro E o gajo, mas estão com ele na Mesma jaula? Não, não, tem um bicho em casa É como nós temos os nossos cigatinhos Mas agora, por falarem Em pessoas que têm animais selvagens Li recentemente que na Colômbia Estão com um problema na quinta do Pablo Escobar Tem uma colónia de hipopótamos Que ele foi trazendo Sim, e eles reproduziram-se Sim, tem para lá Sim, tem para lá
hipopótamos que descobriam em África que é dos animais mais perigosos que mais matem e a maneira como eles fazem cocó esta é das coisas que eu rearei estamos a falar de perigo e tu falaste de cocó porque foi das coisas que eu mais retive naquele safári além do bicho que estava dentro além do bicho que estava dentro dos jipes a segunda coisa que me impressionou mais foi defecar os animais por exemplo os leões os elefantes durou
Tem uma espécie de cloaca Muito laça Eu fotografei e filmei E mandei E se quiseres para o nosso auditório Eu tinha-te prevenido Porque era um espetáculo inolvidável
E o elefante caga uma espécie de tarolo de lenha. E depois de uma covaca mole, expulsa uma aguadilha e o hipotótamo faz assim ao rabo. Tipo ventoinha para espalhar. Para espalhar aquilo. São mesmo gevardões. Há coisas ainda mais nojentas. Eu falei aqui de vespas e não sei se vocês sabem o seguinte.
Vocês gostam de figos? Aqueles figos secos? Eu aprecio. Aliás, eu acho que isto não são secos. Acho que são figos normais. Eu aprecio qualquer tipo de figo. Então ficas a saber. Sempre que comes um figo... É uma vespa, não é? Estás a comer vespas. Sabe com os vegetarianos? Quando se come um figo... Sim. Estás a comer imensas vespas. Os vegans não comem figos por causa disso. Por causa disso, pois. É porque as vespas entram por um buraco do figo.
depositam lá os ovos mas primeiro depositam os ovos e depois morrem lá dentro e são absorvidos pelo fruto e depois de lá dentro nascem crescem pequenas vespas acasalam as firmas continuamos
Foi logo, ele botou logo Incesto no mundo animal As fêmeas saem Do figo Os machos morrem Depois da cópula E ficam lá dentro E nós vamos papar aqueles machos todos Mas isso vai estragar o figo É só vespas lá dentro É verdade, eu tinha visto isso Uma vez, aconteceu, mas não era com fruto Uma vez abri uma carcaça e estava lá um bicho deste tamanho A Caze
Uma carcaça Era um animal e estava num sítio Que nem a lhe ia comer Era uma carcaça Numa padaria qualquer Não era barata Era um prego Antes de saíres dos insetos Não é que lá em África Há tantas fizemos uma coisa Que é o walking safari Que é uma estupidez É ir a pé Vamos a pé Já naquilo gico todos abertos Cadaazeaze
Eu já ia todo borrado Estes tigres aqui Eles em princípio devem estar bem saciados Mas se eles olham para o jipe E dizem É possível amar uma coisa doce Sim, está aqui uma coisa gira A casca é um bocado rija Mas o interior é ótimo Vamos com três guias Armados Quando já estamos fora do jipe E não tenho hipótese nenhuma De voltar para trás Ah, só uma coisa E não tenho hipótese
Há aqui animais que gostam muito de fazer show-off E portanto Se aparecer Ou seja
Não corram. Nunca corram. É como quando são picados. Nunca corram. Porque quando corres, os animais interpretam. Ah, é comida. Está a fugir. Olha que giro. Que jogo giro. Vou apanhar. Mas então, enquanto estávamos a passear, ele ia apontando diversos insetos desses venosos. E há um que aponta que é uma joaninha amarela, muito querida. E ele diz, este é o mais perigoso. Porque este aqui, uma mordida dela, faz umas púsculas.
que se tu rebentas, a aguadilha que está dentro das bolhas vai fazer novas bolhas. E, portanto, se tu coças e aquilo rebenta, ele diz, há tipos que ficam com os braços todos cheios daquilo, parece uma lepra. Uma lepra, sim. Mas era um animal muito querido, tinha um ar muito fofinho.
E também havia umas formigas com ar. Há umas formigas. Neste índice Schmidt há imensas formigas. Quem morreu foi o Diderot.
Diderot, pá. Estão a ver, vocês estão a ver, Denise Diderot, não é? Quando é que isso aconteceu? Já foi há bastante tempo. Mas o gênio, o autor de Jaco Fatalista e outras grandes obras. E de um conceito?
que eu gosto muito, que é o Les Perrier de Escalier. Ah, foi ele, o Les Perrier de Escalier. Sim, com certeza. Quando tu percebes... Ah, era isto que eu devia ter dito. É isso, é isso. Quando já desceu as escadas... Portanto, os nossos ouvintes têm de saber que pode não ter sido de derrubar se é outro francês qualquer. Está bem. Vamos fazer aqui um fact-checking que é para não ser como a semana passada... Este jingle só é tocado para ti.
Para não ser como a semana passada que eu disse que o baterista dos Metallica era homossexual e afinal não é. Vamos agora então fazer um compasso de espera. Estou a fazer. Estou a fazer. Esse aqui é o problema. Diz que sim, João. O Sr. Martins diz que tem de explicar o que é. Vocês estão a ver onde é que se é o chat GPT. O Paradoxo Surrele Comediante.
Porque isso é uma coisa que todos nós Já sentimos alguma vez nas nossas vidas Explica o que é É quando estás, por exemplo, numa conversa como esta Eu tenho imensas vezes Depois no parque de estacionamento Lembro-me depois, quando já saí De uma coisa muito engraçada De uma tirada De uma resposta
E chama-se O espírito da escada Porque é quando o orador Sai do palanque e vai a descer a escada A caminho de... Não sei se era do palanque Ele estava numa reunião em casa de uns amigos E quando ele já está a sair Já desceu a escada Acho que era a escada da tribuna Não era a escada da tribuna Olha, pumba
Em direto O George Constanza Num episódio do Seinfeld É uma palavra de se diz a pouco Que eu gosto muito Que é retorque O retorque The stream store called They're running out of O retorque Do George Constanza Num episódio do Seinfeld E agora juntaste as duas conversas Eu não percebo o que as pessoas veem Neste podcast Neste podcast
Estou interessantíssimo. Há pessoas que estão a ouvir isto. O que é que é agora? Porque é um espírito escalié. Estavas a tentar dizer alguma coisa sobre o título de Rua. Ele morreu. Já não sei porque é que ocorreu isso. Porque não tem a ver com picadas de insetos. Mas ele morreu engajgado com um alperce.
engasgado com um alperce. É um gênio daqueles, daquela dimensão e o que acontece, ao que parece, a filha dele diz que o que aconteceu foi ele tinha feito uma viagem a São Petersburgo, acho eu, muito longa, estava cansado, até meio adoentado, estava na cama e depois recobra um pouco as forças e vai até à cozinha e come um bocado e de repente vai buscar um alperce e diz a mulher não comas isso, e ele que mal é que isto me pode fazer?
E morre. E já sei o que é que era. É o tipo de ocorrência que faz com que as pessoas digam que morte tão estúpida. Que é uma expressão que se usa imensas vezes quando há mortes assim. E nunca há, e eu gostava que houvesse, alguém dizer assim, olha que morte inteligentíssima. Por acaso, nunca ninguém diz assim,
Por exemplo, um gajo engasgou-se Com as obras completas de Wittgenstein Olha, que morte tão inteligente Nunca existe isso E por acaso As obras completas de Wittgenstein são boas para um gajo Se engasgar, porque ele em vida só publicou Para aí 70 páginas É realmente o tamanho de um Foi um livro no início E depois foi algo também no fim Mas no máximo dois E depois então eles foram lá chafordar
caixotes dele e descobriram umas coisas mas é interessante isso, não é? nunca há uma morte que a gente que seja satisfatória, que a gente diga sim senhora, que morte tão como é que vocês gostavam de morrer? eu era quando vem um carro e o condutor diz assim está aqui um velho com 200 anos vou matá-lo e era atropelado e era atropelado
E era assim. As pessoas gostavam de morrer a dormir, mas eu não... Achas que é mau? Gostava de assistir à minha própria morte. Até no noção que estou... Para depois conversar com quem? Epá, não sei. Não tinhas com quem comentar. Não sei. Não sabemos, não sabemos. E de além da morte... Por acaso, há um livro engraçado de um gajo inglês chamado Simon Critchley, que é sobre a morte dos filósofos. Ele faz a lista da maneira como...
filósofos famosos morreram e há um, um filósofo inglês que a certa altura também se engasga engasga-se com um bocado de salmão sempre a comer e a engasgarem-se e portanto engasga-se com um bocado de salmão morre tecnicamente fica tecnicamente morto durante um bocado eles conseguem reanimá-lo
e ele diz que viu uma luz assim avermelhada e que se lembrou do... que pensou, não realmente isto é possível que tal como diz Einstein, o espaço e o tempo sejam a mesma coisa.
E, portanto, ele diz que aquilo lhe deu a sensação de que há realmente qualquer coisa. Há qualquer coisa. Claro que se ele fosse trolha em vez de filósofo, em princípio não lhe ocorria o Einstein nem nada. Não, mas tinha-se sensações. Pois talvez tivesse sensações sobre construção civil. Não, ou assim, do outro lado há... Um capataz. Sim, é uma coisa de... um grande capataz. Exato.
Mas há muitas sociedades e civilizações diferentes e ao longo de diferentes períodos da história têm a mesma, ou uma parecida noção de vida para além da morte. Ou qualquer coisa para além da morte. Eu acho que é por causa de episódios destes, sabes? Ficas ali meio alucinado, mesmo antes de... E de repente começas com essa história das luzes. Sim. Epá, pois, eu, como digo, desde que não seja a dormir...
Então não devias dormir tanto Tu queres tomar notas sobre a tua própria morte Tens um caderninho, uma caneta E gostava E gostava de estar lá Gostava que estivessem lá Entes queridos E outro tipo de entes Só para eu ver Não, que é para eu ver as reações deles Era para ver se os gajos Olha, o pai morreu
Eu gostava que lá estivessem entes queridos Alguns entes indiferentes E um ente Que é vizinho do meu cunhado Gostava que esse ente lá estivesse também Só porque Não há outros entes a não serem queridos Não há nunca Pois não, só há realmente entes queridos É uma pena Tu tens uma lista de Que...
De verbos Que se usam Exatamente Não exaras Só exaras Atas E não envidas Nós devíamos fazer um episódio especial Só sobre isso Só alijas responsabilidades Estava aqui a pensar No teu caso Tu fingias que morrias E depois sentias alguém a pegar no teu braço Na tua mão Sentias uma caneta a ser posta na tua mão No
A assinar um documento O que é isto? Há aquele Aquele vídeo Acho que é no Brasil Uma senhora que leva um velhinho numa cadeira de rodas Exato Está claramente morto Não sei se é para levantar dinheiro Ou para Para qualquer coisa Mas eu não Nessa altura há aquelas Cadaazeaze
Assinatura digital, basta ter o código Os meus filhos de certeza já sabem fazer isso com o meu código Olhem Gostava de dizer um nome
René Redzepi Conhecem? Já ouviram falar? Vamos dizer nomes Não, é um nome específico Cozinheiro ou ex-cozinheiro neste momento Do nome Cozinheiro ou chef? É muito grave René Redzepi? Do nome O nome já ouviram falar? Ah, claro O nome já ouviram falar?
Tudo o que ele disser tem de ser escrutido. É justo, é justo. Depois da semana passada é justo. Era considerado o melhor restaurante do mundo, o Noma.
E abrir um franchise em LA Eles não chamam franchise Como é um restaurante finito É um pop-up Quer dizer que quando corre mal Fecha-se, mas diz que já estava previsto E o que é que aconteceu com o René Redzepi? Uma investigação do New York Times Descobriu uma série de Denúncias de abuso Dele na cozinha Portanto é um chefe E aparentemente não é só este São vários, é uma coisa da indústria Aaze E aí
da culinária, em que os gajos batem, humilham. Já viste René Redzé? É que eu fui... Estás a ver esta carinha dele? É um carinha de parvo. É um cozinheiro com cara de parvo. É, deixa eu levar um chapadão nestas ventas. Segundo o New York Times, entre 2009 e 2017, é assim que quando ele...
Ele continua depois, mas não sei porque é que é 2009 e 2017. Bom, pá, deu murros na cara a funcionários, espetava-os com utensílios de cozinha, atirava-os contra a parede, abuso psicológico, ridiculização pública, o gajo ameaçava usar a sua influência para vedar trabalho noutros restaurantes, fazer com que os maridos e mulheres fossem despedidos.
Um dia obrigou a equipa de cozinha a vir para o frio assistir à descombustura dada a um estagiário que tinha posto música tecno na sala onde preparam ingredientes e deu-lhe um murro nas costelas e não deixou ninguém voltar para dentro, enquanto o estagiário não admitisse que gostava de praticar sexo oral com DJs. Uma coisa muito específica. Muito específica.
Deixa-me só dizer isso Isso aconteceu aqui com o nosso chefe Alexandre Silva Que é do Loco Ele foi vítima deste problema Foi vítima do restaurante de Loco e Fogo Aqui em Lisboa Ele disse, vi um suchefe A partir uma espátula no pescoço de uma cozinheira
A mim colocaram-me tabuleiros de pastéis de nata A sair do forno nas mãos Queimaram-me os braços com um maçarico Deram-me pontapés É pá, isto é impressionante Mas quem é que esta gente... Eu costumo ir aos restaurantes do chefe Alexandre Eu para cá fui recentemente Ou a fogo O louco é ali na Basílica da Estrela Estes ajudantes quando levam um soco de um chefe destes Estrelas que vêm são Michelin Ao menos é coisa boa Sim, tem de ser Tá?
Mas olha, deixa-me continuar, porque houve um estudo na Universidade de Cardiff em que eles foram ver que tipo de... além desse género de civícias, exemplos, cauterizar ferida no polegar no fogão quente, um tipo que cortou-se e ele dá cá! E... E... E...
Panar a mão Panar a mão Ou farinha e tom calado Panar a mão Panaram-lhe a mão Para apontar facas à garganta E depois Uma coisa que este estudo Descobriu O currículo destes cozinheiros que passam por isto
Se não tiverem estas passagens por cozinhas com chefes agressivos, é pá, não é um currículo. Sim, sim, eles acham que aquilo é os comandos. Mas ouve lá, esse gajo é que empanaram a mão. Portanto, quando eles estão a besuntar a mão com o ovo, ele não pensa.
Depois estão-lhe a pôr pão ralado e ele diz Não, em princípio não me vão panar a mão E só quando começa a aproximar o... É muito estranho porque quando nós queimamos Por exemplo a mão Uma das coisas que se deve pôr para a queimadura É a clara de ovo Urinar! Panar a mão deve ser sem clara de ovo Que é para queimar mais Para ao mesmo tempo não curar a queimadura
Isto é tipo aquilo que se faz Nas universidades, aos caloros Sim, sim Mas é um sítio lixado, a cozinha Porque a cozinha tem fogo, tem água a ferver Tem facas Tem gás, é o pior sítio Parece uma sala de tortura A maior parte dos cozinheiros Como tu bem mostraste na fotografia Desse Red Zepi Uma carinha de parvo Se fosse o... Não é como os humoristas
que são todos... Nós não fazemos estas coisas, pelo menos que se saiba Nós fazemos algumas os jovens trabalham connosco, mas nada de comparável. Nunca panámos a mão já nos apeteceu eu queria panar todo o Manuel Cardoso Panal
Mas olha, se fosse o Steven Seagal Nós já aqui falámos sobre ele Quando faz de cozinheiro No grande filme Força em Alerta Vimos falar mais vezes nesse filme É um ótimo filme Contaste aquela história da Érica Que sai com os olhos fechados E passar 30 segundos é que não está lá ninguém Sim, sim
Ele diz, I'm just a cook. Não, é um cozinheiro treinado. Sim. Esse gajo, sim. Agora, esse eu admiti a fazer... Mas a questão aqui mais interessante é a bizarria disto de chefes estrelas de rock. São comportamentos de... São de birrinhas de... São cozinheiros. É isso. Mas ouve lá, qualquer profissão em que os...
em que os tipos se arrem mesmo as estrelas de rock ouve lá sim
As estrelas de rock é pá, estás a cantar E tens uma coisa meio Sexy Convencionou-se Convencionou-se Convencionou-se A semana passada quando falámos aqui das festas Que o Def Leppard dava Achas que era por convenção? Que elas lá estavam? Era Sem dúvida que é uma coisa social Não é porque Com os chefes é que não é de certeza Não é?
Não, mas eles estão a tentar É isso que eles estão a tentar agora Por exemplo, com aquele ar meio ceboso Por exemplo, agora com a série The Bear É pá Em que o protagonista Nem me faças falar do The Bear Sim, pensa que é um artista Eles estão a tentar isso Que os chefes sejam sexy Exatamente Mas é sempre aí que a conversa do artista vai parar Tá
Sim, e aqueles restaurantes de uma estrela Duas estrelas Michelin Aquilo é demasiado soleno Aquilo chega a ser macambuso Aquele ambiente E nós olhamos lá para dentro Para a cozinha E eles não parecem pessoas felizes São meio maquinais É uma linha de montagem Uma linha de montagem A perfeiçãozinha da porcaria E microervas E microervas Cadaazeaze
Era que tu disseste Deixa só assinalar que ele disse A perfeiçãozinha da porcaria E depois esta frase Não acabou Porque ele como um cão que deu uma bola De repente lembrou-se E micro-hervas Micro-hervas é irritantíssimo Do nosso próprio micro-jardim Exato Achas que as micro-hervas crescem no micro-jardim E mesmo a maneira de poesar o prato Eu acho que tem de haver Uma Que é uma
Uma fase intermédia entre a tasca que é assim e aquela maneira que é muito irritante porque é como se fosse não pá, há um meio termo que é poisada de maneira normal poisada de maneira normal e ainda viram três quartos de volta para ficar exatamente e estarem-te sempre a servir de água peraí
Mas agora vais embirrar com tudo O que é isto do liquidi essencial à vida Me estar a ser disponibilizado constantemente Uma vez vi um programa do Anthony Bourdain No El Bully Aquele que foi considerado o melhor restaurante de sempre Ou pelo menos na altura enquanto existia E era com o chefe desse restaurante Que era o Ferran Adrià E eu gostei, porquê?
Porque o Ferrandriá estava lá ao lado dele a mostrar-lhe os pratos e parecia uma criança encantada com os pratos que tinha inventado. Esta ideia de brincar com a comida em que se diz não se brinca com a comida e ele percebeu que não, não, espera aí, brinca-se com a comida. E de entusiasmo infantil com o seu trabalho. Sim, sim, isso é bem. Isso é giro agora. Mas é espumas.
Às vezes é espumas. Acho que foi ele que inventou as espumas. Acho que foi Ferran André que inventou as espumas. Alguém já disse, eu não consigo mais espuma que já estou cheio. É muito difícil recusar a espuma nesse termo. Quando uma pessoa não sabe se aquilo é comida ou restos de detergente... Eu acho que ele é responsável pelas espumas e pela esferificação da comida. Esferificação da comida. Isto é difícil dizer. Não sabes, é muito giro.
Eu já comi umas esferificações Sim, que tal? Olha, a nossa amiga Xi faz esferificações às vezes faz umas sobremesas muito bizarras Não seja fazer assim às bolinhas Aquilo é cozinha molecular Aquilo envolve lá uns processos químicos Ela põe tipo Tem aqui uma esferificação daipo Nota, numa sobremesa É bizarro E aí
Vocês estão a elogiar isto tudo Mas quando eu meto o ovo estrelado Nas minhas comidas Nem sequer vamos falar nisso Quando eu pus o ovo estrelado No cozinhar portuguesa Fui alvo de vilipéndia Mas se fosse o Ferran Adrián Já estava aqui Ele nunca ia pôr um ovo estrelado em cima de um arroz de pátio
Mas lembra-se quando nós fomos a um restaurante aqui recentemente E eu pedi um prato Que é frango na púcara Exatamente Eu só lembro do teu pedido Como do teu diálogo com o senhor Porque eu gosto de frango na púcara Peço frango na púcara
Entretanto, vêm imensos pratos para a mesa e o empregado estende-me um prato e eu olho para o prato e digo não, esse não deve ser o meu porque eu pedi frango na púcara. E ele insiste. Não, não, este é o frango na púcara. E eu. Alto, mas onde é que está a púcara? E ele diz. A púcara era simbólica. E eu digo. Não, mas eu quero a púcara. Eu quero a minha púcara. Como é que é possível não me darem a púcara?
E então tive a mesma vontade Depois no final pagar com dinheiro simbólico Era o que eles merecem Mas olha, e estava bom? Não Pois não tinha púcar E aquela vez que fomos Também fomos nós a um restaurante E eu pedi um bacalhau à brás E veio o bacalhau à brás com natas E eu, mas mexe, bacalhau à brás A interpretação do chefe Interpreta a receita como deve ser Eu nunca te vi tão indignado na minha vida
E eu pedi para pôr um alvo estrelado Não era aquele restaurante que tinha natas em tudo Acho que sim Porque depois há um desses Que de repente vem um prato E depois nós começamos a perceber Que o chefe põe aquilo em tudo Como por exemplo o avião que era aipa em tudo Aipa em tudo Tudo tem aipa Tudo que nós pedimos naquele dia tem aipa Todos os pratos têm aipa O que é que se passa aqui?
O peixe tem aipa, a carne tem aipa. Uma vez em Estocolmo, eles lá nos países nórdicos, ou pelo menos na Suécia, põem muito anis em tudo. Ah, sim, sim. Erva príncipe, não é? Sim, e então fomos a uma marisqueira. Ah, boa, bom produto. Bom produto. O mar é fisquinho, portanto, bom produto. Começamos a comer os camarões cozidos e eu... Desculpa.
Isto tem anis. E ela assim, toda contentezinha, nós pomos anis em tudo e opá, no marisco não. Exato. No marisco não é só água e sal. Uma vez na Noruega...
Repara, eu sou muito Tenho grande abertura para Coisas novas porque penso sempre o seguinte É a mesma coisa que, por exemplo, alguém Eu imagino que um estrangeiro chegue cá Por exemplo, e olho para a comida alentejana E diga assim, hum, será Pão, ervas, alho, azeite E isto vai dar alguma coisa boa E vai porque aquela gente que ali está Sabe muito sobre aquilo E arranjou uma maneira de Com os...
com uma gastronomia relativamente pobre em termos de ingredientes com 3 ou 4 ingredientes fazer coisas boas e eu pensei, pá, aqui na Noruega eu vou dar esta hipótese estes noruegas têm de saber e então fui ao festival do arenque eu pensei, pá, esta história do arenque nunca me convenceu nunca me convenceu o arenque mas os gatos se calhar também acham sardinhas e depois são ótimas durou
Fui ao festival do arenque, em que eles cozinhavam arenque. Eu diria 75 maneiras diferentes e eu provei as todas.
Nem uma. Não safa uma. A sério. Horrível. Sabe por quê? Nem com um estrelado. Porque tem arenca em todas. Olha, em África experimentei Mopane que é uma larva de... Uma mariposa. Uma larva. Não podes criticar. É uma mariposa. Tu comes caracóis. Não, não. Eu não estou a criticar. Estou só a perguntar para já.
É uma larva. É mariposa sem os... O ovo é a menstruação da galinha. Pois, estás a ver. Isto aqui, eu preferia beber uma menstruação. Mas aquilo não era mau. Tiras as asas e eles... Eles secam e fritam. E é uma espécie de Doritos. Era bom, era bom. Eu experimentei de duas maneiras. Essa aí, mais tipo snack. E uma que é um prato que é uma espécie de guisado. Guisado larva?
Sim, tem mais consistência Sentes mais a consistência de larva Não foi tão bom Mas bom, ou seja, bom, mas não tão bom Mas atenção Percebo aquela malta Ai agora proteína, temos aqui gafanhote Se calhar bem tostadinho, marcha tudo Eu no Vietnã me vi lá Umas espetadinhas de Escorpião
Mas não comprei Eu acho que vi justamente um episódio Do Anthony Bourdain E eles tinham lá Uma garrafa de água ardente Com um pássaro morto Lá dentro Um pássaro morto O cheirinho
Eu acho que eles têm ali coisas que é só para enganar turistas Vocês comem isto? Sim, sim, comemos Há bocado estamos a falar sobre os nomes dos pratos requintados Como se fosse uma coisa nova Mas não, isto existe desde sempre Esta mania E então eu descobri que Aristófanes tem uma peça Que é As Mulheres na Assembleia É uma comida então
Sabe o que é que vai acontecer? A gente devia ter uma A gente devia ter uma legenda Foi há 2.500 anos Exatamente, a gente devia ter essa legenda que é Atenção, reparem como José de Oquintela Joga com a ideia De que há 2.500 anos as mulheres Não tinham os mesmos direitos que têm hoje Realmente
Tu devias fazer sempre isso Se calhar é melhor Se calhar estavam lá para limpar Aproximas-te do microfone e fazes isso Não, contar que tens já a Erka A siga que esteja sossegada Mas então Ele já faz nessa peça Faz uma sátira A esses pratos requintados E inventa Um prato ficcional
que tem 182 letras. Este prato ficcional, justamente para... Para satirizar esta... Essa ideia de que leva 10 linhas a descrever cada prato. Então o prato chama-se...
Ganoptericon Espera lá É esse o nome Houve lá Mas tu alguma vez Tiveste gris antigo Não, eu disse impecavelmente Não disseste nada Tu tiveste gris antigo Eu notei algumas Não, foi impecável Alguns enganos Não é que é possível O prato chama-se Lopadote Macozela Cogaleo Craniolei Psanodrimi Potrimatozil Fiocraba
Melitocatake Kimenokicle Picosifofato Perifestera Lectriono Ptecfalio Kinclopelei Olago e Osira Iobafetera Ganopterigon É assim? Nada disso É Eu acho que tu não sabes Não sabes ler o nome do prato A pronúncia não é essa? Não, não sabes Eu estou a fazer da tenas A pronúncia, pois Não era da tenas
Verificas uma trabalhava em Atenas, mas era originalmente de... Corinto.
Como se diz assim? Como? Takiet. Como se diz assim?
Não, faz sentido A palavra é esdrúxula A palavra é esdrúxula Foram os dois péssimos Não sei porquê corrigir-me quando eu disse bem Eu espero que algum especialista Em estudos clássicos Venha, se calhar o professor Frederico Lourenço
A razão pela qual este nome é tão grande É porque o nome inclui os vários ingredientes Que este prato teria Que tenha peixe, mel, crustáceos Carne, queijo, vinho, fruta É uma mixorde impressionante Mas ainda há uma palavra Que eu queria mencionar isto Há uma palavra ainda maior Ainda com mais letras Que é justamente a maior proteína do corpo humano Que é o seu nome químico completo
Tem 189.819 letras Não faz sentido Sim, só se voda E encontramos aqui para a semana Quem já tentou Diz que demora mais de 3 horas a ser pronunciada Esta palavra Não faz qualquer sentido Temos 3 horas ou não? Não temos Acho que era um extra muito giro Olha, sabes o que é que eu te digo?
E vamos agora a um momento de grande nostalgia para muitos de nós. Chá, café, laranjada. Chá, café, laranjada. Chá, café, laranjada. Chá, café, laranjada. Chá, café, laranjada. Chá, café, laranjada. Isso é para tudo! Para tudo! Mas porquê? Porquê? Porque eu tenho uma pistola. E então? E então? E então?
mas vocês não estão familiarizados com o funcionamento disto. Isto, isto, deste buraco sai tiros, não é? Sai tiros. E isto, o tiro, pois, aleija. Ai, aleija. Aleija, porque mete-se na... Ah, mas que aleija mesmo? É desagradável. Desagradável ali pode aleijar. Por isso agora, a partir de agora, este avião vai para Londres. Mas este avião já ia para Londres. Já ia para Londres.
Mas para que aeroporto? Para que a Antoico vai para Itron? A partir de agora vai para Itron! Ele já ia para Itron! Já ia para Itron! Já ia para Itron!
Então, olha, quero dois pacotinhos de cacauetes em vez de um que me deram. Cacauetes? Cacauetes. Não, nós já não temos cacauetes. Não há cacauetes. Não, já não há cacauetes. Escutaram-se os cacauetes. Eu tenho uma pistola, não quero cacauetes se não há cacauetes. Olha, ó meu amigo, você pode apeter as pistolas todas que quiser, porque nós já não temos mais cacauetes, nem aqui nem lá dentro. Assim não tenho condições nenhumas para piratear. Não há cacauetes.
Tu estás me irritado, tu vai, olha, vais passar para ali para trás. Só para teres uma ideia de quem é que manda aqui. Vais, vais. Vais a ver? Isto é para pirata, voar. Viste? Estava aqui, foi para ali. Bates a bolinha baixa. Vês o que é que... E então? Chá, café, laranjada? Pode ser laranjada. Vamos então a uma laranjada.
Epá, sim senhor, olha que viagem pela nossa memória, não é?
Este é mais um dos skets que nós gravámos No avião de Robert Mugabe Que estava estacionado na... É este não é? Eu acho que não Eu acho que nós só gravámos O Javarder nesse avião Este foi num mock Eu estava aqui a olhar De certeza? Sim, não é num mock Nós gravámos para aí dois ou três num mock-up No mock-up No mock-up No mock-up que é onde O dos futuros Então...
Como é que se chama? Tripulantes treino, não é? E a minha mãe foi, além de ser assistente de bordo e tal Era também instrutora nesses mock-ups E às vezes eu tinha de ir lá para fazer de passageiro E a tua mãe deixava de sentar em primeira classe? Não
tudo para trás. Mas, o que é que é curioso aqui? Ainda hoje, quando eu viajo em companhias aéreas onde haja portugueses, há tripulantes que me abordam e me dizem uma de duas coisas. Chá, café laranjado ou...
Tome lá dois pacotinhos de cacauetes Trazem-me imensas vezes Às vezes mais ninguém no avião tem cacauetes E eu tenho cacauetes Que nem um nababo Mas eles podiam estender só para fazer a piada E depois tirar a mão Mas não, dão-te mesmo Este sketch tinha...
Tinha IOP Já não existe Quando a SIC Radical disse Nós vamos fazer aqui um esforço financeiro Para que vocês não sejam disputados Por outros canais Mas para isso precisamos de ter Cada SIC patrocinado por 30 marcas
Iope ou tridenta. Todos os nossos skets... Ou nós bebemos um iogurte ou mascamos pastilha. E trata-se de um skets que parte da seguinte ideia. E se um pirata de ar quisesse desviar para Londres um avião que já ia para Londres? Pronto. Fim. O resto é encher com cacauetes, chá, café, alaranjado. O que é isto? Bem bom. E a certa altura, para mim, a parte mais girosa dos skets...
É quando o pirata, só para... Com aquela frustração de não poder piratear à sua vontade, só para impor a sua... Mostrar a sua autoridade a bordo, obriga Miguel Góes a mudar de lugar.
E o Miguel tem de galgar Uma cadeira com um ar Muito aflito, para mim é a parte mais gira Que infelizmente o podcast realmente Não revela Mas eu acho que este avião Depois de chegar a Londres Foi para Los Angeles e por isso de certa forma Acabamos por mencionar o tema Intercâmbios transatlânticos Multidisciplinares Mais uma vez em que nós falamos Realmente do tema do podcast Exato Exato
Até ao próximo. Assim Vamos Ter-te Falar de Outra Maneira é um podcast original da SIC com sonoplastia de João Martins, música de Frederico Góes, coordenação de Joana Beleza e direção de Daniel Oliveira.
Cadaazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeazeaze