Ep. 67 - Não sejas ovelha, bebe e come na Zona Velha!
Eu vou, eu vou, para a zona velha eu vou! 😅
É mais uma reportagem na Zona Velha, o núcleo histórico de Santa Maria Maior! 😎
Desta feita andamos a la pata a desvendar novos segredos gastronómicos da freguesia, visitando casas emblemáticas como o Gavião Novo e a Pizzaria Xarambinha, e novamente atravessamos o mundo até à Ásia, desta feita à Terra do Sol Nascente! 🇯🇵
Visitamos a Capela do Corpo Santo, fomos ver os skaters no Almirante Reis, e ainda demos um pulinho ao Liceu Jaime Moniz, recordar os bons velhos tempos! 🧑🎓
Para a semana estamos cá novamente, Siga JM! Até para a semana!
Este programa foi produzido e realizado em parceria com a The Marktails Creative Agency.
- Gastronomia na Zona VelhaPizzaria Xarambinha · Gavião Novo · Restaurante do Forte · Basalto · Barreirinha Bar Café
- História da Zona VelhaCapela do Corpo Santo · Fortaleza de Santiago · Igreja do Socorro
- Cultura e lazer na Zona Velha
Estrada Regional, rubrica 100% madeirense, depósito cheio, cintos apertados, chave na emissão, siga JTM. Entre curvas e contracurvas, sempre pela estrada antiga, imersos numa paisagem única e avassaladora. O JTM viaja pelas freguesias da nossa Madeira, todas as quintas-feiras, na edição impressa do JTM. Nos nossos canais digitais e na sua rádio JTM-FM. Não sejas ovelha, é-me como na Zona Velha.
Caros amigos e amigas da Patoscada, cá estamos nós de volta à Zona Velha, o que demonstra que este núcleo histórico da freguesia de Santa Maria Maior está em alta. Já é a terceira semana consecutiva nesta zona e cheira-me que não vai ser a última.
Isto é pequeno, mas o que não falta são receitas mágicas e espaços acolhedores para visitar e sentimos-nos gratos por experienciar o melhor da freguesia, que nunca nos falta fome. A freguesia de Santa Maria Maior é enorme e a nossa passagem não se resumirá à zona vana, mas havia que começar por algum lado e, neste caso, não nos iam deixar sair daqui. Cada passo que damos surge-nos o convite para entrar e a nossa missão foi a mesma desde que arrancamos no projeto.
Nunca dizer que não! E aqui estamos nós no episódio 67, prontos para mais uma aventura até ficar de papo cheio. Na semana passada na Reves um novo capítulo desta epopeia regional que se iniciou pela passagem junto ao Liceu Jai Menês no Ramen Shifu, um restaurante asiático com menageia à cultura pop e o universo da banda desenhada japonesa.
E uma autêntica viagem de sabores, passando pelo melhor da gastronomia japonesa, com as giosas, os baos, o ramen e os mochis. Com abertura para experimentar um pad thai tailandês, tudo divinal. Foi um valente arigato e até as bebidas eram refrescantes.
cantos até dizer chifu. À entrada na zona velha, os nossos olhares debruçaram sobre os jardins do Almirante Rás e viajamos na história daquele emblemático largo, agora preenchido de verde e de skates. Caminhamos em direção à Capela do Corpo Santo, onde nos deparamos com o Xerabinha, a ilustre pizaria da freguesia, com uma longa história que nos foi contada pelo Sr. António.
Era um excelente exemplo de gastronomia regional italiana, apresentando-nos um inesquecível mac da tuna pedra temperada rio-ouro e fresquíssimo, e ainda a pizza de camarão e ananás, uma verdadeira balada gastronómica que homenageia aquilo que é ser-se insular. E eu decidi batizá-la de pizza à estrada regional por nos representar tão bem.
Voltamos de um instante à Rua de Santa Maria, à artéria principal daquele núcleo histórico, onde nos deparamos com o Gavião Novo. Este espaço, conhecido no passado pelo Gavião, passou por uma modernização, mantendo a essência e as boas práticas gastronómicas, sendo ele mesmo uma própria homenagem ao seu passado.
A comida é absolutamente imperdível, o marisco é fresco, o atum na pedra fatiada, uma experiência única e o chef Clayton deu show no osso com arroz à milanesa, demonstrando a sua parícia naquele prato da Lombardia.
Mamma mia! Que etapa deliciosa. Prontos para a de hoje? Se acham que temos vindo a comer muito, não estão preparados para o que vem aí. E se ainda não comeram, prometo-vos vão ficar com água na boca. Até eu fico quando começo a recordar. Bem, mas não nos percebemos. Zona Valha.
Ai, aquela zona velha, aquelas ruas são um autêntico quadro insular e hoje é um centro de turismo para quem vem, mas também para nós. Eu pessoalmente, antes do programa, fugi a confeqüência do meu dia-a-dia corrido e ia para a zona velha. Sentava-me numa esplanada, deixava o meu olhar passear pelos estrangeiros que passavam, pelo mar, pelos nossos que ali trabalham, ouvia as conversas de um e de outro, dava um mergulho, bebia uma cerveja, refletia. Era o meu escape, a zona velha.
Tudo podia mudar na minha vida, mas aquela zona não. Era igual todos os dias e o ser igual era igualmente ser diferente. Pessoas novas, músicas diferentes, a luz a bater de frente na fronha, as formas das nuvens, o tempo a passar e às vezes até a não passar, como se fosse um momento infinito. É o viajar sem sair de um lugar. E creio que este sentimento é o que melhor define a zona velha.
Fomos a caminho da Fortaleza de Santiago, também conhecida pelo Forte de Santiago, cuja origem remonta ao século XVII. O Forte, cujo nome é homenagem ao padroeiro da cidade do Funchal, passou por diferentes funções ao longo dos séculos, chegando inclusive a receber soldados britânicos, deu abrigo às vítimas do aluvião de 1803, recebeu o rei Dom Carlos I e foi sempre um símbolo de defesa da cidade do Funchal.
Decidimos visitá-lo, deparando-nos no alto das muralhas, nos pontos de vigia, observando das suas pequenas janelas o nosso Atlântico, a Praia de São Tiago, também conhecida por Arsenal, e claro, o Funchal e os seus cruzeiros, como pano de fundo. Aquilo é um dos fortes mais bonitos da Madeira e a sua visita é obrigatória. No interior da Fortaleza existia uma casa de gastronomia que vagarosamente se revelava, o Restaurante do Forte.
À primeira vista, o que me cativou mais foi o facto de viver da aura daquele forte como se lhe pertencesse. E desta vez, em vez de avistar piratas e cruçários e apontar os canhões, a nossa missão era encher o bucho de chumbo vinícola e fazer a caça ao tesouro gastronómico. Ao entrar no restaurante do forte, atravessamos aquelas mesas de um requinte assinalável, encaminhando o nosso olhar para aqueles buracos das muralhas que viravam janelas, com vista privilegiada para o Atlântico.
Todo o restaurante era especial e definia-se como um abrigo gastronómico onde a tranquilidade e a serenidade pairam no seu pleno. Quem por ali está desfruta da sua refeição e das suas bebidas com um olhar no horizonte marítimo, ao seu ritmo, sem pressa. Há pinturas de outros tempos, verdadeiros quadros, que invocam a vertente artística da Zona Velha, que não encontra limites nem no próprio forte e toda a decoração do espaço é uma vénia ao fuchal, ao ser insular.
e acolhimento. Diogo, já se percebeu? E comer? Como é que é? Avisou o Fomenhas, farto de me ouvir. A toqueza da terceira dirigisse primeiramente para a mesa, ficando buquiaberta com a vista que se abria para ela e num instante já estava a ser servido um vinho branco terra branca, cujas cores pareciam uma continuação da aguarela que pintava aquela moldura paisagística. A chef Sara Vieira deu-nos as boas-vindas da melhor maneira possível, apresentando-nos as suas maravilhosas entradas com cores e texturas sublimas E aí
que abriu o apetite da malta. Acabamos de chegar aqui ao restaurante O Forte. Estamos aqui com a chefe Sara Vieiras. Chefe, o que é que nós vamos experimentar hoje? Ok, vamos começar pelas entradas. Uma lola recheada com pasta de pimentos, maionese de coentros e uma maionese também de alho negro.
A segunda entrada é um carpaccio de polvo, vem acompanhado com uma salada, pickles e cortões. Isso só pelos nomes já apetece. E o que é que vem a seguir como pratos principais? Para a prática principal vamos ter o Wellington, que é recheado com presunto, mostarda e pasta de cogumelos. Vai acompanhado com batata doce e legumes.
Temos também o polvo, que vai em cama de batata, esmagada de batata, que é marinada com sal, especiarias e alecrim. Por cima vai o polvo, que é temperado também e esse aqui vai a banho-maria cozer e acompanhado com gomes também. Só com isso tudo e digo-lhe sinceramente, já estamos a ficar com água na boca. E eu ouvi falar que vocês tinham umas sobremesas com aspecto delicioso. Quais são?
Sim, é a cara do nosso restaurante, que é o fondant de chocolate e o soufflé de maracujá. O soufflé de maracujá vai acompanhado com gelado de banilha e uns molhos, frutos vermelhos, o chatnê de maracujá e o fondant de chocolate é acompanhado com um olho de frutos vermelhos e gelado de banana.
Olha, então agora a gente vai desfrutar. Está um dia fantástico. A vista aqui é fabulosa. A vista mar. Estamos aqui até abrigados e, no entanto, conseguimos ver como se estivéssemos quase no mar. Praticamente em cima do mar. E vamos desfrutar deste início de tarde. Muito obrigado. E agora vamos a isso. Obrigada a eu e espero que aproveite.
O carpaccio de polvo e as lulas dos Açores. As chefes descreveiam-nos cada um dos pratos, começando pelo carpaccio de polvo, que eram acompanhados de crotons, de ervas e uma pequena salada, e aos experimentá-los era uma frescura de erguer os tentáculos. Sabiam que o polvo tem três corações? Este era tão delicioso que após cada um batia fortemente de emoção.
Quanto às lulas dos açores, a orgulhosa do coesa avisou-nos de que íamos adorar. Ainda por cima vinham acompanhadas de uma apetitosa maionese de coentros e recheadas por uma compota de pimenta assado e o pólo de lume e o secubia guardavam ansiosamente para que o experimentasse para virarem caçadores de lulas.
Mas que lula! Nunca comi lulas assim! Era uma oda ao mar e aos moluscos e a maionese de ervas e a maionese de alho negro. Era uma combinação memorável e, confesso, fui evidentemente surpreendido. Mal terminamos, já chegavam à mesa duas famosas muralhas de Excelência do Forte
a lagarada de polvo e o Wellington de cordeiro. O Wellington era recheado por presente, mostarda e pasta de cogoelhos, onde os tons encarnados da carne sobressaíam e a textura visual da crosta deslumbrou cada um de nós. O polvo vinha numa cama esmagada de batata marinada com sal de especiarias, e era novamente uma apresentação à visita de Madeira.
Não tinha mesmo palavras para todo aquele enquadramento e comecei mesmo por aí. Cortei meio tentáculo, molhei naquela molhanga negra e viajei de corpo e alma assim que o coloquei na boca. Aquele molho é de um sabor estratosférico e o povo é terro, terro, como um tempero fora de normal. Espetacular.
Não vi mais do povo, os meus colegas não perdoaram. O Wellington de Cordeiro era um verdadeiro Cordeiro de Deus que tira a fome do mundo, acompanhado de batata doce com legumes e mais uns toques de molhengas excepcionais que brilhavam ao ritmo do vermilhão da carne. O sabor era de um requinte, de um trato, de um vigor como nunca vi e a mistura com a crosta de massa folhada levaram os nossos piratas a gritar. Ora à vista!
Por último chegaram as doces pinturas da Chef Sara, uma maravilha para a vista, e o Scooby-Doo quase uivou, o fondant de chocolate negro e o soufflé de marquejado. Louvado seja, São Tiago! Não eram só visualmente apetitosas, como eram verdadeiras obras de ingas de especial no museu mais próximo.
O fundo de chocolate negro ao abrir-se, derreter-nos a alma como se fosse um vulcão de chocolate que inunda o prato como se fosse mar. Ao contrastar o quentinho do chocolate com o fresco da bola de gelado, sentimos a passar sobre nuvens num autêntico sonho de chocolate. O soufflé de maracujá é outro que recomendo sem hesitação. Mantém a essência do fruto regional, mas acrescenta-lhe novidade e cor, combinando com o gelado de paunilha, chutney de maracujá e o molho de frutos vermelhos.
No final, não houve dúvidas. O restaurante do Forte é, na verdade, fortíssimo. Um exemplo de gastronia de excelência, de bem servir e de bem abraçar a cozinha de Ilhéu, com a chefe Sara a merecer uns fortes parabéns. Descobrimos que este restaurante pertence também ao Grupo Rúber Miquel e aproveito a oportunidade para cumprimentá-lo e dizer que não é só nos pés que tem pontaria. Nota 10 para o Forte.
Antes de sair do restaurante, o Scooby quis novamente ir para dentro das pequenas torres a vestar o brilho do mar e vos lembrar aquela bela praia, a minha praia, que apesar de convidativa ainda não ia ser desta aqui aos margaros. — Após, vá-se lá, vá-se dar umas canetas, implorou o Paulo de Lama. — Epá, na próxima eu prometo que sim.
Começámos a subida pela travessa do forte, voltando à rua de Santa Maria, mas desta vez na sua etapa final. As cores que pintam aquela rua contrassenam com aqueles que passam como se fosse o início de uma novela e quem olha para cima para os jacarandás é impossível ficar indiferente às tonalidades de azul e roxo que vestem os ramos.
Estas árvores anunciam a chegada à Igreja Matriz da Freguesia e havia que se confessar antes de cometer e comer mais pecados. A Igreja no Coração do Largo do Socorro, cujo nome é também esse Igreja do Socorro, é de uma imponência tremenda. Ao entrar, a sua beleza atravessava cada um de nós, independentemente de sermos mais ou menos religiosos.
A riqueza que ali está é um dos melhores exemplos do investimento que era feito em igrejas e templos cristãos, quer na Madeira, quer em Portugal. As pinturas do teto da igreja eram também de um rigor único e de uma qualidade técnica impressionante, encaminhando o nosso olhar para o altar onde se encontra Nossa Senhora do Socorro. Do interior há a particularidade de assistir à beleza do Atlântico e invadir a igreja pela porta principal, uma imagem que vale 7 paine-osso e 13 avemarias.
Ao sair, fomos em direção ao mar a deslumbrar aquele panorama quando nos deparamos com a bandeira do município de Fonchal que revelava um nome escrito na parede Basalto Ao espreitar para o complexo balnear da barreirinha víamos a esplanada desse Basalto um restaurante costeiro que só pela esplanada já era apetecível Já me deitei em Basalto Como eu ainda não
Disse o Paulo Lombo, vamos a isso. A torreza da terceira liderou o caminho e lá foi o resto da malta atrás. Ao entrar no espaço, quehamos de boca aberta. Era um daqueles restaurantes onde parece que somos catapultados para uma ilha grega e seja em que estação for, ali é sempre verão. Com uma decoração fresca, numa frente de mar, sem obstáculos, era possível avestar até o garajão.
correndo toda aquela costa de basalto e o restaurante já nos tinha conquistado antes sequer de nos servir o primeiro prato. Todo ele era minimalista, mas simultaneamente mantinha uma presença que é inata ao ser insular. E não tenho dúvidas de que seja um ponto de paragem obrigatório para quem gosta de sair da rotina e descontrair. O Marco, um dos colaboradores da casa, recebeu-nos como mandalém, com um vinho Atlantis Rosé e com um sorriso, servindo aquela magnífica pomada de forma delicada, mesmo à babujinha.
Beber um Atlantis, um vinho regional, no Basalto, com vista para os cruzeiros que nos deixam, é infinitamente melhor do que estar naqueles cruzeiros a beber um vinho com vista para o Basalto. Todos sabemos que é que isso está melhor. Avisámos que gostaríamos de experimentar algo que desse para partilharmos, visto que termos almoçado há pouco tempo, e o Sr. Marco sabia exatamente o que nos trazer. Boa, Sr. Marco, acabamos de chegar aqui ao Basalto.
A vista é absolutamente fantástica. Estamos aqui mesmo debaixo da barreirinha, no complexo malignar da barreira.
Cariga, diga-me uma coisa, o que é que serve por aqui? O que é que nós vamos experimentar? Ora bem, irão experimentar então. O tartar de atum é fantástico. As cavalas maranhadas. Cavala maranhada, espetáculo. É espetacular. Temos espada vinha de olhos. Espada vinha de olhos, acho que nunca provei. É muito bom, muito bom. Crocante. Crocante, exatamente. Frita, é espetacular. Olha, vamos adorar. Temos então o pãozinho da casa a acompanhar. Ok.
E já agora, e pãe, que a gente tem sempre aqui as mais terraças. Para beber, teremos então uma garrafa de vinho rosé Atlantis. Ah, é um vinho madeirense, não é? É um vinho madeirense, sim senhor. Espetáculo. Depois eu vou querer experimentar umas cervemas que envia isso aí para outra mesa, mas também vou querer experimentar. Como é que se chamava aquelas?
surgir então um creme brûlée e a nossa mousse de chocolate é fantástica é isso que se quer, fim de tartar exatamente, irão testar certamente muito obrigado chegamos primeiramente um tartar de ateus
Pouquíssimo. Com aquela cor, parecia mesmo ter sido acabado de pescar, acompanhado de um puré de abacate e cebola roxa e ainda um pãozinho da casa com um aspecto maravilhoso, mas umas cavalas maranhadas que Nossa Senhora do Socorro nos acuda e ainda uma espada vinha de alhos, que era uma história de amor ao madeirense. Uma imagem daqueles pratos juntos era suficiente para convencer estrangeiros a vir à madeira. Quais são?
jogávamos à melhada para ver quem é que atacava primeiro. E eu posso dizer que não sabia bem onde começar. Ao ver tudo aquilo parecia até que estava a passear pelo feed no Instagram e era tudo tão esteticamente aprazível que esfreguei os meus olhos. Ao provar o tártaro, o meu coração derreteu-se.
O sabor era algo refrescante e ao mesmo tempo enriquecedor de palato. Nunca comi tão bem atum como nas últimas semanas. As cavalas marinadas entravam em seguida no palco principal do basalto e o aroma que provinha do seu tempero era convidativo até dizer gaelra. Assim nunca tinha comido cavalas e fiquei impressionadíssimo de como as minhas papilas gustativas pareciam renascidas.
Era algo diferente, algo inesquecível e saborosíssimo. Claro que não resistia melhor aquele delicioso pãozinho na molhanga das cavalas. Homem, deixa ver, já estás a abusar. Dizia o Fomenhas e invejou-se ao perceber que eu ia devorar aquele turno. Por último lá fomos à espada vinha da alho que parecia pertencer ali. E na verdade sim, estava junto à sua interna casa. E agora ia para a sua nova casa, as panças da malta da estrada regional.
Mais um produto regional de excelência e já comi muito filé de espada por aí, mas esta crosta e este tempero é uma autêntica perla escondilha da gastronomia regional e ainda bem que a encontrei. A malta do Basalto convidou-nos ainda a deixar-nos terminar com um docinho na boca e servir-nos a mousse chocolate da casa, outra que parecia pincelada por um artista do Renascimento e o crème brûlée.
cuja fina camada estaladense arruzou e refletia os olhos gigantescos dos meus colegas esfomeados. A toquesa fez-se fina e já ia à bolacha da moça, mas vi que o fominha estava bem desafiado como um rotevalho e arrependeu-se. Não havia muito a fazer. É experimentar rápido antes que os meus colegas me dessem uma pancada.
A musa é uma das melhores musas que já comi e o toque das raspas de laranja oferece-lhe um degrau acima na escadaria das musas. Inesquecível. O crème brûlée é uma viagem ao paraíso. Tudo como manda além. Enchi a boca de crème sem pedir autorização ou perdão. Ganho mais quilo menos quilo e a sobremesa vale sempre a pena.
Deixaram-me apenas a bolachinha da moça Como que ia gozar comigo Mas deu para limpar os restos E não é vergonha nenhuma Desperdício zero O basalto é o melhor que o vulcão nos pode dar Seja para andar nas pedras grandes Seja para comer à grande e à madeirense Um aplauso para estes rapazes Despedi-me do Sr. Marco E sei que os olhos novamente no Marco que é nosso Siga para um andar de cima Que cheira-me cá com alguém que dá ali
Ao subir o complexo balnear da Barreirinha, era impossível nascer atraído pela música que fazia eco no Lar do Socorro e provinha do bar que honrou o nome da praia. O Barreirinha Bar Café. É provavelmente um dos nomes mais sonantes no que toca a alegria da refeição ligeira e do tomar uns belos copos entre boas conversas com o ambiente sonoro que ultrapassa o convencional.
Finalmente, vamos buscar a Ecos, também nos saímos. Claro, o espaço é um ponto de paragem obrigatório para quem passa por esta zona e aos poucos tornou-se numa das bandeiras da descontração e do convívio dos fuchalenses. É uma casa madeirense de gema e as minhas memórias daquele espaço são incontáveis e já tinha tantas saudades de ali me sentar e desfrutar da vista atlântica incomparável.
A esplanada é larguíssima e completa-se com todo o tipo de pessoas, sejam elas locais ou estrangeiras, um verdadeiro exemplo de como o Funchal é cosmopolita e de que não há sítios para turistas e sítios para madeirenses. O Fábio, um dos proprietários acolheu-nos, abrimos as portas e convidou-nos a experimentar uma data de coisas, agradecendo a nossa visita. Falámos um pouco do proprietário que nos contou a história da barreirinha Barcafé, que começa em dezembro de 2009 e cujo conceito não muda desde a sua origem.
Boas Fábio, estamos aqui na Barreirinha, este parece que vai haver festa hoje, o que é que se passa? Olá, bem-vindo, é uma festa, sim, passa-se hoje a sábado à tarde, normalmente no sábado à tarde temos sempre DJ sete a acontecer, ou um concerto, e hoje temos o Tiago, o DJ em sandália, em estreia aqui hoje neste formato, porque o Tiago já está pequeno. E a sandália, é para a canceira, é para a canceira, sim. Isso mesmo, e vocês, aqui a Barreirinha, portanto, isto há quantos anos em que vocês estão abertos?
há 16 anos e alguns meses, está a fazer 17 anos este ano. Isto foi naquela altura que a Zona Valha se reabilitou toda, também esta zona daqui sofreu ali em 2010, não foi? 2009, 2010? Sim, nós entramos em 2009, em dezembro de 2009, e sim, já houve várias transformações a partir daí, mas sim, em 2010 com...
Quando abri, depois, acho eu, a tasca literária Rápido de Peixe e depois a Venda Velha, houve uma grande transformação, as portas, tudo bem, sim. E nós já estávamos cá e começamos a definir o nosso caminho também aqui no Seco. E qual é o conceito aqui da Barreirinha? Olha, o Barreirinha Bar Café é um bar que funciona das nove da manhã à meia-noite, às vezes até uma da manhã, atualmente, que tem um conceito que é receber toda a gente bem, tratar bem e ter produto qual de água.
É realmente fora da caixa e vê-se todo o tipo de pessoas, todo o tipo de ideias, todo o tipo de crenças... Sim, é um pouco isso. É mais o contrário. Acho que é mesmo dentro da caixa que a nossa cabeça está cheia de coisas. E aqui é mesmo para o pessoal relaxar. Sim, é relaxar isso. A qualquer momento do dia, acho que temos isso e depois temos os momentos em que nós apostamos na parte.
partilha e da oferta musical, cultural, desde tudo, desde as posições de teatro, dança, música, DJ seres, bandas... Para além do bar, acaba de ser uma casa cultural que também tem bebidas e também tem comida. Não vou dizer que em 2009 a gente pensou nisso, mas a partir de 2012, em 2011, 2012, começamos a definir esse caminho, quando entramos a televisão do bar, acabamos de começar a complementar com outras coisas, e isso é de abrir-nos um espaço bastante grande.
Mas acaba de se dizer este éco milhado que frequenta assinuamente aqui. É curioso que isto foi um cabo que já passaram há alguns anos e é bom ver as pessoas envelhecerem, é bom ver os novos envelhecerem, mas também principalmente a malta mais jovem que agora...
Tem pai de 30 MPa. Olha, comecei a ver aqui, se calhar com os números 17, 18, estou com 28. Sim, é isso. E depois temos um pessoal que já vem aqui com 40 e tem agora a ter 50 e tal, 60 e vem. E é giro isso. É ficha. Que as pessoas conhecem, que essas caras. E depois temos também um MPa, porque acho que é isso. Isto é um barco, quase.
que também tem muitas pessoas que visitam a cidade, o nosso turismo, também vem cá bater. Acho que essa mais escolha das duas coisas, isto está feito para os madeirenses, não está feito para o estrangeiro, para o turista. Mas o estrangeiro acaba pequeno aqui também. Exato, é um pouco isso, porque quando começou, fui pensar sempre na comunidade local e ter um produto acessível para toda a gente e na música que a gente oferece, principalmente para o madeirense, para descobrir algumas coisas diferentes.
Olha, Fábio, o que é que eu vou experimentar hoje? A gente está aqui pronto, x, de falo-me, como é que se vai comer isto? Olha, nós temos um bar, tem um snack bar clássico, tem alguns snacks e os hambúrgueres que a gente serve são feitos na hora, com carne fresca, com ingredientes frescos, com pão fresco, com tudo aquilo que acho que um hambúrguer deve ter, sem ser demasiado complicado. A nossa carta de hambúrgueres não mudou a sintente nos últimos...
São muito conhecidos os hamburgers? Sim, já, nos últimos 8 anos, mas acho que isso também na restauração há uma coisa que é importante. Mas tem outras coisas também, não é? Para além da hamburgers, o que é que as pessoas que possam vir aqui podem... Olha, nós temos uma carta de snacks, o clássico prego, temos o cachorro quente, temos os nossos burritos, há saladas, temos opções vegetarianas, opções de frango, opções de carne de vaca, é um pouco isso.
E quanto a pomadas? Também tem pomadas no prédio? Também tem, também tem algumas coisas. A todos os gostos.
Mas coquetéis, cevagens... Nós temos os mojitos, o mojito de maragrejá, o mojito normal, depois temos outros coquetéis também da casa. E também fazem sem álcool? Tudo. Porque a gente tem que estar sempre com 18, está sempre a moado. Fazemos, confesso que o ano passado a gente acrescentou à carta 4 coquetéis sem álcool.
vocês vão experimentar o muralista que dá um kick, mas não tem álcool também é um pouco isso não tem álcool, mas dá aquele kickzinho que às vezes o pessoal procura no álcool e é um pouco isso, temos uma carta larga a todos os gostos então a gente vai agora sentar e aproveitar ainda precisar estar um dia bonito obrigado Fabio, um grande abraço obrigado
O dia estava particularmente quente e sentia aquele sol na fronha chamava logo para um belo coquetel, coisa que a malta gosta tanto como de comer. Enquanto eles iam ouvindo a música que saía da mesa de som do DJ acende a alha e o Javinha carregado com uns mau ritos de MacGA e um mocktail chamado muralista
que podia pensar no condutor, mas olhem, acabei a experimentar. O morrito é um exemplar perfeito da qualidade deste bar, com a doce certa de rão e com hortelã e a lima a cortar e o maracujá a dar-lhe aquele trago suave a verão que tanto pede esta bebida. O morrito é um exemplar perfeito da qualidade deste bar, com a doce certa de rão e com hortelã e a lima a cortar e o maracujá a dar-lhe aquele trago suave a verão que...
tanto pé desta bebida. O dia estava particularmente quente e sentir aquele sol na fronha chamava logo para um belo coquetel, coisa que a malta gosta tanto como de coer. Enquanto eles iam ouvindo a música que saía da mesa de som do DJ acendalha e o Javinha carregado com os morritos de maracujá e um mocktail chamado moralista que
Pedia pensar no condutor, mas olhem, acabei eu a experimentar. O Morrito é um exemplar perfeito da qualidade deste bar, com a dose certa de rão e com um horto nem lima a cortar e o marco já dar-lhe o trago suave a verão, tanto pede esta bebida.
O mocktail é uma verdadeira surpresa, especialmente por levar gengibre, tornando-o uma excelente alternativa ao álcool, e quem bebe como eu bebi, nem se apercebe que aquilo não leva álcool. Para terem a certeza do que vos estou a dizer é verdade, deixei o Scooby beber uns três, e eles já dançavam euforca à frente do DJ. Eu nunca lhe disse que aquilo não levava álcool.
Ainda veio uns quantos de ginos para a mesa para festejarem burro e ouro e novamente um mocktail à base de café, o espresso tónico, o outro que deu para enganar o Scooby. No final apercebimos que era tão bom que eu também andava a saltitear entre gino e mocktail, até para não andar de lado. Sempre conheceram que se fume bem de muita água, não faz mal, ora bem. Alguns de nós iam mesmo ter que beber muita água, porque até à mula da cooperativa já cantavam.
Ainda bem que a barreirinha também é preta em comida ligeira, senão ia dar para o torto.
Chegaram os ilustres hambúrgueres da Barreirinha e qualquer um deles demonstra a qualidade dos produtos que trabalham. Havia de bacon, de chutney, de cebola roxa, guacamole, queijo de cabra e presente, double cheese bacon, de frango e até vegetariano. Bem sabemos que os burritos e as tostas são também outros livros, mas tínhamos saudades de um belo hambúrguer de carne fresca, com aquele queijinho cheddar a torreter-se, com o bacon testadinho...
Eles sabem bem como servidos com as batatinhas e aquele molho de batatas divinal e o Paulo Lume disse que sentia um burguês, eu acrescento, eu sentia-me um hamburguês. E não, a malta não parou de emburcar ao mesmo tempo, mas enxugou como esponja.
A verdade é que foi um verdadeiro arraial. E às tantas o Tiago, o DJ a sandália, contagiava a multilhão com os seus sons fora da caixa, convidou-me a tocar umas malhas com ele e lá estava eu, de headphones, a controlar o ritmo da malta, com o vento dos coquetelhos, ainda achei que estava a arrasar. Afinal, era o Tiago que estava a controlar.
Não importa, olha, naquele momento eu senti-me o David Guetta numa discoteca em Ibiza e é isso que interessa. Não sei quanto tempo mais é que fiquei por ali, mas quis ir ao encontro do Fábio, agradecer por tudo e ao descobrir que ele também era um dos proprietários do Basalto, aproveitei para congratulá-lo também por aquele hino à gastronomia regional. Tanto num como no outro, a gastronomia é de excelência e, acredite, vocês não podem perder.
Pô, onde é que vamos agora? Olha, nem o Sai, nem vocês, e muito menos eles que estão quentes com aquele bafo de leste que andam por aí nos últimos dias. Uma coisa é certa. Ainda não acabamos com a Zona Valha. Sim, que já tem. Até para a semana.
Porque eu só estou bem A onda não está porque eu só quero ir
Eu vou te dar um Tiga, um forte Miga Eu vou te dar um Tiga, eu vou te dar um Tiga
Pela madeira cantar esta cantiga Do Funchal ao Canissal Porto da Cruz a Santa Cruz São Vicente até ficar dormente A jornada começa e não se sente Vamos pela ilha Com poxa e alegria J.M. Siga, siga Pela velha estrada antiga
O mar ao lado, o vento de lado E a malta sempre a rir Nesta estrada nunca se está a dormir O mar ao lado, o vento de lado E a malta sempre a rir Nesta estrada nunca se está a dormir
Das serras ao mar, o trono se esgalhar Cada curva uma história, cada passo uma memória Noites quentes de verão, sob o céu de estrelas da nossa terra Siga, siga, sem direção, cantando sem dar um vagalhão
Só por toda cruz a Santa Cruz São Vicente até ficar dormendo A jornada começa em 1960 Vamos pela ilha Com o bom cheio de alegria J.M. Siga, siga Pela velha estrada antiga O mar ao lado O vento do lado
E a malta sempre a rir Nesta estada nunca se está a dormir Nas cerdas ao mar O tóris a esvelhar Cada curva uma história Cada passo uma memória Noites quentes de verão Sob o céu de estrelas da nossa terra
Siga, siga sem direção Cantando sem dar um vagalhão Cantando sem dar um vagalhão
Estrada Regional. Rubrica 100% madeirense. Depósito cheio. Sintos apertados. Chave na emissão. Siga a JTM. Entre curvas e contracurvas. Sempre pela estrada antiga. Imersos numa paisagem única e avassaladora. O JTM viaja pelas freguesias da nossa Madeira. Todas as quintas-feiras, na edição impressa do JTM. Nos nossos canais digitais e na sua rádio JTM-FM.
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