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AD#40 - Smart tags: como funcionam, qual comprar e o que o manual não te conta

04 de maio de 202613min
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Você já perdeu as chaves de casa logo antes de sair para o trabalho? Ou ficou 20 minutos procurando o carro no estacionamento do shopping no Natal? As smart tags prometem acabar com esses pesadelos — mas o que os fabricantes deixam de explicar pode mudar completamente a sua decisão de compra. No episódio 40 do Ajudante Digital, Leyberson Pedrosa, Robozita e Robozito desmontam os mitos, mostram como a tecnologia funciona de verdade e revelam os limites que ninguém te conta. A tag certa para o seu celular existe — mas qual é ela?No episódio 40 do Ajudante Digital, você vai descobrir:

📡 Por que smart tags não têm GPS — e como localizam objetos mesmo assim, usando o Bluetooth dos celulares de desconhecidos como uma rede colaborativa invisível

🌐 As diferenças entre os quatro nichos de smart tags: AirTag da Apple, rede Google Find My Device, Samsung SmartTag2 e as tags genéricas do mercado chinês — e por que comprar a errada é jogar dinheiro fora

🧭 O que é o UWB (Ultra-Wideband) e como ele transforma o celular em uma bússola com precisão de centímetros — incluindo quais iPhones e modelos Samsung têm o recurso (spoiler: não são só os modelos Pro)

🚨 O efeito colateral do sistema anti-stalking: o mesmo recurso que protege vítimas de rastreamento não autorizado pode alertar o ladrão sobre a tag escondida na mochila roubada

🔒 Por que smart tag não é sistema de segurança contra roubo — e o que usar no lugar para carro, moto e bens de alto valor

🎒 Três situações reais onde a smart tag faz diferença: mala de viagem, carro em estacionamento lotado e coleira de pet — com as ressalvas importantes para cada caso

🎂 Uma celebração especial: o episódio 40 encerra a quinta temporada do Ajudante Digital, com Robozito habilitando o módulo maladragem 2.0 e planejando férias em Acapulco

Conteúdos extras, fontes usadas e a transcrição do episódio estão disponíveis na plataforma de podcasts da Radioagência Nacional. Acesse aqui.

Participantes neste episódio2
L

Leyberson Pedrosa

Host
R

Robozita

Co-hostRobô
Assuntos2
  • Smart TagMala de viagem · Carro em estacionamento lotado · Coleira de pet
  • Aniversário de 40 anos do Konami CodeEncerramento da quinta temporada · Planejamento de férias em Acapulco
Transcrição34 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Ajudante digital. Smart Tags. O que são, o que comem, do que vivem. Olá pessoas sintonizadas ou conectadas ao tarde. Olá pessoas que estão curiosas para... Olá pessoas que toda vez que assistem a um vídeo...

Olá pessoas que chegaram ao episódio 40 do Ajudante Digital. 4-0, um número que a gente não alcança sem vocês nos aguentando, compartilhando e principalmente aplicando as dicas no dia a dia. Que alegria! Muito obrigado pela companhia até aqui e vamos que vamos! Você bem sozinho? Deve ser uma pessoa insuportável.

Eba, 40 episódios processando dados para facilitar a vida humana. Yuppie, 40 episódios. Eu, enquanto ia trabalhadora, nesse tempo já superaqueci vários data centers com tanto processamento. Haja piscinas olímpicas para resfriar. Valeu, dupla robótica. Eu só acho exagerado falar em piscina olímpica a água usada para resfriar os servidores do robôsito. Tá mais para uns 40 copos americanos de água. Toma aí seu copo aí.

O tema deste episódio 40 é sobre as Smart Tags, um tipo de acessório eletrônico relativamente barato que muitas vezes passa batido. Só que uma Smart Tag pode te ajudar a encontrar as coisas sem ter que rever a casa toda ou então recorrer aos três pulinhos, ação longuinho.

Lembra de mim? São longuinho? Pois é, na realidade eu tô aqui ó pra dizer que eu tô indo embora. Assim não há santo que aguente. Smart tags, se a gente traduz de forma literal, significam etiquetas espertas. No fundo são gadgets do tamanho de uma moeda que você prende em algo que não quer perder de vista, mas que sempre some num piscar de olhos.

Mas será que essas smart tags são tão espertas assim, ao ponto de achar uma chave perdida do carro, no meio do estacionamento de um shopping lotado, ou em uma trilha de cachoeira? Sim ou não? É o que vamos descobrir hoje. Robozito, já que você trabalha muito, me tira uma dúvida. Essas tags têm um GPS dentro? Processando. Aguarde.

Alguns momentos depois. Uma eternidade depois. A resposta é negativa. Um GPS real precisaria de satélite chip de celular, o que esgotaria a bateria em dias, não em meses. Já a SmartTag é uma espécie de farol Bluetooth de baixíssimo consumo. Ela grita em silêncio. Eu estou aqui, o tempo todo.

Demorou para responder, mas até que eu gostei da analogia feita com o farol de navegação. Tecnicamente, Smart Tag é um circuito eletrônico bem pequeno com bateria dentro, daquele tipo bateria de botão ou uma de lítio, que é recarregável. Com essa energia, o circuito emite constantemente um sinal Bluetooth a ermo, que pode ser captado por diferentes tipos de dispositivos móveis, a exemplo dos nossos celulares.

A magia acontece quando qualquer celular compatível com esse sinal passa perto da tal tag. O telefone, que pode ser de um desconhecido leu o sinal, olha para o próprio GPS e avisa um servidor na nuvem. Ei, vi a tag tal nessa coordenada. E tudo isso criptografado e anônimo. Ou seja, uma smart tag pega carona na conexão dos outros.

Se eu perder minha chave no estacionamento de um shopping, terei a colaboração involuntária de centenas de celulares por minuto passando por ali. Agora, se eu perder minha chave em uma trilha de cachoeira deserta, bem, aí complica. Sem outro aparelho por perto, o máximo que dá para saber é o último lugar onde a tag estava antes de você se afastar. Se a tag for arrastada por animais ou levada pela chuva, é melhor desistir e chamar o chaveiro.

Muito animador você, hein, Robozito? Trocando em miúdos, uma Smart Tag funciona com mais precisão perto de diferentes dispositivos compatíveis, ligados e conectados à internet. Quando isso não acontece, o que ela consegue fazer é deixar um rastro por onde estava, que nem as migalhas de pão jogadas na história de João e Maria. Ah, agora eu entendi!

Agora que você entende para que serve e sabe que não é a mesma coisa que um GPS, vamos falar dos quatro grandes nichos dessas tags que estão à venda. Não adianta comprar a Smart Tag mais bonita se ela não fala com o seu celular.

Nixo da Apple Aqui entra a AirTag, uma SmartTag proprietária com uma rede mais consolidada e ativa desde 2021. Se você tem iPhone, é a escolha mais segura hoje pela capilaridade já estabelecida. Mas atenção, o Brasil é majoritariamente Android, então a rede Google está crescendo rápido.

Niche o Google com o app localizar. Essa é a grande virada de 2024. O Google ativou uma rede colaborativa com mais de um bilhão de aparelhos Android ao redor do mundo. Entre as marcas parceiras está a Motorola com o MotoTag e o Feige, entre outras. Para quem tem Android de qualquer marca, essa rede vai se tornando cada vez mais forte.

Nixo Samsung Smart Tag 2 Excelente, mas exclusiva para quem usa aparelhos Galaxy. Ela não usa rede Google. Tem rede própria, chamada Smart Things Find. Se você tem um Galaxy, é uma opção sólida. Se tem outro Android, ela não vai funcionar para você.

Nicho 4. As genéricas. Esse nicho não é bem uma rede, mas sim uma capacidade de criar smart tags que funcionam nas redes já existentes. É o estilo réplica original. Costuma ser fabricado e vendido a um monte no mundo pelos mercados chineses. Pode ser de qualidade, ter compatibilidade com o Google ou Apple, mas também pode ser menos precisa e durável. É uma opção de entrada para testes ou para identificar itens menos importantes.

tecnologia UWB, ultra wideband ou banda ultra larga, a setinha mágica. É o quê? Ah, Robozito, bora jogar um pouco mais de água nesse seu data center? Eu vi que algumas tags são bem mais caras por causa de uma tal de UWB. Responde aí, o que é uma UWB e se vale o investimento? Quero pensamento profundo, hein? Ih, pensamento profundo? Vai acabar a cota do Robozito rapidinho. Robozita, você se engana. Eu fiz upgrade nos meus serviços.

Respondendo ao lei se vale o investimento. A resposta é, depende da sua necessidade. Pelo Bluetooth normal, a tag te diz, estou por aqui em algum lugar. Ou seja, o sinal alcança dezenas de metros, mas não tem direção. Meu...

Já UWB, que significa ultra-wideband, vai além, calcula com precisão de centímetros onde o objeto está, e transforma o celular numa espécie de bússola. Impressionante, o robôzito realmente investiu o salário dele em melhorias. Tô passada, chocada.

Para exemplificar o recurso UWB, o celular mostra uma seta na tela. A chave está a dois metros para a direita, debaixo do sofá. Se você é do tipo que perde a chave dentro de casa, esse recurso é transformador. Mas calma aí, que foi o meu cérebro humano que esquentou demais com essa tecnologia. Parece muito bom para ser verdade. Deve ter algum porém nessa história. E tem. Além do custo, exige maior atenção antes de comprar por causa da compatibilidade.

Na Apple, o Precision Finding, que é o nome do recurso, funciona em qualquer iPhone 11 em diante. A exceção são os modelos iPhone SE, de segunda e terceira geração, e o 16e, que não tem o chip WB. Na Samsung, a lista inclui os modelos S21 Plus em diante, os modelos Ultra, e boa parte da linha Z Fold, como Fold 2, 3, 4 e 5. A dica é sempre conferir a lista oficial da fabricante antes de comprar, porque ela cresce a cada geração.

Hora da Verdade.

Com tantas opções, o que será que os fabricantes não deixam claro na hora de vender? Ponto 1. A bateria. As tags mais comuns usam uma pilha de relógio do tipo CR2032. O AirTag dura cerca de um ano. Já o SmartTag 2 da Samsung diz chegar a 500 dias no modo normal. Só que o seguinte, quando o app avisar que está acabando, não ignore. Porque sem bateria, a tag vira um pedaço de plástico decorativo.

Jesus! Ponto 2. O alerta que protege, mas também atrapalha. Aqui, estamos falando de itens úteis para a vida real, e não para um filme de perseguição. Nada de usar essas smart tags para rastrear alguém escondido. Os próprios fabricantes criaram um sistema anti-perseguição, o famoso anti-stalking. Se uma tag desconhecida estiver te seguindo por tempo demais, seu celular te avisa. O quê? Isso é ótimo para proteger vítimas de uma vigilância indevida.

mas tem um defeito colateral direto. Se roubar sua mochila e o ladrão tiver um celular compatível, ele vai receber o alerta de quem tem uma tag com ele. E pode simplesmente descartá-la. Por isso, a regra é clara. Smart Tag é para perda acidental. Não é um sistema de segurança contra roubo. Para carro, moto, qualquer bem de valor, use um rastreador com chip de celular e GPS real. A tag pode até ser um backup escondido, mas nunca o sistema principal.

Para fechar esse episódio comemorativo, vamos listar três situações reais onde a tag faz diferença de verdade. Primeiro, mala de viagem. Coloque a Smart Tag dentro do forro. Se a companhia aérea disser que sua mala não embarcou, você abre o app e prova que ela está no porão do avião ou perdida em outro aeroporto.

Segundo, carro em estacionamento gigante. Sabe o estacionamento lotado no Natal? A tag te leva direto à vaga, caso você tenha esquecido de anotar a letra do setor.

E a terceira situação é importante, mas com ressalva, a coleira do pet. Olha, aqui eu vou compartilhar com vocês que eu tenho uma cachorrinha que parece o Roudini, aquele mágico famoso que adora sumir. Do nada, ela some da minha vista atrás dos objetos. Em casos como esse, a tag funciona como um backup de localização e até pode emitir um som intermitente para ajudar a encontrá-la.

Mas lembre-se das limitações. Se o cachorro for mais a risco e fugir para uma área de mata sem ninguém por perto, a tag silencia. Por isso, para pet especialista em fugir para áreas despovoadas, o GPS dedicado é o certo.

ou uma guia mais resistente, não é mesmo? Bom, 40 episódios e a tecnologia não para de nos cercar, literalmente, como no caso de hoje. A Smart Tag é um ajudante invisível e muitas vezes incrível, desde que você entenda os limites técnicos e éticos da rede e escolha certa para o seu celular. Patrão, a quinta temporada faz uma pausa agora, certo?

Antes do episódio 41, vou testar meus novos conhecimentos no estilo do livro comer, amar e rezar. Vou dar uma viajada para esfriar a cabeça. Precisando, só chamar. Ah, só mais uma coisinha. Minha tega acabou a bateria. Fui. O Robozito mal atualizou a versão da sua IA e já habilitou o modo malandragem 2.0. Até parece que eu vou deixar você solto por aí, né? Robozito, cola nele.

Pronto, virei babá de robô falante agora. Era só que me faltava. Então é isso. A gente faz aquela pausa técnica para trocar as baterias das tags e voltamos com a segunda metade da temporada logo logo, em junho. Não vão sumir, hein?

Se esse guia te ajudou a decidir qual tag comprar, compartilha com aquele amigo que vive perdendo a cabeça. Ah, aproveita para maratonar os episódios anteriores no site da Rádio Agência Nacional ou enviar perguntas para ajudantedigital.com.br. Robozito, bora viajar pra Acapulco?

Isso, isso, isso. Esse episódio utilizou, para fins miméticos. Entre outros elementos. Trecho do quadro Sim ou Não. Com Celso Portioli. Personagens da animação Futurama. Cenas da série Chaves. O comercial clássico do Guia Mais. O Minha Minha Eternidade Depois. Do Boba Esponja. Insert Alegria. De Igor Guimarães. Falha de cobertura. E outros elementos de propagação coletiva da internet. Até junho e tchau. Ei, Robozito. Robozito, me esperem. Bora viajar juntos.

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