Met Gala 2026, FFW Brasil Fashion Awards e Chanel
No episódio de hoje Fábio Monnerat e Isabela Tedesco, abrem espaço para três conversas que atravessam a moda em diferentes escalas, do espetáculo global ao reconhecimento local, passando pela construção de legado.
Começamos pelo Met Gala 2026, refletindo sobre seus desdobramentos culturais, tensões recentes e o impacto direto na narrativa das grandes marcas.
Em seguida, voltamos o olhar para o FFW Brasil Fashion Awards, analisando o papel das premiações na valorização da indústria nacional e na legitimação de novos protagonistas.
Por fim, mergulhamos no universo da Chanel, um exercício sobre permanência, desejo e a habilidade de se manter relevante em um cenário em constante transformação.
Um episódio que conecta contexto, mercado e construção de imagem na moda contemporânea.
Fábio Monnerat
Isabela Tedesco
- Viradouro Campeã 2026Impacto cultural e narrativas de marca · Protestos e controvérsias · Papel da Anna Wintour · Patrocínio e influência de Jeff Bezos e Lauren Sanchez · Relação com a indústria de tecnologia · Críticas à moda como negócio · Looks e performances icônicas · Emma Chamberlain e Mugler · Madonna e Saint Laurent · Jeremy Pope e Vivienne Westwood · Jacquemus e a avó · John Galliano para Zara · Beyoncé e Olivier Rousteing · Gigi Hadid e Chanel · Cardi B e Marc Jacobs
- FFW Brasil Fashion AwardsValorização da indústria nacional · Legitimação de novos protagonistas · Parceria com Shop Together e Visionary · Importância da visibilidade para novos talentos · Crítica à falta de categorias para profissionais dos bastidores · Crise de mão de obra qualificada na moda · Valorização do trabalho manual e dos ofícios · Prêmio Rádio Avesso para bastidores da moda · Reconhecimento de Sabrina Sato · Parceria com Renner e Grupo Asas
- Chanel e a nova faseRetomada do desejo e relevância da marca · Trabalho de Virginie Viard e a transição para o novo · Identidade da marca e legado de Karl Lagerfeld · Coleção em Biarritz e inspiração em listras e sereias · Detalhes e aviamentos como diferencial · Joias e acessórios da Chanel · Valorização do trabalho manual e técnicas artesanais · Chanel como exemplo de lucratividade na moda manual
Bem-vindos a mais um Rádio Avesso. Boa tarde, boa noite, bom dia. Igual aquele pessoal que não sabe o que falar e fala todos. Bom dia, boa tarde, boa noite. Porque tanto faz a hora que você estiver ouvindo. Ai, que horror. Ai, que youtuber ele. Deixa seu like, não sei o que lá do sininho, sei lá. Péssimos, péssimos blogueiros. Estou aqui com a minha co-host. Isabela Tedesco. É sempre no susto, eu nunca sei se você vai me apresentar ou não, hein?
É. Isabela, o que temos para esse episódio de hoje?
Nesse episódio temos uma salada mista, faz tempo que a gente não faz um x-studão aí. Vamos falar um pouquinho sobre o desfile da Chanel, o cruz da Chanel. Vamos falar um pouquinho sobre o prêmio FFW que aconteceu na semana passada. E vamos falar sobre Met Gala e talvez algumas outras coisas que surjam pelo caminho que a gente vai emendando as coisas. Mas o foco principal é esse.
Perfeito. Vamos começar pelo Met Gala? Vamos começar do fim? É. Está quentinho, né? Está super quentinho aqui para a gente. Está quentinho. Até me deu um pouco de dor de cabeça. É. Foi o Met Gala mais polêmico de todos. Teve protesto.
na internet semanas antes, protesto no dia. Tem essa coisa toda que todo ano tem do pessoal seguir ou não seguir a temática. Enfim, começa aí, contextualiza o que é o match para a galera.
Vou até pegar aqui certinho as informações. O MET é um evento beneficente que acontece todo ano no Metropolitan Museum of Art. Ele marca a abertura de uma exposição que acontece sempre e aí o tema dele é sempre condicionado a essa exposição que está sendo lançada na noite.
Ele foi criado em 1948 por uma pessoa que eu não faço ideia quem é, fiquei até afim de pesquisar a história dessa Eleanor Lambert. Ele começou como um jantar de arrecadação de fundos para o museu, e foi evoluindo para um dos maiores eventos culturais globais. A Anna Wintour, que hoje é a...
a grande referência que a gente tem de Met Gala, ela assumiu em 1995 e passou a transformar o evento numa plataforma de mídia, de poder, de branding. Então, ela levou o evento para uma outra escala. É ela que decide quem entra e quem não entra. A lista de convidados é dela. E é possível que as marcas comprem mesas como uma forma de patrocínio.
Então, ao longo desses anos, nós tivemos muitos eventos, né? Ele foi crescendo, foi crescendo o interesse das pessoas e a mídia foi trazendo muito mais esse contexto do match nesse universo da moda. E aí, ele é um evento fechado, né?
os estilistas muitas vezes convidam algumas celebridades para criarem a partida daquelas celebridades, e a estrutura do evento é red carpet, jantar, visita guiada à exposição, e algumas regras são muito rígidas, como é proibido o uso de celular lá dentro. E aí depois tem os after parties, né, que é como assim no Oscar, o pessoal troca de roupa e vai para outro lugar, e aí
Mas esse ano a gente tinha convites sendo avaliados em 50 mil dólares. E aí essa noite vira milhares de dólares em arrecadação para o museu.
O Met Gala tem como ponto focal exposições, pesquisa e conservação de patrimônio histórico e cultural. Então, o tema do baile nasce da exposição, a abertura da exposição e o baile são no mesmo dia e depois essa exposição é aberta ao público.
E aí eu não sei exatamente como funciona para acessar essa exposição, quanto paga-se, enfim. Mas é sempre um grande momento, porque as pessoas ficam esperando o show, o show das pessoas no head carpet. Eu acho que esse é um grande ponto.
E em momentos onde a gente está precisando desse ânimo, desse show, dessa coisa, eu acho que a gente fica ainda mais ansioso para ver o que vai acontecer. Esse, muito controverso, como você falou no começo, a gente teve...
A gente teve muitos protestos, a gente teve muita gente contra o evento em si, mas vamos explicar porquê, né? Eu acho que assim, vamos falar bem a verdade, esse namoro do Jeff Bezos, que é o dono da Amazon e da mulher dele, Lauren Sanchez Bezos.
eles estão ali num namoro com a Vogue americana e algumas marcas de moda, assim como o Zuckerberg também teve na Filerá, no Desfile da Prada. Eles estão se movimentando com relação à moda.
E a moda vai dando espaço porque perdeu muito dinheiro, né? Perdeu muito negócio, perdeu muita publicidade. Então, a moda precisa dessa grana para fazer a coisa virar. E o dinheiro está saindo daí. Então, assim, eles estão nesse namoro. A Ana Winter aparecendo muito próxima da Lauren. Acho que...
há uns dois anos já, e este evento em si foi patrocinado majoritariamente pelo casal. E existe um zum zum zum de que de que ele vai comprar a Vogue para a mulher dele. Gente, isso é um surto, né? É.
É uma loucura imaginar que a gente vai ter uma dominação dos meios de comunicação, que já existe de alguma forma, mas de uma forma muito mais explícita por esses caras de grandes empresas e de grandes techs. E isso é bastante complexo, porque à medida que eles dominam a cultura pop...
eles têm um domínio muito grande também sobre muitas outras coisas. É realmente um projeto de dominação que sempre existiu. Antes do Jeff Bezos, a moda era tão santa, tão pura, esse mercado era totalmente do bem. Acho que o que chama atenção nesse momento...
é porque, primeiro, pelas questões políticas ligadas a essas grandes figuras, as demissões que estão acontecendo. O próprio Mark Zuckerberg acho que vai demitir 8 mil pessoas do Meta por conta da inteligência artificial, inclusive o Bezos. Bezos. Bezos. Tem que rir de alguma coisa, não dá.
tem ligação, dizem, ter uma ligação direta com o patrocínio do ICE, apoiando as ações do ICE que deportam pessoas não legais dos Estados Unidos. Então eles têm... Esse dizem aí vem da inteligência artificial que ele criou, com 75 milhões de dólares, não sei o quê, que o governo comprou uma grande quantidade dessa...
Eu nem sei como foi a quantidade, parece que a gente está comprando a Granel, a inteligência artificial. É um surto. Mas aí comprou o serviço dessa inteligência artificial da Amazon para usar no rastreio e, enfim, no processo de deportação lá do ICE. Pois é.
Ele financiou o filme da Melania Trump também, né? Exatamente. Então, assim, são muitas... O Washington Post... O Washington Post, que é o jornal dele? Eu acho que é. Que é um horror, né? O dono da Amazon ser dono de um...
de um veículo de comunicação tão importante. Exato, ele proibiu todo mundo de falar da Kamala Harris quando teve aquele momento e fez toda... Está claro que ele intervém no que ele compra, para a vontade dele, para o que ele acha que vale a pena, enfim. Então, se ele está olhando...
A moda, eu acho que não é só um gosto, porque a mulher dele gosta de moda, né? Existe muita coisa por trás, essa manobra, não é mesmo? Com certeza, não é um capricho aleatório para a esposa dele, pode ter certeza que não é. Talvez ele esteja até usando a imagem dela para... Com certeza, para aparecer.
mais fofinho, para parecer mais inocente. Mas não é uma relação de inocência, é uma relação total de dominação, de poder, de entender que onde tem a cultura, principalmente a cultura de massa, também tem um grande volume, é fácil dominar essa massa em todos os lugares, no sentido político, no sentido econômico, em vários sentidos.
É estranho ver o Zuckerberg usando looks, calças mais largas e não sei o quê, flertando com a moda, um cara que passou a vida inteira usando só um jeans com a camiseta. Exatamente. Ah, coitado, todo mundo tem direito de flertar com a moda. Claro que todo mundo tem direito de flertar com a moda, mas nunca é tão barato, nunca é tão banal. Tem sempre um porquê no meio dessa história. E a medida que eles entendem que a moda tem poder,
principalmente nesses grandes eventos e grandes marcas, tem aí também um grande interesse em alguma coisa que... Enfim, né? Mas... É, o que eu tenho para te oferecer é o que você me oferece. Sempre esses movimentos são sempre sobre isso e envolvem muito dinheiro, né? Exato. E eu acho extremamente válido os protestos, acho muito importante que a gente fale sobre isso, porque entendo que...
Para a gente que está dentro dessa bolha de moda, as informações chegam para a gente, a gente já está ciente do que está acontecendo, mas tem muita gente que sabe do Met Gala, que quer ver os looks, mas não tem a consciência do que de fato está acontecendo. Então, acho que esse lugar da...
da educação, da comunicação, é extremamente importante para que as pessoas saiam dessa bolha. Eu coloco aqui, eu falo ignorância, mas ignorância no sentido de realmente de não saber o que está acontecendo. Eu acho que é muito importante. É claro que a gente também tem a memória.
pequena, curta, são muitos escândalos que acontecem, mas eu acho que a gente tem que ficar atento, isso não é novidade que as techs estão invadindo os grandes negócios, enfim.
Mas o que me preocupa é o que já vem acontecendo com a moda, na verdade, que é a gente observando uma moda cada vez mais focada em números, que a gente vem há quantos episódios, a gente já falou sobre isso, quando a moda está preocupada só em vender, em faturar, que ela fica chata, que ela fica sem graça, que ela perde o cunho artístico, criativo, o glamour da coisa, a opulência. Então, assim...
E eu acho que a mulher dele, usando aquele look que aparelhou ontem, refletiu exatamente isso. O perigo que é a moda, a arte, a cultura, está na mão desse povo que não entende nada disso. Que, claro, entende de ganhar dinheiro, mas que é chato, que é previsível, que é...
que é sem graça demais, que tira a nossa esperança, sabe? Aquele look daquela mulher ontem, eu falei, meu Deus, ela podia tudo, ela podia tudo, ela escolheu isso. É. E aí, a Gabi fez um vídeo falando disso, falou, gente, a moda tá vendida, chega, fecha a porta, porque aquilo dá uma tristeza.
A moda sempre esteve vendida, né? Eu acho que a gente tem que ter muita consciência também para não parecer que agora está havendo uma dominação. Sempre esteve vendida. Eu me lembro que quando surgiu aquela polêmica toda lá da Balenciaga, com aquela campanha que parecia exploração sexual infantil, lembro que tinha umas coisas assim. Lembro.
Logo depois, o grupo LVMH patrocinou uma grande exposição coordenada pela Condenaste com a Ana Winter. E, se eu não me engano, naquele ano ela foi de Balenciaga para o baile da Comatecala. Ela está sempre chanel, né? Então, ali tinha toda uma...
Tem sempre um jogo. Existe um jogo de interesse, sem dúvida nenhuma. É política, né? É, total. Política e dinheiro, poder. Eu acho que o poder é realmente uma ferramenta do negócio. O que me chama a atenção, no melhor dos sentidos, pelo fato de criarem esses movimentos de boicote, de críticas, de alguns nomes como a própria Miranda Presley, não participar, é que eu acho que, assim, pelo menos agora,
as pessoas talvez estejam perdendo um pouco a inocência. E a gente vê que, no último SXSW, falou muito sobre o quanto estamos vivendo num mundo em que a gente confia, a confiabilidade está embaixo, a gente confia cada vez menos em pessoas, em negócios e tudo mais. Então, acho que aí a gente...
É interessante, sabe, a gente entender que existe uma contracultura que começa a levantar bandeiras para criar um ponto dois, para que as pessoas não tenham uma visão tão pura sobre as coisas. Nada é somente o look do dia que as pessoas escolheram da beleza. Existe um jogo político por trás disso.
tudo, e sim, tem pessoas que estão trazendo um pouco de luz sobre isso, exagerando, porque assim, vai ter boicote ou não? Boicote não vai, não existe boicote, existe uma relação de poder muito grande, é muito difícil para um artista boicotar uma situação dessa, custa muito caro para ele. Para ele é muito caro, e não vai mudar o jogo.
E quem é que não queriam um convite para estar lá? Não vai mudar o jogo. Ponto. Isso não é capaz de mudar o jogo. Você ter um ou outro pulando uma edição e tudo mais, tudo bem, é bacana, porque você mostra que aquela pessoa não está conectada diretamente com aqueles valores, do mesmo jeito que o Donald Trump e a esposa são banidos há muito tempo.
pela Anna Wintour, porque eles são... Porque politicamente não conectava com o que ela pensava, isso muito antes dele ser presidente. Então ele já é banido há muito tempo. Nunca, há muitos anos que ele foi banido do Matt Gala e é o único que é público. Acho que ele e aquele Tim Gunn que apresentava o... E o Kanye, né? O Kanye também, é. Mas acho que publicamente só ele e a...
que apresentava aquele programa com a Hyde Klum, que era... Ai, por quê? Por quê? Eu sei quem é esse. É... Runaway não sei o quê, não é? É Project Runaway. Isso.
pesquisem depois, vocês pesquisem, mas eu acho que foi uma situação que ele, num dos Met Gala, ele, muita gente que fala mal do Met Gala, né, muita celebridade que vai e depois quando sai fala mal diz que não é tão legal assim, que é uma grande confusão.
que é um monte de gente besta fingindo que está fazendo alguma coisa muito importante, mas que é só um poço de vaidade e tudo mais. E parece que ele viu uns seguranças tendo que carregar o Inter no colo, nas escadarias, na hora de sair. Tipo assim, sabe, um pouco de abuso da parte dela, de...
mucamos carregando, e aí ele fez um comentário e aí parece que ela não gostou e ele foi banido, é, mas muita gente é cancelada, não eternamente, depois ela volta mas ela passa um tempo porque falou mal porque disse que não era tão legal assim não sei o que, e a Anna Wintour não perdoa, ela vai e corta
E é uma... Hoje, principalmente, em que quase todas as celebridades têm uma pontinha de influenciador, ou seja, elas ganham dinheiro com mídia, não só pelo trabalho como artista, mas também com as publicações, com participações. Não ir ao Met Gala é perder boa parte do seu faturamento. Nem todo mundo é disposto a perder parte do seu faturamento.
Ou vai ter o seu próximo convite também, né? Exato. Porque se você pula um ano, o que garante? Exato.
e no final você não muda nada. Se existe alguém que merecia ser atacado, e veja bem, eu estou dizendo que merecia ser atacado, é meio complexo, mas deveria ser só a Amazon, o Jeff Bezos, a Meta, o que a gente pode fazer para exigir que eles tenham uma relação mais justa com a gente, alguma coisa do tipo.
não necessariamente achar que brigar com artista X, com artista Y com marca X, com marca Y e tudo mais até porque as marcas também precisam dessa exposição que existe dessa noite que é um palco pra muito designer mostrar o trabalho e que a gente não
Não tem, que essas pessoas não tenham ao longo de muitas premiações. Aparece o nome da pessoa, ai, que vestido lindo, mas assim, o foco nunca é de fato a roupa, a história por trás dela, o trabalho, quanto tempo levou. O tanto de post que eu vi hoje, falando assim, a roupa da Kylie Jenner, foram, sei lá, 100 horas de trabalho.
tantas artesãs, sei quantas pérolas, a roupa da Rihanna toda feita de bijuteria reciclada e nananã. Então o foco, eu acho que a importância desse evento é que o foco é a roupa, como nos outros a gente não tem.
E aí os designers podem explorar de fato esse poder criativo dentro desse tema. O que me irrita profundamente, meu momento reclamação aqui, é as pessoas que não vão no tema. Inclusive a própria Ana, que eu acho ela muito chata. Ela sempre parece com o mesmo vestido da Chanel, só muda a cor. Me irrita um pouco. Assim, não era Raide Clum. Raide Clum estava parecendo que ela estava no...
Mais uma fantasia de Halloween dela, né? Ela sempre tá com uma fantasia de Halloween. Ela confundiu as coisas. Deu ruim pra ela. Aquela outra loira australiana, gente. Meu Deus do céu. Eu devia ter anotado. Eu anotei um monte de coisa aqui. Essa eu não anotei. Que tava com um chanel vermelho.
a Nicole Kidman. É, belíssima, maravilhosa, mas assim, a mão não tem nada com nada, sabe? Ela e tantas outras. Eu acho que deveria ser barrado, deveria ter que ser sobre o tema, porque gente, são sempre temas interessantes, temas legais e temas que você pode evidenciar. Então, ali ontem a gente teve, eu achei pelo menos, que dessa vez, mais até dos últimos,
Tem muita gente que não vai no tema, mas teve muita gente que eu acho que pensou, realmente botou a equipe ali para pensar e entregou um negócio muito interessante. Eu achei muita coisa legal, que eu estou até agora assim esmiuçando para saber. Porque não é só a roupa, né? De onde vem a inspiração? Qual o quadro? Qual a história do quadro? Quantas horas de trabalho na roupa? A marca?
Então, assim, eu tô achando muito legal essa parte. Esse tema eu achei muito promissor, assim. Ele trazia muita possibilidade pra brincar. Desde um Bad Bunny com a maquiagem. E a maquiagem também foi protagonista em muitos looks nesse Met Gala. Bad Bunny chegou lá de Zara, inclusive, ok? Chegou de Zara.
E com uma maquiagem que ele estava, sei lá, com 63 anos e tal. Então, assim, o auge dele ali era a maquiagem. Tinha a Anouk e Ai, é isso mesmo? Me corrijam, pelo amor de Deus, que estava homenageando as... Ai, tudo bem de logo aqui, hein? As Madonas negras e ela estava com aquelas lágrimas, estava de Balenciaga e aquelas lágrimas 3D. Aquilo eu achei, o negócio, uma coisa. E ela é linda. É a Anouk e o Anouk?
Ah, eu já não sei, gente. É uma modelo linda. Ela é uma mulher, assim, surpreendente. A beleza dela é surreal. E tava aquilo, ela tava irretocável. Ah, já vamos... Podemos já ir pros favoritos? Ah, quantos seus, vai. Ah, eu não sei se eu tive muitos favoritos, não. Eu vou te falar, eu fiquei tão decepcionado que ele...
Ai, eu tive vários. Quase que eu não tinha aqui. Eu acho que eu fiquei tão irritado com esse monte de gente fazendo uma coisa meio... Tipo, não seguindo a temática, fazendo umas coisas, ou então seguindo uma temática. Eu odiei todo daquele... Robert Wan.
que é o estuísta, que foi a mãozinha, assim, o 1, sei lá. A mãozinha 3D, que fizeram a impressão 3D dela. Não sei o que lá. Eu achei aquilo tão feio. Eu não sei. Eu não gostei. Ah, posso falar do que eu gostei? Tá no mesmo padrão. Deixa eu só falar uma que eu gostei. Tá, então vamos lá. Ela foi logo do início. Foi aquela...
Emma Chamberlain. Ai, a maior de todas. Que ela foi no Mugler. Maravilhoso. Parece que a tinta tava derretendo. Tudo lindo, lindo, lindo, lindo. Achei aquilo assim, lindo. A unha dela tava linda, a maquiagem. Tudo era bonito naquele negócio. Aquele vestido demorou, eu tava vendo, três dias pra secar, porque ele foi realmente pintado a mão. E ele é uma reverência a um quadro do...
Van Gogh. Então, ali, foram muitos metros, tipo, 153 metros de tecido para fazer o vestido, mas essa técnica que ele foi pintado à mão, porque na parte do corpo, você pode ver que, assim, tem uma...
umas tintas grossas, umas pinceladas grossas, aquilo ali pra secar e aí no corpo ele foi no spray. Mas eu acho que a composição tava perfeita, porque ela tinha uma manga que parecia que ela tava derretendo no resto do quadro.
Aquilo, para mim, é arte. Existe essa discussão. A moda é arte. Ali estava a junção perfeita. É a moda que emociona, é a moda que mostra o potencial da moda, do humano, do que a gente sempre fala, do que a IA não consegue fazer, do trabalho manual, do que pode ser reverenciado ao longo dos anos. Que não... Assim...
Não vai cair em esquecimento, porque aquilo foi icônico, né? Então, assim, que coisa maravilhosa. Esse foi, de fato, o meu favorito.
Agora, tem mais um? Eu tenho fé em você. Só tem esse mesmo. E Madonna. Madonna também chegou e causou. E foi a referência de um quadro. Eu não vou lembrar o nome do quadro. Maravilhoso. Madonna chegou e entregou um look à altura de Madonna. De uma pessoa.
De quem é realmente a rainha do pop. Não é. Ela entende o que é a cultura pop. Muito mais do que uma cauda quilométrica, aquilo ali foi... Ela entregou arte num tapete vermelho. Arte performática, inclusive. Eu achei... Madonna estava de Saint Laurent. Maravilhosa. Eu não sei de quem é a cabeça. Eu cheguei a ler, mas não anotei. Mas eu achei assim...
Olha, obrigada, Madonna, por nos entregar tanto nessa noite, sabe? Porque assim, a Cher mesmo, a Cher foi homenageando ela mesma, né? Fazia? Foi. Eu acho assim, eu acho lindo, né, mulher que tem autoestima de um hétero. A Cher tem liberdade poética, né? Ela já fez muita coisa, é uma senhora que já fez muita coisa. Eu vou o quê? Vou me homenagear. Eu sou linda, maravilhosa, e aí ela botou o vestido que ela usou. O que eu faço é arte. É, mas assim...
Tá, aí a Madonna vai lá e pega, não sei, seis pessoas pra fazer parte da performance. É, botou as bucama lá, né? Gente, que estavam assim, se equilibrando no saltinho, viu? Uma hora, um ali até meio tremendinho assim, mas gente, é isso aí. Bora!
Eu amei, amei, amei. Eu tinha muito homem sem graça. Eu odeio ver homem sem graça. Eu acho que não é porque você é homem que você tem que ir de terno preto. Ah, como eu tenho uma preguiça de homem que não pensa pra se vestir, que acha que não vai entregar e tal. E aí, o Jeremy Pope...
Estava num corset da Vivienne Westwood. Ai, lindo! Eu acho que é outono. Acho que... Ai, deve ser outono, inverno. 97, 96, não sei. Mas assim...
De outrora. E aquele trabalho, eu vi alguém falando. Eu não sei nem se foi a própria Gabi. Tipo, ah, eu queria ver alguém usando esse corset. Porque tem tudo a ver com o tema. Foi? Foi a Gabi. E esse cara me apareceu exatamente com essa peça. E ela é realmente maravilhosa. Muito. Assim, quando um homem entrega um look, eu fico feliz em dobro, assim. Sabe?
deixa eu ver o que mais eu também vou falar de outro homem aqui que eu achei eu gostei, me julguem eu amei Jacquemus Jacquemus com a avó dele foi o primeiro voo longo da avó dele 80 anos, ela nunca tinha saído da França ela foi pra Nova York esse é o date dele na noite e ele estava mas o look era feio, né?
Eu amei a ideia da coisa Quando ele falou que ele se inspirou Numa tela em branco Eu achei isso tão poético Eu já fiz isso no colégio Quando eu não tinha nada pra fazer Eu me lembro que a professora de arte falou E aí eu deixei o Em branco, entreguei pra ela E falei com ela que era Que tava em branco Que era a liberdade toda De todas as criações Era um espaço de criação, eu só assinei E aí
Então foi isso, eu só assinei o meu trabalhinho em branco e entreguei para a prof. Foi minha deixa, foi o jeito de eu fazer um negócio que agora já queimou e copiou.
Eu só acho que você merecia um post lá no Parecidinhos da Camis. Eu também acho. Sabe? Porque, assim, eu caí na do Jaquemuz, mas você tá provando que você é gênio, pré-conscior do White Canva. Então, assim, Canva... E na época eu estava só querendo enrolar minha prof mesmo, porque eu não tinha feito o dever de casa. Achei gênio. Será que o Jaquemuz também tava com preguiça? A vó dele deu muito trabalho pra ele e falou, vamos de branco?
Ah, não vou, não vou, não vou. Ah, agora vamos. Não deu tempo, amada. Agora vamos de branco, que pelo menos a gente se combina. É uma tela em branco que tem muita coisa ainda para ser criada. Ah, eu gostei. Tá, achei poético. Me deixa. Tá bem, desculpa. Ai, vamos lá. E aí, fechamos o... Tem a moça que foi o primeiro look do John Galliano para a Zara, né?
Verdade, a Steve Nicks foi o primeiro a gente teve aí, depois da notícia bombástica de Galeano, com esse contrato de dois anos na Zara. Ele faz a primeira aparição com um vestido para essa atriz Steve Nicks no Met Gala.
Eu achei uma assinatura galiano, mas achei galiano, entendeu? Eu acho que tinha uma pena, uma pluma muito longa, comprida, uma cartola. Não sei. Eu achei que parece uma grande sombrinha. Ou fantasia de bruxa de filme dos anos 80.
Um figurino, né? De um filme antigo. Achei que estava com cara de figurino também. Não é uma coisa que encanta, que a gente sabe que o Galiano é capaz de fazer, né? É. E talvez até por ser tudo preto, fique mais difícil de ver os detalhes. Talvez tenha até muito detalhe ali.
Tem a mão do Galeano ali, porque também não é uma roupa que vai ser vendida na Zara, né? É só uma peça feita exclusiva para essa Mona aí. Mas não, não, né? Não encantou. Acho que, de um modo geral, eu achei esse ano... Eu não gostei muito desse ano. Eu achei bem mais ou menos. Eu achei tudo...
Eu gostei. Eu acho que a gente teve um evento mais robusto no ano passado em questão de de looks, assim. Mas eu achei, eu gostei muito do tema desse ano. Porque analisando a exposição do Met Gala, eu achei que ia dar...
que ia dar muito repertório para as pessoas ousarem. E eu achei que, assim, teve quem foi para o literal pegando uma inspiração de uma obra de arte e indo para a roupa, né? Teve muita gente que pegou essa coisa. A própria...
Emma Chamberlain de Mugler, ela estava com essa referência a Van Gogh, então, assim, teve muito disso. Teve a pessoa que foi lá para o literal, tipo um Bad Bunny que envelheceu. Teve quem remeteu as estátuas, né? As Jenner e Kardashians estavam todas ali fazendo referência às...
as esculturas, e achei também muito legal. Teve a Kim Kardashian, que foi pra um lado mais moda mesmo, uma coisa mais moderna, que foi aquela peça criada em cima do corpo da Kate Moss, agora eu já não vou saber que ano que foi, que eu achei interessante também. Então, assim, achei que teve coisa interessante, mas é o que a gente já falou, eu queria muito ver todo mundo se esforçando pra entregar ali.
dentro do tema. Eu acho que isso faz muita falta. Inclusive a própria manda-chuva do evento todo, que é a Lana Winter, que está sempre ali mais ou menos do mesmo jeitinho. Exatamente. Eu acho que assim, eu não sei até que ponto algumas celebridades podem opinar sobre o look, sabe? Porque obviamente elas são convidadas e provavelmente elas ganham dinheiro das marcas para algumas são embaixadoras, né? Já tem contrato ali com as marcas.
então eu não sei se ela tem tanta autonomia claro, quando a gente está falando de alguém muito grande eu imagino que ela tenha total autonomia pelo menos para trocar será que no caso da Beyoncé ela teve autonomia, ela ia deixar fazer aquilo com ela?
Ah, ela tem autonomia, né, amor? Ela chamou lá o... Tava muito ruim, gente. O Niver Hustang pra fazer com ela e tal. E ela gosta dele. Já fizeram, na época da Balmain, fizeram uma coleção juntos. Mas aquilo foi feito também de última hora, né?
e aí poderia também ela poderia ter ido de tela branca igual o Jaquemus eu acho que ia ficar mais poético eu acho que ela podia reverenciar ela mesma inclusive, que ela já teve looks icônicos, podia podia ter usado alguma coisa de turnê dela que era muito mais bonita do que aquele negócio a própria coleção que ela fez da Balmain com
com o Olivier, tem umas peças lindíssimas, assim, tem umas coisas super bonitas. E se tem um corpo pra ser reverenciado é o da Beyoncé, senão ela podia reverenciar. Ela diminua.
Exatamente, mas acho que ela foi acho que ela está tentando ajudar o Olivier Rilstein a aparecer Vem amigo, vamos lá, vamos fazer É para quando a roupa? É para semana que vem, se vira Vai dar tudo certo Vai dar tudo certo, e aí aparece lá no Twitter
os defeitos da roupa, umas coisas na luva que não ficaram boas na mão, cheio de remendinhos, não era um remendinho, era um dedo de malha sobrando ali, que costuraram pra apertar nela, gente. O que houve? Foi, aquilo ali foi na van, indo pro evento. Na van, não, não. Porque não deu tempo, não. Dá a van aqui. É, segura, costura a maluva.
teve alguns assim, né tipo o look da Chanel de alta costura que parecia uma calça jeans com uma camiseta transparente sei lá a calcinha da Gigi Radit vamos fazer uma oração pra ela, porque assim eu queria, não é nem pra ela, é pra todo mundo que teve que ver aquilo eu queria fazer uma corrente de oração porque era um look mil mil então assim Tchau
Por quê? Porque não é bonito. A gente não precisa do bonito. A gente gosta do esquisito. A gente gosta do que faz a gente pensar. Que nem a própria Cardi B, que estava de Marc Jacobs, que eu gostei daquela coisa que brincava com as formas do corpo. Esquisito. O olhar estranha. Mas aí você fica pensando sobre aquilo. Mas a calcinha bege é uma coisa que...
Que a gente, quando tá usando, não olha no espelho. É. E aí você vai colocar pro mundo inteiro ver. Eu sempre lembro do diário de Bridget Jones, que ela... Ai, eu amo! Amo! Tem esse problema aí com a calcinha bege.
Porque não é uma boa calcinha pra quem quer sair pra pegação, né? Pra quem quer arrasar, né? A nossa autoestima já diminui com a calcinha aberta. Exatamente. E aí foi Mil Mil não entregou, Prada não entregou, a Hunter Chef parecia um monte de retalho de pano furado um em cima do outro, uma coisa horrorosa.
Eu acho ela tão bonita. As duas são muito bonitas. A Gigi é linda e a Hunter também. Mas não ficou bom, gente. Tava com uma coisa medonha, assim. Nem a caminha do Chico é tão feia, sabe? O Chico tem mania de rasgar as coisas, assim, que ele gosta de cavar e tal. Mas nem a caminha do Chico, que são uns trapos, assim, que ele adora uns trapos. Se ela tivesse sido vestida de caminha do Chico, ela tava melhor. Chico é meu cachorro, gente, pra quem não sabe.
Acho que todo mundo sabe quem é o Chico, né? Sei lá. Chico, meu bebecinho. Enfim, fechamos Met Gala. Fechamos Met Gala. Tão importante, que foi alvo de muitas críticas, que também é muito importante que aconteça, porque não existe uma única versão
Não existe uma verdade absoluta, existem versões de coisas e a gente tem que ter sempre espaço para discussão. Então, quando a Isabela fala que gosta de looks esquisitos, é porque eles abrem espaços para a gente gostar, odiar, gostar de parte de alguma coisa. Questionar.
ele abre diálogos eu acho que o bacana da coisa é abrir diálogos, eu acho que essa edição, para mim, a melhor parte foi essa, ver tanta gente fazendo o boicote não é um boicote, né mas foi o que mais saiu na mídia americana
protestos que mostram que, assim, estamos vendo, né? Os protestos sempre aconteceram. Lembra quando tinha muita pele nas passarelas? O Winpins se peta e jogava aquele sangue falso no povo. E quantos a gente já não teve de modelo?
de gente invadindo passarela com placa, com cartaz, faz parte. A gente sabe que faz parte. Mas foi muito positivo. Ter tudo isso é muito positivo. Acho que deixa o discurso mais rico. A gente começa a questionar e não achar que o luxo é só aquilo que a gente vê lá, mas que o luxo tem que ter.
caminhar realmente para um lugar onde ele seja mais ético, mais político, mais humano, enfim. Mais bonito. Mais bonito, sem dúvida nenhuma. Sem dúvida nenhuma, muito mais bonito. E vamos para o próximo tema. A FFW fez um prêmio de moda brasileira. Foi o FFW junto com a Shop Together, com a plataforma Visionary lá da Ana.
Isso. Que é um projeto que a Shop Together, há algum tempo, ela tem feito um trabalho de trazer novas marcas brasileiras. Ela teve alguns trabalhos já e dentro da plataforma, que é um dos maiores e-commerce de moda do Brasil, ela tem um espaço só para novas marcas brasileiras, para novos criadores.
E agora com esse projeto da Ana Isabel, junto com o pessoal da FFW, foi uma premiação da moda brasileira. Eu achei fantástico o que a senhorita achou.
Eu achei maravilhoso. Eu espero que seja a primeira de muitas. Eu espero que seja uma premiação que cresça, cresça em tamanho, em corpo, em mídia. Acho muito importante que a gente tenha uma celebração dessa que jogue luz nos nossos talentos, no que está sendo feito, no que está acontecendo no Brasil. Acho que é uma oportunidade muito bacana para a gente ver.
e ter noção do tamanho que é o nosso país e de quantos talentos nós temos, de quantas marcas legais fazendo coisas incríveis que merecem essa atenção, que estão ganhando atenção não só do Brasil, mas mundo afora. E acho que ocupa um lugar muito bacana também de despertar o olhar de quem está de fora.
de gerar interesse pelo mundo da moda, de encantar, de trazer mais gente para a nossa área, das pessoas entenderem que tem espaço, que a gente tem muita coisa legal acontecendo, mas que a gente tem muito espaço para chegar mais gente, para ter mais marcas. E assim, nós somos um país jovem que já fez muita coisa legal, que a gente tem uma história da moda muito bacana.
mas que a gente tem um espaço imenso para ela florescer, principalmente pelas mãos dos que já passaram e abriram tantas portas. Então, acho que esse prêmio tem uma importância ímpar, até acho que ele merecia ser muito mais divulgado, e não só um burburinho, que eu senti um burburinho assim.
aconteceu e aí passou, mas que ele realmente cresça e ganhe força, porque é muito triste a gente ver a moda brasileira tão sem palco ou apenas com passarelas.
Eu esqueci de abrir o áudio, como sempre. Total, eu acho que é muito legal a gente ver isso acontecendo. É muito rico para a moda brasileira, é muito rico. E aquilo, quanto mais espaço a gente tiver...
para falar sobre quem faz moda brasileira melhor é. Porque a mídia é cara, tudo é muito caro, esses criadores todos que estão lá, por mais sucesso que eles pareçam fazer, eles ainda não fazem sucesso nesse sentido de poder comprar mídia quando a gente está falando de grandes grupos internacionais que têm grana para caramba.
Então, cara, só em dar visibilidade para tanta gente talentosa já é uma riqueza. Um ganha, mas são mais quatro, acho que são cinco por categoria, ou quatro, não lembro. Mas tem mais uma galera ali, sabe, que está sendo indicada, e a indicação é coisa para caramba, né? Assim, está todo mundo falando sobre aquelas marcas, debruçando sobre o trabalho delas. Então, eu...
Eu torço para que esse seja um prêmio com vida longa dentro da história da moda brasileira e que ele seja cada vez mais importante. E como uma crítica, que não é uma crítica ao prêmio, mas é uma crítica ao mercado, é que eu acho que ainda falta a categoria dos profissionais que estão por trás dos holofotes, sabe? Costureiras, modelistas, sei lá, todo mundo que está envolvido, até da sua própria área que tem...
pessoal de tecelagem. Então, acho tão importante a gente valorizar. A gente tem enfrentado uma crise no mundo inteiro e aqui no Brasil de modo especial de mão de obra qualificada principalmente para esses subempregos da moda, eu vou chamar assim porque são sempre os que são mais esquecidos, eles ficam sempre lá em algum lugar dentro de uma fábrica e tudo mais. Eles nunca experimentam o glamour. São tão necessários.
Eles são a base. Tem 1% de glamour, mas eles nunca experimentam. Exatamente. E o glamour, de alguma forma, deixa a gente feliz também. Se faz necessário para a pessoa sentir o gosto do próprio trabalho. A gente vem enfrentando uma crise muito grande para encontrar mão de obra qualificada de costureira, de modelistas, de alfaiates, de...
tecelãos e assim, num mundo que a gente vive que é todo hoje trabalhado na imagem, principalmente também quando a gente fala de imagem de moda, o fazer perde a força. É algo que as gerações mais novas não conseguem entender.
uma carreira, um ganho, nem desejar aquilo. Elas querem trabalhar com a parte da imagem, com a frente. E sem essa base, a moda não se sustenta, a imagem não vai se manter em pé. Então eu acho que a gente está num começo, muito comecinho, falando das manualidades, dos fazeres e da importância disso. Eu lembro quando eu fui na Premiere Vision, acho que duas edições atrás, e falei que a feira estava toda falandonymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnymnym
da questão, foi quando eu trouxe a palavra manualidades, que estava trazendo essas manualidades para o mundo da moda, reconhecendo as manualidades enquanto parte da cadeia da moda. Isso é muito novo, é muito recente. A gente tem muito disso no Brasil. A indústria teixo não é toda...
Como é que eu posso falar? Ela precisa da mão de obra, ela precisa de uma pessoa que saiba fazer aquele tecido, colocar aquilo no TA. Então, o TA não roda sozinho, não é tudo eletrônico, enfim. E a gente precisa que essas pessoas sejam valorizadas, sejam vistas e que mais pessoas novas queiram fazer dessa sua profissão, seu ofício, né? Com amor, com, enfim.
entender um lugar de valor dentro desses ofícios que não sejam só na imagem eu acho que essa crise vem muito desse lugar da imagem, isso me preocupa demais eu já deixo aqui que a gente devia fazer esse prêmio da Rádio Avesso então assim, patrocinem a gente vamos fazer um prêmio para os bastidores da moda, eu amei essa ideia
Eu voto sim. Penso até que existe algo parecido no sentido de votar em evidência quem fez, quem está por trás, que é do Fashion Revolution, mas que precisa... Que não tem exatamente esse ponto que você trouxe, que é o glamour. E eu acho que é muito necessário para que as pessoas valorizem, sabe? Então, eu não acho que nem seja uma crítica sua. Eu acho que é um ponto muito importante que você colocou.
algo muito importante e muito esquecido, de fato. Eu gostei muito disso. É. E aí já fica aí o nosso prêmio. Faremos em breve. Acabou de nascer. Então, patrocinadores, mandem interesse. Vamos fazer esse negócio acontecer. Vamos fazer uma... A ver só awards. Awards é tão feio. Vamos fazer um negócio em português. Mas é...
vamos fazer em português mesmo, mas vamos fazer um negócio para falar com essas pessoas, com essas pessoas que estão dentro da... que estão por trás do negócio, que fazem a coisa acontecer para que elas experimentem de vez em quando essa parte bonita de ter que se arrumar, de ter que ficar produzido. É tão legal, né? Quando teve um desfile da Missy,
que ele tinha feito parceria lá com o Instituto Riachuelo, e algumas bordadeiras vieram, saíram do Rio Grande do Norte e foram assistir o desfile da Missy. E foi um pouco antes, eu fui lá um pouco antes de acontecer o desfile. E elas estavam tão empolgadas.
Elas estavam se preparando, pensando que roupa ia usar, sabe? E depois ver as peças que elas bordaram na passarela. Eu tenho certeza que aquilo para elas foi um presente muito maior do que se tivessem, sei lá, ganhado só dinheiro, sabe? Elas receberam o valor daquilo que elas fizeram dentro de uma passarela.
Então é tão legal quando isso acontece, essas mulheres e homens, enfim, essas pessoas que fazem a moda do ponto de fazer mesmo, elas precisam ser reconhecidas. Mas enfim, é um prêmio lindo, é muito bom que ele aconteça. A gente não tinha um prêmio da moda brasileira faz muito tempo que a gente não tinha nada premiando a moda brasileira. A gente não tinha nada. Nada. Absolutamente nada.
absolutamente nada. E que bacana ver... Mais uma vez, eu sou precursor, porque eu faço todo ano a marca mais amada do Brasil, mas é só lá no Instagram. Exatamente. Agora a gente pode juntar a marca mais amada com esse prêmio para as pessoas que estão nos bastidores. Eu já estou fechando aqui. Todo mundo me copiando, já que é moça. Lá vem ele. Lá vem ele. Estou me achando agora. Mas é porque é importante.
Eu acho que esse também foi um exemplo de como é importante e como dar resultado quando a indústria para de trabalhar sozinha, só olhando para o seu umbigo e se une para fazer algo que devolva...
Devolva, devolva holofote, devolva resultado, devolva o que a gente gosta, que é esse reconhecimento e tal. Que foi o caso que o FFW se uniu com a Visioneira, é esse o nome? É um projeto da Ana Isabel, que é uma das donas da Shop Together, que é uma plataforma. E aí estava ali... Diga.
Não, eu acho que é muito legal, porque eu acho que ela tem esse olhar para atrair novos designers para a plataforma dela, que é um ponto importante, a maioria não tem ainda um atacado bem estruturado, a gente sempre fala isso aqui, e ter um marketplace grande e importante como ShopGether e ser vendido ao lado de grandes marcas nacionais e internacionais.
Isso ajuda no posicionamento deles. E agora eles ganham o prêmio, né? E isso é muito legal. E aí, nesse prêmio, tem lá a Influenciador do Ano, não sei o que lá, a Celebridade do Ano, que, pra mim, às vezes, é até uma grande bobagem, mas, ao mesmo tempo, é muito bom, porque tem muita gente que segue uma Sabrina Sato, por exemplo, que ganhou o prêmio.
e talvez conheça o prêmio e conheça marcas por conta da Sabrina exatamente, a pessoa vira ponte para atrair o olhar para a moda e aí tinha ali também junto ao Rachuelo e o grupo Asas que eu acho muito interessante esses grandes se unirem para
Pra trazer algo pro universo da moda nacional. Eu fiquei muito contente. Eu realmente acho que é uma iniciativa maravilhosa e que seja o primeiro de muitos e que esse prêmio só cresça. Exatamente. E vamos de Chanel. A marca que tá virando desejo absoluto. Saiu agora no List Index a Chanel como número um.
E naquelas, número 1 de marcas, e também onde tem os produtos, que foram os mais desejados, segundo o list, também tem dois produtos da Chanel. Então, é uma virada, né? Na fase da Virgin Viard, estava um fiasco danado.
Ah, que depressão, hein? A gente gostava da Chanel pela história, pelo poder, pela força. Eu não gostava, não. Não, não. Da marca, tá? Não da coleção. Eu não gostava nem da marca, te confesso que eu já tava bem cansada da marca, que assim, eu tinha um bode, eu não tava, tava muito cansado, né? Tava muito cansado. Eu já tinha um pouco de preguiça do final ali do Lagerfeld, que já me deu uma cansada.
E aí... Ele tava quase morto também, coitado. Acho que já tava a Senna Virgin fazendo pra ele. Ele já tava lá, vai lá e faz. Eu acho, isso. E aí era muito do mesmo. As roupas muito... Não tinha, não tava tendo. Eu acho que ficou um saudosismo pela marca, pela história e tal. Só que o que o Matier tá fazendo é pegar a identidade da marca.
que tem uma história que muita gente sabe, pegar essa identidade, pegar a era Karl Lagerfeld e transformar tudo isso, contar essa história que já foi contada um milhão de vezes de novo, de uma forma nova, com novos elementos, gerando interesse e desejo. Isso é absolutamente maravilhoso o que esse menino está fazendo. Esse menino é um...
É um menino. Esse menino está fazendo um trabalho ótimo. A gente está parecendo aqueles pessoas bem mais velhos, né? Como se a gente fosse muito mais velho do que o Matier. E a gente está aqui falando, olhando para trás e falando, esse menino tem talento, né?
querido, é só uma criança e olha só o que ele tá fazendo. E aí você olha essa coleção que foi lá em Biarritz, onde a Chanel passou um período de férias, não sei se foi férias ou se ela morou lá um tempo, que foi onde ela começou a usar as listras, que eram do pessoal da marinha, enfim.
E ele trouxe toda essa história contada de novo nesse ambiente de praia e trouxe o elemento sereia. Então, assim, ele está trazendo camadas de interesse e crocância para a moda da Chanel, que é absolutamente maravilhoso. São detalhes, detalhezinhos. As joias da Chanel estão assim... Meu Deus, que coisa linda! E quanto elemento ele consegue trabalhar num tamanho simplista. Acho que a gente cansou da coisa simplista, da coisa...
A gente quer descobrir as coisas E ele está fazendo isso Cada lugarzinho de um look que você olha Você acha alguma coisa, algum detalhe Algum bordado, algum acessório
assim, que delícia viver esse momento, a gente estava vivendo esse momento mais apagado, né, muito, muito tristinho, e aí a gente começa a ensaiar uma retomada, e vejo o Mathieu, vejo o Jonathan Anderson na Dior, que também me emociona, ver esse momento da moda nacional se organizando de novo, sabe, deixando a gente...
feliz, é... Que gostoso poder ser otimista a respeito da moda, eu acho que é isso. Total. Apesar de... É, eu acho que... Como a gente começou o episódio falando desses apesares, né?
E esse desfile que foi em Biarritz foi... Aliás, todos os desfiles do Mathieu têm sido esse encantamento, e ele presta atenção nos detalhes. Aliás, o que ele faz são os detalhes. Ele tem mudado as coisas com os aviamentos, com os bordados, com os botões. É tanto detalhe bacana, é tão surpreendente ver o que o Mathieu está fazendo.
que não por acaso a marca voltou a estar num topo de desejo, de pesquisa, inclusive por um público muito mais jovem, que é o público que fica o tempo inteiro buscando, e postando, e fazendo coisas na internet. Então a gente vai percebendo que...
A moda precisa desse lugar do encantamento. A moda precisa dessas roupas que são bonitas. Dessas roupas que a gente precisa olhar dez vezes para entender. Porque sempre vai ter um detalhe novo. Uma coisa diferente. Uma camada. Uma textura. Sei lá. É lindo. Isso é muito bonito. É isso que a gente precisa. Chega desse monte de coisa tudo mais ou menos igual. Dessa alfaiataria chata que estava todo mundo. E eu amo alfaiataria. Nada contra alfaiataria. Acho uma riqueza alfaiataria.
mas é o que todo mundo estava fazendo e fazendo mais ou menos igual então você olhava para a roupa e já entendia ela no primeiro olhar, já sabia o que ela era agora não, a gente quer revirar as coisas da Chanel para saber onde ele enfiou um bordado novo onde ele enfiou um não sei o que lá novo o que tem a mais do que aquilo como que ele fez o anel do dedinho que ele enfiou o anel lá no dedo das modelos, que delícia ver esse monte de coisa saltando aos olhos ó watia ó
Tinha as saias, tinha o vestido lá com meio sereia, marmaid, que é lindo, com paetê, mas as outras saias que tinham volume, elas também pareciam uma cauda de sereia, porque era uma saia longa e de repente você viu um monte de camadas e camadas e camadas por baixo, e eram umas camadas com...
com os volumes diferentes, assim, parecia umas franjas, mas... Cara, que coisa linda aquilo. É lindo demais. É lindo demais. Você quer entender que negócio é aquele que ele fez. É impressionante, né? A maneira como ele cria.
e como ele recria tudo que a Chanel já fez, mas apontando sempre para um futuro e para um futuro que a gente precisa, que é esse futuro que sai do óbvio, que sai desse lugar. Isso, para mim, tem muito a ver, inclusive, com a temática do baile do Met Gala, que é a arte nesse lugar da moda que faz a gente...
parar um tempo e entender que roupa é aquela, o que aquilo está acontecendo ali. Nada ali é de graça. Nada ali, inclusive, é fácil de copiar, até mesmo por essas grandes marcas que vivem de cópia. Não é fácil de copiar. Porque vai ter sempre um detalhe que levou não sei quantas horas para ser feito, que levou...
É a valorização máxima de quem sabe fazer à mão, de quem tem o conhecimento da técnica, a técnica que anda se perdendo, principalmente num tempo de robótica, de IA, de não sei o quê, em que se fala, inclusive, que futuramente muitas das peças de roupas poderão ser costuradas por máquinas robóticas, eletrônicas, mas que vão fazer essa roupa que a gente usa no dia a dia, que é uma roupa boba, idiota.
e fazer muito mais ou menos. Agora, quem consegue fazer aquilo ali daquele jeito, saber onde aplica cada coisa, ainda não tem isso na EA. Então, acho que é uma celebração. A moda, as pessoas que dominam as técnicas, é bonito para a gente ver. É um negócio.
E um detalhe importante que a gente estava conversando e você trouxe é que se ele está fazendo tudo isso e ele está tendo cada vez mais espaço para experimentar, para criar, para usar dentro de todo esse contexto, é porque ele está dando resultado, como a gente já falou. Então, está fazendo novo e está dando resultado. Então, que ele tenha cada vez mais êxito e respiros para testar, para usar dentro da Chanel, que está fazendo um trabalho incrível.
Aliás, é uma marca que todo mundo deveria ficar de olho. É porque, assim, Chanel é tão clássico já, parece que está todo mundo de olho e a gente nunca está de olho. Porque são tantas camadas nesse jogo, é porque às vezes a gente olha para um taier e, ah, tipo, já vi um taier da Chanel. Você pega o tweed, faz um taier e pá, pronto. Aí quando você vê ali, tem um acabamento, um detalhe, e não é nunca para copiar, é para entender de onde vem a loucura desse menino.
que é do tipo, cara, dá pra fazer diferente, dá pra encantar as pessoas, dá pra fazer com que toda vez que a mulher que vai usar aquele taer, toda vez que ela pegar no armário dela, ela vai se encantar com o detalhe, ela vai olhar praquela peça e vai falar, uau, sabe? Olha isso aqui, como é que foi feito, é tão bonito quando a gente pega uma roupa, eu não tenho nada...
tão caro assim na minha casa. Mas quando eu pego uma peça que eu vejo que ela foi feita com alguma técnica diferente, com acabamento, um botão bonito, eu paro às vezes pra olhar. Eu lembro que você estava uma vez com um blazer vermelho. Eu amo os botões daquele blazer, sabe? Aí tem um botão diferente. É de brechó. Pois é, eu lembro. E aí, é tão bonito aquilo.
Porque é só um blazer. É um blazer vermelho. Isso, mas os detalhes me encantam. Bonito, bem cortado. Está tudo correto. Mas até aí, você poderia encontrar em qualquer outro lugar. Talvez o que te fez parar naquele brechó e pagar às vezes até mais caro do que você compraria, sei lá, numa Zara da Vita.
foi exatamente esses detalhes, é o detalhezinho, o botãozinho que é muito... Aí você fala, cara, essa peça por si só, ela é roupa, mas também ela é acessório, então ela é tão linda, eu preciso dela. Então acho que é muito para a moda ficar atenta a isso, principalmente nesses últimos tempos em que a gente fala de moda que está indo para esse lugar do manual, da valorização de tantas coisas, acho que...
O momento é esse e a Chanel está provando que isso pode ser lucrativo. É isso mesmo, exatamente. E que bom a gente estar vivendo esse novo momento em que a gente, apesar de tanta confusão, de tantas questões, a gente consegue ter um novo olhar, um respiro, uma esperança, algo.
Algo bom para esperar, quanto tempo fazia que a gente não ficava esperando um desfile ansioso, sabe? Feito uma criança, que bom que a gente está podendo renascer esse sentimento que é o que faz a gente se apaixonar pela moda todo dia, né? Exatamente. E é isso. Acho que com esse a gente encerra, encerram bem, né?
Fechamos com o Chanel Espero que vocês estejam gostando Que vocês deem a curtidinha de vocês Mandem pra alguém Sigam a gente, dê 5 estrelas no Spotify Tem lá no Youtube Tem em todas as plataformas, gente
Vamos mandar isso para mais pessoas, tá? Vamos fazer essa corrente, esse combinado aqui. Quem ouvir e não passar para um coleguinha... Hã? Tipo aquelas correntes. Cinco anos de azar. Cinco anos de azar. Cinco anos é muito tempo, né? Hoje em dia está difícil. Vamos botar cinco dias aqui. Isso, cinco dias de azar. Uma semana, que é o tempo de sair o próximo episódio.
fechadíssimo então é isso, gente, no mais obrigado, comentem aí se vocês acharam, o que vocês acharam dos looks do Met Gala ou do processo do boicote ou da Chanel, enfim comentem o que vocês quiserem que isso tudo depois serve pra gente criar os novos episódios, pra gente já ir trocando sempre é muito bom obrigado, Tedesco, obrigado beijos até semana que vem
Chanel