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Leis sociais para não passar vergonha na Austrália • OI TALKS 72

04 de maio de 202621min
0:00 / 21:41
Participantes neste episódio2
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Lindomar

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P

Priscila

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Assuntos5
  • Leis sociais na AustráliaRegras de escada rolante e circulação · BYO (Bring Your Own) em restaurantes · Restrições de fumo e vape · Proibição de beber na rua · Respeito ao espaço pessoal em transporte público · Costume de cumprimentar o motorista · Pontualidade em compromissos · Ausência de gorjetas · Respeito aos povos originários (aborígenes)
  • Povos indígenas pré-coloniaisComparativo Austrália, Nova Zelândia e Brasil · Consequências de guerras e acordos · Integração social vs. exclusão
  • Consumo de ÁlcoolDiferenças culturais no consumo de álcool · Consumo social vs. consumo excessivo
  • Viagens e Imersão CulturalComportamento de indianos e brasileiros · Cultura de silêncio no Japão
  • Desconexão digitalImportância de começar a produzir · Evolução da qualidade de vídeos
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E aí, raça, beleza? Eu sou Lindomar. E eu sou a Priscila. Bem-vindos ao episódio 72 do Oi Talks. Isso. Hoje nós vamos falar sobre leis sociais pra você não passar vergonha quando chegar na Austrália. Se você tá assistindo esse episódio nas primeiras 24 horas, pode dar um hype, não custa nada. É pra esse episódio atingir...

Novas pessoas que têm interesse sobre conversas reais sobre morar fora. A gente tem aí uma playlist no YouTube e no Spotify com mais de 70 episódios falando sobre esse tema. A gente já mora na Austrália há 11 anos e aqui a gente fala sobre morar fora, né? Tudo, sobre tudo da Austrália. Sobre a vida sem filtros. Quantos vídeos tem agora no YouTube?

Sem seus episódios? É. Ah, mais de mil. Porque desde quando a gente chegou na Austrália, a gente grava vídeo. Então dá pra maratonar aí por uns dois anos ainda. Tem uns vídeos muito ruins, gente. Mas olha, por isso que tem que começar. É. O importante... Ela desde o primeiro lado aprende bastante coisa. O importante é começar. Não tem a câmera, não tem o microfone, não tem o cenário. O importante é começar. Que foi assim que a gente começou pra chegar no momento que a gente tá hoje. Foi. É legal. Gravamos tudo que é lugar, né?

gravamos com bem na barriga, bem fora da barriga. Aqueles lá na praia acho que eram mais massas, na pedra lá, que a gente gravou lá em cima da pedra. Nem lembro, tanto vídeo que eu já não lembro.

Tem muita informação. Então, para quem está planejando vir, para quem já está aqui, todo tipo de informação possível. E o Oi, Oitalcs é o nosso podcast semanal. Então, toda segunda-feira, seis e meia da manhã, horário de Brasília, e sete horas da noite, estamos no YouTube e no Spotify. E os cortes lá no Instagram, que se chama Oi, Oitalcs também. Isso aí.

Vamos começar falando aqui sobre uma lista de leis sociais pra você não passar vergonha em interagir com os australianos, não se sentir tão estrangeiro quando você acabou de chegar, começar a se mesclar ali no meio da multidão. É, vai mesclar, mas ainda vai se sentir estrangeiro. Não tem essa do nosso sentir estrangeiro. Só pra não fazer coisa errada e te olhar em torto, entendeu? É, mas vai se sentir do mesmo jeito. Se passar desapercebido. Difícil.

Escada rolante. O que que tem? Regra da escada rolante. Sabe qual é? Ficar sempre na esquerda parada. Isso. Se tá com pressa, vai na direita. Então, a direita sempre tem que estar liberada. E a esquerda fica todo mundo paradinho ali. E se você não tá com pressa, você fica ali. Se você tá com pressa, você passa pela direita. Isso vale pra shopping, transporte público. Não importa o tamanho da escada rolante. Sempre seguindo essa regra.

Não só na escada do ronde, de andar também, né? Ah, é? De andar pra ir sempre pra esquerda. Pra voltar sempre pela direita. É igual de carro, né? Pra andar. Isso. E aqui é difícil acontecer aquele... Opa, opa, pra que lado? É verdade, né? Que tá todo mundo seguindo ali. Porque a gente já sabe que é esquerda que tu tem que ir. Mesma coisa pra bike. Então é andando na bike, tudo quanto é lugar. Sempre, sempre pela esquerda. Sempre quando tu vai, pela esquerda.

inclusive, porque a gente dirige na mão contrária do Brasil, a pista mais rápida também é o contrário, né? A pista mais rápida é a da direita. E no Brasil não é, né? Não, no Brasil é da esquerda. Então aqui, se você tá com pressa, você vai pela direita. E aí, se você não tá, você fica no carro da pista esquerda. Fica ali no teu ritmo, enquanto a galera tá ali passando do lado direito. Isso aí.

Já é diferente. Pra não levar uns buzinaços, fica ligado nisso. Não, é difícil. Não leva não. Você não leva, mas o cara vai te ultrapassar muito do outro lado. Mas não vai levar, não vai buzinar. Mas tem cara feia. Não vai, mas não vai buzinar. Quero saber quem já viu ou ouviu falar sobre BYO, que é B-Y-O. Sabe o que significa? Não.

Quando você pode levar o seu vinho no restaurante. Não são todos os restaurantes que você pode fazer isso.

Vai estar escrito no cardápio ou uma plaquinha na frente do restaurante. Falando que você pode levar o seu próprio vinho. Às vezes porque é mais barato ou porque você quer um vinho específico. Você leva, paga pela rolha, que não é o mesmo valor de um vinho que você for consumir ali no restaurante. E é permitido levar o seu próprio vinho. Só pode ser vinho, eu acho. Não pode ser cerveja ou qualquer outra bebida. Especificamente para vinho, você pode levar o seu próprio.

Isso é muito legal, né? Acho que não existe no Brasil. A gente nunca fez isso, né? Não. Primeiro que a gente não bebe. É, e tem gente... Eu não bebo. A gente não tá mais bebendo assim, né? É. Mas às vezes tem gente que gosta de um vinho específico, ou é muito chato com vinho, e não quer o vinho do restaurante. Em relação a cigarro e vape, a Austrália também é bem rigorosa. Não sei como é que tá no Brasil hoje em dia. Rigorosa de que tipo?

Por exemplo, não pode fumar no ponto de ônibus. Tem uma distância que você tem que fumar no ponto de ônibus, de parque. Eu já vi linha no chão escrito, a partir desse ponto você pode fumar. Dentro dessa área você não pode fumar. Geralmente festivais, eventos que a gente vai ao ar livre, a gente tá ao ar livre e a gente não vê ninguém fumando. Se a gente parar pra pensar, e também nosso círculo de amizade não tem ninguém que fume, dificilmente a gente vê alguém fumando aqui na Austrália. É que eu vou tomar sítio agora, né?

Mas eles têm ali a distância. É, mas é muita gente fumando. Mas a distância que pode fumar, né? Por exemplo, você tá andando, tudo bem, você tá andando. Agora você parar na frente de um prédio, parar no pão de ônibus, não pode ficar ali parado fumando nem cigarro nem vape. Mas tem muita gente que fuma. Mas é vape, né? Não, cigarro e vape. A maioria é vape. Mas tem gente que fuma. Acho que o vape, eles são um pouco... Vira e mexe, tem que falar pro cara sair da frente da cafeteria lá, porque ele tá fumando e o cheiro tá entrando na cafeteria. Muitos asiáticos também fumam. Muitos asiáticos também fumam.

A maioria dos exéticos fumam, né? A maioria. Acho que 95% dos estudantes lá fumam. Tipo, cigarro, vape, o Kevin. Todos que trabalham comigo fumam. É um negócio, né? É. Eles são viciados, assim. É beber e fumar. É os dois, assim.

Tipo, pra eles não tem bebê socialmente. Se eles for beber, é tipo bebê pra beber. Até cair. É. Não até cair, mas até ficar 90% ali. Até as últimas festas que teve, né? Que teve da empresa lá. A gente vem, traz lá, trapeit, e diz assim, não, cara, não bebo. Não bebo álcool, não sei o quê. Senhora, mas como tu não bebe álcool? Não sei o quê.

Até quando eu fui lá, ela perguntou pra mim lá, a mulher que trabalha com você. Você também não bebe igual o Lindamar? Naquela época eu tava bebendo... Não, eu bebo socialmente, né? Não bebo mais em casa. Bebo quando a gente tá em alguma celebração, alguma coisa fora. Eu falei, não, eu bebo. Ah, tá. Achei que você também não bebesse. Como se fosse um negócio, assim. Eu não... Eu parei de beber já faz um ano e meio. Sem nada. Zerado. Aham. Ele compensa no café.

Eu fui no médico, agora o médico tomou meu café também. Também, não, calma aí, comenta aqui embaixo. Quantos cafés vocês tomam por dia? Comentou? Quantos cafés você estava tomando? Oito. Oito? É, foi onde o médico falou. Não era seis? Não, oito, aquele dia eu tinha tomado oito. Mas é que tá ali fácil, né? A água não tá ali fácil. Mas é que o café tem mais gosto. A água é mais fácil ainda. Tá, mas eu quero tomar café. Mas agora foi proibido.

Falando de bebida, outras duas leis sociais aqui na Austrália que eu lembrei. Eles não dividem a garrafa de bebida. Não. Então você comprou uma garrafa, você toma aquela garrafa. Só a tua. Você comprou a lata, você toma aquela lata. Nem tenta encostar na garrafa. É, não é igual aquela história de brasileiro. Ah, vou aqui dividir com todo mundo. Tá quente, pode ficar quente ali na mesa, mas é dele, não bota a mão. Não, e geralmente já é quente, né? É.

Acho que só brasileiro toma cerveja gelada, lascando. Todas as outras culturas é morning. Lembra quando a gente chegou aqui e deram o corona quente pra nós? Nossa! Ruim. Também não pode beber na rua, né? Então, era isso que eu ia falar. É proibido beber na rua. Então, essa história de sair bebendo cerveja, ir andando pela rua, na praia, é proibido. Tem placas. Algumas pessoas não respeitam. Mas aí...

É aquela história que a gente já falou quando era estudante. Quando você é estudante, você não quer fazer nada errado. Porque qualquer coisa, você fica assim, vai impactar no meu visto, vai acontecer alguma coisa, vai dar alguma coisa errada, ou não vou entender o inglês, ou o meu visto vai ser cancelado, vou me mandar embora. Então, vamos respeitar as regras para nada disso acontecer. Não que vá acontecer, mas você fica assim, não vou, não vou me arriscar. Para que uma coisa tão pequena para me arriscar, né? Quem não respeita?

É quem tá seguro da decisão e que não vai acontecer nada, né? Os australianos, os europeus, né? Tão lá e bebem mesmo na rua, bebem assistindo o Porto do Sol. Lembra lá em Manly? Tinha placa dizendo, não pode beber. Bebida alcoólica, segundo a lei, aqui nessa área. E aí chegava a hora do Porto do Sol, tava todo mundo bebendo. Aí às vezes passava o policial. E aí falava, o que vocês estão bebendo aí? Porque todo mundo bebia com o papel, né?

É, botava o papelão, o pacote de papel. O pacote de papel ali na garrafa. Porque lembra, eles não dividem. Então ficava cada um ali no seu pacote. E não dava pra ver o que tava bebendo. Mas todo... Se tá dentro do pacote, é bebida alcoólica. Então era só pra não mostrar ali abertamente, né? Mas então praia, parque, caminhar, bebendo... Tudo isso é proibido aqui na Austrália.

E aí, de primeiro, você pensa assim, meu Deus, né? Coisa chata isso, não pode. E aí você passa a entender que por que que não pode? Porque os caras bebem de verdade. Violência e na praia é mais risco de afogamento. Então, tudo isso. Mas todo mundo bebe fora, todo mundo bebe na praia. Mas daí é a autorresponsabilidade, entendeu? É, se a polícia passar, eles vão pegar a cerveja e vão jogar fora. É só isso que eles vão fazer. E se acontecer alguma coisa com você, você sabia que não podia beber, entendeu? É sim. Tá na lei, né? Você que tava errado.

Respeita. Se for tanto, tem que respeitar, cara. Senão pode dar ruim. É, você acabou de chegar. Você ainda não tem. Nada é certo. Acho que o importante é respeitar as leis. Para não dar ruim. Não é teu país. Você acabou de chegar. Você está entendendo ainda como as coisas funcionam. Outra coisa, vamos ver se você concorda comigo. Respeita o espaço. Você sente que no ônibus eles respeitam o espaço um do outro? Não.

Principalmente indiano. Indiano não respeita o espaço de ninguém. O que eles fazem? Porra, som alto, cara. Ficou escutando som alto no celular. Sem fone? Sem fone. Ele não respeita, não. Eu tô com raiva de indiano, né? Por isso que é difícil. Eu já entrei também uma vez no OMS, que tinha uma brasileira que ficou o caminho inteiro. Sério. Os únicos que falam no telefone, indiano. E brasileiro que acabou de chegar.

Nunca vi. É porque na nossa região não tem? Então, mas é porque o nosso bairro é 98% indiano. É por isso que é difícil ter outro exemplo. Todo chinês que eu vi, nenhum nunca fez nada. Tipo, de falar alto no celular, de escutar alguma coisa alta, nunca vi.

É porque, dependendo da cultura, por exemplo, a cultura indiana, brasileira, é de barulho, gritaria, confusão. Não confusão de briga, mas tipo, um falando em cima do outro. Entendeu? Então a gente já tá acostumado com o barulho. Certas culturas estão acostumadas com o silêncio. No Japão você não pode nem conversar, não pode nem falar. Pode.

Não pode fazer nada. Dentro do transporte público. E eu lembro que tinha uma brasileira falando no celular, no caminho inteiro, 30 minutos, com a mãe dela. Todo mundo ouvindo, um silêncio. Um silêncio. Todo mundo ouvindo a conversa dela em português. E ela falando porque aqui, em Sydney, isso e aquilo, e é assim, e tá difícil. E esse é o cláudio inglês. E olha isso.

E ninguém, dificilmente, não assiste, já acontecesse no ônibus com você. Alguém vai falar pro fulano... Já aconteceu? É? Aham. Então eles já estão lá ligados. Porque na época que eu ia lá pra escola, ninguém interrompeu a menina falando ô, minha filha... Quase que eu fui lá, né? Porque eu acho que era a única brasileira que entendia o que tava rolando ali. Quase que eu falei, vamos colocar um fonezinho ou vamos ligar pra mãe quando estiver andando na rua até a escola.

Mas o cara levantou e falou pro indiano falar mais baixo. Ah, falar mais baixo. É que ele tava, tipo, berrando no telefone. E aí ele respeitou? Ele abaixou? Desligou depois. Falar mais um pouquinho e desligou. Dá vontade, né? Dá muita vontade. Mas? Fazer o quê? É público. Não tem regra que fala, não tem uma placa lá falando, não pode falar. Não é lei. Não pode fazer nada.

É o bom ser de cada um. Agora, da música, eu acho que tem, né? Da música, eu acho que é proibido. Música, comida, sem fone. A comida tem. A comida tem. Mas música, falar, não tem nada. Eu simplesmente boto meu fone, depois quando eu consegui sem fone, para trabalhar. Aham. Impossível. Porque também naquela hora da manhã, né? Seis da manhã, a pessoa já está falando no telefone. Aham. Já está com música alta. Complicado.

E aí falando de transporte público, o que é um costume muito aqui que eu achei diferente quando cheguei na Austrália. Dá oi, tchau pro motorista, né? É, mas os motoristas hoje em dia não quero falar nada, não. Tem uns que falam oi, tchau, mas tem outros que... Ah, mas você me falou oi, tchau mesmo. Não, eu também, eu também, eu também, mas tem uns que tipo, se for não, não. Às vezes não tem inglês, né? Não é possível, não tem como, não tem inglês.

Não tem como. Porque eu tenho que ficar falando direto, eles ficam falando direto.

Ah, é verdade. Eu já vi vários conteúdos na internet falando que essa é uma cultura muito australiana. De dar oi, bom dia pro motorista. E quando sai, né? Tá lá atrás, na porta lá atrás. Ah, thank you. Isso é muito costume australiano. É um sinal de respeito, né? É uma lei social que a gente tem aqui. Essa aqui pega muitos brasileiros. A pontualidade. Nossa, se você chega atrasado...

Em algum compromisso com o australiano. Você perdeu, assim, metade dos pontos. É que eu já trabalhei com muito australiano. Nenhum deles chegava no horário. Porque ele sabia que esse era brasileiro. Não, não. De todas as festas que a gente foi lá no Rival, todos eles eram australianos. Quem chegava primeiro? Nós. Então, essa tua regra aí já saiu do... Todos eles eram australianos, sem exceção. Só nós, gringo. E nós somos os primeiros. Todos as vezes.

Ah, mas eu acho bonito isso. Tá, tudo bem. Porque a gente foi lá e chegou no horário. Mas isso aí não é... Nossa, eu odeio chegar atrasado. Você sabe como eu odeio. E a gente ainda atrasou um pouquinho, né? Então, mas eu atrasei um pouco porque eu sabia que ia acontecer isso. E mesmo assim chegamos primeiro. Então você acha que eles não são mais tão pontuais? Não, eles... E só no trabalho, vamos dizer. Pra trabalho, né? Quando é relação ao trabalho. Eu acho que a importância é ser pontual. Pode ser.

Agora, quando é uma festividade, uma celebração... Aí eu não digo tanto. Trabalho sempre chega mais cedo do que o normal, assim. No cinema nunca chega no horário. Não. Então, como é que tá falando isso? Meu Deus do céu! Como é que tá te falando isso? Tô lembrando agora. Tô errada, gente? Eles não são pontuais. Esqueçam essa regra. Não, mas é que assim... Não, vai ela tentar ser certa. Não, é que eu tô pensando uma coisa. O brasileiro chega muito atrasado.

Todos os aniversários que a gente vai... Aniversário, gente! A pessoa chega uma hora.

Depois? Estamos mais australianos também. Duas horas depois? Você acha isso certo? Não, mas... Chega uma hora, duas horas depois? É criança, tu acha que criança ali? Não, não só criança. Quando não tem criança, aí... Assim que eu... Meu Deus, não tem criança. Por que você está atrasado? Acontece, acontece, acontece. Acontece nas melhores famílias. Não sabe o que está passando no dia da pessoa ali. É verdade. Duas últimas leis sociais. Gorjeta.

Gorjeta não tem. Inexistente. Inexistente. E se der gorjeta, o dono do lugar não vai te dar. Não divide entre as pessoas? Não. Geralmente não. É muito raro dar gorjeta aqui. Muito. Ainda mais hoje em dia com cartão, né? Né? Antes as pessoas davam moedinha ali e tal, né? No café. Hoje em dia, ninguém dá gorjeta. Difícil. Nossa, nos Estados Unidos sempre tinha opção, né? Eu nunca dava também. Mas nos Estados Unidos a pessoa só recebe a gorjeta, né? Não. Não tem salário? Como assim?

Porque eu não me falei isso antes. É. E até por isso que vendedor de loja não fica correndo atrás de você dentro da loja. Na verdade, até esquecem demais, né? Você nem tem pra quem perguntar as coisas. Porque não é comissão em cima das coisas. Não é comissão. É atendimento também. O pessoal não tá muito aí pra você. Porque não tem gorjeta. Tem um lado bom e um lado ruim, né? De não ter gorjeta, deles não terem comissão.

Eu prefiro assim. Eu também. Mesmo não tendo atendimento excelente, não tendo vendedor da loja pra perguntar, você fica mais livre. É capaz de você até comprar mais, consumir mais. Sem pressão. É. Porque você não tem aquela pressão ali do negócio, né? Não é uma regra, não é obrigatório dar gorjeta. E por último, eu vejo que aqui eles sentem muita culpa pelos aborígenes, né? Por tudo que foi feito no passado. Então existe um respeito muito grande.

pelos povos originários. Então, toda a celebração que vocês vão ver, não sei se vocês assistiram a Copa Feminina de Futebol, ano retrasado? Não lembro quando que foi, mas foi aqui na Austrália, e aí sempre tinha ali a celebração aborígene, antes dos jogos.

sempre tem ali um texto que eles falam de respeito, falando que aqui é uma terra, e a gente respeita. Então eu vejo que tem muito essa consciência, eles tentam trazer sempre essa consciência para tudo o que acontece. Todas as celebrações, tudo tem alguma relação ali com... Traz o aborígene para a celebração. Os indígenas, obviamente.

É, e no Brasil não se vê nada disso. E nem outros países. Tirando a Nova Zelândia, né? Nova Zelândia é o exemplo, né? É, mas é bem diferente. Nova Zelândia, Austrália e do Brasil. Sim. Porque Nova Zelândia está inserida na sociedade. Os índios do Brasil, os índios daqui, eles estão meio que fora da sociedade, assim. Eles vivem no mundo deles, sabe? É uma coisa complicada, assim. Eu acho que...

Na Nova Zelândia eles conseguiram se inserir e aqui no Brasil meio que não, assim. Não sei explicar direito. É, porque sempre vai existir essa separação, né? Por ter coisas que aconteceram no passado que nunca vão perdoar, entendeu? É, então, porque a Nova Zelândia ganhou, né? A guerra. Os índios da Nova Zelândia ganhou a guerra. É que desde o início foi feito um acordo. É, então, mas a Nova Zelândia, tipo, eles não conseguiram ganhar deles. Os índios da Nova Zelândia ganharam a guerra.

Sim. E daí os caras falaram assim, vamos fazer um trato com eles que a gente não vai ganhar nada aqui. E já os índios daqui da Austrália e os índios do Brasil foram derrotados. Não teve conversa. Não teve conversa. Então foi tipo uma matança geral pra conseguir as terras, entendeu? E na Nova Zelândia foi diferente. Eles que dominaram. Então tipo que estão na sociedade assim. E aqui no Brasil não. Tipo perderam a guerra. Tipo meio que foram excluídos da sociedade, entendeu?

Sim. Mas é que existe muito respeito, né? Ah, sim e não, né? É, sim e não. No dia a dia, não tanto. Daí, tipo, eles meio que fazem aquela celebração ali, a bolígia pra dizer ah, estamos fazendo alguma coisa, mas tipo não é que ajuda totalmente assim. Mas eu acho que é mais difícil a gente esquecer deles aqui. No Brasil, a gente vive a nossa vida meio que nem lembra que tem índio.

Aqui é meio difícil a gente esquecer que tem os aborígenes. Todo momento eu já vi cabeçalho de site, celebração, na rua, no trabalho. É verdade, pelo menos eles falam, né? Eles mostram. Tem discussões sobre. Lá no Brasil não. Lá no Brasil não tem uma bandeira indígena. Isso. Não tem uma celebração indígena antes das coisas. As crianças não aprendem sobre.

Na escola. De verdade, é que eles aprendem. É, aprendem a respeitar. Tem crianças aborígenes na escola, dependendo da região, né? Tudo isso que a gente tá falando depende da região de onde você mora. Pode ser que você não tenha contato nenhum. Seja só parte ali da história, do livro, da celebração. Mas aqui é meio difícil a gente esquecer que existe. Esquecer da história. No Brasil a gente esquece completamente. Dependendo também da região de onde você mora. É verdade. É isso.

Palavra final já sei desse episódio. Qual? História. História. Então se você assistiu até agora, comente aqui embaixo história. E se você gostou desse vídeo aqui também, já deixa aquele like abuso aqui pra nós. Não esquece de se inscrever no canal e seguir as nossas outras redes sociais, que é Instagram, Facebook, TikTok e o Spotify também, se você só escuta a gente no WeTalks. Né? E a gente se vê na próxima segunda-feira.

Foi o episódio 73. É isso aí. Valeu, Raça. Tchau. Um abraço.