Episódios de Panorama CBN

Reação brasileira ao tarifaço; Trump acusa China; e alerta climático

17 de julho de 202627min
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Na edição da manhã do Panorama CBN desta sexta-feira, você vai entender como o governo brasileiro reage ao tarifaço de 25% dos Estados Unidos, com plano de socorro a exportadores e discussão sobre retaliação. Também vamos falar da acusação de Donald Trump contra a China por suposta interferência na eleição americana de 2020. E ainda tem o alerta climático, com risco de temporais no Rio Grande do Sul e fumaça de incêndios perto do estádio da final da Copa do Mundo.

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Participantes neste episódio1
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Gabriel Freitas

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Assuntos5
  • Tarifas EUAPlano de socorro a exportadores · Retaliação comercial · Marco Rubio · Lula · Donald Trump · Estados Unidos · China
  • Eleições Americanas 2020Acusação de interferência chinesa · Donald Trump · China
  • Regulamentação de Apostas OnlineNovas regras de publicidade · Alerta de vício e perda · Proibição de indução a apostas
  • Mensagem Principal sobre ClimaTemporais no Rio Grande do Sul · Fumaça de incêndios · Europa · Estados Unidos
  • Atuação ParlamentarTemas adiados para o segundo semestre · PEC da escala 6x1 · MP da taxa das blusinhas
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GFGabriel Freitas

Em destaque no Panorama CBN: governo federal prepara um novo socorro para exportadores atingidos pelo tarifaço de 25% dos Estados Unidos. Donald Trump volta a colocar em dúvida a reeleição americana de 2020 e agora acusa a China de interferir na disputa que ele perdeu para Joe Biden. Google e Ministério da Justiça fecham acordo para tentar barrar anúncios falsos de produtos financeiros para dificultar golpes com promessa de dinheiro fácil, empréstimo milagroso e investimento com lucro garantido.

Rio Grande do Sul tem alerta para temporais, granizo, vento forte e risco de alagamentos. E lá fora, calor, incêndios e fumaça também preocupam na Europa e nos Estados Unidos. A Copa do Mundo chega ao fim de semana decisivo. França e Inglaterra disputam o terceiro lugar amanhã. De amanhã. E no domingo tem Argentina de Messi contra Espanha de La Mina Mal na final. Hoje é sexta-feira, dia 17 de julho, e o Panorama CBN já tá no ar.

Olá, muito bom dia para você que chega comigo aqui no Panorama CBN. Sexta-feira, hein? Eu sou Gabriel Freitas. Nos próximos minutos vamos ficar junto aqui para a gente saber os principais assuntos desse finzinho de semana. Participa, manda sua mensagem. Gabriel.freitas@cbn.com.br é o meu email e lá no meu Instagram também me procura, @gabafreitas, a gente bate um papo e eu falo teu nome no final da edição. Vamos tocar notícia!

E abrindo o panorama de hoje, a gente traz mais detalhes sobre o tarifácio de 25% que os Estados Unidos decidiram impor a parte dos produtos brasileiros. O que que tem de novo? Bom, o governo federal tá correndo pra montar um novo socorro aos exportadores que vão ser atingidos por essa medida. Esse reforço deve sair nos próximos dias dentro do programa Brasil Soberano, que vai oferecer crédito mais barato e condições facilitadas pras empresas que podem perder espaço no mercado dos Estados Unidos.

A prioridade deve ser pros setores mais expostos a essa tarifa, claro, como máquinas, e equipamentos, além também de madeira, móveis e calçados. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo vai conversar com representantes das áreas mais afetadas antes de bater o martelo sobre o tamanho desse pacote. A previsão do governo é que o valor seja menor que os R$30 bilhões oferecidos na primeira versão do Brasil Soberano, que foi lançada em agosto do ano passado.

Pelas contas do Ministério da Indústria e Comércio, a barreira imposta pelos Estados Unidos deve atingir 18% de tudo o que o Brasil exporta para o mercado norte-americano. Isso dá mais ou menos 7,4 bilhões de dólares. E a Confederação Nacional da Indústria vê um prejuízo ainda maior, de 11 bilhões de dólares. O vice-presidente Geraldo Alckmin voltou a dizer que esse tarifação é injusto, descabido e representa uma interferência externa indevida.

Ele também confirmou que a equipe econômica vai levar ao presidente Lula a possibilidade de usar a lei da reciprocidade, retaliando, né, os produtos importados dos Estados Unidos. Só que antes de qualquer resposta mais dura por parte do governo brasileiro, Alckmin disse que a ideia é proteger quem exporta contra os que sabotam o Brasil lá fora.

?Voz B

O governo do presidente Lula trabalha para apoiar quem trabalha aqui dentro, quem ajuda o Brasil a crescer e a nossa economia. Então o governo terá um programa de apoio aos que aqui dentro estão labutando, trabalhando, e que tenham aí problemas. E a Apex, o BNDES, a BDI vão fazer um empenho redobrado para a gente abrir novos mercados conquistar novos mercados e crescer ainda mais o comércio exterior.

GFGabriel Freitas

E tem a crise que tá no campo diplomático também, né? O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reagiu aos ataques do secretário de Estado norte-americano ao presidente Lula. O Marco Rubio acusou o governo brasileiro de não negociar de boa-fé com os Estados Unidos e disse que Lula colocou o próprio ego acima de um acordo. Mauro Vieira respondeu que essa fala foi inaceitável e ofensiva.

?Voz B

Desde o primeiro momento, o presidente Lula buscou o diálogo e enfatizou sua disposição de negociar qualquer tema. Nesse sentido, as declarações do secretário de Estado, Marco Rubio, são inaceitáveis, ofensivas ao povo brasileiro e ao governo brasileiro. Rubio ataca de forma grosseira e arrogante o chefe de Estado de um país amigo. Claramente, o que incomoda o governo dos Estados Unidos é o fato do Brasil não ter se curvado às pretensões desmedidas e às demandas irrazoáveis apresentadas no curso das negociações.

GFGabriel Freitas

E além de tudo isso, tem um outro prazo no radar do governo: dia 23 de julho. Nessa data, os Estados Unidos devem decidir se vão aplicar uma tarifa global de 12,5% sob a alegação de falhas no combate ao trabalho forçado. Se essa nova cobrança entrar em vigor mesmo, alguns produtos brasileiros podem passar a pagar mais de 37% de tarifa pra entrar no mercado norte-americano. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o Brasil vai continuar negociando, mas sem aceitar interferência na economia e na soberania do país.

?Voz B

Com isso, a gente vai seguir protegendo o Pix. O maior símbolo da nossa soberania financeira. Nós seguiremos protegendo a nossa soberania geológica sem virar latices e nós seguiremos protegendo a nossa democracia contra interferência internacional indevida.

GFGabriel Freitas

E no meio dessa crise, o Brasil também está tentando usar um argumento comercial que é muito importante. Presta atenção. Os próprios Estados Unidos, o país, vende mais ao Brasil do que compra do nosso país. Quem reconheceu isso foi o Daniel Pérez, indicado pelo presidente Donald Trump pra assumir a embaixada americana em Brasília. A declaração foi dada ontem, durante uma sabatina no Senado dos Estados Unidos, depois de uma pergunta do senador democrata Tim Kaine.

?Voz C

Senhor Pérez, temos um superávit ou um déficit comercial com o Brasil? Temos um superávit comercial, senhor. Um enorme superávit comercial, correto? Sim, senador.

?Voz B

Vendemos muito mais para o Brasil do que eles vendem para nós.

?Voz C

Ontem colocamos uma tarifa de 25% no Brasil e eles dizem que vão retaliar contra nós. Se eles retribuírem em 25%, quem perde mais, os Estados Unidos ou o Brasil? Obrigado pela pergunta, senador. Obviamente esta é uma nova tarifa que foi implementada ontem, obviamente em algum momento durante a noite enquanto eu estava dormindo. Eu li os artigos esta manhã e você não teve nada a ver com isso. O representante comercial tomou suas decisões. Vou aprender mais sobre isso nas próximas semanas.

GFGabriel Freitas

Ou seja, não dá pra dizer que o Brasil esteja levando vantagem nessa relação. É justamente o contrário. A balança comercial já favorece os Estados Unidos. Por isso que o governo brasileiro tá usando esse dado pra mostrar que o tarifaço não corrige um desequilíbrio. E ainda pode prejudicar empresas dos próprios Estados Unidos caso o Brasil responda com essas novas taxas. Do lado das empresas brasileiras, o alerta é de demissões e perda de mercado se a negociação não avançar logo.

A ACNI tá calculando que a taxação coloca em risco mais de R$50 bilhões em exportações do país. E um dos setores mais atingidos é o de calçados, né? Com essa nova tarifa somada aos impostos que já existem, a cobrança sobre o calçado brasileiro chega a 35%. Na avaliação do setor, isso pode inviabilizar vendas de polos produtores do interior de São Paulo e do Rio Grande do Sul. O presidente executivo da Abi Calçados, Haroldo Ferreira, refez as contas pra vender aos Estados Unidos.

Este novo tarifaço vai inviabilizar os negócios que já estavam acontecendo ou os futuros negócios pro mercado norte-americano. E isso vai prejudicar bastante a indústria calçadista nacional, isso coloca em risco corre risco muitos postos de trabalho. Na madeira processada, o impacto também é pesado, como explicou o superintendente da entidade, da associação, né, que cuida do setor, Paulo Roberto Pupo.

?Voz B

Essa tarifa de 25 leva o Brasil para o final da fila, né, do importador americano. Os parques fabris diminuem automaticamente, atividade industrial diminui, postos de trabalho correm riscos, né, de serem infelizmente cortados.

GFGabriel Freitas

A indústria de máquinas e equipamentos também tá vendo um risco de queda nas vendas. Quem fala agora para a gente poder entender é a diretora de comércio exterior da ABMAC, Patrícia Gomes.

?Voz B

Exportamos em 2025 para os Estados Unidos US$13,2 bilhões. É o principal mercado de destino das exportações do setor, representando 23% das nossas exportações. E com a medida anunciada, a gente pode ter aí uma redução para 2026 de cerca de 11%.

GFGabriel Freitas

E essa cobrança toda vai se somar às tarifas que já existem, né, normalmente, e deve alcançar cerca de 3 mil produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, de acordo com a Câmara Americana de Comércio no Brasil. Esse é um ponto importante. E o presidente Abraão Neto defendeu que os dois governos mantenham a conversa aberta.

?Voz B

As sobretaxas de 25% afetam mais de 11 bilhões de dólares de exportações anuais do Brasil para os Estados Unidos, mais de 26% de tudo que o Brasil vende para aquele mercado.

GFGabriel Freitas

Então esse cenário demanda, na nossa avaliação, que se redobrem as tentativas de diálogo e de negociações entre os dois governos. Quem também está esperando uma saída negociada a qualquer jeito é o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban.

?Voz B

Temos que ter, nós como setor privado, a incumbência, a responsabilidade e a obrigação de continuarmos trabalhando para encontrarmos os pontos de convergência. E é esse o ponto que nós na CNI, na indústria, no setor produtivo. Não vamos deixar de persistir e fazer o nosso trabalho.

GFGabriel Freitas

Se você ouviu o Panorama CBN da noite de ontem com Leandro Gouveia, você já acompanhou a leitura política da pesquisa Genial Quest sobre esse tarifácio dos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Hoje a gente atualiza essa história por um outro ângulo. A tarifa virou munição pesada até na disputa entre governo e oposição. O levantamento mostrou que 51% dos brasileiros concordam com Lula quando o presidente diz que Flávio Bolsonaro apoiou a pressão dos Estados Unidos para prejudicar o governo federal.

Outros 30% ficam com a versão do senador, que afirma ter pedido à Casa Branca para não taxar o Brasil. E tem mais um dado aí explicando essa briga: 49% dos entrevistados concordam com a tese do Palácio do Planalto de que essa sobretaxa de 25% é uma retaliação dos norte-americanos ao sucesso do Pix. Já 33% se alinham à justificativa do Flávio, que diz que as tarifas são uma resposta clara a discursos ideológicos de Lula contra os Estados Unidos.

Só que a disputa saiu dos números e entrou de vez nessa linguagem de campanha, né? Ano de eleição, claro. O PT tá tentando colar em Flávio Bolsonaro o apelido de Tariflável e fala em traição à pátria. Já Flávio reagiu nas redes sociais tentando devolver o desgaste para o governo. Ele chamou o PT de partido do tarifaço.

?Voz B

Lula tanto provocou que ele conseguiu O Brasil foi tarifado em 25%. Lula não tem mais condições de ser o presidente do Brasil. A gente tá num avião sem piloto. O Biden brasileiro tá ranzinza, inconsequente e se tornou um perigo para nossa nação.

GFGabriel Freitas

Ano de eleição é uma coisa, né? Do lado petista, o deputado Lindbergh Farias reforçou o discurso que o tarifácio foi articulado aí pela família Bolsonaro lá nos Estados Unidos.

?Voz C

Tari Flávio ataca novamente. Primeiro a gente tem que chamar Flávio e Eduardo Bolsonaro de traidores da pátria.

?Voz B

Tudo começou com eles.

?Voz C

Há uma articulação dessa extrema-direita internacional, norte-americana, tentando interferir nas eleições aqui no Brasil.

GFGabriel Freitas

Os dois lados agindo da mesma forma, é o que a gente percebe. A cobrança também entrou na fala de pré-candidatos ao Planalto. Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos comentaram a imposição do tarifácio que, pela previsão do roteiro, começa a ser cobrado já na próxima quarta-feira, né?

?Voz B

Então pergunta a Lula e ao Flávio: vocês estão defendendo o interesse de uma campanha eleitoral? O Brasil ficou de fora da defesa de vocês. Eu condeno essa medida. Agora, o governo Lula também errou feio, criou atritos desnecessários e transformou a política externa em palanque eleitoral. Taxaram a gente, taxaram a gente, taxaram feio, e taxaram especialmente alguns setores fundamentais para economia industrial brasileira.

GFGabriel Freitas

Bom, demos todos os lados, né? Ano de eleição é assim mesmo. E aí você nas urnas, quando chegar lá em outubro, você decide o que que faz mais sentido para você na hora de votar. Claro, sempre com muita consciência. Nosso papel trazer todas as narrativas para você decidir. Noticiário internacional. Ainda falando de Trump, né? Que voltou a colocar em dúvida ontem a eleição americana de 2020, aquela que ele perdeu pra Joe Biden. Num discurso à nação, em rede nacional, o presidente dos Estados Unidos acusou a China de interferir no processo eleitoral daquele ano.

Trump disse que o governo chinês promoveu o maior vazamento de dados eleitorais da história ao obter, de forma ilegal, o registro de 220 milhões de eleitores norte-americanos.

?Voz C

A República Popular da China realizou o que se acredita ser o maior comprometimento de dados eleitorais na história, resultando na aquisição ilícita pela China de 220 milhões de arquivos de eleitores dos Estados Unidos. Essa informação inclui nomes, endereços, números de telefone, preferências de partido político e outros dados sensíveis. Que seriam necessários para se registrar para votar e se envolver em outras atividades nefastas, que é exatamente o que estava acontecendo.

GFGabriel Freitas

Só que a fala de Trump bate de frente com relatórios oficiais de inteligência e decisões judiciais dos próprios Estados Unidos. No passado, essas avaliações trataram a eleição de 2020 como uma das mais seguras da história do país. Democratas dizem que Trump tenta ressuscitar teorias conspiratórias para deslegitimar o processo eleitoral de novembro, em que os americanos vão escolher deputados, senadores e governos estaduais. A oposição diz que o presidente está tentando se antecipar a um cenário que hoje está apontando para a derrota dele nas urnas.

Voltando para o Brasil, a partir de hoje, propaganda das bets vai ter que vir com um alerta maior e mais claro para quem aposta, hein? Entram em vigor as novas regras do Ministério da Fazenda para anúncios de plataformas de apostas. Vamos lembrar o que que muda hoje então? Toda propaganda, seja física ou digital, vai ter que exibir avisos sobre risco de vício e perda de dinheiro. Esses alertas precisam aparecer em destaque e ocupar pelo menos 10% da peça.

A ideia do governo é impedir que a aposta seja vendida como se fosse um investimento, dinheiro fácil, ou então uma solução para um problema financeiro que a pessoa possa ter. Também ficam proibidas aquelas chamadas que tentam empurrar o usuário para apostar na hora, criando uma sensação de urgência. Outra prática que já está barrada é a divulgação de grandes prêmios sem mostrar junto o tamanho das perdas que costumam ficar escondidas nesse tipo de campanha.

A regra também chega a narradores, comentaristas e influenciadores contratados pelas plataformas. Eles não vão poder sugerir palpites e nem induzir apostas específicas de acordo com o andamento dos jogos. A casa de apostas vai responder pelas campanhas irregulares, feitas por seus promotores. E tem punição pesada em caso de desrespeito a essa nova regra. Quem descumprir as normas pode receber multa de até 20% do faturamento ou ter a atividade suspensa por até 180 dias.

Veículos de mídia e influenciadores que divulgarem propagandas irregulares de bets também podem ser multados. Nesse caso, A punição administrativa pode chegar a R$14 milhões. Esse aperto na publicidade é mais uma tentativa do governo de enquadrar um mercado que cresceu muito rápido aqui no Brasil, virou preocupação também por causa do endividamento e do vício em apostas. E aí, você tá animado para o recesso? Começa agora, né? Último dia de trabalho hoje.

Mas calma aí, deixa eu te perguntar uma coisa muito importante: você é parlamentar? Porque aí sim, se você for, esse recesso é para você. Congresso Nacional entra em recesso parlamentar, deixando para depois uma lista de temas que mexem muito com a vida de muita gente. Ficaram para o segundo semestre desse ano, olha, a PEC que propõe o fim da escala 6x1, a PEC da Segurança Pública e os projetos que tratam da criminalização da misoginia e da regulamentação da inteligência artificial.

E quanto tempo dura esse recesso? Oficialmente vai de amanhã até o dia 31 de julho. A atividade legislativa vai até hoje, né, dia 17, e os trabalhos são retomados em 1º de agosto. Só que tem um detalhe: a expectativa é de um Congresso bem mais lento e bem mais esvaziado na volta, lá em agosto. Tudo por causa da campanha eleitoral. E pro Palácio do Planalto, tem um negócio preocupando. É a medida provisória que zera a chamada taxa das blusinhas, o imposto sobre compras internacionais de até US$50.

Sem votação no Congresso, essa MP pode perder a validade. E se isso acontecer, a cobrança do tributo pode voltar automaticamente no dia 11 de setembro. Ou seja, além de debates grandes, né, como jornada de trabalho, segurança pública, inteligência artificial, o recesso também vai deixar em aberto essa questão aí que pesa muito no bolso de quem compra em sites internacionais e foi alvo de muito protesto, né, quando entrou em vigor.

Agora o governo quer que continue essa taxa isenta, né, na verdade essa taxa não existindo. Mas se o Congresso não votar, ela vai voltar. E para quem ficou com inveja dos parlamentares, tem mais um recesso previsto lá no fim do ano, né, pela regra do Congresso. Ele vai de 23 de dezembro até o dia 1º de fevereiro. Aí um recesso maior quando não há convocação extraordinária. Bom recesso para os parlamentares! Vamos falar de tempo agora porque tem alerta importante no sul do país, viu?

O Rio Grande do Sul tá se preparando para dias de instabilidade com risco de temporais, muita chuva forte, granizo também, rajadas de vento que podem passar dos 90 km/h em algumas regiões. O que que preocupa mais você que mora aí no Rio Grande do Sul? Não é só chuva, viu? O alerta também é para muita ventania e queda de árvores, destelhamentos, corte de energia e alagamentos. A recomendação da Defesa Civil é evitar áreas de risco, não se abrigar debaixo de árvores durante as rajadas e redobrar o cuidado com os deslocamentos.

Em Porto Alegre, o IMET tá mantendo um alerta laranja de tempestade, também o acumulado de chuva e vendaval. O risco vale para essa sexta-feira, hoje, e segue pelo fim de semana. O Climatempo também está apontando a instabilidade ganhando força, principalmente no estado gaúcho, enquanto a chuva também aumenta na costa leste do Nordeste, entre Sergipe e Rio Grande do Norte. No restante do país, o cenário é mais dividido. Em boa parte do Centro-Sul, tempo mais firme.

No Sudeste, sexta-feira com ainda temperaturas mais altas e menor risco de chuva forte nas capitais. Mas o avanço das áreas de instabilidade no sul precisa ser acompanhado porque pode mudar a condição do tempo nos próximos dias em outras partes do país. E tem preocupação climática também fora do Brasil. Na Europa, o calor continua alimentando incêndios florestais e deixando vários países em alerta mesmo. Na França, temporais fortes chegaram depois de uma sequência de calor muito forte.

Pelo menos 2 pessoas morreram e mais de 50 mil imóveis ficaram sem energia, isso de acordo com a Reuters. A situação também preocupa em partes da Espanha, de Portugal, da Itália e dos Bálcãs, onde o calor aumenta o risco de novos focos de incêndio. Bora falar de futebol. 2 jogos movimentam a 19ª rodada do Campeonato Brasileiro. Às 8 da noite, Fluminense enfrenta o Bragantino no Maracanã, e no mesmo horário, o Mirassol recebe o Grêmio.

Ontem, o Botafogo venceu o Santos por 2 a 1 e o Vitória bateu o Vasco por 1 a 0. No fim de semana não tem jogo do Campeonato Brasileiro, e o motivo é Copa do Mundo chegando aos últimos jogos lá nos Estados Unidos. Em amanhã, às 6 da tarde, França e Inglaterra disputam o terceiro lugar em Miami. E no domingo, às 4 da tarde, tem decisão com cara de encontro de gerações. De um lado, a Argentina de Lionel Messi, e do outro, a Espanha de Lemini Amal.

As duas seleções brigam pelo título da maior Copa do Mundo da história. E tem um detalhe que chama atenção aí às vésperas da final da Copa do Mundo: a região ali de Nova York, Nova Jersey, foi atingida por muita fumaça de incêndios florestais no Canadá. A seleção da Espanha treinou ontem no norte de Nova Jersey com o céu encoberto por fumaça. A qualidade do ar chegou a níveis considerados muito ruins para a saúde até. A final entre Argentina e Espanha está marcada para domingo lá no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

Por enquanto, a previsão é de melhora na qualidade do ar até o dia do jogo, mas as autoridades seguem monitorando a situação. E a Casa Branca informou ontem que o Donald Trump vai viajar ainda hoje para Nova York para participar de uma recepção da FIFA. A ideia também dele é aparecer bastante nessa final, né? Pessoas ligadas à FIFA e à Casa Branca estão apontando que a ideia é que Trump entregue a taça para a seleção ganhadora de um jeito diferente.

Vamos ver como é que vai ser essa final. E assim a gente vai encerrando o Panorama CBN de hoje, sempre com Laerte Afonso, Edmilson Fernandes, que também fazem o Panorama acontecer. Deixa eu mandar uns abraços aqui. Lá pelo meu Instagram, @gabafreitas, recebi algumas mensagens. O Caio Souza passou por lá dizendo que ouviu o Panorama a semana toda, queria um oi aqui no programa, aqui no Panorama. Caio, promessa cumprida, viu? Obrigado pela companhia nesses dias todos aí, por levar a gente junto aí na sua rotina.

Valeu demais por ouvir o podcast todos os dias. Teve recado também do Felipe Gaucher, que pediu música para essa sexta-feira. Ele é lá de Maceió. Coloca aí, Lala. É Rosalía, Relíquia, para a gente aí entrando no clima do show dela aqui no Rio no mês que vem. Então a gente vai fazer assim, viu? A gente mantém a nossa tradição de sexta-feira, vamos tocar essa música do Felipe mais um pouquinho.

?Voz B

É Rosalía, Relíquia, para a gente aí entrando no clima do show dela aqui no Rio no mês que vem. Então a gente vai fazer assim, viu?

GFGabriel Freitas

A gente mantém a nossa tradição de sexta-feira, vamos tocar essa música do Felipe mais um pouquinho, só que excepcionalmente hoje o panorama não termina exatamente com essa música.

?Voz C

Música.

GFGabriel Freitas

Ontem foi um dia de muitas homenagens a Renato Machado, né, um dos ícones do telejornalismo brasileiro. E hoje acontece a despedida aqui no Rio. Velório tá marcado para as 11:30 da manhã no Memorial do Carmo, no Caju, na zona portuária. Às 2:30 da tarde, o corpo vai ser levado para cremação. Renato Machado morreu ontem aos 83 anos, vítima de insuficiência saudíaca. Muitas homenagens. Ele fez parte da TV, da rádio também, da Rádio CBN, foi colunista aqui durante anos.

E quem acordava cedo nos anos 2000, também na década passada, lembra bem dessa musiquinha que a gente tá ouvindo agora. Era o final do Bom Dia Brasil de sexta-feira, né, um quadro idealizado por ele, pelo Renato, para fechar a semana com respiro diferente, né, fazendo uma retrospectiva das imagens que marcaram o noticiário naquela semana. Esse quadro até voltou esse ano nas redes sociais do Bom Dia Brasil. E hoje essa trilha acompanha a despedida de um jornalista elegante, culto, muito querido por quem trabalhou com ele e por quem cresceu ouvindo a voz dele de manhã todos os dias.

Tchau, tchau, pessoal! Até semana que vem. Ouça o Panorama de hoje com Leandro Gouveia. Ótimo final de semana para