Etanol na gasolina, indiciados no escândalo do INSS e Espanha na final da Copa
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
- Escandalo INSSINSS · Polícia Federal · Alessandro Stefanutto · CONAFER · Corrupção
- Trégua EUA-Irã e Estreito de OrmuzDonald Trump · Estreito de Ormuz · Irã · Petróleo · Bloqueio naval
- Gasolina com EtanolEtanol · Gasolina · Anfávia · Ministério de Minas e Energia
- Abertura da Copa do MundoCopa do Mundo · Espanha · França · Kylian Mbappé
As científicas descobertas mudam o cenário. Avanços em câncer podem trazer novas esperanças para seus pacientes.
Veja como a Pfizer está ajudando a redefinir o que é possível em cancer.pfizer.com.
Em destaque no Panorama CBN: Donald Trump desiste de taxa de 20% sobre navios no Estreito de Ormuz após pressão de países aliados. Gasolina brasileira vai ter mistura maior de etanol e Associação das Montadoras critica. Polícia Federal indicia ex-presidente do INSS e mais 47 pessoas por descontos ilegais em aposentadorias. Presidente do TSE propõe premiação a institutos de pesquisa e empresas dizem que ciência não é bola de cristal.
A Espanha desbanca a França e se torna a primeira finalista da Copa do Mundo. Olá para você que tá aqui comigo, eu sou Leandro Gouveia e essa é a segunda edição do podcast Panorama CBN de terça-feira, 14 de julho de 2026. Em menos de meia hora eu te conto as principais notícias do dia. E o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou da decisão de cobrar uma taxa de 20% sobre produtos transportados por navios no Estreito de Ormuz.
Isso tinha sido anunciado na segunda-feira e a desistência já foi no dia seguinte. O anúncio foi feito pelo próprio presidente numa rede social. Trump disse que vai substituir a cobrança por acordos de comércio e investimentos com países do Golfo Pérsico, que fariam aportes gigantescos dentro dos Estados Unidos. Mais tarde, o presidente falou em entrevista coletiva. Eu coloquei essa ideia ontem, pensei que era boa, mas fui chamado por diferentes parceiros, pessoas que nós conhecemos e amamos.
Eles são parceiros muito fortes e eles disseram que gostariam de fazer isso de uma maneira diferente. Gostariam de investir nos Estados Unidos com bilhões e bilhões de dólares, investir nos Estados Unidos ao invés de cobrar uma taxa. E eu gosto disso, na verdade, porque eu não acho que ninguém deveria pagar uma taxa no Estreito de Ormuz. A taxa seria para cobrar custos dos Estados Unidos na guerra. E apesar de abrir mão dela, Donald Trump manteve o bloqueio naval, com navios militares americanos mirando apenas embarcações do Irã.
As Forças Armadas americanas, um pouco antes do início do bloqueio, anunciaram uma nova leva de ataques contra alvos do litoral sul do Irã para destruir a capacidade do adversário de atacar navios no estreito. Já é o 4º dia consecutivo de ataques. A Guarda Revolucionária Islâmica declarou ataques em retaliação contra bases dos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait. A corporação diz que nenhuma gota de petróleo ou gás será exportada da área enquanto as agressões americanas continuarem e que isso só vai atrasar mais a reabertura do Estreito de Ormuz.
A energia tá tão pesada por lá que um navio cargueiro afundou depois de bater em outra embarcação. Segundo a agência Fars do Irã, a batida provocou o alagamento do cargueiro e levou à ordem de esvaziamento de emergência. 23 tripulantes foram resgatados. Nessa terça, o petróleo iniciou o dia subindo até os US$87. Depois arrefeceu um pouco, mas permaneceu em alta em relação à segunda-feira. No momento em que eu gravo, a alta é de 2%, aos US$85.
Em duas semanas, o petróleo já subiu quase 20%. Já a inflação nos Estados Unidos, anunciada nesta terça, ficou bem abaixo do esperado. Os preços caíram 0,4% em junho. É a maior retração mensal desde abril de 2020. O resultado diminui a pressão sobre uma alta de juros nos Estados Unidos, o que fez o dólar cair e a bolsa brasileira subir. Apesar disso, o comentarista de economia da CBN, Luiz Gustavo Medina, avalia que a continuidade da tensão no Oriente Médio Causa incerteza para o futuro.
Essa notícia é ótima, mas o problema é que ela é do passado, né? E nesse meio do caminho, de sexta para cá, a gente tá vendo aí um recrudescimento dessa história com o Irã. A gente teve duas notícias muito boas para o Brasil, né, de inflação sexta aqui e hoje nos Estados Unidos. Mas a verdade é que se essa história da guerra não arrefecer, né, isso aí no final das contas vai virar um dado do passado sem muita implicação no futuro, né?
E se essas coisas resolverem, acho que a gente vai ter um outro segundo semestre.
Nessa terça, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta de 0,5% aos 176.641 pontos. O dólar comercial caiu 1,05%, cotado a R$5,07, menor valor em um mês e meio. O euro vale R$5,79, com baixa de 0,74%. E o Conselho Nacional de Política Energética aprovou o aumento temporário da mistura de etanol na gasolina, que vai passar de 30% para 32%. Essa medida vale por 180 dias, mas pode ser prorrogada por mais 180.
Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a mudança é para ampliar o uso de biocombustíveis nacionais para dar mais segurança ao país diante da instabilidade no mercado internacional de petróleo. E a expectativa é diminuir a importação de gasolina em cerca de 900 milhões de litros por ano. O Instituto Mauá de Tecnologia fez testes em carros e motos, inclusive nos modelos que não são flex, e o estudo apontou que o desempenho e o consumo com a nova mistura são equivalentes aos atuais.
O governo também estuda aumentar ainda mais essa mistura para 35% no futuro. Mas os fabricantes de veículos alertam para riscos aos carros. Em nota divulgada depois da decisão, a Anfávia, que é a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, alegou que não há novos estudos de segurança. A entidade afirma que os testes do governo não avaliaram a durabilidade dos motores, as emissões e o consumo com a mistura de 32%.
A Anfávia destaca ainda que a nova regra permite uma variação de até 34% de etanol, o que não passou por validação técnica. Outro impacto da guerra é sobre a produção de fertilizantes essenciais para a produção de soja, milho, trigo, café, arroz, hortaliças e frutas. A empresa Mosaic, que é uma das maiores do setor, anunciou que vai reduzir a produção de fertilizantes em algumas das fábricas brasileiras por falta de enxofre, que é matéria-prima essencial.
O novo bloqueio no Estreito de Ormuz se soma a incertezas já produzidas pela guerra na Ucrânia e também pela proximidade do El Niño, como explica o Cassiano Ribeiro, editor executivo da Globo Rural.
Enxofre, por exemplo, é muito produzido nessa região, tanto no leste europeu como no Oriente Médio. Seja produção ou transporte, ali ele acontece nessas regiões. Então o produtor já vê o preço subindo, tem um custo cada vez maior, né? Imagina dobrar o custo com fertilizante, rouba imediatamente caixa, né, a rentabilidade do produtor. Com preço de soja, o preço dos grãos aí que não acompanha esse aumento de custo, até pelo contrário, né, tem uma oferta grande chegando agora no mercado, especialmente por causa dos Estados Unidos, a tendência de pressão de baixa sobre o preço de commodities com custos elevados.
Então tudo colabora para um ano em que o produtor vai usar menos fertilizante. Se usa menos fertilizante, produtividade tende a cair. Nessa safra tinha uma perspectiva de que muitos iam usar estoques de nutrientes da safra passada, Mas fica agora uma preocupação. Se continua essa tensão no Estreito de Ormuz, não passando o produto por lá, não chegando fertilizante no Brasil, produtor não tem nem opção de comprar.
A Oncoclínicas, uma das maiores redes de tratamento contra o câncer do Brasil, entrou com um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$5,1 bilhões em dívidas. Diferente da recuperação judicial, esse mecanismo é um acordo prévio feito fora dos tribunais. E pro plano valer, a empresa precisa do apoio de credores que representam mais da metade das dívidas. A Oncoclínicas informou que já tem a assinatura de 37% deles e agora vai ter 90 dias pra buscar o restante da aprovação.
A companhia garante que os atendimentos aos pacientes em todo o país continuam normais e que os pagamentos pra fornecedores do dia a dia estão garantidos. Vamos falar do escândalo do INSS, porque a Polícia Federal indiciou 48 pessoas por suspeita de participação no esquema de descontos ilegais de aposentadorias e pensões. Entre os indiciados está o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. Ele é suspeito de receber vantagens indevidas e vai responder por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A Operação Sem Desconto investiga entidades que faziam acordos com o INSS para descontar mensalidades direto na folha de pagamento, mas sem autorização dos aposentados. Auditorias da Controladoria-Geral da União, a CGU, revelaram que o esquema usava assinaturas falsas ou obtidas de forma fraudulenta. Essa parte da investigação foca especificamente nas irregularidades da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais, que é a CONAFER.
Além do ex-presidente do INSS, foram indiciados justamente o presidente da CONAFER, Carlos Roberto Ferreira Lopes, e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. As investigações sobre outras entidades suspeitas de aplicar o mesmo golpe continuam em andamento em processos separados. A OAB, Ordem dos Advogados do Brasil, acionou o Supremo Tribunal Federal para tentar reverter o bloqueio de contato entre o senador Flávio Bolsonaro, do PL, e o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A entidade enviou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes para que o senador possa se comunicar com o ex-presidente. E o argumento é que Flávio não é só filho, mas também atua como advogado de Jair Bolsonaro no processo que tramita no Supremo e tem registro ativo na instituição. O texto reforça que esse contato deve servir apenas para tratar da defesa e precisa respeitar as outras regras que a Justiça já definiu. A diretoria da OAB diz que a ação não interfere no mérito da decisão do ministro e busca apenas garantir as prerrogativas da advocacia.
O senador Flávio Bolsonaro usou as redes sociais para agradecer o apoio da OAB. A apresentadora e comentarista da CBN, Vera Magalhães, apurou com integrantes da equipe de Flávio Bolsonaro que a ideia agora é reforçar que a campanha está sob censura de Alexandre de Moraes e comparar o caso com o do presidente Lula quando foi preso em 2018.
E o Lula escreveu cartas, escreveu bilhetes, determinou que o Haddad seria o candidato e teve ali uma participação intensa na campanha. Arbitrou, né, a questão da aliança com o Ciro Gomes, chegou a comentar até a Copa naquela ocasião. Então, nos recortes que a campanha do Flávio Bolsonaro separou, tem ali comentários sobre a Copa, tem divulgação de uma carta em que ele pede voto para o Haddad, reclama da imprensa, reclama da justiça.
Então eles estão dizendo que existem dois pesos e duas medidas e que isso claramente seria uma decisão do Alexandre de Moraes de censura à candidatura do Flávio. Que o Alexandre de Moraes está dizendo, né, o Supremo tá alegando, quando questionados sobre isso é que o Jair Bolsonaro cumpre uma medida cautelar com regras explicitadas quando ela foi autorizada. Então ele tá em prisão domiciliar por uma alegação de questões de saúde.
Quando ele foi colocado nessa domiciliar, as regras inclusive de não participação em redes sociais de nenhuma maneira foram deixadas claro. De que houve uma violação aos termos dessa domiciliar, por isso que a decisão teria sido tomada nos termos em que foi tomada.
E agora, o escândalo das emendas. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, afirmou em nova decisão que ex-parlamentares e dirigentes de partidos não têm legitimidade para interferir no destino de emendas parlamentares. Disse que as leis atuais proíbem o que ele chamou de mercado de terceirização ou privatização das emendas. Essa decisão acontece depois de o ministro ordenar, na semana passada, o bloqueio de bens de dois políticos conhecidos de Brasília: o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, como você já ouviu aqui no Panorama.
No despacho assinado nesta terça, Flávio Dino defendeu que o dinheiro público não pode ter execução privada e comparou a situação ao uso de gabinetes e apartamentos funcionais do Congresso, dizendo que nenhum parlamentar pode alugar ou ceder esses locais para terceiros. Dino também fez um alerta sobre as eleições desse ano. Ele ponderou que as violações são ainda maiores se a investigação confirmar uma ligação entre essa terceirização de emendas e projetos eleitorais.
O ministro do STF determinou nessa decisão que os relatórios da Controladoria-Geral da União que apontam indícios de desvios sejam enviados para a Polícia Federal para abrir ou reforçar os inquéritos sobre o caso. E ele também deu 30 dias para que as comissões de saúde da Câmara e do Senado expliquem como garantem a transparência no repasse das emendas. E o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Cássio Nunes Marques, apresentou uma proposta para criar um selo para premiar as empresas de pesquisa que mais acertarem os resultados das eleições.
Nunes Marques se reuniu no TSE com representantes de 16 institutos, como Datafolha, Quest e Atlas Intel. Os institutos de pesquisa têm até sexta-feira para enviar sugestões. Só que a proposta não foi bem recebida, não. A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa disse que exigir que um levantamento acerte o resultado é confundir ciência com bola de cristal. A entidade alertou que o selo pode criar um incentivo perverso, fazendo institutos sem rigor copiar os dados de empresas consolidadas na reta final só para ganhar o prêmio.
Os maiores institutos do país também questionaram a proposta. A diretora-geral do Ipsos/IPEC, Márcia Cavallari, destacou que o papel da pesquisa é mostrar o momento e não adivinhar o futuro. Também lembrou que os parlamentares já tinham rejeitado essa taxa de precisão durante o debate do novo Código Eleitoral. As empresas reclamaram ainda que não sabiam que a criação do selo ia entrar na pauta e só receberam a minuta do texto na hora da reunião.
Recentemente, o presidente do TSE mandou tirar do ar uma pesquisa da Atlas Intel que mostrava uma queda de 5 pontos nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro. A oscilação aconteceu depois do vazamento do áudio em que o senador pedia dinheiro a Daniel Vorcaro. O PL acionou a Justiça alegando que o questionário induzia o eleitor, ainda que o áudio fosse exibido depois das perguntas de intenção de voto. O julgamento sobre a legalidade dessa pesquisa segue interrompido por um pedido de vista da ministra Estela Aranha e não tem data para ser retomado.
Falando em eleições, mais definições de candidaturas ao Senado. No Ceará, o presidente Lula fechou um acordo para apoiar o senador Cid Gomes, do PSB, que vai concorrer à reeleição. Cid vai enfrentar nas urnas o grupo político do próprio irmão, o ex-ministro Ciro Gomes, do PSDB. De quem tá rompido desde 2022 e que é apoiado por Flávio Bolsonaro. A segunda vaga ao Senado na chapa governista ainda vai ser negociada com partidos de centro.
No Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro bateu o martelo e escolheu o senador Carlos Portinho como candidato oficial do PL. Portinho assume a vaga que ficou aberta após o ex-governador Cláudio Castro desistir da disputa. Ele venceu uma disputa interna contra o deputado federal Carlos Jordi. E o grupo ainda precisa definir quem vai ocupar a segunda vaga ao Senado na chapa. No Reino Unido, o ex-prefeito da grande Manchester, Andy Burnham, tá cada vez mais perto de ser o novo primeiro-ministro.
Segundo uma contagem do Partido Trabalhista, ele conseguiu o apoio necessário dos deputados e tá a um passo de substituir Keir Starmer, que renunciou em junho. Burnham recebeu o apoio de mais 27 deputados e agora, com o apoio de 349 dos 403 deputados trabalhistas, nenhum outro candidato consegue os 81 apoios para concorrer contra Burnham. O prazo termina nesta quarta-feira. Nos Estados Unidos, o ICE, que é o Serviço de Imigração e Alfândega, suspendeu as abordagens de trânsito em todo o país.
Essa medida vale para os agentes que prendem e deportam imigrantes em situação irregular. A partir de agora, parar veículos na rua só é permitido se houver um mandado de prisão e, mesmo assim, os policiais federais vão precisar do apoio de forças de segurança locais. Essa decisão acontece depois da divulgação de imagens que mostram um agente do ICE atirando no colombiano Juan Sebastián Guerrero, de 26 anos, no estado do Maine.
Guerreiro tinha autorização para trabalhar no país e foi baleado ao tentar fugir de carro. O Departamento de Segurança Interna alegou que o agente temeu pela segurança pública, mas as imagens desmentiram a versão inicial de que o jovem estava armado. O presidente colombiano Gustavo Petro até condenou a ação. Esse é o segundo caso recente que gera forte desgaste para o governo de Donald Trump. Na semana passada, Um imigrante mexicano também foi morto por um agente federal durante uma blitz de trânsito em Houston, no Texas.
E a escritora E. Jean Carroll recebeu mais de US$5,6 milhões, o equivalente a cerca de R$28,5 milhões, da ação por abuso sexual e difamação contra o presidente Donald Trump. O dinheiro foi liberado de uma conta judicial onde estava depositado desde o veredito de 2023, O pagamento ocorreu depois que a Suprema Corte americana manteve a condenação na esfera cível. O júri concluiu que Trump abusou sexualmente da escritora em 1996 no provador de uma loja de departamentos em Nova York e a difamou quando o caso virou público.
Trump sempre negou as acusações, disse que nunca conheceu a escritora e que ela mentiu por motivação política. Trump também recorre de outra condenação, de 2024, que determinou o pagamento de mais US$83 milhões para a escritora, também por difamação. E a Espanha é a primeira finalista da Copa do Mundo! A seleção superou a França por 2 a 0, bem no dia da queda da Bastilha. Foi a queda do Mbappé. O primeiro gol foi de pênalti de Pedro Porro, e o segundo de Oyarzabal, que fez o quinto dele na Copa.
Mbappé não fez nenhum e parou nos 8 gols na artilharia da Copa, ao lado de Messi, que joga nessa quarta-feira na outra semifinal. Aliás, semifinal entre Inglaterra e Argentina. Até agora, a Copa correu sem registros de brigas graves entre torcedores ou confrontos com a polícia, mas essa semifinal colocou as forças de segurança em alerta máximo. E o motivo é a rivalidade histórica entre os dois países, que mistura futebol e política, especialmente por causa da Guerra das Malvinas em 1982.
Esse conflito pelo controle do arquipélago, que é chamado de Falkland pelos britânicos, matou mais de 600 militares argentinos e 200 britânicos e retomou o controle para o Reino Unido. Para evitar incidentes, a organização da Copa montou um forte esquema de segurança no entorno do estádio de Atlanta, e também na Fan Fest, que é a área onde os torcedores sem ingresso acompanham o jogo. Os torcedores vão entrar inclusive por portões opostos e também estão vetadas quaisquer referências à guerra.
E mesmo sem a seleção brasileira na disputa, o Brasil ainda pode ter um representante em campo na final. O árbitro Wilton Pereira Sampaio desponta como um dos candidatos para apitar a decisão do torneio. O juiz segue nos Estados Unidos junto com outros 10 árbitros que continuam na disputa para comandar a final. Wilton Pereira Sampaio já trabalhou em 3 partidas desse Mundial, incluindo o jogo de abertura entre México e África do Sul, quando ele expulsou 3 jogadores.
A escolha definitiva da FIFA vai ser anunciada na sexta-feira. Só que se a Argentina vencer a Inglaterra na semifinal e chegar à decisão, a rivalidade histórica com o Brasil joga contra o brasileiro. Nesse cenário, a tendência é que ele seja escalado para apitar a disputa pelo terceiro lugar. Outros dois árbitros brasileiros que trabalharam na Copa, o Rafael Claus e o Ramon Abate Abel, já voltaram para o Brasil. E a disputa jurídica pela histórica Taça das Bolinhas ganhou mais um capítulo.
A Justiça Federal de São Paulo voltou atrás na decisão que mandava entregar o troféu para o São Paulo Futebol Clube. A revogação atende a um recurso do Flamengo, E com isso, a taça continua guardada na Caixa Econômica Federal. Agora cabe à Justiça Federal do Rio de Janeiro decidir quem fica com o prêmio. Essa Taça das Bolinhas foi criada em 1975 pela antiga Confederação Brasileira de Desportos. Seria entregue em definitivo ao primeiro clube que ganhasse o Brasileirão 3 vezes seguidas ou 5 vezes de forma alternada.
O São Paulo se diz o verdadeiro dono por ter chegado ao 5º título em Já o Flamengo afirma que alcançou a marca antes, em 1992, somando a polêmica Copa União de 1987. Só que o Supremo Tribunal Federal já decidiu que o Sport é o único campeão daquele ano. Com a nova decisão agora, a disputa de mais de 3 décadas segue sem um vencedor definitivo nos tribunais. E antes de fechar esse episódio, eu convido você a mandar mensagem para o Panorama.
Meu email é leandro.gouveia@cbn.com.br. No Instagram é só procurar por @leraze_gouveia. E não esquece de escrever seu nome e de onde você tá ouvindo. Leandro, perdi as contas de quantas vezes me emocionei ouvindo as músicas do João Bosco. Quanta poesia, quanta musicalidade, quanta riqueza, meu amigo! A MPB, com seus artistas e obras impecáveis, é um patrimônio do qual devemos nos orgulhar. Ouvinte que se identifica como Rafa na caixinha de comentários do Spotify, não diz de onde ouve, falando sobre a homenagem que fizemos no último episódio sobre os 80 anos de João Bosco.
Tem mais mensagem. Oi, Leandro, comecei a ouvir o Panorama há uns 3 meses. No começo era nostálgico para mim, pois meu pai ouvia muito a CBN no rádio quando eu era criança. Hoje é meu podcast favorito. Te entendo, pai! Já até recomendei para ele, pois ele ama o Spotify. Abraços de São Paulo capital. Manda um abraço para o pessoal do Butantã. É a Alice que mandou mensagem e ela deve ser vizinha aqui da sede da CBN em São Paulo também, que fica no bairro do Butantã, na Zona Oeste da capital.
Um abraço para você e para o seu pai também. Obrigado pela audiência. E você já indicou o Panorama para alguém hoje, como fez a Alice? Manda o link pelo WhatsApp para quem você sabe que gosta de ficar bem informado e bem informada. E esse episódio do Panorama vai ficando por aqui. A produção e o roteiro foram feitos por mim, Leandro Gouveia, e a edição e a sonorização por Anderson Wendel, o Tico. A próxima edição chega às plataformas por volta das 7 da manhã com Gabriel Freitas, e eu volto na sequência. Até lá!
— Anúncios inseridos dinamicamente —
Pfizer
Tratamento contra o câncer