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Defesa de Bolsonaro terá de explicar carta; tensão em Ormuz afeta combustíveis

14 de julho de 202628min
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Na edição da manhã do Panorama CBN desta terça-feira, você vai entender por que a defesa de Jair Bolsonaro tem 48 horas pra explicar a divulgação da carta lida por Flávio. A gente também fala da tensão no Estreito de Ormuz e dos possíveis impactos da alta do petróleo nos combustíveis e nas passagens aéreas no Brasil. E ainda tem França e Espanha na semifinal da Copa e Wonderwall, do Oasis, em alta no Spotify.

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G

Gabriel Freitas

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Assuntos5
  • Trégua EUA-Irã e Estreito de OrmuzDonald Trump · Irã · Estados Unidos · Preço do petróleo · Pirataria internacional
  • Defesa do Bolsonarismo e Jair BolsonaroJair Bolsonaro · Flávio Bolsonaro · Alexandre de Moraes · Supremo Tribunal Federal · Propaganda eleitoral antecipada
  • Impacto do preço do petróleoCâmara dos Deputados · Combustíveis · Passagens aéreas · Querosene de aviação
  • Acordo de abertura aéreaBrasil · Argentina · Paraguai · Chile · União Europeia
  • Copa do Mundo e FutebolFrança · Espanha · Oasis · Wonderwall
Transcrição17 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
GFGabriel Freitas

Em destaque no Panorama CBN: defesa de Jair Bolsonaro tem 48 horas para explicar se o ex-presidente sabia que a carta lida por Flávio seria publicada nas redes. O senador também ficou 90 dias sem poder visitar o pai. Trump promete bloquear portos do Irã e cobrar 20% das cargas no Estreito de Ormuz. O petróleo já passou dos US$85 e a Câmara aqui no Brasil tá tentando evitar que essa pesa nos combustíveis e nas passagens aéreas.

E já que o assunto é o custo de voar, Brasil, Argentina, Paraguai e Chile assinam hoje um acordo para abrir espaço aéreo entre os 4 países. A promessa é aumentar a concorrência, criar novas rotas e ajudar a reduzir os preços. França e Espanha disputam hoje a primeira vaga na final da Copa e Wonderwall, do Oasis, vira hino da torcida inglesa e e dispara no Spotify antes do jogo contra a Argentina. Hoje é terça-feira, 14 de julho, e o Panorama CBN já tá no ar.

Olá, muito bom dia para você! Eu sou o Gabriel Freitas e a partir de agora a gente organiza as principais notícias dessa terça-feira. E continua mandando a sua mensagem, seu comentário, conta de onde você tá acompanhando o programa. Pode falar comigo pelo meu Instagram, o @gabafreitas, ou pelo meu email gabriel.freitas@cbn.com.br. No fim da edição eu volto de novo aí com os recados, os abraços de quem tá com a gente todos os dias.

E o panorama dessa terça começa com o assunto que tá rendendo, viu? Lembra da carta escrita por Jair Bolsonaro, lida por Flávio Bolsonaro naquela transmissão Ao vivo. Agora, a defesa do ex-presidente vai ter 48 horas para explicar se Jair Bolsonaro sabia que o texto seria publicado nas redes sociais. O prazo foi dado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. E a decisão já trouxe uma consequência bem importante para Flávio: o senador não vai poder visitar o pai pelos próximos 90 dias.

Na conta do calendário, isso significa que os dois só vão poder voltar a se encontrar depois do primeiro turno das eleições, no início de outubro. Moraes está dizendo que Flávio usou uma visita familiar pra conseguir um manifesto político e depois divulgar esse conteúdo nas redes. Bolsonaro não pode usar as redes sociais nem diretamente, pelas próprias contas, e nem indiretamente, por meio de outras pessoas. E na avaliação do ministro, a leitura da carta pode ter servido justamente para contornar essa proibição.

Moraes também está apontando que o texto tem frases que podem ser entendidas como um pedido de voto para Flávio. Por isso, mandou o material para a Procuradoria-Geral Eleitoral analisar se houve propaganda antecipada. E aqui vale uma observação importante, porque propaganda antecipada não é crime por si só. Mas pode render multa e outras punições previstas na legislação eleitoral. O ministro ainda lembrou que essa não seria a primeira vez que Flávio usou as próprias redes pra divulgar uma manifestação do pai, né?

Em agosto do ano passado, o senador publicou um vídeo de Bolsonaro participando, por telefone, de um ato no Rio. Pra Moraes, esse histórico e a forma como a carta foi escrita Levantam a suspeita de que Bolsonaro sabia que o documento acabaria publicado. Numa transmissão ao vivo, Flávio chamou a decisão de ilegal e inconstitucional. E ele também acusou Moraes de tentar interferir na disputa eleitoral.

?Voz B

Obviamente, algo completamente desproporcional, desarrazoado e claramente configura essa tentativa de Alexandre de Moraes de interferir nas eleições desse ano. Não por acaso ele toma a decisão deixando o presidente Bolsonaro sem falar com o próprio filho, no caso Flávio Bolsonaro, eu, por 90 dias. Ou seja, eu só poderia voltar a falar com o presidente Bolsonaro após o primeiro turno das eleições desse ano. Alguém acha que isso é uma coincidência?

Eu sou advogado do presidente Bolsonaro nos autos. O Alexandre de Moraes ignorou também, quer me deixar incomunicável com o próprio pai Tu não vai poder impedir que um advogado converse com seu cliente, ainda que seja o advogado filho e o cliente seja o seu próprio pai. A gente vai honrar o presidente Bolsonaro e todos os perseguidos do 8 de janeiro. E o presidente Bolsonaro é quem vai colocar a faixa de presidente em mim em janeiro do ano que vem.

GFGabriel Freitas

O deputado Lindbergh Farias, do PT, tem uma leitura diferente. Ele tá dizendo que Bolsonaro conhecia as restrições e transformou o descumprimento das regras numa estratégia política.

?Voz C

Flávio Bolsonaro foi um oportunista, só quis pensar na eleição dele, não se preocupou com o pai dele, que sabia que o pai dele tava descumprindo uma medida cautelar. E eu continuo defendendo que ele tem que ir para Papuda porque ele descumpriu várias medidas cautelares.

GFGabriel Freitas

Bom, a gente ouviu os dois lados, né? Agora vamos saber de quem entende do assunto. O advogado Fábio Souto explicou que a divulgação da carta pode pesar contra o ex-presidente na avaliação do Supremo. As pessoas que eventualmente estejam cumprindo pena têm o direito de se comunicar através de cartas com outras pessoas.

?Voz B

No caso específico, me parece que não é bem isso, tendo em vista que a carta foi dirigida ao povo brasileiro e lida através da rede social do pré-candidato Flávio Bolsonaro. Assim, diante dessas premissas, Entendo que sim, houve uma burla à determinação do ministro Alexandre de Moraes.

GFGabriel Freitas

Agora a defesa vai ter que explicar se Bolsonaro sabia que a carta seria levada às redes. E depois dessa resposta, Alexandre de Moraes vai decidir se mantém só as restrições atuais, né, as que já estão em vigor, ou se ele vai adotar uma medida mais dura. Ontem a gente também falou da investigação sobre as emendas atribuídas a Valdemar Costa Neto, presidente do PL, que não é parlamentar atualmente. Agora apareceu um exemplo bem concreto do destino desse dinheiro.

Uma emenda de R$280 mil foi usada pra pagar um show da dupla Taim e Thiago na Festa do Peão de Guaembê, uma cidade bem pequena no interior de São Paulo. Nos documentos da Câmara, a verba aparecia como indicação da liderança do PL. Mas a Polícia Federal tá apontando que quem escolheu o município e o destino do recurso foi Valdemar Costa Neto, mesmo sem ocupar nenhum mandato. A suspeita é de que o presidente do PL tava usando parlamentares e servidores da Câmara pra formalizar emendas que na verdade eram definidas por ele.

Foi essa investigação que levou o ministro Flávio Dino, do Supremo, a bloquear quase R$120 milhões em bens de Valdemar. A prefeita de Guaembê, Márcia Aquiles, defendeu a realização da festa. Ela disse, no entanto, que ficou surpresa quando descobriu que a indicação da verba era atribuída ao presidente do PL. E não foi só um caso isolado, porque a investigação encontrou recursos ligados a Valdemar bancando shows em outras cidades do interior de São Paulo e também do Paraná.

A defesa de Valdemar está negando qualquer irregularidade e diz que presidentes de partidos podem conversar com deputados e defender prioridades para próprias bancadas. O ponto que a Polícia Federal está investigando é outro: se uma pessoa sem mandato podia decidir por conta própria para onde iria o dinheiro público reservado às emendas do Congresso. E agora, informações internacionais. Vamos falar de uma decisão que está marcada para 5 da tarde de hoje, pelo horário de Brasília, e que pode aumentar ainda mais a tensão lá no Estreito de Os Estados Unidos vão retomar o bloqueio naval dos portos, terminais de petróleo e áreas da costa do Irã.

Com isso, navios que tentarem entrar ou sair desses locais sem autorização americana podem ser interceptados, desviados e até apreendidos. A Marinha dos Estados Unidos tá dizendo que embarcações ligadas a outros países vão poder continuar atravessando o Estreito de Ormuz. O bloqueio seria direcionado ao tráfego iraniano. Só que Donald Trump não ficou só nisso. O presidente americano declarou que os Estados Unidos vão assumir o papel de guardiões do estreito e quer cobrar 20% sobre toda carga transportada pela rota.

?Voz D

Nós tivemos um acordo, isso que ninguém sabe. Nós tivemos um acordo, foi um acordo feito e depois eles quebraram. Eles sempre quebram. Nós tivemos uns 10 acordos com essas pessoas, então nós vamos atacá-los duramente e manter as coisas no rumo certo, provavelmente vamos comandar o Estreito de Ormuz, seremos os guardiões do estreito, e nós deveríamos ser recompensados por isso, porque as outras nações são muito ricas, elas estão ao nosso lado e não podem esperar que vamos fazer isso por nada, como fazemos há muitos anos.

GFGabriel Freitas

É cada coisa que a gente ouve, né? Trump ainda não explicou como é que ele pretende fazer essa cobrança não, mas num superpetroleiro totalmente carregado, O valor, só pra você ter uma ideia, pode passar dos 30 milhões de dólares. A Organização Marítima Internacional lembrou que nenhum país tem o direito de cobrar pedágio ou de dificultar a passagem de navios por um estreito internacional. Quem disse isso, só pra reforçar, é a Organização Marítima Internacional.

E tudo isso acontece depois de mais uma noite de ataques. Os Estados Unidos voltaram a bombardear o Irã, E em resposta, forças iranianas atingiram dois petroleiros dos Emirados Árabes Unidos. Um tripulante indiano morreu e outros oito ficaram feridos. O Irã também lançou mísseis e drones contra instalações militares americanas lá no Bahrein, também no Kuwait e na Jordânia. A Guarda Revolucionária tá avisando que pode atacar qualquer embarcação que não use as rotas autorizadas pelo governo iraniano.

Aqui no Brasil, o presidente Lula acusou Donald Trump de praticar pirataria internacional ao propor a cobrança lá no Estreito de Ormuz.

?Voz C

Tem um Twitter do presidente Trump dizendo que ele vai desobstruir o Estreito de Ormuz, mas cada navio que ele desobstruir, que ele tirar do estreito, o dono do petróleo tem que pagar 20% para ele. Isso antigamente chama pirataria. Um estado importante como os Estados Unidos não bote agora a virar pirata. Ou seja, ele não tem que cobrar porque o Estreito de Ormuz é da responsabilidade deles.

GFGabriel Freitas

Claro que essa disputa tá mexendo e muito com o preço do petróleo. Tem mais uma subida, olha. O barril do Brent passou dos US$85 nessa madrugada e tá acumulando uma alta de mais de 10% desde o começo dessa nova escalada. É aí que a guerra no Oriente Médio começa a chegar mais perto do bolso de quem vive aqui no Brasil. A Câmara pode votar nessa semana um projeto que tenta evitar que o aumento do petróleo lá fora pese com tanta força no preço dos combustíveis por aqui.

A proposta é do líder do governo, o deputado Paulo Pimenta, do PT. A ideia é usar parte do dinheiro extra que a União arrecada quando o petróleo sobe pra compensar uma futura redução de impostos sobre os combustíveis. Isso não significa que os impostos vão cair imediatamente, tá? O projeto só vai criar um mecanismo pra que o governo possa agir se a guerra continuar pressionando os preços. A relatora, deputada Marussa Boldrin, do Republicanos, também incluiu o querosene de aviação.

Uma alta nesse combustível pode, claro, acabar aparecendo no preço das passagens aéreas, né? O texto ainda permite que as usinas de etanol usem créditos tributários acumulados para pagar outros impostos federais. A proposta ganhou urgência e já pode ser votada pelo plenário da Câmara. E faltando só um dia para a decisão dos Estados Unidos sobre o tarifaço, Flávio Bolsonaro e o presidente Lula estão fazendo previsões bem diferentes sobre o que Donald Trump vai decidir.

A tarifa de 25% pode ser aplicada porque o governo americano abriu uma investigação e está acusando o Brasil de manter regras que prejudicam empresas dos Estados Unidos. Flávio Bolsonaro, que foi a Washington pedir que a cobrança só começasse depois das eleições brasileiras, agora está admitindo que a tarifa deve mesmo ser confirmada.

?Voz B

A tarifa vai chegar para o Brasil, tô adiantando para vocês, essa tarifa vai acabar chegando no Brasil. Não tô com informação privilegiada não, são que os sinais mostram aí.

GFGabriel Freitas

Lula, por outro lado, ainda acredita que a conversa entre os dois governos pode evitar a cobrança. País tá preocupado com um novo tarifácio?

?Voz C

Vai ter tarifácio?

GFGabriel Freitas

Alguém do governo tá conversando? Bom, a resposta vai sair até amanhã. Entre as reclamações dos Estados Unidos estão as barreiras à entrada do etanol americano e as regras do comércio digital. Washington também tá dizendo que o Brasil tá favorecendo o Pix em relação às empresas americanas de cartões de crédito. A investigação ainda inclui reclamações sobre propriedade intelectual e a fiscalização do desmatamento ilegal. A proposta que tá sendo analisada já deixa alguns produtos importantes fora da tarifa, Entre eles estão a carne bovina, partes de aeronaves, terras raras e boa parte do café bruto.

Essa lista de exceções está tentando evitar que a cobrança também aumente os preços dentro dos próprios Estados Unidos. Mesmo assim, a diplomacia brasileira está trabalhando com a possibilidade de Trump confirmar o tarifaço e dar um prazo de 30 dias antes do início da cobrança nas alfândegas. Mudando de assunto pra te contar que boa parte do que chega ao supermercado, à farmácia e ao posto de combustível passa pela boleia de um caminhão, né?

Por isso, uma disputa que tá acontecendo no Senado pode acabar mexendo também com o abastecimento e com os preços. Atenção! Os senadores têm até amanhã pra votar a medida provisória que muda as regras do piso mínimo do frete. Se isso não acontecer, o texto vai perder a validade já na quinta-feira dessa semana. O piso do frete é o valor mínimo que uma empresa precisa pagar pelo transporte de uma carga. A proposta tenta impedir contratos abaixo desse limite e criar um controle maior sobre os pagamentos.

Ontem, caminhoneiros autônomos fizeram protestos em várias partes do país. A categoria tá ameaçando uma greve se o Senado não votar essa medida. Só que o texto que chegou à Câmara trouxe outros assuntos e acabou criando resistência. Um deles é o piso salarial de R$5 mil pra motoristas empregados que fazem viagens de longa distância e passam mais de 24 horas longe de casa ou da base da empresa. Representantes da indústria, do agronegócio e das distribuidoras de combustíveis estão dizendo que esse valor pode aumentar o custo do transporte e acabar chegando ao preço dos produtos.

Governo e oposição estão tentando fechar um acordo. A ideia é manter a obrigação de respeitar o piso mínimo do frete, mas tirar da lei o salário fixo de R$5 mil. O líder do governo no Congresso, Senador Randolfe Rodrigues explicou como esse entendimento está sendo construído.

?Voz D

A gente é acordo em manutenção do piso, né? E aí a gente faz um ajuste relativo ao valor, mesmo porque a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que diz que não cabe a deliberação de piso por parte do Congresso Nacional em matéria infraconstitucional. Então já tem jurisprudência, há um acordo inclusive dos caminhoneiros em relação a isso. Então Podemos ter estabelecimento de piso sem ter necessariamente o estabelecimento valendo.

GFGabriel Freitas

Bom, a proposta também cria um código para acompanhar cada frete e saber quanto foi pago ao caminhoneiro. Empresas que contratarem transporte abaixo do valor mínimo podem receber multas. Agora o Senado tá correndo contra o relógio, né? A votação precisa acontecer até amanhã para que qualquer mudança ainda possa ser analisada antes de a medida perder a validade. Vamos falar agora sobre a situação da Venezuela, né, onde o número de mortos pelos dois terremotos subiu para 4.561.

Os tremores atingiram o norte do país no dia 24 de junho. A região mais castigada foi o estado de La Guaira, que fica ao lado da capital Caracas. Mais de 800 prédios foram atingidos, 190 desabaram completamente e cerca de 20 mil pessoas ainda dependem de abrigos ou moradias temporárias. E agora começa uma outra fase dessa tragédia. O governo venezuelano tá fazendo um cadastro biométrico das famílias que perderam as casas. A ideia é entender quem precisa de moradia e onde essas pessoas viviam antes dos terremotos.

A estimativa inicial é de que vão ser necessárias 25 mil novas casas. O Brasil também participou do socorro às vítimas e tem bases brasileiras ainda de socorro ajudando tanto os venezuelanos. Uma equipe brasileira passou 15 dias na Venezuela, participou de 90 ações de busca e salvamento. Um hospital de campanha montado pelo Brasil fez mais de 1.200 atendimentos. E o país também enviou medicamentos, equipamentos, alimentos, purificadores de água e 350 mil doses de vacinas.

Para evitar que outras doenças se espalhem nos abrigos. E de uma operação de ajuda brasileira, a gente passa pra outra, agora em Cuba. O governo começou a enviar 48 toneladas de leite em pó pra população cubana. A carga tá sendo transportada em 2 aviões da Força Aérea Brasileira, com destino a Santiago de Cuba. O primeiro voo levou 16 toneladas. O segundo vai transportar as outras 32. A previsão é de que toda a carga chegue amanhã.

E por que Cuba tá precisando dessa ajuda? Só pra te atualizar, a ilha tá enfrentando uma falta grave de alimentos, medicamentos e combustíveis também. A economia cubana já vinha enfraquecida, com baixa produção e pouco dinheiro pra comprar produtos de outros países. As sanções e as restrições impostas pelos Estados Unidos à entrada de petróleo agravaram ainda mais esse cenário. Sem combustível suficiente, aumentaram os apagões e ficou mais difícil produzir, transportar e distribuir até os itens mais básicos.

A operação tá sendo coordenada pelo Itamaraty, com alimentos disponibilizados pela CONAB. O governo brasileiro também tá avaliando o envio de outros alimentos e medicamentos. E ó, quem viaja de avião sabe que em muitas rotas as opções são poucas e as passagens acabam ficando bem caras, né? E é justamente isso que 4 países da América do Sul tão tentando mudar. Brasil, Argentina, Paraguai e Chile vão assinar hoje, em Assunção, um acordo pra começar a abrir o espaço aéreo entre eles.

A ideia é permitir que companhias desses países operem com mais liberdade fora do próprio território. Funciona mais ou menos assim, ó: hoje uma empresa argentina, por exemplo, pode trazer passageiros até o Brasil, só que ela não pode vender uma passagem entre duas cidades brasileiras. Com o novo modelo, ela poderia chegar de Buenos Aires a São Paulo e depois continuar até o Recife, por exemplo, transportando passageiros também nesse trecho dentro do Brasil.

E o mesmo vai valer pras empresas brasileiras, né? Elas vão poder fazer voos entre cidades da Argentina, do Paraguai ou do Chile. O projeto foi batizado de Acordo para Alas e é inspirado no modelo que já funciona na União Europeia. O governo brasileiro tá apostando que a entrada de mais companhias pode aumentar a concorrência, criar novas rotas e ajudar a reduzir o preço das passagens. Hoje, o mercado nacional tá concentrado principalmente em Azul, Gol e Latam, né?

Mas nada disso vai mudar de uma hora pra outra não. O acordo assinado hoje é o primeiro passo, viu? Os 4 países vão ter até 12 meses pra montar regras comuns de segurança e de operação. Também vão discutir o reconhecimento das licenças de pilotos e dos certificados das aeronaves. Então, a assinatura abre caminho para esse mercado aéreo integrado. Os novos voos só vão poder começar depois que as regras forem definidas e só depois que cada país fizer os ajustes necessários, né?

A gente vai atualizando você, ouvinte do Panorama, porque é um assunto que interessa todo mundo. E vamos falar de Copa do Mundo, que entra de vez na reta final. França e Espanha jogam hoje às 4 da tarde em Dallas, pela primeira vaga na decisão. E a partida cai justamente no dia 14 de julho, que é feriado nacional na França. A data lembra a tomada da Bastilha em 1789, um dos grandes marcos da Revolução Francesa. Então, se a seleção francesa vencer, a classificação vai virar mais um motivo de festa, né, num dia que já costuma levar muita gente às ruas do país.

Dentro de campo, a França chega com Mbappé e Dembélé como principais nomes do ataque. E a Espanha vai tentar manter o estilo de posse de bola e controle de jogo, né? Será que vai dar para Espanha? As duas seleções só se enfrentaram uma vez em Copas, foi em 2006, com a vitória francesa. Vamos ver se nessa revanche de Copa do Mundo entre as duas seleções a Espanha leva a melhor ou não, né? Vamos acompanhar. Quem passar hoje vai disputar o título no domingo.

O outro finalista sai amanhã no jogo entre Argentina e Inglaterra, também às 4 da tarde. E falando em Inglaterra, que clássico, hein? Wonderwall de Oasis virou uma espécie de hino da torcida inglesa depois da vitória sobre a Croácia ainda lá estreia da Copa. A música tocou no estádio, a torcida cantou muito, jogadores foram até a arquibancada para cantar junto com os torcedores, e a cena acabou se repetindo nos jogos seguintes.

E olha só o efeito disso: dados divulgados ontem, dia 13 de julho, mostram que depois da vitória sobre a Noruega, o número de pessoas ouvindo Wonderwall cresceu 51% em comparação com o mesmo horário do dia anterior. A música chegou ao 3º lugar entre as mais tocadas do Spotify lá no Reino Unido, com mais de 370 mil reproduções em 24 horas. Durante a Copa, Wonderwall também saiu da posição 150 e chegou ao 15º lugar no ranking mundial da plataforma.

Que salto, hein? O Liam Gallagher, vocalista do Oasis, está acompanhando tudo, já entrou na torcida pela Inglaterra, claro, e pela música. E amanhã a seleção inglesa enfrenta a Argentina às 4 da tarde por essa vaga na final. Enquanto a bola não rola, a gente vai ficando com a música aí que os ingleses esperam cantar mais uma vez depois do jogo. Essa música tocou muito na minha adolescência. Eu e meus amigos, a gente era viciado em Oasis, não só em Wonderwall, mas outras da banda, clássica demais, né?

Vamos ouvir mais um pouquinho, lá lá. Bom demais terminar o panorama com música, né? E assim a gente vai, né, Lerte Afonso? Eu, Lerte Afonso, Edmilson Fernandes, Sempre te agradecendo e muito pela sua participação. Deixa eu mandar um abraço aqui para pessoas que vão mandando mensagens para gente, os panolovers, né? O professor Anderson aqui do Rio de Janeiro sempre ouve o Panorama CBN. Ele é professor de comunicação, jornalista também.

Disse que obriga os alunos dele ouvir o Panorama CBN, ouvirem Panorama, porque é sempre um mix de notícias, né? A gente faz aqui uma curadoria bem específica para caber em 30 minutos, para informar muita gente. Valeu demais, Anderson, que seus alunos estejam gostando também. Tem a Márcia Santos também mandando mensagem para gente desde Santos. Olha, sobrenome dela, mora em Santos. Ela na verdade é de São Vicente, mandou mensagem para gente aqui falando que ouve sempre.

Tem também mensagem do Marcos Carvalho, que tá de férias e mesmo assim tá ouvindo a gente, tá lá em Presidente Figueiredo, no Amazonas. Ele é de Belo Horizonte, até falou aqui, olha, o trabalho dá uma pausa, mas as notícias não. Cara, que demais! Obrigado por acompanhar a gente mesmo nas suas férias, aproveite bastante aí, obrigado pela sua companhia, viu? Volto amanhã, viu, bem cedinho, com mais informações. E acompanha a edição da noite com Leandro Gouveia logo mais. Tchau, tchau, pessoal!