Eduardo Cunha e as emendas; carta de Bolsonaro; e adeus a Rui Rezende e Sam Neill
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- Investigação do TCU sobre emendasEduardo Cunha · emendas parlamentares · bloqueio de bens · Polícia Federal · Flávio Dino
- Papel do CMOJair Bolsonaro · Flávio Bolsonaro · Alexandre de Moraes · prisão domiciliar · Supremo Tribunal Federal
- Canetas emagrecedorascanetas emagrecedoras · contrabando · Anvisa · retatrutida · Foz do Iguaçu
- Homenagem a Rui RezendeRui Rezende · Roque Santeiro · ator
- Homenagem a Sam NeillSam Neill · Jurassic Park · ator
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- Valdemar Costa NetoValdemar Costa Neto · emendas parlamentares · PL · Supremo Tribunal Federal
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Você vai ouvir em destaque no Panorama CBN. Mesmo sem mandato há quase 10 anos, Eduardo Cunha teve bens bloqueados. Ele é suspeito de influenciar o destino de emendas parlamentares. Prisão domiciliar de Bolsonaro em risco. Alexandre de Moraes vai avaliar se uma carta lida por Flávio Bolsonaro quebrou as regras impostas pelo Supremo. Os Estados Unidos decidem até quarta-feira sobre o tarifaço contra produtos brasileiros e a guerra com o Irã faz o preço do petróleo disparar.
E a nossa despedida a dois atores que deixaram personagens inesquecíveis na televisão e no cinema. Rui Rezende se despediu do público depois de marcar gerações como o professor Astromar de Roque Santeiro.
Sabe nunca se vão, se ficam e vai quem foi.
E Sam Neill deixa como legado o eterno Alan Grant de Jurassic Park. Hoje é segunda-feira, dia 13 de julho, e o Panorama CBN tá no ar. Oi pessoal, muito bom dia para você! Eu sou Gabriel Freitas. Começamos juntos aqui em mais uma semana, juntos no Panorama CBN pelos próximos minutos. Eu falo daqui, você fala daí, lá pelo meu Instagram. O @gabafreitas. Me conta de onde você ouve Panorama, sempre muito bom fazer esse contato contigo.
No final da edição de hoje, fala o teu nome e registra a sua participação. E vamos começar a tocar notícia e eu já te faço uma pergunta: você se lembra do Eduardo Cunha? Talvez o nome dele não seja estranho para você, é que faz tempo mesmo que a gente não fala dele no noticiário, mas ele foi um dos personagens mais importantes da política brasileira na década passada. Pra quem não se lembra, Eduardo Cunha presidiu a Câmara dos Deputados entre 2015 e 2016 e teve um papel decisivo no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Foi ele quem aceitou o pedido que abriu o processo contra Dilma e depois comandou a votação entre os deputados. Cunha teve o mandato cassado em 2016 e, pouco mais de um mês depois, ele foi preso preventivamente na Lava Jato. Ele passou cerca de 3 anos e meio na prisão antes de ir pra prisão domiciliar. É dele que a gente vai falar agora. Porque, apesar de não ocupar um cargo no Congresso há quase 10 anos, a Polícia Federal tá suspeitando que Eduardo Cunha continuava decidindo pra onde iria o dinheiro de emendas parlamentares.
Pois é, uma investigação sobre essas verbas chegou agora justamente ao ex-presidente da Câmara. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, mandou bloquear R$6 milhões e R$100 mil em bens de Eduardo Cunha. A Câmara também vai ter 10 dias para entregar toda a documentação sobre a tramitação das emendas que estão sendo investigadas. Emendas parlamentares que, como você sabe, são parcelas do orçamento que deputados e senadores podem indicar para cidades, obras e serviços.
E a suspeita nesse caso é de que Eduardo Cunha estava usando uma rede dentro da própria Câmara para controlar essas verbas por fora. Mesmo sem ser parlamentar. A investigação tá apontando que ele teria interferido no destino de 29 emendas em Minas Gerais, estado pelo qual ele tá pretendendo disputar as eleições desse ano. Eduardo Cunha construiu toda a carreira política dele no Rio de Janeiro. Agora tá tentando voltar ao Congresso por Minas Gerais.
A apuração começou a partir de arquivos que foram encontrados no celular da servidora da Câmara, Mariângela Fialec, que é conhecida como Tuca. As mensagens encontradas no aparelho mostram Eduardo Cunha discutindo quais cidades iriam receber os recursos. Ele também aparece cobrando documentos em nome de deputados e mandando trocar o destino do dinheiro quando ele encontrava alguma dificuldade. Numa dessas conversas, Cunha fala de uma emenda para Manhuaçu.
Ele diz que precisava de um ofício apresentando outro deputado como autor da indicação. Se esse documento não fosse enviado, a Verba teria que mudar de cidade. Num outro diálogo, que também foi encontrado no celular dela, Eduardo Cunha tá aparecendo reclamando dos entraves em Governador Valadares, outra cidade lá em Minas. Ele escreve que não aguenta mais os mineiros enrolados, foi o termo que ele usou. E aí, na sequência, ele manda trocar o município que receberia esse dinheiro.
Logo depois, a Tuca responde que já tinha feito a mudança. Na decisão, o ministro Flávio Dino escreveu que Eduardo Cunha estava agindo como um operador privado, com influência igual ou até maior que a de deputados que estão no exercício do mandato. A defesa do ex-deputado está negando qualquer irregularidade. E os advogados de Eduardo Cunha estão dizendo também que as emendas foram apresentadas por parlamentares autorizados e que conversar sobre o destino dessas verbas não significa que Eduardo Cunha estaria exercendo o mandato de forma clandestina.
A defesa dele também está argumentando que os R$6.100.000 que foram bloqueados correspondem ao valor total enviado a municípios e órgãos públicos. E tá afirmando também que não existe nenhum sinal de que Cunha tenha recebido parte desse dinheiro. Esse é o segundo caso em poucos dias envolvendo um político sem mandato e o controle de emendas parlamentares, porque na semana passada, Flávio Dino já tinha mandado bloquear quase R$120 milhões em bens do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto.
A suspeita é parecida: Mesmo sem ser deputado ou senador, Valdemar também teria interferido no destino de verbas do Congresso. E pra ajudar a gente a entender o que tá por trás dessas investigações, o especialista em contas públicas Murilo Viana tá dizendo que grupos políticos tratavam o dinheiro público como se ele fosse particular.
Não foram eleitos, não têm a legitimidade pra poder fazer esse tipo de emenda, né? Então acontece ali algo que, antes de tudo, é inconstitucional e até mesmo criminoso, né? Né? A gente tá tratando ali de pessoas que hoje não mais atuam como parlamentar e que, devido à força política, acaba condicionando recursos públicos como se privado fosse.
No caso de Valdemar, a investigação também tá envolvendo a Mariângela Fialec e outros dois servidores da Câmara ligados ao Centrão. Em entrevista à CNN, O presidente do PL negou qualquer irregularidade. Valdemar também disse que nem tem os quase R$120 milhões que foram bloqueados pelo Supremo.
Eu não tenho esse dinheiro. Nem que eu acertasse duas vezes na loteria eu teria esse dinheiro. Imagina, mas nem perto. Eu gostaria de ter, mas eles fizeram do valor total das emendas e o bloqueio saiu desse tamanho. Então o cidadão que vê isso pensa que eu tenho esse dinheiro para pagar. Ele bloqueou as minhas contas e vamos mostrar que nós não cometemos nada de irregular. E as emendas todas são emendas sérias, não tem emenda para entidade, para essas coisas, é tudo emenda séria, tudo para município do PL.
A Polícia Federal tá afirmando que Mariângela tinha o aval da presidência da Câmara para atuar na gestão dessas emendas. A defesa da servidora também tá dizendo que o trabalho dela sempre foi técnico, sem preferência por partidos ou políticos. O presidente da Câmara, Hugo Motta, também tá negando qualquer irregularidade. Ele diz que a investigação da Polícia Federal e a decisão do Supremo não mostram desvio de conduta, abuso de poder ou uso irregular do dinheiro público.
Agora, a Câmara vai ter 10 dias, né, para entregar os documentos, e é esse material que pode ajudar a mostrar quem pediu as emendas, quem assinou os papéis e como o dinheiro acabou mudando de destino. E essa história das emendas parlamentares continua rendendo, porque um relatório divulgado nessa madrugada até pela Transparência Brasil mostra que a Câmara movimentou R$1 bilhão e R$300 milhões em emendas de comissão sem deixar claro quem é que estava por trás das indicações.
Foram mais de 1.300 repasses em que os verdadeiros autores das verbas ficaram escondidos. Na avaliação da entidade, essa é uma lógica parecida com a do antigo orçamento secreto. O dinheiro aparece oficialmente, com a assinatura de líderes partidários, e depois ele é espalhado por vários estados. Só que desse jeito fica difícil saber quem pediu a verba, quem decidiu o destino e quem acabou beneficiado. A maior parte dessas chamadas emendas de liderança saiu da Comissão de Saúde da Câmara, que é controlada pelo PL, partido presidido por Valdemar Costa Neto.
E o tamanho da falta de transparência chamou muito a atenção. A Transparência Brasil não conseguiu identificar quem recebeu R$821 milhões. É muito dinheiro. Isso aconteceu porque a Câmara não disponibilizou atas e documentos suficientes pra acompanhar o caminho desse dinheiro. Ou seja, mais de R$800 milhões em recursos públicos foram movimentados sem que seja possível saber com clareza quem que indicou e para onde foi essa verba.
Sabe o que que impressiona também? O tamanho da fila que o Congresso vai deixar para depois, porque os deputados e os senadores vão entrar Hoje, na última semana de trabalho antes do recesso, com vários projetos importantes ainda parados. No Senado, vão continuar travadas propostas como o fim da escala 6x1, a PEC da Segurança Pública e as regras para exploração de minerais críticos. Na Câmara, também vão seguir pendentes o projeto que transforma a misoginia em crime, o aumento do limite de faturamento do MEI, e a regulamentação do uso de inteligência artificial.
Os parlamentares vão trabalhar até sexta-feira só, depois eles vão entrar em recesso e vão voltar no dia 1º de agosto. Só que essa volta deve ser bem esvaziada por causa das eleições. Muitos deputados e senadores vão passar boa parte dos próximos meses nos estados, né, cuidando das campanhas e tentando renovar os seus mandatos. Na Câmara, por exemplo, já ficou combinado que as sessões presenciais vão acontecer só em 2 períodos durante a campanha: de 10 a 14 de agosto e depois de 31 de agosto a 3 de setembro.
Fora essas datas, não estão previstas sessões de votação. Você sabia disso? Ou seja, o Congresso vai voltar do recesso em agosto, mas o ritmo normal de trabalho pode ficar pra depois do primeiro turno lá no começo de outubro, e os projetos que estavam travados podem continuar esperando. E agora, hora de falar da carta escrita por Jair Bolsonaro, que foi lida por Flávio Bolsonaro numa transmissão ao vivo. Você deve ter visto alguma coisa sobre isso no final de semana nas redes sociais.
Mas o que talvez você não saiba é que ela pode acabar mudando a situação do ex-presidente na prisão domiciliar. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, vai avaliar nos próximos dias se a divulgação desse texto desrespeitou as restrições que são impostas pela Justiça. Jair Bolsonaro tá proibido de se manifestar nas redes sociais, tanto nas próprias contas quanto por meio de outras pessoas. Na carta, que foi escrita à mão, o ex-presidente chama Flávio Bolsonaro de porta-voz dele, e reforça o apoio à candidatura do filho à presidência da República esse ano.
Carta aos brasileiros. Saudoso do contato com o povo, ao qual devo lealdade, escrevo num momento de decisão para o futuro de todos nós. O momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, meu porta-voz no qual confio para resgatar o Brasil e nos conduzir para a paz e a prosperidade. Um afetuoso abraço a todos, na certeza de que juntos tudo faremos pela nossa pátria. Deus, pátria, família e liberdade. Assina Jair Bolsonaro.
É, parece que as regras de prisão domiciliar não ficaram muito claras, né? Depois da transmissão, o deputado Lindbergh Farias, do PT, pediu ao Supremo que Bolsonaro deixe a prisão domiciliar e volte para o regime fechado. Para Lindbergh, Flávio Bolsonaro usou as próprias redes para divulgar uma manifestação do pai, mesmo sabendo que Jair não pode recorrer a contas de terceiros para falar com o público.
Jair Bolsonaro entrega uma carta e essa carta é lida nas redes sociais do Flávio Bolsonaro. Só que essa é uma das proibições das cautelares. Jair Bolsonaro não pode falar nem da rede dele nem das outras. Agora, a pergunta é minha: por que eles tomariam um risco como esse? Porque estão mudando a estratégia. É como se eles estivessem trocando de candidato. O candidato não é mais o Flávio, o candidato é Jair Bolsonaro. É isso que eles estão tentando fazer.
Veja, começo da campanha, Flávio Bolsonaro, ele tentava dizer: olha, não sou igual ao meu pai. Eu sou um Bolsonaro moderado. Agora não. Agora ele virou porta-voz.
O deputado também tá pedindo uma multa de R$100 mil contra Flávio Bolsonaro, argumentando que o senador ajudou de forma consciente a divulgar a carta e, com isso, ele teria participado do descumprimento da ordem judicial. Até agora, Alexandre de Moraes não decidiu se essa carta realmente quebrou as regras da prisão domiciliar. É ele quem vai analisar o pedido e definir se Bolsonaro e Flávio vão sofrer alguma punição. E a carta também tá rendendo críticas dentro da própria direita.
O pré-candidato do PSD à presidência, Ronaldo Caiado, disse que o episódio mostra falta de autonomia e de liderança de Flávio Bolsonaro. Pra ele, um candidato ao Palácio do Planalto precisa conseguir responder às próprias crises sem depender do pai.
Você tem que estar preparado para governar, para presidir um país. Você não pode recorrer a cada crise com a carta do seu pai. Você tem que ter ali as condições de poder ter uma estrutura política, uma estabilidade emocional, e ao mesmo tempo uma capacidade de poder superar as crises que amanhã venham acontecer. Nós estamos discutindo a presidência da República. Ora, a cada crise uma carta?
Pois é, além agora da disputa dentro da direita, Flávio Bolsonaro vai ter que esperar essa decisão de Alexandre de Moraes sobre a transmissão da carta que ele fez. Outro assunto para destacar para você aqui no Panorama: as canetas emagrecedoras já viraram um dos produtos mais contrabandeados na fronteira do Brasil com Paraguai. Na alfândega de Foz do Iguaçu, elas ultrapassaram os cigarros e agora estão ocupando o segundo lugar no ranking de apreensões da Receita Federal, só ficam atrás dos telefones celulares.
E a gente não tá falando só de medicamentos conhecidos que entram no país de forma ilegal, não. Uma reportagem do Fantástico ontem mostrou que esse mercado clandestino já tá oferecendo até substâncias experimentais. É o caso da retatrutida, que ainda tá em fase de testes em humanos e não foi aprovada por nenhuma agência reguladora no mundo. Mesmo assim, o produto já tá sendo vendido como se fosse um medicamento pronto e seguro.
A Anvisa proibiu a fabricação, a importação, a venda e a divulgação, além do uso, claro, da retatrutida aqui no Brasil. A agência tá explicando que produtos clandestinos não têm garantia de composição, não têm garantia de qualidade e conservação também, ou seja, a pessoa nem sabe exatamente o que tá aplicando no próprio corpo. E essa rota ilegal não passa só pela fronteira lá com o Paraguai. Em 3 meses, os fiscais encontraram cerca de 1 tonelada de emagrecedores falsificados em cargas aéreas que chegaram da China pelo aeroporto de Viracopos, em Campinas.
Laboratórios clandestinos também foram fechados no Rio de Janeiro e em São Paulo, De acordo com a Receita Federal, esse comércio ilegal já teria movimentado R$10 bilhões em só 6 meses, pessoal. É muito dinheiro. O tamanho das apreensões ajuda a mostrar pra gente como é que cresceu a procura por uma promessa de emagrecimento rápido, né? Só que nesse caso aí, fora do acompanhamento médico e sem saber a origem do produto. Uma busca que também pode terminar em intoxicação, contaminação e outros problemas muito graves de saúde.
No Brasil, até as canetas que têm autorização da Anvisa precisam de receita médica, que fica retida na farmácia. Então até serve como reflexão para gente, né? Pessoas que querem emagrecer ou que querem tratar diabetes sabem que tem um caminho mais fácil com esses medicamentos que vêm contrabandeados, mas estão colocando a saúde em risco de uma maneira que a gente nem imagina. Fica o alerta, portanto, da Anvisa. Para que pessoas que estão pensando nisso refaçam essa ideia e procurem meios legais para conseguir o medicamento que pode, aí sim, de maneira legal, trazer benefícios à saúde.
Hora de falar de previsão do tempo, porque o fim de semana deixou um rastro de estragos, principalmente em Eldorado do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre. Temporal veio com granizo, ventos fortes e pelo menos 180 casas foram destelhadas, cerca de 50 árvores caíram e vários postes foram derrubados. Com a falta de luz, o abastecimento de água também ficou prejudicado na cidade e o número de pessoas que precisaram sair de casa chegou a 720 só nesse final de semana.
A prefeitura decretou situação de emergência e caminhões com telhas já chegaram pra ajudar os moradores que agora estão tentando reconstruir o que foi destruído. E a preocupação não termina por aí, porque o tempo vai ficar mais firme, o frio no sul até quarta-feira vai continuar, mas os temporais podem voltar a partir de quinta-feira. O sábado deve ser o mais complicado, com chuva forte e ventania, hein? Também tem risco de geada numa faixa que vai do Rio Grande do Sul até o sul do Paraná.
Em São Paulo, essa segunda-feira vai ser gelada, com máxima perto dos 16 graus. Eu disse máxima perto dos 16. Defesa Civil mantendo o alerta para o frio até quinta-feira na capital paulista. Aqui no Rio, a máxima chega a 21 e o mar fica muito agitado. Em Vitória, a frente fria traz chuva isolada e vento. Em Brasília, vai ter mais um dia seco com máxima de 28 graus e umidade perto dos 30 graus. E tem uma mudança também maior sendo acompanhada para os próximos meses.
Os órgãos de meteorologia ainda estão falando em alta probabilidade de formação do El Niño ao longo do segundo semestre.
Sexta.
Se o fenômeno ganhar força, o sul do país pode ter mais episódios de chuva volumosa, enquanto o centro-norte do país pode enfrentar um período ainda mais seco. Algo para a gente deixar no nosso alerta. E lembra do tarifácio de 25% que a gente acompanhou na semana passada? Tá chegando a hora da decisão. O governo dos Estados Unidos tem até quarta-feira dessa semana pra dizer se vai mesmo cobrar essa taxa sobre os produtos brasileiros.
Enquanto isso, o governo brasileiro tá mantendo as conversas técnicas com os americanos, mas decidiu não oferecer novas concessões antes de saber o que Donald Trump vai fazer. Na semana passada, empresários e representantes de vários setores do Brasil e dos Estados Unidos participaram de audiências públicas em Washington. Eles tentaram mostrar que a tarifa pode prejudicar empresas dos dois países e também pesar no bolso do consumidor americano, principalmente.
Só que o governo dos Estados Unidos está dizendo que algumas políticas brasileiras estão prejudicando o comércio de lá. A lista mistura vários assuntos, passa pelo comércio digital, pelo Pix, pelas barreiras à entrada do etanol americano, pela proteção à propriedade intelectual e pelo desmatamento ilegal em cadeias produtivas. Além da tarifa de 25%, tem outros fatores que estão preocupando o empresariado brasileiro. Uma outra investigação, que corre separadamente, pode criar uma taxa de mais 12,5% contra produtos de países acusados de não combater de forma suficiente o trabalho forçado e situações parecidas com a escravidão.
O Brasil tá rejeitando essa acusação e dizendo que os Estados Unidos estão usando o tema como justificativa pra criar mais uma barreira comercial. O medo agora é que as duas tarifas sejam cobradas ao mesmo tempo sobre alguns produtos brasileiros. Nesse caso, a taxação pode chegar a 37,5%. Então, o empresariado não tá esperando só pra saber se o tarifácio de 25% vai ser confirmado, não. Também tá querendo saber quais produtos podem ficar de fora e se essa segunda cobrança vai acabar entrando na conta.
A resposta, portanto, deve sair até Quarta-feira. E vamos falar de economia agora. E vamos para o Oriente Médio, porque tem mais um efeito que pode chegar rápido ao bolso de quem abastece. O preço do petróleo disparou nas últimas horas depois de mais uma troca de ataques entre Estados Unidos e Irã. O barril do tipo Brent, que é usado como referência no mercado internacional, tá perto dos 80 dólares. O valor é mais de 10% maior do que o registrado na segunda-feira da semana passada.
As bolsas asiáticas também fecharam em queda. O mercado tá temendo que os ataques prejudiquem ainda mais a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz e aumentem a pressão sobre o preço dos combustíveis e a inflação. Donald Trump tá afirmando que a rota tá aberta. O governo iraniano, por outro lado, tá dizendo que nenhuma embarcação pode passar sem autorização até que a região volte a ter estabilidade. E a madrugada teve mais ataques.
O Irã informou que lançou mísseis e drones contra instalações militares americanas lá no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia. Foi uma resposta a novos bombardeios dos Estados Unidos contra o território iraniano na noite de domingo. O comando americano tá dizendo que tá tentando reduzir a capacidade do Irã de interferir na navegação pelo Estreito de Ormuz. Por enquanto, o que aparece é mais uma sequência de ataque e resposta, sem sinal de uma nova pausa.
Enquanto essa tensão continua, o petróleo tá se aproximando dos $80, pode subir ainda mais e os mercados estão começando a semana já no vermelho. E agora a Copa do Mundo vai entrar na reta decisiva agora, né? A França e a Espanha vão jogar amanhã às 4 da tarde em Dallas. Quem passar vai garantir a primeira vaga na final. A outra semifinal vai ser na quarta-feira, também às 4 da tarde. Inglaterra e Argentina vão se enfrentar em Atlanta.
E olha o peso desses dois jogos, hein? A semifinal reuniu as 4 seleções mais bem colocadas no ranking da FIFA. Juntas, elas já ganharam 7 títulos mundiais. França e Argentina chegam com 100% de aproveitamento. As duas seleções venceram os 6 jogos que disputaram nessa Copa e também têm os ataques mais fortes entre as semifinalistas. Messi e Mbappé sozinhos já marcaram 16 gols no torneio. A grande final vai ser no domingo às 4 da tarde.
E o Brasileirão também vai voltar nessa semana, hein? Quem tá com saudade depois dessa pausa para Copa, Campeonato Brasileiro vai voltar. A rodada vai começar na quinta-feira com 2 jogos. O Botafogo vai receber o Santos e o Vitória vai enfrentar o Vasco.
Mistérios da meia-noite que voam longe, que você nunca não sabe nunca se vão, se ficam, e vai quem foi.
Pois é, a televisão e o cinema perderam dois atores muito queridos aqui no Brasil. Morreu ontem aos 88 anos o ator Rui Rezende. Ele tava internado desde o começo do mês no hospital da Zona Norte do Rio. A causa da morte ainda não foi divulgada. Ele era mineiro, de Araguari, teve uma carreira de mais de 50 anos no teatro, no cinema e na televisão. Mas muita gente vai lembrar dele pelo Professor Astromar Junqueira, o misterioso lobisomem de Roque Santeiro.
Ele fez vários outros papéis também, mas esse Foi emblemático. O ator tava vivendo no Retiro dos Artistas desde 2019. Uma perda enorme para a cultura brasileira. Mais uma perda importante, hein? Hoje morreu Sam Neill. Neil aos 78 anos em Sydney, na Austrália. A família contou que a morte foi repentina, foi inesperada, mas não informou a causa. O ator tava enfrentando um câncer e tava livre da doença já. Sam Neill ficou conhecido no mundo inteiro como o paleontólogo Alan Grant de Jurassic Park.
Essa trilha chama muita atenção, lembra muita gente, né? Eu era criança quando passou Jurassic Park, quando o filme estreou. E eu lembro muito bem dele, era fanático por esse filme. Mas a carreira dele não foi só baseada nos dinossauros em Jurassic Park, ele também teve em filmes como O Piano e A Caçada ao Outubro Vermelho, além das séries Peaky Blinders e The Tudors. Ficam duas trajetórias bem diferentes, né, mas que ajudaram a criar personagens que continuam na memória de muita gente.
E de maneira muito saudosa, a gente encerra o Panorama CBN dessa segunda-feira desejando a você uma ótima semana. Agradeço ao Laerte Afonso, ao Edmilson Fernandes, que também sempre fazem o Panorama CBN. Deixa eu mandar um abraço para Mariana Souza, ela que é de Belo Horizonte, ouve sempre a gente aqui no Panorama, manda mensagem, mandou para mim nesse final de semana. Tem também o Paulo França, também mandou mensagem. Ele é de São Paulo capital mesmo, sempre ouve as duas edições com Leandro Gouveia, também com a Bianca Santos de manhã.
Adora o Panorama, disse que não sai de casa sem ouvir o Panorama CBN da manhã ao acordar. Demais, hein? Obrigado pela sua mensagem aqui pelo meu Instagram, @gabafreitas. Tem a Rose também. A Rose, ela é de Macaé, na região norte aqui do estado do Rio de Janeiro, também ouvindo sempre a gente, fazendo exercício físico dela. Rose, valeu demais pela sua mensagem. Vamos encerrando o Panorama. Logo mais tem edição da noite com Leandro Gouveia.
Ótimo dia para você e amanhã a gente volta a se encontrar cedinho. Tchau, tchau, pessoal!
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