Trégua EUA-Irã acaba; tarifaço entra na reta final; e PF prende aliado de Flávio Bolsonaro
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Em destaque no Panorama CBN: a trégua entre Estados Unidos e Irã entra em colapso e Donald Trump endurece o tom contra Teerã depois de novos ataques no Oriente Médio. A decisão sobre o tarifação de 25% contra produtos brasileiros entra na fase final em Washington depois do encerramento das audiências públicas. Operação da Polícia Federal prende aliado de Flávio Bolsonaro terminaram no Rio e mira um grupo suspeito de lavar dinheiro em postos de combustíveis.
E a Argentina segue viva na Copa depois de uma virada histórica sobre o Egito, enquanto a Colômbia se despede nos pênaltis contra a Suíça. Hoje é quarta-feira, dia 8 de julho de 2026, e o Panorama já tá no ar. Bom dia para você que chega aqui com a gente. Eu sou Gabriel Freitas e o Panorama de hoje já começa com uma edição cheia de desdobramentos no Brasil, no Brasil e no mundo. E olha, conversa com a gente também, pode mandar mensagem, comentário, pode mandar pergunta, aquele recado lá pelo meu email gabriel.freitas@cbn.com.br ou pelo meu Instagram @gabafreitas.
No final da edição eu vou lembrar de você e vou trazer aqui a sua fala, seu nome, sempre aqui no Panorama. E a gente começa logo com a nossa trilha do noticiário internacional porque tem informação de última Porém, a trégua entre Estados Unidos e Irã desmoronou de vez. Eu tive até que alterar essa abertura aqui do panorama pra te trazer esse destaque, porque foi agora de manhã aqui no Brasil. O presidente norte-americano Donald Trump afirmou agora há pouco que o acordo de cessar-fogo com Teerã acabou.
A declaração foi feita em Ancara, na Turquia, durante a cúpula da OTAN. Trump disse que não quer mais negociar com o Irã e chamou as conversas com o governo iraniano de perda de tempo. A fala veio depois de uma nova rodada de bombardeios americanos contra dezenas de alvos estratégicos no Irã. O Comando Central dos Estados Unidos afirmou que os ataques foram uma resposta às ofensivas iranianas contra 3 navios comerciais no Estreito de Ormuz.
Essa rota é uma das mais importantes do mundo, né, para o transporte de petróleo. Então, quando a tensão sobe ali, a preocupação não fica só no campo militar, não. Ela chega também ao preço da energia e aos mercados globais. Você pode ter certeza que ao longo dessa quarta-feira os preços vão oscilar muito, preços do petróleo podendo registrar aí no final do dia um valor realmente muito alto. O Irã reagiu com mísseis e drones contra instalações militares americanas no Bahrein e no Kuwait.
Sirenes foram acionadas nos dois países que são aliados de Washington no Golfo Pérsico. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos aumentaram a pressão econômica também. O Departamento do Tesouro revogou a autorização que permitia temporariamente a exportação de petróleo pelo Irã. O governo iraniano acusou os americanos de rasgar o memorando de paz assinado agora nesses últimos meses, né? A escalada acontece enquanto o Irã tá fazendo aquele cortejo fúnebre do aiatolá Ali Khamenei.
O caixão com o corpo do líder supremo Chegou à cidade iraquiana de Najaf, que é um dos locais mais sagrados para os muçulmanos xiitas. A previsão é de que Khamenei seja enterrado amanhã em Mashhad, no Irã. Com o fim do acordo anunciado por Trump agora, né, a expectativa é pela resposta dos dois lados e pelo impacto dessa nova crise sobre o Estreito de Ormuz. E ainda sobre Estados Unidos, Agora o destaque vai pra última semana de espera antes da decisão de Washington sobre o tarifaço de 25% que atinge a gente, atinge os produtos brasileiros.
Ontem nós falamos aqui das audiências públicas em Washington, a última etapa aberta da investigação comercial, e agora com essa fase encerrada, o caso passa pra revisão técnica. O comitê vai analisar em regime de urgência os depoimentos feitos nas sessões e os comentários enviados por escrito. A decisão final está prevista para a próxima quarta-feira, dia 15 de julho. Até lá, o representante comercial americano, Jameson Greer, afirmou que vai manter conversas intensas com a diplomacia brasileira.
O mercado está aguardando a publicação oficial para saber se a sobretaxa vai ser aplicada, como foi proposta, ou se os Estados Unidos vão recuar parcialmente e ampliar a lista de produtos isentos. As audiências reuniram empresários, associações, representantes da sociedade civil, e a discussão passou por comércio digital, propriedade intelectual, tarifas alfandegárias, etanol também, desmatamento e pelo Pix. No último dia de debates, o senador Flávio Bolsonaro, do PL, fez uma fala de 5 minutos em inglês.
Ele defendeu o Pix, disse que as tarifas de 25% penalizariam o povo brasileiro, mas ele também levou a discussão para o campo eleitoral. Flávio disse que o momento é o pior possível para taxação porque a medida poderia beneficiar politicamente o presidente Lula. O senador estava acompanhado do irmão dele, né, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, que defendia o tarifaço. Nessa audiência, ele também citou o caso Master, sem mencionar o elo entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro, claro.
Depois da sessão, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais e acusou o governo Lula de omissão nas negociações.
Fala, pessoal! Acabei de fazer aqui a defesa do Brasil contra as tarifas e contra o Lula também. Fizemos aqui uma defesa técnica, mas também política, explicando que o único que quer essa tarifa no Brasil é o Lula, achando que isso pode ter algum benefício eleitoral para ele. E, gente, é impressionante como é que tinha todo mundo lá os defensores das empresas, os produtos brasileiros, advogados, empresários, mas não tinha ninguém do governo Lula escalado para fazer a defesa nessa espécie de tribunal, que é quem vai sugerir ou não que as tarifas sejam aplicadas ao presidente dos Estados Unidos.
Ele é que vai tomar a decisão dele política no final. Então fiz ali a minha parte, tô muito feliz, muito satisfeito com o resultado da defesa que a gente fez. E aí vamos lá continuar lutando pelo nosso Brasil.
Claro que o governo brasileiro reagiu, né? O Itamaraty reforçou que as negociações reais entre os dois países acontecem nas reuniões técnicas que são mantidas de forma contínua desde o ano passado. O Palácio do Planalto divulgou uma nota para repudiar a participação de Flávio nessa audiência e chamou esse discurso dele de eleitoreiro e de traição à pátria. O governo federal alegou que Flávio acabou legitimando uma investigação que o Brasil considera injusta contra a economia do país.
A Secretaria de Comunicação da Presidência afirmou que, entre 34 brasileiros inscritos no painel, só o senador não se opôs totalmente ao tarifaço. O Planalto também disse que ele tentou subordinar o Pix a interesses estrangeiros e omitiu que o lobby da própria família dele esteve na origem das tensões diplomáticas com os norte-americanos. Outro ponto da disputa foi o etanol. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, descartou zerar a taxa de importação do etanol americano, como Flávio Bolsonaro sugeriu.
Nunca.
Ao contrário, o Brasil, o governo do Brasil vem defendendo que o etanol brasileiro, o setor, o etanol nos Estados Unidos é produzido a partir do milho, o nosso cana-de-açúcar. O Brasil, o presidente Lula defende claramente que esse tema do etanol não seja tratado nessa negociação, e mais, não seja tratado sem que nós também tratemos da questão do açúcar, que é sobretaxado nos Estados Unidos. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, também criticou a viagem do senador aos Estados Unidos.
O nível de traição à pátria e de ataque econômico ao nosso povo não tem limite. Dessa vez, o gênio da diplomacia clandestina, o seu Flávio Bolsonaro, foi lá para uma audiência sobre o tarifácio. Era de se imaginar, o cara é candidato a presidente, senador da República, que ele fosse falar contra o tarifácio, defender o Pix. Não, ele pediu para adiar. Falou: ô Trump, bota a tarifa, acaba com Pix só depois da eleição para não atrapalhar minha campanha.
Uma palavra sobre os empregos do povo brasileiro, a indústria nacional? Não tá nem aí com isso, né? Mas como toda família Bolsonaro, só olha para o seu umbigo, tá preocupado com seu interesse eleitoral, com seu interesse político. E nada mais.
Bom, então só pra gente relembrar, decisão dos Estados Unidos sai no dia 15 de julho e até lá o governo brasileiro tá afirmando que vai manter as conversas técnicas com os Estados Unidos. Ainda falando de Flávio Bolsonaro, do tarifaço a gente passa agora pra uma operação da Polícia Federal que mexe com a montagem eleitoral aqui no Rio. A PF prendeu ontem o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, do União Brasil. Ele, pessoal, é pré-candidato ao Senado e é aliado de Flávio Bolsonaro, tinha a mãe do senador, a Rogéria Bolsonaro, como primeira suplente na chapa.
Canella foi preso em flagrante durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne. Os agentes encontraram nada mais nada menos que um fuzil calibre .556 dentro de um veículo usado pelo político na pré-campanha. Aos investigadores, ele disse que a arma não era dele. A operação investiga uma organização criminosa suspeita de usar postos de combustíveis pra lavar dinheiro na região metropolitana do Rio. De acordo com a Polícia Federal, o grupo teria movimentado mais de R$7,6 bilhões nos últimos 6 anos.
O dado inclusive aparece num relatório do COAF. A investigação não mira Flávio Bolsonaro. O efeito político vem do lugar que Canella ocupava, né? Ele era um dos nomes de palanque de Flávio no Rio e disputaria uma vaga ao Senado numa chapa ligada ao projeto eleitoral do senador. Quantas fotos de Márcio Canella e Flávio Bolsonaro estão aí circulando nas redes sociais, porque era um nome presente nos eventos de Flávio, e Flávio era um evento, era uma pessoa presente nos eventos de Márcio Canella, né?
E essa montagem já tava sofrendo mudanças aqui no Rio, porque Cláudio Castro, do PL, ex-governador aqui do estado, também era cotado pra disputar o Senado, mas ele deixou a pré-candidatura depois de ser alvo de operações da Polícia Federal em investigações sobre suspeitas de irregularidades. Ou seja, não é uma apuração sobre Flávio, é uma sequência de investigações que alcança os aliados e nomes do entorno político dele justamente nesse momento de preparação pra eleição, né?
Também há um contraste nesse discurso. Segurança pública virou uma das vitrines da pré-campanha de Flávio. E nas redes e em falas públicas também, o senador já tentou associar adversários, especialmente Lula e o PT, ao crime organizado. No fim de junho, a Polícia Federal concluiu que Flávio cometeu calúnia contra Lula numa postagem em que atribuía ao presidente crimes como tráfico de drogas, tráfico de armas, e lavagem de dinheiro.
A defesa do senador nega crime e afirma que há cerceamento à liberdade de expressão. Além de Canella, apontado como braço político do grupo investigado, as buscas também atingiram o delegado Marcos Amin, que é ex-secretário de Polícia Civil do Rio, na época em que Cláudio Castro era governador, e também o proprietário de lojas de conveniência. Outro alvo foi o inspetor Pablo Russo, suspeito de ocultar a propriedade de uma rede com mais de 80 empresas em nome de parentes e laranjas.
Essa ofensiva da Polícia Federal também mirou o Juraci Alves Prudêncio, o Jura, que é ex-policial militar condenado por chefiar uma milícia na Baixada Fluminense. E ao todo, a força-tarefa apreendeu cerca de R$919 mil e $13 mil em dinheiro vivo, além desse fuzil, né, que tava no carro do Márcio Canella, 9 armas curtas, 11 veículos, computadores, celulares, joias, relógios e documentos. Uma investigação que ainda tá em andamento e os alvos não foram condenados nesse caso.
Vamos voltar a falar da tensão entre Brasil e Estados Unidos, também aparecendo na área da segurança pública. O governo americano classificou como absurda a avaliação do Itamaraty, que a gente trouxe para você ontem aqui no Panorama, de que a inclusão de facções brasileiras na lista de grupos terroristas possa abrir espaço para uma intervenção armada dos Estados Unidos aqui em território brasileiro. A resposta veio do Departamento de Estado americano depois de um documento enviado pelo chanceler Mauro Vieira à Câmara dos Deputados.
No texto, o Itamaraty alertou que a legislação antiterrorismo dos Estados Unidos é muito ampla e pode ter impactos para brasileiros nas áreas financeira, migratória e penal. O documento também citou a possibilidade de uso da força militar em solo nacional. E aí, Washington rebateu a leitura do governo brasileiro. Um porta-voz americano afirmou que as medidas são tomadas dentro das prerrogativas soberanas dos Estados Unidos para combater o que o governo norte-americano chama de narcoterroristas.
O Departamento de Estado também disse que o PCC e o Comando Vermelho operam em território norte-americano também e que os Estados Unidos têm o dever de proteger a própria população. Na resposta mais dura, o porta-voz afirmou que alegações vagas de intervenção costumam servir de pretexto para auxiliar e acobertar grupos violentos. O Itamaraty, por outro lado, tá sustentando que a classificação das facções como organizações criminosas transnacionais já seria suficiente para cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado.
Esse episódio, claro, tá ampliando a lista de atritos, né, entre Brasília e Washington, que já envolve aquela investigação comercial sobre os produtos brasileiros e a ameaça daquele tarifação de 25%. Vamos falar agora sobre economia, porque tem gente que nem precisou declarar o Imposto de Renda nesse ano aqui no Brasil, mas ainda assim pode ter dinheiro para receber da Receita Federal, viu? A Receita abre hoje às 9 horas da manhã a consulta a um lote especial de restituição automática do Imposto de Renda.
Esse projeto é piloto e foi chamado de cashback. Ele vale para pessoas que estavam dispensadas de entregar a declaração em 2025, mas tiveram o imposto retido na fonte ao longo de 2024. É aquele dinheiro que já foi descontado antes de chegar ao contribuinte e que, em alguns casos, agora pode voltar. Cerca de 4 milhões de pessoas devem ser contempladas nessa etapa. Ao todo, a Receita vai liberar aproximadamente R$500 milhões. O pagamento vai ser feito em parcela única no dia 15 de julho.
O valor é limitado a R$1.000 por pessoa. E tem um detalhe importante: o depósito vai ser feito só por Pix, usando a chave CPF. Quem não tiver a chave Pix vinculada ao CPF pode ficar fora desse pagamento automático. A consulta pode ser feita no portal ou no aplicativo da Receita Federal, e quem não encontrar o benefício ainda pode fazer a declaração convencional para que o caso seja analisado nos lotes regulares. E olha, quem depende de pensão alimentícia sabe que muitas vezes o problema não é só conseguir uma decisão da justiça, e sim fazer o dinheiro cair na conta todo mês no dia certo.
E para resolver esse problema, o Senado aprovou um projeto de lei que cria o chamado Pix Pensão, que é um sistema de transferência e desconto automático para o pagamento de pensão alimentícia. Pela proposta, a pessoa que recebe a pensão vai poder pedir ao juiz que esse valor seja descontado automaticamente, todos os meses, direto da conta bancária de quem precisa pagar a pensão. As datas vão ser as mesmas fixadas pela justiça.
E se a pessoa que precisa pagar não tiver o dinheiro na conta no dia do vencimento, o banco vai ter que acionar as autoridades. A partir daí, outros ativos financeiros de quem tá devendo vão poder ser bloqueados justamente para quitar essa dívida. A ideia é reduzir aquele jogo de empurra, né, em que a pessoa sabe que deve, mas atrasa, e aí muitas vezes muda o dinheiro de lugar ou espera a cobrança chegar depois da data de pagamento.
Enfim, é uma dor de cabeça para quem precisa da pensão, né. A autora da proposta é a deputada Tabata Amaral e ela defendeu que o mecanismo automático pode ajudar a frear a inadimplência estratégica e diminuir a dependência da prisão civil como forma de pressão. Tem muito homem que não paga a pensão alimentícia para poder estar ali humilhando a mulher, para estar ali fazendo uma outra forma de violência. Se houver uma decisão judicial e o homem não pagar a pensão, a justiça autoriza.
Quando ele tiver dinheiro, aquele dinheiro já vai ser automaticamente transferido para mãe, porque a mãe não é advogada, a mãe não tem que ser investigadora e ficar correndo atrás de homem que fica mudando de emprego só para não honrar com as suas responsabilidades. Agora a gente te conta que a gasolina que chega aos postos vai ter mais etanol na mistura, hein? O Conselho Nacional de Política Energética vai se reunir hoje para anunciar o aumento do percentual de etanol anidro na gasolina, de 30% para 32%.
O etanol anidro é o etanol sem água, que é usado justamente para ser misturado à gasolina. A ideia do governo é tentar diminuir o impacto das oscilações do preço internacional do petróleo no mercado brasileiro. E a gente até lembra, né, dessa situação toda lá no Oriente Médio, que tá piorando a partir de hoje com esse cessar-fogo que foi banido, portanto, né, pelos Estados Unidos. Mas essa mudança pode pesar pra quem tem carro de modelos mais antigos.
Os especialistas e engenheiros automotivos tão dizendo que uma concentração maior de etanol pode aumentar o risco de corrosão e desgaste em peças como bombas de combustível, bicos injetores e mangueiras. O impacto deve ser maior nos motores antigos mesmo, viu, com carburador, ou aqueles que têm sistemas de injeção mais simples, né, que não ajustam automaticamente a mistura de combustível. A ANFÁVIA e o SINDPEÇAS, que são as entidades que representam montadoras e fabricantes de autopeças, tão dando apoio aos biocombustíveis, mas as duas organizações pontuaram que a mudança precisa vir acompanhada de testes rigorosos de engenharia e calibração de sensores.
As entidades também dizem que a medida tende a aumentar o consumo de combustível, tanto em carros flex quanto em modelos movidos só a gasolina. Isso acontece porque o etanol entrega menos energia por litro do que a gasolina. Ou seja, a mudança pode ajudar o governo a reduzir, sim, a dependência do petróleo, mas também pode aparecer no dia a dia do motorista, no rendimento do carro e na manutenção. Vamos falar de previsão do tempo, porque a quarta-feira começou fria no Sul e no Sudeste.
Em São Paulo, a capital amanheceu com 12 graus e a máxima não deve passar vai chegar dos 21 hoje. A frente fria chega durante a tarde e pode trazer chuva fraca também. No Rio, a máxima ainda chega a 27 graus hoje, mas a frente fria entra à noite e a quinta-feira, amanhã, deve ser o dia mais frio da semana na capital fluminense. No Sul, há risco de geada do sul do Rio Grande do Sul ao sul do Paraná ainda hoje, hein? Porto Alegre, a capital mais fria do dia, com mínima de 6 graus e 15.
Florianópolis não passa dos 16 graus nessa quarta-feira. O Centro-Oeste também tem temperaturas mais amenas. Campo Grande chega a 22, Cuiabá 25. E enquanto uma parte do país está lidando com frio, a outra enfrenta ar muito seco. A umidade fica abaixo dos 20% entre Goiás, Tocantins e Piauí. Nessa condição, pessoal, tem que reforçar a hidratação mesmo, viu? Evitar atividades físicas nas horas mais quentes do dia também. Palmas é a capital mais quente do país hoje, com previsão de 36 e umidade em 20%.
No litoral do Nordeste e em parte do Norte, o calor continua também. Maceió chega a 28 graus, Natal a 29, São Luís e Macapá a 31 e Porto Velho a 33 graus. Vamos falar de Copa do Mundo. E se a seleção brasileira já tá fora, a Argentina segue vivíssima depois de uma daquelas viradas que viram assunto até para quem não tava vendo o jogo, hein? Que virada histórica! A Argentina tava perdendo para o Egito por 2 a 0 até os 34 minutos do segundo tempo.
Parecia que eliminação já ia acontecer, mas aí o Messi apareceu no jogo, comandou a reação e a Argentina virou para 3 a 2 em só 12 minutos. A gente nem precisa entender o que que o narrador falou, que ele tava empolgado também, com certeza. Com mais uma atuação decisiva, Lionel Messi chegou a 21 gols em Copas do Mundo. E aumentou o recorde de maior artilheiro da história do torneio. A gente nem lembra que ele perdeu um pênalti ontem de novo, hein, que a atuação dele foi tão incrível depois.
Nas quartas de final, a Argentina vai enfrentar a Suíça. Os suíços eliminaram a Colômbia nos pênaltis depois de um empate por 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. É a primeira vez em 72 anos que a Suíça chega às quartas de final de uma Copa. A fase que decide os semifinalistas começa amanhã, às 17h, com França e Marrocos. Na sexta-feira, Espanha e Bélgica disputam outra vaga. No sábado, tem Noruega e Inglaterra, às 18h. Mais tarde, às 22h, Argentina e Suíça fecham as quartas de final.
E pro Brasil, a Copa terminou com um dado muito incômodo. Com a definição das quartas, a seleção brasileira vai ficar na 11ª posição geral. É a pior campanha do país em 92 anos. A volta ao Brasil também foi esvaziada, né? Dos 26 jogadores convocados, só o lateral Danilo, do Flamengo, retornou ao Brasil naquele voo fretado pela CBF. O técnico Carlo Ancelotti foi para Vancouver, no Canadá, onde ele mora, e vários jogadores já começaram o período de férias.
E agora a nossa reverência, né, a um dos principais autores da história da teledramaturgia brasileira. Benedito Ruy Barbosa foi cremado em São Paulo numa cerimônia reservada à família depois de um velório aberto ao público. O escritor e dramaturgo morreu ontem aos 95 anos por complicações de uma insuficiência renal crônica. Autor de mais de 30 novelas, Benedito ajudou a contar o Brasil pela televisão. Ele levou para tela o interior, o campo, os conflitos sociais e personagens que ficaram na memória do público, né?
Entre os trabalhos mais marcantes estão Cabocla, O Rei do Gado, Terra Nostra, né, que a gente tá ouvindo aí ao fundo, a trilha sonora da novela da abertura, além de Renascer e Pantanal. Nascido em Galha, no interior de São Paulo. Ele começou a carreira como jornalista e cronista esportivo antes de migrar para o teatro e para televisão. O legado também seguiu dentro da família. O neto dele, o Bruno Luperi, foi responsável por adaptar os remakes recentes das obras escritas por Benedito Ruy Barbosa.
Vamos encerrar o Panorama CBN de hoje. Muitas informações importantes. Confira as atualizações ao longo do dia na programação da CBN, também no Panorama logo mais. A segunda edição com o Leandro Gouveia. Deixa eu mandar um abraço aqui para tantas pessoas que mandaram mensagens para mim lá no meu Instagram. A Carla Santos, que é de Belo Horizonte, ouve sempre o Panorama CBN. O Lucas Souza, que é de Vitória, mandando para gente o bom dia dele aqui, dizendo que sempre acompanha as duas edições, hein?
Ele ouve de manhã e ouve à noite com Leandro. Valeu demais, Lucas, obrigado pela sua mensagem. Tem também o Otávio, Otávio Souza, Otávio Souza mandando mensagem dele para gente também aqui. Ele que é do Recife, em Pernambuco, sempre de ouvido ligado no Panorama CBN, adora Bianca, tá gostando também da nossa apresentação, da minha apresentação aqui no Panorama. Valeu demais, viu, Otávio? E assim a gente encerra, dando meu muito obrigado também para o Light Afonso e para o Edmilson Fernandes, nossa equipe junta aqui aqui todo dia de manhã para te trazer o Panorama CBN. Até amanhã, pessoal!
Tchau, tchau!
Ótima quarta-feira para você!