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CPI do Crime Organizado mira no caso Master; pré-candidatos ao Planalto até aqui; possível novo programa de renegociação

31 de março de 202627min
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Você vai saber no Panorama CBN da manhã que a CPI do Crime Organizado vota quebra de sigilos do caso Master. Destaque também para eleições: saiba quem são os pré-candidatos ao Planalto até aqui. Economia: O Ministério da Fazenda propõe aos bancos novo programa de renegociação de dívidas. Internacional: EUA ampliam presença militar no Oriente Médio em meio à indefinição sobre guerra contra o Irã. Futebol: Brasil encara a Croácia com novidades na escalação.

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Participantes neste episódio5
B

Bianca Santos

HostJornalista
C

Cláudio Castro

ConvidadoEx-governador do Rio de Janeiro
E

Eduardo Leite

ConvidadoGovernador do Rio Grande do Sul
G

Gilberto Kassab

ConvidadoPresidente do PSD
R

Ronaldo Caiado

ConvidadoPolítico
Assuntos5
  • Crime Organizadoquebra de sigilos do caso Master · convocação de Renato Dias de Brito Gomes · investigação do Banco Master
  • Possíveis candidatosRonaldo Caiado · Saúde de Jair Bolsonaro · Luiz Inácio Lula da Silva · Eduardo Leite · Romeu Zema
  • Renegociação de DívidasMinistério da Fazenda · Desenrola · endividamento das famílias
  • Presença militar americana no Oriente Médioguerra contra o Irã · Benjamin Netanyahu · Donald Trump e a NASA
  • Acidentes rodoviariosCaracterísticas de Tijuca · bicicleta elétrica
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Em destaque no Panorama CBN, CPI do crime organizado vota quebra de sigilos do caso Master. Tem ainda eleições, saiba quem são os pré-candidatos ao Planalto até aqui. Economia, o Ministério da Fazenda propõe aos bancos um novo programa de renegociação de dívidas. Internacional, Estados Unidos ampliam presença no Oriente Médio em meio à indefinição sobre guerra contra o Irã.

E o futebol, o Brasil encara a Croácia com novidades na escalação. Panorama CBN Oi, oi, tudo bem? Eu sou Bianca Santos e esse é o Panorama CBN da manhã de terça-feira, 31 de março de 2026. Vamos juntos com as notícias mais importantes do dia em menos de meia hora. Eu conto pra você.

Começo contando que a CPI do Crime Organizado vota nessa terça-feira quebra de sigilos de empresas e investigados ligados ao caso Master, incluindo o cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, Fabiano Campos Zettel. E também a convocação do ex-diretor do Banco Central do Brasil, Renato Dias de Brito Gomes, além dos ex-governadores Cláudio Castro e Ibanez Rocha.

Os requerimentos de quebra de sigilo atingem empresas e fundos que aparecem no entorno da investigação, como Cairos, FIP, Clínica Mais Médicos, Prime Aviation e, além de pessoas físicas, ligadas a essas estruturas, entre elas Arthur Martins de Figueiredo, Marcos Vinícius da Mata, Ahmed Mohamed Oliveira e o próprio Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro.

A avaliação de integrantes da CPI é que essa etapa é decisiva para avançar sobre o núcleo financeiro do caso. A expectativa é cruzar dados bancários, fiscais, telefônicos e telemáticos para identificar o fluxo de recursos, os intermediários e os beneficiários finais das operações.

Na mesma sessão hoje, os parlamentares devem analisar também a convocação de Renato Dias de Brito Gomes, que atuava na área responsável por organização do sistema financeiro e resolução bancária no Banco Central do Brasil. Também estão na pauta os pedidos para ouvir Ian Félix Irano, apontado como possível facilitador na inserção de recursos no sistema financeiro, e o desembargador Macario Judici.

O colegiado vai decidir ainda se convoca os ex-governadores Cláudio Castro e Ibanez Rocha, ambos alvos de requerimentos apresentados pelo relator, o senador Alessandro Vieira. E toda essa gente aí de alguma forma se envolveu com o Banco Master.

A pauta inclui ainda requerimentos de informações ao Banco Central sobre processos envolvendo o conglomerado Master e a transferência de controle do Banco Máxima. Também há pedidos ao BNDES sobre uma operação de mais de R$ 5 bilhões na BR-163 do Mato Grosso e a Força Aérea Brasileira, com dados de planos de voo.

No campo das oitivas, a CPI convocou o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para esclarecer a atuação da autoridade monetária na supervisão do Banco Master. Só que a expectativa é de ausência, uma vez que ele já não compareceu a uma outra oitiva após ter sido desobrigado pelo Supremo Tribunal Federal, que converteu a convocação em convite.

muitas convocações, muitos pedidos na CPI do Crime Organizado envolvendo o Master e a gente vai acompanhar tudinho e contar para você no Panorama da Noite.

Vamos de eleições. A confirmação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à presidência da República pelo PSD, ainda está repercutindo. Em uma guinada à direita, a sigla fez o anúncio ontem. Em acena aos eleitores, o governador goiano disse que, se eleito, vai conceder anistia aos envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, o que pode beneficiar, claro, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Meu primeiro ato...

Vai ser exatamente anistia ampla, geral e restrita. Eu vim com esse objetivo, de realmente pacificar o Brasil. Ao anistiar todos, inclusive o ex-presidente, eu estarei dando uma amostra que a partir dali eu vou cuidar das pessoas.

Apesar da fala, o governador afastou a ideia de ser um candidato radical, dizendo que é um homem que acredita na ciência, na pesquisa e no avanço tecnológico. A ideia é ocupar o espaço de confronto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas sem dar pretexto para ser confundido como uma linha auxiliar do senador Flávio Bolsonaro. Interlocutores do PSD dizem que essa calibragem é condição para que a candidatura avance sobre o eleitorado de centro.

No discurso, Caiado começou a desenhar o mote da campanha dele e fez menções a políticas de segurança pública e de valorização do agronegócio. Citou, por exemplo, marcos regulatórios para a exploração de terras raras e minerais críticos no Brasil.

E ao falar sobre adversários como Lula e Flávio Bolsonaro, o político afirmou que considera o pleito desse ano diferente. O pré-candidato pelo PSD apontou a falta de experiência de Flávio para ser o representante da direita e descartou a possibilidade de ter como vice o mineiro Romeu Zema. Segundo Caiado, o desafio desse ano não será ganhar uma eleição contra o PT, mas governar para que o PT não seja mais uma opção ao país.

Com uma plataforma de pautas mais alinhadas ao bolsonarismo, sem dúvida, Caiado também deve ter o papel de criticar o governo Lula. É o que destaca o cientista político Lúcio Renó.

Pode ter um papel nesse processo eleitoral no sentido de ser a figura que vai realmente bater forte no PT, vai cumprir essa tarefa, não que tenha lhe sido atribuída, mas vai assumir esse papel de ser também um dos grandes críticos do governo do PT.

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, explicou que a decisão de lançar Caiado foi motivada pelo fato de Goiano ter mais chances de alcançar o segundo turno das eleições e vencer. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, preterido na escolha do PSD, avaliou que a pré-candidatura não representa uma terceira via e mantém a polarização das eleições.

O Brasil está cansado, muito cansado, de uma disputa que aprisiona o debate entre os extremos. Eu acredito num outro caminho. Eu acredito num centro liberal, democrático de verdade. Não como uma posição de conveniência, mas como compromisso com a conciliação, com o diálogo, com a construção de soluções reais.

Analistas entendem que o movimento do líder do PSD ainda resulta de um projeto para além do aumento das bancadas. Para o professor do Departamento de Ciência Política da USP, Sérgio Simone Júnior, Kassab está buscando um espaço na centro-direita de olho em 2030.

E eu vejo que isso pode ser uma estratégia para o partido se expandir ainda mais e se tornar no médio prazo viável para a disputa presidencial com um discurso à direita mais alternativo ao bolsonarismo, ou uma direita mais moderada.

Caiado está no segundo mandato como governador de Goiás. Antes, ele foi candidato à presidência em 1989, deputado também por cinco mandatos e senador. O governador venceu a disputa interna contra Eduardo Leite após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior. Caiado está aparecendo agora com 4% das intenções de voto, pelo menos foi o que deu na última pesquisa da Datafolha.

E vamos aqui entender qual é o cenário até agora das pré-candidaturas. Temos o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, que vai tentar o quarto mandato, que é algo inédito na história do país. Será a sétima eleição presidencial de Lula.

Flávio Bolsonaro, do PL, o senador que anunciou em dezembro que foi escolhido pelo pai Jair Bolsonaro para ser o candidato. Ronaldo Caiado, como eu falei, do PSD. Romeu Zema, governador de Minas Gerais, que renunciou ao mandato nesse mês e pretende disputar a eleição pelo Partido Novo.

Renan Santos, fundador do MBL, é pré-candidato à presidência pelo Missão, partido que ele dirige e que reúne integrantes do grupo militante surgido após os protestos de junho de 2013. E ainda Aldo Rebelo, pré-candidato pelo Democracia Cristã.

E hoje o presidente Lula realiza a primeira reunião ministerial de 2026, num clima de despedida de ministros que devem deixar os cargos por conta das eleições e de boas-vindas aos novos integrantes do governo. O encontro ocorre em meio à reorganização da equipe, com impacto na articulação política e na definição de substitutos para as pastas estratégicas.

E sobre Jair Bolsonaro, depois que o ministro Alexandre de Moraes deu 24 horas para a defesa do ex-presidente explicar uma fala do filho Eduardo sobre o suposto acesso a um vídeo numa rede social, a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro alegou perseguição. Ela negou qualquer desrespeito às ordens. E o mesmo tom foi adotado pelo próprio Eduardo Bolsonaro. No X, ele postou um vídeo se queixando do ministro.

O que aconteceu foi o seguinte, para você que não acompanhou. Ao conceder a prisão domiciliar a Bolsonaro, Alexandre de Moraes proibiu o uso de celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, diretamente ou por intermédio de terceiros.

Só que nesse fim de semana, durante a Conferência de Ação Política Conservadora nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro fez um vídeo e disse que ia mostrar para o pai esse vídeo. Michele falou que eles não receberam qualquer vídeo gravado por Eduardo. A oposição logo reagiu. A deputada do PSOL, Talíria Petroni, por exemplo, pediu à Procuradoria-Geral da República que o ex-presidente retorne à prisão por ele ter supostamente acessado redes sociais.

E sobre as articulações para as eleições, ontem o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, falou que a família Bolsonaro terá que resolver conflitos internos para viabilizar a vitória de Flávio nas eleições. A declaração ocorreu no almoço com empresários em São Paulo.

Valdemar também defendeu que a chapa presidencial de Flávio tem uma mulher como vice e elogiou a senadora Tereza Cristina do PP como um nome qualificado, mas ele mesmo falou que a parlamentar já sinalizou que não tem interesse na vaga.

Seguimos falando de política agora sobre o Rio de Janeiro, sobre esse caso difícil e atípico do Rio. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio realiza hoje a cerimônia de retotalização dos votos das eleições de 2022 após a cassação do mandato do deputado estadual Rodrigo Bacelar, que era também o presidente da Alerje. A medida foi determinada após a anulação dos cerca de 97 mil votos recebidos por Bacelar.

Isso, então, obriga a Justiça Eleitoral a refazer toda a contagem para definir a distribuição das cadeiras na Assembleia Legislativa do Estado. E aí, depois disso, poderá ocorrer uma eleição de presidente da Casa.

Lembrando que o Rio continua à espera de um governador definitivo. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, marcou para a próxima semana o julgamento sobre a sucessão de governo. Os ministros vão decidir se o novo líder do Executivo do Rio será escolhido pelo voto indireto, ou seja, dos deputados estaduais, ou por eleição direta, com a escolha dos eleitores nas urnas.

A crise política no Rio se intensificou na semana passada com a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, do PL, um dia antes do TSE torná-lo inelegível por abuso de poder econômico e político nas eleições de 2022. E aí, para você que não está acompanhando, tem uma tripla vacância, né? Porque não tem o governador, o Cláudio Castro, não tinha o vice já, o Tiago Pampolha, que tinha ido para uma vaga no Tribunal de Contas do Estado.

E não tem também o presidente da LERJ, que, como eu falei, foi preso e afastado. Aí sobrou para o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, que é o atual governador interino, à espera do que vai acontecer.

Página virada, eu te conto agora que o Banco de Brasília precisa fechar até hoje os números referentes ao ano de 2025 e não teve uma resposta sobre uma possível prorrogação da data de entrega do balanço pelo Banco Central. O fim do prazo pressiona o Banco de Brasília por medidas concretas para recompor o rombo deixado pelas negociações para a compra do Banco Master.

A ideia da cúpula do BRB era conseguir uma extensão da data até o fim do primeiro semestre, o que daria tempo para um plano de reestruturação e de captação de recursos no mercado. Apesar disso, o Banco Central não deu qualquer sinalização para prorrogar o prazo.

Bom, a Malu Gaspar, colunista do Globo e da CBN, está contando hoje que o BRB não vai divulgar o balanço hoje não, como previa o prazo determinado. O banco ainda não conseguiu mesmo resolver a dificuldade de caixa e cobrir o rombo.

Vamos acompanhar o que vai acontecer, né? O ex-governador Ibanez Rocha, como um dos últimos atos à frente do Distrito Federal, pediu um empréstimo de R$ 4 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito para sanar os problemas do banco. Também não houve resposta sobre esse pedido.

A operação é possível com prazo de carência de um ano e meio. Como garantias, o governo distrital ofereceu participações acionárias em empresas públicas, além de imóveis cuja negociação foi autorizada pela Câmara Legislativa.

João Gabriel Araújo, professor de Economia do IBMEC, ressalta que o atraso na entrega do balanço hoje pode resultar em punições ao BRB. E, além disso, a postura pode causar mais desconfiança para o mercado e para os investidores.

Além de medidas como o próprio Banco Central, ele pode inviabilizar a venda de títulos por parte do BRB e ativos cujo BRB hoje transaciona e o Banco Central pode travar essas vendas como medida punitiva. Mas com certeza a principal punição é o esvaziamento de investimentos.

E os acionistas, sem a divulgação do balanço, aguardam também a nova data para a Assembleia Geral Extraordinária, para tentar aumentar o capital social do banco. A Assembleia estava agendada para o dia 18, foi adiada e segue sem data definida.

E ontem o Tribunal de Contas da União informou que arquivou o processo que tratava sobre o uso de imóveis públicos para socorrer o BRB. A Corte de Contas entendeu que não tem competência para analisar o caso e determinou o envio para o Tribunal de Contas do Distrito Federal e para o Ministério Público.

Vamos de economia? Essa daqui eu até destaquei para você. O Ministério da Fazenda propôs aos bancos um novo programa de renegociação de dívidas para tentar aliviar o orçamento das famílias, cuja parcela comprometida com o pagamento de empréstimos está em nível recorde. A ideia inicial difere do modelo do Desenrola, que é aquele programa de renegociação de dívidas lançado em 2023.

Deve, inclusive, ter outro nome essa nova ideia, mas é provável que tenha algum incentivo do governo para que as condições sejam melhores para os clientes. O endividamento das famílias está no nível altíssimo, atingindo 49,7% da renda anual. O comprometimento mensal, que mede quanto da renda está reservada para pagar dívidas, chegou a quase 30%.

E ainda, o relatório do Banco Central divulgado ontem mostrou que a taxa média de juros no crédito para pessoas físicas atingiu 62% ao ano, com destaque para a do rotativo do cartão de crédito, que subiu de 424% ao ano em janeiro para 435% em fevereiro. E muita gente tem dívida no cartão de crédito, né?

O tema está preocupando o Planalto no ano eleitoral. Na semana passada, o presidente Lula disse que havia pedido ao ministro da Fazenda, Dário Durigam, medidas para que resolva o problema da dívida das pessoas e para facilitar o pagamento daquilo que as pessoas devem.

Vamos dar uma passada agora para outras notícias importantes. Primeiro, um caso que aconteceu no Rio de Janeiro, mas é um problema das cidades, né? A questão do trânsito, de acidentes, da perda de vidas em acidentes de trânsito.

Caso terrível, uma mulher de 40 anos e o filho dela de 9 morreram no Rio após um acidente envolvendo um ônibus e uma bicicleta elétrica. Foi na Tijuca, bairro da zona norte da capital. A colisão aconteceu em uma das ruas principais, na Conde de Bonfim. Emanuele Martins Guedes de Farias morreu no local e o filho Francisco Farias Antunes chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

O motorista do ônibus disse que a mulher e a criança estavam na faixa da esquerda, na bicicleta elétrica, quando teriam sido fechadas por um carro e, com a manobra, elas caíram no meio da pista e logo foram atingidas pelo ônibus que passava.

É um drama, muitas bicicletas elétricas são usadas por famílias nas cidades e a gente precisa discutir a segurança no trânsito, formas de dar segurança para ciclistas, para motoristas, para motociclistas.

Te conto também que a Anvisa aprovou um medicamento para prevenir o vírus respiratório em bebês. A autorização atende a um pedido de uma farmacêutica. O vírus sincicial causa 80% dos casos de bronquiolite em menores de dois anos. A doença pode ser mais grave nos primeiros seis meses de vida. E tem já uma vacina para gestantes contra o vírus sincicial.

E o presidente Lula deve sancionar hoje o projeto que amplia a licença paternidade, aumentando-a de 5 para 20 dias de forma gradual até 2029. A mudança garante remuneração integral e estabilidade no emprego, com acréscimo de dias ocorrendo em etapas, 10 dias em 2027, 15 dias em 2028 e 20 em 2029.

Agora os destaques internacionais. Começando pela guerra. Milhares de paraquedistas das Forças Armadas dos Estados Unidos chegaram ao Oriente Médio. Segundo informações da agência de notícias Reuters, os soldados se somam aos 2.500 fuzileiros navais que desembarcaram no fim de semana. As autoridades não especificaram para onde os soldados foram enviados. No começo do mês, o presidente Donald Trump havia cogitado enviar tropas terrestres ao Irã.

Ontem, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que não tem um cronograma para o fim da guerra com o país persa. E que, em parceria com Washington, Tel Aviv já atingiu mais da metade dos objetivos militares no conflito. Segundo Netanyahu ainda, o foco agora é bombardear o estoque de urânio enriquecido iraniano. A declaração ocorreu em uma entrevista a um site norte-americano.

Trump falou para assessores que está disposto a encerrar a guerra mesmo que o Estreito de Hormuz continue fechado. Essas informações foram reveladas pelo jornal The Wall Street Journal, com base no relato de autoridades. A porta-voz da Casa Branca disse que a gestão de Trump tem interesse em pedir aos países árabes que paguem pelos custos da guerra com o Irã.

Essa foi a primeira vez que o governo americano falou em dividir prejuízos. Em coletiva de imprensa, Caroline Levitt disse que as negociações entre os dois países continuam e estão progredindo bem. E que o que é dito pelo Irã em público não é o mesmo do que é dito no privado.

Apesar de toda a retórica pública do regime e das notícias falsas, as negociações continuam e estão indo bem. O que é dito publicamente é obviamente muito diferente do que nos é comunicado em particular. Essa continua sendo uma oportunidade única para o regime fechar um bom acordo com os Estados Unidos e abandonar definitivamente sua ambição nuclear.

Se os iranianos rejeitarem essa oportunidade de ouro, as maiores forças armadas da história do mundo continuam prontas para oferecer ao presidente Trump todas as opções disponíveis para garantir que esse regime continue pagando um preço muito alto. Pelo lado do Irã, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chamou de fora da realidade desproporcionais e excessivas as propostas do presidente americano.

Nesse momento, as negociações são mediadas pelo Paquistão. Os Estados Unidos apresentaram uma primeira proposta de cessar fogo, que foi rejeitada por Teheran. Depois foi feita uma contraproposta. A porta-voz da Casa Branca relembrou ainda que restam sete dias para que acabe a pausa nos ataques dos Estados Unidos a usinas de energia do Irã. O anúncio foi feito por Trump na quinta-feira, a pedido do governo iraniano como parte das negociações.

Conto também no noticiário internacional que a NASA iniciou a contagem regressiva para o primeiro lançamento tripulado à Lua em 53 anos. O foguete Space Launch System, com cerca de 32 andares de altura, está programado para decolar na noite de quarta-feira com quatro astronautas a bordo. Após um dia em órbita ao redor da Terra, a cápsula Orion deve seguir em direção à Lua e retornará em seguida sem pouso.

E o órgão regulador de internet da Austrália começou a investigar as redes sociais por suspeitas de violação da lei que proíbe o acesso de menores de 16 anos ao Facebook, Instagram, TikTok, YouTube e Snapchat. O anúncio marca a primeira avaliação pública do governo australiano sobre o cumprimento da lei. A baixa adesão de redes pode prejudicar planos de outras autoridades que estudam restrições semelhantes.

No futebol hoje tem Brasil. Brasil!

A seleção brasileira terá novidades na escalação para o amistoso contra a Croácia, hoje às 9 da noite, em Orlando, nos Estados Unidos. O técnico Carlo Ancelotti esboçou seis mudanças em relação à equipe que iniciou o duelo contra a França, na quinta passada. Para os lugares do lateral direito Wesley e do atacante Rafinha, ambos cortados por lesões na coxa, Ancelotti indicou que os escolhidos foram Ibanez e Luiz Henrique.

No gol, o técnico deve manter o rodízio e dar uma nova chance a Bento. Marquinhos volta a ser titular. As outras duas alterações esboçadas foram as de Danilo, no lugar de Andrei Santos, e de João Pedro, na vaga de Gabriel Martinelli.

O jogo hoje é o último ato antes da divulgação da lista de convocados para a Copa do Mundo no dia 18 de maio. Após cinco amistosos, com duas vitórias, um empate e duas derrotas, Ancelotti disse que prefere diferenciar cada resultado. Eu tenho muito claro que o mais importante é o resultado. Mas o resultado é o mais importante ou o menos importante. Para nós, o resultado mais importante agora é o primeiro jogo da Copa do Mundo.

Ao gós do Brasil na Copa do Mundo de 2022, a Croácia não fez uma boa Eurocopa. Foi eliminada na primeira fase em 2024. Apesar disso, a equipe passa por um momento bom e conseguiu uma vitória sobre a Colômbia no último amistoso.

Vamos encerrando por aqui o Panorama CBN da Manhã comigo, Bianca Santos, com o nosso editor Lucas Soares e com o DJ Laerte Afonso, querido Lala, que está entrando de férias, tá? Vai descansar uns dias e volta daqui a um mês. Boas férias, Lala! Obrigada pela companhia. Amanhã estamos de volta. Não se esqueça do Panorama CBN da Noite com Leandro Gouveia. Tchau!

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