Novo ‘tarifaço’ dos EUA contra o Brasil; PMMA proibido; corte na fiscalização do setor aéreo
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- Investigação EUA contra BrasilNova tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras · Práticas comerciais consideradas irrazoáveis · Investigação contra o Brasil · Políticas brasileiras sobre comércio digital · Desmatamento ilegal · Propriedade intelectual · Tratamento preferencial ao PIX · Acordos comerciais do Brasil com México e Índia · Combate à corrupção · Anulação de processos da Operação Lava Jato · Donald Trump · Lula · Darío Durigam
- Proibição PMMA preenchedorResolução do Conselho Federal de Medicina · Alto risco de reações inflamatórias crônicas · Deformidades funcionais e sequelas irreversíveis · Tratamento de deformidades em pacientes com HIV · Graziella Bonin · Roseli Fernandes de Oliveira
- Aviacao e Seguranca AereaBloqueio no orçamento da ANAC · Congelamento de R$ 24 milhões no orçamento · Suspensão de provas de certificação para pilotos e comissários · Paralisação de processos de autorização de novas aeronaves · Demissão de funcionários terceirizados · Interrupção de investimentos em tecnologia da informação · Segurança operacional do setor aéreo
- Limite Faturamento MEIElevação do teto de faturamento · Aumento para R$ 100 mil em 2027 · Aumento para R$ 120 mil em 2028 · Projeto de lei para elevar o teto para R$ 130 mil · Impacto na Previdência Social · Regime altamente subsidiado
- História das greves em PortugalAfeta passageiros entre Brasil e Portugal · Protesto contra reforma trabalhista · Aumento de contratação temporária · Alteração de regras sobre jornada e vínculos empregatícios · Confederação-Geral dos Trabalhadores Portugueses
- Fundo Garantidor de CréditoIndicador de segurança para medir qualidade dos ativos · Impedir bancos de assumirem riscos excessivos · Escândalo do Banco Master · Aporte em títulos públicos federais · Carla Beni
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Em destaque no Panorama CBN, Estados Unidos propõe nova tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras para punir práticas que consideram irrazoáveis. Conselho de Medicina proíbe uso médico de PMMA como preenchedor em todo o país. Governo cogita elevar o teto de faturamento para enquadrar empreendedor no MEI.
A NAC vai cortar 40% da fiscalização do setor aéreo após bloqueio no orçamento. Greve geral marcada em Portugal afeta passageiros. Hoje é terça-feira, 2 de junho de 2026. Oi, oi! Eu sou Bianca Santos e esse é o Panorama CBN da Manhã. Eu te conto em menos de meia hora as notícias mais importantes do dia. Vamos juntos!
Começo contando que os Estados Unidos propõem a imposição de um novo tarifácio de 25% sobre todas as mercadorias brasileiras por práticas de comércio consideradas por eles irrazoáveis. A nova sobretaxa foi anunciada pelo Escritório de Representante Comercial Americano após concluir a investigação contra o Brasil, respaldada na sessão 301 da Lei de Comércio de 1974.
O documento preliminar aponta que políticas brasileiras sobre comércio digital, desmatamento ilegal e propriedade intelectual restringem ou oneram o comércio norte-americano. O anúncio de Washington estipula o prazo legal de 15 de julho para que o Brasil adote medidas corretivas antes da aplicação definitiva das taxas.
A proposta norte-americana abre um período de consulta pública para receber comentários do setor privado a partir do dia 22 de junho. O documento do governo americano propõe a imposição da tarifa de 25% sobre todas as mercadorias brasileiras, mas exclui bens considerados estratégicos para o abastecimento da economia dos Estados Unidos. Ficam isentos do imposto de importação, por exemplo?
produtos agropecuários, como carne bovina, café, frutas tropicais, e além de petróleo, minérios, terras raras, aviões, fertilizantes e produtos farmacêuticos.
O relatório norte-americano, para você entender um pouco melhor, acusa o Brasil de prejudicar a concorrência ao punir plataformas de tecnologia dos Estados Unidos que descumprem ordens de remoção de conteúdo. E Washington alega também que o Banco Central concede tratamento preferencial ao PIX em detrimento de empresas de cartão de crédito.
O governo americano contesta os acordos comerciais do Brasil com o México e Índia e aponta ainda falhas históricas na fiscalização contra o desmatamento ilegal. E Washington critica a falta de reciprocidade tarifária na importação do etanol e a lentidão excessiva no exame de patentes industriais no mercado brasileiro.
Essa investigação começou no dia 15 de julho de 2025, por determinação de quem? Do presidente Donald Trump. De acordo com o embaixador e representante comercial dos Estados Unidos, Jameson Greer, o governo americano mantém um diálogo intenso com o governo do presidente Lula, mas ainda há divergências substanciais nas questões identificadas nessa investigação.
Por aqui, o Palácio do Planalto já aguardava a divulgação das sanções, mas esperava que a recomendação não trouxesse uma aplicação de taxas imediata. Ontem, a CBN, o ministro da Fazenda, Darío Durigam, disse que o novo tarifácio está sendo aplicado por motivos políticos e não técnicos. A gente tem esclarecido e participamos das conferências e das audiências com os técnicos norte-americanos.
E eles próprios reconhecem que isso já foi esclarecido outras vezes. Como o governo dos Estados Unidos perdeu o fundamento do primeiro tarifácio na Suprema Corte dos Estados Unidos, houve na sequência uma série de intimações para que vários países, o Brasil inclusive, passassem a responder para uma outra investigação.
a partir de um outro fundamento, agora na sessão 301, que basicamente aponta questões comerciais, como a 25 de março, o PIX, o desmatamento. O que veja, são argumentos muito forçados, muito errados do ponto de vista do governo norte-americano.
Ao anunciar o novo tarifaço, o Escritório de Representante Comercial dos Estados Unidos também apontou que o Brasil falha no combate à corrupção e citou a anulação de processos da Operação Lava Jato pelo Supremo Tribunal Federal. E o relatório critica a renegociação de acordos de leniência, apontando a queda do país no índice de percepção da corrupção.
Como eu falei sobre cronograma, o governo dos Estados Unidos estabeleceu um cronograma de consultas e audiências públicas antes da aplicação definitiva de qualquer sanção econômica contra o Brasil. O escritório americano receberá pedidos de comparecimento até o dia 22 de junho e comentários por escrito até 1º de julho.
O comitê agendou para o dia 6 de julho a audiência oficial para debater o aumento de tarifas sobre os produtos brasileiros. O prazo limite legal para definição e aplicação das medidas corretivas contra o mercado nacional termina no dia 15 de julho. E durante a fase inicial da investigação, o órgão já havia colhido depoimentos de mais de 30 testemunhas e recebido mais de 295 comentários e réplicas antes de emitir o parecer atual.
Vamos falar de saúde agora porque entrou em vigor hoje uma resolução do Conselho Federal de Medicina que proíbe o uso do PMMA para procedimentos estéticos e cirurgias reparadoras. O Conselho fundamentou a decisão no alto risco de reações inflamatórias crônicas, deformidades funcionais e sequelas irreversíveis.
Ao contrário de outras substâncias, o polímero sintético definitivo não é absorvido pelo organismo. Uma vez injetado, ele se adere a músculos e aos ossos. Por isso, em caso de complicação, a remoção exige longas cirurgias.
A relatora da resolução, a cirurgiã plástica e conselheira federal Graziella Bonin, disse que o uso do PMMA como preenchedor injetável causa reações inflamatórias graves e sequelas estéticas e funcionais irreversíveis, mesmo quando o procedimento é realizado por profissionais habilitados.
O PMMA pode ter complicações imediatas, como reações alérgicas, hipersensibilidade e infecções, mas ele tem complicações que são muito peculiares à reação inflamatória que ele causa. E por ser um produto definitivo, ele fica nos tecidos, entremeado no tecido onde ele é injetado, causando essa reação ao longo dos anos e que pode nos levar, ao longo do tempo, à reação inflamatória crônica, formação de granulomas, migração do material.
O Conselho Federal de Medicina adotou a proibição depois de mais uma tragédia envolvendo o uso da substância, o PMMA. Foi na semana passada que a maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira, de 48 anos, morreu em São Paulo. No dia seguinte, há uma aplicação de PMMA nos glúteos e na coxa.
A proibição do Conselho estabelece uma única exceção para o uso do PMMA no país, que é o tratamento de deformidades em pacientes com HIV. Nesses casos, a substância vai poder ser usada para reparar a perda de gordura no rosto ou no corpo causada pelos medicamentos. Mas o procedimento reparador vai ter que ser feito exclusivamente em unidades de alta complexidade credenciadas pelo SUS.
E apesar da proibição pelo Conselho de Medicina, a Anvisa mantém dois produtos feitos com PMMA registrados para uso médico. A agência reforçou que não há indicação para o uso meramente estético dessa substância. E o Conselho Federal de Medicina confirmou que vai pressionar a Anvisa para proibir totalmente a comercialização do PMMA no mercado nacional. Agora vamos de economia.
Já estão em vigor as novas regras para o uso do Fundo Garantidor de Créditos pelas instituições financeiras brasileiras. O Banco Central criou um indicador de segurança para medir a qualidade dos ativos e impedir que os bancos assumam riscos excessivos no mercado.
Tudo depois do escândalo do Banco Master, né? O aperto regulatório determina que os bancos apliquem parte dos recursos em títulos públicos federais quando captarem dinheiro acima do limite do novo indicador. A medida visa proteger o sistema financeiro e atinge diretamente instituições que atraem investidores com promessas de rendimento acima da média.
As exigências foram desenhadas depois da liquidação do Master pelo Banco Central por causa da crise de liquidez. O FGC, que é o Fundo Garantidor de Crédito, cobriu os prejuízos dos correntistas até o teto de 250 mil reais e estima um pagamento total de 50 bilhões de reais.
Em entrevista à TV Globo, a economista e professora da Fundação Getúlio Vargas, Carla Beni, avaliou que as alterações vão trazer mais transparência e ela reforçou a segurança para os clientes do setor bancário. Como você vai criar um novo indicador? Se esse indicador sinalizar mais risco, a instituição vai precisar ter que fazer um aporte em operações mais seguras, que são as operações do Tesouro Nacional. São os títulos públicos.
O sistema financeiro, ele requer atualizações constantes e essas alterações agora do Fundo Garantidor de Crédito, elas são muito importantes para que tenhamos mais transparência, principalmente com as instituições e inclusive com os clientes.
Seguindo com o noticiário econômico, eu te conto também que, pressionado pelo Congresso a elevar o teto do faturamento anual do regime do microempreendedor individual, o governo está fazendo as contas e admite subir o limite atual de 81 mil a partir do próximo ano de forma escalonada. Os dados, as informações estão no Jornal Globo.
Segundo técnicos a par do assunto, a estratégia é aumentar esse teto para R$ 100 mil em 2027 e para R$ 120 mil em 2028. Dessa forma, o faturamento do MEI alcançaria R$ 10 mil por mês. Há um projeto aprovado pelo Senado e em tramitação na Câmara dos Deputados, que já prevê elevar o teto atual para R$ 130 mil. Os deputados defendem subir o valor para até R$ 145 mil.
Contudo, estimativas em poder do governo apontam para um impacto atual de R$ 90 bilhões para a Previdência Social, considerando o limite do faturamento anual de R$ 130 mil previsto no projeto. Essa quantia equivale ao volume total de receitas e de despesas nos próximos 70 anos, trazido o valor presente.
O governo ainda não tem estimativa de impacto das novas faixas, mas as projeções indicam para o impacto atuarial entre R$ 50 bilhões e R$ 80 bilhões. Como o projeto que trata do tema está em estágio avançado no Congresso, o plano da equipe econômica é concentrar esforços para minimizar os efeitos da medida.
O principal argumento é que o MEI é um regime altamente subsidiado. O valor arrecadado com contribuições não cobre despesas com benefícios no futuro, como pensão por morte, aposentadoria e auxílios, como doença, salário e maternidade.
A Agência Nacional de Aviação Civil anunciou corte imediato de 40% de todas as ações de fiscalização no país. Essa medida foi adotada depois do congelamento de R$ 24 milhões no orçamento da autarquia, determinado por um decreto de contingenciamento do governo federal. A ANAC suspendeu por tempo indeterminado a realização de provas de certificação para novos pilotos e comissários de bordo.
A decisão paralisa também os processos de autorização das novas aeronaves, o que impede a entrada em operação de modelos adquiridos por companhias como Gol e Latam. O bloqueio orçamentário Nanak vai provocar também demissão de funcionários terceirizados e a interrupção de investimentos em sistemas de tecnologia da informação.
A direção da agência pediu formalmente a revisão dos valores retidos, sob o argumento de que a falta de verbas vai gerar impactos diretos na segurança operacional do setor aéreo. A restrição financeira faz parte de um contingenciamento de R$ 22 bilhões, editado pelo Palácio do Planalto para cumprir as regras do arcabouço fiscal.
Tem mais. Ainda repercute hoje o prejuízo dos Correios, que atingiu R$ 3 bilhões no primeiro trimestre desse ano. Na comparação com o mesmo período do ano passado, para você ter uma ideia, o aumento do rombo foi de 82%. É muita coisa. A estatal acumula 14 resultados trimestrais negativos seguidos e não registra lucro desde o início de 2022.
Os Correios informaram que despesas judiciais e pagamentos de precatórios somaram R$ 1,4 bilhão, respondendo por 44% do rombo do trimestre. A dívida tributária da empresa também avançou e se aproxima da marca de R$ 1 bilhão.
Para tentar estancar a sangria, a estatal tem um plano de reestruturação que prevê o fechamento de agências, venda de imóveis, demissões voluntárias e a contratação de um empréstimo de R$ 12 bilhões. A operação financeira vai ter garantia do Tesouro Nacional, transferindo o pagamento das parcelas para o governo federal em caso de inadimplência.
Economistas e analistas de contas públicas estão avaliando que as medidas de contenção adotadas pela atual administração dos Correios são insuficientes para conter o avanço das despesas. Eles apontam que a falta de geração de caixa agrava o déficit fiscal do país e repassa os custos para os contribuintes.
Mudando de assunto, eu te conto agora que a justiça deve decidir nos próximos dias se atende ao pedido da polícia e quebra o sigilo bancário da empresária suspeita de desviar dinheiro da Prefeitura de São Paulo para financiar o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Karina Ferreira da Gama foi alvo da operação Wi-Fi, que investiga suspeitas de superfaturamento e desvio de recursos em um contrato de 108 milhões de reais da Prefeitura de São Paulo.
Os investigadores também querem ter acesso às análises do COAF sobre as movimentações do Instituto Conhecer Brasil e da produtora de cinema Go Up Entertainment, comandados por essa empresária. A investigação quer mapear o fluxo de R$ 98 milhões em subcontratações realizadas pela ONG com empresas de tecnologia parceiras.
Na ação que aconteceu ontem, segunda-feira, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e em sete endereços ligados ao Instituto Conhecer Brasil. A polícia recolheu computadores, celulares, documentos e notas fiscais. Os investigadores suspeitam que parte das verbas do programa de internet de graça da Prefeitura tenha sido usada ilegalmente para financiar o filme Dark Horse.
A ONG contratada e a produtora do longa-metragem pertencem à mesma empresária e funcionam oficialmente no mesmo endereço. A polícia investiga um contrato entre a Prefeitura e o Instituto Conhecer Brasil no valor de R$ 108 milhões para a instalação de 5 mil pontos de Wi-Fi gratuito em bairros da periferia da cidade.
Na decisão da Justiça que autoriza as buscas, o juiz apontou indícios de irregularidades na execução do contrato e de uso irregular de verbas públicas. Segundo a promotoria, os 5 mil pontos de Wi-Fi deveriam ter sido instalados até junho de 2025, mas até agora apenas 3.200 foram efetivamente implantados.
Bom, o inquérito policial aponta que o Instituto Conhecer Brasil cobrou R$ 1.800 mensais por ponto de Wi-Fi instalado na periferia. E esse valor, pasme, é quase 500% superior aos R$ 306 cobrados anteriormente pela Prodan, que é a empresa de tecnologia da própria Prefeitura de São Paulo.
A polícia também investiga o pagamento antecipado de R$ 26 milhões por serviços não prestados e o uso de notas irregulares para justificar despesas na prestação de contas no valor de R$ 4,7 milhões.
O inquérito ainda apura indícios de direcionamento na licitação, que teve apenas a ONG da produtora do filme sobre Bolsonaro como participante. De acordo com os investigadores, o contrato de R$ 108 milhões subiu para R$ 157 milhões, com aditivos assinados pela gestão do prefeito Ricardo Nunes.
E, para fechar ainda, a ONG repassou à prefeitura R$ 16,5 milhões em notas fiscais irregulares para justificar despesas do contrato. Apesar de todas essas suspeitas, o prefeito Ricardo Nunes saiu em defesa da empresária e negou que tenha havido fraude no processo de contratação da ONG. Ele está vendo a operação policial como perseguição política.
E um detalhe, hein? O Instituto Conhecer Brasil não tinha nenhuma experiência na área de telecomunicações. Olha só, atuava com feiras e eventos literários religiosos. É cada uma, hein?
Seguimos em frente com uma agenda importante da semana. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deve se reunir com líderes partidários para definir o cronograma de votação da PEC que extingue a escala de trabalho 6x1. A intenção da cúpula da Casa é votar o texto na Comissão de Constituição e Justiça e no Plenário antes das eleições.
O projeto, aprovado pela Câmara, estabelece a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas em um período de 14 meses. A proposta garante o direito a dois dias de folga por semana e preserva as regras atuais de horas extras e trabalho em feriados.
Enquanto isso, a oposição quer aprovar um texto alternativo que permite ao trabalhador optar por um modelo flexível, baseado em horas trabalhadas, em substituição ao regime tradicional da CLT. A base governista do Congresso associa o projeto da oposição a uma eventual ampliação da jornada de trabalho.
Por outro lado, parlamentares da oposição, como Isalci Lucas, do PL, defendem a necessidade de atualização da Lei Trabalhista Brasileira sob o argumento de que a CLT está ultrapassada. A CLT é de Getúlio Vargas. Não tem lógica a gente colocar como parâmetro.
A CLT de 1943, o Brasil, principalmente os órgãos governantes, não priorizam resultado, metas. Aqui se prioriza a burocracia, mas infelizmente ainda querem manter essa tradição da CLT de 1943.
O senador Paulo Paim, do PT, também está negociando a anexação de um projeto anterior da autoria dele à proposta principal que começará a tramitar na casa. A importância para mim não é quem vai ser o relator ou não. Eu quero aprovar, importa é a causa. A que está mais avançada é essa, que acaba com a escala 6 por 1. A minha, no caso, embora a mais antiga, ela pode ser repensada como também pode circular paralelo.
Porque ela avança no tempo e ela persegue, na verdade, além das 40 agora, 36 no futuro. Então esse debate pode se continuar fazendo. Bom, vamos seguir acompanhando aí. Os próximos dias serão de discussão intensa no Congresso.
E na agenda do dia, informação importante que vem do Rio de Janeiro, o júri do caso Henri Borel chega ao nono dia hoje e se encaminha para a reta final com o interrogatório de Monique Medeiros, mãe da criança e presa pela morte de Henri, e Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, acusado de agredir o menino. A sessão está marcada para começar às 10 horas da manhã.
Ontem, um perito do IML reafirmou que Henri morreu por uma laceração no fígado após agressão física, enquanto um outro profissional, contratado pela defesa de Jairinho, apontou erro médico no hospital como causa da morte. Após os depoimentos dos réus...
A partir de hoje, começam os debates entre acusação e defesa, que podem durar mais de 10 horas, incluindo réplica e tréplica. Depois, os sete jurados votam sobre a autoria e materialidade dos crimes. E com a decisão, a juiz Elizabeth Machado Louro anunciará a sentença e definirá as penas.
22 testemunhas foram ouvidas desde o início do julgamento desse caso que aconteceu há seis anos. E toda a sociedade, não só a população do Rio de Janeiro, se comoveu com a história e aguardam ansiosamente o resultado. Agora o noticiário internacional.
Começo contando sobre uma greve geral que está marcada para amanhã, quarta-feira, em Portugal e afeta passageiros que viajam entre o Brasil e o país europeu, com reflexos previstos nas operações aéreas já a partir de hoje. Diante da paralisação, a administração do aeroporto de Lisboa, principal porta de entrada dos brasileiros em Portugal, orientou os passageiros a verificarem a situação dos voos antes de seguirem para o terminal.
A greve, convocada pela Confederação-Geral dos Trabalhadores Portugueses, é um protesto contra uma proposta de reforma trabalhista aprovada pelo Conselho de Ministros e enviada ao Parlamento Português em maio. Os sindicatos dizem que as mudanças podem tornar as relações de trabalho precárias ao ampliar possibilidades de contratação temporária e alterar regras sobre jornada e vínculos empregatícios.
Já o governo português defende que a proposta busca aumentar a competitividade das empresas e adaptar o mercado de trabalho às novas demandas da economia.
O Irã suspendeu as negociações de paz com os Estados Unidos por causa da retomada das operações militares de Israel no Líbano e na faixa de Gaza. O presidente americano, Donald Trump, a princípio disse que não se importava com o fim do diálogo, mas pouco depois falou que convenceu o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a abortar um ataque contra Beirute.
Trump ainda reiterou que as negociações com o Irã continuam em ritmo acelerado e relatou ter chegado a um acordo com o Hezbollah.
Uma comissão aprovou por oito votos a zero a dissolução do Parlamento de Israel. A proposta agora segue para o plenário, onde deve passar por mais três votações. A ideia é antecipar as eleições marcadas para o dia 27 de outubro. A decisão representa uma derrota para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que permanece no poder graças a uma frágil aliança com partidos religiosos ultra-ortodoxos.
Muitos judeus questionam o sistema de recrutamento militar que isenta os ultra-ortodoxos de servir mesmo diante das múltiplas frentes de batalha abertas pelo premier.
Na guerra no leste europeu, a Rússia lançou um ataque aéreo em larga escala contra a Ucrânia, na madrugada desta terça-feira, pelo horário local. Segundo autoridades ucranianas, quatro pessoas morreram, mais equipes de resgate ainda fazem buscas. Sistemas de defesa aérea foram acionados para repelir os bombardeios contra a capital Kiev. Uma grande coluna de fumaça foi vista na cidade após o alerta do ataque aéreo.
Centenas de jovens fizeram protesto no Quênia contra a instalação de um centro de quarentena para cidadãos americanos expostos ao ebola. Os moradores temem ser expostos ao vírus por meio de pacientes transportados ao local. Até o momento, não há registro de casos de ebola no país no atual surto da doença.
Argentina, Panamá e Equador passaram a integrar a lista dos dez piores países do mundo para os trabalhadores, segundo um índice divulgado pela Confederação Sindical Internacional. O relatório aponta o avanço de medidas repressivas, restrições à atividade sindical e violações de direitos trabalhistas nos três países latino-americanos. O Brasil aparece numa faixa intermediária, marcada por violações sistemáticas dos direitos trabalhistas.
Agora o futebol. Foco na seleção brasileira, que desembarca hoje nos Estados Unidos para disputar a Copa do Mundo.
A delegação deixou o Rio de Janeiro ontem à noite atrasada e já faz o primeiro treino hoje à tarde em Nova Jersey. O voo estava previsto para sair às 10 da noite, mas decolou com uma hora de atraso, pelo menos. Antes do embarque, os jogadores receberam o apoio da torcida brasileira.
Em 94 eu estive aqui no aeroporto para ver a seleção embarcar, trouxe a minha filha e agora eu trouxe o meu neto de 14 anos para ver a seleção embarcar e trazer a nossa taça para cá. Eu estou muito confiante, cara, porque há muito tempo e uma seleção grande como a nossa não pode ficar sem ganhar a taça.
Torcida para a seleção brasileira de futebol e torcida para o tênis também. Porque o tenista João Fonseca disputa hoje uma vaga nas semifinais do torneio de Roland Garros em Paris. O brasileiro entra em quadra por volta das 3h15 da tarde para encarar o tcheco Jakub Mensik.
Se vencer o 27º colocado no ranking mundial, João vai chegar a uma semifinal de um torneio de Grands Lans pela primeira vez na carreira. Ele é o atual número 30 do mundo e já derrubou nomes de peso na campanha em Paris, como a lenda Sérvia Novak Djokovic. No ano passado, no único confronto profissional entre o brasileiro e o tcheco, Mencic abandonou a partida por lesão. Vamos lá, vamos torcer. Vai Brasil!
E assim a gente encerra essa edição do Panorama CBN da Manhã. Eu, nosso DJ Laerte Afonso e o editor Edmilson Fernandes. Desejando para você uma ótima terça e não se esqueça do Panorama CBN da Noite com Leandro Gouveia. Um beijo e até amanhã.
CBN