O vice de Flávio Bolsonaro, nova pesquisa eleitoral e fim da greve em São Paulo
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
- Flávio Bolsonaro· PoliticaAlfredo Gaspar·PL de Alagoas·CPI do INSS·Segurança pública
- Pesquisa Eleitoral· PoliticaLula·Flávio Bolsonaro·Instituto Quest·Eleições 2026
- Crise diplomática Brasil-EUA· InternacionalMaria Luísa Ribeiro Viotti·Daniel Pérez·Posicionamento do governo americano·Eleições brasileiras
- Guerra na Ucrânia· InternacionalRússia·Ucrânia·Kiev·Defesa aérea
Em destaque no Panorama CBN: sem conseguir uma mulher, Flávio Bolsonaro anuncia deputado Alfredo Gaspar como candidato a vice. Lula mantém liderança, mas diferença para o adversário cai em um mês. Ex-chefe de gabinete do presidente deixa campanha de reeleição para evitar respingos. Ferroviários de São Paulo anunciam fim da greve depois de 2 dias. Rússia realiza os ataques mais mortais do ano contra a capital da Ucrânia. Olá para você que tá aqui comigo, eu sou Leandro Gouveia e essa é a segunda edição do podcast Panorama CBN de quarta-feira, 5 de agosto de 2026.
Em menos de meia hora eu te conto as principais notícias do dia. O ex-chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana Ribeiro, pediu nesta quarta-feira para deixar a equipe da campanha à reeleição do presidente Lula. O ex-assessor, conhecido como Marcola, quer focar na própria defesa e evitar desgastes na corrida eleitoral. A decisão acontece um dia depois dele ter admitido o recebimento de R$249 mil da empresária Roberta Luxinger.
Esse valor ainda não tinha sido revelado. Ela é amiga pessoal de Fábio Luiz Lula da Silva, filho do presidente, e responde a investigações da Polícia Federal por suspeita de fraudes em aposentadorias do INSS. Marcola é considerado um homem de extrema confiança do presidente Lula e deixou o governo há duas semanas justamente para atuar no planejamento eleitoral. Em nota enviada na terça-feira, ele declarou que a movimentação foi um empréstimo pessoal de natureza privada e que a dívida já está quitada.
Ele também colocou os sigilos bancário e fiscal à disposição da Justiça para comprovar as afirmações. E o pré-candidato Flávio Bolsonaro finalmente anunciou o candidato a vice na chapa para a presidência da República. E ele não só não conseguiu uma aliança com outro partido, como vinha tentando nos últimos dias, como também não conseguiu uma mulher. O nome escolhido foi o do deputado federal Alfredo Gaspar, do PL de Alagoas. Alfredo Gaspar foi o relator da CPI do INSS, que investigou o esquema de fraudes em aposentadorias, e a escolha foi impulsionada pelas investigações contra um dos filhos do presidente Lula.
Na época da CPI, o deputado chegou a pedir a prisão de Lulinha por suposto tráfico de influência. No discurso nessa quarta, Flávio Bolsonaro ressaltou que Alfredo Gaspar é do Nordeste, região onde o senador enfrenta mais rejeição, e foi promotor, reforçando o discurso da segurança pública.
Alguém já foi promotor de justiça, chefe de Ministério Público do seu estado, alguém que enfrentou e defendeu os nossos aposentados na CPMI do INSS, alguém que pediu a prisão do Lulinha porque tinha culpa no cartório, que alguém que representa o Nordeste fala que a gente vai levar prosperidade para o Nordeste, a gente vai levar saúde para o Nordeste, melhor infraestrutura para o Nordeste. Vai ser o maior programa de dignidade que o Nordeste já viu.
Alfredo Gaspar foi candidato à prefeitura de Maceió em 2020 pelo MDB e perdeu para JHC do PSB. No ano seguinte, foi nomeado pelo governador Renan Filho como secretário de Segurança Pública de Alagoas. Em 2022, se elegeu deputado federal pelo União Brasil e em março desse ano, a convite de Flávio Bolsonaro, migrou para o PL para concorrer ao Senado. Agora candidato a vice, disse que vai atuar no combate à corrupção.
O Brasil estaria muito melhor servido com as senhoras, mas quis Deus e o destino que este momento trouxessem um soldado do Nordeste, alguém que tem boa-fé, sabe o tamanho da responsabilidade, terei lealdade e gratidão. Terei a coragem de enfrentarmos juntos, presidente Flávio, a corrupção, o crime organizado.
Ele se dirigiu aí no discurso às mulheres. Tereza Cristina, por exemplo, estava presente, ela que é do Progressistas, que vai se manter neutro na disputa presidencial. Michele Bolsonaro não compareceu, e a alegação é de que o evento aconteceu no horário de almoço. Sendo que ela precisa cuidar do ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão domiciliar. Alfredo Gaspar é investigado pelo Tribunal de Contas da União pelo envio de R$6 milhões em emendas Pix para uma prefeitura de Alagoas.
Ele também foi alvo de um pedido de investigação da Polícia Federal ao STF em abril desse ano por suspeita de estupro de vulnerável. Gaspar já disse que se submeteu a um exame de DNA para provar que é inocente, e diz que há uma perseguição política pela atuação na CPI do INSS. Em Minas Gerais, o PL confirmou a candidatura do empresário Flávio Roscoy ao governo do estado. O ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais entra na disputa depois que o Republicanos retirou a pré-candidatura do senador Cleitinho Azevedo.
Também em Minas, a federação entre União Brasil e PP pode confirmar a candidatura de Marcelo Haro, que rompeu com o grupo de Romeu Zema e o atual governador Mateus Simões, do PSD. Mateus Simões ainda não tem vice e aguarda a indicação do Novo. Na chapa do candidato Alexandre Kalil, do PDT, o vice vai ser o ex-deputado federal Carlos Moscone, do PSDB. Já o candidato do MDB, Gabriel Azevedo, terá como vice a vereadora de Montes Claros, Maria Helena de Quadros Lopes.
No campo da esquerda, o ex-ministro Os 4 ananias do PT negociam vice com o PSB. E o Instituto Quest divulgou uma nova pesquisa de intenção de voto. O presidente Lula, do PT, mantém a liderança no segundo turno com 44%. O senador Flávio Bolsonaro, do PL, aparece com 39%. A diferença entre os dois caiu de 8 para 5 pontos em um mês. Na comparação com o levantamento do mês passado, Lula oscilou um ponto para baixo. Flávio Bolsonaro subiu 2 pontos, encerrando um período de queda que vinha desde maio.
Como a margem de erro é de 2 pontos, eles variaram dentro dessa margem. No cenário de primeiro turno estimulado, quando os candidatos são apresentados ao eleitor, a diferença entre Lula e Flávio caiu de 12 para 9 pontos. Lula lidera com 39%, Flávio Bolsonaro tem 30%, Renan Santos, do Missão, e Ronaldo Caiado, do PSD, aparecem empatados com 4%. Romeu Zema, do Novo, tem 2%. Na pesquisa espontânea, quando os nomes não são citados, Lula caiu de 26% para 25% e Flávio Bolsonaro subiu de 14% para 18%, fora da margem de erro.
Sobre a mentira que Flávio Bolsonaro contou a respeito das urnas eletrônicas, 68% dos eleitores nem ficaram sabendo das falas. 54% disseram que as declarações não afetam as intenções de voto. E 26% disseram que isso diminui a vontade de votar no senador. O movimento de recuperação do senador vem depois da reconciliação com a madrasta, a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro, pelo menos diante das câmeras. Para 59% dos entrevistados, a retomada da relação foi um fato positivo.
Flávio subiu de 27% para 30% entre os eleitores independentes e passou de 74% para 81% na direita que não se considera bolsonarista. O diretor do Instituto Quest, Felipe Nunes, analisa o impacto dessa aproximação.
Houve uma certa reorganização da direita em torno do Flávio Bolsonaro. Me parece uma consequência das pazes feitas entre Flávio e Michele Bolsonaro. A pesquisa perguntou aos brasileiros sobre isso. Embora nem todo mundo tenha sabido dessa informação, especialmente a direita não bolsonarista e o bolsonarismo ficaram sabendo. E entre esses, a notícia de que eles fizeram as pazes é vista como algo muito positivo. Por outro lado, que mesmo o Lula Lula mantendo a sua vantagem, né, ele continua liderando tanto o primeiro como o cenário de segundo turno, os programas sociais, principalmente o Desenrola, o Imposto de Renda, pararam de fazer efeito marginal.
É, programas do governo federal perderam força na percepção do público. Para dar um exemplo, 68% dos entrevistados disseram que não foram beneficiados pela isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$5.000. Na avaliação geral, o governo Lula tem 48% de aprovação e 47% de desaprovação. No último mês, a rejeição ao presidente subiu para 52%, enquanto a rejeição a Flávio Bolsonaro caiu para 54%. Além disso, 43% dos eleitores avaliaram como ruim a resposta do governo brasileiro ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos. 38% consideram que a resposta foi boa.
A pesquisa ouviu 2.004 brasileiros de 16 anos ou mais entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. O nível de confiança é de 95%, considerando a margem de erro. O registro no TSE é BR-06591/2026. E o presidente Lula chamou de irresponsável e desnecessária a decisão dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luísa Ribeiro Viotti. A declaração foi feita em entrevista ao canal do YouTube Meteoro e ao podcast Três Elementos.
Lula disse que a medida foi impensada para duas nações que mantêm relações diplomáticas há 200 anos e afirmou que ninguém vai interferir nas eleições brasileiras.
Ele tomou essa atitude que eu acho uma atitude irresponsável, impensada para um país que tem 203 anos de diplomacia, de relação diplomática, eu estou dizendo, é necessário. Não dá para ninguém imaginar que vai derrotar o Brasil com mentira. Não dá para ninguém pensar que vai se intrometer de fora aqui para disputar as eleições. Se eles quiserem fazer no outro país, que façam. Aqui no Brasil não vão fazer.
Essa decisão do governo americano foi anunciada na terça-feira. O Departamento de Estado americano alegou que a revogação foi uma resposta à demora do governo brasileiro em conceder o aval diplomático para nomeação do novo embaixador americano no Brasil, Daniel Pérez. Autoridades americanas afirmam que o Brasil sinalizou que a autorização só vai sair depois das eleições presidenciais. A medida contra a embaixadora brasileira não obriga a saída dela do território americano e pode ser revertida assim que o embaixador indicado por Donald Trump for aceito.
A Secretaria de Comunicação da Presidência da República emitiu uma nota classificando a revogação do visto dela como uma medida hostil, motivada por razões ideológicas, e que tenta interferir no processo eleitoral do país. O governo brasileiro afirmou que o pedido de autorização segue em análise, sob sigilo, conforme as regras da Convenção de Viena, e lembrou que os Estados Unidos divulgaram o nome do indicado antes mesmo de formalizar o pedido ao Brasil.
A atitude dos Estados Unidos também acontece 10 dias depois de o Brasil negar visto a 2 funcionários do Departamento de Estado americano que, segundo o jornal Washington Post, tinham a intenção de questionar o sistema eleitoral brasileiro. Sobre a crise com a Argentina, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou como agressivas, descabidas e grosseiras as declarações do presidente Javier Milei. Na terça-feira, o governo brasileiro determinou que a Argentina mantenha apenas um encarregado de negócios na embaixada em Brasília.
O embaixador do Brasil em Buenos Aires também vai permanecer por aqui por tempo indeterminado. A diplomacia brasileira pediu o retorno do embaixador argentino Daniel Raimondi para a Argentina. Em entrevista à rede Net TV e à rádio Perfil, da Argentina, o chanceler brasileiro negou que a decisão de rebaixar as relações diplomáticas com o país vizinho tenha motivação ideológica. Ele destacou que a medida vai responder aos constantes insultos contra as instituições brasileiras.
A educação e o respeito é fundamental. Sem isso não pode haver diálogo. A questão ideológica é totalmente secundária.
O governo de Javier Milei acusou o Brasil de agir por razões políticas e se isolar da região, mas informou nessa quarta-feira que não vai adotar retaliações contra o país. Agora informações da guerra. O Irã disse nessa quarta-feira que chegou a um acordo com o Omã sobre a divisão e administração do Estreito de Ormuz, além do controle tráfego de navios na região. De acordo com o Ministério de Relações Exteriores do Irã, os dois países estão finalizando os detalhes do plano.
A proposta prevê um novo arranjo para a navegação, diferente das rotas usadas antes da guerra. Os navios, por essa proposta, vão entrar no Golfo Pérsico por uma rota sob controle do Irã e sair por uma passagem controlada por Omã, como se fosse uma estrada com pistas de ida e volta. O governo de Omã também sugeriu um mecanismo regional de gestão com contribuições voluntárias de empresas de navegação para cobrir custos de segurança, proteção ambiental e resgates.
Mas isso não é suficiente para garantir a segurança no local. A principal trava continua sendo o bloqueio americano a portos iranianos e a oposição dos Estados Unidos à cobrança de pedágios ou à exigência de autorizações pelo Irã. O governo do país voltou a negar que esteja negociando diretamente com os Estados Unidos. Na terça, em entrevista à Fox News, o presidente Trump disse que as conversas avançaram e afirmou que o Estreito de Ormuz vai ser reaberto muito em breve ou o Irã vai ser atingido com muita força.
As forças americanas informaram que a rota ao sul do estreito, em águas de Omã, segue livre e que já ajudou mais de 1.000 embarcações a cruzar a região. Em outro ponto da guerra, o Exército de Israel fez uma série de ataques aéreos no sul do Líbano. O governo de Israel afirma que a ação vai punir uma violação do cessar-fogo por parte do grupo Hezbollah. A mídia estatal libanesa confirma que a ofensiva deixou 1 morto e 11 feridos.
A tensão acontece um dia depois da reunião de negociação entre os dois países mediada pelos Estados Unidos em Roma. A trégua entre os dois lados foi firmada em junho, mas os ataques pontuais continuam. Em julho, as tropas de Israel tinham começado a sair do sul do Líbano, para transferir o controle das áreas para o exército libanês. O plano previa que os militares do país fizessem o desarmamento do grupo extremista, mas a nova onda de violência volta a colocar o acordo em risco.
Nessa quarta, o petróleo ficou praticamente estável. No momento em que eu gravo, o barril do tipo Brent sobe 0,3%, negociado a US$79. O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo caiu levemente, 0,11% aos 177.696 pontos. O dólar comercial caiu 0,06%, cotado a R$5,12. O euro vale R$5,92, com alta de 0,13%. Na terça-feira, depois da gravação do Panorama, o Conselho Nacional de Justiça, o CNJ, decidiu afastar a juíza Gabriela Hart, substituta de Sérgio Moro na Operação Lava Jato, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
Por 11 votos a 4, o CNJ decidiu aplicar a pena de disponibilidade. Quer dizer que ela vai ficar afastada das funções por 2 anos, com salário proporcional ao tempo de serviço. O afastamento aconteceu por causa da homologação de um acordo entre a Petrobras e o Ministério Público Federal quando a juíza era substituta na 13ª Vara Federal de Curitiba. O acordo previa o pagamento de uma multa por parte da Petrobras depois das investigações da Lava Jato.
O Supremo Tribunal Federal vetou a decisão em março de 2019, depois de entender que o Ministério Público não tinha competência para receber esse dinheiro. O relator do processo no CNJ, Rodrigo Badaró, afirmou que a juíza atuou sem conduta de segurança. A decisão final acompanhou o voto do relator, enquanto 4 conselheiros votaram para aplicar a punição de 1 ano, incluindo o presidente do CNJ e do STF, Edson Fachin. Em São Paulo, os ferroviários decidiram encerrar a greve que afetava 3 linhas de trem.
A votação teve a participação de cerca de 100 trabalhadores e 25 votaram por manter a paralisação, mas a maioria decidiu voltar ao trabalho. E o encerramento da greve foi condicionado a um acordo com o governo do estado. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, prometeu enviar para a Assembleia Legislativa um projeto de lei que garante a manutenção dos empregos dos ferroviários que atuam em linhas concedidas para a iniciativa privada.
O texto vai prever a absorção desses funcionários por outras empresas estaduais. Se o projeto não for enviado até a data limite, a categoria promete retomar a greve no dia 19 de agosto. Falando agora de outra guerra, a Rússia fez um ataque intenso com mísseis balísticos e drones contra a Ucrânia, matando pelo menos 21 pessoas. À noite, teve os ataques mais mortais do ano na capital Kiev e na região ao redor, onde 17 mortes foram confirmadas.
Os bombardeios também deixaram um morto em Kharkiv, e 3 em Donetsk. Os sistemas de defesa aérea conseguiram interceptar 98 drones, mas nenhum dos mísseis. O prefeito de Kiev disse que prédios residenciais, armazéns e uma estação de trem foram atingidos, e que os bombeiros tentavam combater incêndios e resgatar pessoas presas sob os escombros. O Ministério da Defesa da Rússia confirmou os bombardeios e alegou que o alvo foram centros de suprimentos militares, fábricas de drones e 3 navios de carga no Mar Negro.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, voltou a cobrar os aliados ocidentais por mais mísseis de defesa de fabricação americana. Zelensky disse que a entrega desse tipo de armamento foi significativamente reduzida esse ano e que o atraso nos repasses custa vidas humanas. Uma análise da BBC com dados da Força Aérea da Ucrânia mostra que a taxa de interceptação de mísseis caiu de 66% no ano passado para 44% agora, sendo que no mesmo período o lançamento de mísseis russos subiu 83%.
Enquanto isso, a Ucrânia também intensificou os ataques contra a infraestrutura russa. Um drone ucraniano atingiu um armazém de comércio eletrônico, deixando um ferido. Nos últimos dias, ataques com drones ucranianos mataram 5 pessoas na região de Moscou e 7 pessoas em uma praia. Em outra frente de apoio, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a União Europeia arrecadou 1,4 bilhão de euros a partir de juros de ativos russos congelados, e o dinheiro vai ser repassado diretamente para ajudar na defesa e na reconstrução da Ucrânia.
Na Alemanha, o aeroporto de Leipzig teve que ser fechado depois de dois incidentes com drones. Em um dos casos, as autoridades encontraram um drone com explosivos perto de um avião de carga da Ucrânia. O veículo não tripulado foi desativado por um robô da polícia. Pouco antes, um avião de passageiros da empresa de logística DHL bateu em um objeto desconhecido enquanto arremetia. A aeronave teve danos leves e conseguiu pousar em segurança na cidade de Hanover, em uma base que é usada pela OTAN, a aliança militar do Ocidente, e para enviar cargas aos ucranianos.
A Alemanha e outros países europeus que apoiam a Ucrânia na guerra contra a Rússia vêm registrando sobrevoos de drones em locais estratégicos, como bases e aeroportos, e apontam a responsabilidade de Moscou em alguns dos episódios. Na Rússia, o fundador de uma fábrica russa de drones ficou gravemente ferido depois da explosão do carro onde ele estava. Ele é o dono da empresa que produz drones que são controlados por visão remota e são usados pelas forças da Rússia na guerra contra a Ucrânia.
Ele já foi fotografado ao lado do presidente Vladimir Putin durante a apresentação dos drones. E o ataque acontece poucos dias depois de outro caso parecido. Na semana passada, o diretor de uma fabricante concorrente de drones também ficou ferido ao ser alvo de tiros. As autoridades russas dizem que foi uma tentativa de assassinato. Desde o início da invasão à Ucrânia, em 2022, o governo ucraniano vem acumulando acusações de realizar atentados contra nomes do setor de defesa e das forças armadas da Rússia.
No México, o influenciador César Gastelum foi morto a tiros enquanto fazia uma transmissão ao vivo. Ele tinha 25 anos, tinha quase 600 mil seguidores no TikTok e gravava vídeos de comédia. Segundo a BBC, Gastelum exibia carros de luxo e joias em conteúdos que faziam referência ao universo do narcotráfico. O crime aconteceu em frente a um restaurante de fast food. No vídeo da transmissão, um motociclista aparece disparando contra o influenciador.
A região de Culiacã enfrenta uma onda de violência provocada pela disputa entre facções rivais do crime organizado. E antes da última notícia, convido você a mandar mensagem para o Panorama. Meu email é leandro.gouveia@cbn.com.br. No Instagram é só procurar por @leraizgouveia e não esquece de escrever seu nome. E de onde você tá ouvindo. Agradeço a todos que mandaram mensagem parabenizando pelo primeiro ano como titular do Panorama.
Foram várias mensagens mesmo na caixinha de comentários. A Akemi Iguchi de São Paulo escreveu: lembro que quando começou com seus trocadilhos, vira e mexe caía na gargalhada no meio do metrô voltando para casa. Obrigada pelos momentos de descontração na pitada certa, mesmo em meio a tantas notícias às vezes pesadas. Obrigado, Akemi, pela mensagem. Também o Tom Girami de Salvador falou que quando é bom passa rápido, né, esse um ano que foi muito rápido mesmo.
Também outras mensagens do Alessandro Alves, Thaísa Lisboa, Paula, Carlos Torres, Sandra de Ipatinga, Minas Gerais, Giovana Toledo e Leonardo Barcelos. No Instagram, o Rogério Lima mandou mensagem direto de Macapá, no Amapá. Um forte abraço, excelente trabalho. Muito obrigado, Rogério. E se você acompanha o Panorama, Tira 10 segundinhos aí no Spotify, clica nos três pontinhos, vai em avaliar e dá 5 estrelas pro podcast. Falando em estrelas, vamos pro mundo da Lua?
A Lua, quando ela roda, é nova, crescente ou meia-lua, é cheia. E quando ela roda, minguante e meia, depois é Lua novamente. Porque o segundo estágio de um foguete da empresa americana SpaceX bateu na superfície da Lua na madrugada dessa quarta-feira. Essa estrutura tem 4 toneladas e 14 metros de comprimento e atingiu a Lua a uma velocidade de 8.700 km/h. Ele tava no espaço lá desde janeiro do ano passado, porque a SpaceX lançou o foguete como parte de uma missão conjunta dos Estados Unidos e do Japão para levar 2 módulos de pouso lunar.
Parte do foguete é reutilizável e projetada para voltar para Terra, mas partes do foguete se desprendem no espaço e permanecem por lá presas em órbita, a menos que colidam com outros corpos celestes. E a NASA informou que a trajetória em direção à Lua foi causada pela força da gravidade e pela atividade do Sol, sem oferecer qualquer risco para Terra. A expectativa dos cientistas agora é que a colisão tenha formado uma cratera de 18 metros de diâmetro, e a poeira levantada no impacto vai ajudar a identificar se existe água congelada na região, uma informação essencial para a criação de futuras bases lunares.
Ao som de MPB 4, nós vamos terminando esta edição do Panorama, que teve a produção e o roteiro feitos por mim, Leandro Gouveia, e a edição e a sonorização por Anderson Wendel, o Tico. A próxima edição chega às plataformas por volta das 7 da manhã com Bianca Santos, e eu volto na sequência.
Até lá!