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A resposta de Lula para Milei, trégua na guerra e a estreia da turnê da Xuxa

27 de julho de 202625min
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Ministro da Fazenda chama presidente da Argentina de palhaço e Lula ironiza: “quem é esse cara?”. Brasil e Coreia do Sul fecham acordo em área de minerais críticos. Petróleo cai no terceiro dia sem bombardeios no Oriente Médio. Romeu Zema critica Judiciário e defende prisão na Amazônia em convenção do partido Novo. Teatros de Manaus e Belém se tornam Patrimônio Mundial da Unesco.

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Participantes neste episódio8
L

Leandro Gouveia

HostJornalista
D

Dario Durigan

ConvidadoMinistro da Fazenda
G

Guilherme Boulos

ConvidadoSecretário-geral do governo federal
L

Lauro Jardim

ComentaristaJornalista
M

Miriam Leitão

ComentaristaJornalista
R

Romeu Zema

ConvidadoEx-governador
V

Vera Magalhães

ComentaristaJornalista
X

Xuxa Meneghel

ConvidadoApresentadora e cantora
Assuntos8
  • Argentina e reformas de MileiJavier Milei · Declarações ofensivas · Repulsa do governo brasileiro · Novo embaixador dos EUA no Brasil · Posição do Ministério da Fazenda
  • Turnê de despedida da XuxaO Último Voo da Nave · Estreia da peça Matilde · 41 anos de carreira
  • Acordo Brasil-Coreia do SulMinerais críticos · Transição energética · Indústria de tecnologia · Parcerias aeroespacial e de energia
  • Eleições ParanáTensão EUA-Irã · Dr. Daniel Santos · Helder Barbalho · Mauro Cid
  • Eleições Rio de JaneiroO Senhor dos Anéis · Cajado Filho · UBS na Rua · Saída de Bolsonaro da UTI · Concessão Galeão
  • Partido Novo· PoliticaRepercussão da declaração de Romeu Zema · Críticas ao Judiciário · Defesa de prisão na Amazônia · Privatização de estatais
  • Guerra no Oriente MédioTrégua e suspensão de ataques · Queda do preço do petróleo · Diplomacia e negociações · Irã · Ucrânia
  • Patrimônios mundiais da UNESCOTeatro Amazonas · Teatro da Paz · Desmatamento Amazonia
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LGLeandro Gouveia

Em destaque no Panorama CBN: Ministro da Fazenda chama presidente da Argentina de palhaço e Lula ironiza: Quem é esse cara? Brasil e Coreia do Sul fecham acordo em área de minerais críticos. Petróleo cai no terceiro dia sem bombardeios no Oriente Médio. Romeu Zema critica Judiciário e defende prisão na Amazônia em convenção do Partido Novo. Teatros de Manaus e Belém se tornam patrimônio mundial da UNESCO. Olá para você que tá aqui comigo, eu sou Leandro Gouveia e essa é a segunda edição do podcast Panorama CBN de segunda-feira, 27 de julho de 2026.

Em menos de meia hora, eu te conto as principais notícias do dia. Continuamos falando da crise diplomática com a Argentina depois da participação do presidente Javier Milei na convenção partidária do PL, em que ele ofendeu o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Ainda no domingo, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, recebeu o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, no Palácio do Itamaraty.

Para transmitir a repulsa do governo brasileiro às declarações do presidente argentino. Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores classificou o episódio como sem precedentes e lamentou o ataque feito por um líder de uma nação com a qual o Brasil mantém 203 anos de relações e parceria comercial. Como sinal de protesto, o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Júlio Bittelli, foi chamado de volta a Brasília para consultas.

Nessa segunda-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, também se perdeu no personagem. Em entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco, o ministro se excedeu ao rebater os ataques à economia brasileira.

?Voz B

O palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil ontem e falou de Brasil quando o risco país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais alta, a inflação lá é muito mais alta. Então assim, não dá para considerar, não dá para entrar na onda dessas pessoas que dizem que vai virar o apocalipse, que vai ter problema, porque o Brasil ele tá com mínima de desemprego, mínima de inflação, recorde em balança comercial.

LGLeandro Gouveia

Ministro da Fazenda não foi o único membro do governo a reagir a Javier Milei. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, disse que o presidente argentino é uma caricatura patética e um puxa-saco de Donald Trump. Apesar dessas falas, a recomendação geral no governo é de não responder Milei na mesma moeda. Tanto que, quando questionado no fim da tarde já dessa segunda-feira, o presidente Lula respondeu com ironia: Quem é esse cara?

E os adversários de Flávio e Lula na eleição também se colocaram contra a interferência externa. O candidato à presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, disse que a agressividade de Milei não acrescenta em nada. A inadmissível ingerência de qualquer outro país na sua campanha eleitoral, até porque faz parte da liturgia de um O candidato do Novo, Romeu Zema, disse que Milei foi deselegante e que a fala configura uma tentativa de interferência no Brasil.

A imprensa argentina destacou que os ataques de Javier Milei aumentaram a tensão entre os dois países. O Clarim deu ênfase ao fato de que o governo brasileiro chamou o embaixador em Buenos Aires para consultas que é um sinal diplomático bem importante. O La Nación publicou que integrantes do governo argentino descartaram um pedido oficial de desculpas pelas declarações de Milei. O ex-presidente da Argentina, Alberto Fernández, que foi citado por Milei no discurso por ter sido autorizado a visitar Lula na cadeia em 2018, chamou o atual presidente de energúmeno.

Fernández disse que foi a Curitiba exigindo a liberdade de um inocente e que Bolsonaro está preso por promover um golpe de Estado. Ele acrescentou que insultar o presidente de um país irmão e principal sócio comercial não tem perdão. E o governo da China divulgou uma nota afirmando que apoia o Brasil na defesa da soberania e da independência e que é contra a interferência externa, claro aí citando também os Estados Unidos. A publicação aconteceu poucas horas depois de uma conversa por telefone entre o presidente Lula e o presidente da China, Xi Jinping.

Uma ligação que aconteceu na noite de domingo e durou mais de uma hora. Os dois concordaram em acelerar as negociações para um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a China. Reforçaram a intenção de ampliar parcerias em setores de alta tecnologia, como inteligência artificial, satélites, minerais críticos e comércio de fertilizantes. A ligação aconteceu no mesmo dia em que o presidente Lula publicou um artigo no jornal norte-americano The Washington Post, em que afirmou que o governo não vai aceitar tentativas de usar a relação econômica para pressionar o país por motivos políticos ou para influenciar as eleições, em referência ao tarifação.

A comentarista de economia da CBN, Miriam Leitão, analisou a possibilidade de um acordo entre Mercosul e China nesse momento de relações estremecidas com a Argentina e os Estados Unidos.

?Voz D

Essa conversa e essa conversa sobre negociação entre Mercosul e China, um acordo entre Mercosul e China, acontece num momento mais mais alto da tensão entre Brasil e Argentina por causa da vinda do presidente Javier Milei ao Brasil. É recebido por São Paulo pelo governador de São Paulo como se São Paulo fosse um estado à parte e não um estado federado do Brasil. Então nesse momento não tem diálogo. E nesse momento ele vai, ele conversa com Xi Jinping.

Aí você pode falar, mas Então, a conversa foi perdida? Não, não foi perdida. Primeiro porque tem muita coisa para conversar entre Brasil e China. A relação entre Brasil e China é intensa, tem muitas questões, e esse episódio pode ser superado pela diplomacia. Mas tá certo ficar sempre em contato com todos os países e procurar alternativas ao mercado americano cada vez mais fechado para todo mundo, né? E muito fechado para o Brasil, porque no Brasil tem um componente político-eleitoral da tentativa do governo Trump de interferir no processo eleitoral brasileiro.

LGLeandro Gouveia

E nessa segunda-feira, os governos do Brasil e da Coreia do Sul anunciaram a retomada das negociações para um acordo de livre comércio entre o país asiático e o Mercosul. Foi durante a visita do presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, a Brasília. Brasil e Coreia assinaram uma série de acordos. O principal destaque é a parceria em toda a cadeia de minerais críticos, fundamentais para a transição energética e a indústria de tecnologia.

Os dois países também fecharam acordos nas áreas aeroespacial, de energia, educação e esportes. Informações da guerra, felizmente, com mais um dia sem ataques. Tem sido assim desde o fim de semana, depois de duas semanas de bombardeios intensos. Em entrevista à emissora israelense N12, o presidente americano Donald Trump afirmou que deu uma chance para a diplomacia, a pedido de países mediadores, mas avisou que se as conversas não funcionarem, os Estados Unidos vão voltar com ações militares muito decisivas.

O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, disse à emissora Fox News que Washington quer dar margem de manobra para as negociações. Reportagens do jornal New York Times e do site Axios apontam outra razão: a preocupação com o estoque baixo de mísseis interceptadores americanos na região. Do outro lado, o governo iraniano nega qualquer mesa de negociação direta aberta. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, declarou que Teerã só interrompeu as ações porque os americanos pararam de bombardear.

Para completar a crise, o Irã abriu uma nova frente de tensão ao ameaçar a Ucrânia. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, disse que o ataque ucraniano a um navio iraniano no Mar Cáspio, que matou um marinheiro, vai ter resposta. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou a operação e afirmou que a embarcação transportava carga militar para a Rússia. O petróleo deu uma folga na sequência de altas com a suspensão desses ataques.

No momento em que eu gravo, O barril do tipo Brent tem queda de mais de 6%, negociado a US$85. Ainda assim, desde o recomeço do conflito, a alta acumulada é de mais de 20%. O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo subiu 0,8%, aos 175.431 pontos. O dólar comercial subiu 0,6%, cotado a R$5,11. O euro vale R$5,81, com alta de 0,6%. E o vice-presidente do Conselho de Administração da Vale, Marcelo Gasparino, renunciou ao cargo de conselheiro.

A carta de renúncia foi enviada 5 dias depois de a mineradora anunciar que convocaria uma assembleia extraordinária para votar a destituição dele. Gasparino é acusado de vazar informações confidenciais da reunião do Conselho do dia 19 de junho. Na semana passada, numa assembleia virtual, Manuel Oliveira foi eleito o novo presidente do Conselho da Vale, derrotando a candidatura do próprio Gasparino. Tivemos mais convenções partidárias e nessa segunda-feira o Partido Novo oficializou o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, como candidato à presidência da República.

Zema chegou à convenção sem um nome definido para a vaga de vice. Nos últimos dias, Ele confirmou conversas iniciais com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Zema pretende se encontrar com ele até a semana que vem, antes de definir o posto. Mas ele não descarta, não, uma chapa com dois nomes do próprio Partido Novo. Durante o discurso, Zema fez críticas ao PT e a integrantes do Judiciário. Declarou que três ministros do Supremo, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, deveriam sofrer processo de impeachment.

Em razão de desdobramentos do escândalo do Banco Master. E ele falou se dirigindo a Deltan Dallagnol, ex-procurador da Lava Jato, que por enquanto tá inelegível. Brasil no setor público, Deltan, você sabe muito bem, carece de bons exemplos. Nós temos aqui o contrário, como essas aberrações que têm acontecido no Supremo Tribunal Federal. E ninguém aguenta mais 4 anos de Lula Entre as propostas para o Judiciário, o ex-governador defende idade mínima de 60 anos para indicação ao Supremo, além de escolha por meio de uma lista tríplice.

Na área econômica, prometeu privatizar empresas estatais, até mesmo a Petrobras. Para a segurança pública, defendeu classificar facções criminosas como organizações terroristas e sugeriu construir um presídio na Amazônia para abrigar lideranças do crime organizado. E a campanha presidencial vai ter uma mudança na estratégia financeira do partido novo. Sempre crítico do uso de verbas públicas, agora vai usar pela primeira vez o fundo eleitoral.

O partido dispõe de cerca de R$80 milhões e vai direcionar boa parte para a candidatura de Zema. O Instituto Quest divulgou novas pesquisas sobre as eleições para o governo do Rio de Janeiro, do Paraná e do Pará. Antes de qualquer coisa, eu já te explico que a margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. E o nível de confiança é de 95%. No Rio, se as eleições fossem hoje, o ex-prefeito da capital, Eduardo Paes, do PSD, venceria em primeiro turno em todas as simulações.

No cenário principal, Eduardo Paes lidera com 38% das intenções de voto. Em segundo lugar, aparecem empatados o ex-governador Antony Garotinho, do Republicanos, e o deputado estadual Douglas Ruas, do PL, os dois com 10%. O vereador William Siri, do PSOL, marca 2%. Outros 5 pré-candidatos somam 1% cada. Indecisos chegam a 19%, enquanto brancos, nulos e os que declaram que não vão votar somam 16%. E aí, como a soma dos adversários não alcança a pontuação de Eduardo Paes, ele venceria ainda na primeira etapa.

Um eventual segundo turno daria a vitória para Eduardo Paes contra Antônio Garotinho, por 48,18%, contra Douglas Ruas, o ex-prefeito, soma 52%, contra 16% do deputado. Para o Senado no Rio, a corrida pelas duas vagas é liderada pela deputada federal Benedita da Silva, do PT, com 11%, e na sequência vem o ex-prefeito Marcelo Crivella, do Republicanos, com 8%. O levantamento avaliou ainda a gestão estadual. A desaprovação do ex-governador Cláudio Castro, do PL, subiu para 54%, Enquanto a aprovação caiu para 28%.

É a marca mais baixa registrada desde fevereiro do ano passado. O governador interino, Ricardo Couto, é aprovado por 34% dos entrevistados e desaprovado por 25%. Outros 41% não souberam ou não responderam. A pesquisa Genial Quest ouviu 1.200 pessoas presencialmente no estado do Rio entre os dias 21 e 25 de julho. A pesquisa está registrada com o código RJ-02671, No Paraná, o senador Sérgio Moro, do PL, aparece na liderança com 39% das intenções de voto no primeiro turno.

Em seguida, vem o deputado estadual Requião Filho, do PDT, com 19%, o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, do MDB, com 12%, e o deputado federal Sandro Alex, do PSD, com 8%. Com uma margem de erro de 3 pontos, Moro tem percentual igual ou superior à soma dos adversários, o que indica chance de vitória no primeiro turno. Nas simulações de segundo turno, Moro vence em todos os cenários. Pesquisa mostra ainda que a aprovação do governo de Ratinho Júnior, do PSD, é de 81%.

Os que desaprovam são 13%. Na disputa pelo Senado, Álvaro Dias, do MDB, lidera com 20%. Depois aparecem Alexandre Cury, do Republicanos, com 10%, Deltan Dallagnol, do Novo, com 10%, Gleisi Hoffmann, do PT, com 10%, e Felipe Barros, do PL, com 8%. O levantamento ouviu 1.104 eleitores entre os dias 21 e 25 de julho e está registrado na Justiça Eleitoral sob o código PR-04818/2026. E no Pará, a pesquisa mostra mudanças. A atual governadora, Hanna Ghassan, do MDB, lidera com 24% das intenções de voto.

Em comparação com o estudo anterior, ela subiu 5 pontos percentuais. Em segundo lugar, está o ex-prefeito de Ananindeua, Dr. Daniel Santos, do Podemos, com 20%. Na pesquisa passada, ele tinha 22%, o que representa uma variação dentro da margem de erro. Em uma simulação de segundo turno, a disputa fica empatada na margem de erro. A governadora subiu de 29% para 36%, enquanto o ex-prefeito oscilou de 34% para 35%. Na disputa pelo Senado, o ex-governador Hélder Barbalho, do MDB, lidera com 21%.

O delegado Éder Mauro, do PL, tem 14%. O governo de Rana Gassan, que assumiu depois da saída de Hélder Barbalho, é aprovado por 49% dos entrevistados. O ex-governador é aprovado por 66%. A pesquisa entrevistou 900 pessoas no Pará entre os dias 21 e 25 de julho. O registro na Justiça Eleitoral É PA-04548/2026. Vamos aos nossos analistas. O comentarista Lauro Jardim chamou a atenção pro potencial de crescimento de Douglas Ruas, do PL, no Rio de Janeiro, que ainda é desconhecido por 70% do eleitorado e é o candidato de Flávio Bolsonaro.

Enquanto isso, no Paraná, o candidato do governador Ratinho Júnior, que é muito bem avaliado, você ouviu aí, ainda é pouco conhecido. Sandro Alex, está só no 4º lugar. Quando os nomes dos pré-candidatos nem são apresentados, 83% dos paranaenses dizem que ainda não sabem em quem votar. E tem mais.

?Voz C

Faltam 69 dias para eleição, mas a maioria dos entrevistados no Rio, no Paraná e também no Pará dizem que podem mudar os seus votos para os governos estaduais até o dia da eleição. No Rio, esse percentual é de 55%, no Paraná de 64%, e no Pará de 68% que responderam que a escolha que eles fizeram hoje não é definitiva. Em resumo, nesses 3 estados nada pode ser dado como definido, ainda que existam inegavelmente favoritos para chegar ao segundo turno, como no caso, por exemplo, do Eduardo Paes no Rio e do Sérgio Moro no Paraná. Mas tem muita água ainda para rolar, esse jogo só tá começando a ser jogado.

LGLeandro Gouveia

E os pesquisadores da Quest também perguntaram aos eleitores em quem eles vão votar para presidente. E no Rio de Janeiro, que é o segundo maior colégio eleitoral do país, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados. Num eventual segundo turno, Flávio tem 38 e Lula tem E é uma situação nova para o presidente no Rio, como apontou a apresentadora e comentarista Vera Magalhães.

VMVera Magalhães

O PT vem perdendo para o bolsonarismo lá, perdeu em 2018, perdeu em 2022, e agora o Lula na largada com uma situação um pouco mais confortável quando enfrenta o filho do Bolsonaro e não o próprio Bolsonaro. Então pode ser que seja pelo fato do Flávio ser mais desconhecido, pelas dificuldades que ele tá tendo nesse início da campanha, mas também pode estar, Lula pode estar sendo impulsionado de alguma maneira pela aliança com o Eduardo Paes.

Eduardo Paes não tá fazendo assim muita questão de dizer que é o candidato do Lula, mas eles são aliados e isso pode estar ajudando a candidatura do Lula num estado que nunca foi bom para o PT em eleições presidenciais.

LGLeandro Gouveia

Falando de saúde, o número de novos casos de HIV no mundo caiu quase 43% desde 2010. No ano passado, foram registrados 1,2 milhão de contágios. Apesar da queda, o resultado está abaixo do necessário para eliminar a AIDS como ameaça até 2030. E na contramão global, o Brasil está entre os 21 países onde os casos subiram mais de 20%. Em 2024, o país teve 39 mil novas infecções. O avanço na América Latina se deve à desigualdade e ao preconceito.

A situação global ainda vai piorar com o corte de 18% nos recursos internacionais, motivado por reduções na ajuda americana pelo presidente Donald Trump. Aqui no Brasil, o Teatro Amazonas, em Manaus, e o Teatro da Paz, em Belém, agora são patrimônio mundial da UNESCO. A decisão saiu na madrugada desta segunda-feira durante reunião do comitê na Coreia do Sul. Inaugurados no século 19, no auge do ciclo da borracha, os espaços foram inscritos de forma conjunta como Teatros da Amazônia.

Eles foram construídos com inspiração europeia, mas com materiais e detalhes da floresta. Com a decisão, o Brasil passa a ter 26 locais na lista da organização. O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou que vai romper as relações diplomáticas com os governos de Cuba e da Nicarágua logo no primeiro dia do mandato, em 7 de agosto. O novo líder colombiano disse que não vai manter laços com o que chamou de tiranias.

Espriella também planeja abrir uma embaixada colombiana em Jerusalém para retomar a aliança histórica com os israelenses na área de segurança. O atual presidente da Colômbia, Gustavo Petro, rompeu relações com Israel em 2024 por causa da guerra na Faixa de Gaza. A mudança de embaixadas para Jerusalém é um tema sensível no Oriente Médio porque os palestinos reivindicam a parte oriental da cidade como capital de um futuro Estado.

Na Europa, os incêndios florestais ganham força com a chegada de uma nova onda de calor nesta semana, afetando principalmente a França e a Espanha. Os termômetros devem chegar aos 40 graus em várias regiões a partir de quarta-feira, Em Madrid, as máximas devem chegar aos 39°C nos próximos dias. Mais de 360 mil pessoas já tiveram que sair de casa nos dois países. Só na França são mais de 250 mil, com grandes focos em Landes e na região de Gironde, onde as chamas avançam em direção à área metropolitana de Bordeaux.

Mais de 116 mil hectares de vegetação já queimaram na França desde o início do ano, um número bem superior aos 70 mil registrados em todo o ano passado. Na Espanha, os deslocamentos forçados já passam de 116 mil pessoas. E antes da última notícia, convido você a mandar mensagem para o Panorama. Meu email é leandro.gouveia@cbn.com.br. No Instagram, é só procurar por Reis Gouveia. E não esquece de escrever seu nome e de onde você tá ouvindo.

A Rádio Paraguaçu é genial, que trabalho, meus amigos, falou Jean Pietro do Rio de Janeiro. Gostei do novo nome dado à Rádio Sucupira Paraguaçu. É o prefeito Odorico Paraguaçu, né, Jean? Um abraço para você, obrigado pela participação. Ele deixou o comentário na caixinha do Spotify na sexta-feira. Faça isso também se você quer começar todos os seus dias bem informado. Não esquece de seguir o Panorama também aí no seu aplicativo Assim o episódio novo já aparece para você assim que for publicado.

Agora só os baixinhos, hein? Foi o assunto do fim de semana, você deve ter visto algum vídeo no seu Instagram, né? A apresentadora e cantora Xuxa Meneghel começou a turnê de despedida o último voo da nave. A estreia aconteceu na noite de sábado no estádio Nubank Park em São Paulo e reuniu 50 mil pessoas, ingressos esgotados. E ela saiu da nave mesmo, que sobrevoou o estádio presa em cabos. Uma nave de 400 toneladas, aliás, uma nave de 400 kg produzida na Holanda com tecnologia de última geração.

Foi impressionante, ela saiu de dentro da nave. O show foi dividido em 6 atos com 37 músicas que relembraram os 41 anos da carreira musical que começou em 1985. E com 63 anos, ela brincou durante o show com a idade quando ela tava colocando uma peruca de chuquinha.

XMXuxa Meneghel

Eu tô fazendo tudo que vocês queriam, vocês queriam me ver de cabelo de novo, não reclama não, tá? Depois eu não vou mais fazer. Respeitem minha idade, porque a Todos vocês nessa hora, ele tá fazendo crochê e eu tô aqui de chupinha para vocês. E se alguém falar, a Xuxa, aquela velha, é uma puta de fora, importa chupinha, é por causa de vocês. Aproveita que eu não vou mais fazer isso, hein? É, ó, o último voo da véia.

LGLeandro Gouveia

O último voo da véia, ela falou. E foi um showzaço, viu? Padrão internacional. E a turnê vai passar por capitais como Curitiba em 26 de setembro, Belo Horizonte em 14 de novembro e Rio de Janeiro em 20 de dezembro. Mas antes disso, Xuxa volta ao palco em São Paulo na próxima sexta-feira, dia 31 de julho. E o Panorama Só pra Baixinhos vai ficando por aqui. A produção e o roteiro foram feitos por mim, Leandro Gouveia, e a edição e a sonorização por Anderson Wendel, o Tico.

A próxima edição do Panorama chega às plataformas por volta das 7 da manhã com Gabriel Freitas e eu volto na sequência. Até lá!

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