Episódios de Panorama CBN

Trabalho nos feriados; Flávio Bolsonaro vs. urnas; e lançamento de Marília Mendonça

22 de julho de 202630min
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Na edição da manhã do Panorama CBN desta quarta-feira, você vai entender a nova regra que exige convenção coletiva para a abertura da maior parte do comércio nos feriados. A gente também te conta como Flávio Bolsonaro repetiu diante de diplomatas uma mentira contada pelo pai, Jair Bolsonaro, sobre as urnas eletrônicas. E ainda, no dia em que Marília Mendonça faria 31 anos, uma música inédita é lançada e a trajetória da cantora ganha documentário e exposição.

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Participantes neste episódio2
L

Leandro Gouveia

HostJornalista
P

Pedro Bonnenberger

ConvidadoJornalista
Assuntos6
  • Flávio Bolsonaro e urnas eletrônicasConfronto com Flaviano · Comunicação sobre Urnas Eletrônicas · Smartmatic · Mascote da Justiça Eleitoral
  • Lançamento de música inédita de Marília MendonçaMaria Gaetana Agnesi · Música de abertura com Lupa · Prime Video · Museu da Imagem e do Som
  • Comércio em feriados na FrançaComércio · Convenção coletiva · Ministério do Trabalho e Emprego
  • Tarifas Americanas BrasilEstados Unidos · Brasil · Donald Trump e a NASA · Comércio internacional
  • Violência EscolarDenúncias · Violência doméstica · Disque 100
  • Políticos do PL· PoliticaConfronto com Flaviano · TDAH · Trindade Cristã · Javier Milei
Transcrição22 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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?Voz 1

Em destaque no Panorama CBN: mudou a regra para quem trabalha no comércio durante os feriados. A abertura das lojas agora depende de acordo entre patrões e trabalhadores. Flávio Bolsonaro repete uma mentira sobre as urnas diante de diplomatas, além de não conseguir fechar a chapa presidencial e ainda enfrentando uma crise pública dentro da própria família. Começou a valer o tarifácio de 25% dos Estados Unidos contra a parte dos produtos brasileiros.

E no dia em que Marília Mendonça faria 31 anos, uma música inédita devolve ao público uma das vozes mais marcantes do Brasil. Hoje é quarta-feira, dia 22 de julho de 2026, e o Panorama CBN já tá no ar. Olá, para você que já tá aqui comigo, eu sou Gabriel Freitas. A partir de agora a gente passa pelas principais notícias dessa quarta-feira. Tem economia, política, mudanças nas relações de trabalho, né, previsão do tempo, muito esporte também.

E você também participa do panorama, né, manda sua mensagem, seu comentário, seu recado pelo meu email gabriel.freitas@cbn.com.br. .com.br e no meu Instagram também. É só procurar lá por @gabafreitas. Não esquece de dizer o seu nome, de onde você tá ouvindo, que eu destaco a sua mensagem no ar. Então bora saber o que vai ser notícia nessa quarta-feira. E a gente já começa com a nossa trilha de economia, porque se você tem algum comércio, pretende abrir um ou trabalha num estabelecimento comercial aqui no país, Tem uma mudança importante sobre os feriados, viu?

Depois de quase 3 anos de debates entre governo, patrões e trabalhadores, uma nova portaria do Ministério do Trabalho já tá valendo. Pra maior parte do comércio abrir no feriado, agora é preciso ter autorização em convenção coletiva, negociada entre os sindicatos dos trabalhadores e dos empregadores. O comerciante não pode mais decidir sozinho abrir as portas e convocar os funcionários. É nessa negociação que vão ser definidas as escalas, as folgas, as compensações e outros benefícios pra quem trabalhar no feriado.

E tem um detalhe importante pra mercados, supermercados e hipermercados. Esses estabelecimentos não entraram na lista de atividades liberadas. Portanto, também precisam de convenção coletiva. Além do acordo entre os sindicatos, o comércio precisa respeitar as regras de funcionamento de cada município. Nas cidades em que não houver sindicato de uma das categorias, a negociação pode ser feita com a federação ou a confederação correspondente.

Algumas atividades continuam com autorização permanente, hein? É o caso de padarias, farmácias, floriculturas, salões de beleza, postos de combustíveis, comércio de gás, hotéis, bares, restaurantes, feiras livres, lavanderias e funerárias. A mudança vale só para os feriados também, bom deixar isso muito claro. O trabalho aos domingos continua seguindo as regras que já estavam previstas em lei. Para a maior parte do comércio, a abertura no feriado agora então precisa ser combinada antes entre patrões e trabalhadores através dos sindicatos.

E olha, 4 anos depois de Jair Bolsonaro usar uma reunião com embaixadores para atacar as urnas eletrônicas, o filho repetiu o roteiro. Flávio Bolsonaro levou a representantes de mais de 40 países Uma mentira que a Justiça Eleitoral já desmentiu de forma bem clara. Ele associou as urnas usadas aqui no Brasil à empresa venezuelana Smartmatic. Essa ligação não existe. A empresa nunca forneceu urnas e nem programas de votação pras eleições brasileiras.

Ainda assim, o pré-candidato do PL repetiu a mentira diante de 20 embaixadores e outros diplomatas num evento privado que aconteceu em Brasília. E o ambiente escolhido torna esse episódio ainda mais grave, porque foi diante de representantes estrangeiros que Jair Bolsonaro lançou suspeitas sem provas sobre o sistema eleitoral, isso em 2022. Aquele discurso levou à condenação do ex-presidente por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

Agora, Flávio Bolsonaro citou um relatório da CIA sobre uma eleição na Venezuela pra tentar lançar desconfiança sobre um sistema que não tem relação com a empresa mencionada por ele. O documento aponta que a Smartmatic teria participado de um plano do governo da Venezuela pra fraudar as eleições no país em 2012. Só que tem uma diferença aí que a gente precisa pontuar. O relatório trata da Venezuela e a Smartmatic nunca forneceu urnas ou programas de votação usados nas eleições brasileiras. Mesmo assim, Flávio fez essa associação na frente desses diplomatas.

?Voz C

Há uma denúncia por parte do governo americano de suspeitas de fraudes em processo eleitoral eletrônico, em especial na Venezuela, inclusive utilizando uma documentação do próprio serviço de inteligência americano, a CIA, apontando sobre a possibilidade de vulnerabilidade do sistema eletrônico de votação. E uma das suspeitas é que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana é que tenha— uma das suspeitas é que tenha havido uma programação para alteração das votações naquele país.

E as eleições sob suspeitas que são citadas nos relatórios da Acer são as de 2012. Muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma origem dessa empresa venezuelana.

?Voz 1

Tem nada a ver, né? O Tribunal Superior Eleitoral inclusive respondeu e retomou informações que já tinham sido divulgadas em 2022. A corte reforçou que todo o projeto das urnas, a programação também de todo o equipamento, né, e o controle do sistema eletrônico de votação são feitos pela própria Justiça Eleitoral. A Smartmatic não produziu as urnas brasileiras, também não participou da programação dos equipamentos. A atuação da empresa no Brasil ficou restrita ao treinamento de profissionais que prestaram suporte técnico e operacional.

O TSE acrescentou que as urnas não têm contato com redes públicas de internet. A transmissão dos dados é feita por um sistema próprio e criptografado. E essa fala, nesse ambiente, é sensível, né? Porque o pai de Flávio Bolsonaro ficou inelegível depois de um episódio parecido. Em julho de 2022, só pra te relembrar, ele recebeu esses diplomatas lá no Palácio da Alvorada e fez acusações sem provas contra as urnas. E no ano seguinte, o TSE concluiu que houve abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

O ex-presidente foi declarado inelegível por 8 anos, contados a partir da eleição de 2022. Durante o evento de ontem, Flávio disse que não estava questionando o sistema brasileiro. Ele pediu que os países mandem mais observadores internacionais para acompanhar a eleição desse ano. Depois da repercussão, a pré-campanha divulgou uma nota. O senador afirmou que confia na integridade das urnas e que apenas citou informações de um relatório público dos Estados Unidos.

Para o deputado Lindbergh Farias, do PT do Rio, a explicação não afasta a gravidade da fala.

?Voz D

Agora eles citam os Estados Unidos, eles vão tentar fazer isso. É um discurso golpista. Você vai disputar a eleição, nós não vamos pedir sua inelegibilidade, mas o roteiro parece muito claro. Vocês querem um motivo para questionar a lisura eleitoral, para pedir que os Estados Unidos não reconheçam para tentar dar novamente um golpe. Esse caminho que você está tomando é o mesmo do seu pai. Você vai acabar igual a ele e Eduardo Bolsonaro, condenado por atentar contra a democracia brasileira.

?Voz 1

O TSE não informou, por enquanto, se vai tomar alguma medida contra o pré-candidato por causa das declarações. E olha, faltando 3 dias para a convenção que vai oficializar justamente a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência, O PL ainda não conseguiu fechar a chapa. A senadora Tereza Cristina, do PP, não aceitou ser candidata a vice. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse que a ex-ministra tá concentrada em outro projeto: ela pretende disputar a presidência do Senado no ano que vem.

Flávio busca um nome de partidos do Centrão, como União Brasil, PP ou Republicanos, mas até agora nenhuma negociação avançou. Mas quem já confirmou presença na convenção do PL é o presidente da Argentina, Javier Milei. Ele desembarca em São Paulo na noite de sexta-feira. No sábado, antes do evento do PL, deve se reunir com o governador Tarcísio de Freitas e com o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes. A agenda não prevê um encontro com o presidente Lula.

E enquanto o PL tá tentando ampliar as alianças, O conflito dentro da família Bolsonaro continua público. Eduardo Bolsonaro chamou de imatura a decisão de Michele Bolsonaro de divulgar um vídeo com críticas a Flávio. O ex-deputado afirmou ao portal Metrópoles que a madrasta jamais deveria ter exposto esse conflito. Ele defendeu que as divergências familiares sejam resolvidas internamente. A crise começou durante as negociações sobre a candidatura do PL ao Senado lá no Ceará, né, que a gente te contou aqui no Panorama.

A convenção vai confirmar o nome de Flávio no sábado, mas a vaga de vice e a unidade da família continuam em aberto diante desses fatos que a gente tá trazendo para você hoje. E desde a madrugada de hoje, parte do que o Brasil vende aos Estados Unidos paga uma taxa extra de 25% pra entrar lá. O tarifaço imposto pelo governo Donald Trump saiu do papel. A cobrança alcança 18% da pauta brasileira de exportações pro mercado dos Estados Unidos.

E o que isso representa na prática? Os produtos atingidos chegam mais caros aos compradores dos Estados Unidos. Pras empresas brasileiras, o temor é perder encomendas. O risco sobre os empregos também entrou nas conversas com o governo, né? Entre os setores afetados estão os de calçados, máquinas, pneus e plástico. A sobretaxa foi confirmada na semana passada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, numa decisão que veio depois de um ano de investigação.

O governo norte-americano tá acusando o Brasil de adotar práticas que prejudicam empresas dos Estados Unidos, e essa lista passa pelas regras ligadas ao Pix, pelas barreiras ao etanol, e pelo tratamento dado às grandes empresas de tecnologia por aqui. O documento também aponta problemas no combate ao desmatamento, à corrupção e à pirataria. O governo brasileiro contesta as acusações. Ao longo desse processo, empresas e entidades do país gastaram mais de 8 milhões de dólares com escritórios de lobby em Washington.

O esforço até teve um resultado, porque mais de 2 mil produtos brasileiros ficaram fora da lista da sobretaxa. Agora, tem uma questão que interessa tanto às empresas quanto aos consumidores: o Brasil vai responder na mesma moeda? Por enquanto, não. O vice-presidente-geral do Alckmin descartou uma retaliação nesse momento. A intenção é evitar que uma resposta brasileira provoque uma nova rodada de tarifas.

?Voz D

A ideia não é retaliação, não é retaliação. Diz que olho por olho, o que pode acontecer é dos dois ficarem cegos, né? Então, a reciprocidade é: olha, nós estamos sendo injustiçados e nós queremos corrigir isso. Nós temos instrumentos para fazê-lo no momento oportuno, da forma adequada.

?Voz 1

A aposta do governo é tentar reduzir o prejuízo sem fechar a porta da negociação. Ontem, representantes das indústrias de calçados, máquinas, pneus e plástico levaram ao Executivo brasileiro as principais preocupações de cada setor. A equipe econômica está estudando ampliar as linhas de crédito do programa Brasil Soberano, também quer acelerar a busca por compradores, claro, em outros países, porque se há essa imposição do governo dos Estados Unidos, a ideia é buscar quem compre sem essas sobre taxas, né?

China e União Europeia estão entre os mercados prioritários. O governo também tá pretendendo avançar em acordos comerciais negociados pelo Mercosul. Só que tem um cuidado nessa estratégia também. Nada é simples, tá? Parte da indústria brasileira depende de peças e matérias-primas compradas no exterior. Por isso, a Associação Brasileira de Indústria de Máquinas e Equipamentos é contra o uso da lei de reciprocidade nesse momento.

O presidente da entidade, José Veloso, tá alertando que uma retaliação pode encarecer os insumos usados pelas próprias fábricas brasileiras.

?Voz C

Nós somos contra a utilização. Nós entendemos que o tarifácio tem um cunho político lá por parte dos norte-americanos, e o que nós temos que, com pragmatismo, é nos aproximar e continuar na mesa de negociação. Diplomacia de Estado, diplomacia empresarial, continuar nesse caminho. Então, a reciprocidade ou qualquer retaliação só tiraria o Brasil da mesa de negociação.

?Voz 1

Então, essa associação e o governo brasileiro, nesse momento, considerando a fala do vice-presidente-geral do Alckmin, estão alinhados, né? E o setor produtivo mal começou a lidar com uma tarifa e já está acompanhando aquela outra ameaça. O governo dos Estados Unidos propôs aquela taxa adicional de 12,5% contra produtos do Brasil e de dezenas de outras economias. Essa segunda investigação trata das medidas adotadas por cada país pra impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Essa nova tarifa ainda não foi confirmada. Também não tá definido quando essa cobrança pode começar. E há duas dúvidas importantes pros exportadores brasileiros. A primeira é se essa lista de produtos poupados vai ser a mesma da tarifa de 25%. E a segunda é se as duas cobranças vão poder ser aplicadas ao mesmo produto. Enquanto a capital dos Estados Unidos, Washington, não bate o martelo, o Ministério do Desenvolvimento continua fazendo reuniões com setores mais expostos.

O governo quer calcular o impacto financeiro pras empresas. Também tá tentando medir o risco sobre os empregos. Hoje é a vez dos representantes das indústrias de madeira, rochas naturais, móveis e dispositivos médicos conversarem em Brasília. O superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção, Fernando Valle Pimentel, falou à GloboNews sobre o tipo de apoio que as empresas estão esperando.

?Voz D

O Plano Brasil Soberano é muito importante, mas nesse momento as linhas de giro são as mais fundamentais para dar suporte às companhias nesse momento. A questão da de reduzir o custo das linhas, por exemplo, não ter o IOF nessas operações. Somos favoráveis à negociação, negociação e mais negociação. Todos nós sabemos que não é uma negociação técnica, por assim dizer, tem um componente político muito forte, mas é o que temos pra hoje.

?Voz 1

E por que o Brasil virou alvo do governo Trump, né? A disputa passa sim por relações comerciais, mas a posição do Brasil no cenário internacional também pesa nessa decisão. O professor de relações internacionais da FGV, Oliver Stunkel, explicou pra gente esse componente geopolítico.

?Voz 2

O governo Trump reativou a doutrina Monroe e enxerga a América Latina como sua esfera de influência. E nessa visão, Washington busca alcançar, de modo geral, o maior alinhamento ideológico dos governos da região com Trump. Junto com o México, o atual governo brasileiro é um dos poucos países da América Latina que não está ideologicamente alinhado com o governo americano. Um incômodo para quem trata a região como uma espécie de quintal e um fator que explica a retórica agressiva de Marco Rubio e Donald Trump em relação ao Brasil.

?Voz 1

E olha, a cada 3 minutos, o Brasil registra uma denúncia de maus-tratos contra uma criança ou um adolescente. O número em si já é grave, né, mas tem um aspecto que é ainda mais difícil de encarar. Na maioria dos casos, a violência acontece dentro de casa e parte justamente de quem deveria proteger, né, pais e responsáveis aparecem como autores de agressões e omissões também. É o que revela um levantamento exclusivo da CBN, feito com base nos dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

Só nos primeiros 6 meses desse ano, foram mais de 88 mil denúncias. O número representa uma alta superior a 20% em relação ao mesmo período de 2024. E as crianças mais vulneráveis são muito pequenas. A maior concentração de casos tá entre as que têm entre 4 e 5 anos. Os registros incluem negligência, castigos físicos e violência psicológica. Para a especialista em direito da criança e do adolescente, Josiane Veronese, esses casos não podem ser tratados como episódios isolados.

Eles revelam uma violência que é muito presente na própria estrutura da sociedade.

?Voz D

Assim como se fala do racismo estrutural, nós temos, digamos, macro, uma violência estrutural que começa até da forma em que as primeiras as crianças vieram para o Brasil, não é? Nenhuma forma de violência pode ser admitida, nenhuma forma de violência.

?Voz 1

E aí tem alguns casos que fazem a gente lembrar, né, de como essa situação é complicada. A gente falou aqui no panorama daquele pai que deu um chute no rosto da própria filha no meio da rua no Paraná. Tem também o caso do menino que tinha diabetes, né, tem diabetes, ficou abandonado dentro do apartamento. Isso acontecia todo dia pela própria mãe, preso dentro do quarto sem poder comer, sem poder beber, foi salvo, resgatado por policiais.

Teve também o caso daquele menininho, filho de um casal americano, no sul do país, no Rio Grande do Sul, que morreu depois de ser agredido pelo próprio pai. Olha, é difícil, né? A violência dentro de casa também pode ser agravada pelas condições em que essas famílias vivem e pela falta de uma rede de proteção que consiga chegar a tempo. A coordenadora nacional de fortalecimento familiar de Aldeias Infantis SOS, Olívia Valente, apontou alguns dos fatores que ajudam a explicar esse cenário triste.

?Voz D

O que a gente observa é que em muitos casos esses fatores de violência e desproteção estão relacionados a fatores como pobreza, sobrecarga dos cuidadores, a violência que pode ser intergeracional, sofrimento mental. Uso abusivo de substâncias psicoativas, ausência de rede de apoio, dificuldade de acesso a políticas públicas.

?Voz 1

Quem souber ou desconfiar de um caso pode fazer uma denúncia anônima lá pelo Disque 100, né? Também é possível procurar o Conselho Tutelar ou a própria Polícia Militar do seu estado. A denúncia pode ajudar a interromper uma violência que a criança sozinha muitas vezes não consegue fazer parar. Olha, hoje o Brasil tem duas áreas de atenção por causa do tempo, hein? No sul e em parte do Mato Grosso do Sul, há risco de temporais com raios, vento forte e possibilidade de granizo.

Já no centro do país, o problema é o ar seco de novo. A umidade pode ficar abaixo dos 30% em áreas de Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo também. A recomendação é beber bastante água, evitar o esforço físico nos horários mais quentes e a gente tá repetindo esse alerta porque Essa condição pode prejudicar a saúde demais de quem mora nesses estados. E na Europa, o calor extremo continua provocando incêndios.

Espanha e França estão enfrentando focos de grande proporção, com retirada de moradores e mortes de bombeiros. A Inglaterra também está com essa preocupação e a seca também é importante por lá. O volume de chuva em julho ficou muito abaixo do normal e milhões de pessoas já estão enfrentando restrições no uso da água. E já que a gente mencionou outros países sobre alertas climáticos, vamos para o noticiário internacional. Mas agora para falar da guerra, né?

Os Estados Unidos dizem que atacam o Irã para impedir o avanço do programa nuclear de Teerã. Essa é a justificativa. Ao mesmo tempo, Donald Trump deu aval a um acordo que pode abrir caminho pra Arábia Saudita enriquecer urânio dentro do próprio território. É essa aparente contradição que deve provocar uma disputa forte no Congresso americano. O Pacto de Cooperação Nuclear Civil tem duração prevista de 30 anos. Empresas dos Estados Unidos vão poder participar da construção e do desenvolvimento do setor nuclear saudita.

Mas esse texto não inclui uma cláusula que impeça a Arábia Saudita de enriquecer urânio ou reaproveitar combustível nuclear usado. Essas atividades, só pra você entender, podem ter finalidade civil, só que também permitem produzir material pra armas atômicas. O acordo não obriga os Estados Unidos a entregar essa tecnologia aos sauditas, mas mesmo assim tá deixando essa possibilidade aberta pra negociações futuras. E esse é o ponto que tá preocupando parlamentares dos Estados Unidos e especialistas em controle de armas.

A Arábia Saudita já afirmou que pretende manter o direito de enriquecer urânio. O príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, também declarou no passado que o país buscaria uma bomba atômica caso o Irã desenvolvesse uma. O governo Trump deve enviar o acordo ao Congresso nos próximos dias. Os parlamentares vão ter cerca de 90 dias de sessões pra tentar barrar esse texto. Essa discussão acontece em plena guerra com o Irã, né? Ontem, Trump voltou a dizer que os Estados Unidos devem atacar muito em breve instalações nucleares iranianas.

Essa ameaça foi feita na 11ª noite seguida de bombardeios contra alvos militares, centros de logística e estruturas de lançamento de mísseis. O regime iraniano respondeu que qualquer novo ataque contra as centrais nucleares vai provocar uma reação muito forte contra interesses americanos lá no Oriente Médio, e o custo dessa guerra tá pesando no orçamento dos Estados Unidos. Numa audiência no Congresso, o secretário de Defesa Pete Hegseth informou que as operações contra o Irã já consumiram US$37,5 bilhões de dólares.

É muito dinheiro, gente. Agora o Pentágono pede mais 67 bilhões pra manter as tropas e os equipamentos mobilizados na região. Enquanto ameaça impedir o enriquecimento de urânio no Irã pela força, né, o governo Trump vai ter que explicar ao Congresso por que aceitou deixar essa porta aberta pra Arábia Saudita. A gente vai acompanhar pra te atualizar aqui, viu? Bora falar de esporte, porque tem noite cheia para os brasileiros dentro e fora do país.

Mas o primeiro jogo importante do dia começa logo cedo e vale vaga em semifinal. Às 8:30 da manhã, a seleção brasileira feminina de vôlei enfrenta o Japão lá na China pelas quartas de final da Liga das Nações. As duas seleções já se encontraram nessa edição. O Brasil venceu por 3 sets a 1 na fase classificatória. Agora não tem margem para recuperação, não. Quem ganhar avança, quem perder tá fora. O Brasil tá tentando conquistar um título que ainda falta.

A Liga das Nações é disputada desde 2018 e a seleção brasileira já ficou com vice-campeonato 4 vezes. E no futebol, a 19ª rodada do Campeonato Brasileiro tem mais 4 jogos hoje. Às 19h30, o Coritiba recebe o líder Palmeiras. Às 21h30, São Paulo enfrenta o Atlético Paranaense. E no mesmo horário, o Internacional recebe o Cruzeiro. A Chapecoense joga em casa contra o Flamengo. Pela Copa Sul-Americana, 2 brasileiros começam hoje a disputa por uma vaga nas oitavas de final.

Às 17h30, o Vasco enfrenta o Independiente Medellín, na Colômbia. Às 19h30, o Bragantino visita o Sporting Cristal no Peru e o Santos voltou da Venezuela com uma vantagem e tanto, hein? O time venceu o Universidade Central por 4 a 1 e pode até perder por 2 gols de diferença na Vila Belmiro que mesmo assim avança para as oitavas de final.

?Voz D

Tudo vai ficar bem, as flores vão nascer de novo depois de amanhã.

?Voz 1

Tá ouvindo essa música? Que voz marcante, né? Um timbre que muita gente reconhece logo nos primeiros segundos. Marília Mendonça, pessoal, foi uma compositora genial. Não é sempre que uma artista tão jovem deixa tantas músicas, tantos sucessos E uma marca tão profunda na música brasileira. Ela que morreu em 2021, aos 26 anos, num acidente aéreo lá em Minas. E hoje, dia 22 de julho de 2026, se ainda estivesse com a gente, completaria 31 anos.

E a música que você tá ouvindo se chama Tudo Vai Ficar Bem. A faixa é inédita, foi lançada hoje. A produção usou uma gravação da voz da Marília que foi encontrada num arquivo de celular. E aí lançou, né, produção que usou desse trecho para produzir melhor a música, colocar um instrumental e lançar nessa marca tão importante de 31 anos que a cantora completaria hoje. Vamos ouvir mais um pouquinho lá, Edson Afonso. E tem mais novidade, viu?

Uma reportagem publicada pelo jornal O Globo mostra que a história de Marília Mendonça vai ganhar uma série documental no Prime Video. Marília Mendonça: Sentimento Louco é esse o nome do documentário, que vai ter 4 episódios e estreia no dia 16 de outubro. Ainda tá sendo produzida. Essa produção reuniu imagens de família, vídeos pessoais, áudios, cadernos e gravações deixadas pela cantora. Familiares e amigos, além de parceiros de trabalho, também ajudam a contar essa trajetória desde o começo como compositora até o sucesso em todo o país.

E parte desse acervo vai aparecer também numa exposição no Museu da Imagem e do Som em São Paulo, a partir do dia 9 de outubro. Marília Mendonça viveu pouco, né, mas escreveu, cantou e produziu muito. E essa voz que o Brasil ainda ouve com tanta saudade continua ganhando novos capítulos. Muito bonito.

?Voz D

E vamos embora ao som de Marília Maldonça, te agradeço muito pela sua companhia.

?Voz 1

Agradeço também ao Laerte Afonso e o Edmilson Fernandes, que também fizeram um Panorama CBN dessa quarta-feira, manhã de quarta-feira. Logo mais tem a segunda edição, hein, com Leandro Gouveia. Fique com a gente ao longo dessa quarta, a gente vai te atualizando das principais informações e trazendo música também, sempre que a gente pode. Tchau, tchau, pessoal!

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