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Oriente Médio no limite; quebra de sigilo de Lulinha; e feijão some do prato

04 de março de 202628min
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Você vai ouvir em destaque na edição de hoje do Panorama CBN que o conflito no Oriente Médio ganhou novos contornos, com o Irã ameaçando mirar a infraestrutura de petróleo no Golfo e o Estreito de Ormuz virando o ponto mais delicado do planeta. Também falamos de Brasília, onde a CPMI do INSS entra em mais um dia de disputa e o presidente do Senado decide manter a quebra de sigilo do filho do presidente Lula, enquanto a base se articula para mirar nomes ligados ao bolsonarismo. E pra fechar, um dado que diz muito sobre o dia a dia: o brasileiro está comendo cada vez menos feijão, e a Embrapa mostra como esse hábito mudou ao longo das décadas.

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Assuntos15
  • Relacoes EUA-IraAtaques de Israel e EUA contra Irã · Ameaça iraniana à infraestrutura de petróleo no Golfo Pérsico · Estreito de Ormuz como ponto crítico · Escalada de mortes e ataques aéreos · Interceptação de mísseis em Jerusalém · Ataques no Líbano e Beirute · Operações militares dos EUA no Golfo · Preço do petróleo e impactos econômicos
  • Quebra de SigiloDecisão do presidente do Senado · Votação na CPMI do INSS · Contagem de votos · Discussões acaloradas · Investigação de fraudes no INSS · Representação da Polícia Federal
  • Violência contra a mulherVítima de 17 anos em Copacabana · Identificação de acusados · Apresentação de investigados à polícia · Encaminhamento ao sistema prisional · Adolescente indiciado · Demora no processo · Outras vítimas do mesmo grupo
  • Caso de estupro em Minas GeraisVítima de 12 anos · Absorção questionada · Recurso do Ministério Público · Afastamento de desembargador · Denúncias contra magistrado · Reestabelecimento de condenação
  • Endividamento e ConsumoConsumo médio atual em 12,8 kilos por pessoa ao ano · Queda em relação a 2024 · Pico histórico de consumo em 1967 · Mudança de estilo de vida · Rotina acelerada e tempo de cozinha · Medo de panela de pressão · Refeições rápidas e delivery · Importância nutricional do feijão
  • Estratégia da base para novos requerimentosRequerimentos contra governo Bolsonaro · Reconhecimento da decisão técnica · Novos pedidos de quebra de sigilo · Posicionamento do líder do governo
  • Razões para queda no consumo de feijãoEstilo de vida mais corrido · Menos tempo para cozinhar em casa · Medos sobre técnicas culinárias · Preferência por refeições rápidas · Custo adicional no delivery · Aumento de refeições fora de casa
  • Previsao Climatica BrasilChuvas intensas no Norte e Nordeste · Alertas de alagamentos e deslizamentos · Ceará com alerta vermelho · Volumes extremos de chuva · Preocupação com elevação do Rio São Francisco na Bahia · Tempo firme no Centro-Sul · Baixa umidade em São Paulo e região · Risco de deslizamento em encostas
  • Divergências Trump-RubioAutoria dos ataques contra Irã · Pressão do Congresso americano · Limite dos poderes presidenciais · Declaração de guerra
  • Copa do MundoImpacto do conflito Irã-EUA · Situação inédita na história da Copa · Segurança da competição · Posicionamento da FIFA · Possível retirada do Irã · Seleção substituta da confederação asiática · Participação improvável do Irã
  • Relações comerciais e diplomáticas dos EUAApoio logístico alemão · Recusa espanhola de bases militares · Insuficiência do apoio britânico · Ameaça de retaliação comercial
  • Pedido de crédito suplementar para segurançaRecursos do Ministério da Justiça · Exceções de regras fiscais · Combate ao crime organizado · Teto de gastos
  • Campeonato PaulistaPalmeiras vs Novo Risontino · Primeiro jogo da final · Disputa em dois jogos · Objetivos de cada equipe
  • Eleições Rio de JaneiroFilho de subsecretário estadual exonerado · Desenvolvimento social e direitos humanos · Repercussão política
  • Pré-Libertadores: BotafogoEmpate com Barcelona de Guayaquil · Jogo fora de casa · Desempenho do Botafogo · Gol de Vilauba · Reação com Mateus Martins · Decisão em aberto para jogo de volta
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Entre os assuntos do panorama CBN, você vai ouvir. Conflito no Oriente Médio se intensifica, Irã fala em mirar a infraestrutura de petróleo no Golfo e o Estreito de Hormuz vira o ponto mais sensível do planeta. Em Brasília, a CPMI do INSS entra em mais um dia de pressão e disputa e presidente do Senado decide manter a quebra de sigilo do filho de Lula.

outros nomes na mira da comissão. E para fechar, um retrato do dia a dia que chama a atenção. O brasileiro está comendo cada vez menos feijão e a Embrapa mostra como esse hábito vem mudando ao longo das décadas. Panorama CBN Olá, bom dia para você. Eu sou o Gabriel Freitas e estou contigo em mais uma edição da manhã. Se você está chegando agora, fica por aqui porque nos próximos minutos a gente organiza o noticiário, separa o que

realmente importa e te conta com calma o que está mexendo com o Brasil e com o mundo. Quer participar? Me chama no Instagram, arroba Gabafreitas. Aí lá você manda sua mensagem, sua pergunta, seu comentário, a gente bate um papo e no fim eu volto para mandar um alô para quem já falou comigo ontem, por exemplo. Então ajeita o fone aí, a sua assistente de voz, o som da sua TV, do seu celular, dependendo aí de onde você está ouvindo a gente. E vem comigo porque hoje é quarta-feira, dia 4 de março de 2026.

A gente abre essa edição com um giro bem direto do que está acontecendo no Oriente Médio, porque a ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã ganhou mais força e a resposta iraniana também está subindo de tom. O que muda agora, pessoal, é o alcance dessa reação. Na tentativa de pressionar o Washington e Tel Aviv, o Irã está sinalizando que pode mirar a infraestrutura de petróleo e gás de países vizinhos no Golfo Pérsico.

E o mundo inteiro está de olho no Estreito de Hormuz, que é um caminho central para escoar o petróleo. No Irã, o número de mortos subiu para 787. Israel disse que fez uma nova onda de ataques contra sistemas de defesa aérea e alvos estratégicos. E durante essa madrugada, mísseis disparados em direção a Jerusalém foram interceptados.

E o mapa do conflito também vai aumentando. No Líbano, um ataque israelense atingiu um prédio residencial em Baalbek e deixou seis mortos. Nos arredores de Beirute, um hotel também foi atingido e equipes de resgate ainda estão trabalhando para tirar as vítimas dos escombros. Há relatos também de ataques com drones em outros pontos da região,

inclusive perto de áreas ligadas a interesses americanos, o que está aumentando o risco de a situação se espalhar ainda mais. Do lado dos Estados Unidos, os militares estão afirmando que afundaram 17 barcos do Irã desde o início da operação e estão dizendo também que não há embarcações iranianas em atividade atualmente no Golfo Arábico e no Golfo de Oman.

E isso já tem efeito fora do campo militar. Como a gente tem falado nas últimas edições, o petróleo fechou no maior patamar em 14 meses ontem.

no começo do pregão, recuou ao longo do dia e terminou com alta de 4,7%, a US$ 81,40 por barril. Na prática, é mais pressão em custos, também no transporte e na energia, claro. Mas aí tem um conflito de versões que estão trazendo algumas incertezas nesse caso. Trump disse que a iniciativa de atacar Irã partiu exclusivamente dos Estados Unidos. Mas o secretário de Estado, Marco Rubio,

Disse aos congressistas que os americanos agiram em apoio a Israel nessa operação contra o Irã. Essa divergência aumentou a cobrança lá no Congresso dos Estados Unidos, onde os parlamentares estão pressionando por um projeto para limitar os poderes do presidente, já que uma declaração formal de guerra dependeria do aval dos parlamentares. E no meio disso tudo, Trump ainda abriu uma frente com aliados.

Branca, chamou a atenção por ser a primeira de um líder europeu desde o início dos ataques. Trump disse que a Alemanha tem colaborado com a operação, citando apoio logístico. Ao mesmo tempo, ele criticou a Espanha e ameaçou uma retaliação comercial depois que o governo espanhol recusou o uso de bases militares. E reclamou também do Reino Unido, dizendo que o apoio britânico, apesar da liberação das bases, ainda é pouco.

Logo mais no Panorama 2 de hoje, você acompanha novos desdobramentos do conflito. Vamos tratar dos nossos assuntos internos agora. Vamos para Brasília, onde a pauta de segurança pública deve dominar as discussões nesta quarta-feira. A Câmara dos Deputados deve votar ainda hoje a PEC da Segurança. É uma proposta de mudança na Constituição que está tentando reorganizar como funciona a segurança no país com a ideia de integrar melhor as polícias

com mais clareza, o papel da União dos Estados e dos Municípios no combate ao crime. A expectativa é que o texto passe primeiro pela Comissão Especial e depois siga para o Plenário da Câmara. Um dos pontos que mais dividem os parlamentares é a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. O governo está tentando reverter esse trecho da proposta.

o deputado Mendonça Filho, tudo para tentar abrir espaço para uma negociação. Mesmo com resistência, o líder do PT na Câmara, Pedro Uxay, disse que o relator ouviu os argumentos e ficou de conversar com as bancadas. Estou 15 anos aqui. Muitas vezes eu tenho convicção, mas tenho que ceder na democracia, ceder no debate, ceder no que é central. E o que é central? Não é esse tema. O que é central é construir uma política pública, nacional,

Do outro lado, o União Brasil está dizendo que não pretende abrir mão da mudança. O líder da bancada, Pedro Lucas, diz que o partido está unido em defesa da redução da maioridade. Mendonça Filho indicou que as conversas continuam.

Além da discussão sobre o conteúdo da PEC, tem também o debate sobre o dinheiro para a segurança pública. O governo pediu ao relator a inclusão de um trecho que destine parte da arrecadação com a tributação das betes para o setor.

criar exceções às regras fiscais com foco no combate ao crime organizado. O ministro Wellington Lima e Silva quer que o texto autorize o Exército a abrir, em 2026, neste ano, um crédito suplementar de até R$ 1,5 bilhão fora do teto de gastos. A proposta ainda não foi acatada por Mendonça Filho. Ao lado do relator, o ministro afirmou que a pasta precisa de mais recursos

E tem um outro episódio movimentando o Congresso e colocando o governo e oposição frente a frente de novo. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu rejeitar

o pedido feito por parlamentares da base governista que tentavam anular a aprovação da quebra de sigilo bancário e fiscal do Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. Essa decisão veio depois de uma sessão muito tensa lá na CPMI que está investigando fraudes no INSS. A reunião foi marcada por discussões acaloradas e até troca de agressões entre deputados e senadores.

Lumbri afirmou que a votação é válida. Segundo ele, não houve desrespeito evidente ao regimento interno do Senado nem à Constituição que justificasse uma intervenção da presidência do Congresso para anular o que foi decidido por essa comissão. O presidente do Senado explicou que o parecer foi construído com base em análises da advocacia do Senado, da polícia legislativa e também de técnicos da Casa, que inclusive examinaram as imagens da sessão.

história, que é o quórum. Alcolumbre confirmou o número apresentado pelo presidente da CPMI, o senador Carlos Viana, de 31 parlamentares presentes no momento daquela votação. Com esse total, mesmo considerando que os 14 governistas tenham se levantado contra a quebra de sigilo, esse número não seria suficiente para alcançar a maioria necessária de 16 votos para reverter a decisão.

A confirmação desse quórum deixou o governo em alerta. Ainda assim, para evitar um novo confronto direto com o Columbre, os integrantes da base decidiram reconhecer a decisão que foi tratada.

E a estratégia agora deve ser outra. Apresentar novos requerimentos envolvendo pessoas ligadas ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. O líder do governo no Congresso, senador Randolph Rodrigues, afirmou que não existem restrições a possíveis quebras de sigilo de Lulinha, desde que os pedidos sejam feitos de forma adequada pela comissão e pelo relator.

Não tem nenhum obstáculo a informações e a requerimentos. A raiz do problema ocorrido na última CPMI foi causado pela própria presidência e pelo relator da CPMI. Só para te lembrar, o pedido de quebra de sigilo foi apresentado pelo relator da CPMI, o deputado Alfredo Gaspar, isso com base numa representação da Polícia Federal. De acordo com esse documento, Fábio Luiz Lula da Silva teria sido destinatário indireto

processos investigados em um esquema bilionário de fraudes. Mesmo assim, é importante destacar que ele não é investigado nesse caso. Bora falar de economia porque ontem saiu um dado indicando que o país deixou o grupo das dez maiores economias do mundo, depois que o Produto Interno Bruto, o PIB, registrou crescimento de 2,3% em 2025. O número foi divulgado pelo IBGE e representa o menor avanço desde o período da pandemia.

Na prática, ele confirma um movimento de desaceleração da economia em relação ao ritmo observado em 2024. Subiu, mas num ritmo menor. Em valores nominais, o PIB brasileiro chegou a cerca de R$ 12,7 trilhões. Quando a comparação é feita com o terceiro trimestre de 2025, do ano passado, portanto, o crescimento foi bem modesto, só de 0,1%.

Contas Nacionais do IBGE, a Rebeca Palis, um dos principais fatores para essa desaceleração foi o nível elevado dos juros, que acabou freando o consumo das famílias. Isso se deve a vários fatores, mas principalmente aos efeitos da política monetária restritiva sobre a economia. E a gente vê um efeito maior sobre a economia no segundo semestre do ano passado.

ano, com crescimento de 11,7%. Já o setor de serviços, que tem o maior peso no PIB brasileiro, avançou 1,8%. E a indústria teve alta de 1,4%, impulsionada principalmente pela extração de petróleo e gás. Mudando de assunto, a gente fala agora daquele caso do estupro coletivo que ganhou muita repercussão no Rio e continua tendo desdobramentos na justiça.

A informação é do delegado responsável pelas investigações. Eles foram identificados como Vitor Hugo Simonin e Bruno Felipe dos Santos Alegretti, ambos com 18 anos. Ontem, outros dois investigados, o Matheus Veríssimo Zoel Martins e o João Gabriel Xavier Bertot,

Os dois optaram por não prestar depoimento e acabaram encaminhados para o sistema prisional. Além deles, um adolescente apontado como articulador do crime também foi indiciado. Como ele é menor de idade, o caso está correndo separadamente na vara da infância e da juventude. Por isso, ele não é considerado foragido nesse momento. Esse episódio bárbaro aconteceu no dia 31 de janeiro.

De acordo com o delegado Angelo Lages, houve uma demora porque o processo precisou ser redistribuído dentro da Justiça. Eu tinha muito interesse de avançar com a investigação colhendo os aparelhos celulares. Isso foi para o plantão judiciário. O plantão judiciário entendeu que não era caso de plantão e decidiu redistribuir o feito. Foi quando a gente teve esse lapso entre o fim da investigação e a decretação da prisão deles.

E depois que o caso da jovem de 17 anos veio à tona, outras duas vítimas também procuraram a polícia para relatar episódios parecidos envolvendo integrantes desse mesmo grupo. Um desses casos teria acontecido em 2023, quando a vítima tinha 14 anos. Já o outro relato é de uma jovem que está afirmando que foi abusada por Vitor Hugo Simonin durante uma festa num condomínio. A repercussão desse caso também chegou ao governo do Estado.

José Carlos Simonin, que até ontem era subsecretário estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, mas ele foi exonerado. E um outro caso de estupro agora em Minas Gerais também está no centro de uma polêmica judicial. A justiça marcou para hoje a análise de um recurso apresentado pelo Ministério Público contra a absolvição de um homem de 35 anos acusado de violar aquela menina de 12 anos.

Lauar, que era o relator do processo. Ele foi afastado do cargo pelo Conselho Nacional de Justiça depois de denúncias de assédio cometidos por ele contra cinco vítimas. É um outro caso que também tem chamado muito a atenção no noticiário. A decisão inicial de Lauar, que absolveu o acusado, provocou, claro, uma forte repercussão no Brasil e até repercussão internacional chegando à ONU. E aí, diante da pressão e também de uma ação do Ministério Público,

estabeleceu a condenação do homem na cidade de Indianápolis. Duas situações que mostram como é muito difícil a situação das mulheres no nosso país e o motivo da gente falar tanto sobre o tema. São vulneráveis e são atacadas com frequência por homens que não têm qualquer escrúpulos. Nesse caso dos adolescentes, na verdade não mais adolescentes, já jovens de 18, 19 e um adolescente de 17 anos aqui no Rio de Janeiro,

mais pesada, porque são pessoas novas cometendo esse tipo de crime e, claro, todo esse dano psicológico, emocional e físico nessa moça de 17 anos. Hora de falar da previsão do tempo, que está mostrando um contraste grande entre as regiões aqui do país. No Norte e no Nordeste, a situação é de alerta por causa das chuvas intensas. No Ceará, por exemplo, 99 municípios entraram em alerta vermelho para riscos de alagamentos e deslizamentos.

No Rio de Janeiro do Norte, foram registrados 52 milímetros de chuva ontem, o suficiente para deixar ruas alagadas. Em alguns pontos, a água chegou à altura do joelho e dificultou o trânsito entre Juazeiro e Barbalha. No interior do estado, a cidade de Itauá registrou um volume ainda mais extremo, com 182 milímetros de chuva. Outros estados também estão em atenção. Na Bahia, há preocupação com a elevação do Rio São Francisco e também previsão de cerca de 60 milímetros de chuva em Salvador.

Capitais como São Luís, Teresina, Palmas e Belém podem registrar até 50 milímetros ao longo desta quarta-feira. Já no centro-sul do país, o cenário é bem diferente. O tempo segue firme em grande parte de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e no norte do Paraná. Apesar do sol, a baixa umidade vai chamar a atenção hoje e nas áreas de encosta do Ceará e da Bahia, a Defesa Civil está mantendo o alerta para risco de deslizamento

causa do solo já encharcado pelas chuvas dos últimos dias. Bora falar de esporte, começando pelo futebol paulista, porque o Palmeiras e Novo Horizontino vão se enfrentar hoje às oito da noite na Arena Barueri, no primeiro jogo da final do Campeonato Paulista. De um lado, o Palmeiras, comandado por Abel Ferreira, que está buscando levantar a taça pela vigésima sétima vez. Do outro lado, o Novo Horizontino, que tenta conquistar um título inédito na história da competição.

jogos. Depois da partida de hoje, as equipes vão voltar a se enfrentar no domingo, às oito e meia da noite, em Novo Horizonte, no confronto que vai definir o campeão. Pela pré-libertadores, o Botafogo entrou em campo ontem e ficou no empate em um a um com o Barcelona de Guayaquil, no Equador. O time carioca demorou a se encontrar na partida e acabou vendo o Vila Alba abrir o placar para a equipe equatoriana. Já no segundo tempo, o Alvinegro reagiu e chegou ao empate com

Mateus Martins. Com esse resultado, a disputa fica totalmente em aberto para o jogo de volta que acontece na próxima semana no Rio de Janeiro. E ampliando o olhar agora para o cenário internacional, vamos falar de Copa do Mundo, porque a competição vai enfrentar um contexto inédito. Faltando menos de 100 dias para o início da Copa, os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã acabaram lançando algumas dúvidas importantes sobre a competição que vai ser disputada na América do Norte.

A FIFA afirmou que está acompanhando o conflito de perto e, de acordo com o secretário-geral da entidade, o objetivo é garantir uma Copa segura e, se possível, com todas as seleções classificadas. Mesmo assim, o presidente da Federação Iraniana de Futebol já classificou a participação do país como improvável.

mesmo ele não tendo confirmado oficialmente uma retirada. Caso o Irã acabe desistindo ou seja excluído da competição, a FIFA pode convocar uma seleção substituta da mesma confederação continental, que é a Federação Asiática de Futebol. Nesse cenário, o Iraque poderia herdar essa vaga direta na Copa do Mundo, enquanto os Emirados Árabes Unidos ficariam com o lugar do Iraque na repescagem. E os reflexos do conflito no Oriente Médio não estão restritos ao futebol, não.

O Instituto Internacional de Automobilismo informou que também está monitorando os desdobramentos da guerra e está avaliando possíveis impactos no calendário da Fórmula 1. A temporada começa nesse fim de semana com o Grande Prêmio da Austrália. Algumas equipes, inclusive, já precisaram alterar as rotas de viagem até a Oceania, evitando conexões em cidades como Doha e Dubai, que normalmente são usadas nesse trajeto.

Programadas para abril. Já chegando aí as corridas no Bahrein no dia 12 e na Arábia Saudita no dia 19. Como é que será que vai ficar isso? A realização dessas provas pode depender diretamente da evolução do conflito na região. E para encerrar o panorama de hoje, vou te fazer uma pergunta. Vamos entrar num assunto mais leve, Laerte Afonso? Olha, pelo jeito o feijão não está com essa bola toda mais não, hein, Laerte Afonso? Tem muita gente não comendo mais feijão. É.

Isso traz um alerta, pessoal. Feijão é bom demais. Todo mundo gosta do sabor, mas acho que o estilo de vida pode estar mexendo com esse consumo. Caiu, viu? Feijão na mesa do brasileiro está caindo cada vez mais. É um dado da Embrapa. Divulgou um dado indicando que o consumo médio hoje está em 12,8 quilos por pessoa por ano. É um dos níveis mais baixos já registrados no país.

dados. A gente está em 2026, né? Esses dados são de dois dias atrás. Em 2024, dois anos, o consumo médio era de 13,56 quilos por pessoa. Ou seja, em pouco tempo esse número já diminuiu, olha só. E se a comparação for mais longa, a diferença fica maior ainda. O pico do consumo de feijão aqui no Brasil foi em 1967, quando cada brasileiro estava comendo em média 26,57.

por ano, né? 26 quilos por ano. Na prática, é mais que o dobro do volume atual. Os especialistas estão explicando que essa mudança tem muito a ver, claro, com o estilo de vida, que a rotina está cada vez mais corrida, né, gente? Muita gente tem menos tempo para cozinhar em casa, tem também o medo de mexer com a temida panela de pressão, tem muita gente que não gosta de ir para a cozinha e ligar o fogo na panela de pressão, não. Medo de explodir, né? E aí acaba optando por refeições rápidas,

lanches ao longo do dia. Você já reparou que no delivery, quando você vai pedir um prato que tenha arroz, carne, muitas vezes o feijão é pedido por fora. Você paga ali uns R$8 a mais, uns R$10 a mais, e aí muita gente não quer pagar esse valor também. O aumento do número de pessoas que fazem refeições fora de casa também está ajudando a explicar essa mudança de hábito. Mesmo assim, os nutricionistas estão lembrando que o feijão continua sendo um alimento muito importante, é fonte de proteína vegetal, de ferro, de fibras,

vitaminas, minerais e forma aquela dupla ali muito boa com o arroz, uma combinação que é muito completa e fica a reflexão, né, pessoal? Pra gente fechar o programa de hoje, será que o feijão ainda tem lugar garantido no prato dos brasileiros nas próximas gerações? A feijoada, né? Feijoada tão tradicional aqui no país. Claro que na feijoada você acrescenta ali uns ingredientes que não são tão saudáveis assim, mas fazem parte do cardáfio do brasileiro semanalmente, né?

pessoal comendo uma feijoadinha. Claro que o feijão ali só no lourinho, no sal, no alho. Hum, tá dando fome. Gente, 6h45 da manhã, o momento que a gente tá gravando esse trecho. Já tá dando vontade de comer o feijão. Vambora, né, Lérgio Afonso? Vamos embora com essa dica. Coma mais feijão, faça essa taxa subir, que é importante pra saúde de todos nós. E olha, vamos fechar mandando uns abraços aqui pra todo mundo que tá ouvindo a gente todos os dias.

Pessoal que manda mensagem, entrou em contato comigo lá pelo meu arroba no Instagram, Gabafreitas. Um abraço especial para a Sirlanei, que é artista e escritora lá do Ceará. Acompanha o Panorama todos os dias. Ela contou que houve programa durante o café da manhã para se atualizar, junto com a mãe dela, Maria de Lourdes. Elas são de Morada Nova, no Ceará. Sirlanei, obrigado. Beijo para a Maria de Lourdes também. Valeu pela audiência.

Também para o Sebastian Enal. Ele é colombiano, está morando no Mato Grosso do Sul.

Panorama todo dia enquanto está preparando o café da manhã. Valeu demais, Sebastian. O Felipe aqui do Rio de Janeiro pediu um abraço online. Está dado, Felipe. Obrigado pela participação sempre. O Caio Souza de São Paulo mandou mensagem dizendo que gostou da explicação do cenário entre Estados Unidos e Irã na edição de ontem. Valeu, Caio, pela audiência. Pessoal, muito obrigado por todo mundo que está acompanhando a gente. Amanhã a gente volta sempre aqui comigo, o Laerte Afonso e o Lucas Soares. Tchau, tchau. Até amanhã. Panorama CBN.

As principais notícias do dia, em menos de meia hora.

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