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Eduardo Bolsonaro se pronuncia, a operação contra Cláudio Castro e decisão sobre Ypê

15 de maio de 202625min
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Eduardo Bolsonaro atuou como produtor-executivo do filme “Dark Horse”, segundo reportagem; ele nega. Flávio Dino, do STF, determina investigação sobre financiamento do filme com emendas parlamentares. Polícia Federal diz que Cláudio Castro usou o governo do Rio em benefício do maior sonegador de impostos do país. Anvisa mantém suspensão de produtos Ypê e empresa desiste de ressarcir consumidores. Israel e Líbano concordam em estender cessar-fogo por 45 dias.

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Assuntos8
  • Renúncia de Cláudio CastroCláudio Castro · Polícia Federal · Ricardo Magro · Refit · Alexandre de Moraes · Lei Ricardo Magro · ANP · Receita Federal · Renan Miguel Saad · Guaracide Campos Viana · Juliano Pascoal · Ricardo Couto · Bruno Dubê · Maxwell Moraes Fernandes
  • Eduardo Bolsonaro e o filme Dark HorseEduardo Bolsonaro · Dark Horse · Financiamento com emendas parlamentares · Flávio Dino · Daniel Vorcaro · Mário Frias · Instituto Conhecer Brasil · Prefeitura de São Paulo · Ricardo Nunes
  • Influência política e conexõesMaria Cristina Fernandes · PL · Bolsonarismo · Ciro Nogueira · Banco Master · Centrão
  • Polícia Civil· SegurancaAlexandre de Moraes · Rivaldo Barbosa · Giniton Lages · Marco Antônio de Barros Pinto · Procuradoria-Geral da República · Marielle Franco · Marcelo Ferreira · Primeira Turma do STF
  • Produtos Ypê recolhidosAnvisa · Ypê
  • Operação INSS e Desvios de AposentadoriasPolícia Federal · Operação Sem Desconto · Supremo Tribunal Federal · Fábio Luiz Lula da Silva · Antônio Carlos Antunes · Sostenes Cavalcante · Andrei Rodrigues
  • Pressão dos EUA sobre Israel e LíbanoIsrael · Líbano · Departamento de Estado dos Estados Unidos
  • Relatório da OMS sobre mortes por COVID-19OMS · COVID-19
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Em destaque no panorama CBN, Eduardo Bolsonaro atuou como produtor executivo do filme Dark Horse, segundo reportagem. Ele nega. Flávio Dino, do STF, determina a investigação sobre financiamento do filme com emendas parlamentares.

Polícia Federal diz que Cláudio Castro usou o governo do Rio em benefício do maior sonegador de impostos do país. Anvisa mantém suspensão de produtos IP e a empresa desiste de ressarcir consumidores. Israel e Líbano concordam em estender cessar-fogo por 45 dias. Panorama CBN

Olá para você que está aqui comigo, eu sou o Leandro Gouveia e essa é a segunda edição do Panorama CBN de sexta-feira, 15 de maio de 2026. Bora lá!

Novas revelações trazem detalhes sobre o financiamento do filme Dark Horse, ou Azarão, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O site Intercept Brasil divulgou contratos e mensagens que mostram que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, do PL, atuou como produtor executivo do projeto.

Os documentos apontam que ele tinha poderes de gestão financeira, o que contradiz publicações feitas pelo político na internet. Na quarta-feira, a reportagem indicou que o senador Flávio Bolsonaro intermediou 24 milhões de dólares com o banqueiro Daniel Vorcaro para a produção. Desse total, cerca de 61 milhões de reais foram transferidos entre fevereiro e maio do ano passado para um fundo no Texas que pertence a aliados de Eduardo Bolsonaro.

A Polícia Federal apura se esses recursos foram usados para pagar despesas pessoais de Eduardo nos Estados Unidos, para onde ele fugiu. Na quinta, Eduardo disse na internet que o status migratório dele nos Estados Unidos o impediria de receber dinheiro de fundo de investimento ligado ao banqueiro.

Depois da reportagem, Eduardo Bolsonaro divulgou um vídeo negando ter atuado como produtor do filme e disse que o contrato existiu, mas só para garantir que o diretor continuasse trabalhando no projeto que Eduardo disse ter começado com 50 mil dólares próprios. O meu contrato era com a produtora, que basicamente disse o seguinte, Eduardo, bota esse dinheiro aqui, como o risco está 100% seu, eu vou te garantir você ser diretor executivo do filme.

Quando essa estrutura passou a ser uma estrutura de fundo de investimento, começou a ter outra estrutura, eu saí dessa posição de diretor executivo, que era o contrato antigo com a produtora, e passei então a ser somente uma pessoa que assinou a sua sessão de direitos autorais para que um ator pudesse me representar no filme e depois eu não processasse o filme.

Em entrevista à CNN Brasil, o senador Flávio Bolsonaro defendeu o irmão, dizendo que ele não fez a gestão do fundo e que o contrato divulgado é uma versão antiga. Ele também admitiu a possibilidade de surgirem novos registros de contato dele, Flávio Bolsonaro, com Daniel Vorcaro, sempre para tratar do filme. Antes dessa nova reportagem, numa agenda no Rio de Janeiro, o senador voltou a ser questionado sobre a ligação com Daniel Vorcaro.

tem que justificar nada para ninguém. Foi uma época lá atrás que eu busquei um investidor, quando o Vorcaro era a pessoa que circulava dentro de autoridades, a pessoa que era até cortejada em todo o Brasil, foi nessa época, porque foram feitos investimentos privados, mais uma vez. Você comprou um carro, você tem que falar para todo mundo? Você investiu em alguma coisa, num rendimento no seu banco, você tem que falar para todo mundo?

Nessa sexta, o ministro Flávio Dino, do STF, determinou a abertura de uma apuração preliminar para investigar se houve direcionamento de emendas parlamentares para a produção do filme de forma irregular. A TV Globo noticiou que o STF tenta intimar há mais de um mês o deputado federal Mário Frias, do PL, que também consta como produtor executivo do longa-metragem.

A defesa de Mário Frias nega que Eduardo Bolsonaro tenha exercido cargo de gestão ou recebido valores do projeto. Mário Frias teria destinado 2 milhões de reais em emendas para o Instituto Conhecer Brasil. Essa organização tem como sócia a brasileira Karina Ferreira da Gama, que é dona da produtora do filme, a Go Up Entertainment, e também o brasileiro naturalizado Michael Bryan Davis.

Além disso, o Ministério Público de São Paulo também investiga, desde janeiro, a suspeita de irregularidades em um contrato de R$ 108 milhões entre a Prefeitura de São Paulo, na gestão de Ricardo Nunes, do MDB, e essa mesma organização, a Instituto Conhecer Brasil.

E Flávio Bolsonaro teve nessa sexta a terceira frente de desgaste em uma semana. Depois da ligação com Vorcaro, também da operação contra o aliado dele, Ciro Nogueira, do PP do Piauí, no caso do Banco Master, agora a Polícia Federal foi para cima do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, do PL.

A PF diz que Cláudio Castro usou a máquina pública para beneficiar o grupo empresarial de Ricardo Magro, dono da refinaria Refit, a antiga refinaria de Manguinhos. A PF classifica o caso como a maior e mais bem-sucedida fraude contra o Estado do Rio nos últimos anos. A operação sem refino foi deflagrada na manhã de sexta-feira pela Polícia Federal.

A decisão judicial do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que embasou a operação, cita as investigações para dizer que houve uma cooptação integral do estado do Rio de Janeiro para atender a interesses privados. O ex-governador Cláudio Castro teve o mandado de busca e apreensão cumprido na casa dele, na Barra da Tijuca, na zona oeste da capital.

Agentes recolheram o celular e um tablet dele. Ao todo, a justiça determinou o bloqueio de cerca de 52 bilhões de reais em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.

A Polícia Federal aponta que a Secretaria Estadual de Fazenda, durante o governo de Cláudio Castro, virou uma extensão da estrutura empresarial da Refit para favorecer o grupo e prejudicar concorrentes. Os investigadores afirmam que o ex-governador mantinha proximidade com o controlador da refinaria, o empresário Ricardo Magro. Em uma viagem para Nova York, patrocinada pela própria Refit, Castro participou de um evento e se sentou com o empresário.

Na mesma viagem, ironicamente, o então governador se reuniu com a agência americana de combate ao narcotráfico para pedir apoio contra facções criminosas no Rio. A PF aponta que o ex-secretário estadual de Fazenda, Juliano Pascoal, teria sido nomeado por alinhamento de interesses. Além disso, uma lei estadual de parcelamento tributário foi apelidada internamente de Lei Ricardo Magro, que as condições de renegociação se ajustavam perfeitamente aos interesses dele.

A lei saiu só um mês depois da refinaria ser interditada pela ANP, a Agência do Petróleo, e pela Receita Federal, na Operação Cadeia de Carbono. Não confunda com o carbono oculto, vou falar dela mais para frente. A PF diz ainda que o ex-procurador-geral do Estado, Renan Miguel Saad, atuou na Justiça para defender a retomada das operações da refinaria depois da interdição, em uma manifestação que teria sido encomendada pelo próprio Cláudio Castro.

A operação mirou ainda o desembargador Guaracide Campos Viana. Ele foi afastado pelo Conselho Nacional de Justiça em março por dar decisões consideradas ilegais no processo de recuperação judicial da Refit, beneficiando a empresa, mesmo depois do Superior Tribunal de Justiça, mandar suspender o caso. Juliano Pascoal, que eu citei aí atrás, e Renan Saad, já tinham sido exonerados no mês passado pelo governador interino, Ricardo Couto.

Eu te lembro que o Rio de Janeiro está sem governador oficial desde março, quando Cláudio Castro renunciou um dia antes de ser condenado pelo TSE à inelegibilidade. E aí, desde então, é Ricardo Couto que comanda o Estado. Ele é presidente do Tribunal de Justiça. E ele colocou de volta na Procuradoria do Estado o Bruno Dubê, que atuava para cobrar os bilhões de reais sonegados por Ricardo Magro, mas acabou sendo demitido por Cláudio Castro em 2023.

Vamos falar dele, então. O principal alvo da operação, Ricardo Magro, está sendo procurado pela Polícia Federal e teve o nome incluído na difusão vermelha da Interpol. Ele é considerado um dos maiores devedores de impostos do país, sendo o maior devedor de ICMS de São Paulo, o segundo maior do Rio de Janeiro e um dos maiores da União. O Ricardo é magro, mas a dívida é gorda.

As autoridades apontam que a refite funcionava como uma refinaria fantasma, simulando o refino enquanto importava derivados praticamente prontos para pagar menos imposto. Ricardo Magro estruturou uma rede de empresas de fachada, holdings e laranjas para esvaziar os bens da refinaria e ocultar patrimônio. O nome dele já tinha aparecido na Operação Carbonoculto, agora sim, que investigou o PCC no mercado de combustíveis.

Magro também virou assunto no debate político nacional recentemente. Você ouviu aqui no Panorama que o presidente Lula declarou publicamente que conversou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e esperava a prisão do empresário.

Durante as buscas dessa manhã, a PF apreendeu pelo menos 700 mil reais em dinheiro vivo. A maior parte estava na casa do policial civil Maxwell Moraes Fernandes. Os agentes encontraram, veja você, cerca de 500 mil reais em espécie guardados em caixas de sapato.

O ministro Alexandre de Moraes determinou o afastamento de Maxwell da Polícia Civil. Segundo a investigação, Maxwell, em vez de investigar a refite, alertou os fiscais e abafou o caso. O policial tem salário líquido de cerca de R$ 13 mil. Ele precisaria trabalhar mais de quatro anos sem gastar nada para juntar o valor que foi apreendido. Além dele, dois escrivães da Polícia Federal foram afastados por suspeita de participação no esquema e o núcleo administrativo da refite também é alvo.

Em nota, a defesa de Cláudio Castro se disse surpreendida pela operação e afirmou que ele está à disposição da Justiça. A nota diz que todos os atos da gestão seguiram critérios técnicos e que o governo Castro foi o único a conseguir que a refite pagasse dívidas, garantindo parcelamento de quase um bilhão de reais, que hoje estão suspensos por decisão judicial. A assessoria reforçou que a Procuradoria-Geral do Estado moveu várias ações contra a refinaria para cobrar o que era devido.

A Refit também se manifestou. A empresa informou que as disputas fiscais estão sendo discutidas judicialmente, negou qualquer irregularidade ou ligação com o crime organizado e afirmou que herdou dívidas de gestões passadas. A companhia declarou que pagou cerca de R$ 1 bilhão em impostos ao Rio de Janeiro no último ano e que as operações policiais prejudicam a concorrência.

A Corregidoria da Polícia Civil do Rio informou que colabora com a Polícia Federal e vai cumprir o afastamento do policial Maxwell Fernandes. As demais defesas não foram encontradas. A comentarista de Política do Valor e da CBN, Maria Cristina Fernandes, avalia o impacto sobre a política do Rio de Janeiro, em especial sobre o PL e o bolsonarismo. Entre os alvos da operação, são 17 autores, tem um executivo da Refit.

que é Jônatas Assunção, que a gente precisa prestar atenção nesses nomes pelos vínculos que eles têm. Ele foi secretário executivo da Casa Civil durante o governo Jair Bolsonaro. Quem era o titular da Casa Civil, que o colocou neste cargo, era o homem de confiança, braço direito dele.

era o então ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, senador da República, que também está aí encrencado no Master. O que vai acontecer ainda neste campo? Como é que o PL vai fazer campanha no Rio de Janeiro com todo o seu esquema aliado ao Ricardo Magro desbaratado? Acompanhe esse tema já há algum tempo porque é um disparate gigantesco. O que eu ainda não consigo responder é por que tanta demora.

É um quebra-cabeça que mostra como, ao longo dos últimos anos, o Centrão se aliou ao bolsonarismo para fazer do Congresso Nacional, da Assembleia Legislativa do Rio e, quiçá de outras Assembleias Legislativas, o avalista de crimes sucessivos cometidos por grandes empresários, associados, inclusive, ao crime organizado.

E o dólar voltou a subir fortemente depois dessa segunda reportagem do Intercept, mostrando o contrato de Eduardo Bolsonaro como produtor do filme sobre Jair Bolsonaro. O dólar comercial fechou em alta de 1,63%, cotado a R$ 5,06. Numa semana, a moeda subiu 3,4%.

O euro vale R$ 5,88, com valorização de 1,19%. E o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo caiu 0,61%, aos 177.283 pontos. Numa semana, o Ibovespa caiu 3,7%.

A direção da Polícia Federal mudou a equipe que investiga fraudes em aposentadorias do INSS na Operação Sem Desconto. O caso saiu da delegacia previdenciária e vai para o grupo que atua no Supremo Tribunal Federal. Segundo a apuração do portal G1, o motivo são suspeitas de corrupção envolvendo políticos com foro privilegiado.

Com isso, a apuração deixa às mãos do delegado Guilherme Figueiredo Silva, que investigava o suposto envolvimento de Fábio Luiz Lula da Silva, filho do presidente Lula, com o lobista preso Antônio Carlos Antunes, conhecido como careca do INSS. A mudança surpreendeu investigadores e provocou reação da oposição. O deputado Sostenes Cavalcante, do PL, já pediu a convocação do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para explicar a troca.

E o ministro Alexandre de Moraes, do STF, votou para tornar réus três policiais civis do Rio de Janeiro por associação criminosa e obstrução de justiça. Os delegados Rivaldo Barbosa e Giniton Lages, além do comissário Marco Antônio de Barros Pinto, são acusados de abafar investigações de assassinatos para proteger milicianos.

Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República, Rivaldo assumiu a chefia da Polícia Civil um dia antes do assassinato da vereadora Marielle Franco, em março de 2018, e escalou o próprio grupo para o caso. Em março desse ano, o delegado já tinha sido condenado a 18 anos de prisão por corrupção e obstrução. Agora a defesa contesta a nova denúncia. O advogado Marcelo Ferreira diz que faltam provas e que Rivaldo já foi julgado pelo Supremo por esses mesmos fatos.

O caso é analisado no plenário virtual da primeira turma do STF. Israel e Líbano concordaram em estender por 45 dias o cessar-fogo que começou em 16 de abril. A informação é do Departamento de Estado dos Estados Unidos. As negociações aconteceram em Washington e novas reuniões já estão marcadas para os dias 2 e 3 de junho. Mas apesar da trégua, os dois lados têm trocado acusações de violação.

A diretoria colegiada da Anvisa manteve por unanimidade a suspensão de detergentes, sabões líquidos e desinfetantes da marca IP, com numeração final de lote 1. Os diretores apontaram um histórico de contaminação por bactérias e exigiram um plano para retirar os produtos do mercado.

Por causa disso, a IP suspendeu o ressarcimento aos consumidores. A empresa orienta que os produtos com lote final 1 fiquem guardados e informou que colabora com a Anvisa para encontrar uma solução definitiva. Itens com outros finais de lote e o sabão em potixam continuam liberados.

Um novo relatório da OMS aponta que a pandemia da covid-19 provocou mais que o triplo de mortes notificadas oficialmente. Segundo o relatório Estatísticas Mundiais de Saúde 2026, a pandemia causou 22,1 milhões de mortes em excesso no mundo entre 2020 e 2023, enquanto o número anterior era de 7 milhões.

A análise só foi concluída agora, em 2026, porque metade dos países tem dados de mortalidade de baixa qualidade e um terço nunca enviou as informações para a OMS. A crise foi tão grave que apagou quase uma década de ganho na expectativa de vida global, que caiu de 73 para 71 anos em 2021. Aí, com a ampliação da vacinação, a expectativa de vida global voltou para 73 anos no final de 2023.

O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, do PT, foi diagnosticado com linfoma, um tipo de câncer que afeta o sistema linfático. A informação foi divulgada pelo Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde o político de 80 anos está internado desde o dia 10 de maio. Segundo os médicos, Dirceu está em boas condições clínicas e vai iniciar o tratamento no hospital. O diagnóstico acontece dois meses depois do ex-ministro anunciar que vai disputar uma vaga na Câmara dos Deputados depois de 24 anos fora das urnas.

O São Paulo fechou a contratação do técnico Dorival Júnior até o fim da temporada. O acordo foi fechado depois do treinador aceitar receber cerca de 2 milhões de reais para ele e para a comissão dele. Essa vai ser a terceira passagem de Dorival pelo clube. Na segunda, em 2023, ele conquistou o título inédito da Copa do Brasil para o São Paulo.

Treinador de 64 anos, acumula quatro títulos dessa competição no currículo, além de uma Libertadores. Ele chega para substituir Roger Machado, demitido depois da eliminação na Copa do Brasil, para o Juventude.

Antes da Rádio Sucupira, de todas as sextas-feiras, convido você a mandar mensagem para o Panorama. Meu e-mail é leandro.golveia.com.br. No Instagram é só procurar por Le Reis Gouveia.

O Ademir de Oliveira, de Belo Horizonte, diz que está muito curioso para saber como vai ser a Rádio Sucupira com esse rolo do áudio do Flávio Bolsonaro. Ele me mandou uma mensagem pelo Instagram. Na caixinha de comentários do Spotify, a Rayane Paulo falou que a Rádio Sucupira vai precisar de um bloco próprio. Já tem um bloco próprio, né?

mas hoje vai ser especial. Luciano Paiva falou que Oscar não, mas a julgar pela personalidade por trás do filme, o prêmio Frambuesa de Ouro é certo. Obrigado a todos que mandaram mensagens, aliás, foi uma enxurrada. Muitos comentários mesmo, eu olhei todos, não dá para registrar aqui, mas agradeço demais. Então vamos à oitava arte, que é a Rádio Sucupira.

É um baú, rapaz, supira. Poxa, eu há de reconhecer. Eu tento reconhecer que estou trazendo homem aqui agora, que aliás vai custar uma oportunidade. Só sabe qual é o preço do café de força? É maior do que a receita de todo mês, ninguém se desfaz. Então, mas é tudo isso, né? É, tudo isso. Eu posso ir, inclusive, até perder dinheiro, não está brincadeira.

Aliás, eu estou fazendo isso mais pela realização dos sonhos do meu pai. Nada mais é do que um filho procurando investidores privados para fazer um filme privado sobre a história do seu próprio pai. Pra frente, chucupira!

Com toda aquela empáfia, cheia de... Veja com quem tá falando e olha aí. A gente vai nos antigamente dele e acaba com o topete do bicho. O que foi que ele fez, Coronel? Entre os prejudicamentos, o maior dele é no lado moral. E apesar de você ter dado liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando, tá? Mas, enfim...

É porque está num momento muito decisivo aqui do filme e como tem muita parcela para trás, cara, está todo mundo tenso. Eu ainda não recebi aquela verba. Não, é a nova verba.

Eu até queria que Sua Excelência pudesse fazer uma forcinha, né? Então se você dá um toque, uma posição ainda, né? Porque a gente precisa saber o que faz cara da vida, porque tem muita conta pra pagar esse mês. Você sabia que ele ia ser preso? Não, eu não sabia, mas eu imaginava. Sabia sim, devia ter dito.

Ninguém sabia de nada, agora que estava todo mundo esperando a prisão, afinal de contas ele tem uma função de crime, precisa acertar a conta com a justiça. Você já sabia que o Borcaro seria preso, claro que você sabia, por isso você ligou desesperado. Mas aonde foi parar todo esse dinheiro, se a produção declarou que não recebeu um dólar sequer? Não existe empresário no Brasil.

Que tenha coragem de assumir os riscos que eu estou assumindo. Gente, nenhum centavo que saia do bolso de Daniel Vorcaro é privado. 100% do patrimônio de Daniel Vorcaro é roubado. Os fundos já estão guardados e separados. O homem está despejando dinheiro grosso. O camarada pede para patrocinar o filme do pai dele. Ele pede 134 milhões e cai 61 milhões. Sabe o que eles queriam fazer?

Usar o filme do pai para lavar dinheiro. Nós estamos precisando desse dinheiro para resolver grandes problemas, senhor presidente. Não foi que o Eduardo Bolsonaro, todos os recursos que foram aportados neste fundo, que é específico para a produção deste filme, o advogado é um advogado de confiança do Eduardo Bolsonaro.

cargos de confiança. E se a gente não tiver confiança nos parentes, em quem vamos ter confiança, né? Senador, por que que o filme do seu pai foi bancado pelo Vorcaro? É mentira! É mentira! Tudo é calunismo! Bom trabalho militante, vamos lá. Se eu falasse que eu conhecia, eu ia, na sequência, ter que falar qual é a relação que eu tinha com ele. É a relação ao filme. Foi só por isso que eu perci de preservar o seu amigo pessoal.

Mas eu não sou responsável pelas atitudes e os atos, mas esse é um detalhe que ninguém vai esquecer. Irmão, meu irmão, é uma expressão que a gente cumprimenta até o... Vai pedir um pouco na praia, meu irmão, me dá um pouco aí. Não significa intimidade. É o meu linguajar, como eu falo com as pessoas. Qual o problema de falar assim com ele? Meu amigo não me chama de amigo. Porque um amigo não trai o outro.

As falas da novela O Bem Amado foram cedidas pelo acervo da TV Globo. O texto é de Dias Gomes e a interpretação do prefeito Odorico Paraguaçu é de Paulo Gracindo. Edição de Edmilson Fernandes e Cláudio Antônio. Lembrando que a Rádio Sucupira tem podcast próprio também, caso você tenha perdido algum episódio ou queira compartilhar.

Antes de aproveitar o fim de semana, não esquece de deixar o Panorama salvo aí na sua biblioteca do Spotify. E neste sábado, agora sim, você vai começar a ver aí na lista de episódios do Panorama, os episódios do novo podcast da CBN, feito em parceria com o jornal O Globo.

PCC, o salve geral. Cada sábado, um novo episódio, começando pelo que foi aquele maio de 2006, quando o PCC aterrorizou São Paulo. Os quatro primeiros episódios já estão disponíveis aí no seu aplicativo. Aproveita o fim de semana para maratonar.

E essa edição do Panorama vai ficando por aqui. A produção e o roteiro foram feitos por mim, Leandro Gouveia, e a edição e a sonorização por Anderson Wendel, o Tico. A próxima edição do Panorama chega às plataformas por volta das sete da manhã de segunda-feira com Bianca Santos. Bom fim de semana para você.

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