Episódios de Maestros do Sucesso

Porque 99% das empresas não geram resultado com IA (GrowthTec) | Maestros do Sucesso #44

30 de junho de 202648min
0:00 / 48:37

Sua empresa comprou licença de IA e não viu resultado nenhum? O problema quase nunca é a ferramenta.

Neste episódio do Maestros do Sucesso, Rafael Silveira e André Reichelt recebem Stefanno Polidoro, CEO e founder da GrowthTec e bailarino profissional desde os 14 anos.

Formado em Gestão de Tecnologia e Projetos e alpha tester do GPT em 2022, Stefanno estruturou o conceito AI First e hoje ajuda o Middle Market brasileiro a transformar inteligência artificial em resultado real, e não em mais um custo de token.

Ao longo da conversa, Stefanno explica por que disciplina vence talento, lição que trouxe do balé para a gestão, e mostra por que, segundo as grandes consultorias, o impacto real da IA nas empresas ainda é inferior a 1%.

A resposta não está na tecnologia, mas em dado, contexto, processo e capacitação.

Você vai entender por que "plug and play" não funciona em implementação de tecnologia, qual foi o erro societário mais caro da trajetória dele e o que aprendeu sobre partnership, além de por que toda empresa precisa ser, ao mesmo tempo, uma empresa de mídia e de tecnologia.

Um episódio sobre gestão, execução, inteligência artificial, liderança, sociedade entre fundadores e os desafios de crescer em um mercado que está passando por uma mudança de era.

Navegue pelo episódio:

00:00 – Abertura

00:38 – Do balé ao empreendedorismo: a história de Stefanno

03:30 – Disciplina vence talento: o que o esporte de alto rendimento ensina

07:43 – A transição de bailarino para CEO de tecnologia

13:18 – O primeiro grande erro: sócios sem acordo de sócios

18:02 – Partnership: como atrair e reter talento no jogo do mercado

20:55 – Planejar é fácil, executar é o que separa as empresas

21:24 – A GrowthTec e a visão de 5 anos: a mudança de era

27:24 – IA não substitui, aumenta: o caso do radiologista

29:50 – Por que toda empresa precisa ser de mídia e de tecnologia

38:15 – O fim do tráfego pago como única via de aquisição

40:45 – Por que "plug and play" não funciona

45:08 – Livros e referências

📢 Conecte-se com quem participou deste episódio:

Stefanno Polidoro (Convidado) https://www.linkedin.com/in/stefannopolidoro/

O Código Polidoro Podcast https://www.youtube.com/@stefannopolidoro

Rafael Silveira (Host) https://www.linkedin.com/in/rafaelfsilveira

André Reichelt (Host) https://www.linkedin.com/in/andrereichelt

📚Livros indicados:

O Verdadeiro Poder — Vicente Falconi

Leitura obrigatória para qualquer gestor ou empreendedor. Falconi ensina, na prática, como gerir projetos com foco no que realmente importa: resultado.

Meditações — Marco Aurélio

Um clássico do estoicismo que, segundo Stefanno, é livro para se ter por toda a vida. Acesso direto à mente de um dos maiores imperadores da história e às decisões que o tornaram referência.

Outliers — Malcolm Gladwell

Gladwell mostra que o sucesso de gênios como os Beatles e Michael Jordan não é só talento, mas trajetória, contexto e consistência.

Scrum — A metodologia ágil de gestão de projetos

Indispensável para empresários que querem trazer organização e processo para o dia a dia da empresa.

@midfalconi em todas as redes sociais

#InteligênciaArtificial #Gestão #Liderança #AIFirst #empresário

Participantes neste episódio3
A

André Reichelt

HostGerente regional na Mid
R

Rafael Silveira

HostDiretor Mid
S

Stefanno Polidoro

ConvidadoCEO e founder da GrowthTec
Assuntos6
  • Criação de Conteúdo para EmpresasIA First · Desafios do middle market · Dados e contexto · Processos e capacitação · Plug and play
  • Atração de Clientes (Tráfego Orgânico e Pago)Fim do tráfego pago como única via · Custo de aquisição de leads (CPL) · Estratégias orgânicas e de relacionamento · Automação em redes sociais
  • Trajetória de Stefanno PolidoroDo balé ao empreendedorismo · Disciplina e resiliência · Transição para tecnologia
  • Aprendizado com ErrosAcordo de sócios · Partnership estratégica · Atração e retenção de talentos · Growth Tech
  • Estratégias de Negócios e InovaçãoEmpresa de mídia e tecnologia · Proficiência em IA · Novas profissões e remuneração · Geopolítica da IA
  • Recomendações para EmpreendedoresO Que Importa é Resultado · Meditações · Outliers · Scrum
Transcrição126 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
RSRafael Silveira

Olá, sejam muito bem-vindos a mais um episódio do podcast O Maestro do Sucesso, o podcast que revela os bastidores de gestão e liderança das médias empresas. E para isso, hoje nós estamos aqui com o Stefano, que é CEO e founder da Growth Tech. Stefano, muito obrigado por ter aceitado o nosso convite e estar aqui com a gente no nosso podcast.

?Voz 1

Eu que agradeço, pô, uma honra, né, participar do ecossistema Falcone. O próprio professor é uma referência para mim em gestão, estudo há anos ele, eu que agradeço a oportunidade.

RSRafael Silveira

E antes da gente seguir, sou Rafael Silveira, sócio da Falcone e diretor da Mid.

ARAndré Reichelt

E eu sou André Raixo, gerente regional na Mid.

RSRafael Silveira

Stefano, pra gente começar, a gente gosta muito aqui do Maestro Sucesso da gente conhecer a história, né? E a gente tava conversando aqui nos bastidores aqui antes, né? E você começa com a história diferente. Acho que talvez é o primeiro bailarino que a gente entrevista. Conta pra gente como foi o Stefano, a sua carreira, sua história na verdade. Que mudou para você ser um empreendedor ali, que te ajudou a ter esse alicerce do empreendedorismo?

?Voz 1

Interessante, né? A gente estava conversando um pouco antes, né, falando sobre o balé, a dança. Então, eu trabalho desde os meus 14 anos e danço desde os meus 14 anos. Na verdade, até um pouquinho antes ali, mas não conta, né? Eu soltava panfleto na Acer, quem é de São Paulo vai conhecer, Acer São Bento ali. Então, um pouquinho antes já comecei a trabalhar. E entrei na dança muito cedo e eu lembro, né, de entender, pô, por que que a minha mãe, né, foi minha mãe que me colocou na dança, por quê?

E eu lembro dela falando, ah, você vai aprender coisas que vai servir pra vida toda, né? Então muita coisa da dança, do balé, né, e é importante assim até o cenário, no meu caso, né, eu fiz dança de salão, fiz balé, fiz jazz, sapateado, todos os tipos de dança. E como tem muita falta Né, de... Pega a dança, né? Você precisa pôr o balé, você tem a bailarina, o bailarino, sempre é um par ali, né? E eu acabei fazendo tudo que dava em vários tipos de apresentações, então aprendi muita coisa e isso você vai levando para o resto da sua vida.

Então, pô, depois já começou a trabalhar com tecnologia também, desde cedo. Eu lembro da fase de implementar a transformação digital nas empresas, né? Cloud, quando você começa a sair do in loco para nuvem, né? O que é nuvem? Tem que explicar, né? Pô, lembro de fazer projetos Tendo que explicar como é que faz essa transição, segurança da informação. E tudo foi muito cedo, né? Então, pô, já estudando tecnologia, já trabalhando de forma concomitante, né?

Uma coisa junto com a outra. E aí chega um momento que eu começo a racionalizar um pouco para focar mais em uma coisa, né? Não dá para ser bom em tudo. Ou você faz uma coisa muito bem, ou você, né? Eu brinco com o pessoal que é o pato, o cara faz tudo, tudo bem, e não faz nada direito. Então, aonde você vai focar pensando os próximos passos, né? Os próximos anos. E tecnologia, querendo ou não, sempre é um que eu gostei, gestão, processo, né, BPM.

Eu amo assim, é um negócio que eu faço há muito tempo e até hoje é atual, né. Quantas empresas a gente pega, pô, pega a mídia, né, quantas empresas atende que precisam disso, né, desse aculturamento, desse letramento em gestão e BPM e tal. Então é uma trajetória muito focada sempre em trabalho, execução, que é o que o balé exige. Acho que o balé exige e explica muito isso, independente, tá, faça sol, faça chuva, 6:30, 7 horas começa a aula. Ah, não entrou na hora, você não entra.

ARAndré Reichelt

Eu ia até te perguntar isso, tu já deu um não. O que que o balé te trouxe, né? Te trouxe essa disciplina, mas o que que mais ele trouxe?

?Voz 1

Ah, resiliência, disciplina, organização, a parte mental, foco. Que mais, né? Pô, a cumplicidade também, né? Paciência é um negócio que tem que trabalhar até hoje, mas sim, a questão da repetição. Do, pô, tá bom, mas dá pra ser melhor. Você tá indo muito bem, mas você pode fazer melhor do que você tá fazendo, né? A questão, por exemplo, uma coisa que me ajuda hoje é de forma que hoje você percebe isso, né? Então, pô, eu dou palestra, faço evento, muita coisa.

Então, pô, chego a fazer evento, sei lá, pra mil pessoas, palestrando, explicando e tal. E isso é normal, porque eu já me apresentei pra muitas pessoas. Então, você acaba quebrando um pouco essa questão muito mais mental do que propriamente física. A questão física também, né, de ter um esporte, de ter uma rotina física é importante. E isso tudo você aplica a qualquer coisa, né, qualquer coisa. A gente tava até falando um pouquinho antes de começar a gravar a questão da dor, né.

Eu, por exemplo, hoje eu gosto muito de musculação, de outros esportes, né, e acaba uma das coisas, a consequência, ter dor. Mas, pô, É normal ter dor. Não é normal, mas quando você pratica um esporte como balé, por exemplo, você vai ter dor, né? Pra você passar o seu limite, você vai ter que... vai doer um pouquinho. Você vai pegar o seu corpo e fazer coisas que não necessariamente ele tá acostumado a fazer. Mas não quer dizer que ele não seja capaz de fazer.

É isso, isso o balé mostra muito, né? Não assim, ah, porque... Pô, como é que aquela pessoa faz aquilo? Ela treinou muito pra fazer aquilo. Muito, né? Obviamente você pode ter um pouco de genética no meio, Mas a consistência ganha da genética, o balé mostra isso assim, né? Pô, pega casos e casos aí, não necessariamente a pessoa tinha a melhor genética, mas ela foi a mais consistente, a que conseguiu durar mais tempo fazendo aquilo. Isso serve para tudo na nossa vida, né?

ARAndré Reichelt

O Cristiano Ronaldo, ele é um bom jogador de futebol, talvez ele não fosse tão excelente se ele não tivesse essa disciplina que ele tem, né?

?Voz 1

Gostei da comparação aí, aí foi bom, muito obrigado inclusive.

ARAndré Reichelt

É um excelente jogador, né? Gosto muito do futebol dele. Agora, talvez ele não chegasse, né? E a gente tava falando do Nadal, né?

?Voz 1

Também.

ARAndré Reichelt

Ele falou, né? Eu tava vendo o documentário dele, ele falou que se ele não fosse até o limite dele, ele falou, eu teria ganho 10 ou 12 Grand Slams a menos. Então, mesmo um jogador de ponta, se ele é consistente, se ele é disciplinado, né? Se ele tem resiliência, ele vai mais longe do que um mesmo jogador de ponta que não se esforçou tanto. Então, acho que traz muito isso, né?

?Voz 1

Sim, sim. Pô, isso vai sempre ganhar do talento, né? A consistência, o treinamento, ele vai ganhar do talento. E a gente tem provas brasileiras disso, né? Quantos profissionais, jogadores, enfim, que poderiam ser, mas não foram, não porque não tem talento, mas porque não tem ali a consistência de treinamento que precisa. E hoje você deu o exemplo de esporte, né? Hoje o esporte, ele tá cada vez mais científico. Você pega o cara ali, meu, você treina ele pra aquela posição.

Pega o futebol. Hoje, pô, você tem profissionais de futebol que são especializados em fazer uma coisa. E ele é treinado para aquilo, o treinamento dele é para aquilo, é tudo específico. Então, cientificamente, ele vai ficar melhor do que um profissional que é generalista. Olha que louco, se até no futebol a gente está trazendo método, gestão, disciplina, por que não nas empresas como um todo? E o esporte como um todo eu recomendo para qualquer pessoa.

Não importa o que seja, assim, pô, gosto de correr, gosto de andar, gosto daquilo, gosto daquilo. Eu acho que vai muito além do corpo, o corpo ele é um reflexo. Né, ele vai muito para mente. Hoje mesmo, né, hoje, pô, fui treinar e de manhã eu tava bem, conversei com algumas pessoas de manhã, aí uma já falou assim para mim, vai treinar que você tá estressado. Aí eu fui e você abaixa um pouco adrenalina, tá? É importante, é importante, né?

ARAndré Reichelt

E como é que foi? Eu fiquei bem curioso assim, Paulo, de um bailarino, como é que tu passou, né, para uma empresa Hoje muito consolidada. Como é que foi essa tua transição? Conta um pouquinho mais.

?Voz 1

Sim, vamos, vamos.

ARAndré Reichelt

E depois conta um pouquinho da Growth Tech também, que a gente está curioso.

?Voz 1

Fechou. Então, pô, trabalhando ali, comecei a trabalhar com 14, aí já fazia 14, 15 concomitante ali projetos também de tecnologia, implementação de softwares e afins. Além de processo, como eu expliquei, já cheguei até a fazer servidor Linux, né? Isso fazia sozinho e aí cheguei a ter um time. A transição de um para o outro foi entre 20 e 21 anos, né? Eu já tenho 32. E foi quando eu comecei a fazer projetos maiores de tecnologia, que aí entra governo, entra empresas maiores, projetos mais complexos que são melhores remunerados, né?

Você tem maior remuneração aqui. E aí, na época, eu lembro de fazer uma conta, né? O que que eu quero pro próximo... Eu sempre gosto de planejar o Stefano de 5, 10 anos pra frente. Então, vamos pegar o balé. Pô, o balé às vezes... Não, quase sempre, Você treina 6 meses pra se apresentar uma vez. Você tem 6 meses de treinamento pra se apresentar uma única vez. Tá, como a gente traz isso pro nosso dia a dia? O que que eu quero de mim, né, do Stévio daqui X anos?

Eu vou ter que fazer isso agora pra daqui X anos isso acontecer, certo? E esse momento lá atrás, né, foi importante a questão de carreira. O que que eu quero fazer, onde eu quero estar, o que que eu realmente vejo no longo prazo, né? O que que são carreiras que têm longevidade, ou seja, que são perenes. O bailarino, ele não é perene, o corpo uma hora, né, vai mudando, assim como qualquer profissional que depende do corpo. E aí você começa, eu comecei a fazer conta, comecei a, o meu tempo começou a migrar, né, então pô, tô me dedicando mais o meu tempo a projetos do que a dança e tal.

Aí foi uma transição meio que natural e sempre fazendo projetos de tecnologia, projetos com empresas focando no mercado B2B. Que eu brinco que até hoje é o mesmo processo de implementar a tecnologia, só muda a tecnologia, né? Agora a gente fala de inteligência artificial, né? Outro dia falava, sei lá, de Microsoft, outro dia falava de transformação digital. A tecnologia sempre vai mudando, mas o processo é sempre o mesmo. E aí começa a fazer projetos maiores aqui, entro na área da saúde, entro forte na área da saúde com um projeto que a gente já tem, acho que já vai para 8, 10 anos, um projeto na área da saúde clínica, Então a gente começa a montar clínicas particulares com processo, com metodologia, com tecnologia, né?

Sempre pensando em método, né? Como o Vicente Falcone fala muito. E isso começa a tomar mais corpo, né? Marca, traz a internet. Então eu mesmo trabalho com tráfego pago, trabalho com internet desde quando veio pro Brasil, né? A gente tá falando aí de 10, né? 10, 12 anos atrás. E o boom mesmo foi na pandemia, né? Que realmente explodiu. Então eu acompanho todo esse mercado. Faço projetos nesse mercado e invisto nesse mercado. Inclusive, tem até vídeo meu falando, pô, o que você gosta de investir?

Tecnologia e marketing. É sempre, sempre foi isso, atrelado a empresas e a projetos. E tanto na parte de implementação de tecnologia, então, pô, vou implementar qualquer tecnologia, como a parte educacional também, que é um tema muito importante. Hoje em dia, por exemplo, vamos lá, vamos pegar o ponto aqui do momento que a gente está hoje. As inteligências artificiais, as LLMs da vida e tal. A gente tem a tecnologia, mas não necessariamente as pessoas sabem usar isso.

Então, projeto de tecnologia geralmente vem acoplado de um projeto educacional. Como usar? Como implementar? Como extrair valor da melhor forma disso? Tem um processo, tem um método. Aí volta lá para o balé, é a mesma coisa. Pô, você vai aprender tangi. Tangi é tangi. É um passo que em qualquer lugar do mundo é o mesmo passo, né? Grand Ecarte é o mesmo. E você sempre faz a mesma coisa com método, com repetição, e ele vai melhorando.

Então a transição foi muito financeira e de alocação de tempo, sempre, né? A grande pergunta, a grande pergunta que inclusive falaram para eu tatuar isso é ROI, né? O meu tempo tá dando ROI? O tempo alocado aqui ele dá ROI? Qual ROI que eu quero? Geralmente a gente tem o ROI financeiro, tem o ROI intelectual, né? Vamos pôr um ROI espiritual. Às vezes você tem alguma conexão na sua vida, eu mesmo aprendo muito, pô, tenho muitos mentores, que o que que essa pessoa me traz, né?

Eu falo, pô, pela posição, pelo tempo, pelo tempo que eu faço as coisas, eu acabo tendo acesso a pessoas, sei lá, pô, venderam empresas, fizeram IPO de 4 bi na bolsa. O que que essa pessoa vai me ensinar? Com certeza ela vai me ensinar alguma coisa. Com certeza ela vai me ensinar alguma coisa. E isso vai moldando você, né? Então, pô, o Falcone é uma referência pra mim desde quando eu comecei. Então, além de pegar o que ele ensina, Aplicar também.

Aplicabilidade é importante. Vocês veem isso no dia a dia, aplicabilidade das pessoas?

RSRafael Silveira

Com certeza, né? No fundo, a gente vê que a gente fala muito, né, planejar, planejar, fazer um bom planejamento estratégico, qualquer um faz. PPT bonito é fácil. Agora, tirar do papel, executar, a disciplina da execução, que é a disciplina do treinamento de 6 meses, é aí que na verdade 90% das empresas fracassam. Olha aí, por falta de execução, né? Planejar é gostoso, planejar. Sim, quem gosta, né? É gostoso ver, elucubrar como é que vai ser.

Agora, tirar aquilo do papel dá trabalho, né? Estefano, você até falou um negócio várias vezes aqui de erros, de aprendizado, né? Do mercado mudando, até dos se preparar 6 meses para uma única apresentação, né? É, qual foi o primeiro grande erro? Da Growth Tech, é nessa sua jornada ali.

ARAndré Reichelt

E conta um pouquinho também da Growth Tech.

RSRafael Silveira

É que a gente não sabe o que é Growth Tech.

?Voz 1

Não, pô, nós somos uma empresa de tecnologia, né? A Growth Tech é, digamos, ela é a concepção do que eu fiz a minha vida toda, né? Então ela é uma empresa de 2026, desse ano, mas que já tá, já vende projetos como ela vende desde 2022, que foi quando as LLMs entraram no mercado, né? O GPT veio em novembro de 22 e lá eu já entendi o conceito e aí foi. Certo, que você começa a implementar inteligência artificial de forma cross nas empresas.

Então antes a gente tinha pessoas, processos e produtos, certo? Hoje a gente tem IA aqui no meio, e aonde as pessoas usam processos, onde são, onde é usado, e produtos que são consequência desses dois, né? Então eu comecei a trazer projetos de inteligência artificial especificamente, e a Growth Tech agora atende o middle market, tanto com, a gente atende com 3 produtos principais, um de qualificação de leads, que é o nosso BDR.

A gente implementa e estrutura o processo comercial da empresa, tanto quem tem lead quanto quem não tem, porque hoje com a internet é capaz você trazer o seu ICP, você criar toda uma esteira de prospecção. Então é uma dor bem específica que a gente resolve. Pô, gera lead qualificado, gera call agendada, gera lead pré-qualificado, aí depende ali do projeto do nosso cliente. O segundo são os serviços tailor-made, que exigem mais integração de software, mais complexidade para empresas um pouco maiores e mais estruturadas.

E o terceiro, que eu gosto muito especialmente, que é educação. Letramento, né? O letramento e iForest, como usar as novas tecnologias para realmente você ganhar produtividade no dia a dia, né? McKinsey, as grandes consultorias já prevê que o impacto real é menos de 1%, porque a questão não é a tecnologia, é a implementação correta, como usar isso da melhor forma gerando ROI. Então, isso que a Growth Tech faz. Aí você perguntou se fez a questão...

RSRafael Silveira

O primeiro grande erro.

?Voz 1

Primeiro grande erro, pô. E vários erros, né? Mas entre os projetos, inclusive eu falei isso com a minha sócia esses dias, eu falei: Pô, um grande erro que a gente teve, porque vamos pensar assim, o que que é erro, né? Alocação de capital. Pô, perder dinheiro é um erro? Não, você aprendeu. Então vamos tirar o erro de dinheiro, de alocação de capital, vamos colocar erro de tomada de decisão. Esse eu acho que são os principais quando a gente pega os milestones e os bullet points da história.

É, inclusive eu falei isso ontem com um mentor nosso, olha isso, né, que interessante. É dar sociedade para as pessoas vestem Cliff e tal, ao invés de primeiro trazê-la para o projeto em troca de resultado no longo tempo. Então a troca não é: ah, vamos trabalhar em conjunto, gerar resultado e daqui existe uma consequência de sociedade. A ideia inicial, ao invés de ser isso, que é o correto, né, hoje a gente aprende, foi dar de largada sem ter a contrapartida.

Por quê? Pô, porque a pessoa é bacana, porque ela é isso, porque ela é aquilo e tal. Mas isso acaba dando errado, isso acaba dando errado. E aí você depois gera um outro tipo de problema, que é um problema societário, que é muito pior do que um problema trabalhista ou qualquer outra coisa. Então o primeiro grande erro foi esse, esse aí, sócios errados, trazer sócio errado. Nossa Senhora, sem um acordo de sócios, sem ter um acordo de sócios antes de qualquer coisa.

ARAndré Reichelt

A gente teve inclusive uma um podcast com o Gabriel sobre partnership, né? E ele fala muito sobre isso. Até fica a dica para os nossos ouvintes aí, né?

?Voz 1

Sobre como construir uma partnership de verdade. Acho que um dos maiores casos que a gente tem no Brasil, a própria Falcone é uma partnership, né? A própria Falcone é uma partnership. Então, um dos maiores casos que a gente tem no Brasil é a própria Falcone. E sim, é um tema extremamente importante. E logo depois desse erro, o que eu fui estudar? Partnership. Falei, pô, tá, deu errado. Como é que faz isso aqui do jeito certo? Estuda, faz, aprende a aplicar isso do jeito certo, né?

Então, o primeiro grande erro foi trazer gente... Sócio que não é sócio. Porque sócio, ele precisa ter o comportamento de sócio.

ARAndré Reichelt

Sim.

?Voz 1

E é diferente do comportamento de um prestador de serviço, que é diferente de um comportamento de um funcionário. O que você espera do sócio é diferente de todos esses aqui.

RSRafael Silveira

Sim.

?Voz 1

E se a pessoa não tem esse comportamento, É uma soft skill. Como é que você vai puxar essa soft skill da pessoa? Não adianta, ela não tem. Como diria um grande mentor meu, a pessoa não vai entregar o que ela não tem. Não tem como, entendeu? Então esse, e esse aí foi, não foi uma vez não, esse aí.

RSRafael Silveira

E esse é um tema interessante, né, André? Porque a gente atende bastante empresa do setor de tecnologia, né? E esse é um ardor do setor de tecnologia, porque na verdade assim, ah, mas então você tá falando, você não deveria ter trago sólido, sócio. É porque a dura realidade é assim: se você não tivesse dado aquele cliff, aquele investimento, você não traria o talento.

?Voz 1

Exatamente.

RSRafael Silveira

Você tava jogando o jogo do mercado.

?Voz 1

Sim, é isso.

RSRafael Silveira

E você não estava preparado para aquele jogo. Esse é o problema. Porque eu vi que estão escutando de outros setores: ah, mas eu não tenho sócio. É porque o seu setor não é isso, né? Quando você tá falando de uma empresa familiar e tudo, mas não é isso a questão. A questão aqui é muito mais que para atrair alguns tipos de talentos Sim, você tem que jogar esse jogo e para reter também, né? Para reter, porque o outro lá, enquanto você não está dando ou tá esperando 1, 2 anos para dar o vesting, o concorrente seu já deu vesting.

O seu concorrente pode ser nem brasileiro, é concorrente americano com a cultura até mais forte disso do que aqui, né?

?Voz 1

Sim, isso é verdade, né? Eles trazem a cultura de fora e tá pagando em dólar, né? Aí como é que você compete, né? Então o Brasil é uma excelente oportunidade de empreender, eu acho que é muito por isso, porque é muito... Pô, a mídia ainda... Quantas pessoas precisam impactar e ter acesso a esse conhecimento? Ó, partnership é um negócio que eu já estudo há, sei lá, 10, 12 anos e ainda é atual, porque existem muitos erros ainda de societários que depois dá uma puta dor de cabeça pra resolver.

E às vezes um projeto que ele poderia ser muito bom, ele acaba não sendo não por conta do projeto, mas por conta das pessoas e... Da execução. Da execução.

ARAndré Reichelt

Da execução.

?Voz 1

Do que foi organizado ali.

RSRafael Silveira

E na verdade gera um desvio de foco, né? Porque antes que você tá querendo olhar, tá, o meu mercado é esse, meu cliente é esse, eu vou resolver essa dor, você tá resolvendo um problema interno. Puxa, esse sócio meu não tá performando. Aí o outro sócio fala, mas nós estamos carregando o piano, aquele lá é um folgado. Aí você começa a gerar entropia no time e você passa a ter um problema interno. Aí você deixa a estratégia que a gente fala para o seu concorrente.

?Voz 1

Essa é a pior discussão, hein? Quando entra nessa discussão aí, nossa, perder tempo com isso, né? Nossa, perder tempo com sócio que não faz o que deveria fazendo.

RSRafael Silveira

E você não tem ferramentas para tirar ele da sociedade, que é isso que quando a gente não tem o acordo de acionista pronto, como é que eu vou tirar?

?Voz 1

Governança é importante.

RSRafael Silveira

Como é que eu vou tirar se não tem previsão? A que preço?

?Voz 1

Exato, né? E eu vejo muito, né, o que eu pego muito no dia a dia, às vezes hoje, até hoje, é a irresponsabilidade com temas assim que são importantes. A pessoa pensa assim, ah, mas a minha empresa é pequena. Cara, toda empresa meio que começa pequena, né? Essa é a grande semelhança entre a empresa grande e a pequena, ou seja, a grande já foi pequena um dia. Certo? E ela começou de uma forma e foi aprendendo isso de alguma forma.

Então, se você hoje já tem acesso à informação, por que você não vai aplicar esse negócio? Você já mitiga risco ali, já mitiga problema. A gente, pô, eu já passei por situações que eu poderia não ter passado se eu soubesse dessa informação e tivesse aplicado. Você teria ganhado tempo.

ARAndré Reichelt

Sim.

?Voz 1

Tempo e o que você mais falou, que é extremamente importante, foco na execução. O que tira as coisas do papel, que fazem elas realmente acontecerem, é o fasejamento. Eu falei isso ontem. O mentor nosso falou, nossa, fasejamento é ótimo. Eu falei, é, é o fasejamento. Você tem que fazer, pô. Planejou e aí?

ARAndré Reichelt

É, muitas estratégias elas acabam dando certo por isso, né? Porque a execução ou ela foi falha ou nem aconteceu. Eu nem falhei porque nem executei. Nem executei. E conta um pouquinho mais, Céu, o que que tu tá enxergando com a Growth Tech, né? Porque tu chegou até aqui, né? Já é uma empresa que tem clientes, tá operando, já passou do product-market fit, né?

?Voz 1

Já.

ARAndré Reichelt

Como é que tu tá enxergando, né? Tu falou que gosta muito de planejar. Como é que tá enxergando os teus 5, 10 anos nesse oceano aí que tá navegando?

?Voz 1

Então, a gente tem um— nossa, tive uma conversa muito densa sobre isso ontem, inclusive com um mentor meu que já—

ARAndré Reichelt

Então tá bem fresquinho.

?Voz 1

É, não, ele já fez, né, ele já fez exit em empresa de tecnologia milionária, já fez coisas interessantes. E o que eu enxergo é uma mudança, a gente tá passando por uma mudança de era. Na minha visão, assim, inclusive nas palestras que eu dou em projetos, né, grupos fechados, pô, governo, situações específicas, a conversa é muito, cara, temos uma mudança de era, né? E aí essa mudança de era ela vai impactar empresas, pessoas, né?

McKinsey, vamos trazer dados que eu gosto de dados. A McKinsey ela prevê o impacto, se eu não me engano, de R$1 bi nos empregos negativo, Mas prevê também 1,2 positivo de novas habilidades, novas formas de trabalho. Então vamos jogar 5 anos para frente, assim, 10 anos é bastante, mas vamos jogar 5 anos. Com as novas tecnologias, elas entrando no nosso dia a dia e as pessoas utilizando, elas vão ver ROI, elas vão começar a entender um pouco como aquilo é no dia a dia dela, porque A tecnologia tá aí para todo mundo, ela já tá disponível.

A questão é como usa, qual a melhor forma, quais as melhores práticas, como é que não gasta mais do que era antes, né? Porque já tá quase demitir todo mundo, aí você já tá gastando mais de token do que você gastava antes. Então deixa, deixa o negócio acontecer, porque é normal. É igual a época da transformação digital, eu lembro, ninguém entendia nada, tá? No final foi todo mundo para nuvem, né?

ARAndré Reichelt

Hoje em dia o custo da nuvem estourava e tinha que ter otimização da nuvem, isso aí é a mesma coisa.

?Voz 1

E a tecnologia hoje é a mesma coisa. É, e eu vejo uma baita oportunidade para pessoas profissionais mudarem de área, aprenderem novas coisas, ganharem muito mais, né? Por exemplo, essa semana eu tô fazendo entrevistas, né, de pessoas que são 45+. Por quê? Porque ela já tem bagagem, bagagem, contexto, bagagem intelectual e contexto para uso de É muito melhor do que quem não tem. A forma de uso vai ser diferente, as perguntas, os prompts, sabe? O fluxo neural vai ser diferente.

ARAndré Reichelt

Isso que eu faço com aquele output.

?Voz 1

Que é a próxima pergunta, né? Eu falo muito nas consultorias assim, eu falo: beleza, você vai trabalhar com a IA tal, quem que toma a decisão final? É você, ué. Não é o robô. O robô não faz nada. Ele te dá toda a informação possível que você— o quanto mais você consegue extrair daquele negócio, ele vai te dar. Mas quem que faz? Você é um ser humano, né? Então o que que aconteceu com a nova tecnologia? Tem produto para tudo, todo dia aparece um produto para mim.

Ah, você vai ser miserável. Aí o cara traz aquele BP incrível que em 5 anos ele é bilionário. Aí o produto é, gente, produto é produto. Qual que é o próximo passo? Como é que eu valido meu PMF que você colocou, né? Ou quem é o meu cliente? Tá disposto a pagar? Isso aqui gera ROI para o cara, tal. Então Essa histeria coletiva tá acontecendo, normal. Aí você soma isso à digitalização, aí você pega um monte de player que não é de tecnologia, que não tem a menor ideia do que tá falando, falando.

Aí você convence um monte de gente a comprar esses cursos que no final o cara vai comprar e, como diria um amigo meu ontem, ele falou, cara, eu comprei um curso e não implementei nada. É porque não é só comprar o curso, você precisa implementar. E ainda mais sendo tecnologia, como é que você vai aprender a usar, sei lá, uma cloud code da vida se O jeito que eu uso é diferente, o jeito que você usa é diferente, o jeito que você usa é diferente, o jeito que o nosso time de tecnologia usa é diferente.

Cada um usa de um jeito, né? Por exemplo, tem time de tecnologia que, sei lá, usa o Gemini ao invés do cloud, usa o GPT, usa o código. Então as ferramentas estão aí disponíveis. Então a gente tem essa camada aqui que naturalmente vai começar a entender e começar a se perguntar: como eu uso no meu dia a dia? Produtividade, certo? Aí a gente tem as outras camadas de uso aqui de todas as pessoas. E na minha visão, a proficiência em IA vai fazer você ganhar mais.

Então é igual inglês, igual Excel. Lembra da época que você era, pô, sei Excel, ganho mais, lembra? Mas é a minha visão, a mesma coisa. Então, pô, você é bom em IA para alguma coisa, o que que você faz? Você é um designer, você é um editor, você é um gestor de projeto, o que que você faz? E como você usa isso no seu dia a dia? Você vai ter, a sua remuneração vai ser maior, tá? Isso na minha visão é muito claro, muito claro, porque as vagas já estão assim, né?

Já existem, olha que doido, né? No LinkedIn já existem nomes de cargos com inteligência artificial. E o negócio tem 2, assim, que estourou mesmo na mão das pessoas tem 2 anos, 2, 3 anos que estourou mesmo, né? Porque quando lançou o GPT em novembro, eu lembro que eu fui alfa tester, eu peguei um pouco antes ali. Aí vem novembro de 22, até ali não tinha nada acontecendo, algumas coisas aconteceram. Então de uns 2 anos para cá que o modelo MCP, que é o modelo de integração entre as LLMs e tal, começou a rodar.

E aí foi para empresa, aí já era. Se foi para empresa, começa a mudar infraestrutura, começa começa questionamento. Aí os executivos não entendem nada do que tá acontecendo, né? Porque é uma tecnologia nova, ninguém entende. Que é um outro ponto. Hoje em dia as pessoas se autointitulam especializado em inteligência artificial. Como? Se nem quem faz esse negócio sabe o que tá acontecendo, né? Eu acredito muito em especializados em tecnologia, que é o meu caso, sou especializado em tecnologia.

Eu sou formado em tecnologia, faço isso há muitos anos, já implementei muita coisa, vi muita coisa funcionando, vi muita coisa não funcionar. E tem um porquê aqui nessa lógica, né? Tem um porquê nessa lógica. Então, pessoas, camada, eu chamo de profissionais híbridos. São as pessoas que usam ferramentas de AI, stacks de AI para serem mais produtivas e eficientes, né? Porque as pessoas vão ganhar mais. Aí, as empresas são as empresas AI-first, que são empresas onde os processos são pensados primeiro com a IA junto com o ser humano.

Então, como isso aqui pode ser feito dessa forma? E, gente, Parece loucura, né? Mas a gente tá numa bolha aqui. A gente tá falando sobre um assunto que ele é emergente, mas ele ainda não— as pessoas ainda não estão acompanhando. E quando você vai para o nível operacional, é assim, sei lá, eu vou em hotel hoje que o cara ainda me dá uma prancheta para eu escrever. É essa a realidade, entendeu? A realidade é essa. Então, ah, mas o pessoal lá vai roubar o meu emprego, gente.

Calma, o negócio, as pessoas não sabem nem usar esse negócio, sabe? O que acontece é que elas estão comprando licença e no final não vê uso prático, né?

RSRafael Silveira

Eficiente disso.

ARAndré Reichelt

É, os estudos, né? Os estudos não só da McKinsey, mas tem vários estudos de organizações super sérias que trazem, né, que o aumento do impacto na economia não foi nada sentido, né, ainda. Porque justamente isso, né? A gente tá com dificuldade de implementar para casos reais, né? E massificar.

RSRafael Silveira

E na verdade pode ser até o contrário, né? Eu lembro muito daquele caso do, talvez a profissão que acabar, né, que era o radiologista.

ARAndré Reichelt

A gente teve, a gente escutou isso aqui, Zé.

RSRafael Silveira

Ah, radiologista vai acabar. Na verdade, a IA aumentou a demanda por radiologista, porque ela barateou o serviço. Em economia, quanto menor o preço, maior a demanda. Então, na hora que, antes que um negócio que eu devo demorar, sei lá, quanto tempo para fazer um laudo, eu faço 10 vezes mais rápido, ficou mais barato o exame. Ficou mais barato o exame, mais gente tá fazendo exame.

ARAndré Reichelt

E os casos mais complexos ainda vão para o radiologista e a AI tá ajudando o radiologista a olhar os casos mais urgentes antes. Ela consegue priorizar, ela consegue triar.

?Voz 1

Isso é ajuda para o ser humano, né? Então, tá vendo?

ARAndré Reichelt

Ajuda, é isso.

?Voz 1

Ele é um apoio para o ser humano, vai gerar mais demanda, o serviço vai ficar mais barato.

ARAndré Reichelt

É o aumentado, né? Não é o substituído. Por enquanto. E vão ter coisas que vão ser substituídas naturalmente.

?Voz 1

Mas como toda revolução industrial, sabe?

ARAndré Reichelt

É que sabe o que que é? A gente olha, a gente tá olhando tudo que tem potencial de ser substituído, mas a gente não tem a menor ideia do que vai ser criado. A gente não tem a mínima ideia. Isso a gente vai descobrir.

?Voz 1

Vai descobrindo, né? Vai descobrindo. Uma coisa que, uma função aqui que é importante, por exemplo, é um arquiteto de AI, mas não de AI, de tecnologia e processo como um todo, né? Como é que você integra hoje 3 áreas Na verdade, assim, eu vejo duas áreas que são extremamente cruciais para qualquer empresa. Eu falo a primeira já tem muito tempo e a partir de uns 3 anos para cá que eu falo essa aqui também. A primeira: toda empresa precisa ser uma empresa de mídia.

Então você tem que ter o seu canal de comunicação proprietário, ter tráfego pago sim, mas não depender de tráfego pago. Sim, tá? Toda empresa, qual que é o seu tamanho, não importa, tenha o seu canal de mídia. Vamos pegar o exemplo da Midi Falcone, é uma empresa gigantesca, que tem o canal de mídia. Aí você se pergunta, por que que ela tem o canal de mídia? Porque tem um sentido lógico, isso aqui gera ROI, tá? E a outra pergunta, a outra questão é ser uma empresa de tecnologia.

Se eu não, se eu não tenho time interno, tem um parceiro. Pensa os próximos anos, quais as empresas que tendem a estar melhor no mercado? As que têm processos mais eficientes e sabem gerar ROI com as novas tecnologias ou qualquer uma, ou as que não têm isso? É uma decisão muito simples que você vai ter que tomar, certo? E isso visando longo prazo, visando a implementação que você disse, naturalmente as pessoas vão começar a entender as melhores formas, os melhores frameworks, né?

A Growth Tech tem um framework proprietário de implementação. Fora disso, são 4 processos: diagnóstico, desenvolvimento ali, né, implementação e go-live, e a evolução contínua. Porque como qualquer projeto de tecnologia, não existe tá pronto. Não funciona assim, você precisa de atualização, você precisa de tudo. É só pegar, pega o seu celular, ele não atualiza? Qualquer tecnologia atualiza. E agora ainda mais. Exemplo, recebi uma mensagem, um email da OpenAI falando sobre segurança, falando que eles estão atualizando todos os softwares dele, todas as, por questões de segurança que foram identificados novos bugs, novos erros, tal, tal, tal.

Isso é sempre, só que isso tá aumentando, porque com mais produto, com mais backlog entrando nos produtos, mais atualização dos produtos, mais vazamento tem. E aí fica esse ciclo que vai ficar mais rápido. E as empresas que afirmam que, ah, vou, né, tem algumas empresas no mercado de tecnologia, AI principalmente, que se posicionam como, vou, não precisa do seu departamento X, vou substituir o seu departamento Y. Gente, Não, não faz sentido isso.

Nenhum código de ética de nenhum lugar permite isso. Não é assim o processo. A questão é: vou melhorar a eficiência operacional da sua empresa. As pessoas vão ficar mais produtivas.

ARAndré Reichelt

Vão se dedicar a coisas que são essencialmente humanas.

?Voz 1

Essencialmente humanas, né?

ARAndré Reichelt

Por exemplo, negociação.

?Voz 1

Negociação, relacionamento, troca de responsabilidade. Então, é uma histeria coletiva que naturalmente, como qualquer outra histeria, ela vai pacificar, as pessoas vão entender onde, os parceiros mais profissionais vão acabar se consolidando, como qualquer mercado. Assim como a gente teve outras, né? Lembra da época da pandemia? Foi toda uma questão bem ruim, mas que a gente passou por isso, certo? Como as anteriores, como todas.

Eu gosto muito de trazer história para as conversas, porque historicamente o mundo sempre foi o mundo, ele sempre foi isso aí. Ele sempre foi isso, então ele vai continuar sendo. Eu acho muito improvável as teorias das conspirações, né? Ah, mas vai acabar tudo, ah, mas vai ser aquele filme do Exterminador do Futuro, Revolução das Máquinas, eu não sei, sabe? Eu não sou, eu não acho que quem tá aqui em cima, vamos pegar as grandes empresas, né?

NVIDIA, Facebook, sei lá, SpaceX, toda essa galera aqui, Eu não sei se eles querem a revolução das máquinas assim, né? Tá ligado nos governos, né? Porque a grande pergunta assim, o que que a gente não sabe? Porque o que chega pra gente é o uso tranquilo. Mas por exemplo, vamos pegar a Anthropic. A Anthropic ia lançar um modelo que não lançou, o Mythos. Por quê? Por que que ele não deu na mão do público esse negócio aí?

ARAndré Reichelt

Pra mim ele tá criando escassez.

?Voz 1

Tá criando escassez? Aí, ó, que visão interessante. Porque na hora que ele soltar Todo mundo pega, né?

ARAndré Reichelt

Mas é, isso é um ponto, né? Todos os vários modelos sempre foram falando assim, não, esse modelo vai, né, temos que lançar com muita— inclusive quando foi lançar o ChatGPT-3, foi o de novembro de 22, eles falaram, não, esse aqui vai acabar com tudo, não sei o quê e tal, acabar os empregos. Cara, quando eu olhei aquela primeira vez, eu falei assim, cara, é isso? E eu me lembro que na época eu fiz um, foi bem no, tava dando o caso da Americanas, se não me engano, ali janeiro de 23.

E aí eu coloquei: me explique sobre o caso da Americanas. Como ele não tava plugado na internet ainda, ele só tinha a base treinada antes, ele começou a viajar. Eu falei assim: ah, é isso que vai me tirar?

?Voz 1

Então eu tô tranquilo. É isso que vai me tirar, né? Então tá tranquilo, pô.

ARAndré Reichelt

E claro, assim, cada vez eu vejo, obviamente a gente é usuário muito pesado aqui na mídia, né, de LLMs, obviamente tem nos ajudado a ganhar produtividade, Agora, tem toda uma questão até para a gente estar no dia a dia com o cliente. Aí não vai lá e pega uma área com outra e faz negociamento aí, não sei o quê. Isso talvez um dia, né? Eu sempre sou muito aberto, mas a gente vai criando outras coisas que a gente não tá enxergando, né?

?Voz 1

A gente vai aprendendo com essa nova tecnologia, né? As novas profissões.

ARAndré Reichelt

Tem que se atirar, tem que usar.

?Voz 1

Tem. É, isso é importante. Eu falo muito também nos projetos assim, como é que adulto aprende? Fazendo.

ARAndré Reichelt

Com certeza.

?Voz 1

Ah, vou parar para estudar. Não vai, você não vai tirar, porque a nossa rotina, vamos lá, né? Sim, né? Pô, agenda, agenda, eu tô buscando agenda desse aqui, ó, para a gente gravar, né? Então, cara, pega um projeto e faz, né? Eu conversei com o pessoal da IBM recentemente, com os executivos, e eles falaram que eles, os próprios executivos de todas as áreas, já trabalham com IA no dia a dia desde a época de Watson. Lembra IBM, gente, né?

Quem foi o primeiro a mercado, o Watson, né? E por que que não, a IBM, né? Por que que não continua? Eu sempre me pergunto, né? A IBM, pô, trouxe o Watson, e por que que não continua investindo, né? Hoje você tem as outras LLMs que estão tomando conta do mercado, né? Então, o uso no nosso dia a dia, eu acho que você não pode negar o fato, né? Eu gosto de fazer a seguinte analogia nas consultorias e lugares que eu passo, que é a questão, vocês lembram do metaverso?

ARAndré Reichelt

Sim.

?Voz 1

Quem que falava do metaverso?

RSRafael Silveira

Zuckerberg, só ele, só ele, só o Facebook tentava colocar essa narrativa aí.

?Voz 1

Não vingou, né? Injetou muito dinheiro, mudou o nome da empresa, mudou o nome da empresa, né, tal. E no final ninguém se fala mais sobre metaverso. Só que a questão da inteligência artificial não é só um falando, tá todo mundo fazendo isso, né? E já chegou na camada de operação, já tá na nossa, já tá no nosso dia a dia. A gente chama de infraestrutura.

RSRafael Silveira

Na verdade, até longe, até mais longe, né? Tá na geopolítica, né? Que nós estamos discutindo terra rara Por quê? Essas terras sempre estiveram aí. Por que que nós estamos precisando dos metais? Olha aí. Então ela já saiu de uma esfera de Vale do Silício, nós já estamos, já estão discutindo lá na ONU esse tema. Já saiu do mundo, já todo mundo já entendeu que aqui é um novo jogo e que demanda energia para caceta para fazer isso.

?Voz 1

Sim, exato. E você como profissional não pode negar. Eu ainda vejo pessoas negando. Pessoa, e aqui quando eu digo pessoas são profissionais da área mesmo, né? O cara, sei lá, de tecnologia negando usar isso, negando se estudar, negando especializar, porque é muito novo, é uma tecnologia extremamente nova, né? As leis, as regras estão sendo criadas, o que que pode, o que que não pode, até onde vai. Sei lá, vamos pegar um exemplo da Grok.

O Grok não tem base moral. Isso pode? Não pode? Então, o que que pode, o que que não pode? Então, tudo isso é muito novo e isso é ótimo, porque tá no começo. Se tá no começo, você vai pegar, vai, né, a gente tá na vanguarda desse negócio, entendendo, ajudando a criar as leis, os processos, as melhores práticas. E os profissionais que aprendem agora, no longo prazo, eles serão melhores remunerados por conta da proficiência. Não tenho dúvida disso.

RSRafael Silveira

E, Stefani, até rizando esse tema, por exemplo, para o middle market brasileiro. O que que você tá sentindo, né? Ainda mais que você tá ali com a proposta de solução para o canal de aquisição, que é uma dor, sei lá, de 10 de 10 nos nossos clientes.

ARAndré Reichelt

11 de 10.

RSRafael Silveira

11 de 10 nos nossos clientes. Como é que você tá sentindo essa adoção? Porque a gente já teve até uma discussão aqui no nosso outro podcast, até com o Brendo, né, do Especialista Acima da Média, nosso CTO, que para IA funcionar precisa de dados. Sim. E média empresa normalmente é imatura nisso, né?

ARAndré Reichelt

E eu quero emendar nessa questão de aquisição de clientes, né? Que tá tendo uma mudança que, pô, os médios empresários acabaram de se acostumar a prospectar inbound via Google. Aí agora o Google tá caindo pra caramba, e agora o que que eu faço? Eu só queria emendar pra aproveitar.

?Voz 1

CPL lá nas alturas, o tráfego não funciona mais como funcionava. É, o digital mudou, né? Tem muita mudança. Como eu falei, eu trabalho com tráfego pago, com digital desde sempre, desde que eu me conheço por gente. E com tecnologia fica mais interessante, né? Vamos trazer a pergunta aí, o mirror marketing. O que que eu enxergo? O que que a gente vê na prática? Um, desorganização, né, que você falou. Então, ah, como é que eu vou implementar AI na minha empresa?

Você primeiro precisa ter dado, precisa saber o que você quer fazer, precisa ter o mínimo ali de organização. Você não precisa organizar internamente, né? Se você tem um parceiro, por exemplo, como a Growth Tech, a gente cria para você seu data lake, faz toda a parte de back-end do que precisa ser feito para você implementar uma tecnologia.

RSRafael Silveira

Legal.

?Voz 1

A grande maioria das empresas não tem isso, não sabem como fazer, não entendem. E tá tudo bem, é por isso que você tem parceiros, por isso que você contrata, né? Então, pô, primeira coisa, dado. Segunda coisa, contexto, né? Pensa comigo, ó, isso eu vi esses dias, acho que foi o Larry Wilson, acho que foi o Larry Wilson falando da Oracle. O grande diferencial hoje é o seu contexto, o seu dado. O que que você faz que ninguém faz?

O que que ninguém tem acesso às suas estratégias? Lembra? Porque no final, independente de qualquer automação, quem toma a decisão final? É um ser humano. Mesmo automação que já tá feita, porque ela dá pau. Quem que vai ter que arrumar? É um ser humano.

ARAndré Reichelt

Quase chatbot que tu usa e tu fala assim: pô... né?

?Voz 1

Ah, mas eu vou colocar a própria IA pra melhorar o código da IA, ela vai ser ela sozinha, ela vai ser incrível. Não vai. Não funciona assim. Não é assim que funciona. Não caia nessa ilusão, nessa narrativa, porque, cara, nem quem faz a LLM tem isso.

RSRafael Silveira

Entendeu?

?Voz 1

Então, por que que você vai ter acesso? Não vai ter acesso. Então precisa ter o dado, precisa entender o que que você quer, precisa montar um processo. A maioria das empresas sabe qual que é o seu ICP? Sabe quem prospectar? Sabe onde ele tá? Não sabe. Então a gente, aqui eu tô falando o que que é uma reunião de onboard, né, da implementação do BDR. É isso, cara. Onde tá o seu dado? Onde tá o seu cliente?

ARAndré Reichelt

Quem é ele?

?Voz 1

O que que ele come? O que que ele faz? Quem ele é? Onde a gente acha esse cara? Onde tá essa pessoa? São N análises para você poder implementar uma tecnologia que vai realmente ajudar o cliente. E Aí você tem a questão da capacity, ou seja, essa empresa tem a capacidade, por exemplo, de atender quantos leads, quantas pessoas. Porque uma coisa é você gerar e qualificar, outra coisa é você vender para o cara. São etapas diferentes, né?

Um processo de venda B2B, por exemplo, meu, é de 60, 90, 120 dias, às vezes 1 ano negociando.

ARAndré Reichelt

E as pessoas, principalmente a gente vê muito isso na mídia, eu acho muito difícil, pelo menos no curto prazo, que alguém faça um investimento na mídia só falando com uma AI. Ele vai querer ver o vendedor para tirar algumas dúvidas que até uma AI eu acho que poderia tirar, mas ele quer escutar de alguém. Sim, ele quer escutar de alguém.

?Voz 1

As pessoas já estão cansadas, elas já estão cansadas de tanta IA e nem começou a brincadeira.

RSRafael Silveira

Elas estão cansadas do mundo digital, né?

?Voz 1

Do mundo digital, né? Pô, a gente tem hoje problemas mentais relacionados a isso, depois a gente até fala disso, mas só concluindo esse processo. Então, a implementação de um processo de qualificação, de uma EDR, qual que vai ser o resultado que ele vai gerar? Ou reunião qualificada ou qualificação ou contato ou um lead. Enfim, tem que entender o que que esse cliente vende, para quem, como e qual o processo dele. Por isso inclusive que eu não acredito em plug and play.

Sabe essas soluções de mercado plug and play? Ah, o meu ecossistema, você vai poder fazer tudo sozinho. Não vai. Você vai precisar ter alguém que implemente, ou você vai precisar contratar um parceiro, ou você vai precisar ter alguém interno. Porque a implementação de tecnologia não é só a tecnologia, é quem vai usar a tecnologia, como ela usa isso da melhor forma, Pensa, quando você contrata um ERP para sua empresa, tá, você contratou, como é que implementa?

Você não contrata geralmente a consultoria, ou até mesmo quem fez o ERP, né? Tem uma adequação ali, ou você vai adequar os seus processos ao ERP, ou o ERP vai geralmente ao contrário. Com a IA facilitou. Então a gente meio que se adequa ali ao cliente, né? Você tem o projeto a ser feito, que é, pô, agendar reunião, qualificar, tá, beleza, esse aqui é o resultado final. Como a gente vai construir isso? Para cada cliente é um processo, que é o seu dado, é o seu contexto, é o como você faz, é o seu diferencial.

Então, antes de pensar, eu falo isso na minha palestra, nos eventos, antes de pensar na LLM, na IA ou na cloud ou qualquer coisa, pensa na sua estrutura, no seu back-end. Eu tenho dados organizados minimamente? Eu sei os meus processos? Eu sei como as coisas acontecem? Eu sei por que que eu vendo? Eu já fui empresa de, sei lá, 50 milhões ano, Que você pergunta, como é que vende? Não sei, só vende.

ARAndré Reichelt

Aí tu vai colocar automação nisso, vai virar uma—

?Voz 1

Então, mas como é que, qual que é o processo? O porquê que isso aqui acontece? Naquelas perguntinhas, aí você trouxe a questão do Google, como isso se junta, né, cara? Investimento em tráfego pago, ele tá cada vez mais caro, vai ficar cada vez maior porque tá todo mundo querendo fazer, certo? As melhores estratégias que eu vejo, já faço isso há muito tempo, são as estratégias orgânicas e de relacionamento, que é onde você une o físico com o digital.

Então, pô, evento, conexões, podcast, canais, educação sempre funciona muito. Se você for, se você for alguma, tiver alguma relevância intelectual nesse assunto, você acaba gerando contatos e criar uma estratégia que não dependa de tráfego e também que una as coisas. Porque, por exemplo, com a inteligência artificial dá para você fazer muita coisa hoje de automação nas redes sociais, né, de engajamento, de comunicação, de abordagem.

Dá para você fazer muita coisa. Então são estratégias, né, que podem trabalhar de forma concomitante, né. Pô, o canal de aquisição, o BDR pode ser um canal de aquisição. Você pode ter outros canais também, você pode ter um canal inbound, você pode ter quantos canais você quiser. A questão é, você tem braço para fazer tudo? Precisa ter braço, precisa ter investimento, precisa ter tempo. Então são perguntas sempre de projeto antes de qualquer tecnologia. Qualquer tecnologia antes é pergunta de projeto.

RSRafael Silveira

Muito bom, Stefano. Stefano, nós estamos acabando o nosso tempo aqui.

?Voz 1

Já foi?

RSRafael Silveira

Já foi.

?Voz 1

Que rápido!

RSRafael Silveira

Foi muito rápido.

?Voz 1

A gente ficou aí forçando.

RSRafael Silveira

Acho que para fechar, e aí eu vou pedir para— a gente pediu para você algumas reflexões de livros que influenciam, né, sua trajetória. Que livro que você gostaria de deixar para o nosso ouvinte empresário que também, quem sabe, influencia eles também ou dá um match? Pô, gostei desse também, me marcou esse livro?

?Voz 1

Ó, tem que ser dito, né, do professor Vicente Falcone, O Que Importa é Resultado. Esse é um obrigatório, na minha opinião, para qualquer gestor, para qualquer empreendedor, às vezes vou além, qualquer pessoa, porque o professor, né, ele tem uma didática muito interessante ali, ele ensina na prática como é gerir projeto, né? Pô, qual que é o resultado que a gente quer alcançar? Um outro que eu gosto muito é Meditações, do Marco Aurélio, que esse Isso aí eu leio há anos.

Ele, ele não é um livro para você ler e acabar, ele é um livro para você ter ele para sempre, na minha opinião, porque você vai acessar a cabeça de um dos maiores imperadores de todos os tempos.

ARAndré Reichelt

Então, legal.

?Voz 1

Por que que esse cara conseguiu influenciar tanta gente, tomou decisões tão importantes, tão complexas, e tá atrelado ao estoicismo, que é uma linha de reflexão que eu gosto, uma linha filosófica que eu gosto muito, já estudo há anos. Aí tem livros mais técnicos também, tem livros, pô, Outliers, né, que é do Goleman, que ele pega e entende por que que o Beatles é o Beatles, por que que o Michael Jordan é uma, né. Eu lembro de uma analogia que ele fez dos jogadores da NFL, que se o cara nascesse em determinado período do ano, ele teria mais probabilidade de ter sucesso sendo jogador na NFL.

Então você começa a racionalizar coisas que não necessariamente tem alguma razão, começa a trazer para o palpável, né. Não é só ele é ele porque ele é ele. Não, tem uma trajetória aqui, vamos entender essa trajetória. Eu gosto muito, que vai ajudar muito no período que a gente tá, que é Scrum, metodologia ágil de desenvolvimento de software e gestão de projetos. Isso aqui para qualquer empresário, que é o que a gente, é o que eu menos vejo nas empresas assim, organização, processo. Esse livro vai ensinar muita coisa para você aplicar no seu dia a dia.

RSRafael Silveira

Muito bom, Stefano. E quem quer conhecer um pouco mais o trabalho da Growth quer se aprofundar, acha que tem ali, poxa, tô precisando dessa solução de BDR, como é que faz para entrar em contato com vocês?

ARAndré Reichelt

E também tem data, dica do podcast também.

?Voz 1

Ah, sim, é, além de tudo a gente tem o nosso podcast, eu sou host do Código, inclusive em breve teremos um episódio com vocês ali no nosso podcast. E para me acessar, Instagram, meu nome, Stefano Polidoro, né, só tem eu, se eu colocar Stefano com dois N ali Só existe eu. Então você acessa tudo por lá, tanto no LinkedIn, no YouTube também, meu nome, o nome do podcast é o código. E a gente tem uma proposta muito bacana, que é conversas que vão exponenciar a sua vida de alguma forma.

Então acha tudo de forma digital e me acompanha, que eu posto bastante coisa de dia a dia, né? Eu gosto muito de trazer coisa de verdade, que a gente tem muita coisa na internet que não é de verdade, né, gente? Então tome muito cuidado com que vocês consumem na internet.

RSRafael Silveira

Stefan, muitíssimo obrigado.

ARAndré Reichelt

Eu que agradeço.

RSRafael Silveira

Foi um prazer te receber aqui, foi excelente o bate-papo.

?Voz 1

Muito obrigado, eu que agradeço.

RSRafael Silveira

Para vocês, ouvinte, também meu muito obrigado. Quem gostou do episódio, curta, comenta, compartilha, e nos vemos na próxima semana. Até mais, até mais.

Porque 99% das empresas não geram resultado com IA (GrowthTec) | Maestros do Sucesso #44 | Castnews Index — Castnews Index