Episódios de Maestros do Sucesso

Por que você precisa sair da operação para crescer (Petrópolis) | Maestros do Sucesso #45

07 de julho de 202645min
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Como delegar e sair da operação sem perder o controle da empresa?

Esse é o dilema que trava a maioria dos empresários.

Neste episódio do Maestros do Sucesso, Rafael Silveira e Sylvia Coradesqui recebem Guilherme Nyssens, sócio-fundador e CEO da Petrópolis Invest, economista pela UFRJ com mais de 20 anos de mercado financeiro.

Da trajetória no Banco BBM à sociedade na Quantum Finance, Guilherme deixou 15 anos de carreira consolidada para começar do zero no interior do Rio, com uma ideia simples: ser o "médico dos médicos", atendendo cada cliente pessoalmente.Ao longo da conversa, Guilherme explica como saiu de uma empresa unipessoal, "eu era a empresa", para construir um dos maiores escritórios de investimentos do interior do Brasil, hoje com R$ 4 bilhões sob custódia, 65 especialistas e 7 escritórios.

A resposta não está no produto, mas na qualidade das pessoas, na reputação como maior ativo e na coragem de delegar.Você vai entender por que atrair talento fora dos grandes centros é possível (metade da equipe tem relação pessoal com ele), qual foi o "vazio" que sentiu ao sair da operação para pensar a estratégia, e como manter a cultura viva ao deixar de fazer para liderar quem faz. Guilherme também fala sobre o retorno ao presencial, os novos modelos de remuneração na assessoria e por que, mesmo com a chegada da IA, relacionamento continua sendo o ativo que a máquina não substitui.

Um episódio sobre gestão, crescimento, liderança, cultura e os desafios de escalar um negócio de confiança sem abrir mão da qualidade.

Navegue pelo episódio:

00:00 – Abertura

00:45 – A vida antes de empreender: do Banco BBM à Quantum Finance

04:00 – "Eu era a empresa": o começo do zero em Petrópolis

07:30 – A principal alavanca de crescimento: qualidade das pessoas

10:15 – Como atrair talento no interior do Rio

14:00 – De especialista a CEO: o vazio de sair da operação

18:30 – Como manter a cultura ao delegar

21:00 – O futuro da assessoria: novos modelos de remuneração e principalidade

26:00 – O novo perfil do investidor brasileiro e o papel das redes sociais

30:00 – A decisão impopular: o retorno ao presencial

33:00 – IA não substitui: por que relacionamento é o ativo que fica

37:00 – Onde encontrar a Petrópolis Invest

📢 Conecte-se com quem participou deste episódio:

Guilherme Nyssens (Convidado) https://www.linkedin.com/in/guilherme-nyssens-a173047/Petrópolis Invest |

https://petropolisinvestimentos.com.br/

Rafael Silveira (Host) | Diretor Mid https://www.linkedin.com/in/rafaelfsilveira

Sylvia Corasdequi (Host) | Gerente Regional da Mid

https://www.linkedin.com/in/sylvia-coradesqui-b24060193/

Saiba mais em: https://midfalconi.com

@midfalconi em todas as redes sociais

#Gestão #Liderança #Empreendedorismo #Investimentos

Participantes neste episódio3
R

Rafael Silveira

HostDiretor Mid
S

Sylvia Coradesqui

HostGerente Regional da Mid
G

Guilherme Nyssens

ConvidadoSócio-fundador e CEO da Petrópolis Invest
Assuntos6
  • Crescimento da XPQualidade das pessoas · Reputação como ativo · Atração de talentos no interior · Programa de partnership · XP Investimentos
  • Papel do Assessor de InvestimentoAdaptação às mudanças de mercado · Modelos de remuneração (fee-based, consultoria) · Visão 360 do cliente · Inteligência Artificial (IA) · Relacionamento como diferencial
  • Jornada de Sueli GonçalvesCarreira no mercado financeiro · Banco BBM · Quantum Finance · Início da Petrópolis Invest · Petrópolis
  • Gestão e LiderançaDelegação de tarefas · Vazio estratégico · Manutenção da cultura · Desenvolvimento de líderes
  • Perfil do investidor e educação financeiraAcesso à informação e redes sociais · Impacto da taxa de juros · Planejamento patrimonial · Independência financeira · Poupança
  • Fadiga DecisóriaRetorno ao trabalho presencial · Cultura de escritório · Flexibilidade no trabalho
Transcrição51 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
RSRafael Silveira

Olá, sejam muito bem-vindos a mais um episódio do podcast Maestro do Sucesso, o podcast que revela os bastidores de gestão e de liderança das médias empresas. Hoje o nosso convidado é Guilherme Nissen, que é CEO e sócio-fundador da Petrópolis Invest. Guilherme, muito bem-vindo ao nosso podcast.

GNGuilherme Nyssens

Rafael, Silvia, muito obrigado pelo convite. É um prazer estar aqui com vocês e contribuir aí, contar um pouco da nossa trajetória. A gente é mó agradecer a Silvio por esse período com a gente, tem mudado bastante a forma da gente enxergar o nosso negócio e tenho certeza que a gente está evoluindo a cada dia para melhorar, expandir e ficar cada vez mais eficiente.

RSRafael Silveira

Nós que agradecemos aceitar o nosso convite, Nissen. E para vocês ouvintes, eu sou Rafael Silveira, sócio da Falcone, e diretor da Midi.

SCSylvia Coradesqui

Eu sou a Silvia, gerente regional da Midi.

RSRafael Silveira

E nisso, para a gente começar essa conversa, conta para a gente como é que foi a sua vida pré-empreendedorismo na Petrópolis.

GNGuilherme Nyssens

É, minha história talvez seja um pouco diferente da maior parte das pessoas da minha geração. Eu sou nascido e criado em Petrópolis, região serrana do estado do Rio. Saí de Petrópolis com 17 anos para fazer faculdade no Rio, então sou economista formado pela UFRJ. Ingressei no mercado de trabalho fazendo estágio num banco de investimento, na época era conhecido como Banco BBM, hoje em dia virou Banco da Bahia, e responsável lá pela Bahia Asset, que talvez seja mais conhecida aí pelo público em geral.

Fiquei lá por 2 anos e logo em seguida comecei minha trajetória empreendendo. Então quando eu falo que é um pouco diferente, porque na época que eu tava me formando, todos os meus amigos estavam indo para Petrobras, para o BNDES, para uma grande empresa, e poucos estavam empreendendo. Acho que talvez eu e mais um. E basicamente estava entrando numa startup na época, no ano de 2000. Então, há 25, 26 anos atrás, não existia nenhum glamour em trabalhar numa startup, mas era literalmente aquilo: uma sala com os móveis usados, feios, e uma série de computadores, e 6 a 7 pessoas jovens ali de tecnologia desenvolvendo.

Alguns economistas trabalhando em cima de produtos, né? A gente não tinha, na realidade, a gente não tinha nenhuma, nenhum produto pronto. A gente tava desenvolvendo tudo. E foi uma grande escola, né? Eu permaneci na Quantum por 15 anos, me tornei sócio de lá e aprendi a criar uma empresa do zero. Diria que foi uma baita de uma experiência. Após 15 anos, eu decidi buscar novos desafios. Não tinha uma clareza tão grande do que que eu queria fazer, mas precisava oxigenar, precisava de novos ares.

Enfim, fiquei um período entendendo quais seriam as alternativas. E eu montei a Petrópolis Invest sem um objetivo tão claro, tá? Então vou contar aqui uma história: olha, tinha tudo planejado. Não, foi um misto de um objetivo pessoal, que eu gostaria realmente voltar a morar em Petrópolis, Na ocasião, meu filho Bernardo tava com 1 ano e queria mudar um pouco o estilo de vida. E aí olhei para as oportunidades, cheguei a pensar em montar uma franquia em Petrópolis.

E quando eu entendi que o trabalho de assessoria era um trabalho muito parecido com um médico, onde eu tinha boa parte dos meus amigos que permaneceram em Petrópolis eram médicos, e eu podia contribuir na vida das pessoas fazendo aquele trabalho, tendo lá meu pequeno consultório em Petrópolis, atendendo as pessoas do meu relacionamento. Falei assim, poxa, eu vou tentar isso antes de montar uma franquia, porque de certa maneira isso é um ambiente que eu já eu já controlo, já domino, entendia bastante de finanças por conta de toda a trajetória na Quantum.

Eu acho que é um caminho a ser seguido, né? E aí iniciei a empresa lá, né? Na época era uma empresa unipessoal, então eu era a empresa.

RSRafael Silveira

Eu keep, né?

GNGuilherme Nyssens

Eu keep. Então eu era a empresa. E, né, como eu falei, o início realmente eu pensava que eu seria o médico, só que eu me deparei com uma oportunidade na época. Não que tudo fosse fácil, que os clientes batessem na porta do escritório querendo uma consulta, não era assim. Eu tive que realmente arregaçar as mangas, falar com todos os meus amigos, pedir indicações. Fazer um trabalho muito personalizado para cada cliente que confiava no meu, né, no meu trabalho.

Mas eu vi que era possível realmente conquistar clientes, abrir contas, as pessoas confiarem o patrimônio, né, a uma assessoria como a minha. E era um mercado extremamente carente desse tipo de profissional. E aí, até por incentivo da própria XP, que é a nossa principal parceira, a gente começou a olhar e falou assim, bom, a gente precisa aumentar aqui, né, ter outras pessoas na equipe, senão você não consegue nem sair de férias, né.

E aí começamos com um processo de trazer novas pessoas, né. E hoje em dia tô super feliz, realizado, ainda tenho muita coisa para a gente conquistar, Mas são 10 anos. Então esse ano a empresa completou 10 anos. A gente atende aproximadamente 5 mil clientes, faz a gestão e aconselha os nossos clientes em mais de R$4 bilhões. Temos 5 filiais, 70 pessoas. Então eu acho que deu certo.

RSRafael Silveira

Com certeza.

SCSylvia Coradesqui

Nesses 10 anos, na sua opinião, qual foi a principal alavanca de crescimento? O que que fez a Petrópolis chegar aqui com sucesso nesses 10 anos?

GNGuilherme Nyssens

Sílvia, sem dúvida nenhuma foi a qualidade das pessoas que a gente conseguiu atrair, né? Então, quando eu olho para um business de serviços, eu acho que a qualidade do time é imprescindível, né? Então uma coisa lá era o Guilherme há 10 anos atrás, com 15 anos de experiência lá na época no mercado financeiro, fazendo trabalho de assessoria de investimentos para um cliente. Eu sabia que aquilo ali eu dominava, né? Agora, como é que você escala isso e você faz com que várias outras pessoas consigam entregar isso com qualidade para os seus clientes, né?

Uma característica é que a gente tem bem forte desde o início é trabalhar no interior, né, onde você tem boca a boca tanto para o bem como também para eventos ruins. Você não tem margem para errar, né. Então basicamente a nossa operação ela é constituída em cidades do interior, né, Petrópolis, Terezópolis, Volta Redonda, Resende. Então são lugares que a gente tem que prezar muito por reter, manter, atender muito bem aquele cliente, porque qualquer deslize pode colocar o seu, a sua reputação em risco, né?

E eu falo que a reputação foi o maior ativo que a gente gerou ao longo desses 10 anos, né? Então, quando eu olho para o nosso time e vejo a maneira como a gente conseguiu reunir tanta gente bacana, qualificada, responsável, eu diria que foi a principal alavanca para a gente chegar até aqui, né? E como é que a gente consegue fazer isso? Obviamente, a gente procura ser muito criterioso na seleção das pessoas que vão ingressar na Petrópolis.

Mas além da seleção, a gente precisa também mostrar para aquelas pessoas que o nosso sonho é grande, que a gente faz um trabalho com qualidade, que se a pessoa tiver lá com a gente, se desenvolver, ela vai ter uma trajetória de sucesso também, né? A gente tem um programa de partnership bem meritocrático. Então hoje em dia tem várias pessoas que começaram lá há 7, 8 anos atrás na empresa que são sócias relevantes hoje em dia do negócio. E é assim que eu acho que a gente deve continuar desenvolvendo a empresa.

RSRafael Silveira

Ulisses, você trouxe alguns elementos aqui importantes de retenção de talentos, né, de ter um programa de formação, ter uma partnership mais robusta, muito como próprio Benchimol sempre fala, né? E como é que você conseguiu atrair talentos considerando que você não estava na capital, no Rio de Janeiro, e você tá em cidades médio porte no interior do Rio ali, no Norte Fluminense? Como é que foi para conseguir viabilizar isso? Porque isso é uma dor comum dos empresários, né? Atrair bons talentos para compor e somar ao meu time, né?

GNGuilherme Nyssens

Curioso você me perguntar isso, é porque eu fiquei impressionado com a qualidade dos profissionais que estavam nessas regiões. Então, como eu saí de Petrópolis com 17 anos e fiquei bastante tempo Rio e São Paulo, a gente acaba criando, né, uma mentalidade de que os bons profissionais vão estar nos grandes centros, né? E por diversos motivos, muitos bons profissionais ficaram no interior. Então o desafio é você encontrar realmente as pessoas.

E aí, como é que eu cresci muito o time? Eu perguntava para os meus clientes quem eram profissionais que eles conheciam que eles achavam que poderiam fazer aquele trabalho que eu fazia para eles com muita qualidade. E aí, através dessa pergunta, vinham as mais diversas indicações. Às vezes o cliente falava assim: pô, meu filho, conversa com meu filho, eu acho que ele pode ter aptidão para fazer esse trabalho. Às vezes: pô, eu tenho um gerente na instituição que eu me relaciono, que é maravilhoso.

Conversa com ele. Para você ter uma ideia, hoje em dia são 70 pessoas, aproximadamente 50% das pessoas que estão na Petrópolis tem algum tipo de relacionamento pessoal comigo. Olha, então é incrível isso, né? Né? A todo momento eu também tô falando sobre o meu negócio, sobre os meus desafios, né, com todas as pessoas da minha rede de relacionamento. E naturalmente isso acaba vindo, né, as indicações de profissionais. Para a gente isso é ótimo, porque num business onde o que é mais importante é a confiança, ou você tá cercado de pessoas que foram indicadas por outras pessoas do seu relacionamento facilita muito.

Agora, você tem que tornar o teu negócio também atrativo para as pessoas, né? Então hoje em dia eu poderia facilmente falar que eu acho que a gente tá entre as 10 melhores empresas para se trabalhar em Petrópolis, em Teresópolis, em Volta Redonda. Então isso acaba atraindo profissionais É, Seiva nos ajudou muito a ter processos e metodologia para desenvolver e acompanhar e dar um norte para esse profissional e ele sentir que ele tá progredindo na carreira.

Eu acho que se a gente pegar 8, 9 anos atrás, éramos talentosos, mas com pouca metodologia. Então, muitas vezes a gente selecionava o profissional correto, mas não conseguia mostrar uma proposta de valor para ele que ele entendesse assim: bom, aqui na Petrópolis eu posso crescer, tem um plano, eu sei como eu posso me desenvolver. E aí, às vezes a gente nem conseguia concretizar aquela contratação porque a gente não tinha essa clareza, né?

Então, e eu acho que a cereja do bolo é o programa de partnership, né? Então, a partir do momento que esses profissionais entendem que o nosso sonho é grande, que não é só um sonho porque a gente já construiu muita coisa em 10 anos, a gente consegue atrair gente.

SCSylvia Coradesqui

Ulisses, o que que você avalia que mais mudou na sua gestão, na sua condução do negócio, desde o eu, Kip, para agora um grupo de 70 pessoas, como você trouxe agora, né?

RSRafael Silveira

Desde quando ele era Médico dos médicos, né?

SCSylvia Coradesqui

Médico dos médicos. E agora você tem 70 médicos com você. O que que mudou na sua condução, na sua gestão como CEO?

GNGuilherme Nyssens

A gente saiu de um consultório e hoje em dia a gente é uma clínica, né?

RSRafael Silveira

E a gente espera um hospital, a gente espera ser um hospital, né?

GNGuilherme Nyssens

Justamente porque a gente hoje em dia tem vários profissionais conosco que têm planos de desenvolver suas áreas as suas equipes, é, e realmente ter uma empresa muito grande. Então assim, o que que mudou e quais foram os principais desafios, né? Quando eu era o médico, tudo eu controlava, né? Então era muito, era muito simples eu saber o que que eu precisava fazer para as coisas melhorarem, para nossa custódia aumentar, é para eu conseguir novos clientes.

Então era, era simples, né? Exigia muito trabalho, mas era controlável. À medida que o negócio cresceu, eu precisei delegar muitas atividades para outras pessoas. E aí, mais uma vez, o quanto que as pessoas são fundamentais para o negócio. Então eu tive a humildade, que eu acho que é super importante ter, de saber que tinham coisas que tinham várias outras pessoas ao meu lado que fariam muito melhor do que eu. Então eu deleguei as tarefas, essas pessoas também Delegaram parte de suas tarefas para absorver outras tarefas, né?

E a gente começou a desenvolver diversos processos e acompanhamentos para melhorar cada dia esse processo de gestão, né? Então, hoje em dia eu tenho a Carol, que é meu braço direito, cuidando de toda a gestão da empresa. O meu dia a dia é muito mais voltado para auxiliar ela em alguns temas que ela queira opinião. E para um olhar mais estratégico da Petrópolis, né, regiões que a gente pode abrir novas filiais, linhas de negócios que a gente pode desenvolver.

Então esse é o meu dia a dia, né, tá aqui com vocês, participar do projeto junto com a Falcone. E então ter essa, digamos assim, essa humildade de reconhecer que você precisa de outras pessoas desenvolvendo os outros times, né? Então, além da Carol, a gente também tem hoje em dia vários líderes que foram desenvolvidos para cuidar de equipes. Então, algo que há 9, 10 anos atrás era um conjunto de boas pessoas que jogavam ali, né, no mesmo time, hoje em dia a gente tem um grupo muito organizado de boas pessoas desenvolvendo outras boas pessoas.

Eu acho que é isso que vai nos permitir a cada dia ganhar escala e aumentar o nosso negócio com muita qualidade, né? Então a gente não abre mão da qualidade. Então essa gestão é super relevante.

SCSylvia Coradesqui

Aí você tocou num ponto muito importante, né? O fato do CEO saber se cercar de pessoas boas, com habilidade muitas das vezes complementares à sua, né? E que foi capaz de te apoiar na estruturação desse negócio. E hoje ali, né, cuidam de diferentes áreas, liberando tempo para que o senhor realmente se dedique à estratégia do negócio, né? Acho que essa é a forma de sucesso aqui, né, quando a gente fala de gestão.

GNGuilherme Nyssens

Mas sabe que isso às vezes em algum momento me deu uma certa insegurança, né?

SCSylvia Coradesqui

Normal.

GNGuilherme Nyssens

Porque às vezes eu acordava e olhava minha agenda, falei assim, pô, meu dia tá meio vazio, né? Não tem mais aquele monte de incêndio para, né, para apagar, né? E eu vejo muito, eu ao longo, né, são 5 mil clientes, eu conquistei vários clientes do escritório. Hoje em dia eu não tenho uma carteira, mas eu acabo me relacionando com vários clientes do escritório, boa parte empresários, e eu vejo que muitos têm essa dificuldade de sair um pouco da operação, de delegar as atividades, né?

E realmente dá um frio na barriga porque você tá acostumado a fazer tão bem aquilo ali, né? Eu era um excelente assessor, né? Então, pô, mas será que eu vou ser um bom gestor, um bom CEO? Mas você tem que buscar esse desafio, né? Senão o negócio não cresce, fica limitado ali às horas do teu dia para assessorar cliente, né?

SCSylvia Coradesqui

E quem tá olhando para o estratégico, né? É importante.

RSRafael Silveira

Eu acho que aqui você traz um dilema que é bem interessante, né, Nisse? A gente, quando a gente tá conversando com empresário de forma geral, eles falam assim, eu tô muito sobrecarregado. Eu não tô dando conta, eu preciso tirar férias, porque tá tudo na mão dele. Ele ainda tá naquele self-made man ali que fez a empresa levar até aquele momento. E você tá nos dando um depoimento, tá? Depois que eu fiz isso, me veio um vazio no primeiro momento de insegurança, e que eu acho que muitos empresários passam por isso e desistem.

E você não, você seguiu em frente, porque é sair dessas atividades mais operacionais, seu assessor para ser o CEO e não delegar sua estratégia para o seu concorrente. Alguém tem que pensar nisso, né? E aí você trazendo isso, uma reflexão que eu fico pensando é: como que você agora, sei que você formou líderes, né? Mas como é que você mantém essa cultura, esses seus valores, tá passando para o resto do time? Que é uma grande assim, poxa, será que meu time vai para um lugar que eu não quero ou agir de uma forma que eu não compactuo?

GNGuilherme Nyssens

Eu acho que esse é outro desafio que às vezes as pessoas se perdem um pouco ao delegar as tarefas, né? Delegar as tarefas não significa se afastar do negócio. Então provavelmente eu ainda sou um dos caras que mais trabalha na empresa, vou todos os dias ao escritório, só que eu não tô no dia a dia com cada cliente, com cada assessor. Mas eu sempre tô muito próximo da equipe, né? Então você tem lá uma mudança de atividade, mas você tem que compreender que o teu papel provavelmente mais importante é continuar cuidando do time, né?

Só que você tem outras pessoas que estão ali no dia a dia exercendo. Então tava vindo para cá para o estúdio eu tava conversando com um líder sobre, pô, alguma coisa que eu achava que ele deveria, poderia implementar na equipe dele. Então a gente delega o dia a dia, mas a gente também contribui ali para os líderes de time, líderes de operações, de como é que eles podem tornar aquela operação ainda melhor, mais eficiente, né, e engajar ainda mais o time. Muito bom.

RSRafael Silveira

E mudando um pouco de perspectiva, né, a gente até teve aqui recentemente num outro podcast que a gente tem, que chama Especialista Acima da Média, falando de principalidade no setor financeiro, né? E o mercado tá mudando muito, né? Como é que você enxerga o futuro da assessoria de investimentos e o que que vocês estão se movimentando para estarem conectados nesse novo momento?

GNGuilherme Nyssens

Eu acho que todos os mercados, eles estão em constante movimento, né? E uma das características que todas as empresas precisam ter, empresários, líderes, é de se adaptar. Então hoje em dia converso muito com um sócio sênior que a gente tem na empresa, que foi um executivo de grandes empresas e tá com a gente há 9 anos. Foi a terceira ou quarta pessoa a entrar na Petrópolis. E por ter uma experiência muito maior do que a minha, eu acabo dividindo muito esses temas com ele para ver o que que ele acha.

E ele, desde que a gente começou, desde que o primeiro dia que ele foi na empresa, ele falou assim: olha, Nissen, isso aqui não vai continuar para sempre não. O mercado vai mudar e realmente é o que vem acontecendo. E a gente vem se adaptando a essas mudanças. Eu acho que as mudanças são super positivas em todos os sentidos, especialmente para quem coloca o cliente no centro. Então, como eu falei alguns minutos atrás, A gente sempre teve uma preocupação muito grande em atender o cliente com qualidade.

Então hoje em dia eu tenho na Petrópolis a possibilidade de atender no modelo transacional, que era o modelo que já existia de comissionamento, mas eu tenho a opção de ofertar para o meu cliente o modelo de fee-based, onde ele já estabelece um determinado percentual que ele vai me remunerar, ou ainda utilizar o modelo de consultoria onde eu posso atender ele independente da instituição financeira, pois isso ampliou muito as possibilidades da Petrópolis, né?

Então a gente tá super animado, a gente tem feito diversos, implementado diversas atividades para que todos os nossos clientes conheçam todos esses modelos. Naturalmente, esses modelos exigem entregas de serviços diferentes, né? Então a gente vem realmente muito engajado nessa agenda e percebe que Talvez a maioria dos nossos clientes gostaria de resolver tudo com um único profissional. Então, é ter além do ecossistema investimentos, ter a principalidade quando a gente fala hoje em dia do nosso cliente, a gente quer que o nosso cliente use o cartão de crédito, que ele contrate os seguros conosco, que ele olhe para gente também como uma ferramenta se ele precisar fazer aquisição de um imóvel, seja através de um financiamento imobiliário, de um consórcio.

Então a gente olha realmente o cliente 360 graus e percebe que isso é o que o cliente demanda, uma pessoa de confiança que vai olhar para o todo. Então é por aí.

SCSylvia Coradesqui

Nisses, ao mesmo tempo, nos últimos anos eu acredito que houve uma mudança do perfil do investidor brasileiro, né? Tem o acesso, vamos dizer assim, mais democratizado às informações, de mercado financeiro, investimento, inclusive com as próprias redes sociais, mas ao mesmo tempo a gente ainda tem R$1 trilhão na poupança. Como que o cliente mudou? Qual é o perfil do investidor brasileiro hoje e quais foram as principais mudanças nos últimos 5 anos?

GNGuilherme Nyssens

Sílvia, eu acho que como a gente tem uma taxa de juros extremamente alta, é muito confortável para os investidores ter uma postura super conservadora. Hoje em dia, uma postura super conservadora é você ganhar acima de 14% ao ano. Então a gente viveu ali em 2020, quando os juros ficou muito baixo, um momento onde os investidores estavam mais preocupados como rentabilizar a carteira deles E aí começaram a buscar mais alternativas, e isso ao longo dos últimos anos mudou um pouco o que que de fato ele vai buscar.

Mas o mais importante de onde ele vai investir é como é que ele vai fazer o planejamento patrimonial dele, porque o que vai fazer muita diferença para todo mundo é se ele fizer bem feito, de forma organizada e com muita disciplina ao longo de muitos anos. Então, boa parte dos nossos clientes tem como principal objetivo, é, de quando pensa em patrimônio, em investimentos, principal objetivo da maioria deles é um dia poder parar de trabalhar.

E que dia que isso pode acontecer? Semana passada, inclusive, teve um case legal de uma cliente que eu comecei o atendimento há uns 8 anos atrás. Depois, um sócio meu passou a dar continuidade, e ele ficou todo feliz na semana passada me procurando, falando assim: pô, Gui, a cliente, ela me ligou hoje porque ela quer saber se realmente ela pode se aposentar daqui a 6 meses. Então a sensação de você ajudar o cliente a atingir o seu objetivo é maravilhosa.

É para isso que o assessor, que o consultor, que o planejador serve, né? Então eu acho que ao longo do tempo vai fazer pouca diferença a gente falar muito de produto ou classe, é falar sobre como que a gente ajuda os nossos clientes a terem independência, conquistarem os objetivos, né? Se o empresário ele quer abrir uma nova fábrica, como é que a gente ajuda ele a fazer isso, né? Mas sem dúvida nenhuma, as redes sociais e os influencers, apesar de em algumas circunstâncias falarem coisas que talvez não são as melhores Para serem ditas, eles contribuíram muito, né?

E a gente vê que ao longo do tempo a gente tá formando cada vez mais essa consciência dos investimentos, de que as pessoas não podem ficar só na poupança, né? Ou ainda ter dinheiro na poupança, né? Porque realmente poupança eu acho que não tem sentido nenhum, né? E é uma evolução. Essa evolução que a gente vê aqui, você pode olhar o mercado americano, que é o mercado que já tá 20 a 30 anos à frente do nosso no que diz respeito à parte de assessoria, consultoria de investimentos.

Foi exatamente o mesmo movimento que teve lá, né, com uma diferença que lá, como juros sempre foi muito baixo, é natural que o cliente esteja mais acostumado a assumir um pouquinho mais de risco, né? Aqui, com juros altos, é um pouco diferente.

RSRafael Silveira

Acho que tem um negócio interessante aqui, né, que é o impacto das redes sociais, principalmente pós-pandemia, né, de como a gente sai de um universo muito ingênuo, com baixa maturidade financeira das pessoas, e elas começam, mesmo que seja por influência, da forma certa ou errada, independente disso, elas começam a se interessar no tema, né? Isso acaba gerando um movimento natural, que é algo que a gente já sabia tem muito tempo, tem 30 anos, nós estamos atrasados.

E mesmo assim nada havia sido feito de concreto, né? Mas acho que meio que isso acelerou, né? Acho que algo que a gente, efeito colateral positivo, externalidade positiva de um outro mercado que acabou impactando o de vocês, né?

GNGuilherme Nyssens

Não, com certeza, né? Eu acho que o papel dos influencers, das redes sociais conscientizaram muita gente. Hoje em dia eu vou ao clube, várias pessoas me param para perguntar coisas que há tempos atrás só um grande especialista saberia, né?

SCSylvia Coradesqui

Os termos ficaram mais comuns, mais difundidos, né?

GNGuilherme Nyssens

Exato. Então é muito bom isso, né? Eu inclusive sempre durante a minha trajetória como assessor, eu inclusive gostava muito de gerar no cliente um comprometimento também Para ele entender um pouco melhor sobre o tema, né? Porque é uma responsabilidade muito grande para o assessor definir o que o cliente tem que fazer, né? O cliente, ele não precisa ser um especialista, mas ele tem que ter uma noção do que que ele tá fazendo para não incorrer em eventos que ele realmente não tem interesse nenhum em em participar.

SCSylvia Coradesqui

Isso deixou o cliente mais exigente?

GNGuilherme Nyssens

Com certeza o cliente hoje é mais exigente do que ele era 10 anos atrás, quando eu comecei nessa profissão, né? Ele questiona mais, e eu acho que isso é ótimo para elevar a barra do serviço que todo mundo tem que entregar. A gente tinha uma crítica há um tempo atrás sobre até a maturidade que alguns profissionais estavam ingressando no mercado, profissionais muito jovens já assumindo carteiras, né, num primeiro momento. Então assim, pô, um jovem que recém-formado, que ainda não conquistou nem o patrimônio dele, já começa a cuidar de carteiras de milhões de reais, né?

Cuidar do patrimônio que uma família acumulou durante anos de trabalho. Eu acho que existe um certo exagero em relação a isso, né? Então hoje em dia o cliente tá mais exigente. A gente lá na Petrópolis acaba investindo bastante no programa de formação Então a esteira mais comum desse profissional que ingressa na Petrópolis é ingressar no back office, né, mais envolvido nas rotinas operacionais. Posteriormente ele passa a ser assistente de algum banker mais sênior e começa a ter uma relação, entender um pouco como é que é o funcionamento do cliente, quais são as necessidades. É, para depois passar a ter uma carteira que ele vai atender.

RSRafael Silveira

E, Nissen, deixa a gente falando aqui um pouco de, até voltando para o tema de gestão, enfim, dessas mudanças. Você falou várias coisas boas e de movimentos que você foi fazendo ao longo da sua história de empreendedorismo. Conta para a gente uma decisão impopular que você teve que tomar como CEO e que doeu primeiro, mas que depois valeu a pena.

GNGuilherme Nyssens

Eu acho que uma decisão impopular, e que hoje em dia eu acho que vários vão falar que valeu a pena— a gente não fez isso como uma regra geral, tá? Mas diria que é uma— não tá escrito, mas é uma boa prática, que é a volta ao trabalho presencial. Tá, então a gente teve um desafio enorme no momento da pandemia de como é que a gente acolhia o nosso time, orientava. E eu acho que a gente deu um verdadeiro show nessa época. A gente fez algo que a gente nunca fazia na empresa.

Então a gente todos os dias tinha reunião, 9 horas da manhã, e 7 horas da noite para ver como todo mundo tava, né, os mercados oscilando muito. Então eu precisava estar próximo de todo mundo, né, os líderes na época estarem próximos de todo mundo para a gente, todo mundo segurar a mão um do outro e reagir àquele momento que não só os mercados, mas você também tinha uma insegurança com relação à saúde, né. E aí, pós a pandemia, muitas empresas acabaram optando por um regime quase 100% online e a gente começou a olhar para o nosso negócio, que é um negócio que a cultura é muito, passa muito ali no escritório, na convivência, né, no dia a dia até presencial com o próprio cliente.

Então, em algum momento, uns 2 anos, 2 anos e meio atrás, quando a gente voltou para esse regime prioritariamente no escritório, talvez aquilo ali não tenha sido uma decisão muito popular, mas hoje em dia a gente vê que a maior parte dos nossos profissionais prefere inclusive trabalhar quase 100% no escritório. Eu acho que o grande É, grande benefício do trabalho remoto é a flexibilidade, né? Então realmente é muito bom você ter essa flexibilidade.

A gente faz questão que todo mundo da empresa se sinta à vontade para ter essa flexibilidade. Pô, se o camarada vai viajar com a família no final de semana, não faz diferença nenhuma ele trabalhar na segunda-feira, na segunda ou na sexta-feira remoto. Para evitar trânsito, etc., a gente até estimula, né? Mas hoje em dia a cultura ali que passa ali no escritório é muito grande.

SCSylvia Coradesqui

Pensando nos próximos 10 anos, quais os principais desafios que você acredita que vai encontrar? Quais serão as suas prioridades?

GNGuilherme Nyssens

Uma coisa que a gente vem discutindo, que eu acho que é um grande desafio né, mas que eu encontro talvez muito estímulo em relação a isso é o tema da inteligência artificial, né. Você tem um desafio de se adaptar a isso. A gente não tem muita, eu acho que ninguém tem muita ideia quais vão ser esses desdobramentos, né, mas eu acho que a gente precisa se apropriar das tecnologias que estão sendo vêm sendo desenvolvidas para melhorar ainda mais o nosso negócio, né, tornar ele cada vez mais eficiente, melhorar a experiência do cliente em relação a isso.

Mas a gente vai precisar aprender algo novo, né. A própria transformação do mercado de assessoria acaba sendo um grande desafio, né? Como é que a gente vai se adaptar ao longo dessa jornada? Que modelos a gente efetivamente vai desenvolver, né? Então eu acho que tem vários desafios. A gente vai precisar aumentar significativamente significa, nós vamos precisar aumentar significativamente o nosso time. Então o tema de gestão vai estar cada vez mais presente, né?

Afinal, a gente não quer parar aí nos R$5 bi. A gente pensa que a empresa pode ter R$30, R$40, R$50 bilhões daqui a 10 anos. É possível, né? E como a gente tem os planos estratégicos bem, diria, bem audaciosos. A gente vai precisar aumentar. Então lidar com pessoas é um— todo dia você tem que aprender, né? Você tem que gerir melhor, você tem que ter mais indicadores, né? E então tô super animado, mas não vai faltar trabalho não.

RSRafael Silveira

Com certeza, acho que tem um ponto aqui que o Nisse comentou, eu fiquei refletindo, né, do impacto da inteligência artificial, né. Acho que a gente, a discussão deixou de ser se vai ter, mas como vai ser, né. A gente tem visto aqui, principalmente alguns processos, você vê como que o comportamento das pessoas estão mudando. Hoje em dia você sabe, isso aqui é inteligência artificial, ajudou essa pessoa a fazer essa pergunta. A gente tem visto muito aqui no jurídico, a gente vê que as questões jurídicas com a gente estão sendo mais homogenizadas.

Imagino também algum momento isso vai acontecer de alguém, ou já deve estar acontecendo, do cliente tá de fato usando um ChatGPT, um coach, para validar aquela sugestão que o assessor tá colocando, né? E vice-versa também, assessores que estão usando a carteira com ideia feita pela inteligência artificial, né?

GNGuilherme Nyssens

É, isso já é uma realidade, tá? Você vê nitidamente pelo questionamento de alguns clientes sobre algumas situações que ele pesquisou ali. E a gente também no nosso dia a dia, né? Quem não foi ao médico e depois olhou? Eu tava ontem mesmo, tava consultando uma informação sobre uma questão de cidadania. Então assim, é natural, a gente vai fazer as perguntas, né? Hoje em dia eu acho que as pessoas ainda usam muito a inteligência artificial como se fosse um Google melhorado.

Então fazem perguntas, mas a gente já tem usado lá na Petrópolis para várias outras atividades que estão gerando uma eficiência muito grande na nossa forma de servir o cliente, né? Então a própria organização das reuniões, né? O que que o que que a gente realmente consegue automatizar de processos usando os agentes. Então eu vejo que também para as pessoas que estão trabalhando, né, a gente precisa de novos desafios, né. Então isso é muito bom.

Quem se apropriar cada vez mais dessas tecnologias vai, vai realmente crescer mais rápido, vai se desenvolver, vai conseguir ter mais qualidade, né?

SCSylvia Coradesqui

Nesses, mas ao mesmo tempo que a inteligência artificial vem para o segmento de vocês, eu vejo que o relacionamento de qualidade ele torna ainda mais importante, um diferencial competitivo, certo? Nesse teu mercado.

GNGuilherme Nyssens

É, sem dúvida. Nosso business é relacionamento.

SCSylvia Coradesqui

Isso aí ela não vai substituir.

GNGuilherme Nyssens

Isso aí não vai substituir. Por isso que a gente, muita gente, eu já vi muita, muita gente postando, ou até mesmo assessores, né? Ah, mas um advisor, um robô advisor vai ocupar essa posição. Gente, o meu papel não é só fazer alocação para o cliente, né? O papel do assessor é entrar na vida da Sílvia Entender quais são as aflições, quais são as preocupações, quais são os objetivos, acompanhar isso ao longo do tempo, né? Então vou dar um exemplo, né?

O personal trainer, eu, ele me dá o quê? Ele me dá disciplina. Eu vou malhar muitas vezes porque o meu personal tá lá. Se tiver uma máquina que até hoje em dia já tem umas, mas uns equipamentos ginásticos que já estão super adaptados, você chega lá, ele já coloca na posição e tal. Mas ele faz você ir à academia? Não faz. Então o assessor que foi lá cuidar do planejamento da Sílvia, que combinou que para Sílvia atingir aquele objetivo tinha que poupar X mil reais por mês.

Se ele tá acompanhando aquela jornada com a Sílvia e ajudando aquela a construir aquilo, eu acho que a IA não vai substituir isso.

SCSylvia Coradesqui

Perfeito.

RSRafael Silveira

Nissen, infelizmente tá acabando o nosso podcast, né? Eu acho que foi muito bom o nosso bate-papo, né? E eu acho que para a gente, antes da gente fechar aqui, como é que os nossos ouvintes encontram você, a Petrópolis? Quem que escutou, que tem interesse, talvez, olha, gostei dessa proposta de valor deles, quero ser cliente deles, quero falar de expansão com o Nisse, quero falar de parceria ou até trabalhar contigo, como é que eles conseguem te encontrar, encontrar vocês?

GNGuilherme Nyssens

Perfeito, basta entrar no site www.petropolisinvestimentos.com.br, Eu também tô disponível nas redes sociais, @guilhermenissens, e queria fazer um convite a todos porque nós atendemos não só pessoa física como pessoa jurídica, não só na região serrana do Rio, mas em todo o Brasil. Temos clientes inclusive no exterior e trabalhamos no multimodelos, né, tanto modelo de assessoria um modelo de consultoria. Então a gente vem agregando ao longo do tempo muito valor aos nossos clientes, muitos deles empresários, em ter uma visão 360 tanto para pessoa física como para pessoa jurídica.

Então vai ser um enorme prazer se você, se a gente puder contribuir para você, seja no seu negócio ou na sua vida pessoal. Fica o meu muito obrigado aí, Rafael e Silvia, pelo convite.

RSRafael Silveira

Muito obrigado por ter aceito o nosso convite. E para você, ouvinte, também agradecemos a sua presença, a sua escuta até esse momento. Se você gostou desse episódio, curta, comenta, compartilha com um amigo seu, e nos vemos num próximo episódio.

SCSylvia Coradesqui

Até mais, tchau tchau, obrigada!

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