Episódios de MultiStudios

OS PRIMEIROS 6 ANOS MUDAM TUDO | LAILA MENDES E DIANA QUINTELLA DA MINIME | BUSINESS BY CÁSSIO #112

04 de maio de 20261h36min
0:00 / 1:36:12

Toda a sua vida foi definida em 6 anos? O que a ciência revela sobre infância, educação e futuro.

Neste episódio, Cássio Pacheco conversa com Laila Mendes e Diana Quintella, Diretoras e Fundadoras da MiniMe Educação Infantil. Publicitária e psicóloga, elas compartilham como criaram uma escola bilíngue baseada em neurociência e desenvolvimento infantil. Você vai entender como a primeira infância impacta carreira, comportamento e até saúde emocional, além de reflexões sobre telas, ansiedade e o papel dos pais na formação das crianças.

Convidadas

Laila Mendes: @lailabmendes

Diana Quintella: @diquintella

Empresa

MiniMe: @minimeeducacaoinfantil

Host

Cássio Pacheco: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@casssio⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

_________________________________________

Acompanhe o MultiStudios

Instagram: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@meumultistudios⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Youtube: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@multi.studios⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Facebook: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@meumultistudios⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Site: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠multistudios.com.br⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Faça parte do hub: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠link.torie.bio/MSi⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

_________________________________________

Realização

Torie: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@agenciatorie⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Multiplan: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@multiplanoficial⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Shopping ParkJacarepaguá: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@parkjacarepagua⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

_________________________________________

Patrocínios

Matte Leão: ⁠⁠@leaoinfusoes⁠⁠

GWM: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@gwmbrasil⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Sonora Acústica: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@sonoraacusticarj⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Grupo Araujo: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@grupoaraujorio⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Glass ON: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@glasson_oficial⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

_________________________________________

Parceiros

Canon: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@canonbr⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Naymovie: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@naymovie.oficial⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

UCI: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@ucicinemas⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Sécurite Tecnologia em TI : ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@securitetecnologia⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

UpgradeTI: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@upgradeti.br⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Alfa Cenografia: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@alfaconstrucoes_cenografia⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Dettaglio: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@dettaglioarte⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Braun Comunicação: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@brauncomunica⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

_________________________________________

Apoio

Personallizze: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@personallizzebrindes⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

TwoCoffee: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@twocoffeeoficial⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Città: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@cittatelecom⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Mega Clean: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@01megaclean⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

_________________________________________

Equipe técnica

Thiago Oliveira | Cássio Pacheco

Carolina Boschini | Rafael Karkow | Pedro Silva

Felipe Gabriel

Vitória Fernandes | Rafael Cupello | Matheus de Morais

Luiz Fernando Ioti | Jhonatan Fontoura

Assuntos8
  • Relação mãe-avó na educação infantilO papel dos pais na formação · Superproteção e insegurança adulta · Consciência e busca por conhecimento parental · A importância do 'não' e limites · Mãe suficientemente boa · Presença e tempo de qualidade
  • Impacto no Desenvolvimento InfantilDesenvolvimento neural e sinapses · Bilinguismo e suas vantagens · Formação de caráter e soft skills · Ansiedade infantil e o papel das telas · Limites, frustração e resiliência
  • Comunicação BrasileiraValorização da primeira infância · Críticas ao modelo tradicional · Desafios da transição para o ensino fundamental · O papel da sociedade na educação
  • Terceirização educacionalCriação de um modelo de negócio · Expansão e modelo de franquia · Desenvolvimento de produtos digitais · Formação de equipe e liderança
  • Diversidade e InclusãoEducação antirracista · Inclusão de crianças atípicas · Lidar com diferenças individuais · Conversas difíceis com pais
  • Decisão como Habilidade vs TalentoDesenvolvimento de talentos · Influência do ambiente na formação · Valorização das aptidões individuais
  • Conhecimento e AprendizadoBrincar como forma de pesquisa · Hipóteses e testes na infância · Lúdico como essência da infância
  • Mentiras Cotidianas para Si Mesmo
Transcrição255 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Sejam bem-vindos a mais um Multistúdio Especial. Hoje estamos com as diretoras Laila Mendes e Diana Quintela, da Escola Minimi. A gente vai contar um pouquinho do sistema de ensino, escola bilingue e um pouquinho mais dessa história de empreendedorismo. Sejam bem-vindas.

Muito obrigada, Cássia. É um prazer estar aqui. Poder falar do nosso assunto favorito, que é falar sobre a MiniMe. Com certeza. Então, hoje a gente vai contar um pouquinho do segredo da MiniMe. Queria saber um pouco como é que começou a história de vocês lá na MiniMe. E depois a gente vai falar um pouquinho de cada uma separado.

Está ótimo. A gente é amiga de infância, Cássio. Na verdade, nossas famílias construíram uma história bem bacana juntas e a gente fala que a Minimi começou quase que quando a gente tinha a idade das crianças que estão lá. A gente brincava de Minimi, de verdade. Sim, a vida adulta deu caminhos diferentes para a gente. Eu sou publicitária de formação, sempre trabalhei com o mercado internacional, vida executiva, carreira consolidada dentro de empresa que trabalhava realmente... Multinacional, né?

O meu caso não era, da Diana sim. Mas uma empresa que realmente trabalhava a partir de importação, exportação, participação em evento internacional, coisas desse tipo.

E a Diana é psicóloga de formação também, de forma que eu fico. Eu fiz carreira em RH, sou psicóloga de formação. Na época que eu fiz psicologia, eu queria trabalhar com crianças, Flóvia quer ser psicóloga infantil e tal. Mas é isso, né? Os caminhos aí, a vida trouxe outros caminhos. Acabei entrando no mundo corporativo e fui executiva de recursos humanos. Anos, quase 20 anos. Até que eu tive meu primeiro filho, o Arthur, que hoje está com 13. Acabou de fazer 13. Olha lá, ele é a madrinha dele, um rapazinho.

E aí a Layla, como madrinha, ia de vez em quando comigo procurar creche para ele. Comecei nesse movimento, essa busca que todas as mães nossas clientes vivem também. Uma dúvida, coloca já na creche, fica com o babá, com a avó, enfim, rede de apoio. E a gente vive isso na pele e nessa busca de creche.

Eu me deparei com uma expectativa que eu criei, com mim mesma, né? Mas o que eu idealizei aí de creche, educação infantil, não era o que eu via na prática. Então, a Miniminasse, assim, muito de uma dor de uma mãe nessa busca mesmo, sabe? E aí a gente resgatou, a gente vendo creche, a gente via que faltava.

O que a gente imaginava como o que deveria ser uma base do olhar da educação infantil, essa parte pedagógica, de fato, né? O estímulo, o olhar para a criança pequena com potencial, que é o que o bebê nasce com muito potencial. A gente tinha certeza absoluta disso, mas a gente não via na prática.

Isso nas escolas que eles procuravam. Há 13 anos atrás, obviamente. Hoje já melhorou um pouquinho, mas temos um caminho muito grande de valorização da primeira infância ainda na educação. Não, é porque sempre vai, assim, querendo ou não, é diferente quando você tem uma dor e você está em cima dela trabalhando. E, às vezes, muitos negócios nascem, não que não tenha que ter cunho financeiro, mas nascem, às vezes, com cunho financeiro antes da dor.

E tem outros que nascem da dor e vão para o cunho financeiro. Então, muda muito todos os aspectos do negócio na minha visão. Acho que foi um pouco dos dois, Cássio. A gente olhava e falava, nossa, mas as escolas que a gente está vendo parecem as escolas que a gente estudou lá em 1980. Então, será que não tem nada de novo? E, ao mesmo tempo, a gente olhava e falava, caramba, essa escola está com uma fila de espera de 100 bebês.

Tem demanda, né? Tem, isso tem. Tem a demanda, tem um gap ali que está faltando uma qualidade, está faltando algo diferente, algo inovador. E aí a gente foi realmente há três anos atrás, mergulhamos nesse mundo.

Com muita pesquisa. A gente se aprofundou muito em educação infantil, nessa primeira infância, para a gente entender o que tinha dessas boas práticas pelo mundo todo. Literalmente pelo mundo. E com muita pesquisa saindo do óbvio. Com certeza. O que a gente estava vendo não era o que a gente acreditava, mas a gente pensava, poxa, a gente nem é de educação.

Não é possível que outras pessoas da área, muito mais preparadas, já não tenham visto trabalhado. Ela falou que a gente foi para o mundo mesmo, a gente saiu do Brasil para fazer pesquisa. E aí tem uma cidade no interior da Itália chamada Reggio Emilia. É uma cidade que fica no norte e hoje lá é um grande polo, realmente, de produção de conhecimento sobre a primeira infância, sobre as escolas da primeira infância. E eles mostram muito essa importância dessa escola, que muitas vezes isso é muito negligenciado, é muito deixado de lado.

É a escolinha. Não é a escolinha, é a escola, com muito mais conhecimento sendo processado do que numa pós-graduação ali dentro. Então, essa visão, a Regi Emília mostra muito. Que não é a tia, é uma professora, é uma pessoa que estuda muito para estar ali. E aí a gente se encantou muito pelo que eles colocavam lá e trouxemos um pouquinho do que a gente aprendeu lá para a nossa prática no dia a dia da Minimi. Então foi uma influência muito grande que a gente teve, não a única, mas hoje lá é um lugar que chama muita atenção nesse tema.

E foi uma inspiração muito grande para a gente. Mas vocês acham que a gente no Brasil, eu vou perguntar aqui, vocês têm mais experiência, que a gente no Brasil começou a tratar essa primeira escola

como um local só para levar o filho e ficar de qualquer jeito. Assim, eu estou usando o termo geragem, mas seria para isso. Mas, na verdade, é um lugar que tem muito estímulo e tem muito crescimento, só que a gente não utiliza. Então, a gente só vai descobrir isso anos depois, né?

Sim, na vida adulta. E sem ter muita consciência de que se a primeira infância tivesse sido diferente, a vida adulta, as escolhas, a carreira, escolhas de relacionamento, de carreira, como eu atuo, como eu me coloco, seriam com certeza muito diferentes. Muito diferente.

Tem uma frase que a gente gosta muito e que a gente usa no sentido de... Que ajuda a gente a reforçar a importância do trabalho que a gente faz, né? Que é que a infância é o chão que a gente pisa a vida inteira. Então, a base tá aí. E dos 0 aos 6 anos, que é a fase da educação infantil, que é a fase que a gente escolheu trabalhar, então a gente optou...

O de vocês o limite é nos seis anos. É nos seis anos. Educação infantil, a fase de escola, de estudo, segmento chamado educação infantil. E a gente optou exatamente para que a gente reforce cada vez mais a importância dessa fase. Que se essa primeira fase for trabalhada de maneira adequada, como tem que ser, todas as outras etapas da educação, fundamental um, dois, médio, e aí faculdade, pós-graduação e doutorado e tudo mais.

vão ser lidadas de uma maneira muito mais segura, muito mais consciente, muito mais estruturada, da parte cognitiva, mas muito além, né? Porque quando a gente recebe alguém para o mercado de trabalho, um profissional, quando chega, nossas entrevistas, né? Eu falo como RH até.

E a gestão e o desenvolvimento, a avaliação, o cara é muito mais promovido pela parte relacional, comportamental, como lida com problemas, como resolve desafios e soluções, como que inova, do que a parte teórica que está lá escrita no livro. Isso a gente vê da maneira técnica e que aplica. Mas o que diferencia realmente as pessoas, o técnico é fundamental, obviamente, mas aí técnico, todo mundo sai com ela, né? O que diferencia realmente a pessoa que vai extrapolar, que vai aceder.

é quem tem a parte emocional, comportamental, relacional. Isso já tem estudo mostrando esse outro lado? O Banco Mundial fez um estudo há pouco tempo falando dessa importância das soft skills para o mercado de trabalho. Então, isso aí já é hoje muito bem... Tem vários estudos.

Vários, estou falando de uma agência, estou dando um exemplo. Então, mas nesse target, você acha que, assim, aí uma dúvida minha, a gente não tem mais evolução nisso? Por quê? Porque é caro, porque é difícil, porque a gente não dá valor, por quê? Por que não dá valor? Eu acho que a infância, de uma forma geral, é muito negligenciada, né? Eu acho que ainda vem com um ranço.

de anos atrás, de séculos, de que a criança não sabe, ela não é capaz, ela não pode. Então, isso aí é histórico. Eu acho que mudar isso é um trabalho de formiguinha. Sim, cultura, 25 anos, 50 anos. A infância começou a ser trabalhada na história da humanidade. A infância começa a ser trabalhada enquanto... Olha, não é um adulto em miniatura.

Tem pouquíssimo tempo. A criança não sentava a mesa com a família. A criança não participava. Era diferente. Não, sim, sim. É porque a gente tem a mania de quando a criança... Ela tem um...

um estalo a mais, assim, a gente tem essa maneira de chamar de mini-adulto. Porque tem crianças que... Vamos separar. Algumas crianças têm uma facilidade, eu não sei. Aí eu vou usar termos que eu não sei se seria. Mas que são mais ágeis, tem mais alguma coisa. Tem outras que, por conviver com adultos e outras coisas, elas pegam. E a gente usa isso.

como um parâmetro para menino e adulto. Mas eu vejo, que é o que você está falando, se você for ver na maioria da população, até em todas as faixas sociais e tudo, o pessoal dá com uma cidade meio que...

Que nem ela falou, uma tia, só cuidar e mais nada. Ninguém está ali querendo estimular nada da criança, nem ensinar. É difícil você pegar assim, tem um... Claro que sempre tem os que fogem a regra, isso aí existe na vida. Mas assim, não é a maioria que fala assim, ah, vou ensinar, por exemplo, eu tenho uma sobrinha que a mãe acabou ficando em casa.

Então, assim, outro dia ela falou assim, a menina está com dois anos. Por exemplo, ela falou, ela sabe 200 palavras. Eu fiquei meio assim. E aí a gente só vai se tocando quando... Outro dia eu fui numa casa de um outro amigo e aí vi o filho de dois anos dele.

E aí ele não sabe palavra. Aí tu fica meio... Cada criança tem o seu tempo. Não, então, mas é isso que eu estou falando. Mas aí a gente só vai chegando, porque a gente não tem um padrão. Acima de uma certa idade, querendo ou não, por mais que o ensino, não sei, a gente está caminhando para melhorar o ensino, porque eu acho que é cultural, que nem vocês falaram e tal, mas você tem um padrão, pô, tu tem que saber escrever, ler, não sei o quê. Nessa idade, a gente nunca, eu acho que olhou.

que nem vocês estão falando, ou começou a olhar, tem pouco tempo, o pessoal chegava assim, manda para a escola para... Sabe educação física? No segundo grau, nessas coisas? A gente tem aula de educação física hoje, o que quer dizer isso? Não ia fazer nada. Ah, vou jogar bola, não sei o quê.

Eu acho que todo mundo tratava essa época que vocês estão falando como um, ah, vou deixar lá... Tá só brincando. É um espaço porque os pais precisam trabalhar, não precisam fazer outras coisas. E aí compara mesmo, ou estar com a babá em casa ou estar na escola, como se fosse o mesmo objetivo. A mesma coisa. E, na verdade, não é, né?

Não é mesmo. E aí a gente enxerga, né? Que a gente viu muito isso em Reggio Emília. E aí é muito além, né? Quando a gente vai estudar educação infantil a fundo. Neurociência comprovando. Não é a gente quem fala. A gente vê na prática que é verdade, né? Mas quando a gente trata um bebê de seis meses que a gente tem na escola como um ser humano.

Alguém que está lá cheio de potencial, com muita vontade de aprender e que pode ensinar também, porque ele é um grande pesquisador. Aí a gente vai fazendo associações, assim, Einstein falava que brincar é a maior forma de pesquisa. Einstein não é agora, né? Sim. São coisas que já existem tempos. É, a gente já existe desde 1940. 40, foi pós-guerra, entendeu? Então, assim, isso aí já vem de muito tempo. Só que demora para difundir, realmente. Com certeza. Então, e... E...

Quando a gente tem esse olhar para essa criança, então, se um bebê está aprendendo, se um bebê, quando está com o chocalho na mão, ele está fazendo uma investigação, isso aqui faz som. Para que mais que serve? Se eu mexo para cima, faz assim. Se eu mexo para baixo, faz assado. Quando a gente leva a sério esse olhar e a gente entende que ele realmente está aprendendo, a professora de uma turma de bebês de seis meses não vai ter aquele perfil, que aí entra na parte empresarial, quando a gente seleciona e forma essa pessoa,

E ela vai se reconhecer como realmente uma professora que está trabalhando com uma questão que a gente exige muito também, que a gente tem muito na Minimit, sofisticação pedagógica mesmo, ou seja, ela tem que investigar, ela tem que estudar, ela tem que pesquisar para pensar o que ela vai trazer de proposta pedagógica, de atividade mesmo, de uma aula, no brincar, no lúdico, no afeto, no acolhimento.

mas que vai desafiar aquele bebê, porque a gente quer que ele pesquise, que ele se incomode, que ele aprenda, exatamente, que ele fique curioso. Mas lá, tipo assim, tem... Vamos lá. Lá com seis meses já vai pra lá.

A partir de quatro meses a gente recebe. Falando para você de um bebê de quatro meses, quando uma criança bota alguma coisa na boca ou sacode um chocalho, ela está levantando hipóteses, ela está testando essas hipóteses e ela está aprendendo com os resultados desses testes. Isso é a metodologia científica que a gente usa no mundo adulto. O ser humano nasce com isso. Não é à toa que o Einstein falava que o brincar é a maior forma de pesquisa. Porque, obviamente, tem que ter o lúdico. O lúdico é a essência da infância.

Então, tem que ter a brincadeira. E quando a gente tem uma professora que é capaz de olhar essas hipóteses, ouvir, entender essas hipóteses e ajudar essa criança a aprofundar, a gente vai ter o aprendizado acontecendo de uma outra forma. É simples fazer isso, nem um pouco. Sim, mas vamos lá, para me entender na prática, porque agora eu me surpreendi, quatro meses, vamos lá. Quatro meses e levou para lá. São quantos alunos por turma?

Nessa turma, 10. Nessa turma tem no máximo 10. 10. Aí, fica onde o aluno? Quatro meses é... Ele tem a sala... Não, mas é um berchinho, né? Não. Não, ele tem uma sala de desenvolvimento, sala que tem um chãozinho mais confortável, que ele vai ficar no chão com uma professora. Criança que não senta, o bebê que não senta. Sim. Não, mas quatro meses ainda... Já senta? Não, vou tentar. Não, não.

Eu sou... Olha só, não conheço, não conheço. Quatro meses fica mais no colinho. Aí fica no colinho. Ou deitar a criança de seis, sete meses que já senta melhor, ele vai estar sentado. Em outros momentos, esse bebê pequenininho, a gente vai colocar deitado no chão, porque esse aprendizado é integral. Então, essa criança também está no aprendizado psicomotor. Ele está aprendendo...

sentar, por exemplo. É o que o Picler fala, né? O movimento livre. É, o movimento livre pra que ele possa estar realmente aprendendo. E aí, cada fase tem estudiosos e teóricos específicos que trouxeram pra gente muito aprendizado, muito conhecimento, que a gente usa, né? Usa, né? Você citou o Picler aqui, né?

Então, a gente traz para a nossa prática. Então, esse bebê, ele vai estar fazendo uma atividade, investigando, brincando, sempre no brincar, porque o brincar é muito sério, né? Muito. Só que esse bebê que começa com quatro, mas não é a grande maioria, tá? A maioria entra com seis, sete meses, né? Quando acaba a licença, a maternidade, né?

Ele vai ter aulas de diversas áreas de conhecimento. Então, esse bebê tem aula de educação física, que é psicomotricidade, na verdade. Ele vai ter aula de contação de histórias, que é a biblioteca, que a gente chama. Em português? Porque as aulas são... A professora se comunica em inglês com as crianças lá o tempo todo. Ele tem aula de arte.

E uma pergunta, eles têm isso aí. Querendo ou não, a mãe, nesse momento, ela é muito apegada. Com certeza. Vocês estão pegando o ouro. Como é que é essa relação?

com a mãe, com seis meses. E a escola, assim... A gente tem que ter muita parceria, muita transparência com as famílias. Porque é um momento, assim... É delicadíssimo. Com certeza. Assim, eu vejo... Porque, assim, eu estou passando por um... Alguma... Muita gente em torno, agora está na fase, esse ano passado e esse tem muita gente tendo filho. Eu conheço.

De novo, né? Aí o que acontece? Você vai vendo alguns nuances, porque cada época você vai sentindo, tem um pouco da cultura, influencia naquela geração, vamos dizer. Então você vai vendo. E eu tenho visto, assim, eu já vi o movimento de os pais deixarem mais.

rolar solto, os pais ficarem mais, e está voltando esse movimento da mãe e tal, e o pai tentar ficar mais, ter um tempo de, vamos dizer, junto, um tempo de qualidade junto. Eu tenho visto muito até nos pequenos, trabalhar esse outro lado, mas eu vejo assim...

Eu pego pela minha mãe, né? Minha mãe sempre foi muito, assim, deixar a gente fazer as coisas. E eu, assim, eu tenho dificuldade, juro que eu tenho dificuldade de imaginar a minha mãe me deixando com seis meses de idade. Eu tenho certeza que não é fácil para nenhuma mãe. Então, não, eu estou perguntando. E como é que é essa relação que, assim, nesse momento, eu sei que depois que a mãe muda tudo, né?

Então, assim, como é que é esse... As famílias têm que estar muito próximas, sempre. Regemília fala isso, existe um ditado, um provérbio africano lindo, que é preciso uma vila para educar uma criança. Então, a gente precisa sempre ter as famílias muito dentro da escola. Inclusive, a gente é uma das poucas escolas que oferece para as famílias acessarem as câmeras, para verem o bebê.

O bebê e a criança, né? O bebê e a criança, todos, a escola inteira. A gente pensa, você trouxe o exemplo do bebê de seis meses. Claro, eu fui uma mãe que coloquei meus filhos com seis meses na creche. É difícil mesmo. Agora, tem famílias que optam, por estrutura familiar que for, colocar a criança um pouquinho depois na escola, com dois anos, por exemplo.

E esse vínculo, a ansiedade da separação, como a psicologia traz, essa dificuldade de estar confiando o que você tem de mais importante na vida, que é um filho, depende da idade dele. Claro. Mas quando é pequenininho mais ainda na escola... É porque quando é pequena ela não passou muito. Com os anos ela vai entendendo... Mas com dois anos, com um ano e meio...

É difícil igual, tá? Porque a família tá ali, né? Com certeza. A primeira vez que a criança vai pra escola é um movimento muito importante pra família e pra criança, que imagina, ela lida com a principal mudança da história dela, que são dois anos, mas é toda a vida dela, né? E a gente entende muito o nosso papel, até pra que a criança entenda que a escola é muito legal. Então, o nosso papel vai além da família, mas começa com a família. Porque se a família não tá...

confiando e segura com a gente, a criança não vai ficar. Então, esse nosso... Mas acontece isso dela... ...de integração com a família. ...delas não... Assim, eu vou fazer perguntas meio...

Fica a vontade. Toccas, mas vamos dizer. Várias crianças nessa idade, elas ficam direto chorando. Por exemplo, a minha sobrinha nasceu agora. Aí eu fui lá. Aí não fui nos primeiros dias, porque eu já sabia. Aí vai mó multidão de gente, todo mundo. Eu fui o último aí, até porque estavam me cobrando. Ah, você não vai vir ver ele. Aí eu fui lá. Aí ele começa. Enquanto estava no colo das minhas primas e tal, ela estava tranquila. Ele saía, ele chorava.

Aí voltava e chorava. E tá lá, assim. Então, assim, quando vai pra um... Eu fico pensando... Quando troca o ambiente todo... Essa chegada da criança da escola é um momento... Ele tem um certo tempo de adaptação, né? Tem, tem. Essa chegada da criança na escola é um momento muito delicado. É um momento que, assim... Ah, eu preciso que a criança fique 12 horas na escola. Matriculei meu filho pra ficar de 7h30 da manhã e 7h30 da noite, porque eu trabalho o dia inteiro. Lá no centro da cidade, a escola e na barra.

Ok, primeiro dia não vai ficar 12 horas de jeito nenhum. Vai ficar uma hora com você ainda no campo de visão da criança. Segundo dia, a gente já tenta convidar essa criança pra entrar pro grupo, mas convite. Raramente vai no segundo dia. Porque tudo tem que ser no tempo da criança e da família. Porque a mãe precisa estar segura também. Esse vínculo precisa ser construído aos poucos. A criança não pode ficar na escola.

se sentindo mal. Não é de forma alguma a nossa intenção. Então, ela só vai ficar bem quando ela estiver segura e entendendo que ali ela está bem. Que ali tem gente para cuidar dela também. Assim como a mãe cuida. Claro que eu fico com a mãe é outro. Você acha que o processo é mais difícil? Para a mãe ou para o filho? Depende de cada situação. Não tem regra, tá? Não tem regra. Depende do estilo da criança. Depende da família. Tem vezes que a família acredita que vai ser de uma forma e é de outra.

E a gente vai trabalhando, por isso que é muito individual. Sempre. Sempre a gente está preparado para todos os cenários. E como a gente fez seis anos agora, Minimi. Então, a gente já viveu muitas entradas de criança, né? Lá na Minimi, esse processo que é conhecido como processo de adaptação, a gente chama de processo de integração.

Porque o tema adaptar, como que você enxerga? Já é lá o quebra-cabeça pronto, falta uma peça, você encaixou. Então, a criança que chega, a família que chega e que se adapta a alguma coisa que já existe. E a gente acredita que quando chega uma criança nova, uma família nova, porque é um grupo, esse vínculo é muito integral.

A gente também se adapta a essa criança nova, a gente também se adapta a essa família. Então, na verdade, é um processo que integra. Integra uma criança nova, uma família nova, uma realidade que já existe. Uma turma hoje que funciona com uma dinâmica X, com perfil X. Chega uma criança ali nova, esse perfil muda. Pode ser que mude, a dinâmica já tem que mudar. Então, a cada criança nova que chega, a cada família nova que chega, a minha e minha também muda um pouco. A gente está com uma nova...

Novo perfil, outro olhar, a gente aprende junto, assim, cada família que entra, cada família que sai, é uma oportunidade que a gente aprende super, né? É um novo olhar, é um novo estilo, é o que você falou, é um novo perfil. E aí a gente tem seis anos, né? Eu vi que você ficou fazendo conta, isso mesmo, a gente abriu em 2020. Não, não, eu fiz a conta, eu fiz a conta, eu fiz a conta porque eu quero fazer uma pergunta.

Teve alguém, claro que deve ter tido, alguém que está lá há seis anos ou cinco anos. E aí, como é que é isso? Porque também é outra coisa que eu fui ver. Eu nunca fui assim porque... Eu sou filho de militar, então, de três em três anos, eu tinha que ralar, vaza, escolhe, sai. Eu não tinha o que escolher, eu tinha que sair. Então, eu me acostumei, eu me adapto a qualquer lugar, eu chego, falo com todo mundo. Então, isso aí, para mim...

Claro que no início deve ter sido ruim, mas eu, depois de uma época, não tinha mais escolha. Era dois, três anos e troca de cidade, troca de todo mundo. Minha família fica, então eu fui aprendendo meio que do jeito mais difícil da vida. Mas hoje, eu vejo, principalmente esses dias eu estava com a filha de um amigo meu, ele foi levar, eu estava junto, e eu senti uma tensão no carro. Ele só falou...

Ele falou assim, estou olhando para você estudar no marista. E ela passou, ela já, por que pai? Não sei o que. Tipo assim, eu vi que essa mudança, e aí a gente vai reparando de fase. Eu não estou em fase de ter filho, então eu não reparo muito nisso, só quando acontece. E aí eu reparei que é um negócio muito diferente. Então, a pergunta é, tem alguém que está lá esse tempo e tem uma transição, né? De sair de lá.

É, porque chega o momento que... Depois de seis anos vai pra outra escola, não tem como. E aí, como é isso? Seria agora o primeiro ano que está acontecendo isso? Não, não. A gente começou em 2020, né? Então, assim, é, começamos a pandemia, exatamente. E ainda tem isso, né?

Abrimos em janeiro, fevereiro começou o objetivo, março, paramos! Janeiro de 2020. Isso mesmo. Hoje eu olho e falo, gente, a gente ganhou uma maturidade que talvez a gente não tivesse, se não fosse aquele momento.

A máxima de que com crise se cresce, a gente levou bem a sério. Então, acho que foi bom. No fundo, acho que a gente aprendeu muito. E a gente é a escola que a gente é hoje por conta disso também. Com certeza. Esse é fato. Mas, sim, a gente tem crianças que já se formaram, como a gente chama lá. Até porque, quando a gente abriu em 2020, a gente tinha crianças de 4 anos. Então, as crianças de 4 em 2020 se formaram no final de 2021. Mas, ano passado, foi a primeira turma que entrou o bebê.

Entrou bebê e saiu. Ano passado retrasado, na verdade. Que ficou esse tempão. Que ficou toda a história com a gente. Com a gente. E aí a gente também sabe, porque só voltando ao processo inicial que você perguntou, como é que funciona a adaptação, integração, a máxima ali é criação de vínculo. A criança vai criar vínculo com outro núcleo, com uma outra pessoa além da família nuclear dela, que é a professora, que é assistente, e logo, logo com toda a escola.

Porque é muito interessante isso. Tem crianças que estão muito conectadas com a professora, com a assistente da professora, mas que para entrar ela quer a pessoa da portaria. Ou ela quer a moça que vinha para a sala dela. Que ela conhece, ela quer ela. A pessoa que faz a medida. É o ponto de confiança. E por quê?

Porque a criança escolheu, ela exigeu, passou uma questão de confiança. Então, toda a nossa equipe, que são 110 pessoas hoje na Minimi, todo mundo se envolve de alguma forma com essa criança, né? Na grande maioria das pessoas. Sim, pode deixar confortável. As professoras delas. Mas todo mundo está olhando e está atento para essa criação de vínculo. Imagina, a gente criou esse vínculo lá no início.

A gente viu todo o processo, a família com a gente, cinco anos, quem faz o ciclo todo, mas quatro é a mesma coisa e tal. A gente vive histórias com aquela família, né? Situações que a família vive, de vitórias, de perdas, de irmãos, de mudanças. A gente vive muita coisa com essas famílias. Aí eles crescem e eles vão embora, né? Então é uma criação de vínculo forte. Eu me emociono em toda formatura, eu morrendo de saudade.

Mas a gente também entende a nossa responsabilidade, assim como a gente tem uma responsabilidade de apresentar para essa criança que estudar é muito legal, que fazer amigos é muito legal, né? Que estar em outro ambiente, que não é só a casa dela, é muito legal. Ela fazer essa troca de segmento e ir para outro lugar e criar novos vínculos vai ser muito legal também. Então, o último ano da Minimi, em especial, a gente trabalha praticamente um ano inteiro preparando essa...

Transição. Transição, com ritos de passagem. Então, a gente tem uma noite que é do sleepover, uma noite de pijama, nas escolas, dormem na escola. Que é um marco, mas assim, você já está crescendo. Dorme na escola? Dorme na escola. A gente faz uma noite de pijama, barraquinhas, cabanas e tal. Essa criança escreve um livro, ela faz uma autobiografia dela.

Ela lança o livro, a gente faz o lançamento desse livro na Livraria da Travessa. Sério? Sério, muito legal. A noite de autógrafos, uma manhã de autógrafos. E tem a formatura, que é uma peça de teatro que a criança participa de toda a elaboração. Geralmente é sobre a vivência dela na Minime mesmo.

E a formatura em si, né? Diploma, aquilo tudo. Então, são várias etapas que marcam. Olha, agora realmente a gente está trocando de etapa. E ao longo do ano, vai além dos marcos. É todo o trabalho que toda a equipe pedagógica faz com essa criança. Até com a psicóloga da escola também. Com a psicóloga da escola. Que tem crianças que sentem mais também, né? Então, a gente vai olhando uma por uma. A gente tem um olhar muito individual na minha vida, em todas as esferas. E a gente tem um projeto lá muito legal, que a gente chama de Club.

que é o seguinte, lá na Minimi a gente tem 10 aulas especializadas, né? Que nem tem no Fundamental 2, às vezes. Aula de Artes, de Português, que é a Biblioteca, de Educação Física, de Música, de Ciências e por aí vai. A gente identifica onde a criança tem mais aptidão, mais interesse, mais habilidade. E ela tem uma aula mais por semana naquela área de conhecimento que ela mais tem aptidão.

Então, é um olhar diferente de aula particular. Na aula particular, você fica um tempo a mais, uma aula a mais, na área de conhecimento que você não se dá bem, que você não gosta. Então, esquece que você é bom, foca no que você é ruim. Em especial na educação infantil, nosso foco é trabalhar a segurança, a autoestima, né? É o fortalecimento dessa criança. Então, ela saber que ela é muito boa em uma área específica.

E a gente vai incentivar aquilo e trabalhar aquela área de conhecimento, ajuda ela até a desenvolver aquilo que ela não é tão boa, que é o olhar americano. É o olhar americano. Isso aí tem muito a ver com o risco de múltiplas inteligências. Valorizar seu conhecimento. É, de valorização do conhecimento. E quando você faz isso, você está construindo uma autoestima, você está construindo um autoconhecimento, até para trabalhar o gap, a dificuldade.

Então, a gente entende que se uma criança é muito boa em artes e não é tão boa em ciências...

Você precisa estimular artes, não ciências. Porque quando você estimula artes...

que essa criança tenha esse talento, você vai estar dando a oportunidade de ela ser excelente em artes. E ninguém é bom em tudo. E se você estimula só ciências, ela vai acabar sendo mediana em tudo. Ela não vai ser boa naquilo que ela realmente tem aquele talento para ser. E quando você estimula artes, ela vai ter uma percepção de si própria e um olhar para as ciências de uma outra forma, de entender que está tudo bem, eu não preciso ser a melhor, mas eu tenho que ser pelo menos mediana naquilo ali.

E ela sabe que ela tem potencial. E ela entende esse potencial de uma outra forma. Não é à toa que os Estados Unidos é o maior produtor de conhecimento do mundo, gente. Isso aí tem muito a ver com essa base que ele traz. Isso aí ajuda... Mas você não acha que lá o pessoal tem esse... Assim, os Estados Unidos tem uma cultura de ser o melhor em tudo.

Isso não gera uma pressão, não? Não na pessoa, assim. É o contrário. A gente ainda está apresentando para a criança que ela não precisa ser bom. Não, não, você. Mas os Estados Unidos têm essa cultura. Os Estados Unidos têm essa cultura como sociedade. A gente não é uma escola americana. A gente pega esse ponto. Não, então, é isso que eu estou falando. Eu estou contrabalançando. Esse lado dos Estados Unidos, por quê? Eu ia falar aqui, por exemplo, eu sempre tive um pai que me cobrava. Lá em casa, se você chegar num certo nível, é tua obrigação.

Sim. Tipo assim, você ser 90 de 100 é tua obrigação. Então, assim, nunca...

Exemplo, nunca você vai ser um absurdo. O absurdo é a tua obrigação. É tipo o americano. Eu sou o quê? O melhor do mundo. Tua obrigação. Mas é diferente. Os Estados Unidos fazem isso como sociedade. Então, eu estou falando isso. Porque eles juntam os diversos saberes. Então, isso que eu estou falando. Os Estados Unidos fazem isso. E aí, como é que vocês contrabalançam isso? Então, o que acontece? Quando a gente tem na Minimi isso, de uma forma que a criança começa a perceber que...

Essa junção dos conhecimentos é que faz a gente crescer. É o que faz a sociedade. É o que faz a sociedade. Quando ela é boa em ciências e o amigo é bom em artes, isso é muito bom. É bom que as pessoas sejam diferentes. E o que os Estados Unidos faz é cobrar muito aquilo que você é muito bom. Porque o que você não é tão bom, ele não cobra tanto. Ele cobra o que você é muito bom. Se você está dentro da parte de esportes, de atleta, você tem que ser o melhor como atleta.

mas eles não vão te cobrar tanto a matemática. Se você está dentro de artes, eles não vão te cobrar tanto a literatura. Entendeu? Você vai direcionando o seu caminho desde muito cedo lá. Isso é muito importante, até dentro das escolas profissionais. E isso ajuda muito essa transição da criança sair da educação infantil e ir para o fundamental, porque ela vai ter mais disciplinas. O meu filho mais novo se formou na primeira turma da Minimi.

E aí a gente já fazia o clube. E aí a gente viu na prática que super funcionou, porque ele era do Science Club. E ele chegou na escola se achando assim... Não, ciências eu sei tudo. Muito seguro, porque ciências eu sei tudo. Tudo bem, se eu não souber matemática, mas ciências eu sei tudo. E esse olhar pra ele foi ajudando que ele desenvolvesse a matemática, o português e tudo mais que tinha, sabe? E é um feedback que a gente recebe muito positivo das famílias que saem de uma maneira geral, como as crianças.

ficam muito bem em relação ao conteúdo pedagógico e em relação ao posicionamento. É porque se ela sai segura, fica mais fácil. Com certeza. E a criança segura vai aprender a parte de conteúdo muito melhor. Ela está segura para aprender. Então, isso impacta de maneira geral. A gente começou aqui o papo falando sobre essa questão do impacto da primeira infância na vida futura. E aí a gente olha enquanto sociedade, não é só Brasil não, mas o que a gente está falando aqui.

De uma maneira geral, assim, a Lala estava falando sobre isso, né? A gente ensina na educação infantil que você tem uma aptidão, que você é muito bom em alguma coisa e que você não precisa ser bom em tudo. Só que é um diferencial da minimia, porque de maneira geral, você vai ver as crianças fazendo aula particular.

sendo cobrada e ser bantudo. Não só criança, é adulto também, no mundo corporativo. Quando você fala de treinamento corporativo, também é isso. Mas eu acho que é por causa da base, não? Mas aí, o que acontece? A gente não apresenta esse olhar para a criança, que você precisa dar conta de tudo. Você tem que se formar, tirar notas, mas que você tenha uma aptidão. A gente não ajuda esse jovem a encontrar essa aptidão ao longo do sistema educacional.

Aí ele faz lá 16 anos, ele é obrigado a escolher uma pedidão. Você vai ter que fazer faculdade. A faculdade é uma área de conhecimento que você é melhor. Aí você tem um ano ou dois anos para resolver uma vida. Exatamente. Então por isso que a gente defende esse projeto do clube. Eu amo, porque eu vejo que vai além disso. É autoestima, é segurança.

Mas é o que a gente depois vai cobrar dessa criança. Claro que a base, ele vai ter que... Ele tem que entender o básico, pelo menos, de duas disciplinas. Tem que ser mediana em tudo, óbvio. Mas você vai ter um ar de conhecimento. Você é bom, né? Eu sou psicóloga de formação. Ao longo da minha vida, fui descobrindo que eu era muito mais de humanas. A Laila é de marketing.

Outra pessoa é de exatas, é de engenharia, porque ao longo da vida você foi se encontrando. Mas a gente não ajuda esse jovem a chegar nessa conclusão. A mesma coisa, essa nossa metodologia de projeto que a Laila trouxe, levanta hipóteses, testa hipóteses, que é a gestão de projetos. É como a gente trabalha na vida adulta. A gente, enquanto sistema educacional, incentiva muito pouco que o aluno pense, critique. Não, não é isso, que o conhecimento não venha sempre top down, que você possa...

pensar, questionar, será que é isso mesmo? Por que chegou nessa conclusão? E aí na hora que você chega no mercado de trabalho, que você vira um adulto, o que as empresas te pedem? Pensa a falar da caixinha. E nove, mas a vida inteira fazia uma pergunta, não, por que não? Porque eu falei que não, porque é assim, aceite. É muito... Difícil. É muito sério, né? A infância, a primeira infância, a infância, a adolescência.

do que a gente exige na vida adulta. A gente acredita muito nessa troca. É, que você tem que preparar tudo. Mas você acha que a gente teria que mudar, no caso, essas transições? Aproveitando isso, eu estou querendo perguntar isso.

Acabou esse período. Vocês têm alguma parceria para alguém, alguma escola, para essa transição? Porque, querendo ou não, vocês já criaram um padrão, né? Sim. Da Minimi. Parceria a gente não tem. Não, estou dizendo assim, parceria de... Eu indicaria alguém para, teoricamente, porque tem os estilos de ensino e tudo isso. Às vezes você troca, construtivismo, com não sei o quê. Eu não sei todos os nomes.

Então, assim, querendo ou não, se você for para uma linha que está mais próxima da de vocês, vai ter menos impacto na criança, né? O que normalmente a gente faz? A gente já visitou, já conversou com as escolas de ensino fundamental daqui da região toda, né? Então, a gente tem... A gente busca sempre muito insumo técnico para responder as perguntas das famílias que falam para a gente, ah, o que você acha da escola ABC ou D?

Então, insumo técnico, porque a escolha da escola do fundamental é muito de cada família. Não existe a escola perfeita. Não existe a escola única para todas as crianças que saem da Minimi, entende? Então, assim, a gente busca muito essas informações, a gente faz reuniões com as famílias para falar sobre as escolas. A gente mostra, olha, a escola tal...

ela é uma escola que usa a metodologia tal, ela usa, sei lá, o sistema de avaliação dela é assim, os horários dela, a informação mais prática, funcionam dessa forma, a alimentação é dessa forma, a comunicação com as famílias é assim. A metodologia de ensino? A metodologia de alimentação. Eu estou perguntando porque eu fico pensando assim, você imagina, eu vou lá...

Eu vou falar a palavra invisto, tá? Porque fica mais fácil. Eu invisto esse tempo da criança. Ela se evolui num ponto tal, que nem você estava falando, diferente de um monte. E aí, se eu não escolher um... Não é que se eu errar, né? Eu acho que não existe certo ou errado aí.

mas, num certo ponto, se eu não fizer um negócio próximo do que eu trabalhei nesses últimos seis, quatro, cinco anos na Minimi com meu filho, quando eu botar em outra escola, não é que vai desandar, mas eu não vou poder aproveitar tudo aquilo que veio na evolução. Concorda ou não? Aproveita sim. Aproveitar. A gente tem família. Tem muitas escolas diferentes daqui na região.

Não, sim, eu não estou dizendo que é a mesma, estou dizendo que é aquilo que você falou. Ter conectividade, talvez, com um tipo de ensino, alguma coisa nesse sentido. Vou te dar um exemplo do bilinguismo. As crianças saem da minimia com o inglês fluente, falando muito bem. Se for para uma escola que não tem inglês, muito possivelmente, e não tiver mais o contato com o inglês, não tiver, sei lá, em um curso, alguma outra coisa assim, que permita que ela se desenvolva mais.

ela não vai desenvolver aquilo, fato. Agora, claro, existem opções. As farineiras podem optar por falar, não, tudo bem, eu vou fazer... Vou colocar no curso de inglês. Eu vou colocar no curso de inglês, ou então assim... Olha, não, tudo bem, para a primeira infância eu gostei muito da menininha, mas o inglês era importante. Agora, claro, o bilinguismo não é só o inglês, a gente também usa o bilinguismo por uma questão de formação cerebral ali dentro da menininha.

Então, nessa primeira infância isso aí já aconteceu, e agora eu quero para o meu filho que ele vá para um colégio...

Mega tradicional e que não vai falar inglês. Está tudo bem. E sabe o que a gente tem visto na prática? Vai se desenvolver de uma outra forma? Vai, claro que vai. Mas vai se desenvolver também, gente. É o que eu estou falando. Não existe certo ou errado nisso. Existe muito a opção de cada família. São escolas que fazem sentido para aquilo que você acredita enquanto valores da sua família. Que não é certo ou errado. É de cada um. E assim, se eu tenho medo de errar na escolha da escola no fundamental.

Nada está escrito em pedra. Foi para o primeiro ano numa escola que você não gostou, você pode mudar. Nada impede. Então, assim, essa escolha é muito individual. A gente está lá para ajudar. Mas não existe uma escola que a gente fale, não, vai para essa. A gente não tem isso. Faz muito mais sentido sair da Minimi para a escola X, não nesse sentido. O que a gente tem visto na prática, mesmo escolas que têm uma abordagem muito diferente da Minimi...

Essa constituição da primeira infância, dos 0 aos 6 anos, que é quando... Desenvolve. É quando tem a formação básica mesmo, né? De formação cerebral, neural, valores e tudo mais. Quando a gente faz essa parte muito bem feita, ela tende a ter uma adaptabilidade em todos os sentidos, independente do estilo da escola que for, de maneira muito mais suave.

Então, tem crianças que vão seguir a mesma abordagem da Minimi, talvez seja mais fácil na hora que ela chega lá, que ela já sabe qual é a forma de aprender. Mas crianças que vão para uma metodologia totalmente diferente da gente, que a gente tem recebido de feedback, até da própria criança, porque ela vai lá visitar a gente.

É que tem sido também tranquilo para ela. Sabe? Porque tem muito estilo da criança. E até crianças que vão para fora do Brasil, que vão para escolas na China, em Singapura. Porque essa base foi muito bem feita. Essa base de vocês também dá essa possibilidade para a escola internacional. Sim, a gente tem várias crianças que se mudam do Brasil. Com certeza. Nossa forma de ensino é muito conectada com as escolas internacionais, inclusive.

E a gente recebe algumas famílias estrangeiras também. A gente tem crianças patriadas, né? Que fica, depois volta para o seu país de origem e fica bem lá. Então, essa base é bem feita. A primeira infância é bem feita. Por isso que a gente insiste em não ir para outros segmentos, embora a gente... A gente fica meio tentada, né? E várias famílias falam para a gente. Não acredito. Vocês não vão para o primeiro ano. Vocês não vão dar continuidade.

Mas não existe vontade de esticar? Não, porque a gente é especializada na primeira infância exatamente por isso.

A gente quer fazer muito bem feita essa parte. A gente acredita que se começar a ter outros segmentos da nossa escola, lógico, expande o que a gente foca. A gente vai ter outras áreas para a gente olhar. Então, o nosso olhar 100% daqui sai daqui. A minimia é toda feita para a criança dos 0 aos 6 anos. E em termos de marketing... Arquitetura e olhar e formação da nossa equipe. Então, a gente quer ver... Em termos de marketing, é muito mais fácil eu vender uma escola que tem da educação infantil e ensino médio focando no ensino médio.

É muito mais fácil falar para uma família, olha, seu filho vai muito bem no Enem se ele fizer aqui a escola A, B, C ou D. Então, você acaba deixando a educação infantil de lado. As escolas grandes dificilmente têm um olhar para a educação infantil de usar aquilo ali como a prioridade para elas. Eu acho que não é por isso, é porque, querendo ou não, vocês...

vocês escolheram a área mais difícil da educação, eu acho. Sim. Porque a escola grande, ela está focada em gerar dinheiro. Mas é mais importante no nosso olhar. Não dizendo que ela não foca na criança, tá? Sim, claro. Mas ela está focada em dinheiro e vocês, teoricamente, vocês estão com o bem mais precioso e na época mais complexa, eu acho...

Eu acho que é na fase mais estruturante, eu não sei nem se é mais complexa. Não, complexa eu digo assim. De estrutural. Como a gente já falou, você vai pegar a criança muito nova de você chegar e ter. Na outra, a criança, querendo ou não, ela já passou por várias coisas. Sem dúvida. Ela já foi, voltou. É mais difícil a primeira infância mesmo. Então, assim, realmente eu acho que é o momento. E é o que você está falando, você está com uma escola, não sei, que nem você falou. Quantos alunos tem lá?

200 e alguma coisa. Então, aí tu pega uma escola que tem ensino médio e tal, é escola de não sei quantos mil alunos. Sim, 2 mil. Aí, imagina, olha só. O foco não vai ser para as 200 crianças que têm 10 a 6. Mas tu imagina essa criança toda. E aí, esse... Porque todas as pessoas de escola, quando eu falo, querendo ou não, é uma responsabilidade absurda. Absurda.

Então, assim, e aí o que eu te falo... E na de vocês, eu acho que é, assim, vocês seriam, sabe o quê? Eu acabei de pensar agora. Vocês seriam a Fórmula 1 do ensino. É. Sabe? A Fórmula 1. Por quê? Porque é a categoria mais importante que eu acho nisso aí. Com certeza. Por todo o impacto, por toda a responsabilidade e pela época da criança. Sim. Então, assim...

Fica realmente difícil você pensar no outro sem você focar e estar ali naquele momento que todo mundo tem uma atenção maior. É isso. Você acaba perdendo. Se a gente fosse para o fundamental, a gente perderia esse olhar. Não tem como. É muito difícil você conseguir manter essa proximidade com as famílias, você conseguir manter esse olhar desse cuidar e educar, que tem que caminhar juntos.

É muito difícil você fazer isso. E tem um investimento, investimento de conhecimento, de formação. A gente manda a nossa equipe para a Itália todo ano, fazer uma formação lá. A gente já foi, a equipe gestora foi, professores foram. Vai atualizando, né?

participa de congresso em outros estados, a gente faz pesquisa, publica. Então, assim, se a gente abre pra outros segmentos, o tempo é único, né? A gente vai ter que direcionar pra esse outro lugar. Não dá pra fazer tudo, não dá. A gente optou, tá aqui porque é o que a gente acredita como propósito, né? Que você falou no início, a nossa história, né? A Minimi surgiu por um propósito, sonho de infância, que a gente acredita de contribuição pra humanidade, tem? Com certeza. Todos esses olhares antes de pensar como empresa em si, né?

E aí a gente acredita que a gente, focando nessa primeira infância, esse nosso impacto vai ser muito maior. Existe uma idade crítica onde o cérebro é moldado para sempre? Uma idade específica? De 100 a 6. É essa faixa etária toda. Nessa faixa etária existe uma janela de oportunidade neural que não volta, gente. Aquilo ali não existe em outro momento na vida.

As sinapses, a forma como aquilo está se moldando, não acontece em outra fase da vida. Então, o bilinguismo que a gente estava falando vai muito além de falar inglês. Porque quando a criança é exposta a mais de um idioma, essas sinapses são formadas de uma outra forma. Então, esse bilinguismo na primeira infância faz a pessoa ter uma capacidade maior de empatia, porque ela vai olhar as diferenças de um outro jeito.

porque ela vai aprender a se comunicar de uma outra forma. Não só no inglês, mas no idioma dela também. Hoje existem diversos estudos que mostram isso, que esse cérebro bilingue tem uma capacidade maior de resolver problemas complexos, de olhar fora da caixinha, de entender as diferenças do mundo de um outro jeito, de ter um olhar mais empático para isso.

Vai muito além de falar inglês. Até porque a criança, nessa faixa etária, está aprendendo a se comunicar, está aprendendo linguagens de uma forma global. Então, a forma como ela está aprendendo o inglês é muito diferente da forma como a gente, enquanto adulto, aprende. Esse segundo idioma. A aquisição da linguagem, não é a aquisição do inglês.

Não é do inglês. Uma outra dúvida que eu tenho é, essa parte de ansiedade infantil, vocês acham que ela está aumentando nessa geração nova? E o que você acha que isso influencia nessa geração, para ter tanto isso? Os dados mostram que aumentaram muito. A gente nos dados, da mais 20 para cá, a gente tem tido muita pesquisa que é...

A pandemia estimulou essas pesquisas também, mas ansiedade, depressão infantil e de adolescente, suicídio na infância, que não era um dado muito relevante, passou a ser muito relevante. E aí, com base no que os estudos mostram mesmo, a gente mergulha bem nesses estudos.

Um grande ponto de agravante é a tela, que se tornou a terceira mão. Tela, rede social. Mas até uma certa idade, você acha? Vamos dizer, para vocês que estão nesse momento, que tem esse de zero a seis, existe um direcionamento para...

Não ter tela até tantos anos, não fazer isso. Então, acho que hoje as pessoas estão muito mais preocupadas com isso. Se você for olhar cinco, seis anos atrás, talvez não tivessem tanto. Os perigos estão muito claros hoje. Hoje está tudo mais claro. As pessoas estão entendendo mais que não dá para você deixar uma criança com um celular na mão assistindo vídeo sozinha. É porque também o pessoal... Mas o dia do jornalamento sempre teve.

É porque eu acho que o pessoal... Não é para ter tela. A ansiedade de pediatria sempre falou.

0 às 2, 0 tela. Depois a parte da cidade. Tela já é TV? Também. Aí depois começa com a TV. Porque o celular... Tem uma questão de imediatismo. A criança é quem manda no que está ali. A TV tem um controle remoto. Mas menos.

dedinho passando. Os shorts, né, do YouTube, os juízes, é perigosíssimo. Neurologicamente falando mesmo. É dopamina que vai influenciando o teu cérebro de uma forma... Roda neural é um processo neural do desenvolvimento. Muito, muito, muito. É, é a evolução humana, desde que o primeiro homem existiu.

É uma questão de como o nosso cérebro processa para que a gente identifique nossa área de conhecimento. Só que a gente nunca teve tanta geração, porque antigamente... Nunca teve isso. Não tinha isso. Não, então, é. Porque muita gente que está aí não foi criada no telefone. Veio o telefone... Por exemplo, eu fui ter telefone com... Somos a primeira geração. Muita e pouco. Então, a gente passou uma geração inteira sem nada. A gente é a primeira geração da transição do analógico para o digital. A nossa infância...

Não foi como é a infância dos nossos filhos. Então, a gente está tendo que aprender a educar de maneira que a gente nunca vivenciou. Então, é uma geração muito desafiadora mesmo. É muito fácil. E por isso que os perigos da tela estão vindo depois de um tempo de uso. É muito fácil você perceber. Então, hoje já tem...

movimentos, assim, o próprio governo, hoje começou no Rio, inclusive, é motivo de orgulho, mas proibir celular em escola. Tem um ano e meio. Mas isso é... Isso é lei. Todo mundo entra sem. Pode estar, mas não pode usar o celular. Tem escolas que retiram, mas aí tem mais questões. Mas o adolescente, até o jovem, não pode usar o celular no recreio, nos intervalos, durante a aula.

Salvo se for para uma pesquisa acadêmica. Mas que raro, né? Porque você perde um pouco esse controle. É porque o problema é que você controla. É porque qual o problema? Controla a lei, é a lei. Não, então, eu sei. Mas antigamente, como a gente foi criado, hoje o celular faz tudo. Querendo ou não. Minha mãe fala muito isso. Na palma da sua mão.

Você tem tudo. Você tem tudo. Então, a gente foi vivendo a transição assim. O celular era meio que rádio. O celular depois tinha uma linhazinha. O celular depois falava e fazia não sei o quê. Então, a gente foi meio que no ensinamento. Não, não, mas... Não, eu acho que foi rápido, mas a gente passou pelo... Hoje a criança, ela recebe e fala assim, o que ela quiser, querendo ou não...

O telefone tem o que ela quiser. Esse imediatismo gera muito essa ansiedade. Porque quando a criança tem tudo na mão, ela não tem que esperar. Na nossa época, para a gente ver um desenho animado, só podia ver o desenho animado às 10h30 da manhã no programa X. Hoje não. O filme da Supercine, a gente esperava a semana inteira. É isso, o filme da Supercine. Hoje não, hoje você pega, quero ver. Tá bom, tá aqui. Toma.

Você está na tua mão. A criança tem isso muito imediato hoje. E isso gera ansiedade. Isso aí, quando você não tem... Pô, mas peraí, como é que eu tenho que esperar? Como assim? Eu não posso esperar. O não é essencial para a saúde emocional. O ouvir não, limite, frustração. Como é que você se forma um ser humano sem se frustrar? Sem ouvir não. Sem saber esperar, não é tudo na hora que eu quero. E aí, celular, você vê um celular. Então, isso na escola... A gente aprende muito isso na escola, né?

Sim. Pois é, mas a escola não é o maior impacto. A gente aprende muito isso na escola, mas se a família não tem um limite em casa... Não, não, sim. Mas eu digo que aprendi muito na escola, porque na escola, que nem você falou, tudo é não. Sim. Não, tudo não. Não, não, não. Eu digo assim, tudo não... Você lida com mais pessoas, né? Não, é tudo não que eu quero dizer assim.

Tem regra, né? É, você não manda. Você está lá para obedecer. Assim, eu estou falando na minha geração. Na minha geração, a professora mandava. Você tinha que sentar lá e ela, faz isso. Faz aquilo. Você pode fazer isso. Então, nesse sentido, é um negócio que você aprende muito. Eu, em casa, recebia muito não. Porque minha mãe, não, não pode fazer isso. Não pode fazer aquilo. Então, assim, mas hoje você vê, a criança tem muita dificuldade do não.

Tudo ela pode. Gente, o limite é um ano de amor. Você dizer não para uma criança, você está ensinando para ela. Dá um trabalho, né? Dá um trabalho do caramba. E ela não tem ainda a capacidade emocional, cerebral mesmo, de lidar com essas emoções. Isso aí é neural também. Mais uma vez, a gente está falando de cérebro infantil. O cérebro termina a formação com 25 anos.

Ele precisa de alguém maduro dizendo para você pode ou não pode. Eu nem posso falar um pouco além, senão vamos zerar o nosso programa. Eu fico alucinado com o pessoal não ter um desenvolvimento relativo hoje em relação a conhecimento das coisas. Eu acho o pessoal muito raso.

E esse não, assim, até pra que a criança possa se melhorar mesmo, se avaliar, não é o não do não porque eu disse não, porque eu mando aqui e acabou. É o não explicando por quê que não. Explicando, acolhendo. Porque não é a hora, porque não sei o quê. Então, assim, eu quero empurrar meu amigo porque ele pegou meu carinho. É genuíno a dor da criança, ela tá com raiva real. E aí a gente vai explicar pra ela que você tá com raiva.

E sentir raiva não tem problema nenhum. Porque antes que feio sentir raiva. Não, não. Todo mundo sente. É uma emoção essencial, básica. A gente tem que sentir raiva para poder viver, né? Sim. Não tem como não sentir. Não adianta você falar quem quer sentir. Então, quando a gente explica para a criança. Só que a criança de dois anos, ela não sabe o que ela faz.

A criança bateu um amigo porque ela não sabe o que fazer mesmo. Então a gente precisa ensinar a criança o que ela faz com essa raiva. Então a gente primeiro ensina a criança a entender que ela está com raiva. Isso que você está sentindo é raiva. E isso é muito válido. Você vai sentir. Você não controla a sua raiva. A gente não controla o sentimento. Você está triste, você está triste. Você não controla. Controla a sua ação. O que a gente controla, o que eu faço a partir disso?

O que eu faço a partir disso? Nada justifica, nada vai te permitir bater no seu amigo porque você está com raiva.

Mas aí a criança não sabe que tá bom, mas eu faço o que com essa raiva? Então a gente tem o segundo passo, explicar pra ela, ensiná-la, o que ela pode fazer, além de empurrar o amigo. Então isso dá um trabalho enorme, mas a gente cria adultos funcionais, né? Que ele sabe o que fazer com aquilo, que ele sabe como lidar depois com o colega de trabalho, ou com o filho dele, ou com o parceiro, a parceira, enfim. Não adianta você falar, não pode empurrar o teu amigo.

Se você fala só, não, não faça isso, a criança, isso aí pra ela não é válido. O que ela tem que entender é...

Como que a gente faz, dona Mirimia? A gente abaixa, a gente olha no olho da criança e fala... Eu entendi, você ficou muito chateada porque o amigo pegou o teu carrinho. Mas aqui você não pode empurrar de jeito nenhum. O que você pode fazer? Você pode perguntar pra ele se você pode brincar junto. Você pode pegar outro carrinho. O que você quer fazer? A gente pode sair da sala e respirar. É isso. Você pode conversar com alguém.

Você pode beber uma água e a gente ensina que está tudo bem. E tem isso. E para tudo mais, né? Eu quero rabiscar na parede. Porque muitas vezes é mal interpretada, né? Essa educação positiva muitas vezes é você... As pessoas acham que é... Falar sim, né? É falar sim. Não é isso. Não é você debater com criança, explicar, explicar, explicar. Porque com criança não tem debate. Não dá. O não é o não. Você vai falar. A regra é não pode empurrar. O que você pode fazer ao invés de empurrar?

Mas a regra tem que estar muito clara para a criança. E isso aí, esse limite deixa ela segura. Porque ela entende que, num ambiente coletivo, o limite dela também é o limite do outro. Então, ela também não pode ser empurrada. Então, isso gera uma segurança para a criança ficar bem lá dentro também. É fundamental, gente. E o educador dela, seja o professor, sejam os pais,

Ele tem que também estar preparado para lidar com esse não. Porque a gente está falando de uma criança pequena, voltando à tela, ela quer estar lá com a tela dela, com o tablet, com o celular. Aí os pais têm que ser muito firmes e falar, não vou te dar, você não vai ter. Porque não é bom, porque te faz mal, a criança vai chorar, vai fazer uma vida. Você tem que deixar fazer, mas aí é difícil às vezes para os pais.

lidar e conversar de novo. Ah, tá bom, toma a tela, então. E aí a gente fica num ciclo. Então, mas existe uma, não uma educação continuada, mas alguma coisa que vocês também ajudam nos pais, para nesse poríodo ajudar esse processo. Porque também é o que você está falando, que você faz uma força enorme para o filho não ter as coisas. Não é que não ter, é ser educado certinho, tal, tal, tal. Aí chega em casa, aí ele, não, eu quero a tela.

Aí todo o outro lado que você fez, ele acaba... Então existe um processo conjunto com a família, né? A gente tem rodas de conversa com os pais. Periodicamente a gente chama especialistas para falar sobre temas específicos.

E convida as famílias para participarem. Então, a gente tem formação de pais também. Formação de pais. E a gente tem o dia a dia com eles. Então, se uma criança está com um comportamento que chama a nossa atenção, a gente tem uma psicóloga na escola, orientadora pedagógica, que tem esse papel de orientação mesmo das famílias. A gente chama para um bate-papo para ajudar mesmo. Vamos para esse caminho, essa estratégia. Traz essa estratégia, traz o feedback.

A gente vai junto. Então, tem essas formações mais amplas, roda de conversa, palestra, bate-papo.

coletivo, mas tem um olhar individual para cada criança. A gente acredita muito, a escola é um ambiente coletivo, regras são coletivas, as aulas são coletivas, mas a criança é individual. Então a gente trabalha muito e valoriza muito esse olhar individual para essa convivência do coletivo. E isso cabe para as famílias também. Então a gente tem esses... E as famílias, como já conhecem, a gente já tem uma aproximação.

Elas têm esse movimento inverso também. Elas buscam a escola. Me ajudam aqui. Pedindo ajuda. Não sei como fazer aqui. Vocês estão observando assim aí. E aí a gente vai construindo essa vila. Gente, está muito difícil em casa. Esse terrible choose. Meu Deus, não estou conseguindo lidar com esse momento de birra. Me ajuda. A gente tem muito isso. E cada vez mais, né? A gente quer realmente incentivar isso cada vez mais. Espero que a gente seja essa vila realmente. Vocês acham que os pais hoje estão mais presentes ou eles estão mais culpados?

Eu acho que os dois... É difícil responder isso. Eu acho que a culpa da mãe é uma coisa que nasce com a mãe, o que é muito ruim. Que a gente deveria muito falar mais sobre isso, porque é muito ruim você viver se sentindo culpado. E o Inicot, que é um psicólogo que é pra gente também é uma base, falava muito de reeducação infantil, ele desenvolveu lá atrás um conceito maravilhoso que é da mãe suficientemente boa.

não tem que ser perfeito, você tem que ser suficientemente boa, é o que dá para você ser, com a sua busca de querer ser cada vez melhor. Então, quando a gente fala de formação de pais, cara, a gente estuda para fazer uma receita às vezes, né? A gente estuda para tudo. Também tem que estudar para ser pai e mãe também, né? A gente não nasce sabendo, assim.

Mas essa culpa impede com que a gente faça muitas coisas e impede com que a gente eduque de maneira firme. De maneira firme, né? De maneira segura. Pai, eu fico longe do meu filho o dia inteiro. Eu vou falar, não, não é um ato de amor. Sim, a gente usar o tempo, que seja pequeno com os nossos filhos, mas que seja um tempo de qualidade. De uma maneira aproveitosa, de qualidade. Não tô trabalhando, não tô com o celular, não tô vendo.

Tô, de fato, inteira com você, com o filho, com a filha. Não adianta nada eu falar pro meu filho assim, olha, não, não usa a tela não, tá? Mas eu tô no celular jantando.

Então, esse momento realmente está junto, está aproveitado. É um tema que a gente tem que falar mesmo. Agora, buscando, a gente está realmente o melhor que a gente pode ser, sem essa culpa. Mas hoje, a gente é uma geração híbrida. A gente nasceu da analógica e virou digital. A primeira geração nesse sentido. E a primeira geração que a gente está ouvindo muito falar de educação parental, como não, como a minha mãe não ouvia. Com certeza.

Então hoje tem muito... A internet também vai ficar vilã, né? É porque hoje você, querendo ou não, a gente fala isso, você dá muito acesso a conteúdo para todo mundo. Você tem que saber filtrar e o que você vai utilizar. A gente fala muito, ah, pô, se você só olhar coisa ruim, você só vai achar que é ruim. Você tem os dois mundos, que nem você falou. O que você gostou.

Você tem para melhorar, porque você tem todo mundo colocando. Você tem mais exemplos. Aí é o que você falou, você consegue olhar mais. Pô, como é que está acontecendo isso? No mundo tal, está isso. No outro lado, está isso. Também tem o outro lado. É que as pessoas acabam...

botando na conta da internet tudo, né? Não dá, né? Muita coisa positiva, a gente tem esse controle, é saber como colocar, né? Então, aí você falando dos pais presentes, eu também acredito que hoje a gente tem mais consciência da importância de estarmos presentes. E do papel da criança dentro dessa família. Eu acho que isso hoje...

Está mudando um pouco. O olhar está sendo um pouco diferente. Essa presença tem a ver com isso também. Dos pais olharem e falarem que tem que estar ali, tem que estar junto, não posso simplesmente delegar, não é um mini-adulto que vai estar pronto e se deixar lá. Então, a gente vê isso também. A gente vê que está mudando essa relação. Por mais que...

Acho que ainda falta bastante, mas eu acho que ainda... Já tem uma consciência melhor. Vocês acham que existe uma geração de pais superprotetores que criaram alguns adultos inseguros?

Na geração de 20 e poucos anos de hoje. Mas eu acho que assim, não é que sempre teve. Eu acho que na vida tem de tudo, mas nos últimos 10, 15 anos, no meio, teve uma geração que não... É o que você está falando, que ela ficou no meio, vamos dizer. Ficou, ficou assim. Essa geração de 20 anos de hoje, que é uma geração que teve uma infância digital e hoje já está adulta.

De 20 e poucos. É, 20. Geração 2000, né? Geração 2000. É uma geração que a gente não tinha informação sobre a tela naquele momento.

Em 2000, acho que... Não, mas em 2000 ainda não tinha tela nesse... Como tem hoje. Não, não, nem perto. Nem perto. Mas não, em 2000, ela nasceu em 2000, mas em 2010 já tinha, ela tinha 10 anos. Ela foi uma criança já conectada. Ela foi uma criança conectada. É, já tinha celular. Em 2010 já estava com o celular. E que não existia a informação que tem hoje sobre como que aquilo ali funciona. Então... Impactava, né? Eu acho que são sim, são jovens que estão...

A gente vê uma incidência maior, sim, que a gente estava falando, de ansiedade, de depressão, de pessoas com dificuldade de relacionamento. Tem, eu acho que existe hoje. E se a gente olha a história, né? A história de criação, a história de formação, mas agora, dos últimos 50 anos pra cá, que impacta nesse ponto. Primeiro a gente tinha, né? O pai, o homem, trabalhava, a mãe não trabalhava, ficava ali só com as crianças e tudo mais.

E de uma época de mais firmeza, de mais não, mais a criança mais como autoridade. Aí a gente veio pra uma geração que as mães entraram no mercado de trabalho também, que as crianças tiveram uma outra pessoa nessa, junto com essa rede de apoio. Seja um funcionário, uma babá, seja uma avó, uma tia, quem for. Então já é uma outra pessoa aí com essa questão. E a culpa caindo mais sobre essa mãe que começou a trabalhar. Então essa mãe mais culpada, ela tende a falar mais sim pra tudo.

E aí essa mãe e esse pai que foram criados com muita autoridade começaram a ser muito mais soltos. Mas, não, isso foi muito ruim pra mim, eu vou deixar tudo. Tinha aquele que passou um aperto. E aí essa alternância de gerações existe, né? Junto com isso, a gente entra numa questão de violência, de condomínios. Então eu fui criada na rua, né? Assim, podia brincar na rua.

Hoje em dia, daí... É que hoje quase nenhuma mãe... Quase nenhuma mãe é o que você está falando. Hoje existe... Como a gente tem acesso a vários tipos de coisa, você pondera, vou deixar meu filho aonde? Que nem você está falando. Antigamente você podia deixar, aí hoje você deixa na rua. Aí você vê, você tem informação do que acontece.

em atual tempo. Porque antigamente você deixava na rua. Querendo ou não, a pessoa estava tranquila. Você estava tranquilo. Hoje você fala assim, fica do lado do celular. Bota o pin no garoto. Bota o pin no garoto. Aí você vai... A galera usa esse hashtag na criança? Quando a gente faz passeio, todos vão de tag. Ok, tá? Não tem problema nenhum.

Agora, o que eu vejo hoje, né? Para as crianças de hoje, né? As nossas crianças. Porque a gente recebe pessoas do mercado de trabalho que trabalham com a gente hoje, que tem 20 e pouco. E é nítido isso, tá? É bem nítido. É nítido a criação, né? Menos não, mais protegido e tal. Hoje, a gente... Essas pessoas de 20 e pouco, 30, estão virando mães. E estão vendo também que tem um caminho intermediário. Entre falar só não e a criança não tem voz.

E aí, a criança tem todas as vozes só falar assim. Então, hoje eu percebo uma geração muito mais consciente, que são muitas nossas famílias também, e que já entendem que tem que ter limites sim, que tem que ter regras sim, para que essa próxima geração, agora, as crianças, sejam adultos menos superprotegidos. É porque é o que ela falou. Por exemplo, eu fui criado pela geração que você falou, meu pai ali em cima. Aí, eu nem tenho filho agora, mas eu começo a ver, por exemplo...

A geração 2000. E aí você começa a comparar. Você fala assim, pô, não dá, né? Certas coisas... De vez em quando você vai conversar, você toma um susto de algumas coisas. Eu fico assim. Então eu, por exemplo, já... Quando eu for ter o filho ou pensar, eu já não vou ser... Eu não vou conseguir ser o libera tudo.

Porque eu já vi que... Não, é porque você já viu o que acontece. Você talvez não queira o que seu pai fez, porque é igual aquela história. Você viu assim, pô, eu tava apertado demais. Então você vai tentar ficar ali no meio termo pra ajustar. E esse ajuste não é da primeira vez, né? Sim, não. O ajuste leva tempo. Apertei demais, soltei demais. Então eu vejo muito esperança pra essa próxima geração, tá? Vejo mesmo. Não, eu acho que é o que a gente tá falando. A gente fala muito...

O mundo é cíclico. É cíclico. Você vai aprendendo e errando, aprendendo e errando. E a gente está vendo uma galera que está tendo filho mais velha. Então, são pessoas mais maduras também. Mais preparadas, em termos até de vida, para lidar com essa parentalidade. Para entender como fazer aquilo ali funcionar. Sem tanta culpa, sem permissividade, mas, ao mesmo tempo, também sem ser aquele superprotetor, aquele que a sufoca.

Agora, o principal ponto, mais do que a idade, mais do que a experiência, mais do que o tipo de criação que a pessoa teve, o que faz a diferença mesmo nesse olhar é essa consciência. Consciência do que gerou, você é muito rígido, consciência do que gerou, você é muito liberal. Então, a gente percebe até a busca dos pais para que faça uma rota de conversa com a gente. Maior. É, muito maior, que compre curso na internet, é que tem uma consciência maior.

De que a gente precisa olhar isso aqui. Educar um filho exige muito de mim. Exige conhecimento. Eu preciso estudar isso. E hoje a gente vê isso aumentando. Claro, né? Não existia na geração... Sim, sim, sim. Não teve essa oportunidade. Vai todo mundo aprendendo. Já tive. Agora, quando o meu filho mais velho, que tem 13 apenas, embora já, mas apenas, né? Não tinha o nível de conhecimento sobre educação que eu já tive no meu filho de 10, dois anos depois só.

Então isso tá rápido, sabe? E também tu usou ele... Querendo ou não, tu usou um dar exemplo pro outro. Você vai aprendendo. Não tem nada. Hoje na Minimi eu já estudava muito sobre o porquê. Eu sempre me interessei. Mas assim, eu vejo a geração, sabe? A gente hoje percebe os nossos pais da Minimi com muito mais informação na mão.

Então isso gera consciência, né? Porque o conhecimento gera consciência e gera mudança de atitude. Sim, você tem comparação, tudo, né? Só faz sentido se muda a atitude, né? Então a gente tem aí uma esperança. Qual a conversa mais difícil que vocês já tiveram com um pai ou uma mãe na escola?

Mais difícil é... É difícil, né? É difícil sobre inclusão. Porque sem tantas, né? A gente é uma escola muito inclusiva. Então, esse é um ponto que vem. Inclusão de maneira geral, tá? Consciência do... Diferente. Então, isso cabe para a educação antirracista, que é uma bandeira nossa.

A inclusão de atípicos mesmo, de uma maneira geral, né? E a inclusão do dia a dia que ninguém é igual a ninguém, né? Então, a criança mais agitada tem que lidar com a criança que é mais calma. Ela já quer estar lá no passo 3 e o outro já está no passo 1. Mas essas são conversas difíceis que são dores muito viscerais, né? A criança sofre uma fala racista, por exemplo.

É uma dor latente. A gente tem que trabalhar com toda a comunidade escolar. E não é fácil... Essa conversa que você está perguntando é com os pais. Não é fácil você conversar com uma família que tem uma criança preta que sofreu alguma questão dentro da escola. Isso é uma dor muito forte para a família. Não, eu acho que isso até para quem é... Isso tem até hoje. Todas as conversas que geram exclusão ou alguma coisa nesse sentido...

do filho, porque é o que eu volto a falar, eu fico imaginando assim, não consigo imaginar, mas todo mundo fala isso. Pensa, eu acho que, eu não sei qual seria o maior bem da humanidade, eu não sei dizer isso, mas eu sei dizer que a partir do momento que a pessoa tem um filho, se torna esse bem, se torna o maior bem para aquela pessoa. Então é tipo aquela coisa, qualquer coisa que você vai falar do filho do outro,

do filho da pessoa, você tem alguma coisa, igual você falou. Então, se você for falar assim, ah, ele é cortal, ele é isso, ele é baixo, ele é gordo, ele é magro, ele é qualquer coisa, ele é cara. Tudo que você for falar e a pessoa levar numa outra conotação, vai ser complexo, ainda mais nesse momento que nem se falou. Às vezes é a primeira maternidade da família. Então, elas são assuntos sensíveis. Por isso que a gente pergunta, por quê? Você acaba é...

tendo uma percepção muito diferente. E vocês, querendo ou não, não é que está no automático, mas vocês vivem isso todo dia. Mas vocês vivem. Então, assim, é o que você está falando. Experiência, igual... Vou comparar com uma coisa esdrúxula, mas, assim, eu conheço muito médico, trabalhei com médico. E o médico fala, a primeira vez que você vai dar uma notícia de morte...

É uma parada, ele diz que é um negócio, é uma experiência muito difícil. E aí, não é que fica mais fácil, mas depois que você falou para mil pessoas, você sabe os pontos, você vai começando a pegar alguns pontos que...

para introduzir o assunto. Então, é mais ou menos igual vocês estão falando. Vocês já vivem isso. A notícia não vai ficar mais fácil. Nunca. A gente só tem mais conhecimento. Isso aí. Estudando mais para aquilo. Mas sabe uma coisa que a gente faz muito, até com a nossa equipe mesmo de formação, cuidado com o automático, né?

Porque a gente tem que ter esse olhar sensível Tem que voltar pra dentro É porque você Você tem que estar lá o tempo todo Não adianta a gente trabalhar de uma forma que Seja É

Que você esteja ali, mas não esteja. Tem que estar. A criança pequena exige isso de você. Porque, assim como os pais estão tendo que aprender a educar de uma maneira que não foram educados, e é um desafio e é mais difícil, os educadores também, né? Eles são professores hoje, educadores hoje.

Não, vocês devem sofrer com isso. O conhecimento que os pais não educaram eles e que eles não aprenderam na escola. Então, por isso que é uma formação constante. Se não, a criança faz alguma coisa e você fala não, porque não, porque eu falei... Como é para você fazer esse movimento todo? Mas essa atualização... Como é que funciona essa atualização da mão de obra lá? Formação também tem. A gente tem uma formação formal, uma formação continuada.

Uma vez por mês, que leva um tempo maior, é num sábado, que a gente traz profissionais, uma coisa mais estruturada. Mas a gente tem as previsões semanais com equipes. E semanalmente a gente tem encontros com as equipes, com as pequenas equipes, com grupos. E a gente traz um tema de estudo, a gente escuta elas, a gente orienta, direciona, traz um texto pra gente ler e conversar. Então essa formação tem que ser o tempo inteiro. O tempo todo. Porque não tem ninguém.

que chega por mais estudiosa e a gente tem muito... Nossa equipe é muito capacitada, é muito boa mesmo, que estuda, que faz muitos cursos formais e tal. Mas para a lida do dia a dia, a nossa proposta é muito nossa. A gente que criou, a gente que desenvolveu. E também para ter essa formação base, técnica e do olhar que a gente traz.

E para que a gente nunca torne nosso olhar automático. Para que a gente não ache que o óbvio é óbvio para todo mundo. E porque é difícil a gente trazer um olhar que não foi o olhar que ela viveu, né? Tem que estudar para isso, né? É, não é fácil para a pessoa vivenciar aquilo e sair do automático. O automático vai levar ela a fazer as coisas que ela viveu.

Isso não é fácil, então a gente precisa realmente investir muito e a gente faz muito isso. Você acha que esse modelo que vocês têm daria para exportar?

Então, eu acho que a gente pensa em abrir outras unidades, falando em termos de gestão, a gente pensa... Já está formatado o nosso modelo, sabe? É tudo processuado, mapeado. Mas a gente não acredita numa formatação tipo franquia. Mas falando de negócio, vocês têm vontade de abrir outras unidades? Temos. No Rio ou fora?

Primeiro no Rio, depois a gente pode expandir para fora, a gente pode pensar para fora. Mas sem ser franquia, a gente tem muita preocupação com o modelo próprio. Seria própria? Seria própria ou com uma pessoa, um parceiro que não seria por um modelo de franquia, seria um modelo de um parceiro societário, de uma outra forma, sabe? Que você trazer isso como franquia, você tem que ter um modelo muito pronto. E quando você tem um modelo pronto, eu digo em termos de planejamento pedagógico.

Seria, teria que ser automático, é o que você não quer. Não só automático, você perde a escuta da criança.

Porque quando você traz um modelo pronto de apostila, por exemplo, é difícil você fazer uma franquia que não vai trabalhar com apostila. Não tem como. Você perde a escuta, porque você vai trazer aquilo ali. Não, tem que trabalhar a página 5 no dia 29 de abril. Acabou.

É isso, entendeu? Então, a gente não acredita nesse modelo. A gente acredita que o planejamento tem que vir da escuta. E algum produto digital desse ensinamento que vocês dão para os funcionários? Vocês já pensaram em alguma coisa disso? Estamos nesse momento, trabalhando nisso. A gente estava falando sobre isso. Quem sabe no próximo podcast a gente vem contar.

Estamos em momento de gestação. Porque eu comecei a pensar, eu falei assim, pô, existe um... Ou seja, existe o trabalho, existe tudo isso para estar manutenindo. E, às vezes, não é que vai seguir um padrão em outros lugares, mas ajudar... Não, a gente até tem. A gente tem um centro de informação em mim. E até ajudar outras pessoas, porque, assim, querendo ou não, o que você falou, às vezes, esse extra de informação, ele pode ajudar em outras esferas, outras...

profissionais, pessoas, mães... Em alguma das formações que a gente faz, a gente abre para a comunidade de uma forma global. Então, a gente convida educadores de outras escolas também, para que quiserem participar, entendeu? Então, a gente tem o que a gente chama de centro de formação minimi, onde, quando a gente chama, por exemplo, nomes...

de mais peso, educadores que tenham aí uma representatividade maior, a gente abre para a comunidade, para quem quer participar. Paga um convite e vai. Mas isso vocês anunciam assim? Anuncio. A gente quer fazer no modelo mais... Um modelo diferente. É digital.

Porque isso não é digital. A menina acabou de fazer seis anos, né? É, a gente está começando. Então a gente quer ter uma matriz maior. Mas seis anos com o primeiro ano que nem funcionou. Não, mas é porque seis anos no mundo de hoje são 20 anos. Ah, não. Com certeza. Mas a gente quer ter...

Não, eu sei que vocês querem criar uma base forte. É, uma base forte com bastante tempo, assim, de... A gente já chegamos a bastante tempo, mas com um número maior de pessoas que vivenciaram aquilo que deu certo real. É. Né? Nossas crianças formadas. Hoje já deve ter passado mais de 200 crianças lá? Ah, sim. No total de seis anos. Uma média de 250 crianças.

Tô chutando por seis. Não, não, eu tô chutando assim por... Acho que talvez umas mil. Acho que umas mil. Agora, aí tem mil crianças, né? Vamos colocar pelo menos pai e mãe, porque vem só muito mais. Tem avó, que a minha mãe já devolvido. Já viram três mil, né, pessoas.

Mas é equipe grande, né? É um número muito grande de pessoas que a gente já impactou. 300 pessoas que já passaram por lá também. E é isso que move, né? Você que está impactando. Sim, com certeza. Eu acho que o ajudar e você vê... Na verdade, eu acho que vocês ainda não sentiram isso, mas vocês vão sentir.

Porque as crianças estão pequenas ainda, né? Eu estou adorando ver os adultos. Agora, você vê, quando você for olhar e falar assim, não, fez 18 anos e eu fiz... Assim, isso é o professor e todo mundo fala. Você mudou, você ajudou a estar num nível tal. Eu acho que isso acaba sendo um outro sentimento. E esse impacto é no sistema daquela pessoa. Assim, a nossa funcionária, que é a mãe...

ela muda a forma de maternar dela. Ela tá aprendendo com a gente. Outros olhares, outras visões. Então, isso é muito legal. Tem várias que vêm dar esse olhar pra gente. Eu falei, é tudo errado com a minha filha. E agora eu tô com outro olhar que não é tudo errado. É suficientemente boa. Você faz o melhor que você pode, com o que você tem de conhecimento. É, o que você tem, o que você pode. Mas a gente vai fornecendo esse conhecimento e elas vão sendo o pai a mesma coisa. A gente fala muito da mãe, mas o pai também, né?

Sim. Não, assim, tem cada vez mais presentes. É verdade. Não, hoje eu vejo que tem muito pai e mãe, né? A gente fala que vem só mãe. Os pais que estão lá, que vão nas reuniões. É difícil a gente fazer uma reunião que vai só mãe. A mãe ainda é mais, né? A mãe ainda é mais. Ainda é, mas já tem muito mais. Mas tem muito mais. É porque hoje tem o pai e mãe, que é o inverso. Tem. Antigamente era muito difícil. Tem, tem. Era bem difícil.

Tem, tem sim. Os pais estão muito mais presentes. Que ótimo, né? Sim. Que ótimo.

E uma outra pergunta, vocês acham que existe o talento natural ou tudo é o ambiente? Você acha que o ambiente também tem uma influência? Qual é a proporção disso aí? Eu acho que existe o talento natural, sem dúvida, só que quando o ambiente não permite que esse talento se desenvolva, ele se perde. Então, tem um fator muito forte também do ambiente. Muito forte. Muito forte.

Porque se você não tem um ambiente propício para aquilo ali se desenvolver, você não vai desenvolver aquele seu talento. Você não vai nem saber que você tem aquele talento. Você não vai nem saber que você tem. É o que a gente falou dos clubs aqui. De que quando você tem uma criança que é muito boa em arte, mas você não investe naquilo, ela não vai desenvolver aquilo. Não vai ser o talento dela.

E geralmente é no coletivo que o nosso talento aparece, né? O talento de se comunicar, o talento para ajudar, o talento para construir, né? Isso vem no coletivo, né? Qual a maior mentira que a gente conta para as crianças, ligado à parte educacional?

Que a gente conta para as crianças. Não, porque não... Sociedade. A sociedade conta. Não, não, vou te dar um exemplo. E você tem que ser bom em tudo. Você vai chegar lá, você não... As duas têm filhos, né? Não, eu não. Porque a mãe... Vou pegar mãe e avô. Ah, eu nunca tirei menos de oito. Ninguém nunca foi aluno ruim, por exemplo. Nenhum pai. Eu nunca encontrei um pai. Assim, não agora. Agora eu estou numa outra fase. Mas quando eu estava assim na escola, não sei o quê. Todo pai é todo. Todo mundo é inteligente.

E todo mundo tirou 10, 100. Em tudo. Em tudo, é. Exatamente. Foi isso que a Diana acabou de falar. Que você é bom em tudo. Que você é bom em tudo. Que você não pode errar. Que esse comportamento é feio. Isso é uma coisa que a gente fala muito. Comportamento não é feio. Não é feio. Feio é estética. Comportamento é certo. É errado. E a gente tende a falar com a criança como se ela não entendesse, né? Ah, isso é feio. Não, isso é certo. Isso não é feio. Não pode por esse caminho. A criança tem que ouvir.

As coisas começam com uma linguagem lúdica, obviamente. A criança não vai fazer um PowerPoint para a criança. Não, sim. Mas a gente tem que falar a verdade na linguagem dela. Então, esse espaço para a criança ser o que ela pode ser... E para desenvolver os talentos. É, você tem que... E eram mentiras que a gente ouvia.

Não, você só vai entender essa mentira. Não é uma mentira intencional, né? Na verdade, você só vai entender essa mentira muitos anos depois. No momento, você fala assim, não é possível. Tem época que tu acredita fielmente, por exemplo. Quando você é mais novo, você acredita, porque... Menina bonita não sente raiva. Olha aí. Meninos não choram. Meninos não podem ficar tristes, não podem chorar. Isso aí é... Por aí vai, né? Tem muita. Tem muita. Aqui é outra.

Se vocês pudessem mudar uma única coisa no sistema educacional brasileiro amanhã, o que seria? Valorização da... Vaga em pré-escola, gente, isso é o básico. Nem isso a gente tem. Que é a valorização da infância. Valorização da primeira infância. Entender essa criança como um ser que precisa de muito olhar. A criança vai lembrar sim, ela pode não lembrar o fato, mas a... Aquilo ali é mais afetivo, vai impactar a nossa vida para sempre.

Olhem as crianças como quem elas são o futuro real. Com todo o potencial delas. Porque o jargão é lindo, né? A criança é o futuro. O futuro. O futuro do quê? O futuro, né? Não, e não é o futuro. A criança é o presente também. A criança está ali hoje. Ela precisa ser olhada hoje. Ela faz parte do hoje. Ela muda uma família. Ela tem o papel dela no presente também. Ela não é só o futuro.

Não, ela muda muito a família. Muito, claro. Existe antes dela e depois dela, né? Com certeza. Esse futuro só existe se o presente não existe, né? Não, o futuro vai existir de qualquer maneira. Mas dentro do que coloca o jargão, entendeu? O impacto do futuro depende do presente. Qual foi o momento mais emocionante que vocês viveram na escola? Lá.

Eu vou te falar uma coisa. É, a formatura é muito emocionante. Mas tem uma coisa que me marcou de uma forma, assim, você lembra disso que eu te falei, né? A gente ficou oito anos sonhando, planejando, pensando em mim, né? E aí a gente abriu em janeiro, né? Obviamente, ainda sem viver pandemia, que depois a gente falaria que foi a reabertura. Só de pensar já me emociona.

Mas o primeiro, não foi nem o primeiro dia da Minimi também, mas a primeira vez que eu vi trabalhos das crianças das paredes da Minimi. Não, eu acho que... Falei, gente, é verdade. Cada formatura... Marca, nossos alunos são verdade. Eles estão produzindo conhecimento através do trabalho que eles estão fazendo. Estão expondo na Minimi. Isso, para mim, eu parei e fiquei assim... E o primeiro dia da gente... Admirando, emocionada. Teve um arco-íris. Então, assim, foi...

Lindo, lindo, lindo. 6 de janeiro de 2020. 6 de janeiro de 2020. Foi o dia que a gente abriu a portinha laranja da gente pela primeira vez. Mas esse dia que eu vi os trabalhos, eu falei, caraca, é verdade, né? Eu acho que a gente se emociona no dia a dia lá. Esses dias um menininho virou pra mim e falou, a minha escola é muito linda. Isso é...

Não é graças a gente ouvindo. As crianças que se formam e voltam lá e falam, por que eu não posso voltar a estudar no menino? Eu queria contar que faz o Big Me aqui em cima. Tira essa empresa que está aqui. Tem uma criança que já acha que ela tem dor. É um menino que se formou e tem duas irmãs que ainda são alunas. Então essa criança está muito próxima. E ela fala que a gente fica num centro empresarial no térreo de um prédio corporativo.

Aí a criança falou, claro que tem espaço para fazer o menino maior. É só tirar as empresas. Olha aqui o feedback. Gente, tira essa empresa que está aqui em cima.

graça. Já houve um momento de dúvida sobre continuar? Ah, não. Nem quando a pandemia chegou. A gente tinha acabado de abrir, não tinha opção de não dar certo. Não tinha, não. Nunca. E isso a gente nunca pensou.

o que uma criança já ensinou pra vocês? Nossa, todo dia a gente aprende alguma coisa com elas. Valorizar o dia a dia, valorizar... Alegria, a energia. E valorizar o presente. Acho que a Lália falou, né, de que a criança é o presente no futuro. Acho que isso fica muito verdade pra gente no dia a dia. Muito verdade no dia a dia. Elas ensinam muito isso, assim. A criança tá admirando a florzinha dali.

E aquilo é muito grande, ela tá muito deslumbrada porque ela viu a terrinha que foi deslumbrada. O que acontece agora, sabe? Esse olhar pra tudo com um olhar meio do encantamento. Mas você não acha que é a inocência do novo? Que a gente já viu tanto, a gente meio que leva no automático. A criança não, né?

Então, é isso que a gente aprende com ela. A gente precisa se encantar com tudo. É tão mais legal a vida fora do automático. Não, com certeza. E aí eu vejo que isso me influencia no dia a dia mesmo. Você vê, eu estou no trânsito. Você olha para uma florzinha, está no pôr do sol, eu fico, caraca, o trânsito está muito ruim, mas se eu não tivesse aqui, não estaria vendo esse céu laranja com esse pôr do sol. E a vida fica muito mais legal quando a gente trabalha. A gente fez uma migração de mundo corporativo para escola.

Nossa senhora, não consigo nem me imaginar. Porque é muito lindo viver. A energia das crianças, a energia daquele lugar, de tudo que a gente vive ali. E das pessoas que trabalham com a infância. Eu também fico, esse encanto me pega quando eu vejo aquela professora que faz aquilo todos os dias. Mas é a professora que faz aquilo todos os dias.

numa alegria que é diferente, sabe? Ela está muito encantada vendo o que as crianças dela estão entregando para ela. E ela vive aquilo todos os dias, assim. É muito bonito ver a atuação da nossa equipe. E sem esse encantamento da professora, a gente não tem conexão com a criança. As meninas da cozinha cantando e quando fazem, muito felizes dali, né? Falando que foi a Frozen que veio fazer a comida, que foi o Homem-Aranha. Esses dias um menino falou...

Eu vi, tinha uma teia de areia no meu bolo. Porque foi o Homem-Aranha que veio fazer, foi o Spider que veio fazer.

Aí eu só olhei e falei, tomara que ele não fale para a mãe que ele bateu. Ele me chamou do outro lado de Anikia. Tinha teia, hein? Porque eu já falo com ele que o Homem-Aranha... A gente vai ter que explicar para a mãe. Falar, não, a teia era do Homem-Aranha que veio aí fazer comida. O olhar para os crianças é muito mais legal do que o olhar para os adultos. Com certeza. O que vocês querem que os ex-alunos digam sobre a Minimi daqui a 20 anos? Que ele construa um caminho mais seguro.

Eu acho que eu quero que eles percebam o quanto aquilo ali teve impacto na vida deles. É isso, né? Uma segurança de ser quem ele é, que ele desenvolveu a escolha dele de maneira mais consciente. Que ele sabe que importa. Mas que o outro também importa, né? Que tem uma olhagem e empatia. Que ele aprendeu a cuidar dele, a cuidar do outro, a cuidar do ambiente. Isso aí é essa percepção venda para a escola.

Eu viajo muito, gente, nas crianças, nas adultas. Mas muita coisa. Imagina assim, ganhando um prêmio, fora. Ganhando prêmio. Construindo o nome deles nos jornais. Não, eu acho que é um negócio diferente, né? Vamos ter, com certeza.

Não, é porque vocês... Hoje, eu nem perguntei isso, hoje essa limitação de 250 é alguma coisa que vocês impuseram ou é uma limitação para chegar no nível que vocês querem? Ou tem alguma coisa de pensar em ter mais alunos ali? Não, ali no espaço físico da gente não cabe, não dá. Como a criança falou, é só tu...

Então, a gente trabalha com o número reduzido de criança por turma. Mas é do método de vocês. Para poder ter esse olhar individualizado. No caso, para expandir, seria o que você falou. De repente, tem uma outra unidade para ter o mesmo padrão. Tem que ter uma outra unidade, senão a gente não...

Se não entrega o que vocês... A gente não tem como expandir o pátio. A gente até tem como expandir o espaço físico dentro da escola, mas não o pátio. Mas a gente não quer ser uma escola enorme, né? Mas a gente é... Não, então, por isso que eu perguntei se existe um... Que, às vezes, é o que você falou, para manter o que vocês imaginam como entrega e o padrão, você não vai chegar, porque... É aquilo que ela falou, aí você tem mais gente.

Você começa a ter todas as outras... Não, mais gente a gente até vai ter uma oportunidade. Não, então, mais gente que eu digo de...

Mas é diferente, entendeu? De atenção. E outra coisa, né? Nossa expansão é unidade. E falando em termos de marketing, quando a gente expande o nome para várias partes da cidade, a gente tem muito mais potencial do que a gente ter uma escola grande. Sim, com certeza. Então, a nossa expansão seria essa. Não, eu acho até pelo que vocês escolheram.

não só de marketing, mas pelo que vocês escolheram de entrega. Com certeza. Ela muda muito você começar a ter algumas coisas a mais para você poder trabalhar, porque é o que você falou. Ah, eu tenho 10 alunos por não sei aonde, vamos dizer. Então, assim, para você dar atenção...

Tudo vai mudando, né? Se eu tiver mais uma unidade, de qualquer maneira, eu tenho duas turmas com dez crianças, entendeu? Eu tenho uma turma na unidade A e uma turma na unidade B. Só que quando a gente junta tudo num lugar só, é muito mais difícil da gente conseguir fazer esse olhar digitalizado.

fazer esse olhar individualizado de uma maneira mais efetiva. Porque, tudo bem, eu vou ter mais gente, eu vou ter mais equipe, eu vou ter mais coordenação, eu vou ter mais gente de tudo, mas não funciona da mesma maneira quando a gente tem duas unidades. É, não, é que... É igual a gente tem, por exemplo, a faculdade, tu tem 780 alunos. Aí, por mais que você botasse... Vou dar o exemplo da faculdade, que é mais fácil de todo mundo que está vendo entender. E todo mundo está grande.

Eu peguei uma época da faculdade que o professor ainda dava um semi-acompanhamento. Eu vejo, às vezes hoje, o cara chega e fala assim, ó, tá aí, se vira, lê e faz não sei o quê. Se eu pegar e botar 10 pessoas com 80, mesmo que eu vá ter, ele tem um burburinho, tem outras coisas. Agora, você tá ali quase um a um, você tem um negócio todo individualizado e controle, porque vai juntando gente, né? Fica mais difícil de controlar, não por parte das pessoas, mas de todo mundo mesmo. De todo mundo, com certeza.

Imagina, eu já fico imaginando Imagina as crianças nisso aí A gente imagina, eu cheguei a estudar em sala Que tinha 47 alunos Não, quando a gente Decidia que não ia ter aula, não ia ter aula Com certeza Pode ser o professor, o professor ficava Não sei o que, e aí 40 Como é que você

Não compete com o LV7, é deficiente. Só que hoje a gente... É que você, quando está na época, tu nunca pensa isso. Você pensa hoje. Eu, às vezes, hoje paro assim. Pô, 47 alunos. Ou então há tantos. O pensamento de cada um. Você querer fazer zoeira para não ter aula. Você pensa outra coisa. Quando você vira adulto, quando você tem outro tipo de... É que, na época, você está querendo zoar mesmo. Não quer deixar isso. Então, você tem esses pensamentos.

O nosso professor, sabe? A professora sabe o jeitinho que a criança gosta de dormir. Se ela tem 20 alunos, ela não sabe. Ela não sabe. Quando ela tem 10, 12, é muito mais fácil saber. A gente está chegando nos, finalmente, antes de... Eu vou fazer mais duas perguntas. Eu queria que vocês deixassem a rede social de cada uma. Como é que é o processo para quem quiser ir para a Minimi? E, onde tem as informações da Minimi? Tudo isso para o pessoal que está acompanhando a gente.

Legal. Minimi Educação Infantil é a nossa rede social no Instagram e no Facebook também. O nosso site é minimieducaçãoinfantil.com.br. E ali vocês podem agendar a visita pelo WhatsApp, pelo próprio site que tem formulário de visita, no Instagram também, pelo direct do Instagram. A gente gosta muito de receber individualmente as famílias, né? Eu e a Diana que recebemos normalmente as famílias lá, para contar um pouquinho da história da gente, de tudo, apresentar a escola, metodologia, isso tudo.

E aí a matrícula é toda online, é tudo bem simples. Mas existe algum processo para poder entrar? Para entrar na escola? Para as mães? Matricular ou para visitar a escola? Não, visitar eu acho que você vai lá e entra, mas tem algum pré-requisito, alguma coisa? Não, pré-requisito para entrar na escola? Para entrar na escola, não.

Só entrar em contato. É só ter a vaga. O pré-requisito é ter a vaga. Então, quantas vagas hoje tem espera? Depende da turma. Algumas turmas têm fila de espera, algumas turmas têm vaga. Vocês estão acompanhando, tem que adiantar. Melhor escola de educação que eu tenho. E a rede social de cada uma? A gente usa mais a da MIMI mesmo. Vocês não... Não, muito pouco.

Então, eu vou fazer as duas agora. Se a primeira infância define o adulto, então estamos construindo que tipo de sociedade hoje? A que a gente quer construir? Com a Minimi, o que a gente está construindo? Uma sociedade mais empática, uma sociedade mais preocupada com o cuidado, com si mesmo, com onde ela está, com a forma como ela lida com as relações interpessoais, como ela lida com os sentimentos dela.

E uma sociedade que entende que a curiosidade é que muda as coisas. Que você ficar inconformado com algumas coisas, mas o inconformismo porque você pesquisou, porque você criticou e porque você viu que pode ser de outro lugar. De você buscar o conhecimento, né? É, você parar. O conhecimento abre todas as portas que a gente precisa, né? Só que esse conhecimento não é o que falaram que é.

O que você gerou curiosidade, o que você foi investigar e você viu por outro caminho. Você também gera conhecimento. Então, a gente incentiva as crianças a pensar, a fazer perguntas, a ficar curiosas. Desde uma primeira, né? Como é que essa plantinha nasceu aqui? Quando um bebê está batucando alguma coisa, ele para de batucar e a professora pergunta para onde foi o som? Parou? Foi para onde? Ela está gerando uma curiosidade. Ela está gerando a criança parar e falar...

A gente quer uma sociedade que saiba pensar. Fora da caixinha. Aproveitando isso, eu pensei aqui numa coisa. Vocês indicariam algum livro, alguns livros para as mães e para o pessoal que possa ajudar ou um livro que vocês tenham de cabeceira que ajuda muito nessa parte educacional para as mães?

Sobre telas, tem um que eu gosto muito. Não, sobre vocês que... Geração ansiosa, que fala sobre os perigos das telas mesmo, né? E dos riscos. Tem um livro super clássico da infância que se chama O Cérebro da Criança. Que é um livro super legal para entender esse formato mesmo, né? Essa primeira infância, essa neuroplasticidade, isso tudo. É bacana também. Então, quais são os dois? Cérebro da Criança, para a gente poder entender a primeira infância. Geração ansiosa em relação a telas.

E, para finalizar, eu queria que vocês deixassem uma mensagem para as mães, para todo mundo que está acompanhando a gente, sobre a educação, o Minimi, sobre o que vocês quiserem. Não existe mãe perfeita, relaxa. Existe a mãe presente. Quanto mais presente a gente é, mais a gente erra, né? Porque a gente está na relação e na relação pode a gente errar. Então, o que importa é a gente querer estar junto, a gente querer acertar e saber que a gente é a melhor mãe para o nosso filho.

E aproveitar o tempo que você tem com o teu filho da melhor forma possível, dentro da sua possibilidade. Não é o fim do mundo. Essa culpa do vou trabalhar não precisa existir. E os filhos se orgulham depois. Com certeza. E olhar a infância, cuidar dessa criança. E esse espaço para a mãe ser quem ela é, para a mãe ser a profissional, para a mãe ser...

a pessoa que vai sim sair com as amigas, isso aí faz a relação dela com os filhos dela também ser melhor. Pais felizes criam filhos felizes. Se a gente não está bem, a criança sabe que a gente não está bem. Cuidar da gente antes. É a máxima do avião que serve para tudo, né? A máscara de oxigênio primeiro e outro. Então, a gente tem que ter esse olhar.

Gostaria de agradecer vocês mais uma vez por terem vindo. É a gente que agradece. Depois a gente... Vou pensar numa dinâmica para a gente fazer de educação depois. Legal. Porque normalmente eu introduzo um assunto e depois a gente fazer uma meda redonda com mais gente. Legal. Tá bom? Obrigado a vocês. Pessoal, acompanha a gente no Spotify, Apple Music e YouTube. Curta, compartilhe. A gente vai deixar as informações da Minimi na...

na descrição. E até mais. Obrigada. Tchau, tchau.

Anunciantes5

Andreza Araújo

external

Audible

external

Glass ON

external

GWM

carros
external

KTO

chá
external
OS PRIMEIROS 6 ANOS MUDAM TUDO | LAILA MENDES E DIANA QUINTELLA DA MINIME | BUSINESS BY CÁSSIO #112 | Castnews Index — Castnews Index